Análise e Monitoramento da 
Qualidade da Energia Elétrica 
Prof. Dr. Mário Oleskovicz 
olesk@sc.usp.br 
Teresina, 09 de setembro de 2014.
2 
Qualidade da Energia Elétrica 
 Agenda 
– Apresentação 
– Motivação 
– Introdução 
– Fenômenos de interesse 
– Aspectos sobre o monitoramento 
– Comentários gerais
3 
Qualidade da Energia Elétrica 
 Apresentação
4 
Escola de Engenharia de São Carlos 
 Apresentação 
São Paulo 
Bauru 
Ribeirão 
Preto 
Lorena 
Pirassununga 
Piracicaba São Carlos
5 
EESC/SEL – Graduação e Pós 
 Apresentação 
Excelência 
(CAPES 7) 
Atividades 
de Pesquisa 
Corpo 
Docente: 52 
Atividades 
de Formação 
Corpo 
Discente: 
150/ano 
Teses e 
Dissertações 
Produção 
Intelectual
6 
EESC/SEL 
 Apresentação 
Proteção de 
Sistemas 
Elétricos 
Geração 
Distribuída 
Qualidade da 
Energia 
Elétrica 
Planejamento 
da Operação
7
 Apresentação 
8 
USP – http://www.usp.br 
EESC – http://www.eesc.usp.br 
SEL – http://www.sel.eesc.usp.br 
LSEE – http://lsee.sel.eesc.usp.br
9 
Qualidade da Energia Elétrica 
 Motivação 
 
Análise e monitoramento da QEE: em que parte do SEP?
10 
Qualidade da Energia Elétrica 
 Motivação 
 
Modelagem do SEP de interesse
 Motivação 
 
11 
Qualidade da Energia Elétrica 
Modelagem do SEP de interesse 
Alimentador em 34,5 kV 
Linha de Subtransmissão 
Carga atendida pela 
Linha de Subtransmissão
12 
Qualidade da Energia Elétrica 
 Validação da modelagem: falta simulada x falta real 
Grandeza Valor 
VA 19.620 V 
VB 11.550 V 
VC 9.140 V 
IA 68 A 
IB 2.484 A 
IC 2.555 A
13 
Qualidade da Energia Elétrica 
 Motivação 
 
Sistema de distribuição: falha de motores em oficina mecânica
14 
Qualidade da Energia Elétrica 
 
Sistema de distribuição: vibração de um transformador em um 
complexo comercial
 Introdução 
15 
Qualidade da Energia Elétrica 
 
Porque se preocupar com a qualidade da energia? 
 equipamentos sensíveis; 
 racionalização e conservação da energia elétrica; 
 conscientização dos consumidores; 
 integração dos processos e 
 vida útil dos componentes e equipamentos elétricos.
16 
Qualidade da Energia Elétrica 
 
A QEE constitui na atualidade um 
fator crucial para a competitividade de 
praticamente todos os setores 
industriais e dos serviços.
17 
Qualidade da Energia Elétrica 
 
Assunto relacionado a qualquer problema 
manifestado na tensão, corrente ou desvio de 
frequência, que resulta em falha ou má operação de 
equipamento dos consumidores. 
Falta de qualidade da energia elétrica!
18 
Qualidade da Energia Elétrica 
 
Quanto ao nível da QE requerido, este é que possibilita uma 
devida operação do equipamento em determinado meio para o 
qual foi projetado. 
 
Há padrão muito bem definido de medidas para a tensão, de 
onde se associa a QE à qualidade de tensão. 
 
Portanto, o padrão aceito com respeito à QE é direcionado a 
manter o fornecimento de tensão dentro de certos limites.
19 
Qualidade da Energia Elétrica 
Para o consumidor residencial, o que ele tem 
em mente como baixa qualidade da energia 
elétrica é realmente a falta de energia! 
 
Para o consumidor industrial/comercial, 
no entanto, se faltar energia durante meio 
segundo, processo industrial/comercial é 
interrompido e tem que ser reiniciado, o que 
causa grandes prejuízos financeiros!
20 
Qualidade da Energia Elétrica 
 
O que é necessário então? 
 
