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  ATUAÇÃO NA ACADEMIA: SUGESTÃO DE AVALIAÇÃO E PRESCRIÇÃO DO
 PROGRAMA DE EXERCÍCIOS A PARTIR DO CONHECIMENTO E INTERVENÇÃO
               NA SAÚDE E PERFORMANCE HUMANA

                            PROFª DRª MARIA DO SOCORRO CIRILO DE SOUSA
      DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO FÍSICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DA
                                                                        PARAÍBA
      Vinculada ao: Laboratório de Estudos e Pesquisas do Treinamento-LEPET e
                  Laboratório de Atividades Físicas Profª Socorro Cirilo-LAAFISC

      Atualmente o ambiente das academias tornou-se um dos locais mais propícios
para se desenvolver baterias de testes específicas às necessidades e peculiaridades
de cada praticante. Esta prática atinge tantos indivíduos que nunca participaram de
prática regular de atividade física orientada quanto atletas em altos níveis de
desempenho. Estes segmentos, por representarem, na sociedade contemporânea,
uma parcela bastante significativa dos locais destinados ao atendimento de pessoas
que estão estimuladas à prática do exercício físico exigem, em função da prescrição
adequada do programa de exercícios, análise de postura estética, cineantropometria
morfológica (estática) e dinâmica. Conforme Bertevello (1995, p. 21), a academia de
ginástica é uma empresa de esporte voltada ao condicionamento físico, à iniciação
esportiva e ao desenvolvimento saudável de seus usuários. Portanto é um trabalho
voltado à saúde da população é dos atletas. O procedimento para coleta de
informações para esta prescrição, no ambiente das academias, compõe-se de dez
etapas, que só devem ser iniciadas a partir de um termo de consentimento assinado
pelo avaliado. Sugere-se o do Ministério da Saúde 196/96 para pesquisa com seres
humanos. As etapas são:
ETAPA (1): ANAMNESE DE SAÚDE GERAL E NÍVEL CLÍNICO
      Esta primeira fase se inicia logo após o primeiro contato com a recepção na
academia. Nela se devem registrar, em ficha individual computadorizada ou manual, os
dados seguintes aspectos: hábitos sociais (fumar, beber, comer, etc.), e informações
de histórico pessoal e familiar de. Se o indivíduo realizou          exames clínicos
recentementes (até 6 meses), os mesmos devem ser solicitados para apresentar no dia
da coleta dos dados. Ainda nesta etapa, o avaliado deverá ser orientado quanto ao tipo
de calçado e vestimenta, contrato de adesão, regulamento interno do próprio
estabelecimento e normas de avaliação para sua permanência no ambiente da
academia. Tais instruções devem ser agilizadas pela pessoa responsável pelo
protocolo inicial quando o indivíduo ingressa na academia. Sugere-se a presença de
um profissional de Educação Física na recepção para o primeiro contato com o
interessado.


ETAPA (2): ANAMNESE ESPORTIVA
      Normalmente esta etapa do roteiro de informações está na seqüência da etapa
anterior. Nela são observados os níveis de prática física e inatividade, participação em
atividades desportivas atuais ou em período escolar, afinidade com desporto ou
exercícios físicos, idade que praticou exercícios pela primeira vez, motivos da adesão à
prática física, o tipo de exercício que o incomoda, os horários, entre outros.
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ETAPA (3): ANAMNESE SÓCIO-ECONÔMICA, AFETIVO-SOCIAL E EDUCACIONAL
      Serão abordados aspectos sobre estado civil, número de filhos, grau de
escolaridade, profissão atual, atividade que desempenha, tipo de personalidade
(extrovertida e introvertida), grau de satisfação nas relações: convívios sociais,
familiares, profissionais e consigo mesmo. Normalmente outros fatores de ordem
pessoal e que estão relacionados aos aspectos sociais, econômicos, afetivos e
educacionais são reservados a esta etapa. Portanto, esta fase requer mais sutileza e
discrição por parte do profissional, evitando situações de constrangimento para as
respostas do avaliado.
  ETAPA (4) : ANAMNESE DOS ASPECTOS NUTRICIONAIS
      Deve-se analisar a ingestão de alimentos construtores, reguladores e energéticos,
indicando o avaliado para um profissional da área ou simplesmente contabilizando o
número de calorias diárias. Para exigência calórica diária estimativa (ECDE), podem-se
adotar os protocolos de Clark (1998) e Williams (2002). Esta etapa é de fundamental
importância para que o programa de exercícios seja prescrito com base na exigência
calórica diária estimada pelos protocolos específicos, considerando a taxa de
metabolismo de repouso e basal e os cálculos estimativos de gasto calórico por
exercício. Não se justifica organizar dietas nutricionais, pois isto é função do
nutricionista, mas sim o tipo de alimentação ingerida para compreender a composição
corporal medida e avaliada pela etapa anterior.
ETAPA (5): ANÁLISE DAS CURVATURAS DA COLUNA E POSTURA
      Verifica-se a possibilidade de empregar uma técnica de análise da postura cujo
objetivo é poder dar continuidade aos demais testes e medidas que estarão por vir,
pois, a partir desta fase, é importante que o indivíduo avaliado esteja apto para
medidas que envolvem estética corporal e condições de execução de esforço físico
sem comprometimento de sua saúde. Deve-se ponderar a postura de acordo com a
visão posterior, lateral (perfil) e anterior, por meio de procedimentos de medidas
estáticas e dinâmicas (marcha com caminhada) em sentido podo-cefálico ou vice-
versa, com ênfase para as principais alterações da coluna vertebral.
ETAPA (6): ANÁLISE ESTÉTICA
      É nesta etapa que os aspectos genéticos são analisados. Inicialmente é
fundamental determinar a predominância étnica do avaliado, visto que há diferenças no
desempenho físico, cinentropométrico e outros em conformidade com a etnia. Neste
ponto, deve-se considerar o grau de flacidez tecidual e muscular, insuficiência venosa
de membros inferiores (IVMMII), superiores e demais regiões, presença de estrias,
adiposidade localizada (principalmente, as regiões mais acometidas), tônus e volume
muscular, comprometimento dos seios em relação à musculatura de suporte.


      Convém ressaltar que embora homens e mulheres sejam esteticamente
diferentes já que possuem características próprias, analiticamente esses aspectos
devem ser considerados, pois as disfunções estéticas expostas incidem indistintamente
sobre ambos. Esta etapa da avaliação requer novamente o feeling e a sutileza do
avaliador em suas colocações verbais de acordo com o que foi mensurado no avaliado,
bem como no registro dos dados para posteriores comparações, pois há fatores que
3




podem não ser modificado com a prática do exercício, como no caso da estria, mas
também não podem ser agravados, como no caso das varizes e microvarizes.
