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• As pessoas reconhecem a  necessidade de    • garantir aos seus      descendentes a possibilidade      de viverem em simb...
Para isso é preciso   –   A flexibilização,   –   a reciprocidade,   –   a solidariedade,         solidariedade,   –   a q...
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Mobilidade• Trata-se da mobilidade geográfica  Trata-  – Depende da escala  – Implica fluxos  – Depende das redes e das hi...
• A noção de escala aumenta a sua  importância. A pertença ao quarteirão, à  cidade, à região ou à nação.                 ...
• Presença de desigualdades• Consciência facilita a sua percepção             Conflito   – Procura de justiça sócio-espaci...
Homo-Homo-chamaeleon • detentor de uma parafernália de materiais complexos   (cultura material) de utilidade individual si...
• permite comportamentos anormais pela indiferença  relativamente ao mundo assente na aquisição de bens  e pelo individual...
O homo-chamaeleon  homo-é o reflexo de uma sociedade dominada pela perspectiva de maximização da exploração do lucro capit...
Centro dom  inante                                                          Periferia dom inada                           ...
A expressão no consumo e nolazer
– o consumo sustentável e o consumo responsável    são dois conceitos com enorme intersecção                              ...
Que público, que consumidores, que clientela?•   A empresa de pesquisas de mercado The Marketing Insider traçou o perfil d...
Que público, que consumidores, que clientela?       O Lohas é:       60% feminino,       de escolaridade superior       po...
Consumo Responsável• O consumo responsável leva a que:  – nos informemos sobre os processos (participação ou não    partic...
A actual sociedade de consumo• Herdeira dos mercados em massa• E dos consumos em massa• presenteia-nos hoje com um consumo...
Transparência radical• Quando pudermos tomar decisões com base em  informações completas, o poder será transferido        ...
Lazer e tempo livre• O lazer torna-se          torna-                                                      Langman   – val...
Lazer veículo de propostas sustentáveis e responsáveis• Expressas em modos de relação promotores do  desenvolvimento local...
Lazer veículo de propostas sustentáveis e responsáveis – A procura expressa na vontade de   um consumo prudente (Lipovetsk...
Economia do lazer: Modelos de Turismo Social• Agência Nacional Cheque-Vacance (1982) (França)                   Cheque-   ...
Modelos de Turismo SocialEspanha• Mais de um milhão de idosos e aposentados beneficiam  anualmente de viagens em períodos ...
Modelos de Turismo Social• Chile(desde 2001 - projecto de Turismo Social)• Proporcionar o acesso de idosos e pessoas com d...
Responsabilidade ambiental aplicada à hotelaria• Estação de tratamento de esgotos para           • Accor Hotels           ...
Responsabilidade ambiental aplicada à hotelaria                                                     Pesquisa interna da   ...
Acções concretas (ACV)• Alterar os padrões de consumo• Exigir responsabilidade e ética a quem produz• Procurar apoio nas o...
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Painel I - Sustentabilidade Territorial e Desenvolvimento – Norberto Santos (Universidade de Coimbra)

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Painel I - Sustentabilidade Territorial e Desenvolvimento – Norberto Santos (Universidade de Coimbra)

  1. 1. Norberto Santos | CEGOT - Coimbra Sustentabilidade territorial e desenvolvimento Vida quotidiana e responsabilidade CIDAADS Encontro Regional de Educação para o Desenvolvimento Sustentável 18 de Março - Aveiro
  2. 2. Teoria malthusianista- A população humana tende a crescer para além das populapossibilidades do meio para a sustentar(pegada)- Cresce exponencialmente, enquanto que os recursosalimentares crescem em progressão aritmética.- Se factores externos como doenças e falta de alimento, nãolimitassem o crescimento da população humana, esta duplicariade 25 em 25 anos.
  3. 3. • Diante dessa opinião e para evitar uma catástrofe, Malthus propôs uma “restrição moral” aos nascimentos, o que significaria: – proibir o casamento entre pessoas muito jovens; – limitar o número de filhos entre as populações mais pobres; – elevar o preço das mercadorias e reduzir os salários, a fim de pressionar os mais humildes a ter uma prole menos numerosa.• Uns por necesidade outros por opção, as pessoas vão assumindo alguns dos princípios restritivos de Malthus
  4. 4. • As pessoas reconhecem a necessidade de • garantir aos seus descendentes a possibilidade de viverem em simbiose com o Não têm espaço de que fazem uso, uso, conseguido, todavia, interpretar essa interpretando relações de necessidade de integração entre o homem e a forma eficaz. natureza.
