FILOSOFIA RELIGIOSA DO MESSIAS:DEUS AO REINO DO CÉU NA TERRA     MESSSIAS           VOLUME 4              2010
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INTRODUÇÃO        “Messias” compreende três tópicos: Família, Trabalho eFé; Messiânica; Messiânica Mundial.        Este vo...
Reencarnações conjecturadas, após a deste prínciperegente Shotoku (574 d.C.-622 d.C.), foram a do generalHideyoshi Toyotom...
No que tange ao pintor Ogata Korin:        Quando Meishu-Sama tinha 25 anos de idade, abriu umaloja em Tóquio, na Rua Nish...
Quanto a mim, acontece o contrário. Desejo escrevertudo a meu respeito, com todos os detalhes. Provavelmenteencontrarão po...
Ecoam mudas vozes de alegria       Pelo surgimento do Messias       Nos três mundos: Divino, Espiritual e Material.”      ...
sobre a superstição da Medicina e a superstição dosfertilizantes muito utilizados até os dias de hoje. E ainda, comovou co...
ÍNDICE1. Família, Trabalho e Fé...................................................            0111.1. Caseiro comum e admi...
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1. FAMÍLIA, TRABALHO E FÉ1.1. Caseiro comum e admirável.       De 1882 a 1904, ou seja, os primeiros vinte e dois anos.   ...
A primeira prova é o local onde nasci e o trajeto dasmudanças que fiz.        O país chamado Japão, como todos sabem, loca...
Nos últimos tempos, foi introduzida no país a culturaocidental, de modo que a maior parte de sua cultura provém dooeste.  ...
Xintoísmo japonês nasceu com os descendentes do ImperadorJinmu, que veio da região de Kyushu, cidade de Takatiho.Depois fo...
Tanto no Ocidente como no Oriente, existe a crença defestejar o solstício de inverno como sinal de respeito à luz do Sol,o...
pediu audiência e fiquei muito surpreso ao ler o seu nome nocartão que me fora apresentado. Esse espanto me foi causadopel...
posso contar tudo claramente. Como esse momento chegou voufalar hoje, pela primeira vez.         Num tempo bem primitivo, ...
Já o meu poder é um poder direto. Jesus seria, para mim,um filho. O que os fiéis estão realizando agora tão intensamenteé ...
se com sua filha. Porém, levando vida ociosa, colocava em risco afortuna familiar. Um dia foi embora e não se soube mais d...
Neste ponto: Pobre Grato; Doente Inteligente e Altruísta;Pacífico Justo.       Pobre Grato.        Ela descreve assim a fa...
Portanto, em minha infância provei o sabor da pobreza,podendo compreender o quanto o dinheiro é motivo degratidão. Isso me...
própria natureza. Em outras palavras, é até uma espécie de"hobby" para mim.”        Sua esposa é testemunha de que ele, al...
filho tornou-se um alcoólatra depravado, que gastou toda afortuna da família.”        Pensou em aprender judô: “Quando eu ...
mundo e muito lutei para reprimir o furor que me dominavaquando sabia de alguma injustiça ou desonestidade.        Esse au...
então pude ingressar na Escola de Belas-Artes.” e “Se eu puderganhar a vida com a pintura de que tanto gosto.”       No en...
continuei por três meses consecutivos com a alimentaçãovegetariana e nem mesmo peixe seco comi. Com isso,restabeleci-me co...
Belas-Artes.        “Desde jovem eu gostava de tudo que dissesse respeitoao Belo. Embora fosse muito pobre, cultivava flor...
“Nunca me esquecerei. Eu estava com dezesseis oudezessete anos quando assisti a uma exibição cinematográficapela primeira ...
“O fato de se sentir desgostoso consigo mesmo significanascimento de um novo eu que manifestou a capacidade decriticar seu...
Continuando disse:        “Pretendo fundir a Religião e a vida prática, tornando-asíntimas e inseparáveis. Deixemos, pois,...
Mas algo que lhe era inato, o seu altruísmo:        “Desde jovem gosto de dar alegria ao próximo, a pontode isso se tomar ...
1.2. Empresário de loja de aviamentos.      De 1905 a 1919, ou seja, dos 23 aos 37 anos.      Neste item: Loja de Miudeza;...
sucedido na vida; meus bens somavam o equivalente a cento ecinqüenta mil ienes daquela época (1919).”       Nidai-Sama exp...
condição para eu obter bons resultados nos meusempreendimentos.        Naquela época, eu era comerciante, de modo que as"t...
 Loja de Atacado.        Neste ponto: Casamento Independente e Próspero;Sucesso com Altruísmo, Administração e Invenções;...
guardava suas economias, bem como aprendia vivificação florale cerimônia do chá.        Quase meio século depois, continua...
e disse: "Eu fui nomeado há pouco tempo chefe de divisão e seimuito pouco sobre aviamentos. Apreciaria enormementequalquer...
Um de seus primeiros vendedores, senhor Nagashima,que trabalhou na loja de Meishu-Sama por longo tempo, maistarde estabele...
Sofrimentos por Dificuldades Financeiras.        Isso ocorreu, em parte, por especular nosempreendimentos:        “Eu tamb...
Sentimentos Positivos de um Descrente.        Perfil ateísta:        “Primeiramente devo explicar como se processou aevolu...
Exército da Salvação trabalha para a recuperação de ex-presidiários, transformando-os em pessoas de bem. Se nãoexistisse, ...
dizendo que está mais atarefado com essa parte. Comigotambém era assim. Todos eram contra mim, mas eu fiquei firme,sem dar...
muitos os que se mostram hábeis em forçar situações perigosas.Torna-se evidente o vazio em que o mundo político se encontr...
Outro caso interessante foi quando, em protesto contrauma injustiça comercial, tentei suspender determinadatransação. O en...
“Tive quase todas as doenças, exceto as de senhoras.”        Teve crises de hemorróidas, dores de cabeça e estômago,reumat...
a minha internação, alegando que a morte de um doente trariamá fama para a clínica, sendo, por isso, uma situação diferent...
- Sim, há um médico – respondeu.       - É um médico comum ou um cientista?       - Ouvi dizer que se formou este ano.    ...
Pensando assim, parou de ir ao dentista e também nunca maisfoi a casa do sacerdote.        Eis o que Meishu-Sama disse a r...
Meishu-Sama, viria a ser Nidai-Sama, a Segunda Líder Espiritualda Messiânica. Eis as circunstâncias em que se deu essematr...
Normalmente, as pessoas escondem o fato de terempesadas dívidas e se casam, mas, Meishu-Sama, sem dissimular,expôs tudo. S...
1.3. Religioso da Oomoto.       De 1920 a 1934, ou seja, dos 38 aos 51 anos.       Neste item se aborda: Conversão; Ilumin...
que possam fazer uma idéia, recebi várias intimações judiciais e sofriuma falência.”        Ele, que acreditava que a feli...
impressão de que minha boca se abria até as orelhas, que meusolhos brilhavam e que nos dois lados da minha testa seformava...
momento em que li esse trecho fiquei assustado, pois, até então,nenhuma corrente religiosa havia afirmado tão claramente q...
Sofrimento e Afastamento.        Meishu-Sama disse que após tornar-se religioso, passoupor grandes sofrimentos, mas, por o...
Obra Divina." Somente após o término da guerra é que pudecompreender o verdadeiro significado de tudo isso.         Algo p...
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  1. 1. FILOSOFIA RELIGIOSA DO MESSIAS:DEUS AO REINO DO CÉU NA TERRA MESSSIAS VOLUME 4 2010
  2. 2. 2
  3. 3. INTRODUÇÃO “Messias” compreende três tópicos: Família, Trabalho eFé; Messiânica; Messiânica Mundial. Este volume apresenta a vida de Mokiti Okada, seuspensamentos, palavras e ações, suas reencarnações, como setornou Meishu-Sama, anos mais tarde, Meshia-Sama, o Messias. Os 72 anos de existência de Mokiti Okada sãoapresentados em três períodos: primeiro, que vai de 1882 a1934, seus primeiros 52 anos de vida, passos iniciais na família,trabalho e fé; o segundo, de 1935 a 1949, dos 52 aos 66 anos,seus posteriores 15 anos, formando e desenvolvendo aMessiânica; e o terceiro, de 1950 a 1955, dos 67 aos 72, seusúltimos cinco anos, edificando a Messiânica Mundial. O primeiro período - Família, Trabalho e Fé - compreendetrês sub-períodos: “Caseiro comum e admirável” [1882-1904,primeiros 22 anos], “Empresário de loja de aviamentos” [1905-1919, 23 aos 37 anos] e “Religioso da Oomoto” [1920-1934, 38aos 51]. O segundo período - Messiânica: “Criador de uma Ultra-Religião” [1935-1943, 52-61], “Edificador de Solos Sagrados”[1944-1949, 62-66] e “Revelador de seu Passado, Presente eFuturo”. O terceiro período - Messiânica Mundial: “Começou ausar o nome de Meishu-Sama” [1950-1953, 67-70], “Passou a serchamado de Meshia-Sama” [1954-1955, 71-72] e “Delineou oSéculo XXI”. Meishu-Sama é o nome religioso de Mokiti Okada, assimcomo, Sakyamuni é o nome religioso do príncipe SidarthaGautama que foi um Buda, e Jesus de Nazaré que foi um Cristo. O empresário Mokiti Okada, que viveu entre 1882 e1955, teve várias reencarnações, numa delas, ele mesmo disse:“Relacionando a minha vida à do Príncipe Shotoku, dá paraperceber a existência de pontos semelhantes entre as nossasidéias porque, na verdade, eu sou uma reencarnação dele.” 3
  4. 4. Reencarnações conjecturadas, após a deste prínciperegente Shotoku (574 d.C.-622 d.C.), foram a do generalHideyoshi Toyotomi (século XVI) e o pintor Ogata Korin (1658-1716). Vidas anteriores a do príncipe, que foram muitosignificativas, data de cerca de três mil anos atrás, que seráexplicitada neste trabalho. Eis o que o Meishu-Sama pensa a respeito destas últimaspersonalidades vivenciadas por ele. No que se refere ao príncipe Shotoku: “Uma semelhança marcante entre a minha vida e a doPríncipe Shotoku diz respeito às construções.” “Exemplifiquemos, primeiramente, com o príncipeShotoku, cujo vasto conhecimento sobre a cultura budista,principalmente na parte artística, ninguém poderá deixar dereconhecer. Temos a prova disso no Templo Horyuji e em outrasconstruções, que ainda conservam o esplendor da suamagnificência, A sua famosa "Constituição dos 17 Artigos" de serconsiderada a base da lei japonesa.” Meishu-Sama sempre dizia: “"Trabalho dez vezes mais doque qualquer homem.” Neste aspecto, lembra o príncipe regenteShotoku, que ouvia dez pessoas ao mesmo tempo, coisaimpossível para uma pessoa comum.” No que diz respeito ao general Hideyoshi Toyotomi: “A maior honra, no entanto, desejamos conferir aHideyoshi Toyotomi (unificador dos feudos, no ano de 1573). Agrandeza de Hideyoshi Toyotomi reside no fato de tercompreendido a Arte ainda na mocidade e colecionado obras-primas, o que não deixa de ser algo surpreendente, dado que eleera filho de lavrador. Geralmente, além de crescer sob condiçõesfavoráveis, ou melhor, na classe acima da média, é necessárioum grande esforço para se atingir o nível do "saber das coisas"[tieshokaku]. Hideyoshi, portanto, é de fato um homemextraordinário, pois atingiu esse nível apesar de sua origemhumilde e de ter vivido continuamente em campos de batalha.” 4
  5. 5. No que tange ao pintor Ogata Korin: Quando Meishu-Sama tinha 25 anos de idade, abriu umaloja em Tóquio, na Rua Nishinaka, Nihonbashi e deu o nome deKorin-do em homenagem ao famoso artista Korin Ogata (1658-1716), que Meishu-Sama mais admirava entre todos os artistasjaponeses. Mas, afinal, em poucas palavras, quem é Meishu-Sama?Ele mesmo responde: “No presente, quando o mundo vagueia em tão caóticasituação, Deus enviou o Mestre Meishu-Sama, fundador daIgreja Messiânica Mundial, com a suprema missão de realizar oSeu sagrado objetivo de salvar toda a humanidade.” “Mesmo aquela estátua do Palácio dos Sonhos, que ficoupor longos anos oculta, indica simbolicamente o meu nascimentocomo um Guce Kannon, isto é, um salvador da humanidade.” Antes de começar a primeira parte, isto é, transmitir avida de Meishu-Sama, expõe-se o que Meishu-Sama pensa,através de suas próprias palavras, a respeito da transmissão desua existência: “Aqueles que me conhecem, cientes da grande obra desalvação por mim realizada, naturalmente gostariam de sabertudo o que for possível a meu respeito; no futuro, seráincalculável o número de pessoas, no mundo inteiro, que terão omesmo desejo. Assim, como criador do princípio do MundoParadisíaco, pretendo deixar para as gerações vindouras aimagem mais fiel de minha pessoa, e por isso escreverei a meurespeito. Parece-me estranho que aqueles grandes religiosos –Cristo [Jesus], Maomé (séc. VI d.C.) e Sakyamuni (séc. VI a.C.) -nada tenham falado de si mesmos. É como se estivessemtrajados com magníficas vestes e não quisessem tirá-las; dessemodo, não podemos conhecer suas impressões e confissões.Talvez eles não nos tenham revelado seu íntimo por não teremvontade de fazê-lo, mas acho isso realmente lamentável. 5
