Brás

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Pesquisa sobre Bairros com Potencial de Tematização.-2 semestre 2012-conteudo.

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Brás

  1. 1. 5 INTRODUÇÃOEsta pesquisa tem o objetivo de abordar sobre o bairro do Brás, destacando suahistoria, crescimento, valorização do espaço, comercio e seus principais ramos,imigração(destacando a de estrangeiros árabes) e a cultura, religião, costumes egastronomia destes, além do suposto potencial da região para tematização.
  2. 2. 6 BAIRRO DO BRÁSHISTÓRIAO bairro do Brás, situado na região central de São Paulo, está ligada à figura doportuguês José Brás, que era proprietário de umas das chácaras da região, teriaconstruído a igreja do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, ao redor da qual sedesenvolveu um povoado que daria origem ao bairro do Brás. A região eraconhecida como paragem do Brás, pois servia de parada para os que se dirigiam dafreguesia da Sé à freguesia de Nossa Senhora da Penha, onde já existia umpovoamento desde o século 17. Esse caminho de 1,5 léguas, conhecido comoestrada da Penha, compreende hoje as avenidas Rangel Pestana e Celso Garcia.Pelos registros históricos, havia, pelo menos desde 1744, procissões que conduziama imagem de Nossa Senhora da Penha de França da igreja da Penha até a igreja daSé, no centro, usando a estrada da Penha. Com a sua construção, a igreja doSenhor Bom Jesus de Matosinhos, na paragem do Brás, passou a ser ponto deparada obrigatória dessas procissões, o que contribuiu para o desenvolvimento daregião.Gente humilde construía suas casas de taipa ao lado de chácaras de famílias ricas.Viajantes descreviam o bairro como um conjunto de "elegantes casas de campo echácaras", onde residiam famílias abastadas, ao lado de "casebres e ranchos menosaristocráticos".A partir da segunda metade do século 19, a cultura do café impulsionou aurbanização e industrialização da cidade de São Paulo. Chegaram à cidade ostrilhos da São Paulo Railway, que ligava Santos a Jundiaí. A estação do Brás foiinaugurada em 1867 e, ao longo desses trilhos, desenvolveu-se a indústria e opequeno comércio. Com seus terrenos baratos e sujeitos a inundações, Brás eMooca tornaram-se o principal destino da maioria dos trabalhadores que chegavamà cidade. Os que chegavam da Europa e de outros lugares ao porto de Santos eramlevados de trem até São Paulo e de lá encaminhados para a lavoura de café nointerior do Estado. Outros ficavam na cidade atraídos pela indústria e comércio.
  3. 3. 7Para receber e dar abrigo provisório aos imigrantes começou a funcionar, em 1882,no Bom Retiro, uma hospedaria. Como o local mostrou-se inadequado, foiconstruída a Hospedaria de Imigrantes, localizada no Brás, para substituir a antigaedificação. Construída ao lado dos trilhos do trem, a Hospedaria de Imigrantesrecebeu seus primeiros "hóspedes" em 1887.O Brás cresceu com a chegada dos imigrantes. Novas ruas e alamedas foramabertas. Em 1903, uma nova e maior igreja do Senhor Bom Jesus de Matosinhos foiinaugurada. A antiga, construída por José Brás e reformada em 1803 por JoséCorrêa de Morais, seria demolida no ano seguinte. Entretanto, o bairro era humilde,muitas ruas ainda eram intransitáveis e, durante a época das chuvas, as águas dorio Tamanduateí tomavam as ruas do Brás. No século 20, o Brás mudou de feição, ea partir da década de 40, o bairro passou a receber os milhares de migrantesnordestinos que chegavam à cidade todos os dias a procura de uma vida melhor.O reduto de italianos conheceu o crescimento desordenado e a decadência. Nadécada de 70, com a construção das estações Brás, Pedro 2º e Bresser do Metrô,centenas de casas foram desapropriadas e milhares de pessoas perderam suascasas. Hoje, as ruas do bairro são sinônimas de comércio popular.Como outros bairros paulistanos com fortes traços de imigração italiana, o Brástambém criou sua festa tradicional. É a festa de São Vito, comemorada nas ruas dobairro desde 1919. Em 1895, um grupo de imigrantes italianos trouxe a imagem deSão Vito Mártir para o Brasil. O santo começou a ser reverenciado no bairro e, em1940, foi criada a paróquia de São Vito.IMIGRAÇÃOA imigração árabe para o Brasil intensificou-se no início do século XX, com ainstabilidade política do Império Otomano. Motivos religiosos, econômicos e sociaisrelacionados à estrutura agrária dos países de origem também contribuíram para aemigração.
