NR10 - Riscos Elétricos

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NR10 - Riscos Elétricos

  1. 1. Riscos ElétricosNorma Regulamentadora 1024/4/2013SENAI/BM - Turma: 2012064Andreza Pereira, Carolina Carvalho, Gabriel Coutinho, Iago Mendes, LeonardoOliveira, Magno Antônio, Suelen Almeida e Vitor Igor
  2. 2. Riscos ElétricosNorma Regulamentadora 10Andreza Pereira, Carolina Carvalho, Gabriel Coutinho, Iago Mendes,Leonardo Oliveira, Magno Antônio, Suelen Almeida e Vitor IgorTurma: 2012064/SENAI-BM2ÍndiceIntrodução – Segurança do Trabalho.......................................................03Introdução – Eletricidade.........................................................................04Choques Elétricos....................................................................................05Tipos de Choques Elétricos.....................................................................06Causas dos Choques Dinâmicos.............................................................08Proteção Contra Choques Elétricos.........................................................10Percurso da Corrente Elétrica..................................................................11Características da Corrente Elétrica........................................................12Tempo de Contato e Intensidade da Corrente.........................................13Resistência Elétrica do Corpo Humano...................................................14Espraiamento de Corrente do Choque Elétrico.......................................15Sintomas do Choque no Indivíduo...........................................................16Equipamento de Proteção Coletiva..........................................................17Aterramento.............................................................................................18Equipamento de Proteção Individual.......................................................19Normas Técnicas Brasileiras...................................................................21Curiosidades............................................................................................24Conclusão................................................................................................24Referências..............................................................................................24
  3. 3. Riscos ElétricosNorma Regulamentadora 10Andreza Pereira, Carolina Carvalho, Gabriel Coutinho, Iago Mendes,Leonardo Oliveira, Magno Antônio, Suelen Almeida e Vitor IgorTurma: 2012064/SENAI-BM3Introdução – Segurança do TrabalhoSegurança do TrabalhoSegurança do trabalho pode ser entendida como os conjuntos demedidas que são adotadas visando minimizar os acidentes de trabalho,doenças ocupacionais, bem como proteger a integridade e a capacidadede trabalho do trabalhador.Normas RegulamentadorasA Segurança do Trabalho é definida por normas e leis. No Brasil aLegislação de Segurança do Trabalho compõem-se de NormasRegulamentadoras, Normas Regulamentadoras Rurais, outras leiscomplementares, como portarias e decretos e também as convençõesInternacionais da Organização Internacional do Trabalho, ratificadas peloBrasil.A norma regulamentadora que rege as áreas que envolvem eletricidade éa NR-10 que estabelece os requisitos e condições mínimas objetivando aimplementação de medidas de controle e sistemas preventivos, de formaa garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores que, direta ouindiretamente, interajam em instalações elétricas e serviços comeletricidade.Técnico em Saúde e Segurança do TrabalhoEm geral o engenheiro e o técnico de segurança atuam em empresasorganizando programas de prevenção de acidentes, orientando a CIPA,os trabalhadores quanto ao uso de equipamentos de proteção individual,elaborando planos de prevenção de riscos ambientais, fazendo inspeçãode segurança, laudos técnicos e ainda organizando e dando palestras etreinamento. Muitas vezes é também responsável pela implementação deprogramas de meio ambiente e ecologia na empresa.
  4. 4. Riscos ElétricosNorma Regulamentadora 10Andreza Pereira, Carolina Carvalho, Gabriel Coutinho, Iago Mendes,Leonardo Oliveira, Magno Antônio, Suelen Almeida e Vitor IgorTurma: 2012064/SENAI-BM4Introdução – EletricidadeO profissional que convive com eletricidade deve estar ciente de que umerro no trabalho pode levar à morte, seja de forma direta ou indireta. Oresultado final da ação da corrente elétrica no corpo humano é letal.O estilo de vida atual envolve a utilização da eletricidade a todo omomento, aliás, eletricidade é o que movimenta todas as sociedadesdesenvolvidas em todo o globo. A sociedade tem ficado cada vez maisdependente do uso intensivo da eletricidade para sobreviver.Exatamente por estar tão presente em nossas vidas que nem sempredamos o tratamento necessário a eletricidade, mesmo muitas pessoasque trabalham diretamente com a eletricidade, não dão o devido respeitoa esse bem mortal.O risco reside justamente nesses fatos. O desconhecimento de ondeestá à eletricidade e excesso de autoconfiança que pode levar a morte. Ocontato com partes energizadas fazem com que a corrente percorra ocorpo humano, causando queimaduras tanto externas quanto internas,além de lesões físicas e traumas psicológicos.Instalações sem manutenção, o uso de equipamentos e materiaisinadequados, falhas e desgastes podem originar incêndios. O simplesato de ligar um aparelho na tomada de força já incorre no risco deacidente com eletricidade.Nossa vida diária é sempre arriscada, mas, se observarmos as NormasTécnicas e de Segurança, execução e operação de equipamentos einstalações e principalmente, tivermos o devido respeito pela eletricidade,seu uso e aplicação será seguro e tranqüilo.Eletricidade é o movimento dos elétrons em excesso: eles podem fluircomo corrente nos fios ou líquidos condutores, fazendo as lâmpadasacenderem e os motores funcionarem; ou podem ficar acumulados comoeletricidade estática. Quando a carga é grande o suficiente, ela “pula”,como no choque da maçaneta da porta ou no raio durante umatempestade.
