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Em parceria com a Professora Helena Abascal, publicamos os relatórios das pesquisas realizados por alunos da fau-Mackenzie, bolsistas PIBIC e PIVIC. O Projeto ARQUITETURA TAMBÉM É CIÊNCIA difunde trabalhos e os modos de produção científica no Mackenzie, visando fortalecer a cultura da pesquisa acadêmica. Assim é justo parabenizar os professores e colegas envolvidos e permitir que mais alunos vejam o que já se produziu e as muitas portas que ainda estão adiante no mundo da ciência, para os alunos da Arquitetura - mostrando que ARQUITETURA TAMBÉM É CIÊNCIA.

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  1. 1. Universidade Presbiteriana MackenzieESTUDO DA VARIABILIDADE DA RESISTÊNCIA AO CISALHAMENTO DEALGUNS SOLOS CLASSIFICADOS SEGUNDO A MCT (MINIATURA,COMPACTADO, TROPICAL) PARA DOIS NÍVEIS DE ENERGIA: NORMAL EINTERMEDIÁRIALeandro de Aquino Leão (IC) e Rita Moura Fortes (Orientadora)Apoio: PIVIC MackenzieResumoA construção de barragens é muito onerosa, o investimento necessário para a construção de umaobra para essa finalidade é muito elevado, havendo diversos estudos para viabilizar oempreendimento, inclusive um que consiste na definição dos solos a serem utilizados nos taludes deaterro. Este trabalho trata da variabilidade da resistência ao cisalhamento de alguns solosclassificados segundo a MCT (Miniatura, Compactado, Tropical) para dois níveis de energia: normal eintermediária. A resistência ao cisalhamento de um solo é o fator preponderante para a estabilidadede um aterro, visto que a ruptura desse aterro quase sempre ocorre quando o solo é submetido atensões cisalhantes que ultrapassem a resistência ao cisalhamento do solo. A resistência aocisalhamento de um solo compactado está diretamente ligada à energia utilizada na compactação eao teor de umidade deste solo, sendo fundamental para a construção de um talude de aterro oconhecimento de qual energia de compactação é necessária para obtenção da resistência aocisalhamento que atende aos critérios de projeto. Este trabalho apresenta as energias decompactação e os teores de umidade para alguns solos classificados segundo a MCT para doisníveis de energia: normal e intermediária e a resistência ao cisalhamento de cada um desses solos,obtida através do ensaio de cisalhamento direto.Palavras-chave: resistência ao cisalhamento, MCT (miniatura, compactado, tropical), compactaçãoAbstractThe construction of dams is very expensive, the investment required to build a work for this purpose isvery high, with several studies to enable the enterprise, including one that is the definition of land usein the landfill slopes. This work deals with the variability of shear strength of some soils classifiedaccording to the MCT (Miniature, Compacted, Tropical) for two power levels: normal and intermediate.The shear strength of a soil is the main factor for the stability of a landfill, since the breakdown oflandfill almost always occurs when the soil is subjected to shear stresses exceeding the shearstrength of soil. The shear strength of a compacted soil is directly related to the energy used incompression and the moisture content of soil, is central to the construction of an embankment slope ofthe knowledge which compaction is necessary to obtain the shear strength that meets the designcriteria. This work presents the compaction and moisture content for some soils classified according tothe MCT for two power levels: normal, intermediate and shear strength of each of these soils, obtainedfrom direct shear test.Key-words: shear strength, MCT (miniature, compacted, tropical), compression 1
