Implantação da República

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Implantação da República

  1. 1. 5 de Outubro de 1910 Implantação da República
  2. 2. Monarquia <ul><li>Portugal foi, desde a sua fundação, </li></ul><ul><li>governado por reis. A essa forma de </li></ul><ul><li>governo chama-se Monarquia. </li></ul>
  3. 3. Monarquia <ul><li>No entanto, nos finais do século XIX, havia muitas pessoas que achavam que a monarquia não era a melhor forma de governar um país: o rei reinava a vida toda. </li></ul><ul><li>Quando morria era o filho mais velho, o príncipe, que tomava o seu lugar. </li></ul>
  4. 4. Atraso do desenvolvimento agrícola e industrial O País tinha grandes dívidas E se o Rei governasse mal? Possível guerra com os ingleses… A maior parte da população vivia mal Grande agitação e falta de liberdade       Razões da Queda da Monarquia
  5. 5. O Mapa Cor-de-Rosa Portugal exigia o seu direito em ocupar os territórios compreendidos entre Angola e Moçambique – mapa cor-de-rosa O Ultimato Inglês A Conferência de Berlim decidiu que os territórios africanos pertenceriam aos países que os ocupassem efectivamente. Em 11 de Janeiro de 1890, a Inglaterra enviou ao rei D. Carlos um Ultimato: ou os Portugueses desocupavam os territórios situados entre Angola e Moçambique ou o governo inglês declarava guerra a Portugal.
  6. 6. O Governo viu-se obrigado a aceitar o Ultimato, o que provocou manifestações de descontentamento. Em 14 de Janeiro de 1890, o Partido Republicano Português organizou uma grande manifestação em Lisboa, acusando o rei D. Carlos e o Governo de terem traído os interesses dos Portugueses em África .
  7. 7. Monarquia <ul><li>Claro que estes problemas podem acontecer com qualquer governante, fosse ele um rei ou outro...No entanto, as vantagens de uma forma de governar diferente eram vistas como boas. Seria um sistema diferente: uma República. </li></ul><ul><li>A forma encontrada foi a pior – O Regicídio. </li></ul>
  8. 8. Antecedentes O atentado foi uma consequência do clima de crescente tensão que perturbava o aspecto político português. O progressivo desgaste do sistema político português, vigente desde a Regeneração , em parte devido à erosão política originada pela alternância de dois partidos no Poder: o Progressista e o Regenerador , agravou-se.
  9. 9. Nos primeiros anos do Século XX com o surgimento de novos partidos. Era esta a conjuntura quando D. Carlos se decidiu, finalmente, a ter uma intervenção activa no jogo político, escolhendo a personalidade de João Franco para a concretização do sempre falhado programa de vida nova .
  10. 10. Este, dissidente do Partido Regenerador, solicitou ao Rei o encerramento do Parlamento. Tal pedido já havia sido antes feito ao monarca pelos líderes dos dois partidos tradicionais, mas este sempre recusara, atendendo ao princípio que o rei reina, mas não governa. No entanto, D. Carlos achou chegado o momento de intervir, depositando a sua confiança no homem que julgava à altura e encerrou o parlamento – assinou a sua sentença de morte .
  11. 11. O Atentado O Rei, a Rainha e o Príncipe Real encontravam-se então em Vila Viçosa , no Alentejo , onde costumavam passar uma temporada de caça no Inverno. O infante D. Manuel havia regressado dias antes, por causa dos seus estudos como aspirante na marinha.
  12. 12. A instabilidade política e o descontentamento geral levaram D. Carlos a antecipar o regresso a Lisboa, tomando o comboio, na estação de Vila Viçosa, na manhã do dia 1 de Fevereiro. Durante o caminho o comboio sofre um ligeiro descarrilamento junto ao nó ferroviário de Casa Branca. Isto provocou um atraso de quase uma hora.
  13. 13. A comitiva régia chegou ao Barreiro ao final da tarde, onde tomou o vapor &quot;D. Luís&quot;, com destino ao Terreiro do Paço , em Lisboa, onde desembarcaram, na Estação Fluvial Sul e Sueste, por volta das 5 horas da tarde, onde eram esperados por vários membros do governo e da família real. Apesar do clima de grande tensão, o monarca optou por seguir em carruagem aberta, envergando o uniforme de Generalíssimo, para demonstrar normalidade.
  14. 14. A escolta resumia-se aos batedores protocolares e a um oficial a cavalo, Francisco Figueira Freire, ao lado da carruagem do rei. Há pouca gente no Terreiro do Paço. Quando a carruagem circula junto ao lado ocidental da praça ouve-se um tiro e desencadeia-se o tiroteio.
  15. 15. Um homem de barbas, passada a carruagem, dirige-se para o meio da rua, leva à cara a carabina que tinha escondido sob a sua capa, põe o joelho no chão e faz pontaria. O tiro atravessou o pescoço do Rei, matando-o imediatamente. Começa a fuzilaria: outros atiradores, em diversos pontos da praça, atiram sobre a carruagem, que fica crivada de balas.
