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Dilema Ético:Como mencionado acima, as CTEs são muito mais fáceis de se obter e se trabalhar doque as CTSs. Entretanto, pa...
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de um lado, os que encaram o assunto como uma promessa e, de outro, os que o encaramcomo uma ameaça. Como afirma Lajolo: a...
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Células troncos e trangênicas

  1. 1. CÉLULAS TRONCOSDefinição:Uma simples definição para "célula-tronco" seria: "célula indiferenciada capaz de sediferenciar em qualquer outro tipo de célula". Traduzindo... seria uma célula semelhante àcélula de um embrião, a qual não tem ainda forma e função definida, mas que é capaz dese modificar, se transformar em qualquer tipo de célula do corpo, seja um neurônio (célulanervosa), um hepatócito (célula do fígado), uma célula epitelial (da pele), etc.Utilização:Conseguem imaginar uma célula com capacidade de regenerar qualquer tipo de tecido?Conseguem vislumbrar o potencial que elas têm na medicina? Se você corta sua pele, elase regenera naturalmente. Se você tem problemas no fígado, ele também é capaz de seregenerar naturalmente. Mas e quanto aos tecidos que não se regeneram? Um problemacardíaco atualmente só é solucionado com um transplante.Pessoas que ficam paraplégicas ou tetraplégicas não podem jamais voltar a andar.Pessoas com doenças neurodegenerativas como "Parkinson" ou "Alzheimer" morrem semter a oportunidade de cura. São apenas alguns dos problemas que podem sersolucionados com a utilização das Células-Tronco. Resumindo: elas podem salvar vidas,curar doenças tidas como incuráveis, fazer paralíticos voltarem a andar... Sua pesquisa ésem dúvida alguma imprescindível à humanidade! Mas então qual é o problema?Células-Tronco Somáticas X Células-Tronco Embrionárias:As Células-Tronco adultas são chamadas de Células-Tronco Somáticas (CTSs) e sãoencontradas na Medula Óssea. São células raras e dispersas nos tecidos, o que dificulta asua obtenção, além de serem mais difíceis de se manipular e diferenciar emlaboratório.CTSs podem ser coletadas no cordão umbilical, gordura e medula óssea, massem apresentar as mesmas capacidades de diferenciação que as CTEs.As Células-Tronco encontradas em embriões são chamadas de Células-TroncoEmbrionárias (CTEs). Elas são extraídas de embriões na fase de "blastocisto". Sãoobtidas através de um processo chamado de "Clonagem Terapêutica". O material genéticodo indivíduo é inserido num óvulo, gerando um embrião com as mesmas característicasgenéticas desse indivíduo (literalmente um clone) e, ao chegar na fase de blastocisto, odesenvolvimento é interrompido e as CTs são extraídas. Esse tipo de CT é muito maisfácil de se multiplicar e diferenciar em laboratório. Célula-Tronco Somáticas da Medula Óssea gerando os diversos tipos de células sanguíneas do ser humano. Extração e Utilização das Células-Tronco Embrionárias
  2. 2. Dilema Ético:Como mencionado acima, as CTEs são muito mais fáceis de se obter e se trabalhar doque as CTSs. Entretanto, para se obter as CTEs, é necessário se gerar um embriãohumano e interromper sua "vida" para utilizar as suas células. Tal fato é o que leva aintermináveis debates éticos e até mesmo religiosos. São comuns perguntas do tipo: "Seráque é mesmo certo utilizarmos uma vida humana para salvar outras?"Ou ainda muito além disso: "O que define uma vida humana?" Será que um "aglomeradode células" é uma "vida"? A maioria das religiões considera "morto" um ser cujo cérebroparou de funcionar. Por que considerar um embrião "vivo" se ele ainda nempossui neurônios? Essas e muitas outras perguntas são debatidas incessantemente emeventos científicos e religiosos, nos meios de comunicação, etc. E enquanto o debateprossegue, as pesquisas são atrasadas e as "curas milagrosas" adiadas.Novidades Recentes: • Um estudo descreveu um procedimento no qual obteve-se células individuais (CTEs) retiradas em uma fase em que o embrião humano é formado apenas por uma esfera de poucas células (uma mórula). Em tese, a técnica permite que as células remanescentes originem um organismo completo, caso sejam devidamente implantadas em um útero. (É retirado apenas um blastômero de um total de 8). Isso permite que se trabalhe com esta "única" célula-tronco, multiplicando-a em laboratório, sem matar o embrião que ainda terá 7 células e se desenvolverá num ser humano normal. Ainda faltam muitos testes... • Em 2007, pesquisadores norte-americanos e japoneses conseguiram "reprogramar" células da pele humana inserindo nelas alguns genes por meio de vírus. Foi possível "desdiferenciá-la" e "rediferenciá-la", ou seja, transformou-se a célula de pele em um outro tipo de célula. Entretanto, o risco de gerar tumores é muito grande nesse processo... • Células coletadas do líquido amniótico podem representar uma esperança no tratamento ou cura de doenças neurodegenerativas e diabetes. Conseguiu-se isolarCTs do líquido amniótico coletado em exames feitos por volta da 16ª semana de gestação. As CTs do líquido amniótico são tão boas quanto às CTE s. E por serem mais "maduras" que as CTEs, não causam tumores. Faltam estudos... • O cordão umbilical também pode ser utilizado. Algumas pessoas o armazenam em bancos privados por 700 reais ao ano. Outros são doados a bancos públicos para serem usados por qualquer um, depois de testados geneticamente. Se o cordão do doador tiver características compatíveis com o receptor, a utilização é possível. Faltam estudos...
