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Autor: Srur.'Ana, Moac1 · fk1 1•{rcs de, 1
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EFEMÉRIDES AL.AGOANAS
..
Moacir Medeiros de Sant'Ana
EFEMÉRIDES ALAGOANAS
2º volume
Maceió
Instituto Arnon de Mello
1993
SUMÁRIO
NOTA INTRODUTÓRIA, 7
gFEMÉRIDES SOBRE VULTOS E FATOS
Janeiro, 11
Fevereiro, 25
Março, 31
Abril, 41
Maio, 65
Junho, 75
Julho, 95
Agosto, 121l
Setembro, 137
Outubro, 159
Novembro, 181
Dezembro, 197
EFEMÉRIDES ACERCA DE LIVROS
120 anos de publicação, 215
110 anos de publicação, 215
100 anos de publicação, 215
90 anos de publicação, 215
80 anos de publicação, 215
70 anos de publicação, 216
60 anos de publicação, 217
50 anos de publicação, 218
40 anos de publicação, 219
ÍNDICE DE ASSUNTOS, 221
NOTA INTRODUTÓRIA
O Instituto Arnon de Mello, com o renovado apoio
cultural da empresa industrial SALGEMA, lança agora o
211 volume da série EfemérUles Alagoanas.
O objetivo dessa série, iniciada no passado ano de
WH2, é de procurar difundir, cada vez mais, não só os
11rontecimentos importantes da história da nossa pro-
víncia, esquecidos, melhor dizendo, desconhecidos da ge-
rnçiio atual, como também a vida e a obra de muitos dos
nnHsos cidadãos prestantes, infelizmente relegadas ao
oaquecimento, como no caso do pilarense José Corrêa
J1Jnior, cujo centenário estamos a comemorar este ano, o
qunl, em 1914, em busca de dias melhores saiu das pla-
l(nA alagoanas para São Paulo, procedimento anos de-
pois imitado por um filho da Lagoa da Canoa, Agnelo
llt><lrigues de Melo, mais conhecido pelo pseudônimo de
11udas Isgorogota, que paralá seguira no"Itapuca", em 17
de outubro de 1924. A exemplo daquele seu conterrâneo,
lr.in terminar seus dias na capital bandeirante, onde teve
lluhlicada a quase totalidade de sua obra literária.
Na terra da garoa também chegaria Edgard Braga,
• m 1915, para matricular-se no curso médico, transfe-
rindo-se depois para a Faculdade de Medicina do Rio de
Juneiro, onde se doutorou em 1922. Mas em março de
1H23 estava de regresso à capital paulista, onde abriu
com1ult6rio de pediatria, ligando-se anos mais tarde a um
t:rupo de vanguarda, constituído inclusive pelos poetas
<'oncretistas Augusto Campos, Décio Pignatari e Haroldo
Cumpos, legando-nos uma copiosa bibliografia.
Da área da poesia e das artes plásticas, dois outros
uluf?oanos igualmente ali iriam fixar-se, respectivamente
l'lulemonAssunção, que a princípio saira de Maceió para
7
Belém, e depois emigraria dali para São Paulo, na déca
da de 20, e por fim Manoel Messi.as de Melo, pinto
e caricaturista, irmão de Isgorogota. Esta dupla, a parti
de 28 de setembro de 1933, com a história "O Tutu tinh
uma pose", iria ingressar no mundo das histórias d
quadrinhos, o primeiro deles desenhando e o outro escre-
vendo os textos das histórias, em versos, dando assim
começo à série divulgada através da edição infantil de A
Gazeta, de São Paulo, em sua segunda fase, iniciada dia
antes, a 14.
Dentre as ocorrências importantes, mas desconhe-
cidas das gerações de hoje, resgatadas através das
Efemérúl,es Alagoanas ora entregues ao público, desta-
camos as dos verbetes relativos aos 90 anos, emjaneiro de
1903, da fixação de Delmiro Gouveiaà antigapovoação da
Pedra; ao Centenário da Fundação da Livraria Ramalho,
também conhecida como Casa Ramalho, o mais impor-
tante estabelecimento do setor de venda e impressão de
livros e periódicos que tivemos em Alagoas; dos 80 anos
do 12
vôo de avião nos céus alagoanos, em 22 de junho de
1913; dos 70 anos da passagem, porMaceió, a 12
de agosto
de 1923, do consagrado polígrafo português Júlio Dantas;
do Centenário da criação, a 20 de agosto de 1893, do
Partúl,o Operário Socialista do Estado de Alagoas; do
Cinqüentenário do torpedeamento, a 26 de setembro de
1943, do vapor "Itanagé", nas costas alagoanas, à altura
da Lagoa Azeda, São Miguel dos Campos, durante a 2ª
Guerra Mundial; do Centenário, a 5 de outubro de 1893,
do início do funcionamento, no Pilar, da fábrica da Com-
panhiaPilarensede Fiação e Tecidos, que fabricou, não só
tecidos de algodão, como camisas de meias, em cores; dos
130 anos do primeiro RegulamentoInterno da Santa Casa
de Misericórdi.a de Maceió, cujo verbete narra inclusive a
história dos primeiros 25 anos de existência desse estabe-
lecimento hospitalar da capital alagoana; do Centenário
da formatura, na Faculdade de Direito do Reci.fe, a 9 de
dezembro de 1893, de Ana Sampaio Duarte, natural de
Palmeira dos Índios, a primeira alagoana a receber di-
8
,foma de curso superior; dos 80 anos da inaugur~çã~, no
~tia 25 de dezembro de 1913, da. Jgr~ja Presbiteriana
ronstruída na rua Dias Cabral, o pnmeiro templo protes-
tunte de Maceió. Quanto aos verbetes concernentes_à
~ida e obra de alagoanos ilustres, chamamos ª~1!-çao
>ara os seguintes: 85 anos do nascime~to, em Maceio, no
~lia 16 de abril de 1908, do cientista s?c1al Alberto Pa~sos
e;uimarães; Centenário de Jor~e de Lima, a 23 ~e abril de
1B93· Cinqüentenário do nascimento, a 15 de Junho, dm
Pnln{eira dos Índios, de José.Marques de _Mel?, um º.~
>ioneiros da pesquisa dos meios de co~ui:1caçao na um
~<"rsidade brasileira e 0 primeiro ?ras1le1ro a .recebf~ o
tftulo de Doutor em Jornalismo; Cmq_üenten~o do e-
•'mento a 27 de agosto de 1943, do industrial Gustavo
;!niva q~e, a despeito de não contar em ~ua época, com
uma legislação trabalhista, como a dos di~s qud C?r~e~,
rcnlizou em suas empresas uma obra social a ~r ve '
voltada para seus empregados; 90 anos do nadsc1men~,
..m Viçosa, no dia 1!! de setembro de 1903., o gran e
folclorista Aloísio Vilela; 40 anos do falecimento, em
Maceió, a 30 de setembro de 195~, ~~ Manoel L?pes
l•'l'rreira Pinto músico amador-v1ohmsta-co~pos1tor,
iornalista e ma~strado e o Centen~o de nascimento, a
io de outubro, do pintor José Pauhno.
M.M.S.
9
•
JANEffiO
>7 jnn. - Centenário do jornal Batalhador, surgido em
União dos Palmares a 7 dejaneiro de 1893, opri-
meiro da localidade. Dizia-se órgão imparcial e
era publicado duas vezes por semana em oficina
tipográfica instalada na rua Quinze de Novem-
bro, nº 18, tendo Fortunato Antunes como pro-
prietário e gerente. Apartir de 1895 passou a ser
publicado em Maceió, em tipografia instalada
na rua 12 de Março, a avenida Moreira Lima
dos nossos dias. ,
OH jan. - Cento e vinte anos do início do funcionamento, a
08 de janeiro de 1873, do Colégio Bom Jesus, or-
ganizado no ano anteriorpelo professorFrancis-
co Domingues da Silva. Através de circular es-
se educador,proprietário do educandário, junta-
mente comoprofessorAdrianoAugusto deAraú-
jo Jorge, do Colégio São José, que funcionava na
ruaCincinatoPinto, n2 51, comunicaramà comu-
nidade a fusão dos dois colégios, que passariam
a funcionar conjuntamente, a partir de 12
de ja-
janeiro de 1880, - conservando idêntica a deno-
minação de Colégio Bom Jesus - eIIL_sobrado de
dois andares e casa anexa ao mesmo, na rua da
BoaVista, ns. 4.P e 47, ficando a cargo deAdriano
Jorge a parte literária e a Francisco Domingues,
a parte administrativa.
- Cento e dez anos da instalação, a 08 de janeiro
de 1883, do município de Limoeiro de Anadia,
criado por Lei n2 866, de 31 de maio de 1882, com
território desmembrado de Anadia. A origem do
11
novo mu!Ücípio adveio de uma fazenda de gado
de propnedade de Antônio Rodrigues da Silva'
que e~ 1798 edificou uma capela com a dupla in~
vo~~çao de ~anta Cruz e Nossa Senhora da Con-
ceiçao do Limoeiro.
14jan.- Ce.nto e sessenta anos da instalação, a 14 de ja-
neiro de 1833, do muni~ípio e vila de São Miguel
dos_ Campo_s, pelo Ouvidor Manoel Messias de
Leao, -:- c~ados pelo Decreto do Governo Geral
?a Regencra, de 10dejulho do ano anterior-cu-
Ja Câmara foi organizada logo a seguir. Anti-
g_o povoado à margem do rio São Miguel, primi-
ti':amente .ei;tc;avado no território que consti-
twa o mumcrp10 de Alagoas, ao pé dos fertilíssi-
m?sCam~osdoArrozaldeInhamuns de ondelhe
ve~o ~ ~es1gnação restritiva quefoi adicionada ao
pnrmtivonome de São Miguel, (conhecidos esses
c~mpos como os mais belos pastos de todo o Bra-
sil) era natural que tais riquezas e fecundidade
do ~olo fosse atraindo para ali a cobiça dos pri-
meiros habitadores desta parte da capitania"
na~ palavras de João Alberto Ribeiro. '
18jan.- Tnnta anos d~in~talação, no dia 18dejaneiro de
1~63, do mun:;cípio de Novo Lino, criado por Lei
n- 2,:4~0, de 1- d~ dezembro de 1962, oriundo de
Col~~1a~eopoldina. Omunicípioteve suaorigem
nositioLino,peloalferesManoelBarauna,insta-
ladonoanode 1868,datandoa denominaçãoLino
do ano de 1950. '
x22jan.- Ce~tenário do nascimento, no Pilar, a 22 de ja-
n?iro de 1893, de Corrêa Júnior (José Corrêa Jú-
mor),filho deJosé Corrêa da Silva. Nasua cidade
natal fez os seus ~studos primários. Transferin-
do-se p~ra Maceió, nessa capital estudou pre-
paratónos, no Colégio 15 de Março, dirigido
pelo prof. Agnelo Marques Barbosa e no Liceu
Alagoano, tendo feito seu curso superior na
12
capital paulista, na ~Idade de~ de São
P.,auU>. Nomeado em 1913 para exercer um cargo
no Departamento Regional dos Correios, trans-
feriu-se em abril de 1914 para a capital ban-
deirante, no "ltapuhy'', já como Praticante de
2~ classe . Em Maceió foi um dos redatores de
Argos,revistaliterária,artísticae educativa,fun-
dada em setembro de 1910; colaborou em A Ilus-
tração,órgãotrimensal,defeiçãoliteráriainstru-
tiva enoticiosa, aparecidoem1907;AEscolaAla-
goana, quinzenário publicado pelo Grêmio Lite-
rário "Tavares Bastos", periódico esse surgido
a 12 de maio 1908 e em Renascença, cuja cola-
boração mandava de São Paulo, revista literá-
ria dirigida por Barreto Cardoso, cujo primeiro
nú.mero surgiu em Maceió no dia 15 de agosto de
1914. No Estado de São Paulo foi funcionário da
Prefeiturade suacapital, tendosidosecretáriona
gestão do Prefeito Pires do Rio; redatoriou o Co-
mércio de Santos, onde iniciou-se na vida jor-
nalística em S.Paulo, atuando ainda na Folha
da Manhã, em O Combate, tendo sido também
redator social de A,Ga.zeta. Em 1948-49 foi Vice-
Presidente da Associação Paulista de Imprensa
e, no ano de 1960, esteve visitando Alagoas. Nes-
se último ano, a 13 dejulho, a Academia Alagoa-t
na deLetrasrealizousessãoemsuahomenagem.
Seufalecimentoocorreunacapitalpaulista,nodia
09de setembro de 1972. Bibliografia-Livros para
adultos: Poemas das batalhas (S.Paulo)-Tip. Ca-
valiere(1914) 16p.n.num;Rezasprohibidas,poe-
sia.RiodeJaneiro(Tip.daRevistadosTribunais,
1917) 113p.;retr.do autor; Donado meu silêncio,
poesia. S. Paulo, Editorial Helios 1927. 157 p.
Menção honrosa da Academia Brasileira deLe-
tras; Conselhos aos namorados, poesia. 2. ed. S.
Paulo, Edições Heros, 1930, 78 p.n.num; Trovas.
13
22jan.-
S.Pa~o,E~.Meridiana, 1932. 78 p.n.num., retr.
autor, Cantigasde quemtequer, trovas.Posfácio
de AdelmarTavares. S.Paulo (s.tip.) 1939 122
(NaverdadeconstituiumanovaediçãodeTrova~·
comnovo tít~o); 2.ed. S._P~ulo, Ed. Cupolo, 1963~
J08p.n.n~,Poemasmmusculos.RiodeJaneir.o
. Olympio, 1941, 53 p.; Jardim para tuas mãos'
prosa..Capa e desenhos de Noêmia (s.n.t.) 1967~
111p., O~tr~balho: fonte de alegria. Coletânea de
escnto~ uteis. à formação intelectual e moral do
operáriobrasileiro.Pref.doSenadorParcifaJBar-
ro~o. S. Paulo (Empr. Gráfica Revista dos Tribu-
nais) 19!{)8. 198 p.; Oração a São Paulo, discurso
pron~cia~,º na concessão do título de "Cidadão
Paulistano. . ~· Paulo,. J. Bignardi & Cia. Ltda.,
1965. 31 p., Sao ;Francisco de Assis na literatura
e na a~e, ensai?, 1968. Livros para crianças:
Aalegnadesercnança.II. deJoãoBrito. S.Paulo
~oc. I~pressoraPau1~sta, 1929. 53 p., il.: Poesia~
infan~is.Carta-prefáciodeMonteiro Lobato. il. de
J.G.Vdhn. S.Paulo (Rev. dos Tribunais) 1934 72
p.; 2. ed. il. de Hilda Bennet (S. Paulo) Melho~a­
mentos1953)72p.Ogatinhoguloso.S.Paulo,Edi-
tora do Bras~I (1954)35p.; il., 3. ed. S. Paulo,Edi-
tora ~o ~rasil ~s.d.) 37 p.; il.;Barquinho de papel,
poesias1nfanti~(S.Paulo,DepartamentoTécnico
daEscola TécmcaAntarctica) 1961. 84p.;Apren-
damosa contar. II. deRodolfoDam. S. Paulo Me-
lhoramentos, 1951. 10 p.; il., S. Paulo, Melhora-
ra.mentos~ 1968 (Horas felizes); A cidade das
cnanças. 11. de Rodolfo Dam. S. Paulo, Melhora-
mentos, 1954, 11 p., il.; 4 ed. S. Paulo, Melho-
ramentos, 1968, 11 p., il (Horas felizes).
Noventa anos da encampação, a 22 dejaneiro de
1903, daAlagoasRailway, nessadata arrendada
à '-!beGreatWesternBrazilRailwayCompanyLi-
mited.
14
-Sessentaanos dainstalação, na capital maceioen-
se, a 22 de janeiro de 1933, do 1ºCongresso Ope-
rário de Alagoas, na sede da Sociedade Perseve-
rança e Auxflio dos Empregados no Comércio de
Maceió. Foi organizado em três partes: Reivin-
dicações; Assistência Social e Política Operária.
Na 1ª dessas partes, os operários da indús-
tria açucareira pleitearam a instituição do re-
gime de oito horas de trabalho diário, com sa-
lário integral; a extinção de multas e ''vales" e
a substituição desses por dinheiro amoedado ou
papelmoeda. Os operários.e trabalhadores deum
um modo geral, através de seus representantes,
nessenúmeroinclufdososdaindústriadoaçúcar,
pediram a uniformidade de salário e a medi-
ção, por trena, das tarefas por eles executadas
no campo.
24 jan. - Trintaanosdeinstalação,a24dejaneirode 1963,
do município de Tanque d'Arca, criado através
da Lei n2 2.507, de 12 de dezembro de 1962,
com território desmembrado de Anadia.
25 jan. - Noventa anos da instalação, no dia 25 de janeiro
de 1903, do município de Leopoldina, criado por
Lei n2 321, de 10 de junho de 1901, o qual em
1944, porforça da Lei estadualn2
2.909, de 31 de
dezembro de 1943, há cinqüenta anos, portanto,
voltou a chamar-se Colônia Leopoldina. Seu ter-
ritório foi desmembrado de Limoeiro de Anadia.
Quanto à sua denominação, - Colônia Leopoldi-
na-dadaem1943,adveio daColôniaMilitarLeo-
poldina, criada por Decreto imperial n2
729, de
09 de novembro de 1850, instaladaem20 de feve-
reiro de 1852 e extinta em 1867.
-Trinta anosdainstalação, a 25 dejaneirode 1963,
do município de Lagoa da Canoa, criadoporLei
n2 2.472, de 28 de agosto de 1962, com território
desmembrado de Anadia. O nome do município
15
...
tevesu~origemnalagoadeidênticadenominação
nele existente.
26 jan.- qitenta anos da chegada da águaencanada a an-
tiga pouoaçã_o da_ Pedra, hoje Delmiro Gouveia,
n~ dia 26 deJ~eiro de 1913, e da iluminação elé-
trica, a 24 deJunho seguinte. As linhas transmis-
soras de e~ergia e os canos adutoresforamlan-
çados nos vinte e quatro quilômetros que deman-
davamdacachoeiradePauloAfonsoàquelavelha
povoação. Adolfo Santos, casado com uma sobri-
nha. de Delmiro Gouveia, e gerente da fábrica
de hn_has de coser que seria inaugurada no dia
6 de Jun~o de 1914, a respeito da chegada da
luz elétnca na Pedra, prestou depoimento a
Tadeu Rocha, por este aproveitado em sua obra
a respeito do pioneiro de Paulo Afonso: "Toda
8:população da Pedra estava fora de casa, assis-
ti_ndo ao espetáculo maravilhoso da transforma-
ç~o que se oper~va na localidade, sendo conta-
gi~te a alegna geral". Pedra foi a primeira lo-
~hdade,.no Brasil, a ser iluminada por energia
hidrelétnca.
27 jan.- Cento e v;inte.anos do aparecimento, em Maceió,
a 27 de Janeiro de 1873, de O Constitucional
órgão do Partido Conservador das Alagoas che'
fiado pelo Senador Jacinto Paes de Mend~nça­
sendo o segundo jornãl ãlagoano deste título
1
porquanto ooutro data do ano de 1851. Redigid~
pelos ~s. Olímpio E~sébio de Arroxeias Galvão,
J oaquu~Pontesde Miranda,LuizAntonio Lopes
e J oaqwmJosé de Araújo, era impresso na Tipo-
gi::~fiaCon_serv~dora, pertencenteàquelaagremi-
açao política, situando-se no prédio de n!! 16 da
rua da Imperatriz, depois denominada João Pes-
s~a, onde ~oi publica~o até o seu exemplar de
n- 22: Do numero seguinte, de 17 de abril de 1873
em diante, passou a serestampado no mesmo es-
16
tabelecimento gráfico, mas em outro endereço:
ruadoLivramento,n243.OConstitucionaleraim-
presso em quatro colunas e saía duas vezes por
semana sob a administração de Antônio Duarte
Leite d~ Silva, tendo se retirado da circulação
no dia 30 de setembro de 1873, com o seu nº
70, ano 1.
