A CIDADE CONSTITUCIONAL: CAPITAL DA REPÚBLICA VIII - Brasília – DF 
Jéssica Maria dos Santos; 
Aluna do 8º semestre do cur...
2. Sábado, chegada a Capital da República e Praça dos Três Poderes 
A chegada na Capital da República já possibilita compr...
Figura 2- Panteão da Pátria 
Assim, logo na primeira parada somos expostos à paisagem concreta da Praça dos Três 
Poderes....
Figura 3 – Palácio do Itamaraty 
O interior do Palácio é muito luxuoso, possui a fachada em arcos e inúmeros painéis 
deco...
Depois de visitar o Palácio do Itamaraty, fomos ao Supremo Tribunal Federal, que é um órgão 
do Poder Judiciário, que faz ...
Figura 6 – Entrada da ESAF 
A ESAF foi o local onde ficamos alojados durante a nossa estadia em Brasília. Nesse 
primeiro ...
Figura 7 – Palácio da Alvorada 
Ainda no período da manhã, acompanhamos o desfile cívico militar de 7 de Setembro na 
Espl...
Figura 9 – Foto do desfile cívico 
6. Segunda-feira – Mesa de abertura – ESAF, USP e Representante de la Oficina EUROsociA...
Pública, a ENAP é uma escola de governo, do Poder Executivo, que oferece formação e 
aperfeiçoamento em Administração Públ...
sociedade com o governo, as páginas de transparência, a relação com o terceiro setor, etc. 
A CGU tem dois pilares importa...
Figura 10 – Catedral de Brasília 
A Catedral é cheia de obras de arte, no lado externo, as esculturas dos quatro evangelis...
11. Universidade de Brasília 
A Universidade de Brasília (UnB) é uma Universidade Federal Pública, mantida pela União 
atr...
programas que explicaram a necessidade de trazer os dados de saúde para perto do cidadão. 
12. Quarta-feira, Bosque dos Co...
Figura 13 – Árvores do Bosque dos Constituintes 
13. Comissão de Legislação Participativa- Política, sistema e mecanismos ...
Figura 14 - Simulação do Trabalho das Comissões 
Depois de ver o papel institucional da Câmara dos Deputados, fomos conhec...
Figura 15 - Congresso Nacional 
Pode-ser dizer que é o projeto arquitetônico mais emblemático de Brasília. E dizem também,...
Figura 16 – Senado Federal 
Figura 17 – Teto do Senado 
15. Eventos Legislativos do Senado – Comissão de Direitos Humanos ...
A Comissão foi criada originalmente em 2002, como Comissão de Legislação Participativa, a 
CDH ampliou as suas prerrogativ...
Figura 19 – Vitrais na Caixa Econômica Federal 
O seminário sobre o Programa CAIXA Melhores Práticas em Gestão Local foi n...
Figura 20 – Seminário no BACEN 
Ainda durante a visita ao BACEN, vistamos também o Museu de Valores e a Galeria de Artes 
...
Figura 22 – Galeria de Artes (Nordeste, de Antônio Bandeira) 
18. O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) 
...
O Ministério da Justiça é um órgão do Poder Executivo. 
Figura 23 – Ministério da Justiça 
As palestras realizadas no Misn...
21. Viagem de Retorno e Chegada em São Paulo 
Depois de uma intensa semana, só agradeço aos professores, guias, palestrant...
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

A CIDADE CONSTITUCIONAL: CAPITAL DA REPÚBLICA VIII - Brasília – DF

138 visualizações

Publicada em

'A cidade constitucional' é um projeto inovador. Que oferece recursos educativos diferentes dos tradicionais. O projeto que hoje é uma disciplina oferecida pela Escola de Artes Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo, inova na extensão, no ensino e na pesquisa interdisciplinar. Os participantes são apresentados a uma metodologia ativa, com atividades dinâmicas nas quais sua participação é constante.