  6. 6. Quanto a mim, acontece o contrário. Desejo escrevertudo a meu respeito, com todos os detalhes. Provavelmenteencontrarão pontos incompreensíveis em minhas explanações,fatos que lhes parecerão inverossímeis, grandes ou pequenos,claros ou obscuros, finitos ou infinitos, etc. Saboreando minhaspalavras, conseguirão a sabedoria da vida e tornar-se-ãopossuidores de espírito inabalável.” Enfatizando mais ainda: “Todo acontecimento da vida cotidiana relacionada àminha pessoa, por menor que seja, é Luz. Portanto, faça opossível para transmitir isso a um maior número de pessoas.” “Sem levar em consideração o fato de saber redigir bemou não, todos vocês que servem perto de mim, têm o dever detransmitir aos fiéis a minha vida diária. Vocês precisam observardireito se realmente estou pondo em prática tudo o que digo ouensino aos membros, e registrar tudo tal qual têm observado.” “É importante que os mamehito saibam quem sou eu,Meishu-Sama. Quando tiverem convicção absoluta do meupoder, a sua alma ficará sólida como um diamante. Ao mesmotempo, a capacidade de atuação de cada um aumentaráconsideravelmente. Assim todos conseguirão colaborar na ObraDivina. Devem vocês, portanto, procurar entender do fundo docoração, estas minhas palavras e, depois, colocá-las em prática omaior número possível de vezes.” Em dois poemas: “Homens! Preparem-se! Grande Messias é o Sagrado Nome Daqueles que salvará o mundo no Juízo Final. A Era dos Deuses Será a era em que a Luz do Messias Iluminará ilimitadamente a Terra. 6
  7. 7. Ecoam mudas vozes de alegria Pelo surgimento do Messias Nos três mundos: Divino, Espiritual e Material.” “Sou homem e não sou homem Sou Deus e não sou Deus Fico a refletir sobre mim mesmo ... O Estado de União com Deus Refere-se à ação onde não existe distinção Entre a Obra de Deus ou a do homem. Serei eu A salvar este conturbado Mundo Material Manifestando a Força da União com Deus.” “Quanto ao museu, ficará para o ano que vem. Creio queele será comentado mundialmente, atraindo a atenção domundo inteiro. A obra ainda está na metade, mas quando estivertotalmente concluída, causará assombro. Como resultado,surgirá esta pergunta: ‘Afinal de contas, o que é a IgrejaMessiânica Mundial?’. Sabendo que se trata de uma Igrejadirigida por um indivíduo chamado Meishu-Sama, quererãosaber quem é esse indivíduo. Assim, estou certo de que terá iníciouma pesquisa sobre ele.” ““Entre o espaço de 10 e 20 anos, Ele construiu tudoisto..." Eu acho que a partir de uma frase como esta, aspesquisas sobre Mokiti Okada vão dar o seu passo de largada."Quem foi ele e qual a filosofia que pregava". Através destas ede outras frases, todas as coisas que eu escrevi serão lidas emtodas as partes do mundo. E, como resultado concreto disso,teremos que as pessoas não vão poder deixar de entender 7
  8. 8. sobre a superstição da Medicina e a superstição dosfertilizantes muito utilizados até os dias de hoje. E ainda, comovou construir a grandiosa obra que é o Paraíso Terrestre, vãoachar maravilhosas as minhas palavras e a minha ideologia e,principalmente, vão entender que através dela é que vamosimplantar a verdadeira saúde. Todas as doenças vão serexterminadas. Teremos grandes colheitas sem nenhum tipo defertilizante ou adubo. E, ainda por cima, quando acabarmoscom o ateísmo, os criminosos também vão desaparecer. Como escrevo coisas do tipo extraordinário e até raro,se forem lidas por pessoas que possuem pensamentosdeturpados, por mais que sejam coisas boas que estejamescritas, de maneira alguma elas entram na cabeça destaspessoas. Por outro lado, se for lido por pessoas que tenham opensamento: "Ele é diferente das pessoas comuns. Comcerteza não é um homem qualquer. O que será que ele querdizer com isso?", rapidamente se tornará um apreciador dasminhas palavras. Se não for por esta maneira, não se chegaráa lugar nenhum. E esta forma de fazer é uma atitude do DeusAbsoluto. Assim, dá para entender que Deus faz de uma formatão magnífica que chega a nos deixar boquiaberto, ou seja,antes de tudo, Ele utiliza o Belo para chamar a atenção daspessoas em geral. Eu acho que Deus faz tudo com muitahabilidade.” Assim, neste volume devido ao seu caráter excepcionalde abordar existência pessoal, são incluídas na Bibliografiaoutras referências que trazem depoimentos de familiares, comoos livros de Ensinamentos de Nidai-Sama e trechos de palestrasde Kyoshu-Sama. 8
  9. 9. ÍNDICE1. Família, Trabalho e Fé................................................... 0111.1. Caseiro comum e admirável.............................................. 0111.2. Empresário de loja de aviamentos.................................... 0321.3. Religioso da Oomoto......................................................... 0512. Messiânica.................................................................... 0892.1. Criador de uma Ultra-Religião........................................... 0892.2. Edificador de Solos Sagrados............................................. 1432.3. Revelador de seu Passado, Presente e Futuro................... 1723. Messiânica Mundial...................................................... 2413.1. Começou a usar o nome de Meishu-Sama........................ 2413.2. Passou a ser chamado de Meshia-Sama............................ 3133.3. Delineou o Século XXI........................................................ 342Síntese................................................................................... 353 9
  10. 10. 10
  11. 11. 1. FAMÍLIA, TRABALHO E FÉ1.1. Caseiro comum e admirável. De 1882 a 1904, ou seja, os primeiros vinte e dois anos. Neste item: Nascimento; Infância; Juventude.● Nascimento. Neste ponto: Lugar e Tempo; Predição; Linhagem. Lugar e Tempo. Meishu-Sama disse as seguintes palavras: “Deus,confiando essa grande missão a um simples ser humano comoeu, fez-me nascer neste mundo” e “Nasci em Hashiba localizadoem Assakussa, Tóquio, no dia 23 de dezembro de 1882”. Predição. Ele falou o seguinte a esse respeito: “Creio que a expressão “Luz do Oriente” surgiu há unsdois mil anos, tendo-se propagado gradativamente a ponto dehoje não existir quem a desconheça. Até agora, no entanto, porignorância do seu verdadeiro significado, ela continua envolvidaem mistério. Assim, gostaria de mostrar o que realmentesignifica essa expressão. Indiscutivelmente, “Luz do Oriente” era uma prediçãorelacionada à minha pessoa. Não haverá quem não se espanteao tomar conhecimento dessa verdade, e poucas pessoasconseguirão aceitá-la de imediato. Por isso, tentarei me explicarmelhor, apresentando provas reais do que estou dizendo. 11
  12. 12. A primeira prova é o local onde nasci e o trajeto dasmudanças que fiz. O país chamado Japão, como todos sabem, localiza-se noextremo leste do globo terrestre; acrescenta-se que Tóquio éuma cidade do leste do Japão. O leste de Tóquio é Assakussa,cujo leste, por sua vez, é Hashiba. Assim, Hashiba é realmente oleste do leste; em termos mundiais, é o extremo leste domundo.” Em outras traduções ou ensinamentos: “A palavra "Luz do Oriente" é pronunciada desde aAntigüidade, há muito tempo atrás, no Ocidente. Eu acho quefoi pelo Cristianismo. A partir daí, essa palavra foi transmitidade boca em boca, mas para as pessoas ainda tem umsignificado muito vago. Na verdade, até hoje elas nãoentendem o verdadeiro significado dela. E é sobre isso que gostaria de falar no dia de hoje. ALuz do Oriente, na verdade, se refere à minha pessoa. Sãovárias coisas, mas vou explicar da maneira mais clara parapoderem entender. O leste do Mundo é o Japão. É indiscutívelo fato do Japão se situar no extremo oriente do planeta.Depois, o leste do Japão é Tókio. A tradução literal da palavra"Tókio" é "capital do leste". O leste de Tókio é o bairro deAssakussa. E o leste de Assakussa é Hashiba, local onde eunasci. Depois que nasci, eu vim me mudando, mas sempre emdireção ao Oeste. Primeiro foi o bairro de Senzokubashi, depois foiNaniwatyo de Nihon-bashi, Kobikityo de Kyo-bashi, Oii deOota-ku, Tamagawa de Oomori, Hakone, Atami e, por último,Kyoto. Notem que, se contarmos, veremos que foram 8[número de Izunome] os lugares para onde me mudei esempre em direção ao Oeste.” “Analisando os diferentes aspectos da cultura japonesa.Entre as religiões, o budismo, o cristianismo e o xintoísmonasceram no oeste e foram se propagando para o leste. 12
  13. 13. Nos últimos tempos, foi introduzida no país a culturaocidental, de modo que a maior parte de sua cultura provém dooeste. Mas agora precisamos refletir: se, através dessa culturanascida no oeste, se tivesse conseguido formar um mundo idealde paz e felicidade que teria eu para falar? O que vemos,entretanto, é justamente o contrário. Materialmente, o mundose tornou uma civilização magnífica, porém o mais importante,que é a felicidade humana, não foi alcançada. O centro dessedesejo, na realidade, é a Luz do Oriente. Como podemos ver, os fundamentos da civilizaçãoseguiram uma trajetória contrária à ordem natural, o que podeser muito bem compreendido ao observarmos a Natureza: o Sole a Lua despontam no leste e descrevem órbita em direção dooeste. Sendo esta uma verdade eterna, o que nasce no lesterepresenta a própria Verdade. Assim, posso afirmar com todasegurança que as pessoas que acreditarem em minhas palavras,procedendo em conformidade com elas, conseguirão obter averdadeira felicidade. Em resumo: eu purificarei toda a águaturva impelida do oeste para o leste, devolvê-la-ei pura econstruirei um mundo límpido como o cristal.” “A atual cultura mundial nasceu no ocidente efinalmente chegou ao Japão. Só que, como esta cultura foicriada de forma desordenada, ao chegar ao Japão, ela seráreestruturada para a maneira certa e então devolvidanovamente para o Ocidente. Esse é o significado das palavrasditas há pouco: "Puxar a água suja, deixá-la pura e devolvê-lade volta". O trabalho da Igreja Messiânica é transformar todasas coisas construídas com fins maléficos para coisas límpidas epuras, e devolvê-las novamente para o Mundo.” “Se observarmos todas as culturas existentes nomundo até hoje, veremos que todas partiram do Oeste. Asreligiões também, como o Budismo, Cristianismo, Xintoísmo,ou seja, os deuses, praticamente vieram do Oeste. O 13
  14. 14. Xintoísmo japonês nasceu com os descendentes do ImperadorJinmu, que veio da região de Kyushu, cidade de Takatiho.Depois foram os descendentes dos Izumos. Assim, dessamaneira, todas as religiões, em resumo, vieram do Oeste. “Só tem um único Budismo que veio do leste: é a seitaNitiren-shudo. Como eu sempre digo, o Budismo em si é areligião da Era da Noite, ou seja, é de influência da Lua. E,dentro do Budismo, só a Seita Nitiren-shu é o Budismo do Sol.Isso porque foi o Bonzo Nitiren quem pela primeira vezcomeçou a entoar o "Sol" nas suas preces, no MonteSeityozan, Cordilheira de Awa. Na verdade, ele nasceu alinaquele local. O templo Tanjo-ji de Kominato de Awa, queexiste ali, é dito que foi erguido em memória ao nascimentodo Bonzo Shonin Nitiren. Bem, eu já havia dito que no dia 15 de junho de 1931,quando eu e mais 30 pessoas escalamos o Monte Kenkonzande Awa, e fomos até o Templo Nihon-ji, começava naqueleinstante a aurora neste mundo. Mas bem antes disto, nãomuito longe dali, o Bonzo Nitiren já havia entoado pelaprimeira vez a oração "Myo-ho-ren-gue-kyo". Dizem que há700 anos atrás esta oração foi entoada e que há 650 anosatrás o Bonzo Nitiren faleceu. Quer dizer que foi mais oumenos entre estes anos que o Sol nasceu pela primeira vez noMundo Budista. Foi o primeiro passo para a entrada na Era doDia.” A segunda prova, por Nidai-Sama (esposa de Meishu-Sama), é o mistério da data do seu nascimento: “Meishu-Sama nasceu no dia seguinte ao solstício deinverno, no hemisfério norte - quando os dias tornam-se maislongos que a noite.(...) O fato de ter sido esta a data do seunascimento, dia em que o mundo começa a mudar da fasenegativa para a positiva, pode-se citar como de bom augúrio. Elenasceu para trazer Luz ao mundo.” 14
