"Não há um só homem de coração bem formado que não se sinta confrangido ao contemplar o doloroso quadro oferecido pelas so...
							CANUDOS<br />	CANGAÇO<br />				BORRACHA<br />									VACINA<br />						CHIBATA<br />	CAFÉ-COM LEITE<br />							PA...
	“Creio que se pode chamar pré-modernista (no sentido forte de premonição dos temas vivos em 22) tudo o que, nas primeiras...
Obras de referência<br />Os Sertões – Euclides da Cunha<br />Triste Fim de Policarpo Quaresma – Lima Barreto<br />Canaã – ...
“O Sertanejo é, antes de tudo, um forte.”<br />(Euclides da Cunha)<br />
Asa BrancaLuiz Gonzaga / Humberto Teixeira<br />Quando oiei a terra ardendoQual a fogueira de São JoãoEu preguntei a Deus ...
A volta da asa brancaLuíz Gonzaga<br />Já faz três noites Que pro norte relampeia A asa branca Ouvindo o ronco do trovão J...
Lima Barreto<br />Vítima do Preconceito Racial<br />Rejeição ao eruditismo da elite literária, à falsa ciência e à hipocri...
O Autor<br />Na sua obra, sempre explora temas ligados à sua própria vida, como o preconceito da sociedade para com os mes...
O UNIVERSO SUBURBANO<br />Ao oposto de Machado de Assis, que saído do Morro do Livramento procuraria os bairros da classe ...
Triste fim de Policarpo Quaresma(Lima Barreto)<br />
Major Quaresma<br />NACIONALISMOexacerbado do e FRUSTRAÇÃOao conhecer a triste realidade brasileira<br />Dom Quixote nacio...
Momento Histórico<br />Primeira República - governo de Floriano Peixoto (1891 - 1894)<br />Revolta da Armada<br />		(1892)...
Primeira parte <br /> Retrata o burocrata exemplar, patriota e nacionalista extremado, interessado pelas coisas do Brasil:...
Segunda parte <br />	Quaresma, desiludido com as incompreensões, vai para o campo (sítio do Sossego) onde se empenha na re...
Terceira parte <br />Motivado pela Revolta da Armada, Quaresma apóia Floriano Peixoto e, aos poucos, percebe a tirania do ...
A IRONIA<br />O único personagem que se preocupou com o seu país foi considerado traidor, enquanto outros, que se aproveit...
Clara dos Anjos<br />	Concluído em 1922, ano da morte de Lima Barreto, o romance Clara dos Anjos é uma denúncia áspera do ...
Elemento Marginalizado<br />Negros e Mulatos<br />
O Preconceito Racial<br />Principal alvo das ácidas críticas de Lima Barreto<br />Personificado no sofrimento de Clara e s...
	A carne mais barata do mercado é a carne negraQue vai de graça pro presídioE para debaixo do plásticoQue vai de graça pro...
Cassi Jones<br />	Clara<br />
Determinismo em Clara dos Anjos<br />Influência do Realismo-Naturalismo<br />Lima Barreto, em Clara dos Anjos defende a te...
Poesia Pré-Modernista<br />Augusto dos Anjos<br />
O pessimismo de Augusto dos Anjos<br />Uniu poesia e ciência, usando um vocabulário cientificista<br />Renovação da Poesia...
Para Augusto dos Anjos...<br />AMOR: união de células em volúpia<br />SER HUMANO: Ceia final de vermes<br />
	OS EXCLUÍDOS DA SOCIEDADE<br />
Trechos de “Os Doentes”<br />	“A civilização entrou na taba Em que ele estava. O gênio de Colombo Manchou de opróbrios a a...
Psicologia de um vencido<br />
Eu, filho do carbono e do amoníaco,<br />Monstro de escuridão e rutilância,<br />Sofro, desde a epigênesis da infância,<br...
O PulsoArnaldo Antunes<br />	Úlcera, <br />	tromboseCoqueluche, <br />	hipocondria<br />	Sífilis, ciúmesAsma, <br />	clept...
O poeta...<br />Original<br />Do mau gosto<br />Dos vermes<br />Da podridão<br />
Versos íntimos<br />
 Vês?! Ninguém assistiu ao formidável<br />Enterro de tua última quimera.<br />Somente a Ingratidão – esta pantera – <br /...