/.'1.8jan.- Oitenta anos do novo regulamento da~o p~r D~­
creto n. 631, de 28 de janeiro de 1913, a pn~e1-
ra Secretaria de Agricultura de Alagoas, cnada
com a denominação de Secretaria de Estado dos
Negócios da Agricultura, Indústria, Comércio e
Obras Públicas, através do decreto estadual nº
566 de 5 de julho de 1912. A sua criação fora au-
tori~ada pela Lei n2 660, de 1ºdejulho.do ~esmo
ano tendo sidoregulamentadapelapnmeiravez
pel~ Decreto nº 583, de 14 de a~ost~ seguint~.
Teve curta duração, porquanto foi extinta provi-
soriamente em 4 de agosto de 1914 (Decreto
nº 721) e definitivamente através do Decreto.
nº 761, de 5 de fevereiro do ano seguinte. l
:10 jan. - Setenta anos da chegada, em Maceió, a 30 de (
janeirode 1923,dohidro-aui.ão'Sampaio Corrêa-
Il" que nesse dia amerissou nas águas.da Lagoa
M~daú, ou do Norte. Segundo cronista do Jor-
nal de Alagoas, "ao aparecer a aeronave sobre
os coqueirais da Ponta Verde, os sinos das
Igrejas entraram a bimbalhar com o coro dos
apitos das embarcações surtas no porto e do fo1?--
fonar dos automóveis; a emoção de toda a gente
que presenciou o empolgante espetáculo foi in-
descritível". Depois da amerissagem, Pinto Mar-
tins, Walter Hinton e John Wilshunssen dirigi-
ram-se à Capitania do Porto, o_nde registra~am a
chegada da grande aeronave. Anoite aos pilotos
e aos jornalistas que acompanhava o raid-New
York-Rio de Janeiro, iniciado a 17 de agosto de
17
~jan. -
1922, foi oferecido um jantar no Clube F" .
Alagoana, tendo o"Sampaio C~rrêa-II" dec f~x
nda mtia~ãBdohdia seguinte, às 10,20 horaso:C,~
es no a a ia A a t' h '
d
· eronave in a de enverga-
ura 80 metros era a ·0 d d ·"L'b rt,,.,, d ' Cl na a por ois motores
I e ·;y ' e 40 H.~. cada um, podendo trans-
gorta;1~ pessoas. PmtoMartinserabrasileirodo
s iara,.diplomado em engenharia naval na Pen-
Y vaI?1a (USA), o qual ingressara na avia - o
atraves do Corpo de Aviadores Policiais de :0-
d.ªIXrq.ueIWalterHinton era InstrutordaEscola
e. ~açao ~aval de Pensacola, tendo sido o
pnme1ro aviador ~ atravessar o Atlântico e
fi....n~lmente.Joh?Yilshussen era engenheirome-
ca~1co, armgo mtimo do cearense. Quanto aos
dois outros companheiros de viagem George T
~r:,:d~·~~a~zelly,erkam, respectiv~mente, re~
. . e ew or World e cinegrafista
rmss1onado pela Pathé News de N I co-
para filmar o raid Pinto M~rtins ova. orque,
acha se ta bé 1.· d , CUJO nome
1
- m m I!fª. o à exploração de petró-
Jº em Alagoas, s~c1dou-se em abril de 1924
Dole~ta ~nos d.a fixação, emjaneiro de 1903, d~
at~:lu~ l o~veza, no ~ntão povoado da Pedra,
. " . e nuro Gouveia, sede do município de
identico nome. O folclorista Aloísio Vilela
seu trabalho Delmiro Gouveia no folclore'a~:
goano, transcreve sextilhas de auton·a d
ta popul Rai o poe-
à h dar mundo Pelado que se referem
c ega a ao povoado Pedra, do grande cea-
rens~ ,?e Ipu, onde nasceu a 5 de junho de
t:::~/A~~i~~~~a~~d~:e~1::Jfi~~:~~eqtriste
morar/Não tinha casa nem gente,!Nem cs~r~3~
pra pas~ar.trerr~ de pedra e do espinho/De
mac~b1ra raste1ra/NaquoleHrtlomedonho/Só
se ouvia a vida inteira/O ronco da cnnguçu,
18
/E o ronco da Cachoeira". Órfão, emigrou para
o Estado de Pernambuco onde veio a tomar-
se um nome conhecido, pelo seu notável tino
comercial. No Recife, no bairro do Derbi, fun-
dou um centro de diversões, o melhor da
época, do qual faziam parte um teatro, um
hotel e um magnífico mercado, tudo isso sem
o auxílio oficial. Entretanto, o prestígio daquele
comerciante empreendedor crescia a olhos vis-
tos, para desgosto dos maus políticos da terra,
que a partir de 1889, passaram a lhe mover uma
campanha desleal, visando a ruína do próspero
homem de negócio. Culminaram, então, com a
criminosaidéia de incendiar a casa de espetácu-
los de propriedade de Delmiro Gouveia, o que
realmente concretizaram. Despojado de seus ha-
veres, deprimido moralmente, viu-se forçado a
abandonarPernambuco,refugiando-seno sertão
deAlagoas,viajandoincógnitonovapor"Jaguari-
be", segundo uns, e no "S. Francisco", conforme
outros, de Re,.cife para Penedo, dali se transpor-
tando para Agua Branca, onde chegou a 15 de
outubrode 1902,permanecendo comohóspedede
seu amigo Ulisses Luna, até que emjaneiro de
1903 instalou-se na Pedra, em casa adquirida
a ManoelFranciscoCorreiaTeles,ondeiriaabrir
o seu primeiro armazém de "courinhos". Apro-
veitando as águas do riacho Paricônia, nesse
mesmo ano contruiu o açude do Desvio, cuja
barragem achava-se localizada por trás da esta-
ção ferroviária daEstrada de Ferro Paulo Afon-
so, no incipiente povoado da Pedra, que ojorna-
lista Plínio Cavalcanti, do Jornal do Brasil, do
Rio de Janeiro, visitou em meado de 1914, e cujo
primeiro contatodescreveemChanaansertaneja
da Pedra: ''Nunca mais se apagará dos meus
olhos de excursionista deslumbrado, a risonha
19
miragemdaquelacidadczinho do Pedraem 1914,
tão branca e limpa, que à primeira vistajulguei-
ª um grande algodoaJ dü CHpulhos alw~jantes
(...) Comovido, admirei com o entusiasmo dos
meus 23 anos bem vividos, aquela estranha flor
de civilização e nunca mais deixei de bendizer
ohomem singular, que entre cnctus e bromélias,
conseguira fazer vingar tão virente flor de civili-
zação".
Limoeiro de Anadia, em foto da Primeira década do século.
20
Barquinho de papel, um os mui sd 'to livros do pilarense CorrêaJúnior (1893
• 1972).
21.
Encampada a Alaeoas Railway, a 22 dejaneiro de 1903 foi arrendada
à Tho Great Western Brazil Railway Co. Ltd. A foto de sua antiga
estação central, do Maceió, do fotógrafo Álvaro Cardoso, data de 1908.
A30 dejaneirode 1933ohidro-avião"~oCorrêa-ll"amerissou
na lagoa Munda11. Sua tripulação integrada por Walter Hinton, John
Wilsliunssen e PintoMartins, cearense,iliplomadocmengenharianaval
na PeJlSylvânia (lJSA)1 fazia-se acompanllar dejornalistas que cobriam
o raid New York-Rio ac Janeiro.
22
A fábrica de ltnha da Çia. Agro . h·droMtricagerada na cachoeirade
·unhode 1914,eramoVldaaenerft~ 'aneiro de 1913, à wvoaç~o da
~aulo Af~nso.1~11tes,,.porépi, cªhegava !água encanada, e a 24 deJunhoPedra, hoje Deurnro~ouve1a,
seguinte, a luz elétnca.
. FabrilMercantil, inaugurada l!I 6 de
23
Delmiro Gouveia
(1863-1917), cm
fotografia oferecida
ao dr. Euclides Malta,
no dia 12 de março
de 1909.
,
FEVEREIRO
01 fev. - Quarenta anos do aparecimento, a 1º de feverei-
ro de 1953, em Maceió, da primeira Página dos
Municípios da imprensaalagoana, quando oJor-
nal de Alagoas, sob a denominação de "Jornal
dos Municípios", passou a divulgar a referida
página, coordenada pelo jornalista José Maria
de Carvalho Veras. Mas a partir de 31 de maio
seguinte mudou seu título para ''Vida Munici-
pal", passando a constituira 2ª sessão do aludido
jornal. Finalmente, a 29 de novembro do citado
ano de 1953, recebeuumnovo nome: "Página dos
Municípios", idêntico, portanto, ao que lhe fora
dado meses antes, em fevereiro.
- Trinta anos da inauguração, a 1ºde fevereiro de
1963, durante o governo de Luiz Cavalcante, do
Ginásio de Esportes do Colégio Estadual de Ala-
goas - Liceu Alagoano, na parte final da avenida
. Moreira Lima.
'09.fev- Centenário dafundação, a 9 de fevereiro de 1893, J.
de uma filarmônica constituída por operários da
' fábrica detecidos de FernãoVelho, de proprieda-
de da Companhia União Mercantil, pioneira em
Alagoas no fabrico de tecidos.
14.fev.- Setenta anos da instalação, em Maceió, a 14de
fevereiro de 1923, do Colégio Batista Alagoano,
em uma casa, localizada no sítio pertencente à
Missão Batista, no n2 7, da rua Aristeu de Andra-
de, no bairro do Farol. Nesse ano, porém, apenas
funcionou uma turma de 29 alunos, do 4º ano. No
ano seguinte, a 4 de fevereiro, o colégio passou a
25
..
funcionar em novas dependências, no sítio See
ger, contíguo às antigas dependências, onde e
1925 foi inaugurado um internato. O primeir
Corpo Docente desse educandário, dirigido pe-
lo missionário norte-americano John Mein, er
composto por Apolônio Batista, Clotília Barre-
to, Elizabeth Mein e Octavio E. Santos.
16 fev. - Cento e sessenta anos da instalação, presidid
pelo Ouvidor Manoel Messias de Leão, no dia 16
de fevereiro de 1833, do munictpio de Viçosa, na
época com o nome de Vila Nova da Assembléia,
criada através da Lei de 13 de outubro de 1831,
tendo Atalaia como município de origem. Seu
primitivo nome foi Riacho do Meio, curso de água
que corre entre os riachos Limoeiro e Gurun-
gumba. Em 1943 deram-lhe a denominação de
Assembléia, voltando a Viçosa no ano de 1949.
21 fev. - Cento e sessenta anos da instalação, no dia 21 de
fevereiro de 1833, do município de União dos
Palmares, então denominado Vila Nova da Im-
peratriz, criado porLei de 13 de outubro de 1831,
tendo Atalaia como município de origem. Cha-
mou-se, sucessivamente, Macacos, CercaRealde
Macacos, Santa Maria Madalena, Vila Nova
da Imperatriz (1831), União (1889) e por fim,
União dos Palmares (1944).
24 fev. - Setenta e cinco anos dainauguração dos serviços
de reforma, em 24 de fevereiro de 1918, executa-
dos no período governamental do dr. João Batis-
ta Acioli Júnior, no edifício que fora inaugura-
do em 7 de setembro de 1870, durante a admi-
nistração provincial do dr. José Bento da Cunha
Figueiredo Júnior, sob planta do engenheiro
inglês Carlos de Mornay, para sede do Consu-
lado Provincial, que anos depois teria a sua
denominação mudada para Recebedoria Cen-
tral. A aludida reforma, realizada mediante pro-
26
jeto do arquiteto José Diniz da Silva, acrescen-
tou-lhe um andar no antigo prédio. Além disso,
nos fundos do mesmo foi construído um pe-
queno cais, ultimado em junho do citado ano
de 1918, destinado a defender das marés o
edifício atualmente ocupado pelo Museu da
Imagem e do Som - MISA.
Viçosa: rua Nova, em fotognfia da primeira d6cada do século, do fotógrafo
amador Cassiano Souza.
27
União dos Palmues,sededo município instalado a 21de fevereiro de 1833,em
foto da década de 20.
Prédio inaugurado a 7 de setembro de 1870, para sediar o Consulado
Provincial, em 24 de fevereiro de 1918deu-se a inauguração das obras
de acréscimo de seu pavimento superior.
28
lll>cebedoria Central, antigo Consulado Provincial, já com o seu pavimento
1111perior, inaugurado em 24 de fevereiro de 1918.
29
MARÇO
V2 mar - Oitenta anos de O Semeador, periódico católico
de Maceió, públicado a princípio semanalmente,
a partir de 2 de março de !_913 - nas oficinas
daLivraria Americana, então de propriedade de
Amaro Medeiros -sob a direção doPadreAntonio
Valente e redação dos padres Franklin Lima e
Luís Barbosa, seus fundadores. Havendo o 12
Arcebispo de Alagoas, D.Manuel Antonio de Oli-
veira Lopes, adquirido uma oficina tipográfica,
O Semeador interrompeu sua circulação, em se-
i tembro de 1913, enquanto a referidatipografia,
-adquirida mediante subscrição do clero dioce-
sano- eramontadanopisotérreo do chamadoPa-
láciodoBispo, ondepassariaa serimpressotodas
astardes,apartirde 12
de outubro do mesmo ano
de seu aparecimento, dirigido pelo cônego Jo-
ão Machado de Melo e dirigido pelo mesmo cor-
po redatorial de sua primeira fase, acrescido do
professor Moreno Brandão. Emjaneiro de 1921,
Antonio Valente, Franklin de Lima e Luís Bar-
bosa comunicaram ao Jornal de Alagoas que O
Semeador iria ser substituído pelo Diário de
Maceió, vespertino a "aparecer dentro de breves
dias, com a feição de jornalmoderno, mas com
orientaçãocatólica".Oaludido órgão deimprensa
surgiria, de fato, pouco tempo depois, a 12
de
fevereiro, soba direção docônegoAntonioValen-
te, e ainda segundo o citado informe divulgado
no Jornal de Alagoas, pretendendo "pugnar pe-
lo bem da comunhão, dentro das normas da
31
imprensa moderada, combatendo o erro e enal-
tecendo a virtude". Nesse mesmo ano de 1921
a 16 de fevereiro, falecia em Maceió um do~
f~dadores de O Semeador, o cônego Franklin
Lima. E no ano seguinte, o de 1922, a 12 de mar-
ço? re~pareceria esse último periódico, com pu-
bhcaçao semanal, o qual após breve ausência
v?l~o~ a circula:, ~o dia 16 de maio de 1923:
d1ngido P?r Antonio Valente, na época cônego,
e secretanadopelopadreJoão GuimarãesLessa
estampando o número inicial dessa nova fase'
o. retrato de D. Santino Coutinho, novo Arce~
bispo de Alagoas, sendo impresso em depen-
dência da Igreja de Nossa Senhora do Rosário
A 12 de janeiro de 1933, após período de afas~
tatamento da arenajornalística, reapareceu em
nova fase, sob a direção do cônego Fernando
Lyr8: a .administração do cônego João Lessa.
Em Janeiro de 1936, no corpo redatorial de O
Semeador ingressaria os então padres Adel-
mo Machado, Luís Medeiros Netto e Teófanes
de Barros, bem como o dr. Olavo de Campos
e _o na época acadêmico de Direito, José Petro-
nilo de Santa Cruz. Já retirado da circula-
ção, a 28 de dezembro de 1968 D. Adelmo Ma-
c?ado, Arcebispo Metropolitano, nomeou oentão
con.ego Fernando Iório como seuDiretor-Geral, e
mais o padre Salomão de Almeida Barros Lima
o .cône~o Teófanes Barros, como membros d~
D1retona daquele jornal, que iriavoltar a circu-
lar, semanalmente, em nova fase, a partir de
agosto de 1969.
02 mar.- Quarenta anos do falecimento, no Rio de Janei-
ro, a 20 de março de 1952, de Américo Melo. Na-
tur~l de São Miguel dos Campos, onde nascera
a 1- de novembro de 1876, Américo Otaviano
da Costa Melo foi deputado estadual de Alagoas
na 12ª(1913-14) e 15ª(1919-20) legislaturas. Da-
32
do a estudos econômicos-financeiros, publicou,
naimprensa alagoana,inúmeros trabalhos acer-
ca do assunto. Sócio efetivo do Instituto Históri-
co e Geográfico de Alagoas, pertenceu também à
Academia Alagoana de Letras, onde ocupou a
cadeira que tem como patrono oVisconde de Si-
nimbu, sobre o qual teve o ensejo de escrever
a sua biografia, publicada no Rio de Janeiro,
debaixo do títuloVisconde de Sinimbu. Deixou
ainda publicado um livro de versos-Nuvens de
inverno, impresso em Maceió em 1947, além
deoutrostrabalhos,comoimpostoterritorial(Ma-
ceió, 1919) e A lavoura nacional (Rio de Janeiro,
1922).Inéditos, nos legou: O mistério do petró-
l~o em Alagoas; Ensino secundário no Brasil e
Ultimos sonhos.
03 mar.- Oitenta anos do surgimento, em Maceió, a 3 de
março de 1913,do quinzenárioliterário e noticio-
so O Velocínio, de pequeno formato. Tinha co-
mo redator-chefe Octavio Viana, como redator,
Agenor Dantas e como gerente, Ezechias da Ro-
cha.
'onmar.- Oitenta anos da criação, em 6 de março de 1913,
daparóquia de Santo Antonio, da então, vila de
Sertãozinho, depois MajorIzidoro, povoaçãofun-
dada por Izidoro Rodrigues da Rocha. Desmem-
brada da freguesia de Santana do Ipanema, a 8
dejunho ocorreu a posse de seu primeiro vigário.
- Cinqüentenário da inauguração, em 6 de março
de 1943, da rodovia asfaltada, ligando as duas
bases aéreas de Maceió, a do Vergel do Lago,
construída, pelos norte-americanos durante a 2ª
Guerra Mundial, para aviões anfíbios, e a do Ta-
buleiro do Pinto. A primeira estrada do Jacutin-
ga (Farol) ao Tabuleiro do Pinto, na época deno-
minada "estrada de automóvel", que começou
a ser construída pela Intendência de Maceió, em
33
outubro de 1916, foi inaugurada no ano seguin-
te, a 6 de janeiro.
08 mar.- Cento e setenta anos da elevação da vila das
Ala~oas, - atual Marechal Deodoro - à categoria
de cidade, P?r carta régia de 8 de março de 1823,
em harmorua com o Decreto de 24 de fevereiro
do mesmo ano.
17 mar.- Trinta anos do lançamento da pedra fundamen-
tal, em 1? de março de 1963, doAlagoas Iate Clu-
b~, ocomd? nas proximidades do hoje desapare-
cid~ coqueiro Gogó da Ema, quando para o acon-
tecimento foram armadas inúmeras tendas no
estilo oriental e dispostas inúmeras mesas 'em
tom? da~ quais formaram-se numerosos gr~pos.