  2. 2. VII Jornada de Iniciação Científica - 20111. INTRODUÇÃOO Brasil apesar de possuir um dos maiores conjuntos de bacias hidrográficas do mundo esendo sua principal fonte de energia a hidrelétrica, muito sofreu no período de junho de2001 a fevereiro de 2002, quando ocorreu o racionamento de energia, segundo Bardelin(2004) ocorrido porque o crescimento do parque gerador brasileiro não acompanhouadequadamente o aumento no consumo de energia elétrica.O aumento do consumo de energia elétrica que é uma realidade no nosso país, alerta paraa necessidade da construção de novas hidrelétricas, o que pode ser agravado também coma possibilidade de falta de chuvas, que podem provocar o esgotamento dos reservatórios deágua das usinas hidrelétricas existentes, prejudicando sobremaneira o crescimentoeconômico e o bem estar da população, pois não existe crescimento sustentável naausência de água e energia.Dessa maneira salienta-se a importância da reservação de água, que represa a água nosperíodos de chuva evitando que a mesma não falte nos períodos de seca, buscando assim oabastecimento contínuo à população. Por outro lado, verifica-se a necessidade de estudo eprevisão de construções de novas usinas, manutenção, e possivelmente, construção denovos reservatórios, o que diretamente indica construção de barragens.A construção de barragens para a reserva de água, com a finalidade de suprir asnecessidades do homem, como observado por Cruz (1996) é tão antiga quanto a suahistória.Após o aparecimento da Mecânica dos Solos no início do século passado, passou-se a tersustentação teórica para a execução de diversas obras, inclusive como destacado porTeixeira (1997) para a condução dos trabalhos exigidos na execução do aterro de umabarragem, incluindo-se a possibilidade de controle do material a ser utilizado nacompactação.Por o Brasil ser um país de clima tropical apresenta dentre os tipos de solos, os solosdenominados como solos tropicais, que apresentam propriedades e comportamentosdiferentes de solos não tropicais em decorrência de processos geológicos e/ ou pedológicos,comuns em regiões de clima tropical úmido Committee on Tropical Soils of ISSMFE (1985).A resistência ao cisalhamento dos solos é fortemente influenciada pelo nível de energia aser utilizada na compactação e pelo tipo de solo a ser compactado. Alguns solosapresentam um ganho significativo quando se altera a energia da compactação de normalpara intermediária, entretanto outros solos obtêm uma resistência próxima a sua máximacom a compactação na energia normal, não obtendo ganhos significativos com acompactação na energia intermediária. 2
  3. 3. Universidade Presbiteriana MackenzieCom base nessa problemática, objetiva-se avaliar a variabilidade da resistência aocisalhamento de alguns solos classificados segundo a MCT (Miniatura, Compactado,Tropical) para dois níveis de energia: normal e intermediária.2. REFERENCIAL TEÓRICO2.1. SOLOS TROPICAISOs solos tropicais apresentam algumas peculiaridades que são de grande importância paraos estudos geotécnicos, como sua ocorrência, suas propriedades físicas e mecânicas, deacordo com Futai (1999) e com Nogami e Villibor (1995) os solos tropicais podem serdivididos em duas grandes classes, àqueles encontrados mais superficialmente,denominados solos lateríticos e os que resultam da decomposição e/ou desagregação “insitu” de rocha, denominados solos saprolíticos.Ao se tratar da classificação de solos tropicais, a natureza das frações de argila e areia desolos de regiões tropicais possuem diferenças em relação às de regiões temperadas,segundo Fortes et al. (1999) essas diferenças representam uma das principais razões quelimitam as classificações geotécnicas dos solos tropicais, uma vez que as classificaçõesmais comumente utilizadas foram desenvolvidas para solos de clima temperado. Em funçãodessas limitações Nogami e Villibor (1981 e 1985) desenvolveram a metodologia MCT(Miniatura, Compactado, Tropical) que é própria para uso em solos tropicais usada naclassificação e determinação das propriedades físicas e hidráulicas de solos tropicaiscompactados.2.2. CARACTERIZAÇÃO DOS SOLOS TROPICAISOs solos tropicais se caracterizam por uma série de peculiaridades, que levam a dividi-lo emduas grandes classes, solos lateríticos e solos saprolíticos.O trabalho publicado por Cozzolino e Nogami (1995) apresenta