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Leituras sintomais-e-ensino-de-arte-contemporanea1

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Leituras sintomais-e-ensino-de-arte-contemporanea1

  1. 1. 5ª Semana de Licenciatura “O Princípio Investigativo na Educação” 27 a 30/08/2008 ISSN 1982-0674 Centro Federal de Educação Tecnológica de Goiás – Unidade de Ensino de Jataí LEITURAS SINTOMAIS E ENSINO DE ARTE CONTEMPORÂNEA: INTERFACES ARTE E PSICANÁLISE. Marcio Pizarro Noronha – marcpiza@terra.com.br; marcio.pizarro@hotmail.com CAJ – UFG / EMAC - PPG MÚSICA / FCHF - PPG HISTÓRIARESUMO: Este paper apresenta os aspectos teórico-metodológicos de umapesquisa que privilegia relações entre arte, história e psicanálise, no estudo dacriação e do processo criativo. Trata da leitura sintomal de textos, livros, diários,correspondências, manuscritos e outros materiais escritos por artistas envolvidos emprocessos de criação visual, sonora e audiovisual. Privilegia-se o mapeamento e aprodução contemporânea com enfoques para termos da modernidade e seus atores.Imagens e sons são observáveis do ponto de vista das relações intertextuais e ocruzamento da pesquisa histórica (e teórica) com a pesquisa no campo daetnografia, da clínica e da produção poética é privilegiada. Nestes termos, o trabalhoprocura discutir questões em torno da metodologia da produção de audiovisuais eregistros documentais de processos de pesquisa em poéticas contemporâneas.PALAVRAS-CHAVE: leitura sintomal, arte contemporânea, processos criativos eensino de arteI - Introduzindo o singular no método. Da psicanálise e da arte e algumastópicos para uma história. Eu poderia começar este texto com duas afirmações conhecidas do “ditopopular”. A primeira afirma que “cada caso é um caso” e isto me serve para pensarnos dois lugares nos quais me encontro enquanto sujeito desta enunciação, dizendoalgo tanto do lugar em/na arte quanto do lugar em/na clínica. A segunda tornou-seminha conhecida quando dos Seminários de Pesquisa, durante o período doMestrado em Antropologia. Feito uma espécie de lema do pesquisador de campo,afirma que “na prática a teoria é outra”, o que remete novamente a lógicasposteriores de minha inserção na vida acadêmica, seja pelo viés da clínica(psicanalítica e a função da escuta), seja pelo viés da arte enquanto produçãopoética, invenção, criação artística. Estas preocupações iniciais, oferecidas ao leitor,visam determinar a importância, no momento de produção desta escrita, destasduas formas de experiência. De um lado, a clínica psicanalítica ensina ao analista 5ª Semana de Licenciatura “O Princípio Investigativo na Educação” 27 a 30/08/2008 - ISSN 1982-0674 Centro Federal de Educação Tecnológica de Goiás – Unidade de Ensino de Jataí
  2. 2. 5ª Semana de Licenciatura “O Princípio Investigativo na Educação” 27 a 30/08/2008 ISSN 1982-0674 Centro Federal de Educação Tecnológica de Goiás – Unidade de Ensino de Jataíque todo o arsenal teórico e ferramental estão postos a serviço da singularidade dosujeito do desejo que deve nascer neste setting1. Nesta invenção do estilo doanalista, reconhece-se, um processo artístico (de criação), que inventa o sujeito daanálise e o sujeito analista, dentro da relação. Isto implica o entendimento de queseja um objeto este é demarcado por sua condição relacional2. Na arte, a criação convoca a um procedimento de pesquisa que, ao percebera presença de uma metodologia operacional, ou seja, um método que atinge umobjeto em ação, um método que é também um fazer, que inventa um produto que éuma invenção do método (a metodologia de trabalho e suas técnicas privilegiadasdeterminando as resultantes, seja na produção de objetos, seja na produção deforças) e, ao mesmo tempo, intervenção do processo e dos objetos experimentais nométodo. O método da pesquisa em arte assemelha-se à pesquisa no campo clínicopelo modo como a metodologia deve estar contida nas operações que as práticaspropiciam – seja a da prática da clínica, seja a da prática do artista em seu ofícioinvestigativo -, produzindo um objeto que resulta da inter-relação entre uma reflexãometa-teórica (conceitos, métodos, ferramentas de trabalho, técnicas) e a instalaçãodo lugar de trabalho (campo, setting, ateliê, estúdio, etc)3.1 Fabio Herrmann no livro Clínica Psicanalítica – A Arte da Interpretação (São Paulo: Brasiliense,1991) propõe que devemos pensar na psicanálise enquanto um sistema para aprender a pensarclinicamente, no qual o campo da psicanálise é afetado continuamente pelas relações que nele seestabelecem a cada cena nova de um paciente. Os conceitos são operações entre os conceitos demetapsicologia freudiana (e de outras referidas a Freud) e o que nasce a partir de cada relação.Portanto, o modo como um analista acede ao método consiste no estilo do analista. O estilo de clínicanão é apenas a adoção de um referencial teórico – Freud, Freud-Jones, Freud-Klein, Freud-Lacan,etc. – pois isto, segundo Herrmann corresponde apenas ao momento de adesão do analista ao estiloinconsciente do grupo de formação. Para tornar-se analista é necessária uma apropriação e odesenvolvimento do corte auto-reflexivo, como nos explica o autor. Nestes termos, a constituição deum estilo é a seleção, dentro do que somos daquilo que queremos ser.“Na clínica psicanalítica, o estilo vem da sedimentação e da depuração. Influências sucessivas de professores,de leituras, de modelos vários, mesmo de pacientes, vêm dispor-se como camadas sucessivas que, primeiro,devemos acolher numa quase passividade. Só depois que as mais básicas delas se consolidaram é que estamosaptos a nos deixar cobrir pelas seguintes. E só bem depois, quando diversos níveis de estratificação já sesuperpõem, uma espécie de corte auto-reflexivo revela-nos quem somos, como nos formamos. Esse é odelicado momento de selecionar, dentre tudo o que somos, o que queremos ser na clínica, depurando certasinfluências, rejeitando outras, imitando cautelosamente aquilo que de mais precioso já possuímos em nossorepertório. É isso mesmo: o clínico só pode legitimamente imitar o que já é seu.” (HERRMANN, 1991: 13)2 Questões referentes ao tema do estilo na história são de suma importância nos trabalhos deHayden-White e de Peter Gay, cuja freqüentação à Freud, permite também a escrita de uma históriade um ponto de vista psicanalítico freudiano, na leitura da instalação não apenas de formas da vidaprivada em face do mundo público (leitura político-social e comunicacional) bem como dos estados dosentimento e da educação dos sentidos e das emoções socialmente compartilhadas. Questões dessaordem também são encontradas nos estudos sobre o narcisismo de Christopher Lasch.3 Na atualidade, esta perspectiva do lugar demarcado como sendo um espaço pré-fixado e projetadose modifica, tanto nas modelagens novas da clínica quanto na redefinição do que seja o espaço detrabalho do artista, nem sempre acontecendo como sendo o espaço físico do ateliê. A formalizaçãodo espacial é integrada a uma nova condição temporal, transformando as relações temporais em 5ª Semana de Licenciatura “O Princípio Investigativo na Educação” 27 a 30/08/2008 - ISSN 1982-0674 Centro Federal de Educação Tecnológica de Goiás – Unidade de Ensino de Jataí
  3. 3. 5ª Semana de Licenciatura “O Princípio Investigativo na Educação” 27 a 30/08/2008 ISSN 1982-0674 Centro Federal de Educação Tecnológica de Goiás – Unidade de Ensino de Jataí Se há ciência nisto, como diz Herrmann, ela é resultante de uma açãoconstante do próprio fazer, do próprio ofício. Só se constitui o objeto na sua feitura,ou seja, nos termos de uma poiesis – construção – propriamente dita. E eis entãoque temos confirmadas as simples idéias de que “cada caso é um caso”, nãoapenas por afirmação da particularidade, mas pelo fato de que em cada caso o jogoteórico é confrontado e revisado, sendo reescrito, pois, “na prática (no oficio), ateoria passa a ser outra”, na medida em que a teorização está sendoconstantemente refeita ou reinventada nas combinações-contaminações que osobjetos – de um lado, eminentemente psíquicos, e, predominantemente “amálgamasartísticos”, de outro – acaba por promover4. Diante dos objetos de estudo a que me dedico, em artes, presto atenção aosmodos como em cada um deles várias cadeias de história da arte estão sendorealizadas e inventadas, tomando a história enquanto particularidade esingularidade5. Portanto, para realizar uma escrita – histórica - que se desenvolve norumo dessa poética, a opção é a do desenvolvimento de um texto que persista, emseu modelo de produção, numa forma particular e entrecruzada de enunciadosatravessados por uma (des)ordem clínica (subjetivo, singularidade), por um registrona forma de diários de cunho etnográfico (observações, descrições) e uma formapoética não-narrativa, criando um exercício de distanciamento pela via desteconstructo artístico e provocando o leitor a acompanhar a leitura da produçãosintomal no decorrer do texto. Esta leitura sintomal é afeita à produção subjetiva. Apropriando o tema para oensino de arte e de arte contemporânea, o trajeto investigativo da linguagem visapromover um encontro com aquilo que Pierre Fedida denomina de palavra poiética –no despedaçamento das representações. Os registros sintomais são asultrapassagens da dimensão comunicativa e intersubjetiva para ir ao encontro (ou deencontro) à Coisidade sensorial das palavras (Fedida). A apropriação da história quedeve ser posta a serviço da ruptura com o sentido da informação, substantivando osacontecimentos como condição de um passado de invenção de linguagem. Nestestopois para o “acontecimento” do trabalho do artista – como nas interfaces, na web-art ou nos trajetosda vida cotidiana e em meios urbanos (intervenções urbanas e modos de viver).4 Há uma diferença preponderante entre arte-clínica e ensino. O ensino, em sua grande maioria,trabalha na perspectiva da modelização (figuras do Ideal). A arte e a clínica tratam, em sua grandemaioria, de batalhas e invenções.5 Este é o exercício que promove as dimensões investigativas de propostas intertextuais eintervisuais. 5ª Semana de Licenciatura “O Princípio Investigativo na Educação” 27 a 30/08/2008 - ISSN 1982-0674 Centro Federal de Educação Tecnológica de Goiás – Unidade de Ensino de Jataí
  4. 4. 5ª Semana de Licenciatura “O Princípio Investigativo na Educação” 27 a 30/08/2008 ISSN 1982-0674 Centro Federal de Educação Tecnológica de Goiás – Unidade de Ensino de Jataítermos, nada mais enganoso que o princípio da narratividade (a saída narrativa). A“memória infantil” é mais uma poiética do que uma prosa. Aqui, evoca-se a ciência e a arte e uma aproximação entre ambasconvocadas pela psicanálise, disciplina de vocação multi- e interdisciplinar, para umsobrevôo e ultrapassagem de fronteiras, na direção do universo criativo,caracterizando este universo de pesquisa que tenho tratado no decorrer dos últimosanos – de 1998 / 1999 para cá – onde a intertextualidade não está tramada apenasno campo dos objetos de observação – objetos artísticos -, mas também se fazpresente nas correlações entre a arte, a filosofia, a psicanálise e as ciências. A clínica psicanalítica é o espaço privilegiado de investigação prática que é indissociável da teoria. Este vínculo é o que designa o campo psicanalítico como lugar onde se encontram amalgamados os dois processos: uma investigação particular, referida à singularidade do sujeito do desejo inconsciente, e outra, que se constitui em uma produção teórica a partir de cada caso e que vai interrogar a rede conceitual psicanalítica, operando no domínio argumentativo e buscando introduzir pensamentos diferenciais. (FRANÇA, 1997: XXI) A referência ao campo clínico, nestes termos, como já vimos, é fundamental.Enquanto disciplina gestada na ordem moderna dos saberes, a psicanálise instalouum lugar de saber que reúne o particular-singular (hoje, por vezes, chamado emdiscursos epistemológicos, de subjetivo) com uma meta-teoria da clínica (a formaçãode uma rede conceitual que designa o corpus da psicanálise). Em termosabrangentes, o Prefácio de Horus Vital Brazil ao livro Psicanálise, Estética e Éticado Desejo demonstra o lugar ocupado pela clínica e uma produção deconhecimento que parte desta relação. Para ele, numa denominação da psicanáliseenquanto uma ciência, esta se daria sob a forma das conjecturas, das elocubrações,das probabilidades, onde conceitos são instrumentos ou ferramentas para umaargumentação sujeita a um lugar empírico – o setting psicanalítico – no qual umapráxis se estabelece6. Assim, como diz a citação acima, a prática é verdadeiramenteprática teorizante que deve se oferecer ao psicanalista não como Weltanschaung(visão de mundo) que seria prescrita tanto ao analista como ao paciente, masjustamente como uma incompletude e, portanto, em termos de uma metodologia detrabalho (e de pesquisa), numa metodologia que se abre a alteridade, à metáfora, ao6 Por via distinta Fedida enuncia a problemática da formação como integrando um lugar no interior daclínica. É dessa experiência que se produz uma teoria e uma prática. Desse modo e desse lugar deinvenção poiética é que se enuncia problema comum ao analista e ao artista, o impossível do relatonarrativo e o modo de trabalhar na anamnese (Freud), como se tratando sempre de um lembrarremontando. 5ª Semana de Licenciatura “O Princípio Investigativo na Educação” 27 a 30/08/2008 - ISSN 1982-0674 Centro Federal de Educação Tecnológica de Goiás – Unidade de Ensino de Jataí