  5. 5. Para isso é preciso – A flexibilização, – a reciprocidade, – a solidariedade, solidariedade, – a qualificação, qualificação, Paradigma ecológico – o respeito pela alteridade, respeito – a responsabilidade,• precisam de estar presentes nas políticas de intervenção pública e ordenamento do território• crescer primeiro para distribuir depois está desajustado perante o distribuir para crescer.
  6. 6. • ATÉ PORQUE: O homem baseia-se numa racionalidade baseia- limitada,• não é possível dispor, em todos os momentos, de todas as informações necessárias para fazer a melhor escolha e procurar obtê-las pode ser custoso em obtê- tempo e dinheiro. dinheiro. Podemos cometer erros, dado que ser racional não significa ser infalível, mas devemos ser capazes de tirar ensinamentos dos erros (BIMONT, 1996).
  7. 7. O espaço, o tempo e os modos definem-nos: definem-classes sócio-espaciais: Alain Reynaud sócio-espaciais: Escala Articulação Consciência Subjectivo Subjectivo Objectivo DESIGUALDADE Mobilidade Conflito
  8. 8. • Todas as escalas se entrelaçam sem se Escala misturarem• Cada uma tem a sua realidade e problemática• O mundo não abole o local (Henri Lefèbvre) Lefèbvre)
  9. 9. • Cada classe sócio-espacial sócio- apresenta diferenças internas diversas – Homogeneidade – Funcionalidade – Planeamento Desigualdade
  10. 10. • Caixa negra Articulação• O conjunto das relações forma uma estrutura• Articulação – compreender o seu lugar, o seu papel, lugar, papel, a sua significação em relação a outras classes (anti-justaposição) (anti-
  11. 11. Mobilidade• Trata-se da mobilidade geográfica Trata- – Depende da escala – Implica fluxos – Depende das redes e das hierarquias
  12. 12. • A noção de escala aumenta a sua importância. A pertença ao quarteirão, à cidade, à região ou à nação. Consciência• Operários, comerciantes, professores,…• Mas a consciência de classe sócio-espacial sócio- reduz- reduz-se a um ou dois níveis da escala: • Bairrismo • Regionalismo • Nacionalismo • Supranacionalismo • Cosmopolitanismo
  13. 13. • Presença de desigualdades• Consciência facilita a sua percepção Conflito – Procura de justiça sócio-espacial das sócio- classes desfavorecidas – Egoísmo das classes sócio-espaciais sócio- mais favorecidas • (é preciso tratar o lixo, mas não no meu quintal)
  14. 14. Homo-Homo-chamaeleon • detentor de uma parafernália de materiais complexos (cultura material) de utilidade individual simbólica • postula doutrinas éticas de procedimento moral justo • integra-se numa intensa rede de relações, de sociabilidade, integra- sociabilidade, • preocupa-se mais com os bens do que com as pessoas, preocupa- • faz das relações espaciais de proximidade o seu ‘mundo’ • simultanamente, assume-se como ‘cidadão do mundo’; simultanamente, assume- ‘cidadão mundo’;
  15. 15. • permite comportamentos anormais pela indiferença relativamente ao mundo assente na aquisição de bens e pelo individualismo,• criam cada vez mais situações de exclusão social. social.• transformam a sua vida numa corrida contra o tempo,• Esvaziam a vida no consumo e no lazer
  16. 16. O homo-chamaeleon homo-é o reflexo de uma sociedade dominada pela perspectiva de maximização da exploração do lucro capitalista, através capitalista, não apenas dos modos, mas também dos tempos e dos espaços.
  17. 17. Centro dom inante Periferia dom inada D inação om Centro hipertrofiado Periferia abandonada Centro dom inante Periferia integrada e anexada Integração H ipercentro Periferia integrada e anexada Centro emdeclínio Periferia valorizando Periferias os capitais do centro contando com as Centro e Periferia suas autónom (umem os próprias avanço outroem forças retrocesso)RelaçõesCentro Inversão de hierarquia das classes sócio-espaciaisPeriferia Fonte: Reynaud, 1981 Utilização e controlono local de toda ou partedos capitais existentes localm ente Fluxos de hom e capitais ens Fluxos importantes de Espírito empreendedor matéria-prima
  18. 18. A expressão no consumo e nolazer
  19. 19. – o consumo sustentável e o consumo responsável são dois conceitos com enorme intersecção Beja Santos• Atenção: – aos direitos sociais dos produtores, – à natureza da fileira produtiva numa perspectiva de justiça social, – ao compromisso com a qualidade e a responsabilidade social, – à adopção de escolhas do comércio justo.Não há homem que não seja natural nem natureza que não sejahumanaCarácter simbiótico permanente.