Bichos EscrotosTitãs<br />Bichos!Saiam dos lixosBaratas!Me deixem ver suas patasRatos!Entrem nos sapatosDo cidadão civiliz...
Monteiro Lobato(1882-1948)<br />Infância <br />Petróleo <br />Crítica <br />Literatura <br />Progresso<br />
Principais Obras<br />Cidades Mortas (crise no vale do Paraíba)<br />Urupês (O problema do Caboclo)<br />Negrinha (Racismo...
Os Problemas Sociais e  Os Marginalizados<br />	o trabalho do menor, o parasitismo da burocracia, a violência contra negro...
Linguagem<br />Simples, arejada, moderna<br />Antecipa o Modernismo, já que não apresenta o rebuscamento vigente<br />Na d...
URUPÊS1918<br />Denuncia os problemas do vale do Paraíba (São Paulo) após o declínio do café. <br />Retrata a vida da popu...
O Determinismo e o Jeca Tatu<br />	De acordo com Lobato, a mistura de raças gera um tipo fraco, indolente, preguiçoso, pas...
Trechos para análise<br />	“Porque a verdade nua manda dizer que entre as raças de variado matiz, formadoras da nacionalid...
“Pobre Jeca Tatu! Como és bonito no romance e feio na realidade!”<br />“Sua casa de sapé e lama faz sorrir aos bichos que ...
Trechos para análise<br />	“No meio da natureza brasílica, tão rica de formas e cores, onde os ipês floridos derramam feit...
Em 1947, com Zé Brasil, re-encarnação politizada do velho Jeca Tatu, Lobato faz sua auto crítica : atribui aqui a precária...
Negrinha<br />		“Ótima, a dona Inácia.<br />		Mas não admitia choro de criança. Ai! Punha-lhe os nervos em carne viva. Viú...
		No entanto, aquele choro nunca vinha sem razão. Fome quase sempre, ou frio, desses que entanguem pés e mãos e fazem-nos ...
Lobato e as Crianças<br />Produziu durante toda sua carreira literária 26 títulos destinados ao público infantil. É um dos...
Sítio do Pica-Pau AmareloGilberto Gil<br />Marmelada de banana, <br />	bananada de goiabaGoiabada de marmeloSítio do Pica-...
Graça Aranha<br />“Se a academia não se renova, então morra a Academia”<br />Fundador da ABL<br />Diplomata, trouxe da Eur...
Canaã<br />Imigrantes alemães no Espírito Santo, <br />Conflitos decorrentes desta colonização<br />Correntes de pensament...
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Pré modernismo

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Aula sobre Pré-Modernismo, com destaque para as obras de Euclides da Cunha, Lima Barreto, Augusto dos Anjos, Monteiro Lobato e Graça Aranha.

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Pré modernismo

  1. 1. "Não há um só homem de coração bem formado que não se sinta confrangido ao contemplar o doloroso quadro oferecido pelas sociedades atuais com sua moral mercantil e egoísta"<br />(Euclides da Cunha)<br />
  2. 2. CANUDOS<br /> CANGAÇO<br /> BORRACHA<br /> VACINA<br /> CHIBATA<br /> CAFÉ-COM LEITE<br /> PADRE CÍCERO<br /> IMIGRAÇÃO<br /> GREVE<br /> 1ª GUERRA MUNDIAL<br />PRÉ-MODERNISMO<br />
  3. 3. “Creio que se pode chamar pré-modernista (no sentido forte de premonição dos temas vivos em 22) tudo o que, nas primeiras décadas do século, problematiza a nossa realidade social e cultural.”<br />(Alfredo Bosi – História Concisa da Literatura Brasileira)<br />
  4. 4. Obras de referência<br />Os Sertões – Euclides da Cunha<br />Triste Fim de Policarpo Quaresma – Lima Barreto<br />Canaã – Graça Aranha<br />Urupês – Monteiro Lobato<br />
  5. 5.
  6. 6. “O Sertanejo é, antes de tudo, um forte.”<br />(Euclides da Cunha)<br />
  7. 7.
