2
2
PLANO DE ENSINO
2EMENTA
Conceitos Básicos. Técnicas de Análises: APR,
HAZOP, AMFE, AAF, WHAT IF E ANALISE DE
CONSEQUENCIAS E VULNERABILIDADE
3.
3
PLANO DE ENSINO
3OBJETIVOS
Possibilitar ao aluno a apresentação e a perspectiva
histórica dos riscos ambientais. Apontar os objetivos da
análise de risco, conceitos e definições. Aceitabilidade
do risco. Fontes de risco. Agentes químicos, físicos,
biológicos, sócio-econômicos. Suas consequências ao
homem. Proporcionar a avaliação técnica e percepção
do risco.
4.
4
PLANO DE ENSINO
4CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
4.1 Técnicas de análise de riscos
Conceitos básicos
Tipos de riscos ambientais
Um longo histórico de acidentes tecnológicos
4.2 Estudos de análise de risco
Critério para exigência de estudos de análise de risco
4.3 Técnicas de análises
Análise preliminar de riscos – APR
Estudo de riscos e operabilidade – HAZOP
Tipos de ruptura e análise das consequências – AMFE
Análise de árvore de falhas – AAF
7
7
1 – INTRODUÇÃO– cont.
PERIGO – Situação ou condição que tem potencial de acarretar
consequências indesejáveis.
Substância;
Instalação;
Artefato.
8.
8
8
1 – INTRODUÇÃO– cont.
RISCO – Contextualização de uma situação de
perigo, ou seja, a possibilidade da materialização
do perigo ou de um evento indesejado ocorrer.
R = P x C (Probabilidade x Magnitude da consequência)
Risco = {Cenário, frequência, consequência}
9.
9
9
1 – INTRODUÇÃO– cont.
• Alto Risco, Risco presente.
• Controle do Risco,
• Risco ainda presente.
• Eliminação/controle do
risco,“Risco isolado”
Risco / Perigo
Controle do
Risco
Eliminação do Risco /
Perigo
10.
10
10
2 – RISCOAMBIENTAL
RISCO AMBIENTAL – Potencial de realização
de consequências adversas indesejadas para a
saúde ou vida humana, para o ambiente ou para
bens materiais (Segundo Society of Risk
Analysis).
11.
11
11
2 – RISCOAMBIENTAL – cont.
Perguntas do tipo “o que aconteceria se…” são muitas
vezes feitas ao se analisar a viabilidade ambiental de um
projeto.
As consequências do mau funcionamento do
empreendimento podem ser mais significativas do que
os impactos decorrentes de seu funcionamento normal.
São situações que tipificam risco ambiental
risco ambiental.
13
13
3 – TIPOSDE RISCOS AMBIENTAIS – cont.
1- TECNOLÓGICOS
1- TECNOLÓGICOS
São aqueles cuja origem está diretamente ligada à ação
humana. Incluem-se os riscos:
de acidentes tecnológicos – explosão, vazamento etc;
à saúde – humana ou dos ecossistemas.
14.
14
14
Causados por diferentesações antrópicas, como:
utilização ou liberação de substâncias químicas,
radiações ionizantes e
organismos geneticamente modificados.
1- TECNOLÓGICOS
1- TECNOLÓGICOS
3 – TIPOS DE RISCOS AMBIENTAIS – cont.
15.
15
15
As atividades derisco são chamadas de perigosas, e incluem,
dentre aquelas:
capazes de causar dano ambiental;
muitas atividades industriais;
o transporte e o armazenamento de produtos químicos;
o lançamento de poluentes;
a manipulação genética.
1- TECNOLÓGICOS
1- TECNOLÓGICOS
3 – TIPOS DE RISCOS AMBIENTAIS – cont.
17
17
Tipos de riscos:
Agudo– imediatos;
Crônico – médio ou longo prazo.
1- TECNOLÓGICOS
1- TECNOLÓGICOS
3 – TIPOS DE RISCOS AMBIENTAIS – cont.
18.
18
18
Agudos e crônicos,há duas famílias de análise de risco:
Uma voltada para análise de situações agudas – como
acidentes industriais ampliados;
Outro para situações crônicas – como a exposição da
população a agentes:
Físicos – como ruído;
Químicos – como substâncias presentes em águas subterrâneas
utilizadas para abastecimento doméstico.
1- TECNOLÓGICOS
1- TECNOLÓGICOS
3 – TIPOS DE RISCOS AMBIENTAIS – cont.
19.
19
19
2- NATURAIS
2- NATURAIS
•ATMOSFÉRICOS– Aqueles oriundos de processos e fenômenos
metereológicos e climáticos que têm lugar na atmosfera, incluindo
os de temporalidade:
Curta – como tornados, trombas d’água, granizo, raios, etc;
Longa – como secas.
3 – TIPOS DE RISCOS AMBIENTAIS – cont.
20.
20
20
•HIDROLÓGICOS – inundações.
2-NATURAIS
2- NATURAIS
Maior represa da China libera água para tentar
diminuir enchentes no país.
3 – TIPOS DE RISCOS AMBIENTAIS – cont.
21.
21
21
OBSERVAÇÃO
OBSERVAÇÃO
3 – TIPOSDE RISCOS AMBIENTAIS – cont.
Uma inundação pode ser o resultado de uma chuva que não foi suficientemente
absorvida pelo solo e outras formas de escoamento, causando
transbordamentos. Também pode ser provocada de forma induzida pelo homem
através da construção de barragens e pela abertura ou rompimento de
comportas de represas.
Enchente ou cheia é, geralmente, uma situação natural de transbordamento
de água do seu leito natural (leito menor), qual seja, córregos, arroios, lagos,
rios, ribeirões, provocadas geralmente por chuvas intensas e contínuas.
Existe uma distinção conceitual entre os termos enchente e inundação: a
diferença fundamental é que o primeiro termo refere-se a uma ocorrência
natural, que normalmente não afeta diretamente a população, tendo em vista
sua ciclicidade. Já as inundações são decorrentes de modificações no uso do
solo e podem provocar danos de grandes proporções.
22.
22
22
2- NATURAIS
2- NATURAIS
•GEOLÓGICOS– podem ser subdivididos nos que têm origem em
processos:
Endógenos – sismos e atividade vulcânica;
Exógenos – escorregamentos, subsidências e processos erosivos e
de assoreamento.
Nota: Em geologia, geografia e topografia subsidência refere-se ao movimento de uma superfície (geralmente a superfície da Terra) à
medida que ela se desloca para baixo relativamente a um nível de referência, como seja o nível médio do mar. O oposto de
subsidência é o levantamento tectônico, que resulta num aumento da elevação.
3 – TIPOS DE RISCOS AMBIENTAIS – cont.
23.
23
23
•BIOLÓGICOS – relativosà atuação de agentes vivos, como
organismos patogênicos.
2- NATURAIS
2- NATURAIS
Bactérias Vírus Protozoários Fungos Parasita
3 – TIPOS DE RISCOS AMBIENTAIS – cont.
26
26
4 – FONTESDE RISCO – cont.
Consequências ao homem:
•Toxicidade;
•efeito carcinogênico e;
•não carcinogênico.
Impacto ao meio ambiente:
•chuva ácida;
•efeito estufa;
• valores estéticos.
27.
27
27
5 – GESTÃODE RISCOS
Identificação
de Perigos
Avaliação de Riscos
Medidas de Redução
Selecionar e definir as
medidas de controle
Atende Critérios
de tolerabilidade
Não
Sim
28.
28
28
6 – ACIDENTESTECNOLÓGICOS
Local – Cubatão, Brasil
Data – 25/02/1984
Evento - Vazamento de ~700.000 L de gasolina de um duto
seguido de incêndio.
Consequências – 93 mortos, 4 mil feridos
Fonte: Cetesb, www.cetesb.sp.gov.br, acesso em 24 de setembro de 2006.
29.
29
29
6 – ACIDENTESTECNOLÓGICOS – cont.
Local – Tchernobil, Ucrânia
Data – 26 de abril de 1986
Evento - Vazamento de radioatividade.
Consequências – 32 mortos, 135 mil evacuados.
Fonte: Crié (1989); a nuvem radioativa atingiu a Europa.
30.
30
30
Local – Duquede Caxias, Brasil
Data – 18 de janeiro de 2000.
Evento - Vazamento de 1.300.000 de óleo combustível de um duto
na baía da Guanabara.
Consequências – Contaminação de praias, mangues, danos à
pesca e ao turismo.
Fonte: Jablonski, Azevedo e Moreira, 2006.
6 – ACIDENTES TECNOLÓGICOS – cont.
31.
31
31
7 – ACIDENTESNATURAIS
Local – Santa Catarina, Brasil
Data – 22 de novembro de 2008.
Evento - Inundações.
Consequências – Registro de 12.027 desalojados e desabrigados,
sendo 2.637 desabrigados e 9.390 desalojados. 135 óbitos e 02
desaparecidos confirmados.
Fonte: http://www.desastre.sc.gov.br/
32.
32
32
7 – ACIDENTESNATURAIS
Local – Alagoas
Data – 06/2010.
Evento - Chuva.
Fonte: http://www.globo.com
34
34
8 – CONSIDERAÇÕESFINAIS
A avaliação de riscos, como a avaliação da importância de
impactos, implica juízo de valor.
O conceito de risco aceitável vem sendo discutido há décadas.
Algumas pessoas são mais propensas a correr ou aceitar riscos,
enquanto outras mostram aversões a situações arriscadas.
Para o ambiente, a dificuldade é maior, pois muitas vezes trata-se
de riscos impostos e não voluntários, e a fonte de risco é a
atividade exercida por um terceiro e não pelo próprio individuo.
36
36
1 – INTRODUÇÃO
Aavaliação de riscos é uma atividade correlata à AIA,
mas as duas se envolvem em contextos separados, por
comunidades profissionais e disciplinares diferentes.
37.
37
37
2 – RISCOAMBIENTAL – cont.
A avaliação de riscos é usualmente realizada em quatro etapas:
Idenfificação dos perigos;
Análise das consequências e estimativa dos riscos;
Avaliação dos riscos;
Gerencimento dos riscos.
38.
38
38
2 – RISCOAMBIENTAL – cont.
A avaliação de riscos é uma tentativa de estimar matematicamente
as probabilidades de um evento e a magnitude de suas
consequências.
A avaliação de risco é a aplicação de um juízo de valor para
discutir a importância dos riscos e suas consequências sociais,
econômicas e ambientais.
39.
39
39
2 – RISCOAMBIENTAL – cont.
Já o gerenciamento dos riscos é um termo que engloba o conjunto
de atividades de identificação, estimação, comunicação e
avaliação de riscos, associado à avaliação de alternativas de
minimização dos riscos e suas consequências.
40.
40
40
3 – ESTUDODE ANÁLISE DE RISCOS
Tipo de estudo
Nível de periculosidade
da instalação
Vulnerabilidade da
região
Periculosidade das
substâncias
Quantidade das
substâncias
Critérios para exigência de estudo de análise de risco (Ex.: São Paulo)
41.
