História e conceito do empreendedorismo

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Apostila sobre Empreendedorismo, origem, conceitos, teorias econômica e comportamental entre outros conteúdos para a Etec de Ibitinga

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História e conceito do empreendedorismo

  1. 1. ETEC – Ibitinga EMPREENDEDORISMO Prof. Gustavo de Souza Gabriel
  2. 2. Etimologia • Século XII – Palavra francesa ENTREPRENEURSHIP, vinda do termo ENTREPRENEUR, significava aquele que incentivava brigas. • Pessoa que conduzia projetos e empreendimentos; • Pessoas ousadas que estimulavam o progresso econômico, mediante novas e melhores formas de agir
  3. 3. História do Empreendedorismo • Século XII – Termo ENTREPRENEUR, significava aquele que incentivava brigas, após passou a significar a pessoa que conduzia projetos e empreendimentos; • Século XVII, Richard Cantillon, primeiro a definir as funções do Empreendedor, dizia que era quem comprava matéria-prima, com seu próprio capital, para depois processá-las e revendê-las, por preço a ser definido, auferindo lucro.
  4. 4. História do Empreendedorismo • Século XVIII, Jean-Baptiste Say, define o Empreendedor como alguém que inova e é agente de mudanças, dedicando-se à criação de novas empresas e seu gerenciamento. • Século XIX e XX, com a Revolução Industrial em pleno vapor, confusão entre Empreendedor e Administrador, ou seja, organizam, planejam, dirigem, controlam a empresa, mas sempre a serviço do Capitalista.
  5. 5. História do Empreendedorismo • No início do Século XX, JOSEPH SCHUMPETER, definiu-o como sendo uma pessoa com criatividade e capaz de fazer sucesso com inovações. O Indivíduo que reforma ou revoluciona o processo “criativo- destrutivo” do capitalismo, por meio do desenvolvimento de nova tecnologia ou aprimoramento de uma antiga, real papel da inovação. Agentes de mudança na Economia. • No final dos anos 60, com Kenneth Knight e Peter Drucker (o pai da administração moderna), introduziu-se o conceito de RISCO, ou seja, um empreendedor precisa arriscar em algum negócio.
  6. 6. História do Empreendedorismo • No anos 70, PETER F. DRUCKER (o pai da administração moderna), o empreendedor deve aproveitar oportunidades para criar mudanças. Os empreendedores não devem se limitar aos seus próprios talentos pessoais e intelectuais para executar o ato de empreender, mas mobilizar recursos externos, valorizando a interdisciplinariedade do conhecimento e da experiência, para alcançar seus objetivos.
  7. 7. História do Empreendedorismo • Em 1985, Gifford Pinchot, definiu o conceito de Intra-empreendedor, aquele empreendedor dentro de uma organização. • Robert Hirsch, define o Empreendedorismo como o processo de criar algo diferente e com valor, dedicando tempo e o esforço necessários, assumindo os riscos financeiros, psicológicos e sociais (ônus) e recebendo as recompensas (bônus) financeiras e pessoais.
  8. 8. História do Empreendedorismo • Com o avanço da Tecnologia no anos 70/80, criou-se na Califórnia o chamado Vale do Silício, local atual das sedes das principais empresas de Alta Tecnologia, como IBM, Microsoft, Intel, etc, sendo considerados um dos maiores pólos empreendedores do mundo.
  9. 9. História do Empreendedorismo • Nos anos 90, o conceito de Empreendedorismo começou a nortear o ensino norte-americano, com base na valorização da oportunidade e da superação de obstáculos, conectando teoria com prática.
  10. 10. Teorias do Empreendedorismo • Existem 2 Teorias acerca do Empreendedorismo: • A Teoria Econômica: Richard Cantillon, Jean Baptiste Say e Joseph Schumpeter • A Teoria Comportamental: Max Weber, David McClelland
  11. 11. Teoria Econômica • ESCOLAS DA TEORIA ECÔNOMICA: • PRECURSORA – RICHARD CANTILLON • CLÁSSICA – ADAM SMITH x JEAN-BAPTISTE SAY • NEOCLÁSSICA – KEYNES, SCHUMPETER e MARSHALL
  12. 12. Teoria Econômica • Jean Baptiste Say, considerava os Empreendedores pessoas que corriam grandes riscos, pois utilizavam seu próprio capital. • A Lei dos Mercados, também conhecida como Lei de Say, costuma ser apresentada com o seguinte enunciado: "A oferta cria sua própria procura". • Associou os Empreendedores à inovação e os via como agentes da mudança que à época estavam surgindo rapidamente.
