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Mioma
49ª Edição, Setembro de 2011
INDICE

    Pág. 3 — Mensagem do Papa Bento XVI aos Jovens;

    Pág. 4, 5, 6 — XXIII Domingo do Tempo Comum;

    Pág. 6, 7, 8 — XXIV Domingo do Tempo Comum;

    Pág. 9, 10, 11 — XXV Domingo do Tempo Comum;

    Pág. 11,12, 13— XXVI Domingo do Tempo Comum;

    Pág. 14, 15, 16,17 — Jornadas Mundiais da Juventude;

    Pág. 18— Grupo E.D.C.F.Mioma; A Voz do Conselho Económico;

    Pág. 19 — Sé Catedral de Viseu; Santos de Setembro;

     Agradecemos a todos quantos queiram participar com documentos e/
    ou testemunhos, que os façam chegar ao J.E.S (Grupo de Jovens Do
    Espírito Santo de Mioma), da seguinte forma e, prazos, para a edição
    do mes seguinte:

                   Em mão ou por correio, até dia 15;
              Para, jesmioma@hotmail.com, até ao dia20.


                           Visite-nos em:
                   http://jesmioma.blogspot.com/




2
Mensagem do Papa Bento XVI aos Jovens

Queridos jovens amigos!

                             Agradeço as carinhosas palavras que me dirigiram os jovens
                             representantes dos cinco continentes. Com afecto, saúdo a
                             todos vós que estais aqui congregados - jovens da Oceania,
                             África, América, Ásia e Europa – e também a quantos não
                             puderam vir. Sempre vos tenho muito presente e rezo por
                             vós. Deus concedeu-me a graça de vos poder ver e vos ouvir
                             mais de perto, e de nos colocarmos juntos à escuta da sua
                             Palavra.
                             Na leitura que há pouco foi proclamada, ouvimos uma passa-
gem do Evangelho onde se fala de acolher as palavras de Jesus e de as pôr em prática.
Há palavras que servem apenas para entreter, e passam como o vento; outras instruem,
sob alguns aspectos, a mente; as palavras de Jesus, ao invés, têm de chegar ao coração,
radicar-se nele e modelar a vida inteira. Sem isso, ficam estéreis e tornam-se efémeras;
não nos aproximam d’Ele. E, deste modo, Cristo continua distante, como uma voz entre
muitas outras que nos rodeiam e às quais estamos habituados. Além disso, o Mestre que
fala não ensina algo que aprendeu de outros, mas o que Ele mesmo é, o único que
conhece verdadeiramente o caminho do homem para Deus, pois foi Ele que o abriu para
nós, que o criou para podermos alcançar a vida autêntica, a vida que sempre vale a pena
viver em todas as circunstâncias e que nem mesmo a morte pode destruir. O Evangelho
continua explicando estas coisas com a sugestiva imagem de quem constrói sobre a
rocha firme, resistente às investidas das adversidades, contrariamente a quem edifica
sobre a areia, talvez numa paisagem paradisíaca, poderíamos dizer hoje, mas que se
desmorona à primeira rajada de ventos e fica em ruínas.
Queridos jovens, escutai verdadeiramente as palavras do Senhor, para que sejam em
vós «espírito e vida» (Jo 6, 63), raízes que alimentam o vosso ser, linhas de conduta que
nos assemelham à pessoa de Cristo, sendo pobres de espírito, famintos de justiça, mise-
ricordiosos, puros de coração, amantes da paz. Escutai-as frequentemente cada dia,
como se faz com o único Amigo que não engana e com o qual queremos partilhar o cami-
nho da vida. Bem sabeis que, quando não se caminha ao lado de Cristo, que nos guia,
extraviamo-nos por outra sendas como a dos nossos próprios impulsos cegos e egoístas,
a de propostas lisonjeiras mas interesseiras, enganadoras e volúveis, que atrás de si
deixam o vazio e a frustração.
Por Cristo, podemos verdadeiramente consegui-lo e, radicados n’Ele, damos asas à nossa
liberdade. Porventura não é este o grande motivo da nossa alegria? Não é este um terre-
no firme para construir a civilização do amor e da vida, capaz de humanizar todo
homem?
Queridos amigos, sede prudentes e sábios, edificai as vossas vidas sobre o alicerce firme
que é Cristo. Esta sabedoria e prudência guiará os vossos passos, nada vos fará tremer
e, em vosso coração, reinará a paz. Então sereis bem-aventurados, ditosos, e a vossa
alegria contagiará os outros. Perguntar-se-ão qual seja o segredo da vossa vida e desco-
brirão que a rocha que sustenta todo o edifício e sobre a qual assenta toda a vossa exis-
tência é a própria pessoa de Cristo, vosso amigo, irmão e Senhor, o Filho de Deus feito
homem, que dá consistência a todo o universo. Ele morreu por nós e ressuscitou para
que tivéssemos vida, e agora, junto do trono do Pai, continua vivo e próximo a todos os
homens, velando continuamente com amor por cada um de nós.
Confio os frutos desta Jornada Mundial da Juventude à Santíssima Virgem, que soube
dizer «sim» à vontade de Deus e nos ensina, como ninguém, a fidelidade ao seu divino
Filho, que acompanhou até à sua morte na cruz. Meditaremos tudo isto mais pausada-
mente ao longo das diversas estações da Via-Sacra. Peçamos para que o nosso «sim» de
hoje a Cristo seja também, como o d’Ela, um «sim» incondicional à sua amizade, no fim
desta Jornada Mundial e durante toda a nossa vida. Muito obrigado!
Papa Bento XVI




                                                     3
DOMINGO XXIII do Tempo Comum
                               (4 de Setembro de 2011)

    LEITURA I Ez 33, 7-9

            «Se não falares ao ímpio, pedir-te-ei contas do seu sangue»

    Leitura da Profecia de Ezequiel
    Eis o que diz o Senhor:
    «Filho do homem, coloquei-te como sentinela na casa de Israel.
    Quando ouvires a palavra da minha boca, deves avisá-los da minha parte.
    Sempre que Eu disser ao ímpio: ‘Ímpio, hás-de morrer’, e tu não falares ao
    ímpio para o afastar do seu caminho, o ímpio morrerá por causa da sua iniqui-
    dade, mas Eu pedir-te-ei contas da sua morte.
    Se tu, porém, avisares o ímpio, para que se converta do seu caminho, e ele
    não se converter, morrerá nos seus pecados, mas tu salvarás a tua vida».

    Palavra do Senhor.


    SALMO RESPONSORIAL Salmo 94 (95), 1-2.6-7.8-9 (R. cf. 8)


    Refrão: Se hoje ouvirdes a voz do Senhor, não fecheis os vossos cora-
    ções.


    Vinde, exultemos de alegria no Senhor,
    aclamemos a Deus, nosso Salvador.
    Vamos à sua presença e dêmos graças,
    ao som de cânticos aclamemos o Senhor.

    Vinde, prostremo-nos em terra,
    adoremos o Senhor que nos criou.
    Pois Ele é o nosso Deus,
    e nós o seu povo, as ovelhas do seu rebanho.

    Quem dera ouvísseis hoje a sua voz:
    «Não endureçais os vossos corações,
    como em Meriba, no dia de Massa no deserto,
    onde vossos pais Me tentaram e provocaram,
    apesar de terem visto as minhas obras».




4
LEITURA II Rom 13, 8-10

                 «A caridade é o pleno cumprimento da lei»

Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Romanos
Irmãos:
Não devais a ninguém coisa alguma, a não ser o amor de uns para com os outros,
pois, quem ama o próximo, cumpre a lei.
De facto, os mandamentos que dizem:
«Não cometerás adultério, não matarás, não furtarás, não cobiçarás», e todos os
outros mandamentos, resumem-se nestas palavras:
«Amarás ao próximo como a ti mesmo».
A caridade não faz mal ao próximo.
A caridade é o pleno cumprimento da lei.
Palavra do Senhor.


ALELUIA 2 Cor 5, 19


Refrão: Aleluia. Repete-se

Em Cristo, Deus reconcilia o mundo consigo e confiou-nos a palavra da

reconciliação. Refrão



EVANGELHO Mt 18, 15-20
                 «Se te escutar, terás ganhado o teu irmão»


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo,
disse Jesus aos seus discípulos:
«Se o teu irmão te ofender, vai ter com ele e repreende-o a sós.
Se te escutar, terás ganhado o teu irmão.
Se não te escutar, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a ques-
tão fique resolvida pela palavra de duas ou três testemunhas.
Mas se ele não lhes der ouvidos, comunica o caso à Igreja; e se também não der
ouvidos à Igreja, considera-o como um pagão ou um publicano.
Em verdade vos digo:
Tudo o que ligardes na terra será ligado no Céu; e tudo o que desligardes na terra
será desligado no Céu.




                                               5
Digo-vos ainda:
    Se dois de vós se unirem na terra para pedirem qualquer coisa, ser-lhes-á conce-
    dida por meu Pai que está nos Céus.
    Na verdade, onde estão dois ou três reunidos em meu nome, Eu estou no meio
    deles».

    Palavra da salvação.



                          DOMINGO XXIV do Tempo Comum
                                 (11 de Setembro de 2011)


    LEITURA I Sir 27, 33 – 28, 9


     «Perdoa a ofensa do teu próximo e quando pedires, as tuas faltas serão
                                      perdoadas»
    Leitura do Livro de Ben-Sirá
    O rancor e a ira são coisas detestáveis, e o pecador é mestre nelas.
    Quem se vinga sofrerá a vingança do Senhor, que pedirá minuciosa conta de seus
    pecados.
    Perdoa a ofensa do teu próximo e, quando o pedires, as tuas ofensas serão per-
    doadas.
    Um homem guarda rancor contra outro e pede a Deus que o cure?
    Não tem compaixão do seu semelhante e pede perdão para os seus próprios
    pecados?
    Se ele, que é um ser de carne, guarda rancor, quem lhe alcançará o perdão das
    suas faltas?
    Lembra-te do teu fim e deixa de ter ódio; pensa na corrupção e na morte,      e
    guarda os mandamentos.
    Recorda os mandamentos e não tenhas rancor ao próximo;
    pensa na aliança do Altíssimo e não repares nas ofensas que te fazem.
    Palavra do Senhor.


