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A toxoplasmose é uma parasitose amplamente disseminada na natureza, causada pelo
protozoário Toxoplasma gondii, que pode infectar pássaros e um grande número de
mamíferos, incluindo o homem, em todas as idades.
Após o contágio, o toxoplasma permanece no músculo do hospedeiro, na forma de cistos,
ou, então, no caso específico dos gatos, é eliminado nas fezes na forma de oocistos. Os
gatos são os únicos hospedeiros definitivos do Toxoplasma, ou seja, somente nestes animais
o protozoário tem seu ciclo de vida completo.
Os outros mamíferos são hospedeiros intermediários e por isso, mesmo infectados, não
conseguem eliminar oocistos nas fezes.
Em pessoas cuja imunidade apresenta-se normal – imunocompetentes –, a doença pode até
passar despercebida. Tanto é assim que, durante o pré-natal, os anticorpos contra o
toxoplasma são detectados em cerca de 50% a 80% das mulheres brasileiras, o que indica
contato prévio com esse agente. Já em imunodeprimidos, ou seja, nos indivíduos que estão
com o sistema imunológico debilitado por doença – como os portadores de aids – ou por
tratamentos – como os transplantados –, a infecção pode ser mais severa, com chances de
atingir o cérebro, causando o que se chama de neurotoxoplasmose.
A forma congênita da toxoplasmose, passada da mãe para o feto durante a gravidez,
também costuma ser grave, uma vez que tem potencial de deixar sequelas neurológicas,
visuais e hepáticas no bebê.
CAUSAS E SINTOMAS
"Nas pessoas com imunidade preservada, a toxoplasmose é
assintomática em cerca de 90% dos casos. Nos 10% restantes,
provoca principalmente o aumento de gânglios – as ínguas – nas
axilas, na virilha e no pescoço, além de febre, dores musculares,
articulares, de cabeça e de garganta, infecção na retina, pontos
avermelhados no corpo e aumento do fígado e do baço. Nos
imunodeprimidos, as manifestações incluem sinais de
comprometimento dos pulmões, dos olhos, do coração e, sobretudo,
do cérebro, neste caso com um quadro de dor de cabeça, sonolência
e redução da força, que pode evoluir para uma diminuição
progressiva da lucidez. A causa é a infecção pelo toxoplasma, que
decorre particularmente da ingestão de carne crua ou malcozida, com
cistos desse protozoário, ou do consumo de comida contaminada por
oocistos, os quais são eliminados nas fezes de gatos. Nesta última
situação, a contaminação ocorre mais frequentemente pela
manipulação inapropriada dos alimentos – quando a pessoa não lava
bem as mãos depois de mexer no gato, por exemplo –, mas também
pela simples convivência com esses animais, mesmo os bem-
cuidados, pois eles podem ingerir carne crua com cistos do parasita.
A toxoplasmose ainda é adquirida de forma congênita, quando a
gestante passa a doença para o bebê durante a gravidez, e em
transplantes de órgãos."
EXAMES E DIAGNÓSTICOS
"Uma vez que os sintomas da toxoplasmose são bastante
inespecíficos, o diagnóstico implica a realização de exames de sangue
para pesquisar a presença de anticorpos que caracterizam infecção
recente pelo toxoplasma. Como a doença passa despercebida na
maioria das vezes, as pessoas só acabam sabendo que tiveram
contato com o agente infeccioso quando precisam fazer algum check-
up específico, seja em urgências, seja em rotina, seja em situações
especiais, como na gestação. Nesses casos, porém, o achado é de
uma categoria de anticorpos relacionada com infecção pregressa e
que, portanto, indica imunidade contra a toxoplasmose."
