O twitter como suporte digital para as redes sociais - monografia

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Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Comunicação Social do Centro Universitário São Camilo, ES, orientado pelo Prof. Esp. Teófilo Augusto, como requisito parcial para obtenção do título de bacharel em Comunicação Social. Aprovado em Novembro de 2010. Autores: João Luiz Prett de Matos e Marlon Freitas da Silva

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O twitter como suporte digital para as redes sociais - monografia

  1. 1. MATOS, João Luiz Prett de; SILVA, Marlon Freitas da: O Twitter como suporte digital para as RedesSociais. Centro Universitário São Camilo – ES. Cachoeiro de Itapemirim, ES. Novembro de 2010.JLPRETT@HOTMAIL.COM CENTRO UNIVERSITÁRIO SÃO CAMILO – ES Curso de Comunicação Social João Luiz Prett de Matos Marlon Freitas da Silva O TWITTER COMO SUPORTE DIGITAL PARA AS REDES SOCIAIS Cachoeiro de Itapemirim – ES Novembro/2010
  2. 2. MATOS, João Luiz Prett de; SILVA, Marlon Freitas da: O Twitter como suporte digital para as RedesSociais. Centro Universitário São Camilo – ES. Cachoeiro de Itapemirim, ES. Novembro de 2010.JLPRETT@HOTMAIL.COM João Luiz Prett de Matos Marlon Freitas da Silva O TWITTER COMO SUPORTE DIGITAL PARA AS REDES SOCIAIS Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Comunicação Social do Centro Universitário São Camilo, orientado pelo Prof. Esp. Teófilo Augusto, como requisito parcial para obtenção do título de bacharel em Comunicação Social. Cachoeiro de Itapemirim – ES Novembro/2010
  3. 3. MATOS, João Luiz Prett de; SILVA, Marlon Freitas da: O Twitter como suporte digital para as RedesSociais. Centro Universitário São Camilo – ES. Cachoeiro de Itapemirim, ES. Novembro de 2010.JLPRETT@HOTMAIL.COM João Luiz Prett de Matos Marlon Freitas da Silva O TWITTER COMO SUPORTE DIGITAL PARA AS REDES SOCIAIS Cachoeiro de Itapemirim, 26 de Novembro de 2010 Professor Orientador Esp. Teófilo Augusto
  4. 4. MATOS, João Luiz Prett de; SILVA, Marlon Freitas da: O Twitter como suporte digital para as RedesSociais. Centro Universitário São Camilo – ES. Cachoeiro de Itapemirim, ES. Novembro de 2010.JLPRETT@HOTMAIL.COM Sumário1 CAPÍTULO I: INTRODUÇÃO .................................................................................052 CAPÍTULO II: REDES SOCIAIS ............................................................................11 2.1 Contribuições de Durkheim, Mauss e Elias ..............................................17 2.2 Tecnologia da informação e a sociedade em rede ...................................193 CAPÍTULO III: TWITTER .......................................................................................28 3.1 Recursos do Twitter ..................................................................................31 3.2 Perfil do usuário brasileiro ........................................................................32 3.3 Ciberespaço e a Inteligência Coletiva de Pierre Lévy...............................404 ESTUDO DE CASO DO USUÁRIO DO TWITTER@VIDADEESTUDANTE............................................................................................456 CONSIDERAÇÕES FINAIS....................................................................................517 REFERÊNCIAS ......................................................................................................54
  5. 5. 3ResumoA humanidade desde seu inicio vive em redes e isso é indispensável para asua sobrevivência. Para tanto, com a revolução da tecnologia e o surgimentoda internet o indivíduo se apropriou dessa nova ferramenta para aumentarainda mais essa necessidade de interação de forma mais instantânea e commaior abrangência. Analisamos então o microblog Twitter, a fim de verificar ahipótese de ele ser um suporte digital para as Redes Sociais, uma vez quedentre as suas funcionalidades principais está à mediação para a exposição deinformações possibilitando discussões conectando as pessoas por algumobjetivo em comum gerando consequentemente conhecimento.Para chegar a tal objetivo, além de fazer um estudo bibliográfico especificosobre a ferramenta Twitter, foi realizado um levantamento pouco mais teóricosobre os primeiros estudos até os mais recentes das comunidadesconceituadas como redes sociais baseando-se no campo da antropologia,fazendo então uma conexão dessas redes com a revolução tecnológica dadécada de 70 que culminou uma nova comunicação para a sociedade. Paraconcluir a pesquisa foi elaborado também um estudo de caso sobre o usuáriodo Twitter “@vidadeestudante”, que é um portal na internet destinado aestudantes, professores e pais do Brasil em especial os capixabas.AbstractSince its inception, networks determines for a great deal the life of humanithy,and this is essential for its survival. Hence, with the technology revolution andthe advent of Internet, people were appropriated of this new tool to furtherincrease this need to interact more in a more instantaneous way and a langerange. We then analised the microblog Twitter in order to investigate thepossibility of it being a digital medium for Social Networks, as among its mainfunctions is to mediate the exposure of information to enable discussionsconnecting people for a common goal and creating consequently knowledge.
  6. 6. 4To reach this goal, besides making a bibliographic analisis concentrating onTwitter, a rather more theoretical survey was made from the earlierst studies tillthe most recent ones at the communities caracterized as social networks. Thestudies were based on the field of anthropology, then making a connection ofthese networks with the technological revolution of the 70s that led to a newcommunication society. To complete the survey was also prepared a case studyon the Twitter user "@ vidadeestudante" which is an Internet portal for students,teachers and parents of Brazil in particular the Capixaba population.
  7. 7. 5IntroduçãoVivemos em uma era marcada pelo fim das certezas, o esgotamento dasgrandes receitas pré-prontas, os grandes Sólidos da sociedade moderna:família, escola, Estado, entre outros; tinham a imagem de imutáveis, hoje estãose derretendo, os papéis de quem manda e quem obedece estão seinvertendo. Desta forma, o poder de decisão e escolha passa para as mãos dasociedade, à medida que esta começa a se liquefazer. Por conta disto, ofilósofo e autor Zygmunt Bauman refere-se aos tempos “pós-modernos” (diasatuais) como Modernidade Liquida.Os “grandes senhores” (Igreja, Estado, etc.) que ditavam as normas e regrasde como a sociedade deve se portar estão perdendo voz diante da sociedade,vivemos uma segregação do poder de escolha, a era dos grupos de referência,as pessoas escolhem onde se encaixam melhor. Movido pelos seus gostos ecaracterísticas em comum, podendo fazer parte de vários grupos; como porexemplo, um escritor, que participa de um grupo interessado em literaturaformado por pessoas cultas que discutem, entre outros assuntos, temas comopolítica, negócios e sociedade à ótica da literatura, visando, muitas das vezes,escrever sobre estes temas. No entanto, essa mesma pessoa pratica surf, efrequenta um grupo de praticantes deste esporte, onde também discutem, entreoutros assuntos, política, negócios e sociedade, porém, com uma óticadiferente, buscando apenas uma reflexão despreocupada.Sobre o exemplo acima, é impossível afirmar que esta pessoa siga a linha depensamento “X” por fazer parte do grupo de escritores ou a linha depensamento “Y” por praticar surf. Seus conceitos e sua identidade compõem-sede processos de identificação voláteis, pois ele recebe influência de cada umdos grupos aos quais pertence, além de ter a liberdade de emitir a sua opinião,consequentemente, os grupos, por mais heterogêneos que sejam, influenciamum ao outro.
  8. 8. 6Com a modernidade liquida houve a perca de algumas referências de tempo eespaço. Isso acontece, por exemplo, quando a distância percorrida dentro deuma unidade de tempo passa a depender das novas tecnologias e sinaiseletrônicos.Antes era necessário um tempo específico, contado em dias, para percorrercerta distância, esse tempo era praticamente imutável. Se um governanteprecisava enviar algum comunicado para outro país, ou algum cientista tinha anecessidade urgente de enviar os resultados de sua pesquisa, essasmensagens deveriam percorrer a distância entre o emissor e o receptor sefazendo presente fisicamente em todos os lugares existentes entre esses doissujeitos (emissor e receptor). O tempo para essas mensagens chegassem aoseu destino final era “X” dias a cavalo, ou “Y” dias de navio, não tinha comoencurtar esse tempo, e havia um sério risco destas mensagens se perderem,devido a acidentes ou qualquer outro imprevisto que vinham a acontecer naviagem..Hoje é necessário apenas um clique para adquirir qualquer informação sobrequalquer lugar do mundo, possibilitando a troca instantânea de conhecimento,o espaço pode ser atravessado em “tempo nenhum”, ele não impõem maislimites às ações humanas, e a diferença entre perto e longe deixa de existir. Opoder pode se mover com a velocidade do sinal eletrônico – e assim o temporequerido para o movimento de seus ingredientes essenciais se reduziu àinstantaneidade. “Em termos práticos, o poder se tornou verdadeiramenteextraterritorial, não mais limitado, nem mesmo desacelerado, pela resistênciado espaço...”. (BAUMAN, 2001: 18).A Internet se transformou em um importante canal através do qual as pessoaspodem acessar informações do mundo inteiro sem sair de casa, além de seencontrar com outras pessoas. Esses encontros permitem a troca deinformações, transformando cada pessoa em emissor e receptor ao mesmotempo, além de uni-los de acordo com os grupos de referências aos quais maisse adequam.
