Livro dos Pais

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Livro dos Pais

  1. 1. D~C~ Divulgação Cultural livro dos pais | /Iario Enzio Bellio Jr.
  2. 2. ug A conversa. pode. a. resolvem Mario Enzio Bellio Junior Formado em Comunicação Social (Publicidade e Jornalismo); Pós Graduado em Administração de Empresas pela ESPM - Escola Superior de Propaganda e Marketing - S. PauIo - SP; Universidade Holística - Brasilia - DF; Escola de Governo - São Paulo - SP; Bacharel em Direito - FADISP - S. PauIo - SP; Psicanalista e Mestrando em Questões Contemporâneas sobre Direitos Humanos - Universidad Pablo de Olavide - Sevilha - Espanha. Professor universitário, palestrante e escritor de livros editados no Brasil e Japão. Todo ser diferente é alvo de brincadeiras, caçoadas, traçadas, chaooteadas, achinca/ hadas e covardias. Vamos evitar a dor, a solidão e o medo no combate destes atos. . ¡ A_ A _ _A 4
  3. 3. PROJETO EDITORIAL Conteúdo Mario Enzio Bellio Jr Projeto Gráfico PCG Ilustração Estúdio Leite Quente Revisão Toda Letra Consultoria em Língua Portuguesa Dados Internacionais para Catalogação na Publicação (CIP) (Maria Teresa Alves Gonzati / CRB 9/ 1584 Curitiba, PR, Brasil) B444 Bellio Junior, Mario Enzio. Bullying: o que é isso? : vamos enfrentar com amor/ Mario Enzio Bellio Junior ; Ilustração Estúdio Leite Quente. - Curitiba : i 52 p. : il. - (Grandes dicas à educação: programa de redução do comportamento agressivo nas escolas). Livro dos pais ISBN: 978-85-382-11877 1. Educação. 2. Comportamento Humano. 3. Psicologia Educacional. 4. Interação Social. I. Estúdio Leite Quente. lI. Tltulo. Ill. Série. CDD 370
  4. 4. Sumário Introdução . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .. . . 7 l. Definições e pesquisa . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .. . . 9 2. Como resolver o problema . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ., 17 3. Isto aconteceu e acontece . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .. 25 4. Quando dicas e uma boa conversa podem resolver . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... . . . 37 5. E quando a solução esta' fora de controle . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... . . . 47 Referências bibliográficas . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .. 50
  5. 5. O tema deste livro está sendo muito falado e comentado. Tudo o que se tem lido traz alguma mensagem de angústia ou sofrimento. Temos muito a fazer e, portanto, nada irá nos tirar do foco de educar com amor. Sabe-se pelas experiências educacionais que seu enfrentamento, antes que esteja instalado, surte mais efeitos. Portanto, não pode ser deixado para trás, não podemos pôr 'panos quentes' e deixar que o convívio social se torne insuportável. Com todos os problemas no nosso dia a dia, ouvimos e falamos sobre vários assuntos, que acumulam dentro de nós emoções e sentimentos. São as nossas experiências de vida. Como resultado, temos um conjunto de comportamentos que nos torna mais ou menos falantes ou ouvintes. Dessa maneira, alguns pais ou parentes vão escutar ou aceitar mais ou menos o que os filhos falam ou fazem, dependendo de cada situação ou circunstância. No entanto, se seu(sua) fiIho(a) quiser falar com você, escute. Ele(al pode estar trazendo um sério problema que, se for logo descoberto, será menos traumático ou doloroso. Sabemos que todos vivemos no limite, tentando fazer as coisas darem certo em casa ou no trabalho, mas vá além de entender o seu ponto de vista. Faça o que for preciso; escute e apoie se seu fiIho(a) lhe pedir ajuda quando a questão for a sua segurança pessoal. Esteja presente, se possível, e seja gentil. Este material foi especialmente criado aos pais ou responsáveis para ser mais um importante aliado na identificação e informação sobre os problemas que seus filhos possam estar sofrendo com assédio, intimidação e situações de risco no ambiente escolar. Foi desenvolvido junto com nossa proposta do Programa de Redução do Comportamento Agressivo para uma vida mais saudável e em hannonia. Boa leitura!
