Contexto histórico e cultural   Enquanto a Europa se prepara para a Primeira Guerra    Mundial, o Brasil começa a viver, ...
Mais história...    Mas toda esta prosperidade vem deixar cada    vez mais claros os fortes contrastes da    realidade br...
...   O Rio de Janeiro assiste, em 1904, a uma rápida, mais intensa    revolta popular, sob o pretexto aparente de lutar ...
Cangaço
Construir uma Literatura emsintonia com os acontecimentos   As primeiras décadas do Séc. XX, trouxeram ao    público obra...
Pré Modernismo   Autores:               Início – 1902 –   Euclides da Cunha       Publicação de “Os   Monteiro Lobato ...
Estilos e Objetivos distintos   O primeiro traço de união que surge, entre os pré    modernos, é o de procurar criar um B...
Das Primeiras obras Publicadas               surgem: Tendências que serão como bandeiras para  os Modernistas: A dessacr...
Euclides da Cunha   Publicou “os Sertões”, em    que retrata o conflito entre    os seguidores do líder    messiânico Ant...
Primeiras impressõesÉ uma paragem impressionadora. As condições estruturais da terra lá sevincularam à violência máxima do...
Lima Barreto   A inovação se dará por sua    preocupação de traçar, de forma    bastante fiel, quadros que    retratem a ...
Triste fim de Policarpo Quaresma   Embate entre o real e    o ideal.   Amar a pátria não    significa apenas    mantê-la...
Monteiro Lobato   Denunciar a decadência do povo do interior,    principalmente com o declínio do cultivo de café    na r...
Augusto dos Anjos   Desde 1900 aparecem    poemas de Augusto dos    Anjos publicados em    jornais e almanaques.   De de...
Tendência pré modernista   Gosto pelas imagens            Objeto dos poemas;    fortes e pela construção    formal deixa...
Augusto dos Anjos   Junção de todas as    tendências e de outras    mais vindas da ciência    que tanto o    apaixonava.
Versos Íntimos   Vês! Ninguém assistiu ao formidável    Enterro de tua última quimera.               Olhar pessimista   ...
Contexto Histórico   A primeira fase do            Em termos econômicos, o    Modernismo no Brasil           mundo encam...
A semana de Arte Moderna   Em 1917, Anita    Malfatti realizou uma    exposição de quadros.   Monteiro Lobato, que    as...
Há duas espécies de artistas. Uma composta dos que vêem normalmenteas coisas e em consequência disso fazem arte pura, guar...
Contra-ataque!   O grupo modernista    decide, em razão do    ataque sofrido, unir-se    em torno de objetivos    comuns,...
Ano de 1922 – dias 13, 15 e 17            de fevereiro   No Teatro municipal    de São Paulo, em noite    de gala, seriam...
Os sapos – Manoel Bandeira   Enfunando os sapos,                             Urra o sapo-boi:    saem da penumbra,      ...
Resultado Positivo!!!   Embora causassem    escândalo, os modernistas    se fizeram notar!    Deixaram claro que não    t...
Revistas e Manifestos   Revistas: era criado      Manifestos:    espaço para as             funcionavam como    divulgaç...
Klaxon   O primeiro número da    revista foi aberto por um    editorial manifesto:   A busca do atual   O culto ao prog...
Revista de Antropofagia   Como conciliar o direito à inovação estética com o    peso da tradição?   Como estabelecer o l...
Outras Revistas Estética, 1924. A revista, 1925-1926. Terra Roxa e Outras Terras, 1926. Verde, 1927.
Manifesto Pau-Brasil – Oswald             de Andrade   No manifesto, Oswald           Fazer uso da língua sem    ironiza...
Manifesto Antropófago   Oswald de Andrade,          Valendo da antropofagia                                 como metáfor...
Tupy or not Tupy that is the               question.   Assumindo um tom    contestador e anarquista,    Oswald propõe, no...
Postura Nacionalista apresenta       duas vertentes distintas:   de um lado, um             de outro, um    nacionalismo...
Características Literárias   A primeira fase do              Negação do passado;    modernismo, marcada             Ele...