A pnme1ra pá de cimento foi colocada na pedra
fundamental, por Lui~ Carlos Braga Neto, Co-
modoro deHonra, seguido dosmembros da Dire-
toriaedeautoridadespresentes.Outracerimônia
express~va, seg~doominuciosoregistrofeitope-
la columsta social Marluce Chagas, foi a do has-
teamento das bandeiras do Brasil e as de todos
os clubes sociais da cidade, pelos presidentes ou
representantes, ao som do hino nacional:J arbas
GomesdeBarros(Fênix),FernandoPinto(Tênis)
Odorico Maciel (Iate Clube Pajuçara) Nelso~
Valeriano (Portuguesa), Alberto Paiva CAABB)
VicenteBertolini(CSA),SeverianoGomes(CRB)
1
Cel. Bendochi Alves e Paulo Renor (Alagoas Iat~
Clube). Do programa constouainda a salva de 21
ti;os, regata à vela e, para coroar aquela sole-
~dade,um~hurrasco. Alémdaspessoashápouco
citadas, estiveram presentes os jornalistas Ar-
n~ldo~amboeCarlosMoliterno,MarluceChagas,
Cand1da Pal~eira, Janisse Albuquerque, Lêda
Lyra, dr. Hého Ramalho, dr Danúbio Acioly e
acompanhadosdasr~spectiv~sesposas,JúlioCa~
brales, dr. Jorge Qmntela, dr. João Maia Nobre,
34
OFAl
BIBLIOTECA CINTIAL
Aloísio Bezerra, Cláudio Pradines, dr. José Ly-
ra, engenheiro Anselmo Botelho, en~re outros..
20 mar.- Quarenta anos do falecimento, no Rio de J~e1-
ro, no dia 20 de março de ~do ro~cista,
contista cronista e memorialista Graciliano Ra-
mos, cuJo centenário de nascimenf.?, em Que-
brangulo, a 27 de outubro de 1892,foi largamen-
te comemorado no passado ano de 1992, em todo
o país. O 12volume da série Efemérides Alagoa-
nasinclui ampliado verbete acerca do grande es-
critor. . 23 d
2!' mar.-Trinta anos da inauguração, em Maceió,,1; ~
março de 1963, do Clube do Tra~alhador Delmi-
ro Gouveia", às 16horas desse dia, com a P.r~sen­
ça do Governador Luiz Cavalcante., do M~rustro
Almino Afonso Haroldo Cavalcanti, Presidente
do Conselho N~cional da Indústria,.outras au:o-
ridades e o povo em geral. Foi construido
pela Federação das Indústrias do Estado de
Alagoas.
iH mar.- Cento e dez anos do falecimento,.ª 28 de~ffi:arço
de 1883, do poetaAntônioRomariz, -~~ton10 de
Almeida Romariz - em viagem mantin;ta entre
Maceió e Penedo. Casado há poucos mais de ~
ano comMaria Lúcia de Almeida Rom~z, din-
gia-se ao sertão à procura de melhor chma para
tratamento de sua saúde, ultimamente agrava-
da. Natural de Penedo, onde nas~e':1em18.~0 ?u
1851,nessa cidade ribeirinhar~digm ope~odi~o
A Escola (1876), com José Batinga;.a revista li-
terária semanal Echo do S. Francisco (15 ago.
1876)· Órgão do Povo (1877) e oEstrela do Nor-
te (21
1
abr. 1878), de Maceió, onde tamb.ém cola-
borou na Gazeta de Notícias (12 de maio 1879).
Postumamente, pouco meses apó~ a sua morte,
publicou-se um livro seu de poesia: Auras ma-
tutinas (Maceió, 1883).
35
- Centenário da inauguração, em 28 de março de
1893, da estação telegráfica de São Luiz do Qui-
tunde, que passou a se comunicar com Maceió,
"três horas diariamente: pela manhã, ao meio-
dia e à tarde, sendo o preço de cada palavra
/ 70 réis".
2,9 mar.- Sesquicentenário do nascimento, na capital ala-
' ;.1 goana, em 29 de março de 1843, de Joaquim Jo-
nas Bezerra Montenegro. Formado em Ciências
JurídicaseSociais,no ano de 1866, pelaFaculda-
de de Direito do Recife, era filho de Manoel Ja-
nuário Bezerra Montenegro e de Rita Bezerra
Freire e foi Promotor Público de Atalaia e Juiz
Municipal em Ponta Grossa, no Paraná; Juiz de
Direito de Macapá (Pará), Vice-Presidente da
então Província do Pará. A princípio sócio cor-
respondente do Instituto Histórico e Geográfico
Alagoano, atual Instituto Histórico e Geográfico
de Alagoas, e a partir de 25 de abril de 1930,
transferido para a categoria de honorário, seu
nome encontra-se intimamente ligado a essa en-
tidade cultural, pela doação que fez de preciosos
espécimes arqueológicos por ele conseguidos na
Ilha de Marajó e enviados anonimamente em se-
tembro de 1897, através do dr. Joaquim da Silva
Costa, quando aquele Instituto era presidido pe-
lo Prof. Adriano Augusto de Araújo Jorge. Na
época em que residiu no Estado do Pará, adqui-
riu importantes propriedades na mencionada
ilha de Marajó, de cujo subsolo extraiu o ma-
terial arqueológico remetido por doação à men-
cionada instituição cultural alagoana. Era ca-
sado com TerezaMontenegro,naturaldoPará.
Escreveu, aos 78 anos, Cartas a Marilda Palínia,
cujosmanuscritosacham-seconservadosnoinsti-
tuto Histórico e Geográfico de Alagoas. J.F. Ve~
lho Sobrinho registra, de sua lavra, O con-
36
trato de arrendamento das fazendas nacionais
de Marajó. Belém, Typ. d'A Província do Pará,
1887. Seu falecimento ocorreu no dia 14 de
Janeiro de 1932.
A antiga capital
da Província das
Alagoas, a víla
do mesmo nome,
lllcvada à categoria
de cidade por carta
rlgia de 8 de março
do 1823, cm foto do
iruc:io do século,
batida por L
J,avenerc.
37
Oficinas da
Typograpbia
Americana, na
então rua da
Alf'andega, atual
Sáe Albuquerque,
cm Maceió, onde
foram impressos
vários jornais
alagoanos, inclusive
os primeiros números
de O Semeador, de 2
de março de 1913.
Auras
matutinas,
livro
de poesia
do penedense
Antonio Romariz,
falecido no dia
28 de mar~
de 1883.
38
Graclliano
Ramos, jána
fase adiantada
da enfermidade
que o levaria
ao túmulo, no Rio
de Janeiro, a
20demar~
de 1953.
Velho sobrado da rua do Comércio, de Maceió, onde no dia 29 de março de 1843
nnsceu Jonas Montenegro (Joaquim Jonas Bezerra Montenegro).
39
"
ABRIL
o:~ abr.- Oitenta anos do falecimento, na capital alagoa-
na, em 3 de abril de 1913, de Nwodemos Jobim
-Nicodemosde SouzaMoreiraJobim. Natural de
~clja, onde nasceu a 29 de novembro de 1836,
estudou primeiras letras em sua terra natal,
com professores particulares, tendo se dedicado
ao magistério.!E foi na condição de professor pú-
blico primário que percorreu o território alagoa-
no durante 28 anos/ aposentando-se por fim, co-
mo professor da4ª cadeira de instrução primária
de Maceió. Em 858 era professor na então vila
daPalmeiradosIndios..Dadoa estudoshistóricos, 
era sócio do Instituto Arqueológico e Geográfico
Alagoano, atual Instituto Histórico e Geográfico
de Alagoas, em cuja revista colaborou.'Foi tam-
bém~Jahon1dOJ: do DiáJio das Alagoas, em sua
primeira fase, iniciada em 1º de março de 1858.
Seu mais importante trabalho de sua área de es-
Ípecialização foi a História de Anadia{impressa
emMaceió, naTypographiaSocial de Amintas &
Filho, no ano de 1881. Outros estudos históricos
não reunidos emvolume: Lenda anadiense e tra-
dição histórica: N.S. da Piedade da vila de Ana-
diana província das Alagoas. O Liberal, Maceió
1ºfev. 1872, sob a assinatura Professor Nicode-
mos; Informações sobre a jazidaindígena de Ta-
quara. Revista do Instituto Archeológico e Geo-
grapbico Alagoano, Maceió, 1(6):160,jun. 1875;
ARevolução de 1824. AVerdade, Maceió, em nú-
mero não detectado desse jornal, surgido em ju-
41
~o de ~878;. Apo~tamento histórico da fregue-
sia de Lunoeiro, lida em sessão do Instituto Ar-
q~eológico e.Geográfico Alagoano, de 1881, iné-
dito do arqwvo do aludido Instituto.
03 abr.- Sessenta anos da primeira exibição do filme "Ca-
samento é negócio?", às 15,30 horas de 3 de abril
de 1933,no Cine Capitólio, de Maceió em sessão
especial dedicada à imprensa. Dirigido por Gui-
l~erme l_Wg~to e EtelvinoLima, a primeiraexibi-
çao emcircwto comercialocorreunamesmacasa
de espetáculos, quatro dias após a 7 do aludido
mês de abril. O Jornal de Alagoa~ dessa data di-
vulgou a propaganda comercial do mesmo deno-
~nando-o de ':novel~ sobre assunto local de pal-·
p1tante actuahdade, interpretada por distinctos
~ad~res: Bonifácio Silveira, Luiz Girard, Moa-
cir Miranda, Josefa Cruz, Agnelo Fragoso Or-
landoYieiraeArmandoMontenegro".JoséMaria
Ten6no Rocha, em Subsídios à história da cine-
matografiaemAlagoas,de1974,acrescentouque
afora os i~té~retes acima, tomaram parte n~
elenco Antôruo Portugal Ramalho (Toniquinho)
Morena Mendonça e Cláudio Jucá. Em 23 dess~
mes~o mêsde~bril, a bordo do"Itanagé", Rogato
segu~u para oRio de Janeiro, - de onde voltaria a
3 deJ~O - l~vando consigo a primeira produção
da ~a~dio ~lm. A 30 de setembro seguinte, em
matine, registra oJornal de Alagoas desse dia o
filme foi mais uma vez apresentado no Ci~e
Capitólio, após haver sido exibido no Rio de Ja-
neiro, ~os estúdios da Cinédia, e de haverrecebi-
dodeCi~earte,me!lsá;iodecríticacinematográfi­
ca, elogiosas r~ferencias. OcineastaRogato, con-
forme ~ons~gmmoslevantarnaimprensadaépo-
ca, emJane1ro de 1~33jáhavia conseguido filmar
~guns dosúltimoslancesdaproduçãodaGáudio-
F1lm. Para as cenas de interiores, contou com a
42
colaboração de Aurélio Lages, proprietário de
movelaria, "queforneceu gentilmente um lindo e
ricomobiliário para a cenarização".Jáno serviço
demaquiagemserviu-sedeEtelvinoLima,"velho
técniconessas atividades de composição de tipos,
muito conhecido nessa especialidade em nosso
teatro". Guilherme Rogato, informamos agora,
que aoBrasilchegaraatravés do porto deSantos,
em 1910, procedente de Nápoles, e pisara pela
primeira vez o solo de Alagoas em outubro de
1918,juntamentecomoutrofotógrafo, oespanhol
Ramon Spá, do qual era sócio na firma que gira-
va sob o nome Rogato & Spá, em janeiro de
1919realizouemMaceióuma exposição deretra-
tos em esmalte na sala de espera do Teatro e
Cinema Floriano, -inaugurado em 21 de junho
de 1913 - quando inclusive exibiram retratos do
GovernadorFernandesLima,deLeoninoCorreia
e Firmino Vasconcelos, conforme assinalou o
Jornal de Alagoas de 12 do citado mês de janei-
ro de 1919. Guilherme Rogato, italiano de San
Marco Argentano, Cossenza, onde nasceu a 7 de
dezembro de 1898, viria a falecer na capital
alagoana, quase esquecido, no dia 9 de setembro
de 1966.
lf 07 abr.
1
Centenário da publicação de anúncio no jornal
Gutenberg, a 7 de abril de 1893, na qualAugusto
Vaz da Silva informa que, dispensado a 16 de
fevereiro daquele ano, da Livraria Francino, -
a mais antiga das livrarias estabelecidas na
capital maceioense - havia aberto um pequeno
estabelecimentonaruadoComércio, n!! 140, logo
batizado como Livraria Santos, onde negociava
com livros novos, material de escritório e
também vendia e comprava livros usados, O an-
tigo prédio onde funcionou a livraria em fo-
co teve sua primitiva fachada modificada em
43
1~2~. Augusto Vaz da Silva, que em decor-
renc1a do nome de sua casa comercial passou
a ser conhecido como "Seu Santos", foi também
Conselheiro Municipal e viria a falecer em Ma-
ceió, no dia 4 de novembro de 1937. Era pai do
p~squisador e biógrafo alagoano Augusto Vaz
Filho (1900-1968), que da mencionada livraria
foi proprietário na década de 30, depois da morte
de seu fundador. Durante a referida década a Li-
vraria Santos começou a realizar uma Feira de
Liv~os. A terceira delas, constituída não apenas
de.livros usados, como principalmente de novos
editados pelaAriel, Civilização Brasileira Com~
panhia Editora Nacional, Globo, Unita~, etc.,
aconteceu há sessenta anos, a partir de 17 de
julho de 1933.
12 abr.- Cento e vinte anos do início do funcionamento a
12 de. abril d.e 1873, da Estação Telegráfica de
Macei6, sem inauguração oficial em comunica-
ção direta com Recife. Nas prim~iras transmis-
sões foram usados dois aparelhos portáteis de
marca "Siemens Others". '
,.l(l3abr.- Centenáriodainstalação, emRecife, a 13de abril
d~ 1893, da Companhia Usina Cansanção de Si-
; r'
,
t.t"~
ni"!bu, comocapitalinicial deRs. 1.000.000$000
(rml contos de réis). Seu maior acionista era
a firma inglesa Boxwell, Williams & Co., da
qual eram sócios Arthur Griffith- Williams
Presidente da citada companhia proprietária d~
futura usina de fabricar açúcar e John Harvey
Boxwell, entre outros. Depois de adquiridas as
terras necessárias à instalação da fábrica no
município de São Miguel dos Campos, em' no-
vembro desse mesmo ano de 1893 tiveram co-
meço as escavações dos alicerces do edifício da
Usina, que somente viria a moer pela primeira
vez em outubro de 1894.
44
J
1õ abr. - Cento e trinta anos do nascimento, em Palmeira
dos Indios, a 15 de abril de 1863, de Maria Lúcia
Duarte.No antigo LiceuAlagoano, de Maceió, fez
o seu curso secundário, com a intenção de pros-
seguir com os seus estudos e ingressar em uma
das faculdades do país, o que não foi possível rea-
lizar, por circunstâncias alheias à sua vontade.
Casando-se no verdor dos anos, com o poeta pe-
nedense Antônio Romariz, de quem enviuvou
aos 20 anos de idade, em 28 de março de 1883,
paraproveroseusustentofundou a 2 dejulho se-
guinte o Atheneu Alagoano, educandário de ins-
trução primária e secundária, destinado ao sexo
feminino. Juntamente com Rita de Mendonça
Barros Correia fundou e passou a redigir a Re-
vista Alagoana, de publicação quinzenal, que se
dizia periódico científico e literário, de propa-
ganda da educação da mulher, cujo número ini-
cial apareceu emMaceió, a31 dejaneirode 1887.
No ano seguinte, deu a lume ao Almanaque Li-
terário Alagoano das Senhoras, do qual foi orga-
nizadora, a primeirapublicaçãono gênero apare-
cida no Brasil sob a direção de uma mulher, da
da qual se conhece ainda um outro número, rela-
tivoa 1889.Prestoutambéma suacolaboração ao
Almanaque Literário Alagoano, saído pela pri-
meiravezem 1900 e aoAlmanaqueAlagoano das
Senhoras,cujonúmeroinicialéde 1902. Em1898
já era casada, em segundas núpcias, com o dr.
João Francisco Duarte, adotando então a assi-
natura Maria Lúcia Duarte, em substituição à
de Maria Lúcia Romariz, que até então usava.
Era filha do capitão José Vieira Sarmento e de
D. Capitulina Clotildes Alves Vieira.
- Centenário daplantada fachada do «TeatroAla-
goano" - datada de Maceió, 15 de abril de 1893,
executada pelo arquiteto italiano Luiz Lucariny,
45
cuja descriçãofoi publicadanas colunas dojornal
maceioense Gutenberg, do dia 18a 27 domencio-
nado mês de abril.
Yl6 abr.- Oitenta e cinco anos do nascimento, a 16de abril
,de 1908, em Maceió, do cientista social Alberto
'
Passos Guimarães, de onde emigrou na década
de 30, inicialmente para o Rio de Janeiro em fe-
vereiro de 1933,depois paraa Bahia, -no ~eríodo
em que fugia da repressão em face principalmen-
te de sua atuação na Liga Contra a Guerra e
' oFascismo e naAliança Nacional Libertadora - e
' definitivamente para oRio de Janeiro/ no ano de
1947, onde atualmente reside. De sua autoria
reunido emvolume, possui: Inflação e monopóli~
no Brasil (Rio de Janeiro, 1963); Quatro séculos
d.e lat~fúndio (Rio, 1964;4 ed. 1978);Acrise ~grá­
na (R10, 1979)eAsclassesperigosas: banditismo
urbano e rural (Rio, 1981). Dele são também os
verbetes: "Rio de Janeiro, city and state", da
Encyclopaedia Britannica (Chicago, USA), e "A
Reforma Agrária", da Enciclopédia de Ciências
Sociais (Rio de Janeiro, Fundação Getúlio Var-
gas). Alberto Passos, filho do comerciante Amé-
rico Passos Guimarães, falecido na capital ma-
ceioense a 30 de dezembro de 1935, e de Afra
tAmorim Guimarães, foi um dos integrantes do
)
chamado Grupo de 30, intelectuais atuantes em
Maceió, na década de 30, ao qual pertenceram,
entre outros mais, Aurélio Buarque de Holanda
1
GracilianoRamos,Jayme deAltavila,JoséAuto:
José Lins do Rego, ManuelDiégues Júnior, Moa-
cyr Pereira, Rachel de Queiroz, Raul Lima, Théo
1 Brandão e Valdemar Cavalcanti. Jornalista pro-
)
fissional, 1:ª capi~al alagoana colaborou em di-
versos órgaos da imprensa local, entre os quais
O Estado, Jornal de Alagoas, A Vanguarda Pro-
/ letária, que dirigiu a partir de janeiro de 1933,
46
tendo também fundado e redigido, juntamente ~
comValdemar Cavalc~nti, a revista li-t:erária se- )
manal Novidade, surgida em 11 de abnl de 1931.
Na Bahia, segundo Laudo Braga, prestou a sua
colaboração ao Diário da Bah~a e ao Es~do da
Bahia redatoriou o semanáno progressista O
Mome~to e a revista A Seiva, enquanto no Rio
de Janeiro "passou pelas redações d'O Jornal, do
semanário Observador Econômico e Financeiro
e colaborou na edição do Jornal do Brasil, come-
morativa do 4Q Centenário do Rio de Janeiro,
tendo sido ainda diretor executivo do diário ca-
rioca Hoje, de breve existência". tRelativa1!1~nte1
à sua atuação em entidades das áreas pohtica e1
cultural é membro correspondente do Instituto 
Históric~ e Geográfico de Alagoas; só~o da As- : [j
sociação Brasileira de Re.forma Agrána; mem- - I f
bro da Comissão Nacional de Defesa e pel~. 
senvolvimento da Amazônia (CNDDA);IÍnembro ~ 1.J'à
do Conselho Diretor do Centro Brasil Democrá- "
tico (CEBRADE); membro do Conselho Consul-
tivo da revista Encontros com a Civilização
Brasileira e do Conselho Editorial da Revista de
EconomiaPolíticadeS.Paulo.FoiredatordoSer-
viço Público, do quadro da Fundação IBGE (an-
tigo Instituto Brasileiro de Geografia e Esta-
tística)· Chefe da Seção de Pesquisas e Plane-
jament~ do Setorde Pesquisa e Planejame~to da
Rede Ferroviária Federal; Chefe do Serviço de
Inquéritos Estatísticos, da Diretoria de Levan-
tamentos EstatísticosdaFundação IBGE; Chefe
do Setor de Sistematização do Serviço Nacional
de Recenseamento; Chefe da Seção de Geografia
da Enciclopédia Delta-Larousse; Co-editor de
Geografia e Economia da Enciclopédia Mira-
dorInternacional, editadapelo EnciclopédiaBri-
tânica do Brasil.