41
41
3 – ESTUDODE ANÁLISE DE RISCOS – cont.
Principais itens do tal estudo são (Companhia ambiental de São Paulo -
Cetesb, 2003, p. 35):
•Caracterização do empreendimento e da região;
•Identificação dos perigos e consolidação de cenários de
acidentes;
•Estimativa dos efeitos físicos e análises de vulnerabilidade;
•Estimativa de frequências;
•Estimativa e avaliação de riscos;
•Gerenciamento de riscos.
42.
42
42
4 - PREVENÇÃODE RISCOS E ATENDIMENTO A EMERGÊNCIAS
Alguns impactos são de ocorrência incerta, mas a incerteza não
pode de forma alguma, ser negligenciada na avaliação de impacto
ambiental, e muito menos durante o ciclo de vida do
empreendimento.
Dois conjuntos de medidas especificamente voltadas para a
gestão de riscos podem fazer parte do plano de gestão ambiental:
O plano de gerenciamento de riscos;
O plano de atendimento a emergências.
43.
43
43
4 - PREVENÇÃODE RISCOS E ATENDIMENTO A EMERGÊNCIAS – cont.
O plano de gerenciamento de riscos (PGR) deve contemplar todas
as ações voltadas para a prevenção de acidentes ambientais e
todas as ações a serem implementadas em caso de ocorrência de
um acidente.
Cabe ao órgão licenciador determinar a necessidade de
apresentação de um PGR, a fase do processo de licenciamento
em que o plano e seu conteúdo devem ser apresentados.
44.
44
44
4 - PLANODE ATENDIMENTO A EMERGÊNCIAS
DEFINIÇÕES:
Plano de Ação de Emergências
Plano de Ação de Emergências – é uma espécie de documento-
síntese da análise de risco, devendo descrever as instalações, os
cenários acidentais, as atribuições e as responsabilidades dos
envolvidos, um fluxograma de acionamento, as ações de resposta às
situações emergenciais identificadas nos cenários acidentais
considerados, os recursos humanos e materiais, os programas de
treinamento e divulgação e documentos anexos como plantas, listas de
equipamentos etc.
45.
45
45
4 - PLANODE ATENDIMENTO A EMERGÊNCIAS – cont.
DEFINIÇÕES:
Plano de Contingência
Plano de Contingência – também chamado de planejamento de
riscos, plano de continuidade de negócios ou plano de recuperação de
desastres.
É um documento onde estão definidas as responsabilidades,
estabelecidas uma organização para atender a uma emergência e
contém informações detalhadas sobre as características da área
envolvida. É um documento desenvolvido com o intuito de treinar,
organizar, orientar, facilitar, agilizar e uniformizar as ações necessárias
às respostas de controle e combate às ocorrências anormais.
46.
46
46
4 - PREVENÇÃODE RISCOS E ATENDIMENTO A EMERGÊNCIAS – cont.
TIPO I(1)
TIPO II(2)
Informações de segurança de
processo
Informações de segurança de
processo
Revisão dos riscos de processos
Gerenciamento de modificações
Manutenção e garantia da integridade
de sistemas críticos
Manutenção e garantia da integridade
de sistemas críticos
Procedimentos operacionais Procedimentos operacionais
Capacitação de recursos humanos Capacitação de recursos humanos
Investigação de incidentes
Plano de ação a emergências (PAE) Plano de ação a emergências (PAE)
Auditorias
(1)Para empreendimentos de médio e grande porte.
(2)Para empreendimentos de pequeno porte.
Fonte: Cetesb (2003).
Estrutura de um Plano de gerenciamento de Riscos
47.
47
47
5 – PLANODE GESTÃO DE RISCOS
Muitas vezes a preparação de um estudo completo de análise de
riscos pode ser substituída pela preparação de um plano de
gerenciamento de riscos (PGR).
Esse PGR pode facilmente ser incorporados a um EIA ou a algum
documento subsequente no processo de licenciamento ambiental.
48.
48
48
5 – PLANODE GESTÃO DE RISCOS – cont.
Itens de um PGR:
Informações de segurança do processo;
Revisão dos riscos do processo;
Gerenciamento de modificações;
Manutenção e garantia da integridade de sistemas críticos;
Procedimentos operacionais;
Investigação de incidentes;
Capacitação de recursos humanos;
Plano de ação e emergência;
Auditorias.
49.
49
49
6 – FERRAMENTASPARA ANÁLISE DE RISCOS
A análise de riscos ambientais teve grande desenvolvimento com
a indústria nuclear.
Acidentes com reatores e outras instalações nucleares são
tipicamente de baixa probabilidade de ocorrência, porém de
grandes consequências.
50.
50
50
6 – FERRAMENTASPARA ANÁLISE DE RISCOS – cont.
Técnica de identificação de riscos:
1. Análise histórica de acidentes;
2. Inspeção de segurança;
3. Lista de verificação;
4. Método “E se…?”;
5. Análise preliminar de riscos;
6. Estudo de riscos e operabilidade;
7. Tipos de ruptura e análise das consequências;
8. Análise de árvore de falhas;
9. Análise de árvore de eventos;
10.Análise de causas e consequências.
51.
51
51
6 – FERRAMENTASPARA ANÁLISE DE RISCOS – cont.
1. Análise histórica de acidentes;
Consiste no levantamento de acidentes ocorridos em instalações
similares, utilizando-se a consulta a bancos de dados de acidentes
ou referências bibliográficas específicas.
52.
52
52
6 – FERRAMENTASPARA ANÁLISE DE RISCOS – cont.
2. Inspeção de segurança;
Por definição, é um método que somente se aplica a instalações
em funcionamento.
53.
53
53
6 – FERRAMENTASPARA ANÁLISE DE RISCOS – cont.
3. Lista de verificação;
Baseia-se na elaboração e aplicação de uma sequência lógica de
questões para a avaliação das condições de segurança de uma
instalação, por meio de suas condições físicas, dos equipamentos
utilizados e das operações praticadas.
Lista de verificação aplicam-se às etapas de elaboração de
projeto, de construção, de operação e durante as paradas para
manutenção.
54.
54
54
6 – FERRAMENTASPARA ANÁLISE DE RISCOS – cont.
4. Método “E se…?”;
Trata-se da identificação de eventos indesejados feita por uma
equipe de dois ou três especialistas experientes;
Melhores resultados podem ser obtidos quando da sua aplicação
em instalações existentes.
55.
55
55
6 – FERRAMENTASPARA ANÁLISE DE RISCOS – cont.
5. Análise preliminar de riscos;
É uma técnica que foi desenvolvida especificamente para
aplicação nas etapas de planejamento de projetos, visando a uma
identificação precoce de situações indesejadas, o que possibilita
adequação do projeto antes que recursos de grande monta
tenham sido comprometidos.
Trata-se, portanto, de uma técnica de potencial emprego em EIA,
pois não exige o detalhamento da instalação industrial a ser
analisada.
56.
56
56
6 – FERRAMENTASPARA ANÁLISE DE RISCOS – cont.
5. Análise preliminar de riscos; - cont.
Preparam-se planilhas nas quais, para cada perigo identificado,
são levantadas suas possíveis causas, efeitos potenciais e
medidas básicas de controle aplicáveis (preventivas ou corretivas).
Além da identificação, os perigos são também avaliados com
relação à frequência e grau de severidade de suas
consequências.
A análise preliminar de perigos pode ser uma etapa inicial, seguida
de outras ferramentas de análise.
57.
57
57
6 – FERRAMENTASPARA ANÁLISE DE RISCOS – cont.
6. Estudos de riscos e operabilidade;
Consiste no trabalho integrado de uma equipe de especialistas
que realiza um exame crítico sistemático a fim de avaliar o
potencial de riscos decorrentes da má operação ou mau
funcionamento de itens individuais dos equipamentos e os efeitos
na instalação, seguindo uma estrutura dada por determinadas
palavras-guia que permitam identificar desvios ou afastamentos da
normalidade.
58.
58
58
6 – FERRAMENTASPARA ANÁLISE DE RISCOS – cont.
6. Estudos de riscos e operabilidade; - cont.
Segundo Awazu (1993, p. 3200-3215), a melhor ocasião para a
realização de um estudo de riscos e operabilidade é a fase em que
o projeto se encontra razoavelmente consolidado.
Nessa altura, o projeto já está bem definido, a ponto de permitir a
formulação de respostas expressivas às perguntas do estudo.
Além disso, neste ponto ainda é possível alterar o projeto sem
grandes despesas.
59.
59
59
6 – FERRAMENTASPARA ANÁLISE DE RISCOS – cont.
7. Tipos de ruptura e análise de riscos das consequências;
Consiste na identificação de falhas hipotéticas, anotadas em uma
planilha, na qual cada falha é relacionada com seus efeitos.
As falhas podem ter diversas causas, mas aqui parte-se dos
modos de falha – por exemplo, os modos de falha de uma válvula
manual podem ser:
Falha para fechar, quando requisitada;
Falha ao abrir, quando requisitada;
Emperrada;
Ajuste errado para mais ou para menos;
Ruptura no corpo da válvula.
60.
60
60
6 – FERRAMENTASPARA ANÁLISE DE RISCOS – cont.
7. Tipos de ruptura e análise de riscos das consequências; - cont.
Em seguida identificam-se os possíveis efeitos – se a falha da
válvula ocasionar vazamento de um líquido inflamável, um efeito é
incêndio.
É uma técnica indutiva.
61.
61
61
6 – FERRAMENTASPARA ANÁLISE DE RISCOS – cont.
8. Análise de árvore de falhas;
Técnica dedutiva que parte da montagem de um diagrama com
bifurcações sucessivas – por exemplo, um sistema de alimentação
de água pode falhar:
por falta de água no reservatório ou;
por falha no sistema de bombeamento;
este, por sua vez, pode falhar em cada uma das bombas.
62.
62
62
6 – FERRAMENTASPARA ANÁLISE DE RISCOS – cont.
8. Análise de árvore de falhas; - cont.
O método permite análise quantitativa, atribuindo-se
probabilidades a cada evento, determinando-se a taxa de falha de
cada componente do sistema.
Pode-se também determinar caminhos críticos, sequências de
eventos com maior probabilidade de levar ao evento indesejado
(denominado evento topo, por situar-se no topo, ou no tronco de
uma árvore invertida, cujas bifurcações são as raízes).
O método foi desenvolvido para as indústrias aeronáutica e
aeroespacial.
63.
63
63
6 – FERRAMENTASPARA ANÁLISE DE RISCOS – cont.
9. Análise de árvore de eventos;
Diagramas descrevem a sequência de eventos necessária para que
ocorra um acidente; cada ramificação só permite duas possibilidades:
Sucesso ou
Falha
às quais se atribuem probabilidades que, somadas, sempre são iguais a
zero e um.
Parte-se da escolha de determinados eventos, que muitas vezes são
identificados por meio de outras técnicas de análise de risco.