uma boa caracterização dossolos tropicais, segundo o qual os solos lateríticos se caracterizam basicamente pela cor,predominantemente vermelho e amarelo, espessuras variadas, geralmente da ordem dedois a dez metros, apresentam grãos muito resistentes mecânica e quimicamente, na fraçãoareia e pedregulho, e elevada porcentagem de partículas constituídas de hidróxidos e óxidosde ferro e alumínio, na fração argila, grãos mais finos agregados, podendo-se visualizar, nanatureza, grande volume de vazios que em grande parte estão preenchidos por ar,justificando a baixa massa específica e elevada permeabilidade. 3
  4. 4. VII Jornada de Iniciação Científica - 2011Entretanto, conforme destacado por Pinto (2002), quando os solos lateríticos sãocompactados, ganham capacidade de suporte, e não apresentam expansão na presença deágua, sendo por isso muito utilizados em aterros e em obras rodoviárias.Os solos saprolíticos são encontrados abaixo do perfil laterítico ou a outros tipos de solos,apresentando espessuras muito variadas, normalmente superiores a 10 metros, suacoloração depende da sua rocha matriz, por isso apresenta uma coloração bem variegada,segundo Nogami e Villibor (1995) já foi designado como sendo solo de alteração de rocha,podendo-se confundir visualmente com uma rocha alterada, é de uma forma geral um solomuito heterogêneo, o que dificulta uma caracterização geral.2.3. METODOLOGIA MCTA metodologia MCT permite a determinação das propriedades mecânicas e hidráulicas dossolos e classifica os solos tropicais em duas grandes classes, com comportamentosdistintos, os solos de comportamento laterítico (L) e os solos de comportamento nãolaterítico (N). As quais são subdivididas em 7 grupos:- LG’: argilas lateríticas e argilas lateríticas arenosas;- LA’: areias argilosas lateríticas;- LA: areias com pouca argila laterítica;- NG’: argilas, argilas siltosas e argilas arenosas não lateríticas;- NS’: siltes cauliníticos e micáceos, siltes arenosos e siltes argilosos não lateríticos;- NA’: areias siltosas e areias argilosas não lateríticas;- NA: areias siltosas com siltes quartzosos e siltes argilosos não lateríticos.Os ensaios da metodologia MCT envolvem diversos ensaios, dentre os quais estão osensaios de compactação Mini-MCV, mini-CBR, perda por imersão, permeabilidade einfiltração. Os ensaios são realizados com miniaturização da aparelhagem, segundoCozzolino e Nogami (1993) isso se deve aos custos de realização dos ensaios, pois sefossem usadas as aparelhagens tradicionais, os custos seriam muito elevados.2.4. ENSAIO DE CISALHAMENTO DIRETOO ensaio de cisalhamento direto foi desenvolvido basicamente para a determinação daresistência ao corte de um corpo de prova de solo, de forma prismática e seção quadrada oucircular e de pequena espessura. 4
  5. 5. Universidade Presbiteriana MackenzieOs resultados obtidos devem ser analisados com cuidado, como visto em Das, (2007) oplano de corte pode não representar o plano mais fraco e a distribuição da resistência aocisalhamento do corpo de prova não é uniforme.Apesar das limitações, o ensaio de cisalhamento direto se torna uma opção adequada aalguns casos por sua simplicidade de execução e pelo custo mais baixo em relação a outrosensaios, como o ensaio de compressão triaxial.2.5. COMPACTAÇÃO DOS SOLOSA compactação dos solos é utilizada em diversas obras de engenharia, como também naconstrução de barragens de terra, com o objetivo de promover adaptações em suascaracterísticas físicas e estruturais, conforme apontado por Aguiar (2010), sendo que nemsempre se consegue com a compactação uma resistência melhor do que encontrada emsolos naturais encontrados na jazida.A compactação dos solos é afetada pelo teor de umidade, que influencia significativamenteo grau de compactação alcançado por determinado solo, pelo tipo de solo e pela energiautilizada na compactação. Um mesmo solo, quando compactado com energias diferentes,apresentará valores de peso específico aparente seco máximo maiores para valorescrescentes dessa energia. A figura 1 apresenta uma curva de compactação típica paravalores crescentes de energia. Figura 1 – Curvas típicas de compactação de um mesmo solo compactado com energias diferentes Fonte: Pinto (2002)3. MÉTODO3.1. GENERALIDADESO desenvolvimento do presente estudo baseou-se na obtenção da variabilidade daresistência ao cisalhamento para amostras de solo tropical classificadas pela metodologiaMCT para dois níveis de energia normal e intermediária, utilizando-se para tal de: 5