  8. 8. Asa BrancaLuiz Gonzaga / Humberto Teixeira<br />Quando oiei a terra ardendoQual a fogueira de São JoãoEu preguntei a Deus do céu,aiPor que tamanha judiação<br />Que braseiro, que fornaiaNem um pé de prantaçãoPor farta d'água perdi meu gadoMorreu de sede meu alazão<br />Inté mesmo a asa brancaBateu asas do sertão"Intonce" eu disse adeus Rosinha<br />Guarda contigo meu coração<br />Hoje longe muitas léguaNuma triste solidãoEspero a chuva cair de novoPra mim vortar pro meu sertão<br />Quando o verde dos teus óioSe espaiá na prantaçãoEu te asseguro não chore não, viuQue eu vortarei, viuMeu coração<br />
  9. 9. A volta da asa brancaLuíz Gonzaga<br />Já faz três noites Que pro norte relampeia A asa branca Ouvindo o ronco do trovão Já bateu asas E voltou pro meu sertão Ai, ai eu vou me embora Vou cuidar da prantação<br />A seca fez eu desertar da minha terra Mas felizmente Deus agora se alembrouDe mandar chuva Pr'esse sertão sofredor Sertão das muié séria Dos homes trabaiador<br />Rios correndo As cachoeira tão zoando Terra moiadaMato verde, que riqueza E a asa branca Tarde canta, que beleza Ai, ai, o povo alegre Mais alegre a natureza <br />Sentindo a chuva Eu me arrescordo de Rosinha A linda flor Do meu sertão pernambucano E se a safra Não atrapaiá meus pranosQue que há, o seu vigário Vou casar no fim do ano.<br />
  10. 10. Lima Barreto<br />Vítima do Preconceito Racial<br />Rejeição ao eruditismo da elite literária, à falsa ciência e à hipocrisia<br />Dos pré-modernistas o mais próximo do modernismo<br />respeita códigos literários antigos (principalmente o Naturalismo, conforme anteriormente apontado), mas já apresenta uma linguagem nova<br />
  11. 11. O Autor<br />Na sua obra, sempre explora temas ligados à sua própria vida, como o preconceito da sociedade para com os mestiços e pobres <br />
  12. 12. O UNIVERSO SUBURBANO<br />Ao oposto de Machado de Assis, que saído do Morro do Livramento procuraria os bairros da classe média e abastada, este homem, nascido nas Laranjeiras, que se distinguiu nos estudos de Humanidades e nos concursos, que um dia sonhou tornar-se engenheiro, que no fim da vida ainda se gabava de saber geometria contra os que o acusavam de não saber escrever bem, procurou deliberadamente a feiúra e a tristeza dos bairros pobres, o avesso das aparências brancas e burguesas, o avesso de Botafogo e de Petrópolis.<br /> Sérgio Buarque de Holanda<br />
  13. 13. Triste fim de Policarpo Quaresma(Lima Barreto)<br />
  14. 14. Major Quaresma<br />NACIONALISMOexacerbado do e FRUSTRAÇÃOao conhecer a triste realidade brasileira<br />Dom Quixote nacional, otimista incurável, visionário, paladino da justiça, expressando na sua ingenuidade a doçura e o calor humano do homem do povo.<br />
  15. 15. Momento Histórico<br />Primeira República - governo de Floriano Peixoto (1891 - 1894)<br />Revolta da Armada<br /> (1892)<br />
  16. 16. Primeira parte <br /> Retrata o burocrata exemplar, patriota e nacionalista extremado, interessado pelas coisas do Brasil: a música, o folclore e o tupi-guarani.<br />Pede que o tupi-guarani torne-se a língua oficial brasileira.<br />Vira chacota e é <br />internado num hospício<br />
  17. 17. Segunda parte <br /> Quaresma, desiludido com as incompreensões, vai para o campo (sítio do Sossego) onde se empenha na reforma da agricultura brasileira Seu plano fracassa por três motivos:<br />o clientelismo hipócrita dos políticos<br />a deficiente estrutura agrária brasileira <br />a voracidade dos imbatíveis exércitos de saúvas<br />