  16. 16. A rainha , já de pé, fustiga-o com a única arma de que dispunha: um ramo de flores, gritando “Infames! Infames!” O criminoso volta-se para o príncipe D. Luís Filipe, que se levanta e saca do revólver do bolso do sobretudo, mas é atingido no peito.
  17. 17. A bala, de pequeno calibre, não penetra o esterno (segundo outros relatos, atravessa-lhe um pulmão, mas não era uma ferida mortal) e o Príncipe, sem hesitar, aproveitando porventura a distracção fornecida pela actuação inesperada da rainha sua mãe, desfecha quatro tiros rápidos sobre o atacante, que tomba da carruagem.
  18. 18. Mas ao levantar-se D. Luís Filipe fica na linha de tiro e o assassino da carabina atira a matar: uma bala de grosso calibre atinge-o na face esquerda, saindo pela nuca. D. Manuel vê o seu irmão já tombado e tenta estancar-lhe o sangue com um lenço, que logo fica ensopado, era tarde demais.
  19. 19. Curiosidades: A mãe de D. Carlos, a rainha Dª Maria Pia foi chamada ao Arsenal, onde encontrando-se com Dª Amélia lhe diz desolada: “Mataram-me o meu filho.”, Ao que esta respondeu: “E o meu também.”
  20. 20. Última bandeira da monarquia
  21. 21. Última bandeira da monarquia <ul><li>Este determinava que a bandeira nacional passasse a ser verticalmente bipartida de branco e azul, ficando o azul do lado do mastro; sobre o conjunto, ao centro, deveria assentar as armas nacionais, metade sobre cada cor. </li></ul>
  22. 22. Ultima bandeira da monarquia <ul><li>A bandeira para uso terrestre era igualmente bipartida de branco e azul; a para uso naval , essa sim, apresentava o azul e o branco na proporção de 1:2, um pouco à semelhança do que sucede com o actual pendão nacional português. </li></ul>Uso terrestre Uso naval
  23. 23. Ultimo Rei da Monarquia <ul><li>D. Manuel II </li></ul>O último Rei da Monarquia - D.Manuel II
  24. 24. O exílio <ul><li>O último rei foi D. Manuel II que partiu para Inglaterra com a restante família real, ficando aí a viver no exílio. </li></ul>
  25. 25. 5 de Outubro de 1910 <ul><li>A República foi proclamada dos Paços do Concelho (a Câmara Municipal) em Lisboa. A importância deste facto foi tal que se decidiu que essa data fosse um dia feriado. </li></ul>
  26. 26. República <ul><li>O primeiro presidente foi Teófilo Braga , mas foi apenas presidente do Governo Provisório até às eleições. </li></ul>
  27. 27. República <ul><li>O primeiro Presidente de Portugal eleito pelo povo foi Manuel de Arriaga . </li></ul>
  28. 28. República <ul><li>A implantação da República fez com que Portugal mudasse a sua bandeira e o seu hino para aqueles que temos actualmente e o nome da sua moeda para o escudo. </li></ul>
  29. 29. Bandeira Nacional <ul><li>A 19 de Junho de 1911, depois de se implantar a República, a Bandeira Nacional substituiu a Bandeira da Monarquia Constitucional. </li></ul>
  30. 30. E como é a nossa Bandeira?
  31. 31. Bandeira Nacional <ul><li>A Bandeira Nacional é dividida na vertical com duas cores fundamentais: verde escuro do lado esquerdo (ocupando dois quintos) e encarnado à direita (ocupando três quintos). </li></ul>
  32. 32. E as suas cores? O que significam? <ul><li>o verde , a cor da esperança e do mar, foi escolhida em honra de uma batalha onde esta cor deu a vitória aos portugueses. </li></ul><ul><li>o vermelho é uma cor de força, coragem e alegria, que representa o sangue derramado pelos portugueses; </li></ul>
  33. 33. E as suas cores? O que significam? <ul><li>Ao centro, sobre as duas cores, tem o Escudo das Armas Nacionais, e a Esfera Armilar Manuelina, em amarelo e avivada de negro. Simboliza as viagens dos navegadores portugueses pelo Mundo, nos séculos XV e XVI. </li></ul>
  34. 34. E as restantes cores, significam o quê? <ul><li>o branco representa a paz; </li></ul><ul><li>o Escudo lembra a defesa do território; </li></ul><ul><li>as Quinas , a azul, representam as primeiras batalhas na conquista do País (diz-se que são os cinco reis mouros vencidos na Batalha de Ourique por D. Afonso Henriques); </li></ul>
  35. 35. E as restantes cores, significam o quê? <ul><li>- cada quina contém cinco pontos brancos: as cinco chagas de Cristo que ajudou D. Afonso Henriques a vencer esta batalha; </li></ul><ul><li>- os sete castelos amarelos representam os castelos tornados aos mouros por D. Afonso III. </li></ul>
  36. 36. Sabes o que significa a esfera armilar ? <ul><li>Foi um símbolo que o Rei D. Manuel I escolheu para representar as descobertas marítimas. </li></ul>
  37. 37. Hino Nacional “A Portuguesa” <ul><li>Heróis do mar, nobre Povo. Nação valente, imortal Levantai hoje de novo O esplendor de Portugal! Entre as brumas da memória, Ó Pátria sente-se a voz Dos teus egrégios avós, Que há-de guiar-te à vitória! </li></ul><ul><li>Re fr ão : Às armas, às armas Sobre a terra, sobre o mar, Às armas, às armas Pela Pátria lutar, Contra os canhões marchar, marchar! </li></ul>

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