    SALMO RESPONSORIAL Salmo 102 (103), 1-2.3-4.9-10.11-12 (R. 8)


    Refrão: O Senhor é clemente e compassivo, paciente e cheio de bondade.




6
Bendiz, ó minha alma, o Senhor,
e todo o meu ser bendiga o seu nome santo.
Bendiz, ó minha alma, o Senhor
e não esqueças nenhum dos seus benefícios.

Ele perdoa todos os teus pecados
e cura as tuas enfermidades.
Salva da morte a tua vida
e coroa-te de graça e misericórdia.

Não está sempre a repreender,
nem guarda ressentimento.
Não nos tratou segundo os nossos pecados,
nem nos castigou segundo as nossas culpas.

Como    a distância da terra aos céus,
assim   é grande a sua misericórdia para os que O temem.
Como    o Oriente dista do Ocidente,
assim   Ele afasta de nós os nossos pecados.

LEITURA II Rom 14, 7-9

           «Quer vivamos, quer morramos, pertencemos ao Senhor»

Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Romanos
Irmãos:
Nenhum de nós vive para si mesmo e nenhum de nós morre para si mesmo.
Se vivemos, vivemos para o Senhor, e se morremos, morremos para o Senhor.
Portanto, quer vivamos quer morramos, pertencemos ao Senhor.
Na verdade, Cristo morreu e ressuscitou para ser o Senhor dos vivos e dos mortos.
Palavra do Senhor.



ALELUIA Jo 13, 34


Refrão: Aleluia. Repete-se

Dou-vos um mandamento novo, diz o Senhor: amai-vos uns aos outros

como Eu vos amei. Refrão




                                                7
EVANGELHO Mt 18, 21-35

    «Não te digo que perdoes até sete vezes, mas até setenta vezes sete»

    Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
    Naquele tempo,
    Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou-Lhe:
    «Se meu irmão me ofender, quantas vezes deverei perdoar-lhe?
    Até sete vezes?».
    Jesus respondeu:
    «Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete.
    Na verdade, o reino de Deus pode comparar-se a um rei que quis ajustar contas com
    os seus servos.
    Logo de começo, apresentaram-lhe um homem que devia dez mil talentos.
    Não tendo com que pagar, o senhor mandou que fosse vendido, com a mulher, os
    filhos e tudo quanto possuía, para assim pagar a dívida.
    Então o servo prostrou-se a seus pés, dizendo:
    ‘Senhor, concede-me um prazo e tudo te pagarei’.
    Cheio de compaixão, o senhor daquele servo deu-lhe a liberdade e perdoou-lhe a dívi-
    da.
    Ao sair, o servo encontrou um dos seus companheiros que lhe devia cem denários.
    Segurando-o, começou a apertar-lhe o pescoço, dizendo:
    ‘Paga o que me deves’.
    Então o companheiro caiu a seus pés e suplicou-lhe, dizendo:
    ‘Concede-me um prazo e pagar-te-ei’.
    Ele, porém, não consentiu e mandou-o prender, até que pagasse tudo quanto devia.
    Testemunhas desta cena, os seus companheiros ficaram muito tristes e foram contar
    ao senhor tudo o que havia sucedido.
    Então, o senhor mandou-o chamar e disse:
    ‘Servo mau, perdoei-te tudo o que me devias, porque mo pediste.
    Não devias, também tu, compadecer-te do teu companheiro, como eu tive compaixão
    de ti?’.
    E o senhor, indignado, entregou-o aos verdugos, até que pagasse tudo o que lhe
    devia.
    Assim procederá convosco meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar a seu
    irmão de todo o coração».
    Palavra da salvação.




8
DOMINGO XXV do Tempo Comum
                              (18 de Setembro de 2011)


LEITURA I Is 55, 6-9

                 «Os meus pensamentos não são os vossos»

Leitura do Livro de Isaías
Procurai o Senhor, enquanto se pode encontrar, invocai-O, enquanto está perto.
Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem perverso os seus pensamentos.
Converta-se ao Senhor, que terá compaixão dele, ao nosso Deus, que é generoso
em perdoar.
Porque os meus pensamentos não são os vossos, nem os vossos caminhos são os
meus – oráculo do Senhor –. Tanto quanto o céu está acima da terra, assim os
meus caminhos estão acima dos vossos, e acima dos vossos estão os meus pensa-
mentos.
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 144 (145), 2-3.8-9.17-18 (R. 18a)


Refrão: O Senhor está perto de quantos O invocam.


Quero bendizer-Vos, dia após dia,
e louvar o vosso nome para sempre.
Grande é o Senhor e digno de todo o louvor,
insondável é a sua grandeza.

O Senhor é clemente e compassivo,
paciente e cheio de bondade.
O Senhor é bom para com todos,
e a sua misericórdia se estende a todas as criaturas.

O Senhor é justo em todos os seus caminhos
e perfeito em todas as suas obras.
O Senhor está perto de quantos O invocam,
de quantos O invocam em verdade.




                                                9
LEITURA II Filip 1, 20c-24.27a

                                  «Para mim, viver é Cristo»

     Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Filipenses
     Irmãos:
     Cristo será glorificado no meu corpo, quer eu viva quer eu morra.
     Porque, para mim, viver é Cristo e morrer é lucro.
     Mas, se viver neste corpo mortal me permite um trabalho útil, não sei o que escolher.
     Sinto-me constrangido por este dilema: desejaria partir e estar com Cristo, que seria
     muito melhor;
     mas é mais necessário para vós que eu permaneça neste corpo mortal.
     Procurai somente viver de maneira digna do Evangelho de Cristo.
     Palavra do Senhor.



     ALELUIA cf. Actos 16, 14b
     Refrão: Aleluia. Repete-se

     Abri, Senhor, os nossos corações, para aceitarmos a palavra do vosso Filho.
     Refrão



     EVANGELHO Mt 20, 1-16a

                     «Serão maus os teus olhos porque eu sou bom?»

     Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
     Naquele tempo,
     disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola:
     «O reino dos Céus pode comparar-se a um proprietário, que saiu muito cedo a
     contratar trabalhadores para a sua vinha.
     Ajustou com eles um denário por dia e mandou-os para a sua vinha.
     Saiu a meia-manhã, viu outros que estavam na praça ociosos e disse-lhes:
     ‘Ide vós também para a minha vinha, e dar-vos-ei o que for justo’.
     E eles foram.
     Voltou a sair, por volta do meio-dia e pelas três horas da tarde, e fez o mesmo.
     Saindo ao cair da tarde,
     encontrou ainda outros que estavam parados e disse-lhes:
     ‘Porque ficais aqui todo o dia sem trabalhar?’.
     Eles responderam-lhe: ‘Ninguém nos contratou’.




10
Ele disse-lhes: ‘Ide vós também para a minha vinha’.
Ao anoitecer, o dono da vinha disse ao capataz:
«Chama os trabalhadores e paga-lhes o salário, a começar pelos últimos e a aca-
bar nos primeiros’.
Vieram os do entardecer e receberam um denário cada um.
Quando vieram os primeiros, julgaram que iam receber mais, mas receberam tam-
bém um denário cada um.
Depois de o terem recebido, começaram a murmurar contra o proprietário, dizen-
do:
‘Estes últimos trabalharam só uma hora, e deste-lhes a mesma paga que a nós,
que suportámos o peso do dia e o calor’.
Mas o proprietário respondeu a um deles:
‘Amigo, em nada te prejudico.
Não foi um denário que ajustaste comigo?
Leva o que é teu e segue o teu caminho.
Eu quero dar a este último tanto como a ti.
Não me será permitido fazer o que quero do que é meu?
Ou serão maus os teus olhos porque eu sou bom?’.
Assim, os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos».

Palavra da salvação.
                          DOMINGO XXVI do Tempo Comum
                               (25 de Setembro de 2011)


LEITURA I Ez 18, 25-28

         «Quando o pecador se afastar do mal, salvará a sua vida»

Leitura da Profecia de Ezequiel
Eis o que diz o Senhor:
«Vós dizeis: ‘A maneira de proceder do Senhor não é justa’.
Escutai, casa de Israel:
Será a minha maneira de proceder que não é justa?
Não será antes o vosso modo de proceder que é injusto?
Quando o justo se afastar da justiça, praticar o mal e vier a morrer, morrerá por
causa do mal cometido.
Quando o pecador se afastar do mal que tiver realizado, praticar o direito e a justi-
ça, salvará a sua vida.
Se abrir os seus olhos e renunciar às faltas que tiver cometido, há-de viver e não
morrerá».

Palavra do Senhor.




                                                  11
SALMO RESPONSORIAL Salmo 24 (25), 4-5.6-7.8-9 (R. 6a)


     Refrão: Lembrai-Vos, Senhor, da vossa misericórdia.


     Mostrai-me, Senhor, os vossos caminhos,
     ensinai-me as vossas veredas.
     Guiai-me na vossa verdade e ensinai-me,
     porque Vós sois Deus, meu Salvador:
     em vós espero sempre.

     Lembrai-Vos, Senhor, das vossas misericórdias
     e das vossas graças, que são eternas.
     Não recordeis as minhas faltas
     e os pecados da minha juventude.
     Lembrai-Vos de mim segundo a vossa clemência,
     por causa da vossa bondade, Senhor.

     O Senhor é bom e recto,
     ensina o caminho aos pecadores.
     Orienta os humildes na justiça
     e dá-lhes a conhecer os seus caminhos.