Padrões de qualidade adequados: definir a 
real expectativa dos consumidores.
21 
Qualidade da Energia Elétrica 
 O parâmetro de qualidade do setor elétrico de distribuição em 
específico, é o desempenho das concessionárias no 
fornecimento da energia elétrica. 
 PRODIST (Procedimentos de Distribuição de Energia Elétrica no 
Sistema Elétrico Nacional): qualidade do produto e qualidade do 
serviço regulamentados pela ANEEL – Agência Nacional de 
Energia Elétrica.
22 
Qualidade da Energia Elétrica
23 
Qualidade da Energia Elétrica 
 Indicadores de QEE: Região Nordeste – CEPISA 
Fonte: http://www.aneel.gov.br/aplicacoes/indicadores_de_qualidade/pesquisaGeral.cfm
24 
Qualidade da Energia Elétrica 
 Alguns fenômenos aleatórios ou intrínsecos que alteram e 
deterioram a qualidade do fornecimento da energia elétrica 
Categorias 
Variação de Tensão de Curta Duração – VTCD 
Variação de Tensão de Longa Duração – VTLD 
Transitório: impulsivo e oscilatório 
Desequilíbrio de tensão 
Distorção da forma de onda 
Flutuação de tensão 
Variação de frequência
25 
Qualidade da Energia Elétrica 
Afundamento de tensão
26 
Qualidade da Energia Elétrica 
Elevação de tensão
27 
Qualidade da Energia Elétrica 
Desequilíbrio de tensão
28 
Qualidade da Energia Elétrica 
60.2 
60.1 
60 
59.9 
59.8 
59.7 
Ref. ATP 
AG-FPGA 
Relé Comercial 
Erro (faixa 0.2%) 
1 2 3 4 5 6 7 
Tempo (s) 
Freqüência (Hz) 
Variação da frequência 
62 
61.5 
61 
60.5 
60 
59.5 
0.5 1 1.5 2 2.5 3 3.5 4 
Tempo (s) 
Freqüência (Hz) 
Ref. ATP 
AG-FPGA 
Relé Comercial 
Erro (faixa 0.2%)
Qualidade da Energia Elétrica 
Descargas Atmosféricas 
Transitório impulsivo
Qualidade da Energia Elétrica 
I 
I0 Zs V 
Z 
 Equivalente de Thèvenin para 
caracterizar descargas atmosféricas. 
Onde I0 é a corrente de descarga, Zs é a 
impedância variável entre 1000 e 3000 Ω e 
Z representa a impedância equivalente do 
circuito. 
 Descargas diretas: 1- descarga 
direta na estrutura, 2 – descarga direta 
no cabo guarda, 3 – descarga direta no 
cabo energizado.
Qualidade da Energia Elétrica 
LCC LCC 
LCC LCC 
H 
 Regime permanente (representação a esquerda) e a consideração 
da descarga atmosférica com ambas a extremidades da linha aterrada 
(representação a direita).
Qualidade da Energia Elétrica 
USG LCC 
V LCC 
0.017 km 
LCC 
0.055 km 
LCC 
0.023 km 
LCC 
0.024 km 
LCC 
0.101 km 
LCC 
0.091 km 
LCC 
0.14 km 
LCC 
0.24 km 
LCC 
0.152 km 
LCC 
0.296 km 
LCC 
0.103 km 
0.065 km 
LCC 
0.255 km 
LCC 
0.123 km 
LCC 
0.167 km 
LCC 
0.145 km 
LCC 
0.09 km 
LCC 
0.356 km 
LCC 
2 AWG - 603m 
0.07 km 
LCC 
0.349 km 
2 AWG - 471m 3 AWG - 149m 
 Modelo completo simulado da linha de transmissão via software ATP. 
LCC 
0.184 km 
LCC 
0.363 km 
LCC 
0.151 km 
LCC 
0.105 km 
LCC 
0.088 km 
LCC 
0.126 km 
LCC 
0.239 km 
LCC 
0.238 km 
LCC 
0.221 km 
LCC 
0.184 km 
LCC 
0.11 km 
LCC 
0.199 km 
LCC 
0.208 km 
LCC 
0.223 km 
LCC 
0.06 km 
LCC 
0.055 km 
LCC 
0.149 km 
LCC 
0.523 km 
LCC 
0.32 km 
LCC 
0.271 km 
LCC 
0.145 km 
LCC 
0.231 km 
LCC 
0.132 km 
LCC 
0.088 km 
LCC 
0.093 km 
LCC 
0.134 km 
LCC 
0.413 km 
LCC 
0.288 km 
LCC 
0.056 km 
LCC 
0.07 km 
LCC 
0.057 km 
LCC 
0.114 km 
LCC 
0.035 km 
SOZ 
V 
V 
V V 
V 
V V V 
I 
I 
Y 
SAT 
| 2 AWG - 119m | 3 AWG - 1773m 
| | 
3 AWG - 3397m 
| 
| 
843m 
| 
2 AWG 
3 AWG - 1507m 
| 
|
Qualidade da Energia Elétrica 
4 0 0 0 0 0 0 
2 0 0 0 0 0 0 
0 
V o l t a g e ( V ) 
-2 0 0 0 0 0 0 
-4 0 0 0 0 0 0 
D E R IV E D > S O M A T R 2 A ( T y p e 4 ) 
D E R IV E D > S O M A T R 2 A (T yp e 4 ) D E R IV E D > S O M A T R 2 B (T yp e 4 ) 
D E R IV E D > S O M A T R 2 C (T yp e 4 ) 
0 2 0 4 0 6 0 8 0 1 0 0 
T im e (m s ) 
E le c tro te k C o n c e p ts ® TO P , T h e O u tp u t P ro c e s s o r® 
 Sobretensões observadas próximo à Usina Salto Grande devido à 
aplicação de uma situação de descarga atmosférica (escala completa).
Qualidade da Energia Elétrica 
1 5 0 0 0 0 0 
1 0 0 0 0 0 0 
5 0 0 0 0 0 
0 
-5 0 0 0 0 0 
V o l t a g e ( V ) 
-1 0 0 0 0 0 0 
-1 5 0 0 0 0 0 
D E R IV E D > S O M A T R 2 A ( T y p e 4 ) 
D E R IV E D > S O M A T R 2 A (T yp e 4 ) D E R IV E D > S O M A T R 2 B (T yp e 4 ) 
D E R IV E D > S O M A T R 2 C (T yp e 4 ) 
0 1 0 2 0 3 0 4 0 5 0 
T im e (m s ) 
E le c tro te k C o n c e p ts ® TO P , T h e O u tp u t P ro c e s s o r® 
 Sobretensões observadas próximo à Usina Salto Grande devido à 
aplicação de uma situação de descarga atmosférica (escala reduzida).
Qualidade da Energia Elétrica 
Transitório oscilatório 
Chaveamento de BCs
Qualidade da Energia Elétrica
Qualidade da Energia Elétrica 
Flutuação de tensão 
 