  9. 9. 7O autor Francês, Pierre Lévy, que se tornou o porta-voz dos benefícios a seremenxergados nas novas tecnologias, viu na Internet um processocomunicacional “todos - todos”, onde todos são emissores, fazendo com que acomunicação “saia do estigma da manipulação para entrar na utopia damediação.” (HOHLFELD; MATINO; FRANÇA, 2001: 176). Lévy defende a“inteligência Coletiva”, afirmando que, cada ser humano sabe alguma coisa,mas ninguém sabe de tudo, e ao mesmo tempo, todo o conhecimento estápresente na humanidade, pois através da internet ele é compartilhadoigualmente.A sociedade busca suprir suas necessidades no exato momento em que elassurgem, as pessoas não estão dispostas a esperar muito tempo por umaresposta, e preferem informações rápidas e de fácil absorção. “O tempoinstantâneo e sem substância de mundo... é também um tempo semconsequências. Instantaneidade significa realização imediata, “no ato” – mastambém exaustão e desaparecimento do interesse.” (BAUMAN, 2001: 137). Umexemplo são os sites de pesquisa, os usuários fazem buscas e têm a suadisposição respostas imediatas, sem precisar abrir qualquer livro ou periódico.Outro exemplo a ser citado são os mensageiros instantâneos, que permite aosusuários conversarem em tempo real mesmo em locais diferentes.Essa instantaneidade também é verificada no microblog Twitter, uma dasinúmeras ferramentas da internet que permitem aos seus usuários, enviar ereceber informações (atualizações) em textos de até 140 caracteres (inclusiveespaços), chamados popularmente como “tweets”. As atualizações sãoexibidas no perfil do autor em tempo real, e também são enviadas aosseguidores que tenham escolhido receber atualizações deste usuário. Alémdisso, a ferramenta também permite realizar a ação de “retweet”, uma funçãoque consiste em replicar uma mensagem de um usuário para a lista deseguidores, dando créditos seu autor original.
  10. 10. 8O Twitter se tornou um dos maiores fenômenos da internet, importanteferramenta de comunicação para empresas, estudantes, comunicadores,artistas e políticos, que “twittam” sobre as mais diversas informações. Deacordo com o Instituto Nielsen1, o número de usuários desta ferramentaultrapassou a marca de sete milhões em fevereiro de 2009.Essa liberdade de se relacionar com pessoas que partilham de interesses emcomum, e a troca simultânea de informação, sem nível hierárquico definido,também é verificada nas redes sociais, que partem do conceito de grupos dosquais as pessoas participam por motivação própria, ligadas por um elo emcomum, mas sem hierarquia.Diante das características e funcionalidades do microblog Twitter, e daconvergência da comunicação que acontece nas redes sociais, este trabalhotem como finalidade verificar a hipótese de o Twitter ser um suporte digital paraas redes sociais, através do qual estas redes transformam-se em RedesSociais Digitais, unindo pessoas de diferentes lugares e interesses distintos,que participam de discursões sobre variados temas, muitos deles em comum,que funcionam como elo existente entre elas.Para fins de verificação dessa hipótese, trabalho foi dividido em três capítulos;o próximo capítulo tem como objetivo realizar um levantamento bibliográficodas principais definições e conceitos de Redes Sociais, desde as primeirascomunidades estudadas como redes sociais, até os dias de hoje, quando asnovas tecnologias têm feito parte do dia-dia das pessoas, e a internettransformou-se em uma ferramenta fundamental na comunicação e nasrelações sociais.O capítulo seguinte tem como objetivo, realizar um estudo bibliográfico domicroblog Twitter, apontando suas principais características e funcionalidades;e estudar as relações interpessoais que acontecem na Internet e no referidomicroblog. Além de realizar um levantamento as teorias e pensamentos do1 Instituto de pesquisa americano equivalente ao IBOPE.
  11. 11. 9autor Francês Pierre Lévy sobre “cibercultura” e a inteligência coletiva, a fim derelacioná-las às relações interpessoais estudadas.Pesquisa bibliográfica é definida como “um conjunto de procedimentos paraidentificar, selecionar, localizar e obter documentos de interesse para arealização de trabalhos acadêmicos e de pesquisa...” (DUARTE; BARROS,2010: 54), de acordo com Antônio Carlos Gil (2002), “pesquisa desenvolvidacom base em material já elaborado, constituído principalmente de livros eartigos científicos.” (GIL, 2002: 44.). MARCONI; LAKATOS (1999), afirmam quea pesquisa bibliográfica coloca o pesquisador em contato direto com tudo quejá foi escrito, dito ou filmado sobre o objeto pesquisado, por isso, selecionou-seesta metodologia com o intuito de atingir os objetivos dos capítulos citadosacima.A fim de verificar a hipótese de o Twitter ser um suporte digital para as RedesSociais, no último capítulo foi realizado um estudo de caso do usuário doTwitter “@vidadeestudante”. O Vida de Estudante2 é um portal na internetrepleto de artigos, notícias, eventos, cursos, seminários e entretenimentovoltados para a educação, que tem como público, alunos, professores, pais eempresas deste setor, localizados em todo o Brasil, principalmente no Estadodo Espírito Santo; considerando que, hipoteticamente, os seguidores3 desteusuário formam uma Rede Social (em qualquer suporte) cujos membros têmem comum o interesse pelas atualizações do usuário. Assim, foi feito umlevantamento de quantos seguidores possui o usuário @vidadeestudante, equantos ele segue. Também foi realizada uma análise de qual o tema principaldas mensagens enviadas pelo usuário: quantas destas mensagens sãoretransmitidas pelos seus seguidores com o objetivo de verificar se realmentehá um interesse, por parte deles, pelo conteúdo dessas mensagens, ou seapenas o seguem para estabelecer um tipo marcação social.2 Disponível em <<www.vidadeestudante.com.br>>.3 Seguidores são os usuários que escolheram receber as atualizações de outro usuário,sendo que, este segundo, não é obrigado a seguir ao primeiro, ao contrario do que aconteceem outras ferramentas da internet, onde o interesse como amigo, ou seguidor, deve serrecíproco para se ter acesso ao perfil.
  12. 12. 10De acordo com Gil (2002), estudo de caso é adequado para a investigação deum fenômeno contemporâneo dentro do seu contexto real, onde os limitesentre o fenômeno e o contexto não são claramente percebidos. Definição essaque também é citada por Duarte; Barros, “o estudo de caso é uma inquiriçãoempírica que investiga um fenômeno contemporâneo dentro de um contexto davida real, onde múltiplas fontes de evidência são utilizadas.” (2010: 216. apudYIN 2001: 32). O autor também define o estudo de caso como “um método deolhar para a realidade social.” (2010: 116. apud GOODE; HATT, 1979: 421-422). É assim que o estudo de caso é utilizado preferivelmente em situaçõesem que se pretende analisar eventos contemporâneos, diante de um problemaem que nossos conhecimentos são escassos, permitindo então, aopesquisador, conhecer bem uma pequena parte de um todo. Ele permite“explorar situações nas quais a intervenção que está sendo avaliada nãoapresenta um conjunto simples e claro de resultados.” (DUARTE; BARROS,2010: 220. apud YIN, 2001: 34-35). Um componente muito importante dapesquisa de estudo de caso são as questões do tipo “como” e “porque”, poiselas são peça chave para definir a estratégia da pesquisa. Por exemplo: comoe por que o Twitter pode ser definido como um suporte digital para as RedesSociais?O Twitter assim como outras ferramentas de relacionamento online sãochamados popularmente de redes sociais, no entanto a hipótese defendida poresse trabalho é de que ele seja um suporte digital para as redes sócias,podendo essas existir em qualquer outra plataforma. Para tanto, ressalta-se aimportância de conhecer a fundo os conceitos atribuídos a redes sociais.
  13. 13. 11Capítulo I: Redes SociaisOs estudos de Redes Sociais começaram a serem desenvolvido háaproximadamente um século, com objetivo de entender os comportamentosdesenvolvidos pelos indivíduos em determinado sistema social em diferentesdimensões, vindo a ser aplicada e desenvolvida no âmbito de ciências diversascomo a antropologia, a biologia, os estudos de comunicação, a economia, ageografia, as ciências da informação ou a psicologia social. É a partir docomunicar-se e relacionar-se com semelhantes que o homem constrói-seenquanto ser social, agrupando-se e constituindo comunidades, redes,sociedades.Desde o princípio da humanidade que os homens organizam-se em pequenose grandes grupos, os quais estabelecem códigos, criam tecnologias, formamvínculos afetivos, desenvolvem economia e constroem os mais diversificadostipos de comunicação, aprendizagem e produção de conhecimento. Nestesentido, a humanidade tem sido conceituada, definida e percebidahistoricamente pela maneira como ela se representa.Do ponto de vista da sociologia, os grupos sociais também constituem umaimportante referência para os nossos atos. Não temos apenas consciência esentimento de pertencer a alguns grupos na nossa sociedade, mas, também,de não pertencer a outros como afirma Vila Nova: Os grupos sociais existem quando em um determinado conjunto de pessoas existem relações estaveis, em razao de objetivos e interesses comuns, assim como sentimentos de identidade grupal desenvolvidas atraves do contato continuo, objetivos e interesses comuns são, portanto, condições necessarias à formação dos grupos. Estabilidade nas relações interpessoais e sentimentos de pertencer a uma mesma unidade social são as condições sufiecientes. (VILA NOVA, 1999, p.118)
  14. 14. 12Os grupos sociais mencionados por Vila Nova, que neste trabalho trataremoscomo redes sociais, sempre fizeram parte da existência humana, pois, o serhumano depende de uma vida coletiva para existir em sociedade. Para asociologia, grupo social é toda união de duas ou mais pessoas associadas pelainteração. Sartre afirma que “Enquanto não se estabelece a interação nãoexiste o grupo, mas somente uma serialidade, em que cada indivíduo éequivalente a outro e todos constituem um número de pessoas equiparáveis esem distinção entre si”. (SARTRE, 1997) Podemos citar como exemplo umgrupo de pessoas em uma fila de um Banco ou cinema. VILA NOVA nos diz: Quando algumas pessoas estão associadas de modo estável entre si e partilham tais sentimentos, o grupo, como uma unidade social, existe, mesmo quando momentaneamente, os seus componentes individuais não estejam fisicamente próximos uns dos outros. O grupo, portanto, é, sobretudo, uma realidade intermental. Se, por algumas horas, dias ou semanas, os indivíduos que forma uma turma de um curso se separam fisicamente, a permanência da consciência de que o grupo existe como uma realidade social distinta e os sentimentos de pertencer a ele fazem com que o grupo tenha continuidade. (VILA NOVA, 1999, p. 118-119)É importante destacar também nesta pesquisa, a teoria exposta pelo escritorManuel Castells, que cita em sua obra “A Sociedade em Rede” (2001), aseguinte ideia: “(...) redes são estruturas abertas capazes de expandir de forma ilimitada, integrando novos nós desde que consigam comunicar-se dentro da rede, ou seja, desde que compartilhem os mesmos códigos de comunicação (por exemplo, valores ou objetivos de desempenho). Uma estrutura social com base em redes é um sistema aberto altamente dinâmico suscetível de inovação sem ameaças ao seu equilíbrio (...)" (Castells, 1999: 499).
