Dez mandamentos

2.858 visualizações

Publicada em

1 comentário
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • O ensinamento dos mandamentos tem que ser com base Bíblica, pois DEUS é o autor do mesmo. Porque não ter como base a Bíblia para essas divulgações? Ensinar erro é ir para o inferno e levar os demais ouvintes também.
       Responder 
    Tem certeza que deseja  Sim  Não
    Insira sua mensagem aqui
  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
2.858
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
2
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
25
Comentários
1
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Dez mandamentos

  1. 1. Primeiro Mandamento: “Amar a Deus sobre todas as coisas”Jesus tornou perene os Dez Mandamentos como lei moral. Quando o jovem lhe perguntou o que era necessáriofazer para ganhar o céu, Ele disse: "Se queres entrar para a Vida, guarda os mandamentos. Não matarás, nãoadulterarás, não roubarás, não levantarás falso testemunho, honra pai e mãe"(Mt 19,16-19).O primeiro dos Mandamentos se refere ao amor de Deus. Jesus resumiu assim: "Amarás o Senhor, teu Deus, detodo o coração, de toda a alma e de todo o entendimento" (Mt 22,37). Estas palavras seguem as do AntigoTestamento: "Escuta; Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único" (Dt 6,4-5).O primeiro mandamento condena o politeísmo e as formas de idolatria, adorar outros deuses. Amar a Deus é crere esperar Nele, e amá-lo acima de tudo. Adorar a Deus, orar a Ele, oferecer-lhe o culto que lhe é devido, cumpriras promessas, obedecer a seus Mandamentos.São faltas graves contra o Primeiro Mandamento a superstição, o ateísmo, a magia, o espiritismo, a idolatria, asimonia (comércio de funções sagradas), a blasfêmia contra Deus e os santos, tentar a Deus, recurso a Satanás ouaos demônios para descobrir o futuro, consulta a horóscopos, necromantes, cartomantes, a quiromancia, ainterpretação de presságios e da sorte, os fenômenos de visão, o recurso a médiuns; tudo isto esconde umavontade de poder sobre o tempo, sobre a história e, finalmente, sobre os homens, ao mesmo tempo que um desejode ganhar para si os poderes ocultos. É o chamado ocultismo (cf. Lv 19,31; 20,6.9.27; Dt 3,19; 18,9-14; 1Cr10,12-13). Também a feitiçaria, com as quais a pessoa pretende domesticar os poderes ocultos, para colocá-los aseu serviço e obter um poder sobrenatural sobre o próximo - mesmo que seja para proporcionar a este a saúde -são gravemente contrárias à virtude da religião.A superstição é o desvio do sentimento religioso. É acreditar por exemplo em sorte dada por uma ferraduracolocada na porta, sal grosso para espantar maus espíritos, etc.A ação de tentar a Deus consiste em pôr a prova, em palavras ou em atos, sua bondade e sua onipotência. Ogrande pecado é colocar Deus em segundo lugar, trocar o amor do Criador pelo das criaturas. Quem ama a Deus,obedece seus mandamentos e cumpre a sua santa vontade. O Segundo Mandamento: “Não pronunciarás o nome do Senhor, teu Deus, em vão”“Não pronunciarás o nome do Senhor, teu Deus, em vão” (Ex 20,7). O nome do Senhor é santo, é sagrado, osjudeus nem mesmo o pronunciavam, ao invés de Iahweh, diziam Adonai (meu Senhor), por respeito. Por isso ohomem não pode abusar do nome de Deus. Deve guardá-lo na memória num silêncio de adoração amorosa. Nãofará uso dele a não ser para bendizê-lo, louvá-lo e glorificá-lo. O segundo mandamento regula o respeito e ossentimentos para com tudo o que é sagrado. O cristão deve testemunhar o nome do Senhor, confessando sua fésem ceder ao medo e as ameaças, e defender com zelo tudo o que ensina a Igreja ensina. São Cipriano de Cartagodizia que “quem não tem a Igreja por mãe, não tem Deus como Pai.”O segundo mandamento proíbe o abuso do nome de Deus, de Jesus Cristo, da Virgem Maria e de todos os santos.