Poemas-piadas e paródias    Canto de regresso à pátria          Canção do exílio   Oswald de Andrade                   Go...
Oswald de Andrade   A obra de Oswald de    Andrade talvez seja a    única a reunir todas as    características que    mar...
Revolucionou!                                Pero Vaz de Caminha   Transformação de    textos do período           A DESC...
Prosa   Os romances escritos por Oswald de    Andrade trouxeram para a Literatura    Brasileira uma estrutura inovadora. ...
Mário de Andrade   Escreveu poesia, prosa    e contos.   Foi o primeiro que    escreveu um texto    teórico, no Brasil, ...
Poesia   Encontramos em suas poesias um fluxo de    lirismo, muitas vezes associado ao    cotidiano. Além de uma visão cr...
Ode ao Burguês   Eu insulto o burguês! O burguês-níquel                Eu insulto o burguês-funesto[cruel]!    o burguês...
Prosa   Assim como na prosa de Oswald, Mário apresenta    um questionamento das estruturas típicas do    romance do sécul...
Macunaíma Texto responsável pela redefinição do  “herói” brasileiro. A personagem, a cada instante, se  transforma assum...
Manuel Bandeira   A solidão, as frustrações    provocadas por uma vida    limitada pela tuberculose,    uma ternura imens...
Poesias   Inovação modernista –            Sua história pessoal    uso de formas livres, tanto       empresta aos poemas...
Poética – pág. 25   Estou farto do lirismo comedido                  De todo lirismo que capitula ao que    Do lirismo b...
Momento num café   Quando o enterro passou    Os homens que se achavam no café    Tiraram o chapéu maquinalmente    Sauda...
Novo caminho a ser trilhado   Manuel Bandeira foi o único que conseguiu    produzir uma poesia que, embora refletindo    ...
Modernismo
Modernismo
Modernismo
Modernismo
Modernismo
Modernismo
Modernismo
Modernismo
Modernismo
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Modernismo

5.744 visualizações

Publicada em

Aulas de literatura sobre pré-modernismo, modernismo.

Publicada em: Educação
  • Seja o primeiro a comentar

Modernismo

  1. 1. Contexto histórico e cultural Enquanto a Europa se prepara para a Primeira Guerra Mundial, o Brasil começa a viver, a partir de 1894, um novo período de sua história republicana: com a posse do paulista Prudente de Morais, primeiro presidente civil, inicia-se a "República do café-com-leite", dos grandes proprietários rurais, em substituição a "República da Espada" (governos do marechal Deodoro e do marechal Floriano). É a áurea da economia cafeeira no Sudeste; é o movimento de entrada de grandes levas de imigrantes, notadamente os italianos; é o esplendor da Amazônia com o ciclo da borracha; é o surto de urbanização de São Paulo.
  2. 2. Mais história... Mas toda esta prosperidade vem deixar cada vez mais claros os fortes contrastes da realidade brasileira. É, também, o tempo de agitações sociais. Do abandono do Nordeste partem os primeiros gritos da revolta. Em fins do século XIX, na Bahia, ocorre a Revolta de Canudos, tema de Os sertões, de Euclides da Cunha; nos primeiros anos do século XX, o Ceará é o palco de conflitos, tendo como figura central o padre Cícero, o famoso "Padim Ciço"; em todo o sertão vive-se o tempo do cangaço, com a figura lendária de Lampião.
  3. 3. ... O Rio de Janeiro assiste, em 1904, a uma rápida, mais intensa revolta popular, sob o pretexto aparente de lutar contra a vacinação obrigatória idealizada por Oswaldo Cruz; na realidade, tratava-se de uma revolta contra o alto custo de vida, o desemprego e os rumos da República. Em 1910, há outra importante rebelião, desta vez dos marinheiros liderados por João Cândido, o "almirante negro", contra o castigo corporal, conhecida como a "Revolta de Chibata". Ao mesmo tempo, em São Paulo, as classes trabalhadoras sob a orientação anarquista, iniciam os movimentos grevistas por melhores condições de trabalho. Essas agitações são sintomas de crise na "República do café- com-leite", que se tornaria mais evidente na década de 1920, servindo de cenário ideal para os questionamentos da Semana da Arte Moderna.
