Run my little Bride!O som da marcha nupcial cessou o vozerio dentro da nave da igreja erespirei fundo, ajeitei a saia long...
“Ainda dá tempo de sair correndo sabe? Ou finge um desmaio... algoassim. Seria épico e todos iriam entender depois” a voz ...
deixei meus lábios tocarem a bochecha macia dele e depositei um beijodelicado ali.Quando me afastei ele sorriu pra mim e p...
só pensei que você parece um tanto calma demais... está indo para seucasamento?-Estou voltando dele – continuei andando en...
-Vou sim... – sorri de dei de ombros – é lógico que em algum momentovou chorar, querer quebrar as coisas ou ligar para meu...
Bip.23 meses depois...-Hey Clau! Tenho um amigo novo pra te apresentar! Você vai adorá-locom certeza... ele é um pouco dif...
-E começou a operação “Vamos fazer do dia da Claudia uma droga”, bomdia para vocês também... – falei fazendo um muxoxo ass...
A sala ficou em silêncio e o professor olhou pra mim incrédulo ao mesmotempo em que minha amiga gemia baixinho, fingi que ...
para mim, terminando com eles em momentos inconvenientes e claro,prematuros.-Pronto, agora sim... – Kaled falou assim que ...
poupar a grana do taxi. Quando o carro parou em frente ao restaurantepaguei a corrida e desci ajeitando disfarcadamente a ...
mignon ao molho madeira, quando o garçom se afastou ele sorriu pramim, um sorriso suspeito e muito curioso.-Então Claudia....
-Um trabalho para essa semana, desculpe. – falei erguendo os ombros emum pedido de desculpas, olhando curiosa quando ele s...
ainda desligado já que tentava com todo o afinco não falar com Luane ouKaled; foi somente quando passei pelo hall do prédi...
-Claro! – sorri e me voltei para pegar o pote de sorvete de flocos e outrode frutas. – só mais isso e já vamos indo para o...
-Pelo menos não saiu por baixo não é? – observei JunSu que claramentesabia que eu não queria ouvir um ‘sinto muito’ ou alg...
até o fim da rua e voltei sob os olhares atentos dele; assim que entrei emcasa corri para ligar o celular encontrando como...
-O caso é que eu já havia conversado com JunSu a alguns meses atrás... –comecei a contar e depois mordi um pedaço de bolo ...
em direção a um lugar afastado; por precaução esperei minharespiração voltar ao normal para só então ligar para o número m...
peguei e olhei para a tela curiosa, arregalando os olhos em seguida aoler o conteúdo da mensagem.“Você está linda” era o q...
-Claudia! Claudia, volta aqui! Não foge de mim! – escondi meu risoenquanto andava mais depressa me aproveitando que minha ...
-Não, isso seria demais até pra você... – ergui uma sobrancelha aoidentificar aquele tom de certeza na voz dos dois.-Ah, v...
-Acreditei que vocês entendessem o meu medo de me machucar, depassar por vexame novamente, mas pelo que vejo só estão preo...
segurando a bolsa de qualquer jeito caminhei até lá e me sentei a umamesa.-Ajumah! Um toppoki, por favor. – pedi assim que...
-Iríamos continuar a nos ver.-Que bom, então problema resolvido. – ele entrelaçou os dedos com osmeus e deu um passo em di...
E então os lábios dele capturaram os meus, os dedos entrelaçados seapertaram ao mesmo tempo em que nossos corpos se colara...
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Run my little bride

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Autor: Kim Ciel
Resumo: Um coração machucado e alguém do passado. Vale a pena se arriscar novamente?

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Run my little bride

  1. 1. Run my little Bride!O som da marcha nupcial cessou o vozerio dentro da nave da igreja erespirei fundo, ajeitei a saia longa do vestido e colocando o buquê naposição correta coloquei um sorriso no rosto e testei dar um passo àfrente; uma mão enluvada se colocou embaixo da minha e sorri ao olharpara Kyu Hon Ji, que me exibia um sorriso confiante ao mesmo tempo emque olhava para frente.-Os noivos, por favor, entrem... – ouvimos o mestre de cerimônias falar econtando juntos até três começamos a andar, colocando os passos nomesmo ritmo que o outro, os aplausos começaram assim que fomosavistados e coloquei um sorriso maior no rosto ao ver todos alipresenciando aquele momento.“Você não deveria estar fazendo isso.” Uma voz me provocava com essaspalavras a todo momento, franzi um pouco a sobrancelha tentandoignorar aquilo, mas a voz teimosa me acompanhou até o altar. Poucoantes de subirmos para o pequeno palco postado em frente ao pastorolhei para meus pais, eles sorriam emocionados ao me ver ali vestida debranco e pronta pra dizer sim.