  5. 5. Riscos ElétricosNorma Regulamentadora 10Andreza Pereira, Carolina Carvalho, Gabriel Coutinho, Iago Mendes,Leonardo Oliveira, Magno Antônio, Suelen Almeida e Vitor IgorTurma: 2012064/SENAI-BM5Choque ElétricoHoje, com o domínio da ciência da eletricidade, o ser humano usufrui detodos os seus benefícios. Construídas as primeiras redes de energiaelétrica, tivemos vários benefícios, mas apareceram também váriosproblemas de ordem operacional, sendo o mais grave o choque elétrico.Atualmente os condutores energizados perfazem milhões de quilômetros,portanto, aleatoriamente o defeito (ruptura ou fissura da isolação)aparecerá em algum lugar, produzindo um potencial de risco ao choqueelétrico. Como a população atual da Terra é enorme, sempre haveráalguém perto do defeito, e o acidente será inevitável.Portanto, a compreensão do mecanismo do efeito da corrente elétrica nocorpo humano é fundamental para a efetiva prevenção e combate aosriscos provenientes do choque elétrico. Em termos de riscos fatais, ochoque elétrico, de um modo geral, pode ser analisado sob doisaspectos: Correntes de choques de baixa intensidade, provenientes deacidentes com baixa tensão, sendo o efeito mais grave a consideraras paradas cardíacas e respiratórias; Correntes de choques de alta intensidade, provenientes de acidentescom alta-tensão, sendo o efeito térmico o mais grave, isto é,queimaduras externas e internas no corpo humano.ConcluindoO choque elétrico é a perturbação de natureza e efeitos diversos que semanifestam no organismo humano quando este é percorrido por umacorrente elétrica. Os efeitos do choque elétrico variam e dependem de:Percurso da corrente elétrica pelo corpo humano; intensidade da correnteelétrica; tempo de duração; área de contato; freqüência da correnteelétrica; tensão elétrica; condições da pele do indivíduo; constituiçãofísica do indivíduo; estado de saúde do indivíduo.Riscos Adicionais: São considerados como riscos adicionais aquelesque, além dos elétricos, são específicos de cada ambiente ou processode trabalho que, direta ou indiretamente, possam afetar a segurança e asaúde dos que trabalham com eletricidade. Classificação dos riscosadicionais: altura; ambientes confinados; condições atmosféricas(umidade e descargas atmosféricas)
  6. 6. Riscos ElétricosNorma Regulamentadora 10Andreza Pereira, Carolina Carvalho, Gabriel Coutinho, Iago Mendes,Leonardo Oliveira, Magno Antônio, Suelen Almeida e Vitor IgorTurma: 2012064/SENAI-BM6Tipos de Choques ElétricosO corpo humano, mais precisamente sua resistência orgânica àpassagem da corrente, é uma impedância elétrica composta por umaresistência elétrica, associada a um componente com comportamentolevemente capacitivo. Assim, o choque elétrico pode ser dividido emduas categorias:Choque Estático: É o obtido pela descarga de um capacitor ou devido àdescarga eletrostática, que por sua vez, é o efeito capacitivo presentenos mais diferentes materiais e equipamentos com os quais o homemconvive.Um exemplo típico é o que acontece em veículos que se movem emclimas secos. Com o movimento, o atrito com o ar gera cargas elétricasque se acumulam ao longo daestrutura externa do veículo.Portanto, entre o veículo e o solopassa a existir uma diferença depotencial. Dependendo doacúmulo das cargas, poderáhaver o perigo de produção defaíscas ou de choque elétrico noinstante em que uma pessoadesce ou toca no veículo.Choque Dinâmico: É o que ocorre quando se faz contato com umelemento energizado. Este choque se dá devido ao: Toque acidental na parte viva do condutor; Toque em partes condutoras próximas aos equipamentos einstalações, que ficaram energizadas acidentalmente por defeito,fissura ou rachadura na isolação.Este tipo de choque é o mais perigoso, porque a rede de energia elétricamantém a pessoa energizada, ou seja, a corrente de choque persistecontinuadamente. O corpo humano é um organismo resistente, quesuporta bem o choque elétrico nosprimeiros instantes, mas com amanutenção da corrente passandopelo corpo, os órgãos internos vãosofrendo conseqüências. Isto se dápelo fato de o choque elétricoproduzir diversos efeitos no corpohumano, tais como:
  7. 7. Riscos ElétricosNorma Regulamentadora 10Andreza Pereira, Carolina Carvalho, Gabriel Coutinho, Iago Mendes,Leonardo Oliveira, Magno Antônio, Suelen Almeida e Vitor IgorTurma: 2012064/SENAI-BM7 Elevação da temperatura dos órgãos devido ao aquecimentoproduzido pela corrente de choque; Tetanização (rigidez) dos músculos; Superposição da corrente do choque com as correntesneurotransmissoras que comandam o organismo humano, criandouma pane geral; Comprometimento do coração, quanto ao ritmo de batimento cardíacoe à possibilidade de fibrilação ventricular; Efeito de eletrólise, mudando a qualidade do sangue; Comprometimento da respiração; Prolapso, isto é, deslocamento dos músculos e órgãos internos dasua devida posição; Comprometimento de outros órgãos, como rins, cérebro, vasos,órgãos genitais e reprodutores.Muitos órgãos aparentemente sadios só vão apresentar sintomas devidoaos efeitos da corrente de choque muitos dias ou meses depois,apresentando seqüelas, que muitas vezes não são relacionadas aochoque em virtude do espaço de tempo decorrido desde o acidente.Os choques dinâmicos podem ser causados pela tensão de toque oupela tensão de passo.