64.
64
64
6 – FERRAMENTASPARA ANÁLISE DE RISCOS – cont.
10.Análise de causas e consequências;
Utiliza-se da preparação de diagramas de causas e consequências
em uma sequência de passos:
1 - Identificação dos fatores que podem causar acidentes;
2 - Preparação de uma ávore de eventos;
3 - Detalhamento de um evento para determinação de suas causas
básicas (árvore de falhas);
4 - Determinação de medidas de redução de eventos acidentais.
65.
65
65
7 – ANÁLISEDAS CONSEQUÊNCIAS E ESTIMAÇÃO DE RISCOS
Trata-se da parte quantitativa da avaliação de riscos, mas nem sempre se
avança até esse ponto.
A análise das consequências é uma simulação de acidentes que permite
estimar a extensão e a magnitude das consequências, o que é feito por
meio de modelos matemáticos específicos para determinado cenário
acidental.
Para cada hipótese acidental, deve-se usar procedimentos apropriados de
cálculo.
66.
66
66
7 – ANÁLISEDAS CONSEQUÊNCIAS E ESTIMAÇÃO DE RISCOS – cont.
Em se tratando da liberação de uma substância química, devem-se
(Technica, 1988):
Saber a fase (líquida, gasosa ou uma mistura de líquido e gás);
Estimar a quantidade liberada;
Determinar o comportamento da substância após a liberação (vazamento de
líquido pouco volátil, vazamento de líquido volátil, inflamável, expansivo etc.);
Verificar com se dá a dispersão (nuvem densa, subida de pluma) e se pode
haver incêndio ou explosão;
Determinar os efeitos agudos e crônicos de liberações tóxicas.
67.
67
67
7 – ANÁLISEDAS CONSEQUÊNCIAS E ESTIMAÇÃO DE RISCOS – cont.
Podem-se aplicar alguns modelos de dispersão atmosférica, e
existem modelos desenvolvidos para a análise das consequências
de acidentes qua permitem calcular:
a radiação térmica (no caso de incêndios)
a sobrepressão (no caso de explosões) ou
concentração de uma substância tóxica.
68.
68
68
7 – ANÁLISEDAS CONSEQUÊNCIAS E ESTIMAÇÃO DE RISCOS – cont.
Como risco é o produto da combinação entre probabilidade de
ocorrência e magnitude das consequências, é preciso estimar essa
magnitude.
Ela pode ser medida em termos de perdas econômicas ou
ecológicas, mas uma característica bastante usada para os riscos
agudos é o número esperado de mortes.
Para os riscos crônicos, a característica usada é o número de mortes
ou o número adicional de casos de câncer, para as substâncias
causadoras de tumores.
70
70
INTRODUÇÃO
• EIA –Estudo de Impacto Ambiental:
•Efetuado na fase de concepção do projeto;
•São consideradas alternativas.
• Análise de Risco:
•Necessita de projeto detalhado para quantificar
riscos.
71.
71
71
IDENTIFICAÇÃO DE PERIGOS
•Ponto de partida dos estudos de risco:
•Varredura da instalação (ou processo);
•Identificação de eventos iniciadores de falhas
operacionais.
• Posteriormente, quantifica-se a probabilidade de
ocorrência dos eventos.
73
73
TÉCNICAS DE IDENTIFICAÇÃODE RISCOS
Objetivos
• Metodologia indutiva estruturada para:
1. Identificar perigos potenciais de instalação (sistema);
2. Examinar maneira pelas quais energia ou material do
processo pode ser liberada de forma descontrolada;
3. Levantar causas de cada perigo e seus efeitos sobre
pessoas e meio ambiente;
4. Avaliação qualitativa dos riscos para priorização;
5. Sugestão de medidas preventivas e/ou mitigadoras de
riscos.
74.
74
74
TÉCNICAS DE IDENTIFICAÇÃODE RISCOS
Escopo
• Eventos perigosos cujas causas originam-se da
instalação (ou sistema):
1. Falhas de componentes ou do sistema;
2. Erros operacionais e de manutenção.
• Resultados são qualitativos
1. Não fornecem resultados numéricos.
75.
75
75
TÉCNICAS DE IDENTIFICAÇÃODE RISCOS
• Aplicação:
• Sistemas em início de desenvolvimento;
• Revisão geral de segurança de sistemas ou
instalações em operação;
• É precursora de outras análises.
• Aplicada por equipe multidisciplinar:
1. Reuniões de até 3 horas;
2. Periodicidade: 2 a 3 vezes por semana.
77
77
TÉCNICAS DE IDENTIFICAÇÃODE RISCOS
METODOLOGIA
• Definição dos objetivos e do escopo da análise;
• Definição das fronteiras do processo (instalação);
• Coleta de informações sobre a região, a instalação e
os perigos envolvidos;
• Subdivisão do processo (instalação) em módulos.
78.
78
78
TÉCNICAS DE IDENTIFICAÇÃODE RISCOS
• Realização da APP:
- Preenchimento da planilha
• Elaboração das estatísticas dos cenários
identificados por categorias de risco.
- Frequência e severidade.
• Análise dos resultados
83
83
TÉCNICAS DE IDENTIFICAÇÃODE RISCOS
ESTRUTURA DO RELATÓRIO
• Descrição dos objetivos e escopo da análise;
• Descrição do sistema, contemplando aspecto de
operação, manutenção e possíveis modificações;
• Descrição da metodologia e critérios adotados na
análise;
84.
84
84
TÉCNICAS DE IDENTIFICAÇÃODE RISCOS
ESTRUTURA DO RELATÓRIO
• Apresentação da Análise Preliminar de Riscos:
1. Modelos de análise
2. Planilhas da APP
3. Estatísticas dos cenários de acidentes
• Conclusões gerais com cenários de risco sério ou crítico
identificados na APP
• Referências bibliográficas
• Anexos:
1. Fluxogramas utilizados na APP
86
86
TÉCNICAS DE IDENTIFICAÇÃODE RISCOS
Risco Causa Modo de
detecção
Efeito Categorias Medidas/Observações N°
Cenário
Frequência Severidade Risco
Liberação
tóxica
1.Vazamento
no cilindro de
H2
S;
2.H2
S não
consumido
todo no
processo.
1.Não há;
2.Não há.
1 e 2
Possíveis
mortes
com
liberações
maiores
D III 4 a)Instalar sistema de alarme;
b)Minimizar armazenamento
no local;
c)Preparar procedimento para
inspeção de cilindros;
d)Projetar sistema coletor das
sobras de H2
S, com torre de
absorção;
e)Projetar sistema de controle
para detectar o H2
S excedente
e o procedimento de parada.
88
88
2º Exemplo:
Considere umprojeto conceitual (Figura 2) que é alimentado por gás
cloro (Cl2) proveniente de um cilindro de uma unidade de processo. Neste
estágio do projeto, o analista sabe somente que o material será usado no
processo, nada mais. O analista reconhece que Cl2 tem propriedades
tóxicas e identifica a liberação potencial de Cl2 como uma situação
perigosa.
89.
89
89
2º Exemplo:
O analistalista as seguintes causas para tal liberação:
•o cilindro pressurizado de estocagem vaza ou rompe;
•as linhas de alimentação de Cl2 vazam ou rompem;
•o processo não consome todo o Cl2;
•ocorre um vazamento na conexão do cilindro ao processo.
90.
90
90
2º Exemplo:
O analistaentão determina os efeitos destas causas. Neste
caso, podem ocorrer fatalidades resultantes de grandes liberações.
A próxima tarefa é a descrição de medidas corretivas/preventivas
para cada liberação possível.
91.
91
91
2º Exemplo:
Por exemplo,o analista pode sugerir para o projetista o
seguinte:
•minimizar a estocagem local de Cl2, sem a necessidade de manuseio
excessivo;
•considerar um processo que armazene materiais alternativos, menos tóxicos
e que possam gerar Cl2 como necessário;
•considerar o desenvolvimento de um sistema de coleta de Cl2 do processo;
•providenciar um sistema de alerta na planta para o caso de liberações de Cl2;
•considerar um cilindro envolto em um sistema de dilúvio de água que seja
acionado por detectores de Cl2;
•desenvolver um programa de treinamento para ser apresentado a todos os
funcionários antes do “start-up” (e subseqüentemente para todos os novos
funcionários) contemplando os efeitos do Cl2 e os procedimentos de segurança.
93
93
2º Exemplo:
Risco CausaEfeito Categorias Medidas/Observações
Frequência Severidade Risco
Grande
Liberação
1.Ruptura do
cilindro;
2.Ruptura total
da linha de
alimentação.
Dispersão
da nuvem
com
potencial
para
fatalidades
IV a)Minimizar a estocagem no
local;
b)Fornecer sistema de alerta;
c)Projetar sistema para coletar o
cloro em excesso;
d)Estudar métodos alternativos
de produção de cloro.
Média
Liberação
1.Ruptura
parcial em:
•Válvulas;
•Linha de
alimentação.
Dispersão
da nuvem
sem
potencial
para
fatalidades
II a)Implantar programa de
inspeção periódica.
Pequena
liberação
1.Processo não
consome todo
cloro;
2.Conexão do
cilindro.
Dispersão
da nuvem
sem
potencial
para
fatalidades.
II a)Desenvolver programa de
treinamento.
95
95
O termo HazOporigina-se do inglês “Hazard
and Operability Study”. Também conhecido
como “Estudo de Perigos e Operabilidade”, o
HazOp é uma técnica projetada para identificar
perigos que possam gerar acidentes nas
diferentes áreas da instalação, além de perdas
na produção em razão de descontinuidade
operacional.
96.
96
96
Objetivos
Identificar problemas quepossam contribuir para a
redução da qualidade operacional da instalação
(operabilidade da mesma).
Cabe lembrar que num HazOp a operabilidade é tão
importante quanto a identificação dos perigos, sendo
que, na maioria dos trabalhos, encontram-se mais
problemas de operabilidade quando comparados aos
perigos.
97.
97
97
A necessidade deidentificar erros ou
omissões de projeto tem sido reconhecida há
muito tempo, mas vem sendo realizada
tradicionalmente com base em conhecimentos
individuais de especialistas.
98.
98
98
Exemplo:
O engenheiro deinstrumentação verifica os
sistemas de controle e, se está satisfeito, aprova
o projeto e o passa para o próximo especialista.
Este tipo de verificação individualizada melhora
o projeto mas tem pouca chance de detectar
perigos relacionados com a interação das
diversas funções ou especialidades.
99.
99
99
O HazOp éefetivo na identificação de
incidentes previsíveis, mas também é capaz de
identificar as mais sutis combinações que levam
a eventos pouco esperados.
100.
100
100
De maneira geral,o HazOp consiste na realização de
uma revisão da instalação, identificando perigos potenciais
e/ou problemas de operabilidade, por meio de uma série
de reuniões, durante as quais uma equipe multidisciplinar
discute metodicamente o projeto da planta.