  4. 4. Cangaço
  5. 5. Construir uma Literatura emsintonia com os acontecimentos As primeiras décadas do Séc. XX, trouxeram ao público obras de grande valor literário e social. Difícil traçar um panorama estético que englobe todos os autores que escreveram nesta época. Outra característica importante: Nas obras é possível reconhecer traços de algumas escolas literárias do final do Séc. XIX. Essa época não constitui nenhuma escola literária e sim um período de transição!
  6. 6. Pré Modernismo Autores:  Início – 1902 – Euclides da Cunha Publicação de “Os Monteiro Lobato sertões” de Euclides da Cunha. Lima Barreto  Término – 1922 – Graça Aranha Semana de Arte Augusto dos Anjos Moderna
  7. 7. Estilos e Objetivos distintos O primeiro traço de união que surge, entre os pré modernos, é o de procurar criar um Brasil “literário” que corresponda ao país real, abandonando as visões particularizadas da elite e dos grandes centros urbanos. Aproximam o momento histórico vivido e a trama desenvolvida nos romances. Linguagem se modifica, torna-se mais direta, mais objetiva, mais próxima da linguagem característica do texto jornalístico.
  8. 8. Das Primeiras obras Publicadas surgem: Tendências que serão como bandeiras para os Modernistas: A dessacralização do texto literário Utilização de um português mais brasileiro Crítica à realidade social e econômica contemporânea Enfim, a constituição de uma literatura que retrata verdadeiramente o Brasil.
  9. 9. Euclides da Cunha Publicou “os Sertões”, em que retrata o conflito entre os seguidores do líder messiânico Antônio Conselheiro e as forças do exército brasileiro. Naturalismo, Determinismo; Mais tarde caráter aprofundado pela segunda geração – Regionalismo; A terra – O homem – A luta.
  10. 10. Primeiras impressõesÉ uma paragem impressionadora. As condições estruturais da terra lá sevincularam à violência máxima dos agentes exteriores para o desenho derelevos estupendos. O regime torrencial dos climas excessivos, sobrevindo,de súbito, depois das insolações demoradas, e embatendo naqueles pendores,expôs há muito, arrebatando-lhes para longe todos os elementos degradados,as séries mais antigas daqueles últimos rebentos das montanhas: todas asvariedades cristalinas, e os quartzitos ásperos, e as fílades e calcários,revezando-se ou entrelaçando-se, repontando duramente a cada passo, malcobertos por uma flora tolhiça — dispondo-se em cenários em que ressaltapredominante, o aspecto atormentado das paisagens.Porque o que estas denunciam — no enterroado do chão, no desmantelo doscerros quase desnudos, no contorcido dos leitos secos dos ribeirõesefêmeros, no constrito das gargantas e no quase convulsivo de uma floradecídua embaralhada em esgalhos — é de algum modo o martírio da terra,brutalmente golpeada pelos elementos variáveis, distribuídos por todas asmodalidades climáticas
  11. 11. Lima Barreto A inovação se dará por sua preocupação de traçar, de forma bastante fiel, quadros que retratem a vida cotidiana nos subúrbios do Rio de Janeiro. Em seus romances acompanharemos: O dia-a-dia do funcionário público Moças que esperam pacientemente a hora do casamento Mulatos perseguidos pelo preconceito social
  12. 12. Triste fim de Policarpo Quaresma Embate entre o real e o ideal. Amar a pátria não significa apenas mantê-la como objeto de adoração. Ser patriota é conhecer as condições do país e tentar melhorá-lo. Apostila pág. 21-22
  13. 13. Monteiro Lobato Denunciar a decadência do povo do interior, principalmente com o declínio do cultivo de café na região do Vale da Paraíba. Jeca Tatu, personagem marginalizada, caboclo ignorante, medíocre; O Brasil está cheio de Jecas Tatus. Depois o autor chega a conclusão que é o sistema que remete o povo a esse modo de existência.
