Cidade Baixa
História do Bairro <ul><li>Em meados do século XIX, “Cidade Baixa” foi a denominação utilizada para toda região localizada...
<ul><li>Areal da Baronesa:  Em 1879, depois de um incêndio em sua propriedade, a Baronesa loteou e vendeu suas terras, que...
Apesar das propostas de arruamento desde 1856, boa parte da Cidade Baixa permaneceu desabitada por vários anos, principalm...
Modernização e Pontos de Referência <ul><li>A partir da metade do século XX, a população da região aumenta expressivamente...
Cidade Baixa e a Boemia <ul><li>O Bairro Cidade Baixa sempre foi considerado um ponto tradicional da boemia porto alegrens...
Alguns números de estabelecimentos da Cidade Baixa
Curiosidades <ul><li>Lupicínio na Cidade Baixa.     </li></ul><ul><li>Você sabia que Lupicínio Rodrigues andava montado nu...
Igreja da Sagrada Família
Pão dos Pobres
República com Lima e Silva
Solar Lopo Gonçalves
Bar Opinião
Cidade Baixa Antiga <ul><li>Avenida João Pessoa </li></ul>
<ul><li>Av. João Pessoa no início do século XX </li></ul>
<ul><li>Av. João Pessoa junto a rua  </li></ul><ul><li>José Bonifácio, década de 1910 </li></ul>
<ul><li>João Pessoa, junto ao Parque Farroupilha - década de 1960 </li></ul>
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Cidade baixa

