Muito se fala em diferencial competitivo ou vantagem
competitiva, porém, dificilmente uma organização
consegue se sobressair no atual mercado, onde a
concorrência é voraz, os consumidores estão cada vez
mais exigentes e as leis ambientais e tributárias são
endurecidas.

Em um passado próximo uma tecnologia poderia levar
anos ou décadas para se tornar obsoleta. Vejamos, por
exemplo, o caso da indústria radiofônica que teve início por
volta de 1896 e que se manteve sem concorrência até
1935, quando então se iniciou a transmissão televisiva.
Quase quatro décadas separam as duas tecnologias.
Nos dias atuais, todavia, tecnologias são apresentadas e
em questão de dias estão obsoletas, como ocorre com as
versões de smartphones, laptops etc.

No ramo da indústria, equipamentos maximizam a
produção das fábricas e em pouco tempo evoluem e novo
sistemas gerenciais aprimoram as linhas de produção. Até
mesmo no segmento de serviços vemos o efeito da
mudança constante gerando evolução.
Contudo, não é possível manter a vantagem competitiva
apenas apostando nas tecnologias e nos processos
gerenciais, estas são apenas ferramentas para alcançar a
liderança do mercado e o motivo é simples: estas
ferramentas são facilmente adquiridas pelos seus
concorrentes. Não é sustentável uma vantagem
competitiva baseada apenas em novas tecnologias ou
modelos gerenciais.

Podemos levantar a seguinte questão: o que é necessário
para mantermos nossa vantagem competitiva?
Para obtermos a resposta, devemos analisar a atual
conjuntura da sociedade onde as organizações estão
inseridas e pensar inclusive a respeito do porquê das
atualizações tecnológicas acontecerem de forma tão
acelerada.

Se levarmos adiante o pensamento acima podemos
formular outra questão: quem ou o que promove a
mudança tecnológica?

A resposta a esta indagação é simples ou até mesmo
óbvia: o conhecimento promove as mudanças.
Mas, então, o que gera conhecimento?
Máquinas não geram conhecimento. Elas apenas tratam
as informações disponíveis. São as pessoas que geram
conhecimento, e esta é a causa de falarmos tanto em
“capital intelectual”, “gestão do conhecimento”, “era do
conhecimento”.

Desta forma, para mantermos nossa vantagem
competitiva, precisamos de capital intelectual e da gestão
adequada do conhecimento gerado por este “capital”, a
única forma.

Acredito que até aqui o leitor não deve estar
impressionado, suponho que a reação seja até adversa:
escreveu tudo isso para falar isso? É o óbvio...
Mas quero chamar a atenção a um ponto: por que, com raras
exceções, as empresas não tratam adequadamente de seu
capital intelectual e, pior ainda, do valioso conhecimento gerado
por este “capital”? Por que tratam seus profissionais como
meros Recursos?

Não é difícil acharmos líderes despreparados, inclusive da alta
diretoria das empresas, investidores que não se atentam ao
capital intelectual de seus investimento, conselhos deliberativos
que não possuem ao menos um conselheiro com os olhos
voltados para o capital humano, comitês que debatem
teorias, mas que não conseguem trazer para execução os
pontos tratados, equipes e pessoas sendo psicologicamente
mutiladas por líderes incompetentes e inábeis ao lidar com seus
liderados, treinamento ineficazes...
A resposta para isso vem do passado. Embora estejamos
na era do conhecimento, nós promovemos uma gestão
baseada na era industrial, imaginamos nossos
profissionais como meros executores em uma linha de
montagem, peças que podemos trocar caso deem
defeito, peças que podemos repor com facilidade, basta
irmos até a nossa área de “Gestão de Pessoas”. Isso é
nítido e ocorre de forma inconsciente, contrariamente ao
nosso discurso oficial que é o da valorização do
profissional.
Continuemos com esta forma de agir e nossa empresa
estará apta à derrota, perda de mercado, fuga do
conhecimento e do capital intelectual.