  15. 15. Tanto no Ocidente como no Oriente, existe a crença defestejar o solstício de inverno como sinal de respeito à luz do Sol,origem de toda a vida, como momento em que a Luz ressurge etodas as coisas renascem. Um bom exemplo disso é que a datado nascimento de Jesus Cristo apontada pela História, Natal paraos cristãos, não corresponde à data verdadeira. Sendo assim,Meishu-Sama veio a este mundo no misterioso dia que simbolizao alvorecer do ano. Terceira prova, nasceu na Era Meiji, que serviu de cenáriopara seu nascimento, considerada como a da colisão dascivilizações oriental e ocidental. Diante destas provas, Meishu-Sama escreveu:“Realmente eu sou uma pessoa que nasceu com um destinomisterioso.” E compôs dois poemas: “O surgimento da Luz do Oriente No extremo oriente, no país do Sol Nascente, É a Determinação Divina.” “Saibam que a Luz de Oriente Refere-se à Força da Salvação Que possuo.” Meishu-Sama proferiu esta palestra no momento dainauguração da Grande Igreja de Kannon, em 1o de janeiro de1935: “A Luz do Oriente corresponde, na verdade, ao poder deKannon. Desde a Antiguidade, muitas referências têm sido feitas àLuz do Oriente. Continua, porém, sendo uma expressãomisteriosa cuja origem é desconhecida. O seu verdadeirosentido, contudo, me foi revelado no dia 04 de fevereiro de1928. Enquanto esperava o tempo certo para divulgar essarevelação, estava me preparando espiritualmente a fim derealizar tão importante incumbência com muita dignidade. Todos vocês que me ouvem neste momento devemconhecer o Sr. Mitsuo Azuma aqui presente. Um dia, ele me 15
  16. 16. pediu audiência e fiquei muito surpreso ao ler o seu nome nocartão que me fora apresentado. Esse espanto me foi causadopelos nomes Azuma, que em japonês significa “Oriente”, eMitsuo, “homem de luz”. Conheci-o casualmente no dia 11 de outubro do anopassado (1934). Nessa ocasião ele me disse que, por revelaçãode Deus, já há vinte anos [1914] sabia do aparecimento de umapessoa possuidora do poder de Kannon. Contou-me ainda lhe ter sido também mostrado que essatal pessoa havia nascido a leste do bairro de Shibuya, local ondeele, Azuma, morava. Além disso, Mitsuo Azuma tinhaconhecimento de que encontraria esse homem divino no ano de1934. Foi, por essa razão, procurá-lo em Kojimachi e alguém lhefalou a meu respeito. Azuma veio, então, visitar-me em Ooshin-do, local ondeeu morava na época. Conversamos e eu lhe disse que ele estavacerto. Mitsuo tirou algumas fotos minhas. Numa delas, apareceum desenho de Kannon. Esse fato representa o primeiro passoda manifestação na Terra da Luz do Oriente. Aconteceu que em setembro do ano de 1934, por ordemde Kannon, eu devia desenhar Senju, o Kannon de mil braços. Preparei-me e, no dia 5 de outubro, comecei a executar otrabalho imediatamente. Já havia realizado um terço da tarefaquando, no dia 11, o Sr. Azuma apareceu e, conforme já lhes falei,me fotografou. Com o aparecimento de Senju Kannon numa dasfotos, concluí que eu deveria refazer o desenho de acordo com o queestava sendo mostrado na fotografia tirado pelo Sr. Azuma. E assim ofiz. Esse acontecimento foi, na verdade, o primeiro sinalconcreto da ação da Luz do Oriente, dando a conhecer aomundo o poder de Kannon e de sua Obra.” “O que vou dizer é algo que já queria ter dito há tempos,mas não o fiz porque enquanto não chega o momento certo não 16
  17. 17. posso contar tudo claramente. Como esse momento chegou voufalar hoje, pela primeira vez. Num tempo bem primitivo, no ocidente começou a sefalar na “Luz do Oriente”, com certeza no cristianismo. E a “Luz do Oriente” vem sendo transmitida de pessoapara pessoa. “Luz do Oriente” tem sido algo muito vago e atéagora não se entendia muito bem do que se tratava. Hoje, pretendo falar a respeito dessa “Luz do Oriente”.Ela diz respeito a mim. (...) E a “Luz do Oriente”, em suma, é o Sol [Sol Espiritual].Mundo do Dia significa o mundo iluminado pelo Sol [Sol Espiritual].Existe uma bola de luz aqui em mim (no centro da barriga). Essa bolaé a “Luz do Oriente” [no entanto, a luz não é exclusivamenteoriginária do Sol]. Como disse a pouco, do leste vai indo cada vezmais para o oeste [pois, o Mundo do Dia, a civilização, segue otrajeto do Sol] ou então subindo no centro do céu [pois, o Mundo doDia é a elevação de nível espiritual do Mundo Material, bem como acivilização oriental é espiritual e vertical]. Desse modo, o mistério da“Luz do Oriente” se desfaz aqui [no sentido de que Meishu-Sama é a“Luz do Oriente”]. Sarar fazendo assim [por meio da imposição dasmãos], sai daqui [da bola de luz que está no centro da barriga deMeishu-Sama]. Significa que está sendo irradiada Luz para o peito[ou Meishu-Sama está apontando suas mãos para o peito, ou entãoa luz da bola que está na barriga está subindo para o centro do céu].(...) Para tanto, em mim existe a Bola de Luz. Os ocidentaiscompreendem melhor se falar em Jeová, por isso, deixei escritotambém que a doença é curada através dessa Bola de Luzatribuída por Jeová. Pois caso contrário, a coisa não fica paravaler. O assunto agora seria sobre Jesus e na Bíblia ele faladiversas vezes que “vai fazer a salvação através do Espírito dopai do Céu”. Por isso Jesus Cristo seria o filho de Jeová. 17
  18. 18. Já o meu poder é um poder direto. Jesus seria, para mim,um filho. O que os fiéis estão realizando agora tão intensamenteé o que Jesus realizava. Outro dia, por exemplo, uma pessoa quenão enxergava há oito anos, passou a enxergar perfeitamentecom apenas 2 minutos, o que será colocado no próximo “Eiko”.Outra pessoa que não ficava em pé há 13 anos conseguiu selevantar com 20 minutos e no dia seguinte, conseguiu ficar empé e andar. Aconteceram essas coisas e o que consta na Bíblia,que Jesus realizou , o cego enxergou e o aleijado andou, estásendo realizado pelos meus discípulos. Com esses fatos não há outro jeito senão acreditarporque o que eu disse não tem erro.” Linhagem. Nidai-Sama, Segunda Líder Espiritual da Igreja MessiânicaMundial, lembra freqüentemente de Meishu-Sama dizendo: "Oespírito de meu bisavô me guia." Realmente, diz ela, suafisionomia e caráter eram notavelmente parecidos com os deseu bisavô. A árvore genealógica da família Okada constitui-se: dosbisavós, Kizaemon e Tosse; dos avós, Sashiti e Yassu; e dos pais,Kissaburõ e Tori. O bisavô pela metade do século passado, em torno de 1850,administrava uma casa de penhores e gozava de excelente situaçãofinanceira. Era muito querido por todos devido ao seu amorhumanitário: emprestava dinheiro a juros baixíssimos sem levar emconta lucros ou perdas, deixava à mão vários guarda-chuvas paratranseuntes desprevenidos nos dias chuvosos, distribuía papinhas dearroz nos dias frios de inverno e hospedava sempre pessoas em suacasa. O avô é que entrou para família Okada, isto aconteceuquando durante uma viagem passou pela casa de penhores. O bisavôgostando dele a primeira vista, acabou por torná-lo seu genro. Comonão tinha herdeiro homem, fê-lo adotar sobrenome Okada ao casar- 18
  19. 19. se com sua filha. Porém, levando vida ociosa, colocava em risco afortuna familiar. Um dia foi embora e não se soube mais de seuparadeiro. No entanto, ao sair de casa, sua esposa já estava grávida.Ao fim da gestação, nasceu o pai de Meishu-Sama em 1852. Em 1867, faleceu bisavô, quinze anos antes donascimento de Meishu-Sama, que herdaria seu amor. Com amorte, a casa de penhores foi declinando por não haver nenhumfamiliar competente para fazer uma boa avaliação dos objetos ea fortuna foi diminuindo gradativamente. Em 1871, a casa depenhores acabou falindo. Nesse mesmo ano, seus pais secasaram, ele com vinte anos e ela com dezoito. Quando Meishu-Sama nasceu, sua família era constituídade cinco pessoas: pai, mãe, irmã Shizu, irmão Takejirõ e ele queera o caçula. Havia ainda uma irmã mais velha, chamada Haru,mas esta faleceu um ano antes do seu nascimento. Elesmoravam numa humilde casa de aluguel. Nidai-Sama escrevendo sobre o lugar de nascimento deMeishu-Sama: “Após a Segunda Guerra Mundial, visitei Hashibae suas vizinhanças, juntamente com Meishu-Sama. O temploRenso-ji, apesar de danificado, estava de pé, mas do seu antigolar não havia vestígios, embora algumas pequenas casaspermanecessem, como há alguns anos atrás.” Hoje, o local faz parte da Sede Metropolitana de Tóquioda Igreja Messiânica Mundial. Infância. Nidai-Sama escrevendo sobre as indicações de qualidadesespirituais precoces de Meishu-Sama: “Desde sua infância,pressentia-se que Meishu-Sama tornar-se-ia um grande LíderEspiritual”. Aparentemente, ele não foi preparado em qualificaçõesespeciais, mas absorveu no lar durante a sua infância, muitos hábitosbons, alicerçando uma base de grande valor para sua vida futura. 19
  20. 20. Neste ponto: Pobre Grato; Doente Inteligente e Altruísta;Pacífico Justo. Pobre Grato. Ela descreve assim a família dele: “Uma loja de penhores tinha sido trabalho da família deMeishu-Sama, de geração a geração; até o tempo de seu bisavô,o negócio tinha sido muito próspero. Apesar de seu bisavô ter sido uma pessoa notável emvários sentidos e aspectos, a fortuna da família tinha diminuídobastante e quando Meishu-Sama nasceu, seus pais atravessavamuma fase financeira difícil, sendo até necessário armar barracasnoturnas para negociar objetos de segunda mão. Sua mãe, sendo uma dona-de-casa de poucos recursos,empenhava-se em ser, extremamente econômica e zelava paraque nada fosse desperdiçado. Com grande senso deresponsabilidade e atenta a tudo que possuía foi exemplo naconduta do lar.” O próprio Meishu-Sama conta: “Nasci em Hashiba, bairro pobre. Lembro-me vagamentede que meu pai negociava com objetos usados e de que nossacasa só tinha dois cômodos: um, com mais ou menos 4,90metros quadrados, onde funcionava a loja, e uma sala de estarcom aproximadamente 7,30 metros quadrados. Todas as noites,ele ia ao Parque Assakussa para abrir sua barraca noturna. Desde que tenho consciência, muitas vezes ouvi meu paifalar que, se não conseguisse determinada quantia naquelanoite, não teríamos o que comer no dia seguinte. Ele carregavauma pequena carroça com alguns utensílios velhos, e minhamãe, levando-me às costas, ia empurrando-a. Vivendo numapobreza extrema, ela ficou desnutrida e, como não tinha leitepara me amamentar, ia pedir leite materno. 20
  21. 21. Portanto, em minha infância provei o sabor da pobreza,podendo compreender o quanto o dinheiro é motivo degratidão. Isso me foi de grande proveito, pois ainda hoje nãoconsigo desperdiçar nada, nem viver no luxo, de modo que souaté grato pela adversidade daquela época.” Nidai-Sama atestou: “Era tão econômico que não desperdiçava nem uma folhade papel para escrever. Por outro lado, não regateava ao pagarsomas bem alta em dinheiro para a aquisição de obras de arte.Valorizava a obtenção de tão lindos trabalhos artísticos.” Doente Inteligente e Altruísta. O Fundador da Igreja Messiânica Mundial - Meishu-Sama -relata: “Até os doze ou treze anos eu era uma criança fraca edoentia e vivia tomando remédios. Consegui terminar o cursoprimário com muito sacrifício e, apesar de minha pouca idade,sentia inveja quando via crianças saudáveis. Mas erainteressante como eu tinha bom aproveitamento na escola,sempre estava em primeiro ou segundo. No lar, era um menino que pensava em meus pais eirmãos. Acordava antes de qualquer outra pessoa da família,cozinhava o arroz e depois acordava a mãe. É engraçado eu mesmo falar destas coisas, mas desdepequeno, onde quer que eu fosse, quase nunca era malquisto ouantipatizado. Pelo contrário, era respeitado e amado na maioriadas vezes. Então, pensando bem, concluí que tenho umacaracterística que me parece ser o motivo disso: sempre deixomeus próprios interesses e minha própria satisfação em segundoplano; procuro fazer, em primeiro lugar, aquilo que satisfaz aosoutros, aquilo que os deixa felizes. Ajo assim não por razõesmorais ou religiosas, mas naturalmente. Talvez seja da minha 21
