INTRODUÇÃO

Encontramos no Antigo Testamento muitas passagens que afirmam o
modo de vida do Messias, quais seriam seus feitos, a índole de sua vida como
homem na Terra, a natureza de sua pessoa, a intensidade de seu sofrimento
na obra redentora da humanidade entre outras coisas que tornariam Jesus um
ser singular e marcante na história.
Muitos deturpam a Palavra ou desconfiam da veracidade do Novo
Testamento fazendo apologia contra a Divindade de Cristo, afirmando que os
cristão usurpam o Antigo Testamento, tentando ligar as profecias contidas nele
a pessoa de Jesus. As palavras de Norman Geisler e Frank Turek são exatas
para responder essas afirmações:
"Pode ser verdade que certas profecias messiânicas do AT tenham se tornado
claras apenas à luz da vida de Cristo. Mas isso não significa que tais
profecias sejam menos impressionantes. Veja da seguinte maneira: se não
podemos fazer as peças de um quebra-cabeça terem sentido sem a tampa da
caixa, por acaso isso significa que ninguém criou o quebra-cabeça? Não. Isso
significa que não existe um projeto no quebra-cabeça? Não. De fato, assim
que se vê a tampa da caixa, rapidamente percebe-se não apenas de que
maneira os pedaços se encaixam, mas quanto projeto foi requerido para
planejar as peças dessa maneira. Do mesmo modo, a vida de Jesus serve
como a tampa da caixa para muitas peças do quebra-cabeça profético
encontrado por todo o AT (...). Alguns já resumiram essa questão da
seguinte maneira: no AT, Cristo está oculto; no NT ele é revelado. Embora
muitas profecias sejam claras de antemão, algumas só podem ser vistas à luz
da vida de Cristo. Aquelas que se tornam claras depois de Cristo não deixam
de ser um produto do projeto sobrenatural como o são aquelas que já
1
estavam claras antes de Cristo."

Esse trabalho visará demostrar a divindade de Cristo através de trechos
e afirmações teológicas que comprovem esse fato inclusive alguns versículos
que reforcem as afirmações judaicas ligando o Messias a pessoa de Jesus.

1

GEISLER & TUREK. Não tenho fé suficiente para ser ateu p. 348-349.

1
1.DIVINDADE DE JESUS CRISTO

A maior afirmação dos Cristãos que entoa Jesus como divino é o fato
dEle ser considerado filho de Deus. Logo, citemos algumas profecias do Antigo
testamento que catalogam a pessoa de Deus Pai com Jesus Cristo2:

1.1 Títulos de Deus em Jesus Cristo
Texto do AT

Título

Texto do NT

Sl 23.1

Pastor

Jo 10.11

Is 44.6

Primeiro e Último

Ap 1.17

Jl 3.12

Juiz

Mt 25.31

Is 62.5

Noivo

Mt 25.1

Sl 27.1

Luz

Jo 8.12

Is 43.11

Salvador

Jo 4.42

Is 42.8

Glória de Deus

Jo 17.5

1Sm 2.6

Doador da Vida

Jo 5.21

Outro embasamento teológico é o de que Jesus cumpriu em si as
profecias relacionadas ao Messias, ou seja, o Filho de Deus encarnado na
Terra para redimir os pecados dos homens, que teriam como destino original o
inferno, lugar destinado a Satanás e seus anjos decadentes.

1.2 Textos do AT relacionados a Cristo
Texto do AT

Cumprimento no NT

Referente

Sl 22.1

Mt 27.46

O angustiante clamor do Messias

Sl 22.7,8

Mt 27.29, 41-44; Mc 15.18,2932; Lc 23.35-39

A multidão zomba de Jesus

Sl 22.18

Mt 27.35; Mc 15.24; Lc 23.34; Jo Lançam sortes sobre as vestes de Cristo
19.24

Sl 34.20

Jo 19.31-36

Os ossos do Messias não são quebrados

Sl 41.9

Jo 13.18

O Messias é traído por um amigo

2

As tabelas completas estão na Bíblia de Estudo Pentecostal p. 1074-1077, sob o título
"Profecias do Antigo Testamento Cumpridas em Cristo".

