Tipologia de
serviços
De formageral, todos os estabelecimentos que preparam
e servem alimentos e bebidas são classificados como
pertencentes ao setor da restauração. Isso inclui desde
os mais simples, que comercializam diretamente
produtos como sanduíches e pizzas, até os mais
sofisticados, que se dedicam a preservar a qualidade da
hospitalidade e da gastronomia portuguesa.
4.
Tipologia de serviços
Arestauração divide-se em dois grandes sectores de
atividade:
• Restauração coletiva de carácter social,
• Restauração comercial que se dirige a todos os clientes.
5.
Tipologia
de serviços
A chamada"restauração coletiva" é voltada para grandes
entidades, sejam elas públicas ou privadas, como
empresas, escolas, hospitais, prisões e quartéis. Esse tipo
de serviço não tem fins lucrativos e foca na alimentação
de um grande número de pessoas.
Por outro lado, a restauração comercial é um setor em
constante crescimento, onde a capacidade de inovação é
essencial para atender às expectativas variadas dos
clientes.
6.
Tipologia de
serviços
Atualmente, osconsumidores recorrem a este tipo de
serviço em quatro principais ocasiões:
- Refeições do dia a dia
- Refeições durante as férias
- Encontros sociais
- Refeições de negócios
7.
Tipologia de serviços
Cadauma dessas situações exige um nível de serviço e
tempo distintos. No âmbito da restauração comercial,
destacam-se diferentes formatos, como snack-bares,
sandwicherias e croissanterias, que oferecem refeições
rápidas e práticas, sendo comuns em grandes cidades,
vilas e centros comerciais.
8.
Tipologia de serviços
Fastfood
Este modelo de restauração, originado nos Estados
Unidos, tem como principal objetivo oferecer um serviço
rápido a preços acessíveis, atraindo especialmente o
público jovem. Caracteriza-se pela eficiência no
atendimento e pela padronização dos produtos,
garantindo praticidade e conveniência aos clientes.
9.
Tipologia de serviços
Coffee-Shop
Umaunidade de restauração integrada a um complexo
hoteleiro, que oferece diferentes tipos de serviços
gastronômicos, proporcionando uma experiência
diversificada aos clientes. Esses espaços podem incluir
restaurantes temáticos, buffets, bares e cafetarias,
adaptando-se às necessidades dos hóspedes e visitantes.
10.
Tipologia de serviços
Adegas
Essesestabelecimentos oferecem aos clientes uma opção
de restauração acessível, baseada principalmente em
petiscos, acompanhados de vinhos servidos ao copo. O
ambiente costuma ser descontraído e convidativo, ideal
para momentos de convívio.
11.
Tipologia de serviços
Grill
Umaunidade de restauração especializada em carnes
grelhadas e gelados, seguindo um modelo originado nos
Estados Unidos. Este tipo de estabelecimento destaca-se
pela qualidade dos grelhados e pela variedade de
sobremesas, oferecendo um ambiente casual e
acolhedor.
12.
Tipologia de serviços
Pizzarias
Umaunidade de restauração originária de Nápoles, Itália,
especializada na preparação de massas. Este tipo de
estabelecimento destaca-se pela autenticidade da
gastronomia italiana, oferecendo uma variedade de
pratos à base de massa, como pizzas, lasanhas e
diferentes tipos de pastas, muitas vezes acompanhados
de molhos tradicionais.
13.
Tipologia de serviços
Buffets
Umaunidade de restauração dentro de um complexo
hoteleiro (hotel), onde o preço é variável e o serviço é
volante, ou seja, os funcionários atendem os clientes
diretamente nas mesas ou em áreas comuns. Este tipo de
serviço visa proporcionar uma experiência mais
personalizada e flexível, com preços que podem variar
conforme o menu ou a localização dentro do hotel.