Ao contrário da educação tradicional, onde o ensino é centrado no professor e, o aluno, deve apenas trilhar o caminho determinado. O projeto visa oferecer recursos que possibilitem a cada indivíduo atingir seu potencial criativo, estimular e facilitar a ação comum, com intuito de aperfeiçoar o convívio em sociedade, o trabalho e exercer cidadania.
A disciplina propõe uma viagem até a Capital da República – Brasília – rompendo com as paredes da sala de aula. Só o fato de viajar até outro estado para conhecer outra cidade, já sugere um movimento de renovação no qual o professor e a escola não são apenas transmissores de idéias.
A educação informal, ou seja, que se aprende fora dos muros das instituições educacionais, como falava Paulo Freire na década de 60, é uma metodologia de ensinagem inovadora até hoje. Por forçar professores, alunos e instituições a romperem paradigmas, ela é pouca vista nas Universidades, apesar de muito positiva para a gestão do conhecimento.
Esse modelo do projeto que hoje é uma disciplina de graduação, surgiu com base nos trabalhos do Prof. Dr. Marcelo Arno Nerling e, hoje, conta também com o trabalho e dedicação do Prof. Dr. Douglas Roque Andrade, da Universidade de São Paulo e instituições parceiras em Brasília.

Publicada em: Educação
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
138
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
3
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
1
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

A CIDADE CONSTITUCIONAL: CAPITAL DA REPÚBLICA VIII - Brasília – DF

  1. 1. A CIDADE CONSTITUCIONAL: CAPITAL DA REPÚBLICA VIII - Brasília – DF Jéssica Maria dos Santos; Aluna do 8º semestre do curso de Gestão de Políticas Públicas da USP Relatório: 1. introdução e início da viagem 'A cidade constitucional' é um projeto inovador. Que oferece recursos educativos diferentes dos tradicionais. O projeto que hoje é uma disciplina ofericada pela Escola de Artes Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo, inova na extensão, no ensino e na pesquisa interdisciplinar. Os participantes são apresentados a uma metodologia ativa, com atividades dinâmicas nas quais sua participação é constante. Ao contrário da educação tradicional, onde o ensino é centrado no professor e, o aluno, deve apenas trilhar o caminho determinado. O projeto visa oferecer recursos que possibilitem a cada indivíduo atingir seu potencial criativo, estimular e facilitar a ação comum, com intuito de aperfeiçoar o convívio em sociedade, o trabalho e exercer cidadania. A disciplina propõe uma viagem até a Capital da República – Brasília – rompendo com as paredes da sala de aula. Só o fato de viajar até outro estado para conhecer outra cidade, já sugere um movimento de renovação no qual o professor e a escola não são apenas transmissores de idéias. A educação informal, ou seja, que se aprende fora dos muros das instituições educacionais, como falava Paulo Freire na década de 60, é uma metodologia de ensinagem inovadora até hoje. Por forçar professores, alunos e instituições a romperem paradigmas, ela é pouca vista nas Universidades, apesar de muito positiva para a gestão do conhecimento. Esse modelo do projeto que hoje é uma disciplina de graduação, surgiu com base nos trabalhos do Prof. Dr. Marcelo Arno Nerling e, hoje, conta também com o trabalho e dedicação do Prof. Dr. Douglas Roque Andrade, da Universidade de São Paulo e instituições parceiras em Brasília.
  2. 2. 2. Sábado, chegada a Capital da República e Praça dos Três Poderes A chegada na Capital da República já possibilita compreender um pouco do objetivo do projeto. Logo no início o visitante/estudante superara a condição de mero espectador, pois, visualiza, sente, ouve e interage dentro da dinâmica da cidade. Ao chegar, a nossa primeira parada foi em frente ao Palácio do Planalto. Figura 1- Palácio do Planalto Em frente ao Palacio do Planlto está a Praça dos Três Poderes, que foi idealizada por Lúcio Costa e projetada por Oscar Niemeyer, é um amplo espaço que oferece visão privilegiada das sedes dos Três Poderes da República: Legislativo, Executivo e Judiciário. No local, inúmeras esculturas estão presentes como, por exemplo, Os Guerreiros, de Bruno Giorgi (conhecida também como Os Candangos), a Justiça, de Alfredo Ceschiatti (escultura que fica em frente ao Supremo Tribunal Federal), a Pira da Pátria, o Marco Brasília e o Panteão da Pátria (que está na foto logo abaixo).