  4. 4. 8No ano de 1886, mais de 12.000 imigrantes já estavam na cidade, mas a quantidadede asiáticos e árabes ainda era muito pequena para que fosse feito algum censosobre eles. Em 1955 havia 7.089 mil libaneses; os sírios totalizavam 4.445 pessoas;os palestinos somavam 1.131 indivíduos; os turcos 948, e os iraquianos constavamcom 51 imigrantes. Tendo no inicio que se adaptar ao novo idioma e a nova culturasem perder seus costumes e tradições.Mesmo com essa mudança na paisagem e no perfil dos imigrantes do Brás, muitaspessoas ainda veem o bairro como moradia de italianos e nordestinos, mas ao andarpor suas ruas, que são conhecidas no país inteiro pelo intenso comércio de roupas,percebemos diversas características dos imigrantes árabes.A região da 25 de março tem 147 anos de existência e a cerca de 132 anos a regiãoé um marco simbólico da imigração árabe em São Paulo, a concentração árabe naregião da 25 de Março e em suas adjacências como Ladeira Porto Geral, e as ruasCav. Basílio Jafet, Comendador Abdo Schahin, Barão de Duprat, AfonsoKherlakhian, Senador Queiróz, Carlos de Souza Nazaré, fez com que fosseidentificada na cidade como a “rua dos árabes” a despeito das transformaçõesocorridas, revelando uma forte vinculação identitária. Tal identificação levou àcriação em 2008 do Dia Nacional da Comunidade Árabe no Brasil a sercomemorado no dia 25 de Março.A concentração urbana remota marcou a inserção econômica vinculada à atividadede mascateação. O imigrante árabe é identificado, ainda hoje, por sua vinculação àatividade de mascateação e ao comércio popular e varejista, ligado ao setor dearmarinhos, tecidos e confecções, e mais recentemente ao setor moveleiro. Aocupação dos bairros pelos membros da comunidade, em diferentes épocas, podeser explicada a partir do sucesso econômico obtido por esse grupo ao longo doprocesso de consolidação na cidade.Os muçulmanos sempre estiveram fortemente ligados ao comércio, e no Brás elesestabeleceram uma relação onde os comerciantes mais antigos ajudam os iniciantesaté esses se adaptarem à língua local e a todo o processo que envolve amercadoria, o que explica também o número cada vez maior de árabes na região.
  5. 5. 9CRESCIMENTO URBANOOBrás foi o primeiro polo industrial da cidade e firmou-se desde então como umbairro operário, formado inicialmente por imigrantes italianos, portugueses eespanhóis. Depois vieram os gregos, libaneses e, mais recentemente, coreanos ebolivianos.Atualmente com 6 mil lojas, sendo 4 mil de fabricantes de roupas e peças jeans, aeconomia do Brás gera R$ 7,5 bilhões por ano. Hoje, são produzidos 10 milhões depeças jeans por mês, no bairro.Segundo dados da Alobrás (Associação dos Lojistasdo Brás), as fábricas e lojas de roupas ali instaladas são responsáveis pela geraçãode 150 mil empregos diretos e 250 mil indiretos. A região chega a receber 500 milpessoas por dia na época do Natal.O Brasil é um dos maiores polos de compras da América Latina. De lá os produtosalcançam outros mercados, como Argentina, Chile, Paraguai, Uruguai, Venezuela,México, Espanha, Canadá e até os Estados Unidos. A região conta também com umShopping de 80 mil m², que reúne 400 lojas e, ainda, um hotel com 136apartamentos e um estacionamento, com capacidade para receber até 30 ônibus,que vêm das mais diversas partes do país.Até o presente momento foram relatadas situações rotineiras do Bairro do Brás,como sendo apenas um centro comercial que permite o turismo decompras.Portanto, para que ele se torne um atrativo desse porte, o subprefeito daMooca, Eduardo Odloak, iniciou um trabalho de conscientização e reestruturaçãodessa área, ou seja, do espaço físico ocupado pelo comércio da região.Uma das primeiras missões cumpridas foi no dia 20/01/2006, com a retirada dasbarracas que ocupavam o Largo da Concórdia (situado no Bairro do Brás).Osconflitos durante o ano ganharam força em outubro de 2006, após a subprefeiturapromover um recadastramento para quem quisesse regularizar sua situação. Osubprefeito da Mooca, anteriormente citado, afirmou na ocasião em entrevista aoG1(site entrevistador), que mais de mil interessados pagaram taxas de inscriçõespara trabalhar nas ruas do bairro. (www.G1.com.br - 03/03/2007 – 15h20).