     LEITURA II Forma longa Filip 2, 1-11

                    «Tende os mesmos sentimentos de Cristo Jesus»

     Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Filipenses
     Irmãos:
     Se há em Cristo alguma consolação, algum conforto na caridade, se existe alguma
     comunhão no Espírito, alguns sentimentos de ternura e misericórdia, então completai
     a minha alegria, tendo entre vós os mesmos sentimentos e a mesma caridade, numa
     só alma e num só coração.
     Não façais nada por rivalidade nem por vanglória;
     mas, com humildade, considerai os outros superiores a vós mesmos, sem olhar cada
     um aos seus próprios interesses, mas aos interesses dos outros.
     Tende em vós os mesmos sentimentos que havia em Cristo Jesus. Ele, que era de
     condição divina, não Se valeu da sua igualdade com Deus, mas aniquilou-Se a Si pró-
     prio.
     Assumindo a condição de servo, tornou-Se semelhante aos homens.
     Aparecendo como homem, humilhou-Se ainda mais, obedecendo até à morte, e mor-
     te de cruz.




12
Por isso, Deus O exaltou e Lhe deu um nome que está acima de todos os nomes,
para que ao nome de Jesus todos se ajoelhem, no céu, na terra e nos abismos, e
toda a língua proclame que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.

Palavra do Senhor.


ALELUIA Jo 10, 27

Refrão: Aleluia. Repete-se
As minhas ovelhas ouvem a minha voz, diz o Senhor; Eu conheço as
minhas ovelhas e elas seguem-Me. Refrão


EVANGELHO Mt 21, 28-32


«Arrependeu-se e foi. Os publicanos e as mulheres de má vida irão adian-
                         te de vós para o reino de Deus»


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo,
disse Jesus aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo:
«Que vos parece?
Um homem tinha dois filhos.
Foi ter com o primeiro e disse-lhe:
‘Filho, vai hoje trabalhar na vinha’.
Mas ele respondeu-lhe: ‘Não quero’.
Depois, porém, arrependeu-se e foi.
O homem dirigiu-se ao segundo filho e falou-lhe do mesmo modo.
Ele respondeu: ‘Eu vou, Senhor’.
Mas de facto não foi.
Qual dos dois fez a vontade ao pai?».
Eles responderam-Lhe: «O primeiro».
Jesus disse-lhes:
«Em verdade vos digo:
Os publicanos e as mulheres de má vida irão diante de vós para o reino de Deus.
João Baptista veio até vós, ensinando-vos o caminho da justiça, e não acreditastes
nele; mas os publicanos e as mulheres de má vida acreditaram.
E vós, que bem o vistes, não vos arrependestes, acreditando nele».

Palavra da salvação.




                                               13
JORNADAS MUNDIAIS DA JUVENTUDE


                                         Mais de trezentos jovens da Diocese de Viseu se
                                         juntaram aos mais de um milhão de jovens de
                                         todo mundo que acorreram à grande proposta do
                                         Papa, de se encontrarem com ele em Madrid de 16
                                         a 21 de agosto de 2011, como tem vindo a acon-
                                         tecer desde há 25 anos. Foi a primeira vez que a
                                         maior parte dos jovens da nossa diocese fizeram
                                         esta experiência, apoiados pelos seus animadores
                                         e adultos que já fizeram esta experiência, alguns
                                         mais do que uma vez.


     Dentro de um programa que, mesmo com algumas benéficas atualizações, tem vindo a
     ser usual, o primeiro dia da jornada pôde caracterizar-se pela ansiedade que já vai do
     local da partida, no qual se fizeram preparativos próximos à realização do evento,
     como catequização, acampamentos e dias de informação. Esta ansiedade avolumou-se
     um pouco no contato com o desconhecido e necessário: o alojamento, os tickets para
     a alimentação e os bilhetes para as viagens. Aquela ansiedade desanuviou-se logo que
     estes primeiros aspetos da participação na jornada ficaram resolvidos (não de forma
     igual e eficiente para todos os grupos). No nosso caso, tivemos a sorte de termos sido
     acolhidos por responsáveis que, desde os e-mails trocados antes da partida até ao
     acolhimento presencial, estiveram sempre atentos e estiveram sempre disponíveis
     para ajudar em tudo o que fosse preciso na nossa movimentação por esta experiência
     nova, para todos à partida desconhecida.


     A primeira jornada, para além destes aspetos preliminares da satisfação das necessi-
     dades primárias, foi marcada por um acolhimento especial, na Eucaristia celebrada na
     Praça Cibeles, presidida pelo Cardeal de Madrid, o Arcebispo Antonio María Roco Varela
     que alentou os peregrinos a testemunhar com valor a Cristo segundo o exemplo do
     Beato João Paulo II, a quem foi dedicada esta celebração. O atrativo deste grande per-
     sonagem que deu início a estas jornadas apoia-se na escuta da Palavra que alimenta
     um grande amor a Jesus Cristo. Diz ele: "os jovens de hoje, com raízes existenciais
     debilitadas por um rampante relativismo espiritual e moral, encerrados pelo poder
     dominante, e sem achar sólidos fundamentos para suas vidas na cultura e na socieda-
     de atuais, até mesmo, não raramente, na própria família…, são provados poderosa-
     mente até os limites de fazer perder a orientação no caminho da vida: como não vai
     vacilar às vezes sua fé?". Diante desta perspectiva, assegurou o Cardeal, "a juventude
     do século XXI necessita, tanto ou mais que as gerações precedentes, encontrar o
     Senhor pela única via que se demonstrou espiritualmente eficaz: a do peregrino humil-
     de e singelo que busca seu rosto". "O jovem de hoje precisa ver Jesus Cristo quando
     Ele sai ao seu encontro na Palavra, nos Sacramentos, "também, muito especialmente,
     na Eucaristia e no Sacramento da Penitência, nos pobres e doentes, nos irmãos que
     estão em dificuldade e necessitam ajuda".


     "Precisa vê-lo e entrar em diálogo íntimo com Ele, que o ama sem pedir nada em tro-
     ca, a não ser a resposta de seu amor. A intenção do Papa, que tanto os ama, vai jus-
     tamente nesta direção: que experimentem na Comunhão Católica da Igreja a verdade
     e a imperiosa urgência de fazer sua vida o lema da Jornada Mundial da Juventude
     2011: "Enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé" (Cl 2,7). Finalmente, o Cardeal
     elevou uma oração a João Paulo II para que "rogue por nós, roga pelos jovens da JMJ
     2011 para que abram de par em par seus corações à graça salvadora de Cristo, o úni-
     co Redentor do homem, nestes extraordinários dias do Espírito nos que queremos con-
     tar as maravilhas do Senhor a todas as nações".




14
O segundo dia de jornada foi marcado com uma das primeiras propostas de cateque-
se em várias igrejas de Madrid, tantas quantas as necessárias para albergar os
jovens de múltiplos idiomas. Das 15 igrejas com catequese em Português, sete foram
animadas por vários grupos das dioceses portuguesas e, igualmente, presididas por
sete bispos portugueses. O tema desta primeira catequese foi “Firmes da Fé”. Tam-
bém houve possibilidade, conforme a igreja mais próxima dos alojamentos, ouvir o
ensino de bispos brasileiros e angolanos. O convívio e a animação, concretizados tan-
to na catequese como na Eucaristia, foram formas de uma abertura cultural ampla no
que toca à vivência da fé. O mesmo aconteceu no terceiro dia. Até lá, pudemos des-
frutar de todas as propostas culturais que a organização da jornada nos ofereceu,
caminhando por entre o “bosque” daquela multidão festiva. O grupo dos padres de
Viseu aproveitou este dia para procurar levantar as acreditações que possibilitavam
poderem concelebrar com o Papa no momento mais alto da jornada. Esta tarde,
como todas as outras, também possibilitou a que pudéssemos dar um passeio pelo
Parque do Retiro, onde podíamos celebrar a Reconciliação e visitar a grande Feira das
Vocações.


O terceiro dia, foi um dia muito especial para os jovens das dioceses portuguesas.
Este dia começou mais cedo para alguns voluntários que passaram a noite no Madrid
Arena com o objetivo de preparar o encontro com os bispos portugueses. Este encon-
tro teve como tema «Edificados sobre o alicerce dos Apóstolos» (Ef 2,20). Orientada
pelo P. Pablo Lima, Diretor do Departamento Nacional da Pastoral Juvenil, manhã
deste dia começou com a animação da Banda Jota, da Diocese da Guarda, e prolon-
gou-se com a catequese do Cardeal Patriarca de Lisboa, depois de um momento bre-
ve e sereno de Laudes. O Cardeal português aprofundou aquele tema através de uma
definição de Cristianismo que se concentra, não em ideologias ou até numa moral,
mas numa experiência de amor, onde o coração se define como o lugar para este
grande desafio de deixar-se amar e saber amar. Este encontro revelador com Jesus
Cristo de que D. José Policarpo falou pelo veículo do testemunho pessoal é carregado
de um amor mobilizador, porque é sério e ajuda a viver o amor de uma maneira
nova, sempre centrada no relacionamento com o verdadeiro Deus e não com o deus
ou deuses que os homens inventam.A
manhã terminou com a celebração da Euca-
ristia, com a missa votiva ao Santíssimo
Nome de Jesus. Na tarde deste terceiro dia,
foi, então, a vez de sermos nós acolher o
Papa Bento XVI, na Praça Cibeles. Na via-
gem já nos íamos conformando, a não ser
que tivéssemos mais sorte, a ver o Papa por
um ecrã gigante e a ouvi-lo pela frequência
da rádio disponibilizada para clarificar a sua
voz, escondida entre o eco das colunas e o
barulho dos peregrinos ainda não bem
“aterrados” nesta experiência.


Ali, o Papa, entrando pela Porta de Alcalá, dirigiu-se ao lugar preparado para nos diri-
gir as suas primeiras palavras desta jornada, onde agradeceu o acolhimento feito por
representantes dos cinco continentes, respondendo com o importante e urgente ape-
lo a escutarmos a Palavra de Jesus e a pormos em prática. Com esta afirmação, o
Papa quis-nos dizer que, contrariamente às palavras efémeras que só entretêm, as
Palavras de Jesus abrem o caminho para uma vida autêntica, cheia de significado.
Neste momento, estava claro, não para todos, mas, pelo menos, para os primeiros
protagonistas desta ação – os que a prepararam – o encaixe entre o realismo da des-
crição da juventude pelo Cardeal Roco Varela que abriu a jornada e as palavras do
Papa que lhes deu sentido e resposta.