 ETAPA (7) CINEANTROPOMETRIA MORFOLÓGICA
       É uma etapa em que todas as medidas básicas de circunferências corporais,
comprimentos de segmentos, alturas, diâmetros ósseos, dobras cutâneas e massa
corporal são aferidas de forma que possibilitem equacionar valores capazes de gerar
parâmetros para comparações a partir de critérios de normas e referências,
principalmente dos indicadores de saúde do tipo: índice de massa corporal (IMC);
relação cintura quadril (RCQ); índice de conicidade (IC), índice de tonicidade (IT); e a
composição corporal com fragmentação dos componentes em: massa isenta de
gordura, percentual de gordura, peso ósseo, peso de gordura e somatotipia. Esta fase
é uma das que geram mais interesse pelo avaliado para seu diagnóstico, pois
normalmente ele se depara com os termos de saúde mais conhecidos e divulgados
pela mídia.
ETAPA (8): CINEANTROPOMETRIA FUNCIONAL E NEUROMUSCULAR
         Após a aplicação das etapas de origem mais estática, diagnóstico clínico e
informativo são empregados os testes de funções das capacidades relacionadas à
saúde: resistência cardiorespiratória, resistência muscular localizada, força,
flexibilidade, para os usuários, de uma forma geral. E, específicos, para as
peculiaridades de grupos de indivíduos, jovens, adultos, idosos e classes especiais.
Porém, para atletas, utilizam-se testes direcionados às capacidades exigidas no
desporto. Deve-se iniciar esta etapa somente após recolher os dados suficientes das
outras etapas para que seja possível submeter o indivíduo ao esforço necessário,
assegurando-se de que ele está apto para o tipo de esforço sugerido, devendo ser de
origem submáxima para o ambiente das academias. Portanto, para cada capacidade
avaliada, convém que se utilizarem instrumentos e procedimentos capazes de serem
controlados antes, durante e após sua aplicação. Sugerem-se, de uma maneira geral,
para a mensuração da resistência cardiorespiratória, testes laboratoriais de banco
(subir e descer degraus) com um tempo máximo de 4 minutos de execução, bicicleta
ou esteira, com protocolos submáximos; para a resistência muscular localizada (RML),
os testes de provas de funções musculares voltadas para a saúde, ou seja, RML da
musculatura abdominal, braços e peitorais que são realizados em 1 minuto, registrando
o maior número de repetições neste tempo; para o componente força, devem ser
empregados testes que necessitem de 1 a 6 repetições no máximo ou suspensão; e
em relação à flexibilidade, o teste de sentar e alcançar é ainda um dos mais solicitados.

ETAPA (9) : PRESCRIÇÃO DO PROGRAMA DE EXERCÍCIOS
       Esta penúltima fase, que para muitos pode ser considerada a última, devido ao
fenômeno do abandono do usuário pela academia, é sempre organizada conforme os
resultados e as avaliações das etapas anteriores, principalmente a especificidade das
informações coletadas sobre o indivíduo avaliado. Normalmente, se utilizam como base
desta prescrição alguns aspectos: a) tipo de exercício: cardiorespiratórios,
neuromusculares e mistos, pois o programa deve ser composto de pelo menos uma
atividade de cada grupo citado; b) tempo (duração) disponibilizado pelo usuário e
àquele gasto para as atividades, entre 20 e 60 minutos; c) freqüência, que deverá ser
de 3 a 5 vezes semanais; d) intensidade empregada nos exercícios, entre 75% e 85%
4




da FCM, variando conforme o grau de aptidão do indivíduo. Para Sousa (2002, p. 273),
estes procedimentos clínicos norteiam o programa de atividade física prescrito para a
prática mais individualizada e diversificada dos exercícios específicos. A base do
programa de treinamento, disposta no Quadro 01, é uma adaptação da autora das
diversas propostas de autores como a por Pollock e Wilmore (1993), Fórum Mundial de
Atividade Física e Esporte (Québec, 1995), e pelo Colégio Americano de Medicina
Esportiva (ACSM) (2002). Neste sentido, para pessoas aparentemente saudáveis, elas
são necessárias para se atingir um determinado nível de dispêndio energético.
Quadro 01: Componentes e sugestões de um modelo de prescrição de exercícios
         Componentes                    Sugestão de prescrição de exercícios
           Freqüência            3 a 5 dias semanais; consumir até 2000kcal/semana,
                                 e manter esta atividade física por toda vida.
           Intensidade           60 a 90% da freqüência cardíaca máxima (FCmáx)
                                 50 a 85% do consumo máximo de oxigênio ou da
                                 FCmáx. de reserva; impor mais do que a carga
                                 costumeira; incluir períodos de exercícios vigorosos.
             Duração             20 a 60 minutos contínuos ou intermitentes, com
                                 sessões mínimas de 10 minutos acumulados no
                                 transcorrer do dia.
        Tipo de atividade        Caminhadas, corridas, jogging, ciclismo, esqui de
                                 cross-country, dança, pular cordas, remo, subir
                                 escadas, natação, patinação e vários jogos e
                                 atividades envolvendo o endurance generalizado. As
                                 atividades    devem      envolver    grandes     grupos
                                 musculares; Exercitar a maioria dos músculos do
                                 corpo, incluindo o tronco e a parte superior do corpo.
   Treinamento de resistência    8 a 10 exercícios (uma série de 08 a 12 repetições
                                 para cada um) capazes de condicionar os principais
                                 grupos musculares, realizados pelo menos duas
                                 vezes na semana; exercício rítmico continuado como
                                 caminhar rápido por 20 ou 30 minutos preencheria
                                 essas atividades na maioria dos adultos.
         Nível inicial de        Baixo= iniciar com menores cargas de trabalho;
      condicionamento físico     Médio= iniciar com cargas de trabalho acima do nível
                                 baixo e Elevado= iniciar com maior carga de trabalho.

Fonte: Pollock e Wilmore adaptado do ACSM (1993, p. 368) e pela autora.
       Pode-se detalhar a prescrição de forma mais específica para cada componente
relacionado à saúde, conforme a proposta por Sousa (2003), com base no ACSM
(2003), para ser desenvolvido no ambiente das academias de ginástica.
       CARDIORESPIRATÓRIO:
    Sessões de exercícios de intensidade moderada, considerando 3 a 6 equivalentes
    metabólicos (METS), mesmo que a aptidão aeróbia não se modifique;
    Identificar o limiar mínimo por meio do cálculo de freqüência cardíaca máxima
    (FCM), proposto por Karvonen (Powers e Howley, 2000) de 220-idade e solicitar
    deste resultado de 65% a 70% da FCM ou utilizar a equação 208-(0,7x Idade) de
5




   Tanaka (2001), sob o mesmo percentual, realizando os exercícios acima dos
   valores do limiar encontrado;
   Envolver o maior número de grupos musculares por períodos prolongados em
   atividade de natureza rítmica e aeróbia, a exemplo da caminhada, subir e descer
   degraus, marcha, corrida, trote, ciclismo, ergometria combinada de braços e pernas,
   dança, pular corda, exercícios aquáticos dentre outros;

  Variar os exercícios considerando o prazer em realizá-los e a perícia para evitar a
  desistência;
  Realizar exercícios de baixa intensidade e maior duração, enfatizando que as
  atividades físicas quando variam de moderadas a vigorosas com maiores durações,
  são as mais recomendadas. Normalmente o Colégio Americano de Medicina
  Esportiva (ACSM) aconselha algo entre 55%/65% a 90% da FCM ou entre 40%/50%
  a 85% da reserva de captação (consumo) de oxigênio (VO2R) ou da reserva da FC
  (RFC, que é = FCM - FCRepouso). A VO2R é = VO2máx - VO2 em repouso;
  A duração de uma sessão deve interagir com a intensidade. O ACSM indica de 20 a
  60 minutos de atividade aeróbia contínua ou intermitente, com sessões mínimas de
  10 minutos acumulados no transcorrer do dia, utilizando 70% a 85% da FCM ou
  60% a 80% da RFC por 20 a 30 minutos, excluindo o tempo gasto com aquecimento
  (5 a 10min) e volta à calma (5 a 10 min);
  Iniciar com a prática de 4 a 6 sessões de 5 minutos e com repouso entre estas,
  principalmente para os que estão com aptidão cardíaca baixa. Sugere-se realizar
  um teste submáximo de simples execução como teste no banco ou caminhada de
  uma milha;
  Quanto à freqüência de realização semanal das sessões de exercícios recomenda-
  se para o iniciante 2 vezes, porém sabe-se que 3 a 5 sessões de trabalho parece
  ser o mais indicado para conseguir modificações cardiorespiratórias. Recomenda-se
  então que para pessoas que se exercitam com 60% a 80% da RFC ou com 70% a
  85% da FCM, a freqüência de 3 dias/semana, é suficiente para melhorar ou manter
  o VO2máx; e para os que se exercitam no limiar mínimo é necessário mais de 3
  dias/semana para alcançar o gasto calórico relacionado à aptidão.