  3. 3. Micrografia (Fotografia Microscópica) de Células-Tronco Embrionárias de um Rato (Colorizadas por Computador)Conclusão:Como podem ver, as CTs podem trazer inúmeros benefícios à humanidade. Mas a suaobtenção é difícil demais, a não ser que se utilizem embriões. E ao utilizar embriões,geramos os problemas éticos citados. Qual a solução? Ainda não se encontrou aresposta...Muitos são a favor de utilizar as CTs mesmo destruindo embriões, pois o consideram "semvida". Outros defendem até o fim que mesmo um embrião é uma vida humana e que não éjusto interromper essa vida, mesmo pela mais nobre das causas.TRANSGÊNICOSTransgênicos ou organismos geneticamente modificados (OGMs) são seres vivos que tiveramseu material genético alterado por outra forma que não a multiplicação e recombinação natural.Na natureza é muito mais comum a transferência de material genético ocorrer verticalmente(hereditariedade, constatada primeiramente por Mendel, no século XIX). A transferênciahorizontal é muito rara, ocorrendo com alguns microorganismos.No processo de sedentarização do ser humano, com a criação da agricultura, ocorreu àdomesticação de plantas selvagens, com a seleção das sementes mais produtivas, maissaborosas e mais adequadas, sendo dados, assim, os primeiros passos para o melhoramentogenético, que se estendeu até a atualidade. Ninguém acredita, ou pelo menos deveria acreditarque os alimentos que comíamos, antes da descoberta da transgênese, eram todos encontradosem estado de graça natural. Batata, milho, feijão e outros cereais foram sofrendo processos demelhoramento ou aperfeiçoamento genético que permitiram torná-los não só mais agradáveisao paladar, como também mais nutritivos e, em alguns casos, transformá-los de venenosos enocivos à saúde em alimentos ricos e saudáveis, como é o caso da batata e do próprio feijão(VOGT).Os biólogos moleculares afirmam que a engenharia genética aplicada à agricultura nada ésenão uma nova forma de introduzir variabilidade no processo de melhoramento genético. Masnão é correto sinonimizar as expressões modificação genética e engenharia genética[1], comoocorre na mídia (NATERCIA).O processo de manipulação de genes iniciou-se com a descoberta da estrutura de dupla hélicedo DNA, em 1953. Uma década depois foi desvendado o processo pelo qual um gene ordena aprodução de determinadas proteínas. O nascimento da engenharia genética aconteceu quandoa barreira de transferência de genes de uma espécie para outra bem diferente foi transposta,em 1973, quando os geneticistas norte-americanos Cohen e Boyer inseriram o gene de umsapo em uma bactéria (Agrobacterium tumefaciens), a qual é naturalmente capaz de fazer a
  4. 4. transferência horizontal de genes, injetando nas plantas um plasmídeo, que é uma molécula deDNA, fazendo com que as mesmas desenvolvam tumores.O uso de uma bactéria como vetor ou meio de transporte de um novo gene para dentro decélulas de outra espécie é um dos métodos usados na transgenia (ou transgênese). É usadopara a produção de medicamentos e de enzimas para fins industriais, como: produção deinsulina, de hormônio do crescimento, de quimosina (enzima usada para a fabricação dequeijos), de enzimas que degradam os restos de polpa na fabricação dos sucos de fruta, deoutras que fazem com que os pães industriais fiquem mais macios, mais brilhantes ou nãoendureçam de um dia para outro, de enzimas lipolíticas, usadas em sabão em pó paradegradar a gordura. Contra este tipo de produto, não existe grande resistência, uma vez que osmicroorganismos utilizados ficam restritos ao meio de produção e não entram em contato como organismo do consumidor e supõe-se que exista uma avaliação cautelosa dos produtosresultantes, segundo protocolos rígidos de segurança. Ainda, evita-se a alergia que podia serprovocada através do antigo método de produção de insulina, o qual envolvia o uso depâncreas de bois e porcos sacrificados; poupam-se os estômagos dos bezerros, dos quais secostumava extrair a quimosina, após sacrificar os animaizinhos, obviamente, e as hipófises doscadáveres não mais precisam ser usadas para a extração do hormônio do crescimento.Outro método usado é o bombardeamento, em altíssima velocidade, das células do vegetal aser modificado com partículas de DNA, que penetram no núcleo das células, incorporando-seao seu genoma. Ao ser consumida, a planta transgênica leva para dentro do organismo doconsumidor o material geneticamente modificado. No processo de criação de um "transgene",vem junto um gene