  15. 15. 13Desta forma, apresentam-se algumas conclusões provisórias sobre osprocessos e funções dominantes na era da informação, indicando que "(...) anova economia está organizada em torno de redes globais de capital,gerenciamento e informação (...)" (Castells, 1999: 499) e que "(...) os processosde transformação social sintetizados no tipo ideal de sociedade em redeultrapassam a esfera das relações sociais e técnicas de produção: afetam acultura e o poder de forma profunda (...)" (CASTELLS, 1999: 504). FIG 1: Esquema de Rede.A Rede Social derivada do conceito citado é uma estrutura que reúneindivíduos e grupos em uma associação, cujos termos são variáveis e sujeitosa uma reinterpretação em função dos limites que pesam sobre suas ações. Écomposta de indivíduos, grupos, ou organizações, e sua dinâmica está voltadapara a realização e o desenvolvimento das atividades de seus membros.Segundo Castells (1999), quando uma organização social está fundamentadaem redes, é uma estrutura ativa com ampla capacidade de inovações e sempossibilidade de desequilíbrio. O autor afirma ainda, que a rede é objeto demuita importância para o mundo capitalista, pois é maleável e permite umacultura de construção e reconstrução contínua.As redes sociais tem capacidade de gerar relacionamentos sem niveis dehierarquias, essa pode ser considerada uma das suas principaiscaracterísticas, por isso apresentam propriedades emergentes, ou seja,qualquer manifestação não se deve a influência dos atores individuais e sim do
  16. 16. 14resultado da troca de códigos comunicacionais entre eles. Diante dessepensamento, Castells diz que as redes são abertas e que por isso não temlimites de integração de nós, desde que haja a comunicação dentro daorganização. “A presença na rede ou a ausência dela e a dinâmica de cadarede em relação às outras são fontes cruciais de dominação e transformaçãode nossa sociedade“. (CASTELLS, 1999: 497). Waizbort (1999:92) afirma aindaque “Tais relações são sempre relações em processo, isto é: elas se fazem edesfazem, se constroem, se destroem, se reconstroem”.Para se iniciar uma rede é necessário que os indivíduos compartilhem osmesmos códigos, a partir de uma tomada de consciência de interesses ouvalores entre eles. As motivações consideradas mais influentes para ocrescimento de uma rede são assuntos ligados aos níveis sociais, globais,nacionais, regionais, estaduais, locais e comunitários. Loiola Moura (1977) nolivro “Análise de redes: uma contribuição para os estudos organizacionais”,afirmam que os indivíduos que passam a interagir não só por áreas deinteresse como também podem desenvolver relações afetivas. O autor afirmaainda que as redes temáticas ou de conexão se constroem de forma bastanteespontânea, ainda que geralmente estimuladas por uma pessoa ou um grupo.Essa interação constante ocasiona mudanças na estrutura da rede, em que atroca é a informação e essa mudança estrutural percebida é a doconhecimento, quanto mais informação o individuo compartilha na rede, maiorserá o conhecimento.A interação constante ocasiona mudanças estruturais e, em relação àsinterações em que a troca é a informação, a mudança estrutural que pode serpercebida é a do conhecimento, quanto mais informação trocamos com oambiente que nos cerca, com os atores da nossa rede, maior será nossabagagem de conhecimento, maior será nosso estoque de informação, e énesse poliedro de significados que inserimos as redes sociais.Diferentemente das estruturas piramidais, numa rede social os indivíduos sãolivres e alternam de posição o tempo todo resultando em decisões coletivas.
  17. 17. 15Essa participação em grupo, independente do assunto discutido, muita dasvezes envolve direitos, responsabilidades e a capacidade de lidar comdiferentes espaços e momentos de tomada de decisões. Estão relacionadastambém a pressupostos de flexibilidade, democratização, menor grau dehierarquização, indicando a ampliação de espaços públicos de negociação.Segundo Santos, através das redes podemos reconhecer três níveis quearticulam o global, o regional e o local. São eles: o nível mundial; o território,país ou Estado; e o lugar - "onde fragmentos de rede ganham uma dimensãoúnica e socialmente concreta" (SANTOS, 1996: 215). As redes teriam ummovimento de oposições, confrontos e alianças - incluindo os sistemas depoder - que interferem em todos os níveis. As redes são virtuais, mas tambémreais, são técnicas, mas também sociais, portanto são por vezes estáveis, mastambém dinâmicas. Elas incluem em si mesmas um movimento social dedinâmicas ao mesmo tempo locais e globais, o que indicaria uma tensão entreforças de globalização e de localização. “Mediante as redes, há uma criação paralela e eficaz da ordem e da desordem no território, já que as redes integram e desintegram, destroem velhos recortes espaciais e criam outros. Quando ele é visto pelo lado exclusivo da produção da ordem, da integração e da constituição de solidariedades espaciais que interessam a certos agentes, esse fenômeno é como um processo de homogeneização. Sua outra face, a heterogeneização, é ocultada. Mas ela é igualmente presente.” (SANTOS, 1996:222).Muitos estudos já foram desenvolvidos ao longo dos anos para se aprofundar ametodologia de análise, principalmente pela Antropologia Social, interligandoconhecimentos das Ciências Sociais e da Geografia, como caminhometodológico que facilite a apreensão das interações sociais, espaciais,informais e institucionalizadas e temporais, que se estabelecem nesse campo.Explicitando essa busca metodológica, Scherer Warren ressalta que :
  18. 18. 16 “A análise de rede implica buscar as formas de articulação entre o local e o global, entre o particular e o universal, entre o uno e o diverso, nas interconexões das identidades dos atores com o pluralismo”. (1996: 07).Podemos dizer então que essa análise procura distinguir significadosprincipalmente dos movimentos sociais num mundo cada vez maisindividualista ou interdependente, dando espaço para surgimentos demovimentos de caráter transnacionais.Sobre essa questão, Castells menciona em seu livro Sociedade em Rede essefato paradoxal desenvolvido por Raymond Barglow, em que, embora osindivíduos estejam conectados aumentando a capacidade humana decomunicação e interação, ao mesmo tempo os sistemas de informação e aformação de redes subvertem o conceito ocidental tradicional de um sujeitoseparado e individualista. Fato esse que pode ser notado principalmente com oavanço da tecnologia da informação que mudou toda a forma de se comunicar.Um indivíduo totalmente isolado em um lugar da terra pode participarativamente de uma rede social metricamente distante dele.Sobre a identidade dos atores que Scherer se refere acima, Castells conceituacomo sendo o processo pelo qual um indivíduo se reconhece e constróisignificados principalmente com base em determinado atributo cultural a pontode excluir uma referência mais ampla às outras estruturas sociais. Afirmaçãode identidade não significa necessariamente incapacidade de relacionar-secom outras identidades. É interessante entender então que o ator entra numarede social, muitas das vezes para descobrir e se recobrir dessa identidade.
  19. 19. 172.1 Contribuições de Durkheim, Mauss e EliasEmbora a contribuição desses teóricos não seja diretamente relacionada àideia de rede, exceto Elias que possui um direcionamento ao tema maisexplícito, suas teorias deram subsídios que contribuem para a superação dadualidade entre individuo e sociedade, abrindo espaço para se pensar redessociais sob um aspecto inovador. “O todo sociedade é maior que as partes indivíduos (…) mas suas partes indivíduos, constituem também uma totalidade racional e autonomizante em si mesma, com características diversas da totalidade maior a sociedade”. Essa afirmação é de Luiz Martins citado no seu livro “Ciência e exclusão Social”. (MARTINS, 2008: 35)Essa frase se resume o pensamento de Durkhein4 referente ao Ser eSociedade. Ele defende a tese de que o todo tem uma maior influencia sobreas partes, além de ser construída historicamente. Porém a ideia do autor nãoera renegar o fato individual a partir do fato social, mas de criticar oindividualismo utilitarista que impedia a compreensão da complexidadefuncional da sociedade. Para ele o individuo era formador e produto dasociedade ao mesmo tempo. A contribuição durkheimiana é incompleta, pois oesquema da obrigação coletiva acabou por reforçar o esquema duplo deanálise da realidade social. Assim, a contribuição do clássico foi fundamentaldevido à crítica antiutilitarista renegando a ideia de que o racionalismoindividual seria a única forma de expressão da razão; mas insuficiente por nãose integrar ao princípio do paradoxo. 4 Émile Durkheim nasceu na cidade de Épinal, Nordeste da França em 15 denovembro de 1958. É considerado um dos pais da sociologia moderna. Durkheim foi ofundador da escola francesa de sociologia, posterior a Marx, que combinava a pesquisaempírica com a teoria sociológica. É amplamente reconhecido como um dos melhores teóricosdo conceito da coersão social. Morreu em Paris, 15 de novembro de 1917.
