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SUSTENTABILIDADE? O QUE É?



Nunca antes se ouviu falar tanto nessa palavra quanto nos dias atuais: Sustentabilidade. Mas, afinal de
contas, o que é sustentabilidade?
 “Sustentabilidade é um conceito sistêmico; relacionado com a continuidade dos aspectos econômicos,
sociais, culturais e ambientais da sociedade humana”. (Wikipedia)
Mas você ainda pode pensar: “E que isso tudo pode significar na prática?”
Podemos dizer “na prática”, que esse conceito de sustentabilidade representa promover a exploração
de áreas ou o uso de recursos planetários (naturais ou não) de forma a prejudicar o menos possível o
equilíbrio entre o meio ambiente e as comunidades humanas e toda a biosfera que dele dependem para
existir. Pode parecer um conceito difícil de ser implementado e, em muitos casos, economicamente
inviável. No entanto, não é bem assim. Mesmo nas atividades humanas altamente impactantes no meio
ambiente como a mineração; a extração vegetal, a agricultura em larga escala; a fabricação de papel e
celulose e todas as outras; a aplicação de práticas sustentáveis nesses empreendimentos; revelou-se
economicamente viável e em muitos deles trouxe um fôlego financeiro extra.
Assim, as idéias de projetos empresariais que atendam aos parâmetros de sustentabilidade,
começaram a multiplicar-se e a espalhar-se por vários lugares antes degradados do planeta. Muitas
comunidades que antes viviam sofrendo com doenças de todo tipo; provocadas por indústrias
poluidoras instaladas em suas vizinhanças viram sua qualidade de vida ser gradativamente recuperada
e melhorada ao longo do desenvolvimento desses projetos sustentáveis. Da mesma forma, áreas que
antes eram consideradas meramente extrativistas e que estavam condenadas ao extermínio por
práticas predatórias, hoje têm uma grande chance de se recuperarem após a adoção de projetos de
exploração com fundamentos sólidos na sustentabilidade e na viabilidade de uma exploração não
predatória dos recursos disponíveis. Da mesma forma, cuidando para que o envolvimento das
comunidades viventes nessas regiões seja total e que elas ganhem algo com isso; todos ganham e
cuidam para que os projetos atinjam o sucesso esperado.
A exploração e a extração de recursos com mais eficiência e com a garantia da possibilidade de
recuperação das áreas degradadas é a chave para que a sustentabilidade seja uma prática exitosa e
aplicada com muito mais freqüência aos grandes empreendimentos. Preencher as necessidades
humanas de recursos naturais e garantir a continuidade da biodiversidade local; além de manter, ou
melhorar, a qualidade de vida das comunidades inclusas na área de extração desses recursos é um
desafio permanente que deve ser vencido dia a dia. A seriedade e o acompanhamento das autoridades
e entidades ambientais, bem como assegurar instrumentos fiscalizatórios e punitivos eficientes, darão
ao conceito de sustentabilidade uma forma e um poder agregador de idéias e formador de opiniões
ainda muito maior do que já existe nos dias atuais.
De uma forma simples, podemos afirmar que garantir a sustentabilidade de um projeto ou de uma
região determinada; é dar garantias de que mesmo explorada essa área continuará a prover recursos e
bem estar econômico e social para as comunidades que nela vivem por muitas e muitas gerações.
Mantendo a força vital e a capacidade de regenerar-se mesmo diante da ação contínua e da presença
atuante da mão humana (1).




DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

Define-se por Desenvolvimento Sustentável um modelo econômico, político, social, cultural e ambiental
equilibrado, que satisfaça as necessidades das gerações atuais, sem comprometer a capacidade das
gerações futuras de satisfazer suas próprias necessidades. Esta concepção começa a se formar e
difundir junto com o questionamento do estilo de desenvolvimento adotado, quando se constata que
este é ecologicamente predatório na utilização dos recursos naturais, socialmente perverso com
geração de pobreza e extrema desigualdade social, politicamente injusto com concentração e abuso de
poder, culturalmente alienado em relação aos seus próprios valores e eticamente censurável no
respeito aos direitos humanos e aos das demais espécies. O conceito de sustentabilidade comporta
sete aspectos principais, a saber:

•   Sustentabilidade Social - melhoria da qualidade de vida da população, eqüidade na distribuição de
    renda e de diminuição das diferenças sociais, com participação e organização popular;
• Sustentabilidade Econômica - públicos e privados, regularização do fluxo desses investimentos,
    compatibilidade entre padrões de produção e consumo, equilíbrio de balanço de pagamento, acesso
    à ciência e tecnologia;
• Sustentabilidade Ecológica - o uso dos recursos naturais deve minimizar danos aos sistemas de
    sustentação da vida: redução dos resíduos tóxicos e da poluição, reciclagem de materiais e energia,
    conservação, tecnologias limpas e de maior eficiência e regras para uma adequada proteção
    ambiental;
• Sustentabilidade Cultural - respeito aos diferentes valores entre os povos e incentivo a processos de
    mudança que acolham as especificidades locais;
• Sustentabilidade Espacial - equilíbrio entre o rural e o urbano, equilíbrio de migrações,
    desconcentração das metrópoles, adoção de práticas agrícolas mais inteligentes e não agressivas à
    saúde e ao ambiente, manejo sustentado das florestas e industrialização descentralizada;
• Sustentabilidade Política - no caso do Brasil, a evolução da democracia representativa para
    sistemas descentralizados e participativos, construção de espaços públicos comunitários, maior
    autonomia dos governos locais e descentralização da gestão de recursos;
• Sustentabilidade Ambiental - conservação geográfica, equilíbrio de ecossistemas, erradicação da
    pobreza e da exclusão, respeito aos direitos humanos e integração social. Abarca todas as
    dimensões anteriores através de processos complexos.
O grande marco para o desenvolvimento sustentável mundial foi, sem dúvida a Conferência das Nações
Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro em junho de 1992 (a Rio
92), onde se aprovaram uma série de documentos importantes, dentre os quais a Agenda 21, um plano
de ação mundial para orientar a transformação desenvolvimentista, identificando, em 40 capítulos, 115
áreas de ação prioritária. A Agenda 21 apresenta como um dos principais fundamentos da
sustentabilidade o fortalecimento da democracia e da cidadania, através da participação dos indivíduos
no processo de desenvolvimento, combinando ideais de ética, justiça, participação, democracia e
satisfação de necessidades. O processo iniciado no Rio em 92, reforça que antes de se reduzir a
questão ambiental a argumentos técnicos, deve-se consolidar alianças entre os diversos grupos sociais
responsáveis pela catalisação das transformações necessárias.

Dentre alguns dos focos discriminados na Agenda 21, podemos destacar (2):

•   cooperação internacional
•   combate à pobreza
•   mudança dos padrões de consumo
•   habitação adequada
•   integração entre meio ambiente e desenvolvimento na tomada de decisões
•   proteção da atmosfera
•   abordagem integrada do planejamento e do gerenciamento dos recursos terrestres
•   combate ao desflorestamento
•   manejo de ecossistemas frágeis: a luta contra a desertificação e a seca
•   promoção do desenvolvimento rural e agrícola sustentável
•   conservação da diversidade biológica
•   manejo ambientalmente saudável dos resíduos sólidos e questões relacionadas com os esgotos
•   fortalecimento do papel das organizações não-governamentais: parceiros para um desenvolvimento
      sustentável
  •   iniciativas das autoridades locais em apoio à agenda 21
  •   a comunidade científica e tecnológica
  •   fortalecimento do papel dos agricultores
  •   transferência de tecnologia ambientalmente saudável, cooperação e fortalecimento institucional
  •   a ciência para o desenvolvimento sustentável
  •   promoção do ensino, da conscientização e do treinamento




  ELABORAÇÃO DE UM PROJETO DE SUSTENTABILIDADE


1- NOÇÕES GERAIS

  “Um projeto é um empreendimento planejado que consiste num conjunto de atividades
  interrelacionadas
  e coordenadas, com o fim de alcançar objetivos específicos dentro dos limites de um orçamento e de
  um período de tempo dados.” (ONU, 1984)

  A elaboração de um projeto requer entes de tudo um ambiente adequado para o desenvolvimento das
  idéias do grupo, requer tempo e paciência para que se possa trabalhar em conjunto, exercitando o
  respeito e o dom de ouvir o outro.
  A concentração e o espírito de grupo são dois elementos essenciais para se materializar boas idéias.


  O que é um Projeto?

  Um projeto surge em resposta a um problema concreto. Elaborar um projeto é, antes de mais nada,
  contribuir para a solução de problemas, transformando IDÉIAS em AÇÕES.

  A organização do projeto em um documento nos auxilia a sistematizar o trabalho em etapas a serem
  cumpridas, compartilhar a imagem do que se quer alcançar, identificar as principais deficiências a
  superar e apontar possíveis falhas durante a execução das atividades previstas.

  Conceitualmente, o projeto é a menor unidade administrativa de qualquer plano ou programa. Um bom
  projeto escrito tem que mostrar-se capaz de comunicar todas as informações necessárias e é por isso
  que, em geral, existem elementos básicos que compõem sua apresentação.




  ETAPA 1 - ELABORAÇÃO DO PROJETO

  Os principais itens que compõe um projeto relacionam-se de forma bastante orgânica, de modo que o
  desenvolvimento de uma etapa leva necessariamente à outra.

  1. IDENTIFICAÇÃO DO PROJETO
Deve conter as seguintes informações: nome, endereço completo, forma jurídica, data do registro
jurídico, CGC, representante legal e ato que lhe atribui competência, coordenador do projeto e seu
endereço. É importante não esquecer de mencionar todos os parceiros do
projeto, indicando claramente quem é o proponente e quem participará da execução.

2. HISTÓRICO DE EXPERIÊNCIA DA INSTITUIÇÃO

Deve conter uma descrição sucinta dos trabalhos que vêm sendo realizados pela organização, o tipo de
projetos que já foram executados ou propostos e em que região, localidade ou comunidade. Indica a
experiência e a aptidão da instituição em desenvolver trabalhos semelhantes ao proposto e demonstra
porque irá obter sucesso.