                                                  15
O quarto dia acolheu mais uma aventura de
                                          catequese, desta vez versando sobre o tema
                                          “enraizados e edificados em Cristo”. Foi mais
                                          uma experiência multicultural, a contar com
                                          a presença de milhares de brasileiros que ali
                                          se encontravam. A viagem da tarde deste
                                          dia, entre cultura e festa, levou-nos a partici-
                                          par na Via Crucis, onde pudemos contemplar,
                                          ao vivo ou através dos ecrãs, esculturas elo-
                                          quentes sobre o processo da paixão de Jesus
                                          acompanhados pelas palavras da salvação e
                                          por diversos grupos de jovens onde essa sal-
                                          vação se esperou e concretizou. O Papa apro-
                                          veitou esta ocasião para orientar o olhar dos
                                          jovens para o amor supremo de Jesus que
                                          somente espera ser correspondido, através
     do que eles possam fazer junto dos mais desfavorecidos, aqueles em que Ele conti-
     nua, hoje, crucificado.


     O quinto dia era já o dia derradeiro, em que tínhamos de caminhar, literalmente, em
     peregrinação, percorrendo alguns quilómetros até ao aeródromo de Cuatro Vientos,
     para nos conseguirmos “encaixar” na área que nos fora reservada e daí podermos
     participar o melhor possível na Vigília da noite de sábado e Missa de envio da manhã
     de domingo. Sobrevivemos sem grandes dramas, graças à água que nos ia correndo
     por dentro e àquela que nos era “deitada no pelo” pelo serviço dos bombeiros. Ali
     fomos acolhidos por apresentadores diversos que nos foram motivando à festa e por
     testemunhos vivos de jovens cujas vidas tinham sido transformadas por experiências
     como esta. Pelas imagens, íamos dando conta da parcela do corpo de Cristo que ali
     se estava a formar. A mesma esteira em que íamos dormir iria servir de banco de
     participação e, ao mesmo tempo, de genuflexório de adoração.

     A vigília noturna presidida pelo Papa, que incluiu uma breve adoração do Santíssimo
     Sacramento, não pôde ser muito extensa, pois fomos, incluindo o Papa, postos à pro-
     va com um grande temporal de vento e de chuva. Qualquer olhar espiritual mais
     atento daria conta das diversas reações dos jovens a esta manifestação da natureza
     que se iria revelar como uma valente prova, tão apreciada pelo Papa, da firmeza da
     fé dos jovens ali presentes. Mas não menos provocador foi o sol da manhã final desta
     jornada, sob o qual celebrámos a Missa de envio. Entre a deserção, a defesa e a con-
     fiança do abandono à providência divina, o Senhor pôde medir a perseverança dos
     corações juvenis, ao mesmo tempo tão sedentos de Deus e, por vezes, tão ocupados
     por preocupações mundanas. Nesta vigília, o Papa Bento XVI manifestou a sua ale-
     gria pela perseverança dos jovens que ali estavam nestas condições atmosféricas.
     De facto, ele disse-nos: “Se permanecerdes no amor de Cristo, radicados na fé,
     encontrareis, mesmo no meio de contrariedades e sofrimentos, a fonte do júbilo e a
     alegria.

     A fé não se opõe aos vossos ideais mais altos; pelo contrário, exalta-os e aperfeiçoa-
     os. Queridos jovens, não vos conformeis com nada menos do que a Verdade e o
     Amor, não vos conformeis com nada menos do que Cristo.”

     Estas palavras continham já a promessa do sol da manhã que nos preparou e acolheu
     para a Missa. Pelas cinco da manhã, enquanto alguns largos milhares de sacerdotes
     iam passando pelas portas de acreditação para a concelebração com a bonita casula
     oferecida pela organização, os jovens iam despertando aos poucos, à medida que o
     céu se iluminava já sem nuvens.




16
Depois de tudo estar preparado para a Missa, no longo e bonito cenário desta jor-
nada, acolhemos o Santo Padre que fez a tradicional passagem no seu papamóvel
por entre alguns corredores da multidão, agora a lançar uma “chuva” de bênçãos.
As suas primeiras palavras traziam a alegria e a convicção de que os jovens,
naquela noite, estavam a levantar não só os olhos para o céu, mas também o
coração, garantindo-lhes que Deus tira o bem de tudo. Com esta confiança no
abandono ao Senhor, deu início à celebração eucarística, tão eruditamente anima-
da pelo coro e orquestra desta jornada, na qual, apoiado na Palavra do dia (Mt 16,
13-20), nos ensinou que a fé em Jesus Cristo não é o resultado de uma experiên-
cia histórica ou empírica, mas é um dom vindo do alto que, para crescer e se tor-
nar mais maduro, precisa de um encontro e de uma relação de intimidade com
Ele. O Papa exortou aos jovens a escutar a mesma pergunta feita aos Apóstolos
de forma pessoal e a dar-lhe uma resposta também pessoal e convicta, pois é
desta amizade pessoal com Jesus que nascerá também um testemunho nos vários
ambientes onde reina a indiferença.


No final da Eucaristia, os sacerdotes juntaram-se novamente aos restantes jovens
que tinham sido “separados” por causa da concelebração para o almoço com o que
ainda restada do saco que nos tinham dado inicialmente naquele acampamento.
E, de regresso, de lá partimos, uns aos transportes que esperavam em pontos
específicos e outros, novamente, de caminhada para os alojamentos que nos pos-
sibilitaram um banho para uma despedida mais fresca.


No regresso, no autocarro, entre cânticos de animação e a oração mariana, pude-
mos trocar testemunhos a partir dos sentimentos que nos estavam à flor da pele,
com a vontade de não os deixar adormecer, como acontece frequentemente em
experiências de grande brilho exterior, e demonstrar que esta experiência teve
muito de vivência interior. Num telefonema breve de D. Ilídio Leandro, que tam-
bém estava a chegar ao aeroporto de Lisboa, recebemos uns alegres “parabéns”
pela nossa participação nesta jornada e, ao mesmo, o convite a estarmos nova-
mente juntos na nossa Diocese, aproveitando os frutos desta JMJ, ou melhor, as
sementes desta experiência para a nossa diocese em sínodo.


De facto, escutar a Palavra do
Senhor, celebrar a sua misericór-
dia no Sacramento da Reconcilia-
ção, alimentar a fé no Sacramento
da Eucaristia, testemunhá-la atra-
vés da caridade no acompanha-
mento do próximo que está doen-
te ou necessitado e na partilha,
são os conteúdos centrais da jor-
nada da vida eclesial da qual a
JMJ, de três em três anos, não são
mais do que uma mera afirmação
positiva de uma oportunidade.

www.mergulha.org/




                                               17
O Grupo Etnográfico de Danças e Cantares da Freguesia de Mioma
                              completará os seus 25 anos em Outubro do corrente ano.
                              A comemoração irá ser faseada durante diversos momentos do ano,
                              culminando com as Bodas de Prata a 9 de Outubro, com a celebração
                        de Eucaristia de Acção de Graças e um lanche convívio.
                        Convidam-se todos os que já contribuíram para que este Grupo seja
                        o que é actualmente! Assim devem fazer a sua inscrição para o lan-
                        che convívio, até ao dia 30 de Setembro de 2011, junto de um ele-
                        mento do Grupo Etnográfico, ou para os números:
          232981368; 939395282 – Aníbal Ceia;         939395283- Sandra Gomes;
          232981514 – Isabel Santos;                  232982739 – Fausto Faro;
     O Grupo Etnográfico


     Convida-se ainda toda a população a estar presente em Meã, no dia 18 de Setembro, às
     15 horas, no Pavilhão, a fim de assistirem a uma representação de tradições da nossa
     terra.
                                  A Voz do Conselho Económico
           Publicamos nesta edição o relatório de contas, referente ao mês de Julho de 2011


                            Receita                                 Despesas


                     Dia/Evento                                Evento              Montante

         Ofertórios Dominicais            334,10 €     Venc. Pároco                600,00 €

         1 baptizado                       40,00 €     Sub.férias                  600,00 €

         1 funeral                         40,00 €     Evang. Voz Paróquia          36,00 €

         Lampadário                       110,70 €     Sacristão                    50,00 €

         Emolumento de Cartório             7,50 €     Evangelização                97,74 €

         Oferta S. Sacramento              50,00 €

         Côngrua                          100,00 €

         Missas Plurintencionais          702,50 €
         TOTAL                          1.384,80 €                               1.383,74 €

                                                     Saldo (receita - despesa)                1,06 €


     Contributos a entregar na Diocese:

     •        Missas Plurintencionais : 351,25 €

     Total a entregar :                   351,25 €              SALDO REAL = (menos) 350,19 €




18
Sé Catedral de Viseu
                         A Sé Catedral de Viseu é um edifício gótico, com tra-
                         ços de igreja-fortaleza, dos séculos XIII-XIV. Na fron-
                         taria encontram-se as imagens de São Marcos e São
                         Lucas, São João e São Mateus, São Teotónio e ao alto
                         Nossa          Senhora           da         Assunção.
                         A capela-mor apresenta o grandioso retábulo e o
                         cadeiral do coro, de salientar a imagem da padroeira,
                         Nossa Senhora do Altar-Mor em grande destaque. O
                         novo altar, projecto do arquitecto Luís Cunha, acres-
centa um toque contemporâneo. A sacristia, construída em 1574, possui tecto
de madeira apainelada e está decorado com pinturas a têmpera, semelhantes
às da capela-mor. As paredes encontram-se forradas a azulejo de padrão do
século XVII. A capela de Dom João Vicente (Bispo de Viseu - 1446/1463) é um
dos locais mais interessantes do ponto de vista arquitectónico devido aos orna-
tos de linhas rectas e entrelaçados.




