O "espírito de marketing"

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    1. 1. Fundamentos de Marketing Prof. Manoel Marcondes Neto Alunas: Amanda Xavier Cínthia Amaral Daniele Souza Érica Gomes Patricia Florencio
    2. 2. O “espírito” de marketing Livro: MARKETING BÁSICO Manoel Maria de Vasconcellos Conceito Editorial (Págs 45 a 53)
    3. 3. Origem e Evolução da Empresa <ul><li>Origem </li></ul><ul><li>Cooperação </li></ul><ul><li>Escravidão </li></ul><ul><li>Evolução da empresa: </li></ul><ul><li>Primeira fase: é a da exploração. Baseia-se na força e no poder que dela advêm, e no serviço. Este fundamenta-se na persuasão e no intercâmbio, capaz de resultar na satisfação das partes que nele se empenham. </li></ul><ul><li>Segunda fase: a ideia de serviço humaniza a empresa. </li></ul><ul><li>Nesta fase, a primeira responsabilidade da empresa é criar, desenvolver e manter uma clientela. </li></ul><ul><li>Isto só pode ser atingido através da perseguição ao lucro. </li></ul>
    4. 4. A ideia de lucro... <ul><li>“ Não deve ser interpretada em sentido estrito. Em alguns casos o lucro se apresenta mais na comunidade que na empresa. É mais um lucro social que econômico, como pode acontecer com uma empresa de serviços, como a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios)” (Manoel Maria de Vasconcellos, 2006, p. 48) </li></ul>
    5. 5. Prevenção de prejuízos <ul><li>“ A lei da prevenção de prejuízos deve ser a primeira lei da empresa, pois de sua execução econômica depende a própria sobrevivência da empresa que, como qualquer outra instituição, deve colocar em primeiro lugar sua própria preservação. A prevenção do prejuízo é também o primeiro dever social empresa. A empresa é, antes de tudo, um instrumento econômico da sociedade. As funções políticas e sociais da empresa, por mais importantes que sejam e por mais vital que seja a sua execução para a sociedade, são apenas acidentais no seu objetivo original”. Peter F. Drucker (1964) </li></ul>
    6. 6. Economia de Escambo <ul><li>Numa economia primitiva, produtor e consumidor são uma mesma pessoa. </li></ul><ul><li>A economia de escambo é aquela baseada na troca entre bens. O obstáculo existente nessa relação é a probabilidade de um indivíduo não conseguir realizar trocas (por seu produto não ser do interesse de outrem). </li></ul>
    7. 7. Surgimento dos Burgos <ul><li>Especialização em vários ofícios pelos trabalhadores </li></ul><ul><li>Formação de Corporações de Ofício </li></ul><ul><li>Associações compostas por trabalhadores artesanais coordenadas por mestres de ofícios. </li></ul><ul><li>Burgos </li></ul><ul><li>Pequenas cidades protegidas por muros, onde eram realizadas trocas comerciais. </li></ul>
    8. 8. A Revolução Industrial <ul><li>Surgimento da máquina a vapor de Thomas Newcomen, aperfeiçoada depois por James Watt (1769); </li></ul><ul><li>Modernização do sistema de comunicações; </li></ul><ul><li>Desenvolvimento do Sistema Fabril; </li></ul>
    9. 9. A Revolução Industrial <ul><li>No início havia uma demanda reprimida , pronta para absorver tudo que se produzisse. </li></ul><ul><li>Algumas Considerações: </li></ul><ul><li>Os trabalhadores trabalhavam em média de 15 a 16 horas por dia. </li></ul><ul><li>Salários baixos eram pagos aos trabalhadores </li></ul><ul><li>“ Os salários baixos pagos aos trabalhadores impossibilitavam a criação de um mercado urbano. O poder aquisitivo da sociedade não acompanhava o ritmo de produção das máquinas, o que acabou gerando estoques, que significa prejuízo para as empresas”. </li></ul>