O líder da equipe orienta o grupo, através de um
conjunto de perguntas estruturadas, usando palavras-guia,
que focalizam desvios fora dos parâmetros estabelecidos
no processo ou na operação.
101.
101
101
A equipe procuraidentificar as causas de cada desvio e,
caso sejam constatadas consequências consideradas
relevantes, ou seja, as de elevada probabilidade ou
magnitude, são avaliados os sistemas de proteção para
determinar se estes são suficientes para controlar essas
situações.
Se a equipe considerar que outras medidas ou dispositivos
de segurança são necessários, então são feitas as
respectivas recomendações.
A técnica é então repetida até que cada seção do processo
ou equipamento de interesse tenham sido revisados.
102.
102
102
A principal vantagemdesta discussão é que ela estimula
a criatividade e gera ideias.
Essa criatividade resulta da interação da equipe com
diferentes formações.
A melhor ocasião para a realização de um estudo HazOp
é a fase em que o projeto se encontra razoavelmente
consolidado.
Além disso, neste ponto ainda é possível alterar o
projeto sem grandes despesas.
103.
103
103
Do ponto devista de custos, o HazOp é ótimo quando
aplicado a novas plantas, no momento em que o projeto
está estável e documentado, ou para plantas existentes ao
ser planejado um remodelamento.
105
105
Seguem abaixo exemplosde palavras-guia, parâmetros de processo e
desvios:
PALAVRA-GUIA DESVIO
NENHUM Ausência de fluxo ou fluxo reverso
MAIS
Mais, em relação a um parâmetro físico importante. (Ex.: mais
vazão, maior temperatura, mais pressão, etc.)
MENOS
Menos, em relação a um parâmetro físico importante. (Ex.:
menos vazão, temperatura menor, menos pressão)
MUDANÇAS NA
COMPOSIÇÃO
Alguns componentes em maior ou menor proporção, ou ainda,
um componente faltando.
COMPONENTES
A MAIS
Componentes a mais em relação aos que deveriam existir. (Ex.:
fase extra presente, impurezas,etc.)
OUTRA CONDIÇÃO
OPERACIONAL
Partida, parada, funcionamento em carga reduzida, modo
alternativo de operação, manutenção, mudança de
catalizador,etc.
107
Embora o objetivogeral consista na identificação dos perigos e
problemas de operabilidade, a equipe deve se concentrar em outros
itens importantes para o desenvolvimento do estudo, tais como:
•verificar a segurança do projeto;
•verificar os procedimentos operacionais e de segurança;
•melhorar a segurança de uma instalação existente;
•certificar-se de que a instrumenção de segurança está reagindo da
melhor forma possível;
•verificar a segurança dos empregados;
•considerar perda da planta ou de equipamentos;
•considerar perdas de produção;
•segurança pública e
•impactos ambientais.
108.
108
108
Os estudos HazOpdevem ser realizados por uma equipe
multidisciplinar, composta de 5 a 7 membros, embora um
contingente menor possa ser suficiente para a análise de uma
planta pequena. Sendo a equipe numerosa demais, a unidade do
grupo se perde e o rendimento tende a ser menor. Para a análise
de um novo projeto a equipe pode ser composta por:
•Engenheiro de projeto;
•Engenheiro de processo;
•Engenheiro de automação;
•Engenheiro eletricista;
•Líder da equipe.
109.
109
109
Para a análisede uma planta em operação, a equipe pode
ser composta por:
•Chefe de fábrica;
•Supervisor de operação;
•Engenheiro de manutenção;
•Engenheiro de instrumentação;
•Engenheiro eletricista;
•Químico;
•Líder da equipe.
110.
110
110
Alguns projetos necessitarãoda inclusão de
diferentes disciplinas, como por exemplo,
engenheiro eletricista, engenheiro civil e
farmacêutico-bioquímico, entre outros.
111.
111
111
A equipe deveter um líder que tenha experiência na
condução de estudos de HazOp e que tenha em mente
fatores importantes para assegurar o sucesso das reuniões,
como:
•não competir com os membros da equipe,
•ter o cuidado de ouvir a todos,
•não permitir que ninguém seja colocado na defensiva,
•manter o alto nível de energia, fazendo pausas quando
necessário.
112.
112
112
Para que oestudo possa ser realizado, é importante que
esteja disponível toda a documentação necessária, tais como:
•P & ID’s (diagramas de tubulação e instrumentação);
•Fluxogramas de processo e balanço de materiais;
•Plantas de disposição física da instalação;
•Desenhos isométricos;
•Memorial descritivo do projeto;
•Folha com os dados dos equipamentos;
•Diagrama lógico de intertravamentos juntamente com a descrição
completa.
113.
113
113
BENEFÍCIOS
Revisão sistemática ecompleta:
•pode produzir uma revisão completa do projeto de
uma instalação e sua operação.
Avaliação das consequências dos erros operacionais:
•embora o HazOp não substitua uma análise completa
de erro humano, ele pode auxiliar na identificação de
cenários nos quais os operadores podem errar,
originando sérias consequências, justificando medidas
adicionais de proteção.
114.
114
114
BENEFÍCIOS
Prognóstico de eventos:
•oHazOp pode ser efetivo na descoberta de incidentes
previsíveis, mas também pode identificar seqüências de
eventos raros que possam acarretar incidentes que nunca
ocorreram.
Melhoria da eficiência da planta:
•além da identificação dos perigos, o HazOp pode descobrir
cenários que levam a distúrbios na planta, como bloqueios
não planejados, danos a equipamentos, produtos fora de
especificação, bem como melhorias básicas na maneira
pela qual a planta é operada.
115.
115
115
BENEFÍCIOS
Melhor compreensão dosengenheiros e operadores com
relação às operações da planta: uma série de informações
detalhadas do projeto e da operação surgem e são discutidas
durante um HazOp bem sucedido.
116.
116
116
PONTOS FRACOS
Pouco conhecimentodos procedimentos de aplicação do
HazOp e dos recursos requeridos.
Inexperiência da equipe: um HazOp realizado por
equipes inexperientes pode não atingir os objetivos
desejados quanto à identificação dos perigos, ou ainda
gerar recomendações não pertinentes.
Líder inexperiente ou não adequadamente treinado: o
líder de HazOp precisa ser tecnicamente forte e experiente
na técnica, de forma a extrair os conhecimentos de todos os
participantes.
118
118
1º Exemplo:
Considere, comoum exemplo simples, o processo
contínuo onde o ácido fosfórico e a amônia são misturados,
produzindo uma substância inofensiva, o fosfato de
diamônio (DAP). Se for acrescentada uma quantidade
inferior de ácido fosfórico, a reação será incompleta, com
produção de amônia. Se a amônia for adicionada em
quantidade inferior, haverá produção de uma substância
não perigosa, porém indesejável. A equipe de HazOp
recebe a incumbência de investigar “os perigos decorrentes
da reação”.
119.
119
119
Figura 1 -Unidade de produção de “DAP”
ÁCIDO FOSFÓRICO
AMÔNIA
FOSFATO DE DIAMÔNIO
A
B
C
NODO 1
NODO 2
NODO 3
120.
120
120
UNIDADE DE PROCESSO:PRODUÇÃO DE DAP
NODO: 1 PARÂMETRO: VAZÃO
PALAVRA
-GUIA
DESVIO
CAUSAS
POSSÍVEIS
CONSEQUÊNCIAS AÇÕES REQUERIDAS
NENHUM
NENHUM
A VAZÃO
•EXCESSO DE
AMÔNIA NO REATOR.
LIBERAÇÃO PARA A
ÁREA DE TRABALHO
•A VÁLVULA A FALHA
FECHADA;
•ESTOQUE DE ÁCIDO
FOSFÓRICO ESGOTADO;
•ENTUPIMENTO OU
RUPTURA DA TUBULAÇÃO.
•FECHAMENTO AUTOMÁTICO DA
VÁLVULA B NA FALTA DE VAZÃO,
PROVENIENTE DO DEPÓSITO DE
ÁCIDO FOSFÓRICO.
121.
121
121
•EXCESSO DE
AMÔNIA NOREATOR.
LIBERAÇÃO PARA A
ÁREA DE TRABALHO
•FECHAMENTO AUTOMÁTICO DA
VÁLVULA B AO REDUZIR-SE A
VAZÃO, PROVENIENTE DO
DEPÓSITO DE ÁCIDO
FOSFÓRICO.
•EXCESSO DE ÁCIDO
FOSFÓRICO DEGRADA
O PRODUTO. NENHUM
PERIGO PARA A ÁREA
DE TRABALHO.
UNIDADE DE PROCESSO: PRODUÇÃO DE DAP
NODO: 1 PARÂMETRO: VAZÃO
PALAVRA
-GUIA
DESVIO
CAUSAS
POSSÍVEIS
CONSEQUÊNCIAS AÇÕES REQUERIDAS
MENOS
MENOS
VAZÃO
MAIS
MAIS
VAZÃO
•VÁLVULA A
PARCIALMENTE
FECHADA;
•ENTUPIMENTO PARCIAL
OU VAZAMENTO NA
TUBULAÇÃO.
122.
122
122
UNIDADE DE PROCESSO:PRODUÇÃO DE DAP
NODO: 1 PARÂMETRO: VAZÃO
PALAVRA
-GUIA
DESVIO
CAUSAS
POSSÍVEIS
CONSEQUÊNCIAS AÇÕES REQUERIDAS
EM
PARTE
ÁCIDO
FOSFÓRICO
MENOS
CONCENTRADO
EXCESSO DE
AMÔNIA NO
REATOR.
LIBERAÇÃO
PARA A ÁREA
DE TRABALHO
•FORNECEDOR ENTREGA
PRODUTO DIFERENTE OU
DE MENOR
CONCENTRAÇÃO;
•ERRO NO ENCHIMENTO DO
TANQUE DE ÁCIDO
FOSFÓRICO.
VERIFICAR A
CONCENTRAÇÃO DE ÁCIDO
FOSFÓRICO NO TANQUE
APÓS O ENCHIMENTO
DESTE.
123.
ANÁLISE DE MODOSDE
ANÁLISE DE MODOS DE
FALHAS E EFEITOS
FALHAS E EFEITOS
(AMFE)
(AMFE)
124.
124
124
A Análise deModos de Falha e Efeitos (AMFE), do
inglês Failure Modes and Effects Analysis (FMEA), é
uma técnica para análise de riscos que consiste no
exame de componentes individuais, com o objetivo de
avaliar os efeitos que eventuais falhas podem causar
no comportamento de um determinado sistema; é,
portanto, uma análise sistemática com ênfase nas
falhas de componentes, não considerando falhas
operacionais ou erros humanos.
125.
125
125
É importante ressaltarque também não é objetivo da
AMFE estabelecer as combinações de falhas dos
equipamentos ou a as seqüências das mesmas, mas
sim estabelecer como as falhas individuais podem
afetar diretamente ou contribuir de forma relevante ao
desenvolvimento de um evento indesejado que possa
acarretar conseqüências significativas.