  8. 8. Riscos ElétricosNorma Regulamentadora 10Andreza Pereira, Carolina Carvalho, Gabriel Coutinho, Iago Mendes,Leonardo Oliveira, Magno Antônio, Suelen Almeida e Vitor IgorTurma: 2012064/SENAI-BM8Causas dos Choques DinâmicosTensão de Toque: é a tensão elétrica existente entre os membrossuperiores e inferiores do indivíduo, devido a um choque dinâmico.Exemplo de um defeito de ruptura na cadeia de isoladores de uma torrede transmissão (tensão de toque): O cabo condutor ao tocar na partemetálica da torre produz um curto-circuito do tipo monofásico para aterra. A corrente de curto-circuito passará pela torre, entrará na terra epercorrerá o solo até atingir a malha da subestação, retornando pelocabo da linha de transmissãoaté o local do curto. No solo,a corrente de curto-circuitogerará potenciais distintosdesde o "pé" da torre até umadistância remota. Estepotencial é apresentado pelacurva da figura ao lado. Umapessoa tocando na torre nomomento do curto-circuitoficará submetida a umchoque proveniente datensão de toque. Entre apalma da mão e o pé haveráuma diferença de potencial chamada de tensão de toque. Por norma, enos projetos de sistema de aterramento, considera-se a pessoa afastadaa 1 metro do equipamento em que está tocando com a mão. Neste caso,a resistência R1 representa a resistência da terra do "pé" da torre até adistância de 1 metro. O restante do trecho da terra é representado pelaresistência R2. A resistência do corpo humano para corrente alternadade 50 ou 60 Hz, pele suada, para tensão de toque maior que 250 V ficasaturada em 1 000 ohms. Cada pé em contato com o solo terá umaresistência de contato representada por R contato. Assim, a tensão detoque é expressa pela fórmula:V toque = (R corpo humano + R contato ÷ 2) I choqueO aterramento no "pé" da torre só estará adequado se, no instante docurto-circuito monofásico para a terra, a tensão de toque ficar abaixo dolimite de tensão para não causar fibrilação ventricular. A tensão de toqueé perigosa, porque o coração está no trajeto da corrente de choque,aumentando o risco de fibrilação ventricular.Tensão de Passo: é a tensão elétrica entre os dois pés no instante daoperação, ou defeito, tipo curto-circuito monofásico para a terra noequipamento. No caso da torre de transmissão, a pessoa receberá entreos dois pés a tensão de passo. Nos projetos de aterramento considera-
  9. 9. Riscos ElétricosNorma Regulamentadora 10Andreza Pereira, Carolina Carvalho, Gabriel Coutinho, Iago Mendes,Leonardo Oliveira, Magno Antônio, Suelen Almeida e Vitor IgorTurma: 2012064/SENAI-BM9se a distância entre os dois pés de 1 metro. Pela figura apresentada,obtém-se a expressão:V passo = (R corpo humano + 2R contato) I choqueO aterramento só será bom se a tensão de passo for menor do que olimite de tensão de passo para não causar fibrilação ventricular no serhumano. A tensão de passo é menos perigosa do que a tensão de toque.Isso se deve ao fato de o coração não estar no percurso da corrente dechoque. Esta corrente vaide pé em pé, mas mesmoassim é também perigosa.As veias e artérias vão daplanta do pé até o coração.Sendo o sangue condutor,a corrente de choque,devido à tensão de passo,vai do pé até o coração edeste ao outro pé. Por essemotivo, a tensão de passo étambém perigosa e podeprovocar fibrilaçãoventricular.Observe que as tensões geradas no solo pelo curto-circuito criamsuperfícies eqüipotenciais. Se a pessoa estiver com os dois pés namesma superfície de potencial, a tensão de passo será nula, nãohavendo choque elétrico.A tensão de passo poderá assumir uma gama de valores que vai de zeroaté a máxima diferença entre duas superfícies eqüipotenciais separadasde 1 metro.Um agravante é que a corrente de choque devido à tensão de passocontrai os músculos da perna e coxa, fazendo a pessoa cair e, ao tocarno solo com as mãos, a tensão se transforma em tensão de toque nosolo. Nesse caso, o perigo é maior, porque o coração está contido nopercurso da corrente de choque.No gado, a tensão de passo se transforma em tensão entre patas. Essatensão é maior que a tensão de passo do homem, com o agravamentode que no gado a corrente de choque passa pelo coração.