  3. 3. Figura 2- Panteão da Pátria Assim, logo na primeira parada somos expostos à paisagem concreta da Praça dos Três Poderes. Porém, todas as esculturas e detalhes arquitetônicos extrapolam o físico, tudo aquilo ganha mais sentido devido aos inúmeros ocorridos históricos e a tudo que aquele lugar representa para as decisões políticas do país. 3. Visita Guiada ao Palácio do Itamaraty - Ministério das Relações Exteriores e Supremo Tribunal Federal O Palácio do Itamaraty é a sede do Ministério das Relações Exteriores (MRE), é um órgão do Poder Executivo, cujas funções auxiliam o Presidente da República na formulação da política exterior do Brasil. O Palácio é rodeado por um espelho d'água que abriga a famosa escultura O Meteoro, de Bruno Giorgi, que é montada com cinco partes de uma esfera vazada, que significam os laços diplomáticos entre os continentes. Esta escultura tornou-se um símbolo da diplomacia brasileira.
  4. 4. Figura 3 – Palácio do Itamaraty O interior do Palácio é muito luxuoso, possui a fachada em arcos e inúmeros painéis decorativos de artistas, como Athos Bulcão, Rubem Valentim, Sérgio Camargo, Maria Martins, além de um afresco de Alfredo Volpi. Alguns salões eram restritos, mas os acessíveis para a visitação continham muitas peças históricas, presentes, tapetes persas e obras de artistas contemporâneos. O espaço interno e externo ainda contavam com a beleza paisagística dos jardins de Burle Marx. Figura 4 - Jardim de Burle Marx
  5. 5. Depois de visitar o Palácio do Itamaraty, fomos ao Supremo Tribunal Federal, que é um órgão do Poder Judiciário, que faz a guarda da Constituição, conforme definido no art. 102 da Constituição Federal. Para explicar de maneira bem simplista sua função, pode-se dizer que sua atividade principal é julgar ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo. Figura 5 – Supremo Tribunal Federal e a escultura Justiça 4. Chegada a ESAF - Apresentação da metologia, conteúdo programático e plano de atividades A ESAF é a Escola de Administração Fazendária, um órgão integrante da estrutura do Ministério da Fazenda, pertencente ao poder Executivo. É uma escola que promove cursos de formação, preparando os funcionários públicos para o desempenho de suas atividades. Sua missão é desenvolver pessoas para o aperfeiçoamento da gestão das finanças públicas e a promoção da cidadania.