TRATAMENTOS E PREVENÇÕES
"Existem medicamentos que agem contra o toxoplasma – não curam
a doença, mas impedem a multiplicação do protozoário – e, assim,
contribuem para a redução das complicações da toxoplasmose
congênita e das formas mais agressivas da doença no adulto, desde
que o tratamento seja instituído rapidamente. Para as formas leves,
que cursam somente com febre e gânglios, não há necessidade do
uso de medicações, pois a doença acaba regredindo
espontaneamente. A prevenção da toxoplasmose é particularmente
importante para gestantes e imunodeprimidos que nunca tiveram
contato com esse agente. Para evitar o contágio, recomenda-se não
comer carne crua ou malpassada e usar luvas na hora de manipular
qualquer tipo de carne antes do cozimento, além de lavar muito bem
legumes e verduras que serão consumidos em saladas. O convívio
com gatos também precisa ser evitado, assim como a visita a locais
que possam conter fezes desses animais – como tanques de areia de
parques."
https://www.fleury.com.br/manual-de-doencas/toxoplasmose
Ciclo de vida do Toxoplasma gondii
Os únicos hospedeiros conhecidos definitivos para T. gondii são
membros da família Felidae (gatos domésticos e seus parentes).
1a. Os oocistos são eliminados nas fezes dos gatos. Uma grande
quantidade é eliminada, mas normalmente só durante 1–2 semanas.
Os oocistos demoram 1 a 5 dias para esporular e se tornarem
infectantes.
1b. Os gatos se reinfectam pela ingestão de oocistos esporulados.
2. Terra, água, plantas, ou a areia do gato tornam-se infectados com
oocistos. Os hospedeiros na natureza (p. ex., pássaros, roedores,
animais selvagens e animais criados para consumo de seres
humanos) infectam-se após ingerirem materiais infectados.
3. Os oocistos se desenvolvem em taquizoítas logo após a ingestão.
4. Os taquizoítas se disseminam por todo o corpo e formam cistos
teciduais no tecido neural, ocular e muscular.
5. Os gatos se infectam após consumirem hospedeiros intermediários
contendo cistos teciduais.
6a. Os seres humanos podem se infectar pela ingestão de carne
malcozida contendo cistos teciduais.
6b. Os seres humanos podem se infectar pela ingestão de alimentos
ou água contaminada por fezes de gatos ou outros materiais
contaminados por fezes (p. ex., terra), ou pelo contato com a areia do
gato.
7. Raramente, a infecção nos seres humanos é decorrente de
hemotransfusão ou transplante de órgão.
8. Raramente, ocorre transmissão transplacentária da mãe para o
feto.
9. No hospedeiro humano, os parasitas formam cistos teciduais, mais
comumente no músculo esquelético, no miocárdio, no cérebro e nos
olhos.
Ciclo de vida do Toxoplasma gondii
Os únicos hospedeiros conhecidos definitivos para T. gondii são
membros da família Felidae (gatos domésticos e seus parentes).
1a. Os oocistos são eliminados nas fezes dos gatos. Uma grande
quantidade é eliminada, mas normalmente só durante 1–2 semanas.
Os oocistos demoram 1 a 5 dias para esporular e se tornarem
infectantes.
1b. Os gatos se reinfectam pela ingestão de oocistos esporulados.
2. Terra, água, plantas, ou a areia do gato tornam-se infectados com
oocistos. Os hospedeiros na natureza (p. ex., pássaros, roedores,
animais selvagens e animais criados para consumo de seres
humanos) infectam-se após ingerirem materiais infectados.
3. Os oocistos se desenvolvem em taquizoítas logo após a ingestão.
4. Os taquizoítas se disseminam por todo o corpo e formam cistos
teciduais no tecido neural, ocular e muscular.
5. Os gatos se infectam após consumirem hospedeiros intermediários
contendo cistos teciduais.
6a. Os seres humanos podem se infectar pela ingestão de carne
malcozida contendo cistos teciduais.
6b. Os seres humanos podem se infectar pela ingestão de alimentos
ou água contaminada por fezes de gatos ou outros materiais
contaminados por fezes (p. ex., terra), ou pelo contato com a areia do
gato.
7. Raramente, a infecção nos seres humanos é decorrente de
hemotransfusão ou transplante de órgão.
8. Raramente, ocorre transmissão transplacentária da mãe para o
feto.