  18. 18. Terceira parte <br />Motivado pela Revolta da Armada, Quaresma apóia Floriano Peixoto e, aos poucos, percebe a tirania do "Marechal de Ferro".<br />Enfim, a revolta é sufocada. Quaresma é transferido para a Ilha das Enxadas, como carcereiro<br />Um juiz aparece por lá e distribui as condenações aleatoriamente. Chocado, escreve uma carta para o presidente, pedindo a reparação de tal erro.<br />Foi mal interpretado, preso e condenado à morte por traição. <br />
  19. 19. A IRONIA<br />O único personagem que se preocupou com o seu país foi considerado traidor, enquanto outros, que se aproveitaram no conflito para conseguir vantagens políticas, como Armando Borges, Genelício e Bustamante, saíram-se vitoriosos.<br />No final, tal qual Dom Quixote, Quaresma acorda, recobra a razão. Percebe que a pátria, por que sempre lutara, era uma ilusão, nunca existira. Num momento pungente, tocante, descobre que passara toda a sua vida numa inutilidade.<br />
  20. 20. Clara dos Anjos<br /> Concluído em 1922, ano da morte de Lima Barreto, o romance Clara dos Anjos é uma denúncia áspera do preconceito racial e social, vivenciado por uma jovem mulher do subúrbio carioca. <br />
  21. 21. Elemento Marginalizado<br />Negros e Mulatos<br />
  22. 22. O Preconceito Racial<br />Principal alvo das ácidas críticas de Lima Barreto<br />Personificado no sofrimento de Clara e sua família<br />
  23. 23. A carne mais barata do mercado é a carne negraQue vai de graça pro presídioE para debaixo do plásticoQue vai de graça pro subempregoE pros hospitais psiquiátricosA carne mais barata do mercado é a carne negraQue fez e faz história pra caralhoSegurando esse país no braço, meu irmão.O gado aqui não se sente revoltadoPorque o revólver já está<br /> engatilhadoE o vingador é lento, <br /> mas muito <br /> bem intencionadoEsse país vai deixando <br /> todo mundo pretoE o cabelo esticadoE mesmo assim, ainda <br /> guardo o direitoDe algum antepassado <br /> da corBrigar por justiça<br /> e por respeito<br />A carne(Farofa Carioca)<br />Literato<br />Professor André Guerra<br />
  24. 24. Cassi Jones<br /> Clara<br />
  25. 25. Determinismo em Clara dos Anjos<br />Influência do Realismo-Naturalismo<br />Lima Barreto, em Clara dos Anjos defende a tese de que, haja vista o preconceito racial que sofrem, as mulheres mulatas estão condenadas à desonra.<br />
  26. 26. Poesia Pré-Modernista<br />Augusto dos Anjos<br />
  27. 27. O pessimismo de Augusto dos Anjos<br />Uniu poesia e ciência, usando um vocabulário cientificista<br />Renovação da Poesia<br />Tudo caminha para a morte, a destruição, a decomposição, o mal e o nada<br />
  28. 28. Para Augusto dos Anjos...<br />AMOR: união de células em volúpia<br />SER HUMANO: Ceia final de vermes<br />
  29. 29. OS EXCLUÍDOS DA SOCIEDADE<br />
  30. 30. Trechos de “Os Doentes”<br /> “A civilização entrou na taba Em que ele estava. O gênio de Colombo Manchou de opróbrios a alma do mazombo, Cuspiu na cova do morubixaba!” “E o índio, por fim, adstricto à étnica escória, Recebeu, tendo o horror no rosto impresso, Esse achincalhamento do progresso Que o anulava na crítica da História! ““E sentia-se pior que um vagabundo Microcéfalo vil que a espécie encerra Desterrado na sua própria terra, Diminuído na crônica do mundo!”<br />
  31. 31. Psicologia de um vencido<br />
