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Guia EM da NBR 5410
© Copyright - Revista Eletricidade Moderna
A P R E S E N T A Ç Ã O
E
ste Guia EM da NBR 5410 materializa dois desejos. O dos profissio-
nais da área de instalações elétricas, que reclamavam há muito a existên-
cia de um documento desse tipo, que os auxiliasse em seu trabalho. E o
da equipe da revista Eletricidade Moderna, que vem acalentando esse
projeto também há tempos.
Eletricidade Moderna tem registrado e acompanhado as sucessivas edições da norma
brasileira de instalações elétricas de baixa tensão, a NBR 5410. A ponto de ambas as tra-
jetórias, a da revista e a da norma, se confundirem. A revista se tornou uma referência
obrigatória quando o assunto é a norma de instalações.
Isso desde o impacto da edição de 1980, que representou uma grande mudança em
relação à norma anterior. Além de numerosos artigos, a revista tem publicado, men-
salmente, seções dedicadas ao debate e ao esclarecimento da norma.
Parte desse rico acervo foi revisada, editada e atualizada, compondo, ao lado de um
bom volume de material inédito, esta publicação especial que agora chega às mãos do
profissional de instalações.
E chega, por coincidência, numa data relevante na história da norma brasileira de
instalações elétricas. Em outubro último essa história completou 60 anos.
Talvez a melhor imagem para caracterizar a natureza desse Guia EM seja descrevê-lo
como semelhante aos manuais de “visita guiada” de museus e exposições; ou, esquecendo
o formato impresso, imaginá-lo como a própria visita monitorada a uma exposição.
Esse é, de fato, o espírito presente em muitas partes deste guia. Ele promove visitas
a diferentes seções da norma, conduzindo o leitor a descobertas: qual a razão de tal regra,
como interpretá-la, com quais outras ela se relaciona, etc.
O guia complementa a norma. A companhia da norma, evidentemente, torna a leitu-
ra do guia mais enriquecedora. Ou vice-versa. Por exemplo, o guia traz inúmeras refe-
rências a partes da norma, como tabelas ou mesmo texto, que não reproduz. Isso não sig-
nifica que o leitor precisará proceder a uma imediata consulta à parte da norma referida
para a compreensão do que é exposto. Porque o guia não foi redigido pressupondo que
isso devesse acontecer ou então que o leitor devesse ter conhecimento da parte referida.
Voltando à analogia do museu, pode-se adquirir o guia de visita em qualquer livraria e
lê-lo a milhares de quilômetros de distância das atrações descritas. Mas, claro, é bem
melhor desfrutar de ambos conjuntamente.
O Guia está estruturado em “seções” e “artigos”. Cada seção é dedicada a um dos
assuntos-chave da norma: linhas elétricas, proteção contra choques, proteção contra
sobrecorrentes e assim por diante. Na norma, cada uma dessas questões é geralmente
tratada de forma recorrente ao longo do texto. Por exemplo, a proteção contra sobrecor-
rentes é abordada em pelo menos três diferentes trechos da NBR 5410: em 5.3, onde as
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Guia EM da NBR 5410
medidas de proteção são expostas; em 5.7.4, que se ocupa da aplicação das medidas; e
em 6.3.4, que retoma o tema sob o ponto de vista da seleção e instalação do dispositivo
que irá cumprir a função (proteção contra sobrecorrentes). No Guia, tudo isso está
reunido numa seção só.
Há, naturalmente, referências cruzadas entre artigos e entre seções. Não têm a como-
didade dos hyperlinks da informação eletrônica, é verdade, mas ajudam bem o leitor a
se localizar no estudo de um tópico particular. Foram aplicadas de forma comedida, no
entanto. Para não truncar a leitura dos textos, sobre muitas vezes serem óbvias.
Comparado a outros guias de normas de instalações, de outros países, este
Guia EM da NBR 5410 tem suas peculiaridades. Pode ficar devendo a eles em muitos
aspectos. Mas com certeza é melhor num ponto. A maioria dos guias existentes se con-
tenta em apresentar as regras de “sua” norma de uma maneira mais inteligível — já que
não é próprio das normas técnicas uma linguagem didática — e a fornecer orientação
sobre a aplicação dessas regras, às vezes recorrendo a exemplos práticos. Nosso guia vai
mais longe. Ele explica as razões de certas prescrições.
