HAMDAN, Camila; PENHA, Bruna. UNESCOM, 2006 - Apresentação

449 visualizações

Publicada em

HAMDAN, Camila; PENHA, Bruna. Altar Virtual: uma reprojeção espiritual e comunicativa. In: UNESCOM, Congresso Multidisciplinar de Comunicação para o Desenvolvimento Regional, IX. Folkcom: Conferência Brasileira de Folkcomunicação, Universidade Metodista, São Bernardo do Campo/SP, 2006. (publicação). Disponível em:
http://brasilia.academia.edu/CamilaHamdan/Papers/146200

0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
449
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
1
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
3
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

HAMDAN, Camila; PENHA, Bruna. UNESCOM, 2006 - Apresentação

  1. 1. ALTAR VIRTUAL Uma Reprojeção Espiritual e Comunicativa Bruna Penha e Camila Hamdan Orientadora: Profª Ms. Marlei SigristUNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL
  2. 2. DEFINIÇÃO DO OBJETOProdução cultural relacionada à cibercultura;Produzido pela revista eletrônica Planeta na Web;Para quem é produzido: “pessoas que estão insatisfeitascom o modo de vida atual (como o consumo exagerado,falta de ética, a destruição ambiental, etc.) e buscamexplicações e caminhos alternativos para odescontentamento interior”.
  3. 3. O ALTAR VIRTUAL E A FOLKCOMUNICAÇÃOFolkcomunicação é a comunicação das classes populares, é omeio pela qual elas traduzem uma narrativa massiva para umalinguagem mais popular.Não é mais possível fazer distinções entre cultura de massa ecultura erudita.É preciso considerar a hibidação das culturas, a mescla entre otradicional e o moderno.O Altar Virtual é uma reprojeção desta mescla.
  4. 4. COMO CRIAR UM ALTAR VIRTUAL
  5. 5. INTERATIVIDADEÉ uma das grandes diferenças entre a comunicação dasculturas de massas e das mídias e a comunicação nacibercultura;Na cultura de massa: o consumidor não tem o poder deinterferir nos produtos simbólicos (poduzidos por poucos)que consome;Na cibercultura: o usuário interfere diretamente em parte doque consome e a produção do material simbólico pode serfeita por qualquer pessoa que tenha acesso ao ciberespaço(SANTAELLA, 2004)
  6. 6. Joseph Luyten (1996), é “a comunicação através do folclore”, tendodefinido o folclore como toda a manifestação oriunda do povo ecomunicação como “[...] a interação entre pessoas em ambos os povos,“comunicador” e “receptor”, sejam intercambiáveis, de modo que oelemento “comunicativo” seja, ao mesmo tempo, “receptivo” e vice-versa.
  7. 7. RITUAL ELETRÔNICO - ALTAR VIRTUALInicia-se no ambiente realA iniciação: corresponde a interação entre os mecanismosde interface software e hardware;Reprojeção: o usuário reprojeta-se para o ciberespaço.“Ao estarmos conectados, nos entregamos a um ritualiniciático e desencadeamos um processo que nos permiteviver sensações que estendem nossa percepção demundo. Interagir pode ser comparado a participar de umacerimônia e, pela performance ou desempenho do corpo,atingir algum conhecimento, significado ou emoção”(DOMINGUES, 2004).
  8. 8. O usuário é direcionado a um ritual próprio do Altar VirtualCódigos comuns – garantem ao ritual uma“gramaticalidade interna” (CONTRERA, 2005).O ritual se configura por ações interativas dentro dopadrão de organização estabelecido: componentes doritual têm, para o grupo, valores concensuaisDelimitação espaço-tempo: estabelecimento de ritmosTraço espacial: valoração de espaços - “OS DEZ MAIS”Os altares com ritmo de visitação mais frequente ganhamlugar de destaque acima do espaço disponível para todosos altares públicosProdução de discurso
  9. 9. ALTARES ANALISADOS QUERO SER MAMÃE Neste espaço criado com muito amor, venho pedir ao meu amado Jesus que venha interceder ao Pai que eu consiga realizar meu grande sonho e desejo de ser mãe. Tenho tentado há 04 anos mas não consigo e acredito que este dia irá chegar em breve e vai ser com certeza o momento mais feliz da minha vida. Que Deus abençoe a todos!!! PAI XANGÔ Ascenda uma vela vermelha peça ao pai Xango , para abrir seus caminhos, nos casos de justiça, contratos, trabalhos e amor.