  6. 6. mar, _-_, _f __. ,., _.. _.. _j. .ç. ,ia-, g.. .,ws. ñg. .__. = -›G. ”: *.*"'“^^7* -= --«. ›_-; -.~. «,- -. - - . .unnmesãeívíaísâ? ;_ . Ii Il ~ z: r.. >:›__-
  7. 7. 1 DEFINIÇÕES I E PESQUISAS
  8. 8. O bullying começa quando um ou mais alunos elegem uma vítima para "bode expiatório" do grupo e contra ela exercem força coerciva, com atitudes agressivas, de forma constante, contra as quais a vítima não consegue se defender. Desde que o mundo é mundo, alguém chateou o outro; deixou o outro “pra baixo? só que a evolução da informação e dos niveis de corvhecimento de nossa civilização justifica estas ações de combate pelo esclarecimento e convpreensão, Bullying¡ I; lllíl/ (Íílflt) na; Inziturizi/ (a virluzil. ASfâl/ llf - Bullying - Bullying o Bullying - Bullying - Bullying pertences. - Bullying internet e/ l São ações repetitivas c Podem acontecer por o outro, o que dificul justifiquem os ataque
  9. 9. Billlying¡ e: lllálltlílfll? nz¡ ¡Jlgiliczii o mai¡ trato lis/ co, verbal, l770fi7l, .scxilal, psicológico, Inzitu/ “iul z: Vllllláll. Assim: o Bullying Físico: bater, chutar, beliscar, ferir. o Bullying Verbal: apelidar, xingar, zoar, encarnar. - Bullying Morahdifamar, caluniar, discriminar. - Bullying Psicológico: intimidar, ameaçar, perseguir. - Bullying Material: furtar, roubar, rasgar ou quebrar seus pertences. - Bullying Virtual: zoar, discriminar, difamar, por meio da internet e/ ou celular (cyberbullying). São ações repetitivas contra a mesma vítima num período prolongado de tempo. Podem acontecer por desequilíbrio de poder - um é mais forte ou maior que o outro, o que dificulta a defesa da vI'tima, ou pela ausência de motivos que justifiquem os ataques. n] 'v
  10. 10. Tudo vai estar nos computadores, na internet; os xingamentos ou as provocações estarão sempre atormentando as vítimas. Vão estar lá para todo mundo ver. Em comparação com o bullying escolar, basta sair da escola para se sentir um pouco mais seguro. Mas, na internet, todos vão poder ler as informações erradas ou ameaçadoras. Isso torna essa brincadeira de muito mau gosto e mais grave. Ê$T= l°uü9lñ= lê JIKIÍÍÍIBYH# ai¡ : :mataram : i: , llçlélñlrâlé : trama : me : intimo 'Iêllllllé , cmnagru . nas-swim uúmiusiwoicmin. 'ui-hp : Io vlíclfãuolhm Pesquisas Científicas As pesquisas se iniciaram na década de 1970, na Suécia e na Dinamarca, e na década de 1980, na Noruega. O Professor Dan Olweus, com suas pesquisas, estabeleceu uma relação direta entre a agressão e o aumento dos transtornos psicológicos entre os estudantes. O que motivou os pesquisadores foi o aumento do número de suicídios entre crianças e adolescentes, especialmente na Europa. O fato fez com que os pesquisadores buscassem suas principais causas, encontrando entre elas os maus-tratos praticados por parte dos companheiros de escola. Em 2010, a organização não governamental PLAN pesquisou sobre as situações de bullying nas escolas brasileiras: o 10% declaram ter sido alvo de bullying; o 17% já foram perseguidos por colegas na net; o 20% presenciam atos de violência com frequência; o 28% dizem que sofrem 'maus-tratos' na escola. 13] -. _._. _.«-g r N
  11. 11. .é Billlying e quando: - alguém fica constrangido; o se sente angustiado, sente dor, não se sente à vontade; - ou não gosta da brincadeira. Cyberbullying: violência e mentiras na internet - É o uso dos computadores para enviar ou divulgar comportamentos mentirosos pela internet. Hoje as crianças e adolescentes acabam enviando fotos ou vídeos captados sem autorização da outra pessoa. Í - Criam perfis falsos ou enviam mensagens falsas; textos que ofendem ou falam mal; mandam e-mails ameaçadores, mensagens negativas ou torpedos com fotos e textos que você nem gostaria de ver. Cyberbullying é mais cruel, porque: As crianças e os jovens são capazes de praticar pequenas ou grandes perversões: . debocham uns dos outros, implicam, discriminam, agridem verbalmente, criam apelidos estranhos, reparam nas imperfeições - se é que todos nós não temos - e í não perdoam nada, muito mais do que o desejado. ¡ Este tormento, quase que permanente, que a internet provoca faz com que a criança ou o adolescente diminuído não se sinta mais seguro em lugar algum.
  12. 12. r l O que se destaca neste trabalho e' que: I t_ o Os alunos que praticam esse tipo de ato têm problemas com o relacionamento na a l família, recebem pouco afeto dos pais ou ate' são incentivados por eles. o Os alunos que sofrem agressões podem não superar esse trauma; até ficam acostumados; têm crises de depressão e devem receber ajuda psicológica. “ : ,,, ,,, .,, ., , _. ... .__. .--w . .e- . q., ,,. _agp. w V; 0 que não é bullying As brincadeiras acontecem de maneira natural entre as pessoas. Colocam-se apelidos umas nas outras, dão risadas e se divertem. Porém, quando essas brincadeiras se tornam agressivas, ganham traços de crueldade, de perversidade, extrapolam os limites de convivência suportável, transformam-se em atos de violência, atingindo a capacidade do indivíduo de suportar psicologicamente. Os pais e responsáveis adultos que lidam com crianças e adolescentes sabem avaliar o que é um fenômeno de bullying e algo que não é. , . Se seu filho começa a dizer que não gosta do ambiente da sua escola ou, quando acorda, fica com medo de ir estudar e rever seus colegas, desconfie. Claro que pode ser um problema de saúde, mas pode ser outro! Ele pode estar sendo intimidado por alguém. Alguém que queira mostrar como é valente, que não gosta do jeito de ser do(a) seu(sua) fiIho(a). Isso tem um nome, chama-se bullying. As duas principais razões do bullying são a aparência ou a posição social. Porém, devemos entender que todo mundo é diferente, que ninguém é igual ao outro.