  6. 6. 10VALORIZAÇÂO DO ESPAÇODe acordo com Harvey (1989), alguns tipos básicos de estratégias podem serapontados para vencer a competição interurbana ou apenas dinamizar suaeconomia:Disputa por funções de comando e de controle no campo das finanças, informaçõese governo; Atração de consumidores através das inovações culturais, grandesequipamentos comerciais e de lazer, novos estilos de arquitetura e "urban design", aexploração de vantagens particulares para a produção de bens e serviços.No primeiro caso, várias ações coordenadas tanto pelo poder público municipal,quanto pela iniciativa privada, procuram dar nova cara à região do Brás, que se fixa,ao lado do Bom Retiro, como importante polo têxtil da cidade de São Paulo,sobretudo no que diz respeito às vendas no atacado, propiciando o chamado turismode compras, uma ramificação do turismo de negócios.No segundo caso, destacam-se as atividades urbanas de uma maneira geral. Nãoapenas os elementos destinados à visitação e à aquisição de conhecimento passama ser importante, como também o participar de atividades, da possibilidade devivenciar acontecimentos e adquirir mercadorias diferenciadas, além dapossibilidade e oportunidade de negócios e contatos.No terceiro caso, incluem-se todas aquelas vantagens particulares, essenciais aodesenvolvimento de uma atividade produtiva. De qualquer forma, convém, noentanto, reforçar o prazer de consumir novo produto. É preciso informar o mercadode sua existência e intervir no sentido de otimizar a atratividade da melhoria dosserviços, dos equipamentos e da infraestrutura, valorizando o lugar.Como prioridade da subprefeitura da Mooca e seu respectivo subprefeito EduardoOdloak, o Brás revigorou-se em termos de questão viária, pois, diariamente cerca de150 ônibus, com lojistas e sacoleiros do Brasil, chegam ao bairro.Num trabalho em conjunto com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), aadministração pública conseguiu disciplinar o fluxo de veículos, impedindo que elesestacionassem irregularmente na região.
  7. 7. 11Outras ações e medidas continuam sendo tomadas, pela subprefeitura da Mooca,em conjunto com órgãos governamentais, para incrementar o turismo de compras nacidade de São Paulo, através da revitalização do Bairro do Brás, que sem dúvida, éa condição essencial para que o projeto tenha sua continuidade.Figura 1: Localização do BrásFonte:http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/subprefeituras/mooca/mapas/index.php?p=439O bairro do Brás foi transformado num centro de comércio pela demande decomerciantes a procura de produtos diferenciados e muitas vezes procuradas pelobaixo custo e muito acessível ao consumidor.Os comerciantes foram moldando obairro conforme a demanda turística, perdendo, no entanto as características antigasdo bairro.Cada vez mais, o espaço é transformado pela civilização comercial do bairro,perdendo a essência de bairro e se transformando num espaço comercial.O comércio passa uma imagem aos leigos em um bairro sem uma identidade, ondesó há comercialização durante a semana e nos fins de semana o bairro tem umacaracterística vazio sem vida e perigoso, pois poucas pessoas transitam.Os donos
  8. 8. 12dos comércios e moradores tematizando o bairro dando uma originalidade ao localtende a atrair turistas nos fins de semana, e ajudando na melhoria visual do bairro.Trazendo assim a atividade turística ao local, segundo Yázigi(Org., 1999)muitoslugares que interessam pra serem vistos por possuírem características territoriais esociais diferentes, são transformados em lugares sociais iguais ou semelhante aosda origem dos turistas. Altera-se, também, a concepção de natureza dos antigosmoradores das áreas ( re )produzidas pela indústria e consumo do turismo.