126.
126
126
A aplicação datécnica AMFE, em sistemas ou plantas
industriais, permite analisar como podem falhar os
diferentes componentes, equipamentos ou sistemas, de
forma que possam ser determinados os possíveis efeitos
decorrentes dessas falhas permitindo,
conseqüentemente, definir alterações de forma a
aumentar a confiabilidade dos sistemas em estudo, ou
seja, diminuir a probabilidade da ocorrência de falhas
indesejáveis.
127.
127
127
1. Revisão sistemáticados modos de falha de
componentes, de forma a garantir danos mínimos aos
sistemas;
2. Determinação dos possíveis efeitos que as possíveis
falhas de um determinado componente poderão causar
em outros componentes do sistema em análise;
3. Determinação dos componentes cujas falhas possam
redundar em efeitos críticos na operação do sistema
em análise.
OBJETIVOS
128.
128
128
A AMFE ébasicamente um método qualitativo que
estabelece, de forma sistemática, uma lista de falhas
com seus respectivos efeitos e pode ser de fácil
aplicação e avaliação para a definição de melhorias
de projetos ou modificações em sistemas ou plantas
industriais.
129.
129
129
A AMFE podeser utilizada nas etapas de projeto,
construção e operação.
Na etapa de projeto a técnica é útil para a
identificação de proteções adicionais, que possam
ser facilmente incorporadas para a melhoria e o
aperfeiçoamento dos aspectos de segurança dos
sistemas.
ÂMBITO DE APLICAÇÃO
130.
130
130
Na fase deconstrução a AMFE pode ser utilizada
para a avaliação das possíveis modificações que
possam ter surgido durante a montagem de
sistemas, o que é bastante comum;
Por fim, para instalações já em operação a técnica é
útil para a avaliação de falhas individuais que
possam induzir a acidentes potenciais.
ÂMBITO DE APLICAÇÃO
131.
131
131
Em geral aaplicação da AMFE pode ser realizada
por dois analistas que conheçam perfeitamente as
funções de cada equipamento ou sistema, assim
como a influência destes nas demais partes ou
sistemas de uma linha ou processo.
Em sistemas complexos o número de analistas é,
normalmente, incrementado, de acordo com a
complexidade e especificidades das instalações.
ÂMBITO DE APLICAÇÃO
132.
132
132
De forma geral,para se garantir a efetividade na
aplicação da técnica, deve-se dispor de:
1. Lista dos equipamentos e sistemas;
2. Conhecimento das funções dos equipamentos,
sistemas e planta industrial;
3. Fluxogramas de processo e instrumentação (P&IDs);
4. Diagramas elétricos, entre outros documentos e
informações, de acordo com a instalação ou processo
a ser analisado.
ÂMBITO DE APLICAÇÃO
133.
133
133
Na aplicação daAMFE devem ser contempladas as
seguintes etapas:
1. Determinar o nível de detalhamento da análise a ser
realizada;
2. Definir o formato da tabela e informações a serem
apontadas;
3. Definir o problema e as condições de contorno;
4. Preencher a tabela da AMFE;
5. Apontar as informações e recomendações.
DESENVOLVIMENTO E APLICAÇÃO
134.
134
134
O nível dedetalhamento da análise a ser realizada na
aplicação da AMFE, dependerá, obviamente, da
complexidade da instalação a ser analisada, bem como
dos objetivos a serem alcançados; assim, se a análise
tiver por finalidade definir a necessidade ou não de
proteções ou sistemas de segurança adicionais
(redundâncias) certamente a análise deverá ser mais
detalhada e criteriosa, podendo haver a necessidade
de estudar cada equipamento, acessórios, interfaces,
intertravamentos, etc.
DESENVOLVIMENTO E APLICAÇÃO
135.
135
135
O formato databela a ser utilizado está também
associado ao tipo de análise e nível de detalhamento
desejado.
DESENVOLVIMENTO E APLICAÇÃO
136.
136
136
A definição doproblema e das condições de contorno
deve contemplar a determinação prévia do que
efetivamente será analisado; assim, de forma geral,
como elementos mínimos devem ser considerados:
1. A identificação da planta e/ou dos sistemas a serem
analisados;
2. O estabelecimento dos limites físicos dos sistemas, o
que implica normalmente na utilização de fluxogramas
de engenharia;
3. O reconhecimento das informações necessárias para a
identificação dos equipamentos e suas relações como
os demais sistemas da planta a ser analisada.
DESENVOLVIMENTO E APLICAÇÃO
138
138
O preenchimento databela deve ser realizado de
forma sistemática, propiciando assim as condições
para a redução de eventuais omissões nessa
atividade; para tanto, em geral, utiliza-se como
referência um fluxograma de engenharia ou outros
documentos adicionais, de acordo com a
complexidade da instalação em análise.
DESENVOLVIMENTO E APLICAÇÃO
139.
139
139
Inicia-se o preenchimentoda tabela, a partir do
primeiro componente (equipamento) considerado de
interesse para os objetivos da análise a ser realizada,
seguindo o fluxo (seqüência) normal do processo até
a sua etapa final, devendo-se considerar as seguintes
recomendações:
DESENVOLVIMENTO E APLICAÇÃO
140.
140
140
1. Identificação adequadados equipamentos,
considerando suas denominações formais ou dados
adicionais, caso necessário;
2. Descrever adequadamente e contemplar os diferentes
modos de falha em relação ao modo normal de
operação de cada equipamento considerado na análise;
assim, por exemplo, um modo de falha de uma válvula
de controle que opera normalmente aberta, pode ser
“falha em abrir ou falha fechada”;
DESENVOLVIMENTO E APLICAÇÃO
141.
141
141
3. Os analistasdevem priorizar e se concentrar na análise,
em especial, nas situações que possam provocar
conseqüências relevantes;
4. Para cada modo de falha identificado deve-se procurar
avaliara os efeitos em outros componentes ou no
sistema; por exemplo, uma falha possa gerar o
vazamento de um líquido por um selo de uma bomba
tem um efeito imediato ao redor desse equipamento e,
caso o produto seja inflamável, poderá ocasionar um
incêndio afetando outros equipamentos da situados nas
imediações.
DESENVOLVIMENTO E APLICAÇÃO
142.
142
142
Por fim, paracada modo de falha e após a definição
dos possíveis efeitos decorrentes da falha em
questão devem ser apontadas eventuais
recomendações, caso julgado necessário.
DESENVOLVIMENTO E APLICAÇÃO
143.
143
143
A Figura 2,que segue, representa, de forma simplificada e
esquemática, uma caixa d’ água de uso domiciliar, para a qual foi
desenvolvida uma AMFE, de forma a se estudar as possíveis perdas
decorrentes de falhas de seus componentes.
EXERCÍCIO
Figura 2 – Esquema Simplificado de Caixa D’ Água
144.
144
144
A Tabela 2,apresentada na sequência, mostra
a aplicação da técnica AMFE para a caixa d’
água.
EXERCÍCIO
145.
145
145
Empresa: Residência Unidade:Caixa d´água
Analista: Data:
Item Componente Modo de falha Efeitos Observações/recomendações
1 Bóia Falha em flutuar
2 Válvula de
entrada
Válvula aberta
(quanto o nível da
água atinge o
máximo)
Falha fechada (não
abre quando o nível
desce)
Válvula de entrada
abre;
Recipiente pode
transbordar
redundando em
perdas e consumo
excessivo.
Inspecionar periodicamente a
bóia;
Ao detectar consumo
excessivo ou perdas cortar
suprimento de água até
reparo.
Recipiente pode
transbordar
redundando em
perdas e consumo
excessivo.
Inspecionar periodicamente a
válvula;
Ao detectar consumo excessivo ou
perdas cortar suprimento de água
até reparo.
Bóia fica suspensa
podendo levar o
recipiente ao nível
mínimo
ocasionando falta d
água (falha de
suprimento)
Inspecionar periodicamente a
válvula;
Providenciar suprimento
externo de água até o reparo.
146.
146
146
Empresa: Residência Unidade:Caixa d´água
Analista: Data:
Item Componente Modo de falha Efeitos Observações/recomendações
3 Válvula de
alívio (ladrão)
Falha fechada
(entupimento)
4 Recipiente Rachadura
(colapso)
Somente poderá causar
algum dano
significativo
combinada com outra
falha, como por
exemplo da bóia.
Inspecionar periodicamente a
válvula;
Providenciar limpeza em caso de
entupimento.
Perda significativa de
água;
Alagamento;
Falta d´água.
Inspecionar periodicamente a
integridade do recipiente;
Cortar suprimento em caso de
falha e providenciar
substituição do equipamento,
mantendo suprimento externo
de água.
148
148
A Análise deÁrvore de Falhas – AAF (Failure
Tree Analysis – FTA) foi desenvolvida por H. A.
Watson, nos anos 60, para os Laboratórios “Bell
Telephone”, no âmbito do projeto do míssil
“Minuteman”, sendo posteriormente
aperfeiçoada e utilizada em outros projetos
aeronáuticos da Boeing.
149.
149
149
Entre os principaisbenefícios do uso da AAF, em estudos
de análise de riscos pode-se destacar:
•Conhecimento detalhado de uma instalação ou sistema;
•Estimativa da confiabilidade de um determinado sistema;
•Cálculo da freqüência de ocorrência de uma
determinada hipótese acidental;
BENEFÍCIOS
150.
150
150
•Identificação das causasbásicas de um evento acidental
e das falhas mais prováveis que contribuem para a
ocorrência de um acidente maior;
•Detecção de falhas potenciais, difíceis de ser
reconhecidas;
•Tomada de decisão quanto ao controle dos riscos
associados à ocorrência de um determinado acidente,
com base na freqüência de ocorrência calculada e nas
falhas contribuintes de maior significância.
BENEFÍCIOS
151.
151
151
A Análise deÁrvores de Falhas é uma técnica
dedutiva que tem por objetivo identificar as
causas potenciais de acidentes e de falhas
num determinado sistema, além de permitir a
estimativa da probabilidade ou freqüência de
ocorrência de uma determinada falha ou
acidente.
OBJETIVOS
152.
152
152
• Álgebra Booleana:Ramo da matemática que
descreve o comportamento de funções lineares ou
variáveis binárias: “on/off”; aberto/fechado;
verdadeiro/falso. Todas as árvores de falhas coerentes
podem ser convertidas numa série equivalente de
equações “booleanas”;
• Evento: Desvio, indesejado ou esperado, do estado
normal de um componente do sistema;
DEFINIÇÕES
153.
153
153
• Evento-Topo: Eventoindesejado ou hipótese
acidental. Localizado no topo da árvore de falhas, é
desenvolvido até que as falhas mais básicas do
sistema sejam identificadas, por meio de relações
lógicas que estabelecem as relações entre as falhas;
DEFINIÇÕES
154.
