Gilbert Cardoso Bouyer Embodiment

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Pequena sintese da contribuicao do Embodiment na Ergonomia

http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3136/tde-26092008-095830/pt-br.php

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  • Escrito por GILBERT CARDOSO BOUYER

    Trabalho Apresentado em 2008, na Jornada de Ergonomia da Escola Politecnica da USP

    Para evitar distorcoes de interpretacao / compreensao vejamos:

    Cabe ressaltar que o termo que une a Fenomenologia Hermeneutica de Heidegger ao Pragmatismo e o seguinte:

    EXPERIENCIA (em seu sentido dado pela FENOMENOLOGIA e pelo PRAGMATISMO) – nao no sentido do senso comum.

    Vejamos:
    Experiencia (termo da Fenomenologia Hermeneutica de Heidegger) – no sentido de experiencia vivenciada, bem como:
    Experiencia (termo tipico do PRAGMATISMO – experimentar o mundo)

    Meu metodo: toda minha inspiracao veio de HEIDEGGER, adotando a sua FENOMENOLOGIA HERMENEUTICA e, no caso da tese, numa circunvisao (visao de conjunto ou TRANSPARENCY) para o ambito mais circunscrito da fenomenologia de Merleau-Ponty.

    F Varela tomou de Heidegger o termo circunvisao UMSICHT e o transformou em Transparency, que eu usei em varios artigos sobre ergonomia e seguranca do trabalho.

    Minha opcao de escolha, na These, foi o PRIMEIRO Merleau-Ponty, o da Fenomenologia da Percepcao, conforme distincao feita na BRILHANTE tese de M. SACRINI Ferraz, da USP. Ou seja, eu FICO com o primeiro Merleau-Ponty, e nao o das obras finais.

    Estou mais próximo da Professora Chaui. Ela entende meu ponto de vista.

    Uma compreensao mais detalhada desta sintese requer aprofundar em GADAMER (Editora Vozes) e RICOEUR ( Editora Imago), que melhor descrevem meu metodo da FENOMENOLOGIA HERMENEUTICA.

    Muita paz a todos,
    Atenciosamente,
    Prof. Gilbert Cardoso Bouyer
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Gilbert Cardoso Bouyer Embodiment