  13. 13. "uni-din 1: Im oionhjpiounnncuua» m lnmamlm _oidioiolfiigíioiot 1. resistência a ir à escola; 2. dor de cabeça, febre, taquicardia, bem na hora de sair de casa; 3. perda de apetite sem motivo; 4. tendência ao isolamento, de querer ficar só, sem conversar; 5. crises de choro na volta do colégio, reclamação de dores no corpo; 6. queda no desempenho escolar, não querer fazer as tarefas. A pessoa que recebe agressões ou intimitlaçoes: o se sente pressionada e amedrontada; - se sente infeliz, triste e desinteressada; - se sente dolorida se for agredida fisicamente; - se sente menosprezada, humilhada ou rejeitada; o se sente como se não tivesse um valor humano. : villtcunt ¡iliioim : mií nnir-. Iai-t- r pm amis» : nnmt: qm: indir-nn»
  14. 14. ,. l . I COMO RESOLVER m' o PROBLEMA ' l
  15. 15. Há escolas que ocultam o problema, afirmando não ocorrer em suas dependências, temendo tornarem-se discriminadas ou perderem alunos. l-'Ia' escolas que afirmam a ausência de bullying como estratégia de marketing. Mas há escolas, como a que seu(sua) fiIho(a) está cursando, que se preocupam com a segurança e integridade delela) e querem a sua participação em campanhas de prevenção e combate à violência. Sendo assim, vamos juntos: - Prevenir: antes que o mal se instale, informe-se com antecedência. o Atenuar: diminuir a gravidade do que está acarretado. - Evitar (até): impedir que circunstâncias nocivas se propaguem. O nosso objetivo é defender as vitimas e educar os infratores. Para tanto, a nossa maior arma é a comunicação -falar é o mais importante para que possamos conhecer o que temos à nossa volta. Todo este material dá sugestões de como superar o bullying e até de como iniciar uma conversa entre filhos e pais ou responsáveis. É pelo diálogo, pela conversa, com atenção e amor, que iremos vencer qualquer onda de agressividade, As crianças ou adolescentes podem conversar com os adultos sem que seja uma tarefa dificil - especialmente quando se trata de determinados assuntos muito sérios.
  16. 16. m; (mm: m: : : muito 10:13', 'rrenan-tan j Veja abaixo algumas dicas de como tornar mais fácil essa conversa com seu (sua) fiIho(a): Fale sobre todas as coisas, todos os dias: o Conversar todos os dias. Isso auxilia você a construir um vínculo de aproximação que pode suavizar o caminho ao diálogo e vai facilitar na hora de seu(sua) fiIho(a) precisar contar algo mais sério. o Encontre algo comum para conversar. Fale sobre como foi o dia, o que o professor deu de matéria, o que elela) respodeu, o que fez na hora do lanche, o que fez de exercícios ou jogos na quadra da escola, o que aconteceu de interessante na sua ida ou vinda da escola, tudo o que marcou o dia escolar. Uma conversa pode ser iniciada com qualquer assunto que pareça bobo, desde perguntar como está o tempo ou contar o que tem para o almoço. Conversar ajuda a manter a relação forte ou pode ajudar a aproximar se a relação estiver desgastada. Quando os pais ou parentes mais próximos se sentem ligados à vida diária do(a) fiIho(a), eles se sentem mais tranquilos e por perto. Se algo realmente importante vem à tona, é mais fácil resolver. _I ' lillíll= é=~f= llpnltaiIíl-'itvtiñílltããlüêltirãrílliiêlstilãlliíuu). ;S«hugniüsmrsa«uniram-rm emu-trarão &fl; - íUÍÍÃYlliLg¡ _clama , . c» #RniÂTuM 19) q_ . ,__. ._. m-. ..- m. .. . v-aíu l
  17. 17. .. .E . x O que queremos no ambiente da escola Queremos uma vida agradável. Queremos ensinar e aprender com alegria e harmonia, sem ansiedade ou estresse de estar sendo alvo de agressões ou violências. Queremos desenvolver e concretizar uma boa educação às crianças e adolescentes para que possam atingir seus objetivos pessoais. ' Algumas escolas, para que isso se torne possível, fazem campanhas de divulgação para prevenir ou acabar com esse clima de agressividade no ambiente escolar. Essa é outra forma de combater o bullying, participando dos Programas de Prevenção promovidos na escola. i Programas de Prevenção e Redução ao Comportamento Agressivo propõe e estimulam encontros de convivio social- para despertar e perpetuar uma cultura de paz. Participe dos debates que a instituição de ensino faz com todos os seus integrantes. [20 É» _a
  18. 18. T/ 'Z W MUITA ATENÇÃO: Para uma criança ou adolescente, uma situação que pode começar com uma simples brincadeira de ameaça pode levar a um perigo fisico ou outros danos graves, pode deixá-Io(a) sem saber o que fazer. Os adultos - pais ou parentes ~ costumam achar formas de resolver problemas de bullying querendo revidar, mas isso pode se tornar cada vez mais perigoso. Lembre- se: violência não se combate com violência. Recomende a seu fiIho(a), se elela) estiver com receio de voltar da escola: Para estar em grupo quando vier a pé para casa ou aguardar que fique perto de um auxiliar da escola, até que alguém venha busca-lala). Para estar perto de amigos, mesmo quando estiver sendo pressionado, ameaçado ou intimidado por alguma ação de bullying.