        São Mateus Evangelista, Apóstolo e Mártir
                (+ séc. I) 21 de Setembro
Era cobrador de impostos e possuía grande fortuna quando
Nosso Senhor o convidou a segui-Lo, dizendo simplesmente:
"Segue-Me! ". Mateus obedeceu sem hesitação, e veio a se
transformar no primeiro dos Evangelistas. Segundo antiga
tradição, pregou na Palestina e depois na Etiópia.




                       São Miguel, São Gabriel e São Rafael, Arcanjos
                                        29 de Setembro
                 Neste dia, a Igreja celebra os três gloriosos Arcanjos citados
                 nominalmente nas Sagradas Escrituras: - São Miguel, o Prínci-
                 pe da Milícia Celeste, aquele que no prélio magno ocorrido no
                 Céu, derrotou o revoltoso satanás e seus sequazes, precipi-
                 tando-os no Inferno; - São Gabriel, o Embaixador de Deus,
                 que levou à Santíssima Virgem o convite para ser Mãe do
                 Messias; - e São Rafael, um dos sete Anjos que assistem ante
o trono divino, que curou a vista do velho Tobias e foi guia e protetor do jovem
de mesmo nome.




                                             19
2011
     = Lua cheia   = Lua nova    = Quarto crescente   = Quarto Minguante




            Por favor guarde a nossa voz, pode ser-lhe útil no futuro.
                                               Com a colaboração do JES




                                                jesmioma@hotmail.com




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Voz da Paróquia - Setembro 2011