Legislação
Requisitos de instalação:
Aszonas de serviço devem incluir cozinha, zona de
fabrico, copa, instalações frigoríficas, área de
armazenagem, despensa do dia, além de instalações
sanitárias e vestiários para o pessoal. No entanto,
estabelecimentos de bebidas que não produzem padaria,
pastelaria ou gelados podem dispensar a cozinha, a zona
de fabrico e a copa.
A principal regra é garantir que as zonas de serviço
estejam completamente separadas das áreas destinadas
aos utentes, e instaladas de forma a evitar a propagação
de fumos e cheiros, além de garantir o seu adequado
isolamento das demais dependências do
estabelecimento.
Nas áreas destinadas aos utentes, as instalações
sanitárias devem ser segregadas por sexo, exceto
quando a capacidade do estabelecimento for inferior a 16
16.
Legislação
Nos estabelecimentos debebidas com área inferior a 100
m², a separação por sexos nas instalações sanitárias deve
ser feita sempre que possível.
Estabelecimentos localizados em centros comerciais não
são obrigados a possuir instalações sanitárias para os
utentes, desde que o centro comercial disponha de uma
área comum com sanitários próximos aos
estabelecimentos de restauração e bebidas.
Nenhuma instalação sanitária pode ter acesso direto para
as zonas de serviço, salas de refeições ou áreas de serviço
de bebidas. Assim, deve existir uma entrada dupla, com
um vestíbulo ou antecâmara, criando um compartimento
intermédio entre a instalação sanitária e o restante do
estabelecimento.
17.
Legislação
As instalações sanitáriasdevem ser equipadas com
utensílios necessários à sua utilização, como meios para
lavagem e secagem das mãos, e devem ter comunicação
direta para o exterior (janela) ou sistemas de ventilação
artificial com renovação contínua do ar, adequados ao
seu tamanho. As retretes devem estar em cabinas
separadas.
18.
Legislação
Alguns documentos devemser afixados de forma visível:
• A capacidade do estabelecimento, determinada pela
área destinada aos utentes, deve estar afixada em
local destacado, visível do exterior, assim como o livro
de reclamações, a lista do dia com os preços (para
estabelecimentos de restauração), e, quando
aplicável, o nome, tipo e classificação do
estabelecimento.
• Todos os estabelecimentos de restauração e bebidas
devem afixar no exterior uma placa identificativa do
tipo de estabelecimento.
• Deve ser afixado um aviso sobre a proibição da venda
de bebidas alcoólicas e tabaco a menores de 16 anos.
• O horário de funcionamento do estabelecimento
também deve ser afixado.
• O alvará de licença deve estar disponível no
estabelecimento para consulta, caso seja solicitado
por qualquer entidade fiscalizadora, sob pena de
19.
Legislação
Instalações:
Independentemente do estiloda construção (se clássica ou contemporânea), as
cozinhas e instalações relacionadas devem atender aos requisitos necessários
para garantir condições adequadas de estabilidade, resistência e salubridade,
compatíveis com a natureza da atividade desenvolvida.
Tanto os estabelecimentos comerciais quanto as unidades industriais da área
alimentar precisam ser projetados e construídos especificamente para atender
às exigências do setor, utilizando materiais que possam suportar condições
adversas. Esses locais estarão expostos a resíduos como gordura, sangue,
hidratos de carbono e produtos de limpeza, além de enfrentarem variações
extremas de temperatura, como nas lavagens com água fria e quente.
Dessa forma, as superfícies devem ser projetadas para oferecer alta resistência
mecânica, abrasiva e química, assegurando durabilidade e higiene no ambiente
de trabalho.
20.
Legislação
As superfícies dospisos, tetos e paredes devem transmitir
uma sensação de ambiente limpo aos trabalhadores, pois
são esses espaços onde realizarão suas atividades. Além
da escolha adequada dos materiais de construção, as
instalações devem ser projetadas para permitir a
separação eficaz entre áreas limpas e sujas, aplicando o
princípio da "marcha em frente".