2
Texto do AT

Cumprimento no NT

Referente

Sl 69.21

Jo 19.29

A sede lancinante do Messias

Sl 118.22,23

Mt 21.42-44; Mc 12.10-12; Lc
A pedra rejeitada converte-se em pedra
20.17-19; At 4.10-11; 1 Pe 2.7,8 angular

Is 6.9,10

Mt 13.14-15; Mc 4.12; Lc 8.10;
Jo 12.37-41

Corações fechados ao Evangelho

Is 7.14

Mt 1.18-23; Lc 1.26-35

Nascimento virginal do Messias

Is 9.1-2

Mt 4.13-16; Mc 1.14-15; Lc
4.14,15

O ministério começa na Galiléia

Is 9.7

Jo 1.1,18

O Messias é Deus

Is 11.10

Rm 15.12

A salvação à disposição dos gentios

Is 40.3-5

Mt 3.3; Mc 1.3; Lc 3.4-6; Jo 1.23 O precursor de Cristo, uma voz no deserto

Is 53.1

Jo 12.38; Rm 10.16

Israel não crê no Messias

Is 53.3

Jo 1.11

O Messias é rejeitado pelo seu próprio povo

Is 53.4,5

Mt 8.16,17; Mc 1.32-34; Lc 4.40- Ministério curador do Servo do Senhor
41; 1 Pe 2.24

Is 53.7,8

Jo 1.29,36; At 8.30-35; 1 Pe
1.19; Ap 5.6,12

O Cordeiro sofredor de Deus

Is 53.9

Hb 4.15; 1 Pe 2.22

O Servo do Senhor não comete pecado

Is 53.9

Mt 27.57-60

O Messias é sepultado no sepulcro de um
homem rico

Is 53.12

Mt 27.38; Mc 15.27,28; Lc
22.37; Lc 23.33; Jo 19.18

O Servo do Senhor é contado com os
transgressores

Is 60.1-3

Mt 2.11; Rm 15.8-12

Os gentios vêm adorar o Messias

Jr 31.31-34

Lc 22.20; 1 Co 11.25; Hb 8.8-12; Jesus Cristo é o novo concerto
Hb 10.15-18

Ez 37.24,25

Jo 10.11,14,16; Hb 13.20; 1 Pe
5.4; Ez 37.26; Lc 22.20; 1 Co
11.25

O Bom pastor
O eterno concerto de paz do Messias

Dn 7.13,14

Mt 24.30; Mt 26.64; Mc 13.26;
A vinda do Filho do Homem
Mc 14.62; Lc 21.27; Ap 1.13; Ap
14.14

Zc 11.12,13

Mt 27.1-10

Ml 3.1

Mt 11.7-10; Mc 1.2-4; Lc 7.24-27 O precursor do Messias

Trinta moedas de prata por um campo de
oleiro

2. OS DISCÍPULOS DE CRISTO E SUAS AFIRMAÇÕES

Jesus escolheu para compartilhar os segredos mais íntimos de seu
ministério, pessoas de diferentes classes sociais inclusive de culturas
3
diferentes e diferentes formações, mas uma coisa eles tinham em comum,
todos eram Judeus e como todos os judeus, principalmente os da época,
tinham o fator religiosidade cumprido rigorosamente e de maneira afirmativa.
Quando observamos os registros realizados pelos discípulos de Jesus
sobre suas palavras e feitos, nos deparamos com a afirmação constante que o
Senhor é verdadeiramente Deus Salvador. Aceitar as palavras de um homem
que afirmava ser o próprio Deus encarnado, na concepção judaica era uma
blasfêmia, e os discípulos (todos eles inclusive Judas) se conformaram e
apoiaram em seus corações e ações esse fato.
"A maioria dos seguidores de Jesus eram judeus de profundas
convicções religiosas, que acreditavam em apenas um Deus
verdadeiro. Eram monoteístas até o fundo da alma, e, no entanto,
reconheceram-no como o Deus encarnado. Devido à sua profunda
formação rabínica, Paulo ainda teria menos probabilidade de atribuir
divindade a Jesus, adorar um homem de Nazaré e chamá-lo Senhor.
Mas foi exatamente o que ele fez. Reconheceu o cordeiro de Deus
(Jesus) como sendo Deus."3