Vale a pena? Não é essa uma preocupação de duvidosa utilidade?
Ao contrário, saber por que se faz é o melhor caminho para bem fazer. Sem contar
sua eficácia como mecanismo cognitivo. Apontar as razões, desvendar o cerne das
questões, tem um efeito na retenção da informação transmitida muito superior à da
assimilação que essa informação teria se passada de forma simplesmente descritiva,
mecânica.
Esta primeira edição do Guia EM da NBR 5410 concentrou-se no essencial da
norma. Ou seja, a preocupação foi, principalmente, explicar e detalhar as regras da norma
no que elas têm de geral. E as exceções? Bem, freqüentemente essas exceções são colo-
cadas de forma explícita na norma e não há muito o que acrescentar. Por isso, o Guia optou
por debruçar-se, no particular, sobre exceções relevantes e de interpretação intrincada.
A idéia, de qualquer forma, é que após o pontapé inicial dessa primeira edição as pos-
teriores venham a enriquecer o Guia ainda mais. Entendemos o Guia como uma obra
dinâmica. E desatrelada das edições da norma, em si. Ele será novamente publicado sem-
pre que o material disponível para acréscimo, sem contar atualizações e eventuais cor-
reções, for julgado o suficiente para justificar nova edição. E pretendemos também que
ele seja, doravante, uma obra aberta, acolhendo colaborações.
Aliás, são desde já bem-vindas as críticas e reparos que o leitor nos dedicar, a quem
rogamos, também antecipadamente, escusas por erros cometidos.
Por fim, rendemos aqui nossa homenagem a um colega e colaborador que fez história
na área de instalações elétricas, no Brasil: Ademaro Cotrim. Esperamos que este
Guia EM da NBR 5410 faça jus à sua memória — algo do qual ele pudesse se orgulhar.
São Paulo, dezembro de 2001
José Rubens Alves de Souza
Hilton Moreno
CONTRIBUIÇÃO PARA A QUALIDADE DAS INSTALAÇÕES
A
o apoiar a publicação do Guia EM da NBR 5410, o
Procobre - Instituto Brasileiro do Cobre quer ressaltar a
importância que deve ser dada na busca da qualidade nas
instalações elétricas de baixa tensão no Brasil.
Seguir as prescrições estabelecidas em um documento tão
abrangente como a NBR 5410, seja na fase de projeto, execução, verifi-
cação final, operação ou manutenção é garantir a segurança dos usuários
e a proteção do patrimônio. Afinal de contas, os acidentes provocados
por problemas nas instalações elétricas executadas em não-conformi-
dade com as normas técnicas representam uma parcela significativa das
estatísticas registradas, por exemplo, pelo Corpo de Bombeiros.
Nos últimos anos o Procobre vem realizando pesquisas em várias
cidades do País com o objetivo de avaliar a situação das instalações
elétricas, sobretudo no que diz respeito às prescrições de segurança con-
forme a NBR 5410. Embora tenhamos observado uma tendência de
aumento na qualidade das instalações e na obediência aos requisitos
mínimos da norma, consideramos que ainda estamos distantes de
comemorar o atendimento pleno da NBR 5410. Talvez um dos motivos
que venha fazendo com que os profissionais não atendam completa-
mente à norma seja a linguagem característica que é empregada na ela-
boração do texto normativo, complexo e árido por natureza.
Assim sendo, o Procobre, que há anos vem colaborando com a for-
mação dos profissionais brasileiros através da publicação de livros, ma-
nuais, vídeos e CDs, entende que, ao apoiar a publicação de um Guia
para a NBR 5410, possa estar contribuindo de modo direto para que suas
prescrições sejam mais utilizadas pelo setor técnico nacional responsá-
vel pelas instalações elétricas.
Agindo dessa forma, o Procobre reafirma a sua missão de ser um
agente difusor de informações técnicas onde o cobre está presente e que
contribuem para a elevação da qualidade e segurança das instalações
elétricas em geral.
5
Guia EM da NBR 5410
© Copyright - Revista Eletricidade Moderna
PROCOBRE - Instituto Brasileiro do Cobre
São Paulo, dezembro de 2001.