Ao elaborar projetos para novas unidades industriais ou
estabelecimentos comerciais, é fundamental considerar
não apenas o diagrama de fabrico, mas também os
materiais, equipamentos e pessoal envolvidos. Deve-se
também reservar espaços livres para as operações de
carga e descarga. Áreas de trabalho mal planejadas ou
espaços inadequados podem comprometer a higiene e
afetar a segurança do produto. Por isso, o planejamento
adequado das áreas para receção, armazenamento,
confecção e expedição de alimentos é essencial.
21.
Legislação
Os requisitos estruturaisincluem:
• Pavimentos: Devem ser feitos de material
antiderrapante, resistente e não tóxico. As superfícies
precisam estar limpas e desinfetadas, sem mosaicos
partidos ou fissuras. Todos os ralos de esgoto devem
ser cobertos por tampas ou grades de proteção.
• Paredes e tetos: Os materiais devem ser
impermeáveis, não absorventes, laváveis e não
tóxicos. As superfícies precisam ser lisas até uma
altura apropriada para as operações. Não devem
apresentar sinais de umidade, mofo ou teias de
aranha.
• Junções: As junções entre paredes e tetos ou entre as
paredes e o pavimento devem ser estanques e
arredondadas, facilitando a higienização eficaz.
22.
Legislação
• Janelas: Nãodevem acumular sujeira e devem estar
protegidas com redes mosquiteiras removíveis,
impedindo a entrada de insetos e facilitando a
limpeza. Os vidros devem ser mantidos
impecavelmente limpos.
• Portas: Devem ser feitas de material liso,
impermeável e de fácil lavagem. As portas e seus
manípulos precisam de cuidados contínuos de
limpeza. Sempre que possível, as portas devem
permanecer fechadas.
• Lâmpadas: Devem ser protegidas para evitar que os
vidros quebrados representem um risco.
23.
Legislação
Para prevenir infestaçõese contaminações, e assim
garantir a proteção da saúde pública, é proibida a
presença de animais (cães, gatos, pássaros, etc.) nos
estabelecimentos de restauração e bebidas. Um símbolo
apropriado deve ser afixado na entrada do
estabelecimento, em local visível, informando sobre essa
proibição.
Equipamentos
Geradores de calor
Osgeradores de calor são equipamentos utilizados para
transformar alimentos crus em cozinhados, através da
produção de calor
26.
Equipamen
tos
Os geradores decalor são equipamentos utilizados para
transformar alimentos crus em cozinhados, através da
produção de calor. Existem diversas formas de gerar calor
na preparação de alimentos, sendo as principais:
• Fogões: Equipamentos que utilizam fontes de calor,
como gás ou eletricidade, para cozinhar os alimentos
de maneira direta, em panelas ou frigideiras.
• Fornos: Aparelhos que geram calor de forma
uniforme, permitindo assar ou cozinhar alimentos a
temperaturas controladas.
• Salamandras: Equipamentos de aquecimento por
radiação, geralmente usados para gratinar, dourar ou
manter os alimentos aquecidos sem cozinhá-los.
27.
Equipamen
tos
• Fritadeiras: Dispositivosque aquecem óleo para fritar
alimentos, proporcionando uma crosta dourada e
crocante.
• Assadeiras: Recipientes que, ao serem colocados no
forno, permitem assar alimentos, como carnes e
bolos, gerando calor ao redor dos ingredientes.
• Micro-ondas: Aparelhos que utilizam ondas
eletromagnéticas para aquecer e cozinhar os
alimentos de forma rápida e eficiente.
• Banho-maria: Método de aquecimento indireto, onde
os alimentos são cozinhados por vapor ou água
quente, garantindo uma temperatura constante e
suave.
28.