  6. 6. Figura 6 – Entrada da ESAF A ESAF foi o local onde ficamos alojados durante a nossa estadia em Brasília. Nesse primeiro dia, foi falado sobre conteúdo programático da disciplina, o plano de atividades da semana e a proposta de ensinagem (vivenciar uma prática educativa de ensino + aprendizagem). 5. Domingo, 7 de setembro – Nascer do sol no Palácio da Alvorada e Desfile Cívico Militar No período da manhã, a primeira atividade do dia necessitou de disposição para acordar cedinho e ver o nascer do sol no Palácio da Alvorada. A arquitetura do Palácio é uma das obras-primas de Oscar Niemeyer, e foi projetada antes mesmo do concurso que escolheu o plano urbanístico de Brasília. O Palácio possui uma localização privilegiada que desperta o interesse turístico, além, é claro, de ser a morada dos presidentes. Apesar de ser um local lindo e imponente, o que mais chama atenção é o céu. Como diria o poeta Nicolas Behr: “O que mais fascina em Brasília? A cidade ou o poder? O céu!” (Behr, poemas inéditos, 2010)
  7. 7. Figura 7 – Palácio da Alvorada Ainda no período da manhã, acompanhamos o desfile cívico militar de 7 de Setembro na Esplanada dos Ministérios. Figura 8 – Essa sou eu durante o desfile
  8. 8. Figura 9 – Foto do desfile cívico 6. Segunda-feira – Mesa de abertura – ESAF, USP e Representante de la Oficina EUROsociAL II –FIIAPP; El Salvador e Honduras Segunda-feira, foi o dia da primeira mesa de debates que contou com os Profs. Marcelo Nerling e Douglas Andrade, os convidados da ESAF, de El Salvador, Honduras e da comunidade européia. A primeira fala foi do representante da comunidade européia, que falou sobre a cooperação técnica internacional – EUROsociAL – 'Educación Fiscal y cohesión social'. A segunda fala foi sobre 'Sustentabilidade ambiental', onde o representante da ESAF, Paulo Marger, descreveu as formas de eficiência energética que a ESAF propõe para sua unidade e também sobre cooperação internacional e formas de compartilhar conhecimento. 7. Seminário USP-ENAP As próximas palestras foram realizadas na ENAP – Escola Nacional de Administração
  9. 9. Pública, a ENAP é uma escola de governo, do Poder Executivo, que oferece formação e aperfeiçoamento em Administração Pública a servidores públicos federais, e está vinculada ao Ministério do Planejamento. O primeiro seminário foi com Paulo Marques, que expos a visão de futuro da empresa que anseia ser referência na formação e no desenvolvimento de agentes públicos de alto desempenho e indutora de inovação na gestão pública. O segundo seminário foi de cooperação internacional da ENAP, com o palestrante Luis Henrique D'Andrea, que falou sobre a cooperação técnica internacional e o desenvolvimento de capacidades. A terceira e última palestra na ENAP foi com a Marisaura, sobre o projeto de pesquisa rede de escolas de governo, que tem como objetivo aumentar a eficácia das instituições que trabalham com formação e aperfeiçoamento profissional dos servidores públicos . 8. Seminário USP-ESAF O seminário na ESAF falou sobre o Programa Nacional de Educação Fiscal, que é um instrumento à disposição da sociedade, que busca sensibilizar o cidadão para a função socioeconômica do tributo e incentivar o acompanhamento e fiscalização pela sociedade. O palestrante Ronaldo Iunes é gerente do Programa Nacional de Educação Fiscal, e fala que a educação fiscal é uma forma de construção de uma consciência voltada ao exercício da cidadania. Os cidadãos podem agir ativamente no aperfeiçoamento dos instrumentos de controles social e fiscal do Estado. Logo em seguida, ouvimos as palavras de Henrique Baltazar, palestrante e representante da Receita Federal, falando sobre o papel dos tributos na sociedade brasileira. 9. Terça-feira, Controladoria Geral da União – CGU A Controladoria Geral da União (CGU) é um órgão do Poder Executivo, com o papel de verificar se o recurso federal está sendo usado adequadamente ou se está sendo desviado para outras finalidades. A primeira palestra na CGU foi com Carlos Higino, ele falou sobre alguns aspectos abordados pelo órgão como, por exemplo, a corrupção, a LAI (Lei de Acesso a Informação), o relacionamento da