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O sentimento nacional brasiliero, segundo o historiador Jose Murlo de Carvalho
O sentimento nacional brasiliero, segundo o historiador Jose Murlo de CarvalhoO sentimento nacional brasiliero, segundo o historiador Jose Murlo de Carvalho
O sentimento nacional brasiliero, segundo o historiador Jose Murlo de Carvalho
 

00a apresentacao

  • 1. 3 Guia EM da NBR 5410 © Copyright - Revista Eletricidade Moderna A P R E S E N T A Ç Ã O E ste Guia EM da NBR 5410 materializa dois desejos. O dos profissio- nais da área de instalações elétricas, que reclamavam há muito a existên- cia de um documento desse tipo, que os auxiliasse em seu trabalho. E o da equipe da revista Eletricidade Moderna, que vem acalentando esse projeto também há tempos. Eletricidade Moderna tem registrado e acompanhado as sucessivas edições da norma brasileira de instalações elétricas de baixa tensão, a NBR 5410. A ponto de ambas as tra- jetórias, a da revista e a da norma, se confundirem. A revista se tornou uma referência obrigatória quando o assunto é a norma de instalações. Isso desde o impacto da edição de 1980, que representou uma grande mudança em relação à norma anterior. Além de numerosos artigos, a revista tem publicado, men- salmente, seções dedicadas ao debate e ao esclarecimento da norma. Parte desse rico acervo foi revisada, editada e atualizada, compondo, ao lado de um bom volume de material inédito, esta publicação especial que agora chega às mãos do profissional de instalações. E chega, por coincidência, numa data relevante na história da norma brasileira de instalações elétricas. Em outubro último essa história completou 60 anos. Talvez a melhor imagem para caracterizar a natureza desse Guia EM seja descrevê-lo como semelhante aos manuais de “visita guiada” de museus e exposições; ou, esquecendo o formato impresso, imaginá-lo como a própria visita monitorada a uma exposição. Esse é, de fato, o espírito presente em muitas partes deste guia. Ele promove visitas a diferentes seções da norma, conduzindo o leitor a descobertas: qual a razão de tal regra, como interpretá-la, com quais outras ela se relaciona, etc. O guia complementa a norma. A companhia da norma, evidentemente, torna a leitu- ra do guia mais enriquecedora. Ou vice-versa. Por exemplo, o guia traz inúmeras refe- rências a partes da norma, como tabelas ou mesmo texto, que não reproduz. Isso não sig- nifica que o leitor precisará proceder a uma imediata consulta à parte da norma referida para a compreensão do que é exposto. Porque o guia não foi redigido pressupondo que isso devesse acontecer ou então que o leitor devesse ter conhecimento da parte referida. Voltando à analogia do museu, pode-se adquirir o guia de visita em qualquer livraria e lê-lo a milhares de quilômetros de distância das atrações descritas. Mas, claro, é bem melhor desfrutar de ambos conjuntamente. O Guia está estruturado em “seções” e “artigos”. Cada seção é dedicada a um dos assuntos-chave da norma: linhas elétricas, proteção contra choques, proteção contra sobrecorrentes e assim por diante. Na norma, cada uma dessas questões é geralmente tratada de forma recorrente ao longo do texto. Por exemplo, a proteção contra sobrecor- rentes é abordada em pelo menos três diferentes trechos da NBR 5410: em 5.3, onde as
  • 2. © Copyright - Revista Eletricidade Moderna 4 Guia EM da NBR 5410 medidas de proteção são expostas; em 5.7.4, que se ocupa da aplicação das medidas; e em 6.3.4, que retoma o tema sob o ponto de vista da seleção e instalação do dispositivo que irá cumprir a função (proteção contra sobrecorrentes). No Guia, tudo isso está reunido numa seção só. Há, naturalmente, referências cruzadas entre artigos e entre seções. Não têm a como- didade dos hyperlinks da informação eletrônica, é verdade, mas ajudam bem o leitor a se localizar no estudo de um tópico particular. Foram aplicadas de forma comedida, no entanto. Para não truncar a leitura dos textos, sobre muitas vezes serem óbvias. Comparado a outros guias de normas de instalações, de outros países, este Guia EM da NBR 5410 tem suas peculiaridades. Pode ficar devendo a eles em muitos aspectos. Mas com certeza é melhor num ponto. A maioria dos guias