      FLEXIBILIDADE MÚSCULO-ESQUELÉTICA:
  Exercitar os principais grupos musculares e tendões utilizando as técnicas estáticas
  ou de neuro-proprioceptiva (FNP);
  Freqüência de, no mínimo, 2 a 3 vezes semanais;
  Intensidades que sejam mensuradas por um certo desconforto nas posições;
  Duração que deve ser de 10 a 30 segundos para a técnica estática, contração de 6
  segundos seguida de 10 a 30 segundos de alongamento assistido para a FNP e
  repetir de 3 a 4 vezes para cada exercício de alongamento.
      FORÇA E RESISTÊNCIA MUSCULAR LOCALIZADA OU ENDURANCE
MUSCULAR:
  Realizar de 08 a 10 exercícios separados que treinem os principais grupos
  musculares (braços, ombros, tórax, abdome, costas, quadris e pernas);
  Evitar sessões que durem mais de 60 minutos, pois isto é um fator que está
  associado à desistência por parte do praticante;
  A freqüência semanal está em torno de 2 a 3 vezes;
6




    Realizar o mínimo de uma série de 8 a 12 repetições de cada um desses exercícios
    até o ponto de ocorrer a fadiga voluntária. Nas pessoas idosas (50 a 60 anos de
    idade) ou indivíduos interessados em desenvolver, prioritariamente, a RML, ou
    ainda os mais frágeis, realizar entre 10 e 15 repetições é mais indicado.
    O movimento deve ser executado na sua amplitude plena;
    Controlar a realização da ação excêntrica e concêntrica do movimento;
    Respirar normalmente, sem apnéia;
    Se possível, ter sempre a ajuda de um companheiro para a motivação, assistência e
    o feedback proporcionado.
        COMPOSIÇÃO CORPORAL:
    Utilizar-se de testes e medidas dos níveis de % de Gordura, peso de gordura
    armazenada, massa corporal magra, massa corporal teórica, e avaliar os níveis
    obtidos a partir dos subsídios;
    Utilizar-se de exercícios prescritos para os componentes de aptidão
    cardiorespiratória, RML, força e flexibilidade já citados, considerando, além dos
    objetivos que ora tenham sido traçados pelos parâmetros mensurados, também, a
    diversificação destes exercícios, considerando a freqüência de, no mínimo, 3 vezes
    semanais e a intensidade;
    Pela inter-relação da intensidade e duração de treino, devem-se preparar programas
    de prescrição do exercício com objetivo de modificações da composição corporal,
    com base no tempo total de trabalho que é realizado, pois o mesmo implicará o
    gasto calórico (kilocalorias);
    A duração do exercício para cada sessão pode ser fornecida como: o número de
    minutos de exercício, o total de quilocalorias gastas, e o total de kcal gastas por
    quilograma de peso corporal. Recomenda-se que:
    - O dispêndio energético deve variar de 150 kcal a 400kcal por dia na atividade
física ou no exercício;
    - Limiar calórico mínimo semanal de 1000kcal por atividade. Utiliza-se a equação
baseada no nível MET de: MET X 3,5 X peso corporal (kg) = kcal/min.
                                          200
        Completa-se a prescrição sugerindo-se e orientando-se que:
    Movimentar-se todos os dias, quer seja percorrendo distâncias extras em sua
    jornada, utilizando a escada ao invés do elevador, evitando o uso constante do
    transporte ou passeando com o cachorro;
    Realizar as atividades aeróbias, pelo menos 3 vezes semanais, sugerindo:
    caminhar, nadar, andar de bicicleta, dançar, sessões de ergometria, ou desfrutar
    dos desportos recreativos (jogar tênis, basquete, ou outro de preferência do
    praticante) de 3 a 5 vezes semanais;
    As atividades de lazer como cuidar do jardim, jogar boliche e os exercícios de
    alongamento e fortalecimento como flexões de cotovelo, agachamentos,
    levantamento de peso, atividades que são executadas em academias de ginástica
    de forma estruturada, devem ser regulares para o praticante de 2 a 3 vezes
    semanais;
    Para as atividades executadas sentadas, realizar o mínimo possível ou com
    intervalos entre o tempo que for solicitado para estas tarefas.