Proponho alinharmos o nosso discurso da era do
conhecimento à prática efetiva de cuidarmos deste
conhecimento. Sou a favor de metas, da produção com
qualidade, do engajamento, do acompanhamento, do
desenvolvimento. Mas, acima de tudo isso, que vejamos
nossos profissionais como parceiros que ajudarão ao
desenvolvimento da organização.
Sou adepto a que a organização possa ser considerada
um organismo vivo que interage com o meio em que está
inserido e que cada profissional seja um membro deste
organismo, sendo que, todos os membros figuram-se
necessários para sua sobrevivência e desenvolvimento.

Líderes atuais e os que virão, pensem em como seu
capital intelectual está sendo tratado, reflitam se não estão
mutilando parte de sua organização, conselheiros se
atentem a estes pontos e investidores não permitam a
destruição do maior valor que seu investimento pode ter: o
conhecimento.
Transformando os Recursos em
 Humanos. Esse é o caminho!
•   LUCIANO EDUARDO SANCHES*
•   Sócio da MERITIS CONSULTORIA EMPRESARIAL e PAX CONSULTORIA
    JURÍDICA, especializado em:
•   Reestruturação da área de Gestão de Pessoas;
•   Preparação da área de Gestão de Pessoas para processos de IPO e M&A;
•   Gerenciamento empresarial de riscos trabalhistas e previdenciários;
•   Planejamento estratégico de remuneração variável (curto, médio e longo prazo);
•   * LUCIANO EDUARDO SANCHES atuou na TERCO GRANT THORNTON, DELOITTE
    TOUCHE TOHMATSU, ERNST & YOUNG TERCO, VOTORANTIM NOVOS
    NEGÓCIOS, entre outras empresas de grande e médio porte.
•   CONTATO:
•   Luciano.sanches@meritisbr.com
•   Luciano.sanches@paxng.com
•   SITES SUGERIDOS:
•   www.meritisbr.com
•   www.paxng.com
•   BLOG PESSOAL:
•   http://www.transformandorecursosemhumanos.blogspot.com.br/
•   http://www.gestaosemparadigmas.blogspot.com.br/