  19. 19. ): « ISTO ACONTECEU É: ;;/ E E ACONTECE ra- D
  20. 20. _já Não é de hoje que escutamos falar sobre este fenômeno, com outros nomes. Todas as pessoas com um pouco mais de idade guardam alguma lembrança de seu período de escola. Basta perguntar e irão relembrar histórias, desde boas lembranças até algum abuso, agressão ou intimidação. i l O termo "bullying" foi criado recentemente, mas brincadeiras de mau gosto não são l algo novo, como já dissemos. Só que agora tem adquirido requintes de crueldade, ' perversidade e maldade jamais presenciados. Daí a necessidade de darmos um basta , nesta violência. Para entender com o que estamos lidando, vamos falar sobre: o os alvos perseguidos; o os agressores e onde gostam de agir; - as vítimas e os problemas de saúde; o as testemunhas e a lei do silêncio. A/ vos Perseguidos Os mais perseguidos são: . ~l - os estranhos, nerds ou quem tem sotaque; p i' - os de jeito efeminado ou sensível, no caso dos meninos; l i i - masculinizadas ou grosseiras, no caso das meninas; i o aqueles que são diferentes da maioria dos alunos; o os desajeitados, atrapalhados, inibidos ou bloqueados. Os agressores maltratam suas vítimas, zombando ou valendo-se de gestos, expressões maldosas, risadinhas irônicas ou olhares ameaçadoras. , .« s¡ , . . gr . s. _A. ._4,. ,_ g. , Ef'
  21. 21. Os alvos são as crianças e adolescentes: o inseguros; - com baixa autoestima; o passivos, quietos ou com poucos amigos. Ainda são os "esquisitosf tímidos, retra¡'dos, submissos, ansiosos; de outras religiões que não a maioria; de opção sexual diferente ou desempenho escolar acima da média ou maneira de se vestir; sem forças para reagir e sem esperança de se adequarem ao grupo. 27) , gui .
  22. 22. Agressores [28 - Os agressores usam uma combinação de intimidação e humilhação para atormentar os outros. - Os autores manipulam a opinião dos colegas contra a vitima, com boatos difamatórios ou apelidos que acentuam alguma característica fisica, psicológica ou trejeito considerado negativo, diferente ou exótico. Exercem o chamado abuso de poder, pela intimidação e a prepotência para impor sua autoridade e manter vítimas sob domínio. Identificando agressores Nem sempre os agressores se revelam; eles podem agir de forma acobertada. - São os que se valem da força física ou habilidade psicoemocional para intimidar ou aterrorizar os fracos e indefesos. - São prepotentes, arrogantes e estão sempre metidos em confusões e desentendimentos. - São populares por suas atitudes de maus-tratos ou brincadeiras de mau gosto, as "zoações ', ' apelidos pejorativos, expressões de menosprezo e outros ataques, inclusive os físicos. Quem é o agressor que faz essas maldades O agressor pode ser um líder que perdeu o rumo. Também pode ser uma pessoa com habilidades e talentos que estão escondidos. Portanto, é importante encontrar uma maneira de descobir esse talento, de encontrar uma maneira de usar essa energia em algo produtivo e positivo em vez de querer maltratar ou agredir os outros. Nunca e tarde demais para mudar. *f _. .i. ,:. :._. .-__ ç. , . .. 1,2.: . m- «v-
  23. 23. As pessoas podem se sentir intimidadas pelos agressores, masnão os respeitam. l Eles, geralmente, andam sozinhos, gostam de ter por perto aqueles que os ficam observando-os e querem ser reconhecidos como uma pessoa com poder para manipular. Acham-se as pessoas mais importantes do mundo, têm pouca habilidade «' social e não têm sentimentos de carinho para com outras pessoas. , ê No fundo, são pessoas inseguras e precisam de apoio, o que quer dizer que precisam de amor e compreensão. Essas pessoas precisam da ajuda de um profissional de , saúde mental, como um psiquiatra ou psicólogo. *l Quando a agressão está dentro de casa - Outro grande problema são os agressores na família: na figura de genitores, irmãos ou cônjugues autoritários e t cruéis, que atormentam a vida de suas vítimas, minando seus esforços e sua autoestima. Esse e um problema à parte, que e a violência doméstica ou excesso de correção disciplinar. - É um assunto muito sério que, se estiver ocorrendo e alguém da família precisar de apoio, deve-se procurar alguém de fora para ajudar a resolver. O trabalho deve ser acompanhando por profissionais da área da saúde. 29] l