(Cat. §2146). A blasfêmia é pecado grave contra o segundo Mandamento. Ela consiste em proferir contra Deusinterior ou exteriormente palavras de ódio, de ofensa, de desafio. S. Tiago reprova "os que blasfemam contra onome sublime (de Jesus) que foi invocado sobre eles" (Tg 2,7). A proibição da blasfêmia se estende às palavrascontra a Igreja de Cristo, os santos, as coisas sagradas.Jesus expôs o segundo Mandamento no Sermão da Montanha: "Ouvistes o que foi dito aos antigos: Nãoperjurarás, mas cumprirás os teus juramentos para com o Senhor. Eu, porém, vos digo: não jureis em hipótesenenhuma... Seja o vosso sim, sim, e o vosso não, não. O que passa disso vem do Maligno" (Mt 5,33~34.37).O segundo Mandamento lembra que o "nome de Batismo" dado a uma criança deve ser o nome de um santo, ou
  2. 2. também exprimir um mistério cristão ou uma virtude cristã." O cristão começa seu dia, suas orações e suas açõescom o sinal-da-cruz, "em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém". O sinal-da-cruz nos fortifica nastentações e nas dificuldades.Deus chama a cada um por seu nome. O nome de todo homem é sagrado. O nome é o ícone da pessoa. Exigerespeito, em sinal da dignidade de quem o leva. (cf. §2158). Por isso não se deve usar apelidos. O nome recebidoé um nome eterno. No Reino, o caráter misterioso e único de cada pessoa marcada com o nome de Deusresplandecerá em plena luz. "Ao vencedor... darei uma pedrinha branca na qual está escrito um nome novo, queninguém conhece, exceto aquele que o recebe" (Ap 2,17). "Tive esta visão: eis que o Cordeiro estava de pé sobreo Monte Sião com os cento e quarenta e quatro mil que traziam escrito sobre a fronte o nome dele e o nome deseu Pai" (Ap 14,1). (§2159) O Terceiro Mandamento: “Guardar domingos e dias santos”O Terceiro Mandamento nos lembra que o domingo é o dia do Senhor e a ele deve ser dedicado. “Trabalharásdurante seis dias e farás todas as tuas obras. O sétimo dia, porém, é o sábado do Senhor, teu Deus. Não farásnenhum trabalho” (Ex 20,8-10). O dia do sábado no Antigo Testamento lembrava também a libertação de Israeldo Egito. No Novo Testamento recorda agora a Páscoa de Jesus e sua Ressurreição no domingo; por isso, aIgreja, desde os Apóstolos guarda o domingo como o dia do Senhor (Dominus).Jesus ressuscitou dentre os mortos "no primeiro dia da semana" (Mc 16,2). Este "primeiro dia", o dia daRessurreição de Cristo, lembra a primeira criação. Enquanto "oitavo dia", que segue ao sábado, significa a novacriação inaugurada com a Ressurreição de Cristo. Para os cristãos, ele se tomou o primeiro de todos os dias, aprimeira de todas as festas, o dia do Senhor ("dies dominica "), o "domingo". São Justino já no século II dizia:“Reunimo-nos todos no dia do sol, porque é o primeiro dia (após o sábado dos judeus, mas também o primeirodia) em que Deus extraindo a matéria das trevas, criou o mundo e, nesse mesmo dia Jesus Cristo, nosso Salvador,ressuscitou dentre os mortos.”O Catecismo da Igreja afirma que "Aos domingos e nos outros dias de festa de preceito, os fiéis têm a obrigaçãode participar da missa". "Satisfaz ao preceito de participar da missa quem assiste à missa celebrada segundo orito católico no próprio dia de festa ou à tarde do dia anterior. (Cat. §2180)“Por isso os fiéis são obrigados a participar da Eucaristia nos dias de preceito, a não ser por motivos muito sérios(por exemplo, uma doença, cuidado com bebês) ou se forem dispensados pelo próprio pastor. Aqueles quedeliberadamente faltam a esta obrigação cometem pecado grave.” (§2181)As necessidades familiares ou uma grande utilidade social são motivos legítimos para dispensa do preceito dorepouso dominical. Neste caso a pessoa deve participar da Missa outro dia.O domingo deve ser dedicado às boas obras; à evangelização, catequese, à caridade, aos serviços aos doentes eidosos. É o dia de se visitar os parentes, descansar; fazer uma reflexão, silêncio, meditação. Quem precisatrabalhar no domingo, então deve buscar o repouso e a oração em outro dia. E os patrões têm a obrigação defacilitar aos empregados ao menos participar da santa Missa no domingo. O Quarto Mandamento: “Honrar pai e mãe”Deus estabeleceu a humanidade sobre a família, e colocou os pais como os primeiros educadores dos filhos; porisso colocou este Mandamento: "Honra teu pai e tua mãe" (Dt 5,16; Mc 7,8).“Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor, teu Deus, te dá” (Ex 20,12).Jesus cumpriu com perfeição este mandamento: “Era-lhes submisso” (Lc 2,51). São Paulo ensinou aos cristãos:"Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, pois isso é justo. “Honra teu pai e tua mãe”; este é o primeiro
  3. 3. mandamento acompanhado de promessas: “para seres feliz e teres uma longa vida sobre a terra””(Ef 6,1-3).“Filhos, obedecei em tudo a vossos pais, pois isso é agradável ao Senhor" (Cl 3,20).O respeito do filho pelos pais se revela pela docilidade e pela obediência: "Meu filho, guarda os preceitos de teupai, não rejeites a instrução de tua mãe... Quando caminhares, te guiarão; quando descansares, te guardarão;quando despertares, te falarão" (Pr 6,20-22). Ensina a Igreja que “Deus quis que, depois dele, honrássemosnossos pais e os que Ele, para nosso bem, investiu de autoridade”. (Catecismo, §2248) Fazendo eco a essaspalavras o Papa João Paulo II, disse na Carta às Famílias: "Honra o teu pai e a tua mãe", porque eles são para ti,em determinado sentido, os representantes do Senhor, aqueles que te deram a vida, que te introduziram naexistência: numa estirpe, numa nação, numa cultura. Depois de Deus são eles os teus primeiros benfeitores.... Epor isso: honra os teus pais! Há aqui uma certa analogia com o culto devido a Deus" (CF, 15).Um aspecto importante na educação dos filhos é a “Bênção dos pais”. Diz o livro do Eclesiástico: “Honra teu paipor teus atos, tuas palavras, tua paciência a fim de que ele te dê a sua bênção”. Honrar é uma expressão muitoforte, quer dizer “encher de honra”, de glória, de respeito ... e tudo isto deve ser feito “por teus atos e tuaspalavras”. “... afim de que ele te dê a sua benção e que esta permaneça em ti até o teu último dia” (Eclo 3, 9- 10).A benção dos pais para os filhos não é mera formalidade social ou tradicional; mas é a benção do próprio Deuspara os filhos “através” dos pais, por meio daqueles que lhe deram a vida. O Quinto Mandamento: “Não matar”“Não matarás” (Ex 20,13). Jesus disse no Sermão da Montanha: “Ouvistes o que foi dito aos antigos: "Nãomatarás. Aquele que matar terá de responder ao tribunal". Eu, porém, vos digo: todo aquele que se encolerizarcontra seu irmão terá de responder no tribunal (Mt 5,21-22).Portanto, o quinto Mandamento não proíbe apenas “não matar”, mas todo ato ou pensamento que possa ferir ooutro física ou moralmente. Assim, a calúnia, a difamação, a perseguição, a exploração da pessoa em qualquerforma, a vingança, o ódio, etc., são pecados contra o Mandamento.A Igreja ensina que toda vida humana, desde o momento da concepção até a morte, é sagrada, porque a pessoahumana foi querida por si mesma à imagem e à semelhança do Deus vivo e santo. Por isso não se admite oaborto, a eutanásia e o assassinato; são graves ofensas a Deus. A Igreja condena com pena canônica deexcomunhão o crime do aborto; os que o praticarem e os que o promoverem. O embrião humano deve ser tratadocomo uma pessoa desde a sua concepção, e deve ser defendido em sua integridade, cuidado e curado comoqualquer outro ser humano. Por isso, a Igreja não aceita a manipulação dos embriões e o desenvolvimento decélulas tronco embrionárias para fins terapêuticos, porque neste processo se destrói os embriões, que já são vidashumanas. Também a inseminação artificial é proibida pela Igreja, que entende que somente o casal pode gerar osfilhos no ato conjugal do seu amor.A proibição de matar não anula o direito de tirar a um opressor injusto a possibilidade de fazer o mal aos outros.A legítima defesa é um dever grave para quem é responsável pela vida alheia ou pelo bem comum. A