  22. 22. própria natureza. Em outras palavras, é até uma espécie de"hobby" para mim.” Sua esposa é testemunha de que ele, além de ensinar ocaminho do altruísmo, sempre procurou fazer as pessoas felizes: “Meishu-Sama nos ensina que a “chave para a felicidadeconsiste em trabalhar para o bem estar dos outros” e ensina issoface à sua própria experiência. Durante toda sua vida manifestouamor pelos outros, procurando fazer com que todos fossemfelizes ao seu redor.” Pacífico Justo. Nidai-Sama narra: “Nascido e criado por tal mãe e por pai honesto emeticuloso em suas atitudes, Meishu-Sama era o reflexo destasqualidades práticas e somava a tudo isso, suas virtudes e idéiasexpansivas, inerentes à sua pessoa.” Seus pais sempre calmos davam conta de todo serviçosem reclamar. Meishu-Sama recorda: “Não me lembro de ter sidorepreendido por meus pais.” Mas embora ele não tivesse vivenciado conflito,conheceu experiências a respeito: “Um bonzo famoso deixou a Imagem de Kannon comogarantia e fez um empréstimo com Hanagame. Meses depois,juntando o dinheiro necessário, o bonzo procurou-o, conforme oprometido, para pagar a dívida e reaver a Imagem. MasHanagame lhe disse: “Não me lembro absolutamente, devehaver algum engano”, e nem lhe deu atenção. O bonzo, numbeco sem saída, amaldiçoou-o e enforcou-se em frente à casadele. Hanagame tinha vendido a Imagem a um estrangeiro poruma quantia elevada e, desde então, tinha ampliado sua loja.Evidentemente, o rancor e a maldição do bonzo foram oscausadores da cegueira de Hanagame. Além do mais, seu único 22
  23. 23. filho tornou-se um alcoólatra depravado, que gastou toda afortuna da família.” Pensou em aprender judô: “Quando eu estava no cursoprimário (entre sete e onze anos), quis aprender judô.” Noentanto era tão pacifista que no museu olhava para o ladooposto da exposição das armas brancas e dizia: “Eu, porexemplo, mesmo quando visito os museus, não vejo o que serefere às armas. Passo direto pela arte de espadas." “Sinto friona espinha.” Mas, era extremamente justo: “De nascença, tenho fortesentimento de justiça, maior do que o das pessoas comuns.Acabar com que causam transtorno à sociedade. Tenho sempreisso em mente.” Lutou na Justiça durante anos, inclusive contrapoderosos: “Também sinto um grande ódio contra as injustiças. Quantomais injusta é uma pessoa, maior é minha convicção: "Tenho devencê-la de qualquer forma". Como exemplo disso, há quatorze anosvenho lutando na Justiça com o problema de um terreno. Meucontestante, tomado de impaciência, já me propôs solução amigávelpor três vezes, mas, por ele não demonstrar nenhumarrependimento pelo que fez, não aceitei sua proposta.Consequentemente, quem está em apuros agora é o juiz, queprocura uma solução amistosa. Outro exemplo: Certa vez entrei comuma ação judicial contra um jornal de renome, Na ocasião, muitaspessoas me aconselharam a não fazê-lo, pois a luta contra umagrande empresa jornalística poderia resultar em prejuízos. Mas eunão cedi um passo sequer e, como deve ser do conhecimento detodos, batalhei através do nosso Jornal Hikari. Se é por justiça, euluto até mesmo contra o mundo.” Tinha ódio ao mal, porém era prudente nas ocasiões emque este se manifestava: “Desde menino, desenvolvi um forte sentimento dejustiça. Tinha um ódio profundo pelas desigualdades que há no 23
  24. 24. mundo e muito lutei para reprimir o furor que me dominavaquando sabia de alguma injustiça ou desonestidade. Esse autodomínio é difícil e doloroso, mas será facilitadose o encararmos como um treinamento Divino que nos aprimoraespiritualmente. Sob esse aspecto, vemos que tal controleminora o sofrimento e lapida a alma. Eis uma característica que conservo até hoje: continuotendo horror pelo mal. Porém aceito os fatos, buscando sertolerante, tomando tudo como provação. A boa norma deconduta determina ódio ao mal, mas também prudência nasocasiões em que ele se manifeste. Melhor dizendo, temos de tercuidado para que esse sentimento não se mostre exageradonem prejudique o próximo; que ele não fira o bom senso, nãofalte aos preceitos do amor e da harmonia. É um ódio útil, quenos permite caminhar com um sentimento semelhante ao deDeus.” Sua natureza era alegre, ficava infeliz com lamúrias erepetições de assuntos: “Por esse motivo algo que me deixa muito triste é escutargritos de raiva, lamentações, inúteis e reclamações. Também meé difícil ouvir repetidas vezes um mesmo assunto. Minhanatureza é sempre pacífica e alegre.” Juventude. Neste ponto: Doenças; Belas-Artes; Filosofia. Doenças. Reencontrando-se com a sua última reencarnação veio ogosto pela pintura: “Quando eu estava para terminar o curso primário, asituação financeira de minha família melhorou um pouco, e 24
  25. 25. então pude ingressar na Escola de Belas-Artes.” e “Se eu puderganhar a vida com a pintura de que tanto gosto.” No entanto, no decorrer deste reencontro, em 1897, aos14 anos, poucos meses depois de ter começado a freqüentar aescola de Belas-Artes de Tóquio, sentiu sua vista embaçar ecomeçou a ver as coisas duplicadas. E assim, uma doençamaligna na vista impede seu sonho de ser pintor. “Na juventude, quando pensei em ser pintor, tiveproblemas na vista, e parei.” Um ano depois, em 1898: “Quando eu tinha quinze anos, contraí pleurisia. Atravésde tratamento médico, feito durante um ano, fiqueicompletamente curado. Por algum tempo tive saúde, masdepois sofri uma recaída.” No início do século XX, já estava desenganado pelomédico: “Desta vez, a doença progredia aceleradamente e eu iapiorando cada vez mais. Passados pouco mais de um ano,diagnosticaram-me tuberculose de terceiro grau. Nessa época,eu estava exatamente com dezoito anos. Resolvi, então,consultar o falecido Prof. Irissawa Tatsukiti, o qual, depois deminuciosos exames, disse-me que já não havia esperança decura. Era como se tivesse sido condenado à morte sem diadeterminado para a execução. Então, eu me decidi. Já que iamorrer de qualquer maneira, achei que não havia outro jeitosenão tentar o milagre da cura através de algum métododiferente. Pus-me à procura desse método.” Restabelece-se com uma dieta vegetariana: “Na minha mocidade, quando estava condenado amorrer de tuberculose, eu ingeria grande quantidade dealimentos de origem animal, mas, por certo motivo, descobri oerro acerca disso e então passei a me alimentar com verduras.Desde então, fui me restabelecendo vigorosamente e descobrique a medicina era omissa. Parei, então, de tomar remédios e 25
  26. 26. continuei por três meses consecutivos com a alimentaçãovegetariana e nem mesmo peixe seco comi. Com isso,restabeleci-me completamente, dessa enfermidade e adquirimais saúde do que antes de adoecer. A partir dessa ocasião,contraí outras doenças, mas a tuberculose desapareceu porcompleto, e hoje, com 68 anos de idade, sou um velho cheio devigor que superava qualquer jovem. Se naquela ocasião nãotivesse despertado para a alimentação vegetariana, certamentenão estaria mais vivo. Cada vez que penso nessas coisas, sintoarrepios.” Porém, aos 20 anos, foi classificado no alistamentomilitar em categoria próxima à dos inválidos. Nesta força armadalhe disseram: “Seu corpo é um lixo” Diante desse quadro doentio da juventude foi umapessoa tímida: “Entretanto, quando eu era jovem, nunca cheguei apensar em tais coisas. Dos quinze aos vinte anos mais ou menos,era mais tímido que qualquer outra pessoa. Sem nenhummotivo, tinha receio de me encontrar com desconhecidos;principalmente quando achava que a pessoa era um pouco maisimportante, nem conseguia falar direito com ela. Diante demoças, eu enrubescia, meus olhos ficavam perdidos e eu nem aomenos conseguia olhar para rosto delas ou falar-lhes. Comofiquei pessimista por causa disso! Consequentemente, muitoduvidei se conseguiria integrar-me na sociedade como cidadãoadulto. Naquela época, quando me via frente a qualquer pessoa,sempre tinha a impressão de que ela era mais inteligente eimportante que eu. Todavia, comparando o que eu era com quesou atualmente, eu mesmo estranho a enorme diferença.” Nessa época falece sua irmã Shizu aos 29 anos de idade,ela que era o sustentáculo do progresso econômico da famíliaOkada com uma pensão de refeições. Seu filho ficou com o tioMokiti, que lhe dedicava um carinho tão grande como se fosseseu pai. 26
  27. 27. Belas-Artes. “Desde jovem eu gostava de tudo que dissesse respeitoao Belo. Embora fosse muito pobre, cultivava flores em espaçosvazios e, quando dispunha de tempo, pintava quadros. Sempreque me era possível, visitava museus e exposições.” Nidai-Sama, escrevendo traços de seu esposo: “Meishu-Sama sempre incentivou a visita a museus egalerias, para ampliação do senso artístico, recomendação queendosso. As palavras de Meishu-Sama, ”Paraíso é um mundo doBelo", são absolutamente certas.” Através da experiência com antiguidades, pedindoopinião ao seu pai, adquiriu uma aguçada capacidade deapreciação e avaliação das belas-artes. Um familiar menciona: “Aos 22 anos, aproximadamente, Meishu-Samacostumava dar uma volta pela Avenida Guinza, em Tóquio, todosos dias, após o jantar. Não se tratava apenas de um passeio,pois, como havia muitas lojas abertas à noite, ele visitavaaquelas que comercializavam antiguidades, e examinavacuidadosamente os objetos. Regressando, comentava com o pai:"Hoje, estava à venda uma mercadoria assim, e creio que setratava de um artigo antigo e valioso. O que o senhor acha?"Dessa forma, ele conversava freqüentemente com seu pai. Este,por sua vez, dizia: "Muito bem. Mas, da próxima vez, se acharque é algo de valor, experimente comprá-lo." Então, de vez emquando, Meishu-Sama adquiria algum objeto e, recebendocritica dos familiares, foi, pouco a pouco, desenvolvendo apercepção de distinguir objetos raros.” Costumava convidar sua mãe para assistir peças artísticasengraçadas. Ele mesmo recitava algumas durante o banho sob oriso dos familiares, onde falava brincando: “Que mal há? Eu façoisso porque gosto”. Costumava freqüentar cinema: 27
  28. 28. “Nunca me esquecerei. Eu estava com dezesseis oudezessete anos quando assisti a uma exibição cinematográficapela primeira vez. Posso dizer, portanto, que sou o mais antigofã do cinema, que estava entrando no Japão nessa época.” Filosofia. Nidai-Sama, expõe que Meishu-Sama desde cedo seeducou na leitura de livros de valor: “Num aprimoramento constante, leu muito, estudouvários temas, aprofundou-se em estudos filosóficos, assistiuconferências, etc. É importante criar o hábito de ler livros devalor. Meishu-Sama em sua juventude enquanto estava doente eenfraquecido, conseguiu um grande conforto na leitura de livros.Ele também inicialmente baseou sua educação nessas leituras.” Mesmo frágil de saúde: “O senso de determinação de Meishu-Sama quandoainda jovem, chamava a atenção. A despeito de sua frágil saúde,utilizava o tempo livre para alargar seus conhecimentos,assistindo conferências e consultando livros com o intuito de termente equilibrada.” Meishu-Sama menciona um dos trechos que oimpressionou muito: “Citarei um trecho que ouvi e muito me impressionou:‘Todo homem nasce mesquinho. para aperfeiçoar-se, devecultivar uma segunda personalidade, isto é, nascer pela segundavez.’ Estas palavras ficaram gravadas na minha mente e meesforcei no sentido de colocá-las em prática na minha vida.” Mais tarde, baseado nestas palavras escreveria: “O egoísmo não é bom. Visar apenas o benefício próprioé desaconselhável. O verdadeiro caminho do homem consisteem ajudar as pessoas que estão em dificuldades após terprogredido.” Bem como orientaria um servidor: 28