  24. 24. E se o professor for o agressor? o Isso ocorre bem mais do que supomos. Não somente os professores, mas outros profissionais que trabalham na escola. o Muitos alunos são perseguidos, intimidados, ridicularizados, coagidos, sendo comparados, criticados, humilhados. - O pai, parente ou responsável deve procurar a escola e * contar o fato para que seja apurado. A relação saudável entre professor-aluno em equilíbrio é importante para todos. i , ... _-« E se seu filho for o agressor? A vontade de agredir o outro nasce quando ainda somos muito crianças, nas primeiras experiências de vida. Pode vir de famílias que têm sérios problemas de relacionamento ou nas quais a força física foi usada para impor as vontades das pessoas. Todo mundo tem que lidar com uma série de situações e emoções difíceis no dia a dia. Todos, ao longo da vida, iremos ter boas ou más experiências. Seja qual for o motivo, nada é desculpa para agredir, intimidar ou falar mal dos outros. Qualquer pessoa que seja, desde nossos entes mais queridos até estranhos, deve ser respeitada. Não há desculpas, ao querer se justificar, dizendo que está estressado, irritado ou i frustrado. O ato de intimidar ou agredir pode ser uma fuga. É uma ação que leva para longe os problemas de quem agride. ai_ ç Se você acha que é difícil controlar a tentação de seu(sua) fiIho(a) de intimidar ou i l , agredir outras pessoas que são diferentes deleia), o ideal é pedir ajuda a alguem para ¡Éj _i i E dar dicas de como superar essa situação. _j j l 1 [ao l
  25. 25. Pense como os outros se sentem quando o seu(sua) fiIho(a) ameaça, agride, machuca ou fere as outras pessoas. Tente se colocar no lugar de quem está sendo agredido para sentir e perceber como são essas emoções. Onde são mais frequentes os ataques na escola - Pátios de recreio, playgrounds, banheiros, corredores, salas de aula, bibliotecas, quadras esportivas, salas de informática, laboratórios e imediações das escolas. - Podem também ocorrer em locais fora da escola, mas de convivência comum aos alunos, como condomínios, Cybers- cafés ou lan-houses, shoppings ou outros locais de reunião. Vítimas As vitimas, geralmente, não se defendem por vários motivos, entre eles: - estão em minoria frente aos agressores; -têm estatura menor ou não têm força física suficiente; - pouca habilidade de defesa e de autoexpressão; -falta de habilidade em lidar com as circunstâncias desagradáveis; - pouca flexibilidade psicológica e baixa resistência à frustração; o sentem medo de seus agressores. Consequências à vítima Um dos pontos mais dolorosos do bullying é que ele causa medo e angústia. Essas brincadeiras sem graça podem colocar uma pessoa em estado de medo constante. Nesse ponto, o prazer de estudar fica prejudicado. 31] »c
  26. 26. E, quando atinge a saúde, é preciso cuidar, ainda mais, desta situação. As crianças ou os adolescentes podem chegar a ter dores de estômago ou diarreia, entre outros problemas de saúde. Veja o que pode ocorrer: - NA SAÚDE: alto índice de estresse; quando próximo ao horário de ir à escola, apresenta dores de cabeça, tontura, dor no estômago, diarreia; doenças como gastrite, bulimia, anorexia, herpes, problemas respiratórios, obesidade e comprometimento de órgãos e sistemas, podem surgir como consequência do estresse. - NO EMOCIONAL: dependendo da estrutura psicológica de cada individuo, poderá gerar ansiedade, tensão, medo, raiva reprimida, angústia, tristeza, desgosto, sensação de impotência e rejeição, mágoa, desejo de vingança e pensamento suicida, dentre outros. - Seu(sua) filhola): pode se sentir iso| ado(a) e excluídola) do convívio dos colegas; com moral rebaixado pela rejeição; sensação de exclusão do grupo, que não quer conviver com alguém "fraco ou indefesoí' Ag ressor também sofre Não somente as vítimas ficam com problemas de saúde. Os agressores também correm o risco de ter problemas de saúde, já que bullying é violência. E, quanto mais se pratica, mais vontade se tem de ter um comportamento violento. Alguns agressores acabam sendo rejeitados pelos colegas e podem perder suas amizades. Agressores também podem ter um mau desempenho na escola e não ter sucesso na carreira ou nos relacionamentos futuros. [32
  27. 27. »sil Idade dos envolvidos o Há evidências concretas de que em qualquer faixa etária e nível de escolaridade se pratica esse tipo de intimidação; o Já entre os 3 (três) e 4 (quatro) anos de idade percebe-se o comportamento abusivo, manipulador, dominador ou, por outro lado, passivo, submisso e indefeso; o Maior incidência está entre os alunos do 6° (sexto) ao 9° (nono) ano, período em que os papéis dos protagonistas se definem com maior clareza. É COMUM grupos de alunos de séries avançadas submeterem colegas de séries inferiores aos seus ataques ou fazerem com que entreguem dinheiro, lanche ou pertences. Testemunhas e espectadores - A maioria dos alunos de uma escola não sofrem e nem praticam bullying, mas sofrem com as consequências, por presenciarem situações de constrangimento vivenciadas pelas vítimas. - Repudiam as ações dos agressores, mas nada fazem para intervir. v Outros as apoiam e incentivam dando risadas, consentindo com as agressões. o Outros fingem se divertir com o sofrimento das vitimas, como estratégia de defesa ou como forma de proteção, pois temem tornarem-se as próximas vítimas. 33] ”¡.