  5. 5. 5ª Semana de Licenciatura “O Princípio Investigativo na Educação” 27 a 30/08/2008 ISSN 1982-0674 Centro Federal de Educação Tecnológica de Goiás – Unidade de Ensino de Jataíenigma, ao jogo do valor propriamente dito. Vital Brazil mostra como estacontribuição desconstrutiva tem seus inícios no discurso psicanalítico7. E contribui decisivamente para a desconstrução do logocentrismo, para a subversão da concepção clássica do sujeito (Lacan) e a substituição de um esquema cognitivo, que dava uma soberania à razão discursiva, descobrindo que o ideal de unidade do evolucionismo, que negava a alienação como um fato de origem e não reconhecia o Eu pronominal, fenomênico, como sendo “irremediavelmente alienante”, se recusava à dialética e pensava a história da humanidade em termos de uma progressiva emancipação da natureza, é mais um fracasso da razão que se queria monológica, presa a uma ideologia de totalização do conhecimento e absolutamente identificada com a consciência (VITAL BRAZIL, in: FRANÇA, 1997: XIII-XIV) Se esta afirmativa pretende encadear a psicanálise nas suas relações – e nasua provocação ao mal-estar – do campo das ciências positivas, permite-se aindaum empreendimento que reúne Freud-Lacan-fenomenologia e estruturalismo nasformas de uma razão simbólica e Freud-Lacan-desconstrução e pós-estruturalismonas críticas filosóficas ao logocentrismo somadas a uma crítica de política (e depolítica textual) ao falocentrismo da/na linguagem (Derrida). Por outro lado, as relações entre psicanálise e arte também ganhamconsistência pela via do campo clínico. Tal como diz o psicanalista Michel deM’Uzan, um psicanalista apegado ao campo clínico acabará por se defrontar com osgrandes temas abstratos da arte e da morte. Em consonância a outros autoresadvindos da clínica psicanalítica, M’Uzan, como os mais contemporâneos GeorgesDidi-Huberman e Darian Leader, reconhecem que toda estética e toda a teoria,ambas, falham ao tentar atingir a arte8. M’Uzan diz que isto se deve ao problema do7 Remeto às leituras de Jacques Derrida e seus intercursos na psicanálise. Nestes termos ver:DERRIDA, J. A escritura e a diferença. São Paulo: Perspectiva, 1971; DERRIDA, J. Estados-da-almada psicanálise. O impossível para além da soberana crueldade. São Paulo: Escuta, 2001; DERRIDA,J.; ROUDINESCO, E. De que amanhã: diálogo. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2004. Estasquestões são examinadas com profundidade no texto de MAJOR, René. Lacan com Derrida. Rio deJaneiro: Civilização Brasileira, 2002. Para uma abordagem aplicada ver também NORONHA, MarcioPizarro. “A masculinidade em cena ou encena” in: Diversos autores. Masculinidade em crise.Comissão de Aperiódicos da APPOA. Porto Alegre: APPOA, 2005.8 É a falha em se dizer o impossível. Então, o que se convoca na clínica e no ateliê do artista éjustamente a potência poiética,um ir na fonte das linguagens, para tornar visível, audível e legíveleste impossível. O traçado não representa antes mesmo de construir algo da especificidade do traço– e do rastro. Desse modo, o criticável em modelos do ensino no processo criativo é o de transitarantecipadamente o devir em representado (representação), tomando a comunicação como modelopara a arte e para a clínica. O que é promovido é uma ruptura no sentido da comunicação, quebrandoa alta via de informação (o fluxo), evocando algo para aquém da intersubjetividade (e dos princípiosinterpretativos). A comunicação deve ser isolada e introduzida no seu lugar o sintoma (a formaçãosintomática). A linguagem em clínica psicanalítica e em arte (no espaço de um ensino de ateliê) nãose dá na fala instrumentalizadora, meio de realizar uma operação intersubjetiva. Muito antes pelocontrário, tal como enuncia Fedida, a incomunicabilidade abre o espaço para esvaziar a fala do seu 5ª Semana de Licenciatura “O Princípio Investigativo na Educação” 27 a 30/08/2008 - ISSN 1982-0674 Centro Federal de Educação Tecnológica de Goiás – Unidade de Ensino de Jataí