  20. 20. 18Já o pensamento de Mauss5, foi além da contribuição durkheimiana, porsuperar os dilemas dos clássicos, expondo a ideia de sociedade como fatosocial total por meio da teoria de reciprocidades não simétricas, Teoria daDádiva. Para Mauss, há uma obrigação social coletiva que se impõe sobre asdiferenças individuais, mas essas diferenças individuais contêm o embrião datotalidade, nesse sentido há um princípio de liberdade individual em sua teoria.A partir disso, Mauss mostra que embora o todo seja maior que a parte, a parteé também uma totalidade complexa. Afirma isso por meio da valorização dosímbolo, o que mostra que o indivíduo e o social não são dimensões opostas,mas são dimensões paralelas que se regulam. O enfoque de Mauss sobre osímbolo se articula claramente com o Sistema de Dádiva, quando o símbolo seidentifica com o princípio do dom (Dar, Receber e Retribuir). “As bases das trocas sociais não são apenas de caráter material ou econômico, mas, sobretudo simbólicas, isto é, não redutíveis apenas aos aspectos materiais ou aos valores utilitaristas baseados nos cálculos, necessidades e preferências.” (MARTINS, 2008: 36).A contribuição de Elias6 é fundamental para a compreensão de que asociedade não pode ser explicada ou resumida nem por meio de umaconcepção liberal, que o todo seria a soma de indivíduos, nem por meio deuma visão imperialista coercitiva, a sociedade como uma totalidade irredutível5 Marcel Mauss Nasceu em 10 de maio 1872 na cidade de Épinal no Nordeste daFrança. Foi um sociólogo e antropólogo francês, nascido quatorze anos mais tarde e namesma cidade que Émile Durkheim, de quem é sobrinho. É considerado como o "pai" daetnologia francesa. Morreu em em Paris, 10 de Fevereiro de 1950)6 Norbert Elias Nasceu na cidade de Breslau,na Polonia em 22 de junho de 1897. Foium sociólogo alemão. Sua tardia popularidade pode ser atribuída à sua concepção de grandesredes sociais, que encontrou aplicação nas sociedades ocidentais pós-modernas, onde apresença da ação individual não pode ser negligenciada. De fato, a demasiada ênfase naestrutura sobre o indivíduo em vigor até então começava a ser duramente criticada. Morreu emAmsterdã, 1 de agosto de 1990
  21. 21. 19as partes. Segundo Elias, a sociedade só existe e continua a funcionar por quemuitas pessoas isoladas se articulam e agem para que isso aconteça, emboraas ações desses indivíduos estejam dentro dos limites das estruturas sociais,dentro de uma liberdade total. Indivíduos e Sociedade se articulam por meio dedependência, redes de função, interdependência de forma constante.2.2 Tecnologia da informação e a sociedade em rede "A informação tecnológica pode ser a maior ferramenta dos tempos modernos, mas é o julgamento de negócios dos humanos que a faz poderosa" (WANG, 1994)Seguindo a linha de pensamento dos autores Ahrvey Brooks e Daniel Bell,citado por Castells, (1999:49) tecnologia “(...) é o uso de conhecimentoscientíficos para especificar as vias de se fazerem as coisas de uma maneirareproduzível (...)”, incluindo ainda o conjunto convergente de tecnologias emmicroeletrônicas, computação, telecomunicação e optoeletrônica.A revolução da tecnologia da informação teve seu estabelecimento histórico nacidade da Califórnia, nos Estados unidos no inicio da década de 1970.O grande marco responsável pelo desenvolvimento da tecnologia informacionalsurgiu da ideia de se criar uma arquitetura de redes capaz de proteger osistema militar comunicacional dos nortes americanos em caso de guerranuclear com a União Soviética, durante o período que ficou conhecido comoGuerra Fria. Essa rede ficou conhecida como ARPANET, ligava os militares epesquisadores sem ter um centro definido ou mesmo uma rota única para asinformações, tornando-se quase indestrutível. No final dos anos 70 aARPANET se divide em MILNET para serviços militares e INTERNET paraassuntos públicos.Podemos então quetionar que mesmo não determinando a tecnlologia, asociedade pode frear ou acelerar o seu processo de desenvolvimento
  22. 22. 20tecnlogico por intermedio do Estado, mudando o destino das economias, dopoder militar, do bem estar social em poucos anos como aconteceu após adecada de 1970. Explicitando, Castells diz que a capacidade que o homem temde dominar a tecnologia, referenrindo-se principalmente as que sãoestrategicamente decisivas em cada período, a tecnologia incorpora atransfomação das sociedades, mesmo que ela não determine a evoluçãohistórica. “É claro que a tecnologia não determina a sociedade. Nem a sociedade escreve o curso de transformação tecnológica, uma vez que muitos fatores, inclusive criatividade e iniciativa empreendedora, intervem no processo de descoberta cientifica, inovação tecnológica e aplicações sociais, de forma que o resultado final depende de um complexo padrão interativo” (CASTELLS 1999:25).Para tanto, a revolução da tecnologia da informação também dependeu dacultura, da história e especialmente de um conjunto de circunstâncias muitoespecificas cujas características determinaram sua futura evolução. Tanto éque quanto aos aspectos sociais da década de 1970, os Campi Universitáriosdos EUA viviam a cultura da liberdade. Muitos a consideram a "era doindividualismo", da quebra total de valores e convencionais de comportamentona sociedade em geral, que apesar de rebeldes quanto ao social, era apoliticoquanto sua essência. Eclodiam nesta época os movimentos musicais do rockand roll, das discotecas, e também do experimentalismo na música erudita.Sobre essa nova revolução da década de 70, Castells diz que a tecnologia foitão importante quanto à energia foi para a revolução industrial. Na era digitaldas maquinas conectadas, a informação é gerada o tempo todo, armazenada,recuperada, processada e transmitida. E isso causou mudanças na sociedadequanto às atividades desenvolvidas. Diante desse novo paradigma, que foi a“(...) capacidade tecnológica de utilizar, como força produtiva, aquilo quecaracteriza nossa espécie como uma singularidade biológica: nossacapacidade superior de gerar símbolos”. (CASTELLS, 1999:25).
  23. 23. 21Com a introdução dessas novas tecnológicas no mercado, os comportamentossociais, organizacionais e mentais vão sofrendo alterações com reflexos emtodos os níveis de vida, pois o homem percebe que desde o inicio dahumanidade a cultura, trabalho e tecnologia estão ligados e que essacombinação é responsável pela sobrevivência do individuo, uma vez que aidentidade ou significados são construídos, negociados e compartilhados semlimitação entre os seres. Ligando então essa ideia com o avanço dastecnologias de informação, Castells afirma que “(...) o que pensamos e comopensamos é expressa em bens, serviços, produção material, e intelectual,sejam alimentos, moradia, sistemas de transporte e comunicação, saúde,educação e imagens”. (1999, p51) Não apenas isso, podemos acrescentarainda, que não há mais barreiras geográficas para esse compartilhamento, ouinteração entre o homem. Tudo se torna mais rápido e ao alcance de qualquerum. A partir dessa conceituação é que podemos entender como o individuo setorna paradoxal, ou seja, universal e singular, uma vez que compartilha valoresem redes globais, principalmente através da Word Wide Web7; inserido em umcontexto histórico e cultural de sua comunidade.A partir da revolução da tecnologia, a mente humana passa a ser o fatoressencial para tal desenvolvimento. Diferentemente da era da RevoluçãoIndustrial em que a força do corpo humano era conjunto com o uso dasmaquinas, agora a mente é vista e entendida como a extensão a amplificaçãodos computadores, que passa a ser usado de forma extremamente dinâmicacomo uma nova forma de linguagem, sem limites de tempo, porque o individuose torna capaz de programar o passado o presente e o futuro para interagirentre si na mesma mensagem; distancia, pois as localidades reintegram-se emredes funcionais, ocasionando espaços de fluxos; gerando então umainteligência coletiva no ciberespaço, que baseado na teoria de Pierre Lévy,simbolicamente falando é capacidade do celebro em tomar decisões a partir doconhecimento adquirido por diversas pessoas. Acrescentando, Castells diz que7 A World Wide Web (que em português significa, "Rede de alcance mundial"; tambémconhecida como Web e WWW) é um sistema de documentos em hipermídia que sãointerligados e executados na Internet.