ETAPA (10) : REAVALIAÇÃO DO PROGRAMA DE EXERCÍCIOS FÍSICOS
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  • 1. 1 ATUAÇÃO NA ACADEMIA: SUGESTÃO DE AVALIAÇÃO E PRESCRIÇÃO DO PROGRAMA DE EXERCÍCIOS A PARTIR DO CONHECIMENTO E INTERVENÇÃO NA SAÚDE E PERFORMANCE HUMANA PROFª DRª MARIA DO SOCORRO CIRILO DE SOUSA DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO FÍSICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA Vinculada ao: Laboratório de Estudos e Pesquisas do Treinamento-LEPET e Laboratório de Atividades Físicas Profª Socorro Cirilo-LAAFISC Atualmente o ambiente das academias tornou-se um dos locais mais propícios para se desenvolver baterias de testes específicas às necessidades e peculiaridades de cada praticante. Esta prática atinge tantos indivíduos que nunca participaram de prática regular de atividade física orientada quanto atletas em altos níveis de desempenho. Estes segmentos, por representarem, na sociedade contemporânea, uma parcela bastante significativa dos locais destinados ao atendimento de pessoas que estão estimuladas à prática do exercício físico exigem, em função da prescrição adequada do programa de exercícios, análise de postura estética, cineantropometria morfológica (estática) e dinâmica. Conforme Bertevello (1995, p. 21), a academia de ginástica é uma empresa de esporte voltada ao condicionamento físico, à iniciação esportiva e ao desenvolvimento saudável de seus usuários. Portanto é um trabalho voltado à saúde da população é dos atletas. O procedimento para coleta de informações para esta prescrição, no ambiente das academias, compõe-se de dez etapas, que só devem ser iniciadas a partir de um termo de consentimento assinado pelo avaliado. Sugere-se o do Ministério da Saúde 196/96 para pesquisa com seres humanos. As etapas são: ETAPA (1): ANAMNESE DE SAÚDE GERAL E NÍVEL CLÍNICO Esta primeira fase se inicia logo após o primeiro contato com a recepção na academia. Nela se devem registrar, em ficha individual computadorizada ou manual, os dados seguintes aspectos: hábitos sociais (fumar, beber, comer, etc.), e informações de histórico pessoal e familiar de. Se o indivíduo realizou exames clínicos recentementes (até 6 meses), os mesmos devem ser solicitados para apresentar no dia da coleta dos dados. Ainda nesta etapa, o avaliado deverá ser orientado quanto ao tipo de calçado e vestimenta, contrato de adesão, regulamento interno do próprio estabelecimento e normas de avaliação para sua permanência no ambiente da academia. Tais instruções devem ser agilizadas pela pessoa responsável pelo protocolo inicial quando o indivíduo ingressa na academia. Sugere-se a presença de um profissional de Educação Física na recepção para o primeiro contato com o interessado. ETAPA (2): ANAMNESE ESPORTIVA Normalmente esta etapa do roteiro de informações está na seqüência da etapa anterior. Nela são observados os níveis de prática física e inatividade, participação em atividades desportivas atuais ou em período escolar, afinidade com desporto ou exercícios físicos, idade que praticou exercícios pela primeira vez, motivos da adesão à prática física, o tipo de exercício que o incomoda, os horários, entre outros.
  • 2. 2 ETAPA (3): ANAMNESE SÓCIO-ECONÔMICA, AFETIVO-SOCIAL E EDUCACIONAL Serão abordados aspectos sobre estado civil, número de filhos, grau de escolaridade, profissão atual, atividade que desempenha, tipo de personalidade (extrovertida e introvertida), grau de satisfação nas relações: convívios sociais, familiares, profissionais e consigo mesmo. Normalmente outros fatores de ordem pessoal e que estão relacionados aos aspectos sociais, econômicos, afetivos e educacionais são reservados a esta etapa. Portanto, esta fase requer mais sutileza e discrição por parte do profissional, evitando situações de constrangimento para as respostas do avaliado. ETAPA (4) : ANAMNESE DOS ASPECTOS NUTRICIONAIS Deve-se analisar a ingestão de alimentos construtores, reguladores e energéticos, indicando o avaliado para um profissional da área ou simplesmente contabilizando o número de calorias diárias. Para exigência calórica diária estimativa (ECDE), podem-se adotar os protocolos de Clark (1998) e Williams (2002). Esta etapa é de fundamental importância para que o programa de exercícios seja prescrito com base na exigência calórica diária estimada pelos protocolos específicos, considerando a taxa de metabolismo de repouso e basal e os cálculos estimativos de gasto calórico por exercício. Não se justifica organizar dietas nutricionais, pois isto é função do nutricionista, mas sim o tipo de alimentação ingerida para compreender a composição corporal medida e avaliada pela etapa anterior. ETAPA (5): ANÁLISE DAS CURVATURAS DA COLUNA E POSTURA Verifica-se a possibilidade de empregar uma técnica de análise da postura cujo objetivo é poder dar continuidade aos demais testes e medidas que estarão por vir, pois, a partir desta fase, é importante que o indivíduo avaliado esteja apto para medidas que envolvem estética corporal e condições de execução de esforço físico sem comprometimento de sua saúde. Deve-se ponderar a postura de acordo com a visão posterior, lateral (perfil) e anterior, por meio de procedimentos de medidas estáticas e dinâmicas (marcha com caminhada) em sentido podo-cefálico ou vice- versa, com ênfase para as principais alterações da coluna vertebral. ETAPA (6): ANÁLISE ESTÉTICA É nesta etapa que os aspectos genéticos são analisados. Inicialmente é fundamental determinar a predominância étnica do avaliado, visto que há diferenças no desempenho físico, cinentropométrico e outros em conformidade com a etnia. Neste ponto, deve-se considerar o grau de flacidez tecidual e muscular, insuficiência venosa de membros inferiores (IVMMII), superiores e demais regiões, presença de estrias, adiposidade localizada (principalmente, as regiões mais acometidas), tônus e volume muscular, comprometimento dos seios em relação à musculatura de suporte. Convém ressaltar que embora homens e mulheres sejam esteticamente diferentes já que possuem características próprias, analiticamente esses aspectos devem ser considerados, pois as disfunções estéticas expostas incidem indistintamente sobre ambos. Esta etapa da avaliação requer novamente o feeling e a sutileza do avaliador em suas colocações verbais de acordo com o que foi mensurado no avaliado, bem como no registro dos dados para posteriores comparações, pois há fatores que