  10. 10. Riscos ElétricosNorma Regulamentadora 10Andreza Pereira, Carolina Carvalho, Gabriel Coutinho, Iago Mendes,Leonardo Oliveira, Magno Antônio, Suelen Almeida e Vitor IgorTurma: 2012064/SENAI-BM10Proteção Contra Choques ElétricosO princípio que fundamenta as medidas de proteção contra choqueselétricos, conforme a NBR 5410/2004, pode ser resumido por:1) Partes vivas de instalações elétricas não devem ser acessíveis;2) Massas ou partes condutivas acessíveis não devem oferecer perigo,seja em condições normais, seja, em particular, em caso de alguma falhaque as torne acidentalmente vivas.No caso 1, o choque elétrico acontece quando se toca inadvertidamentea parte viva do circuito de instalação de energia elétrica. Acontecesomente quando duas ou mais partes do corpo tocam simultaneamenteduas fases ou uma fase e a massa aterrada do equipamento elétrico.Nesse caso, a corrente elétrica do choque é atenuada pela: Resistência elétrica do corpo humano; Resistência do calçado; Resistência do contato do calçado com o solo; Resistência da terra no local dos pés no solo; Resistência do aterramento da instalação elétrica no ponto dealimentação de energia.Neste caso devem-se prover medidas de proteção básicas que visemimpedir o contato com partes vivas perigosas em condições normais,como por exemplo: Isolação básica ou separação básica; Uso de barreira ou invólucro; Limitação de tensão.No caso 2, o choque ocorre quando regiões neutras ficam com diferençade potencial devido a um curto-circuito na instalação ou nosequipamentos. Deve-se notar que nesse tipo de choque a pessoa estátocando ou pisando regiões ou elementos não energizados da instalação.Porém, no momento do curto-circuito, ou mais precisamente duranteeste, estas áreas neutras ficam com diferença de potencial, advindo daí ochoque elétrico. Neste caso devem-se prover medidas de proteçãosupletivas que visem suprir a proteção contra choques em caso de falhada proteção básica, como por exemplo: Eqüipotencialização eseccionamento automático da alimentação; isolação suplementar;separação elétrica.Os principais fatores que determinam a gravidade do choque elétricosão: percurso da corrente elétrica; características da corrente elétrica; eresistência elétrica do corpo humano.
  11. 11. Riscos ElétricosNorma Regulamentadora 10Andreza Pereira, Carolina Carvalho, Gabriel Coutinho, Iago Mendes,Leonardo Oliveira, Magno Antônio, Suelen Almeida e Vitor IgorTurma: 2012064/SENAI-BM11Percurso da Corrente ElétricaOutro fator que influencia nas conseqüências do acidente por choqueelétrico é o trajeto que a corrente faz pelo corpo do acidentado. Isso é umdado importante, se considerarmos que é mais fácil prestar socorro auma pessoa que apresente asfixia do que a uma pessoa com fibrilaçãoventricular, já que neste caso é exigido um processo de reanimação pormassagem cardíaca que nem toda pessoa que está prestando socorrosabe realizar.A tabela a seguir apresenta os prováveis locais por onde poderá se dar ocontato elétrico, o trajeto da corrente elétrica e a porcentagem decorrente que passa pelo coração.
  12. 12. Riscos ElétricosNorma Regulamentadora 10Andreza Pereira, Carolina Carvalho, Gabriel Coutinho, Iago Mendes,Leonardo Oliveira, Magno Antônio, Suelen Almeida e Vitor IgorTurma: 2012064/SENAI-BM12Características da Corrente ElétricaOutros fatores a determinar a gravidade do choque elétrico são ascaracterísticas da corrente:Corrente Contínua (CC) – A fibrilação ventricular só ocorrerá se acorrente contínua for aplicada durante um instante curto específico evulnerável do ciclo cardíaco.Corrente Alternada (CA) – Entre 20 e 100 Hz, são as que oferecemmaior risco. Especificamente as de 60 Hz, normalmente usadas nossistemas de fornecimento de energia elétrica, são as mais perigosas,uma vez que se situam próximo à freqüência na qual a possibilidade deocorrência da fibrilação ventricular é maior. Para correntes alternadas defreqüências elevadas, acima de 2000 Hz, as possibilidades de ocorrênciade choque elétrico são pequenas, contudo, ocorrerão queimaduras,devido às correntes tenderem a circular pela parte externa do corpo, aoinvés da interna.Ocorrem também diferenças nos valores de intensidade de corrente parauma determinada sensação de choque elétrico, se a vítima for do sexofeminino ou masculino.
  13. 13. Riscos ElétricosNorma Regulamentadora 10Andreza Pereira, Carolina Carvalho, Gabriel Coutinho, Iago Mendes,Leonardo Oliveira, Magno Antônio, Suelen Almeida e Vitor IgorTurma: 2012064/SENAI-BM13Tempo de Contato e Intensidade da CorrenteA relação entre tempo de contato e intensidade de corrente é umagravante nos acidentes por choque elétrico. Como podemos observarno gráfico, a norma NBR 6533, da ABNT, define cinco zonas de efeitospara correntes alternadas de 15 a 100 Hz, admitindo a circulação entreas extremidades do corpo em pessoas com 50 kg de peso.