47
18 abr.- Ce~ anos do falecimento, em Lisboa, a 18 de
abnl de. 1~93, de~tônio Inácio de Mesquita Ne-
ves, latimsta eménto, natural da velha cidade
das Alago~s, ~oje Mai:echal Deodoro, onde nas-
cer~ no dia 1- de maio de 1824. A sua maior
aspiração era seguira carreira eclesiástica. Teve
de ~efrear, porém, esse desejo, por motivo do fa-
lecrmento _?e seu paí! ocorrido em 1841, ingres-
sa_ndo entao no magistério, como professor pú-
blico, para comos parcosproventos oriundos des-
~e P!ofessorado, sustentar a si mesmo e a seus
1r:n8:ºs men~res. Sua nomeação para professor
p~bhco ~e pnmeiras letras, da 1!! cadeira de Ma-
ceió, venfic;_ou-.se a 29 de outubro de11846, duran-
te ap~esidencia da província das Alagoas, dodr.
Anto~o Manoel de Campos Melo. Mesquita Ne-
ves ~oi um dos redatores do periódico O Tempo
surgido na capital,maceioense, a 7 de setembro'
de 185~, órgão. do Partido Liberal em Alagoas
r~datoi:-ando ainda nesse ano, o periódico literá.-
no Matiz, de vida efêmera. Quando da adminis-
tração de ~tônio Ço;lh? de Sá e Albuquerq~'e,
que assumm a presidencia da província das Ala-
goa~ e~ 13 de outubro de 1854, Mesquita Neves,
1
enta? ~unda professor de primeiras letras, achou
decnbcar, através das páginas de O Tempo al-
g_uns atos presidenciais, o que lhe valeu um~ sé-·
ne de perseguições da parte daquele governantef
J A.28 de sete1?bro de 1857 transportou-se para o
Rio de Janeiro, º?de veio a ocupar o lugar de '
Co_nferente da Caixa de Amortização, cargo que
d~ixou em fevereiro de 1868, para exercer o de •
AJud~nte de In~petor da Alfândega de Maceió.
Ao Rio de J ane1ro voltaria a 13 de setembro do
mesmo ª1:1º' para novamente ocuparoantigo car-
go da Caixa ~e Amort~zação, até sua extinção,
passando entao a servir como adido ao Tesouro
48
Nacional e depois como Inspetor da Alfândega
de Porto Alegre, de 24 de setembro de 1873 a 13
de abril de 1876. Depois foi Inspetor da do Mara-
nhão, para cujo cargo foi nomeado a 31 dejaneiro
de 1877, tomando posse a 22 de março; Chefe de
SecçãodadePernambuco; Inspetordade Santos,
aposentando-se, depois daproclamação daRepú-
blica, como Conferente da Alfândega do Rio de
Janeiro. No Instituto Arqueológico e Geográfico
Alagoano,hojeInstitutoHistóricoeGeográficode
Alagoas, foi admitido como sócio corresponden-
te, no dia 27 de setembro de 1873. Designado
Comissário de Imigração em Barcelona, ali apa-
nhou a moléstia que viria a lhe roubar a vida.
Mesquita Neves é autor do livro de versos Pri-
meiros prelúdios de minha lira, Maceió, 1851,
que constitui a obra literária mais antiga de que
temos notícia, dasimpressasna antigaprovíncia
das Alagoas, possivelmente saída das oficinas
da tipografia de O Tempo, periódico do qual Mes-
quita Neves era então redator, estabelecimento
gráfico ora denominado Typographia Liberal ora
Typographia d'O Tempo. Existe ainda publicado,
de sua lavra, uma tradução em versos das Fábu-
las de Phedro, com a explicação de cada fábula,
estampada no Rio de Janeiro em 1884.
19 abr.- Centenário dainauguração, no dia 19 de abril de
1893, da Estação Telegráfica de Piaçabuçu.
22 abr.- Cento e sessenta anos da sessão extraordinária
do Conselho do Governo da Província das Ala-
goas, realizada em 22 de abril de 1833, sob apre-
sidênciadodr. AntônioPintoChicharrodaGama,
na qualfoi determinado dar-se execução ao Códi-
go do processo criminal do Império, mandado
executar pelo Decreto imperial de 13 de dezem-
bro de 1832, ficando porisso dividida a Província
em quatrocomarcas: "1ª-Alagoas, compreenden-
49
do a cidade, a vila de S. Miguel dos Campos e de
Santa Luzia do Norte, e seus respectivos termos
sem alteração alguma; 2ª - Maceió, compreen-
dendo a vila deste nome, Porto de Pedras, Porto
Calvo e seus respectivos termos; 3ª - Atalaia,
compreendendo a vila do mesmo nome, a Vila
Nova da Assembléia e a da Imperatriz, e seus
respectivos termos; 4ª -Penedo, compreendendo
a vila do mesmo nome, a de S. José do Poxim
e a de S. João de Anadia, e seus respectivos
termos". Para a comarca das Alagoas foi nomea-
do, interinamente, oex-ouvidor Manoel Messias
de Leão, e a 2 de dezembro, em caráter efe-
tivo, o bel. Francisco Joaquim Gomes Ribeiro;
para a de Maceió, o bel. Antônio Luiz Dantas
de Barros Leite; para a de Penedo, o bel. Fir-
mino Antônio de Souza e, por fim, para a
de Atalaia, o bel. Antônio Joaquim Monteiro
Sampaio, estranhamente ficando a administra-
ção da Justiça confiada a uma só família,
a Gomes Ribeiro, porquanto dois dos refe-
ridos Juízes, os de Alagoas e Maceió, eram
irmãos e os outros dois cunhados destes, quadro
somente modificado em 1837, quando o governo
removeu osJuízes deDireito deAtalaia e Penedo
para Goiaz e Mato Grosso, respectivamente.
_..23 ab~.: Centenário do nascimento, na cidade de União
dos Palmares, em 23 de abril de 1893, de Jorge
de Lima, -filho de José Mateus de Lima e Del-
minaSimõesMateus deLima, professor, médico,
poeta, romancista, contista, ensaísta, tradutor,
autor de obras para crianças, desenhista, pintor
e escultor - segundo Otto Maria Carpeaux, a
"personalidade literária e artística das mais
múltiplas que o Brasil já viu'I. Tendo ultimado,
em 1900, os seus primeiros estudos, em uma
escola primária, de sua cidade natal, com a
50
professora Mocinha Medeiros, t!_o.rgg,_ Mat&QS
de Lima transferiu-se em 1903 para Maceió,
onde ingressou no Instituto Alagoano, de Al-
fredo Wucherer e dos irmãos Aristeu e Joaquim
Goulartde Andrade,fundado emjaneiro de 1901,
cursando, posteriormente, após ofechamento do
referido educandário, o Colégio Diocesano - fun-
dado em 8 de fevereiro de 1905 - e oLiceu Alago-
ano, concluindo os estudos preparatórios aos 15
anos de idade. Em 1909, a 5 de abril, embarcou
novapor"Goiaz", com destino à capital baiana,
a fim de matricular-se na Faculdade de Medi-
cinadaBahia,concluindoocursomédico,todavia,
em 1914, na Faculdade de Medicina do Rio de
Janeiro,para onde se transferirano ano de 1911,
defendendo a tese' O destino higiênico do lixo
do Rio de Janeiro, aprovada com distinção. Um
ano depois de seu doutoramento voltou a
Maceió, para aqui se dedicar à clínica médica,
tendo sido eleito deputado estadual à 15ª legis-
latura (1919-20) e reeleito para a legislatura
seguinte (1921-22). Aprovado em concurso, foi
nomeado, a 22 de outubro de 1929, professor
catedrático de História Natural e Higiene, da
Escola Normal, de Maceió. No ano seguinte, ode
1921, foi posta em dúvida a autoria do seu céle-
bro soneto alexandrino "O acendedor de lam-
peões", divulgado desde 1907, autoria atribuída
então ao poeta Hermes Fontes, que a 31 de outu-
brodessemesmo anoliquidoua questão comuma
carta endereçada a Jorge de Lima, negando a au-
toria do soneto que, ao entrar para a antologia,
"ficou fazendo concorrência à minha verdadeira
poesia", segundo iria asseverar posteriormente
o próprio poeta alagoano. Em 1927 rompeu com
o passadismo, aderindo ao Modernismo, ao en-
feixar em volume, no Rio de Janeiro, opoema O
51
mundo do menino impossível, numa edição li-
mitada a 300 exemplares numerados saídos do
prel? a 10 de Junho do citado ano, c~mposição
poética 9ue veio surpreender e decepcionar aos
que haviam, há bem pouco tempo, eleito o mes-
tre da velha escola parnasiana, o "Príncipe dos
 poetas alagoanos". A4 de abril de 1930, perante
' a congregação do Liceu Alagoano, defendeu a
tese de ponto de livre escolha, Todos cantam a
sua terra (Considerações sobre o Modernismo),
ao submeter-se ao concurso para a cadeira de
Literatura Brasileira, para em seguida proceder
à defesa da tese O romance de Marcel Proust
ambas enfeixadas em volume, no ano de 1929'
pela .CasaRamalho, de Maceió, sob otítulo -Doi~
ensaios. Todavia, a última prova desse concur-
so seriarealizada em 8 do referido mês de abril
quando em exame oral discorreu a respeito d~
tema "A formação literária de Portugal". Sua
nomeação para catedrático daquel~ cadeira
Ál
aconteceu por ato assinado pelo governador
varo Paes, a 15 do mesmo mês de abril. Do
referido educandário oficial foi nomeado Dire-
tor no dia 19 de agosto de 1931. Contudo onze
dias depois, na tarde do dia 30, nas proximidades
daquele colégio, por motivos obscuros, sofreu
um atentado à bala no qualfelizmente saiu ile-
so. Decidiu, por isso, transferir residência para
o Rio de Janeiro, viajando a 27 de setembro se-
guinte, no "Aratimbó", vindoa instalaro seu con-
sultório médico, inicialmente na rua Alcindo
Guanabara, transferindo-se depois para a praça
Marechal Floriano, n2
55, 12 andar. No ano de
1937 era professor de Literatura Brasileira na
l!nivei:sid~de do Brasil. Reingressando na polí-
tica, foi eleito vereadorpelo então Distrito Fede-
ral, permanecendo na Câmara de 1947 a 1950.
52
Faleceu no Rio de Janeiro, depois de prolongada&
enfermidade, no dia 15 de novembro de 1953J
Entre seus inúmeros livros registramos, os se-
guintes:XIValexandrinos,poesia.(Riod~Janeiro,
1914); A comédia dos erros, ensaios (Rio, 1923);
Poemas (Maceió, 1927); Salomão e as mulheres,
romance(Rio 1927);Dois ensaios(Maceió, 1929);
Novos poem~s (Rio, 1929); Poemas escolhidos
(Rio, 1932); O anjo, romance (Rio,1934); Anchie-
ta ensaio biográfico (Rio, 1934); Tempo e eter-
nidade, poesia, em parceria com Murilo Mendes
(P. Alegre, 1935); Calunga, romance C~. Alegr~,
1935)· História da terra e da humamdade, h-
vrop~racrianças(Rio, 1937);Atúnicainconsútil,
poesia (Rio, 1938); A mulher .obscura, ro.m~ce
(Rio, 1939); Vida de S.Francisco de Assis, ~io­
grafia para criança. (S. Paulo, ~942?; D. Vital,
ensaio(Rio,1945);Avidaextr~ordinán~ deSanto
Antônio, biografia para cnanças (R10, 194?);
Poemas negros (Rio, 1947);Livrodesonetos(R10,
1949)· Guerra dentro do beco, romance (Rio,
1950), e Invenção de Orfeu, poesia (Rio, 1952~.
"23 abr. - Oitenta anos da inauguração, no dia 23 de abril
de 1913, do sistema de luz elétrica de Passo
deCamaragibe, durante o governo Clodoaldo da
Fonseca.
24 abr.- Trinta e cinco anos da criação do município de
Matriz de Camaragibe, por Lei n2
2.093, de 24
de abril de 1958, instalado no dia 19de abril do
ano seguinte. Seu território foi ~esmembrad? do
município dePasso de Camaragibe. Adenomina-
ção de Camaragibe tem a sua origem nofato de
o seu povoamento haver se dado em torno da
Igreja Matriz da localidade.
- Trinta e cinco anos da criação do município de
Olivença, através da Lei n2
2.092, de 24.d~ ~bril
de 1958, com território oriundo do murucip10 de
53
S~tana do Ipanema, tendo sido instalado a 2 de
~~o.do ~o se~te. O primitivo nome do mu-
mc1p10 foi Capim, denominação dada por inte-
grantes da farm1ia Oliveira que ali se instalara
em 1898, vin~os da Lagoa da Canoa, asseveran-
d~-se_que Olivença, nome de batismo dado na
cnaçao do novo município, constitui uma corru-
tela do sobrenome de seus antigos e principais
moradores, os Oliveira.
26 abr.- Centenário do 12 Regimento Interno do Tribunal
Superi,o_r do Estado de Alagoas, atual Tribunal
de Justiça. de Alagoas, instalado a 12 dejulho do
~o antenor. Composto de 304 artigos, vem as-
sinadopelosDesembargadoresTibúrcioValeria-
n? .da Rocha Lins (Presidente), Adalberto El-
p1dio de Albuquerque Figueiredo Luiz Monteiro
de Amorim Lima, Frederico Fe'rreira França
Manoel Fernandes deAraújoJorge e pelobacha~
reiJoão daSilvaRego Melo ProcuradorGeral do
Estado. Foireunidoemvol~mepelaTypograpbia
d~EmpresaGuten~erg_, em1893,contendo 75 pá-
ginas, sendo vendido a razão de 1$500 rs. (mil
e quinhe~tos réis), cada exemplar.
~ abr.- Centenáno do estabelecimento, no mês de abril
de 1893, em Maceió, da firma Ramalho & Silva
proprietáriadoBazarEnciclopédico,instaladon~
tért_eq do sobrado de n2
38, da rua.daBoa Vista
. lºd 'esqum~ com a rua - e Março. Predecessora
da Càsa R_amàlho, omaisimportante dos poucos
es~belecr!!!entos que. editaram livros elll Ala-
goasflâ poss~a tipografia em 1897,-porquanto
na me~n;ia fo11mpresso o Trinta de Março, nú-
mero uruco, de 30 de março do referido ano em
ho~enagem ~ ~ociedade Perseverança a 'Au-
xílio dos Ca1xe1ros de Maceió. Quanto a li-
vros, as.mais anti~as de suas edições foram a
obra Noivado: cancioneiro, do poeta Aristeu de
54
UFAl
lllLIOTECA CIMTIAL
Andrade de 1900, e o Indicador geral do Estado
de Alago~s, de 190~ da fase ei;n .q;ie o livre.iro
Manoel JoaquiillRamalho, que rmc1ara suaVIda
profissionalcomotipógrafo,passaraa contarcom
outro sócio AntonioMartinsMurta (1872-1932),
dando orig~m a uma nova razão social da firma,
a partir de 12 de junho de 1901: M.J.Ramall?-o
& Murta, proprietários da Typo-Libro-Papel~a
Commercial, também denominada Typggr_~J?hla
Commercial que já existia com essa denomma-
çãÔem mai~ de 1899-estabelecimento que iria
receber, pelo esmero de seus trabalhos gráficos,
medalha de ouro naExposição Nacional de 1908-
instalado no n2 37 daquela mesma.rua dçi_Boa
Vista, datandodessafase uma de suas importan-
t es publicações, o J?iccionário musical, de aut?-
ria de Isaac Newton, impresso em 1904, hoje
raridadebibliográfica.Já do período da CasaRa-
malho, quando da sociedadej~ se afastara~tô­
nio Murta, citamos outra randade, QS- Dois en-
saios de Jorge de Lima, cuja impressão ocorreu
em 1929. Entretanto, a sua mais destacada fase
editorial, foi aquela iniciada em 1938, com a pu-
blicação do exemplar inicial da "Coleção Auto-
res Alagoanos", o ensaio histórico - econômico
Assucar &algodão dalavra deHumbertoBastos,
seguido de Loucos & delinqüentes, de R:ocha
Filho· Discursos no Parlamento, de Enn110 de
May~; Sentenças e decisoes, de Otávi_o Gomes;
Crônica_s_alagoanas, de Alfredo Brandao; Aspec-
tosdareprodução naespéciehumana, deAlfredo
Ramalho; Canções do tédio, de Armando Wu-
cherer O Brasil de D. João VI, de Jayme de
Altaviia; Versos da mocidade, de Lima Castro;
O Brasil no período de renovação, de Luís
Pereira da Costa e Folclore de Alagoas, de Théo
Brandão, devendo-se ainda aqui acrescentar a
55
publicação da revista Alagoas, "mensário ilus-
t:ado de ciência, ~rte',,literatura, esporte, ci-
cmema e mundamsmo , do qual teriam edita-
do .cinco números, entre agosto de 1938 a
maio de 1939, sob a direção de Afrânio Melo e
Joaquim Ramalho. O número inicial foi lançado
na própria livraria, às 17 horas de 20 de agosto
de ~,.com a presença do prefeito da capital,
Eustáquio Gomes de Melo, Rui Palmeira se-
cretário da Prefeitura de Maceió, Aurélio B'uar-
que de Holanda, diretor do Departamento de
Estatística e Publicidade municipal Luiz Sil-
v~i;a, dire~o~ da Gazeta de Alago~s, Manuel
Diegues Jumor, Rocha Filho, Théo Brandão
H~mberto Bastos, Paulo Silveira, Manoel Joa~
qurmRamalho, JoaquimRamalho, Afrânio Melo
e L_êdo_IYo., garoto ainda, aos 14 anos de ida-
d~, entre outros, lançamento fixado em foto
divulgada no 2º número da revista. Antes des-
sa, outra pub~cação do mesmo gênero viria
marcar época: /'Renascença: Revista mensal de
letras, sciencias e belas-artes", surgida em 15 de
agosto de lfil.4, editada também pela Casa
R~alh?, ~~b a direção de Barreto CardosoJSeu
numero imcial, além de profusamente ilustrado
inclui uma tricomia executada no aludido esta~
belecimento gráfico, que aliás, na aludida Ex-
posição Nacional de 1908, foi o único no gêne-
ro premiado com medalha de ouro. Dela M. J.
Ramalhoeditoucinconúmeros,oúltimodosquais
e~ dezembro daquele ano de 1914. Suas páginas
divti!garam, de autoria de alagoanos, além de
escritos de outros, colaboração de Barreto Car-
doso, Cruz Oliveira, Mário dos Wanderley, Elias
Sarmento, Jayme de Altavila, Cassiano de Al-
buquerque, G1:1edesdeMiranda,RodriguesMaia,
Osman Loureiro, Sebastião de Abreu, Cipriano
56
Jucá Lima Júnior, Gilberto Andrade, Delori-
zano'Moraes e Mirtila Batinga. Ainda na área
editorial, no ano de 1935, em se~mbro, lanço~ a
revistaAEscola: Síntesedomovime~toeducacio-
nal em Alagoas, dirigida por Joaqwm Ra°!a~o
e secretariada por Ovídio Edgard, co~ 2- nu-
mero editado no mês de outubro segwnte. No
ano de 1938, há pouco referido, a Casa Rrup.alho
entregou ao professorado alagoano o numero
inicial do Almanaque do Ensino do Estado de
Alagoas, cujo número seguinte, rela~ivo a 1~39,
apresentou-secom112págin~s,afora1lustraçoes.