  29. 29. “O fato de se sentir desgostoso consigo mesmo significanascimento de um novo eu que manifestou a capacidade decriticar seu velho eu, e isso é muito bom. Todo homem precisaevoluir para um segundo eu.” Adere a idéias contidas na filosofia da intuição de HenriBergson: “Quando jovem a filosofia de Bergson baseia-se nestestrês princípios: ‘Todas as coisas se movem’, ‘Teoria da Intuição’ e‘O eu do momento’. Os conceitos formados pela instrução querecebemos, pela tradição, ocupam o subconsciente humanocomo se fossem uma barreira, e dificilmente o percebemos. Poressa razão, tal ‘barreira’ constitui um obstáculo quandoobservamos as coisas. A ‘Teoria da Intuição’ encarrega-se de corrigir tais erros,comuns entre os homens, libertando estes, completamente, depreconceitos. Para isso é necessário ser ‘O eu do momento’, istoé, fazer com que a impressão instantânea, captada pela intuição,corresponda à verdadeira substância do objeto de observação.‘Todas as coisas se movem’. Isso significa que tudo está emcontínuo movimento. Por exemplo, este ano difere do anopassado em tudo. O mesmo podemos dizer a respeito domundo, da sociedade e dos nossos próprios pensamentos ecircunstâncias. Somos diferentes até mesmo do que fomosontem, ou há cinco minutos atrás.” Mais tarde, norteado pela filosofia da intuição, orientariaa construção dos Solos Sagrados através das idéias que lhevinham à mente. Adere também ao pragmatismo de William James: “Na mocidade James não considerava as filosofias comodivertimentos intelectuais; para ele, as doutrinas só eram válidasse fossem postas em prática. O benefício que o pragmatismo meproporcionou nessa época, não foi pequeno. Mais tarde, quandoiniciei meus trabalhos religiosos, julguei necessário aplicá-lo àReligião.” 29
  30. 30. Continuando disse: “Pretendo fundir a Religião e a vida prática, tornando-asíntimas e inseparáveis. Deixemos, pois, de ostentar virtudes, deisolar-nos, de ser teóricos como foram até hoje os religiosos, esejamos iguais às pessoas comuns. Para tanto, é preciso queeliminemos toda afetação religiosa e procedamos sempre deacordo com o senso comum, a ponto de tornar a Féimperceptível aos outros.” Nidai-Sama recorda: “Meishu-Sama afirma que o homem não deverá limitar afé às atividades particulares, mas sim, dela fazer um sólidoembasamento em outros campos de sua atuação tais como, napolítica, economia, relações externas e atividades culturais. Deoutra forma, afirma Meishu-Sama, um novo mundo deverdadeira felicidade jamais se tornará realidade.” Kyoshu-Sama, Terceira Líder Espiritual e filha de Meishu-Sama, presenciou como seu pai seguia seus própriosensinamentos: “Por longo tempo eu julgava que a pontualidade deMeishu-Sama era um hábito natural; mas, mais tarde percebique ele tinha se esforçado muito para se disciplinar. Uma vez, ele disse: "Como qualquer outra pessoa, eu mesinto cansado às vezes e gostaria de descansar em vez detrabalhar, mas sempre sigo meu programa. De outro modo, eunão estaria fazendo o que mando meus membros fazer." Assimaprendi que quando ele dava um Ensinamento aos outros, é queele sempre o seguia. Isso me tornou muito feliz e aumentou omeu respeito por ele.” Meishu-Sama explica o porquê de ser assim: “De fato, eu não sou uma pessoa comum, sobretudoporque Deus me atribuiu uma grandiosa missão. Esforço-me diae noite para cumpri-la, e todos os messiânicos sabem que,através dela, um incontável número de pessoas está sendosalvo.” 30
  31. 31. Mas algo que lhe era inato, o seu altruísmo: “Desde jovem gosto de dar alegria ao próximo, a pontode isso se tomar quase um "hobby" para mim. Sempre estoupensando no que devo fazer para que todos fiquem felizes.Quando acordo pela manhã, por exemplo, minha primeirapreocupação é saber o estado de ânimo dos meus auxiliares. Sehouver uma só pessoa mal-humorada, já não me sinto bem.” Mais detalhes dessa sua natureza nobre privilegiada: “Em outras palavras, é até uma espécie de “hobby” paramim. Por essa razão, muitos dizem que tenho uma naturezaprivilegiada, e é possível que tenha mesmo.” Depois que me tornei religioso, esse sentimentoaumentou ainda mais. Quando vejo uma pessoa sofrendo pordoença, não consigo ficar tranqüilo; tenho vontade de curá-la aqualquer custo. Então, ministro-lhe Johrei, e ela fica curada efeliz. Ao ver sua alegria, esta se reflete em mim e eu me sintofeliz também. Por esse motivo, criei inúmeros problemas nopassado e sofri muito. Mesmo quando achava que nada poderiafazer por uma pessoa e que deveria parar de dar-lhe assistência,a pedido insistente e até súplicas da própria pessoa e de suafamília, eu cedia e continuava indo visitá-la, ainda que fosselonge. Gastava tempo e dinheiro, e, no final, o resultado eraruim, desapontando os familiares do doente. Muitas vezes,cheguei até a ser odiado. Toda vez que isso acontecia, eu mecensurava, achando que deveria tornar-me mais frio. Como essa minha característica também foi de muitaajuda para a construção do protótipo do Paraíso Terrestre e doMuseu de Belas-Artes, creio que ela me tenha sido atribuída porDeus. Quando vejo uma magnífica obra de arte ou umapaisagem maravilhosa, não sinto vontade de apreciá-las sozinhoe até fico melindrado; nasce em mim o desejo de mostrá-las aum grande número de pessoas, para alegrá-las. Dessa forma,minha maior satisfação é alegrar o próximo, o que me faz ficaralegre também.” 31
  32. 32. 1.2. Empresário de loja de aviamentos. De 1905 a 1919, ou seja, dos 23 aos 37 anos. Neste item: Loja de Miudeza; Loja de Atacado; AteístaBondoso e Sofrido. Loja de Miudeza. Neste ponto: Falecimento Paterno; Sucesso comHonestidade; Sofrimento por Acidente. Falecimento Paterno. Em 1905 quando Meishu-Sama tinha 23 anos, falece seuprogenitor: “Meu pai faleceu muito cedo. Para combater a prisão deventre, tomou um remédio durante trinta anos sem falhar um sódia, ficou doente do coração.” Seu pai ao falecer, aos 53 anos, interrompe segundosonho de Meishu-Sama que era o de abrir uma loja deantiguidades com ele. Sua mãe o incentivaria a uma terceira tentativa decaminho profissional: “Não se preocupe. Cuidarei do que você não souber. Nãoacha melhor começar por uma loja de miudezas do que por umaloja de antiguidades, o que é muito mais difícil de administrar,especialmente agora que seu pai faleceu?” Aceitando a sugestão, ele prosperaria: “Ora, eu sou de família pobre, e só pude me casar e terum lar graças à soma em dinheiro que me foi presenteada pormeus pais, então, uma lojinha de miudezas a varejo, a qual tinhauma largura de 2,70 m. Como os resultados foram bons, empouco mais de um ano comecei no comércio por atacado e,aproximadamente dez anos depois, era considerado um bem 32
  33. 33. sucedido na vida; meus bens somavam o equivalente a cento ecinqüenta mil ienes daquela época (1919).” Nidai-Sama expõe o que seu esposo descrevia para si arespeito desses negócios na época: “Nesse tempo ele vivia com sua mãe, pois seu pai já haviafalecido e decidiu que sozinho, enfrentaria a responsabilidade donegócio: o armazenamento dos estoques, a venda dasmercadorias, a parte administrativa, enfim, todas as atividadesdo empreendimento. Ao me descrever o negócio, contou que se levantavamuito cedo e limpava a rua em frente à loja, antes que aspessoas começassem a transitar. Depois, varria e espanava a lojapreparando diariamente o ambiente de trabalho. Disse também que preenchia os deveres de três pessoas:proprietário, vendedor e aprendiz, e que atendia a todos osfregueses com cortesia e consideração, indistintamente.” Sucesso com Honestidade. Meishu-Sama sempre pensava: "Não devemos praticarmás ações, e sim boas ações." Ao tentar colocar isso em prática,no entanto, faltou-lhe coragem. Um dia experimentou mentirnos negócios e a vida se tornou sombria, retomando a verdadeos resultados foram favoráveis: “É constrangedor eu falar de mim mesmo, mas desdejovem eu era muito honesto. Não conseguia mentir de maneiraalguma. Por isso, sempre me diziam: “Um rapaz honesto comovocê nunca vai alcançar sucesso. Se você não mudar seupensamento e não for hábil no mentir, dificilmente será bemsucedido na vida.” Achando que essas palavras eram sensatas;menti bastante durante algum tempo, mas não estava bemcomigo mesmo. Sentia uma angústia insuportável, minha vida setornava sombria, meus dias eram só de tristeza. Não havia, pois, 33
  34. 34. condição para eu obter bons resultados nos meusempreendimentos. Naquela época, eu era comerciante, de modo que as"técnicas" de negociar deveriam ser muito mais vantajosas paramim. Mas eu não conseguia me sair bem e acabei decidindovoltar à honestidade, traço próprio de meu caráter. O engraçadoé que, depois disso, os resultados começaram a ser melhores doque eu esperava. Em primeiro lugar, adquiri maior crédito nomundo dos negócios, as coisas passaram a se processar numritmo excelente e em pouco tempo consegui um grande capital.” Nidai-Sama escrevendo a respeito: “Quando abriu a "Korin-do", um dos seus parentes, commuita experiência no setor comercial, aconselhou-o aadministrar o negócio, sem observar os três itens primordiaispara o ser humano: honestidade, cortesia e consideração. Eledisse a Meishu-Sama: "Ninguém pode ter sucesso no comérciocom uma política de total integridade". Meishu-Sama achou,entretanto, que lhe era impossível seguir tal conselho eprosseguiu como tinha sido até então, de acordo com suasorientações próprias.” Sofrimento por Acidente. Entretanto, apesar do progresso da loja, Meishu-Samapassou por mais uma decepção. “Comecei a estudar Makiê (artesanato em laca). Aí, Deusacabou cortando o nervo do meu dedo. Todos os outros dobrame só este dedo (indicador direito) não. Consequentemente, nãoconsegui mais segurar o pincel e fui forçado a deixá-lo, poisneste trabalho, este é o dedo que mais se usa, sabe? Nada podiaser feito.” No fundo, Deus estava cortando o laço de Meishu-Samacom a sua encarnação anterior, ou seja, sua missão não eracontinuar vivendo de arte. 34
  35. 35.  Loja de Atacado. Neste ponto: Casamento Independente e Próspero;Sucesso com Altruísmo, Administração e Invenções; Sofrimentospor Dificuldades Financeiras. Casamento Independente e Próspero. Nidai-Sama relata que Meishu-Sama recebeu propostaidêntica a que seu bisavô havia feito ao seu avô, qual seja de umcasamento dependente: “Contrastando com uma constituição física frágil edelicada, Meishu-Sama possuía um espírito forte. Desde ainfância, manifestou uma sobrenatural espiritualidade. Meishu-Sama possuía características pessoais especiais;tinha as orelhas bem modeladas e, no Japão, acreditava-se quequem tivesse os lóbulos das orelhas grandes e cheios, nascia sobboa estrela. Certo senhor possuidor de considerável fortuna emnegócios de moinho e desejando preservá-la aos seusdescendentes, pediu a Meishu-Sama que ficasse noivo de suafilha e se tornasse seu filho adotivo. A sua resposta foicategórica: "Eu nunca mudarei o meu sobrenome e estoudeterminado a sozinho, ter meu próprio lar e construir algovalioso". Ele rejeitou de forma irredutível as ofertas dessesenhor, causando grande desapontamento aos seus parentes. Ofato de tal recusa, demonstrou seu espírito forte e determinaçãode elevados planos para sua vida futura.” Escolhendo a autonomia, Meishu-Sama, em 1907,quando tinha 25 anos, casou-se independentemente com AiharaTaka, que tinha 19 anos. Graças à ajuda desta esposa, em dezanos de comerciante, obteve sucesso como fabricante eatacadista de miudezas. Pois, ela executava os trabalhosdomésticos e os da loja, lavava a roupa dos funcionários e 35