  14. 14. Riscos ElétricosNorma Regulamentadora 10Andreza Pereira, Carolina Carvalho, Gabriel Coutinho, Iago Mendes,Leonardo Oliveira, Magno Antônio, Suelen Almeida e Vitor IgorTurma: 2012064/SENAI-BM14Resistência Elétrica do Corpo HumanoA intensidade da corrente que circulará pelo corpo da vítima dependerá,em muito, da resistência elétrica que esta oferece à passagem dacorrente, e também de qualquer outra resistência adicional entre a vítimae a terra. A resistência que o corpo humano oferece à passagem dacorrente é quase que exclusivamente devida à camada externa da pele,a qual é constituída de células mortas.Esta resistência está situada entre 100000 ohms e 600000 ohms, quandoa pele encontra-se seca e não apresenta cortes e a variaçãoapresentada é em função da espessura. Quando esta, no entanto,encontra-se úmida, condição mais facilmente encontrada na prática, aresistência elétrica do corpo pode ser muito baixa, atingindo 500 ohms.Esta baixa é originada pelo fato de que a corrente pode então passarpela camada interna da pele, que apresenta menor resistência elétrica.Ao estar com cortes, a pele também pode oferecer uma baixaresistência. A resistência oferecida pela parte interna do corpo,constituída pelo sangue, músculos e demais tecidos, comparativamenteà da pele é bem baixa, medindo normalmente 300 ohms, em média, eapresentando um valor máximo de 500 ohms.Exemplificando: Num toque acidental de um dedo com um pontoenergizado de um circuito elétrico teremos, quando a pele estiver seca,uma resistência de 400000 ohms; quando úmida, uma resistência deapenas 15000 ohms. Usando a lei de Ohm e considerando que o contatofoi feito em um ponto do circuito elétrico que representa uma diferença depotencial de 120 volts, teremos:Quando seca: I = 120 V ÷ 400 000 Ω = 0,3 mAQuando molhada: I = 120 V ÷ 15 000 Ω = 8 mAVariação da Resistência Elétrica do Corpo HumanoCorpo Seco: 100000 até 600000 ohmsCorpo Molhado: Varia 15000 ohmsPele Rompida: 300 até 500 ohmsNota: Corrente de largar é o valor máximo de corrente que uma pessoapode suportar quando estiver segurando um objeto energizado e aindaser capaz de largá-lo pela ação de músculos diretamente estimuladospor esta corrente.
  15. 15. Riscos ElétricosNorma Regulamentadora 10Andreza Pereira, Carolina Carvalho, Gabriel Coutinho, Iago Mendes,Leonardo Oliveira, Magno Antônio, Suelen Almeida e Vitor IgorTurma: 2012064/SENAI-BM15Espraiamento de Corrente do Choque ElétricoDevido à diferença da resistência elétrica e de seções transversais dasvárias regiões do corpo humano, a corrente que provoca o choqueelétrico sofre, dentro de um indivíduo, uma distribuição diferenciada, umespraiamento como mostra a figura.Portanto, o efeito da corrente dochoque se dá de maneiradiferenciada no corpo humano.Desse modo os efeitos térmicos sãomais intensos nas regiões de altaintensidade de corrente, podendoproduzir queimaduras de alto risco.Já na área de baixa densidade decorrente o calor produzido épequeno. Em virtude da área daregião do tórax ser maior, adensidade de corrente é pequena,diminuindo os efeitos térmicos decontração e fibrilação no coração.Isso é positivo do ponto de vista dasegurança humana. O espraiamentopode ser na forma de macrochoqueou microchoque.O macrochoque é definido quando a corrente do choque entra no corpohumano pelo lado externo. A corrente entra pela pele, invade o corpo esai novamente pela pele. Ou seja, o corpo humano está em toda a suaresistência no trajeto da resistência elétrica da pele humana. O valor dacorrente elétrica não depende somente do nível da diferença de potencialdo choque. Para uma mesma tensão, a corrente vai depender do estadoda pele. O macrochoque é o choque comum, sentido pelas pessoas.Qualquer pessoa ao encostar-se a um local energizado, ou numequipamento elétrico com defeito na sua isolação, ficará à mercê domacrochoque.Microchoque é o choque elétrico que ocorre no interior do corpo humano.É o tipo de choque que ocorre por defeito em equipamento médico-hospitalar. Qualquer equipamento invasivo, usado para analisar,diagnosticar ou monitorar qualquer órgão humano, poderá produzirmicrochoque. Este choque poderá ocorrer entre um condutor interno e apele, ou entre dois condutores internos no corpo. A resistência elétricanestas condições é muito baixa, aumentando muito o perigo do choque.O microchoque ocorre principalmente por defeitos em equipamentosmédico-hospitalares.
  16. 16. Riscos ElétricosNorma Regulamentadora 10Andreza Pereira, Carolina Carvalho, Gabriel Coutinho, Iago Mendes,Leonardo Oliveira, Magno Antônio, Suelen Almeida e Vitor IgorTurma: 2012064/SENAI-BM16Sintomas do Choque no IndivíduoManifestam-se por: Parada respiratória – inibição dos centros nervosos, inclusive dos quecomandam a respiração. Parada cardíaca – alteração no ritmo cardíaco, podendo produzirfibrilação e uma conseqüente parada. Necrose – resultado de queimaduras profundas produzidas no tecido. Alteração no sangue – provocada por efeitos térmicos e eletrolíticosda corrente elétrica. Perturbação do sistema nervoso. Seqüelas em vários órgãos do corpo humano.Se o choque elétrico for devido ao contato direto com a tensão da rede,todas as manifestações podem ocorrer.Para os choques elétricos devido à tensão de toque e à de passoimpostas pelo sistema de aterramento durante o defeito na rede elétrica,a manifestação mais importante a ser considerada é a fibrilaçãoventricular do coração.Parada cardíaca é a falta total de funcionamento do coração. Quando eleestá efetivamente parado, o sangue não é mais bombeado, a pressão caia zero e a pessoa perde os sentidos. Nesse estado, as fibras muscularesestão inativas, interrompendo o batimento cardíaco.Fibrilação ventricular no coração humano é um fenômeno diferente daparada cardíaca, mas com conseqüências idênticas. Na fibrilaçãoventricular as fibras musculares do coração ficam tremulandodesordenadamente, havendo, em conseqüência, uma total ineficiência nobombeamento do sangue.