  6. 6. VII Jornada de Iniciação Científica - 2011- pesquisa teórica que teve como objetivo identificar os aspectos concernentes aosbenefícios da compactação sob o ponto de vista técnico, visando à melhora da resistênciaao cisalhamento.- parte experimental que consistiu na classificação dos solos pela metodologia MCT,compactação das amostras utilizando energia normal e energia intermediária e ensaios decisalhamento direto.Para a parte experimental contou-se com o apoio do laboratório LENC – ENGENHARIA ECONSULTORIA, que contribuiu com está pesquisa fornecendo as amostras de solocompactadas nas energias normal e intermediária e as classificando através da metodologiaMCT.Os ensaios de cisalhamento direto foram realizados por este autor no laboratório demecânica dos solos da Universidade Presbiteriana Mackenzie com o apoio de suaorientadora.3.2. CLASSIFICAÇÃO DOS SOLOS E COMPACTAÇÃO NAS ENERGIAS NORMAL E INTERMEDIÁRIAOs solos estudados foram caracterizados pelos métodos clássicos para caracterizaçãogeotécnica. Foram realizados ensaios de análise granulométrica segundo a norma NBR7181/84 (Solo – Análise granulométrica) e apresentada uma classificação segundo a normaNBR 6502/95 (Rochas e solos), para determinação dos limites de Atterberg, pelas normasNBR 6459/84 (Solo – Determinação do limite de liquidez) e NBR 7184/84 (Solo –Determinação do limite de plasticidade). Para a classificação dos solos tropicais foi utilizadaa metodologia denominada MCT.Na sequência foram realizados os ensaios de compactação segundo a norma NBR 7182/86(Solo – Ensaio de compactação) para as energias normal e intermediária.Após a realização da compactação separou-se dois corpos de prova de cada amostra,compactados na energia normal e intermediária que resultaram na máxima específica secamáxima e umidade ótima para serem utilizados nos ensaios de cisalhamento direto.Todos os ensaios desse item foram realizados pela empresa LENC – ENGENHARIA ECONSULTORIA. As figuras 2 a 4 mostram as amostras que foram selecionadas para oensaio de cisalhamento direto: 6
  7. 7. Universidade Presbiteriana Mackenzie Figura 2 – NG’ (energia normal e intermediária) Fonte: Própria Figura 3 – NS’ (energia normal e intermediária) Fonte: Própria Figura 4 – NS’ (energia normal e intermediária) Fonte: Própria3.3. CISALHAMENTO DIRETOOs ensaios de cisalhamento foram programados com os corpos de prova compactados,foram realizados utilizando como referência a ASTM D3080-04 (Standard Test Method forDirect Shear Test of Soils Under Consolidated Drained Conditions) tendo como objetivoconhecer a variabilidade da resistência ao cisalhamento dos solos frente a diferença dasenergias de compactação utilizadas nos corpos de prova.Os corpos de prova compactados foram cuidadosamente moldados com o uso de formasmetálicas quadrangulares biseladas, as quais possuíam 5 cm de largura interna e 2 cm dealtura, área de 25cm² e volume de 50 cm³ e com auxílio de lâminas, para serem colocadosna prensa de cisalhamento direto.Buscou-se evitar alterações no estado do material devido à perda de umidade, de forma queos corpos de prova foram armazenados em câmara úmida envolvidos em plásticos. 7