  28. 28. É Consequências a todos os envolvidos: - sentem«se inseguros, traumatizados pelo sofrimento no grupo; - veem o ambiente escolar arruinado, influenciando no avanço do ensino; - a saúde física e emocional é prejudicada. Com o natural distanciamento dos objetivos escolares, irá provocar: o um baixo nível acadêmico; - as dificuldades de adaptação às regras escolares e sociais, devido às atitudes indisciplinadas, desafiantes ou perturbadoras; o déficit de aprendizagem e desinteresse pelos estudos. A Ie¡ do silêncio Os motivos que colaboram para que as vítimas ou testemunhas e espectadores se calem: o falta de apoio e compreensão quando se queixam para os adultos; __, - medo de represálias dos agressores; o vergonha de se expor como incompetentes e fracos; - temor pelas reações dos familiares; o mobilização de raiva voltada contra si mesmo, pela incapacidade de defesa ou por concordar com os seus agressores, acreditando ser merecedor dos maus-tratos sofridos. É: -- i7- a” l Cada um tem seu jeitão, com valores únicos e especias. (34
  29. 29. Alma» @lama guri Liu» : nrmitqmz mms : raw . ii/ im cr; - :1 : :teimam : iamtlc mñmtikrdlo¡ . qnuqtmai 37:; ?n. - *uni : ultH-“Huu, ínllíkgu Rainy: : r : :nnrifla 35) __. .. ,.-. -. .WP . _4
  30. 30. QUANDO DICAS E UMA BOA CONVERSA PODEM RESOLVER 'l *j ll 'l l
  31. 31. Este é o ponto mais importante deste trabalho: as boas dicas e a abertura para o diálogo. Abaixo estão as dicas que devemos passar aos nossos filhos, para que pais, parentes ou responsáveis possam completar a sua missão como educadores, com uma linha de pensamento e ação bem equilibrada e amorosa. Dicas para superar o bullying na escola ou na internet: Isso não é ser covarde. Controlar o seu temperamento é uma boa atitude. Quando não revidamos, na maioria das vezes, a outra parte desiste de agir. Lembra aquela frase de que quando um não quer, dois não brigam? O agressor, que quer agredir, espera que haja uma reação para se mostrar. Ignorar e ir embora são a melhor resposta. Ignore e apague as mensagens ofensivas que receber em seu correio eletrônico, em seu e-mail. Dessa forma, você está dizendo ao agressor que não se importa. Cedo ou tarde, o agressor vai provavelmente desistir da tentativa de incomoda-leia). Ande e mantenha a sua cabeca erguida. Usando esse tipo de linguagem corporal, você está mandando uma mensagem para a outra pessoa de que você não está se sentindo ameaçado. [38 _'14_
  32. 32. O agressor quer que tenhamos alguma reação. É exatamente essa a resposta que o agressor quer obter de nós, para poder ter controle sobre nossas emoções. Se você estiver em uma situação na qual você tem que lidar com um agressor e não pode sair com facilidade, tente usar o humor - isso quebra o gelo e pode pegar o valentão desprevinido. Diga que aquela situação não pode ser resolvida naquele momento, por exemplo, e va' embora! Exercite sua raiva de outra forma, praticando exercícios, escrevendo, contando aos adultos as situações para que possam orientá-Iola). Se você quiser lidar com um agressor, um valentão, não use a sua força fisica. Não chute, não bata, não empurre. Desse jeito, você está mostrando a sua raiva. Portanto, podemos nos ferir quando agimos dessa maneira. Não queremos ser agredidos nem agredir, para que ninguem saia machucado. Se quiser mesmo lidar com um agressor, um valentão, tenha controle da situação: se afaste ou saiba conversar que não quer se desentender com ninguem, só quer ter amigos e viver em paz. Não vamos esquecer: violência gera mais violência. E não queremos viver dessa maneira. 39]
  33. 33. 4. Desenvolva eoritlhtmmimeàl “; › Agir de maneira clara e objetiva, sendo sincero com seus sentimentos, é uma forma prática de responder à intimidação verbal. Quando nossas atitudes são autênticas e quando demonstramos o que queremos, nos sentimos bem. Não se engane em seus sentimentos. O que você fingir os outros vão perceber. Se formos bem intencionados, iremos atrair as coisas boas para nós, e os outros vão perceber. Isso é atrair e praticar as atitudes de confiança. 5. Assuma o controle d¡ sua vide. Você não pode controlar as ações das outras pessoas, mas pode controlar as suas e ser o senhor de seus atos. Pense em maneiras de se sentir bem e de fazer o seu melhor - aquilo de que você gosta e para o qual tem talento. Praticar exercícios é uma boa maneira de se sentir mais saudável. Traz muitos benefícios e nos faz sentir mais participativos na sociedade. A confiança que você ganhar vai ajudá-Iolal a ignorar as agressões que os outros estejam tentando lhe impor.