  17. 17. Riscos ElétricosNorma Regulamentadora 10Andreza Pereira, Carolina Carvalho, Gabriel Coutinho, Iago Mendes,Leonardo Oliveira, Magno Antônio, Suelen Almeida e Vitor IgorTurma: 2012064/SENAI-BM17Equipamento de Proteção ColetivaAs medidas de proteção coletiva compreendem prioritariamente adesenergização elétrica, e na sua impossibilidade, o emprego de tensãode segurança, conforme estabelece a NR-10.Essas medidas visam à proteção não só de trabalhadores envolvidoscom a atividade principal que será executada e que gerou o risco, comotambém à proteção de outros funcionários que possam executaratividades paralelas nas redondezas ou até de passantes, cujo percursopode levá-los à exposição ao risco existente. A seguir serão descritosalguns equipamentos e sistemas de proteção coletiva usados nasinstalações elétricas:Conjunto de Aterramento: equipamento destinado àexecução de aterramento temporário, visando àeqüipotencialização e proteção pessoal contraenergização indevida do circuito em intervenção.Tapetes de Borracha Isolantes: acessório utilizadoprincipalmente em subestações, sendo aplicado naexecução da isolação contra contatosindiretos, minimizando assim asconseqüências por uma falha de isolaçãonos equipamentos.Cones e Bandeiras de Sinalização:materiais destinados a fazer a isolação deuma área onde estejam sendo executadasintervenções. Exemplos de EPCs: fita desinalização, cone em PVC parasinalização, correntes para sinalização emABS.Placas de Sinalização: são utilizadas parasinalizar perigo (perigo de vida, etc.) esituação dos equipamentos (equipamentosenergizados, não manobre este equipamento sobre carga, etc.), visandoassim à proteção de pessoas que estiverem trabalhando no circuito e depessoas que venham a manobrar os sistemas elétricos.Protetores Isolantes de Borracha ou PVC para Redes Elétricas:anteparos destinados à proteção contra contatos acidentais em redesaéreas são utilizados na execução de trabalhos próximos a ou em redesenergizadas.
  18. 18. Riscos ElétricosNorma Regulamentadora 10Andreza Pereira, Carolina Carvalho, Gabriel Coutinho, Iago Mendes,Leonardo Oliveira, Magno Antônio, Suelen Almeida e Vitor IgorTurma: 2012064/SENAI-BM18AterramentoDentro de todos os aparelhos elétricos existem elétrons que querem fugirdo interior dos condutores. Como o corpo humano é capaz de conduzireletricidade, se uma pessoa encostar-se a esses equipamentos, elaestará sujeita a levar um choque, que nada mais é do que a sensaçãodesagradável provocada pela passagem dos elétrons pelo corpo. Épreciso lembrar que correntes elétricas de apenas 0,05 ampères jápodem provocar graves danos ao organismo! Sendo assim, comopodemos fazer para evitar os choques elétricos? O conceito básico daproteção contra choques é o de que os elétrons devem ser desviados dapessoa. Como um fio de cobre é um milhão de vezes melhor condutor doque o corpo humano, se oferecermos aos elétrons dois caminhos paraeles circularem (sendo um o corpo e o outro um fio), a maioria delescirculará pelo fio, minimizando os efeitos do choque na pessoa. Esse fiopelo qual irão circular os elétrons que escapam dos aparelhos échamado de fio terra.
  19. 19. Riscos ElétricosNorma Regulamentadora 10Andreza Pereira, Carolina Carvalho, Gabriel Coutinho, Iago Mendes,Leonardo Oliveira, Magno Antônio, Suelen Almeida e Vitor IgorTurma: 2012064/SENAI-BM19Equipamentos de Proteção IndividualNos trabalhos em instalações elétricas, quando as medidas de proteçãocoletiva forem tecnicamente inviáveis ou insuficientes para controlar osriscos, devem ser adotados equipamentos de proteção individual (EPIs)específicos e adequados às atividades desenvolvidas, em atendimentoao disposto na NR 6, a norma regulamentadora do Ministério do Trabalhoe Emprego relativa a esses equipamentos.As vestimentas de trabalho devem ser adequadas às atividades,considerando-se, também, a condutibilidade, a inflamabilidade e asinfluências eletromagnéticas. É vedado o uso de adornos pessoais nostrabalhos com instalações elétricas ou em suas proximidades,principalmente se forem metálicos ou que facilitem a condução deenergia. Todo EPI deve possuir um Certificado de Aprovação (CA)emitido pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O EPI deve ser usadoquando: não for possível eliminar o risco por outros meios e quando fornecessário complementar com a proteção coletiva. A seguir serãodescritos alguns equipamentos de proteção individual usados nasinstalações elétricas:Óculos de Segurança: equipamento destinado àproteção contra elementos que venham a prejudicara visão, como, por exemplo, descargas elétricas.Capacetes de Segurança: equipamento destinadoà proteção contra quedas de objetos e contatosacidentais com as partes energizadas dainstalação. O capacete para uso em serviços comeletricidade deve ser da classe B (submetido atestes de rigidez dielétrica a 20 kV).Luvas Isolantes: apresentam identificação nopunho, próximo da borda, marcada de formaindelével, que contém informações importantes,como a tensão de uso, por exemplo, nas corescorrespondentes a cada uma das seis classesexistentes.Botinas de Biqueira de PVC: equipamentoutilizado para minimizar as conseqüências decontatos com partes energizadas, as botinas sãoselecionadas conforme o nível de tensão deisolação e aplicabilidade (trabalhos em linhasenergizadas ou não).