O autor C.S. Lewis definiu de maneira brilhante a afirmação de Cristo
dentro do contexto vivido naquele tempo.
"Dentre esses judeus, surge de repente um homem que fala por toda
parte como se fosse Deus. Arroga a si mesmo o direito de perdoar os
pecados. Afirma que sempre existiu. Diz que virá julgar o mundo no
fim dos tempos. Ora, devemos tentar entender com toda a clareza o
que isso significa. Num povo panteísta, como os hindús, qualquer um
poderia proclamar com toda a paz que era uma parte de Deus ou
que era uma só coisa com Ele: não haveria nada de muito
surpreendente nisso. Mas esse homem era judeu, e, portanto não
poderia referir-se a esse tipo de Deus. Deus, na linguagem dos
judeus, era o Ser transcendente ao mundo, fora do mundo, Aquele
que tinha criado o universo e era infinitamente diferente desse
universo. Quando tivermos entendido o que isto quer dizer,
compreenderemos que o que esse homem proclamava constituía
simplesmente a afirmação mais chocante que jamais foi proferida por
lábios humanos."4

Jesus foi definido por alguns títulos por seus discípulos e todos eles o
exaltavam como divino e perfeito. Jesus foi chamado por eles de:
Primeiro e último: Ap 1.17; 2.8; 22.13
A verdadeira luz: Jo 1.19
3

McDOWELL. Mais que um carpinteiro p. 14.
LEWIS. Mero cristianismo p. 60-61.

4

4
Rocha ou pedra: 1Co 10.4; 1 Pe 2.6-8
Esposo: Ef 5.28-33; Ap 21.2
Supremo pastor: 1Pe 5.4
Grande pastor: Hb 13.20
Redentor: Tt 2.13; Ap 5.9
Perdoador de pecados: At 5.31; Cl 3.13
Salvador do mundo: Jo 4.42
Juiz dos vivos e mortos: 2Tm 4.1

Todos esses títulos são ligados a Deus no Antigo Testamento pelos
profetas, e homens de Deus daquela época. É irrefutável a crença de que
Jesus foi apenas um simples profeta, mestre ou moralista, pois em toda sua
história terrena Ele recebeu títulos atribuídos também a seu Pai, o Deus
Eterno.
Além desses atributos, os discípulos ainda atribuíram a Jesus Cristo:
- Poderes de Deus: Ressuscitou dos mortos (Jo 5.21; 11.38-44), perdoar
pecados (At 5.31; 13.38), criador (Jo 1.2; Cl 1.16), sustentação do universo (Cl
1.17).
- Associação dos nomes: Relacionando o nome de Jesus a Deus Pai, para
orações e ações (At 7.59; 1Co 5.4; Gl 1.3; Ef 1.2; Mt 28.19; 2 Co 13.14).
- Chamaram Jesus de Deus: Tomé, ao ver as marcas de Jesus (Jo 20.28),
Paulo, afirmando a plenitude divina em Cristo (Cl 2.9), e como grande Deus e
Salvador (Tt 2.13), Cristo como Deus, antes da encarnação (Fp 2.5-8) e o autor
de Hebreus (Hb 1.3,8), João, em sua afirmação quanto ao Verbo (Jo 1.1),
Felipe, pregando ao Eunuco (At 8.35-38), Estevão, na sua grande defesa (At
7), Pedro e João nas epístolas (1 e 2 Pe; 1, 2 e 3 Jo), e Judas em (Jd 4).
Nestas passagens, fica claro que os discípulos de Jesus entenderam
bem suas palavras e proclamaram corretamente sua divindade. Estas
afirmações acima, são uma pequena amostra de todas aquelas que os
discípulosdefiniram ao longo do Novo testamento. Além do testemunho dado
pelos seguidores de Jesus, houveram várias outras testemunhas que relataram
do poder e da nova aliança entre Deus e a Igreja através de Jesus, a dos pais
da fé.