  32. 32. Eu, filho do carbono e do amoníaco,<br />Monstro de escuridão e rutilância,<br />Sofro, desde a epigênesis da infância,<br />A influência má dos signos do zodíaco.<br /> <br />Profundíssimamente hipocondríaco,<br />Este ambiente me causa repugnância...<br />Sobe-me à boca uma ânsia, análoga à ânsia<br />Que se escapa da boca de um cardíaco.<br /> <br />Já o verme – este operário das ruínas – <br />Que o sangue podre das carnificinas<br />Come, e à vida em geral declara guerra,<br /> <br />Anda a espreitar meus olhos para roê-los,<br />E há de deixar-me apenas os cabelos,<br />Na frialdade inorgânica da terra!<br />
  33. 33. O PulsoArnaldo Antunes<br /> Úlcera, <br /> tromboseCoqueluche, <br /> hipocondria<br /> Sífilis, ciúmesAsma, <br /> cleptomania<br /> E o corpo <br /> ainda é poucoReumatismo, raquitismoCistite, disritmiaHérnia, pediculoseTétano, hipocrisiaBrucelose, febre tifóideArteriosclerose, miopiaCatapora, culpa, cárieCâimba, lepra, afasia...<br /> O pulso ainda pulsaO pulso ainda pulsa...<br /> Peste bubônicaCâncer, pneumoniaRaiva, rubéolaTuberculose e anemiaRancor, cisticircoseCaxumba, difteriaEncefalite, faringiteGripe e leucemia...<br /> E o pulso ainda pulsaE o pulso ainda pulsa<br /> Hepatite, escarlatinaEstupidez, paralisiaToxoplasmose, sarampoEsquizofrenia<br />
  34. 34. O poeta...<br />Original<br />Do mau gosto<br />Dos vermes<br />Da podridão<br />
  35. 35. Versos íntimos<br />
  36. 36.  Vês?! Ninguém assistiu ao formidável<br />Enterro de tua última quimera.<br />Somente a Ingratidão – esta pantera – <br />Foi sua companheira inseparável!<br /> <br />Acostuma-te à lama que te espera!<br />O Homem, que, nesta terra miserável,<br />Mora, entre feras, sente inevitável<br />Necessidade de também ser fera.<br />Toma um fósforo. Acende teu cigarro!<br />O beijo, amigo, é a véspera do escarro,<br />A mão que afaga é a mesma que apedreja.<br /> <br />Se a alguém causa ainda pena a tua chaga,<br />Apedreja essa mão vil que te afaga,<br />Escarra nessa boca que te beija!<br />
  37. 37. Bichos EscrotosTitãs<br />Bichos!Saiam dos lixosBaratas!Me deixem ver suas patasRatos!Entrem nos sapatosDo cidadão civilizado...<br />Pulgas!Que habitam minhas rugasOnçinha pintadaZebrinha listradaCoelhinho peludoVão se fuder!Porque aquiNa face da terraSó bicho escrotoÉ que vai ter...<br />Bichos EscrotosSaiam dos esgotosBichos EscrotosVenham enfeitarMeu lar!Meu jantar!Meu nobre paladar!...<br />
  38. 38. Monteiro Lobato(1882-1948)<br />Infância <br />Petróleo <br />Crítica <br />Literatura <br />Progresso<br />
  39. 39. Principais Obras<br />Cidades Mortas (crise no vale do Paraíba)<br />Urupês (O problema do Caboclo)<br />Negrinha (Racismo pós-abolição)<br />
  40. 40. Os Problemas Sociais e Os Marginalizados<br /> o trabalho do menor, o parasitismo da burocracia, a violência contra negros, imigrantes e mulheres, a empáfia dos que mandam, o crescimento desordenado das cidades, a degradação progressiva da vida interiorana; o surto de modernidade autofágicaque desemboca na crise de 30.<br />
  41. 41. Linguagem<br />Simples, arejada, moderna<br />Antecipa o Modernismo, já que não apresenta o rebuscamento vigente<br />Na descrição das personagens Lobato utiliza técnicas expressionistas que as deformam<br />
  42. 42. URUPÊS1918<br />Denuncia os problemas do vale do Paraíba (São Paulo) após o declínio do café. <br />Retrata a vida da população miserável, que abandona as pequenas cidades em busca de alternativas<br />
  43. 43. O Determinismo e o Jeca Tatu<br /> De acordo com Lobato, a mistura de raças gera um tipo fraco, indolente, preguiçoso, passivo: <br />Sua religião são primitivas formas de superstição e magia.<br /> Sua medicina é rala. Sua política é inexistente.<br />Não tem senso estético (até o homem das cavernas tinha) <br />Colhe o que a natureza oferece. <br />É o protótipo do que é atrasado no país.<br />