  20. 20. Riscos ElétricosNorma Regulamentadora 10Andreza Pereira, Carolina Carvalho, Gabriel Coutinho, Iago Mendes,Leonardo Oliveira, Magno Antônio, Suelen Almeida e Vitor IgorTurma: 2012064/SENAI-BM20Cinturão de Segurança: equipamentodestinado à proteção contra queda depessoas, sendo obrigatória suautilização em trabalhos acima de 2metros de altura.Protetores Auriculares: equipamentodestinado a minimizar as conse-qüências de ruídos prejudiciais àaudição. Para trabalhos com eletri-cidade, devem ser utilizados protetoresapropriados, sem elementos metálicos.Máscaras/Respiradores: equipamen-to destinado à utilização em áreasconfinadas e sujeitas a emissão de gases e poeiras.
  21. 21. Riscos ElétricosNorma Regulamentadora 10Andreza Pereira, Carolina Carvalho, Gabriel Coutinho, Iago Mendes,Leonardo Oliveira, Magno Antônio, Suelen Almeida e Vitor IgorTurma: 2012064/SENAI-BM21Normas Técnicas BrasileirasNormas ABNTNo Brasil, as normas técnicas oficiais são aquelas desenvolvidas pelaAssociação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e registradas noInstituto Nacional de Metrologia e Qualidade Industrial (INMETRO).Essas normas são o resultado de uma ampla discussão de profissionaise instituições, organizados em grupos de estudos, comissões e comitês.A sigla NBR que antecede o número de muitas normas significa NormaBrasileira Registrada.A ABNT é a representante brasileira no sistema internacional denormalização, composto de entidades nacionais, regionais einternacionais. Para atividades com eletricidade, há diversas normas,abrangendo quase todos os tipos de instalações e produtos.a) NBR 5410 – Instalações Elétricas de Baixa TensãoA NBR 5410 é uma referência obrigatória quando se fala em segurançacom eletricidade. Ela apresenta todos os cálculos de dimensionamentode condutores e dispositivos de proteção. Nela estão as diferentesformas de instalação e as influências externas a serem consideradas emum projeto. Os aspectos de segurança são apresentados de formadetalhada, incluindo o aterramento, a proteção por dispositivos decorrente de fuga, de sobretensões e sobrecorrentes. Os procedimentospara aceitação da instalação nova e para sua manutenção também sãoapresentados na norma, incluindo etapas de inspeção visual e deensaios específicos.b) NBR 14039 – Instalações Elétricas de Média Tensão, de 1,0 kV a36,2 kVA NBR 14039 abrange as instalações de consumidores, incluindo suassubestações, dentro da faixa de tensão especificada. Ela não inclui asredes de distribuição das empresas concessionárias de energia elétrica.Além de todas as prescrições técnicas para dimensionamento doscomponentes dessas instalações, a norma estabelece critériosespecíficos de segurança para as subestações consumidoras, incluindoacesso, parâmetros físicos e de infra-estrutura. Procedimentos detrabalho também são objeto de atenção da referida norma que, aexemplo da NBR 5410, também especifica as características deaceitação e manutenção dessas instalações. Existem muitas outrasnormas técnicas direcionadas às instalações elétricas, cabendo aosprofissionais conhecerem as prescrições que elas estabelecem, deacordo com o tipo de instalação em que estão trabalhando. As normas aseguir relacionadas são boas referências para consultas e seus títulos
  22. 22. Riscos ElétricosNorma Regulamentadora 10Andreza Pereira, Carolina Carvalho, Gabriel Coutinho, Iago Mendes,Leonardo Oliveira, Magno Antônio, Suelen Almeida e Vitor IgorTurma: 2012064/SENAI-BM22são auto-explicativos a respeito do seu escopo. Muitas delas sãocomplementos das prescrições gerais estabelecidas nas normas técnicasde baixa e média tensão anteriormente citadas. NBR 5418 – Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas NBR 5419 – Proteção de Estruturas contra Descargas Atmosféricas NBR 6151 – Classificação dos Equipamentos Elétricos e Eletrônicosquanto à proteção contra os choques elétricos NBR 6533 – Estabelecimento de Segurança aos efeitos da correnteelétrica percorrendo o corpo humano NBR 13534 – Instalações Elétricas em Ambientes Assistenciais deSaúde – requisitos para a segurança NBR 13570 – Instalações Elétricas em locais de afluência de público –requisitos específicosRegulamentações do MTEOs instrumentos jurídicos de proteção ao trabalhador têm sua origem naConstituição Federal que, ao relacionar os direitos dos trabalhadores,incluiu entre eles a proteção de sua saúde e segurança por meio denormas específicas. Coube ao Ministério do Trabalho estabelecer essasregulamentações (Normas Regulamentadoras – NR) por intermédio daPortaria nº 3.214/78. A partir de então, uma série de outras portariasforam editadas pelo Ministério do Trabalho com o propósito de modificarou acrescentar normas regulamentadoras de proteção ao trabalhador,conhecidas pelas suas iniciais: NR. Sobre a segurança em instalações eserviços em eletricidade, a referência é a NR-10, que estabelece ascondições mínimas exigíveis para garantir a segurança dos empregadosque trabalham em instalações elétricas, em suas diversas etapas,incluindo elaboração de projetos, execução, operação, manutenção,reforma e ampliação, em quaisquer das fases de geração, transmissão,distribuição e consumo de energia elétrica. A NR-10 exige também quesejam observadas as normas técnicas oficiais vigentes e, na falta destas,as normas técnicas internacionais. A fundamentação legal, que dá oembasamento jurídico à existência desta NR, está nos artigos 179 a 181da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT.Habilitação, qualificação, capacitação e autorização dosprofissionaisEntre as prescrições da NR-10 estão os critérios que devem atender osprofissionais que atuem em instalações elétricas, que considera:Profissional qualificado aquele que comprovar conclusão de cursoespecífico na área elétrica reconhecido pelo Sistema Oficial de Ensinoprofissional legalmente habilitado aquele previamente qualificado e comregistro no competente conselho de classe.