5
CONCLUSÃO

Qualquer corrente que afirme que Jesus não é Deus, nem que sua
natureza é divina, ou que as profecias nEle não foram cumpridas, como
também que os discípulos dEle não o adoraram como Deus não adoram-No
como Deus. São grupos que até hoje tem pervertido a mentalidade de uma
parte da igreja e tem-na levado a caminhos de perdição.
O Cristianismo tem em sua essência na aclamação de Jesus como
entidade pertencente a “Triunidade Divina”, ou seja, Jesus como o Deus
encarnado.
A crença em Jesus produz em nós cristãos o sentimento de realização
plena em nossa fé, essa crença fundamenta os valores e servem como base
para a confirmação dessa religião que mais se assemelha a uma filosofia de
vida.
Isso não é fruto de alienação, mas de uma fé muito bem fundamentada
nos ensinamentos de Jesus, que leva aquele que crê a aceitá-lo em plenitude
como Senhor e Salvador (Cl 1.27; Jo 14.20; 15.4). Desta forma, aceitar
doutrinas estranhas quanto a quem é Jesus, implica em comprometer o
relacionamento com Ele.
A aceitação de Jesus como uma pessoa divina produz naquele que crê
uma certeza de salvação, pois não há homem que supere e mude os planos de
Deus, mas um ser híbrido, um Deus-homem poderia tocar o coração de Seu
Pai a ponto de morrer por uma causa e salvar a coroa de Sua criação, nós
seres humano.

6
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD. Rio de Janeiro, RJ: 1997
Bíblia Apologética de Estudo. 2ª edição. ICP Editora. São Paulo, SP: 2005.SP:
2002.
GEISLER, Norman L. & TUREK, Frank.Não tenho fé suficiente para ser ateu.
Editora Vida. São Paulo, SP: 2006.
LEWIS, C.S. Mero cristianismo. Quadrante. São Paulo, SP: 1997.
McDOWELL, Josh. Mais que um carpinteiro. 2ª edição. Editora Betânia.
Venda Nova, MG: 1980.