  1. 1. Universidade de São Paulo Escola Politécnica da USP Departamento de Engenharia de ProduçãoEMBODIMENT: COGNIÇÃO INCORPORADA ECOMUNICAÇÃO NA ATIVIDADE DE TRABALHO:Contribuições da noção de mente incorporada na Ergonomia Um debate entre construtivismo (Dewey; Schön) X Objetivismo (cogitivismo, realismo representativo) Prof. Dr. Gilbert Cardoso Bouyer UFOP
  2. 2. Objetivismo: pautado na racionalidade técnica, solução deproblemas e comunicação consistem em aplicações de planos e fórmulas predefinidas XConstrutivismo: base do EMBODIMENT - solução de problemas e comunicação se constroem na ação): Epistemologia construtivista (incorporada) da prática – (Dewey e Schön): pragmatismo norte-americano
  3. 3. CONTRIBUIÇÃO AO PROJETO DA TAREFA Mudar a forma de gestão da empresa e de Organização do TrabalhoPROJETO TRADICIONAL DA TAREFA PROJETO PROPOSTO TAREFA “Eu transmito informação, “Eu crio espaço, você atua você processa e faz” e reflete-na-ação; dialoga com a situação e contribui na construção da solução” -Objetivismo -Construtivismo -Realismo representativo X -Pragmatismo (DEWEY) - Cognitivismo - Embodied-enactive approach -Representação, -Cognição situada, mente transmissão de informação, incorporada, reflexão-na- racionalidade técnica ação
  4. 4. INTRODUÇÃO À PROBLEMÁTICA FUNDAMENTALA noção de mundo comum no trabalho: “construção da objetividade; Socialmente partilhado; interface entre percepção e cognição” (PASTRÉ) Linguagem e Intercompreensão Atuação na Percepção Atividade de Interação intersubjetiva e Trabalho comunicacional SUJEITO CAPAZ Umwelt (Uexküll, 1992; M-Ponty, 2005) M.C.: articula AÇÃO – PERCEPÇÃO – CONCEITUALIZAÇÃO (Pastré) M.C “Le monde commun; sujet avec son vécu, son histoire...”
  5. 5. PROBLEMÁTICA FUNDAMENTAL LACUNA ONTOLÓGICA Linguagem Linguagem Operacional Projeto-ConcSUJEITO CAPAZ PCx PCy SUJEITO CAPAZ Umwelt-x Do Dc Umwelt-y•P. exemplo: “mundo dos instrutores” x “mundo dos condutores” (Pastré,2005, pág. 106); [caso da usina nuclear] •Problemas de intercompreensão •Noções de falha, erro ... Fator humano (DEJOURS, 1997) •Problemas de consenso, compreensão, legitimidade na linguagem
  6. 6. Do: domínio de distinções OPERACIONAL Do X Dc: domínio de distinções de CONCEPÇÃO DcAs dificuldades de entendimento mútuo ocorrem quando o“mundo da vida” – “Le monde commun” Do – Domínio deatuação dos operadores (dotado de códigos de linguagempróprios não formalizados e não legitimadosepistemologicamente) SE DEPARA COM: XO mundo racionalizado: Dc (instrumentalizado,formalizado e explicitamente normativo) ou domínio deatuação da atividade projetiva e do trabalho prescrito –conceptores e/ou projetistas que acabam por projetar otrabalho e as tarefas. Estruturas modernas de consciêncianormativa profunda (HABERMAS)
  7. 7. A LACUNA NA LINGUAGEM “A pergunta seria se dois profissionais poderiam sair desses pontos de partida divergentes e atingir uma compreensão convergente” (Schön, 2000). “A vantagem do ponto de vista construtivista é que ele é adequado à nossa experiência de desentendimento mútuo... quanto mais trabalhamos na tentativa de entender uns aosoutros, mais profundamente experimentamos as diferenças entre nossas maneiras de ver as coisas” (Schön, 2000)ENTENDIMENTO MÚTUO: Um entrar no universo do outro através da reflexão-na-ação e assim passar do desentendimento ao entendimento mútuo (Schön, 2000)
  8. 8. SOLUÇÃO DA LACUNA ONTOLÓGICA Reflexão na Ação ou Diálogo com a Situação (SCHÖN, 2000) Diálogo com a situação Reflexão na ação (SCHÖN, 2000) Do DcReflexão-na-ação: 1 + 2 + 3 em consonância entre operador e conceptor1 – Ação exploratória: para ver o que dela deriva2 – Experimentos para teste de ações: produção de mudança desejada3 – Teste de hipóteses: diferenciação de hipóteses conflitantes
  9. 9. •A ação incorporada é condição necessária para o estabelecimento do entendimento mútuo na linguagem – percepção comum •A HISTÓRIA DE INCORPORAÇÃO e a ação incorporadasão condições suficientes para explicar a maior eficiência no controle de processo contínuo de produção • O “Agir comunicativo” de Habermas não consegue comunicativo explicar as situações de intercompreensão e nem as situações de fratura (Winograd & Flores): Tese: Inversão do eixo habermasiano:[comunicação-ação] x [ação incorporada-comunicação] incorporada
  10. 10. carne (corpo)-abstração: o paradigma doembodiment: incorporação; mente incorporada• O manuseio dos códigos de linguagem na dimensãosemântica da ação no trabalho, bem como as chamadasatividades cognitivas superiores, são sustentadas poração incorporada no contexto das situações de trabalho EMBODIED-SCHEMATA – IMAGE-SCHEMATA Sujeito capaz (Rabardel & Pastré, 2005)– É “Instrumentalizado” pela história de incorporação geradorados esquemas incorporados de ação (embodied-schemata)
  11. 11. Ação, Linguagem e Trabalho• A AÇÃO INCORPORADA gera ontologicamente os instrumentos incorporados que criam um “mundo comum”, uma linguagem operatória própria e as condições para o entendimento mútuo entre os agentes situados num mesmo domínio de atuação (Do≅ Do; Dc≅ Dc). Dc PERCEPÇÃO COMUM;AÇÃO PERCEPTIVAMENTE ORIENTADA (Merleau-Ponty) INTERCOMPREENSÃO (Do≅ Do; Dc≅ Dc). Dc
  12. 12. Linguagem – Intercompreensão Umwelt – mundo comum – campo de atuaçãoAquisição de esquemas, instrumentos Sujeito CapazAtuação – Mente incorporada – Embodiment: cognição é ação
  13. 13. QUEDA DA NOÇÃO DE REPRESENTAÇÃO MENTAL O mundo de percepções não é o mesmo paraoperadores dotados de esquemas distintos – Não háestímulos universais – O estímulo é reformulado pelaestrutura interna do agente, conforme as noções de agente forma e organização de Merleau-Ponty Nunca uma “representação” é igual a outra – Não há inputs nem outputs porque o operador não é um processador de informações. informaçõesHá, de fato, mundos distintos de atuação-incorporação: embodiment “Há, na cognição, uma representação que é sem representação” (PESCHL, 2000).
  14. 14. “É como se o corpo do operador, seus músculos,seus nervos e estruturas aferentes e sensoriais se estendessem por toda a planta, por meio derecursos diferenciados de comunicação extra-salade controle, os quais, de fato, tornam o operador como um “corpo estendido e situado” sobre a situado refinaria, sobre a fábrica de cimento, sobre a usina: corpo que reconstrói e reorganiza os sinais do processo a todo momento, e os “reformula” numa função de re-enquadramento segundo sua estrutura e sua organização interna (corpo fenomenal) formada por esquemas incorporados para a ação e “image-schemata” adquiridos image-schemata em sua história de AÇÃO INCORPORADA na área, história carnal na planta” (BOUYER, 2008).
  15. 15. AGRADECIMENTO: AO PROFESSOR DR. LAERTE IDAL SZNELWAR:• confiança no meu trabalho• apoio incondicional nos momentos de crise existencial• coerência, presteza e disponibilidade nas diversasfases de orientação• pela solidariedade e amizade

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