  8. 8. VII Jornada de Iniciação Científica - 2011No equipamento de cisalhamento direto, a tensão vertical é obtida com um sistema depesos, que são posicionados na porção inferior de um conjunto de hastes. A prensa possuium motor elétrico que desloca a base de cisalhamento, de modo que sua metade superiorreage contra um anel dinamométrico, medindo-se a força tangencial, o sistema é provido deum potenciômetro, que mantém constante a velocidade de deslocamento da célula duranteo cisalhamento.O deslocamento horizontal é medido por um extensômetro, na base da célula e osdeslocamentos verticais são monitorados também com um extensômetro, posicionado notopo do sistema de carregamento vertical.As células de cisalhamento envolveram o uso de placas metálicas ranhuradas e pedrasporosas, tanto no topo como na base das amostras.Uma vez moldados, os corpos de prova eram transferidos para a célula de cisalhamento.As amostras foram cisalhadas sob carregamento normal de 100, 200 e 400 kPa, sob asmesmas condições da compactação.As figuras 5 a 8 mostram como foi à moldagem dos corpos de prova, o sistema decisalhamento e o armazenamento em câmara úmida. Figura 5 – moldagem dos corpos de prova Fonte: Própria Figura 6 – sistema de cisalhamento Fonte: Própria 8
  9. 9. Universidade Presbiteriana Mackenzie Figura 7 – detalhe dos extensometros Fonte: Própria Figura 8 – armazenamento dos corpos de prova compactados em câmara úmida Fonte: Própria4. RESULTADOS E DISCUSSÃO4.1. CARACTERIZAÇÃO E COMPACTAÇÃO DOS SOLOSOs solos estudados foram classificação pela metodologia MCT em NS’, LG’, NG’. Osresultados da caracterização e compactação dos solos nas energias normal e intermediáriasão apresentados nas tabelas 1 e 2. Tabela 1 – Caracterização geotécnica dos solos estudados Características/Propriedades SOLOS NS’ LG’ NG’ Pedregulho (%) 0,00 0,00 0,00 Areia grossa (%) 10,70 0,85 9,57 Areia média (%) 15,08 12,41 13,22 Areia fina (%) 17,00 30,23 15,72 Silte + Argila (%) 57,23 56,51 61,50 Limite de liquedez - LL (%) * 48,00 46,00 Limite de plasticidade – LP (%) * 27,00 29,00 Índice de plasticidade – IP (%) * 21,00 17,00 * Valores não fornecidos pelo laboratório. 9
  10. 10. VII Jornada de Iniciação Científica - 2011 Tabela 2 – Compactação Proctor Normal e Intermediário Amostra (Compactação) Características Valores obtidos NS’ (Proctor Normal) Umidade média (%) 15,79 17,19 19,09 21,29 23,60 Peso esp. seco (kN/m³) 15,09 16,03 16,75 16,27 15,74 NS’ (Proctor Intermediário) Umidade média (%) 14,60 17,10 20,10 23,40 26,40 Peso esp. seco (kN/m³) 16,50 17,00 17,10 16,40 15,50 LG’ (Proctor Normal) Umidade média (%) 17,80 19,49 21,50 23,80 25,70 Peso esp. seco (kN/m³) 13,16 14,15 14,60 14,01 13,38 LG’ (Proctor Intermediário) Umidade média (%) 19,70 21,60 23,80 25,10 27,80 Peso esp. seco (kN/m³) 14,90 16,10 16,50 16,10 13,90 NG’ (Proctor Normal) Umidade média (%) 12,60 14,19 16,33 18,19 20,89 Peso esp. seco (kN/m³) 15,07 15,94 16,47 16,02 15,16 NG’ (Proctor Intermediário) Umidade média (%) 14,30 16,20 18,40 20,30 22,10 Peso esp. seco (kN/m³) 16,50 17,00 17,20 16,70 16,00Através da tabela 2 é possível confirmar o aumento do peso específico das amostras namedida em que se eleva a energia de compactação, conforme descrito do item 2.5 eexemplificado na figura 1 e ainda verificar que a amostra LG’ apresentou o maior ganho dedensidade com o aumento da energia de compactação, da ordem de 1,9 kN/m³ de aumento,comprovando uma das características dos solos lateríticos, que ganham capacidade desuporte quando compactados.Entretanto percebe-se que o teor de umidade ótimo aumentou para as amostrascompactadas na energia intermediária, provavelmente devido à heterogeneidade domaterial, e pelas frações de lateritas presentes no solo.As figuras 9 a 11 apresentam a distribuição granulométrica dos solos estudados, enquantoque as figuras 12 a 14 apresentam as curvas de compactação dos solos estudados. Figura 9 - Distribuição granulométrica – NS’ 10
  11. 11. Universidade Presbiteriana Mackenzie Figura 10 - Distribuição granulométrica – LG’ Figura 11 - Distribuição granulométrica – NG’Figura 12 – Curvas de compactação – amostra LG’ 11