3. CARACTERIZAÇÃO DO PROBLEMA E JUSTIFICATIVA

A elaboração de um projeto se dá introduzindo o que pretendemos resolver, ou transformar. Este
problema deve ser delimitado e caracterizado para conhecermos suas dimensões, origens, histórico,
implicações e outras informações. Esta prática nos dará maior intimidade com o tema, permitindo um
diagnóstico mais fiel e definindo estratégias mais precisas para sua resolução.
Aqui deve ficar claro que o projeto é uma resposta a um determinado problema percebido e identificado
pela comunidade ou pela entidade proponente.
Após a caracterização do problema/situação, podemos justificar a necessidade da intervenção.
Esclarecimentos sobre a importância de sua realização à nível sócio-econômico-ambiental, evidências
da sua viabilidade e outras informações que possam auxiliar o financiador na tomada de decisões
devem ser enfatizadas.
A justificativa é uma parte muito importante em um projeto, ela é deve responder: Por que executar o
projeto? Por que ele deve ser aprovado e implementado?
 Algumas perguntas que podem ajudar a responder esta questão:

   naturais da região?
n Existem outros projetos semelhantes sendo desenvolvidos nessa região
ou nessa área temática?
o Qual é a possível relação e atividades semelhantes ou complementares
entre eles e o projeto proposto?
e Quais são os benefícios econômicos, sociais e ambientais a serem
alcançados pela comunidade e os resultados para a região?



4. OBJETIVO (s)

Os objetivos também podem ser chamados de resultados esperados. São os efeitos diretos das
atividades ou ações do projeto nem sempre poderão ser plenamente atingidos durante o prazo de
execução do projeto mas os objetivos devem se realizar até o final do projeto.

5. METAS

As metas, que muitas vezes são confundidas com os objetivos específicos, são os resultados parciais a
serem atingidos e neste caso podem e devem ser bastante concretos expressando quantidades e
qualidades dos objetivos, ou seja quanto será feito. A definição de metas com elementos quantitativos e
qualitativos é conveniente para avaliar os avanços. Ao escrevermos uma meta, devemos nos perguntar:
o que queremos? Para que o queremos? Quando o queremos?
Quando a meta se refere a um determinado setor da população ou a um determinado tipo de
organização, devemos descrevê-los adequadamente. Por exemplo, devemos informar a quantidade de
pessoas que queremos atingir, o sexo, a idade e outras informações que esclareçam a quem estamos
nos referindo.
O (s) objetivo (s) deve (m) ter uma ou mais metas. Quanto melhor dimensionada estiver uma meta, mais
fácil será definir os indicadores que permitirão evidenciar seu alcance.


6. ATIVIDADES

São as ações previstas para a realização do projeto, devendo ser claramente descritas e relacionadas
aos objetivos específicos. Devem ser numeradas em ordem cronológica de execução e indicando
quando couber, unidades de medida (ex. metros, kg, dúzia, litros, etc.) e quantidade. É importante que
as atividades sempre sejam relacionadas com os objetivos específicos ou com as metas, pois é através
da soma das atividades que se avalia a possibilidade do projeto atingir seu objetivo.

7. BENEFÕCIOS E BENEFICIÁRIOS

Devem descrever os resultados concretos e quem será beneficiado com a realização do projeto. De
uma forma geral podem responder as seguintes perguntas:
u De quem partiu a iniciativa de elaborar o projeto? Foram realizados encontros com os beneficiários?
Quantas pessoas participaram? Faça uma breve descrição do processo de elaboração da proposta.
u Como se dará a participação dos beneficiários na execução do projeto?
 Como a comunidade será beneficiada com o projeto? Através de quais benefícios?

8. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

Referências bibliográficas que possam conceituar o problema, ou servir de base para a ação, podem e
devem ser apresentadas. Certamente darão ao financiador uma noção de quanto o autor está inteirado
ao assunto, pelo menos ao nível conceitual/teórico.

9. RESUMO

O resumo é uma seção geralmente de uma página onde é feita uma síntese do projeto. Sua função é
dar uma idéia geral do que se trata, seus objetivos, duração e custo, dentre outros. Escrever um bom
resumo é extremamente importante, pois este tem que cativar o leitor a aprofundar-se no projeto e
descobrir o quanto ele é importante, bem intencionado e efetivo. O resumo deverá ser uma das últimas
seções a ser redigida, pois então teremos maior intimidade com o projeto.

10.ANEXOS

Muitas informações que não é possível inserir em nenhuma das seções anteriores podem ser, desde
que imprescindíveis, transformadas em anexos. Um mapa localizando a região ou município, o
curriculum vitae dos principais integrantes da equipe, um histórico mais detalhado, cartas de
recomendação de algumas pessoas relacionadas à instituição financiadora, um relato do desempenho
de sua organização e de seu envolvimento com outras instituições atuantes na área, etc.
É importante ressaltar que nem todos os revisores se interessarão por tantas informações quanto foram
sugeridas, e portanto é aconselhável se restringir às realmente necessárias para contextualização de
sua proposta.




ETAPA 2 – O PLANO DE TRABALHO: COMO VAMOS AGIR?
Neste momento todos os objetivos que foram definidos na etapa anterior tem que ter seus respectivos
procedimentos de trabalho. O ideal é verificar se para cada objetivo há um procedimento claro, se não é
um objetivo “morto”.
A idéia central é sempre que possível justificar os métodos detrabalho escolhidos para garantir uma
maior coerência e consistência ao projeto.
A metodologia deve descrever as formas e técnicas que serão utilizadas para executar as atividades
previstas, devendo explicar passo a passo a realização de cada atividade e não apenas repetir as
atividades. Deve levar em conta que as atividades tem início, meio e fim, detalhando o plano de
trabalho.