eutanásiavoluntária, sejam quais forem as formas e os motivos, constitui um assassinato. É gravemente contrária àdignidade da pessoa humana e ao respeito do Deus vivo, seu Criador. A pessoa humana tem o direito de morrerquando Deus desejar.O suicídio é gravemente contrario a lei de Deus, mas o suicida pode ter sua culpa diminuída por razõespsicológicas (medo, depressão, etc.). A Igreja pede que se reze por eles e ninguém deve desanimar de suasalvação.O escândalo é também pecado contra o quinto Mandamento; pois constitui uma falta grave quando, por ação oupor omissão, leva intencionalmente o outro a pecar gravemente.Também a guerra ofende ao quinto Mandamento pelos males e injustiças que acarreta; devemos fazer tudo o que
  4. 4. for razoavelmente possível para evitá-la. A Igreja ora: "Da fome, da peste e da guerra livrai-nos, Senhor". Aspráticas de1iberadamente contrárias ao direito dos povos e a seus princípios universais constituem crimes.A Igreja condena também a corrida armamentista, extremamente grave e prejudicial. "Bem-aventurados os quepromovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus" (Mt 5,9). O Sexto Mandamento: “Não pecar contra a castidade”"Jesus disse: “Ouvistes o que foi dito: "Não cometerás adultério" (Ex 20,14). Eu, porém, vos digo: todo aqueleque olha para uma mulher com desejo malicioso já cometeu adultério com ela em seu coração” (Mt 5,27-28).Jesus quer matar o pecado da impureza na sua raiz; no coração.O Sexto Mandamento ensina a viver a pureza; isto é, não pecar contra a castidade. Esta significa a integração dasexualidade na pessoa. Inclui a aprendizagem do domínio pessoal, a oração, a mortificação, e vivência dosSacramentos. A Igreja ensina que: “Entre os pecados gravemente contrários à castidade é preciso citar amasturbação, a fornicação, a pornografia e as práticas homossexuais” (Cat. §2356).O sexo só pode ser vivido pelos casais após receberem o Sacramento do matrimônio. Qualquer uso do sexo forado casamento celebrado na igreja, é falta grave contra este Mandamento. O prazer sexual é moralmentedesordenado quando é buscado por si mesmo, isolado das finalidades de procriação e de união.O Catecismo da Igreja diz que: "Na linha de uma tradição constante, tanto o Magistério da Igreja como o sensomoral dos fiéis afirmaram sem hesitação que a masturbação é um ato intrínseca e gravemente desordenado"(§2352); mas, fatores como a imaturidade afetiva, a força dos hábitos contraídos, o estado de angústia ou outrosfatores psíquicos ou sociais podem diminuir a culpa da pessoa.A fornicação é a união carnal fora do casamento entre um homem e uma mulher livres. Às vezes recebe o nomede “sexo livre”; sem compromisso, é pecaminoso. (cf. Cat. §2353)A pornografia ofende a castidade porque desnatura o ato conjugal, doação íntima dos esposos entre si e atentagravemente contra a dignidade daqueles que a praticam (atores, comerciantes, público), porque cada um se tornapara o outro objeto de um prazer rudimentar. (cf. Cat. §2354)O estupro é uma violência; provoca um dano grave que pode marcar a vítima por toda a vida. Mais grave ainda éo estupro cometido pelos pais e parentes (encesto) da vítima ou educadores contra as crianças que lhe sãoconfiadas. (§2356)A prostituição vai contra a dignidade da pessoa que se prostitui; mancha seu corpo, templo do Espírito Santo (1Cor 3, 16; 6,19-20). É um flagelo social. A Igreja diz que é sempre gravemente pecaminoso entregar-se àprostituição; mas a miséria, a chantagem e a pressão social podem atenuar a falta da pessoa empurrada para estaprática. (cf. §2355).É pecado grave contra o sexto Mandamento a prática homossexual, não a tendência. O Catecismo diz que:“Apoiando-se na Sagrada Escritura, que os apresenta como depravações graves, a tradição sempre declarou que"os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados". São contrários à lei natural. Fecham o atosexual ao dom da vida. Não procedem de uma complementaridade afetiva e sexual verdadeira. Em caso algumpodem ser aprovados” (§2357). O Sétimo Mandamento: “Não roubar”