  9. 9. 13 COSTUMES E RELIGIÃOLIBANESESDo Brás saem roupas que são exportadas para todo o mundo pela influência dosLibaneses. O bairro assumiu as tradições do Oriente Médio e é comum encontrar-sehomens fumando narguilés nas calçadas, da mesma forma que se podem vermulheres cobertas da cabeça aos pés com o tradicional Hijab (são os lenços quecobrem as mulheres).A música embala a cultura libanesa, conhecida no Brasil pormeio de dança do ventre. As mulheres usam roupas especiais na dança, que paraos árabes tem valor mais que sensual.Existentes no estado de São Paulo três Mesquitas de suma importância para osmuçulmanos, sendo elas a Mesquita do Brás, Mesquita da Liga da JuventudeIslâmica Beneficente do Brasil e a Mesquita Brasil, que são templos de oraçãoexistentes e tão importantes para os seguidores do islamismo.Nas mesquitas, os muçulmanos, estrangeiros ou brasileiros convertidos, têm alémdo espaço para as orações, um ambiente onde podem se reunir e se sentir maispróximos da cultura de seus países de origem, preservando muitas de suastradições e costumes. Mas é importante lembrar que o islã no Brasil nunca seriaexatamente como o islã do Líbano, do Paquistão, do Marrocos, da Síria, do Iraqueou de nenhum dos países de origem desses imigrantes.A identidade religiosa desse grupo aqui formado adquire características brasileirasque, com certeza, acrescentam diferenças, além do fato de ser um paíspredominantemente católico. Os muçulmanos têm de lidar com o desconhecimentoque grande parte da população tem em relação à religião, e com o preconceito demuitos que ainda os vêem como um grupo homogêneo, onde a maioria é terrorista,radical e impõe o alcorão a todos.As mesquitas oferecem aulas de árabe, aulas de religião islâmica, artesanato eoutros cursos, tanto para muçulmanos quanto para pessoas simplesmenteinteressadas em conhecer melhor a religião.
  10. 10. 14GASTRONOMIAAlguns costumes libaneses já estão inseridos nos costumes brasileiros, como aculinária. Esta cozinha libanesa é extraordinariamente diversa e possuiespecialidades próprias e adaptadas dos diferentes países ao seu redor, comalimentos frescos e saborosos, os libaneses adaptaram o melhor da cozinha turca eda árabe aqui em São Paulo, como o pão sírio/libanês, tabule,quibe cru, assado efrito, kafta no espeto, charuto, esfihas, entre outros a comida libanesa não é maisnovidade e bem aceita ao paladar dos brasileiros. A cozinha libanesa é um exemplode como a cultura libanesa se tornou popular. Velhos armazéns no Brás oferecem oShawarma, um tipo de churrasco de carneiro como carro chefe.Figura 2: Gastronomia ÁrabeFonte: Imagens Google
  11. 11. 15 ANÁLISE SWOT PONTOS FORTES PONTOS FRACOS Maior fluxo da demanda; Poucas vagas para estacionar na rua; Fácil acesso ao público alvo; Falta de limpeza e segurança nas Várias opções de transporte público; ruas; Incentivo de política pública; Recursos financeiros limitados;Análise Opções da gastronomia árabe; Falta de mobilização da populaçãoInterna Ocasião para aplicar o turismo local para com o projeto; cultural e religioso; Falta de divulgação do novo local Opções vastas para o turismo de tematizado; compras; Pessoal não qualificado para atender Estimular decisão de compras; a demanda, não hospitaleiros. Preço acessível ao público; Boa qualidade das refeições para o Turismo Gastronômico. OPORTUNIDADES AMEAÇAS Expandir conhecimento; Maior circulação da demanda Expandir mercado; podendo faltar mercadoria nos Novo bairro tematizado de São Paulo; comércios;Análise Nova demanda, tendo um novo Concorrência indireta dos outrosExterna destino para o turismo proposto; bairros tematizados de São Paulo; Criar novas parcerias. Não conseguir atingir a demanda potencial; Super lotação nos transportes e irritação dos visitantes.Para que o todo e qualquer projeto tenha equilíbrio é necessário fazer seu ciclo devida e análise swot. Segundo RazzoliniFilho(2010), o ciclo de vida inicia no momento
  12. 12. 16em que uma ideia é concebida, passando pelo seu desenvolvimento, que resulta emsua transformação concreta em um produto lançado no mercado. A vida do produtotem início com seu lançamento no mercado, dando seguimento a um período emque este evolui, atingindo posteriormente a maturidade e, finalmente, o declínio esua consequente “morte”.Até o presente momento a tematização no bairro do Brás dentro do ciclo de vida seencontra apenas na ideia para o futuro lançamento, onde devem ser analisadostodos os pontos fortes e fracos, oportunidades e ameaças para viabilidade do projetopara que ele ao final de seu ciclo de vida não tenha uma morte repentina.