  2. 2. “Ainda dá tempo de sair correndo sabe? Ou finge um desmaio... algoassim. Seria épico e todos iriam entender depois” a voz continuava meprovocando e fiz mais uma careta com aquilo,respirei fundo e tentei meconcentrar na voz do pastor, que falava com entusiasmo sobre amor,compromisso e educação dos futuros filhos.Foi então que ele fez a pergunta cabal.Você o aceita como seu marido, para amar, respeitar e cuidar até que amorte os separe?Abri a boca para responder, mas me senti incapaz de dizer a simplespalavra imediatamente, respirei fundo e olhei com firmeza para o pastor.-Eu... – comecei, mas fui interrompida.-Antes de ela responder, eu queria falar algo... – Hon Ji se mostravanervoso e parecia mais pálido que o normal. – eu.. eu sinto muito...-Você está querendo dizer...? – perguntei com um tom de suspeita na voz.-Sim, é isso... eu não posso me casar. Não ainda. Me desculpe... – ele olhoupra mim com medo da minha reação, que geralmente não era boa, masagora podia estar pior do que em qualquer outro momento. – medesculpe.Olhando mais uma vez pra ele, me virei para a multidão e dei um sorrisoeducado.-Bem senhoras e senhores, é isso. Ele não pode se casar e eu não querotambém. – falei e pude ouvir os sons de surpresa e olhos arregalados,com o canto dos olhos vi a mãe do noivo desmaiar e minha mãe seguir omesmo caminho. – agradeço por terem vindo e boa volta para casa. Podedeixar que eu me viro com a bebida, o bolo e os doces.Após desencorajar todos de ao menos sonhar com meus bolos e doces, mevirei para o noivo - Hon Ji – que me olhava com medo, mas aindapermanecia corajosamente lá. Dei um passo à frente e ergui meu véupara que ele visse minha expressão calma, me erguendo na ponta dos pés
  3. 3. deixei meus lábios tocarem a bochecha macia dele e depositei um beijodelicado ali.Quando me afastei ele sorriu pra mim e parecia menos pálido, sorri praele e ergui a mão para acariciar seu rosto ao mesmo tempo em que meujoelho esquerdo se erguia sob a saia longa e eu acertava o pequenocompanheiro de viagem dele. O salão se encheu novamente de sonshorrorizados assim que o noivo desabou ao meu lado e continuei comminha expressão calma vendo os amigos dele correndo para ajudar o serque rolava no chão indo de um lado para o outro, suspirando segurei aponta do vestido e levantei um pouco, para que ficasse fácil para que euandasse.Então calmamente fui andando ao longo da nave, com o vestido erguidoum pouco acima do chão, fui andando sentindo que tudo ao meu redorandava mais devagar, as pessoas me olhando algumas com olhar depena, outras divertidas e outras ainda admiradas...Assim que sai daquele lugar parei perto da calçada e respirei fundosentindo o ar mais leve penetrando em meus pulmões e me livrando dospedaços de angústia e tristeza que eu sentia. Olhei para a faixa depedestres mais a frente e comecei a andar até lá, notei que um taxi meacompanhava durante toda a caminhada, virei um pouco a cabeça paraolhar mas continuei andando como se não fosse estranho eu estarparecendo um bolo de casamento andando na calçada como se nadaestivesse acontecido de estranho.-Com licença...? – ouvi uma voz hesitante falar comigo e me dignei aapenas olhar brevemente a pessoa, um homem que falava comigoenquanto estava sentado no banco de trás do carro. – posso te ajudar?-Me deixando sozinha já é um grande bem que me faz... – respondi de mávontade e continuei andando, mas o carro não parou de me seguir. –escuta aqui, eu pareço estar precisando de ajuda ou algo assim?-Calma moça... – o homem no banco de trás falou erguendo as mãos emsinal de rendição. Em seguida ele saiu do carro e parou a minha frente –
  4. 4. só pensei que você parece um tanto calma demais... está indo para seucasamento?-Estou voltando dele – continuei andando enquanto falava, se o caraestivesse tão interessado ele andaria ao meu lado e foi isso que eleacabou fazendo. – meu noivo fugiu com a dama de honra.-Sério? – olhei para os olhos escuros arregalados e o queixo dele quaserolando pela rua e sorri.-Não, brincadeira. – ri mais alto e maleficamente – no momento ele estárolando pelo piso da igreja pensando se vai ter filhos um dia.-Você quer dizer...? – ele fez cara de dor e diminuiu os passos.-Sim, foi algo bem do tipo que você está pensando... – sorri meio semhumor e olhei pra ele. – olha, foi até bom conversar com você mas agoravou indo okay? Preciso chegar em casa e ficar um tempo sozinha.-Quer carona? – ele apontou para o taxi que nos seguia, aparentemente ohomem tinha pedido para que o motorista o esperasse. – ele pode te levara qualquer lugar...-Acho que vou aceitar, já basta de chamar a atenção parecendo um bolosuper confeitado no meio da rua... – dei de ombros e entrei no taxi, malregistrando que o homem entrou também e sentou-se ao meu lado apósafastar grande parte da saia para o lado.Dei o endereço da minha nova casa e fomos em silêncio até lá, em poucosminutos chegávamos em frente a um prédio altíssimo e moderno, ohomem me ajudou a sair do carro e segurou minha mão até a entrada doprédio, depois me surpreendendo ele roçou os lábios em meus dedos deleve e sorriu pra mim.-Obrigado... pela carona. – falei baixo e continuei olhando para ele.-Imagina... você vai ficar bem? – o olhar dele mostrava preocupação e dealgum jeito em sentia dentro de mim que era sincera.
  5. 5. -Vou sim... – sorri de dei de ombros – é lógico que em algum momentovou chorar, querer quebrar as coisas ou ligar para meu ex-noivo e xingá-lo até a morte, mas no fim vou ficar melhor do que antes...-Okay então.... – ele sorriu como que para me dar coragem e deu umpasso atrás. – foi um prazer poder te ajudar...?-Claudia. – entendi a diretíssima e falei meu nome.-JunSu. – ele disse o nome dele em resposta e depois sorriu – até qualquerdia desses Claudia.-Até JunSu... – falei e acenei brevemente para em seguida ir para dentro.Não olhei sequer uma vez para trás.9 meses depois...-Claudia! Eu não acredito que você está terminando comigo por algo tãobanal quanto isso! E o nosso amor é o quê pra você? Lixo?Bip.Suspirei de olhos fechados e continuei deitada no sofá enquantobalançava os pés de forma leve e ritmada, mais um namoro terminado. Eesse também acabou por um modo também simples.Ele tinha pela primeira vez me deixado pra sair com os amigos no fim desemana. É, eu podia ser intolerante as vezes...18 meses depois...-Hey gata... você ficou de me ligar pra gente marcar um terceiroencontro mas já faz um mês que isso aconteceu... queria saber se eu nãote atraio mais? A gente parecia estar se dando bem não é? Me liga...