  36. 36. guardava suas economias, bem como aprendia vivificação florale cerimônia do chá. Quase meio século depois, continuava apontando comonegativo a dependência, agora sobre o caráter dependente dosjaponeses: “Raciocinando dessa forma, fica bem claro que o métodode fazer greves para resolver os problemas entre empregados ecapitalistas não passa de simples manifestação do espírito dedependência, pois, se os empregados pedem aumento de salárioaos capitalistas é porque dependem deles. Se trabalhassemdando o máximo de seu espírito de independência, os resultadosdo seu trabalho seriam muito melhores e certamente oscapitalistas é que ficariam na sua dependência. Por conseguinte,primeiro os empregados devem fazer com que os capitalistaslucrem e, depois, exigir a justa distribuição dos lucros. Como issoé o certo e o justo, logicamente os capitalistas não poderiamrecusar-se a atender às suas reivindicações. Seguindo-se essadiretriz, a solução dos problemas entre trabalhadores ecapitalistas não seria tão difícil. Atualmente, porém, tenta-seapenas obter a elevação dos salários, sem levar em conta asdificuldades; portanto, só podemos julgar que está se tentandoforçar a situação. Sintetizando, nesta oportunidade eu gostaria de alertarque, para resolver esse problema, não há meio mais eficiente doque eliminar de vez o espírito de dependência que caracteriza opovo japonês.” Sucesso com Altruísmo, Administração e Invenções. Nidai-Sama conta a respeito do sucesso de Meishu-Samadevido à sua abnegação: “Uma vez, o chefe da divisão de compras de aviamentosda loja de Departamento Mitsukoshi (uma das maiores e maisantigas lojas de departamento do Japão), chegou a Meishu-Sama 36
  37. 37. e disse: "Eu fui nomeado há pouco tempo chefe de divisão e seimuito pouco sobre aviamentos. Apreciaria enormementequalquer informação sobre este assunto, sobre lojasespecializadas neste ramo e qualquer detalhe a mais que osenhor queira me ensinar.” Meishu-Sama respondeu: "Eu mesmo não tenho muitaexperiência, mas terei imensa satisfação em contar-lhe o quesei". Deu-lhe detalhadas informações sobre as notas eparticularidades especiais de várias lojas de aviamentos,apontando algumas que eram excelentes em desenhos ouespecializadas em certos artigos. O chefe de divisão daMitsukoshi, após as informações, foi se embora, agradecendo asorientações recebidas. Alguns dias mais tarde, ele voltou: "Hoje eu tenho umfavor a lhe pedir ” - disse a Meishu-Sama. "O senhor é um rarohomem de negócios. A maioria dos homens não teria faladocomigo com a sinceridade que o senhor falou, elogiando eanalisando os pontos positivos dos competidores, sem dizer umasó palavra sobre sua própria loja. Esta é uma prova convincentepara mim, de que o senhor não é mercenário. Estou muitoimpressionado com sua moral e consideração. Minha lojagostaria de começar a negociar com o senhor". Meishu-Sama declinou repetidas vezes, desta oferta,explicando que sua loja era de varejo; mas diante de contínuainsistência, entrou em acordo com a Mitsukoshi. Esta transaçãoobrigou-o a mudar a loja que era de varejo para atacado.” Eis o que Nidai-Sama falou: “Empregou seu primeiro funcionário, com participaçãode lucros. Sua empresa foi crescendo gradativamente; as vendasalcançaram cifras enormes e o lucro dos empregados era tãogrande que era difícil saber quem estava em melhor situação: seMeishu-Sama ou seus vendedores que ganhavam mais que osvendedores de outras lojas. Isso grangeou-lhe grande respeito efidelidade no trabalho. 37
  38. 38. Um de seus primeiros vendedores, senhor Nagashima,que trabalhou na loja de Meishu-Sama por longo tempo, maistarde estabeleceu-se por conta própria, com grande sucesso,mas nunca esqueceu os seus tempos de empregado,orgulhando-se por ter tido Meishu-Sama como seu empregador.Ele até hoje vem visitar-lhe e por várias vezes disse: "Meishu-Sama causou em todos nós uma impressãoprofunda de um patrão incomum. Durante todo o tempo quepara ele trabalhamos, sentíamos sua intensa bondade eautêntica dignidade que inspirava em nós um grande respeito.Combinava firmeza e amor em sua pessoa. Além de nossossalários regulares, ele adicionava uma porcentagemproporcional à eficiência do trabalho de cada um. Seu métodoera bem diverso dos outros empregadores. Sua profundabondade, e a sua dignidade aliada ao senso de justiça, faziam-noum empregador adiantado no tempo, e por isso era muitorespeitado por todos nós”.” Exigia relatórios e orientava sobre a docilidade no cobrardos clientes: “Enquanto não fizer o relatório, o serviço não estaráterminado. Quando for fazer as cobranças e não conseguirreceber das lojas que não costumam pagar em dia, nunca façacara feia, pois a pessoa ficará revoltada. Diga que, se nãopuderem pagar na ocasião, você voltará outro dia.” Nidai-Sama: “A originalidade de suas inovações e estilo na atividadecomercial chamou a atenção e simpatia do público, obtendoassim grande êxito.” Inventou vários adornos para cabelo e expôs um delesem Tóquio, onde recebeu o troféu de Bronze. Criou o DiamanteAssahi, requerendo patente deste artigo em dez países. Alémdisso, obteve patentes de onze novos produtos criados por si. 38
  39. 39. Sofrimentos por Dificuldades Financeiras. Isso ocorreu, em parte, por especular nosempreendimentos: “Eu também, antigamente, lidei muito com especulações.Cheguei até a estabelecer uma sociedade de comanditas:realmente, gostava muito de especular, vendia e compravaações. Entretanto, no final das contas, acabei tendo prejuízos(risos). Lucrei, por isso, tive prejuízos. Quem perde desde oinício, é quem sai ganhando. Quando se lucra parece estarganhando, mas no final, está tendo prejuízo. É como nos casosamorosos. Se leva fora de uma mulher logo no início, acabadesistindo, não é? (risos).” “Em 1919, aos 36 anos de idade, possuía uma financeira.O Banco, que era o escudo protetor desta, abre falência. Oadministrador da sua financeira tentando recuperar o dinheiroperdido, sem que ele soubesse de nada, pediu dinheiroemprestado à agiotas. A situação agravou-se e os agiotasprovidenciaram a penhora dos bens. Oficiais de justiça entraramna casa de Meishu-Sama e lacraram-lhe os móveis. Este, tirandoo lacre para pegar suas roupas necessárias, seria chamado àdelegacia onde recebeu advertência.” A partir desse momento, começou a sofrida luta deMeishu-Sama para saldar as dívidas, que se estenderam durantevinte e dois longos anos, até 1941. Ateísta Bondoso e Sofrido. Neste ponto: Sentimentos Positivos de um Descrente;Sofrimentos por Doenças à Libertação aos Remédios;Falecimento dos Familiares e Segundo Matrimônio. 39
  40. 40. Sentimentos Positivos de um Descrente. Perfil ateísta: “Primeiramente devo explicar como se processou aevolução do meu pensamento. Quando jovem, eu eraextremamente materialista. Até mais ou menos quarenta anosnunca entrei em templo algum. Achava tolice adorar ou rezarpara uma pedra, um espelho ou um papel escrito, queconstituem a imagem de Deus nos templos xintoístas e sãocolocados num recipiente com formato de caixa, feito porcarpinteiros, com tábuas de cânfora. Nos templos budistastambém se adora um Buda desenhando em papel, ou asestátuas de Kannon, Amida e Buda talhadas em madeira, pedraou metal. Eu costumava afirmar que Kannon e Amida só existiamna imaginação do homem; por conseguinte, achava que era umaadoração ainda mais sem sentido, não passando de idolatria. Naquele tempo, li a tese do famoso filósofo alemãoRudolf Eucken (1846-1926), o qual diz que o homem possui oinstinto inato de adorar qualquer coisa e, assim, criou e adora osseus próprios ídolos, caindo na auto-satisfação. Como provadisso, acrescenta ele, todas as oferendas depositadas no altarestão voltadas para o lado dos homens e não para o lado deDeus. Senti-me, perfeitamente identificado com a tese e atéconsiderava que a existência de templos era prejudicial aoprogresso da Pátria, porque as nações que possuíam muitostemplos estavam em declínio e aquelas que quase não os tinhamse achavam em franco desenvolvimento.” “Apesar disso, mensalmente eu contribuía com umamodesta quantia para o Exército da Salvação, e por esse motivoera visitado por um sacerdote que sempre insistia em que eu meconvertesse ao cristianismo. Ele me dizia: "As pessoas quecontribuem para o Exército da Salvação geralmente são cristãs.Por que o senhor contribui, se não é cristão?”Então expliquei: "O 40
  41. 41. Exército da Salvação trabalha para a recuperação de ex-presidiários, transformando-os em pessoas de bem. Se nãoexistisse, talvez um deles tivesse entrado em minha casa parame roubar. Portanto, se o Exército da Salvação está impedindoque isso aconteça, é natural que eu seja agradecido e colaborenas suas obras." Também quis praticar virtudes segundo o ditamecomunista: “Eu também desde que nasci não era como sou agora.Era ateu convicto. Pensava em ajudar o comunismo quandoconseguisse ganhar muito dinheiro, e quis tornar-mesimpatizante. Por isso, ficava irritado com as pessoas que tinhamfé em Deus pensava que elas eram tolas. Entretanto, eu nãofazia maldade; queria praticar boas ações, mas achava que Deusnão existia.” Kyoshu-Sama recorda a filantropia de seu pai com suaempregada doméstica, mesmo sob forte oposição dos parentes: “Ela voltou para casa, mas não podia trabalhar e eratratada como um estorvo. Meishu-Sama enviava-lhe na época 15ienes mensalmente. As pessoas que o rodeavam lhe disseram:“O que adianta ajudar alguém que está condenado à morte? Seela pudesse retribuir o favor, trabalhando depois que ficasseboa, ainda bem. Mas não é esse o caso. Portanto, você estágastando, dinheiro à toa. É melhor parar logo com isso!" Aí,Meishu-Sama respondeu: "Não tenho mínima intenção de serrecompensado pelo que estou fazendo. Ajudar as pessoasvisando recompensa é uma espécie de troca. É como venderfavores. E isso não é caridade. Eu ajudo essa moça porque tenhopena dela e não posso deixá-la desamparada. É um sentimentonatural que brota de mim. Vocês podem achar uma tolice, maseu estou plenamente satisfeito.” Mais tarde, ao orientar, lembraria do que passou: “É melhor ficar só com a Salvação. Não precisa seimportar com a oposição de familiares e parentes, já que está 41
  42. 42. dizendo que está mais atarefado com essa parte. Comigotambém era assim. Todos eram contra mim, mas eu fiquei firme,sem dar ouvido a eles.” Solidariedade com sua esposa tuberculosa: Em 1908, considerava-se a contagiosa tuberculose umadoença incurável. Mas, pensando que ajudar-se mutuamente, éa atitude que um casal deve ter, cuidou dela. Tratando-a, comuma dieta vegetariana, esta ficaria boa. Custeou os estudos de um condutor (puxador) decarrinho de transporte pessoal: “Certo dia, na época em que ele era atacadista debijuterias e adornos, Meishu-Sama foi a Assakussa de jinriquixáassistir a um filme. Percebendo que o condutor, além de serjovem, não conseguia conduzir o veículo adequadamente,perguntou: "Você ainda é novato nesse serviço, não é?" O rapazrespondeu. "Sim, faz pouco tempo que comecei. Na verdade,sou estudante e não queria estar fazendo este serviço. Masquero ver se continuo até me formar". Então, Meishu-Sama disse: "Realmente, isso é admirável!Onde é que você mora? A minha residência é esta (entregou-lheo cartão), venha me procurar. Quem sabe, talvez até podereipagar os seus estudos". O rapaz ficou muito contente e, diasdepois, procurou-o em sua residência. Meishu-Sama fez-lhevárias perguntas e, após incentivá-lo, prometeu-lhe custear aeducação até a formatura. - Jamais esquecerei o favor concedido pelo senhor -dizendo estas palavras, o rapaz, muito contente e emocionado,retirou-se. Soube-se, mais tarde, que ele conseguira terminar os,estudos; e se tornara um policial.” Justo ao escrever para os políticos que combatiam acorrupção: “No mundo político da atualidade, quase não existempessoas assim. A maioria é muito esperta e versátil, sendo 42