  • 3. 3 podem não ser modificado com a prática do exercício, como no caso da estria, mas também não podem ser agravados, como no caso das varizes e microvarizes. ETAPA (7) CINEANTROPOMETRIA MORFOLÓGICA É uma etapa em que todas as medidas básicas de circunferências corporais, comprimentos de segmentos, alturas, diâmetros ósseos, dobras cutâneas e massa corporal são aferidas de forma que possibilitem equacionar valores capazes de gerar parâmetros para comparações a partir de critérios de normas e referências, principalmente dos indicadores de saúde do tipo: índice de massa corporal (IMC); relação cintura quadril (RCQ); índice de conicidade (IC), índice de tonicidade (IT); e a composição corporal com fragmentação dos componentes em: massa isenta de gordura, percentual de gordura, peso ósseo, peso de gordura e somatotipia. Esta fase é uma das que geram mais interesse pelo avaliado para seu diagnóstico, pois normalmente ele se depara com os termos de saúde mais conhecidos e divulgados pela mídia. ETAPA (8): CINEANTROPOMETRIA FUNCIONAL E NEUROMUSCULAR Após a aplicação das etapas de origem mais estática, diagnóstico clínico e informativo são empregados os testes de funções das capacidades relacionadas à saúde: resistência cardiorespiratória, resistência muscular localizada, força, flexibilidade, para os usuários, de uma forma geral. E, específicos, para as peculiaridades de grupos de indivíduos, jovens, adultos, idosos e classes especiais. Porém, para atletas, utilizam-se testes direcionados às capacidades exigidas no desporto. Deve-se iniciar esta etapa somente após recolher os dados suficientes das outras etapas para que seja possível submeter o indivíduo ao esforço necessário, assegurando-se de que ele está apto para o tipo de esforço sugerido, devendo ser de origem submáxima para o ambiente das academias. Portanto, para cada capacidade avaliada, convém que se utilizarem instrumentos e procedimentos capazes de serem controlados antes, durante e após sua aplicação. Sugerem-se, de uma maneira geral, para a mensuração da resistência cardiorespiratória, testes laboratoriais de banco (subir e descer degraus) com um tempo máximo de 4 minutos de execução, bicicleta ou esteira, com protocolos submáximos; para a resistência muscular localizada (RML), os testes de provas de funções musculares voltadas para a saúde, ou seja, RML da musculatura abdominal, braços e peitorais que são realizados em 1 minuto, registrando o maior número de repetições neste tempo; para o componente força, devem ser empregados testes que necessitem de 1 a 6 repetições no máximo ou suspensão; e em relação à flexibilidade, o teste de sentar e alcançar é ainda um dos mais solicitados. ETAPA (9) : PRESCRIÇÃO DO PROGRAMA DE EXERCÍCIOS Esta penúltima fase, que para muitos pode ser considerada a última, devido ao fenômeno do abandono do usuário pela academia, é sempre organizada conforme os resultados e as avaliações das etapas anteriores, principalmente a especificidade das informações coletadas sobre o indivíduo avaliado. Normalmente, se utilizam como base desta prescrição alguns aspectos: a) tipo de exercício: cardiorespiratórios, neuromusculares e mistos, pois o programa deve ser composto de pelo menos uma atividade de cada grupo citado; b) tempo (duração) disponibilizado pelo usuário e àquele gasto para as atividades, entre 20 e 60 minutos; c) freqüência, que deverá ser de 3 a 5 vezes semanais; d) intensidade empregada nos exercícios, entre 75% e 85%
  • 4. 4 da FCM, variando conforme o grau de aptidão do indivíduo. Para Sousa (2002, p. 273), estes procedimentos clínicos norteiam o programa de atividade física prescrito para a prática mais individualizada e diversificada dos exercícios específicos. A base do programa de treinamento, disposta no Quadro 01, é uma adaptação da autora das diversas propostas de autores como a por Pollock e Wilmore (1993), Fórum Mundial de Atividade Física e Esporte (Québec, 1995), e pelo Colégio Americano de Medicina Esportiva (ACSM) (2002). Neste sentido, para pessoas aparentemente saudáveis, elas são necessárias para se atingir um determinado nível de dispêndio energético. Quadro 01: Componentes e sugestões de um modelo de prescrição de exercícios Componentes Sugestão de prescrição de exercícios Freqüência 3 a 5 dias semanais; consumir até 2000kcal/semana, e manter esta atividade física por toda vida. Intensidade 60 a 90% da freqüência cardíaca máxima (FCmáx) 50 a 85% do consumo máximo de oxigênio ou da FCmáx. de reserva; impor mais do que a carga costumeira; incluir períodos de exercícios vigorosos. Duração 20 a 60 minutos contínuos ou intermitentes, com sessões mínimas de 10 minutos acumulados no transcorrer do dia. Tipo de atividade Caminhadas, corridas, jogging, ciclismo, esqui de cross-country, dança, pular cordas, remo, subir escadas, natação, patinação e vários jogos e atividades envolvendo o endurance generalizado. As atividades devem envolver grandes grupos musculares; Exercitar a maioria dos músculos do corpo, incluindo o tronco e a parte superior do corpo. Treinamento de resistência 8 a 10 exercícios (uma série de 08 a 12 repetições para cada um) capazes de condicionar os principais grupos musculares, realizados pelo menos duas vezes na semana; exercício rítmico continuado como caminhar rápido por 20 ou 30 minutos preencheria essas atividades na maioria dos adultos. Nível inicial de Baixo= iniciar com menores cargas de trabalho; condicionamento físico Médio= iniciar com cargas de trabalho acima do nível baixo e Elevado= iniciar com maior carga de trabalho. Fonte: Pollock e Wilmore adaptado do ACSM (1993, p. 368) e pela autora. Pode-se detalhar a prescrição de forma mais específica para cada componente relacionado à saúde, conforme a proposta por Sousa (2003), com base no ACSM (2003), para ser desenvolvido no ambiente das academias de ginástica. CARDIORESPIRATÓRIO: Sessões de exercícios de intensidade moderada, considerando 3 a 6 equivalentes metabólicos (METS), mesmo que a aptidão aeróbia não se modifique; Identificar o limiar mínimo por meio do cálculo de freqüência cardíaca máxima (FCM), proposto por Karvonen (Powers e Howley, 2000) de 220-idade e solicitar deste resultado de 65% a 70% da FCM ou utilizar a equação 208-(0,7x Idade) de
  • 5. 5 Tanaka (2001), sob o mesmo percentual, realizando os exercícios acima dos valores do limiar encontrado; Envolver o maior número de grupos musculares por períodos prolongados em atividade de natureza rítmica e aeróbia, a exemplo da caminhada, subir e descer degraus, marcha, corrida, trote, ciclismo, ergometria combinada de braços e pernas, dança, pular corda, exercícios aquáticos dentre outros; Variar os exercícios considerando o prazer em realizá-los e a perícia para evitar a desistência; Realizar exercícios de baixa intensidade e maior duração, enfatizando que as atividades físicas quando variam de moderadas a vigorosas com maiores durações, são as mais recomendadas. Normalmente o Colégio Americano de Medicina Esportiva (ACSM) aconselha algo entre 55%/65% a 90% da FCM ou entre 40%/50% a 85% da reserva de captação (consumo) de oxigênio (VO2R) ou da reserva da FC (RFC, que é = FCM - FCRepouso). A VO2R é = VO2máx - VO2 em repouso; A duração de uma sessão deve interagir com a intensidade. O ACSM indica de 20 a 60 minutos de atividade aeróbia contínua ou intermitente, com sessões mínimas de 10 minutos acumulados no transcorrer do dia, utilizando 70% a 85% da FCM ou 60% a 80% da RFC por 20 a 30 minutos, excluindo o tempo gasto com aquecimento (5 a 10min) e volta à calma (5 a 10 min); Iniciar com a prática de 4 a 6 sessões de 5 minutos e com repouso entre estas, principalmente para os que estão com