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Cidade baixa

  1. 1. Cidade Baixa
  2. 2. História do Bairro <ul><li>Em meados do século XIX, “Cidade Baixa” foi a denominação utilizada para toda região localizada ao sul da Rua Duque de Caxias. Mas, o território que hoje é conhecido como bairro Cidade Baixa, possuiu vários nomes associados ao seu território: </li></ul><ul><li>Arraial da Baronesa: fazia alusão a uma grande extensão territorial abrangida por uma chácara de propriedade da Baronesa de Gravataí, cuja mansão localizava-se onde hoje é Fundação Pão dos Pobres. Faziam parte da área, também, propriedades semi-rurais, cuja base produtiva era a mão-de-obra do escravo. </li></ul><ul><li>Emboscadas: quando os escravos fugiam, escondiam-se nos matos que faziam parte do Arraial, sendo esperados pelos seus senhores, que armavam “Emboscadas”. </li></ul>
  3. 3. <ul><li>Areal da Baronesa: Em 1879, depois de um incêndio em sua propriedade, a Baronesa loteou e vendeu suas terras, que passaram a ser habitadas por negros libertos e famílias italianas. Desta forma, o território foi denominado, ironicamente, de Areal da Baronesa, em virtude da areia avermelhada existente no local. Assim, até metade do século XX, a Cidade Baixa continuava sendo reduto dos italianos, que realizavam serviços especializados, e dos negros: estes residiam na área correspondente ao Areal da Baronesa. </li></ul><ul><li>Ilhota: deu-se em função de uma intervenção realizada em 1905 no fluxo do Riachinho, que acabou por abrir um canal, determinando a formação de uma pequena ilha. </li></ul>
  4. 4. Apesar das propostas de arruamento desde 1856, boa parte da Cidade Baixa permaneceu desabitada por vários anos, principalmente o trecho entre as atuais ruas Venâncio Aires e da República. Consistia em um terreno baixo e irregular, cortado por árvores e por matos que dificultavam o trânsito e facilitavam os esconderijos, abrigando tanto escravos fugidos quanto bandidos. A implantação das linhas de bondes sobre trilhos, no Caminho da Azenha (atual Avenida João Pessoa) e na Rua da Margem (atual Rua João Alfredo), contribuíram para a urbanização do local. A partir de 1880 novas ruas foram inauguradas, como a Lopo Gonçalves e a Luiz Afonso. A atual Rua Joaquim Nabuco também foi oficialmente aberta nessa época, sendo anteriormente conhecida como Rua Venezianos, pois, se presume, embora não haja comprovação, que esta sediava o famoso grupo carnavalesco com o mesmo nome. De fato, o carnaval da Cidade Baixa era famoso e prestigiado na época. A delimitação atual do bairro Cidade Baixa abrange as avenidas Praia de Belas, Getúlio Vargas, Venâncio Aires, João Pessoa e parte da Borges de Medeiros.
  5. 5. Modernização e Pontos de Referência <ul><li>A partir da metade do século XX, a população da região aumenta expressivamente, em função do desaparecimento das últimas chácaras. </li></ul><ul><li>As ruas Avaí e Sarmento Leite passam a receber indústrias, instalam-se cinemas como o Garibaldi e o Avenida (na Av. Venâncio Aires) e a Igreja da Sagrada Família (na José do Patrocínio) torna-se sede paroquial. </li></ul><ul><li>Além disso, o bairro passou por inúmeras operações urbanísticas, na medida em que sua localização tornou-se, com a expansão urbana, uma via de trânsito para inúmeros outros espaços da cidade. </li></ul><ul><li>Atualmente, a Cidade Baixa, oficialmente criada pela Lei 2.022 de 1959, é habitada por uma população heterogênea e, como pontos que referendam seu passado, estão o Ginásio de nome “Tesourinha” , o complexo habitacional denominado “Lupicinío Rodrigues” , o Solar Lopo Gonçalves que é sede do Museu de Porto Alegre , a Fundação Pão dos Pobres , o Largo Zumbi dos Palmares , a Ponte de Pedra , a Travessa dos Venezianos e inúmeros estabelecimentos de entretenimento, principalmente noturnos, que lembram os tempos boêmios do Areal e da Ilhota. </li></ul>
  6. 6. Cidade Baixa e a Boemia <ul><li>O Bairro Cidade Baixa sempre foi considerado um ponto tradicional da boemia porto alegrense, nas ruas General Lima e Silva, República e João Alfredo principalmente. Por sua proximidade a UFRGS, também passou a ser referência de estudantes, tanto da capital como do interior do estado, atraindo, desta forma, uma diversidade cultural sem distinção de gerações. Com o desenvolvimento natural do município o bairro também se adequou e hoje concentra 80% do comércio noturno de Porto Alegre. Centenas de empregos diretos e indiretos. O que para uns é motivo de descontração e segurança para outros não. Desde o ano de 2000 os comerciantes travam negociações com a Associação de Moradores da Cidade Baixa que associam o aumento da violência aos bares, restaurantes, casas noturnas, e outros da região. </li></ul>
  7. 7. Alguns números de estabelecimentos da Cidade Baixa
  8. 8. Curiosidades <ul><li>Lupicínio na Cidade Baixa.   </li></ul><ul><li>Você sabia que Lupicínio Rodrigues andava montado num burrico pela Ilhota, como era conhecida uma parte da Cidade Baixa onde hoje fica o ginásio Tesourinha? </li></ul><ul><li>Até Dom Pedro II andou pela Cidade Baixa.   </li></ul><ul><li>Você sabia que só a Venâncio Aires e a República não têm calçadas estreitas na Cidade Baixa? O motivo é que elas foram criadas para marcar a visita de Dom Pedro II a Porto Alegre, em 1845, após a assinatura do acordo de paz que deu fim à Guerra dos Farrapos. </li></ul>
  9. 9. Igreja da Sagrada Família
  10. 10. Pão dos Pobres
  11. 11. República com Lima e Silva
  12. 12. Solar Lopo Gonçalves
  13. 13. Bar Opinião
  14. 14. Cidade Baixa Antiga <ul><li>Avenida João Pessoa </li></ul>
  15. 15. <ul><li>Av. João Pessoa no início do século XX </li></ul>
  16. 16. <ul><li>Av. João Pessoa junto a rua </li></ul><ul><li>José Bonifácio, década de 1910 </li></ul>
  17. 17. <ul><li>João Pessoa, junto ao Parque Farroupilha - década de 1960 </li></ul>

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