  43. 43. muitos os que se mostram hábeis em forçar situações perigosas.Torna-se evidente o vazio em que o mundo político se encontra.Dessa forma, o que mais falta é um homem de fibra, que todospossam seguir.” Eis algumas práticas desse sentimento de justiça. Em 1916, com 33 anos: “Na época em que, eu era comerciante (antes de metornar religioso), muitas vezes fui vítima de embustes eexperiências pavorosas. Por felicidade, possuo inquebrantávelespírito de justiça. Lutei contra todos os obstáculos, indiferenteàs conseqüências monetárias. O esforço empreendido napreservação da justiça acarretou-me muitas desvantagens, quefelizmente foram passageiras. Com o tempo, a situaçãomelhorou e acabei por vencer, não só recuperando comoganhando muito mais do que tinha perdido. Involuntariamentetive três ou quatro casos judiciais, e um deles vem seprolongando até hoje. No tempo em que eu vivia na pobreza, uma associaçãoperseguiu-me, aproveitando-se do seu dinheiro e posição. Com odecorrer do tempo, fui favorecido pelas circunstâncias e essaassociação teve de desistir. Foi o seguinte: Eu possuía uma fábrica de objetos de fantasia e obtive,em dez países a patente de um artigo que teve extraordináriaaceitação, propiciando-me um contrato especial com certafirma. Como o artigo tivesse entrado em moda, recebi umaproposta sumamente egoísta de uma associação de lojasvarejistas de objetos de fantasia, sediada em Tóquio, a qual mepedia que lhe vendesse uma das duas exclusividades reservadasàquela firma. Vendo-se rejeitada pela minha honestidade,tentou boicotar-me com a colaboração de todas as lojas dogênero, a fim de obrigar-me a ceder. Dois anos de resistência meacarretaram considerável prejuízo, mas a associação deu-se porvencida e entramos em acordo. 43
  44. 44. Outro caso interessante foi quando, em protesto contrauma injustiça comercial, tentei suspender determinadatransação. O encarregado, surpreso, disse-me ter sido eu aprimeira pessoa que rompera a tradicional obediência àsimposições feitas aos comerciantes. Reconhecendo que euestava com a razão, a firma desculpou-se, e o caso foi resolvido.” Optou pela abertura de um jornal que combatesse osmales sociais, e assim iniciou vários negócios para conseguircapital. Mais tarde, Nidai-Sama escreveria a respeito: “Desde a juventude Meishu-Sama deplorou as condiçõesinfelizes da sociedade e se preocupou profundamente com omelhoramento do mundo. Anos antes de fundar a IgrejaMessiânica Mundial, ele pensou em publicar um jornal queservisse, até certo ponto, para esclarecer as pessoas e prepararo caminho para a reforma do homem. Isso indica que, mesmonaquela época, ele estava decidido a, de alguma maneira, ajudara humanidade.” Ele mesmo diria: “Quando eu era jovem, apesar de ser ateu, sempre tive odesejo de melhorar a sociedade, Achando que, para isso, nãohavia meio mais eficaz do que uma empresa jornalística, fizvários pesquisas e fiquei sabendo que, naquela época precisariade mais ou menos um milhão de ienes. Precipitando-me em conseguir logo a quantia necessáriapara a abertura da empresa Jornalística, estendi demais a mão,de modo que acabei falindo, com dívidas até o pescoço.Consequentemente tive de desistir da idéia de abrir a empresa.” Falando no enterro daquele que o colocara naquelasituação de dívida e que havia se suicidado: “Afinal, eu é que fuio culpado, por ter confiado demais.” Sofrimentos por Doenças à Libertação dos Remédios. Eis o que Meishu-Sama dizia: 44
  45. 45. “Tive quase todas as doenças, exceto as de senhoras.” Teve crises de hemorróidas, dores de cabeça e estômago,reumatismo, prostração nervosa, uretrite, amidalite, catarrointestinal, problemas das válvulas cardíacas e periodontite. Na sua crise de hemorróidas, superou quando descobriua causa desta: “Essa doença é considerada mais comum entre osjaponeses. A sua causa está totalmente na má estruturação dossanitários que eles usam. Há muitas pessoas que lêem nosanitário. Isso não é bom porque geralmente, quando começama ler demoram tempo. As pessoas que têm problemas dehemorróidas devem refletir bem sobre esse ponto. Quando eu era jovem "Sofri muito com essaenfermidade, mas decidi fazer minhas necessidades fisiológicasem menos de cinco minutos, mesmo que não tivesse terminadototalmente. A partir daí a doença começou a melhorarnaturalmente.” Em 1905, aos 22 anos, sofreu uma grave isquemiacerebral em conseqüência de tensão e sobrecarga de trabalhopor falta de prática na loja de miudezas. Quando passava porruas onde circulavam bondes, chegava a sentir-se tonto e até adesmaiar, por causa do estridente barulho dos trilhos. Bastava-lhe conversar para que ficasse sem fala. Em 1909 foi desenganado com tifo intestinal: “Quando eu tinha 28 anos, sofri tifo. Observando oestado do meu corpo, pensei que não tivesse cura; por isso, fizum testamento para minha ex-mulher (já falecida), explicitandoo que deveria fazer quando eu morresse. Estava, pois, bemconformado com a minha situação. Como a casa em que eu morava era pequena, imagineique, se viesse muita gente para o meu enterro, iria ficar muitoapertada. Então, preferi aguardar o desenlace num hospitalparticular de clínica geral que havia perto da minha residência.Pedi para ser colocado ali, mas não fui aceito. O diretor recusou 45
  46. 46. a minha internação, alegando que a morte de um doente trariamá fama para a clínica, sendo, por isso, uma situação diferenteda que acontece numa instituição pública. Mesmo assim, nãodesisti. Recorri ao irmão mais velho do diretor que, como eu,nessa mesma época, tinha uma loja de armarinhos. Através dele,fiz o pedido para que pudesse morrer nesse hospital e, por causadesse relacionamento comercial que mantínhamos, fui aceito. Estava, contudo, tão debilitado que não consegui entrarno jinrikisha (carrinho de mão, o meio de transporte da época).Fui, então, levado numa maca. Durante o percurso, olhava acidade e as pessoas, pensando estar fazendo isso pela últimavez. Sentia um vazio e uma solidão profundos. Nos trêsprimeiros dias de internação, não houve muita mudança no meuestado clínico. O médico diagnosticou pneumonia, receitou ummedicamento, dizendo que com ele poderia obter a cura. Casocontrário, não haveria outra solução. Quando o tomei, meusofrimento tornou-se ainda maior. Passei por uma espécie dedelírio em que via túmulos. Pensei: com certeza, vou morrer.” Sobrevivendo, vivia sob o temor da doença a ponto deparecer neurótico. Precavia-se a ponto de ir ao médico por causade um espirro. Quando ia ao toalete jamais usava a toalha usadapor outras pessoas, abanava as mãos para secá-las. Eis um fatoacontecido consigo, contado por ele, que mostra o quanto ficoudependente da Medicina: “Portanto, imaginamos o quanto os homens da atualidadetemem doença e estão apavorados. Uma vez doentes, é sensocomum ir a um médico e tomar remédios. Não posso deixar deficar admirado ao ver como puderam chegar a acreditar esseponto na medicina. Apesar disso, se pensar, como eu era antes,não estou na posição de falar dos outros. Certa vez, aconteceu oseguinte fato: creio que mais ou menos quando eu tinha 30 anose fui a uma região de águas termais num lugar bem afastado.Assim que cheguei à hospedaria, perguntei à funcionária: - Nessas termas existem médicos? 46
  47. 47. - Sim, há um médico – respondeu. - É um médico comum ou um cientista? - Ouvi dizer que se formou este ano. Ao saber disso, fiquei tranqüilo pensando que poderia ficarsossegado nesse local. Entretanto, mas tarde, sabendo queexistiam muitas pessoas iguais a mim, vi que não era tãoexcepcional. Também aconteceu o seguinte: como ninguém sabequando irá ficar doente, eu procurava um médico gentil que meatendesse quando fosse chamado, mesmo durante a noite, comum simples telefonema. Achei um médico assim e por issotratava-o com a maior consideração, até que ficamos como sefossemos parentes. Ele foi padrinho de meu casamento comminha atual esposa, e isso mostra o quanto eu acreditava namedicina, nessa época.” Porém, conscientizar-se-ia da nocividade dos remédios,através da doença que mais lhe fez sofrer e de maior duração,qual seja, a dor de dentes de 1914 a 1916: “A dor de um só dente já é terrível. Imaginem entãoquatro dentes doendo ao mesmo tempo todos os dias. Erainsuportável. Minha cabeça foi ficando tão perturbada que eume vi num beco-sem-saída, achando que teria de escolher entreficar louco ou me suicidar.” Nessa situação, ouviu do seu dentista: “Já usei todos osremédios que conheço. Agora só resta esperar pelo novomedicamento que um amigo meu vai trazer dos EstadosUnidos”. Não suportando mais o sofrimento por que passava,começou a experimentar um tratamento que um sacerdote dareligião Nitiren lhe aconselhou. Começou a se sentir melhor, ador havia diminuído, se viu tomado por uma sensação agradávelque não sentia há meses. Repentinamente, ocorreu-lhe umaidéia: a causa da dor de dente não seriam os remédios? Nãoseria por causa deles que a dor de dentes não passava? Osanalgésicos não estariam causando uma dor ainda maior? 47
  48. 48. Pensando assim, parou de ir ao dentista e também nunca maisfoi a casa do sacerdote. Eis o que Meishu-Sama disse a respeito: “Tentarei escrever sobre minhas experiências comrelação a esse fato. Há 36 anos atrás, extraí os dentes para podercolocar dentaduras; ao colocar remédio desinfetante nacavidade aberta, comecei a sentir muitas dores. Para aliviá-las,tomei novos remédios, mas elas iam aumentando gradualmente.Entretanto, compreendi que tudo tinha sido causado pelosremédios, sendo também uma forma de jogar fora o meu "eu"de até aquele momento. Depois de compreender isso abandoneios dentistas, e a dor foi passando gradativamente.” Diante de tantas doenças, Meishu-sama aprendeu que:“o meu mestre foram as doenças.” Falecimento dos Familiares e Segundo Matrimônio. No dia 25 de maio de 1912, quando Meishu-Sama tinha30 anos, sua mãe falece de nefrite com 57 anos de idade. Eissuas últimas palavras: “Parece que estou chegando ao fim.Chamem Mokiti, preciso falar com ele” e “Mokiti você voltou...” Em 1915, no oitavo ano de casamento, quando já haviamdesistido de ter filhos, Taka ficou grávida de uma menina. Mas, oparto fora muito difícil, e por isso, logo depois de seunascimento, a criança veio a falecer. Logo depois, engravidounovamente, nasceu outra menina, mas já estava morta. Em 4 dejunho de 1919, ficou grávida pela terceira vez de uma outraterceira menina, contraiu tifo intestinal ocasionando nascimentoe morte prematuros da criança. Taka ficou muito enfraquecida e, uma semana depois, nodia 11 de junho de 1919, acabou falecendo. No funeral, muitodeprimido, Meishu-Sama falou: “Cortaram-me um dos braços.” Em dezembro de 1919, aos 36 anos, casa-se pela segundavez, com Ôta Yoshi de 22 anos. Esta, que após a morte de 48
  49. 49. Meishu-Sama, viria a ser Nidai-Sama, a Segunda Líder Espiritualda Messiânica. Eis as circunstâncias em que se deu essematrimônio. - Um indivíduo de nome Okada diz que deseja desposar aSrta. Yoshi. - [resposta negativa] - O Sr. Okada falou que estáfirmemente disposto a desposar a Srta. Yoshi. Não poderiampensar melhor no caso? - Por favor, dê este assunto porencerrado. - O Sr. Okada está muito entusiasmado e me falouque quer desposar Yoshi de qualquer jeito. - Se insistem,podemos aceitar. - Yoshi diz: “Se ele insiste tanto, eu aceito.” “Ao ser indagada pela tia, que perguntou: "O que vocêacha? Ele é bem mais velho. Vai aceitá-lo?", Nidai-Samarespondeu: "Essas coisas dependem da afinidade. A idade nãoimporta." O pai de Nidai-Sama, vendo a foto de Meishu-Sama quefora enviada, disse: "Como essa pessoa tem boa fisionomia, émelhor aceitar a proposta" e, prosseguindo, disse que poderiaajudá-lo, de certa forma, nos negócios. Ao saber disso, Meishu-Sama afirmou: "Não gosto de incomodar as pessoas, e tambémnão quero que se misturem as coisas. Aceito-a (Nidai-Sama)como esposa, desde que seja em separado dos negócios". Eassim, foi feito o casamento. Por isso, quando se casaram, osdois sofreram muito financeiramente. Mas como Meishu-Sama atratava bem, Nidai-Sama foi muito feliz. Trata-se de um fato ocorrido quando Yoshi (Nidai-Sama)ia se casar. Soube que Meishu-Sama dissera o seguinte, naquelaocasião: "Apesar de já ter confirmado o casamento, por causa decerta pessoa, tive que contrair uma dívida. Sinto pena dela(Yoshi), portanto, vamos encerrar este assunto por enquanto." Entretanto, Yoshi disse: "Uma vez confirmado ocasamento, mesmo que meu corpo esteja aqui, já pertençoàquela família" e assim, felizmente, o matrimônio foi realizado. 49