Outrapublicaçãodomesmoge~ero,oAlmanaque
de Alagoas, dirigido por Joaqwm Ramalho e Ju-
randir Gomes, foi lançado em 1952. Por fim, f~­
fazemos oregistrode maisumai!D-J>ºrtantereah- 1
zação do livreiro Ra~alho, a e~çao da obra Ma- 
ceió: cem anos de vida da capital, lançada e~
1939 aoensejo das comemorações do centenáno
dom~nicípio de Maceió, onde se procurou re~­
nir, segundonotaexplicativa;"coma colaboraçao
de intelectuais da terra, tudo o que pudesse fo-
calizar a vida e a história do municípi~ e~ todos
os ramos de sua atividade, no seu pnmeiro sé-
culo de existência". Mais um fato marcante para
esse relato; a partir de setembro de ~· quan-
do a livraria em evidência achava-se mstalada
nos prédios, de ns. 168 e 174, da rua Dr.._Ro..cha
Cavalcante, antiga denomina~o da ,~tu~l rua_
dQCõmercio,_passou a pubhc~ o ,órgao de
propaganda do livro em Alagoas , de título Casa
Ramalho, de publicação mensal, e:n 3 coluna~,
no formato 24 x 32cm, com o numero de pa-
ginas oscilando entre 8 e 16, quando.contou co1:11
a colaboração, entre outros, dos intelectuais
alagoanos Alberto Passos Guimarães, Arma~do
Wucherer, Carlos Paun1io, Diégues Júmor,
57
Humberto Bastos, Joaquim Ramalho, José Mo-
raes da Rocha, Lobão Filho, Mendonça Júnior,
Moreno Brandão, Otaci1io Maia, Pedro Nunes
Vieira, Rocha Filho, Rodrigues Maia e Valde-
mar Cavalcanti. Em novembro do aludido ano de
1931, esse mensário - cujo número mais avan-
çado que conseguimos localizar, foi o 27-28,
relativo a novembro/dezembro de 1933-lançou
dois concursos literários, um de conto regional
e outro sobre o tema Feminismo. Sua comissão
julgadora, integrada por Barreto Cardoso, Pre-
sidente da Academia Alagoana de Letras; Lobão
Filho, Presidente da Academia Guimarães Pas-
sos e Graciliano Ramos, na época mencionado
como "o romancista d'O Cahetés", obra então
ainda inédita, concedeu o lQ prêmio de conto,
a Carlos Paun1io, autor de Pastora, 2Qa Moreno
Brandão, comLisbinoTesta, cabendofinalmente
o 1Q prêmio do tema a respeito do Feminismo,
à senhoritaLourdes Caldas. Da Casa Ramalho,
que voltaria a surgir em nova fase, debaixo
da direção de Joaquim Ramalho, só conseguimos
localizar números dos anos 5 e 7, dos quais
damos as datas extremas: ano 5, n2 1, jul. 1950
e ano 7, nQ 2, mar. 1953. Filho do português
Joaquim Ramalho da Silva, o livreiro M.J. Ra-
malho, nascido em Maceió a 14 de fevereiro de
1869, faleceu a 5 de janeiro de 1952.
58
Do f'tl.me"
c~asamento é negócio?",
produzido em Alagoas
por Guilherme Rog~~ e
pela primeira vei exibido
a 3 de abril de 1933, a
cena em que aparecem
dois de seus atores,
Moacyr Miranda e
Morena Mendonça, em
plena praça Sinimbu.
59
Outra cena de
"Casamento é negócio?"•
na qual contracenam,
cm recanto da praça
Deodoro, de Maceió,
Armando Montenegro,
no papel de espião
americano e Agnelo
Fragoso, sentado,
como mendigo.
Antigo sobrado
de n• 140,
(numeração antiga)
da rua do Comércio,
de Maceió, onde no
ano de 1893 Augusto
Vaz da Silva instalou
a Livraria Santos.
Sua antiga fachada
foi modificada
cm 1923.
60
Usina Sinimbu, cuja
empresa que a
construiu foi instalada
em Recife a 13 de abril
de 1893, em fotografia
do início do século, feita
por L. Lavenerc.
f. primitiva planta
do "Teatro
Alagoano" data
11 15 de abril de
IR93, é de autoria
do arquiteto
italiano Luiz
Lucariny, que
r1111correu e venceu
dois outros
concorrentes. IJiJ!!lli!~
l·:rguido no centro
1111 praça Marechal
Deodoro dos
61
O cientista social
Alberto Passos
Guimarães, alagoano
de Maceió, onde
nasceu a 16 de abril
do 1908, em foto
de 1981, quando
cm visita à
terra natul.
Jorge de Lima, em 1914, em foto de
seu doutoramento cm Medicina, no
Rio de Janeiro.
Em fotogralia de 1923, da época em que
parnasiano, Jorge de Lima era ainda
•Pnncipe dos Poetas Alagoanos".
62
Jorge de Lima
em seu
consultório no
Rio de ,Janeiro,
na Cinelândia,
no edifício
conhecido
pela deno-
minação de
"Amarclinho".
63
O poeta
Jorge de Lima
em fotografia
tirada no Rio
de Janeiro,
na década
de 1930.
'
Nos ns. 168 e 174, da rua do Com6rcio de M .
J. Ramallio, proprietária da Typographi C ace1~, incontrava-sc in~Lalada a firma M
~alho: A maioria dos transeuntes aueomerCia e da livraria oonhccida como Cas~
dommguc1ros, procedia da missa da maC. ~ fiNoto de L. Laven~rc registra, cm trajes
nz e ossa Senhora dos Prazeres.
64
MAIO
02 maio - Centenário de O Viçosense, impresso a partir
de 2 de maio de 1893, emViçosa, em tipografia
própria, de onde saía duas vezes por semana,
~ dizendo-se "periódico de literatura, indústria e
notícias", tendoPedroLeãodeMoraescomo ge-
rente. PedroNolasco Maciel foi umde seusfun-
dadores.
03 maio - Centenário da criação, em 3 de maio de 1893,
nacidade de Maceió, da Sociedade Filatélica de
Alagoas.; em reunião na qual, depois de aprova-
dosseusestatutos, foi eleita a 1!! Diretoria: Pre-
sidente, João Simões; Secretário, Hugo Jobim;
Tesoureiro,João Craveiro; Arquivista,Fulgên-
cio Paiva. A20 do aludido mês de maio ojornal
maceioense Gutenbergregistroua ofertadeum
exemplar dos estatutos dessa associação.
09 maio - Oitenta anos do falecimento, em Penedo, às 9
horasdamanhãdodia9 de maio de 1913, em
lastimável estado de pobreza, do poeta Sabino
Romariz~Perdendo criança ainda os seus pais,
veio a ser criado pelos seus avós maternos, ini-
ciando seus estudos primários aos seis anos de
idade para, aos doze, dar começo ao curso de
humanidades. Em 1889 ingressou no interna-
to do Col~o Dioce.sano, de Olind~, onde ter-
minou, no and ~890, o seu curso de prepa-
ratórios, ten o chegado mesmo a iniciar os
e!:?t..qdos.de Filesofia, visando seguir.a carreira
eclesiás~ca, desistindo por falta de võcã_?õ.
Regress~ndo a Alagoas, passou a .reger, em
- 65
"~~ ~aceió, ascadeirasdeDesenhoePortuguês no
~ .; -'Colégio Vitória e no Colégio Dois de Outubro.
V' Nessa mesma época desempenhou cargo de
amanuense da~cipal de Ma-
ceió. A seguir passou a lecionar Inglês e
Latlni_no c.nlégio Ilioc.esano,... de Olinda de
onde outrora .fel:a-alun.o, no qual perm~e­
ceu por um ano, transportando-se então para
o Estado da Paraíba, onde foi nomeado pro-
fessor de Latim e Francês, pelo dr. Álvaro
Machado, governador daquele Estado. Data
desse período a sua colaboração no jornal
oficial da Parafüa, bem como em O Demo-
crata, da cidade de Areia, durante a ausência
de seu redator-chefe, o dr. Cunha Lima na,, ,
epoca excercendo o mandato de deputado fe-
deral, quando então chefiou, por cerca de
cinco meses, a redação do citado periódico.
Dirigindo-se ao Rio de Janeiro, ali veio a exer-
cer as funções device-diretor do Colégio Castro
Lopes elecionarFrancês e Inglês no ColégioAl-
fredo Gomes. No ano de 1895 matriculou-se na
FaculdadeLivredeDireito, onde chegoua pres-
tar exames finais, no 1!! ano do curso de
bachareladoj;Em 1901, ainda naquela capital,
fundou O Repórter, folha bi-semanal, cujo pri-
meiro nú.mero saiu a lume no dia 4 de fe-
vereiro. Juntamente com Olavo Bilac, Coelho
Neto e outros, colaborou na revista literária
Gênesis. Prestou ainda a sua colaboração ao
/
jornal O País, onde publicou parte da sua cole-
ção de sonetos históricos, denominada "Os
Rubro~'; ao Jornal do Brasil; O Dia; Cidade
' cto ~~o, de José do Patrocínio; Gazeta de
1 ' Noticias e Gazeta da Tarde, todos do Rio de
, ' Janeiro. ·Esteve também nos Estados de São
~Gerais. Nesse último publicou
66
uma coleção de 30 sonetos, intitulada "Soli-
dôneorf do qual extraiu Laudelino Freire o
soneto que vem inserido em sua coletânea
Sonetos Brasileiros séculos XVII-XX. Em
1903 regressou à cidade natal, Penedo, onde
veio a colaborar em todos os jornais da
época, notadamente em O Lutador, do qual
foi um dos redatores. Era natural da referida
cidade de Penedo, onde nascera a 25 de
março de 1873. Publicou vários livros, in-
clusive Madalena, poema bfülico (Rio de
Janeiro, 1899)~ Solidôneos, 30 sonetos (Minas
Gerais); Lamma Sabacthani, poema (Penedo,
1903); As duas rosas, poesia (Penedo, 1907); 1
Ignis, poema (Penedo, 1908); Mea culpa,
bibliário em versos (Penedo, 1910) e Toque
d'alva, poesia (Lisboa, 1911). I
13 maio - Setenta anos da inauguração em Maceió, do
temploda J!!Igreja Batista, deMaceió, ocorrida
às 10 horas de 13 de maio de 1923, edificada
na esquina da rua 16 de Setembro com a rua
Formosa, atual avenida Silvestre Péricles. A
organização na capital maceioense de sua pri-
meira Igreja Batista deveu-se ao empenho de
Antônio Teixeira de Albuquerque, ex-padre
alagoano, natural de Maceió, onde em novem-
bro de 1884 chegara, procedente da Bahia,
visando a difusão da religião protestante entre
nós, a princípio composta de poucos seguido-
res, apenas ele próprio, Antônio Teixeira Fi-
lho, Manoel Antônio e Wandrejasil Mello Lins.
Mas depois, prosseguindo no seu pastoreio, a
1ª Igreja Batista do Estado de Alagoas, a ter-
ceira fundada no Brasil, chegou a contar com
80 membros. O ato de inauguração do refe-
rido templo, que tinha como pastor Apolô-
nio Falcão, foi dirigido pelo missionário John
67
Meinecontoucomapresençaderepresentantes
~a Igre~aPresbiterianaede quasetodas asigre-
Jas Batistas do Estado. O projeto arquitetônico
donovo templofoielaboradopelomissionárioA.
E.Hayes, que residia em Recife. Tem o formato
de um ferro de engomar, 4 metros de largura e
14de frente a fundo, salão comcapacidade para
600 pessoas sentadas, tendo sidogastos emsua
construção, um pouco mais de trinta e quatro
contos de réis: 34:271$000. A sua pedra funda-
mental fora lançada meses antes, a 4 de março.
Em agosto foi a igreja presenteada com um ór-
gãopelanorte-americanaJesephine Grasty de
Nashville, no Tennessee. '
tl5 }llaio - Centenário do assentamento, em 15 de maio de
~ ' 1893, dos primeiros trilhos do trecho da fer-
r.ovia pertenc~nte à então Alagoas Railway,
ligando a estação terminal daquelaferrovia em
União dos Palmares à Estrada de Ferro Sul
de Pernambuco, que igualmente iria integrar
a futura The Great Western ofBrazil Railway
Company Limited, hoje pertencente à Rede
Ferroviária do Nordeste.
19 maio - Cento e vinte anos da criação, em 19de maio de
1872, da freguesia de São Brás, do município de
idêntico nome.
22 maio - Trinta e cinco anos da criação, por Lei de 22 de
maiode 1958,do municípiode Cajueiro, comter-
ritório desmembrado do município de Capela.
Suainstalação ocorreu no dia 12
de fevereiro de
{fr:;'! . w.-ff 1959. , . .
W. 10 ~Centenano da cnação da Junta Comercial do
1 ~ , Estado de Alagoas, durante o período gover-
1 namental d~ G..E-bi!).~ ]3~_S(!:!;ITO, por Lei nº 28,
de 26 de maio de 1893, apresenta<!!u2elo então
deputado ~tadual Fernandes Lima -José Fer-1 ~ - A
nandes de Barros Lima. Através do referido
68
diploma legal, ficou determi~ado que a Ju~ta
seria composta de um presidente, um v1ce-
presidente, um secretário, quatro d.eputados e
três suplentes, bem como que senam os ne-
gociantes matriculados na nova ~unta Com.er-
cial que iriam constituir o Colégi.o Comerci~l,
e no caso dos negociantes matnculados nao
atingissem onúmero de sessen~a o governador
poderia designar os não matnculados tantos
quanto fossem necessários .para. preencher o
número estipulado. O aludido diploma legal,
rentre outras coisas, criou na mencionada J~­
. 1ta Comercial o registro de firmas ou razoes
fi comerciais. Ém solenidade abrilhantada pela
banda de música da Força de Segurança, a
Junta Comercial foi instalada às 11 horas
da manhã do dia 26 de agos~o ~o meslll:o
ano de sua criação. O seu pnm~rro pr~s1-
dente foi o Comendador José Antômo Te1xe1ra
Basto, industrial e negociante português, que
a administrou no período de 1893 a 1894,
enquanto Manoel Ramalh? f~i seu Vice-Pre-
sidente e o dr. Manoel Ribeiro Barreto de
Menezes, Secretário, todos nomeados através
do ato governamental de 18 de ag~s~o, o mes-
mo que nomeou os Deputados: Fehx. de Mo-
raes Bandeira, Jacinto José Nunes Leite, ~oa­
quim Antônio de Almeida e Taciano da Silva
Rego e os Suplentes, Eugênio José Nunes
de Andrade, Manoel Joaquim Duarte Guima-
rães eVicente Bezerra Montenegro. Por outro
ato da mesma data, deu-se a nomeação de seus
dois primeiros funcionários: José Co~~ho de Al-
meida OficialeJoséMarquesdeArauJoCaldas,
Portei~o-contínuo. Seu regulamento foi baixa-
xado com Decreto n2 27, de 4 de aludido
mês de agosto, compondo-se de doze capítulos,
69
..
das disposições transitórias e anexos: nº 1,
Tabela de vencimentos dos empregados da
Secretaria da Junta Comercial; nº 2 Tabela
de emolumentos e selo, que pertencem ao
Estado. A 9 de setembro seguinte, em sessão
da Junta, foram empossados os primeiros
corretores da praça do comércio de Alagoas:
Gervásio de Oliveira Coelho, José Joaquim
Tavares da Costa, Liberato Mitchell e Numa
Pompílio Passos, tendo sido, nesse mesmo
mês, nomeado para o cargo de intérprete, o
aludido Liberato Mitchell. Segundo Amaury de
Medeiros Lages, autor da obra O r egistro do
comércioemAlagoas, daqualnos utilizamos em
parte na elaboraçãodesteverbete,os primeiros
agentesdeleilõesdesignadospelaJunta foram:
Francisco da Silva Jucá e Manoel Archanjo da
Silva Antunes.
27 maio - Setenta anos do lançamento, a 27 de maio de
1923, da pedra fundamental doprédio da Asso-
ciação Comercial de Maceió, cuja inauguração
somenteiriaacontecercincoanos depois,a16de
junho de 1928. Vários haviam sido os prédios
ocupados pela referida associação durante os
seus anos de existência. Após sediar-se por al-
guns anos na casa do negociante Félix Pereira
da Silva, para onde fora em 1866, a referida en-
tidadeestevetambéminstaladanosobradoper-
tencente a outro sócio fundador, o comerciante
Valério José da Graça, localizadona esquina da
rua do Comércio, com a então do Livramento, a
Senador Mendonça dos dias atuais, demolido
para alargamento desse último logradouro, no
ano de 1914. De peregrinação em peregrina-
ção foi um dia parar em casa térrea, da atual
rua Sá e Albuquerque, onde está a firma Fer-
reira Fernandes&Gia., no nº 614, de onde saiu
70
para o 1º andar do prédio da mesma rua, que
tem presentemente o nº 560. Mas as suas
mudanças tinham que um dia chegar ao fim.
No citado dia 27 de maio de 1923, (@an-
do_governava Alagoas o· dr. José Fernandes
de Barros Lima, verificou-se tal lançamento.
Com uma colher de pedreiro, de ouro, espe-
cialmente mandada fazer pelos dirigentes da-
quela associação de classe, o aludido gover-
nante depôs sobre a pedra fundamental do pré-
dio a ser construído, a primeiraporção de arga-
massa. Durante a cerimônia, em que discursa-
ram o dr. Fernandes Lima e opresidente da As-
sociação,FranciscoPolito,tocaramasbandasde
músicade 202 Batalhão de Caçadorese danossa
PolíticaMilitar. AJunta de Direção da referida
entidade era constituída dos senhores Francis-
co Polito (Presidente); Álvaro Peixoto (Vice-
Presidente); Dr. Homero Galvão (Secretário) e
Antônio Florêncio Júnior (Tesoureiro).
28 maio - Cento e trinta anos do nascimento, em Palmei-
ra dos Índios, a 28 de maio de 1863, de Emílw
de Oliveira Mello Cavalcante, conhecido propa-
gandista da República em sua terra natal, na
condiçãode 12 S~cretário do Clube Republicano
dePalmeiradosIndios,fundadonodia3demar-
ço de 1889. Em 1875 cursava as aulas do Liceu
Alagoano, emMaceió, ondeviriaa concluirseus
estudospreparatórios. Impossibilitado,porfal-
ta de recursos financeiros, de ingressar num
curso superior, entrou na vida forense, provido
quefora, em13deoutubrode 1887,comoserven-
tuário vitalíciodo ofíciode Escrivão doJ uri das
~xecuções Criminais doTermode Palmei~a dos
Indios, cargo que abandonou em fevereiro de
1889,pelo comércio.FilhodeFranciscaBezerra
Cavalcanti, falecida em 13 de junho de 1892,
71
Erm1io faleceu dois anos antes, em 14 de feve-
reiro de 1890, aos 27 anos de idade.