  10. 10. DECIDA SUA VIDA Por que você procura por símbolos, misticismo ou seres pseudo-espirituais para se amparar neste mundo tão cheio de incertezas? Por que você procura por coisas menores se Jesus existe? Por acaso você deseja resultados também menores? Ou será que você é capaz de afirmar com honestidade que algo ou alguém é maior do que Jesus? Você só poderá dizer; - Deus é maior que tudo. Sim, Deus é maior, mas Jesus, O Cristo, é Deusmanifestado aqui na terra para o resgate da nossa vida em todos os níveis. Jesus, O Cristo, é Deus-Filho! As coisas que você escolhe nesta vida são as mesmas que vão te acompanhar na outra - pense nisso. Jesus pode estar com você agora e sempre.Para Jesus não há limites, tudo é possível, e para quem está com Ele também! É só chamar por Ele. Acenda uma vela, faça umaprece, preste uma homenagem a Jesus que é nosso Irmão, nosso Mestre e nosso Senhor. ***Distribua esta mensagem para todos que puder - Jesus te Abençoa - (OBSERVAÇÃO: JESUS ABENÇOA A TODOS QUE O PROCURAM, MAS ELE ESPERA TAMBÉM, QUE REFLITAM A RESPEITO DE TUDO O QUE PENSAM, FALAM E ESCREVEM)
  11. 11. As cores vibram em diferentes freqüências energéticas, e têmsignificados simbólicos que podem mudar de acordo com areligião, a cultura, o país e as crenças pessoais. Listamos aquialguns dos significados associados às cores: Amarelo - lembrança, devoção, divindade, renúncia, desapego, intelecto; Azul – cura, harmonia, tranqüilidade e devoção; Branco – paz, reverência, pureza e inocência; Roxo – proteção, transmutação de carma, espiritualidade, experiência mística e intuição; Laranja – energia, saúde e vitalidade; Vermelho – paixão, criatividade e sexualidade; Preto – simboliza o aspecto feminino do divino, a mãe terra; Rosa – amor, amizade e afeição; Verde – esperança e equilíbrio.
  12. 12. CONSIDERAÇÕES FINAISNas sociedades complexas em que surge a cibercultura,essêncialmente heterogênea, a folkcomunicação ocorre nesta“mistura” entre popular e erudito, moderno e tradicional, hegemônicoe subalterno, que se processa nos ciclos de hibridação. Estefenômeno não é apenas reprojetado no Altar Virtual, mas é tambémuma característica intrínseca deste.No Altar Virtual o feedback se processa na interação por meio dediscurso, que só é possível à medida em que o usuário utiliza oelemento simbólico (vela ou incenso). O usuário passa a ser um co-autor (receptor e comunicador).
  13. 13. O folclore não está propriamente presente no Altar, mas elementosfolclóricos são apropriados pela mídia, neste caso a revista eletrônicaPlaneta na Web, enquanto produtora do Altar Virtual.A revista se apropria através dos símbolos e os usuários imprimemelementos folclóricos, à medida que efetuam práticas como simpatias eexpressam suas crenças.
  14. 14. Com as pesquisas transdisciplinares que têm sido desenvolvidasentre os campos da comunicação, da computação, da arte e datecnologia, e que resultam na construção de imagens sintéticas,que são imagens artificiais construídas através de programação, ouseja, numéricas, surge a possibilidade de uma reprojeção aindamaior do corpo, que é a imersão do usuário em um ambientevirtual.A produção humana no ciberespaço ganha dimensõesimensuráveis e, neste espaço, a expressão popular não está seperdendo, mas está ganhando novos territórios na dinâmicacultural das sociedades complexas.
  15. 15. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASBREGUEZ, Sebastião. Comunicação, folclore e globalização: Os meios de comunicação de massaestão destruindo o folclore ou a sociedade está sendo formada por uma só cultura? InstitutoGutenberg, 1999, Boletim nº 28, Série eletrônica, disponível em<http://www.igutenberg.org/breguez28.html> (Acesso em: 01/ set/2006).CANCLINI, Néstor García. Culturas híbridas: estratégias para entrar e sair da modernidade. 4ªedição, São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2003.CONTRERA, Malena Segura. Ontem, hoje e amanhã: sobre os rituais midiáticos. In: RevistaFamecos, n° 28, Porto Alegre, 2005.DOMINGUES, Diana. Ciberespaço e Rituais: tecnologia, antropologia e criatividade. In: HorizontesAntropológicos, Vol. 10, nº 21, Porto Alegre: 2004.FREYRE, Gilberto. Casa-grande & senzala: formação da família brasileira sob o regime daeconomia patriarcal. 50ª edição, São Paulo: Global: 2005.SANTAELLA, Lúcia. Culturas e artes do pós-humano: Da cultura das mídias à cibercultura. 2ªedição, São Paulo: Paulus, 2004.LUYTEN, Joseph. Conceito de Folkcomunicação. In: MARQUES DE MELO, José, org. - Mídia eFolclore: O Estudo da Folkcomunicação segundo Luiz Beltrão. INTERCOM, 1996. Disponível em:<http://www2.metodista.br/unesco/luizbeltrao/arquivos.02.luizbeltrao.documentosfolkcom98.pdf> (Acessoem: 05/set/2006).
  16. 16. BANCO DE IMAGENS PARA A CONSTRUÇÃO DO ALTAR

×