  5. 5. Não roubarás (Ex 20,15; Dt 5,19; Mt 19,18).O Sétimo Mandamento proíbe roubar ou reter injustamente os bens do próximo ou danificá-lo. Ensina que cadapessoa deve e precisa trabalhar honestamente e assim suprir o seu sustento e o de sua família. O SétimoMandamento destaca o valor primordial e a importância do trabalho. O homem é seu autor e destinatário. Pormeio de seu trabalho, o homem participa da obra da criação. Unido a Cristo, o trabalho pode ser redentor. Ele é asentinela da virtude.A Bíblia está repleta de condenações ao roubo, à corrupção, às injustiças com os mais fracos e tantas vezesexplorados em seus salários e trabalhos. São Paulo diz aos coríntios que: "Nem os ladrões, nem os avarentos...nem os rapinadores herdarão o Reino de Deus" (1 Cor 6,10). E os profetas acusaram os que exploram os irmãos.E todo roubo cometido exige reparação na mesma medida. O Evangelho mostra que Zaqueu ficou tãoconstrangido na presença de Jesus, que sabia que ele era corrupto, que lhe prometeu restituir quatro vezes tudo oque tinha roubado. A justiça exige a restituição do bem roubado, seja de uma pessoa, de uma instituição ou doEstado. Por ser impessoal, muitos pensam que podem fraudar o Estado, sem culpa; de forma alguma, os benspúblicos são de todos e devem atender antes de tudo as necessidades dos mais fracos. Nunca vimos em nossopaís, como hoje, tanto roubo deslavado; tanta corrupção nos órgãos públicos do executivo, legislativo ejudiciário. Há uma verdadeira hemorragia de dinheiro do Estado, sangrando o seu corpo. Quem paga por isto sãoos mais pobres. A lei moral proíbe também os atos que, visando o dinheiro fácil e sujo, praticam a exploraçãodos seres humanos: a sua compra, venda e troca como mercadorias: crianças, prostitutas, etc.O Mandamento exige também não poluir a terra, o ar e a água, e não esbanjar os recursos naturais que asgerações sucessoras deverão usar. Há muito desperdício e consumismo em nossos dias; é um pecado contra osétimo Mandamento.O sétimo Mandamento lembra ainda que os animais são confiados à administração do homem, que lhes devebenevolência. Podem servir para a justa satisfação das necessidades do homem, como alimentação e serviço, masdevem ser tratados com respeito.A Igreja lembra a necessidade da justiça social. Os bens criados por Deus para todos deve de fato chegar a todosconforme a justiça, e por meio da caridade, mas não por meios violentos como a revolução e a luta de classespregado pelo marxismo e vivido no comunismo. Não resolveu o problema social e apenas gerou milhões devitimas inocentes.O Mandamento lembra que a esmola dada aos pobres é um testemunho de caridade fraterna; é também umaprática de justiça que agrada a Deus. Na multidão de seres humanos sem pão, sem teto, sem roupa, semremédios, como não reconhecer Lázaro, mendigo faminto da parábola? "Foi a mim que o deixastes de fazer" (Mt25,45). O Oitavo Mandamento: “Não levantar falso testemunho”“Não apresentarás um falso testemunho contra teu próximo” (Ex 20,16). “Ouvistes também o que foi dito aosantigos: Não perjurarás, mas cumprirás os teus juramentos para com o Senhor” (Mt 5,33).O Oitavo Mandamento proíbe mentir ou falsificar a verdade nas relações com os outros. Deus é a Verdade; Jesusdisse: “Eu Sou a Verdade” (Jo 14,6). E a vocação do povo santo é ser testemunha do seu Deus, que é a Verdade.Jesus chamou o Espírito Santo de “Espírito da Verdade” (Jo 14,17; 16,13) e deixou bem claro que o demônio é o“pai da mentira”, “Ele é homicida desde o princípio e não permaneceu na verdade, porque a verdade não estánele. Quando diz a mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira” (Jo 8,44).A Lei dada a Moisés proibia severamente a calúnia e difamação, que de certa forma são mentiras. O respeito àreputação e à honra das pessoas proíbe toda atitude ou palavra de maledicência ou calúnia.