  10. 10. sociedade com o governo, as páginas de transparência, a relação com o terceiro setor, etc. A CGU tem dois pilares importantes que são: a defesa do patrimônio público e o incremento da transparência da gestão. Neste dia, foi falado também sobre o Observatório da Despesa Pública (ODP), que é uma unidade de produção de informações. O palestrante Henrique Rocha, nos disse que o objetivo do ODP é contribuir para o aprimoramento do controle interno e funcionar como ferramenta de apoio à gestão pública. Na sequência, o palestrante Ronald, falou sobre o controle interno e o papel da CGU no aperfeiçoamento dos programas governamentais. Segundo Ronald, a controladoria segue 4 grandes eixos: a avaliação da execução de programas de governo, avaliação da gestão, orientação e capacitação, e ação investigativa. A missão é prevenir e combater a corrupção e aprimorar a gestão pública, fortalecendo os controles internos e incrementando a transparência, a ética e o controle social. O palestrante Amilton, trouxe o assunto das convenções internacionais contra corrupção, a promoção da integridade no setor privado e a Lei de Responsabilização de Pessoas Jurídicas 12.846/13. A última palestra na CGU foi sobre acesso a informação e arquivos públicos com Marcos Lindenmayer, o palestrante falou sobre a importância de discutir e elaborar um modelo de gestão documental que facilite o acesso à informação. Mas que ainda é um grande desafio incorporar devido as diversas realidades brasileiras, principalmente de arquivos de pequenos municípios. 10. Catedral de Brasília Projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer, foi o primeiro monumento a ser criado em Brasília. Sua pedra fundamental foi lançada em 12 de setembro de 1958. A Catedral é lindíssima, eu tento descrever com todas as informações que vi disponíveis, mas estar lá e ver toda sua estrutura e beleza é incomparável. A cúpula da Catedral é diferente e muito bonita, é composta por 16 pilares curvos de concreto unidos pelos painéis de vitrais que dão leveza ao conjunto e possibilita a entrada da luz natural ao interior da igreja.
  11. 11. Figura 10 – Catedral de Brasília A Catedral é cheia de obras de arte, no lado externo, as esculturas dos quatro evangelistas, de Alfredo Ceschiatti. Dentro possui os lindos vitrais de Marianne Peretti, as pinturas de Di Cavalcante e um painel no batistério em cerâmica de Athos Bulcão. Pura arte, beleza e religiosidade. Figura 11 – Catedral de Brasília (interior)
  12. 12. 11. Universidade de Brasília A Universidade de Brasília (UnB) é uma Universidade Federal Pública, mantida pela União através de recursos do Ministério da Educação. A UnB foi construída quando Brasília tinha apenas dois anos e foi fundada com a promessa de reinventar a educação superior. Na página da Universidade está escrito assim: “A construção do campus brotou do cruzamento de mentes geniais. O inquieto antropólogo Darcy Ribeiro definiu as bases da instituição. O educador Anísio Teixeira planejou o modelo pedagógico. O arquiteto Oscar Niemeyer transformou as ideias em prédios.” O primeiro seminário realizado na UnB foi com Prof. Dr. José Geraldo de Sousa Júnior sobre o direito achado na rua e nas instituições da cidade constitucional. A expressão “direito achado na rua” foi criada pelo jurista Roberto Lyra Filho, professor da UnB, e um dos principais formuladores do pensamento jurídico brasileiro. Essa expressão é uma metáfora para pensar uma nova concepção do direito. O direito que poderia emergir das ruas, dos espaços públicos, e que leva em conta as constantes transformações sociais e o apelo dos movimentos populares. Para construir a metáfora, Lyra Filho se inspirou em Marx: “Kant e Fichte buscavam o país distante pelo gosto de andar lá no mundo da lua, mas eu tento só ver, sem viés deformante, o que pude encontrar bem no meio da rua”. (Epigrama Hegeliano n° 3, de Karl Marx) O direito achado na rua coloca o Judiciário a serviço do povo. A rua é o lugar de revindicação popular, como diz Castro Alves “A praça! A praça é do povo/ Como o céu é do condor”, o Prof. José Geraldo fala até da música de Caetano Veloso que diz “A praça Castro Alves é do povo / como o céu é do avião”. Pois, é na rua, na praça, no espaço público que nasce o clamor popular. Os outros seminários na UnB eram sobre políticas públicas e saúde, com participação de representantes do Ministério da Saúde do Governo Federal. Foram descritas pesquisas, ações e