  13. 13. Teoria Econômica • ESCOLA NEO-CLÁSSICA - ¨Schumpeteriana¨ • Compreender o papel do Empreendedor e o impacto de sua atuação na Economia • Schumpeter lançou o campo do Empreendedorismo associando-o claramente à essência da inovação.
  14. 14. Teoria Econômica • Schumpeter lançou o campo do Empreendedorismo associando-o claramente à essência da inovação. • Esta essência consiste na capacidade de percepção e no aproveitamento de novas oportunidades no mundo dos negócios, inovando o uso tradicional, fazendo surgir novas combinações daquele mesmo negócio.
  15. 15. Teoria Econômica • A sua teoria do desenvolvimento econômico baseia- se na premissa que o sistema econômico de oferta e procura encontra-se em situação de equilíbrio e que o empreendedor tende a romper esse equilíbrio através da inovação. • O Empreendedor como o ser que promove a inovação, sendo essa radical, na medida em que destrói e substitui esquemas de produção operantes - Conceito de Destruição-Criativa.
  16. 16. Teoria Econômica • O Economista Kirzner (1973) desenvolveu uma teoria acerca do Empreendedorismo, na qual, a economia era desbalanceada e o empreendedor era a pessoa que identificava estes desequilíbrios e os explorava tendendo a trazer o processo para o equilíbrio. • Os Empreendedores eram capazes ainda de estimular a demanda de mercado através da persuasão, podendo criar assim um desequilíbrio adicional ao mercado.
  17. 17. Teoria Econômica • Logo, verifica-se que Schumpeter e Kirzner atribuem papéis diferentes ao Empreendedor, • para Schumpeter ação empreendedora leva ao desequilíbrio devido à inovação; • já para Kirzner, essa mesma ação é que garante o equilíbrio econômico.
  18. 18. Teoria Econômica • A introdução de uma inovação no sistema econômico é chamada de “ato empreendedor” e é realizada pelo “empresário empreendedor”, visando a obtenção de um lucro. • O lucro é o motor de toda a atividade empreendedora, mas lucro não como a simples remuneração do capital investido, mas como o “lucro extraordinário”, isto é, o lucro acima da média exigida pelo mercado para que haja novos investimentos e transferências de capitais entre diferentes setores.
  19. 19. Teoria Econômica - Inovações que alteram o Estado de Equilíbrio: • a introdução de um novo bem no mercado; • a criação de um novo método de produção; • a criação de um novo método de comercialização de mercadorias – novo mercado; • a conquista de novas fontes de matérias-primas, • a alteração da estrutura de mercado vigente, como a quebra de um monopólio.
  20. 20. Teoria Econômica • 03 condições para que uma inovação seja realizada: • que em um determinado período existam novas e mais vantajosas possibilidades do ponto de vista econômico privado, numa indústria ou num setor de indústrias; • acesso limitado a tais possibilidades, seja devido a qualificações pessoais necessárias, seja por causa de circunstâncias exteriores; • e, uma situação econômica que permita um cálculo de custos e planejamento razoavelmente confiável, isto é, em uma situação de equilíbrio econômico.
  21. 21. Teoria Comportamental • Especialistas do Comportamento Humano: - Psicólogos; - Psicanislitas; - Sociólogos; - Antropólogos, entre outros
  22. 22. Teoria Comportamental • O objetivo é ampliar o conhecimento sobre MOTIVAÇÃO E O COMPORTAMENTO HUMANO, a fim de identificar e analisar o PERFIL DO EMPREENDEDOR
  23. 23. Teoria Comportamental • Max Weber, identificou o sistema de valores como um elemento fundamental para a explicação do comportamento empreendedor. • Os Empreendedores eram visto como inovadores, pessoas independentes cujo papel de liderança nos negócios inferia (atribuía) uma fonte de autoridade formal.
  24. 24. Teoria Comportamental • Os Comportamentalistas pressupõem que o sistema de valores constitui o eixo principal do desenvolvimento social e econômico, considerando o Empreendedor o ator principal desse processo. • Estudam os traços pessoais e atitudes do Empreendedor na tentativa de encontrar a motivação do Empreendedorismo.
