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4      Correu até o corpo, se abaixou, era uma mulher, não parecia respirar, vacilantedecidiu tocá-la.      - Ei, você est...
5       - Não tenho medo de você mortal, você não passa de um fraco e esse assunto nãolhe diz respeito.       O barbudo av...
6      - Seu maldito!      Depois disso não disse mais nada, a mulher já havia se recobrado e aproveitando omomento de dis...
7      A mulher então se aproximou mais, abriu a boca deixando a mostra enormescaninos.      - Bem vindo ao reino dos fort...
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Um conto de Vampiro, por L.S Vieira.

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Primeiro capitulo da obra um conto de vampiro, de LS Vieira.

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Um conto de Vampiro, por L.S Vieira.

  1. 1. 1 O Renascido De súbito ele acordou, e o que sentiu foi frio, um frio intenso e gélido que nuncahavia experimentado antes, tentou abrir os olhos, mas não conseguiu, demorou umpouco a descobrir que seus olhos já estavam abertos, mas tudo a sua volta era escuridão.Tentou se mover, mas seus movimentos eram limitados, compreendeu que estava em umespaço minúsculo e muito apertado, estava deitado e não podia nem ao menos erguer acabeça, então se deu conta de um cheiro estranho que dominava aquele lugar, cheiro demorte, mas o terror foi maior quando descobriu que aquele cheiro emanava dele próprio.Uma constatação terrível passou por sua cabeça e ao descobrir a verdade fez a única coisaque podia fazer: gritou. Um grito de agonia que só ele ouviu. E após o grito ele chorou, e o choro deu lugar ao desespero, e desesperado eledesferiu violentos golpes contra o teto baixo de sua prisão. Não era possível que estivesse ali, ele estava vivo, estava vivo... E de repente um ranger, sentiu que seus golpes surtiam efeito e quebravam suamasmorra, continuou com mais força até conseguir romper aquele obstáculo e finalmenteconseguiu, mas seu espaço já limitado foi invadido repentinamente por uma torrente delama. Ele sentiu sua garganta se entupir, seus olhos fecharem, não conseguia maisrespirar, mas algo dizia que tinha que continuar tentando escapar daquele pesadelo. Seu esforço foi recompensado, finalmente ele saiu. Descobriu-se em um lugarmuito escuro e debaixo de uma intensa tempestade. Logo seus olhos se acostumaramàquela escuridão e ele viu mais claramente do que nunca antes na vida, com espanto
  2. 2. 2percebeu estar em um cemitério. E isso não foi a única coisa que o espantou, também sesurpreendeu com sua nova capacidade visual, tudo estava tão nítido agora, e não só osolhos, seu nariz percebia com uma precisão incrível cada aroma macabro daquele lugar eseus ouvidos captavam o menor som mesmo sobre aquele forte temporal. E foi atraídopor um ruído sutil captado por sua acurada audição que ele se virou e a viu no mesmoinstante em que um raio cortava a noite e o rugido de um trovão quebrava o silêncio dosmortos. Ela estava próxima a ele sentada em um túmulo. - Estava esperando por você – disse ela em um sotaque desconhecido, mas nãoestranho. Onde ele havia ouvido aquela voz antes? Seus pensamentos foram interrompidos por uma estranha queimação no peito, deinício um leve ardor, mas que logo se transformou em uma dor insuportável. Ele levou asmãos ao peito e elas também se queimaram, ele arrancou um objeto e o jogou ao chão.Ainda com dores ele se aproximou do objeto e viu o que era: um pequeno crucifixo. - Camila... - foi a única coisa que disse. Então as lembranças começaram a invadir sua cabeça, ele se viu voltando notempo e refazendo o caminho que o levara aquele lugar... Estava na casa da noiva, Camila. Era linda e extremamente alegre, mas naquele diaestava diferente, mais pensativa. - O que foi? – ele perguntou.