  6. 6. 5ª Semana de Licenciatura “O Princípio Investigativo na Educação” 27 a 30/08/2008 ISSN 1982-0674 Centro Federal de Educação Tecnológica de Goiás – Unidade de Ensino de Jataídom e a incapacidade para, tanto a estética quanto a psicanálise, darem conta destefenômeno. Leader afirma: Quando nos deparamos com alguma afirmação sobre “pintura” ou “escultura” que pareça duvidosa, nossa primeira reação poderia ser pensar num contra-exemplo, a imagem de alguma obra de arte que resista à generalização do autor. E, no entanto, isso não nos mostra que todos nós possuímos um catálogo de imagens latentes, exatamente no mesmo sentido em que o autor, ao efetuar uma observação sobre “pintura”, poderia estar pensando em obras feitas por ninguém mais, exceto Cézanne? Quando lemos sobre “arte”, isso pode nunca ter o significado de “toda a arte”, devido precisamente à existência de um tal estoque de imagens latentes. E essa é uma razão pela qual as teorias de arte nunca funcionam. Pensar sobre arte talvez envolva justamente essa série de fricções, em que cada um de nós produz contra-exemplos e refutações. [...] (LEADER, 2005:8) E, ainda mais, voltando a M’Uzan e a França, acima citados, ambosreconhecem uma dimensão estética da palavra freudiana e uma forte aproximaçãodas formas de produção de saberes em psicanálise e em arte. O psicanalistafunciona, na maioria das vezes, tal como o artista. A singularidade de ambas aspráticas combinada aos modos do funcionamento do lugar da teoria nesta prática –da clínica, do ateliê, do treinamento, etc. – enfocam este duelo entre uma práticaque produz sua teoria e um universo de conceitos que são operadores simbólicos eferramentas de trabalhos (técnicas psicanalíticas, técnicas artísticas) a seremrecriados e problematizados no campo empírico, tendo como princípio a atençãoflutuante do analista e a própria flutuação do artista, traduzindo-se em estados ondeuma comoção da identidade subjetiva (edípica) sofre seus acidentes de percurso ese põe num estado derivativo. Pues esos momentos em los que el Yo y el no-Yo intercambian tan facilmente su lugar entranan uma considerable ampliación de la experiência, gracias a la cual el individuo puede consumar su integración pulsional y alcanzar de esta forma su fondo más auténtico. Lejos de ser meros sintomas, son la mejor oportunidad que puede ofrecérsele a um ser de escapar a las identificaciones extrañas a su verdade, o dicho de otro modo, de construirse a sí mismo, por sí mismo, sin riesgo de falsificación. Si he de atenerme a la prueba de una experiência clínica, es paradójicamente cuando el individuo no tiene miedo a deshacerse cuando tiene más posibilidades de llegar a ser realmente lo que es. [...] para mí, el aparato psíquico, inacabado por naturaleza, no cesa de construirse y de remodelarse hasta la muerte. [...] Em cualquier ocasión en que se produzcan – y muchas cosas me inclinan a pensar que tienen mucho que ver con una experiencia de la naturaleza del duelo – considero estassentido habitual, assim como para esvaziar as imagens de suas convencionalidades. Então, “ensinar”aqui é, mais frustrar expectativas (sem ignorar a regulação sensível do outro), para que o convocadoà auto-investigação realize o “salto tigrino” benjaminiano, o “salto no escuro”, tal como o exercício dedançar na escuridão – parafraseando dancing in the dark. 5ª Semana de Licenciatura “O Princípio Investigativo na Educação” 27 a 30/08/2008 - ISSN 1982-0674 Centro Federal de Educação Tecnológica de Goiás – Unidade de Ensino de Jataí