  • 2. INDICE Pág. 3 — Mensagem do Papa Bento XVI aos Jovens; Pág. 4, 5, 6 — XXIII Domingo do Tempo Comum; Pág. 6, 7, 8 — XXIV Domingo do Tempo Comum; Pág. 9, 10, 11 — XXV Domingo do Tempo Comum; Pág. 11,12, 13— XXVI Domingo do Tempo Comum; Pág. 14, 15, 16,17 — Jornadas Mundiais da Juventude; Pág. 18— Grupo E.D.C.F.Mioma; A Voz do Conselho Económico; Pág. 19 — Sé Catedral de Viseu; Santos de Setembro; Agradecemos a todos quantos queiram participar com documentos e/ ou testemunhos, que os façam chegar ao J.E.S (Grupo de Jovens Do Espírito Santo de Mioma), da seguinte forma e, prazos, para a edição do mes seguinte: Em mão ou por correio, até dia 15; Para, jesmioma@hotmail.com, até ao dia20. Visite-nos em: http://jesmioma.blogspot.com/ 2
  • 3. Mensagem do Papa Bento XVI aos Jovens Queridos jovens amigos! Agradeço as carinhosas palavras que me dirigiram os jovens representantes dos cinco continentes. Com afecto, saúdo a todos vós que estais aqui congregados - jovens da Oceania, África, América, Ásia e Europa – e também a quantos não puderam vir. Sempre vos tenho muito presente e rezo por vós. Deus concedeu-me a graça de vos poder ver e vos ouvir mais de perto, e de nos colocarmos juntos à escuta da sua Palavra. Na leitura que há pouco foi proclamada, ouvimos uma passa- gem do Evangelho onde se fala de acolher as palavras de Jesus e de as pôr em prática. Há palavras que servem apenas para entreter, e passam como o vento; outras instruem, sob alguns aspectos, a mente; as palavras de Jesus, ao invés, têm de chegar ao coração, radicar-se nele e modelar a vida inteira. Sem isso, ficam estéreis e tornam-se efémeras; não nos aproximam d’Ele. E, deste modo, Cristo continua distante, como uma voz entre muitas outras que nos rodeiam e às quais estamos habituados. Além disso, o Mestre que fala não ensina algo que aprendeu de outros, mas o que Ele mesmo é, o único que conhece verdadeiramente o caminho do homem para Deus, pois foi Ele que o abriu para nós, que o criou para podermos alcançar a vida autêntica, a vida que sempre vale a pena viver em todas as circunstâncias e que nem mesmo a morte pode destruir. O Evangelho continua explicando estas coisas com a sugestiva imagem de quem constrói sobre a rocha firme, resistente às investidas das adversidades, contrariamente a quem edifica sobre a areia, talvez numa paisagem paradisíaca, poderíamos dizer hoje, mas que se desmorona à primeira rajada de ventos e fica em ruínas. Queridos jovens, escutai verdadeiramente as palavras do Senhor, para que sejam em vós «espírito e vida» (Jo 6, 63), raízes que alimentam o vosso ser, linhas de conduta que nos assemelham à pessoa de Cristo, sendo pobres de espírito, famintos de justiça, mise- ricordiosos, puros de coração, amantes da paz. Escutai-as frequentemente cada dia, como se faz com o único Amigo que não engana e com o qual queremos partilhar o cami- nho da vida. Bem sabeis que, quando não se caminha ao lado de Cristo, que nos guia, extraviamo-nos por outra sendas como a dos nossos próprios impulsos cegos e egoístas, a de propostas lisonjeiras mas interesseiras, enganadoras e volúveis, que atrás de si deixam o vazio e a frustração. Por Cristo, podemos verdadeiramente consegui-lo e, radicados n’Ele, damos asas à nossa liberdade. Porventura não é este o grande motivo da nossa alegria? Não é este um terre- no firme para construir a civilização do amor e da vida, capaz de humanizar todo homem? Queridos amigos, sede prudentes e sábios, edificai as vossas vidas sobre o alicerce firme que é Cristo. Esta sabedoria e prudência guiará os vossos passos, nada vos fará tremer e, em vosso coração, reinará a paz. Então sereis bem-aventurados, ditosos, e a vossa alegria contagiará os outros. Perguntar-se-ão qual seja o segredo da vossa vida e desco- brirão que a rocha que sustenta todo o edifício e sobre a qual assenta toda a vossa exis- tência é a própria pessoa de Cristo, vosso amigo, irmão e Senhor, o Filho de Deus feito homem, que dá consistência a todo o universo. Ele morreu por nós e ressuscitou para que tivéssemos vida, e agora, junto do trono do Pai, continua vivo e próximo a todos os homens, velando continuamente com amor por cada um de nós. Confio os frutos desta Jornada Mundial da Juventude à Santíssima Virgem, que soube dizer «sim» à vontade de Deus e nos ensina, como ninguém, a fidelidade ao seu divino Filho, que acompanhou até à sua morte na cruz. Meditaremos tudo isto mais pausada- mente ao longo das diversas estações da Via-Sacra. Peçamos para que o nosso «sim» de hoje a Cristo seja também, como o d’Ela, um «sim» incondicional à sua amizade, no fim desta Jornada Mundial e durante toda a nossa vida. Muito obrigado! Papa Bento XVI 3
  • 4. DOMINGO XXIII do Tempo Comum (4 de Setembro de 2011) LEITURA I Ez 33, 7-9 «Se não falares ao ímpio, pedir-te-ei contas do seu sangue» Leitura da Profecia de Ezequiel Eis o que diz o Senhor: «Filho do homem, coloquei-te como sentinela na casa de Israel. Quando ouvires a palavra da minha boca, deves avisá-los da minha parte. Sempre que Eu disser ao ímpio: ‘Ímpio, hás-de morrer’, e tu não falares ao ímpio para o afastar do seu caminho, o ímpio morrerá por causa da sua iniqui- dade, mas Eu pedir-te-ei contas da sua morte. Se tu, porém, avisares o ímpio, para que se converta do seu caminho, e ele não se converter, morrerá nos seus pecados, mas tu salvarás a tua vida». Palavra do Senhor. SALMO RESPONSORIAL Salmo 94 (95), 1-2.6-7.8-9 (R. cf. 8) Refrão: Se hoje ouvirdes a voz do Senhor, não fecheis os vossos cora- ções. Vinde, exultemos de alegria no Senhor, aclamemos a Deus, nosso Salvador. Vamos à sua presença e dêmos graças, ao som de cânticos aclamemos o Senhor. Vinde, prostremo-nos em terra, adoremos o Senhor que nos criou. Pois Ele é o nosso Deus, e nós o seu povo, as ovelhas do seu rebanho. Quem dera ouvísseis hoje a sua voz: «Não endureçais os vossos corações, como em Meriba, no dia de Massa no deserto, onde vossos pais Me tentaram e provocaram, apesar de terem visto as minhas obras». 4
  • 5. LEITURA II Rom 13, 8-10 «A caridade é o pleno cumprimento da lei» Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Romanos Irmãos: Não devais a ninguém coisa alguma, a não ser o amor de uns para com os outros, pois, quem ama o próximo, cumpre a lei. De facto, os mandamentos que dizem: «Não cometerás adultério, não matarás, não furtarás, não cobiçarás», e todos os outros mandamentos, resumem-se nestas palavras: «Amarás ao próximo como a ti mesmo». A caridade não faz mal ao próximo. A caridade é o pleno cumprimento da lei. Palavra do Senhor. ALELUIA 2 Cor 5, 19 Refrão: Aleluia. Repete-se Em Cristo, Deus reconcilia o mundo consigo e confiou-nos a palavra da reconciliação. Refrão EVANGELHO Mt 18, 15-20 «Se te escutar, terás ganhado o teu irmão» Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Se o teu irmão te ofender, vai ter com ele e repreende-o a sós. Se te escutar, terás ganhado o teu irmão. Se não te escutar, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a ques- tão fique resolvida pela palavra de duas ou três testemunhas. Mas se ele não lhes der ouvidos, comunica o caso à Igreja; e se também não der ouvidos à Igreja, considera-o como um pagão ou um publicano. Em verdade vos digo: Tudo o que ligardes na terra será ligado no Céu; e tudo o que desligardes na terra será desligado no Céu. 5
  • 6. Digo-vos ainda: Se dois de vós se unirem na terra para pedirem qualquer coisa, ser-lhes-á conce- dida por meu Pai que está nos Céus. Na verdade, onde estão dois ou três reunidos em meu nome, Eu estou no meio deles». Palavra da salvação. DOMINGO XXIV do Tempo Comum (11 de Setembro de 2011) LEITURA I Sir 27, 33 – 28, 9 «Perdoa a ofensa do teu próximo e quando pedires, as tuas faltas serão perdoadas» Leitura do Livro de Ben-Sirá O rancor e a ira são coisas detestáveis, e o pecador é mestre nelas. Quem se vinga sofrerá a vingança do Senhor, que pedirá minuciosa conta de seus pecados. Perdoa a ofensa do teu próximo e, quando o pedires, as tuas ofensas serão per- doadas. Um homem guarda rancor contra outro e pede a Deus que o cure? Não tem compaixão do seu semelhante e pede perdão para os seus próprios pecados? Se ele, que é um ser de carne, guarda rancor, quem lhe alcançará o perdão das suas faltas? Lembra-te do teu fim e deixa de ter ódio; pensa na corrupção e na morte, e guarda os mandamentos. Recorda os mandamentos e não tenhas rancor ao próximo; pensa na aliança do Altíssimo e não repares nas ofensas que te fazem. Palavra do Senhor. SALMO RESPONSORIAL Salmo 102 (103), 1-2.3-4.9-10.11-12 (R. 8) Refrão: O Senhor é clemente e compassivo, paciente e cheio de bondade. 6
  • 7. Bendiz, ó minha alma, o Senhor, e todo o meu ser bendiga o seu nome santo. Bendiz, ó minha alma, o Senhor e não esqueças nenhum dos seus benefícios. Ele perdoa todos os teus pecados e cura as tuas enfermidades. Salva da morte a tua vida e coroa-te de graça e misericórdia. Não está sempre a repreender, nem guarda ressentimento. Não nos tratou segundo os nossos pecados, nem nos castigou segundo as nossas culpas. Como a distância da terra aos céus, assim é grande a sua misericórdia para os que O temem. Como o Oriente dista do Ocidente, assim Ele afasta de nós os nossos pecados. LEITURA II Rom 14, 7-9 «Quer vivamos, quer morramos, pertencemos ao Senhor» Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Romanos Irmãos: Nenhum de nós vive para si mesmo e nenhum de nós morre para si mesmo. Se vivemos, vivemos para o Senhor, e se morremos, morremos para o Senhor. Portanto, quer vivamos quer morramos, pertencemos ao Senhor. Na verdade, Cristo morreu e ressuscitou para ser o Senhor dos vivos e dos mortos. Palavra do Senhor. ALELUIA Jo 13, 34 Refrão: Aleluia. Repete-se Dou-vos um mandamento novo, diz o Senhor: amai-vos uns aos outros como Eu vos amei. Refrão 7
  • 8. EVANGELHO Mt 18, 21-35 «Não te digo que perdoes até sete vezes, mas até setenta vezes sete» Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus Naquele tempo, Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou-Lhe: «Se meu irmão me ofender, quantas vezes deverei perdoar-lhe? Até sete vezes?». Jesus respondeu: «Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. Na verdade, o reino de Deus pode comparar-se a um rei que quis ajustar contas com os seus servos. Logo de começo, apresentaram-lhe um homem que devia dez mil talentos. Não tendo com que pagar, o senhor mandou que fosse vendido, com a mulher, os filhos e tudo quanto possuía, para assim pagar a dívida. Então o servo prostrou-se a seus pés, dizendo: ‘Senhor, concede-me um prazo e tudo te pagarei’. Cheio de compaixão, o senhor daquele servo deu-lhe a liberdade e perdoou-lhe a dívi- da. Ao sair, o servo encontrou um dos seus companheiros que lhe devia cem denários. Segurando-o, começou a apertar-lhe o pescoço, dizendo: ‘Paga o que me deves’. Então o companheiro caiu a seus pés e suplicou-lhe, dizendo: ‘Concede-me um prazo e pagar-te-ei’. Ele, porém, não consentiu e mandou-o prender, até que pagasse tudo quanto devia. Testemunhas desta cena, os seus companheiros ficaram muito tristes e foram contar ao senhor tudo o que havia sucedido. Então, o senhor mandou-o chamar e disse: ‘Servo mau, perdoei-te tudo o que me devias, porque mo pediste. Não devias, também tu, compadecer-te do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?’. E o senhor, indignado, entregou-o aos verdugos, até que pagasse tudo o que lhe devia. Assim procederá convosco meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar a seu irmão de todo o coração». Palavra da salvação. 8