  24. 24. 22 “ação de conhecimentos sobre os próprios conhecimentos como principal fonte de produtividade. Assim, ao mesmo tempo em que se objetiva um desenvolvimento tecnológico, objetiva-se, também, um acúmulo de conhecimentos em níveis cada vez mais sofisticados e complexos para se processar as informações” (1999: 35).Essa nova tecnologia que teve seu ápice em apenas duas décadas ainda vemsofrendo mudanças constantes, já que a cada dia, decorrente da facilidade datroca de conhecimento, a mente humana vem inventando e reinventando novastecnologias. O autor Ferro (2000) classifica a Internet, a convergência datecnologia, acesso a banda larga e o celular sem fio os quatros principaisdescobertas do homem nos últimos anos. Essas transições são responsáveispela necessidade de produtos mais compactos destinados para o dia-a-dia dasociedade contribuindo para um acesso global imediato e fácil. O celular é umbom exemplo, embora simples para o usuário, possibilita a comunicação globalentre as redes sem necessidade de estar em um lugar específico, pois nãonecessita de cabeamentos para a transmissão da mensagem.Se tratando então da sociedade em redes interligadas pela tecnologia dainformação, uma série de mudanças na rotina dos atores foi desencadeadanesse contexto, que evidencia as redes como ponto de convergência dainformação e do conhecimento. Agora as interações passam a ser diretas eindiretas, uma vez que o individuo utiliza um veiculo mediador de comunicaçãocomo a internet por exemplo. É importante ressaltar ainda que, mesmo que acomunicação entre os membros ocorram independentemente do tempo e doespaço, as relações de uma rede se baseia na realidade física ou da influenciaao seu redor, ou seja, a identidade singular continua a determinar tomadas dedecisões.Então surge na sociedade em rede o modo informacional de desenvolvimento,ou seja:
  25. 25. 23 “(...) ação de conhecimentos sobre os próprios conhecimentos como principal fonte de produtividade. Assim, ao mesmo tempo em que se objetiva um desenvolvimento tecnológico, objetiva-se, também, um acúmulo de conhecimentos em níveis cada vez mais sofisticados e complexos para se processar as informações” (CASTELLS, 1999: 35).O autor afirma que nesse novo cenário, a fonte de produtividade está naacumulação de conhecimentos, de processamento da informação e decomunicação de símbolos. E essa transformação traz mudanças não apenasno cenário social, como também no econômico, que é importante ressaltar,pois antes movida apenas pela força do trabalho humano em interação com asmaquinas de produção, hoje se caracteriza as mentes como força produtora.Pela primeira vez na história, em questões de segundos, o homem conseguefazer transações bilionárias através de circuitos eletrônicos globais e seremgerenciadas vinte e quatro horas por dia por mercados financeiros. “(...) é nas redes de informação que conectam esses centros que as verdadeiras operações de capital ocorrem. Os fluxos de capital tornam- se globais e, ao mesmo tempo, cada vez mais autônomos „vis-à-vis‟ o desempenho real das economias. (...) O que é fundamental nessa estrutura industrial, bem ao estilo de uma teia, é que ela está disseminada pelos territórios em todo o globo e sua geometria muda constantemente no todo e em cada unidade individual”. (CASTELLS, 1999:. 111).Fazendo um aparato então com o cenário econômico mundial com base nastransformações informacionais é indispensável destacar a importância dainformação no desempenho das empresas que é destacada por diversosautores, entre os quais Lesca; Almeida (1994: 67) quando afirma que “Ainformação é um vetor estratégico importantíssimo, pois pode multiplicar asinergia dos esforços ou anular o resultado do conjunto dos esforços”. Emcontrapartida, Drucker acrescenta que apenas mão de obra, ou produtos e
  26. 26. 24serviços de excelência não mais garantem certeza de competitividade. Épreciso estar ciente e no mesmo rumo com a tecnologia da informação. “Para que as novas descobertas tecnológicas possam se difundir por toda a economia e, dessa forma, intensificar o crescimento da produtividade a taxas observáveis, a cultura e as instituições da sociedade, bem como as empresas e os fatores que interagem no processo produtivo precisam passar por mudanças substanciais”. (CASTELLS 1999: 92).As organizações passam então a utilizar a informação de forma destina, porquereconhece a importância das pessoas nos processos informacionais. Noprimeiro instante, depois de colhida a informação do ambiente ela é analisadapara construção de signos com objetivos de identificar a linguagem ideal pararetornar ao meio. A segunda forma é criar novos conhecimentos por meio daconversão do tácito 8ao explicito9, uma vez que a sua interação é capaz gerarnovas descobertas. E por fim procura e analisa informações para a tomada dedecisões.A partir da leitura de Marchionini, (apud CHOO, 2003, p 102), o autor define abusca da informação como o “(...) processo no qual o individuo engaja-sedecididamente em busca de informações capaz de mudar seu estado deconhecimento” e completa que o processo de busca é individual, dependendodo conhecimento do individuo sobre as fontes, as experiências passadas eassim por diante.8 O conhecimento explícito é facilmente transmitido entre os indivíduos, pois pode serarticulado na linguagem formal, inclusive em afirmações gramaticais, expressões matemáticas,especificações, manuais e assim por diante.9 O conhecimento tácito, por sua vez, é o conhecimento pessoal incorporado àexperiência individual e envolve fatores intangíveis (crenças pessoais, valores e perspectivas)e é difícil ser articulado na linguagem formal.
  27. 27. 25Choo (2003) observa que o resultado do uso da informação é uma mudança noestado de conhecimento do individuo ou de sua capacidade de agir. Assim oautor considera que o uso da informação, de modo a resolver uma pergunta,resolver um problema, tomar uma decisão ou, negociar uma posição ouentender uma situação se uma informação vai ser selecionada ou ignoradadepende em larga medida de sua relevância para o esclarecimento da questãoe solução do problema.Sobre as situações do uso da informação, Choo (2003, p 109) menciona oitocategorias, baseadas nas ideias de R. S. Taylor. São elas:Esclarecimento >> quando a informação é utilizada para criar um contexto oudar significado a uma situação.Compreensão do problema >> quando é usada de modo especifico parapermitir melhor compreensão.Instrumental >> para que o individuo saiba o que e como fazer.Factual >> é usada para descrever a realidadeConfirmativa >> envolve a busca por uma segunda opiniãoProjetiva >> é usada para prover o que provavelmente vai acontecer no futuroMotivacional: >> usada para manter o individuo num determinado curso deaçãoPessoal ou política >> usada para criar relacionamentos ou promover umamelhoria de status.A relevância dessa análise está associada ao contexto especifico de uso e,portanto, dotar a informação de significado é, sobretudo, agregar valor ao usoque se fará dela. O usuário atribui valor a informação a partir da correlaçãoentre o problema diagnosticado e a utilidade da informação obtida para asolução do mesmo. Essas etapas compõem a estrutura cognitiva interna dosindivíduos e sua organização emocional. Diante desse pensamento, Chootambém analisou essa relação entre conhecimento e informação a partir de trêsaspectos: a necessidade da informação, que contem vários elementos comoafetivos, situacionais e cognitivos, e vai se formalizando conforme o sentimentode incerteza vai diminuindo; a busca pela informação, que é a escolha das
  28. 28. 26fontes de informação influenciadas pelo ambiente que cerca o indivíduo; o usoda informação, como já citado acima é usado frequentemente para responderquestões, resolver problemas e tomar decisões, apos a seleção eprocessamento de informações que se tornou novo conhecimento.Baseado nas interpretações de Robredo 2003, a informação deve estarrelacionada com um contexto para possuir significado. Conhecimento édefinido pelo autor como a aplicação e o uso produtivo da informação. Oconhecimento é mais do que a informação, pois implica uma consciência doentendimento adquirido pela experiência, pela intimidade ou pelo aprendizado.Entretanto, a relação entre conhecimento e informação é interativa. A geraçãodo conhecimento depende da informação, já a coleta da informação relevanterequer a aplicação do conhecimento. As ferramentas e métodos aplicados àinformação também influem sobre a geração do conhecimento. A mesmainformação pode dar lugar a uma variedade de tipos de conhecimento,dependendo do tipo e propósito da análise.Essa constante interação entre conhecimento e informação é responsável pormovimentar as redes sociais, que ultrapassou o âmbito acadêmico/cientificoconquistando dimensões em outros campos como a internet que possibilitou aformação de grupos que interagem por meio de relacionamentos comunsinteressados por objetivos específicos ou apenas por desenvolver troca deinformações nos relacionamentos. Esse compartilhamento apenas foi possíveldevido a softwares desenvolvido pela mente humana que opera recursos quevão além dos da tecnologia da informação e também das descobertas denovos dispositivos eletrônicos. “É claro que essa capacidade de desenvolvimento de redes só se tornou possível graças aos importantes avanços das telecomunicações quanto das tecnologias de integração de computadores em rede” (CASTELLS 1999,62)Diante desse contexto, em que as redes são desenvolvidas por estratégicas eescolhas dos indivíduos o acesso à rede mundial de computadores contribuiu
  29. 29. 27por proporcionar uma nova linguagem e forma de se comunicar com diferentespovos a partir do surgimento das comunidades virtuais. Neste sentido, Castellsfaz referências ao conceito de comunidades virtuais apresentado por Wellman(2001) que define como sendo “redes de laços interpessoais que proporcionamsociabilidade, apoio, informação, um senso de integração e identidade social”(CASTELLS, 2003, p.106). O autor também faz referências ao conceito decomunidade virtual interpretado por Rheingold que entende a comunidadevirtual como uma “rede eletrônica de comunicação interativa, autodefendia,organizada em torno de um interesse ou finalidade compartilhada, emboramuitas vezes a própria comunicação se transforme no objetivo” (CASTELLS,1999, p. 385).É importante então ressaltar que as duas definições de redes estão ligadas àaproximação dos indivíduos estimulados por interesses próprios. Por isso asredes são abertas e dinâmicas, o que possibilita a entrada e saída dos atoressempre que não estejam satisfeitos quanto às expectativas ou que precisambuscar outras fontes de conhecimento.