  6. 6. "Não levantarás falso testemunho contra teu próximo" (Ex 20,16). Os discípulos de Cristo "revestiram-se dohomem novo, criado segundo Deus na justiça e santidade da verdade" (Ef 4,24).Jesus coloca a verdade como libertadora do homem e esta está na Sua Palavra: “Se permanecerdes na minhapalavra, sereis meus verdadeiros discípulos; conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”.São Paulo ensina que Deus quer que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade” (1Tm 2, 4) e que“a Igreja é a coluna e o fundamento da verdade” (1Tm 3, 15). Assim, sem a Igreja, sem o ensino do Magistérioda Igreja, não se conhece a verdade plena. Jesus, na última Ceia, garantiu que o Espírito Santo revelaria à Igreja“toda a verdade” (Jo 14, 25; 16,13)A verdade é a virtude que consiste em mostrar-se verdadeiro no agir e no falar, fugindo da duplicidade e tambémda simulação, do fingimento e da hipocrisia. Por outro lado, São Paulo ensina que o cristão não deve "seenvergonhar de dar testemunho de Nosso Senhor" (2Tm 1,8) em atos e palavras. Muitos filhos da Igrejachegaram ao martírio, que é o supremo testemunho prestado à verdade da fé.Toda falta cometida contra a verdade exige reparação para que haja justiça; assim, a pessoa a quem se mentiunão fica enganada e prejudicada.A Igreja ensina que não somos sempre obrigados a revelar a verdade; o que não se pode é mentir; uma regra deouro ajuda a discernir, nas situações concretas, se convém ou não revelar a verdade àquele que a pede. Porexemplo, o sigilo sacramental é inviolável. "Os segredos profissionais devem ser guardados. As confidênciasprejudiciais a outros não devem ser divulgadas”, diz o Catecismo da Igreja (§2511).A sociedade tem direito a uma informação fundada na verdade, na liberdade e na justiça; por isso os meios decomunicação devem ter moderação e disciplina e se pautar pela verdade. Não se pode acusar alguém de crime oudolo sem provas concretas. O Nono Mandamento: “Não desejar a mulher do próximo”“Não cobiçarás a casa de teu próximo, não desejarás sua mulher, nem seu servo, nem sua serva, nem seu boi,nem seu jumento, nem coisa alguma que pertença a teu próximo” (Ex 20,17). E Jesus disse: “Todo aquele queolhar para uma mulher com desejo libidinoso já cometeu adultério com ela em seu coração” (Mt 5,28). Cristoquer cortar o mal pela raiz porque o pecado nasce no pensamento.São João distingue três espécies de cobiça ou concupiscência: a concupiscência da carne, a concupiscência dosolhos e a soberba da vida. Conforme a tradição catequética católica, o nono mandamento proíbe a concupiscênciacarnal; o décimo proíbe a concupiscência dos bens alheios. A pureza do coração nos permitirá ver a Deus e nospermite desde já ver todas as coisas segundo Deus. A purificação do coração exige a oração, a prática dacastidade, a pureza da intenção e do olhar.Todo batizado deve lutar contra a concupiscência da carne e as tendências desordenadas das baixas paixões, quesão fruto do pecado original. Com a graça de Deus, podemos e devemos alcançar a pureza do coração, pelavirtude e pela castidade, pois ela permite amar com um coração reto. A vida de pureza se consegue vivendo oconselho de Jesus: “Vigiai e orai, pois o espírito é forte, mas a carne é fraca” (Mt 26, 41). Uma fuga “heróica” é ado pecado; pois “quem ama o perigo nele perecerá”. Sabemos que “a ocasião faz o ladrão”; logo, a prudênciamanda fugir do perigo.Pela pureza do olhar, exterior e interior; pela disciplina dos sentimentos e da imaginação; pela recusa de todacomplacência nos pensamentos impuros que tendem a desviar do caminho dos mandamentos divinos, pode-se