  6. 6. Bip.23 meses depois...-Hey Clau! Tenho um amigo novo pra te apresentar! Você vai adorá-locom certeza... ele é um pouco diferente do que você está acostumada,mas certeza que vocês vão se dar bem okay? Te encontro na faculdade.Bip.Apertei o botão para deletar a mensagem e me joguei em seguida no sofáali perto, suspirei ao sentir a maciez do tecido e olhei para o teto da sala.Eram exatas uma da manhã e eu havia acabado de chegar em casa, melevantei do sofá com um tanto de dificuldade, andando devagar fui mejogar na cama em meu quarto, o banho eu tomaria quando acordasse...O barulho horrível e alto do despertador me acordou e me forcei alevantar, hoje não poderia faltar nas atividades da faculdade, estava noultimo ano e qualquer assunto perdido poderia ser a peça que euprecisaria para passar com louvor (todos morrem).Apliquei bastante maquiagem para disfarçar meus olhos inchados desono, coloquei um vestido leve e calcei chinelos de dedo, amarrei o cabeloem um coque desajeitado, peguei a bolsa e sai do apartamento. Pra nãome atrasar acabei pegando um taxi na grande avenida duas ruas acimae minutos depois chegavam em frente ao grande campus da faculdade.Com os ouvidos ocupados pelos fones foi preciso uma aproximação maisviolenta sobre mim e tudo graças aos meus dois lindos amigos com quemeu estudava, uma garota mais branca que um papel – ela erapraticamente albina – de cabelos ruivos e olhos cor de mel, baixinhaestava acompanhada de um rapaz alto, de cabelos e olhos escurosenquanto a pele cor de oliva e o queixo proeminente não negavam suaorigem árabe.
  7. 7. -E começou a operação “Vamos fazer do dia da Claudia uma droga”, bomdia para vocês também... – falei fazendo um muxoxo assim que tive meucabelo arrumado por minha atenciosa amiga.-E começou o drama isso sim, vamos lá que hoje temos palestra. – tivemeu braço segurado pelo moreno que ficou no meio enquanto nós duasandávamos lado a lado com ele. – apressem esses passos minhas carasdamas...Chegamos na sala de aula antes do professor entrar e nos sentamos nascadeiras na parte superior da sala, abri meu livro assim que a palestracomeçou e dediquei minha atenção em descobrir qual era o mistério queo personagem principal escondia; estava concentrada quando vi umbilhete passando pra mim, o peguei e li rapidamente olhando curiosapara o casal ao meu lado. Sim eles eram um casal muito engraçado:Luane, da África do Sul e Kaled de um pequeno principado no OrienteMédio, quem olhasse de fora veriam aquele pequeno caldeirãomulticultural que os dois eram e achariam no mínimo curioso a sincroniaentre eles, curiosamente quem olhasse de perto como eu também veriama mesma coisa.-Um almoço pra conhecer um cara? Estão malucos? – perguntei quasesussurrando mas tentando colocar minha indignação mesmo assim.-É só um almoço Clau, o cara não vai querer você como sobremesaentende? Te falei que ele é diferente dos tipinhos com quem você estáacostumada... – Luane respondeu parecendo ofendida e fiz um som dedesdém.-Escuta aqui... – comecei mas fui interrompida pelo professor.-Senhorita Claudia, você se importa em partilhar com a turma qual otema da sua conversa? – olhei para o professor que sempre me pareceuum tanto arrogante e sorri.-Bom, eu estava discutindo aqui sobre a possibilidade de conhecer umcara legal pra casar. Segundo esses dois – apontei para Kaled e Luane –aparentemente marcaram um encontro pra mim hoje, só que na hora doalmoço. O que você acha?
  8. 8. A sala ficou em silêncio e o professor olhou pra mim incrédulo ao mesmotempo em que minha amiga gemia baixinho, fingi que não vi e continueiolhando para o professor.-Bom... – ele parecia realmente estar pensando na ideia um tantoinusitada e na hora quase ouvi o barulho de queixos caindo ao chão, pelomenos da metade de alunos que ouvia aquela palestra “tão’ interessante’– talvez você deva se dar uma chance não é? – então ele olhou sério pramim – desde que aquele cara que você nem conhece não atrapalhe maisminha aula...-Prometo! – sorri pra ele e pisquei enquanto o senhor grisalho que dava aaula sorriu e se virou para o quadro, passando a copiar alguns tópicos.Olhei pro lado e vi o casal 20 me olhando incrédulos, mas sabia que o quemais assustou eles foi a atitude do professor.-Quando acho que nada de surpreendente pode acontecer você meaparece com essa Clau! – Kaled comentou e apenas sorri em resposta,pelo menos com a ‘sugestão’ do professor eles iam me deixar em paz atéo resto da aula.Assim que acabou fui cercada pelos dois, que em poucos minutos mepassaram a ficha completa do pretendente que tinham intenção de mefazer cair de amores pelo resto da vida, Luane tratou de se trancar nobanheiro comigo e meio que a força esfregou um algodão comdemaquilante em todo meu rosto, aplicando uma nova maquiagem emseguida; com as pálpebras delicadamente delineadas por uma linhaverde clara, nos cílios máscara também verde mas de um tom maisescuro, nos lábios um batom nude e então meu cabelo preso com umpequeno topete que o deixava estiloso ao mesmo tempo em queorganizado. Também surgido de não sei onde Luane colocou um pedaçode fita verde acinturando meu vestido branco gelo, combinando assim aprodução em branco e verde com minha sapatilha de veludo verde,quando a transformação terminou fiquei me avaliando no espelho poralguns momentos, sorrindo ao ver que realmente aqueles dois estavamdispostos a voltar para os trilhos rapidamente, já que desde que minhacerimônia de casamento não dera certo eu só saíra com os tipos errados
