10 de Janeiro, 2013
Autor: Teresa Batista | tbbatista
Artigo escrito para a Revista Complexo Magazine | Saúde: Bem-estar e Nutrição
Website pessoal: http://tbbatista.pt
O Poder Das Palavras
O que acontece quando falamos?
As palavras estão longe de ser simples vibrações. Estão carregadas de significados e podem ser
pronunciadas em tons bastante distintos, podendo tanto provocar consequências negativas para a saúde
emocional, como curar distúrbios mentais. Talvez se entendermos o efeito que elas têm nas situações que
nos rodeiam possamos aprender a ter um maior controlo sobre o modo como nos expressamos…ou
pensamos.
Falar é, para a maioria das pessoas, algo tão natural como respirar e muitas vezes falamos sem plena
consciência daquilo que dizemos, sendo, inclusive, raro pararmos para pensar no que vamos dizer. Apesar
das inúmeras palavras que utilizamos no nosso dia-a-dia para expressar pensamentos, julgamentos,
opiniões ou crenças, não nos apercebemos, na maioria das vezes, do efeito positivo ou negativo que essas
palavras podem ter em nós e nas pessoas à nossa volta.
As palavras têm um poder enorme, emitem energia e uma mensagem que origina uma reacção nos outros.
Tudo o que dizemos produz um efeito – estamos constantemente a criar algo com as palavras, seja positivo
ou negativo.
A reacção às nossas palavras muitas vezes volta para nós de forma multiplicada. Por exemplo, se criticamos
alguém, essa pessoa tem tendência a criticar-nos também e de forma mais intensa, devido à raiva causada
pelas nossas palavras. Se formos simpáticos isso gerará uma reacção apreciativa. A emoção causada
pelas nossas palavras faz com que a resposta seja mais forte, quer positiva quer negativamente.
Ricardo Monezi, especialista em medicina comportamental da Universidade Federal de São Paulo, afirma
que “de acordo com o modo como é empregue, a palavra pode promover tanto uma acção terapêutica como
desencadear sentimentos de angústia e a depressão”.
No Instituto Max Planck de Cognição e Neurociências, em Leipzig, na Alemanha, a investigadora Annet
Schirmer convidou alguns participantes a ouvir palavras positivas ou negativas, pronunciadas com um tom
10 de Janeiro, 2013
Autor: Teresa Batista | tbbatista
Artigo escrito para a Revista Complexo Magazine | Saúde: Bem-estar e Nutrição
Website pessoal: http://tbbatista.pt
alegre ou agressivo, para registar posteriormente as suas impressões. Annet concluiu que “quando
pensamos no significado das palavras, homens e mulheres reagem de um jeito parecido, mas é notório que
elas apresentam uma percepção mais aguçada da cadência emotiva dos sons”, sendo o sexo feminimo
mais sensível ao tom do discurso que o sexo masculino. Esdras Vasconcellos, psicólogo da Universidade
de São Paulo acrescenta ainda que “a vivência social, cultural e familiar influencia na maneira como as
palavras nos impactam”.
É muito importante a capacidade que os neurónios humanos têm de reproduzir comportamentos e
estabelecer empatia e Ricardo Monezi assegura que “falar calmamente, de forma pausada, escolhendo
frases acolhedoras, gera uma sensação de conforto e aplaca ansiedade, nervosismo e aflições mútuas, já
que o interlocutor tende a imitar o comportamento do emissor e vice-versa”.
Monezi confirma que devemos aprender a “filtrar somente as informações que acrescentem algo positivo,
sejam críticas, elogios ou conselhos, e abstrair conteúdos pejorativos, preconceituosos ou maliciosos”,
devendo, por isso, raciocinar sobre aquilo que ouvimos, analisar o contexto do discurso e a motivação de
quem nos está a dizê-lo.