  12. 12. VII Jornada de Iniciação Científica - 2011 Figura 13 – Curvas de compactação – amostra NG’ Figura 14 – Curvas de compactação – amostra NS’4.2. RESISTÊNCIA AO CISALHAMENTOA resistência ao cisalhamento das amostras de solo, NS’, LG’ e NG’ compactadas nasenergias normal e intermediária foram avaliadas por ensaios de cisalhamento direto.As amostras foram cisalhadas sob carregamento normal de 100, 200 e 400 kPa e teores deumidade próximos à umidade ótima do ensaio de Proctor.A tabela 3 apresenta os resultados de resistência ao cisalhamento de pico (máximo) eresistência ao cisalhamento residual obtidos dos ensaios de cisalhamento direto. 12
  13. 13. Universidade Presbiteriana Mackenzie Tabela 3 – Resultados dos ensaios de cisalhamento direto Resistências ao Valores obtidos – Carregamento Normal (kPa)Amostras (Compactação) cisalhamento (kPa) 100,00 200,00 400,00 Pico 66,00 102,80 195,60NS’ (Proctor Normal) Residual 46,80 97,20 182,80 Pico 62,80 108,80 216,40NS’ (Proctor Intermediário) Residual 47,60 94,00 204,80 Pico 113,20 228,00 263,20LG’ (Proctor Normal) Residual 64,80 130,40 241,20 Pico 161,20 187,20 272,80LG’ (Proctor Intermediário) Residual 55,60 122,80 198,40 Pico 100,40 126,80 225,60NG’ (Proctor Normal) Residual 56,40 106,00 205,60 Pico 80,40 119,20 183,20NG’ (Proctor Intermediário) Residual 57,20 102,00 173,60A partir dos resultados obtidos dos ensaios de cisalhamento foram elaborados os gráficosda tensão cisalhante e as envoltórias de resistência. As figuras 15 a 22 apresentam osgráficos elaborados. Figura 15 – Curvas de tensão cisalhante x deslocamento – amostra NS’ 13
  14. 14. VII Jornada de Iniciação Científica - 2011 Figura 16 – Curvas de tensão cisalhante x deslocamento – amostra LG’ Figura 17 – Curvas de tensão cisalhante x deslocamento – amostra NG’Figura 18 – Curvas de tensão cisalhante x deslocamento – amostras compactadas na energia normal 14
  15. 15. Universidade Presbiteriana MackenzieFigura 19 – Curvas de tensão cisalhante x deslocamento – amostras compactadas na energia intermediária Figura 20 – Envoltória de resistência – amostra NS’ Figura 21 – Envoltória de resistência – amostra LG’ 15
  16. 16. VII Jornada de Iniciação Científica - 2011 Figura 22 – Envoltória de resistência – amostra NG’As envoltórias de resistência foram traçadas a partir dos valores das resistências de picoobtidos em cada ensaio. A equação para a linha média obtida a partir dos resultadosexperimentais é:τf = σ x tg(φ’) + c’onde: τf = resistência ao cisalhamento de pico σ = tensão normal φ’ = ângulo de atrito efetivo c’ = coesão efetivaA partir dessas envoltórias determinaram-se os parâmetros de resistência ao cisalhamentodas amostras ensaiadas, apresentados na tabela 4. Tabela 4 – Parâmetros de resistência ao cisalhamento Amostras (Compactação) c’(kPa) φ’ (°) NS’ (Proctor Normal) 9,00 23,41 NS’ (Proctor Intermediário) 22,20 27,28 LG’ (Proctor Normal) 95,60 24,40 LG’ (Proctor Intermediário) 118,40 20,81 NG’ (Proctor Normal) 51,00 23,18 NG’ (Proctor Intermediário) 43,20 19,51Através da análise dos gráficos elaborados e dos parâmetros de resistência ao cisalhamentoobtidos, verificou-se a influência do aumento do teor de umidade ótimo para os corpos deprova compactados na energia intermediária sobre a resistência ao cisalhamento dos solos. 16
  17. 17. Universidade Presbiteriana MackenzieSendo que o solo para energia intermediária o solo NG’ apresentou redução na resistênciaao cisalhamento em todas tensões aplicadas, o solo NS’ praticamente não demonstrouvariação de resistência embora tenha-se obtido ganho nos parâmetros de resistênciadeterminados através da envoltória de resistência e o solo LG’ apresentou ganhos deresistência ao cisalhamento.5. CONCLUSÃOAnalisando os resultados pode-se fazer as seguintes conclusões quanto a variabilidade daresistência ao cisalhamento para as amostras de solos tropicais classificados pela MCT emLG’, NS’ e NG’, compactadas nas energias normal e intermediária:- a heterogeneidade do material contribui para o aumento do teor de umidade ótimo durantea compactação na energia intermediária, fator que conforme observado nos ensaios decisalhamento direto interferiu com a variabilidade da