  14. 14. Augusto dos Anjos Desde 1900 aparecem poemas de Augusto dos Anjos publicados em jornais e almanaques. De definição literária complexa, pode-se notar forte influência simbolista. Seus poemas serão, mais tarde, publicados em seu único livro, denominado “Eu”.
  15. 15. Tendência pré modernista Gosto pelas imagens  Objeto dos poemas; fortes e pela construção formal deixam claro sua  Divagações ligação com o metafísicas; simbolismo;  Vocabulário O que o diferencia de cientificamente qualquer outra escola calculado; literária e que o faz ser associado às novas tendências é:
  16. 16. Augusto dos Anjos Junção de todas as tendências e de outras mais vindas da ciência que tanto o apaixonava.
  17. 17. Versos Íntimos Vês! Ninguém assistiu ao formidável Enterro de tua última quimera.  Olhar pessimista Somente a Ingratidão - esta pantera - Foi tua companheira inseparável!  Desilusão e abandono Acostuma-te à lama que te espera! O Homem, que, nesta terra miserável, acompanham o eu Mora, entre feras, sente inevitável Necessidade de também ser fera. lírico Toma um fósforo. Acende teu cigarro!  O ser humano está O beijo, amigo, é a véspera do escarro, A mão que afaga é a mesma que apedreja. fadado à solidão Se a alguém causa inda pena a tua chaga, Apedreja essa mão vil que te afaga, Escarra nessa boca que te beija!
  18. 18. Contexto Histórico A primeira fase do  Em termos econômicos, o Modernismo no Brasil mundo encaminhava-se estende-se de 1922 a para um colapso, 1930. Período em que o concretizado pela quebra da bolsa de Nova Iorque, Brasil vive o fim da em 1929. O Brasil, que chamada República velha, dependia em grande parte quando as oligarquias das exportações de café, ligadas aos grandes sofreu um duro golpe com proprietários rurais a quebra da bolsa e passou detinham o poder. a vivenciar um período de grande instabilidade econômica.
  19. 19. A semana de Arte Moderna Em 1917, Anita Malfatti realizou uma exposição de quadros. Monteiro Lobato, que assistiu a exposição, publicou um polêmico texto: Paranóia ou mistificação? No Estado de São Paulo
  20. 20. Há duas espécies de artistas. Uma composta dos que vêem normalmenteas coisas e em consequência disso fazem arte pura, guardando os eternosritmos da vida, e adotados para a concretização das emoções estéticas, osprocessos clássicos dos grandes mestres. Quem trilha por esta senda, setem gênio, é Praxíteles na Grécia, é Rafael na Itália, é Rembrandt naHolanda, é Rubens na Flandres, é Reynolds na Inglaterra, é Leubach naAlemanha, é Iorn na Suécia, é Rodin na França, é Zuloaga na Espanha. Setem apenas talento, vai engrossar a plêiade de satélites que gravitam emtorno daqueles sóis imorredouros. A outra espécie é formada pelos quevêem anormalmente a natureza, e interpretam-na à luz de teoriasefêmeras, sob a sugestão estrábica de escolas rebeldes, surgidas cá e lácomo furúnculos da cultura excessiva. São produtos do cansaço e dosadismo de todos os períodos de decadência: são frutos de fins deestação, bichados ao nascedouro. Estrelas cadentes, brilham um instante,as mais das vezes com a luz do escândalo, e somem-se logo nas trevasdo esquecimento. Embora eles se dêem como novos precursores dumaarte a vir, nada é mais velho do que a arte anormal ou teratológica:nasceu com a paranóia e com a mistificação. De há muito já que aestudam os psiquiatras em seus tratados, documentando-se nos inúmerosdesenhos que ornam as paredes internas dos manicômios. A únicadiferença reside em que nos manicômios esta arte é sincera, produtoilógico de cérebros transtornados pelas mais estranhas psicoses; e foradeles, nas exposições públicas, zabumbadas pela imprensa e absorvidaspor americanos malucos, não há sinceridade nenhuma, nem nenhumalógica, sendo mistificação pura.