Flicker observado sobre um sistema trifásico.
38 
Qualidade da Energia Elétrica 
T e n s ã o [ k V ] 
Flutuação de tensão oriundas da operação de um laminador
39 
Qualidade da Energia Elétrica 
Distorção harmônica 
 
Harmônicas 
Tecnicamente, um harmônico é um componente de uma 
onda periódica, cuja frequência é um múltiplo inteiro da 
frequência fundamental (no caso da energia elétrica, de 
60 Hz).
40 
Qualidade da Energia Elétrica 
Componente fundamental (f = 60 Hz)
41 
Qualidade da Energia Elétrica 
Distorção harmônica 
+ =
42 
Distorção harmônica 
+ 
= 
+
43 
Distorção harmônica 
+ 
= 
+ 
+
44 
Distorção harmônica 
+ + 
+ 
= 
+
45 
Qualidade da Energia Elétrica 
Caracterização da distorção harmônica: DHT 
 
Para quantificação do grau de distorção presente na 
tensão e/ou corrente, tem-se a Série de Fourier.
J1
J2
J3
J4
J5
J6
54 
Qualidade da Energia Elétrica 
Caracterização da distorção harmônica: DHT 
 
Conhecidos os valores de tensões e/ou correntes 
harmônicas presentes no sistema, utiliza-se de um 
procedimento para expressar o conteúdo harmônico de uma 
forma de onda. 
 