  25. 25. Teoria Comportamental • O Empreendedor é alguém que exerce controle sobre uma produção que não seja só para o seu consumo pessoal, ou seja, um executivo de uma empresa é um empreendedor – conceito amplo. • Nunca fez qualquer ligação entre a necessidade de autorrealização e a decisão de começar, possuir ou gerenciar um negócio.
  26. 26. Teoria Comportamental • McClelland aborda o Empreendedor a partir de uma perspectiva comportamental evidenciando suas características psicológicas, permitindo traçar um Perfil do Empreendedor. • Tal perfil caracteriza o Empreendedor como autônomo e dotado de iniciativa, com intuição e amor pelo seu trabalho, estando continuamente em busca de realização profissional e pessoal.
  27. 27. Teoria Comportamental • A motivação é a principal característica do Empreendedor, sendo essa fundamentada em três necessidades básicas do ser humano: • Necessidade de Realização; • Necessidade de Afiliação; • Necessidade de Poder.
  28. 28. Teoria Comportamental • Necessidade de Realização - o indivíduo busca continuamente a superação de seus limites. É uma característica própria de pessoas que costumam estabelecer metas passíveis de serem realizadas durante sua vida, ainda que tais metas os coloquem em situações de competição. • Essa constitui a primeira necessidade encontrada entre empreendedores de sucesso, apresentando os seguintes indicadores comportamentais: • superação do padrão de excelência, • utilização de técnicas de feedback e • resolução de questões problemas que constituem obstáculos.
  29. 29. Teoria Comportamental • Necessidade de Afiliação - o indivíduo mostra-se interessado em estabelecer, manter ou restabelecer relações emocionais positivas com demais pessoas. Essa necessidade apresenta como indicadores comportamentais o estabelecimento de relações de amizade, preocupação com o bem estar das pessoas em seu ambiente de trabalho e desejo de integrar um grupo.
  30. 30. Teoria Comportamental • Necessidade de Poder - o indivíduo centra-se em exercer autoridade sobre os outros. Essa necessidade pode ser identificada pela observação dos seguintes comportamentos: • Capacidade de despertar reações de caráter emocional nas demais pessoas, • Habilidade para executar tarefas, pressupõe exercício de comando, preocupação com a posição social e reputação.
  31. 31. Teorias • Econômica: • Análise da Inovação • Cantillon, Say, Schumpeter • Comportamental: • Análise do Perfil do Empreendedor • Weber, McClelland
  32. 32. Característica do Empreendedor • Principais características de um Empreendedor: - Iniciativa; - Visão; - Coragem; - Firmeza; - Decisão; - Atitude de Respeito Humano; - Capacidade de Organização e Direção.
  33. 33. Empreendedorismo • Tomamos diariamente inúmeras DECISÕES. • Os processos de decisão não são simples, objetivos e eficientes como deveriam ser, pois, se a intuição está de um lado; a análise racional está do outro.
  34. 34. Empreendedorismo • Cohen estabeleceu oito estilos de decisão: • Intuitivo: tenta projetar o futuro, com perspectiva ao médio e do longo prazo, imaginando o impacto dessa ação. • Planejador: situa-se onde está e para onde se deseja ir, com planejamento e tendo um processo de acompanhamento, adequando à realidade sempre que for necessário. • Perspicaz: diz que além da percepção é necessário conhecimento.
  35. 35. Empreendedorismo • Objetivo: sabe qual o problema a ser resolvido. • Cobrador: tem certeza das informações, vê a importância de medir e corrigir quando o resultado não foi o decidido. • O Mão–na–massa: envolve-se pessoal e diretamente, acredita em grupos para estudos multidiciplinares.
  36. 36. Empreendedorismo • Meticuloso: junta opiniões de amigos, especialistas, funcionários, tentando se convencer da solução a encontrar. • Estrategista: decide cumprir sua estratégia de crescimento, tendo percepção do que resolver. Diagnostica o problema para encontrar a solução e sua resolução com eficácia.
  37. 37. Empreendedorismo • As características comuns que se encontram no empreendedor que fez uma escolha são difíceis para listar com precisão. Elas se referem: • Necessidades; • Conhecimentos; • Habilidades; • Valores.
  38. 38. Empreendedorismo • Existem necessidades que se referem a conhecimentos, por exemplo: • Aspectos técnicos relacionados a negócios; • Experiência na área comercial; • Escolaridade; • Formação complementar; • Experiência em organizações; • Vivência com situações novas.
  39. 39. Empreendedorismo • Existem também as necessidades que se referem aos valores existenciais, tais como: • Estéticos; • Intelectuais; • Morais; • Religiosos.