  23. 23. Riscos ElétricosNorma Regulamentadora 10Andreza Pereira, Carolina Carvalho, Gabriel Coutinho, Iago Mendes,Leonardo Oliveira, Magno Antônio, Suelen Almeida e Vitor IgorTurma: 2012064/SENAI-BM23É considerado trabalhador capacitado aquele que atenda às seguintescondições simultaneamente:a) seja treinado por profissional habilitado e autorizado;b) trabalhe sob a responsabilidade de um profissional habilitado eautorizado.São considerados autorizados os trabalhadores habilitados oucapacitados com anuência formal da empresa. Todo profissionalautorizado deve portar identificação visível e permanente contendo aslimitações e a abrangência de sua autorização.Os profissionais autorizados a trabalhar em instalações elétricas devemter essa condição consignada no sistema de registro de empregado daempresa. Os profissionais e pessoas autorizadas a trabalhar eminstalações elétricas devem apresentar estado de saúde compatível comas atividades a serem desenvolvidas. Os profissionais e pessoasautorizadas a trabalhar em instalações elétricas devem possuirtreinamento específico sobre os riscos decorrentes do emprego daenergia elétrica e as principais medidas de prevenção de acidentes eminstalações elétricas. Deve ser realizado um treinamento de reciclagembienal e sempre que ocorrer alguma das situações a seguir:a) Troca de função ou mudança de empresa;b) Retorno de afastamento ao trabalho ou inatividade, por períodosuperior a três meses;c) Modificações significativas nas instalações elétricas ou troca demétodos e/ou processos de trabalhos.O trabalho em áreas classificadas deve ser precedido de treinamentoespecífico de acordo com o risco envolvido. Os trabalhadores comatividades em proximidades de instalações elétricas devem serinformados e possuir conhecimentos que permitam identificá-las, avaliarseus possíveis riscos e adotar as precauções cabíveis.
  24. 24. Riscos ElétricosNorma Regulamentadora 10Andreza Pereira, Carolina Carvalho, Gabriel Coutinho, Iago Mendes,Leonardo Oliveira, Magno Antônio, Suelen Almeida e Vitor IgorTurma: 2012064/SENAI-BM24CuriosidadesDurante o Terceiro Encontro Nacional de Segurança e Saúde no SetorElétrico - ENASSE, realizado recentemente no Rio de Janeiro, foidivulgado que cerca de 2% das 3.091 mortes por causas laborais noBrasil em 2.000, tiveram origem nas companhias energéticas. Quedas eenergização acidental das redes foram citadas como os maiores riscosnas concessionárias de energia: um erro pode custar choque de 3.0 a 6.0volts, ou uma eletrocussão em um transformador.As estatísticas do Corpo de Bombeiros apontam: as instalações elétricasinadequadas aparecem como uma das principais causas de incêndio nopaís, independentemente da região. Por isso nunca será demais afirmarque a estrutura dos sistemas elétricos merece ser cuidadosamenteobservada e compreendida, a fim de minimizar riscos e economizarenergia.ConclusãoO desconhecimento de onde está à eletricidade e excesso deautoconfiança que pode levar a morte. O contato com partes energizadasfazem com que a corrente percorra o corpo humano, causandoqueimaduras tanto externas quanto internas, além de lesões físicas etraumas psicológicos.Nossa vida diária é sempre arriscada, mas, se observarmos as NormasTécnicas e de Segurança, execução e operação de equipamentos einstalações e principalmente, tivermos o devido respeito pela eletricidade,seu uso e aplicação será seguro e tranquilo.Referências Norma regulamentadora 10 – Segurança em Instalações e Serviçosem Eletricidade; Norma Brasileira Registrada 5410 – Instalações Elétricas de BaixaTensão; Norma Brasileira Registrada 14039 – Instalações Elétricas de MédiaTensão, de 1,0 kv a 36,2 kv.

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