154
154
• Evento Intermediário:Evento que propaga ou mitiga
um evento iniciador (básico) durante a seqüência do
acidente;
• Evento Básico: Um evento é considerado básico,
quando nenhum desenvolvimento a mais é julgado
necessário;
DEFINIÇÕES
155.
155
155
• Evento NãoDesenvolvido: Evento que não pode ser
desenvolvido porque não há informações disponíveis.
• Porta Lógica (Comporta Lógica): Forma de
relacionamento lógico entre os eventos de entrada
(“input-lower”) e o evento de saída (“output-higher”).
Esses relacionamentos lógicos são normalmente
representados como portas “E” (“AND”) ou “OU”
(“OR”).
DEFINIÇÕES
156.
156
156
A AAF consistena construção de um processo lógico
dedutivo que, partindo de um evento indesejado pré-
definido (hipótese acidental), busca as suas possíveis
causas do mesmo.
O processo segue investigando as sucessivas falhas dos
componentes até atingir as chamadas falhas (causas)
básicas, que não podem ser desenvolvidas, e para as
quais existem dados quantitativos disponíveis. O evento
indesejado é comumente chamado de “Evento-Topo”.
METODOLOGIA
157.
157
157
De forma geral,a seqüência para o desenvolvimento
de uma árvore de falhas, contempla as seguintes
etapas:
• Seleção do “Evento-Topo” (na aplicação em estudos
de análise de riscos, normalmente o evento-topo é
definido a partir de uma hipótese acidental, identificada
anteriormente, pela aplicação de técnicas específicas,
como Análise Preliminar de Perigos, HazOp, Análise
de Modos de Falhas e Efeitos e What If, entre outras);
METODOLOGIA
158.
158
158
• Construção daárvore de falhas, determinando os
eventos que contribuem para a ocorrência do evento-
topo, estabelecendo as relações lógicas entre os
mesmos;
• Seguir esse procedimento para os eventos
intermediários até a identificação dos eventos básicos
em cada um dos “ramos” da árvore;
METODOLOGIA
159.
159
159
• Realizar umaavaliação qualitativa da árvore
elaborada, dando especial atenção para a ocorrência
de eventos repetidos;
• Aplicação das probabilidades ou freqüências nos
eventos básicos;
• Cálculo das freqüências dos eventos intermediários, de
acordo com as relações lógicas estabelecidas, até a
determinação da probabilidade ou freqüência do
evento-topo.
METODOLOGIA
161
161
Para a construçãoda árvore de falhas, a partir de um
determinado “eventotopo”, três perguntas são
consideradas fundamentais para a identificação dos
eventos intermediários e básicos e de suas relações
lógicas; são elas:
Que falhas podem ocorrer ?
Como essas falhas podem ocorrer ?
Quais são as causas dessas falhas ?
162.
162
162
A relação lógicaentre os eventos topo, intermediários
e básicos é representada por símbolos lógicos, cujos
principais são:
163.
163
163
A falha catastróficade uma luminária é:
“Falha da luminária em acender”; logo, esse
será o “evento-topo” da árvore de falhas.
EXEMPLOS DE ÁRVORES DE FALHAS
164.
164
164
Considerando que oscomponentes desse sistema
(luminária) são, de forma simplificada, a lâmpada, o fio,
o interruptor e a corrente elétrica, o analista deve
procurar identificar cada uma das possíveis desses
componentes, de forma a estabelecer uma relação
lógica entre elas para subsidiar a elaboração da árvore
de falhas;
assim, as possíveis causas (falhas) que podem levar ao
evento-topo (falha da luminária em acender) incluem:
EXEMPLOS DE ÁRVORES DE FALHAS
165.
165
165
• Falha dalâmpada em acender:
− lâmpada queimada;
− não há lâmpada na luminária.
• Falta de corrente elétrica na luminária:
− falha do interruptor;
− luminária não está conectada à tomada;
− não há energia elétrica na tomada:
• fio cortado;
• fusível queimado;
• não há energia elétrica na residência.
Tomando por base a identificação desses eventos (falhas) é
estruturar a árvore de falhas para o evento-topo definido, conforme
mostra a Figura a seguir.
EXEMPLOS DE ÁRVORES DE FALHAS
WHAT-IF/CHECKLIST
1 TIPO -Análise geral, qualitativa
2 APLICAÇÃO - Ideal como primeira abordagem na análise de riscos
de processos, inclusive na fase de projeto ou pré-operacional
3 OBJETIVOS - Identificação e tratamento de riscos de processos que
se desenvolve através de reuniões de questionamento de
procedimentos, instalações, etc... de um processo, gerando também
soluções para os problemas levantados. Utiliza-se de uma
sistemática técnico-administrativa que inclui princípios de dinâmica
de grupos. O WIC, uma vez utilizado, é reaplicado periodicamente.
170.
WHAT-IF/CHECKLIST
5 BENEFÍCIOS ERESULTADOS - Revisão de um largo espectro
de riscos. Consenso entre áreas de atuação (produção, processo,
segurança) sobre a operação segura da planta. Gera um relatório
detalhado, de fácil entendimento, que é também um material de
treinamento e base de revisões futuras
6 OBSERVAÇÕES - O WIC possui uma estruturação e sistemática
que o tornam um instrumento capaz de ser altamente exaustivo na
detecção de riscos. Excelente como primeiro ataque de qualquer
situação, seja já operacional ou não, sua utilidade não está limitada
as empresas de processo.
171.
PROCEDIMENTO
WHAT-IF/CHECKLIST
de Revisão deRiscos de Processos
• Formação do Comitê de Revisão Planejamento Prévio
• Reunião Organizacional
• Reunião de Revisão do Processo
• Reuniões de formulação de Questões
• Reuniões de Respostas/Recomendações
• Relatório WHAT-IF (Relatório de Revisão de
Riscos de Processos)
Instruções de operaçãodo processo
Memorial de instalações / equipamentos
Listagem de instalações e “interlocks”
Relatório de incidentes
Padrões técnicos do processo
Revisões anteriores
Diagramas P&Id
PACOTE DE INFORMAÇÃO
Trabalho do digitador/escriba
Não se limitar à formação “what-if”
Não responder às questões
Não “censurar” às questões
Não queimar etapas
METODOLOGIA
176.
Responsabilidade individuais
Discussão eaceitação
1. tal e qual
2. modificada
3. postergada (pendente)
O comprometimento se consolida pela assinatura conjunta
do Relatório de Revisão de Riscos de Processos
REUNIÕES DE RESPOSTAS /
RECOMENDAÇÕES
177.
Índice
Resumo do Processo
Resumoda Revisão
– documentação revisada
– declaração sobre a operabilidade segura
– declaração confirmatória de campo
– declaração confirmatória de checklists
RELATÓRIO
Identificar alâmpada a ser substituída;
Desligar circuito de alimentação correspondente ao bocal;
Caso necessário, providenciar iluminação alternativa,
dependendo das condições de iluminância;
Providenciar e instalar acesso adequado;
Providenciar lâmpada substituta na tensão e potência
adequadas a rede e aplicação desejadas;
Remover lâmpada substituta;
Religar circuito de alimentação;
Testar a lâmpada;
Remover acesso;
Desligar iluminação alternativa.
181.
QUESTÕES
1. O quepode acontecer se o circuito correspondente
não for desenergizado?
R.Operador poderá levar um choque elétrico.
S.Medir, utilizando multímetro a tensão no ponto de
troca, confirmando que não há tensão.
182.
2. E senão houver alimentação alternativa?
R. choque elétrico, queda, danos no bocal do soquete
da lâmpada.
S. só efetuar a troca com plena visualização do local
objeto de troca.
3. E se o acesso não for adequado?
R. queda.
S. não improvisar móveis para o acesso a locais
elevados, somente escada ou andaimes adequados.
183.
4. E sea lâmpada escolhida não possuir tensão
adequada?
R. Lâmpada poderá queimar (caso tensão desta seja
inferior a da rede), ou acenderá com fraca
iluminância (caso tensão desta seja superior a da
rede)
S. Confirmar antes de se providenciar a instalação o
valor da tensão da lâmpada, se é adequada a tensão
da rede.
184.
5. E sea lâmpada nova ao ser testada não
acender?
R. Não ocorrerá iluminância do local.
S. Substituir a lâmpada .
185.
2013
ANÁLISE DE RISCOS
ANÁLISEDE RISCOS
Análise de Conseqüências
Análise de Conseqüências
e Vulnerabilidade
e Vulnerabilidade
186.
ESTIMATIVA DE CONSEQÜÊNCIAS
ESTIMATIVADE CONSEQÜÊNCIAS
AVALIAR O COMPORTAMENTO DE UM PRODUTO
QUANDO DE UMA LIBERAÇÃO ACIDENTAL
RADIAÇÃO TÉRMICA
EXPLOSÃO
CONCENTRAÇÃO TÓXICA
187.
TIPOS DE VAZAMENTOS
TIPOSDE VAZAMENTOS
INSTANTÂNEO: TODO O PRODUTO ESTARÁ
IMEDIATAMENTE DISPONÍVEL PARA DISPERSÃO QUANDO
SE TRATA DE GASES OU, NO CASO DE LÍQUIDOS, PARA
FORMAÇÃO DE POÇA.
CONTÍNUO: PRODUTO VAZARÁ NUM DETERMINADO
TEMPO.
188.
Liberação Acidental
Instantânea Contínua
Gás/VaporLíquido + Vapor Líquido
Alta Veloc. Baixa Veloc. Nuvem de Vapor
Ignição
Imediata ?
Jato/Bola de Fogo
Ignição ?
Não Sim
Sim
Não
Substância
Tóxica ?
Não Sim
Dispersão
sem Danos
Concentração
Tóxica no
Espaço e no
Tempo
VCE
Flashfire
Evaporação
Ignição ?
Incêndio
em Poça
Substância
Tóxica ?
Dispersão
sem Danos
Concentração
Tóxica no
Espaço e no
Tempo
Não Sim
Sim
Não
189.
VAZAMENTO BIFÁSICO
VAZAMENTO BIFÁSICO
LIBERAÇÃODE UM LÍQUIDO PRESSURIZADO
ACIMA DE SEU PONTO DE EBULIÇÃO, O
QUAL EVAPORARÁ RAPIDAMENTE,
RESULTANDO NUM FLUXO DE VAPOR E
PEQUENAS GOTÍCULAS DE LÍQUIDO.
VAZAMENTO DE LÍQUIDO
VAZAMENTODE LÍQUIDO
TAXA DE VAZAMENTO MAIOR QUANTO:
• MAIOR O DIÂMETRO
• MAIOR A PRESSÃO
• MAIOR A DENSIDADE
192.
FORMAÇÃO E EVAPORAÇÃODE POÇA
FORMAÇÃO E EVAPORAÇÃO DE POÇA
Taxa de
vazamento
Taxa de
evaporação
Poça
FATORES QUE INTERFEREM NA FORMAÇÃO
• TAXA DE VAZAMENTO
• CARACTERÍSTICAS DO PRODUTO
• SOLO
• OBSTÁCULOS
193.