de resistência a antibióticos, para permitir sua futura identificação na plantatransgênica. Como 95% do DNA ingerido é degradado no processo digestivo, resta àpossibilidade (pequena, mas preocupante) do escape de um gene resistente a antibióticos. Umoutro aspecto indesejável quanto à assimilação de DNA modificado diz respeito ao fato de quetodos os alérgenos conhecidos até hoje são proteínas, havendo o risco de tal elemento setornar alergênico, o que ainda não foi efetivamente comprovado até o presente. A simplesingestão de DNA adicional não é necessariamente perigosa: DNA / RNA vêm sendo ingeridosnormalmente através de dietas, desde quando esta se limitava aos frutos coletados ou aosanimais abatidos pelo homem das cavernas. Os produtos de expressão (associados ao novoDNA introduzido), porém, que são proteínas (enzimas), podem, potencialmente, ter açãoantinutricional, podem produzir alergias ou causar algumas mudanças no valor nutricional doalimento (LAJOLO).O único caso comprovado até o momento de possíveis danos à saúde causados pelaengenharia genética ocorreu nos Estados Unidos, entre 1989 e 1992, envolvendo umaminoácido chamado triptofano, sintetizado por uma bactéria, por uma empresa japonesa. Das1500 pessoas afetadas, 38 morreram. Ficou constatada uma contaminação por sessentaagentes contaminadores, sem identificação da fonte de contaminação (bactéria ou processo defiltragem do produto).Qualquer dos métodos mencionados apresenta alguns problemas: a incerteza de que o"transgene" se incorporou realmente ao genoma da planta, bem com a dúvida quanto aosresultados de sua interação com os demais genes já existentes no vegetal. Isto ajuda aalimentar a polêmica que envolve a criação e a comercialização dos transgênicos pelo mundo:
  5. 5. de um lado, os que encaram o assunto como uma promessa e, de outro, os que o encaramcomo uma ameaça. Como afirma Lajolo: a polêmica relativa à segurança dos alimentostransgênicos se origina a partir da aparente incontrolabilidade de certos resultados.As empresas e defensores da semente transgênica argumentam que até hoje não seconseguiu apontar casos de doenças que tivessem sido provocadas pelo produto modificado.Os adversários apontam o prazo ainda curto de consumo desses produtos, recomendando quese façam maiores pesquisas, mas já fazem referências a um estudo mantido em segredo pelaprópria empresa Monsanto, cujo milho transgênico teria desenvolvido tumores em ratos delaboratório (MINEIRO). Passados mais de dez anos do uso das sementes modificadas daMonsanto e de seu agrotóxico, as discussões científicas permanecem no mesmo ponto em queestavam no início: nem a empresa consegue assegurar que o produto modificado seja seguropara a saúde humana, nem os adversários conseguem apresentar dados contrários tãoconclusivos e definitivos que impeçam a contínua difusão das lavouras à base das sementesgeneticamente modificadas.Em defesa produção de alimentos transgênicos existe a idéia de que eles seriam a soluçãopara aumentar a produção de alimentos e diminuir a fome e a desnutrição mundial. Existemprevisões de três gerações de transgênicos. A primeira, que está no mercado desde a décadade 90 passada, cujos principais produtos são soja, milho, algodão e canola, seria tolerante aherbicidas e resistente a insetos. A segunda promete alimentos mais nutritivos, com menossubstâncias nocivas (como os alérgenos), maior resistência a estresses ambientais, comoclima seco ou solo salino em demasia. Um exemplo seria o arroz dourado, com produção debetacaroteno em seus grãos, para diminuir os problemas de carência de vitamina A em paísespobres, cuja base alimentar é este cereal. Sua primeira variedade frustrou os pesquisadores.Uma segunda variedade está em estudo. A terceira geração seriam as biofábricas, produtorasde remédios, como hormônio do crescimento, interferon ou fator de crescimento. A planta seriaprocessada, o remédio seria extraído e purificado a um custo bem menor. No Brasil, a Embrapatem pesquisado uma soja transgênica capaz de gerar o hormônio do crescimento, que hoje já éobtido por microorganismos geneticamente modificados, mas ainda a um custo muito alto. AEmbrapa tem um núcleo especializado em genética, o Cenargen, onde se concentram aspesquisas. Conhecida pela qualidade de suas pesquisas, a Embrapa aguardava a liberaçãodas pesquisas transgênicas. Talvez de seus laboratórios possam vir às respostas relativas àsegurança ambiental e sanitária dos produtos, que ambientalistas e consumidores