29 maio - Centenário da criação, através da Lei estadual
.-' n2
32 de 29 de maio de 1893, do foro civil ejudi-
ciário dos municípios, de Triunfo e São José da
Lage. O primitivo povoado de Igreja Nova, ele-
vado à categoria de Vila do Triunfo,por decreto
nº 39, 11 de setembro, de 1890, teve sua antiga
denominação Igreja Nova restaurada pela Re-
solução n2
1.139, de 20 dejunho de 1928.
maio - Centoevinteanosdosurgimento,nacapitalala-
goana, emmaio de 1873, da Imprensa Católica,
o primeiro jornal de caráter nitidamente cató-
lico aqui impresso. Esse semanário aparecera
praticamenteemdecorrênciadachamadaQues-
tão Religiosa, que envolveu inclusive a D. Vi-
tal de Oliveira e D. Macedo Costa, respectiva-
mente bispos de Pernambuco e do Pará, con-
denados inicialmente a quatro anos de prisão
e anistiados meses depois.
maio -1Oitenta anos daiundação, no mês de maio de
. 1913, no sobrado de nº 63, da rua da Alfândega,
{' ~~je Sá e Albuquerque, da Federação Operária
FAlagoas.tSeu Comitê Executivo tinha a se-
guinte constituição: Flaviano Domingues Mo-
reira,JoaquimGrevy,EpaminondasLeite,Leo-
poldoPerreiraeVirgíniode Campos, tendoBer-
nardes Júnior como Secretário Geral. Visando
angariar recursos destinados a cobrir as despe-
sas de viagem e hospedagem de um represen-
tante ao SegundoCongresso OperárioBrasilei-
ro, que seria realizado no Centro Cosmopolita,
doRiodeJaneiro,de8a 13desetembrode1913,
a Federação Operária de Alagoas promoveu
conferênciaem seubenefício,realizadaporBar-
reto Cardoso às 20 horas do dia 25 de julho do
mencionado ano de 1913, no Teatro e Cinema
72
Delícia sobre o tema ''Luta de classe". O esco-
lhido ~mo representante daFederação foi Vir-
gíniodeCampos,queparticip?udasessãodeve-
rificação de poderes, tendo sido aclamado Se-
cretário damesa que presidiu ao trabalhos, em
sua sessão de instalação. Outros representan-
tes de Alagoas: Honoré Cémeli, do .Si:r:idi-
cato dos Gráficos; Luiz Gonzaga, do Sindica-
todosEstivadores;ManoelFerreirados San~s
e Jaime de Oliveira do Sindicato dos Marci-
neiros e Tomaz de Aquino, do Sindicato dos
Sapateiros, todos de Maceió. O regresso de
Virgínio de Campos à capital alagoana ocorreu
a 22 de setembro, a bordo do vapor "Itassucê".
TOQUE O'ALVA
USll(>A • ,,.,, 00 ÃllllUO.t.IU
C:•111111lA(.IM,. P-.-1,.... 11Qlk6'-
T.UIUINAtl. I] • 1911 • •
73
Toque d'alva,
um dos livros
de poesia
do penedcnsc
Sabino Romariz,
falecido em
9de maio
de 1918.
aspecto da roa
do Comércio, em
cartão postal
da Typ. Comercial,
de M. J. Ramalho,
de Maceió.
A obra que narra a história dos Batistas em Alagoas, é
autoria do missionário norte-americano John Mcin, que
ato de inauguração do templo da 1' Igreja Batista de Ma
13 de maio de 1923.
No local deste estaleiro, aqui estampado em foto da déca
70 do passado século, a 27 de maio de 1923 foi lançada a
fundamental da sede da Associação Comercial de
74
:w. l
llBLlOTECA CEN?RAl
JUNHO
05jun.- Sessenta anos da abertura do 12
Congresso Mé-
dico de Alagoas, realizado em Maceió, de 5 a 10
de junho de 1933. Projetado pela Sociedade de
Medicina de Alagoas, emreunião extraordinária
que se verificou a 21 de fevereiro desse ano, fi-
cou deliberado realizá-lo dentro de breve espaço
de tempo, para isso tendo entrado em entendi-
mento com o Interventor Federal, capitão Afon-
so de Carvalho, que se prontificou a patrocinar
o evento. Em circulardirigida a todos os médicos
do Estado, a Sociedade de Medicina de Alagoas
comunicou sua decisão em convocar aquele con-
gresso, onde deveriam ser tratados os nossos
principais problemas médicos e sanitários, docu-
mento firmado pela Diretoria da aludida socie-
dade: Abelardo Duarte, Presidente; José Car-
naúba, 1º Secretário; A.C.Simões, 2º Secretário.
Marcada a data de sua realização para a semana
de 24 a 29 de abril, por motivos relevantes teve
de ser transferida para outra ocasião, ajá men-
cionada semana de 5 a 10 de junho, sendo esco-
lhido o dr. José Carneiro de Albuquerque co-
mo Presidente Comissão Executiva do Congres-
so, integrada também pelo dr. Manoel Brandão,
Vice-Presidente, pelo dr. Abelardo Duarte, Se-
cretário Geral e ainda como Secretários, Dra. Li-
liLages, dr. A.C.Simões edr.ThéoBrandão; Ora-
dor, dr. Sebastião daHora; Tesoureiro, dr. Edgar
Taveiros; Comissão de Publicidade: drs. Reinal-
do Gama, Neves Pinto e RochaFilho. Prestigia-
75
lljun.-
do pela classe médica alagoana, pelo Governo do
Estado, o próprio Interventor presidiu a sessão
solene inaugural do P Congresso Médico de Ala-
goas, realizada no salão nobre do Instituto His-
tórico de Alagoas, tendo feito parte da mesa, ao
lado do dr. Ezechias da Rocha, então Diretor da
Saúde Pública. Aderiram ao mencionado Con-
gresso, além dos médicos já aqui aludidos, José
Soares Vasconcelos, Manoel Guimarães, José
Carnaúba, Oscar Gordilho, Aurélio Brandão, Si-
nai Tavares, Hebreliano Wanderley, Luiz Tava-
res, Carlos Martins, Rômulo Almeida, Machado
Pontes de Miranda, Raimundo Costa, José Ma-
ria de Melo, Clemente Magalhães, Mariano Tei-
xeira, Jacques Azevedo, Odilon Mascarenhas,
Lages Filho, João Carlos, Vivaldo Pontes, Melo
Mota, Durval Cortez, Djalma Loureiro, Lessa
de Azevedo, Pedro Fausto, Júlio Gonçalves Ple-
ch, Audálio Costa, Emanoel Sampaio Costa, Pe-
dro Rocha, Manoel Ramos de Araújo Pereira,
Manoel Oiticica e José Pontes Bahia. Foram de-
batidos os seguintes temas: 1- Da filariose; II
-Etnologia da linfagite endêmica; III-Da morta-
lidade infantil, suas causas e meios de com-
batê-la; IV- Higiene industrial; V - Da tubercu-
lose; VI - Organização sanitária municipal; VII
-Da esquistosomose; VIII -Profilaxia das ende-
mias rurais; IX- Das febres tifóides e parati-
fóides; X-Abastecimento d'água e leite em Ma-
ceió; XI - Do tracoma; XII - Das desinterias. O
Diário de Maceió chegou a tirar uma edição
extraordinária, no domingo, 11 de junho de
1933, em homenagem ao I Congresso Médico
de Alagoas.
Sessenta anos da inauguração do novo Cinema
Capitólio, a 11 de junho de 1933. A Empresa Ci-
nematográfica Alagoana, de propriedade de Ce-
76
zar Pinto, efetuou a fusão das duas principais
casas de espetáculos cinematográficas de Ma-
ceió, o Cinema Capitólio, mais recente, de 1927,
e oFloriano, de 1913, passando oprimeiro a fun-
cionar nas dependências do outro, após subme-
tidas a reformas. A reabertura aconteceu às
10:30 horas daquele dia 11 de junho, quando foi
exibido ofilme "Tarzan, ofilho das selvas", apre-
sentando-se na matinê, "O amor faz dela um ho-
mem", filme da P. K. D. e na soirée, "O pecado
de Madelon Caudet", uma super-produção da
Metro.
- Sessenta anos do aparecimento, em Maceió, no
dia 11 dejunho de 1933, do primeiro suplemento
literário em tablóide surgido no Estado. Perten-
cente ao Jornal de Alagoas, foi lançado num do-
mingo, sob a direção de Valdemar Cavalcanti
(1912-1982), apresentando-se em quatro pági-
nas e com igual número de colunas, ilustrando
sua página de frente com a tela "La charge",
do pintor alagoano Rosalvo Ribeiro. Infelizmen-
1_3jun.-
te, porém, não ultrapassou o seu número inicial.
Centenário da sanção da Lei nº49, de 13 de ju-
nho de 1893, autorizando a construção de um
Teatro em Maceió, oqual teria a denominação de
~,
"16de Setembro". Erguido no centro da hoje Pra-
ça Marechal Deodoro, até a altura do telhado, foi
.€1,epois demolido.
15jun.- [ov_enta anos da cria9ão do município <fe Jun-
{ queira, através da Lei n2 397, de 15 deJunho de
1903, por iniciativa dos deputados Macário Bar-
osa e João Lcssa,:1Instalado no dia 31 dejaneiro
de 1904, através da Leinº 1.619, de 23 de feve-
reiro de 1932, foi o município suprimido, mas
a Constituição Estadual de 16 de setembro de
1935 restaurou-o, mas foi novamente extinto
através do Decreto n2 2.355, de 19 de janeiro
de 1938, retornando o território ao município
77
..
de origem, o de Limoeiro, atual Limoeiro de
Anadia. Finalmente, pelo artigo 62
, do Ato das
disposiçõestransitóriasdaConstituição de 1947,
o município de Junqueiro foi restaurado.
15 jun.- Cinqüenta anos do nastjmento, a 15 de junho de
1943, em Palmeira dos Indios, de José Marques
de Melo, um dos pioneiros da pesquisa dos meios
de comunicação na universidade brasileira. Seu
ingresso no jornalismo ocorreu aos 16 anos de
idade incompletos, a 15 de março de 1959, na
província natal, através da Gazeta de Alagoas,
ano em que também atuou como redator da Tri-
buna Secundarista, órgão da União dos Estudan-
tes Secundários de Alagoas - UESA. Mas só
a partir de 24 demaio seguinte é que passou a es-
creverregularmente, em outro órgão da impren-
sa de Maceió, oJornal de Alagoas, onde foi aco-
lhido pelojornalista J.M. de Carvalho Veras, de
quemrecebeu as primeiras aulas de Jornalismo,
diretorda"Página dosMunicípios"donosso mais
antigo órgão de imprensa, em circulação, que
neste ano de 1993, a 31 de maio, estará com-
pletando 85 anos de existência, nele havendo
permanecido como umdosredatores daquelapá-
gina, até 1961, quando teve de se afastar para
inscrever-se no vestibular do Curso de Jornalis-
mo da Universidade Católica de Pernambuco,
onde iria bacharelar-se três anos depois, em
64, em turma da qual foi o orador. NaFaculdade
de Direito do Recife, integrante daUniversidade
Federal de Pernambuco, concluiu em 1965 ocur-
so de Ciências Jurídicas e Sociais, tendo realiza-
do em 1966, umcurso de pós-graduaçãoem Ciên-
cia da Informação Coletiva, no Centro Interna-
cional de Estudos Superiores de Comunicação
para a América Latina, em Quito, ano aquele em
que,apóshaveratuado,a convitedeLuizBeltrão,
78
a partir de 1965, como Professor-Assistente de
Técnica de Jornal e Periódico, na Universidade
Católica de Pernambuco, em conseqüência de
perseguições políticas viu-se compelido a emi-
grar para São Paulo, - segundo suas próprias
palavras, "na condição de refugiado político
e de exilado econômico" - onde logo passou
a lecionar, como Professor-Titular de Teoria da
Informação e Metodologia da Pesquisa em Co-
municação, na Faculdade de Jornalismo Cásper
Líbero, da Pontifícia Universidade Católica -
PUC. Nessa universidade paulista viria a fun-
dar e dirigir o Centro de Pesquisas da Comu-
nicação Social, tendo integrado, em 1967, a
equipe de professores fundadores -e depois seu
Diretor -da Escola de Comunicações Culturais,
posteriormente Escola de Comunicação e Artes,
da Universidade de São Paulo, cujo Departa-
mento de Jornalismo e Editoração organizou e
implantou. Nela viria conquistar dois importan-
tes títulos acadêmicos; em 1973, o de Doutor
em Jornalismo, com tese aprovada com distin-
ção, Fatores sócio-culturais que retardaram a
implantação da Imprensa no Brasil,-a primeira
tese de doutoramento em jornalismo, aliás, de-
fendida por brasileiro - e em 1983, o outro, o de
Livre Docente em Jornalismo, quando defendeu
a tese Gêneros opinativos no jornalismo brasi-
leiro. Anos antes, em 1974, logo depois de sua
chegada dos Estados Unidos, onde no ano ante-
riore parte do seguinte, realizarana Universida-
de de Wisconsin, curso de pós-doutorado em Co-
municação e Desenvolvimento, viu-se surpreen-
dido, não pela cassação dos seus direitos políti-
cos, mas com a cassação de seus direitos acadê-
micos dentro do âmbito da USP, uma "cassação
branca" que o afastava sumariamente da cáte-
79
dra, proibindo-o de lecionar. Foi então convida-
do para atuar no Instituto Metodista de Ensino
Superior- IMS, de SãoBernardo do Campo, onde
instituíuumprograma deMestrado em Comuni-
cação Social, que logo viria a se destacar, devido
à sua qualidade e seriedade científica. Em 1979,
com a anistiapolítica,voltouaos quadros daUni-
versidade de São Paulo, onde logo foi eleito, pelo
voto direto da comunidade acadêmica, Chefe do
Departamento de Jornalismo e Editoração e de-
pois Diretor da Escola de Comunicação e Artes.
Colaborou em inúmeras revistas e outros perió-
dicos especializados. No Brasil, em espécimes
impressos em Fortaleza, Recife, Brasília, Rio
deJaneiro, Petrópolis, S. Paulo, Campinase Por-
to Alegre. No exterior, na Alemanha (Munique),
Equador (Quito), Espanha (Madri), Holanda
(Amsterdam), Inglaterra (Londres), México (ca-
pital), Peru (Lima), Portugual (Porto), Tchecos-
lováquia (Praga) e Venezuela (Caracas). Seu no-
me acha-se ligado a inúmeras entidades do mun-
do da comunicação, nas áreas do ensino e da
pesquisa, como criador ou na condição de desta-
cado participante, a exemplo da já mencionada
Universidade Metodista do ABC; Faculdade de
Comunicação SocialdaFundaçãoCásperLíbero;
Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa da
Comunicação-ABEPEC, quefundou; Instituto de
CiênciadaInformação-ICINFORM;UniãoBrasi-
leiradeEstudos InterdisciplinaresdaComunica-
ção-INTERCOM, que estruturou e presidiu de
1973a 1983;União CristãBrasileira de Comuni-
cação Social - UCBA, da qual foi sócio fundador,
entre outras, enquanto no exterior integra os
quadrosdediversasassociaçõescientíficas;Asso-
ciation for EducationinJournalism -AEJ, Inter-
national Association for Mass Communication
Research - IAMCR e International Communica-
80
tionAssociation-ICA(USA);UniónCatolicaLati-
noamericana de Prensa(Brasil) e a Associación
Latinoamericana de Investigadores de la Comu-
nicación -ALAIC, da Colômbia, da qual foi presi-
dente. Daquelequeé hojeoprincipalpesquisador
brasileiro de Jornalismo Comparado, registra-
mos suas principais obras: Comunicação social:
teoria e pesquisa. Petrópolis, Vozes, 1970; 6. ed.,
1978; Comunicação, opinião, desenvolvimento.
Petrópolis, Vozes, 1971; 4. ed., 1979; Reflexões
sobre temas de comunicação. S.Paulo, Escola de
Comunicação eArtes-USP, 1972. Estudos dejor-
nalismocomparado. S.Paulo, Pioneira, 1972.260
p.,il; Sociologia da imprensa brasileira. Petrópo-
lis, Vozes, 1973; Contribuição para uma pedago-
giadecomunicação.S.Paulo,Paulinas1974;Sub-
desenvolvimento,urbanizaçãoecomunicaçãoPe-
trópolis, Vozes, 1973; 2. ed., 1977; Telemania,
anestésicosocial.S.Paulo,Loyola,1981;Comuni-
cação & libertação. Petrópolis,Vozes, 1981;Para
uma leitura crítica da comunicação. S. Paulo,
Paulinas, 1985;Comunicação: teoriaepolítica. S.
Paulo, Summus, 1985; A opinião no jornalis-
mo brasileiro. Petrópolis, Vozes, 1985; Comuni-
cação: direito à informação. Campinas, Papiros,
1986; As telenovelas da Globo: produção e expor-
tação. S. Paulo, Summus, 1988; Espanha: socie-
dade e comunicação de massa. S.Paulo, Summus
1989; Comunicação e modernidade: o ensino e a
pesquisa nas Escolas de Comunicação. S.Paulo,
Loyola, 1991. Além dessas publicações coorde-
nou/organizou, de 1976 a 1993, trinta e duas co-
letâneas e comunicações a congressos, a última
das quais, Communication for New World: Bra-
zilian perspectives. Papers presented by ECA-
USPandotherBrazilianinstitutionstotheXVIII
Scientific Conference Guarujá, São Paulo, 1992.
81
S.Paulo, School of Comunication and Arts Uni-
versity of São Paulo, 1993. 383 p. Atualmen-
te, Marques de Melo é Professor-Efetivo do De-
partamento de Jornalismo e Editoração da Es-
cola de Comunicação e Artes da USP, exercendo
a função de Titular (Catedrático) das discipli-
nas Metodologia da Pesquisa em Jornalismo e
JornalismoBrasileiro;Professor-Permanentedo
Programa de Integração da América Latina
(PROLAM) responsável pelas cadeiras de Sis-
temas de Comunicação no Brasil e na Espanha e
Sociedade e Comunicaçãono Brasil Contempo-
râneo, da USP; Coordenador do Programa de
Pós-GraduaçãoePesquisaemJornalismo, daEs-
cola de Comunicação e Artes-USP, paraficarmos
apenas na área de ensino universitário.
17 jun.-1Centenário da primeira exibição e funcionamen-
to de um &:.Q!!J:Q[_one em Alagoas, a 17 de junho
de 1-8.9.3.,nasdepelidênciasdacasacomercialDes-
pensa Familiar, da capital maceioense. O jornal
Gutenberg, de Maceió, ao dar notícia da chegada
de tão auspiciosa novidade na bucólica cidade de
Maceió de cem anos atrás, esclareceu que "o ad-
mirável instrumento reproduzia com precisão e
clareza,perfeitamentebema vozhumanae osom
de diversosinstrumentos", acrescentando não se
1
tratar de seu antecessor, o fonógrafo, - aqui ini-
cialmente apresentado a 16 de março de 1880
- mas muito se assemelhava pela reprodução dos
Jsons a essa maravilhosa descoberta de Édison".
Desde o sábado 17 de junho diversas foram as
{ exibições do aparelho, quando se pode ouvir o
mesmo "recitar fábulas e máximas em francês,
cantar diversos trechos de música, imitar per-
feitamente - na verdade reproduzir - o som de
cornetas, p!ston, violino, e soltar gostosas gar-
galhadas. E extraordinário - prosseguia entu-
82
siasmado o noticiarista provinciano - ouvir o
o gramofone cantar, emboa voz de tenor, a Mar-
selheza e dizer com toda correção a fábula de La
Fontaine - o corvo e a raposa", recitada em fran-
cês. Natarde de 6 de agosto seguinte, esta "nova
maravilha do século, cedida pelo seu proprie-
tário, Américo Passos Guimarães - que viria a
falecer na capital alagoana, aos 74 anos deidade,
em 30 de dezembro de 1935,o pai do cientista so-
cial conterrâneo Alberto Passos Guimarães, foi
ap_resentada ao público na praça D. Pedro II, em
benefício dos pobres do jornal Gutenberg, me-
diante o pagamento da espórtula de 600 réis por
cada pessoa. Do repertório, além da citada fábu-
la de La Fontaine e da Marselheza, foram repro-
duzidasascançonetasfrancesas"Osguardasmu-
nicipais; A parisiense; Os quatro estudantes, O
Mikado, solado a piston e cantado em inglês; um
concerto de quatro instrumentos e em piano a
valsa Danúbio, podendo cada espectador ouvir
quatro produções mediante a espórtula de 400
réis".