  20. 20. Que público, que consumidores, que clientela?• A empresa de pesquisas de mercado The Marketing Insider traçou o perfil do público verde nos EUA e denominou-o Lohas (Estilos de Vida de Saúde e Sustentabilidade, na denominou- sigla em inglês Lifestyles of Health and Sustainability). Sustainability). CONSUMO dos Lohas – Produtos de alimentação e de beleza orgânicos. orgânicos. – Produtos de limpeza biodegradáveis – Lâmpadas de baixo consumo de energia – Ao viajar, optam por roteiros de ecoturismo – Procuram companhias aéreas que neutralizem as emissões de CO2 – Estão atentos à toda tentativa de greenwash (discurso ambiental sem acções concretas) por parte da indústria.• http://www.greeneconomic.com/
  21. 21. Que público, que consumidores, que clientela? O Lohas é: 60% feminino, de escolaridade superior pouco preocupado com o preço opções de consumo com base em critérios de sustentabilidade aceita pagar até 20% mais por isso. http://www.greeneconomic.com/
  22. 22. Consumo Responsável• O consumo responsável leva a que: – nos informemos sobre os processos (participação ou não participação) – identifiquemos o impacto social, cultural e político – assumamos a sustentabilidade das sociedades – consumamos com consciência da proveniência, qualidade e proveniência, condições da produção
  23. 23. A actual sociedade de consumo• Herdeira dos mercados em massa• E dos consumos em massa• presenteia-nos hoje com um consumo emocional presenteia- (Lipovetsky, 2006. A Felicidade Paradoxal) Lipovetsky, Substituição nas relações socioeconómicas valor experimental, experimental, no sentido da qualificação de um consumo individualista. hedonista individualista.
  24. 24. Transparência radical• Quando pudermos tomar decisões com base em informações completas, o poder será transferido • A análise do ciclo dos que vendem para os que compram: – Uma mãe num supermercado de vida (ACV) – Um gestor de marca • Decomposição – Um turista em viagem sistemática de – Um qualquer consumidor que goza a sua noite de lazer qualquer produto/serviço• A importância do consumidor e da sua responsabilidade. responsabilidade. • Com avaliação dos impactos• O método de negócios do último século – produzir o mais barato possível – é substituído por outro lema: – Sustentável é melhor – Mais saudável é melhor • Parte significativa da – Mais humano é melhor hotelaria de luxo está em países com deficits de desenvolvimento elevado• A importância da ACV
  25. 25. Lazer e tempo livre• O lazer torna-se torna- Langman – valor social transformação das – tempo produtivo em si mesmo (Roger Sue, 1982. pessoas de Vers une société du temps libre?) libre?) em – tempo livre crescentemente orientado pela modernos num mercado quantidade e qualidade dos produtos de lazer global oferecidos no mercado As estratégias e relações quotidianas são um nunca• Ganha um significado nunca antes acabar de celebrações de diversão atingido – Langman (1992. Neon Cages.. Shopping for Subjectivity) refere- Cages Subjectivity) refere- Há: se à sociedade do divertimento, amor para os solitários, – Linda Nazareth (2007. The Leisure Economy) a Economy) sexo para os excitados, substituição de uma economia de excitação para os aborrecidos, violentação/compactação do tempo pela identidades para os vazios economia do lazer. dever para os responsáveis – Lipovetsky e o hipermoderno
  26. 26. Lazer veículo de propostas sustentáveis e responsáveis• Expressas em modos de relação promotores do desenvolvimento local, local,• através da valorização dos recursos endógenos ancorados na cultura e na natureza. natureza. – A política aposta em esquemas de actuação de responsabilização (Verdoreca), (Verdoreca), – Os responsáveis pela oferta assumem comportamentos ecológicos (do greenbuilding, aos consumos verdes, à greenbuilding, utilização de energias renováveis), – Quem procura vê nestas iniciativas, um dos factores de escolha do produto lazer.