Equipamentos
Geradores de frio
Osgeradores de frio são instalações projetadas para
conservar alimentos que necessitam de baixas
temperaturas para se manterem em boas condições. Eles
funcionam através da geração de frio (ou gelo), sendo
essenciais para a preservação de diversos produtos
alimentícios.
Independentemente da estrutura do gerador de frio,
todos eles exigem materiais isolantes, como cortiça ou
fibra, além de portas com juntas isolantes e fechos
perfeitos para garantir a eficiência do processo de
29.
Equipamen
tos
Os principais tiposde geradores de frio são:
A) Câmaras Frigoríficas: Espaços fechados e isolados
onde os alimentos são armazenados a temperaturas
controladas, adequadas à sua conservação.
B) Armários Frigoríficos: Equipamentos menores do que
as câmaras frigoríficas, utilizados para armazenar
alimentos em um ambiente refrigerado, como em
cozinhas e restaurantes.
C) Abatedores de Temperatura: Equipamentos usados
para reduzir rapidamente a temperatura dos alimentos,
prevenindo a proliferação de microrganismos e
garantindo a segurança alimentar.
D) Mesas Refrigeradoras: Equipamentos multifuncionais
que combinam armazenamento refrigerado com
superfície de trabalho, comumente utilizados em
ambientes de preparação de alimentos.
E) Outros Equipamentos Frigoríficos: Incluem uma
variedade de dispositivos como vitrines refrigeradas,
freezers, expositores, entre outros, que são utilizados
Indumentária de
cozinha
A corbase da indumentária de cozinha é o branco, não
apenas porque facilita a visualização da limpeza, mas
principalmente porque repelir o calor. Cozinheiros estão
frequentemente expostos a altas temperaturas durante o
preparo dos alimentos, e o branco ajuda a refletir a luz e
o calor, proporcionando um certo alívio térmico. Essa
escolha de cor também contribui para um ambiente mais
confortável e seguro, além de manter uma aparência
profissional e higiênica.
33.
Indumentária de
cozinha
Uniformes deCozinha
O uniforme de cozinha é projetado para garantir a
segurança e higiene no ambiente de trabalho, sendo
uma peça essencial para os profissionais da área. Não se
trata de uma fantasia ou algo meramente estético, mas
sim de vestuário adequado às exigências da profissão.
34.
Indumentária de
cozinha
O Barrete
•O barrete é tradicionalmente alto e engomado, com
pregas bem vincadas. Ele tem várias funções
importantes: evita que o cozinheiro toque no cabelo,
protege os alimentos de fios de cabelo e impede que
o cabelo caia na comida. Além disso, ajuda a proteger
o cabelo dos vapores gordurosos e permite que os
fios "respirem".
• A altura do barrete é geralmente de cerca de 20 cm,
sendo confeccionado em materiais como algodão,
nylon, produtos sintéticos, ou, de forma crescente,
em papel.
A Touca
• A touca de pano, geralmente usada pelas cozinheiras,
35.
Indumentária de
cozinha
O Casaco
•O casaco é invariavelmente branco e confeccionado
em algodão ou poliéster-algodão. Ele segue um
modelo clássico, com dupla fechadura e botões.
• Deve ser ajustado ao corpo do cozinheiro e mantido
sempre limpo para garantir higiene e conforto
durante o trabalho. A cor branca ajuda a evidenciar a
limpeza do casaco, além de oferecer uma certa
proteção contra o calor.
A Blusa
• A blusa da cozinheira também é tradicionalmente
branca e feita de algodão, evitando materiais como
nylon, que podem ser perigosos em caso de
queimaduras.
A Calça
• A calça tradicionalmente é feita de algodão, com
36.
Indumentária de
cozinha
O Lençodo Pescoço
• O lenço é branco e, além de função estética, tem a
praticidade de proteger a nuca do calor. Ele é dobrado
em formato triangular e preso com um nó, ajudando
também a absorver a transpiração .
O Avental
• O avental é feito de algodão e tem o formato de
meia-pé , cobrindo a parte inferior do corpo, até um
pouco acima dos joelhos.