7

Trabalho da mainha

  • 1.
    INTRODUÇÃO Encontramos no AntigoTestamento muitas passagens que afirmam o modo de vida do Messias, quais seriam seus feitos, a índole de sua vida como homem na Terra, a natureza de sua pessoa, a intensidade de seu sofrimento na obra redentora da humanidade entre outras coisas que tornariam Jesus um ser singular e marcante na história. Muitos deturpam a Palavra ou desconfiam da veracidade do Novo Testamento fazendo apologia contra a Divindade de Cristo, afirmando que os cristão usurpam o Antigo Testamento, tentando ligar as profecias contidas nele a pessoa de Jesus. As palavras de Norman Geisler e Frank Turek são exatas para responder essas afirmações: "Pode ser verdade que certas profecias messiânicas do AT tenham se tornado claras apenas à luz da vida de Cristo. Mas isso não significa que tais profecias sejam menos impressionantes. Veja da seguinte maneira: se não podemos fazer as peças de um quebra-cabeça terem sentido sem a tampa da caixa, por acaso isso significa que ninguém criou o quebra-cabeça? Não. Isso significa que não existe um projeto no quebra-cabeça? Não. De fato, assim que se vê a tampa da caixa, rapidamente percebe-se não apenas de que maneira os pedaços se encaixam, mas quanto projeto foi requerido para planejar as peças dessa maneira. Do mesmo modo, a vida de Jesus serve como a tampa da caixa para muitas peças do quebra-cabeça profético encontrado por todo o AT (...). Alguns já resumiram essa questão da seguinte maneira: no AT, Cristo está oculto; no NT ele é revelado. Embora muitas profecias sejam claras de antemão, algumas só podem ser vistas à luz da vida de Cristo. Aquelas que se tornam claras depois de Cristo não deixam de ser um produto do projeto sobrenatural como o são aquelas que já 1 estavam claras antes de Cristo." Esse trabalho visará demostrar a divindade de Cristo através de trechos e afirmações teológicas que comprovem esse fato inclusive alguns versículos que reforcem as afirmações judaicas ligando o Messias a pessoa de Jesus. 1 GEISLER & TUREK. Não tenho fé suficiente para ser ateu p. 348-349. 1
  • 2.
    1.DIVINDADE DE JESUSCRISTO A maior afirmação dos Cristãos que entoa Jesus como divino é o fato dEle ser considerado filho de Deus. Logo, citemos algumas profecias do Antigo testamento que catalogam a pessoa de Deus Pai com Jesus Cristo2: 1.1 Títulos de Deus em Jesus Cristo Texto do AT Título Texto do NT Sl 23.1 Pastor Jo 10.11 Is 44.6 Primeiro e Último Ap 1.17 Jl 3.12 Juiz Mt 25.31 Is 62.5 Noivo Mt 25.1 Sl 27.1 Luz Jo 8.12 Is 43.11 Salvador Jo 4.42 Is 42.8 Glória de Deus Jo 17.5 1Sm 2.6 Doador da Vida Jo 5.21 Outro embasamento teológico é o de que Jesus cumpriu em si as profecias relacionadas ao Messias, ou seja, o Filho de Deus encarnado na Terra para redimir os pecados dos homens, que teriam como destino original o inferno, lugar destinado a Satanás e seus anjos decadentes. 1.2 Textos do AT relacionados a Cristo Texto do AT Cumprimento no NT Referente Sl 22.1 Mt 27.46 O angustiante clamor do Messias Sl 22.7,8 Mt 27.29, 41-44; Mc 15.18,2932; Lc 23.35-39 A multidão zomba de Jesus Sl 22.18 Mt 27.35; Mc 15.24; Lc 23.34; Jo Lançam sortes sobre as vestes de Cristo 19.24 Sl 34.20 Jo 19.31-36 Os ossos do Messias não são quebrados Sl 41.9 Jo 13.18 O Messias é traído por um amigo 2 As tabelas completas estão na Bíblia de Estudo Pentecostal p. 1074-1077, sob o título "Profecias do Antigo Testamento Cumpridas em Cristo". 2
  • 3.