aptidão cardíaca baixa. Sugere-se realizar um teste submáximo de simples execução como teste no banco ou caminhada de uma milha; Quanto à freqüência de realização semanal das sessões de exercícios recomenda- se para o iniciante 2 vezes, porém sabe-se que 3 a 5 sessões de trabalho parece ser o mais indicado para conseguir modificações cardiorespiratórias. Recomenda-se então que para pessoas que se exercitam com 60% a 80% da RFC ou com 70% a 85% da FCM, a freqüência de 3 dias/semana, é suficiente para melhorar ou manter o VO2máx; e para os que se exercitam no limiar mínimo é necessário mais de 3 dias/semana para alcançar o gasto calórico relacionado à aptidão. FLEXIBILIDADE MÚSCULO-ESQUELÉTICA: Exercitar os principais grupos musculares e tendões utilizando as técnicas estáticas ou de neuro-proprioceptiva (FNP); Freqüência de, no mínimo, 2 a 3 vezes semanais; Intensidades que sejam mensuradas por um certo desconforto nas posições; Duração que deve ser de 10 a 30 segundos para a técnica estática, contração de 6 segundos seguida de 10 a 30 segundos de alongamento assistido para a FNP e repetir de 3 a 4 vezes para cada exercício de alongamento. FORÇA E RESISTÊNCIA MUSCULAR LOCALIZADA OU ENDURANCE MUSCULAR: Realizar de 08 a 10 exercícios separados que treinem os principais grupos musculares (braços, ombros, tórax, abdome, costas, quadris e pernas); Evitar sessões que durem mais de 60 minutos, pois isto é um fator que está associado à desistência por parte do praticante; A freqüência semanal está em torno de 2 a 3 vezes;
  • 6. 6 Realizar o mínimo de uma série de 8 a 12 repetições de cada um desses exercícios até o ponto de ocorrer a fadiga voluntária. Nas pessoas idosas (50 a 60 anos de idade) ou indivíduos interessados em desenvolver, prioritariamente, a RML, ou ainda os mais frágeis, realizar entre 10 e 15 repetições é mais indicado. O movimento deve ser executado na sua amplitude plena; Controlar a realização da ação excêntrica e concêntrica do movimento; Respirar normalmente, sem apnéia; Se possível, ter sempre a ajuda de um companheiro para a motivação, assistência e o feedback proporcionado. COMPOSIÇÃO CORPORAL: Utilizar-se de testes e medidas dos níveis de % de Gordura, peso de gordura armazenada, massa corporal magra, massa corporal teórica, e avaliar os níveis obtidos a partir dos subsídios; Utilizar-se de exercícios prescritos para os componentes de aptidão cardiorespiratória, RML, força e flexibilidade já citados, considerando, além dos objetivos que ora tenham sido traçados pelos parâmetros mensurados, também, a diversificação destes exercícios, considerando a freqüência de, no mínimo, 3 vezes semanais e a intensidade; Pela inter-relação da intensidade e duração de treino, devem-se preparar programas de prescrição do exercício com objetivo de modificações da composição corporal, com base no tempo total de trabalho que é realizado, pois o mesmo implicará o gasto calórico (kilocalorias); A duração do exercício para cada sessão pode ser fornecida como: o número de minutos de exercício, o total de quilocalorias gastas, e o total de kcal gastas por quilograma de peso corporal. Recomenda-se que: - O dispêndio energético deve variar de 150 kcal a 400kcal por dia na atividade física ou no exercício; - Limiar calórico mínimo semanal de 1000kcal por atividade. Utiliza-se a equação baseada no nível MET de: MET X 3,5 X peso corporal (kg) = kcal/min. 200 Completa-se a prescrição sugerindo-se e orientando-se que: Movimentar-se todos os dias, quer seja percorrendo distâncias extras em sua jornada, utilizando a escada ao invés do elevador, evitando o uso constante do transporte ou passeando com o cachorro; Realizar as atividades aeróbias, pelo menos 3 vezes semanais, sugerindo: caminhar, nadar, andar de bicicleta, dançar, sessões de ergometria, ou desfrutar dos desportos recreativos (jogar tênis, basquete, ou outro de preferência do praticante) de 3 a 5 vezes semanais; As atividades de lazer como cuidar do jardim, jogar boliche e os exercícios de alongamento e fortalecimento como flexões de cotovelo, agachamentos, levantamento de peso, atividades que são executadas em academias de ginástica de forma estruturada, devem ser regulares para o praticante de 2 a 3 vezes semanais; Para as atividades executadas sentadas, realizar o mínimo possível ou com intervalos entre o tempo que for solicitado para estas tarefas. ETAPA (10) : REAVALIAÇÃO DO PROGRAMA DE EXERCÍCIOS FÍSICOS
  • 7. 7 Esta é considerada o feedback do que foi proposto dentro do programa inicial de exercícios, ou seja, a permanência e o princípio da saúde serão desenvolvidos a partir dos resultados do programa cumprido. É nesta fase que se deve reforçar a importância de se cumprir o programa para dar continuidade aos benefícios alcançados. E como é um processo de reteste, todos os testes e medidas realizadas na fase do pré-teste, bem como a interpretação e a avaliação realizada devem ser repetidas exatamente como foi na primeira situação de coleta. Os testes devem ser repetidos com a mesma intensidade, horários e avaliador, se possível. Como princípio da versatilidade, o programa deve ser, quase sempre, modificado em função das atividades, porém se o modelo deu certo, deve-se continuar. E só após o segundo programa proposto é que se deve ajustar o número de avaliações e os exercícios que deverão compor o novo programa. Normalmente, entre a primeira e a segunda avaliação (reavaliação), cumpre- se um período padrão de três a quatro meses, e o novo programa deve estar baseado no desempenho obtido nos resultados do reteste e no prazer do indivíduo em praticar os exercícios prescritos anteriormente. É pertinente respeitar os objetivos do avaliado e as possibilidades de cumprir o que o programa propõe. Geralmente em programas de emagrecimento que exigem uma redução de peso significativo (acima das taxas de sobrepeso do IMC, 26kg/m2), é interessante que se avalie mensalmente a composição corporal. Todavia, em programas que objetivam força e hipertrofia, o tempo entre uma avaliação e outra pode ser de um período de dois meses acima, o que não impede que, para qualquer objetivo traçado nesta etapa, se houver tempo disponível para o controle destas medidas, esta reavaliação seja semanal ou mensal. FLUXOGRAMA PARA PRESCRIÇÃO DO PROGRAMA DE EXERCÍCIOS EM ACADEMIA DE GINÁSTICA A PARTIR DO CONHECIMENTO E INTERVENÇÃO NA SAÚDE E PERFORMANCE HUMANA 1ª ETAPA: COLETA DA ANAMNESE ANAMNESE DE SAÚDE GERAL E NÍVEL CLÍNICO ANAMNESE ESPORTIVA ANAMNESE SÓCIO-ECONÔMICA, AFETIVO-SOCIAL E EDUCACIONAL ANAMNESE DOS ASPECTOS NUTRICIONAIS 2ª ETAPA: COLETA DE ANÁLISES 3ª ETAPA: COLETA DA CINEANTROPOMETRIA ANÁLISE DAS CURVATURAS DA CINEANTROPOMETRIA MORFOLÓGICA COLUNA E POSTURA CORPORAL CINEANTROPOMETRIA FUNCIONAL ANÁLISE ESTÉTICA E NEUROMUSCULAR 4ª ETAPA: FORMULAÇÃO DO PROGRAMA DE EXERCÍCIOS FÍSICOS PRESCRIÇÃO DO PROGRAMA DE EXERCÍCIOS FÍSICOS REAVALIAÇÃO DO PROGRAMA DE EXERCÍCIOS FÍSICOS