  44. 44. Trechos para análise<br /> “Porque a verdade nua manda dizer que entre as raças de variado matiz, formadoras da nacionalidade e metidas entre o estrangeiro recente e o aborígene de tabuinha no beiço, uma existe a vegetar de cócoras, incapaz de evolução, impenetrável ao progresso. Feia e sorna, nada a põe de pé.”<br />
  45. 45. “Pobre Jeca Tatu! Como és bonito no romance e feio na realidade!”<br />“Sua casa de sapé e lama faz sorrir aos bichos que moram em toca e gargalhar ao joão-de-barro.”<br />Trechos para análise<br />
  46. 46. Trechos para análise<br /> “No meio da natureza brasílica, tão rica de formas e cores, onde os ipês floridos derramam feitiços no ambiente (...); onde há abelhas de sol, esmeraldas vivas, cigarras, sabiás, luz, cor, perfume, (...) o caboclo é o sombrio urupê de pau podre a modorrar silencioso no recesso das grotas.<br /> Só ele não fala, não canta, não ri, não ama.<br /> Só ele, no meio da tanta vida, não vive…”<br />
  47. 47. Em 1947, com Zé Brasil, re-encarnação politizada do velho Jeca Tatu, Lobato faz sua auto crítica : atribui aqui a precária situação do camponês brasileiro à estrutura econômica brasileira e não mais à preguiça ou falta de saúde. Esta obra, censurada e apreendida, assim que foi publicada, é documento sugestivo de um temporário alinhamento de Monteiro Lobato com o Partido Comunista Brasileiro. <br />
  48. 48. Negrinha<br /> “Ótima, a dona Inácia.<br /> Mas não admitia choro de criança. Ai! Punha-lhe os nervos em carne viva. Viúva sem filhos, não a calejara o choro da carne de sua carne, e por isso não suportava o choro da carne alheia. Assim, mal vagia, longe, na cozinha, a triste criança, gritava logo nervosa:<br /> — Quem é a peste que está chorando aí?<br /> Quem havia de ser? A pia de lavar pratos? O pilão? O forno? A mãe da criminosa abafava a boquinha da filha e afastava-se com ela para os fundos do quintal, torcendo-lhe em caminho beliscões de desespero.<br /> — Cale a boca, diabo!<br />
  49. 49. No entanto, aquele choro nunca vinha sem razão. Fome quase sempre, ou frio, desses que entanguem pés e mãos e fazem-nos doer...<br /> Assim cresceu Negrinha — magra, atrofiada, com os olhos eternamente assustados. Órfã aos quatro anos, por ali ficou feito gato sem dono, levada a pontapés. Não compreendia a idéia dos grandes. Batiam-lhe sempre, por ação ou omissão. A mesma coisa, o mesmo ato, a mesma palavra provocava ora risadas, ora castigos.”<br />
  50. 50. Lobato e as Crianças<br />Produziu durante toda sua carreira literária 26 títulos destinados ao público infantil. É um dos mais importantes escritores da literatura infanto-juvenil da América Latina e também do mundo.<br />
  51. 51. Sítio do Pica-Pau AmareloGilberto Gil<br />Marmelada de banana, <br /> bananada de goiabaGoiabada de marmeloSítio do Pica-Pau amareloSítio do Pica-Pau amarelo<br /> Boneca de pano é gente, <br /> sabugo de milho é genteO sol nascente é tão beloRios de prata, pirataVôo sideral na mata, <br /> universo paralelo<br /> No país da fantasia, num estado de euforiaCidade polichineloSítio do Pica-Pau amarelo<br />
  52. 52. Graça Aranha<br />“Se a academia não se renova, então morra a Academia”<br />Fundador da ABL<br />Diplomata, trouxe da Europa, inovações estéticas<br />Fundamental para a semana de Arte Moderna<br />
  53. 53. Canaã<br />Imigrantes alemães no Espírito Santo, <br />Conflitos decorrentes desta colonização<br />Correntes de pensamento sobre a colonização<br />Teses racionalistas e descrições naturalistas<br />

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