  30. 30. 28Capítulo II - O TwitterO modelo de comunicação “todos-todos” citado por Pierre Lévy (2009), traz apossibilidade de que qualquer pessoa possa produzir e publicar conteúdo naRede, sendo assim, os usuários da Web são, ao mesmo tempo, receptores eemissores. Com o advento da Web 2.010, conceito atribuído a sites e softwaresque utilizam os usuários como produtores de conteúdo, promovendo uma totalinteratividade, surgem ferramentas e sites de relacionamentos que facilitamesse processo, Orkut, Facebook, Blogs e Microblogs, entre eles, o Twitter.O Twitter foi criado em Março de 2006, em São Francisco, Califórnia (EUA)como uma ferramenta para facilitar a troca de mensagens de trabalho viacelular, porém, durante um festival de música americano neste mesmo ano, onúmero de post diários saltou de 20.000 para 60.00011, percebeu-se então quea ferramenta não precisava ficar restrita somente às empresas.A ferramenta permite o envio de mensagens instantâneas, com até 140caracteres, distribuídas para uma rede de seguidores que “adicionam” ousuário em sua lista de interesses. Segundo uma pesquisa do Instituto NielsenUSA12 entre Fevereiro de 2008 e Fevereiro de 2009, o Twitter foi o site derelacionamentos com maior crescimento percentual, totalizando 1.382 porcento. Dados divulgados pela revista Veja, de 23 de Junho de 2010, apontamque o Twitter já atingiu a marca de 105 milhões de usuários em todo o mundo,e o número de mensagens diárias chega a 65 milhões.Em sua página principal, após o login do usuário há a seguinte pergunta: “oque está acontecendo?”, e uma caixa de texto, através da qual os usuários10 Web 2.0 é a mudança para uma internet como plataforma, e um entendimento dasregras para obter sucesso nesta nova plataforma. Entre outras, a regra mais importante édesenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos de rede para se tornarem melhores quantomais são usados pelas pessoas, aproveitando a inteligência coletiva. (Tim O‟Reilly, 2006<http://www.oreillynet.com>.11 Fonte: Revista Veja, 22 de Junho de 2010.12 Instituto Nielsen <http://news.cnet.com>
  31. 31. 29enviam suas mensagens (resposta para essa pergunta), com um máximo de140 caracteres (FIG 2).Fig 2 Página inicial do TwitterNo entanto, a pergunta que o Twitter realmente quer fazer é “O que você achado que está pensando?”, ou: “Que tal deixar aquela voz na sua cabeça falar porum instante?”.É no Twitter que a voz interior se expressa, através da ferramenta, o usuáriopode fazer comentários sobre acontecimentos do dia-dia, que normalmentenão faria ao conversar pessoalmente com alguém, as mensagens curtaspermitem um bate-boca entre os usuários, muitas vezes sobre assuntos sérios,porém tratados de maneira inusitada. O Twitter tem toda a complexidade de se entrar em uma sala cheia de pessoas em uma festa. Você começa escutando e, depois, se apresenta e se envolve. Os microblogs resumem as redes sociais aos seus elementos mais essenciais: uma postagem, um comentário e uma indicação das relações. Você opta por escutar (ou não) as
  32. 32. 30 pessoas ao seu redor, e elas fazem o mesmo com relação a você. (EVANS, 2009: 217).3.1 Recursos do TwitterO mundo tem vivido um processo de convergência digital, a informação circulapor múltiplas plataformas de mídia. A web móvel permite as pessoasacessarem conteúdos de seu interesse em qualquer lugar no mundo, enviar ereceber imagens, músicas, vídeos, notícias e entretenimento em tempo realatravés de aparelhos portáteis como os Smartphones13. Além de ferramentasexternas que permitem a sua utilização sem que o usuário esteja na frente deum computador, o microblog Twitter também tem alguns recursos próprios quepromovem interação e facilitam as relações interpessoais. São eles: Twitter List Twitter List é um recurso disponível no Twitter que permite ao usuário criar listas compartilháveis de usuários. Essas listas dinamizam a leitura dos tweets já que se torna possível ler o conteúdo postado por grupos de seguidores (FIG 3).13 Smartphone é um telefone celular com funcionalidades avançadas que podem serestendidas por meio de programas executados no seu Sistema Operacional. Suas principaiscaracterísticas são: sendo as principais: capacidade de conexão com redes de dados paraacesso à internet, capacidade de sincronização dos dados do organizador com um computadorpessoal e agenda de contatos que utiliza toda a memória disponível no celular. Fonte:Wikipédia < http://pt.wikipedia.org>.
  33. 33. 31Fig 3 Twitter List Trending TopicsOs Trending Topics ou TTs são uma lista em tempo real dos nomes maispostados no Twitter pelo mundo todo. Valem para essa lista as tagtemas (#)e nomes próprios. Os Trending Topics ganharam tanta força que sãocomentados frequentemente pelos usuários, e são capazes de mobilizarcorrentes para colocar um tema na lista e ter exposição mundial (FIG 4).Fig 4 Trending Topics
  34. 34. 32 Retweet O retweet é uma função do Twitter que consiste em replicar uma determinada mensagem de um usuário para a lista de seguidores, dando crédito a seu autor original usando as inicias RT e o nome de quem escreveu originalmente (FIG 5). Fig 5 Retweet Reply O reply permite aos usuários responderem diretamente a outro usuário, para isso basta colocar @nomedousuario antes da mensagem (FIG 6). Fig 6 Reply3.2. Perfil do usuário BrasileiroDe acordo com pesquisa realizada pela agência Bullet14, a maioria (cerca de61%) dos usuários do Twitter no Brasil é composta por homens, na faixa etáriade 21 a 30 anos, solteiros, estudantes, localizados principalmente no estado de14 Disponível em: <<http://bullet.updateordie.com/>>. Acesso em: 08/11/2010
  35. 35. 33São Paulo, em sua grande maioria, são pessoas com ensino superior completo(FIG 7-9).Fig 7 Disponível em: <<http://bullet.updateordie.com/>>.Fig 8 Disponível em: <<http://bullet.updateordie.com/>>.
  36. 36. 34Fig 9 Disponível em: <<http://bullet.updateordie.com/>>.Fig 10 Disponível em: <<http://bullet.updateordie.com/>>.A pesquisa mostra que o número de usuários do estado do Espírito Santorepresenta 2% (dois por centos) de um universo de 3.268 (três mil duzentos e
  37. 37. 35sessenta e oito) pessoas pesquisadas. Mesmo sendo um número pequeno,aproximadamente 65 pessoas dentro deste universo, trata-se de um númerosignificativo, pois, é deste estado que vem, de acordo com o Google Analytics,a grande maioria das visitas do site www.vidadeestudante.com.br, sendo30.035 (trinta mil e trinta e cinco). (FIG 11)Fig 11 Fonte: Google AnalyticsAinda segundo a pesquisa, esse público possui renda mensal compreendidaentre R$ 1.000,00 e R$ 5.000,00 e gasta cerca de 50h semanais conectados àInternet. Cerca de 60% dele é considerado formador de opinião, possuem umblog, conhecem a ferramenta através de amigos ou posts em outros blogs.Interessam-se pelo compartilhamento de links e de opiniões e críticas, e 97%dos usuários afirmam terem o costume de clicar nos links compartilhados.86,9% deles dizem confiar na opinião das pessoas no Twitter. Por fim, 84,6%dos usuários acreditam que o Twitter aproxima as pessoas (FIG 12-14).
  38. 38. 36Fig 12 Disponível em: <<http://bullet.updateordie.com/>>.Fig 13 Disponível em: <<http://bullet.updateordie.com/>>.
  39. 39. 37Fig 14 Disponível em: <<http://bullet.updateordie.com/>>.Sobre o uso da ferramenta por empresas, a pesquisa mostra que a maioria(51%) dos usuários consultados acha interessantes os perfis corporativos,desde que sejam utilizados com relevância. Aproximadamente 50% dosusuários nunca participaram de ações promocionais, ainda assim, consideramuma experiência interessante. Cerca de 30% já participaram de alguma açãopublicitária e 70% seguem ou já seguiram algum perfil corporativo (FIG 15).
  40. 40. 38Fig 15 Disponível em: <<http://bullet.updateordie.com/>>.Na pesquisa, foram consultados 3268 brasileiros por meio do site da Bullet e oMigre.me15, no período de 27 a 29 de abril de 2009.De acordo com Gabriela Zago (2009), as atualizações curtas permitem umamaior portabilidade das informações, dada a sua versatilidade, os microblogs15 <http://www.migre.me>.
  41. 41. 39em geral podem ser atualizados a partir de ferramentas diversas, inclusive pordispositivos móveis, como o celular ou web móvel, e também a partir demensageiros instantâneos ou web convencional.Essa portabilidade permite que os fatos e notícias sejam divulgados em temporeal, diferente da TV e do Rádio que, em alguns países, sofrem censura, eestão limitados ao alcance do sinal, a Internet é um ambiente sem fronteiras. OTwitter, devido à possibilidade de ser acessado através de dispositivos móveis,faz com que a voz das pessoas comuns ganhe dimensões públicas. Umexemplo de sua potencialidade deu-se Junho de 2009, nas eleições iranianas.Em protestos contra a reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad, oseleitores recorreram à ferramenta para denunciar fraudes na apuração dosvotos, organizar movimentos pelas ruas de Teerã e divulgar imagens darepressão policial. “É como se cada indivíduo tivesse o seu próprio meio decomunicação.”, diz o sociólogo francês Michel Maffesoli, citado pela revistaVeja na reportagem "A fúria do Twitter”, em 23 de junho de 2010.Movimentos como esses acontecem graças aos hipertextos, termo referente aotexto em formato digital16, blocos de textos, imagens, sons e vídeos sãocompartilhados através de hiperlinks17. Não é necessário mais do que 140caracteres para disseminar informação, quando o usuário quer divulgar umanotícia, ele apenas insere o hiperlink que leva ao site onde está o hipertexto, ea tagtema (palavra-chave) para identificar o seu conteúdo.Os hipertextos são de grande importância no modelo de comunicação “todos-todos”, pois permitem a interação entre emissor e receptor. O editor doblog/podcast “Usabilidoido”, Frederick van Amstel (2006) comenta sobre isso:16 Fonte: Wikipédia <http://pt.wikipedia.org>.17 Hiperlinks ou Hiperligações (em português), são parte dos fundamentos da linguagensusadas para construção de páginas na Internet e outros meios digitais. Trata-se de elementosclicáveis, em forma de texto ou imagem, que levam a outras partes de um site ou para recursosvariados, como imagens, músicas, vídeos, etc. (Fonte Wikipédia: <http://pt.wikipedia.org>.