A adequação da linguagem aos diferentes contextos também é fundamental. Por exemplo, existe a
linguagem profissional e a utilizada quando estamos com os nossos amigos e família e não faria sentido
nem ficaria bem um advogado, num encontro descontraído com amigos, utilizar constantemente termos
jurídicos. Sérgio Freire, linguista da Universidade Federal do Amazonas refere mesmo que “discursos
inapropriados levam à alienação, ao isolamento social, o que pode culminar em depressão”.
As Mensagens Escondidas Na Água
Masaru Emoto já realizou inúmeras investigações que analisam o efeito das palavras, das emoções e dos
pensamentos no ambiente.
Com o seu trabalho, Emoto comprovou que a energia humana vibracional, os pensamentos, as palavras,
as ideias e a música afectam a estrutura molecular da água. Os estudos foram realizados utilizando palavras
de diferentes línguas e por cientistas que não tinham qualquer conhecimento sobre o significado das
palavras. O vídeo abaixo é um excerto do filme “Quem Somos Nós?” e apresenta imagens da estrutura
molecular da água captadas por Masaru Emoto perante situações distintas.
Devemos tentar controlar as nossas palavras em vez de deixarmos que estas nos controlem a nós e estar
mais conscientes dos nossos pensamentos e palavras e do poder que estes podem desencadear. Devemos
entender a necessidade de falar positivamente em vez de negativamente, de modo a obter sucesso e ter
consciência da importância de dizer palavras que construam auto-estima e confiança, relações e
possibilidades, palavras de afirmação, encorajamento, amor, aceitação e apreciação. Lembre-se: “se os
pensamentos fazem isso à água, imagine o que nos podem fazer a nós”…
Fontes:
 Adriana Toledo (Revista Saúde) – “O poder das palavras”
(http://saude.abril.com.br/edicoes/0328/bem_estar/poder-palavras-598303.shtml?pag=1)
 “How words affect our world” (http://www.squidoo.com/speakwell)
 Beyond Better Development – “Harness The Power Of Words In Your Life”
(http://www.livingbeyondbetter.com/powerofwords.html)
 “Quem Somos Nós?” (Filme) (http://www.youtube.com/watch?v=ScbON-y5U2k)

O poder das palavras

  • 1.
    10 de Janeiro,2013 Autor: Teresa Batista | tbbatista Artigo escrito para a Revista Complexo Magazine | Saúde: Bem-estar e Nutrição Website pessoal: http://tbbatista.pt O Poder Das Palavras O que acontece quando falamos? As palavras estão longe de ser simples vibrações. Estão carregadas de significados e podem ser pronunciadas em tons bastante distintos, podendo tanto provocar consequências negativas para a saúde emocional, como curar distúrbios mentais. Talvez se entendermos o efeito que elas têm nas situações que nos rodeiam possamos aprender a ter um maior controlo sobre o modo como nos expressamos…ou pensamos. Falar é, para a maioria das pessoas, algo tão natural como respirar e muitas vezes falamos sem plena consciência daquilo que dizemos, sendo, inclusive, raro pararmos para pensar no que vamos dizer. Apesar das inúmeras palavras que utilizamos no nosso dia-a-dia para expressar pensamentos, julgamentos, opiniões ou crenças, não nos apercebemos, na maioria das vezes, do efeito positivo ou negativo que essas palavras podem ter em nós e nas pessoas à nossa volta. As palavras têm um poder enorme, emitem energia e uma mensagem que origina uma reacção nos outros. Tudo o que dizemos produz um efeito – estamos constantemente a criar algo com as palavras, seja positivo ou negativo. A reacção às nossas palavras muitas vezes volta para nós de forma multiplicada. Por exemplo, se criticamos alguém, essa pessoa tem tendência a criticar-nos também e de forma mais intensa, devido à raiva causada pelas nossas palavras. Se formos simpáticos isso gerará uma reacção apreciativa. A emoção causada pelas nossas palavras faz com que a resposta seja mais forte, quer positiva quer negativamente. Ricardo Monezi, especialista em medicina comportamental da Universidade Federal de São Paulo, afirma que “de acordo com o modo como é empregue, a palavra pode promover tanto uma acção terapêutica como desencadear sentimentos de angústia e a depressão”. No Instituto Max Planck de Cognição e Neurociências, em Leipzig, na Alemanha, a investigadora Annet Schirmer convidou alguns participantes a ouvir palavras positivas ou negativas, pronunciadas com um tom