  21. 21. Contra-ataque! O grupo modernista decide, em razão do ataque sofrido, unir-se em torno de objetivos comuns, em uma tentativa de tornar mais visível para a opinião pública as novas tendências artísticas européias.
  22. 22. Ano de 1922 – dias 13, 15 e 17 de fevereiro No Teatro municipal de São Paulo, em noite de gala, seriam realizados os eventos da Semana de Arte Moderna!!
  23. 23. Os sapos – Manoel Bandeira Enfunando os sapos,  Urra o sapo-boi: saem da penumbra, - Meu pai foi rei! - Foi! Aos pulos, os sapos - Não foi! - Foi! - Não foi! A luz os deslumbra. Em ronco que aterra,  Brada era um assomo Borra o sapo-boi: Meu pai foi à guerra! O sapo tanoeiro Não foi! - Foi! - Não Foi! O sapo-tanoeiro A grande arte é como lavor de joalheiro Parnasiano aguado, Outros, sapos-pipas Diz: -Meu cancioneiro é bem martelado. O (Um mal cabe em si) meu verso é bom Falam pelas tripas Frumento sem joio - Sei! - Não sabe! - Sabe! Longe dessa grita, Faço rimas com Consoantes de apoio. Vai por cinqüenta Lá onde mais densa anos A noite infinita Que lhes dei a forma: Reduzi sem danos Verte a sombra imensa A formas e a forma. Lá, fugido ao mundo, Clame a saparia Sem glória, sem fé, Em críticas céticas: No perau profundo Não há mais poesia, E solitário, é Que soluças tu, Mas há artes poéticas... Transido de frio Sapo-cururu Da beira do rio..."
  24. 24. Resultado Positivo!!! Embora causassem escândalo, os modernistas se fizeram notar! Deixaram claro que não tinham apenas intenções artísticas, mas um conjunto de obras em que as novas propostas eram concretizadas, demonstrando a viabilidade dos novos rumos estéticos.
  25. 25. Revistas e Manifestos Revistas: era criado  Manifestos: espaço para as funcionavam como divulgações das espaço de definição e produções literárias divulgação dos inspiradas pela nova próprios princípios visão artística. modernistas.
  26. 26. Klaxon O primeiro número da revista foi aberto por um editorial manifesto: A busca do atual O culto ao progresso Afirmação de que arte não é cópia da realidade Incorporação de novas formas artísticas, como o cinema.
  27. 27. Revista de Antropofagia Como conciliar o direito à inovação estética com o peso da tradição? Como estabelecer o limite entre o regional, o nacional e o universal? O objetivo dos antropófagos era de promover uma nova agitação cultural, de modo a manter acesas as inquietações estéticas e culturais que deram origem ao Modernismo Brasileiro, que nos últimos anos assumira uma face bem acomodada.
  28. 28. Outras Revistas Estética, 1924. A revista, 1925-1926. Terra Roxa e Outras Terras, 1926. Verde, 1927.
  29. 29. Manifesto Pau-Brasil – Oswald de Andrade No manifesto, Oswald  Fazer uso da língua sem ironiza e critica a visão preconceitos, tal qual se “oficial” da história manifesta na fala popular brasileira.  “a contribuição milionária Contrapondo a uma visão de todos os erros”. parótica e bem humorada.  Recuperação do passado Princípios do primeiro histórico sob uma momento da literatura perspectiva crítica. modernista: “Ver com olhos livres”.
  30. 30. Manifesto Antropófago Oswald de Andrade,  Valendo da antropofagia como metáfora do que lança esse manifesto deveria ser culturalmente como resposta ao repudiado, assimilado e nacionalismo do superado para que Grupo da Anta, alcançássemos uma verdadeira independência movimento cultural. O escritor conservador, sintetiza as conquistas do associado ao fascismo. movimento modernista ao mesmo tempo que lança um lema para os tempos futuros:
  31. 31. Tupy or not Tupy that is the question. Assumindo um tom contestador e anarquista, Oswald propõe, no “Manifesto Antropófago”, o caminho contrário ao das correntes nacionalistas que defendiam a idealização de um estado forte.