  42. 42. 40 O hipertexto possibilita novas formas de ler e escrever, um estilo não linear e associativo. Alguns autores afirmam que ele possibilita um diálogo ativo entre escritor e leitor. [...] O leitor já não é passivo e não se limita a receber a informação - mas intervém nela, pois cria o seu próprio caminho, o seu próprio entendimento sobre o assunto que quer conhecer. Portanto, o leitor é co-autor. (no blog “Discursos de outro mundo”, 2006/07).Com as atualizações em tempo real, e a utilização de hipertextos, asexperiências vividas fisicamente são imediatamente compartilhadas entre osusuários, quase não havendo diferenciação entre as experiências vividas nomundo real e virtual. O virtual e o físico eram imaginados como instâncias separadas – ciberespaço e carnespaço (...). Mas agora a fronteira entre elas está se dissolvendo. A inteligência em rede está sendo incrustada em todos os lugares, em todos os tipos de sistema físico – tanto naturais quanto artificiais. Rotineiramente, eventos no ciberespaço são refletidos no espaço físico, e vice-versa. (FILHO; PERANI, 2009: 4. Apud MITCHELL, 2003: 3).3.3 Ciberespaço e a Inteligência Coletiva de Pierre Lévy.Zygmunt Bauman (2001) nos fala sobre a era da modernidade líquida, fluida,na qual a informação circula livremente e em tempo real. Saber administrar ainformação e usá-la a seu favor compete muito mais importância do que sergrande fisicamente, pois a grandeza física está limitada ao “carnespaço” (FILHO;PERANI, 2009, apud MITCHELL, 2003), não é capaz de deter a fluidez da informaçãodo ciberespaço, como aconteceu nas eleições iranianas, em que a força doTwitter foi maior do que o regime ditatorial dos aiatolás.Pierre Lévy (2000), também aborda a importância do fluxo livre de informaçãona modernidade líquida, chamada por ele de terceiro espaço, ou espaço dasmercadorias, que tem como principais características o “fluxo de energias, de
  43. 43. 41matérias-primas, mercadorias capitais, mão-de-obra, informações”. (FREIRE,2005): A riqueza não provém do domínio das fronteiras, mas do controle dos fluxos. Daí por diante reina a indústria, no sentido amplo de tratamento da matéria e da informação. (LÉVY, 2000: 24)O ciberespaço tem como principal característica, esse fluxo de informações, nomundo todo. Pessoas se comunicam, enviam mensagens, participam deconferencias à distância, estudam e aprendem online, trocam dados graças auma combinação das tecnologias da informação e da comunicação. Mas paraque isso ocorra, Pierre Lévy afirma ser essencial o formato digital, pois é elequem permite que textos, sons e imagens sejam transformados em hipertextos. Insisto na codificação digital, pois ela condiciona o caráter plástico, fluido, calculável com precisão e tratável em tempo real, hipertextual, interativo e, resumindo, virtual da informação que é, parece-me, a marca distintiva do ciberespaço. Esse novo meio tem a vocação de colocar em sinergia e interfacear todos os dispositivos de criação de informação, de gravação, de comunicação e de simulação. (Lévy, 1999: 92-93).Essa interatividade que se dá no ciberespaço, marcado pela troca deinformação em tempo real, permite a construção do conhecimento através daInternet, fazendo surgir um espaço caracterizado pela “(...) inteligência e sabercoletivos, cujo advento definitivo não está em absoluto garantido por certas „leisda história” (LÉVY, 2000: 24). OLIVEIRA (2006) afirma que neste novo espaço,o da inteligência coletiva, as tecnologias digitais de informação e comunicaçãonos permitem criar e percorrer mundos virtuais.Para Lévy essa nova dimensão da comunicação humana deveria “permitir-noscompartilhar nossos conhecimentos e apontá-los uns para os outros” (LÉVY,2000: 18). De acordo com o autor, o ser humano só pensa por ter com quemcompartilhar seus pensamentos.
  44. 44. 42 Antes de mais nada, jamais pensamos sozinhos, mas sempre na corrente de um diálogo ou de um multidiálogo, real ou imaginado. Não exercemos nossas faculdades mentais superiores senão em função de uma implicação em comunidades vivas com suas heranças, seus conflitos e seus projetos. Em plano de fundo ou em primeiro plano, essas comunidades estão sempre presentes no menor dos nossos pensamentos... (LÉVY, 2001: 97).O espaço da inteligência e do saber coletivos possibilita uma conexão em redeentre pessoas do mundo todo. As novas tecnologias funcionam comoferramentas que fazem essa conexão acontecer. A técnica por si só não écapaz de gerar conhecimento, ela apenas possibilita a ambientação, ondeacontece a projeção da inteligência humana, a fim de promover o“reconhecimento e enriquecimento mútuo das pessoas” (LÉVY, 2000: 27).Ao falar na inteligência coletiva, que tem o ciberespaço como suporte, Lévyafirma tratar-se de uma “uma inteligência distribuída por toda a parte,incessantemente valorizada, coordenada em tempo real, que resulta em umamobilização efetiva das competências” (1998: 28). Segundo o autor, trata-setambém da (...) capacidade de trocar ideias, compartilhar informações e interesses comuns, criando comunidades e estimulando conexões. Para começar, tome o cérebro humano. Fazemos infinitas conexões que se intensificam à medida que envelhecemos. Agora imagine que podemos, graças ao computador, integrar essa „constelação de neurônios‟ com a de milhões de outras pessoas. Essa é a comparação que faço. A internet nos permite hoje criar uma superinteligência coletiva, dar início a uma grande revolução humana (Lévy, 1999: 31).Lévy também acrescenta a cooperação e a competição como aspectosfundamentais da inteligência coletiva. Deve existir uma cooperação coletivapara que haja algum desenvolvimento da inteligência coletiva.
  45. 45. 43Segundo Oliveira (2006), o aspecto competitivo está ligado à liberdade,principalmente quanto à proposição de outros pensamentos e teorias. Ociberespaço permite um debate sadio e a exposição de novas ideias.Quanto ao aspecto cooperativo, ele afirma resultar do “vínculo socialproporcionado pelos participantes dos diversos ambientes (comunidadevirtuais, por exemplo) que, no âmbito do ciberespaço, servem de base àinteligência coletiva.” (OLIVEIRA, 2006: 4).Não há na inteligência coletiva a imposição da verdade. Ninguém podeposicionar uma ideia ou conceito como certo ou errado. De nada adianta utilizara técnica para divulgar informações se essas não podem ser debatidas a fim dese chegar a um senso comum. Oliveira toma como exemplo a educação: Processos de ensino e aprendizagem baseados no modelo reprodutivista, sem a participação efetiva dos educandos, autoritários e poucos afeitos ao ideal do desenvolvimento da autonomia por parte de quem aprende não podem ser considerados constituintes de qualquer inteligência coletiva só pelo fato de serem oferecidos em ambientes virtuais. (OLIVEIRA, 2006: 4).O computador permite ao usuário controlar o conteúdo das mensagens,diferente do que acontece na TV e no rádio, por meio dos hipertextos ehiperlinks, vontades, desejos pensamentos e ações individuais estão atuandona comunicação de toda a rede. Surge então a mente conectiva, formada peloconhecimento e informações compartilhadas pelos usuários. Segundo Oliveira“a mente conectiva surgiria como o passo seguinte em relação à mente doindivíduo (formada pela leitura e pela escrita) e à mente coletiva (criada pelorádio e pela televisão)”. (OLIVEIRA, 2006, 4). A mente conectiva não é apenas o individual retirado do grupo, como a do leitor que não assiste televisão; nem é parte de uma massa sem identidade, como a de uma pessoa que só assiste televisão e não lê. Estamos agora em uma situação conectiva, em que podemos cultivar e
  46. 46. 44 manter uma identidade privada, mas também compartilhar o processamento de informações com um grupo seleto sem sermos eliminados pela identidade do grupo. (OLIVEIRA, 2006: 4 apud KERCKHOVE, 2003: 26).A inteligência coletiva e o ciberespaço criam um mundo virtual, no qual oconhecimento e as ações humanas do mundo real estão inseridos. Lévyacredita que as novas tecnologias estarão tão presentes nas representaçõeshumanas, que será necessário produzir dispositivos que, materializam ainteligência coletiva.