9. No hospedeiro humano, os parasitas formam cistos teciduais, mais
comumente no músculo esquelético, no miocárdio, no cérebro e nos
olhos.
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  • 1. A toxoplasmose é uma parasitose amplamente disseminada na natureza, causada pelo protozoário Toxoplasma gondii, que pode infectar pássaros e um grande número de mamíferos, incluindo o homem, em todas as idades. Após o contágio, o toxoplasma permanece no músculo do hospedeiro, na forma de cistos, ou, então, no caso específico dos gatos, é eliminado nas fezes na forma de oocistos. Os gatos são os únicos hospedeiros definitivos do Toxoplasma, ou seja, somente nestes animais o protozoário tem seu ciclo de vida completo. Os outros mamíferos são hospedeiros intermediários e por isso, mesmo infectados, não conseguem eliminar oocistos nas fezes. Em pessoas cuja imunidade apresenta-se normal – imunocompetentes –, a doença pode até passar despercebida. Tanto é assim que, durante o pré-natal, os anticorpos contra o toxoplasma são detectados em cerca de 50% a 80% das mulheres brasileiras, o que indica contato prévio com esse agente. Já em imunodeprimidos, ou seja, nos indivíduos que estão com o sistema imunológico debilitado por doença – como os portadores de aids – ou por tratamentos – como os transplantados –, a infecção pode ser mais severa, com chances de atingir o cérebro, causando o que se chama de neurotoxoplasmose. A forma congênita da toxoplasmose, passada da mãe para o feto durante a gravidez, também costuma ser grave, uma vez que tem potencial de deixar sequelas neurológicas, visuais e hepáticas no bebê. CAUSAS E SINTOMAS "Nas pessoas com imunidade preservada, a toxoplasmose é assintomática em cerca de 90% dos casos. Nos 10% restantes, provoca principalmente o aumento de gânglios – as ínguas – nas axilas, na virilha e no pescoço, além de febre, dores musculares, articulares, de cabeça e de garganta, infecção na retina, pontos avermelhados no corpo e aumento do fígado e do baço. Nos imunodeprimidos, as manifestações incluem sinais de comprometimento dos pulmões, dos olhos, do coração e, sobretudo, do cérebro, neste caso com um quadro de dor de cabeça, sonolência e redução da força, que pode evoluir para uma diminuição progressiva da lucidez. A causa é a infecção pelo toxoplasma, que decorre particularmente da ingestão de carne crua ou malcozida, com cistos desse protozoário, ou do consumo de comida contaminada por oocistos, os quais são eliminados nas fezes de gatos. Nesta última situação, a contaminação ocorre mais frequentemente pela manipulação inapropriada dos alimentos – quando a pessoa não lava bem as mãos depois de mexer no gato, por exemplo –, mas também pela simples convivência com esses animais, mesmo os bem- cuidados, pois eles podem ingerir carne crua com cistos do parasita. A toxoplasmose ainda é adquirida de forma congênita, quando a gestante passa a doença para o bebê durante a gravidez, e em transplantes de órgãos." EXAMES E DIAGNÓSTICOS
  • 2. "Uma vez que os sintomas da toxoplasmose são bastante inespecíficos, o diagnóstico implica a realização de exames de sangue para pesquisar a presença de anticorpos que caracterizam infecção recente pelo toxoplasma. Como a doença passa despercebida na maioria das vezes, as pessoas só acabam sabendo que tiveram contato com o agente infeccioso quando precisam fazer algum check- up específico, seja em urgências, seja em rotina, seja em situações especiais, como na gestação. Nesses casos, porém, o achado é de uma categoria de anticorpos relacionada com infecção pregressa e que, portanto, indica imunidade contra a toxoplasmose." TRATAMENTOS E PREVENÇÕES "Existem medicamentos que agem contra o toxoplasma – não curam a doença, mas impedem a multiplicação do protozoário – e, assim, contribuem para a redução das complicações da toxoplasmose congênita e das formas mais agressivas da doença no