  • 9. DOMINGO XXV do Tempo Comum (18 de Setembro de 2011) LEITURA I Is 55, 6-9 «Os meus pensamentos não são os vossos» Leitura do Livro de Isaías Procurai o Senhor, enquanto se pode encontrar, invocai-O, enquanto está perto. Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem perverso os seus pensamentos. Converta-se ao Senhor, que terá compaixão dele, ao nosso Deus, que é generoso em perdoar. Porque os meus pensamentos não são os vossos, nem os vossos caminhos são os meus – oráculo do Senhor –. Tanto quanto o céu está acima da terra, assim os meus caminhos estão acima dos vossos, e acima dos vossos estão os meus pensa- mentos. Palavra do Senhor. SALMO RESPONSORIAL Salmo 144 (145), 2-3.8-9.17-18 (R. 18a) Refrão: O Senhor está perto de quantos O invocam. Quero bendizer-Vos, dia após dia, e louvar o vosso nome para sempre. Grande é o Senhor e digno de todo o louvor, insondável é a sua grandeza. O Senhor é clemente e compassivo, paciente e cheio de bondade. O Senhor é bom para com todos, e a sua misericórdia se estende a todas as criaturas. O Senhor é justo em todos os seus caminhos e perfeito em todas as suas obras. O Senhor está perto de quantos O invocam, de quantos O invocam em verdade. 9
  • 10. LEITURA II Filip 1, 20c-24.27a «Para mim, viver é Cristo» Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Filipenses Irmãos: Cristo será glorificado no meu corpo, quer eu viva quer eu morra. Porque, para mim, viver é Cristo e morrer é lucro. Mas, se viver neste corpo mortal me permite um trabalho útil, não sei o que escolher. Sinto-me constrangido por este dilema: desejaria partir e estar com Cristo, que seria muito melhor; mas é mais necessário para vós que eu permaneça neste corpo mortal. Procurai somente viver de maneira digna do Evangelho de Cristo. Palavra do Senhor. ALELUIA cf. Actos 16, 14b Refrão: Aleluia. Repete-se Abri, Senhor, os nossos corações, para aceitarmos a palavra do vosso Filho. Refrão EVANGELHO Mt 20, 1-16a «Serão maus os teus olhos porque eu sou bom?» Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: «O reino dos Céus pode comparar-se a um proprietário, que saiu muito cedo a contratar trabalhadores para a sua vinha. Ajustou com eles um denário por dia e mandou-os para a sua vinha. Saiu a meia-manhã, viu outros que estavam na praça ociosos e disse-lhes: ‘Ide vós também para a minha vinha, e dar-vos-ei o que for justo’. E eles foram. Voltou a sair, por volta do meio-dia e pelas três horas da tarde, e fez o mesmo. Saindo ao cair da tarde, encontrou ainda outros que estavam parados e disse-lhes: ‘Porque ficais aqui todo o dia sem trabalhar?’. Eles responderam-lhe: ‘Ninguém nos contratou’. 10
  • 11. Ele disse-lhes: ‘Ide vós também para a minha vinha’. Ao anoitecer, o dono da vinha disse ao capataz: «Chama os trabalhadores e paga-lhes o salário, a começar pelos últimos e a aca- bar nos primeiros’. Vieram os do entardecer e receberam um denário cada um. Quando vieram os primeiros, julgaram que iam receber mais, mas receberam tam- bém um denário cada um. Depois de o terem recebido, começaram a murmurar contra o proprietário, dizen- do: ‘Estes últimos trabalharam só uma hora, e deste-lhes a mesma paga que a nós, que suportámos o peso do dia e o calor’. Mas o proprietário respondeu a um deles: ‘Amigo, em nada te prejudico. Não foi um denário que ajustaste comigo? Leva o que é teu e segue o teu caminho. Eu quero dar a este último tanto como a ti. Não me será permitido fazer o que quero do que é meu? Ou serão maus os teus olhos porque eu sou bom?’. Assim, os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos». Palavra da salvação. DOMINGO XXVI do Tempo Comum (25 de Setembro de 2011) LEITURA I Ez 18, 25-28 «Quando o pecador se afastar do mal, salvará a sua vida» Leitura da Profecia de Ezequiel Eis o que diz o Senhor: «Vós dizeis: ‘A maneira de proceder do Senhor não é justa’. Escutai, casa de Israel: Será a minha maneira de proceder que não é justa? Não será antes o vosso modo de proceder que é injusto? Quando o justo se afastar da justiça, praticar o mal e vier a morrer, morrerá por causa do mal cometido. Quando o pecador se afastar do mal que tiver realizado, praticar o direito e a justi- ça, salvará a sua vida. Se abrir os seus olhos e renunciar às faltas que tiver cometido, há-de viver e não morrerá». Palavra do Senhor. 11
  • 12. SALMO RESPONSORIAL Salmo 24 (25), 4-5.6-7.8-9 (R. 6a) Refrão: Lembrai-Vos, Senhor, da vossa misericórdia. Mostrai-me, Senhor, os vossos caminhos, ensinai-me as vossas veredas. Guiai-me na vossa verdade e ensinai-me, porque Vós sois Deus, meu Salvador: em vós espero sempre. Lembrai-Vos, Senhor, das vossas misericórdias e das vossas graças, que são eternas. Não recordeis as minhas faltas e os pecados da minha juventude. Lembrai-Vos de mim segundo a vossa clemência, por causa da vossa bondade, Senhor. O Senhor é bom e recto, ensina o caminho aos pecadores. Orienta os humildes na justiça e dá-lhes a conhecer os seus caminhos. LEITURA II Forma longa Filip 2, 1-11 «Tende os mesmos sentimentos de Cristo Jesus» Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Filipenses Irmãos: Se há em Cristo alguma consolação, algum conforto na caridade, se existe alguma comunhão no Espírito, alguns sentimentos de ternura e misericórdia, então completai a minha alegria, tendo entre vós os mesmos sentimentos e a mesma caridade, numa só alma e num só coração. Não façais nada por rivalidade nem por vanglória; mas, com humildade, considerai os outros superiores a vós mesmos, sem olhar cada um aos seus próprios interesses, mas aos interesses dos outros. Tende em vós os mesmos sentimentos que havia em Cristo Jesus. Ele, que era de condição divina, não Se valeu da sua igualdade com Deus, mas aniquilou-Se a Si pró- prio. Assumindo a condição de servo, tornou-Se semelhante aos homens. Aparecendo como homem, humilhou-Se ainda mais, obedecendo até à morte, e mor- te de cruz. 12
  • 13. Por isso, Deus O exaltou e Lhe deu um nome que está acima de todos os nomes, para que ao nome de Jesus todos se ajoelhem, no céu, na terra e nos abismos, e toda a língua proclame que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai. Palavra do Senhor. ALELUIA Jo 10, 27 Refrão: Aleluia. Repete-se As minhas ovelhas ouvem a minha voz, diz o Senhor; Eu conheço as minhas ovelhas e elas seguem-Me. Refrão EVANGELHO Mt 21, 28-32 «Arrependeu-se e foi. Os publicanos e as mulheres de má vida irão adian- te de vós para o reino de Deus» Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus Naquele tempo, disse Jesus aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo: «Que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Foi ter com o primeiro e disse-lhe: ‘Filho, vai hoje trabalhar na vinha’. Mas ele respondeu-lhe: ‘Não quero’. Depois, porém, arrependeu-se e foi. O homem dirigiu-se ao segundo filho e falou-lhe do mesmo modo. Ele respondeu: ‘Eu vou, Senhor’. Mas de facto não foi. Qual dos dois fez a vontade ao pai?». Eles responderam-Lhe: «O primeiro». Jesus disse-lhes: «Em verdade vos digo: Os publicanos e as mulheres de má vida irão diante de vós para o reino de Deus. João Baptista veio até vós, ensinando-vos o caminho da justiça, e não acreditastes nele; mas os publicanos e as mulheres de má vida acreditaram. E vós, que bem o vistes, não vos arrependestes, acreditando nele». Palavra da salvação. 13
  • 14. JORNADAS MUNDIAIS DA JUVENTUDE Mais de trezentos jovens da Diocese de Viseu se juntaram aos mais de um milhão de jovens de todo mundo que acorreram à grande proposta do Papa, de se encontrarem com ele em Madrid de 16 a 21 de agosto de 2011, como tem vindo a acon- tecer desde há 25 anos. Foi a primeira vez que a maior parte dos jovens da nossa diocese fizeram esta experiência, apoiados pelos seus animadores e adultos que já fizeram esta experiência, alguns mais do que uma vez. Dentro de um programa que, mesmo com algumas benéficas atualizações, tem vindo a ser usual, o primeiro dia da jornada pôde caracterizar-se pela ansiedade que já vai do local da partida, no qual se fizeram preparativos próximos à realização do evento, como catequização, acampamentos e dias de informação. Esta ansiedade avolumou-se um pouco no contato com o desconhecido e necessário: o alojamento, os tickets para a alimentação e os bilhetes para as viagens. Aquela ansiedade desanuviou-se logo que estes primeiros aspetos da participação na jornada ficaram resolvidos (não de forma igual e eficiente para todos os grupos). No nosso caso, tivemos a sorte de termos sido acolhidos por responsáveis que, desde os e-mails trocados antes da partida até ao acolhimento presencial, estiveram sempre atentos e estiveram sempre disponíveis para ajudar em tudo o que fosse preciso na nossa movimentação por esta experiência nova, para todos à partida desconhecida. A primeira jornada, para além destes aspetos preliminares da satisfação das necessi- dades primárias, foi marcada por um acolhimento especial, na Eucaristia celebrada na Praça Cibeles, presidida pelo Cardeal de Madrid, o Arcebispo Antonio María Roco Varela que alentou os peregrinos a testemunhar com valor a Cristo segundo o exemplo do Beato João Paulo II, a quem foi dedicada esta celebração. O atrativo deste grande per- sonagem que deu início a estas jornadas apoia-se na escuta da Palavra que alimenta um grande amor a Jesus Cristo. Diz ele: "os jovens de hoje, com raízes existenciais debilitadas por um rampante relativismo espiritual e moral, encerrados pelo poder dominante, e sem achar sólidos fundamentos para suas vidas na cultura e na socieda- de atuais, até mesmo, não raramente, na própria família…, são provados poderosa- mente até os limites de fazer perder a orientação no caminho da vida: como não vai vacilar às vezes sua fé?". Diante desta perspectiva, assegurou o Cardeal, "a juventude do século XXI necessita, tanto ou mais que as gerações precedentes, encontrar o Senhor pela única via que se demonstrou espiritualmente eficaz: a do peregrino humil- de e singelo que busca seu rosto". "O jovem de hoje precisa ver Jesus Cristo quando Ele sai ao seu encontro na Palavra, nos Sacramentos, "também, muito especialmente, na Eucaristia e no Sacramento da Penitência, nos pobres e doentes, nos irmãos que estão em dificuldade e necessitam ajuda". "Precisa vê-lo e entrar em diálogo íntimo com Ele, que o ama sem pedir nada em tro- ca, a não ser a resposta de seu amor. A intenção do Papa, que tanto os ama, vai jus- tamente nesta direção: que experimentem na Comunhão Católica da Igreja a verdade e a imperiosa urgência de fazer sua vida o lema da Jornada Mundial da Juventude 2011: "Enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé" (Cl 2,7). Finalmente, o Cardeal elevou uma oração a João Paulo II para que "rogue por nós, roga pelos jovens da JMJ 2011 para que abram de par em par seus corações à graça salvadora de Cristo, o úni- co Redentor do homem, nestes extraordinários dias do Espírito nos que queremos con- tar as maravilhas do Senhor a todas as nações". 14