  27. 27. Lazer veículo de propostas sustentáveis e responsáveis – A procura expressa na vontade de um consumo prudente (Lipovetsky, Lipovetsky, 2006) Aparecimento do ecoconsumismo• Consumo prudente Expresso nos Planos opção consciente estratégicos ligados ao turismo discernimento capacidade de questionar o existente, touring cultural paisagístico promoção do aparecimento de novos turismo natureza produtos e novas roupagens enoturismo ecologicamente responsáveis. turismo cinegético turismo em espaço rural geoturismo turismo aventura
  28. 28. Economia do lazer: Modelos de Turismo Social• Agência Nacional Cheque-Vacance (1982) (França) Cheque- – Realização de viagens pelo maior número possível de pessoas, especialmente as de menores rendimento – Oferta de uma ampla rede de prestadores de serviços turísticos, capaz de responder com qualidade à procura – Colaboração no processo de desenvolvimento do turismo das regiões. – Promoção de bolsas de viagens para consumidores especiais: grupos sociais com precariedade económica, pessoas portadoras de deficiência, jovens e outros.• Movimento financeiro gerado – mil milhões de euros (apoio a 2,5 milhões de pessoas e beneficio de sete milhões de turistas)• Envolvimento - mais de 21 mil organizações e 135 mil profissionais de turismo e outros relacionados ao lazer • Porque em turismo não há stocks http://www.letrasbrasileiras.com.br/
  29. 29. Modelos de Turismo SocialEspanha• Mais de um milhão de idosos e aposentados beneficiam anualmente de viagens em períodos de época baixa. baixa.• Investimento de 75 milhões de euros• Retorno de 125 milhões de euros em impostos e poupança do seguro desemprego, – Grande rentabilidade económica do investimento no Turismo Social. – Criação de emprego directo na época baixa (mais de 10 mil) – Boa aceitação do utilizador (conhecimento de outros lugares e realidades, ampliar de relações sociais e melhoria do estado físico e emocional) http://www.letrasbrasileiras.com.br/
  30. 30. Modelos de Turismo Social• Chile(desde 2001 - projecto de Turismo Social)• Proporcionar o acesso de idosos e pessoas com deficiência ao turismo.• Incremento do turismo interno em época baixa• Aumento do emprego e da distribuição da renda• Melhoria das infra-estrutura de turismo. infra-• O Serviço Nacional de Turismo destinou, para a temporada 2007-2008, mais de 2007- US$ 5 milhões, dando oportunidade para que 30 mil pessoas pudessem conhecer melhor seu país e vivenciar a experiência de fazer turismo com qualidade. http://www.letrasbrasileiras.com.br/
  31. 31. Responsabilidade ambiental aplicada à hotelaria• Estação de tratamento de esgotos para • Accor Hotels (Novohotel e Ibis) Ibis) reutilização de água não potável Jogos Olímpicos de Sydney (2000)• Captação água das chuvas para reutilização • Preservação dos recursos naturais • Minimização dos• Painéis solares para aquecimento de água impactos ambientais Medidas Medidas• Sistemas inteligentes de ar condicionado (desligar com janela aberta)• Colecta selectiva de lixo e encaminhamento para reciclagem
  32. 32. Responsabilidade ambiental aplicada à hotelaria Pesquisa interna da Pesquisa interna da Pesquisa interna da Accor Hotels a Pesquisa interna da Accor Hotels a respeito das práticas responsáveis respeito das práticas responsáveis respeito das práticas responsáveis respeito das práticas responsáveisHóspedes dispostos a participar:• 95% - separação de lixo para reciclagem• 57% - usar as toalhas mais do que uma vez• 35% - dormir nos mesmos lençóis• 85% - substituir sabonetes individuais por sabão líquido em distribuidor• 90% - preferem hotéis com atitude responsável
  33. 33. Acções concretas (ACV)• Alterar os padrões de consumo• Exigir responsabilidade e ética a quem produz• Procurar apoio nas organizações de consumidores• Promover o Comércio Justo• Exigir uma gestão eficiente do meio ambiente• Indagar quais os ciclos de vida que produzem os bens e fornecem os serviços
  34. 34. Norberto Santos | CEGOT - CoimbraSustentabilidade territorial e desenvolvimento CIDAADS Obrigado Encontro Regional de Educação para o Desenvolvimento Sustentável18 de Março - Aveiro

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