  34. 34. _ _ía _u_ s. ,. ._.4., -. .V 4 «- B. Falo sobre mo. A palavra é mágica. Falar nos ajuda a superar a maioria dos problemas da mente. Converse com um professor, parente ou amigo - alguém pode lhe dar o apoio necessário. Falar pode ser uma boa saida para acabar com os medos e frustrações que foram criados na mente quando você foi intimidado ou ameaçado. Ao conversar, você irá descobrir quem são os seus verdadeiros amigos. Se você foi intimidado ou ameaçado com boatos ou fofocas, todas as dicas acima - especialmente ignor e não reagir - podem ser aplicadas. Cuidado ao contar as suas confidências: algumas vezes, isso pode gerar opiniões erradas sobre você. As fofocas e boatos não verdadeiros magoam. Nem todos sabem a verdade, portanto, se falarem mal de você, não aceite. Ignore. Há muitos que falam coisas sem saber. Se você tiver controle sobre seus atos, se tiver confiança, saberá o que é verdade e o que não é verdade sobre você.
  35. 35. Uma boa conversa P O diálogo é o melhor caminho para a prevenção de muitos males. Pena que nem , sempre estejamos preparados para falar ou ouvir. Mas, acredite, ainda e a melhor solução para resolver conflitos ou conciliar lados opostos. Nada melhor para que pais ou parentes possam conhecer melhor seuslsuasl fiIhos(as). 7 Por mais problemas que tenhamos, precisamos dar atenção se não quisermos ter l' * l problemas mais graves com nossoslas) fi| hos(as). Temos que nos esforçar para saber ' - . se estão em risco ou em outras situações de perigo. Geralmente, pais ou parentes sabem que, quando eles ficam demasiadamente quietos, é porque podem estar com _ l algum problema difícil. ' . - l l 'É Imagine se elela) precisar de dar más notícias, como uma nota baixa ou uma recuperação. Isso pode deixá-lola) arrasadola), com medo de contar, estressadola) com a situação. Ou se quiser contar sobre assuntos mais íntimos, quase como se i fosse um segredo, mas ele (a) fica com receio de como você vai reagir e se sentir. Dessa forma, elela) encontra maneira de dizer ou não encontra as palavras certas.
  36. 36. Pode ser que ele(a) vá direto ao assunto. Seja ou tente ser um bom ouvinte. Escute o que ele tem pra contar. Se lhe disser que quer falar e você não tem esse costume, é porque o assunto pode ou deve ser sério. Saiba que, se isso acontecer, é bom ouvir. Simplesmente ouça e tente entender o que ele(a) está passando naquele momento, sem dizer nada; escute o que ele(a) tem para dizer. - Dê apoio para alguma coisa ou lhe ofereça conselhos ou ajuda sobre um problema; - Dê orientação de como sair de um problema, se estiver em apuros - e de preferência não o critique. Se seu(sua) fiIho(a) chegar para você, dizendo que precisa ser ouvido, é porque tem algo importante para contar. Por exemplo: "Mãe, eu preciso falar sobre um problema que estou tendo, mas eu preciso que você me ouça, apenas ouça, está bem? Não me dê conselho. Eu só quero que você saiba o que está me incomodando" "Pai, eu preciso obter sua permissão para ir a uma viagem de classe na próxima semana. Posso falar sobre isso? " "Vovô, eu preciso do seu conselho sobre alguma coisa. Podemos conversar? " PARE, escute, pode ser muito sério. Dê a atenção que ele(a) precisa! 43)
  37. 37. sltuaaão R: Imtlrmntníruh milha¡ Não é fácil falar de assuntos como sentimentos pessoais ou sexo. São difíceis de discutir com qualquer pessoa amiga, quanto mais com os pais, parentes ou, ainda mais, responsáveis. Sendo assim, se ele(a) estiver nervosola), as mãos suarem, o corpo ficar tenso, pode ser que seja para falar sobre assuntos mais íntimos ou sensíveis. Vamos para um exemplo prático: ele(a) está preocupadola) em dizer aos seus pais ou parentes sobre um problema, como o bullying, ou sentimento mais íntimo que poderá desapontá-lola). Ao invés de deixar esse sentimento guardado, é possível que ele(a) tente colocar em palavras dentro de uma conversa, para facilitar a sua comunicação. Assim: "Mãe, eu preciso falar com você - mas eu tenho medo de decepcioná-la. " "Pai, eu preciso falar com você sobre uma coisa - mas é meio constrangedor. " r-*â Atenção: pai, mãe, avó, tia, quem quer que seja, não seja duro, áspero ou comece a gritar. Espere ele(a) terminar de contar. "Mamãe ou papai: eu tenho algo a dizer. Você pode me ouvir? "
  38. 38. M41 Situação é: um mmerfiapnríüllur Às vezes, os adultos estão preocupados com alguma atividade (trabalhando ou buscando trabalho), e não estão muito dispostos a conversar. Mesmo assim, ola) fiIho(a) pode estar tentando encontrar um momento em que não estejam ocupados para puxar uma conversa. E vem assim: "Podemos conversar? É um bom momento para a gente bater um papo. Preciso falar de algo importante. " "Eu preciso falar com você. Quando é um bom momento? " Elela) pode estar com algum problema, com necessidade de desabafar, querendo ter uma conversa difícil. E| e(a) precisa estar caImo(a) para que as pessoas possam se entender. Preste e dê a devida atenção. Se você não puder conversar, encontre alguém de sua confiança para ajudá-Io ou dividir o problema, como um outro parente, o professor ou um conselheiro. Alguém que tente resolver essa situação junto com você, com uma forma de lhe compreender, incentivar, ouvir melhor ou ser mais útil, entendendo o que realmente está acontecendo.