  3. 3. 3 - Não sei – disse ela – pode parecer estranho, mas de repente fiquei com medo devocê sair por aquela porta e não voltar mais. - Pare com isso Camila, eu vou te amar para sempre – e a beijou. Mas chegou ahora de partir, estava ficando tarde. - Eu vou indo Camila, dê um abraço em seus pais por mim. - Espera! Tome isso – enquanto falava Camila retirava do pescoço um pequenocrucifixo – toma, leva isso contigo, me sentirei mais segura. - Peraí Camila, isso não pertenceu a sua avó. - Eu sei, mas pode levá-lo. O que é meu é seu, lembra-se? Ele lembrava-se, ele tinha dito isso a ela quando fez o pedido de casamento. No portão eles beijaram-se, ele entrou no carro e deu partida, do espelho retrovisorviu Camila parada na porta com um olhar perdido, nunca a tinha visto assim antes. Já era tarde da noite, as ruas da cidade estavam vazias, e o caminho até sua casatotalmente deserto. Ao virar uma esquina foi que sua vida mudou para sempre. Vindo não se sabe de onde um corpo chocou-se com seu para-brisa, ele perdeu ocontrole do carro e colidiu com um poste. Meio tonto e confuso ele soltou o cinto e saiupara ver o que tinha acontecido. O carro estava bem amassado, mas o corpo haviasumido, ele olhou para trás e o viu estendido na rua. - Ah meu Deus, o que eu fiz?
  4. 4. 4 Correu até o corpo, se abaixou, era uma mulher, não parecia respirar, vacilantedecidiu tocá-la. - Ei, você está bem? A mulher se virou rapidamente o assustando, ele viu diante de si um par de olhosvermelhos estampados em um rosto pálido. - Saia daqui se quiser viver homem – disse a mulher em um estranho sotaque,parecia europeu. - Mas o quê... – não teve tempo de terminar, alguma coisa o agarrou por trás e olançou longe, de volta a seu carro. Meio tonto ele viu dois homens se aproximarem do corpo da mulher e a ergueremdo chão com violência. Diziam algo em uma língua estranha e eram extremamentebruscos. Um dos homens esbofeteou a mulher, mas de algum jeito ela reagiu de formaespantosa, ele viu um dos homens ser lançado no ar e cair próximo a ele, mas o outro,um barbudo, segurou a mulher por trás e disse, dessa vez em nossa língua: - Você vai morrer! Ele precisa agir. Definitivamente aqueles homens matariam a mulher, não podiadeixar que isso acontecesse, não com ele presente. Lembrou-se de uma faca de caça quecarregava no carro, rapidamente a pegou, correu até os dois e disse: - Solte-a agora! – o homem simplesmente jogou a mulher contra um muro onde elapermaneceu imóvel.
  5. 5. 5 - Não tenho medo de você mortal, você não passa de um fraco e esse assunto nãolhe diz respeito. O barbudo avançou em passos largos em sua direção, ele olhou para a faca em suamão, sabia manuseá-la muito bem, não se entregaria tão fácil. O barbudo tentou agarrá-lo, ele se esquivou. Sabia que aquele homem era fortedemais. Mas quando o barbudo tentou segura-lo de novo ele desferiu um golpe de suafaca, e ela cravou-se no centro do peito do homem, um pouco a esquerda, onde estava ocoração. O homem soltou um grunhido: - Nãããooo – ele caiu no chão se contorcendo, de repente suas roupas seincendiaram e ele se desfez. - Mas o que é isso? – perguntou-se estarrecido com aquela cena. Mas teve pouco tempo para pensar a respeito, de repente uma voz firme disse: - Esse é o seu fim! – era o outro homem que o segurava por trás e mais uma vez oarremessava no ar. Ele foi atirado contra uma parede e sentiu vários de seus ossos se partirem. - Você vai sofrer muito! – disse o homem tomado de fúria e desferindo-lhe umchute no tronco que o fez cuspir sangue. - Prepare-se para seu fim! – o homem o agarrou pelo colarinho. Mas de repente oatacante começou a gritar e o largou, de suas mãos saíam fumaça.
  6. 6. 6 - Seu maldito! Depois disso não disse mais nada, a mulher já havia se recobrado e aproveitando omomento de distração o atacou de forma animalesca. Ela pulou sobre o homemagonizante e em um movimento estraçalhou sua cabeça arrancando-a do tronco. Empoucos instantes o corpo do homem se incendiou como o do outro. - Agora acabou – disse a mulher e se virou para ver o estado de seu benfeitor. Ele disse a ela: - Me ajude... por favor... A mulher se abaixou: - Isto te salvou – disse ela apontando para o crucifixo de Camila – mas agora nadamais pode ser feito, seus ferimentos são muito sérios, você vai morrer. - Ai... Camila... Camila... - Quem é Camila? – perguntou a mulher com seu sotaque. - Camila... o que é meu, é seu...eu te amo... - Amor – disse a mulher - talvez por isso ainda valha a pena viver, de qualquerforma você seria uma aquisição muito útil, enfrentou Marco e Andreas sozinho, matouum e quase venceu o outro, não é de se jogar fora. Além do mais te devo minha vida.
  7. 7. 7 A mulher então se aproximou mais, abriu a boca deixando a mostra enormescaninos. - Bem vindo ao reino dos fortes amigo. Dê adeus ao Sol e a sua Camila. - Não... – ele ainda tentou dizer, mas já era tarde. Sentiu os dentes cravaram-se emseu pescoço e a escuridão o dominou. Para sempre.

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