  13. 13. programas que explicaram a necessidade de trazer os dados de saúde para perto do cidadão. 12. Quarta-feira, Bosque dos Constituintes O Bosque dos Constituintes foi algo muito novo pra mim. Mesmo quem não conhece Brasília, já pelo menos ouviu falar da maioria das lugares da cidade. Afinal, Brasília é uma cidade de onde se originam as principais decisões que conduzem a vida do país, e a cidade foi construída com essa finalidade. Então, sempre está em destaque, porém, o Bosque dos Constituintes não é tão citado na maioria dos veículos de comunicação. Por isso, o Bosque dos Constituintes foi uma agradável surpresa na viagem. O Bosque foi plantado em 4 de outubro de 1988, véspera da promulgação da Constituição Cidadã e é uma homenagem aos membros da Assembleia Nacional Constituinte. Figura 12 – Bosque dos Constituintes
  14. 14. Figura 13 – Árvores do Bosque dos Constituintes 13. Comissão de Legislação Participativa- Política, sistema e mecanismos de participação Ainda na quarta-feira, fomos nos locais da Comissão de Legislação Participativa, do poder Legislativo, vimos o trabalho desempenhado pela Comissão que recebe e examina as sugestões de iniciativa legislativa e pareceres técnicos, exposições e propostas oriundas da sociedade civil organizada. No final, todos nós participamos de uma simulação de trabalho de uma Comissão Legislativa, atuando em dois temas, a redução a maioridade penal e a legalização da maconha. Na simulassão, vimos como os deputados votam e propõem novos debates.
  15. 15. Figura 14 - Simulação do Trabalho das Comissões Depois de ver o papel institucional da Câmara dos Deputados, fomos conhecer mais o trabalho do CEFOR - Centro de Formação, Treinamento e Aperfeiçoamento da Câmara dos Deputados, onde tivemos conhecimento dos cursos de especialização, pós graduação, capacitação e recrutamento de servidores, entre outros. 14. Visita Guiada ao Congresso Nacional – Casas e Plenários O edifício do Congresso Nacional é sede do Poder Legislativo, que se compõe da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.
  16. 16. Figura 15 - Congresso Nacional Pode-ser dizer que é o projeto arquitetônico mais emblemático de Brasília. E dizem também, que Oscar Niemeyer considerava o edifício do Congresso sua realização arquitetônica predileta. Possui uma concepção plástica extremamente diferente, a sede do Poder Legislativo é um conjunto de duas cúpulas. Uma cúpula representando os plenários da Câmara dos Deputados, que corresponde à cúpula convexa, e outra cúpula do Senado Federal, a cúpula côncava. Além do edifício central de 28 pavimentos, onde funciona a administração das duas Casas legislativas. Durante a visita guiada, a nossa guia explicou que “A Câmara dos Deputados é composta por representantes do povo, eleitos pelo sistema proporcional em cada estado, em cada território e no Distrito Federal. São 513 Deputados Federais, com mandato de quatro anos. O número de Deputados é proporcional à população do estado ou do Distrito Federal, com o limite mínimo de oito e máximo de setenta Deputados para cada um deles. E, para o Senado Federal, cada estado e o Distrito Federal elegem três Senadores, com mandato de oito anos, renovados de quatro em quatro anos, alternadamente, por um e dois terços. A composição do Senado Federal é de 81 Senadores.” Durante a nossa visita, a Câmara dos Deputados estava em reforma, então infelizmente não conseguimos visita-la. Porém, aí estão duas fotos do Senado Federal:
  17. 17. Figura 16 – Senado Federal Figura 17 – Teto do Senado 15. Eventos Legislativos do Senado – Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa
  18. 18. A Comissão foi criada originalmente em 2002, como Comissão de Legislação Participativa, a CDH ampliou as suas prerrogativas em 2005. Sua atividade é opinar sobre as proposições que concernem à garantia e à promoção dos direitos humanos, das mulheres e das minorias em geral. Figura 18 - Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa 16. Quinta-feira, visita aos Vitrais da Sede, espelho da Federação e Seminário USP-Caixa Federal-Programa CAIXA Melhores Práticas em Gestão Local A Caixa Econômica Federal (CEF), é uma instituição financeira vinculada ao Ministério da Fazenda, do Poder Executivo. A sede da Caixa em Brasília tem um extenso acervo de vitrais. São, ao todo 24 painéis criados pelo alemão Lorenz Heilmair. A ideia é representar cada um dos estados brasileiros e o DF. Como na época em que os vidros foram criados não havia o Tocantins e nem o Mato Grosso do Sul, estes estados acabaram ficando sem representação.