  7. 7. 5ª Semana de Licenciatura “O Princípio Investigativo na Educação” 27 a 30/08/2008 ISSN 1982-0674 Centro Federal de Educação Tecnológica de Goiás – Unidade de Ensino de Jataí vacilaciones del ser como momentos fecundos, es decir, los instantes más autênticos de la inspiración. Lo mismo que la “captación” del escritor, que es de hecho uma descaptación de su persona, es aquello que convierte a la obra proyectada em tarea imperiosa y le comunica las fuerzas que necesita para tomar forma e individualizarse, del mismo modo, es en general en los estados situados fuera de limites, en los que el verbo “edípico” deja de conjugarse, en los que el ser puede encontrar aquello que le hará convertirse a sí mismo em obra a realizar. (M’UZAN, 1977: 9-11) Vários encontros aqui são possíveis e já ocorrem. Na pesquisa histórica e, emmeu caso particular, na pesquisa em História da Arte, uma vertente importante desteencontro é dada, num lugar fora da psicanálise, mas por ela contaminado – nopensamento de Walter Benjamin. Nos termos mais gerais da História (e de umaTeoria da História), por exemplo, seguindo a lógica proposta por Freud-M”Uzan, aestruturação psíquica edípica apenas conhece uma história ordenada na forma dereconstrução do passado, sustentada em mecanismos de exclusão (apagamento) ede invenção. Nestes termos, toda a história oficial do sujeito – como toda a históriaoficial da cultura e de uma sociedade – são formações inconscientes edipianizantes,na medida em que se sustentam, por conta de uma estruturação narrativa deexclusão de suas outras versões9. Um ponto de vista clínico (psicanalítico) e da investigação poética (dosartistas) não permite sustentar ao infinito tal teorização. Uma história inventada éuma sobrevida aos escombros daquilo que faz parte de seu conteúdo latente. AHistória acaba por ter a forma de uma novela, um modo romanesco defuncionamento, onde tudo pode ser refeito, mas não repetido identicamente. Oumelhor, a repetição existe no princípio do remake, onde repetir é refazer diferente,ou melhor, fazer o Mesmo de modo que a cada vez surja o Diferido, como procura9 No artigo “Esquecer? Não: In-quecer”, Renato Mezan retoma uma leitura metafórica de Habermas,das relações entre História e Psicanálise, no que diz respeito ao tema da memória e doesquecimento. Para o filósofo alemão, o psicanalista promove o entendimento cicatrizante dopassado ou o domínio do passado sob a forma de um fantasma não redimido – algo aos moldes doanjo da história de Walter Benjamin. A rememoração teria a função social de fazer do passado algopresente. Para Mezan, as questões da memória e do esquecimento histórico dizem respeito aotrabalho de luto, tanto individual quanto coletivo. Nestes termos, uma história inventada não permiteapenas o esquecimento de algo bem como a estabilização de certas coisas a serem lembradas etomadas como verdadeiras. O passado seria algo estabilizado e feito uma narrativa temporalmentesituada. Para a psicanálise, o passado é sempre atual, pois se revela sempre enquanto inscriçãopsíquica atualizada em formas diferentes. Esquecer, portanto, cair ativamente para fora de uma certamemória, não pode ser superado ou contrastado, por uma atitude de recordação (rememoração), jáque está memória é constituída pela própria ordem ativa do esquecimento. A memória restante a serrecordada já é ela própria o fruto do esquecimento (tal como em Freud, Nietzsche reconhece estepoder ativo e não passivo do esquecimento). Seria então a rememoração a função passiva daatividade do esquecimento? E o que poderia ser então seu oposto? Mezan determina aqui a açãooposta: o in-quecimento. MEZAN, R. “Esquecer? Não: In-quecer”, in: FERNANDES, HeloísaRodrigues. ((1989) Tempo do desejo: psicanálise e sociologia. São Paulo: Brasiliense. 5ª Semana de Licenciatura “O Princípio Investigativo na Educação” 27 a 30/08/2008 - ISSN 1982-0674 Centro Federal de Educação Tecnológica de Goiás – Unidade de Ensino de Jataí
  8. 8. 5ª Semana de Licenciatura “O Princípio Investigativo na Educação” 27 a 30/08/2008 ISSN 1982-0674 Centro Federal de Educação Tecnológica de Goiás – Unidade de Ensino de Jataípara frente e para trás de um Idêntico que não poderá jamais ser reencontrado. Oremake é um princípio estruturante do paradigma audiovisual, tal como o indico emoutro artigo, no qual analiso as matérias no campo da criação de obras artísticas(áudio)visuais contemporâneas10.II - Enunciação de uma pesquisa em andamento. Após estes apontamentos de ordem teórico-prática e metodológica, gostariaapenas de trazer algumas questões enquanto integrando a agenda de pesquisa dogrupo INTERARTES: SISTEMAS E PROCESSOS INTERARTÍSTICOS E ESTUDOSDE PERFORMANCE (DIRETÓRIO CNPq / UFG / PPG Música), sob minhacoordenação, e, no qual, estudamos a criação e o processo criativo do ponto devista mesmo dos artistas e dos seus diferentes registros documentários,privilegiando os artistas do campo da criação (áudio)visual contemporânea, numcruzamento