  9. 9. para mim, terminando com eles em momentos inconvenientes e claro,prematuros.-Pronto, agora sim... – Kaled falou assim que saímos do banheiro, elesorria enquanto retirava as mãos do bolso e retirava de lá uma pequenacaixa preta de veludo, o olhei desconfiada quando vi a caixinha que eleme estendia e com minha falta de reação meu amigo simplesmente bufoue segurando meu braço esquerdo abriu a caixa, em segundos umadelicada pulseira de prata era fechada em meu pulso, pequenospingentes caiam dela e parei para admirar o presente, um sorrisoencantado em meu rosto.-Oh meu Deus, que linda! – falei olhando com atenção para a pulseira atéque senti algo frio em meu colo e faltei dar um pulo, um colar com umafina corrente fazia par com a pulseira havia sido colocado em meupescoço, olhei no espelho arregalando os olhos ao ver uma esmeraldaesculpida como pingente, descansando pouco acima do decote do vestido.-Gente, mas para quê tudo isso? Será só um almoço! – falei chocada e osdois sorriram pra mim como se eu não tivesse dito nada.-Queremos você linda para hoje, não parece claro? – Kaled respondeuabraçando a namorada pelos ombros, ele sorria parecendo um paiorgulhoso vendo a filha vestida para o baile de formatura.-Vocês estão me assustando sabia? – falei tocando o pingente com aponta dos dedos. – um conjunto de semi-jóias para um almoço com umdesconhecido? Ora, vamos lá!-Fique calada, não reclame de nada e vá já para seu almoço mocinha. –minha amiga respondeu e fiz uma careta antes de balançar a cabeçaderrotada.Me despedi deles e fui pegar um taxi para atravessar alguns quarteirõesaté o restaurante onde o encontro estava marcado, como era perto eupreferia ir andando mas como sempre a dupla do amor me proibiu. Vocêdeve parecer fresca e leve quando chegar lá e não esbaforida edescabelada com o vento que vai pegar até chegar lá a pé, foi isso queuma ultrajada Luane me respondeu quando sugeri a possibilidade de
  10. 10. poupar a grana do taxi. Quando o carro parou em frente ao restaurantepaguei a corrida e desci ajeitando disfarcadamente a saia do vestido nãoquerendo que estivesse amassada, ajustando a bolsa branca no ombroentrei no recinto procurando a tal mesa de canto que haviam reservadopara o encontro, uma das atendentes me ajudou a chegar até a mesa eanunciou com um sorriso que o outro ocupante da mesa já chegara, masque fora atender a um telefonema.-Tudo bem, eu espero aqui. – respondi com um sorriso e bebi um poucoda água, dispensando assim de modo educado a mulher. Quando fiqueisozinha olhei para o ambiente do lado de fora que a grande janela devidro ao meu lado exibia, desejava muito não estar ali mas sim em casavendo TV ou dormindo.-Desculpe a demora... – me virei lentamente ao ouvir a voz que falavacomigo, o coração batia forte a lembrança daquela mesma voz que euouvira a vários meses atrás. Meus olhos passeavam observando cadadetalhe daquele rosto que era meu companheiro de sonhos desde o diado meu não-casamento. – olá Claudia.-JunSu... – falei em tom baixo olhando nos olhos dele, observei comatenção enquanto ele sorria pra mim e se sentava na cadeira a minhafrente, o jeito despreocupado dele me deixava alerta, meus olhos nãodeixavam sequer uma expressão escapar.-Você parece realmente surpresa. – JunSu comentou me avaliandotambém e balancei a cabeça, ainda controlando a vontade de deixar meuqueixo cair com a surpresa.-Ah... – me recuperei um bocado e tentei com todas as forças recuperarmeu jeito descontraído de sempre. – digamos que meus padrinhos nãome contaram absolutamente nada sobre esse almoço, apenas disseramque eu tinha que vir. Como pode ver, se não houvesse sol hoje eu estariacega mesmo sabe?Rimos juntos e em seguida apareceram com o cardápio, acabamos pordecidir juntos e pedi frango grelhado enquanto JunSu escolheu um filé
  11. 11. mignon ao molho madeira, quando o garçom se afastou ele sorriu pramim, um sorriso suspeito e muito curioso.-Então Claudia... – observei JunSu por cima da borda do copo de cristalque eu tinha nas mãos. – eu só sei isso sobre você, seu primeiro nome.-Então estamos quites. – comentei piscando brincalhona. – Choi Claudia,encantada em te conhecer formalmente.-Kim JunSu – ele piscou pra mim e sorriu. – finalmente sei mais que o seuprimeiro nome.-Como se esse tempo todo você tivesse ficado curioso... – comenteifazendo uma careta e JunSu ficou calado, apenas um pequeno sorrisoestava nos lábios dele, endireitei a coluna o olhando curiosa. – ou seráque...?-Sim, eu fiquei curioso... – ele respondeu, os olhos revelando a verdade. –mas considerando toda a situação eu preferi não insistir.-Hm... – não respondi, mas por dentro o coração palpitava com ainformação.Nossos pedidos chegaram e comemos em meio a um silêncio confortável,fazendo um comentário aqui e ali, o clima estava confortável e eu me viaa cada momento querendo que aquele almoço durasse mais e mais; asobremesa, petit gateau com sorvete de menta e cobertura de caramelo,chegou e comi sentindo um gosto de tristeza por saber que mais algunsminutos e já estaríamos cada um seguindo seu caminho. Eu sabia dissoporque tinha uma única certeza em toda minha vida sobre aquelemomento: JunSu era encantadoramente perigoso, a qualquer momentoeu poderia me apaixonar por ele e então eu realmente estaria perdidapara sempre.-Tem algo da faculdade pra fazer hoje a tarde? – virei a cabeça paraolhar JunSu, atrás dele estava a rua que aparecia naquele momento emque havíamos saído do restaurante, pensei com cuidado sem deixar queminha expressão revelasse absolutamente nada.