  • 8. 8 REFERÊNCIAS AMERICAN COLLEGE SPORTS OF MEDICINE. Diretrizes do ACSM para os testes de esforço e sua prescrição. 6ª Edição. Tradução: Giuseppe Taranto. Rio de Janeiro, RJ: Guanabara Koogan S.A., 2003. BERTEVELLO, G. J. Qualidade no atendimento da academia. 1ª Ed. São Paulo, SP: ÍCONE, 1995. FILHO, J.F. A Prática da Avaliação Física. 2ª Edição. Rio de Janeiro, RJ: SHAPE, 2002. HOWLEY, E. T. FRANKS, B. D. Manual do Instrutor de Condicionamento Físico para a Saúde. 3ª Ed. Porto Alegre, RGS: Artmed Editora, 2000. MARINS, J. C. B., GIANNICHI, R. S. Avaliação e Prescrição de atividade física: guia prático. 3ª Ed. Rio de Janeiro, RJ: SHAPE EDITORA E PROMOÇÕES, 2003 PITANGA, F. J. G. Testes, medidas e avaliação. 2ª Ed. Salvador, BA: Phorte, 2003. POLLOCK, Michael, WILMORE, Jack. Exercícios na Saúde e na Doença. Avaliação e Prescrição para Prevenção e Reabilitação. 2ª Ed. Rio de Janeiro, RJ: Editora MEDSI, 1993 POWERS, S.K., HOWLEY, E.T. Fisiologia do Exercício: Teoria e Aplicação ao Condicionamento e ao Desempenho. Tradução: Dr. Marcos Ikeda. 1ª Edição Brasileira. São Paulo, SP: Editora Manole, 2000. 527p. Bibliografia: p.268-293. ISBN 85-204-1046-4. QUÉBEC 1995. World Fórum on Physical Activity and Sport. Unesco Cio/Ioc. OMS / WHO WFSGI. 1995. SOUSA, M.ª S. C. Manutenção da saúde através do exercício em academias de ginástica: planilha para aplicação do treinamento no âmbito de suas atividades. IN: SILVA, F.M. Título: Treinamento Desportivo: Aplicações e Implicações. 1ª Edição. João Pessoa, Pb: Editora Universitária, 2002. Volume 1, p. 269-91 SOUSA, M.ª S. C. A prescrição do exercício e suas possibilidades a partir dos testes medidas e avaliações. IN: LUCENA, R.de F., SOUZA, E.F., Educação Física, Esporte e Sociedade 1ª Edição. João Pessoa, Pb: Editora Universitária, 2003. Volume 1, p. 97-116 SOUSA, M.ª S. C. Avaliação física relacionada à saúde: ponderações da prescrição do programa de exercícios na intervenção. IN: V SIMPÓSIO NORDESTINO DE ATIVIDADE FÍSICA & SAÚDE: ATIVIDADE FÍSICA RELACIONADA À SAÚDE E SUAS POSSIBILIDADES DE INTERVENÇÃO. 1ª Edição. Aracaju, SE,: CEAV, Centro editorial e áudio visual, 2003. Volume 1, p. 69-71 SOUSA, M.ª S. C. Teste de Banco com carga contínua para análise do Volume de Oxigênio (VO2) predito e analisado por tempo de esforço em pessoas Treinadas (Trd), Ativas (Atv) e Destreinadas (Dtr) a partir dos 13 Anos: Proposta de Validação. Faculdade de Educação Física FEF- Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP - Tese de doutoramento. Abril de 2001. TANAKA, H., MONAHAN, D.K, SEALS, D.R. Age-Predicted Maximal Heart Rate Revisited. Journal of the American College of Cardiology. V.37 (1), 153-156, 2001. WILLIAMS, M. H. Nutrição para saúde, condicionamento físico e desempenho esportivo. 5ª Edição. São Paulo, SP: Editora Manole, 2002.
  • 9. 9 RESUMO ATUAÇÃO NA ACADEMIA: SUGESTÃO DE AVALIAÇÃO E PRESCRIÇÃO DO PROGRAMA DE EXERCÍCIOS A PARTIR DO CONHECIMENTO E INTERVENÇÃO NA SAÚDE E PERFORMANCE HUMANA PROFª DRª MARIA DO SOCORRO CIRILO DE SOUSA DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO FÍSICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA Vinculada ao: Laboratório de Estudos e Pesquisas do Treinamento-LEPET e Laboratório de Atividades Físicas Profª Socorro Cirilo-LAAFISC Atualmente o ambiente das academias tornou-se um dos locais mais propícios para se desenvolver baterias de testes específicas às necessidades e peculiaridades de cada praticante. Esta prática atinge tantos indivíduos que nunca experimentaram a prática regular de uma atividade física orientada quanto atletas em alto nível de rendimento, na performance e desempenho humano. As etapas são: Anamnese de saúde geral e nível clínico, que se inicia logo após o primeiro contato com a Equipe. Nela se devem registrar os aspectos: hábitos sociais (fumar, beber, comer, etc.), doenças de origem genética (hereditárias, considerando os avós, pais, tios e primos), alergias, doenças atuais ou precedentes, intervenções cirúrgicas, presença de distúrbios nos mais variados sistemas e órgãos, hábitos de sono e alimentação, níveis de estresse, ansiedade, tensão, irritação, depressão, presença de algias, ingestão de medicamentos, nível de pressão arterial, freqüência cardíaca de repouso e valores de taxas lipídicas (colesterol, glicose, triglicérides); Anamnese esportiva, que se refere às informações dos níveis de prática física e inatividade, afinidade com desportos ou exercícios físicos; Anamnese sócio-econômica, afetivo-social e educacional, em que são abordados aspectos sociométricos; Anamnese dos aspectos nutricionais, que registra a base alimentar para a exigência calórica diária estimada (ECDE) pelos protocolos específicos, considerando a taxa de metabolismo de repouso e basal e os cálculos estimativos de gasto calórico por exercício; Análise das curvaturas da coluna e postura corporal, para verificar o emprego de uma técnica de análise da postura na visão posterior, lateral (perfil) e anterior, através de procedimentos de medidas estáticas e dinâmicas, no sentido podo-cefálico ou vice-versa; Análise estética, que considera aspectos estéticos e suas principais disfunções, principalmente, as mais aparentes; Cineantropometria morfológica, etapa em que se aferem as medidas estáticas de circunferências, comprimentos de segmentos, alturas, diâmetros ósseos, dobras cutâneas e massa corporal, de forma que sejam equacionados os valores capazes de gerar parâmetros para comparações a partir de critérios de normas e referências do tipo: IMC, RCQ, IC e ITM, e a composição corporal com fragmentação dos componentes de: massa isenta de gordura, percentual de gordura, peso ósseo, peso de gordura e somatotipia; Cineantropometria funcional e neuromuscular, etapa em que são empregados os testes de funções das capacidades relacionadas à saúde, como: resistência cardiorespiratória, resistência muscular localizada, força e flexibilidade para os usuários de uma forma geral. Testes específicos para as peculiaridades de grupos de indivíduos, jovens, adultos, idosos e classes especiais. Porém, para atletas, utiliza-se testes direcionados às capacidades exigidas no desporto; Programa de exercícios físicos, penúltima fase, que para