    Texto do AT Cumprimentono NT Referente Sl 69.21 Jo 19.29 A sede lancinante do Messias Sl 118.22,23 Mt 21.42-44; Mc 12.10-12; Lc A pedra rejeitada converte-se em pedra 20.17-19; At 4.10-11; 1 Pe 2.7,8 angular Is 6.9,10 Mt 13.14-15; Mc 4.12; Lc 8.10; Jo 12.37-41 Corações fechados ao Evangelho Is 7.14 Mt 1.18-23; Lc 1.26-35 Nascimento virginal do Messias Is 9.1-2 Mt 4.13-16; Mc 1.14-15; Lc 4.14,15 O ministério começa na Galiléia Is 9.7 Jo 1.1,18 O Messias é Deus Is 11.10 Rm 15.12 A salvação à disposição dos gentios Is 40.3-5 Mt 3.3; Mc 1.3; Lc 3.4-6; Jo 1.23 O precursor de Cristo, uma voz no deserto Is 53.1 Jo 12.38; Rm 10.16 Israel não crê no Messias Is 53.3 Jo 1.11 O Messias é rejeitado pelo seu próprio povo Is 53.4,5 Mt 8.16,17; Mc 1.32-34; Lc 4.40- Ministério curador do Servo do Senhor 41; 1 Pe 2.24 Is 53.7,8 Jo 1.29,36; At 8.30-35; 1 Pe 1.19; Ap 5.6,12 O Cordeiro sofredor de Deus Is 53.9 Hb 4.15; 1 Pe 2.22 O Servo do Senhor não comete pecado Is 53.9 Mt 27.57-60 O Messias é sepultado no sepulcro de um homem rico Is 53.12 Mt 27.38; Mc 15.27,28; Lc 22.37; Lc 23.33; Jo 19.18 O Servo do Senhor é contado com os transgressores Is 60.1-3 Mt 2.11; Rm 15.8-12 Os gentios vêm adorar o Messias Jr 31.31-34 Lc 22.20; 1 Co 11.25; Hb 8.8-12; Jesus Cristo é o novo concerto Hb 10.15-18 Ez 37.24,25 Jo 10.11,14,16; Hb 13.20; 1 Pe 5.4; Ez 37.26; Lc 22.20; 1 Co 11.25 O Bom pastor O eterno concerto de paz do Messias Dn 7.13,14 Mt 24.30; Mt 26.64; Mc 13.26; A vinda do Filho do Homem Mc 14.62; Lc 21.27; Ap 1.13; Ap 14.14 Zc 11.12,13 Mt 27.1-10 Ml 3.1 Mt 11.7-10; Mc 1.2-4; Lc 7.24-27 O precursor do Messias Trinta moedas de prata por um campo de oleiro 2. OS DISCÍPULOS DE CRISTO E SUAS AFIRMAÇÕES Jesus escolheu para compartilhar os segredos mais íntimos de seu ministério, pessoas de diferentes classes sociais inclusive de culturas 3
  • 4.
    diferentes e diferentesformações, mas uma coisa eles tinham em comum, todos eram Judeus e como todos os judeus, principalmente os da época, tinham o fator religiosidade cumprido rigorosamente e de maneira afirmativa. Quando observamos os registros realizados pelos discípulos de Jesus sobre suas palavras e feitos, nos deparamos com a afirmação constante que o Senhor é verdadeiramente Deus Salvador. Aceitar as palavras de um homem que afirmava ser o próprio Deus encarnado, na concepção judaica era uma blasfêmia, e os discípulos (todos eles inclusive Judas) se conformaram e apoiaram em seus corações e ações esse fato. "A maioria dos seguidores de Jesus eram judeus de profundas convicções religiosas, que acreditavam em apenas um Deus verdadeiro. Eram monoteístas até o fundo da alma, e, no entanto, reconheceram-no como o Deus encarnado. Devido à sua profunda formação rabínica, Paulo ainda teria menos probabilidade de atribuir divindade a Jesus, adorar um homem de Nazaré e chamá-lo Senhor. Mas foi exatamente o que ele fez. Reconheceu o cordeiro de Deus (Jesus) como sendo Deus."3 O autor C.S. Lewis definiu de maneira brilhante a afirmação de Cristo dentro do contexto vivido naquele tempo. "Dentre esses judeus, surge de repente um homem que fala por toda parte como se fosse Deus. Arroga a si mesmo o direito de perdoar os pecados. Afirma que sempre existiu. Diz que virá julgar o mundo no fim dos tempos. Ora, devemos tentar entender com toda a clareza o que isso significa. Num povo panteísta, como os hindús, qualquer um poderia proclamar com toda a paz que era uma parte de Deus ou que era uma só coisa com Ele: não haveria nada de muito surpreendente nisso. Mas esse homem era judeu, e, portanto não poderia referir-se a esse tipo de Deus. Deus, na linguagem dos judeus, era o Ser transcendente ao mundo, fora do mundo, Aquele que tinha criado o universo e era infinitamente diferente desse universo. Quando tivermos entendido o que isto quer dizer, compreenderemos que o que esse homem proclamava constituía simplesmente a afirmação mais chocante que jamais foi proferida por lábios humanos."4 Jesus foi definido por alguns títulos por seus discípulos e todos eles o exaltavam como divino e perfeito. Jesus foi chamado por eles de: Primeiro e último: Ap 1.17; 2.8; 22.13 A verdadeira luz: Jo 1.19 3 McDOWELL. Mais que um carpinteiro p. 14. LEWIS. Mero cristianismo p. 60-61. 4 4