  12. 12. -Um trabalho para essa semana, desculpe. – falei erguendo os ombros emum pedido de desculpas, olhando curiosa quando ele sorriu brevementeantes de acenar com a cabeça.-Tudo bem então, posso pegar seu telefone pra ligar e marcar algo profinal de semana? – não pude resistir a esse pedido e pegando um cartãoda carteira entreguei a ele, que observou o cartão por breves momentose então o colocou no bolso me dando mais um daqueles sorrisos. – entroem contato, prometo não te atrapalhar nas suas atividades da faculdadeou do trabalho.-Agradecida. – respondi com um sorriso involuntário, olhei brevementeno visor do celular, conferindo as horas. – bom, agora tenho que irterminar aquele trabalho.-Tudo bem. – JunSu se aproximou e fez um carinho leve em meu rosto, seafastando em seguida. – foi um prazer rever você Claudia, é bom pensarque agora seu sobrenome.-Bobo... – respondi corando um pouco e dando graças a Deus por minhapele ser morena e não aparentar meu rubor. – foi bom te ver também.Nos despedimos e peguei um taxi em frente ao restaurante, cheguei emcasa desligando o celular imediatamente já sabendo que seriabombardeada de perguntas tão logo alguém entrasse em contato comJunSu e ele contasse que cada um já havia ido para um lado, com umgemido me joguei na cama e levei as mãos aos cabelos para bagunça-loscom força, a cabeça me lançando vários pensamentos ao mesmo tempo.Ergui a cabeça assustada olhando o relógio, constatando que já eramcinco da tarde e que eu havia dormido antes que me desse conta daquilo,minha roupa estava completamente amassada mas a maquiagem estavaintacta graças aos produtos caros que haviam sido passados em toda aextensão de meu rosto.Troquei de roupa, colocando um short preto não muito comprido, umablusa folgada e larga que cobria praticamente todo o short, amarrei ocabelo em um coque frouxo e fui ao mercado mais próximo comprarbobagens para comer durante o jantar, tinha deixado o celular em casa
  13. 13. ainda desligado já que tentava com todo o afinco não falar com Luane ouKaled; foi somente quando passei pelo hall do prédio onde morava queme dei conta da atitude de JunSu, corei ao meu dar conta de que eleapenas lançara a desculpa e a agarrei sem sequer perceber, por isso elesorrira. Chateada comigo mesma sai para a rua, andando de modoautomático até o mercado na rua próxima, assim que entrei peguei umdos pequenos carrinhos e comecei preparar os ingredientes da gordiceem massa que eu iria patrocinar na hora do jantar, estava totalmenteconcentrada em escolher apenas um sabor de sorvete quando senti umtoque em meu ombro, olhei curiosa para trás sentindo o pote de sorvetepraticamente congelar minhas mãos.-Oi Claudia. – JunSu estava a minha frente, ele mesmo com o carrinhocheio de praticamente tudo que eu também havia comprado, um sorrisoleve sempre parecia brincar em seus lábios. – que coincidência!-Ah, oi... – falei dividida entre estar surpresa e sem graça – não é? Quelugar estranho para que a gente se encontre...-Verdade, mas moro aqui perto então... – JunSu não falou nada, ficando ame esperar falar, nos olhos dele brilhavam alguma coisa e por issomesmo evitei olhar naquelas íris.-Vim andar um pouco pelo bairro – expliquei soltando devagar o pote desorvete e movimentando os dedos quase criogenizados. – moro por esseslados também e aproveitei que o mercado era perto pra comprarbesteiras.-Conseguiu terminar seu trabalho da faculdade? – ele perguntou e olheipara o além antes de responder com um aceno de cabeça – isso é bomentão.-Sim, menos um na lista. – comentei com um sorriso amarelo e voltei aolhar para o sorvete.-Já está terminando suas compras? – JunSu me olhava com curiosidadeenquanto perguntava, assenti devagar. – ah, então posso teacompanhar?
  14. 14. -Claro! – sorri e me voltei para pegar o pote de sorvete de flocos e outrode frutas. – só mais isso e já vamos indo para o caixa.-Okay, sem pressa... – foi a resposta que recebi.Em alguns minutos chegamos a entrada do mercado, cada um com suassacolas – JunSu com algumas minhas, depois de muito insistir – fomosandando até a faixa de pedestres onde era o local mais seguro paraatravessar naquela avenida tão movimentada, quando atravessamosolhamos cada um para um lado.-Eu moro para a esquerda. – apontei e JunSu balançou a cabeçaenquanto concordava e em silêncio fomos naquela direção – vocêtambém mora pra esse lado?-Te acompanho até sua casa... – a resposta dele não foi bem umaresposta mas acabei aceitando mesmo assim, em minutos já estávamosentrando na rua de minha casa, os postes iluminavam bastante a rua ealgumas crianças corriam enquanto brincavam no meio da rua. – olha,uma rua sem saída... a tempos que não vejo nenhuma nessa cidade tãogrande.-É realmente rara. – falei sorrindo olhando ao redor – eu gostei daquidesde a primeira vez que vim olhar alguma casa por aqui.-E aquele apartamento? – JunSu perguntei e não precisei pediresclarecimentos sobre o que ele falava.-Vendi, meu noivo acabou não querendo nenhuma parte do dinheiro enem da venda dos moveis... – um sorriso nada feliz permeou em meuslábios por alguns momentos ao lembrar que Hon Gi nunca mais quiseraentrar em contato comigo senão através de advogados e depois de todo opapelão ele mesmo não quisera pegar nada de volta, deixando as coisas esua parte no apartamento como uma espécie de consolo pelo casamentonão realizado. – com o valor comprei essa casa e a mobiliei inteira, alémde investir um pouco em algumas outras coisas.