  7. 7. cultivar uma vida de pureza e santidade. Isto exige fugir de toda ocasião de pecado.A pureza exige o pudor: o vestir-se discretamente para que as outras pessoas não sejam levadas a pecar; o falarcom prudência, etc.. O pudor preserva a intimidade da pessoa. É não mostrar aquilo que deve ficar escondido.Está ordenado para a castidade, exprimindo sua delicadeza. O pudor é modéstia. Mantém o silêncio ou certareserva quando se entrevê o risco de uma curiosidade que não faz bem.É importante ensinar o pudor a crianças e adolescentes e despertá-los para o respeito à pessoa humana. A purezacristã requer uma purificação do clima social. A pureza do coração liberta a pessoa do erotismo tão difuso eafasta-a dos espetáculos que favorecem o "voyeurismo" e a ilusão. A permissividade dos costumes se apoia numaconcepção errônea da liberdade humana; para se edificar, a verdadeira liberdade tem necessidade de se deixareducar pela lei moral. Os responsáveis pela educação precisam dar à juventude um ensino respeitoso da verdade,das qualidades do coração e da dignidade moral e espiritual do homem. O Décimo Mandamento: “Não cobiçar as coisas alheias”“Não cobiçarás coisa alguma que pertença a teu próximo (Ex 20,17). “Tu não desejarás para ti a casa de teupróximo, nem seu campo, nem seu escravo, nem sua escrava, nem seu boi, nem seu jumento, qualquer coisa quepertença a teu próximo” (Dt 5,21).O Décimo Mandamento é como que um complemento do nono, que se refere à concupiscência da carne. Eleproíbe a cobiça dos bens dos outros, que é a causa de roubos, corrupção, fraudes, discórdias, brigas e até mortes.Jesus disse que “onde está o teu tesouro, aí estará também teu coração’ (Mt 6,21). Se o teu tesouro são os bensmateriais, pode ser que você só pense nisso, só fale nisso e só viva em função disso. Muitos infelizmente sãoassim; por isso o Décimo Mandamento proíbe a ambição desregrada, nascida da paixão imoderada das riquezas ede seu poder. Isto gera a inveja que é um dos piores “pecados capitais”. A inveja é a tristeza sentida diante dobem do outro e o desejo imoderado de dele se apropriar. O cristão deve combater a inveja pela benevolência, pelahumildade e pelo abandono nas mãos da Providência divina.A inveja pode levar às piores ações. E pela inveja do demônio que a morte entrou no mundo (Sab 2,24). SantoAgostinho via na inveja "o pecado diabólico por excelência". "Da inveja nascem o ódio, a maledicência, acalúnia, a alegria causada pela desgraça do próximo e o desprazer causado por sua prosperidade."A "concupiscência dos olhos" (1 Jo 2,16) leva à violência e à injustiça, proibidas pelo quinto Mandamento. Oscristãos "crucificaram a carne com suas paixões e concupiscências" (Gl 5,24); são conduzidos pelo Espírito eseguem os desejos dele.O décimo mandamento proíbe a sede imoderada das riquezas e de seu poder. Proíbe ainda o desejo de cometeruma injustiça pela qual se prejudicaria o próximo em seus bens temporais. Quando o Mandamento nos diz: "Nãocobiçarás", ordena-nos, em outros termos, que afastemos nossos desejos de tudo aquilo que não nos pertence."Quem ama o dinheiro nunca se fartará, e aquele que ama a riqueza não tira dela proveito" (Ecl 5,9).Não desrespeita o Mandamento quem deseja obter coisas que pertencem ao próximo, contanto que seja por meiosjustos. É contra o Mandamento os comerciantes que desejam a carestia ou os preços altos das mercadorias, quevêem com pesar que não são os únicos a comprar e a vender, o que lhes permitiria vender mais caro e comprar aopreço mínimo; os que desejam que seus semelhantes fiquem na miséria, para tirarem lucro, quer vendendo paraeles, quer comprando deles... Os médicos que desejam que haja doentes, e atitudes exploradoras do outro.(Fonte: http://www.cleofas.com.br/virtual/doc.php?doc=DOUTRINA)

×