Distorção Harmônica Total - DHT
55 
Qualidade da Energia Elétrica 
Caracterização da distorção harmônica: DHT 
 
Para fins práticos, geralmente, as harmônicas de 
ordens elevadas (acima da 50a ordem), são desprezíveis 
para análises em sistemas elétricos de potência.
56 
Qualidade da Energia Elétrica 
Efeitos da distorção harmônica: decomposição por 
Fourier
57 
Qualidade da Energia Elétrica 
O que Monitorar? 
Equipamento de 
medição de QEE 
Limiares de ajuste do 
equipamento 
Local de Monitoramento 
e o número de medidores 
Duração do 
Monitoramento 
Processamento e 
apresentação dos dados 
Taxa de amostragem 
Armazenamento dos 
dados 
Relatório final 
 Aspectos sobre o monitoramento
58 
Qualidade da Energia Elétrica 
Distorções na 
forma de onda 
Itens que caracterizam 
uma rede com 
problemas de QEE 
Harmônicas 
Interrupções Desequilíbrios 
Flutuações de 
Variações de tensão 
Tensão de Curta 
Duração 
Variações do 
valor eficaz da 
tensão 
Transitórios
59 
Qualidade da Energia Elétrica 
 Aspectos necessários para um monitoramento eficaz: 
1. Conhecer o funcionamento normal de operação do sistema; 
2. Conhecer os problemas que o sistema poderá enfrentar, suas causas e 
consequências; 
3. Saber escolher os equipamentos de medição para diagnosticar cada distúrbio; 
4. Determinar o número e locais de instalação dos instrumentos de monitoração; 
5. Determinar o limiar de disparo para o registro dos eventos; 
6. Determinar o tempo de monitoração; 
7. Estabelecer formas de armazenamento, comunicação e envio de dados; 
8. Calcular índices de qualidade da energia; 
9. Fornecer relatórios finais de diagnóstico do problema de forma clara e objetiva; e 
10. Se possível propor soluções para o problema.
60 
Qualidade da Energia Elétrica 
Comentários finais 
 
Importância de uma análise e diagnóstico da QEE: 
Determinar: causas e consequências 
Apresentar: medidas técnicas e economicamente 
viáveis
61 
Qualidade da Energia Elétrica
62 
Qualidade da Energia Elétrica 
olesk@sc.usp.br 
Fone: 016 3373 8142 
Muito obrigado pela atenção!