adulto, desde que o tratamento seja instituído rapidamente. Para as formas leves, que cursam somente com febre e gânglios, não há necessidade do uso de medicações, pois a doença acaba regredindo espontaneamente. A prevenção da toxoplasmose é particularmente importante para gestantes e imunodeprimidos que nunca tiveram contato com esse agente. Para evitar o contágio, recomenda-se não comer carne crua ou malpassada e usar luvas na hora de manipular qualquer tipo de carne antes do cozimento, além de lavar muito bem legumes e verduras que serão consumidos em saladas. O convívio com gatos também precisa ser evitado, assim como a visita a locais que possam conter fezes desses animais – como tanques de areia de parques." https://www.fleury.com.br/manual-de-doencas/toxoplasmose Ciclo de vida do Toxoplasma gondii Os únicos hospedeiros conhecidos definitivos para T. gondii são membros da família Felidae (gatos domésticos e seus parentes). 1a. Os oocistos são eliminados nas fezes dos gatos. Uma grande quantidade é eliminada, mas normalmente só durante 1–2 semanas. Os oocistos demoram 1 a 5 dias para esporular e se tornarem infectantes. 1b. Os gatos se reinfectam pela ingestão de oocistos esporulados. 2. Terra, água, plantas, ou a areia do gato tornam-se infectados com oocistos. Os hospedeiros na natureza (p. ex., pássaros, roedores,
  • 3. animais selvagens e animais criados para consumo de seres humanos) infectam-se após ingerirem materiais infectados. 3. Os oocistos se desenvolvem em taquizoítas logo após a ingestão. 4. Os taquizoítas se disseminam por todo o corpo e formam cistos teciduais no tecido neural, ocular e muscular. 5. Os gatos se infectam após consumirem hospedeiros intermediários contendo cistos teciduais. 6a. Os seres humanos podem se infectar pela ingestão de carne malcozida contendo cistos teciduais. 6b. Os seres humanos podem se infectar pela ingestão de alimentos ou água contaminada por fezes de gatos ou outros materiais contaminados por fezes (p. ex., terra), ou pelo contato com a areia do gato. 7. Raramente, a infecção nos seres humanos é decorrente de hemotransfusão ou transplante de órgão. 8. Raramente, ocorre transmissão transplacentária da mãe para o feto. 9. No hospedeiro humano, os parasitas formam cistos teciduais, mais comumente no músculo esquelético, no miocárdio, no cérebro e nos olhos. Ciclo de vida do Toxoplasma gondii Os únicos hospedeiros conhecidos definitivos para T. gondii são membros da família Felidae (gatos domésticos e seus parentes). 1a. Os oocistos são eliminados nas fezes dos gatos. Uma grande quantidade é eliminada, mas normalmente só durante 1–2 semanas. Os oocistos demoram 1 a 5 dias para esporular e se tornarem infectantes. 1b. Os gatos se reinfectam pela ingestão de oocistos esporulados. 2. Terra, água, plantas, ou a areia do gato tornam-se infectados com oocistos. Os hospedeiros na natureza (p. ex., pássaros, roedores, animais selvagens e animais criados para consumo de seres humanos) infectam-se após ingerirem materiais infectados. 3. Os oocistos se desenvolvem em taquizoítas logo após a ingestão.
  • 4. 4. Os taquizoítas se disseminam por todo o corpo e formam cistos teciduais no tecido neural, ocular e muscular. 5. Os gatos se infectam após consumirem hospedeiros intermediários contendo cistos teciduais. 6a. Os seres humanos podem se infectar pela ingestão de carne malcozida contendo cistos teciduais. 6b. Os seres humanos podem se infectar pela ingestão de alimentos ou água contaminada por fezes de gatos ou outros materiais contaminados por fezes (p. ex., terra), ou pelo contato com a areia do gato. 7. Raramente, a infecção nos seres humanos é decorrente de hemotransfusão ou transplante de órgão. 8. Raramente, ocorre transmissão transplacentária da mãe para o feto. 9. No hospedeiro humano, os parasitas formam cistos teciduais, mais comumente no músculo esquelético, no miocárdio, no cérebro e nos olhos.