20 jun.- Setenta anos da Lei nº 985, de 20 de junho de
1923, sancionada pelo Governador José Fernan-
desde Barros Lima,elevandoàcategoriadecida-
de a então vila deLeopoldina, atual Colônia Leo-
poldina.
21jun.- Oitenta anos da inauguração, às 19 horas de 21
" dejunho de 1913, do Cinema e Teatro Florwno,
1.
1
naruado Comércio, deMaceió, com a exibição do
filme "O espião francês':. Ao ato compareceram o
governador doEstado, coronel Clodoaldo daFon-
seca e ointendente da capital, farmacêutico Fir-
mino de Vasconcelos, que se fizeram acompa-
nhar de suas respectivas esposas. Dispondo de
ampla sala de espetáculos, grande área desco-
berta e de um sortido buíe, no mencionado dia
83
a Empresa Conte, proprietária do novo cinema
não só realizou duas seçõescinematográficas co~
mo ainda inaugurou o seu palco, com a apres'en-
tação de Rosita Elvitt, que dias antes, a 17, es-
treara no palco do Cine e Teatro Helvética. Se-
gund? no~,ciarista do J ornai de Alagoas, a can-
çonetista, graciosa e bem afinada, cantou as co-
pias com uma desenvoltura e segurança de voz
dignas de aplausos''.
Setenta anos da inauguração, em Maceió às 13
horas de 21 de junho de 1923, do Bela Vista Pa-
lácio Hotel. Durante o banquente que assinalou
oevento, ao qual compareceram autoridades ci-
vis e militares, membros da sociedade local en-
tre as quais o próprio governador Fernande~ Li-
ma, tocaram as bandas de música da Polícia Mi-
litare do 202
Batalhão de Caçadores, alémda Or-
~uestra do Cinema Floriano. O prédio fora pro-
Jetado para a residência do penedense Arsênio
Fortes, alto comerciante na capital maceioense
- que viria a falecer em sua terra natal a 29
dejulho de 1940 - e que em 1902 estabele~eu-se
no bairro de J araguá no ramo de negócio de co-
missões, consignações e conta própria, o qual
decidiu depois destinar aquele palacete a um
hotel, tendo para isso organizado uma socieda-
de anônima, com a denomiação de SIA Bela
Vista Palácio H.otel. Coube ao arquiteto alemão
Guilherme Jâgerfeld projetar e construir o edi-
fício de três andares, em alvenaria e cimento
armado, com 30 metros de altura, que ocupava
umaáreade1.400metrosquadrados,dispunhade
40 quartos e 5terraços mosaicados, com artísti-
ca~ balaustradas. Possuía energia elétrica pró-
pna, gerada por dínamos acionados por dois
motores "Deutz" movidos a gaz pobre, e leva-
da para todos os pavimentos, bem como de
84
água retirada por bomba elétrica, de um poço
tubular, artesiano, de46metros de profundidade
e levada para distribuição, a uma caixa d'água
com capacidade para 16.000 litros, localizada a
24 metros de altura. O magestoso hotel, em-
preendimento que estava muito além das reais
possibilidades da modesta capital alagoana do
passado, a 31 de dezembro de 19~5 fechou suas
portas pela primeira vez, para reabri-las em
15 ãe março do ano seguinte, para nova-
mente cerrá-las no dia 15 de maio de 1928.
Mediante autorização dos liquidantes cra-so-
ciedade anônima à qual pertencia, o palecete
foi Lleilão às 14 horas do dia 11 de abril de
1929 e arrematado pela empresa de seguros
Aliança da Bahia, por 150 contos de réis. Em
1933encontrava-senovamenteemfuncionamen-
to, sob a direção de Romeu Santos e no ano
seguinte, com a denomiação de Bela Vista Pa-
lace Hotel, era explorado pelo capitalista Adib
Rabay, vindo a fechar definitivamente na dé-
cada de 60. Em 1963 o prédio foi adquirido
por Cr$ 21.400.000,00 pelo Instituto de Apo-
sentadoria e Pensões dos Industriários - IAPI,
que pretendia demoli-lo para no local levantar
seu edifício-sede em Alagoas, dando início à de-
molição em 7 de outubro daquele mesmo ano.
Transitava, então, na Assembléia Legislativa
Estadual, um projeto de lei autorizando ao Es-
tado desapropriar aquele palacete para nele se
instalar a então Secretaria da Educação e Cul-
tura e outros órgãos a ela subordinados, inclu-
sive a Biblioteca Pública Estadual. A Prefei-
tura de Maceió também chegara a oferecer
pelo prédio, na década de 30, trezentos contos
de réis, a serem pagos em prestações. No
local foi construído o edifício-sede do INAMPS
em Alagoas.
85
21jun.- Setentaanos dofalecimento, emMaceió, às 17:30
horas, de 21 de junho de 1923, de Manoel Go-
mes da Fonseca, proprietário e fundador da Li-
vraria Fonseca, que emjaneiro de 1918 transfe-
rirar a mesma por venda a Waldomiro Oliveira.
Antigofuncionário daLivrariaNovoMundo, sur-
gida no ano de 1885, pertencente a Adolpho de
Alencar Guimarães, porisso mesmo durantecer-
to tempo conhecida como Livraria Adolpho Gui-
marães, emjaneiro de 1893 - há cem anos, por-
tanto - nela seria Manoel Gomes da Fonseca ad-
mitido como Gerente, para no final do século ad-
quiri-la do citadoAdolpho, que resolveratransfe-
ferir-se para osul do país, para se estabelecer em
Curitibacom livraria, sob a denominação deAte-
lier Novo Mundo. O fato é que, em novembro de
1896, aquele estabelecimento da capital alago-
ana - instalado na rua do Commércio nQ42 -
já pertencia ao seu antigo gerente, conforme
se depreende de anúncio divulgado nas colu-
nas do periódico maceioense Gutenberg, a 28
do citado mês e ano. Constituindo a Livraria
Fonseca (Officinas Fonseca) um das poucas
editoras que existiram em Maceió, a mesma
publicou inúmeras obras, dentre as quais re-
gistramos as mais antigas: O fisco, de autoria
de Stanislau Wanderley, impressa em 1898
e O vencido (Tentativa de romance naturalista),
de Zadir Índio, do ano de 1902. Nesse mesmo
ano, a partir de lº de setembro, passou a editar,
sob a direção e redação de L. Lavenere, o
Evolucionista, jornal de grande formato, (70
x 50 cm) inicialmente às segundas-feiras, como
semanário, com 8 colunas de impressão, pas-
sando a diário no ano de 1903, quando diminuiu
o seu formato para 60 x 42 cm, tendo desa-
parecido da circulação em dezembro de 1906.
86
22jun.- Oitenta anos do prjmeh:_:Q_vôo_de avião.realizado
nos ~éus de Alagoas, ocorrido a 22 de junho de
1913. O"Bleriot", que seria pilotado pelo aviador
' francês Lucien Denea~aqui chegara no vapor
"Pirangy", a 19 de junho. "Semelhante mons-
truosa libélula", para usarmos das palavras do
comentarista de um dos órgãos da imprensa lo-
cal, o piloto, após fazer a experiência do motor,
fez evoluções na praia de Jaraguá, atrás do lo-
cal onde hoje se acha edificada a Administração
do Porto de Maceió, na tarde do aludido dia 22
dejunho. Ao subir ao espaço, às 14 horas e 20 mi-
nutos, "nomeio de estrepitosos aplausos da mul-
tidão, seguindo rumo de nordeste, numa ascen-
são gradativa, o "Bleriot" voava imponente, dei-
xando para os espectadores maravilhados o seu
zumbido de besouro monstruoso". A multidão
que se comprimiá no local fora em sua maioria
transportada pelos bondinhos puxados a burros,
da C.A.T.U. - Companhia Alagoana de Trilhos
Urbanos, cujo serviço foi então classificado de
péssimo, porjornalistadoJ ornai deAlagoas. "Os
burros estavam num estado lamentável; mal po-
diam arrastar os veículos. O leito da linha esbu-
racado e cheio de lama, tornava impossível
a marcha dos animais. Para voltar de J araguá
gastamos num dos tais bondes, mais de 1 ho-
ra, chegando a Maceió (isto é, ao centro da
cidade) todo salpicado de lama. Um horror!..."
23jun.- Cento e quarenta anos da restauração, a 23 de
junhp de 1853, da vila e município de Palmeira
dos Indios, que haviam sido criados através da
Lei n2 10, sancionada em 10 de abril de 1835, pe-
lo presidente da provínciaJosé Joaquim Macha-
do de Oliveira, com território desmembrado de
Atalaia e depois suprimidos por lei provincial n2
43, de 4 de maio de 1846.
87
24 jun.- Cinqüentenário dainauguração, a 24dejunho de
1943, em Rio Largo, com a presença do Interven-
tor Federal em Alagoas, capitão Ismar de Góes
Monteiro, e comitiva, do Restaurante Operário
da fábrica têxtil da CompanhiaAlagoana de Fia-
ção e Tecidos. Construído em estilo colonial, o
referidorestaurante,com540metros quadrados,
e com uma área total de 720 metros quadrados,
contava com 125 mesas para 4 pessoas cada; 2
câmaras frigoríficas, máquina para lavagem de
legumes, pratos e talheres, etc. Foi mesmo cons-
truído dentro dos padrões do Serviço de Alimen-
tação da Previdência Social - SAPS.
Antes daconstruçãodo suasede,inauguradacm 16dejunhode 1928,a Associação Comercial
de Maceió funcionava na mesma rua, a Sáe Albuquerque, no quarto sobràdo à esquerda, com
mastros para bandeira e tabuleta. .
88
Um dos livros da extensa bibliografia de José Marques de Melo, alagoano de Palmeira dos
fndios, um dos pioneiros da pesquisa dos meios de comunicação na universidade brasileira.
89
A 17 de junho de 1893,
nas dependências da
Despensa Familiar,
na esquina da rua do
Comércio com a 19 de
Março de hoje, ocorreu a
primeira exibição e
funcionamento de um
gramofone em Alagoas,
"o admirável
instrumento (que)
reproduzia com precisão
e clareza, perfeitamente
bem a voz humana e o
som de diversos
instrumentos".
Prédio especialmenteconstruído para o CinemaFloriano, emMaceió, inaugurado na
rua do Comércio, no dia 21 dejunho de 1913. Emcartaz, o filme "O Oesteé o Oeste",com
Harry Carrey.
90
Parte das pessoas
que foram assistir
o "Bleriot" co.rtar os
céus da capital alagoana,
no dia 22 de junho
de 19l3.
93
Lucien Deneau, aviador
francês, posando ao
lado de seu "Bleriot",
o primeiro avião a voar
nos céus alagoanos, a 22 de
junho de 1913.
r·
DFAl
llBLIOTECA CEM'rtAl
JULHO
Oitenta anos da realização da solenidade, em 12
de julho de.1913, do assentamento dos primeiros
trilhos das linhas de bondes elétrwos, da Com-
' panhiaAlagoanadeTrilhosUrbanos-C.A.T.U.Às
13Jw.ra~ presentes o Governador do
EStado, Coro11el Clodoaldo da Fonseca, Secretá-
rios de Estado, o Intendente da capital, farma-
cêutico Firmino Vasconcelos e outras pessoas
gradas, as quais, juntamente com oComendador
José Antônio Teixeira Basto e o dr. Antônio
de Melo Machado, acionistas da referida Com-
panhia,haviampartidodoPaláciodoGoverno,na
Praça dos Martírios em bondinhos puxados a
burros, embandeirados."Ao chegara comitivaao
local da inauguração, no b~irro de Jaraguá, foi o
exmo. sr. Governador victoriado, subindo ao ar
grande quantidade de foguetes'', conforme noti-
ciário divulgado no Diário Oficial do Estado,do
dia 2 do aludido mês de julho. Finda a referida
solenidade, pela qual foram inaugurados ostra-
balhos de eletrificação das linhas da C.A.T.U.,
foi servido champagne, sendo então levantados
pelos presentes vários brindes, iniciando-se pelo
do Dr. Diégues, que bebeu "à saúde dos cida-
dãos a quem se ia dever aquele importante
melhoramento: os srs. GovernadordoEstado,In-
tendente e os grandes capitalistas e industriais,
Comendador Teixeira Basto e dr. Antônio Ma-
chado", finalizando-se, após outros brindes, com
uma saudação proferida pelo dr. Antônio Ma-
95
02jul.-
chado ao Governador e ao progresso de Ala-
goas. 'A 29 desse mesmo mês _?e ~~ho, aporta,-
va em Maceió o vapor alemao Strathspey' ,
trazendo de Nova Iorque o restante do ma-
terial adquirido pela C.~.T.U. em. Thomsen
& Co.,namencionadametropoleamencana,para
a eletrificação de suas linhas: 396 volumes com
braços e topos parapostes elétri~os; 195 comma-
teriaisdiversosparatraçãoelétnca;14debondes
de carga; 11 de bondes par~funerais e 93 de bon-
des luxuosos para passageiros,.e 13 de.ferra1"?c-en-
tas manuais. Nesse mesmo mes, no dia 4, o Ta-
pajós" do Loide Brasileiro, procedente daquele
mesm~porto,deuentradaeml:1aceió,conduzindo
grande quantidade de ma~enal: postes, fios de
cobre isoladores, etc., destinado àquela mes~a
finalidade, a substituição do sistema d~ traçao
animal pela tração elétrica. Na opor~urudade.os
trabalhos de instalação do refendo serviço
dirigidos pelo engenheiro J. G. Caroll, estavam
sendo atacados simultaneamente nos pontos
terminais da linha principal, a de PaJuçara-
Bebedouro. .
Trinta anos da instalação, em Maceió, a 2 deJu-
lho de 1963, do Banco da Produção do Estado de
Alagoas - PRODUBAN, atual Banco do Estado
de Alagoas S/A, em solenidade ocorrida às 11
horas desse dia, emprédio situado à rua Sena~or
Mendonça, n. 44, esquina com a rua da BoaVis-
ta, atual Conselheiro Lourenço de Alb.uquerq':1e.
Ao ato compareceram inúmeros convidados, in-
clusivevindos defora do Estado, a exemplo do ~r.
Álcio Chagas Nogueira, economista da Supenn-
tendência da Moeda e do Crédito-SUMOC, ex-
Secretário da Fazenda de Alagoas, sob cujapre-
sidência foram realizados os trabalhos d~ incor-
poração e organização do novo estabeleCimento
96
bancá~o. Após a bênção das instalações, pelo
Arcebispo D. Adelmo Machado, discursaram 0
Govern~dor do Estado, General Luiz Cavalcante
e o Presidente do PRODUBAN, dr. Carlos Rami-
ro Basto. Após a solenidade de inauguração 0
Governo do Estado e a Diretoria do Banco da
P~odução ofereceram um coquetel no Clube Fê-
rux Alagoana ao~ srs. dr. Álcio ChagasNogueira,
CarlosAlbertoSilva,daInspetoriaGeraldeBan-
cos da ~uperintenência da Moeda e do Crédito,
em ReCI~e, e ao dr. Hélio Lofto, alto funcionário
d~ mencion~da superintendência. No primeiro
di~ de funcionamento o PRODUBAN conse-
gui~ c.aptar cerca ~e dez milhões de cruzeiros em
~epositos, dos quais aproximadamente 40% rea-
lizados por particulares. A Comissão Incor-
poradora do Banco da Produção do Estado de
Alago~s era constituída pelo Dr. Álcio Chagas
N~gu~ira, Sr. Carlos Brêda, Prof. Everaldo de
Ohve1ra Macedo, Sr. FernandoRégis do Amaral
Dr. Francisco de Assis Gonçalves e Dr. Lui~
Braga Fontan.
04jul.- Cent~nário de f! Momento, jornal surgido em
Macei~, em 4 de Julho de 1893, redigido por Luiz
Mesquita .e J oaqui~ Diégues e de propriedade
de,U~b~lmo Angélico. Impresso em tipografia
propna, ~nstalada no prédio de n2 13, da ruaPe-
drq_ Paulmo, atual Joaquim Távora, primitiva-
mente ru~ da Alegria, nele colaboraram, além
dos.mencio~ados Mesquita e Diégues, Augusto
Sátvo, AlCina Leite, Rocha de Andrade Filho
Pedro Nolasco Maciel e Coelho Cavalcanti ~
conhecido João Barafunda, entre outros. Cir~u-
. lou até 25 de dezembro de 1894.
06Jul.- / Centenáriodaabertura,nodia6dêjulhode 1893
daconcorrênciapública,peloprazodetrêsmeses'
1 naSecretariadoInteriorde Alagoas, paraa apre:
97
07 jul.-
sentação deplantas eorçamentospara a ed~fica-
' ção de um teatro em Maceió, até a quantia de
300 contos de réis, verba orçada pelo Con-
gresso para tal finalidade. A 5 de dezembro
seguinte ocorreu o concurso para a esc.olha das
aludidas plantas e orçamentos, tend? sido apre
sentadas 3 plantas: 1 de Luiz Lucai:ny, de !-'e-
nedo; 1 dos srs.Bahiano e Bucciarelh, da capital
federal e 1 do alagoano João Vasconcelos Cas-
tro, de Maceió. . .