E-poti: Análise e Monitoramento da Qualidade da Energia Elétrica

  • 1.
    Análise e Monitoramentoda Qualidade da Energia Elétrica Prof. Dr. Mário Oleskovicz olesk@sc.usp.br Teresina, 09 de setembro de 2014.
  • 2.
    2 Qualidade daEnergia Elétrica  Agenda – Apresentação – Motivação – Introdução – Fenômenos de interesse – Aspectos sobre o monitoramento – Comentários gerais
  • 3.
    3 Qualidade daEnergia Elétrica  Apresentação
  • 4.
    4 Escola deEngenharia de São Carlos  Apresentação São Paulo Bauru Ribeirão Preto Lorena Pirassununga Piracicaba São Carlos
  • 5.
    5 EESC/SEL –Graduação e Pós  Apresentação Excelência (CAPES 7) Atividades de Pesquisa Corpo Docente: 52 Atividades de Formação Corpo Discente: 150/ano Teses e Dissertações Produção Intelectual
  • 6.
    6 EESC/SEL Apresentação Proteção de Sistemas Elétricos Geração Distribuída Qualidade da Energia Elétrica Planejamento da Operação
  • 7.
  • 8.
     Apresentação 8 USP – http://www.usp.br EESC – http://www.eesc.usp.br SEL – http://www.sel.eesc.usp.br LSEE – http://lsee.sel.eesc.usp.br
  • 9.
    9 Qualidade daEnergia Elétrica  Motivação  Análise e monitoramento da QEE: em que parte do SEP?
  • 10.
    10 Qualidade daEnergia Elétrica  Motivação  Modelagem do SEP de interesse
  • 11.
     Motivação  11 Qualidade da Energia Elétrica Modelagem do SEP de interesse Alimentador em 34,5 kV Linha de Subtransmissão Carga atendida pela Linha de Subtransmissão
  • 12.
    12 Qualidade daEnergia Elétrica  Validação da modelagem: falta simulada x falta real Grandeza Valor VA 19.620 V VB 11.550 V VC 9.140 V IA 68 A IB 2.484 A IC 2.555 A
  • 13.
    13 Qualidade daEnergia Elétrica  Motivação  Sistema de distribuição: falha de motores em oficina mecânica
  • 14.
    14 Qualidade daEnergia Elétrica  Sistema de distribuição: vibração de um transformador em um complexo comercial
  • 15.
     Introdução 15 Qualidade da Energia Elétrica  Porque se preocupar com a qualidade da energia?  equipamentos sensíveis;  racionalização e conservação da energia elétrica;  conscientização dos consumidores;  integração dos processos e  vida útil dos componentes e equipamentos elétricos.
  • 16.
    16 Qualidade daEnergia Elétrica  A QEE constitui na atualidade um fator crucial para a competitividade de praticamente todos os setores industriais e dos serviços.
  • 17.
    17 Qualidade daEnergia Elétrica  Assunto relacionado a qualquer problema manifestado na tensão, corrente ou desvio de frequência, que resulta em falha ou má operação de equipamento dos consumidores. Falta de qualidade da energia elétrica!
  • 18.
    18 Qualidade daEnergia Elétrica  Quanto ao nível da QE requerido, este é que possibilita uma devida operação do equipamento em determinado meio para o qual foi projetado.  Há padrão muito bem definido de medidas para a tensão, de onde se associa a QE à qualidade de tensão.  Portanto, o padrão aceito com respeito à QE é direcionado a manter o fornecimento de tensão dentro de certos limites.
  • 19.
    19 Qualidade daEnergia Elétrica Para o consumidor residencial, o que ele tem em mente como baixa qualidade da energia elétrica é realmente a falta de energia!  Para o consumidor industrial/comercial, no entanto, se faltar energia durante meio segundo, processo industrial/comercial é interrompido e tem que ser reiniciado, o que causa grandes prejuízos financeiros!
  • 20.
    20 Qualidade daEnergia Elétrica  O que é necessário então?  Padrões de qualidade adequados: definir a real expectativa dos consumidores.
  • 21.
    21 Qualidade daEnergia Elétrica  O parâmetro de qualidade do setor elétrico de distribuição em específico, é o desempenho das concessionárias no fornecimento da energia elétrica.  PRODIST (Procedimentos de Distribuição de Energia Elétrica no Sistema Elétrico Nacional): qualidade do produto e qualidade do serviço regulamentados pela ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica.