  15. 15. -Pelo menos não saiu por baixo não é? – observei JunSu que claramentesabia que eu não queria ouvir um ‘sinto muito’ ou algo do tipo sobreaquele assunto.-Verdade, eu diria que sai rica. – sorri de verdade e apontei para a casano fim da rua. – eu moro ali, bem na casa que fecha a rua.-Bem a sua cara mesmo. – ele desdenhou de brincadeira e sorri achando-o um bobo.Como estava cedo ainda, acabei convidando JunSu pra entrar, depois deconversar sobre bobagens e após mostrar a casa para ele fomos pracozinha preparar algo para o jantar, eram poucos minutos depois dassete da noite quando estávamos sentados a mesa da cozinha comendomacarrão com molho a bolonhesa e um copo de refrigerante cada um.Quando terminamos deixei as louças dentro da pia e fomos pra saladescobrir o que estava passando na TV, apesar do temor inicial acabeidescobrindo o quanto era agradável e fácil conversar com JunSu,finalmente achamos um filme que os dois não haviam assistido e fui fazerpipoca no intervalo enquanto JunSu pegava as latas de refrigerante.-Okay, que bosta de final foi esse? – perguntei novamente em menos decinco minutos, estávamos sentados em um sofá de palha colocado navaranda de minha casa, observávamos as crianças brincando de futebolna rua enquanto as meninas pulavam corda mais adiante. – não acreditoque perdi pelo menos uma hora e meia da minha vida vendo aquilo praterminar daquele jeito!-Acontece... – JunSu se recostou no sofá e fechou os olhos – se formospensar na pipoca ficaremos mais tristes, então só vamos deixar pra lá.-Boa decisão - falei dando risada.Voltamos a conversar sobre outras coisas, parando em alguns momentosapenas para observar as crianças que corriam ou só para ouvir osbarulhos da noite mesmo, já eram quase dez da noite quando JunSu selevantou anunciando que precisava ir para casa. Tentei não me mostrardecepcionada e no fim ele só saiu de lá com o número do meu telefonemarcado na agenda do celular e com todas as sacolas dele, o acompanhei
  16. 16. até o fim da rua e voltei sob os olhares atentos dele; assim que entrei emcasa corri para ligar o celular encontrando como o esperado variasmensagens e ligações perdidas.“Segunda vez que converso com ele e JunSu me pareceu ser realmente umcara daqueles”. Escrevi e mandei a mensagem para os celulares do casalvinte, desligando o celular em seguida e claro, desconectando o telefoneresidencial antes de ir para a cama descansar um pouco; mal percebiquando dormi novamente, apenas acordei assustada com o toque dodespertador me entristecendo ao marcar um novo dia. Me empurrei parafora da cama e me arrumei pra ir na faculdade, não sabia bem o porquede estar indo já que só teria uma aula e depois o casal vinte iria meencher o saco até não terem mais tempo para fazer isso, colocando osfones de ouvido fechei a porta da entrada e sai andando em direção agaragem pegar o carro.-E então, me conta tudo! Como você tem coragem de me mandar umamensagem daquelas e desligar o telefone? – Luane quase me encostouna parede ao me ver andando pelo corredor do prédio ondeestudávamos.-Bom dia pra você também... – respondi me livrando do aperto dosbraços dela com um sorriso, andei alguns passos e trombei em um peitoalto, largo e musculoso, suspirei já conformada com a situação - bom diapra você também Kaled.-E ai, que história foi aquele de conversar com ele pela segunda vez? –Kaled foi tão direto quanto a namorada e revirei os olhos.-Vamos primeiro para a aula e depois nos falamos okay? – falei e fuiandando em direção a sala. mas tive meu braço segurado com suavidade.-Aula cancelada hoje, professor está no hospital com a esposa, pediudesculpas e nem teve tempo de preparar nada para preencher nossotempo. Agora conte tudo. – Kaled me cercou ao lado de Luane esuspirando conformada sai andando com eles em direção ao refeitório.
  17. 17. -O caso é que eu já havia conversado com JunSu a alguns meses atrás... –comecei a contar e depois mordi um pedaço de bolo de laranja comabacaxi que havia comprado a poucos minutos.-Quando? – minha amiga perguntou curiosa e evitei olhar para cimaquando respondi.-No dia do casamento. – os dois ficaram calados e aproveitei aoportunidade para comer mais um pedaço de bolo e tomar um gole desuco de pera. – okay gente, vocês não precisam fazer esse silênciosepulcral tá? Isso tudo já passou com toda certeza e não sou umabonequinha frágil.-É que... estamos surpresos só. – Luane comentou e olhei para os dois,sem conseguir conter o riso que veio aos meus lábios ao ver o modo comoque eles olhavam ao redor tentando escapar de meus olhares acurados.-Aham... – respondi mastigando mais um pedaço do bolo e então meajeitei na cadeira. – pois é, lembram de quando contei que conheci umcara que me deu uma carona depois que sair da igreja? Pois então, foiele.-Nossa... eu com toda certeza nunca ia imaginar que era o JunSu. – Kaledcomentou se ajeitando também na cadeira – claro que ele é um dos carasmais bacanas que conheço e também o fato de ele ser perfeito paravocê... nunca ia imaginar que era ele.-Ah legal, vocês me colocaram para sair com um cara assim? – pergunteiquerendo arrumar briga, sendo interrompida na hora pelo toque docelular anunciando uma nova mensagem.“Oi Claudia, é repentino e talvez cedo, mas você gostaria de almoçarcomigo hoje? Beijos, JunSu”Li a mensagem mais duas vezes e só então abaixei o celular, olhei paracima e vi os dois me olhando curiosos, limpei a garganta com um pigarroe senti o rosto esquentar antes de tornar a pegar o aparelho e respondera mensagem com um singelo ‘já te ligo’, me levantei da mesa pedindouma licença básica e tão logo me vi longe das vistas dos dois sai correndo
  18. 18. em direção a um lugar afastado; por precaução esperei minharespiração voltar ao normal para só então ligar para o número marcadona lista.-Oi JunSu. – falei assim que ele atendeu. – desculpe a demora.-Estou atrapalhando? Você estava na aula? – JunSu respondeu e sorriobservando a preocupação dele.-Na verdade o professor nem veio, é que estava no meio de umainquisição, se é que você me entende... – falei e ouvi a risada rouca deJunSu. – mas então, almoço onde?-Tem algum restaurante bom ai perto? – ele sugeriu e pensei um pouco.-Bom, tem um que fica perto da minha casa, é um pouco longe daqui masa comida é maravilhosa, tem de todos os tipos... acho que você vai gostar.– dei minha sugestão e esperei pela resposta.-Okay, nos encontramos a que horas? Posso passar ai pra te buscar? –senti meu rosto esquentar novamente e mordi meu lábio inferior semsaber o que responder. – vou interpretar seu silêncio como um sim, tudobem?-Na verdade, se você quiser passar agora eu tenho tempo. – ofereci aindacorada.-Me espera no portão? Já estou chegando... – JunSu de alguma formaparecia ansioso e sorri animada.-Já estou indo! – encerrei a ligação e sai correndo novamente até obanheiro mais próximo, refiz a maquiagem com rapidez tentando nãofazer a pele suar e estragar tudo, ajeitei a roupa xingando baixo por nãoter me vestido melhor e só então sai andando um tanto rápido até oportão.Me sentei em um banco ali perto pra esperar e apenas afastei um dosfones para que pudesse ouvir se JunSu chegasse e me chamasse, estavadistraída olhando a rua quando meu celular apitou o sinal de mensagem;
  19. 19. peguei e olhei para a tela curiosa, arregalando os olhos em seguida aoler o conteúdo da mensagem.“Você está linda” era o que dizia a mensagem, olhei ao redor tentandoachar aquela figura alta e só após uma pesquisa detalhada acabeivendo-o sentado no banco do outro lado da rua, suspirei confirmandoque eu realmente não tinha capacidade para enxergar nada queestivesse muito a minha frente, tipo... qualquer coisa estando na minhafrente estava melhor escondida do que se estivesse em um cofre nosubterrâneo.Me levantei do banco no exato momento em que o sinal para pedestres seabriu e JunSu veio andando em minha direção, observei com curiosidadea expressão determinada que ele tinha no rosto enquanto se aproximavade mim, sentia as mãos suarem de nervoso e forcei um sorriso enquantotentava esconder um sorriso nervoso, ergui a mão para acenar quandoele chegou mais perto mas a tive cativa com a mão dele ao mesmo tempoem que a mão livre passava por minha cintura fazendo com que meucorpo se chocasse com o dele em um movimento súbito.-O quê.. – ia falar quando tive meus lábios capturados de modo rápidomas delicado pelos dele, nossos lábios se encaixavam bem, sem agredirou sobrepujar o outro; foi um toque delicado, duradouro mas aindaassim leve e em seguida ele se afastou. – o quê...-Desculpe, eu não pude me controlar... – JunSu falou em tom baixo, orosto ainda próximo ao meu e sem querer sorri olhando nos olhos dele.-Tudo bem... que bom que você não pode se controlar. – respondi e elesorriu também, encaixando meu braço no dele e andando em direção afaixa de pedestres novamente.-Vamos comer alguma coisa... – seguimos andando pela calçada atéatravessarmos a rua e entrar no carro de JunSu, que sorriu pra mim eligou o som do carro antes de dar a partida. 