Os Sapatos
• Os sapatos devem ser fechados e preferencialmente
de crânio para oferecer proteção contra
queimaduras. Embora muitos profissionais usem
estranhos , eles são pouco seguros e higiênicos, além
de protegê-los mal em caso de acidentes com
líquidos quentes. Tênis ou tamancas também são
37.
Indumentária de
cozinha
O Pano
•O pano , espesso e resistente, é utilizado para
transportar e limpar recipientes quentes , garantindo
a segurança do profissional ao manusear
mercadorias quentes.
Luvas e Bata
• Luvas e batas de proteção são frequentemente
usadas, especialmente em tarefas como o
desossamento de carnes , para garantir segurança e
higiene. A máscara e luvas também são usadas para
38.
Indumentária de
cozinha
Esses componentesdo uniforme de cozinha são
essenciais para garantir que o cozinheiro possa trabalhar
com eficiência, conforto e segurança , ao mesmo tempo
que mantém padrões rigorosos de higiene .
Aprovisionamento de
produtos alimentares
Planeamentode menus
O objetivo do menu é proporcionar ao cliente uma visão
clara das opções de comidas e bebidas disponíveis, além
de apresentar o preço correspondente a cada item. O
termo "menu", que vem do francês, significa "detalhe
num minuto" , refletindo sua função essencial de
informar de forma rápida e eficiente.
Os menus são um dos instrumentos mais importantes e
ferramentas de marketing de um Estabelecimento de
Restauração e Bebidas (ERB) , pois refletem a imagem do
estabelecimento, o conceito , o ambiente , o tipo de
cozinha e até o serviço oferecido. Eles são um reflexo
direto da identidade do restaurante e influenciam a
experiência do cliente .
Ao planejar e elaborar um cardápio, é essencial que os
profissionais da restauração considerem uma série de
especificidades , já que ele deve transmitir as
informações de maneira clara, persuasiva e alinhada às
41.
Aprovisionamento de
produtos alimentares
Oplaneamento do menu deve, portanto, considerar
vários fatores cruciais, como:
• Fatores Organizacionais : O cardápio deve ser
adequado à capacidade do estabelecimento, ao
tempo disponível para o preparo e ao tipo de serviço
oferecido.
• Fatores Gastronômicos : O cardápio deve refletir a
qualidade e o tipo de culinária oferecida, respeitando
as preferências e tendências alimentares dos clientes.
• Fatores Econômicos : O custo de produção de cada
prato deve ser aplicado, equilibrando o preço de
venda e a margem de lucro . Deve ser feito um
cálculo cuidadoso dos ingredientes e da mão de obra.
• Fatores Nutricionais : Deve-se considerar a saúde e
bem-estar dos clientes, oferecendo opções
balanceadas e diversificadas, incluindo alternativas
para diferentes dietas (vegetariana, vegana, sem
glúten, entre outras).
42.
Aprovisionamento de
produtos alimentares
Fichatécnica
A ficha técnica é o documento mais eficaz para evidenciar
tanto o custo quanto a receita de um prato. Ela registra
todo o processo de elaboração dos pratos, as
mercadorias utilizadas , suas quantidades e o valor total
de produção .
43.
Aprovisionamento de
produtos alimentares
Aficha técnica tem como funções básicas:
o Registar quantidades de mercadorias nas preparações;
o Padronizar quantidades, montagem e apresentação
dos pratos;
o Identificar custos de produção
o Registar processos de produção;
o Manter histórico das preparações;
o Permitir a comparação das informações de consumo;
o Facilitar as projeções de compras e especificações de
44.
Aprovisionamento de
produtos alimentares
Acriação de fichas técnicas é um processo detalhado que
exige precisão e cuidado, sendo um trabalho moroso.