É importante pesquisar metodologias que foram empregadas em projetos semelhantes, verificando sua
aplicabilidade e deficiências, e é sempre oportuno mencionar as referências bibliográficas.
Um projeto pode ser considerado bem elaborado quando tem metodologia bem definida e clara. É a
metodologia que vai dar aos avaliadores/parceristas, a certeza de que os objetivos do projeto realmente
tem condições de serem alcançados. Portanto este item deve merecer atenção especial por parte das
instituições que elaborarem projetos.
Uma boa metodologia prevê três pontos fundamentais:
a gestão participativa, o acompanhamento técnico sistemático e continuado e o desenvolvimento de
ações de disseminação de informações e de conhecimentos entre a população envolvida (capacitação).




ETAPA 3 – O ANDAMENTO DO PROJETO: COMO VAMOS AVALIAR, TIRAR CONCLUSÕES E DISSEMINAR
RESULTADOS?



a. Avaliação
Alguns projetos, diferentemente do proposto, tem previsão de se perpetuarem, como projetos de
desenvolvimento institucional e financeiro de ONGs, programas de monitoramento de parâmetros
ambientais, programas de conservação de áreas e outros. Nestes casos faz-se necessária a adoção de
estratégias para geração de recursos, não somente financeiros, mas também humanos, uma vez que os
financiadores nem sempre terão disposição de apoiá-lo indefinidamente.
É interessante que todo projeto tenha a perspectiva de atingir a autosustentabilidade ecológica e
econômica, durante e após o término do repasse dos recursos. Neste sentido deve-se descrever com
que meios e de que forma a organização e a comunidade envolvida planejam continuar as
atividades após o término dos recursos. Para uma boa avaliação de um projeto é imprescindível que
haja um monitoramento, de modo que todas as particularidades possam ser observadas.

a1. Monitoramento

O monitoramento é uma prática imprescindível para avaliar quanto do proposto vêm sendo alcançado.
Pode indicar a necessidade de alteração de algumas das metas ou atividades programadas.
Para que a monitoria e avaliação possa alcançar seus objetivos é necessário que se estabeleçam
previamente alguns indicadores quantitativos e qualitativos. Estes indicadores devem permitir, de uma
maneira geral, avaliar de que forma o projeto pretende:
a ) Obter a participação da comunidade.
b) Documentar a experiência em todas as suas etapas.
c) Divulgar, difundir os procedimentos, acertos e erros do projeto.
d) Acompanhar a realização dos resultados e da aplicação dos recursos financeiros.
e) Avaliar permanentemente o projeto, envolvendo equipe técnica e comunidade e realizando os ajustes
que se façam necessários.
f ) Observar, acompanhar, monitorar, os impactos ambientais que o projeto poderá causar.
g) Aferir os resultados econômicos, para saber se o projeto é autosustentável.

Os indicadores de resultado permitem aferir/averiguar o progresso de cada atividade em relação aos
objetivos do projeto. Em tese, se todas as atividades estiverem 100% executadas, os objetivos do
projeto foram alcançados.
As questões a seguir servem como referência para esta descrição:

AÉ possível estimar a durabilidade dos resultados e dos impactos do projeto?
A
como.
c Os beneficiários ou outras instituições (comunidades, famílias, prefeituras, ONGs) pretendem dar
continuidade ao trabalho após o término do financiamento?

b. DISSEMINAÇÃO DOS RESULTADOS
A divulgação das experiências bem sucedidas é de fundamental importância, tanto para a continuidade
do projeto, quanto para o impacto positivo que o projeto pretende deixar na comunidade. As ações de
disseminação dos resultados também precisam ser pensadas dentro de cada projeto.
As propostas de divulgação poderão ser planejadas em nível local ou regional, incluindo os seguintes
itens:
i Definição do que será objeto de divulgação (metodologias, técnicas, experiências);
i Definição dos produtos por meio dos quais será feita a divulgação (livros, artigos para revistas/jornais,
vídeos, seminários, propriedades piloto);
v Definição das atividades de divulgação (palestras, reuniões);
v Definição da abrangência da divulgação (local ou regional);
v Definição do público que se pretende atingir (outras populações com características semelhantes às
dos beneficiários do projeto, órgãos públicos, setores acadêmicos, organizações não governamentais,
etc.
Como podemos ver, disseminar é mais do que divulgar, é tornar oprojeto palpável 'a sociedade, que
poderá transformá-lo em um novo modelo de trabalho. Deste modo, disseminar torna-se uma atitude
todo o tempo de duração do trabalho.


ETAPA 4 – O ORÇAMENTO

Após um planejamento detalhado das atividades, pode-se perguntar quanto custará o projeto, quando
se darão as despesas e quando os recursos deverão estar disponíveis. O orçamento é um resumo ou
cronograma financeiro do projeto, no qual se indica com o que e quando serão gastos os recursos e de
que fontes virão os recursos. Facilmente pode-se observar que existem diferentes tipos de despesas
que podem ser agrupadas de forma homogênea, como por ex.: material de consumo; custos
administrativos; equipe permanente; serviços de terceiros; diárias e hospedagem; veículos, máquinas e
equipamentos; obras e instalações. No orçamento as despesas devem ser descritas de forma
agrupada, no entanto, as organizações financiadoras exigem que se faça uma descrição detalhada de
todos os custos, que é chamada memória de cálculo, pela qual são descritos detalhadamente todos os
itens de despesa.