  47. 47. 45Capítulo III – Estudo de CasoO usuário @vidadeestudante existe desde o dia 23 de Novembro de 2009.Atualmente, já atingiu a marca de 890 seguidores, e segue 674 usuários, entrepessoas físicas e perfis coorporativos voltados para a área da educação, alémdisso, o usuário esta relacionado em 53 Twitter Lists.Fig 16 Perfil @vidadeestudante.O objetivo principal deste usuário é levar aos seus seguidores informações edicas sobre vestibular, estágio, mercado de trabalho, além de outros assuntosconsiderados relevantes na vida de um estudante. Além disso, ele buscaaumentar o número de visitas ao portal www.vidadeestudante.com.br atravésde links postados juntos aos tweets.As noticias publicadas no site são twitadas automaticamente, contendo o títuloe o hiperlink que leva direto à seu conteúdo na íntegra dentro no site.De acordo com o Google Analytics, 16,71% (557) das visitas que o site recebevem do Twitter, sendo este o segundo site de referência do portal Vida deEstudante, perdendo apenas para o Google, com 870 (FIG 17). No entanto, as
  48. 48. 46visitas vindas do Twitter duram em média 03h52min, enquanto as vinda doGoogle duram cerca de 00h50min (FIG 18).Fig 17 Fonte: Google AnalyticsFig 18 Fonte: Google Analytics
  49. 49. 47 .Mesmo as visitas vindas do Twitter sendo em menor número do que as vidasdo Google, acredita-se na hipótese de estas serem de maior importância, poisdemonstram um interesse maior por parte do visitante pelo conteúdo do site. Épossível afirma isso ao analisar que o Google é um site de busca, os usuáriosbuscam por palavras chaves e entram nos sites indicados como possíveisrespostas (entre eles o Vida de Estudante). Ao entrarem e não encontrarem ainformação pretendida, retornam rapidamente ao Google. Isso explica o motivopelo qual o tempo médio de visitas é tão curto se comparado ao visitantesvindos do Twitter.Conforme já foi citado, as notícias publicadas no site são automaticamentetuitadas contendo o título e o hiperlink que leva ao seu conteúdo na íntegra.Por esse motivo, as visitas provenientes do Twitter são tão duradouras. Osusuários têm acesso instantâneo às informações que pretende obter, semprecisar perder tempo realizando buscas. Ele é dinâmico, sabe onde está oconteúdo que pretende acessar e vai diretamente a ele.Além das notícias publicadas no site, o @vidadeestudante também praticaretweets de mensagens enviadas por outros usuários, principalmente os perfiscoorporativos voltados para a educação, entre eles: @igeducação,@g1vestibular, @guiadoestudante, @estadaopontoedu, @vestibular, entreoutros (FIG 19).Fig 19 Disponível em: << http://tweetstats.com/graphs/vidadeestudante />>.
  50. 50. 48Com uma média de 3,3 tweets por dia, sendo 55 por mês, o @vidadeestudanteé atualmente o número 365.607, de um total de 8.033.308 perfis, no rankmundial do site www.twittergrader.com, que avaliou o usuário com a nota 95.5numa escala de 0 a 100 (FIG 20-21).Fig 20 Disponível em: << http://tweetstats.com/graphs/vidadeestudante />>.Fig 21 Fonte: www.twittergrader.com
  51. 51. 49O site www.twitaholic.com, o classificou como sendo o número 105.144 no rankmundial, e o número 1 do rank por estado, com 883 seguidores e 936atualizações (tweets), enquanto o segundo colocado tem 194 seguidores e jápublicou 1.390 atualizações, o terceiro colocado, tem 196 seguidores, com7.781 atualizações. Pode-se afirmar que, as atualizações @vidadeestudante,mesmo sendo em menor número, transmitem conteúdos de maior relevância,fazendo com que este conquiste um número maior de seguidores. Que têmcomo elo em comum o conteúdo dessas mensagens. (FIG 22-23).Fig 22 Rank mundial, disponível em <<www.twitaholic.com>>Fig 23 Rank mundial, disponível em <<www.twitaholic.com>>.
  52. 52. 50No entanto, o número de retweets que as mensagens do @vidadeestudanterecebe é pouco expressivo, apenas 33 retweets desde novembro de 2009.Esse número aparenta um insucesso se comparado com o número de tweetsque este usuário tem (944), mas ele tem como objetivo levar a informação aseus seguidores, e fazer com que estes visitem o seu site. Quanto a isto, pode-se dizer que consegue cumprir esse objetivo, haja vista que o tempo médiodessas visitas é de 03:52 minutos, tempo suficiente para que o visitante leia anotícia que ele acessou diretamente pelo hiperlink.
  53. 53. 51Considerações finaisO modelo da web 2.0 causou mudanças radicais na forma de se comunicar:todas as pessoas tem acesso à informação. Há uma interação contínua nacomunicação da sociedade, os papéis de emissor e receptor não são maisdefinidos, tem-se o modelo de comunicação “todos-todos”.Em meio a isso, o Twitter tem se mostrado uma excelente ferramenta paraesse novo modelo de comunicação, pois, através de mensagens curtas (até140 caracteres) permite que usuários enviem e recebam informação dequalquer lugar do mundo em tempo real, não é necessário nem mesmo seconectar a um computador, a ferramenta pode ser utilizada através dedispositivos móveis como celular e web móvel, assim sendo, as experiênciasvividas no mundo real são imediatamente divulgadas no mundo virtual, quasenão havendo uma diferenciação entre esses dois mundos. Um acontecimentoque se dá em certo bairro, por exemplo, é divulgado ao mundo todo em umtempo muito menor do que o necessário para se espalhar entre os moradoresdo próprio bairro através de meios tradicionais de comunicação, como TV erádio.O Ciberespaço, citado por Lévy, compreende-se na conexão de pessoas emrede através da internet, possibilitando o fluxo livre de informaçãotransformando receptores em emissores em potencial. Quando todosproduzem conhecimento, e este é compartilhado, tem-se a inteligência coletiva.A Internet funciona como um ambiente virtual onde o conhecimento humano écompartilhado por todos, não há quem julgue o que é certo ou errado, háespaço para todas as opiniões, todos os novos conceitos e teorias que vierema surgir sobre os mais diferentes temas. Os usuários tem o poder de escolher oque ele julga ser mais ou menos importante, e seleciona o conteúdo ao qualquer ter acesso, sem desrespeitar ou considerar inferior a opinião dos outros.
  54. 54. 52O estudo de caso nos mostrou que o usuário @vidadeestudante divulga emseu Twitter informações sobre educação, estágio, emprego e outros temas deinteresse dos estudantes em geral. Com uma média de 3,3 tweets por dia, eleenvia tweets com links para noticias do site www.vidadeestudante.com.br, eretweets de mensagens provenientes dos perfis voltados a educação a quemele segue, como @igeducação, @g1vestibular, @guiadoestudante,@estadaopontoedu, @vestibular, entre outros.Com o número de 890 seguidores, ele é o número 105.144 no ranque mundial,do site www.twitaholic.com, e o número 1 do ranque por estado. Esse ranque,e outros que existem espalhados pela internet, como por exemplo, owww.twittergrader.com, citado neste trabalho, avaliam os usuários de acordocom o seu número de seguidores.De acordo com Castells (2001), as redes sociais são formadas por um conjuntode nós interconectados, indivíduos de diferentes locais e pertencentes aculturas muito distintas, porém, com um interesse em comum. Os nós de umarede social são justamente esse interesse em comum entre os indivíduos, e deacordo com o autor, há uma exigência de que esses nós consigam secomunicar dentro dela, compartilhando os mesmos códigos de comunicação.A partir deste conceito, foi confirmada a hipótese de que o Twitter é um suportedigital para as redes sociais. Os seguidores do usuário @vidadeestudante sãoos indivíduos que participam desta rede social, e o conteúdo das mensagensdeste usuário funciona como nós (elos) em comum entre estes indivíduos, que,por sua vez, constroem significados, negociam e compartilham conhecimentosna busca por informações.No entanto, para tal análise, o @vidadeestudante foi estudado como umasimples fonte de informação, um nó em comum entre seus seguidores,permitindo que estes formem uma rede social. Caso ele seja inserido comoindivíduo, essa rede perderia a sua horizontalidade, passaria a ter uma
  55. 55. 53hierarquia, sendo o @vidadeestudante o indivíduo principal, quem decide ostemas a serem discutidos pelo restante do grupo.Ao ser estudado como simples fonte de informação, ele demostra ser um nóatravés no qual seus seguidores se conectam, e por sua vez, também estáconectado a outras fontes de informação (nós). Estas fontes estão interligadasa outras, que também se conectam a outros nós, conforme ilustra a figura 24.Fig 24 Disponível em: <<http://bullet.updateordie.com/>>.O Twitter é um suporte digital paras as redes sociais. Ele permite que osusuários sejam membros de várias redes ao mesmo tempo, sendo elesmesmos um elo entre estas redes. Foi possível verificado também que todas asredes encontradas no Twitter, por mais distintas que sejam, têm ao menos umponto em comum: o próprio Twitter. Ele é o suporte, ao mesmo tempo em queé o nó capaz de conectar pessoas do mundo inteiro.
  56. 56. ReferênciasAMSTEL, Fábio. Do hipertexto à hipermídia (slides). Disponível em:<http://www.usabilidoido.com.br/do_hipertexto_a_hipermidia.html>. Acesso em:03 nov. 2010.ARTFACTUM – Revista de estudos em linguagem e tecnologia. Rio deJaneiro: Rafrom. Ano II, n6 3, 2009- {citado em 05 de Ago. 2010]. Disponívelem: < http://www.rafrom.com.br >.BAUMAN, Zygmunt. Modernidade líquida. 01 ed. Trad. Plínio Dentzien. Rio deJaneiro: Jorge Zahar Editor, 2001.CARDIERE, Tarcisio – DAVENPORT, T. H. Ecologia da informação: porquesó a tecnologia não basta para o sucesso na era da informação. 01 ed.São Paulo: Cultrix, 2007.BARRETO, Aldo De Albuquerque. A transferência de informação, odesenvolvimento tecnológico e a produção de conhecimento. Informare.Rio de Janeiro, v. 1, n. 2 , p 2-10, jul/dez. 1995. Disponível em: <http://aldoibct.bighost.com.br/irformare.pdf > Acesso em 27. Ago. 2010.DAVENPORT, T. H. Ecologia da informação: porque só a tecnologia nãobasta para o sucesso na era da informação. 01 edição. São Paulo: Futura,1998.DUARTE, Jorge; BARROS, Antonio – organizadores. – Métodos e técnicas depesquisa em comunicação. 02 edição. 04 reimpressão. São Paulo: editoraAtlas, 2010.EVANS, Dave. Marketing de Mídia Social, uma hora por dia. 01 edição. Riode Janeiro, RJ, editora Atlas Books, 2009.
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