Elas são divididas em duas partes principais:
1. Parte de gestão: Nesta seção, são identificados todos
os custos unitários das mercadorias, o custo do prato e,
quando necessário, a margem de contribuição e o preço
de venda. Isso ajuda a controlar as finanças e a garantir
que a produção seja rentável.
2. Parte operacional: Aqui são detalhados todos os
ingredientes necessários para o prato, a descrição das
fases de produção e uma foto do prato, permitindo que a
produção seja executada de forma consistente e de
acordo com os padrões estabelecidos.
45.
Aprovisionamento de
produtos alimentares
Componentesda Ficha Técnica
1. Nome ou designação do prato: Identificação clara do prato que
será servido.
2. Aplicação: Especifica onde o prato será servido, como em
restaurantes, grills, banquetes, etc.
3. Nº de doses: Quantidade de porções que o prato rende.
4. Preço líquido de venda por cada dose: Valor que o cliente pagará
por cada porção do prato.
5. Descrição dos produtos que compõem o prato e respetivas
capitações: Lista detalhada dos ingredientes utilizados e as suas
quantidades.
6. Valorização unitária do produto: O custo individual de cada
ingrediente ou produto que compõe o prato.
46.
Aprovisionamento de
produtos alimentares
8.% de food cost: Percentagem do custo dos alimentos em relação ao
preço de venda do prato, utilizado para calcular a rentabilidade.
9. Modo de preparação e confeção do prato: Descrição detalhada de
como o prato deve ser preparado, com as etapas de confeção.
10. Forma de servir o prato e indicações relativamente à sua mise-en-
place: Como o prato deve ser apresentado ao cliente e as orientações
sobre a preparação do local antes do serviço.
11. Fotografia do prato: Imagem do prato pronto, ajudando a manter
o padrão visual da apresentação.
47.
Aprovisionamento de
produtos alimentares
tabelade capitações
As capitações (ou quantidades) dos alimentos são
fundamentais para controlar a quantidade de
mercadorias que precisam ser adquiridas e garantir que
o armazenamento das mesmas seja eficiente. Na
produção alimentar, as capitações bem definidas são
essenciais para a correta confeção dos pratos, permitindo
otimizar os recursos e garantir a rentabilidade do
48.
Aprovisionamento de
produtos alimentares
Objetivosda Tabela de Capitações:
• Controle as quantidades de ingredientes : As capitações permitem
saber exatamente quanto de cada ingrediente é necessário para a
preparação dos pratos, ajudando a evitar desperdícios e a
garantir a qualidade consistente do prato.
• Facilitar o Planejamento de Compras : Ao ter as capitações
definidas, é possível calcular com precisão o que será necessário
comprar, evitando compras excessivas ou insuficientes.
• Melhorar o armazenamento de alimentos : Com os detalhes
certos, é possível organizar o armazenamento de forma eficiente,
garantindo a preservação adequada dos ingredientes e
facilitando a gestão do estoque.
• Rentabilidade e Valorização dos Produtos : Ao definir
corretamente as capitações, é possível aumentar a rentabilidade
ao reduzir desperdícios e utilizar os ingredientes de forma mais
eficiente.
49.
Aprovisionamento de
produtos alimentares
tabelade desperdícios
A tabela de desperdícios é uma ferramenta crucial para
controlar os custos na cozinha, permitindo identificar e
avaliar as perdas de alimentos, principalmente em
produtos como carnes e peixes, que são mais caros. Ela
calculou o peso útil dos ingredientes, ou seja, a parte que
realmente será utilizada no preparo dos pratos, ajudando
a evitar desperdícios. Também oferece a possibilidade de
aproveitar partes dos alimentos que normalmente
seriam descartados, como em molhos ou caldos,
gerando mais valor
Regras de
acondicionamento,
armazenamento e
conservaçãodas
matérias-primas perecíveis e
não perecíveis
Dependendo de suas características, os alimentos podem
ser agrupados de acordo com a sua resistência aos
processos de deterioração, especialmente aqueles
causados por microorganismos.