resistência ao cisalhamento dos solos;- a amostra classificada em LG’, embora o acréscimo de umidade, apresentou ganhos naresistência ao cisalhamento de pico ao elevar a energia de compactação de normal paraintermediária, ressaltando o comportamento dos solos lateríticos que adquirem capacidadede suporte quando compactados;- as amostras de solo com comportamento não lateríticos, classificadas em NS’ e NG’ nãoapresentaram ganhos na resistência de cisalhamento, apresentando redução na resistênciaao cisalhamento para amostra NG’ e não variando significativamente na amostra NS’.Ressalta-se que o presente estudo não encerra o assunto tendo em vista sua complexidade.O estudo da resistência ao cisalhamento dos solos tropicais compactados exige que sejamensaiadas uma quantidade maior de amostras e que sejam executados uma variedademaior de ensaios para analisar melhor todas as propriedades relacionadas à variabilidadeda resistência ao cisalhamento.REFERÊNCIASAGUIAR, L. A. de. Contribuições para a análise do comportamento mecânico de soloscompactados para uso em barragens. 2010. 127 f. Dissertação (Mestrado emEngenharia) - Universidade de São Paulo, São Paulo, 2010.AMERICAN SOCIETY FOR TESTING AND MATERIALS. ASTM D3080: standard testmethod for direct shear test of soils under consolidated drained conditions. Estados Unidos,2004.ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 7181: solo – análisegranulométrica. Rio de Janeiro, 1984. 17
  18. 18. VII Jornada de Iniciação Científica - 2011ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6502: rochas e solos. Rio deJaneiro, 1995.ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6459: solo – determinação dolimite de liquidez. Rio de Janeiro, 1984.ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 7184: solo – determinação dolimite de plasticidade. Rio de Janeiro, 1984.BARDELIN, C.E.A. “Os efeitos do racionamento de energia elétrica ocorrido no Brasilem 2001 e 2002 com ênfase no consumo de energia elétrica”. Dissertação (Mestrado emEngenharia) - Universidade de São Paulo, São Paulo, 2004.Committee on Tropical Soils of ISSMFE (1985). “Peculiarities of geotechnical behaviourof tropical lateritic and saprolitic soils”. Progress Report 1982/ 1985. Theme 3, Topic 3.1– Erosion. ABMS, São Paulo.COZZOLINO, V. M. N. & NOGAMI, J. S. “Classificação MCT para solos tropicais.” Solo eRochas, vol. 16 (2), 77-91 São Paulo. 1993.CRUZ, P.T. “100 barragens brasileiras: casos históricos, materiais de construção,projeto”. Oficina de Textos, 1996.DAS, B. M. Fundamentos de engenharia geotécnica. Tradução da 6. ed. americana. SãoPaulo: Ed. Thomson Learning, 2007.FORTES, R.M.; BASTOS FILHO, F.V.R.; DE SOUZA, C. D.; MERIGHI, J.V. "Um estudo docomportamento reológico de solos tropicais para fins rodoviários". Trabalhoapresentado ao 10º Congreso Ibero-Latinoamericano del Asfalto, Sevilla – Espanha, 1999.FUTAI, M.M. “Propriedades geotécnicas de solos saprolíticos e rochas alteradas defilito. Trabalho apresentado ao IX Congresso Brasileiro de Geologia de Engenharia, SãoPedro, 1999,NOGAMI, J.S.; VILLIBOR, D.F. “Uma nova classificação de solos tropicais parafinalidades rodoviárias.” Anais Simpósio Brasileiro de Solos Tropicais em Engenharia, vol.1, COPPE/UFRJ, Rio de Janeiro, pp. 30-41, 1981.NOGAMI, J.S.; VILLIBOR, D.F. “Additional considerations about a new geotechnicalclassification for tropical soils.” Proc. I Int. Conf. On Geomechanics of Tropical Lateriticand Saprolitic Soils, ABMS, São Paulo, Brasil, 1985.NOGAMI, J.S.; VILLIBOR, D.F. “Pavimentação de baixo custo com solos lateríticos”.Editora Vilibor, São Paulo, 1995.PINTO, Carlos de Souza. “Curso básico de mecânica dos solos: em 16 aulas”. SãoPaulo: oficina de Textos, 2 ed. 2002.TEIXEIRA, C.Z. “Barragens de pequena altura”. Lavras: Editora UFLA, 1997.E-mail para contatoAluno: Leandro de Aquino Leão: leandrodeaquinoleao@hotmail.com;Orientador: Prof. Dr. Rita Moura Fortes: rmfortes@terra.com.br 18

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