    10. 10. A Revolução Industrial <ul><li>Crise de Superprodução ou de Subconsumo: </li></ul><ul><li> Ocorre quando a produção supera a demanda. </li></ul><ul><li>“ E o poder aquisitivo vindo dos campos não se formava no mesmo ritmo que as máquinas tinham sido capazes de proporcionar a produção industrial.” (Manoel Maria de Vasconcellos, 2006, p. 52) </li></ul><ul><li>“ A máquina instalara um novo ritmo na produção e concentrara a nova riqueza nas mãos de poucos. Era preciso transmitir essa nova velocidade ao consumo para ele acompanhasse o ritmo da produção. Ou então, as máquinas teriam que parar”. (Manoel Maria de Vasconcellos, 2006, p. 52) </li></ul>
    11. 11. O Surgimento do Marketing <ul><li>A crise de superprodução ou de subconsumo </li></ul><ul><li>Surgiu a necessidade por parte das empresas, de saber o que os consumidores queriam para, então, se produzir. </li></ul><ul><li>Incentivo ao desenvolvimento do mercado em massa por meio do aumento dos salário dos trabalhadores, assim esses teriam um maior poder aquisitivo e assim consumiriam mais. </li></ul>
    12. 12. Consumo em escala <ul><li>Henry Ford , empresário estadunidense, tendo em vista os problemas enfrentados pela sociedade, idealizou o que hoje chamamos de Fordismo, um sistema que aliava produção em massa com consumo em massa, pois de nada adiantava às fábricas produzirem em larga escala se os trabalhadores (que representam a maior parcela da população) não tivessem tempo nem dinheiro para adquirí-los,. Então, Ford: </li></ul><ul><li>Diminuiu a carga horária de trabalho por dia; </li></ul><ul><li>Aumentou a remuneração do trabalhador por hora trabalhada; </li></ul><ul><li>Barateou o preço do seu produto com a padronização das peças e diminuindo o tempo de produção. </li></ul><ul><li>Com essas medidas, Ford contribuiu para uma melhor distribuição de renda na sociedade, remunerando melhor a classe operária. </li></ul>
    13. 13. <ul><li>Espírito ou filosofia de marketing : </li></ul><ul><li>Em vez de vender o que se produz, </li></ul><ul><li>produz-se o que vende </li></ul><ul><li>(Manoel Maria de Vasconcellos, 2006, p. 45) </li></ul><ul><li>“ A crise de 1929 foi apenas uma forma dramática de fazer com que os negócios percebessem que a única razão de ser da empresa é servir a uma clientela e que o atendimento das necessidades humanas, manifestadas num contexto econômico e cultural, é a condição necessária para sua evolução e desenvolvimento”. </li></ul><ul><li>(Manoel Maria de Vasconcellos, 2006, p. 46) </li></ul><ul><li>“ O sucesso nos negócios não é determinado pelo produtor, mas pelo consumidor”. </li></ul><ul><li>Peter Drucker </li></ul>
    14. 14. O “espírito” de Marketing <ul><li>Quando um empresário investe na construção de uma indústria, por exemplo, o motivo que o impulsionou à realização de tal empreitada foi a verificação da demanda do produto pelos consumidores, ou seja: </li></ul><ul><li>1  . A DEMANDA [Cliente/Consumidor] </li></ul><ul><li>2  . A CONFECÇÃO/VENDA [Produto] </li></ul><ul><li>“ CLIENTE > PRODUTO” </li></ul><ul><li>Artigo “Miopia em Marketing” </li></ul><ul><li>Theodore Levitt, 1962: </li></ul><ul><li>Focar mais o produto que o cliente; </li></ul><ul><li>Mito da superioridade; </li></ul><ul><li>Dificuldade em se adaptar às mudanças. </li></ul><ul><li>“ A diferença entre marketing e vendas é mais que semântica. Vendas preocupam-se em a necessidade do vendedor em converter seu produto em dinheiro; marketing preocupa-se com a ideia de satisfazer as necessidades do consumidor com o produto”. </li></ul><ul><li>Theodore Levitt </li></ul>
    15. 15. Caso de Sucesso-General Electric <ul><li>Em 1892 foi criada a General Electric por Thomas Edison. </li></ul><ul><li>Baseada em produzir o que vende, a GE busca inovar, trazendo novas tecnologias, buscando tornar a vida mais prática. </li></ul><ul><li>Em 1896 a GE construiu um equipamento elétrico para a produção de raios-X que permitia encontrar fraturas e objetos estranhos ao corpo, revolucionando a prática da Medicina. </li></ul><ul><li>Em 1900 a companhia fundou o primeiro laboratório voltado para a pesquisa científica nos EUA. </li></ul><ul><li>Pensando em tornar o dia a dia mais prático, a GE desenvolveu a primeira torradeira elétrica em 1905. Um ano depois, às vésperas do Natal, um jovem engenheiro da empresa fez com que a transmissão de voz pelo rádio acontecesse pela primeira vez. </li></ul>