  • 22.
    22 Qualidade daEnergia Elétrica
  • 23.
    23 Qualidade daEnergia Elétrica  Indicadores de QEE: Região Nordeste – CEPISA Fonte: http://www.aneel.gov.br/aplicacoes/indicadores_de_qualidade/pesquisaGeral.cfm
  • 24.
    24 Qualidade daEnergia Elétrica  Alguns fenômenos aleatórios ou intrínsecos que alteram e deterioram a qualidade do fornecimento da energia elétrica Categorias Variação de Tensão de Curta Duração – VTCD Variação de Tensão de Longa Duração – VTLD Transitório: impulsivo e oscilatório Desequilíbrio de tensão Distorção da forma de onda Flutuação de tensão Variação de frequência
  • 25.
    25 Qualidade daEnergia Elétrica Afundamento de tensão
  • 26.
    26 Qualidade daEnergia Elétrica Elevação de tensão
  • 27.
    27 Qualidade daEnergia Elétrica Desequilíbrio de tensão
  • 28.
    28 Qualidade daEnergia Elétrica 60.2 60.1 60 59.9 59.8 59.7 Ref. ATP AG-FPGA Relé Comercial Erro (faixa 0.2%) 1 2 3 4 5 6 7 Tempo (s) Freqüência (Hz) Variação da frequência 62 61.5 61 60.5 60 59.5 0.5 1 1.5 2 2.5 3 3.5 4 Tempo (s) Freqüência (Hz) Ref. ATP AG-FPGA Relé Comercial Erro (faixa 0.2%)
  • 29.
    Qualidade da EnergiaElétrica Descargas Atmosféricas Transitório impulsivo
  • 30.
    Qualidade da EnergiaElétrica I I0 Zs V Z  Equivalente de Thèvenin para caracterizar descargas atmosféricas. Onde I0 é a corrente de descarga, Zs é a impedância variável entre 1000 e 3000 Ω e Z representa a impedância equivalente do circuito.  Descargas diretas: 1- descarga direta na estrutura, 2 – descarga direta no cabo guarda, 3 – descarga direta no cabo energizado.
  • 31.
    Qualidade da EnergiaElétrica LCC LCC LCC LCC H  Regime permanente (representação a esquerda) e a consideração da descarga atmosférica com ambas a extremidades da linha aterrada (representação a direita).
  • 32.
    Qualidade da EnergiaElétrica USG LCC V LCC 0.017 km LCC 0.055 km LCC 0.023 km LCC 0.024 km LCC 0.101 km LCC 0.091 km LCC 0.14 km LCC 0.24 km LCC 0.152 km LCC 0.296 km LCC 0.103 km 0.065 km LCC 0.255 km LCC 0.123 km LCC 0.167 km LCC 0.145 km LCC 0.09 km LCC 0.356 km LCC 2 AWG - 603m 0.07 km LCC 0.349 km 2 AWG - 471m 3 AWG - 149m  Modelo completo simulado da linha de transmissão via software ATP. LCC 0.184 km LCC 0.363 km LCC 0.151 km LCC 0.105 km LCC 0.088 km LCC 0.126 km LCC 0.239 km LCC 0.238 km LCC 0.221 km LCC 0.184 km LCC 0.11 km LCC 0.199 km LCC 0.208 km LCC 0.223 km LCC 0.06 km LCC 0.055 km LCC 0.149 km LCC 0.523 km LCC 0.32 km LCC 0.271 km LCC 0.145 km LCC 0.231 km LCC 0.132 km LCC 0.088 km LCC 0.093 km LCC 0.134 km LCC 0.413 km LCC 0.288 km LCC 0.056 km LCC 0.07 km LCC 0.057 km LCC 0.114 km LCC 0.035 km SOZ V V V V V V V V I I Y SAT | 2 AWG - 119m | 3 AWG - 1773m | | 3 AWG - 3397m | | 843m | 2 AWG 3 AWG - 1507m | |
  • 33.
    Qualidade da EnergiaElétrica 4 0 0 0 0 0 0 2 0 0 0 0 0 0 0 V o l t a g e ( V ) -2 0 0 0 0 0 0 -4 0 0 0 0 0 0 D E R IV E D > S O M A T R 2 A ( T y p e 4 ) D E R IV E D > S O M A T R 2 A (T yp e 4 ) D E R IV E D > S O M A T R 2 B (T yp e 4 ) D E R IV E D > S O M A T R 2 C (T yp e 4 ) 0 2 0 4 0 6 0 8 0 1 0 0 T im e (m s ) E le c tro te k C o n c e p ts ® TO P , T h e O u tp u t P ro c e s s o r®  Sobretensões observadas próximo à Usina Salto Grande devido à aplicação de uma situação de descarga atmosférica (escala completa).
  • 34.
    Qualidade da EnergiaElétrica 1 5 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 5 0 0 0 0 0 0 -5 0 0 0 0 0 V o l t a g e ( V ) -1 0 0 0 0 0 0 -1 5 0 0 0 0 0 D E R IV E D > S O M A T R 2 A ( T y p e 4 ) D E R IV E D > S O M A T R 2 A (T yp e 4 ) D E R IV E D > S O M A T R 2 B (T yp e 4 ) D E R IV E D > S O M A T R 2 C (T yp e 4 ) 0 1 0 2 0 3 0 4 0 5 0 T im e (m s ) E le c tro te k C o n c e p ts ® TO P , T h e O u tp u t P ro c e s s o r®  Sobretensões observadas próximo à Usina Salto Grande devido à aplicação de uma situação de descarga atmosférica (escala reduzida).