  40. 40. Empreendedorismo • As Habilidades de um Empreendedor podem ser classificadas em 3 áreas: • Técnicas; • Gerenciais; • Pessoais;
  41. 41. Empreendedorismo • Técnicas: • Saber escrever; • Ouvir as pessoas; • Captar informações; • Ser organizado; • Saber liderar; • Trabalhar em equipe.
  42. 42. Empreendedorismo • Gerenciais: Incluem as áreas envolvidas na criação e gerenciamento da empresa, como: • Marketing; • Administração; • Finanças, • Operacional e produção; • Tomada de decisão, planejamento e controle.
  43. 43. Empreendedorismo • Pessoais: • Disciplinado; • Assumir riscos • Inovador, ousado, persistente; • Visão e iniciativa; • Coragem, humildade e paixão pelo que faz.
  44. 44. Razões do Empreendedorismo • O empreendedorismo busca a auto-realização de quem utiliza este método de trabalho, estimulando o desenvolvimento como um todo, apoiando a pequena empresa, ampliando a base tecnológica, criando novos empregos e mercados consumidores.
  45. 45. Empreendedorismo • Algumas diferenças dos 3 personagens que correspondem a papéis organizacionais: • a) o Empreendedor, que transforma a situação mais trivial em uma oportunidade excepcional, é visionário, sonhador; o fogo que alimenta o futuro; vive no futuro, nunca no passado e raramente no presente; nos negócios é o inovador, o grande estrategista, o criador de novos métodos para penetrar nos novos mercados; • b) o Administrador, que é pragmático, vive no passado, almeja ordem, cria esquemas extremamente organizados para tudo; • c) o Técnico, que é o executor, adora consertar coisas, vive no presente, fica satisfeito no controle do fluxo de trabalho e é um individualista determinado.
  46. 46. Partes Caracte- rísticas Gerente Empreendedor Intra-empreendedor Motivação Poder Liberdade de ação, Auto-motivação Liberdade de ação e recompensa Organizacional Atividades Delega a sua autoridade Arregaça as mangas, Colabora com os outros Delega mas colabora Competência Administração, Política Negócios, Gerência e Política Empreendedor com mais habilidade Política Interesses Acontecimentos internos da empresa Tecnologia e mercado Dentro e fora da empresa, mercado Erros Evitar erros Aprendizagem com erros Erros são evitados, mas aprende-se com eles Decisões Interage do assunto para depois delegar Visão e decisão própria, Ação versus Discussão Fundamentação Sistema Burocracia o satisfaz Se o sistema não o satisfaz, constrói o seu Acomoda-se ou provoca curto-circuito Relações Hierarquia Negociação Hierarquia "amiga"
  47. 47. Síndrome do Empregado • O termo Síndrome do Empregado nasceu com o personagem "Seu André" do livro O Segredo de Luísa do autor Fernando Dolabela. • Seu André preocupado em explicar a ineficácia de grande parte dos empregados da sua indústria, disse: "eles estão contaminados com a síndrome do empregado".
  48. 48. Síndrome do Empregado • A síndrome do empregado designa aquele: • Desajustado e infeliz, com visão limitada; • Dificuldade para identificar oportunidades; • É dependente, no sentido que necessita de alguém para se tornar produtivo; • Sem criatividade;
  49. 49. Síndrome do Empregado • Sem habilidade para transformar conhecimento em riqueza, descuida de outros conhecimentos que não sejam voltados à tecnologia do produto ou a sua especialidade; • Dificuldade de auto-aprendizagem; • Não é auto-suficiente, exige supervisão e espera que alguém lhe forneça o caminho;
  50. 50. Síndrome do Empregado • Domina somente parte do processo, não busca conhecer o negócio como um todo: a cadeia produtiva, a dinâmica dos mercados, a evolução do setor; • Não se preocupa com o que não existe ou não é feito: tenta entender, especializar-se a melhorar, somente no que já existe;
  51. 51. Síndrome do Empregado • Mais faz do que aprende; • Não se preocupa em formar sua rede de relações, estabelece baixo nível de comunicações; • Tem medo do erro, não trata como uma aprendizagem;
  52. 52. Síndrome do Empregado • Não se preocupa em transformar as necessidades dos clientes em produtos/serviços; • Não sabe ler o ambiente externo: ameaças; • Não é pró-ativo (expressão que indica iniciativa, vontade própria e espírito empreendedor).

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