  13. 13. 17 POTENCIAL PARA TEMATIZAÇÃODe acordo com tudo o que foi pesquisado o grupo concluiu que o Brás tem potencialpara tematização pelo fato de existirem imigrantes árabes em grande número,(inclusive foi descoberto que há mais Libaneses no Brasil do que no próprio Líbano),além do bairro já ser referência em todo o Brasil quando se trata de turismo decompras.Com a tematização dessa região,poderão ser explorados outros segmentos, como ogastronômico pela razão da variedade de comércios de comida árabe no bairro, umagrande referência é o pão libanês feito pela panificadora Maxifour, que atrai muitosmoradores locais e visitantes pelo fato de ser a única que fabrica esse tipo de pãona região.Os turismos culturais e religiosos também têm potenciais, pelo fato de ali existir umamesquita e nela a população ter a oportunidade de descobrir sobre a cultuar ereligião islâmica, podendo qualquer pessoa islâmica ou não de fazer cursosdoidioma árabe e sobre a cultura destes povos.Através das aulas da professora Nizamar Oliveira, chegou-se no conceito do que épolítica pública, conjunto de ações executadas pelo estado, nação ou município,enquanto sujeito, dirigida a atender as necessidades de toda a sociedade. Sãolinhas de ações que buscam satisfazer ao interesse público.Sendo assim, juntamente com o trabalho da Companhia de Engenharia de Tráfego(CET) de impedir que estacionem irregularmente na região e ações tomadas, pelasubprefeitura da Mooca, em conjunto com órgãos governamentais, para incrementaro turismo de compras na cidade de São Paulo, através da revitalização do Bairro doBrás. Podemos entender que o Brás está em um projeto de política pública com ointuito de melhor o bairro e aumentar cada vez mais o turismo de compras no bairro,algo muito positivo para a tematização.Segundo Varine- Bohan(apud Lemos), considera patrimônio cultural em trêscategorias, sendo a primeira, que elementos pertencentes a natureza, ao meioambiente, ou seja a matéria primaque é transformada em material para o homem.Fazendo com que a sociedade cresça e se expanda. A segunda envolve os
  14. 14. 18elementos não tangíveis que compreende toda a capacidade de sobrevivência dohomem no seu meio ambiente, que vão desde ações simples na natureza até açõessuper intelectuais como na descoberta do não descoberto pelo homem, ou seja, estacategoria envolve o saber, o intelecto do homem. Sendo a mais importante, aterceira categoria reúne os bens culturais, tendo a junção do meio ambiente e dosaber fazer e reunir os elementos certos para construir o desejado econsequentemente evoluir a sociedade.Essas três categorias fazem parte do patrimônio cultural dos libaneses que atravésda tematização do bairro do Brás pode ser resgatada, pois o patrimônio cultural nãoé somente bens tangíveis e valiosos, os bens intangíveis como o cotidiano,costumes e pensamentos, seus valores culturais também fazem parte, sendo algomuito presente no bairro do Brás, conforme descrito no capítulo Costumes e Religião- Libaneses.Portanto, com o forte comércio já existente, maior valorização e divulgação dagastronomia, cultura e religião local, o Brás terá potencial em transformar-se em uma"Liberdade Árabe" e tornar-se reconhecida como um reduto da comunidade doOriente Médio de São Paulo, resgatando assim uma das identidades do bairro.
  15. 15. 19 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICALemos, Carlos A. C. O que é patrimônio histórico. São Paulo: Editora Brasiliense,1987.Razzolini Filho, Edelvino. Gerência de produtos para a gestão comercial: umenfoque prático. Curitiba: Ibpex,2010.Yázigi,Eduardo;AlessandriCarlos ,Ana Fani e Ariza da Cruz, Rita de Cássia.Turismo: espaço, paisagem e cultura. São Paulo:Hucitec,1999. REFERÊNCIAS ELETRÔNICAShttp://www.administradores.com.br/informe-se/producao-academica/turismo-de-compras-revitalizacao-do-bairro-do-bras-na-cidade-de-sao-paulo/2880/http://g1.globo.com/videos/sao-paulo/v/comida-arabe-e-tradicao-na-25-de-marco/1640733/http://almanaque.folha.uol.com.br/bairros_bras.htmhttp://www.vitrine25demarco.com.br/noticia_detalhe.php?codeps=Mjd8NzQ0M3w=http://www.pucsp.br/revistacordis/downloads/numero2/revista_cordis2_julia_pesquisahttp://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/subprefeituras/mooca/mapas/index.php?p=439

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