  50. 50. Normalmente, as pessoas escondem o fato de terempesadas dívidas e se casam, mas, Meishu-Sama, sem dissimular,expôs tudo. Senti com isso que o Sr. Okada é uma pessoarealmente honesta e boa, foi o que foi dito. E então, Yoshi contraiu casamento, - afirmando: "Mesmoque tenha que morar num cortiço por causa das dívidas, uma vezque o compromisso foi selado, já faço parte daquela família.Portanto, quanto ao dinheiro, podemos consegui-lo com esforçomútuo".” Depois de casados, um parente perguntou a Yoshi:“Como é? Dá para viverem juntos?” Ela respondeu: “Comecei agostar dele. Fique tranqüila. Estando com ele, tudo irá bem.” Um familiar diria que Mokiti ao acolher Yoshi comoesposa: “Revelou-se uma pessoa carinhosa que, mesmo para acaminhada diária, levava-a em sua companhia. Com todo ocarinho que recebeu, ela teve uma vida realmente muito feliz.” E que quando ela engravidou, ele era extremamentezeloso. Ao saírem para fazer compras, Mokiti, dizendo serperigoso se ocorresse uma colisão violenta, chamava, além dotáxi que os conduzia, mais dois: um ia à frente e o outro atrás,amarrados com cordas ao seu veículo. Isso era para evitar queoutros carros entrassem no meio. Quando o motoristaaumentava um pouco a velocidade, ele logo chamava a atenção:"Está correndo demais, vá devagar". Assim, ele sempre tratouYoshi com o máximo de cuidado. Os cabelos de Meishu-Sama, na época, já estavambrancos. Por, isso, quando se casou, Yoshi chegou a levar umatinta para pintá-los. Porém, ele lhe disse: “Não faça isso. Essa cor fica até muito bem.” 50
  51. 51. 1.3. Religioso da Oomoto. De 1920 a 1934, ou seja, dos 38 aos 51 anos. Neste item se aborda: Conversão; Iluminação;Desligamento. Conversão. Neste ponto: Prejuízo e Entrada na Fé; Sofrimento eAfastamento; Mistérios, Sofrimentos e Retorno. Prejuízo e Entrada na Fé. “Naquele tempo, as minhas atividades comerciais iammuito bem, e eu estava no auge da autoconfiança, mas um demeus empregados me fez perder tudo. A sorte adversa,manifestada através do falecimento de minha primeira esposa,dos embargos judiciais sofridos da falência e de outras desgraçasme arrastaram para o fundo do abismo. Como resultado, acabeirecorrendo aquilo a que todos recorrem nessas ocasiões: aReligião. Também eu fui à procura da salvação do xintoísmo e nobudismo, como era de praxe, e assim tive conhecimento daexistência de Deus, do Mundo Espiritual, da vida após a morte,etc. Refletindo sobre o meu passado, arrependi-me da vida inútilque levara até então.” Registrou assim também: “No dia 15 de março do ano seguinte (1920), começou afamosa crise financeira. As ações tiveram uma grande baixa, e opreço das mercadorias caiu bruscamente. Por isso, a Loja OkadaS.A., que havia acabado de nascer, desmoronou sem oferecernenhuma resistência, ficando num beco-sem-saída.” Meishu-Sama conta que: “Desesperado, recorri à Religião.Durante mais ou menos vinte anos, passei por inúmeros percalços edificuldades, tendo sofrido muito por causa de vultosas dívidas. Para 51
  52. 52. que possam fazer uma idéia, recebi várias intimações judiciais e sofriuma falência.” Ele, que acreditava que a felicidade ou infelicidade dependiaunicamente da inteligência e esforço, [pois, para si, estes doisatributos foram a causa dele sozinho obter muito êxito empresarialem pouco tempo] foi perdendo autoconfiança. Os seguidos e sériosinfortúnios que o atingiram, levaram-no a sentir a insignificância daforça humana para chegar a felicidade. Ele passou a pesquisardiversas religiões, em busca de uma forma para se livrar dasdesgraças. “Realizei minuciosos estudos e pesquisas procurandoouvir o maior número possível de espíritos desencarnados,através de médiuns. De tudo que esses espíritos disseram,eliminei aquilo que pode não ser verdade, transcrevendo apenasos pontos coincidentes entre os muitos depoimentos que ouvi.Por isso, tenho certeza de que não há erros em minhasexplanações.” Assim mais tarde: “Neste volume estão coligidos os Ensinamentos queescrevi sobre os fenômenos do Mundo Espiritual, comoresultado de estudos e pesquisas efetuados durante mais devinte anos. Não há fantasia nem exagero em minhas palavras. Como exemplo, vou contar uma estória ocorrida naépoca em que eu estava pesquisando a religião Tenri-Kyo. Um rapaz que sofria de tuberculose pulmonar e foradesenganado, ingressou na referida religião. Pensando naprática de uma boa ação, decidiu fazer a limpeza do escarroexpectorado por outras pessoas nos passeios da cidade.Decorridos três anos, durante os quais fez isso todos os dias, orapaz estava completamente recuperado; a doença tinhadesaparecido sem deixar o menor vestígio.” Outro exemplo: “Certa vez em que eu estava fazendo concentraçãomental, repentinamente senti uma sensação estranha. Tinha 52
  53. 53. impressão de que minha boca se abria até as orelhas, que meusolhos brilhavam e que nos dois lados da minha testa seformavam chifres. Comecei a emitir, espontaneamente, um somhorrível, como se fossem rugidos de um animal selvagem. Fiqueiassustado, mas, como já tinha ouvido falar sobre encosto deespíritos, achei que devia ser isso. Pensei em espírito de tigre,leopardo ou mesmo leão, mas vi que não poderia ser, pois essesanimais não possuem chifres. Consultei, então, meu superiorhierárquico, que na época era um orientador. Ele disse que semdúvida era espírito de dragão. Naquele tempo, eu também nãotinha certeza se dragão existia realmente, mas através do fatoem questão conclui que sim. Além disso, na ocasião eu tive aimpressão de que os ossos da parte superior da minha colunaficaram salientes, o que é outra característica do dragão.” Pesquisou a Bíblia: “Quando eu era jovem, discuti a respeito do milagrenuma reunião de pesquisa da Bíblia. Dizendo que não conseguiaacreditar absolutamente nos milagres, risquei todos os trechosrelacionados a eles. Lendo-a sem esses trechos, ela não erarelacionada mais a um livro religioso e sim, um livro de moral.Quando entendi isso, perdi todo o interesse que tinha, e largueia pesquisa.” [pode-se imaginar quando se compara com os livrosde ensinamentos de Meishu-Sama que são ultra-religiosos]. Meishu-Sama se sentiu atraído pela Oomoto por ela pregar areforma do mundo e a toxicidade dos remédios, confirmando seusentimento de justiça e experiência da nocividade dosmedicamentos. “A religião Oomoto nunca se preocupou em divulgar osensinamentos relacionados ao erro da medicina. No entanto,quando ingressei nessa Doutrina, percebi, ao ler o Ofudessaki(coletânea de textos psicografados pela fundadora Não Deguchi)criticas a medicina. Nesses escritos encontrei a seguinte revelação:“Deus está triste! O povo, por ignorância, deixou-se contaminarpelos remédios, que não curam, só envenenam o corpo.” No 53
  54. 54. momento em que li esse trecho fiquei assustado, pois, até então,nenhuma corrente religiosa havia afirmado tão claramente queremédio é veneno. Percebi aí também a razão pela qual ingressei naOomoto.” Em outro ensinamento: “Depois que tomei conhecimento dos erros damedicina, descobri estas palavras escritas no Ofudesaki:"Aquilo que veio do além-mar está mais para veneno do quepara remédio. É um bando de imbecis que pagam altos preçospor uma coisa inútil e, ainda por cima, sujam seus próprioscorpos. Desse jeito, até Deus fica em apuros..." E eu fiqueideveras assustado! Nesta época acho que não havia umaúnica pessoa que dissesse que o remédio era veneno. E istoestava escrito no Ofudessaki, o que me comoveu muito. Essefoi o principal motivo pela qual ingressei na Religião Oomoto-kyo.” Assim, decidiu converter-se àquela religião. Isso ocorreuno mês de junho de 1920. “Completar trinta e oito anos, para mim, foi também meusegundo nascimento. A partir de então, inesperadamente,ingressei na vida religiosa e, pela primeira vez, soube da missãoconfiada a mim pelos Céus.” Anos mais tarde falaria: “Até agora não se conhecia o espírito. Desprezava-se asua existência. Como o Sr. Tokugwa, disse há pouco, é umaquestão de alma. A ação da alma é muito grande. Ontem fui visitado por uma pessoa que eu não via hácerca de um ano. Anteontem eu tinha pensado: "Como estaráele passando?" No dia seguinte ele apareceu. Aí eu disse paramim mesmo: "Ah, o espírito dele veio aqui antes!"” 54
  55. 55. Sofrimento e Afastamento. Meishu-Sama disse que após tornar-se religioso, passoupor grandes sofrimentos, mas, por outro lado, também tevegrandes alegrias. Como ocorreu ao passar por esse acontecimento: “Quando entrei na religião Oomoto, meu sobrinho, queera estudante ginasial, foi à cidade de Ayabe e lá, caindo numrio, morreu afogado. Ele era o herdeiro do meu irmão maisvelho. Este irmão me disse: "Meu filho foi para lá e acaboumorrendo porque você ingressou na religião Oomoto. A religiãoOomoto é nossa inimiga." Como foi um acontecimento real,afastei-me daquela religião.” Logo em seguida, nasceu sua primogênita Mitiko em 11de outubro de 1920, no ano seguinte seu primeiro filho homemMitimaro. Começou a melhorar profissionalmente: “Mesmo assim, fizemos esforço para levantar o destinoda empresa e, por volta de 1922, finalmente a situação começoua melhorar.” Mistérios, Sofrimentos e Retorno. Certo dia, antes da Segunda Guerra Mundial, Meishu-Sama referiu-se ao livro de profecias da Oomoto: "Pode ser quevocês não saibam de que se trata, mas está bem claro paraquem queira entender." Ali diz "pássaros de terras estranhasvoarão sobre o nosso país e abaterão os pássaros japoneses. Sobseus pés sairá fogo." “Tudo isso se realizará.” Perguntei-lhe o que significava "sob seus pés." Disse-me:"significa que a Imperial Cidade de Tóquio um dia será um marde chamas. Vocês devem procurar ser mais perspicazes paraentender todo o assunto por uma simples palavra. Casocontrário, não poderão ser eficientes instrumentos de Deus, na 55
  56. 56. Obra Divina." Somente após o término da guerra é que pudecompreender o verdadeiro significado de tudo isso. Algo parecido se deu por ocasião do grande terremotoocorrido no Japão, no Distrito de Kanto. Antes de sua erupção oReverendo Deguchi da Seita Oomoto deu a Meishu-Sama umquadro de um grande incêndio, por ele próprio pintado, onde sevia um mar de chamas em quase toda a superfície. Bastou olhá-lo e Meishu-Sama previu o que estava para acontecer, mudou-se, então, para Omori. Logo em seguida, um terremoto devastoua cidade de Tóquio. Certo dia Meishu-Sama contou-me o seguinte fato, queocorreu em Maio de 1923, quando era proprietário da casa decomércio Okada. Nessa ocasião, ele decidiu vender sua belaresidência por 35.500 ienes: ainda que o valor normal fosseacima de 50.000 ienes e mudou-se imediatamente, ondecomprou outra casa. Seus parentes ficaram surpresos por essa atituderepentina. Criticaram Meishu-Sama asperamente haverefetuado a venda por preço tão baixo. Ele respondeutranqüilamente: "Vocês criticam-me agora, mas vocês deverãovoltar aqui dentro de pouco tempo." Os parentes que nãoacreditavam em sua profecia, olharam-se aborrecidos e saíramsem nada mais dizer. Alguns meses após, houve grande terremoto quetransformou em um amontoado de brasas e cinzas. Foi,realmente, uma trágica ocorrência em que morreram milharesde pessoa, algumas diretamente pelo terremoto, outras pelosincêndios que se seguiram. Todos os parentes de Meishu-Sama que o haviam criticadopela venda da casa, perderam seus lares e pertences.Procuraram então Meishu-Sama com alguns poucos objetos deuso pessoal, e admitiram que haviam cometido um engano aocriticá-lo naquela ocasião. Disseram: “o que nos disse finalmenteaconteceu." 56

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