O que é aids

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O que é aids

  1. 1. http://www.aids.gov.br/node/50605O que é aidsA aids é o estágio mais avançado da doença que ataca o sistema imunológico. A Síndrome daImunodeficiência Adquirida, como também é chamada, é causada pelo HIV. Como esse vírusataca as células de defesa do nosso corpo, o organismo fica mais vulnerável a diversasdoenças, de um simples resfriado a infecções mais graves como tuberculose ou câncer. Opróprio tratamento dessas doenças fica prejudicado.Há alguns anos, receber o diagnóstico de aids era uma sentença de morte. Mas, hoje em dia, épossível ser soropositivo e viver com qualidade de vida. Basta tomar os medicamentosindicados e seguir corretamente as recomendações médicas.Saber precocemente da doença é fundamental para aumentar ainda mais a sobrevida dapessoa. Por isso, o Ministério da Saúde recomenda fazer o teste sempre que passar poralguma situação de risco e usar sempre o preservativo.O que é HIVHIV é a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana. Causador da aids, ataca o sistemaimunológico, responsável por defender o organismo de doenças. As células mais atingidas sãoos linfócitos T CD4+. E é alterando o DNA dessa célula que o HIV faz cópias de si mesmo.Depois de se multiplicar, rompe os linfócitos em busca de outros para continuar a infecção.Ter o HIV não é a mesma coisa que ter a aids. Há muitos soropositivos que vivem anos semapresentar sintomas e sem desenvolver a doença. Mas, podem transmitir o vírus a outrospelas relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento seringas contaminadas ou demãe para filho durante a gravidez e a amamentação. Por isso, é sempre importante fazer oteste e se proteger em todas as situações.Biologia – HIV é um retrovírus, classificado na subfamília dos Lentiviridae. Esses víruscompartilham algumas propriedades comuns: período de incubação prolongado antes dosurgimento dos sintomas da doença, infecção das células do sangue e do sistema nervoso esupressão do sistema imune.Acompanhamento médicoO acompanhamento médico da infecção pelo HIV é essencial, tanto para quem não apresentasintomas e não toma remédios (fase assintomática), quanto para quem já exibe algum sinal dadoença e segue tratamento com os medicamentos antirretrovirais, fase que os médicosclassificam como aids.Nas consultas regulares, a equipe de saúde precisa avaliar a evolução clínica do paciente. Paraisso, solicita os exames necessários e acompanha o tratamento. Tomar os remédios conformeas indicações do médico é fundamental para ter sucesso no tratamento. Isso é ter uma boaadesão.O uso irregular dos antirretrovirais (má adesão ao tratamento) acelera o processo deresistência do vírus aos medicamentos, por isso, toda e qualquer decisão sobre interrupção outroca de medicamentos deve ser tomada com o consentimento do médico que faz o
  2. 2. http://www.aids.gov.br/node/50605acompanhamento do soropositivo. A equipe de saúde está apta a tomar essas decisões e deveser vista como aliada, pois juntos devem tentar chegar à melhor solução para cada caso.Exames de rotinaNo atendimento inicial, são solicitados os seguintes exames: sangue (hemograma completo),fezes, urina, testes para hepatites B e C, tuberculose, sífilis, dosagem de açúcar e gorduras(glicemia, colesterol e triglicerídeos), avaliação do funcionamento do fígado e rins, além deraios-X do tórax.Outros dois testes fundamentais para o acompanhamento médico são o de contagem doslinfócitos T CD4+Teste de CD4 - é o melhor indicador de como está funcionando o sistemaimunológico. e o de carga viralTeste de carga viral - o resultado mostra se o vírus está sereproduzindo no organismo. (quantidade de HIV que circula no sangue). Eles são cruciais parao profissional decidir o momento mais adequado para iniciar o tratamento ou modificá-lo.Como servem para monitorar a saúde de quem toma os antirretrovirais ou não, o Consenso deTerapia Antirretroviral recomenda que esses exames sejam realizados a cada três ou quatromeses.Determinada pelo médico, a frequência dos exames e das consultas é essencial para controlaro avanço do HIV no organismo e determina o tratamento mais adequado em cada caso.Onde fazer?Normalmente, a coleta de sangue para realizar todos os exames pedidos pelo médico é feitano próprio serviço em que a pessoa é acompanhada, o Serviço de Assistência Especializada(SAE), e enviada para os Laboratórios Centrais (LACEN), unidades públicas de saúde querealizam os exames especializados gratuitamente.Sintomas e fases da aidsQuando ocorre a infecção pelo vírus causador da aids, o sistema imunológico começa a seratacado. E é na primeira fase, chamada de infecção aguda, que ocorre a incubação do HIV -tempo da exposição ao vírus até o surgimento dos primeiros sinais da doença. Esse períodovaria de 3 a 6 semanas. E o organismo leva de 30 a 60 dias após a infecção para produziranticorpos anti-HIV. Os primeiros sintomas são muito parecidos com os de uma gripe, comofebre e mal-estar. Por isso, a maioria dos casos passa despercebido.A próxima fase é marcada pela forte interação entre as células de defesa e as constantes erápidas mutações do vírus. Mas que não enfraquece o organismo o suficiente para permitirnovas doenças, pois os vírus amadurecem e morrem de forma equilibrada. Esse período, quepode durar muitos anos, é chamado de assintomático.Com o frequente ataque, as células de defesa começam a funcionar com menos eficiência atéserem destruídas. O organismo fica cada vez mais fraco e vulnerável a infecções comuns. Afase sintomática inicial é caracterizada pela alta redução dos linfócitos T CD4 - glóbulosbrancos do sistema imunológico - que chegam a ficar abaixo de 200 unidades por mm³ de