  20. 20. -Claudia! Claudia, volta aqui! Não foge de mim! – escondi meu risoenquanto andava mais depressa me aproveitando que minha amiga era,ao contrário de mim, um desastre andando de salto alto por isso tinhaque andar devagar. – Clau!-Desiste Luane, eu não vou te contar nada. – respondi e não aguenteisegurar a risada ao ouvi-la se segurando na parede do corredor. – eu nãotenho nada pra falar e você sabe disso... apenas sai com ele, conversamose estamos combinando de ir ao cinema ou ao parque. Viu, não tem maisnada...-Não acredito em você... – ela gritou e vi as pessoas a minha frenteolharem para trás, aproveitei que estava perto da porta de saída ecoloquei os óculos escuros já prevendo a forte luz do sol.-Cadê a sua sombra? Não veio hoje? – perguntei e antes que eualcançasse a porta meu braço foi segurado por um aperto conhecido,suspirei aceitando a derrota e parei ao mesmo tempo em que minhaamiga me alcançava. – eu devia saber....-É, você devia. – Kaled riu e seguimos os três para o restaurante maispróximo, como estávamos perto da hora do almoço já escolhemos ospratos e nos sentamos a uma mesa no centro do salão. – então,desembucha...-Aigoo! Como vocês são curiosos por nada! – falei exasperada enquantoajeitava minha bolsa no encosto da cadeira. – a gente foi almoçar ontem,depois conversamos mais um pouco e ele me deixou em casa. Foi só isso,eu gostei da conversa e estamos vendo de nos ver outras vezes,satisfeitos?-Só isso? – o casal perguntou junto e assenti com a cabeça pegando ocopo de água em seguida, enquanto bebia deixei de comentar quehavíamos passado o dia conversando e eu só chegara em casa por voltadas sete da noite. – achei que tinha mais...-Por exemplo, eu dormir com ele ou algo assim? Um beijo? – perguntei eos dois me olharam suspirando em seguida.
  21. 21. -Não, isso seria demais até pra você... – ergui uma sobrancelha aoidentificar aquele tom de certeza na voz dos dois.-Ah, valeu... – respondi e Luane segurou minha mão enquanto onamorado ria.-Quero dizer que... sabe, você não anda tão bem desde o... – ela parou eolhou para Kaled que suspirou.-Desde o seu quase casamento. – ele finalizou e ergui mais a sobrancelha,agora falar daquilo não significava mais nada pra mim, sequer o velhosentimento de raiva. De algum jeito também aquela frase não meofendeu, JunSu tivera no dia anterior, feito algumas referencias aocasamento e eu não me irritara com ele, então com meus amigos estavatudo bem.-O que vocês querem realmente dizer? – perguntei olhando para os doisbem séria e estreitando os olhos quando ambos ficaram quietos. – ahqual é gente! Falem logo!-Você não está apenas brincando com ele não é? – Kaled perguntou emtom sério olhando em meus olhos, fiquei muda sem saber bem o queresponder. – me responde Claudia.-Eu não... – respirei fundo e dei de ombros – não é como se eu fosse mecasar com ele gente! Estamos nos conhecendo e nos tornando amigos,não tem essa de ninguém estar brincando com ninguém... estou apenasconhecendo JunSu melhor sabe? Nada demais.-Hmm... – minha amiga me olhou desconfiada e depois olhou para opróprio namorado – ela está brincando com ele.-Claro que não! – falei com raiva da acusação – eu não estou brincandocom ninguém!-Claro que você está Claudia... – Luane olhou pra mim, o olhar como seconhecesse minha alma. – você ainda está ferida com Hon Ji e não admitecair nessa novamente, então o que você está fazendo com JunSu?