  32. 32. Postura Nacionalista apresenta duas vertentes distintas: de um lado, um  de outro, um nacionalismo crítico, nacionalismo consciente, de ufanista, utópico, denúncia da realidade exagerado, brasileira, identificado com as politicamente correntes políticas de identificado com as extrema direita. esquerdas;
  33. 33. Características Literárias A primeira fase do  Negação do passado; modernismo, marcada  Eleição do moderno como pelo signo de um valor em si mesmo; transformação, ficou  Valorização do cotidiano; conhecida como fase “heróica” ou de  Nacionalismo; destruição. Tal designação  Redescoberta da realidade deveu-se, em grande parte, brasileira; à opção pelo rompimento  Desejo de liberdade no com o passado, postura uso das estruturas da vista por muitos como língua; anárquica e destruidora.  Predominância da poesia sobre a prosa;
  34. 34. Poemas-piadas e paródias Canto de regresso à pátria Canção do exílio Oswald de Andrade Gonçalves Dias  Minha terra tem palmeiras, Minha terra tem palmares Onde canta o Sabiá; Onde gorjeia o mar As aves, que aqui gorjeiam, Os passarinhos daqui Não gorjeiam como lá. Não cantam como os de lá lá  Nosso céu tem mais estrelas, Nossas várzeas têm mais flores, Minha terra tem mais rosas Nossos bosques têm mais vida, Nossa vida mais amores. E quase que mais amores Minha terra tem mais ouro  Em cismar, sozinho, à noite, Mais prazer eu encontro lá; Minha terra tem mais terra Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá. Ouro terra amor e rosas  Minha terra tem primores, Eu quero tudo de lá lá Que tais não encontro eu cá; Não permita Deus que eu morra Em cismar –sozinho, à noite– Sem que volte para lá lá Mais prazer eu encontro lá; Minha terra tem palmeiras, Não permita Deus que eu morra Onde canta o Sabiá. Sem que volte pra São Paulo  Não permita Deus que eu morra, Sem que veja a Rua 15 Sem que eu volte para lá; E o progresso de São Paulo Sem que disfrute os primores Que não encontro por cá; Sem quinda aviste as palmeiras, Onde canta o Sabiá.
  35. 35. Oswald de Andrade A obra de Oswald de Andrade talvez seja a única a reunir todas as características que marcaram a primeira fase do Modernismo. Ele escreveu poesia, romance, teatro, crítica e, em todos os gêneros, deixou patente sua vocação para transgredir, quebrar expectativas, polemizar.
  36. 36. Revolucionou! Pero Vaz de Caminha Transformação de textos do período A DESCOBERTA colonial em poemas  Seguimos nosso caminho por este mar de longo que assumem uma Até a oitava da Páscoa conotação crítica da Topamos aves E houvemos vista de terra história “oficial” do  OS SELVAGENS Brasil.  Mostraram-lhes uma galinha Quase haviam medo dela E não queriam pôr a mão E depois a tomaram como espantados
  37. 37. Prosa Os romances escritos por Oswald de Andrade trouxeram para a Literatura Brasileira uma estrutura inovadora. Os capítulos curtos emprestam à narrativa características da linguagem cinematográfica, como uma sequência de cenas encadeadas de um imenso mosaico em que a realidade nacional é flagrada em flashes rápidos.
  38. 38. Mário de Andrade Escreveu poesia, prosa e contos. Foi o primeiro que escreveu um texto teórico, no Brasil, sobre a natureza da arte contemporânea – No prefácio de Paulicéia Desvairada.
  39. 39. Poesia Encontramos em suas poesias um fluxo de lirismo, muitas vezes associado ao cotidiano. Além de uma visão crítica da elite, e a afirmação da possibilidade de uma existência multifacetada (pessoal e cultural).