  3. 3. http://www.aids.gov.br/node/50605sangue. Em adultos saudáveis, esse valor varia entre 800 a 1.200 unidades. Os sintomas maiscomuns são: febre, diarreia, suores noturnos e emagrecimento.A baixa imunidade permite o aparecimento de doenças oportunistas, que recebem esse nomepor se aproveitarem da fraqueza do organismo. Com isso, atinge-se o estágio mais avançadoda doença, a aids. Quem chega a essa fase, por não saber ou não seguir o tratamento indicadopelos médicos, pode sofrer de hepatites virais, tuberculose, pneumonia, toxoplasmose ealguns tipos de câncer. Por isso, sempre que você transar sem camisinha ou passar por algumaoutra situação de risco, faça o teste!Quais são os antirretroviraisOs medicamentos antirretrovirais surgiram na década de 1980, para impedir a multiplicaçãodo vírus no organismo. Eles não matam o HIV , vírus causador da aids , mas ajudam a evitar oenfraquecimento do sistema imunológico . Por isso, seu uso é fundamental para aumentar otempo e a qualidade de vida de quem tem aids.Desde 1996, o Brasil distribui gratuitamente o coquetel antiaids para todos que necessitam dotratamento. Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 200 mil pessoas recebemregularmente os remédios para tratar a doença. Atualmente, existem 19 medicamentosdivididos em cinco tipos.Classes de medicamentos antirretroviraisInibidores Nucleosídeos da Transcriptase Reversa - atuam na enzima transcriptase reversa,incorporando-se à cadeia de DNA que o vírus cria. Tornam essa cadeia defeituosa, impedindo que ovírus se reproduza.São eles: Zidovudina, Abacavir, Didanosina, Estavudina, Lamivudina e Tenofovir.Inibidores Não Nucleosídeos da Transcriptase Reversa - bloqueiam diretamente a ação da enzima ea multiplicação do vírus.São eles: Efavirenz, Nevirapina e Etravirina.Inibidores de Protease – atuam na enzima protease, bloqueando sua ação e impedindo a produçãode novas cópias de células infectadas com HIV.São eles: Atazanavir, Darunavir, Fosamprenavir, Indinavir, Lopinavir/r, Nelfinavir, Ritonavir eSaquinavir.Inibidores de fusão - impedem a entrada do vírus na célula e, por isso, ele não pode se reproduzir.É a Enfuvirtida.Inibidores da Integrase – bloqueiam a atividade da enzima integrase, responsável pela inserção doDNA do HIV ao DNA humano (código genético da célula). Assim, inibe a replicação do vírus e suacapacidade de infectar novas células.É o Raltegravir.
  4. 4. http://www.aids.gov.br/node/50605Para combater o HIV é necessário utilizar pelo menos três antirretrovirais combinados, sendodois medicamentos de classes diferentes, que poderão ser combinados em um só comprimido.O tratamento é complexo, necessita de acompanhamento médico para avaliar as adaptaçõesdo organismo ao tratamento, seus efeitos colaterais e as possíveis dificuldades em seguircorretamente as recomendações médicas, ou seja aderir ao tratamento . Por isso, éfundamental manter o diálogo com os profissionais de saúde, compreender todo o esquemade tratamento e nunca ficar com dúvidas.Vacinação de soropositivosO soropositivo deve ser avaliado por um médico antes de tomar qualquer vacina para seprevenir de doenças. Se estiverem com a imunidade muito baixa, não devem receber vacinascompostas por bactérias ou vírus vivos. Diversos estudos mostram que a resposta aosorganismos invasores é menor em soropositivos com pouca concentração de linfócitos T CD4+,células de defesa do organismo. Por isso, normalmente os soropositivos sintomáticos não têmboa resposta às vacinas. Portanto, na tentativa de obter uma resposta imunológica ideal, todasas vacinas devem ser dadas no curso da infecção pelo HIV, o mais precocemente possível.Orientações para adultos Vacina contra a bactéria causadora da pneumonia (pneumococo): a resposta é melhor na fase em que as células CD4+ estão acima de 350/mm3. Vacina contra hepatite B: deve ser tomada somente quando indicada pelo médico. Indicações para: usuários de drogas injetáveis, homossexuais sexualmente ativos, prostitutas, homens e mulheres com atividade sexual e doenças sexualmente transmissíveis ou mais de um parceiro sexual nos últimos seis meses e pessoas que vivem na mesma casa ou tiveram contato sexual com portadores da hepatite B. Vacina contra a bactéria causadora da meningite (Haemophilus influenzae tipo b): a resposta é mais eficiente nos estádios precoces da infecção pelo HIV. Vacina contra tétano-difteria: a recomendação geral é de uma dose de reforço a cada 10 anos. Vacina inativada contra o vírus causador da poliomielite: é preferível à vacina oral, no soropositivo e seus comunicantes próximos. Vacina contra a gripe A H1N1 (gripe suína): deve ser tomada somente quando indicada pelo médico.Orientações para criançasAs crianças menores de um ano, com suspeita de infecção pelo HIV ou com diagnósticodefinitivo de infecção pelo HIV devem seguir orientação médica especializada.
  5. 5. http://www.aids.gov.br/node/50605

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