 Bibliografia
1. http://www.atitudessustentaveis.com.br/sustentabilidade/sustentabilidade/
2. http://www.catalisa.org.br/si
3. http://www.rma.org.br/v3/template/downloads/captacao/material_apoio_captacao_recurso.pdf
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2ª apostila 2ª série 3º bi

  • 1. SUSTENTABILIDADE? O QUE É? Nunca antes se ouviu falar tanto nessa palavra quanto nos dias atuais: Sustentabilidade. Mas, afinal de contas, o que é sustentabilidade? “Sustentabilidade é um conceito sistêmico; relacionado com a continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana”. (Wikipedia) Mas você ainda pode pensar: “E que isso tudo pode significar na prática?” Podemos dizer “na prática”, que esse conceito de sustentabilidade representa promover a exploração de áreas ou o uso de recursos planetários (naturais ou não) de forma a prejudicar o menos possível o equilíbrio entre o meio ambiente e as comunidades humanas e toda a biosfera que dele dependem para existir. Pode parecer um conceito difícil de ser implementado e, em muitos casos, economicamente inviável. No entanto, não é bem assim. Mesmo nas atividades humanas altamente impactantes no meio ambiente como a mineração; a extração vegetal, a agricultura em larga escala; a fabricação de papel e celulose e todas as outras; a aplicação de práticas sustentáveis nesses empreendimentos; revelou-se economicamente viável e em muitos deles trouxe um fôlego financeiro extra. Assim, as idéias de projetos empresariais que atendam aos parâmetros de sustentabilidade, começaram a multiplicar-se e a espalhar-se por vários lugares antes degradados do planeta. Muitas comunidades que antes viviam sofrendo com doenças de todo tipo; provocadas por indústrias poluidoras instaladas em suas vizinhanças viram sua qualidade de vida ser gradativamente recuperada e melhorada ao longo do desenvolvimento desses projetos sustentáveis. Da mesma forma, áreas que antes eram consideradas meramente extrativistas e que estavam condenadas ao extermínio por práticas predatórias, hoje têm uma grande chance de se recuperarem após a adoção de projetos de exploração com fundamentos sólidos na sustentabilidade e na viabilidade de uma exploração não predatória dos recursos disponíveis. Da mesma forma, cuidando para que o envolvimento das comunidades viventes nessas regiões seja total e que elas ganhem algo com isso; todos ganham e cuidam para que os projetos atinjam o sucesso esperado. A exploração e a extração de recursos com mais eficiência e com a garantia da possibilidade de recuperação das áreas degradadas é a chave para que a sustentabilidade seja uma prática exitosa e aplicada com muito mais freqüência aos grandes empreendimentos. Preencher as necessidades humanas de recursos naturais e garantir a continuidade da biodiversidade local; além de manter, ou melhorar, a qualidade de vida das comunidades inclusas na área de extração desses recursos é um desafio permanente que deve ser vencido dia a dia. A seriedade e o acompanhamento das autoridades e entidades ambientais, bem como assegurar instrumentos fiscalizatórios e punitivos eficientes, darão ao conceito de sustentabilidade uma forma e um poder agregador de idéias e formador de opiniões ainda muito maior do que já existe nos dias atuais. De uma forma simples, podemos afirmar que garantir a sustentabilidade de um projeto ou de uma região determinada; é dar garantias de que mesmo explorada essa área continuará a prover recursos e bem estar econômico e social para as comunidades que nela vivem por muitas e muitas gerações. Mantendo a força vital e a capacidade de regenerar-se mesmo diante da ação contínua e da presença atuante da mão humana (1). DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Define-se por Desenvolvimento Sustentável um modelo econômico, político, social, cultural e ambiental equilibrado, que satisfaça as necessidades das gerações atuais, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazer suas próprias necessidades. Esta concepção começa a se formar e difundir junto com o questionamento do estilo de desenvolvimento adotado, quando se constata que este é ecologicamente predatório na utilização dos recursos naturais, socialmente perverso com geração de pobreza e extrema desigualdade social, politicamente injusto com concentração e abuso de
  • 2. poder, culturalmente alienado em relação aos seus próprios valores e eticamente censurável no respeito aos direitos humanos e aos das demais espécies. O conceito de sustentabilidade comporta sete aspectos principais, a saber: • Sustentabilidade Social - melhoria da qualidade de vida da população, eqüidade na distribuição de renda e de diminuição das diferenças sociais, com participação e organização popular; • Sustentabilidade Econômica - públicos e privados, regularização do fluxo desses investimentos, compatibilidade entre padrões de produção e consumo, equilíbrio de balanço de pagamento, acesso à ciência e tecnologia; • Sustentabilidade Ecológica - o uso dos recursos naturais deve minimizar danos aos sistemas de sustentação da vida: redução dos resíduos tóxicos e da poluição, reciclagem de materiais e energia, conservação, tecnologias limpas e de maior eficiência e regras para uma adequada proteção ambiental; • Sustentabilidade Cultural - respeito aos diferentes valores entre os povos e incentivo a processos de mudança que acolham as especificidades locais; • Sustentabilidade Espacial - equilíbrio entre o rural e o urbano, equilíbrio de migrações, desconcentração