  • 5.
    Rocha ou pedra:1Co 10.4; 1 Pe 2.6-8 Esposo: Ef 5.28-33; Ap 21.2 Supremo pastor: 1Pe 5.4 Grande pastor: Hb 13.20 Redentor: Tt 2.13; Ap 5.9 Perdoador de pecados: At 5.31; Cl 3.13 Salvador do mundo: Jo 4.42 Juiz dos vivos e mortos: 2Tm 4.1 Todos esses títulos são ligados a Deus no Antigo Testamento pelos profetas, e homens de Deus daquela época. É irrefutável a crença de que Jesus foi apenas um simples profeta, mestre ou moralista, pois em toda sua história terrena Ele recebeu títulos atribuídos também a seu Pai, o Deus Eterno. Além desses atributos, os discípulos ainda atribuíram a Jesus Cristo: - Poderes de Deus: Ressuscitou dos mortos (Jo 5.21; 11.38-44), perdoar pecados (At 5.31; 13.38), criador (Jo 1.2; Cl 1.16), sustentação do universo (Cl 1.17). - Associação dos nomes: Relacionando o nome de Jesus a Deus Pai, para orações e ações (At 7.59; 1Co 5.4; Gl 1.3; Ef 1.2; Mt 28.19; 2 Co 13.14). - Chamaram Jesus de Deus: Tomé, ao ver as marcas de Jesus (Jo 20.28), Paulo, afirmando a plenitude divina em Cristo (Cl 2.9), e como grande Deus e Salvador (Tt 2.13), Cristo como Deus, antes da encarnação (Fp 2.5-8) e o autor de Hebreus (Hb 1.3,8), João, em sua afirmação quanto ao Verbo (Jo 1.1), Felipe, pregando ao Eunuco (At 8.35-38), Estevão, na sua grande defesa (At 7), Pedro e João nas epístolas (1 e 2 Pe; 1, 2 e 3 Jo), e Judas em (Jd 4). Nestas passagens, fica claro que os discípulos de Jesus entenderam bem suas palavras e proclamaram corretamente sua divindade. Estas afirmações acima, são uma pequena amostra de todas aquelas que os discípulosdefiniram ao longo do Novo testamento. Além do testemunho dado pelos seguidores de Jesus, houveram várias outras testemunhas que relataram do poder e da nova aliança entre Deus e a Igreja através de Jesus, a dos pais da fé. 5
  • 6.
    CONCLUSÃO Qualquer corrente queafirme que Jesus não é Deus, nem que sua natureza é divina, ou que as profecias nEle não foram cumpridas, como também que os discípulos dEle não o adoraram como Deus não adoram-No como Deus. São grupos que até hoje tem pervertido a mentalidade de uma parte da igreja e tem-na levado a caminhos de perdição. O Cristianismo tem em sua essência na aclamação de Jesus como entidade pertencente a “Triunidade Divina”, ou seja, Jesus como o Deus encarnado. A crença em Jesus produz em nós cristãos o sentimento de realização plena em nossa fé, essa crença fundamenta os valores e servem como base para a confirmação dessa religião que mais se assemelha a uma filosofia de vida. Isso não é fruto de alienação, mas de uma fé muito bem fundamentada nos ensinamentos de Jesus, que leva aquele que crê a aceitá-lo em plenitude como Senhor e Salvador (Cl 1.27; Jo 14.20; 15.4). Desta forma, aceitar doutrinas estranhas quanto a quem é Jesus, implica em comprometer o relacionamento com Ele. A aceitação de Jesus como uma pessoa divina produz naquele que crê uma certeza de salvação, pois não há homem que supere e mude os planos de Deus, mas um ser híbrido, um Deus-homem poderia tocar o coração de Seu Pai a ponto de morrer por uma causa e salvar a coroa de Sua criação, nós seres humano. 6
  • 7.
    REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Bíblia deEstudo Pentecostal. CPAD. Rio de Janeiro, RJ: 1997 Bíblia Apologética de Estudo. 2ª edição. ICP Editora. São Paulo, SP: 2005.SP: 2002. GEISLER, Norman L. & TUREK, Frank.Não tenho fé suficiente para ser ateu. Editora Vida. São Paulo, SP: 2006. LEWIS, C.S. Mero cristianismo. Quadrante. São Paulo, SP: 1997. McDOWELL, Josh. Mais que um carpinteiro. 2ª edição. Editora Betânia. Venda Nova, MG: 1980. 7