  22. 22. -Acreditei que vocês entendessem o meu medo de me machucar, depassar por vexame novamente, mas pelo que vejo só estão preocupadosem como fazer Kaled escapar da família da noiva de Kaled e também emnão perder um ao outro quando essa droga de faculdade acabar. – vireias costas e sai andando já sabendo que nenhum deles viria atrás de mim,eles tinham os próprios problemas para resolver e não ligavam pra mim,me colocando no meio do pacote geral em que todas as pessoas mecolocavam ao saber sobre o meu casamento.Eu andava rápido como se estivesse descalça, alcancei os fones de ouvidona bolsa e coloquei-os no ouvido ao mesmo tempo em que ligava amúsica no ultimo volume e desaparecia portão afora do terreno dauniversidade; ao meu redor o mundo passava rápido mas era como se eunão o visse enquanto pensava em meus próprios problemas. Caminheiaté que senti meu joelho doer como sempre fazia nesses momentos emque eu andava muito, parei um pouco e olhei ao redor, tentando meencontrar no meio daquela cidade tão grande, soltei o ar pela boca epassei a mão pela testa tirando a leve linha de suor que havia ali; pegueio celular ligando o GPS e vendo que eu estava em um dos lugaresalternativos para chegar até a ponte famosa de Seoul.Caminhei até lá pensando em pegar um taxi até em casa e depoismergulhar embaixo dos lençóis, mas quando cheguei até perto do riofiquei observando a água calma enquanto tentava colocar a cabeça parapensar e só então sair do modo de espera em que eu deixava minhacabeça naqueles momentos. Me sentei o mais perto possível da água eretirando os sapatos coloquei os pés através da superfície fria, senti ocorpo se arrepiar mas me mantive firme, mexendo os pés delicadamentefui sentindo o peso das minhas palavras sobre meus amigos, o fato de quenenhum dos dois havia me ligado era um forte indicador de como estavaa relação deles comigo.As horas foram se passando e meu estômago roncou de fome, mas mesmoassim eu não queria sair dali... não ainda... ergui o rosto observando océu que naquela hora se tornara nublado de uma forma que indicavafortemente chuva no fim do dia; respirei fundo e devagar enquanto via asnuvens passarem e quando me ergui vi uma barraca de comida ali perto,
  23. 23. segurando a bolsa de qualquer jeito caminhei até lá e me sentei a umamesa.-Ajumah! Um toppoki, por favor. – pedi assim que a mulher chegou pertode mim, ela sorriu e acenou, trazendo meu pedido em alguns minutos.Comi quieta, quase não sentindo o gosto da comida e apenas registrandoum sabor aqui e ali, acabei pedindo outro prato e deixei apenas o molhono prato; paguei a conta e quando sai olhei pro céu novamente, apenasconfirmando que agora a chuva não demoraria tanto a cair, continueiandando e estava perto do metrô quando as primeiras fortes gotascomeçaram a cair.Andei mais devagar desistindo de pegar o metrô, as ruas aos poucos iamse esvaziando a medida que a chuva se intensificava; verifiquei se minhabolsa era segura para proteger meus documentos e aparelhos eletrônicose então, relaxei. Andando devagar para não deslizar nos saltos fuiobservando a ação da água em vários lugares, o frio aumentou mas eume sentia bem, era boa aquela sensação de estar no meio do nada, comapenas um único som ao seu redor... apenas parei quando meu braço foisegurado, olhei para trás e pisquei devagar. Uma vez, então duas...pisquei mais uma vez e só então entendi que JunSu estava parado aminha frente, segurava meu braço e falava comigo.-O quê? – me senti na obrigação de perguntar e ele me olhou confuso.-Perguntei o que você faz aqui... você está bem? Vamos sair dessa chuva!– ele segurou minha mão e começou a me levar até o toldo mais próximo,resisti e ele me olhou confuso. – Claudia?-Eu não posso continuar te vendo JunSu. – falei e ele parou por um longomomento, apenas me olhando; de repente minha respiração acelerou eeu precisava falar. – eu não acredito que eu seja garota pra casar, terfamília, essas coisas sabe? E eu acho que você é esse tipo de cara queaprecia isso entende? Eu não posso continuar te vendo.-E se eu disser que quero ser apenas seu amigo? – meu coração falhouuma batida quando JunSu olhou em meus olhos e perguntou aquilo, maseu já tinha uma resposta.
  24. 24. -Iríamos continuar a nos ver.-Que bom, então problema resolvido. – ele entrelaçou os dedos com osmeus e deu um passo em direção ao toldo novamente.-Mas mesmo assim não daria certo. – falei e ele parou de novo, meolhando. – porque eu nunca vou conseguir conviver com você somentenesses termos e ia começar a imaginar coisas e... bom, eu ia acabarusando um vestido de noiva.-E... – agora JunSu já havia desistido de andar e me olhava curioso, achoque nada mais naquele mundo chamaria a atenção dele naquelemomento.-E daí que eu iria surtar no dia do casamento e acabar fugindo.! – faleicomo se fosse o obvio e o vi erguer a sobrancelha. – digo... eu não consigomais entrar em uma igreja pra me casar sabe? Não sei se sequer aguentover alguém se casando!JunSu riu baixo e o olhei incrédula, o som da risada aos poucos foiaumentando de tamanho enquanto a chuva forte continuava caindosobre nós, me afastei um passo assim que a risada se transformou emuma gargalhada, fazendo com que a pessoa a minha frente praticamentese dobrasse de tanto rir; por fim, cansada daquilo dei mais um passoatrás, virei as costas e sai andando.-Hey, desculpe por isso! – JunSu segurou minha mão e entrelaçou osdedos nos meus antes de limpar a garganta e se colocar novamente aminha frente. – sabe... se você quiser apenas continuar a me ver já seráum grande passo não acha?-Como...-Não digo que a gente vá se casar agora, mas quem sabe né? – ele deu deombros e se aproximou mais de mim, o outro braço enlaçando minhacintura e me levando para muito mais perto dele, em meio a todo aquelefrio ao nosso redor, o halito morno dele tocou meu rosto com delicadeza.– por enquanto...
  25. 25. E então os lábios dele capturaram os meus, os dedos entrelaçados seapertaram ao mesmo tempo em que nossos corpos se colaram, ascaricias das línguas eram feitas devagar e eu me senti derreter; naverdade, parecia que eu era um pequeno cubo de açúcar lançadonaquela chuva, tudo graças a aquele momento... ergui a mão para apoiá-las na nuca de JunSu e o trazer para mais perto, as pontas dos dedosmexendo nos cabelos encharcados, fazendo uma caricia suave enquantoeu me perdia no beijo.-Por enquanto...? – perguntei ofegante enquanto descansava o rosto nopeito dele ao mesmo tempo em que tentava recuperar o fôlego.-Run my little Bride... – JunSu sussurrou em meu ouvido e ergui a cabeçapara observá-lo, vendo o sorriso leve brincar nos lábios carnudos. –apenas corra...Sorri e me ergui na ponta dos pés, ao mesmo tempo em que ele abaixavao rosto, nossos lábios se encontraram novamente... em minha cabeça, umpedaço de uma música soava.“You better run far from me...” And after we’ll be happy, itsn’t an end 

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