das metrópoles, adoção de práticas agrícolas mais inteligentes e não agressivas à saúde e ao ambiente, manejo sustentado das florestas e industrialização descentralizada; • Sustentabilidade Política - no caso do Brasil, a evolução da democracia representativa para sistemas descentralizados e participativos, construção de espaços públicos comunitários, maior autonomia dos governos locais e descentralização da gestão de recursos; • Sustentabilidade Ambiental - conservação geográfica, equilíbrio de ecossistemas, erradicação da pobreza e da exclusão, respeito aos direitos humanos e integração social. Abarca todas as dimensões anteriores através de processos complexos. O grande marco para o desenvolvimento sustentável mundial foi, sem dúvida a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro em junho de 1992 (a Rio 92), onde se aprovaram uma série de documentos importantes, dentre os quais a Agenda 21, um plano de ação mundial para orientar a transformação desenvolvimentista, identificando, em 40 capítulos, 115 áreas de ação prioritária. A Agenda 21 apresenta como um dos principais fundamentos da sustentabilidade o fortalecimento da democracia e da cidadania, através da participação dos indivíduos no processo de desenvolvimento, combinando ideais de ética, justiça, participação, democracia e satisfação de necessidades. O processo iniciado no Rio em 92, reforça que antes de se reduzir a questão ambiental a argumentos técnicos, deve-se consolidar alianças entre os diversos grupos sociais responsáveis pela catalisação das transformações necessárias. Dentre alguns dos focos discriminados na Agenda 21, podemos destacar (2): • cooperação internacional • combate à pobreza • mudança dos padrões de consumo • habitação adequada • integração entre meio ambiente e desenvolvimento na tomada de decisões • proteção da atmosfera • abordagem integrada do planejamento e do gerenciamento dos recursos terrestres • combate ao desflorestamento • manejo de ecossistemas frágeis: a luta contra a desertificação e a seca • promoção do desenvolvimento rural e agrícola sustentável • conservação da diversidade biológica • manejo ambientalmente saudável dos resíduos sólidos e questões relacionadas com os esgotos
  • 3. fortalecimento do papel das organizações não-governamentais: parceiros para um desenvolvimento sustentável • iniciativas das autoridades locais em apoio à agenda 21 • a comunidade científica e tecnológica • fortalecimento do papel dos agricultores • transferência de tecnologia ambientalmente saudável, cooperação e fortalecimento institucional • a ciência para o desenvolvimento sustentável • promoção do ensino, da conscientização e do treinamento ELABORAÇÃO DE UM PROJETO DE SUSTENTABILIDADE 1- NOÇÕES GERAIS “Um projeto é um empreendimento planejado que consiste num conjunto de atividades interrelacionadas e coordenadas, com o fim de alcançar objetivos específicos dentro dos limites de um orçamento e de um período de tempo dados.” (ONU, 1984) A elaboração de um projeto requer entes de tudo um ambiente adequado para o desenvolvimento das idéias do grupo, requer tempo e paciência para que se possa trabalhar em conjunto, exercitando o respeito e o dom de ouvir o outro. A concentração e o espírito de grupo são dois elementos essenciais para se materializar boas idéias. O que é um Projeto? Um projeto surge em resposta a um problema concreto. Elaborar um projeto é, antes de mais nada, contribuir para a solução de problemas, transformando IDÉIAS em AÇÕES. A organização do projeto em um documento nos auxilia a sistematizar o trabalho em etapas a serem cumpridas, compartilhar a imagem do que se quer alcançar, identificar as principais deficiências a superar e apontar possíveis falhas durante a execução das atividades previstas. Conceitualmente, o projeto é a menor unidade administrativa de qualquer plano ou programa. Um bom projeto escrito tem que mostrar-se capaz de comunicar todas as informações necessárias e é por isso que, em geral, existem elementos básicos que compõem sua apresentação. ETAPA 1 - ELABORAÇÃO DO PROJETO Os principais itens que compõe um projeto relacionam-se de forma bastante orgânica, de modo que o desenvolvimento de uma etapa leva necessariamente à outra. 1. IDENTIFICAÇÃO DO PROJETO
  • 4. Deve conter as seguintes informações: nome, endereço completo, forma jurídica, data do registro jurídico, CGC, representante legal e ato que lhe atribui competência, coordenador do projeto e seu endereço. É importante não esquecer de mencionar todos os parceiros do projeto, indicando claramente quem é o proponente e quem participará da execução. 2. HISTÓRICO DE EXPERIÊNCIA DA INSTITUIÇÃO Deve conter uma descrição sucinta dos trabalhos que vêm sendo realizados pela organização, o tipo de projetos que já foram executados ou propostos e em que região, localidade ou comunidade. Indica a experiência e a aptidão da instituição em desenvolver trabalhos semelhantes ao proposto e demonstra porque irá obter sucesso. 