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    10 de Janeiro,2013 Autor: Teresa Batista | tbbatista Artigo escrito para a Revista Complexo Magazine | Saúde: Bem-estar e Nutrição Website pessoal: http://tbbatista.pt alegre ou agressivo, para registar posteriormente as suas impressões. Annet concluiu que “quando pensamos no significado das palavras, homens e mulheres reagem de um jeito parecido, mas é notório que elas apresentam uma percepção mais aguçada da cadência emotiva dos sons”, sendo o sexo feminimo mais sensível ao tom do discurso que o sexo masculino. Esdras Vasconcellos, psicólogo da Universidade de São Paulo acrescenta ainda que “a vivência social, cultural e familiar influencia na maneira como as palavras nos impactam”. É muito importante a capacidade que os neurónios humanos têm de reproduzir comportamentos e estabelecer empatia e Ricardo Monezi assegura que “falar calmamente, de forma pausada, escolhendo frases acolhedoras, gera uma sensação de conforto e aplaca ansiedade, nervosismo e aflições mútuas, já que o interlocutor tende a imitar o comportamento do emissor e vice-versa”. Monezi confirma que devemos aprender a “filtrar somente as informações que acrescentem algo positivo, sejam críticas, elogios ou conselhos, e abstrair conteúdos pejorativos, preconceituosos ou maliciosos”, devendo, por isso, raciocinar sobre aquilo que ouvimos, analisar o contexto do discurso e a motivação de quem nos está a dizê-lo. A adequação da linguagem aos diferentes contextos também é fundamental. Por exemplo, existe a linguagem profissional e a utilizada quando estamos com os nossos amigos e família e não faria sentido nem ficaria bem um advogado, num encontro descontraído com amigos, utilizar constantemente termos jurídicos. Sérgio Freire, linguista da Universidade Federal do Amazonas refere mesmo que “discursos inapropriados levam à alienação, ao isolamento social, o que pode culminar em depressão”. As Mensagens Escondidas Na Água Masaru Emoto já realizou inúmeras investigações que analisam o efeito das palavras, das emoções e dos pensamentos no ambiente. Com o seu trabalho, Emoto comprovou que a energia humana vibracional, os pensamentos, as palavras, as ideias e a música afectam a estrutura molecular da água. Os estudos foram realizados utilizando palavras de diferentes línguas e por cientistas que não tinham qualquer conhecimento sobre o significado das palavras. O vídeo abaixo é um excerto do filme “Quem Somos Nós?” e apresenta imagens da estrutura molecular da água captadas por Masaru Emoto perante situações distintas. Devemos tentar controlar as nossas palavras em vez de deixarmos que estas nos controlem a nós e estar mais conscientes dos nossos pensamentos e palavras e do poder que estes podem desencadear. Devemos entender a necessidade de falar positivamente em vez de negativamente, de modo a obter sucesso e ter consciência da importância de dizer palavras que construam auto-estima e confiança, relações e possibilidades, palavras de afirmação, encorajamento, amor, aceitação e apreciação. Lembre-se: “se os pensamentos fazem isso à água, imagine o que nos podem fazer a nós”… Fontes:  Adriana Toledo (Revista Saúde) – “O poder das palavras” (http://saude.abril.com.br/edicoes/0328/bem_estar/poder-palavras-598303.shtml?pag=1)  “How words affect our world” (http://www.squidoo.com/speakwell)  Beyond Better Development – “Harness The Power Of Words In Your Life” (http://www.livingbeyondbetter.com/powerofwords.html)  “Quem Somos Nós?” (Filme) (http://www.youtube.com/watch?v=ScbON-y5U2k)