com outros projetos de pesquisa em andamento neste grupo. Emfunção de ser este um espaço de artigo vou me deter na agenda de trabalho domomento atual que envolve, de um lado, as leituras em torno dos conceitos dedrama e de representação a partir da psicanálise e do jogo acerca do funcionamentomental oculto no FORT-DA (um jogo de aparecer-desaparecer de um carretel doneto de Freud). Tomamos este ponto como primordial, em torno do pensamentofreudiano, em função de traçar o caminho que teórico que o une às leiturascontemporâneas, com ênfase para o trabalho de Georges Didi-Huberman. Por outrolado, a concepção do vazio (nos termos lacanianos) é de fundamental importâncianesta leitura e acompanha os traços desenvolvidos por França e Regnault. Naleitura da imagem, a situação envolve primordialmente os trabalhos de DarianLeader e de Antonio Quinet. Para o tratamento destes textos que atualmente se encontram em fase depublicação e de diários de artistas – bem como de entrevistas que estão sendorealizadas através do recurso audiovisual – temos em conta os tempos da formação10 Remeto à discussão em torno deste estruturante cinema para a leitura e interpretação doparadigma do cinema e para o efeito-filme na arte contemporânea, conforme desenvolvo em outrosartigos recentemente publicados. Ver NORONHA, M. P. “Performance e audiovisual: conceito eexperimento interartístico e intercultural para o estudo da História dos Objetos Artísticos nacontemporaneidade e AMBRIZZI, M. L; NORONHA, M. P. “Vídeos experimentais em história da arte.De Interartes: Kandinsky, música, pintura e o espiritual na arte ao estudo documental de Santuáriosartísticos [Kracjberg (BA), Dona Romana (TO), Projeto AREAL (RS) e Nêgo (RJ)]” in: AnaisEletrônicos do XII Congresso Regional de História – ANPUH / RJ, Simpósio Temático O Audiovisualna Contemporaneidade. 5ª Semana de Licenciatura “O Princípio Investigativo na Educação” 27 a 30/08/2008 - ISSN 1982-0674 Centro Federal de Educação Tecnológica de Goiás – Unidade de Ensino de Jataí
  9. 9. 5ª Semana de Licenciatura “O Princípio Investigativo na Educação” 27 a 30/08/2008 ISSN 1982-0674 Centro Federal de Educação Tecnológica de Goiás – Unidade de Ensino de Jataídeste documentos e seu relacionamento com o processo criador do artista,distinguindo os tempos do ato de criação e da composição da obra. Nos termosfreudianos, o processo criador ocorre num tempo dramático (e as funções catárticasa ele associadas) e sob a égide da representação, no sentido de colocar em cena (ojogo do FORT-DA). No drama, fala-se de uma angústia (a indizível angústia deFreud) que inclui uma despersonalização, um estado fora-de-si, o que representauma mudança de posição do artista na cena da criação e, mais ainda, umdeslocamento frente ao mundo. Desse modo, o depoimento do artista diante domomento da criação – cadernos de notas, excertos, frases esparsas, registros emvídeo e em fotografias, etc. – podem ser pensados enquanto um lugar que fazressurgir um Real e diante dele um conjunto de novas exigências pulsionais, numabusca de descoberta de novas possibilidades de uma existência dentro dosparâmetros da realidade. Assim, o documento do artista é um monumento inauguralque, entre vazio (e silêncio) promove uma experiência de ruptura com o fluxo naturalda existência. O lugar desta fala é, desde já, a alteridade radical pelas flutuações doEu e do Não-Eu e o modo como estas pretendem ser uma micro-descrição da(re)criação e do deslocamento da realidade. O FORT-DA é um jogo fantasmático que permite ao teórico da arte umainvestigação em torno das esculturas-objetos (o que é dado a ver) e da cena (odrama) instalada pelo minimalismo. Didi-Huberman pode assim, sublinhar este jogoentre perda e reconciliação pela via do que resta (resta-um). É isto um trabalho deluto que se faz na arte e para a história? Ou como diz M’Uzan, para quem oinvestimento na clínica sempre conduzirá aos grandes temas da arte e da morte esuas associações. Jogar com a morte é uma forma de fazer acontecer a vida. Assim,ao reler o minimalismo enquanto história e teoria da arte, não se terão apenas osprincípios de uma formalização objetivada em torno de uma cena contemporânea earticulada à história das artes enquanto história dos movimentos e do seudeslocamento no século XX (da Europa para os E.U.A.). O Modo de Entrada noestudo deste movimento internacional está convencido de que estamos diante deum problema de fantasma e, portanto, do estabelecimento de algumas figuras quesejam capazes de indicar a presença do objeto bem como um espaço que determinea sua ausência em continuidade. O cubo minimalista é também o “cubo branco” dagaleria de arte vazia e convidativa à demarcação simbólica. Para traçar tal caminho 5ª Semana de Licenciatura “O Princípio Investigativo na Educação” 27 a 30/08/2008 - ISSN 1982-0674 Centro Federal de Educação Tecnológica de Goiás – Unidade de Ensino de Jataí