tantoexigem.No outro pólo, um trabalho do pesquisador norte-americano Bem Brook demonstra que, naArgentina, as promessas da alta produtividade transgênica e do menor consumo de pesticidasnão se realizaram, o que leva a cultura a buscar produtividade com a incorporação de novasterras para a lavoura, com efeitos ambientais e sociais graves. No aspecto ambiental, surgiramervas daninhas resistentes ao agrotóxico associado à semente modificada, e a ampliação doscampos de cultivo se faz agora, em grande parte, com o desmatamento em áreas florestais enão por uma maior produtividade das plantações existentes. O Greenpeace aponta para osriscos que os organismos transgênicos trazem para a biodiversidade, os quais Eliana Fontes,pesquisadora da Embrapa, classifica em quatro itens principais: contaminação de plantaçõesnão transgênicas através de pólen de transgênicas (fluxo de genes); organismos que não sãoalvos das plantas transgênicas podem sofrer ação de substâncias como toxinas, sendo
  6. 6. eliminados (impacto sobre a biodiversidade); incidência de um rearranjo na seqüência degenes, fazendo com que uma planta transgênica venha a apresentar características distintasde sua família original (impactos da transformação gênica); aparecimento de superervasdaninhas ou superpragas (surgimento de resistência). Ainda existe a ameaça à segurançaalimentar: antigamente, pensar em patentear plantas, animais ou genes não poderia sequer serconsiderado. Hoje, com a patente sobre a vida, o produtor tem que pagar royalties pelasplantas patenteadas e as sementes que produzem, por todas as gerações futuras. Isso é umaameaça à segurança alimentar e à biodiversidade.Em entrevista à revista Senac e Educação Ambiental, o jornalista Washington Novaesdeclarou:O Brasil precisa definir se quer ser um grande produtor de transgênicos e competir comEstados Unidos, Argentina e Canadá num mercado que já tem excedentes ou se pretendefornecer prioritariamente para os mercados europeu e japonês, que não querem transgênicos(...) Uma possível solução seria dividir nosso território: por exemplo, apenas do Estado do Riopara o sul pode plantar, dali para o norte não pode. Assim, criaríamos dois mercados. Dequalquer maneira, seriam necessários estudos de impacto e essa história de dizer que não hácomprovação de problemas causados por transgênicos é uma balela. Muitas pesquisasmostram até perda de produtividade ao longo dos anos nos Estados Unidos e na Argentina.O Idec, Instituto de Defesa do Consumidor, afirma que, antes de ser contra os transgênicos,seu posicionamento é o de querer uma sólida regulamentação, que inclua análise de risco àsaúde humana, estudos de impacto ambiental e rotulagem (S. PAZ apud CARDOSO, p. 81).Estaríamos ou não participando de uma mudança de paradigma no processo de produçãoagrícola? Este conflito envolve grandes interesses políticos e econômicos. Existe, além deriscos para o meio ambiente e para a saúde do consumidor, a indicação de que as vantagensapregoadas pelos que defendem os transgênicos podem ser obtidas por alternativas maissustentáveis, como a ecoagricultura, escapando-se das monoculturas, dos defensivosquímicos, mantendo-se sistemas ecologicamente equilibrados, com a ausência de riscos tãopreocupantes. Este tipo de solução exige um manejo da plantação muito mais cuidadoso porparte do agricultor, sendo, então ideal o cultivo de pequenas propriedades, administradas poragricultores familiares. Isto se contrapõe à existência de grandes propriedades monocultoras,prática comum em nossa realidade.Sendo um debate não apenas científico, uma vez que a ciência por si só ainda não possuirespostas conclusivas em relação à existência ou à ausência de riscos para o meio ambiente epara a saúde dos consumidores, é uma questão política, uma vez que as sociedades deverãoescolher o modelo de desenvolvimento a ser seguido. E que valores priorizarão as sociedadespara tomar esta decisão? Valorizarão a proteção aos solos, às águas e a todas as formas devida, inclusive a humana? Todos os atores envolvidos neste embate polarizado em relação aostransgênicos mantêm-se atentos e vigilantes para o rumo a ser tomado nos próximos tempos.Mas caberá ao consumidor a decisão sobre o sucesso ou fracasso de tais produtos. Por eleserá dada a palavra final. Que tipo de desenvolvimento escolherá a grande maioria dosconsumidores mundiais? Isto dependerá de um posicionamento ético e político em relação aomodelo de mundo desejado.

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