FORMAÇÃO E DISPERSÃODO JATO
FORMAÇÃO E DISPERSÃO DO JATO
PRESSÃO DO PRODUTO > 2 PRESSÃO ATM
VELOCIDADE DE SAÍDA > VELOCIDADE DO AR
TOPO DO JATO - VELOCIDADE ~ VELOCIDADE DO AR
194.
• PRODUTO MAISPESADO QUE O AR
• PRODUTO COM DENSIDADE PRÓXIMA A DO AR
• PRODUTO MAIS LEVE QUE O AR
DISPERSÃO DO JATO
DISPERSÃO DO JATO
195.
d > dar
produto
PRODUTO MAIS PESADO QUE O AR
PRODUTO MAIS PESADO QUE O AR
196.
d < dar
produto
PRODUTO MAIS LEVE QUE O AR
PRODUTO MAIS LEVE QUE O AR
197.
d ~
= dar
produto
PRODUTO COM DENSIDADE PRÓXIMA A DO AR
PRODUTO COM DENSIDADE PRÓXIMA A DO AR
198.
DISPERSÃO DE GASESE VAPORES
DISPERSÃO DE GASES E VAPORES
FATORES DE INFLUÊNCIA
TURBULÊNCIA ATMOSFÉRICA
ESTABILIDADE ATMOSFÉRICA
PRESENÇA DE OBSTÁCULOS
CARACTERÍSTICAS DO PRODUTO
CARACTERÍSTICAS DO VAZAMENTO
CATEGORIAS DE PASQUILL
CATEGORIASDE PASQUILL
A - MUITO INSTÁVEL
B - INSTÁVEL
C - MODERADAMENTE INSTÁVEL
D - NEUTRA
E - ESTÁVEL
F - MUITO ESTÁVEL
202.
ESTABILIDADE ATMOSFÉRICA
ESTABILIDADE ATMOSFÉRICA
CATEGORIASDE ESTABILIDADE - PASQUILL
Período Diurno Período Noturno
Velocidade do
vento
Insolação Nebulosidade
a 10 m
(m/s)
Forte Moderada Fraca
Parcialmente
encoberto
Encoberto
<2 A A - B B F F
2 - 3 A - B B C E F
3 - 5 B B - C C D E
5 - 6 C C - D D D D
>6 C D D D D
203.
A D F
ESTABILIDADEATMOSFÉRICA
ESTABILIDADE ATMOSFÉRICA
INSTÁVEL NEUTRA ESTÁVEL
204.
Simulação – GLP– Cat. Est. B, 2.0 m/s
Simulação – GLP – Cat. Est. B, 2.0 m/s
205.
Simulação – GLP– Cat. Est. B, 2.0 m/s
Simulação – GLP – Cat. Est. B, 2.0 m/s
206.
Simulação – GLP– Cat. Est. F, 2.5 m/s
Simulação – GLP – Cat. Est. F, 2.5 m/s
207.
Simulação – GLP– Cat. Est. F, 2.5 m/s
Simulação – GLP – Cat. Est. F, 2.5 m/s
208.
RUGOSIDADE DO TERRENO
RUGOSIDADEDO TERRENO
PRESENÇA DE
OBSTÁCULOS
TENDEM A
PROVOCAR
TURBULÊNCIA NA
ATMOSFERA,
RESULTANDO EM
DILUIÇÃO DA
NUVEM.
B
BOILING
OILING L
LIQUID
IQUID E
EXPANDING
XPANDINGV
VAPOR
APOR E
EXPLOSION
XPLOSION
• INCÊNDIO EXTERNO
•IMPACTOS MECÂNICOS E CORROSÃO
• PERDA DA RESISTÊNCIA MECÂNICA: AUMENTO
DE PRESSÃO INTERNA (SUPERENCHIMENTO),
FALHA DE MATERIAL, REAÇÕES FORA DE
CONTROLE
FLASH FIRE
FLASH FIRE– INCÊNDIO EM NUVEM DE VAPOR
– INCÊNDIO EM NUVEM DE VAPOR
IGNIÇÃO RETARDADA DE UMA NUVEM DE
VAPOR/ GÁS COM EFEITOS TÉRMICOS
• FOGO EXTREMAMENTE RÁPIDO
• NÃO É ALIMENTADO
• RESTRINGE-SE PELA ÁREA OCUPADA
PELA NUVEM INFLAMÁVEL
• RADIAÇÃO TÉRMICA LETAL NO
INTERIOR DA NUVEM
218.
EXPLOSÃO
EXPLOSÃO
RÁPIDA E VIOLENTALIBERAÇÃO DE
ENERGIA ASSOCIADA A UMA EXPANSÃO DE
GASES.
OCORRE O DESLOCAMENTO DO AR
CIRCUNVIZINHO ACARRETANDO NO
AUMENTO DE PRESSÃO ACIMA DA PRESSÃO
ATMOSFÉRICA.
219.
A PROPAGAÇÃO DASONDAS DE CHOQUE É
TRIDIMENSIONAL E ESFÉRICA.
QUANTO MAIOR O GRAU DE
CONFINAMENTO MAIOR SERÁ O DANO.
EXPLOSÃO
EXPLOSÃO
220.
FATORES IMPORTANTES PARAPRODUZIR
OU NÃO UMA EXPLOSÃO:
• PERFIL DA CONCENTRAÇÃO DE GÁS;
• ESTRUTURA MOLECULAR;
• FONTE DE IGNIÇÃO;
• DIMENSÕES DA NUVEM;
• GRAU DE CONFINAMENTO.
EXPLOSÃO
EXPLOSÃO
221.
EXPLOSÃO - DETONAÇÃO
EXPLOSÃO- DETONAÇÃO
TRANSFORMAÇÃO QUÍMICA MUITO RÁPIDA.
VELOCIDADE DE EXPANSÃO DOS GASES
MUITO SUPERIOR A VELOCIDADE DO SOM.
PRESSÃO ATINGE 20 VEZES A PRESSÃO
ATMOSFÉRICA.
CURTO PERÍODO DE TEMPO.
222.
EXPLOSÃO - DEFLAGRAÇÃO
EXPLOSÃO- DEFLAGRAÇÃO
VELOCIDADE DE EXPANSÃO DOS GASES É, NO
MÁXIMO, A VELOCIDADE DO SOM.
PICOS DE BAIXA PRESSÃO.
LONGA DURAÇÃO.
MAIOR PARTE DA ENERGIA DISPONÍVEL SE
TRANSFORMA EM ENERGIA TÉRMICA.
223.
VULNERABILIDADE
VULNERABILIDADE
ESTIMATIVA DOS DANOSGERADOS AO
HOMEM, AS ESTRUTURAS E AO MEIO
AMBIENTE DEVIDO AS LIBERAÇÕES
ACIDENTAIS DE PRODUTOS QUÍMICOS
• RADIAÇÃO TÉRMICA
• SOBREPRESSÃO
• CONCENTRAÇÃO TÓXICA
224.
FUNÇÃO MATEMÁTICA DEPROBIT
Pr = a + b ln x
• Pr REPRESENTA A PROBABILIDADE DE FATALIDADE E/OU
FERIDOS;
• a, b CONSTANTES E FUNÇÃO DO PRODUTO E CENÁRIO;
• x VARIÁVEL QUE DESCREVE A MAGNITUDE DO IMPACTO
FÍSICO.
VULNERABILIDADE
VULNERABILIDADE
VULNERABILIDADE A RADIAÇÃOTÉRMICA
VULNERABILIDADE A RADIAÇÃO TÉRMICA
Nível de Radiação
Térmica (kW/m
2
)
Efeitos Observados
1,0 a 1,6 Radiação suportável sem uso de roupas protetoras.
4,0 a 5,0
Radiação suportável com uso de roupas protetoras.
Mal estar.
12,5
Radiação que provoca queimaduras não letais.
Perigo à saúde e à vida.
Fusão de tubulações plásticas. Ignição de
roupas.
37,5
Radiação que provoca queimaduras letais.
Perigo à vida.
Danos aos equipamentos industriais. Perigo à
vida.
227.
VULNERABILIDADE A RADIAÇÃOTÉRMICA
VULNERABILIDADE A RADIAÇÃO TÉRMICA
Radiação Térmica Característica
(kW/m2
)
1,00 Sol ao meio-dia.
1,75 Limite de dor alcançado após 60s.
2,00 Danos aos cabos com isolamento de PVC.
4,00 Limite de dor alcançado após 20 s.
6,40 Limite de dor alcançado após 8 s.
Queimaduras de 2º grau após 20 s.
12,50 Fusão de tubulações plásticas. Ignição de
roupas.
Queimadura de 1º grau após 10 s.
16,00 Queimaduras graves após 5s.
25,00 Ignição espontânea da madeira. Perigo à vida.
37,50 Danos aos equipamentos industriais. Perigo à
vida.
228.
VULNERABILIDADE A RADIAÇÃOTÉRMICA
VULNERABILIDADE A RADIAÇÃO TÉRMICA
Tempo de Exposição (s)
Probabilidade de Fatalidade (%)
Radiação Térmica
(kW/m
2
)
1 50 99
4,0 150 370 930
12,5 30 80 200
37,5 8 20 50
229.
VULNERABILIDADE A SOBREPRESSÃO
VULNERABILIDADEA SOBREPRESSÃO
Sobrepressão (bar) Efeitos Observados
0,30
Danos graves em prédios, estruturas e equipamentos.
Perigo à vida.
0,10
Danos reparáveis em prédios e estruturas. Perigo à saúde e
à vida.
0,03
Ruptura total de vidros, podendo causar
ferimentos por lançamento de estilhaços. Mal
estar à saúde.
0,01
Ruptura de aproximadamente 10 % dos vidros,
com pequena probabilidade de causar
ferimentos.
230.
VULNERABILIDADE A TÓXICOS
VULNERABILIDADEA TÓXICOS
Pr = a + b ln ( Cn
. t)
a, b, n COEFIENTES CARACTERÍSTICOS DA
SUBSTÂNCIA;
C CONCENTRAÇÃO INALADA EM PPM;
t TEMPO DE INALAÇÃO EM MINUTOS.
231.
VULNERABILIDADE A
VULNERABILIDADE A
TÓXICOS
TÓXICOS
SU B S T Â N C I A
a
(ppm)
b
(ppm)
n
(min)
Acroleína -9,931 2,049 1,0
Acrilonitrila -29,42 3,008 1,43
Amônia -35,9 1,85 2,0
Benzeno -109,78 5,3 2,0
Brometo de metila -56,81 5,27 1,0
Bromo -9,04 0,92 2,0
Cianeto de hidrogênio -29,42 3,008 1,43
Cloreto de hidrogênio -16,85 2,0 1,0
Cloro -8,29 0,92 2,0
Dióxido de enxofre -15,67 2,1 1,0
Dióxido de nitrogênio -13,79 1,4 2,0
232.