3. CARACTERIZAÇÃO DO PROBLEMA E JUSTIFICATIVA A elaboração de um projeto se dá introduzindo o que pretendemos resolver, ou transformar. Este problema deve ser delimitado e caracterizado para conhecermos suas dimensões, origens, histórico, implicações e outras informações. Esta prática nos dará maior intimidade com o tema, permitindo um diagnóstico mais fiel e definindo estratégias mais precisas para sua resolução. Aqui deve ficar claro que o projeto é uma resposta a um determinado problema percebido e identificado pela comunidade ou pela entidade proponente. Após a caracterização do problema/situação, podemos justificar a necessidade da intervenção. Esclarecimentos sobre a importância de sua realização à nível sócio-econômico-ambiental, evidências da sua viabilidade e outras informações que possam auxiliar o financiador na tomada de decisões devem ser enfatizadas. A justificativa é uma parte muito importante em um projeto, ela é deve responder: Por que executar o projeto? Por que ele deve ser aprovado e implementado? Algumas perguntas que podem ajudar a responder esta questão: naturais da região? n Existem outros projetos semelhantes sendo desenvolvidos nessa região ou nessa área temática? o Qual é a possível relação e atividades semelhantes ou complementares entre eles e o projeto proposto? e Quais são os benefícios econômicos, sociais e ambientais a serem alcançados pela comunidade e os resultados para a região? 4. OBJETIVO (s) Os objetivos também podem ser chamados de resultados esperados. São os efeitos diretos das atividades ou ações do projeto nem sempre poderão ser plenamente atingidos durante o prazo de execução do projeto mas os objetivos devem se realizar até o final do projeto. 5. METAS As metas, que muitas vezes são confundidas com os objetivos específicos, são os resultados parciais a serem atingidos e neste caso podem e devem ser bastante concretos expressando quantidades e qualidades dos objetivos, ou seja quanto será feito. A definição de metas com elementos quantitativos e qualitativos é conveniente para avaliar os avanços. Ao escrevermos uma meta, devemos nos perguntar: o que queremos? Para que o queremos? Quando o queremos? Quando a meta se refere a um determinado setor da população ou a um determinado tipo de organização, devemos descrevê-los adequadamente. Por exemplo, devemos informar a quantidade de
  • 5. pessoas que queremos atingir, o sexo, a idade e outras informações que esclareçam a quem estamos nos referindo. O (s) objetivo (s) deve (m) ter uma ou mais metas. Quanto melhor dimensionada estiver uma meta, mais fácil será definir os indicadores que permitirão evidenciar seu alcance. 6. ATIVIDADES São as ações previstas para a realização do projeto, devendo ser claramente descritas e relacionadas aos objetivos específicos. Devem ser numeradas em ordem cronológica de execução e indicando quando couber, unidades de medida (ex. metros, kg, dúzia, litros, etc.) e quantidade. É importante que as atividades sempre sejam relacionadas com os objetivos específicos ou com as metas, pois é através da soma das atividades que se avalia a possibilidade do projeto atingir seu objetivo. 7. BENEFÕCIOS E BENEFICIÁRIOS Devem descrever os resultados concretos e quem será beneficiado com a realização do projeto. De uma forma geral podem responder as seguintes perguntas: u De quem partiu a iniciativa de elaborar o projeto? Foram realizados encontros com os beneficiários? Quantas pessoas participaram? Faça uma breve descrição do processo de elaboração da proposta. u Como se dará a participação dos beneficiários na execução do projeto? Como a comunidade será beneficiada com o projeto? Através de quais benefícios? 8. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA Referências bibliográficas que possam conceituar o problema, ou servir de base para a ação, podem e devem ser apresentadas. Certamente darão ao financiador uma noção de quanto o autor está inteirado ao assunto, pelo menos ao nível conceitual/teórico. 9. RESUMO O resumo é uma seção geralmente de uma página onde é feita uma síntese do projeto. Sua função é dar uma idéia geral do que se trata, seus objetivos, duração e custo, dentre outros. Escrever um bom resumo é extremamente importante, pois este tem que cativar o leitor a aprofundar-se no projeto e descobrir o quanto ele é importante, bem intencionado e efetivo. O resumo deverá ser uma das últimas seções a ser redigida, pois então teremos maior intimidade com o projeto. 10.ANEXOS Muitas informações que não é possível inserir em nenhuma das seções anteriores podem ser, desde que imprescindíveis, transformadas em anexos. Um mapa localizando a região ou município, o curriculum vitae dos principais integrantes da equipe, um histórico mais detalhado, cartas de recomendação de algumas pessoas relacionadas à instituição financiadora, um relato do desempenho de sua organização e de seu envolvimento com outras instituições atuantes na área, etc. É importante ressaltar que nem todos os revisores se interessarão por tantas informações quanto foram sugeridas, e portanto é aconselhável se restringir às realmente necessárias para contextualização de sua proposta. ETAPA 2 – O PLANO DE TRABALHO: COMO VAMOS AGIR?
  • 6. Neste momento todos os objetivos que foram definidos na etapa anterior tem que ter seus respectivos procedimentos de trabalho. O ideal é verificar se para cada objetivo há um procedimento claro, se não é um objetivo “morto”. A idéia central é sempre que possível justificar os métodos detrabalho escolhidos para garantir uma maior coerência e consistência ao projeto. A metodologia deve descrever as formas e técnicas que serão utilizadas para executar as atividades previstas, devendo explicar passo a passo a realização de cada atividade e não apenas repetir as atividades. Deve levar em conta que as atividades tem início, meio e fim, detalhando o plano de trabalho. É importante pesquisar metodologias que foram empregadas em projetos semelhantes, verificando sua aplicabilidade e deficiências, e é sempre oportuno mencionar