52.
Regras de acondicionamento,
armazenamentoe conservação
das
matérias-primas perecíveis e não
perecíveis
frescos
Os alimentos frescos são caracterizados pela facilidade com que se
deterioram. Exemplos incluem leite, carnes frescas, peixe fresco,
espargos, tomates e frutas suculentas e macias como o pêssego.
Esses alimentos são consumidos frequentemente, sendo essenciais
na alimentação diária. Sua deterioração pode começar
imediatamente após a aquisição ou até antes, sendo imprescindível
que sejam armazenados em baixas temperaturas. A rápida
deterioração desses alimentos é principalmente devido ao seu alto
teor de água e à falta de características que inibem o crescimento de
microrganismos.
53.
Regras de acondicionamento,
armazenamentoe conservação
das
matérias-primas perecíveis e não
perecíveis
enlatados
Os alimentos enlatados são classificados como semi-perecíveis, ou
seja, são submetidos a um processo de conservação que lhes permite
durar por longos períodos. Exemplos incluem conservas e semi-
conservas. Embora esses alimentos tenham uma vida útil
prolongada, não são completamente estáveis e têm um prazo de
validade que deve estar indicado na embalagem.
Mesmo com um alto teor de líquido, os alimentos semi-perecíveis são
mais resistentes às alterações devido à ligação da água com a polpa
do alimento. A embalagem desempenha um papel crucial na
conservação desses produtos, e qualquer dano à embalagem, como
amassados, oxidação ou inchaço nas latas, pode comprometer a
qualidade do produto, sendo necessária a rejeição do alimento.
54.
Regras de acondicionamento,
armazenamentoe conservação
das
matérias-primas perecíveis e não
perecíveis
Sinais de problemas na embalagem incluem odores, alterações
visuais ou de sabor ao abrir a lata, e a presença de manchas negras
no interior. Já as semi-conservas, embora com menor durabilidade,
exigem cuidados adicionais de conservação, incluindo refrigeração
em alguns casos, como as anchovas. Outros alimentos semi-
perecíveis incluem beterraba, batata, cenoura, nabo e algumas frutas
maduras.
55.
Regras de acondicionamento,
armazenamentoe conservação
das
matérias-primas perecíveis e não
perecíveis
congelados
O processo de conservação dos alimentos congelados envolve o seu
armazenamento a temperaturas abaixo de 0°C, geralmente a -18°C,
para que a água presente nos alimentos se transforme em gelo,
inibindo o desenvolvimento de micro-organismos. A congelação é um
dos métodos que menos altera os alimentos, preservando suas
características nutricionais e organolépticas.
Ao ser congelado, o crescimento de bactérias é interrompido, e a
qualidade do alimento depende da sua condição inicial. Quanto
melhor a qualidade do alimento antes da congelação, maior será seu
tempo de vida útil quando mantido congelado.
O tempo de vida comercial dos alimentos congelados é geralmente
fornecido pelo produtor e indicado na embalagem. Caso essas
informações não estejam disponíveis, é possível seguir as diretrizes
gerais de conservação recomendadas para os diferentes tipos de
56.
Regras de acondicionamento,
armazenamentoe conservação
das
matérias-primas perecíveis e não
perecíveis
secos
Os alimentos secos, como arroz, massas, açúcar, farinha e feijão, são
classificados como alimentos estáveis ou não perecíveis devido ao
seu baixo teor de água. Essa característica impede o desenvolvimento
microbiano, o que possibilita uma conservação prolongada. Apesar
disso, é importante armazená-los em condições adequadas, evitando
ambientes úmidos que possam resultar em condensação superficial,
que favoreceria o crescimento de micro-organismos.
Para garantir sua durabilidade, esses alimentos devem ser mantidos
em locais secos, frescos e protegidos de fontes de contaminação,
como insetos ou roedores.