ANÁLISE DE RISCOS
ANÁLISEDE RISCOS
AVALIAÇÃO E GERENCIAMENTO
AVALIAÇÃO E GERENCIAMENTO
DE RISCOS
DE RISCOS
233.
Objetivos da Análisede Riscos
Objetivos da Análise de Riscos
• Estimativa de perdas decorrentes de
determinados acidentes;
• Riscos aos trabalhadores (impactos
ocupacionais);
• Riscos às pessoas externas às
instalações industriais (público externo);
• Impactos ambientais.
234.
Risco Individual
Risco Individual
Riscopara uma pessoa presente na
vizinhança de um perigo, considerando a
natureza do dano, a probabilidade de
ocorrer o dando e o período de tempo em
que o mesmo pode acontecer.
Normalmente, o dano é estimado em
termos de fatalidade.
235.
RI RI
x yx y i
i
n
, , ,
1
RIx,y = risco individual total de fatalidade no ponto
x,y;
(chance de fatalidade por ano (ano-1
))
RIx,y,i = risco de fatalidade no ponto x,y devido ao
evento i;
(chance de fatalidade por ano (ano-1
))
n = número total de eventos considerados na
análise;
fi = freqüência de ocorrência do evento i;
Pfi = probabilidade que o evento i resulte em
RI f p
x y i i fi
, , .
Risco Individual
Risco Individual
O Risco Socialé a relação entre a
O Risco Social é a relação entre a
freqüência e o número de pessoas
freqüência e o número de pessoas
expostas a um nível de dano específico de
expostas a um nível de dano específico de
uma determinada população, em função da
uma determinada população, em função da
ocorrência de perigos específicos (
ocorrência de perigos específicos (IChemE
IChemE,
,
1992).
1992).
Risco Social
Risco Social
239.
• Representa orisco (possibilidades e
impactos) para uma comunidade
(agrupamento de pessoas) presente na
região de influência de um acidente;
• É normalmente expresso em
mortes/ano;
• A forma mais comum de apresentação
é a curva F-N.
Risco Social
Risco Social
N P p
ix y fi
x y
,
,
. F F
N i
i
Ni = número de fatalidades resultantes do evento i;
Px,y = número de pessoas expostas no ponto x,y;
pfi = probabilidade do evento i resultar em fatalidade no
ponto
x,y, de acordo com os efeitos esperados;
FN = freqüência de ocorrência de todos os danos,
afetando N
ou mais pessoas;
Fi = freqüência de ocorrência de todos os danos causados
pelo evento i;
Risco Social
Risco Social
242.
Exemplo de Resultadosde AQR
Exemplo de Resultados de AQR
(Dados para Curva F-N)
(Dados para Curva F-N)
No
de Fatalidades (N) Freqüência Acumulada (/ano)
123 6,2E-06
67 8,6E-05
52 8,7E-05
34 7,9E-03
33 8,8E-03
29 1,5E-02
16 1,6E-02
12 2,1E-02
9 2,5E-02
3 2,5E-02
243.
Risco Social –Curva F-N
Risco Social – Curva F-N
1,0E-09
1,0E-08
1,0E-07
1,0E-06
1,0E-05
1,0E-04
1,0E-03
1,0E-02
1 10 100 1000 10000
Número de Fatalidades
Freqüência
de
N
ou
mais
Fatalidades
(/ano)
244.
• Número dehipóteses e cenários acidentais;
• Diferentes velocidades e direções de vento;
• Número e localização das fontes de ignição;
• Número de pontos para o cálculo do Risco
Individual;
• Número de pessoas expostas a cada um dos
diferentes cenários acidentais.
Complexidade dos Cálculos dos Riscos
Complexidade dos Cálculos dos Riscos
245.
O risco aque um indivíduo médio da população é
exposto não deve ser aumentado
significativamente por uma atividade industrial ou
de serviço criada por terceiros, a menos de uma
explícita e consciente aceitação do mesmo.
Tolerabilidade de Riscos
Tolerabilidade de Riscos
246.
RI – RiscosVoluntários
RI – Riscos Voluntários
Atividade Risco Individual (ano
-1
)
Fumar (20 cigarros/dia) 5,0 x 10
-3
Tomar pílula 2,0 x 10
-5
Jogar futebol 4,0 x 10
-5
Dirigir automóvel 1,7 x 10
-6
Lees, 1996.
247.
RI – RiscosInvoluntários
RI – Riscos Involuntários
Atividade Risco Individual (ano
-1
)
Leucemia 8,0 x 10
-5
Explosão de um vaso pressurizado (EUA) 5,0 x 10
-6
Transporte de substâncias químicas 2,0 x 10
-6
Raio (UK) 1,0 x 10
-7
Enchentes por barragens (Holanda) 1,0 x 10
-7
Vazamento de uma planta nuclear a 1 km (UK) 1,0 x 10
-7
Meteóros 6,0 x 10
-11
Lees, 1996.
248.
RI - CETESB
RI- CETESB
INSTALAÇÕES FIXAS
INSTALAÇÕES FIXAS
1,0 x 10-5
/ano (máximo tolerável)
1,0 x 10-6
/ano (negligenciável)
INTOLERÁVEL
INTOLERÁVEL
TOLERÁVEL
TOLERÁVEL
249.
RI - CETESB
RI- CETESB
DUTOS
DUTOS
1,0 x 10-4
/ano (máximo tolerável)
1,0 x 10-5
/ano (negligenciável)
INTOLERÁVEL
INTOLERÁVEL
TOLERÁVEL
TOLERÁVEL
Curva F-N –CETESB
Curva F-N – CETESB
1,0E-09
1,0E-08
1,0E-07
1,0E-06
1,0E-05
1,0E-04
1,0E-03
1,0E-02
1 10 100 1000 10000
Número de Fatalidades (N)
Freqüência
de
N
ou
mais
Fatalidades
(/ano)
INTOLERÁVEL
ALARP
NEGLIGENCIÁVEL
253.
Processo de assessoriaque visa
Processo de assessoria que visa
garantir a continuidade do negócio de
garantir a continuidade do negócio de
uma pessoa, entidade ou projeto,
uma pessoa, entidade ou projeto,
baseado na
baseado na MAXIMIZAÇÃO
MAXIMIZAÇÃO de sua
de sua
utilidade e na
utilidade e na MINIMIZAÇÃO
MINIMIZAÇÃO da
da
probabilidade da ocorrência de eventos
probabilidade da ocorrência de eventos
de grande magnitude.
de grande magnitude.
Gerenciamento de Riscos
Gerenciamento de Riscos
254.
Gerenciamento de Riscos
Gerenciamentode Riscos
Formulação e implantação de medidas e
Formulação e implantação de medidas e
procedimentos, técnicos e
procedimentos, técnicos e
administrativos, que têm por objetivo
administrativos, que têm por objetivo
prevenir, controlar e reduzir os riscos; e
prevenir, controlar e reduzir os riscos; e
ainda, manter uma instalação industrial
ainda, manter uma instalação industrial
operando dentro de padrões de segurança
operando dentro de padrões de segurança
considerados toleráveis.
considerados toleráveis.
255.
Redução e Controledos Riscos
Redução e Controle dos Riscos
Capacitação
Capacitação
Melhoria das Instalações
Melhoria das Instalações
Programa de Gerenciamento
Programa de Gerenciamento
de Riscos
de Riscos
Metas e Objetivos
Metase Objetivos
• O que deve ser feito ?
O que deve ser feito ?
• Por que deve ser feito ?
Por que deve ser feito ?
• Quem deve fazer ?
Quem deve fazer ?
• Onde deve ser feito ?
Onde deve ser feito ?
• Quando deve ser feito ?
Quando deve ser feito ?
• Como deve ser feito ?
Como deve ser feito ?
Programa de Gerenciamento de Riscos
Programa de Gerenciamento de Riscos
Programa de Gerenciamentode Riscos
Programa de Gerenciamento de Riscos
Informações de segurança;
Informações de segurança;
Política de revisão dos riscos;
Política de revisão dos riscos;
Gerenciamento de modificações;
Gerenciamento de modificações;
Manutenção e garantia da qualidade de
Manutenção e garantia da qualidade de
sistemas críticos;
sistemas críticos;
Normas e procedimentos operacionais;
Normas e procedimentos operacionais;
Política de capacitação de recursos
Política de capacitação de recursos
humanos;
humanos;
Investigação de incidentes;
Investigação de incidentes;
Plano de emergência;
Plano de emergência;
Auditorias.
Auditorias.
260.
Risco
Prevenção Proteção
Redução da
Freqüência
Reduçãoda
Conseqüência
Gerenciamento
do Risco
Gerenciamento de Riscos
Gerenciamento de Riscos
Análise de Riscos
Análise de Riscos Plano de Emergência
Plano de Emergência
261.
Custos dos Riscos
Custosdos Riscos
Impactos Ambientais
(agudos e crônicos)
Sistemas de Controle
AMBIENTAL
AMBIENTAL
Lesões
Mortes
Responsabilização
Sanções Legais
Perdas
Patrimoniais
Danos Indiretos
Responsabilização
Comprometimento
do Negócio
Custos da
“Não
Segurança”
Incomodidade
Tempo
Investimentos
Manutenção
Treinamento
Tempo
Custos da
Segurança
EMOCIONAL
EMOCIONAL
ECONÔMICO
ECONÔMICO
RISCO
RISCO
Gerenciamento de Riscos
Gerenciamentode Riscos
Indústria
Indústria
• Identificar os perigos e reduzir os riscos
de suas atividades;
• Elaborar e implantar plano de
emergência;
• Informar e treinar as comunidades locais;
• Atuar em conjunto com os órgãos de
governo.
264.
Governo
Governo
• Elaborar eimplementar a política de
prevenção e resposta a acidentes;
• Fiscalizar as empresas e atividades
consideradas perigosas;
• Atuar em conjunto com as indústrias e
comunidade na prevenção de acidentes e
no atendimento às situações de
emergência.
Gerenciamento de Riscos
Gerenciamento de Riscos
265.
265
BIBLIOGRAFIA
Básica
Luis Enrique Sanchez(2008). Avaliação de impactos ambientais: conceitos e métodos.
Editora Oficina de textos.
Luiz Roberto Tommasi (1994). Estudo de impacto ambiental, 1ª edição.
Complementar
Suetônio Mota (2006). Introdução à engenharia ambiental, 4ª edição.
CETESB Manual de orientação para elaboração de estudo e análise de riscos. São
Paulo, 1994.
MACK, Carlos E. V. Identificação, avaliação e controle de riscos nas indústrias
químicas. Lorena: Faenquil, 2000.
DE CICCO, Francesco M. G. A. F., FANTAZZINI, Mario Luiz. Técnicas Modernas
de Gerência de Riscos.IBGR, 1985.
CELEDON, Hugo. Curso de Análise e Identificação de Riscos. Explo.
CHEMICAL INDUSTRIES ASSOCIATION LIMITED. A Guide to Hazard and
Operability, Studies. 1987.