  40. 40. Ode ao Burguês Eu insulto o burguês! O burguês-níquel  Eu insulto o burguês-funesto[cruel]! o burguês-burguês! O indigesto feijão com toucinho, dono das A digestão bem-feita de São Paulo! tradições! O homem-curva! O homem-nádegas! Fora os que algarismam os amanhãs! Olha a vida dos nossos setembros! O homem que sendo francês, brasileiro, italiano, Fará Sol? Choverá? Arlequinal[Arlequim – é sempre um cauteloso pouco-a-pouco! palhaço]! Mas à chuva dos rosais o êxtase fará sempre Sol! Eu insulto as aristocracias cautelosas! Os barões lampiões! Os condes Joões! Os duques zurros!  Morte à gordura! Que vivem dentro de muros sem pulos, Morte às adiposidades cerebrais! e gemem sangue de alguns mil-réis fracos Morte ao burguês-mensal! para dizerem que as filhas da senhora falam o Ao burguês-cinema! Ao burguês-tiburi! francês Padaria Suíssa! Morte viva ao Adriano! e tocam os "Printemps“[primavera] com as "— Ai, filha, que te darei pelos teus anos? unhas! — Um colar... — Conto e quinhentos!!! Más nós morremos de fome!"  (...)
  41. 41. Prosa Assim como na prosa de Oswald, Mário apresenta um questionamento das estruturas típicas do romance do século XIX. O autor experimenta diferentes organizações para a prosa: ora eliminando a marcação de capítulos, ora criando um narrador, que embora onisciente, atua quase como uma personagem do livro, numa linguagem que explicitava a busca do português “brasileiro”.
  42. 42. Macunaíma Texto responsável pela redefinição do “herói” brasileiro. A personagem, a cada instante, se transforma assumindo as feições das diferentes raças que originaram o povo brasileiro (índio, negro e europeu).
  43. 43. Manuel Bandeira A solidão, as frustrações provocadas por uma vida limitada pela tuberculose, uma ternura imensa e a capacidade de perceber o lirismo nas pequenas coisas da vida, serão as marcas características da poesia de Manuel Bandeira.
  44. 44. Poesias Inovação modernista –  Sua história pessoal uso de formas livres, tanto empresta aos poemas no que diz respeito a que escreve uma forte métrica, quanto a rima. consciência da Capacidade de ver as cenas mais banais do dia- precariedade da vida. a-dia filtradas por lentes críticas e de recriá-las poeticamente em uma linguagem simples.
  45. 45. Poética – pág. 25 Estou farto do lirismo comedido  De todo lirismo que capitula ao que Do lirismo bem comportado quer que seja Do lirismo funcionário público com livro de funcioná pú fora de si mesmo ponto expediente De resto não é lirismo protocolo e manifestações de apreço ao manifestaç apreç Será contabilidade tabela de co- Sr. diretor. senos secretário do amante Estou farto do lirismo que pára e vai pá exemplar com cem modelos de averiguar no dicionário dicioná cartas e as diferentes o cunho vernáculo de um vocábulo. verná vocá maneiras de agradar às mulheres, Abaixo os puristas etc Todas as palavras sobretudo os Quero antes o lirismo dos loucos barbarismos universais O lirismo dos bêbedos Todas as construções sobretudo as construç O lirismo difícil e pungente dos sintaxes de exceção exceç bêbedos Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis inumerá O lirismo dos clowns de Estou farto do lirismo namorador Político Polí Shakespeare Raquítico Raquí Sifilítico Sifilí — Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.
  46. 46. Momento num café Quando o enterro passou Os homens que se achavam no café Tiraram o chapéu maquinalmente Saudavam o morto distraídos Estavam todos voltados para a vida Absortos na vida Confiantes na vida. Um no entanto se descobriu num gesto largo e demorado Olhando o esquife longamente Este sabia que a vida é uma agitação feroz e sem finalidade Que a vida é traição E saudava a matéria que passava Liberta para sempre da alma extinta
  47. 47. Novo caminho a ser trilhado Manuel Bandeira foi o único que conseguiu produzir uma poesia que, embora refletindo as transformações estéticas do momento, transcendeu seus limites históricos e refletiu sobre angústias e conflitos de natureza universal, como o amor, a paixão pela vida, a saudade de uma infância idealizada e o medo da morte.

×