existentes se con- tenta em apresentar as regras de “sua” norma de uma maneira mais inteligível — já que não é próprio das normas técnicas uma linguagem didática — e a fornecer orientação sobre a aplicação dessas regras, às vezes recorrendo a exemplos práticos. Nosso guia vai mais longe. Ele explica as razões de certas prescrições. Vale a pena? Não é essa uma preocupação de duvidosa utilidade? Ao contrário, saber por que se faz é o melhor caminho para bem fazer. Sem contar sua eficácia como mecanismo cognitivo. Apontar as razões, desvendar o cerne das questões, tem um efeito na retenção da informação transmitida muito superior à da assimilação que essa informação teria se passada de forma simplesmente descritiva, mecânica. Esta primeira edição do Guia EM da NBR 5410 concentrou-se no essencial da norma. Ou seja, a preocupação foi, principalmente, explicar e detalhar as regras da norma no que elas têm de geral. E as exceções? Bem, freqüentemente essas exceções são colo- cadas de forma explícita na norma e não há muito o que acrescentar. Por isso, o Guia optou por debruçar-se, no particular, sobre exceções relevantes e de interpretação intrincada. A idéia, de qualquer forma, é que após o pontapé inicial dessa primeira edição as pos- teriores venham a enriquecer o Guia ainda mais. Entendemos o Guia como uma obra dinâmica. E desatrelada das edições da norma, em si. Ele será novamente publicado sem- pre que o material disponível para acréscimo, sem contar atualizações e eventuais cor- reções, for julgado o suficiente para justificar nova edição. E pretendemos também que ele seja, doravante, uma obra aberta, acolhendo colaborações. Aliás, são desde já bem-vindas as críticas e reparos que o leitor nos dedicar, a quem rogamos, também antecipadamente, escusas por erros cometidos. Por fim, rendemos aqui nossa homenagem a um colega e colaborador que fez história na área de instalações elétricas, no Brasil: Ademaro Cotrim. Esperamos que este Guia EM da NBR 5410 faça jus à sua memória — algo do qual ele pudesse se orgulhar. São Paulo, dezembro de 2001 José Rubens Alves de Souza Hilton Moreno
  • 3. CONTRIBUIÇÃO PARA A QUALIDADE DAS INSTALAÇÕES A o apoiar a publicação do Guia EM da NBR 5410, o Procobre - Instituto Brasileiro do Cobre quer ressaltar a importância que deve ser dada na busca da qualidade nas instalações elétricas de baixa tensão no Brasil. Seguir as prescrições estabelecidas em um documento tão abrangente como a NBR 5410, seja na fase de projeto, execução, verifi- cação final, operação ou manutenção é garantir a segurança dos usuários e a proteção do patrimônio. Afinal de contas, os acidentes provocados por problemas nas instalações elétricas executadas em não-conformi- dade com as normas técnicas representam uma parcela significativa das estatísticas registradas, por exemplo, pelo Corpo de Bombeiros. Nos últimos anos o Procobre vem realizando pesquisas em várias cidades do País com o objetivo de avaliar a situação das instalações elétricas, sobretudo no que diz respeito às prescrições de segurança con- forme a NBR 5410. Embora tenhamos observado uma tendência de aumento na qualidade das instalações e na obediência aos requisitos mínimos da norma, consideramos que ainda estamos distantes de comemorar o atendimento pleno da NBR 5410. Talvez um dos motivos que venha fazendo com que os profissionais não atendam completa- mente à norma seja a linguagem característica que é empregada na ela- boração do texto normativo, complexo e árido por natureza. Assim sendo, o Procobre, que há anos vem colaborando com a for- mação dos profissionais brasileiros através da publicação de livros, ma- nuais, vídeos e CDs, entende que, ao apoiar a publicação de um Guia para a NBR 5410, possa estar contribuindo de modo direto para que suas prescrições sejam mais utilizadas pelo setor técnico nacional responsá- vel pelas instalações elétricas. Agindo dessa forma, o Procobre reafirma a sua missão de ser um agente difusor de informações técnicas onde o cobre está presente e que contribuem para a elevação da qualidade e segurança das instalações elétricas em geral. 5 Guia EM da NBR 5410 © Copyright - Revista Eletricidade Moderna PROCOBRE - Instituto Brasileiro do Cobre São Paulo, dezembro de 2001.