as referências bibliográficas. Um projeto pode ser considerado bem elaborado quando tem metodologia bem definida e clara. É a metodologia que vai dar aos avaliadores/parceristas, a certeza de que os objetivos do projeto realmente tem condições de serem alcançados. Portanto este item deve merecer atenção especial por parte das instituições que elaborarem projetos. Uma boa metodologia prevê três pontos fundamentais: a gestão participativa, o acompanhamento técnico sistemático e continuado e o desenvolvimento de ações de disseminação de informações e de conhecimentos entre a população envolvida (capacitação). ETAPA 3 – O ANDAMENTO DO PROJETO: COMO VAMOS AVALIAR, TIRAR CONCLUSÕES E DISSEMINAR RESULTADOS? a. Avaliação Alguns projetos, diferentemente do proposto, tem previsão de se perpetuarem, como projetos de desenvolvimento institucional e financeiro de ONGs, programas de monitoramento de parâmetros ambientais, programas de conservação de áreas e outros. Nestes casos faz-se necessária a adoção de estratégias para geração de recursos, não somente financeiros, mas também humanos, uma vez que os financiadores nem sempre terão disposição de apoiá-lo indefinidamente. É interessante que todo projeto tenha a perspectiva de atingir a autosustentabilidade ecológica e econômica, durante e após o término do repasse dos recursos. Neste sentido deve-se descrever com que meios e de que forma a organização e a comunidade envolvida planejam continuar as atividades após o término dos recursos. Para uma boa avaliação de um projeto é imprescindível que haja um monitoramento, de modo que todas as particularidades possam ser observadas. a1. Monitoramento O monitoramento é uma prática imprescindível para avaliar quanto do proposto vêm sendo alcançado. Pode indicar a necessidade de alteração de algumas das metas ou atividades programadas. Para que a monitoria e avaliação possa alcançar seus objetivos é necessário que se estabeleçam previamente alguns indicadores quantitativos e qualitativos. Estes indicadores devem permitir, de uma maneira geral, avaliar de que forma o projeto pretende: a ) Obter a participação da comunidade. b) Documentar a experiência em todas as suas etapas. c) Divulgar, difundir os procedimentos, acertos e erros do projeto. d) Acompanhar a realização dos resultados e da aplicação dos recursos financeiros. e) Avaliar permanentemente o projeto, envolvendo equipe técnica e comunidade e realizando os ajustes que se façam necessários.
  • 7. f ) Observar, acompanhar, monitorar, os impactos ambientais que o projeto poderá causar. g) Aferir os resultados econômicos, para saber se o projeto é autosustentável. Os indicadores de resultado permitem aferir/averiguar o progresso de cada atividade em relação aos objetivos do projeto. Em tese, se todas as atividades estiverem 100% executadas, os objetivos do projeto foram alcançados. As questões a seguir servem como referência para esta descrição: AÉ possível estimar a durabilidade dos resultados e dos impactos do projeto? A como. c Os beneficiários ou outras instituições (comunidades, famílias, prefeituras, ONGs) pretendem dar continuidade ao trabalho após o término do financiamento? b. DISSEMINAÇÃO DOS RESULTADOS A divulgação das experiências bem sucedidas é de fundamental importância, tanto para a continuidade do projeto, quanto para o impacto positivo que o projeto pretende deixar na comunidade. As ações de disseminação dos resultados também precisam ser pensadas dentro de cada projeto. As propostas de divulgação poderão ser planejadas em nível local ou regional, incluindo os seguintes itens: i Definição do que será objeto de divulgação (metodologias, técnicas, experiências); i Definição dos produtos por meio dos quais será feita a divulgação (livros, artigos para revistas/jornais, vídeos, seminários, propriedades piloto); v Definição das atividades de divulgação (palestras, reuniões); v Definição da abrangência da divulgação (local ou regional); v Definição do público que se pretende atingir (outras populações com características semelhantes às dos beneficiários do projeto, órgãos públicos, setores acadêmicos, organizações não governamentais, etc. Como podemos ver, disseminar é mais do que divulgar, é tornar oprojeto palpável 'a sociedade, que poderá transformá-lo em um novo modelo de trabalho. Deste modo, disseminar torna-se uma atitude todo o tempo de duração do trabalho. ETAPA 4 – O ORÇAMENTO Após um planejamento detalhado das atividades, pode-se perguntar quanto custará o projeto, quando se darão as despesas e quando os recursos deverão estar disponíveis. O orçamento é um resumo ou cronograma financeiro do projeto, no qual se indica com o que e quando serão gastos os recursos e de que fontes virão os recursos. Facilmente pode-se observar que existem diferentes tipos de despesas que podem ser agrupadas de forma homogênea, como por ex.: material de consumo; custos administrativos; equipe permanente; serviços de terceiros; diárias e hospedagem; veículos, máquinas e equipamentos; obras e instalações. No orçamento as despesas devem ser descritas de forma agrupada, no entanto, as organizações financiadoras exigem que se faça uma descrição detalhada de todos os custos, que é chamada memória de cálculo, pela qual são descritos detalhadamente todos os itens de despesa. Bibliografia 1. http://www.atitudessustentaveis.com.br/sustentabilidade/sustentabilidade/ 2. http://www.catalisa.org.br/si 3. http://www.rma.org.br/v3/template/downloads/captacao/material_apoio_captacao_recurso.pdf