  • 35.
    Qualidade da EnergiaElétrica Transitório oscilatório Chaveamento de BCs
  • 36.
  • 37.
    Qualidade da EnergiaElétrica Flutuação de tensão  Flicker observado sobre um sistema trifásico.
  • 38.
    38 Qualidade daEnergia Elétrica T e n s ã o [ k V ] Flutuação de tensão oriundas da operação de um laminador
  • 39.
    39 Qualidade daEnergia Elétrica Distorção harmônica  Harmônicas Tecnicamente, um harmônico é um componente de uma onda periódica, cuja frequência é um múltiplo inteiro da frequência fundamental (no caso da energia elétrica, de 60 Hz).
  • 40.
    40 Qualidade daEnergia Elétrica Componente fundamental (f = 60 Hz)
  • 41.
    41 Qualidade daEnergia Elétrica Distorção harmônica + =
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  • 45.
    45 Qualidade daEnergia Elétrica Caracterização da distorção harmônica: DHT  Para quantificação do grau de distorção presente na tensão e/ou corrente, tem-se a Série de Fourier.
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  • 50.
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  • 54.
    54 Qualidade daEnergia Elétrica Caracterização da distorção harmônica: DHT  Conhecidos os valores de tensões e/ou correntes harmônicas presentes no sistema, utiliza-se de um procedimento para expressar o conteúdo harmônico de uma forma de onda.  Distorção Harmônica Total - DHT
  • 55.
    55 Qualidade daEnergia Elétrica Caracterização da distorção harmônica: DHT  Para fins práticos, geralmente, as harmônicas de ordens elevadas (acima da 50a ordem), são desprezíveis para análises em sistemas elétricos de potência.
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    56 Qualidade daEnergia Elétrica Efeitos da distorção harmônica: decomposição por Fourier
  • 57.
    57 Qualidade daEnergia Elétrica O que Monitorar? Equipamento de medição de QEE Limiares de ajuste do equipamento Local de Monitoramento e o número de medidores Duração do Monitoramento Processamento e apresentação dos dados Taxa de amostragem Armazenamento dos dados Relatório final  Aspectos sobre o monitoramento
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    58 Qualidade daEnergia Elétrica Distorções na forma de onda Itens que caracterizam uma rede com problemas de QEE Harmônicas Interrupções Desequilíbrios Flutuações de Variações de tensão Tensão de Curta Duração Variações do valor eficaz da tensão Transitórios
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    59 Qualidade daEnergia Elétrica  Aspectos necessários para um monitoramento eficaz: 1. Conhecer o funcionamento normal de operação do sistema; 2. Conhecer os problemas que o sistema poderá enfrentar, suas causas e consequências; 3. Saber escolher os equipamentos de medição para diagnosticar cada distúrbio; 4. Determinar o número e locais de instalação dos instrumentos de monitoração; 5. Determinar o limiar de disparo para o registro dos eventos; 6. Determinar o tempo de monitoração; 7. Estabelecer formas de armazenamento, comunicação e envio de dados; 8. Calcular índices de qualidade da energia; 9. Fornecer relatórios finais de diagnóstico do problema de forma clara e objetiva; e 10. Se possível propor soluções para o problema.
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    60 Qualidade daEnergia Elétrica Comentários finais  Importância de uma análise e diagnóstico da QEE: Determinar: causas e consequências Apresentar: medidas técnicas e economicamente viáveis
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    61 Qualidade daEnergia Elétrica
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    62 Qualidade daEnergia Elétrica olesk@sc.usp.br Fone: 016 3373 8142 Muito obrigado pela atenção!