    16. 16. Caso de Sucesso-General Electric <ul><li>Em 1908 a companhia implanta locomotivas elétricas na Cidade de Nova York, sendo pioneira nesta implantação. </li></ul><ul><li>Em 1912 a GE introduz o plástico na vida das pessoas, utilizando-o como isolante térmico. </li></ul><ul><li>Em 1917 a população americana conhece o primeiro refrigerador, e, com isso, melhora bastante a vida dos consumidores ao facilitar o armazenamento e conservação de alimentos. </li></ul><ul><li>Em 1918 a GE construiu um gerador de energia que produzia energia elétrica aproveitando-se da energia potencial gerada pelas quedas das Cataratas do Niágara. Em 1922 Nova York conheceu a primeira estação de rádio da GE, que foi uma das primeiras do país. </li></ul>
    17. 17. Caso de Sucesso-General Electric <ul><li>Uma das invenções que mais revolucionou a vida moderna também é responsabilidade da GE. A televisão foi trazida para dentro de casa pela GE em 1927 e logo causou grande impacto na vida das pessoas, mudando hábitos. E para possibilitar mais tempo de diversão em frente a esse novo invento, a companhia trouxe ainda mais facilidades no cuidado com o lar. Ela proporcionou a primeira máquina de lavar roupas doméstica no ano de 1930. </li></ul><ul><li>Dentre os sistemáticos esforços de integração e marketing destacam-se a política corporativa de anúncios nos anos 1920; o programa organizacional para promover a “Família GE de equipamentos” e a aplicação do monograma GE a todo produto da empresa nos anos 1930. </li></ul>
    18. 18. Caso de Sucesso-General Electric <ul><li>Diante da Grande Depressão, a GE desenvolveu um sistema de crédito que possibilitava a seus clientes continuarem comprando os produtos da empresa em 1932. </li></ul><ul><li>Três anos depois, ela trouxe mais possibilidades de entretenimento às pessoas que trabalhavam durante todo o dia. Suas novas lâmpadas Novalux permitiram que jogos pudessem ser realizados à noite. Assim, um maior público pôde torcer pelo seu time. </li></ul><ul><li>Muitas outras inovações forma feitas pela GE em diversos segmentos de mercado em que ela atua. </li></ul>
    19. 19. Caso de Sucesso-General Electric <ul><li>Atualmente, as políticas de marketing da GE estão muito voltadas ao marketing social. Por esta razão, foram criados os projetos “Ecomagination”, voltados para o desenvolvimento de ações comprometidas com o uso sustentável dos recursos naturais. Com isso, a GE criou uma entidade filantrópica cujos voluntários se dedicam a dar suporte e desenvolver programas sócio-educacionais pelo mundo todo, enfatizando áreas com maiores necessidades, como a África, por exemplo. </li></ul><ul><li>Já a “Healthymagination” é uma iniciativa global que prevê o investimento de US$ 6 bilhões destinados à promoção de melhorias em saúde, com foco em custo, acesso e qualidade. </li></ul><ul><li>Serão investidos US$ 3 bilhões durante os próximos seis anos para o desenvolvimento de inovações na área da saúde que ajudarão a proporcionar melhores cuidados a um número maior de pessoas e com menores custos em todo o mundo. Além disso, adicionais US$ 2 bilhões serão destinados a financiar tecnologias da informação relacionadas à saúde para áreas rurais e sub-atendidas e US$ 1 bilhão será utilizado para desenvolvimento de parcerias, conteúdos e serviços em saúde. </li></ul>

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