  19. 19. Figura 19 – Vitrais na Caixa Econômica Federal O seminário sobre o Programa CAIXA Melhores Práticas em Gestão Local foi no Banco Central, o objetivo do programa é fazer com que experiências bem-sucedidas possam melhorar a qualidade de vida das pessoas cada vez mais. Por isso, as práticas devem ser valorizadas e disseminadas por todo o país. 17 . Banco Central – Educação fiscal e financeira para a cidadania O Banco Central do Brasil (BC, BACEN ou BCB) é autarquia federal integrante do Sistema Financeiro Nacional, sendo vinculado ao Ministério da Fazenda, do Poder Executivo. A palestra no BACEN foi sobre a Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF) com Silvio Carlos. A ENEF tem alguns objetivos: • promover a educação financeira e previdenciária • aumentar a capacidade do cidadão para realizar escolhas conscientes • contribuir para a eficiência e a solidez dos mercados financeiro, de capitais, de seguros, de previdência e de capitalização.
  20. 20. Figura 20 – Seminário no BACEN Ainda durante a visita ao BACEN, vistamos também o Museu de Valores e a Galeria de Artes do Banco Central. Figura 21 – Museu de Valores
  21. 21. Figura 22 – Galeria de Artes (Nordeste, de Antônio Bandeira) 18. O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia federal responsável pela execução de políticas educacionais do Ministério da Educação (MEC). É uma autarquia que realiza compras governamentais, que auxilia diversos projetos e programas em execução como, por exemplo, Alimentação Escolar, Livro Didático, Dinheiro Direto na Escola, Biblioteca da Escola, Transporte do Escolar, Caminho da Escola, Reestruturação e Aquisição de Equipamentos para a Rede Escolar Pública de Educação Infantil. Foram ótimas as palestras do FNDE que contaram até com a participação de um egresso de GPP. 19. Ministério da Justiça
  22. 22. O Ministério da Justiça é um órgão do Poder Executivo. Figura 23 – Ministério da Justiça As palestras realizadas no Misnistério da Justiça foram sobre defesa do consumidor e a atuação da Secretaria Nacional do Consumidor, com a palestrante Ana, e sobre o tráfico de pessoas, com a palestrante Eloísa Greco, que falou a respeito da Política Nacional de Enfrentamento de Tráfico de Pessoas. Infelizmente o palestrante que falaria sobre a política sobre drogas não pode comparecer. 20. Sexta-feira, Torre de TV, Feira de Artesanatos Quando vi a Torre de TV no plano de atividades não dei muita importância por total desconhecimento, depois que fui descobrir que a Torre de Televisão foi projetada também por Lucio Costa, funcionando também como mirante. É o ponto mais alto de todo o Plano Piloto, onde é possível ter uma bela visão. A torre é uma referência de Lucio Costa à Torre Eiffel de Paris e fica ao lado do museu e da feira de artesanatos.
  23. 23. 21. Viagem de Retorno e Chegada em São Paulo Depois de uma intensa semana, só agradeço aos professores, guias, palestrantes e colegas que contribuíram para o aumento do conhecimento. Do mesmo modo, as suas instituições e a Universidade de São Paulo que subsidiam a viagem. Agora é compartilhar conhecimentos de tudo que aprendi. 22. Bibliografia : NERLING, Marcelo Arno. ANDRADE, Douglas de. A cidade constitucional: Capital da República – VIIIEdição. Brasília: Disciplina de graduação da Universidade de São Paulo, ACH 3666, 2014, Mimeo. http://each.uspnet.usp.br/site/docentes- nome.php

×