  39. 39. i , l I
  40. 40. e --›-~_ -si- _. E QUANDO A SOLUÇÃO ESTÁ FORA l: DE CONTROLE il
  41. 41. ~AjudadolPoderllPúbllco Por mais difícil que seja enfrentar esse fenômeno, deve ser tratado com objetividade e de forma direta. Sendo assim, se a escola não proporcionar meios para evitar os danos provocados pelo professor ou por agressores, deve-se procurar ajuda no Poder Público, até pedindo indenização por danos morais e ressarcimento de despesas. Procure os ConselhosTutelares, as Delegacias da Criança e do Adolescente, Promotorias Publicas, Varas da Infância e Juventude e os organismos educacionais da sua região, se não conseguir o apoio que precisa para resolver este problema. Lembre-se: o adolescente maior de 18(dezoito) anos pode incorrer em crime. Os atos que estão descritos neste trabalho estão no Código Penal- que tipifica crime a injúria (ofender com palavras ou xingar outra pessoa), a calúnia (atribuir uma afirmação falsa ou desonrosa a respeito de alguem) ou a difamação (que é tornar pública uma afirmação falsa ou desonrosa de alguém) e as agressões enquadradas em lesão corporal (Ieve; culposa; grave; dolosa; seguida de morte). d_¡rereñteÀ. -- Vamos defender essa ideia, incentivando nossos filhos a aceitarem as diferenças naturais que a vida nos faz enfrentar. Só assim formaremos pessoas integras e de bom caráter. Vamos estimular os seus talentos e habilidades, para uma vida em paz, criando um mundo cada vez melhor. Essa é a ação correta. Portanto, vamos viver sem violência.
  42. 42. Resumo do que sugerimos: o Estimular o assunto em casa ou na escola. Como constatamos, as vítimas têm medo e vergonha de falar sobre as ações de bullying; - A escola tem que ter participação ativa nesse processo - não pode se omitir ou negligenciar -, deve tratar o assunto com rigor e ser cobrada . de suas ações; - Em hipótese alguma, incentivar a criança a revidar; essas atitudes geram mais ansiedade e pressão às pessoas que se envolvem nessas circunstâncias; - Sempre orientar a criança ou adolescente a procurar uma pessoa adulta, no momento em que ocorrer a intimidação ou a agressão; _, _ - Em casos mais graves, quando o problema já está instalado, quando não há oque fazer, compreenda que os estragos são profundos, sendo que se recomenda a busca de todo tipo de amparo psicológico; r', - Se não conseguir lidar com o problema dentro da sua casa ou na escola, deve levar os fatos às outras esferas de poder. o Não tente combater sozinho; ao se sentir acuado ou impotente, procure uma ajuda amiga. Isso não é errado; é ser, suficientemente, normal. . Í . Il Toda pessoa diferente tem tendência de ser alvo das brincadeiras covardes. Sendo assim, vamos ajudar todos envolvidos com atitudes de amor. 49) ¡V!
  43. 43. Referências Bibliográficas: CALHAU, Lélio Braga. Bullying- O que você precisa saber: Identificação, prevenção e repressão. Niterói: Impetus, 2009. FANTE, Cleo; PEDRA, José Augusto. Bullying Escolar: perguntas e respostas. Porto Alegre: Artmed, 2005. FANTE, Cleo. Fenómeno Bullying Escolar: como prevenir a violência nas escolas e educar para a paz. Campinas: Verus, 2005. FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Dicionário da Língua Portuguesa/ Aurélio Buarque de Holanda - 3°. Edição. Curitiba: Positivo, 2004.
  44. 44. soLUcloNANDo CONFLITOS. INTIMIDAÇÓES E ASSÊDIO.

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