  • 15. O segundo dia de jornada foi marcado com uma das primeiras propostas de cateque- se em várias igrejas de Madrid, tantas quantas as necessárias para albergar os jovens de múltiplos idiomas. Das 15 igrejas com catequese em Português, sete foram animadas por vários grupos das dioceses portuguesas e, igualmente, presididas por sete bispos portugueses. O tema desta primeira catequese foi “Firmes da Fé”. Tam- bém houve possibilidade, conforme a igreja mais próxima dos alojamentos, ouvir o ensino de bispos brasileiros e angolanos. O convívio e a animação, concretizados tan- to na catequese como na Eucaristia, foram formas de uma abertura cultural ampla no que toca à vivência da fé. O mesmo aconteceu no terceiro dia. Até lá, pudemos des- frutar de todas as propostas culturais que a organização da jornada nos ofereceu, caminhando por entre o “bosque” daquela multidão festiva. O grupo dos padres de Viseu aproveitou este dia para procurar levantar as acreditações que possibilitavam poderem concelebrar com o Papa no momento mais alto da jornada. Esta tarde, como todas as outras, também possibilitou a que pudéssemos dar um passeio pelo Parque do Retiro, onde podíamos celebrar a Reconciliação e visitar a grande Feira das Vocações. O terceiro dia, foi um dia muito especial para os jovens das dioceses portuguesas. Este dia começou mais cedo para alguns voluntários que passaram a noite no Madrid Arena com o objetivo de preparar o encontro com os bispos portugueses. Este encon- tro teve como tema «Edificados sobre o alicerce dos Apóstolos» (Ef 2,20). Orientada pelo P. Pablo Lima, Diretor do Departamento Nacional da Pastoral Juvenil, manhã deste dia começou com a animação da Banda Jota, da Diocese da Guarda, e prolon- gou-se com a catequese do Cardeal Patriarca de Lisboa, depois de um momento bre- ve e sereno de Laudes. O Cardeal português aprofundou aquele tema através de uma definição de Cristianismo que se concentra, não em ideologias ou até numa moral, mas numa experiência de amor, onde o coração se define como o lugar para este grande desafio de deixar-se amar e saber amar. Este encontro revelador com Jesus Cristo de que D. José Policarpo falou pelo veículo do testemunho pessoal é carregado de um amor mobilizador, porque é sério e ajuda a viver o amor de uma maneira nova, sempre centrada no relacionamento com o verdadeiro Deus e não com o deus ou deuses que os homens inventam.A manhã terminou com a celebração da Euca- ristia, com a missa votiva ao Santíssimo Nome de Jesus. Na tarde deste terceiro dia, foi, então, a vez de sermos nós acolher o Papa Bento XVI, na Praça Cibeles. Na via- gem já nos íamos conformando, a não ser que tivéssemos mais sorte, a ver o Papa por um ecrã gigante e a ouvi-lo pela frequência da rádio disponibilizada para clarificar a sua voz, escondida entre o eco das colunas e o barulho dos peregrinos ainda não bem “aterrados” nesta experiência. Ali, o Papa, entrando pela Porta de Alcalá, dirigiu-se ao lugar preparado para nos diri- gir as suas primeiras palavras desta jornada, onde agradeceu o acolhimento feito por representantes dos cinco continentes, respondendo com o importante e urgente ape- lo a escutarmos a Palavra de Jesus e a pormos em prática. Com esta afirmação, o Papa quis-nos dizer que, contrariamente às palavras efémeras que só entretêm, as Palavras de Jesus abrem o caminho para uma vida autêntica, cheia de significado. Neste momento, estava claro, não para todos, mas, pelo menos, para os primeiros protagonistas desta ação – os que a prepararam – o encaixe entre o realismo da des- crição da juventude pelo Cardeal Roco Varela que abriu a jornada e as palavras do Papa que lhes deu sentido e resposta. 15
  • 16. O quarto dia acolheu mais uma aventura de catequese, desta vez versando sobre o tema “enraizados e edificados em Cristo”. Foi mais uma experiência multicultural, a contar com a presença de milhares de brasileiros que ali se encontravam. A viagem da tarde deste dia, entre cultura e festa, levou-nos a partici- par na Via Crucis, onde pudemos contemplar, ao vivo ou através dos ecrãs, esculturas elo- quentes sobre o processo da paixão de Jesus acompanhados pelas palavras da salvação e por diversos grupos de jovens onde essa sal- vação se esperou e concretizou. O Papa apro- veitou esta ocasião para orientar o olhar dos jovens para o amor supremo de Jesus que somente espera ser correspondido, através do que eles possam fazer junto dos mais desfavorecidos, aqueles em que Ele conti- nua, hoje, crucificado. O quinto dia era já o dia derradeiro, em que tínhamos de caminhar, literalmente, em peregrinação, percorrendo alguns quilómetros até ao aeródromo de Cuatro Vientos, para nos conseguirmos “encaixar” na área que nos fora reservada e daí podermos participar o melhor possível na Vigília da noite de sábado e Missa de envio da manhã de domingo. Sobrevivemos sem grandes dramas, graças à água que nos ia correndo por dentro e àquela que nos era “deitada no pelo” pelo serviço dos bombeiros. Ali fomos acolhidos por apresentadores diversos que nos foram motivando à festa e por testemunhos vivos de jovens cujas vidas tinham sido transformadas por experiências como esta. Pelas imagens, íamos dando conta da parcela do corpo de Cristo que ali se estava a formar. A mesma esteira em que íamos dormir iria servir de banco de participação e, ao mesmo tempo, de genuflexório de adoração. A vigília noturna presidida pelo Papa, que incluiu uma breve adoração do Santíssimo Sacramento, não pôde ser muito extensa, pois fomos, incluindo o Papa, postos à pro- va com um grande temporal de vento e de chuva. Qualquer olhar espiritual mais atento daria conta das diversas reações dos jovens a esta manifestação da natureza que se iria revelar como uma valente prova, tão apreciada pelo Papa, da firmeza da fé dos jovens ali presentes. Mas não menos provocador foi o sol da manhã final desta jornada, sob o qual celebrámos a Missa de envio. Entre a deserção, a defesa e a con- fiança do abandono à providência divina, o Senhor pôde medir a perseverança dos corações juvenis, ao mesmo tempo tão sedentos de Deus e, por vezes, tão ocupados por preocupações mundanas. Nesta vigília, o Papa Bento XVI manifestou a sua ale- gria pela perseverança dos jovens que ali estavam nestas condições atmosféricas. De facto, ele disse-nos: “Se permanecerdes no amor de Cristo, radicados na fé, encontrareis, mesmo no meio de contrariedades e sofrimentos, a fonte do júbilo e a alegria. A fé não se opõe aos vossos ideais mais altos; pelo contrário, exalta-os e aperfeiçoa- os. Queridos jovens, não vos conformeis com nada menos do que a Verdade e o Amor, não vos conformeis com nada menos do que Cristo.” Estas palavras continham já a promessa do sol da manhã que nos preparou e acolheu para a Missa. Pelas cinco da manhã, enquanto alguns largos milhares de sacerdotes iam passando pelas portas de acreditação para a concelebração com a bonita casula oferecida pela organização, os jovens iam despertando aos poucos, à medida que o céu se iluminava já sem nuvens. 16
  • 17. Depois de tudo estar preparado para a Missa, no longo e bonito cenário desta jor- nada, acolhemos o Santo Padre que fez a tradicional passagem no seu papamóvel por entre alguns corredores da multidão, agora a lançar uma “chuva” de bênçãos. As suas primeiras palavras traziam a alegria e a convicção de que os jovens, naquela noite, estavam a levantar não só os olhos para o céu, mas também o coração, garantindo-lhes que Deus tira o bem de tudo. Com esta confiança no abandono ao Senhor, deu início à celebração eucarística, tão eruditamente anima- da pelo coro e orquestra desta jornada, na qual, apoiado na Palavra do dia (Mt 16, 13-20), nos ensinou que a fé em Jesus Cristo não é o resultado de uma experiên- cia histórica ou empírica, mas é um dom vindo do alto que, para crescer e se tor- nar mais maduro, precisa de um encontro e de uma relação de intimidade com Ele. O Papa exortou aos jovens a escutar a mesma pergunta feita aos Apóstolos de forma pessoal e a dar-lhe uma resposta também pessoal e convicta, pois é desta amizade pessoal com Jesus que nascerá também um testemunho nos vários ambientes onde reina a indiferença. No final da Eucaristia, os sacerdotes juntaram-se novamente aos restantes jovens que tinham sido “separados” por causa da concelebração para o almoço com o que ainda restada do saco que nos tinham dado inicialmente naquele acampamento. E, de regresso, de lá partimos, uns aos transportes que esperavam em pontos específicos e outros, novamente, de caminhada para os alojamentos que nos pos- sibilitaram um banho para uma despedida mais fresca. No regresso, no autocarro, entre cânticos de animação e a oração mariana, pude- mos trocar testemunhos a partir dos sentimentos que nos estavam à flor da pele, com a vontade de não os deixar adormecer, como acontece frequentemente em experiências de grande brilho exterior, e demonstrar que esta experiência teve muito de vivência interior. Num telefonema breve de D. Ilídio Leandro, que tam- bém estava a chegar ao aeroporto de Lisboa, recebemos uns alegres “parabéns” pela nossa participação nesta jornada e, ao mesmo, o convite a estarmos nova- mente juntos na nossa Diocese, aproveitando os frutos desta JMJ, ou melhor, as sementes desta experiência para a nossa diocese em sínodo. De facto, escutar a Palavra do Senhor, celebrar a sua misericór- dia no Sacramento da Reconcilia- ção, alimentar a fé no Sacramento da Eucaristia, testemunhá-la atra- vés da caridade no acompanha- mento do próximo que está doen- te ou necessitado e na partilha, são os conteúdos centrais da jor- nada da vida eclesial da qual a JMJ, de três em três anos, não são mais do que uma mera afirmação positiva de uma oportunidade. www.mergulha.org/ 17
  • 18. O Grupo Etnográfico de Danças e Cantares da Freguesia de Mioma completará os seus 25 anos em Outubro do corrente ano. A comemoração irá ser faseada durante diversos momentos do ano, culminando com as Bodas de Prata a 9 de Outubro, com a celebração de Eucaristia de Acção de Graças e um lanche convívio. Convidam-se todos os que já contribuíram para que este Grupo seja o que é actualmente! Assim devem fazer a sua inscrição para o lan- che convívio, até ao dia 30 de Setembro de 2011, junto de um ele- mento do Grupo Etnográfico, ou para os números: 232981368; 939395282 – Aníbal Ceia; 939395283- Sandra Gomes; 232981514 – Isabel Santos; 232982739 – Fausto Faro; O Grupo Etnográfico Convida-se ainda toda a população a estar presente em Meã, no dia 18 de Setembro, às 15 horas, no Pavilhão, a fim de assistirem a uma representação de tradições da nossa terra. A Voz do Conselho Económico Publicamos nesta edição o relatório de contas, referente ao mês de Julho de 2011 Receita Despesas Dia/Evento Evento Montante Ofertórios Dominicais 334,10 € Venc. Pároco 600,00 € 1 baptizado 40,00 € Sub.férias 600,00 € 1 funeral 40,00 € Evang. Voz Paróquia 36,00 € Lampadário 110,70 € Sacristão 50,00 € Emolumento de Cartório 7,50 € Evangelização 97,74 € Oferta S. Sacramento 50,00 € Côngrua 100,00 € Missas Plurintencionais 702,50 € TOTAL 1.384,80 € 1.383,74 € Saldo (receita - despesa) 1,06 € Contributos a entregar na Diocese: • Missas Plurintencionais : 351,25 € Total a entregar : 351,25 € SALDO REAL = (menos) 350,19 € 18
  • 19. Sé Catedral de Viseu A Sé Catedral de Viseu é um edifício gótico, com tra- ços de igreja-fortaleza, dos séculos XIII-XIV. Na fron- taria encontram-se as imagens de São Marcos e São Lucas, São João e São Mateus, São Teotónio e ao alto Nossa Senhora da Assunção. A capela-mor apresenta o grandioso retábulo e o cadeiral do coro, de salientar a imagem da padroeira, Nossa Senhora do Altar-Mor em grande destaque. O novo altar, projecto do arquitecto Luís Cunha, acres- centa um toque contemporâneo. A sacristia, construída em 1574, possui tecto de madeira apainelada e está decorado com pinturas a têmpera, semelhantes às da capela-mor. As paredes encontram-se forradas a azulejo de padrão do século XVII. A capela de Dom João Vicente (Bispo de Viseu - 1446/1463) é um dos locais mais interessantes do ponto de vista arquitectónico devido aos orna- tos de linhas rectas e entrelaçados. São Mateus Evangelista, Apóstolo e Mártir (+ séc. I) 21 de Setembro Era cobrador de impostos e possuía grande fortuna quando Nosso Senhor o convidou a segui-Lo, dizendo simplesmente: "Segue-Me! ". Mateus obedeceu sem hesitação, e veio a se transformar no primeiro dos Evangelistas. Segundo antiga tradição, pregou na Palestina e depois na Etiópia. São Miguel, São Gabriel e São Rafael, Arcanjos 29 de Setembro Neste dia, a Igreja celebra os três gloriosos Arcanjos citados nominalmente nas Sagradas Escrituras: - São Miguel, o Prínci- pe da Milícia Celeste, aquele que no prélio magno ocorrido no Céu, derrotou o revoltoso satanás e seus sequazes, precipi- tando-os no Inferno; - São Gabriel, o Embaixador de Deus, que levou à Santíssima Virgem o convite para ser Mãe do Messias; - e São Rafael, um dos sete Anjos que assistem ante o trono divino, que curou a vista do velho Tobias e foi guia e protetor do jovem de mesmo nome. 19
  • 20. 2011 = Lua cheia = Lua nova = Quarto crescente = Quarto Minguante Por favor guarde a nossa voz, pode ser-lhe útil no futuro. Com a colaboração do JES jesmioma@hotmail.com 20