Transformando Recursos em Humanos

  • 2.
    Muito se falaem diferencial competitivo ou vantagem competitiva, porém, dificilmente uma organização consegue se sobressair no atual mercado, onde a concorrência é voraz, os consumidores estão cada vez mais exigentes e as leis ambientais e tributárias são endurecidas. Em um passado próximo uma tecnologia poderia levar anos ou décadas para se tornar obsoleta. Vejamos, por exemplo, o caso da indústria radiofônica que teve início por volta de 1896 e que se manteve sem concorrência até 1935, quando então se iniciou a transmissão televisiva. Quase quatro décadas separam as duas tecnologias.
  • 3.
    Nos dias atuais,todavia, tecnologias são apresentadas e em questão de dias estão obsoletas, como ocorre com as versões de smartphones, laptops etc. No ramo da indústria, equipamentos maximizam a produção das fábricas e em pouco tempo evoluem e novo sistemas gerenciais aprimoram as linhas de produção. Até mesmo no segmento de serviços vemos o efeito da mudança constante gerando evolução.
  • 4.
    Contudo, não épossível manter a vantagem competitiva apenas apostando nas tecnologias e nos processos gerenciais, estas são apenas ferramentas para alcançar a liderança do mercado e o motivo é simples: estas ferramentas são facilmente adquiridas pelos seus concorrentes. Não é sustentável uma vantagem competitiva baseada apenas em novas tecnologias ou modelos gerenciais. Podemos levantar a seguinte questão: o que é necessário para mantermos nossa vantagem competitiva?
  • 5.
    Para obtermos aresposta, devemos analisar a atual conjuntura da sociedade onde as organizações estão inseridas e pensar inclusive a respeito do porquê das atualizações tecnológicas acontecerem de forma tão acelerada. Se levarmos adiante o pensamento acima podemos formular outra questão: quem ou o que promove a mudança tecnológica? A resposta a esta indagação é simples ou até mesmo óbvia: o conhecimento promove as mudanças. Mas, então, o que gera conhecimento?
  • 6.
    Máquinas não geramconhecimento. Elas apenas tratam as informações disponíveis. São as pessoas que geram conhecimento, e esta é a causa de falarmos tanto em “capital intelectual”, “gestão do conhecimento”, “era do conhecimento”. Desta forma, para mantermos nossa vantagem competitiva, precisamos de capital intelectual e da gestão adequada do conhecimento gerado por este “capital”, a única forma. Acredito que até aqui o leitor não deve estar impressionado, suponho que a reação seja até adversa: escreveu tudo isso para falar isso? É o óbvio...
  • 7.
    Mas quero chamara atenção a um ponto: por que, com raras exceções, as empresas não tratam adequadamente de seu capital intelectual e, pior ainda, do valioso conhecimento gerado por este “capital”? Por que tratam seus profissionais como meros Recursos? Não é difícil acharmos líderes despreparados, inclusive da alta diretoria das empresas, investidores que não se atentam ao capital intelectual de seus investimento, conselhos deliberativos que não possuem ao menos um conselheiro com os olhos voltados para o capital humano, comitês que debatem teorias, mas que não conseguem trazer para execução os pontos tratados, equipes e pessoas sendo psicologicamente mutiladas por líderes incompetentes e inábeis ao lidar com seus liderados, treinamento ineficazes...
  • 8.
    A resposta paraisso vem do passado. Embora estejamos na era do conhecimento, nós promovemos uma gestão baseada na era industrial, imaginamos nossos profissionais como meros executores em uma linha de montagem, peças que podemos trocar caso deem defeito, peças que podemos repor com facilidade, basta irmos até a nossa área de “Gestão de Pessoas”. Isso é nítido e ocorre de forma inconsciente, contrariamente ao nosso discurso oficial que é o da valorização do profissional.
  • 9.
    Continuemos com estaforma de agir e nossa empresa estará apta à derrota, perda de mercado, fuga do conhecimento e do capital intelectual. Proponho alinharmos o nosso discurso da era do conhecimento à prática efetiva de cuidarmos deste conhecimento. Sou a favor de metas, da produção com qualidade, do engajamento, do acompanhamento, do desenvolvimento. Mas, acima de tudo isso, que vejamos nossos profissionais como parceiros que ajudarão ao desenvolvimento da organização.
  • 10.
    Sou adepto aque a organização possa ser considerada um organismo vivo que interage com o meio em que está inserido e que cada profissional seja um membro deste organismo, sendo que, todos os membros figuram-se necessários para sua sobrevivência e desenvolvimento. Líderes atuais e os que virão, pensem em como seu capital intelectual está sendo tratado, reflitam se não estão mutilando parte de sua organização, conselheiros se atentem a estes pontos e investidores não permitam a destruição do maior valor que seu investimento pode ter: o conhecimento.
  • 11.
    Transformando os Recursosem Humanos. Esse é o caminho!
  • 12.
    LUCIANO EDUARDO SANCHES* • Sócio da MERITIS CONSULTORIA EMPRESARIAL e PAX CONSULTORIA JURÍDICA, especializado em: • Reestruturação da área de Gestão de Pessoas; • Preparação da área de Gestão de Pessoas para processos de IPO e M&A; • Gerenciamento empresarial de riscos trabalhistas e previdenciários; • Planejamento estratégico de remuneração variável (curto, médio e longo prazo); • * LUCIANO EDUARDO SANCHES atuou na TERCO GRANT THORNTON, DELOITTE TOUCHE TOHMATSU, ERNST & YOUNG TERCO, VOTORANTIM NOVOS NEGÓCIOS, entre outras empresas de grande e médio porte. • CONTATO: • Luciano.sanches@meritisbr.com • Luciano.sanches@paxng.com • SITES SUGERIDOS: • www.meritisbr.com • www.paxng.com • BLOG PESSOAL: • http://www.transformandorecursosemhumanos.blogspot.com.br/ • http://www.gestaosemparadigmas.blogspot.com.br/