  10. 10. 5ª Semana de Licenciatura “O Princípio Investigativo na Educação” 27 a 30/08/2008 ISSN 1982-0674 Centro Federal de Educação Tecnológica de Goiás – Unidade de Ensino de Jataíum vai-e-vém entre as obras investigadas e trechos de notas, diários e conversasentre artistas e personagens de sua ambiência. Assim, entre arte e psicanálise pode surgir a figura do historiador da arte. Atarefa deste tipo de história especial consiste em exumar o passado, escavar emostrar à cena contemporânea um conjunto de obras mortas, fazendo-asnovamente vivas, tal como alguém que entre os restos, entre os cacos cerâmicos decamadas geológicas, retira algo do seu contexto e o torna monumental eemblemático11.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:AMBRIZZI, M. L; NORONHA, M. P. Vídeos experimentais em história da arte. DeInterartes: Kandinsky, música, pintura e o espiritual na arte ao estudodocumental de Santuários artísticos [Kracjberg (BA), Dona Romana (TO),Projeto AREAL (RS) e Nêgo (RJ)] in: Anais Eletrônicos do XII Congresso Regionalde História – ANPUH / RJ, Simpósio Temático O Audiovisual naContemporaneidade.DERRIDA, J. A escritura e a diferença. São Paulo: Perspectiva, 1971.DERRIDA, J. Estados-da-alma da psicanálise. O impossível para além dasoberana crueldade. São Paulo: Escuta, 2001.DERRIDA, J.; ROUDINESCO, E. De que amanhã: diálogo. Rio de Janeiro: JorgeZahar Ed., 2004.FÉDIDA, Pierre. Nome, figura, memória: a linguagem na situação psicanalítica. São Paulo: Escuta, 1991.FRANÇA, Maria Inês. (1997) Psicanálise, estética e ética do desejo. São Paulo: Perspectiva.HERRMANN, Fabio. (1991) Clínica psicanalítica. São Paulo : Brasiliense.KOFMAN, Sarah. (1996) A infância da arte: uma interpretação da estética freudiana. Rio de Janeiro : Relume-Dumará.LAUXEROIS, Jean et SZENDY, Peter. De la différence des arts. Paris / Montréal : IRCAM / Centre Georges Pompidou et L’Harmattan Inc, 1997.11 Aqui indicamos o cruzamento das leituras de Walter Benjamin e de Jacques Lacan, no sentido decompreensão do que seja o emblema e o monumento. Omar Calabrese trata destas questões doponto de vista de sua estética social neobarroca. 5ª Semana de Licenciatura “O Princípio Investigativo na Educação” 27 a 30/08/2008 - ISSN 1982-0674 Centro Federal de Educação Tecnológica de Goiás – Unidade de Ensino de Jataí
  11. 11. 5ª Semana de Licenciatura “O Princípio Investigativo na Educação” 27 a 30/08/2008 ISSN 1982-0674 Centro Federal de Educação Tecnológica de Goiás – Unidade de Ensino de JataíLEADER, Darian. O roubo da Mona Lisa: o que a arte nos impede de ver. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005.MAJOR, René. Lacan com Derrida. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002.MEZAN, R. “Esquecer? Não: In-quecer”, in: FERNANDES, Heloísa Rodrigues. ((1989) Tempo do desejo: psicanálise e sociologia. São Paulo: Brasiliense.NORONHA, Marcio Pizarro. “A masculinidade em cena ou encena” in: Diversos autores. Masculinidade em crise. Comissão de Aperiódicos da APPOA. Porto Alegre: APPOA, 2005.M’UZAN, Michel de. Del arte a la muerte. Un itinerário psicoanalítico. Barcelona: Icaria Editorial, 1978.NORONHA, M. P. Performance e audiovisual: conceito e experimento interartístico e intercultural para o estudo da História dos Objetos Artísticos na contemporaneidade. In: Anais Eletrônicos do XII Congresso Regional de História – ANPUH / RJ, Simpósio Temático O Audiovisual na Contemporaneidade.REGNAULT, F. Em torno do vazio, A arte à luz da psicanálise. Rio de Janeiro, Contracapa, 2001. 5ª Semana de Licenciatura “O Princípio Investigativo na Educação” 27 a 30/08/2008 - ISSN 1982-0674 Centro Federal de Educação Tecnológica de Goiás – Unidade de Ensino de Jataí
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