  • 10. 10 muitos é considerada a última devido o usuário abandonar a academia. É sempre organizado conforme os resultados e as avaliações das etapas anteriores. Habitualmente, utiliza-se como base desta prescrição os fatores: a) Tipo de exercício, que de acordo com o ACSM (2002), para pessoas aparentemente saudáveis, é necessário atingir um determinado nível de dispêndio energético e, os exercícios físicos praticados com o objetivo de aquisição ou manutenção da saúde, não necessitam serem vigorosos e intensos, mas, leves e de intensidades moderadas; b) Tempo (duração), disponibilizado pelo usuário e àquele gasto nas atividades, entre 20 e 60 minutos; c) Freqüência, que deverá ser de 3 a 5 vezes semanais; d) Intensidade, empregada nos exercícios entre 75% e 85% da FCM, variando conforme o grau de aptidão do indivíduo; e) Controle e acompanhamento destas atividades quanto ao custo, benefício e prazer do programa proposto; Reavaliação do programa de exercícios físicos, que é a última etapa em que se analisa o feedback do que foi proposto dentro do programa inicial de exercícios. E como é um processo de reteste, todos os testes e medidas realizadas na fase do pré-teste, bem como a interpretação e a avaliação realizada devem ser repetidas exatamente como na primeira situação de coleta. O tempo padrão entre teste e reteste é de pelo menos 03 (três) meses, e o novo programa deve estar baseado no desempenho obtido nos resultados do reteste e o prazer do indivíduo em praticar os exercícios prescritos anteriormente. FLUXOGRAMA PARA PRESCRIÇÃO DO PROGRAMA DE EXERCÍCIOS EM ACADEMIA DE GINÁSTICA A PARTIR DO CONHECIMENTO E INTERVENÇÃO NA SAÚDE E PERFORMANCE HUMANA 1ª ETAPA: COLETA DA ANAMNESE ANAMNESE DE SAÚDE GERAL E NÍVEL CLÍNICO ANAMNESE ESPORTIVA ANAMNESE SÓCIO-ECONÔMICA, AFETIVO-SOCIAL E EDUCACIONAL ANAMNESE DOS ASPECTOS NUTRICIONAIS 3ª ETAPA: COLETA DA 2ª ETAPA: COLETA DE ANÁLISES CINEANTROPOMETRIA ANÁLISE DAS CURVATURAS DA CINEANTROPOMETRIA COLUNA E POSTURA CORPORAL MORFOLÓGICA ANÁLISE ESTÉTICA CINEANTROPOMETRIA FUNCIONAL E NEUROMUSCULAR 4ª ETAPA: FORMULAÇÃO DO PROGRAMA DE EXERCÍCIOS FÍSICOS PRESCRIÇÃO DO PROGRAMA DE EXERCÍCIOS FÍSICOS REAVALIAÇÃO DO PROGRAMA DE EXERCÍCIOS FÍSICOS
  • 11. 11 SUMMARY PERFORMANCE IN THE ACADEMY: THE EXERCISES PROGRAM PRESCRIPTION STARTING FROM THE KNOWLEDGE AND INTERVENTION ON THE HUMAN PERFORMANCE AND HEALTH PROF DOCTOR MARIA DO SOCORRO CIRILO DE SOUSA PHYSICAL EDUCATION DEPARTMENT OF THE FEDERAL UNIVERSITY OF PARAÍBA Linked to the: Laboratory of Studies and Researches of the Training-LEPET and Laboratory of Physical Activities Profª Socorro Cirilo-LAAFISC Now the atmosphere of the academies became one of the most favorable places to develop specific batteries of tests related to each apprentice's needs and peculiarities. This practice belongs to individuals that never tried the regular practice of a guided physical activity, or of athletes that are in high revenue levels, in the human performance and acting. The procedure for collection of information for the prescription in the atmosphere of the academies should be composed of ten stages, that should only be started from a consent term signed by the appraised. Here is suggested the Health Ministry one n.196/96 for researches used to human.The stages are: anamnese of general health and clinical level, this first stage begins right after the first contact to the academy reception. In that is observed aspects of: social habits (drinking,smoking), genetic origin diseases (hereditary), accounting grand-parents, parents, uncles and cousins, allergies, present or past diseases, surgical interventions, disturbances in the most varied systems and organs, of rest and feeding, nervous system, algias presence, ingestion of medications, level of blood pressure, heart frequency of rest and values of rates lipidics ; sporting anamnese referred to the levels informations of physical practice and inactivity, likeness with desport or physical exercises; socioeconomic, affective-social and educational anamnese in which aspects sociometrics is approached; anamnese of the nutritional aspects, registers the alimentary base for the estimated daily caloric demand (EDCD) for the specific protocols, considering the rate of rest and basal metabolism and the estimated calculations of caloric expense for exercise; analysis of the curvatures of the column and body posture, to check the using of a posture analysis technique of the posterior, lateral (profile) and previous vision, through procedures of static and dynamic measures, in the prune-cephalic sense or vice versa; aesthetic analysis that considers aesthetic aspects and its main dysfunctions, mainly the most apparent; morphologic cineantropometric that is a stage when the measures statics of circumferences, lengths of segments, heights, bony diameters, cutaneous folds, corporal mass are gauged, so that the values able to generate parameters for comparisons starting from approaches of norms and references are collated, mainly of the indicators of health of the type: BMI, HHR, CI and MTI; and the body composition with fragmentation of the components of: exempt mass of fat, percentile of fat, bony weight, fat weight and somatotipy; functional cineantropometric and neuromuscular, stage in that the tests of functions of the capacities related to the health are used: resistance cardiorespiratory, located muscular resistance, strength, flexibility, for the users in a general way, specific for the peculiarities of young, adults, seniors and special classes individual groups. Althought, for athletes, tests addressed to the capacities are used from the demanded in the desport; program of physical
  • 12. 12 exercises, before last phase, and for many, the last can be considered, due to the academy abandonment by the user. It is always organized according to the results and the evaluations of the previous stages accordingly. It is generally used as base of this prescription the factors: exercise type, that in agreement with ACSM (2002), for seemingly healthy people it is necessary to reach a certain level of energy expenditure and the physical exercises practiced with the acquisition or maintenance objective of the health don't need be vigorous and intense, but, light and of moderate intensities: cardiorespiratory, neuromusculares and mixed; available time (duration) of the user and the expense for the activities, between 20 and 60 minutes; frequency that should be of 3 to 5 weekly times; spent intensity in the exercises, among 75% and 85% of FCM, changing according to the degree of the individual's aptitude; control and accompaniment of these activities related to the proposed program cost, benefit and pleasure; reavaliacion of the program of physical exercises that is the last stage in that the feedback is analyzed than it was proposed inside of the initial program of exercises. And as it is a second test process, all of the tests and measures accomplished in the previous test phase, as well as the interpretation and the accomplished evaluation should be repeated exactly as it went in to first collection situation. The standard time between test and second test is of at least three months, and the new program should be based on the acting obtained in the results of the second test and the individual's pleasure in practicing the exercises prescribed previously. FLUXGRAM FOR EXERCISES PROGRAM PRESCRIPTION STARTING FROM THE KNOWLEDGE AND INTERVENTION ON THE HUMAN PERFORMANCE AND HEALTH 1ST STAGE: ANAMNESE COLLECT ANAMNESE OF GENERAL HEALTH AND CLINICAL LEVEL SPORTING ANAMNESE SOCIOECONOMIC, AFFECTIVE-SOCIAL AND EDUCATIONAL ANAMNESE NUTRITIONAL ASPECTS ANAMNESE 3RDSTAGE: CINEANTROPOMETRIC ND 2 STAGE: ANALISYS COLLECT COLLECT COLUMN AND BODY POSTURE MORFOLOGIC CURVATURES ANALYSIS CINEANTROPOMETRIC AESTHETIC ANALYSIS FUNCTIONAL AND NEUROMUSCULAR CINEANTROPOMETRIC 4TH STAGE: PHYSICAL EXERCISE PROGRAM FORMULATION PHYSICAL EXERCISES PROGRAM PHYSICAL EXERCISES PROGRAM REVALUATION