Noventa anos do nascimento, no Pilar, a 7 ?~Ju-
lhode 1903,doantropólogoArturRamos. Ini~a~­
do seus estudos primários em uma e.scola pubh-
ca pilarense, em 1910, no ano se~nte prosse-
guiu-os no Externato. Progresso Pilare.nseJI d~
professor João Frederico da Costa, ~erminand~
os em 1914. ~1s..estudos secux:idários for~m fei-
tos nacapital alagoana,no Instituto.~~e,
onde os iniciou em 1915, e no C?légio Sao Joa?,
onde se matriculou no ano seguinte, para fihnali
1
.-
zá-losem1919."~u.p.rimeirotrabal o i-
terário foipül5Iícado quando cont3:v~ 15~ano.s de
idade, .:io semanário-literário enotic1~o...0.Eilar,
do qual s§J-ll:mã(} ~os era ~etor e ~e­
dator~líefe. Em 1920, de março a Junh?, .leci~­
nou português, de nível primário, no Oolegio Sao
João,dirigidopelocônegoJoão!VlachadodeMelo.
tNo ano que seguiu, o de 192~, mgressou 1?-ª Fa-
1culdade de Medicina da Bahia, de onde s~1~ a ~8
de dezembro de 1926, laureado com distinçao
em Ciências Médico-Cirúrgicas, recebendo, um
ano após, o Prêmio "Alfredo. Brito", daquela Fa-
'--CUl.Q.ade. Pouco tempo depois, ao começar a.pu-
blicação dos seus trabalhos científicos, ~eio a
receber votos de louvor e palavras de,estimulo,
através de cartas de Freud, Bleuler, Levy-B~hl,
Smith Ely Jelffe e outros luminares da ps1co-
98
logia e psiquiatria. Em 1927, a 2 de maio, foi
nomeado paraexercer,interinamente,asfunções
de Médico Assistente do Hospital São João de
Deus, da Bahia, onde iniciou pesquisas psi-
quiátricas em junho desse mesmo ano. A 12
de setembro de 1928.foLdesignado Médico Le-
gista do In~tituto Nina.Rodrigues, submetendo-
se em seguida a um concurso-para Docente-
Livre de Clínica Psiquiátrica da Faculdade de
Medicina da Bahia, no qual foi aprovado. N~
ano de 1934, a 17 de janeiro, foi nomeado CheJ
I
fe da Seção Técnica de Ortofrenia e Higiene
Mental do Departamento de Educação da Se-
lcretaria Geral de Educação e Cultura, do antigo
Distri_t,o_E_ederal, tendo inaugurado o primeiro
serviço de Higiene Mental aplicada à Escola em
nosso país. Contemplado, em 12 de junho de
1940, com uma bolsa de estudos da Fundação
Guggenhein, viajou a 7 de agosto desse mesmo
ano paraos EstadosUnidosdaAmérica do Norte,
onde realizou cursos e conferências científicas
em várias universidades, como as de Louisia-
na, Califórnia, Minnesota, Columbia, Brigham,
Young, Yale, Howards e outras, retomando ao
Brasil em maio de 1941. No ano de 1946, depois
de aprovado em concurso, tomou posse da ca-
deirade Antropologia e Etnologia da Faculdade
Nacional de Filosofia. Em menos de um quarto
de século ·de 1926 a 1949 - Arthur Ramos pro-
duziu mais do que qualquer outro escritor
brasileiro em igual período de tempo. Quando
chefiava, em Paris, o Departamento de Ciências
Sociais da Organização Educacional, Científica e
Cultural das Nações Unidas, sobreveio-lhe a
mort~, no dia 31 de outubro daquele mesmo ano
de 1949, em conseqüência de um distúrbio car-
dio-vascular de origem hereditária. Foi catedrá-
99
tico de Antropologia e Etnologia da Faculda~e
Nacional de Filosofia da Universid~de d? Brasil;
professordePsicologiaSocialdaUruversidadedo
Distrito Federal; organizador e ~hefe do Ser-
viço de Neuro-Psiquiatria do Serviço Central ~e
Escolas-HospitaisdoDepartam~ntodeEducaçao
do Rio e Janeiro. Desnecessário torna-se enu-
merar aqui as inúmeras socieda~es ci~ntífic~s
e culturais a que pertenceu e os Jornais, re~s­
tas e outros periódicos nacionais e estrangeiros
nos quais colaborou o sábio pilarense que "lutou
- segundo Lily Lages - para elevar o_ noss.o
nome, a nossa cultura, de um modo tao .edi-
ficante estudando os nossos problemas básicos,
0 valo~ dinâmico do nosso Brasil, dando-lhe um
sentido novo belo e propulsor, apagando d~ vez,
cientificamente, o desarrazoado preco?ceito .de
uma pretensa inferioridade antropológica. Pnn-
cipais obras: Primitivo e loucura, tes~ de d~u­
toramento. Bahia, 1926;Estudos de ps1canáhs~.
Bahia 1931· Freud, Adler, Jung... Rio de Janei-
ro (19S3); P~iquiatria e psicanálise. Rio (1933);
Educação e psicanálise. ~· .Paulo, ~934; f! ne~o
brasileiro.Etnografiareligiosaepsicanáhse.R10,
1934; 3. ed., S. Paulo, 195~; O folcl.ore negro do
Brasil.Rio1935;2.ed.reve1lustr.R101954;Intro-
dução à psicologia social, Rio, 1936; 2. ed., 1952;
Loucura e crime. P. Alegre, 1937; As culturas
negras no Novo Mundo~io, 1937! 4. ed. S. Pa~lo,
1979; The negro in Brazil. Washington, ~939, A
criançaproblema. S.Paulo, 19~9; 2.ed.Rio, 1949'.
A aculturação negra no Brasil. S.Paulo, 1942,
Guerrae relaçãoderaça. Rio(19~3), Las culturas
negras en el Nuevo Mundo. México, 1943; Intr~­
dução à antropologia brasileira: As cult~as nao
européias Rio, 1943;2. ed. 1951; Poblac1ones d~l
Brasil. México, 1944; Introdução à antropologia
100
bra.s~eira: As culturas européias e os contactos
raciais~ cult~ais. 2º v. Rio, 1948; Le Métissage
au.B:és11. ~~s, 1952; Estudos de folclore (De-
finiçoes e hmites-Teoriasde interpretação) Rio
195~; 2. ed.. r~v. Rio, 1958; O negro na civili~
z~çao brasileira. Rio, 1956. Agora um acrés-
cimo: A sua obra As culturas negras no Novo
Mun~o foi traduzida para o espanhol, inglês
alemao e tcheco. '
09jul.- ,ti-C:~tenário do falecimento, em Recife, do dr. Sil-
ver~o Jorge, cego e pobre, às 23 horas do dia 9 de
de Julho de 1893. Silvério Fernandes de Araújo
Jorge nasceranavelha cidade das Alagoas atual
Marechal J?~o~oro, a 20 de junho de 1817. For-
mado emCienciasJurídicas eSociais pela Facul-
d~de de Direito do Recife, em 18.40, foi um ma-
gi~trado de vasta cultura jurídica e de uma inte-
gridade exemplar/ tendo atingido o ponto culmi-
nante de sua carreira, segundo Craveiro Costa
"pel~ se~ mereci_ID;~nto moral e pela sua copios~
e sóhda Ilu~traçao .Promotor Público da comar-
ca de Maceió (1842-45); Juiz Municipal da mes-
ma com~ca (1848-50);Juiz de Direito da Comar-
ca de Cmabá e Chefe de Polícia de Mato Grosso
(1851-53); Chefe de Polícia de Parafüa, então Pa-
raiôa do Norte (1854); Juiz de Direito das comar-
cas das Alagoas e Maceió (1854-72); Deaembar-
_gador das Relações do Maranhã0, C~Per­
nambuco (1872:.8.6); Ministro do Supremo Tri-
bunal~eJustiçadefevereiro a novembrode 1887,
e~ CUJO cargo aposentou-se.6Como político foi
foi deputado provincial em Alagoas, na 5ªl~gis­
l~tu:a(1844-45),deputadogeralpelamesmapro-
vincia,durantea legis]aturade 1857-60e deputa-
do geral por Mato Grosso; vice-presidente das
Alagoas, com exercício a partir de 27 de julho de
1866 até 2 de outubro Do Colégio Santa Geno-
101
veva, de propriedade do professor Manoel ~e
Melo Jácome Calheiros, fundadado em Maceió,
a 15 de janeiro de 1880, foi lente de inglês.
Casado com Maria Vitória de Pontes, do con-
sórcio teve nove filhos. Sócio funda~or e de'i
pois honorário do Instituto Arqueológico e Geo)
gráfico Alagoano, atual Instituto Históri~o Geo
gráfico de Alagoas, dele foi seu presidente,
do ano de 1869, o de sua i·nstalação, a 187~. Era )'
Comendador da Ordem da Rosa, Cavaleiro da
OrdemdeCrist?e 9onselheiro~olI~J?é~oíQuan­
do Promotor Pubhco em Maceió, d1;igm á AVoz
Alagoense, órgão do ch~a~o Partido0
dos Cabe-
ludos aparecido pela pnmeiravez a 1- de setem-
bro d~ 1845,desaparecidoda circulaç~o em1846,
emvirtude datréguapolíticaconsegu~dapelo d~.
Antonio de Campos Melo, que assumira a presi-
dênciadaprovínciadasAlagoas,em10d~ nove~­
bro de 1845. Dias Cabral em sua Exquisa rápi-
da acerca da fundação de alguns templos da vila
de Santa Maria Madalena da Lagoa do Sul, ago-
ra cidade das Alagoas, trabalho publicado na Re-
vista do InstitutoArqueológico e Geográfico Ala-
goano de dezembro de 1878, faz referência a uns
"apontamentos coordenados pelo sr. desembar-
gador Silvério Jorge, publicados no n
2
112 do
"Mercantil", em 1864". Presume-se que os A:pon-
tamentos para a bistóri3: das ~~g?as, publ!cado
emoutronúmerodoaludidopenodico,oden-131,
de 31 de outubro do mesmo ano ~e 186~,
igualmente são de sua lavra. A:o refe;ido Insti-
tuto Silvério Jorge ofereceu quinze numeros do
Mer~antil, segundoregi~traa atad~sessão de 19
de julho de 1872, inexistentes h~Je no acervo
daquelainstituiçãocultural, os quais, t~do levaa
lljul.-
crer continham trabalhos de sua autona.
Cento e quarenta anos da criação, no dia 11 de
julho de 1853, da freguesia do Sagrado Coração
102
12jul.-
14jul.-
~ J~sus,
0de Pão de A~úc3:r, através da Lei pro-
vmc!~ n- 227. Seu pnmeiro vigário foi o padre
~tôruo José Soares de Mendonça (1827-1906).
Oitenta anos da fundação da paróq_uia d~ Bebe-
~uro, na capital alagoana, por Decreto de 12 de
Julho.de.1913, do Arcebispo D. Manoel Antônio
de Oliveira Lopes.
Centenário do nascimento, em Pilar, a 14 de ju-
lho de 1893, do compositorRaulRamos. Filho de
M~noel Ra~?s de Araújo Pereira e de Ana Ro-
drigues Acio~1 Pereira, seu pai, tendo concluído
o curso médico na Faculdade de Medicina do
Rio deJaneiro, onde defendeutese a 7 de dezem-
bro de 1881, passou a clinicarem Cristina no Es-
ta~o de Min'.ls Gerais, transferindo-se l~go de-
pois.para oPilar, onde jáclinicava em 1884. Nes-
sa cidade lacustre alagoana, na qual viria tam-
bém.a.monta~ uma fábrica de rendas e bordados,
que in~ funcronar de 7 de dezembro de 1907, dia
de sua inau~ação, até 1925, ano em que encer-
rou suas atividades, nasceram seus sete filhos
do consórci? com Ana Rodrigues, com quem s~
casara no dia 4 de outubro de 1884. Ainda quan-
do ra~cado no Pilar, Raul Ramos casou-se com
Eudócra Mendes, no día 22 dejaneiro de 1916
p~ssando depois para Maceió, onde ingressoun~1
vida bancária, tendo sido contador do Banco de
•Alagoas, em cujo cargo viria a falecer a 12 de ju-
lho de 1945, aos 52 anos de idade. Afora inúme-
ras composições que não chegaram a ser impres-
sas, como "Bendita valsa"; Funeral de Sogra"
"Kat h " d "T '
1
uc ~' pas- e-quatre, ua por toda a vida" {
va~sae"UItimavalsa",deixoua"Valsaquechora"'
e?itada em 1914; "Soluço infinito", valsa par~J
piano com letra de outro pilarense, opoeta Fer-
nan.do de Mendonça (Maceió, Lithographia Tri-
gueiros, 1920). Quanto a músicas sacras, de sua
103
14jul.-
..
autoria o Instituto Histórico e Geográfico de
Alagoas possui em manuscrito, as seguintes:
"Ave Maria"· "Cor Jesus"; "Domine", HY]llllo ~o
SagradoCor~çãodeJesus";"Ladainha";"ÓMana
concebida sem pecado"; ''Padre Nosso"; "Sicute-
rat". Segundo Marilu Gusmão, biógrafa de seu
irmão cientista o antropólogo Arthur Ramos,
a músicaconstit~aumapaixãodafarm1ia. Oche-
fe da clã tocavavioloncelo, enquanto os filhos ou-
tros instrumentos: Luís, violino; Artur, Evange-
lina, Georgina e Julita, piano, enquanto Raul,
flauta. .
Sessenta anos de inauguração, em Maceió, às
19 horas de 14 de julhode 1933, da J!!: Feira de
Amostras de Alagoas. Tão grandi?sa promoyã_o,
realizada durante a Interventona do capitao
AfonsodeCarvalho,.foimontadano edifíciodaan-
tiga Escola de Aprei:di~es Marinheiros., :m Pa-
juçara. A fachada pnncipal d~ssa exposiçao, que
foi projetada peloJovem arqwteto alaf?oano A~e­
mar Portugal, era "sóbria, em suas hnhas ~im­
ples, grandiosano seuconjuntode~ maravilho-
so equilíbrio de massa e volume, e tinha uma~­
sionomia inteiramente estranha à nossa arqui-
tetura de rotina". Media cerca de 30 metros, com
torres de 15 metros de altura, sendo iluminada
por duas baterias de refletores. Logo após ultra-
passar-se a porta principal, depar~va-se com um
pátio externo, onde se achavamdois coret.os para
música, um palco para repres~rítações hgeiras,
um campo para esportes, diversas barracas
e brinquedos destinados a crianças. A pa:te
interna compunha-se de duas alas, com vári~s
salas, onde foram expostos tr.abalhos manuais
dos grupos escolares da capital; produtos do
Aprendizado Agrícola de S.atuba, de .ª~ofadas
e rendas da Escola Profissional Femiruna; pro-
104
dutosdaFundiçãoCavalcantie daFundiçãoBra-
sil; trabalhos da Escola de Aprendizes Artífices
de Alagoas, enquanto da Inspetoria de Plantas
Têxteis foram apresentados produtos agrícolas
e seus derivados, e onde o visitante inclusive
ficava a par dos fins comerciais do algodão, a
partir da semente, passando pela etapa do
beneficiamento,atéchegaraotecido:brim,fustão
e madrasto das fábricas de tecidos alagoanas,
o mesmo acontecendo com a cana-de-açúcar,
onde se demonstrava os procedimentos ne-
cessários para se extrair dessa gramínea o
açúcar e o álcool. Para essa seção concor-
reram, entre outras empresas, as usinas Central
Leão, Serra Grande, Sinimbu e Uruba. Na
seção reservada à indústria têxtil, apresenta-
ram-se produtos das fábricas de tecidos do
município da capital (União Mercantil de Fer-
não Velho e a Alexandria), Rio Largo (Cachoei-
ra e Rio Largo,) Penedo e Pilar. Relativamente
à contribuição dos municípios ao certame em
questão, começamos por Maceió, do qual figura-
ram, entre outros, a Imprensa Oficial, (trabalhos
de ~ncadernação, composição gráfica, etc.); Dro-
gana Globo (produtos farmacêuticos manipula-
dos em seus laboratórios); Peixoto & Cia. (pro-
dutosdecaroçodealgodão,óleo,pastas,etc.);José
Rabin (fabrico de sabão); Luiz Ramalho Azevedo
(idem); Tito Lemos, (malas e cadeiras de vime);
Leão & Diniz (formicida "Leonite'/; madame
Fulgêncio Paiva (rendas diversas); Aurea Ome-
na e Mália Lutermann (trabalhos em panamá);
dr. José Leão Rego (xisto betuminoso); de Ara-
piraca, alémde produtos de suas indústrias co-
muns, amostras de bronze, cristais de rocha, fer-
ro e mica; de Camaragibe, destacavam-se duas
máquinas, uma horizonta>, de alta velocidade
105
e outravertical, de doiscilindros, c.onfecciqna~as
por Antenor Brasileiro; de Palmeira d~s Indios,
uma balança decimal, tipo grande, fabncada por
JoãoLino bem como espécimes da ferragem de
João Per~ira Lima; do Pilar, afora t:abalho~ ~e
rendas e outros produtos agrícolas~ 1n~ustnai~,
produtosdaFábrica Pilarense de Fiaçao e Teci-
dos e da Refinaria Pedrosa; de ~uebran~lo,
uma vitrola confeccionada por~ºª? Seve:i8:no~
além de vários trabalhos de funilana ~ecamca,
de Santana do Ipanema, "um mostruán~ de p:o-
dutos sertanejos, composto de peles curtidas, u:~.­
dumentárias de vaqueiros, espingar~~s de fabn-
caçãolocal punhais,manteigaseque1JO~,alémde
uma coleção de madeira~"; de ~ã? Miguel dos
Campos,"aCamaPatente .' em:mimatura, expos-
ta pelo sr. João Manoel Siqueira, u~a ob:a que
merece toda a admiração pelo fino e inteligente
acabamento", destacando-se ainda os trabalh~s
em madeira dos artistas Edson Gomes e Tenóno
de Albuquerque; de União .d?s yal~ares, afora
produtosagrícolaseindustnais, um~fledereJ?e­
tição, sistema Winchester e uma ?tima espin-
garda de caça, trabalho do sr. Sevenno ~osé J un-
queiro". Na galeria reserv.ada aos artistas ala-
goanos não apenas as cancaturas de Carlos de
Gusmão e de EloyPaurílio, mas ao lado das telas
de Rosalvo Ribeiro (1867-1915), "figuraram qua-
dros e esculturas de (outros) artistas reno~ad~s
como Eurico Maciel, Georgina Furtado, Virgílio
Maurício, Lourenço :rei.Xoto, Zaluar ~.antana,
Carlos Leão, Ivan Paiva, Jarbas Cabral e Leo-
nardo Viana, ocupando lugar de d~s!-8-que.' na
seção de pintura, os trabalhos de Minan Lima,
aluna dos professores Modesto Brocos, Rodolfo
Amoedo, Rodolfo Chamberland e Raul Peder-
neiras, e então professora de Desenho da
106
Escola Normal, de Maceió. Dessa pintora re-
gistramos os títulos de alguns de seus quase
80 trabalhos expostos: Meu modelo, Albatrós
morto, Virando o melaço, Cabeça de moça, Des-
cascador de cocos, Tempo nublado, Giovinezza,
Trecho do Jardim Botânico, Frutos nossos Re-
cém-nascidos e Tutto solo!..., todos a óleo e ~ais
Begônias, Cravos de Friburgo, Gesso de frontão
grego, Bronze antigo, Limões doces e Natureza
morta, aquarelas e Amulher de fichú preto, gua-
che.Porfim,naseçãodefotografias, espécimesda
fotografia Barreto, do Foto Rogato e do Foto Au-
rora. A 1ªFeira de Amostras de Alagoas encer-
rou-se no dia 30 do aludido mês dejulho de 1933.
14jul.- Sessenta anos da inauguração, a 14 de julho de
1933, ·de um bonde da Companhia Força e Luz
Nordeste doBrasil - CFLNB, que na época explo-
rava em Maceió os transportes urbanos e a pro-
dução de energia elétrica, veículo aquele cons-
truído com madeiras das matas alagoanas nas
oficinas mecârúcas daquela empresa canad~nse
instalada em prédio construído na Praça Sinim~
bu. Amencionadainauguração ocorreudurante o
trru;isporte do interventor federal em Alagoas,
capitaoAfonsodeCarvalhoedemaisautoridades
que se deslocavam para a abertura da 1ª Feira
deAmostras deAlagoas, ocorrida às 19horas da-
quele dia, em Pajuçara.
15 jul.- Trinta e cinco anos da criação, por Lei n2 2.101,
do dia 15 dejulho de 1958, do município de Girau
doPonciano, instalado em 12 de janeiro de 1959,
comterritóriodesmembrado de Traipú. Essemu-
nicípio teve outras denominações no passado:
Belo Horizonte e Vila Ponciano, cerca de 1912.
- Trinta e cinco anos da criação do município de
Jacuípe, através da Lei n2 2.099, de 15 de ju-
lho de 1958. Instalado a 4 de fevereiro de 1959,
107
desmembrado do município de Porto <?8:l':o, seu
nome adveio do rio que corta seu terntono, en-
tretanto, empassadoremotoavilachamou-seJa-
cutinga. . , .
- Trinta e cinco anos do mumcipio de Poço ~as
Trincheiras, criado por Lei n2
2..100, de 1~ deJ.u-
lho de 1958 e instalado no dia 20 de Janeiro
de 1959, mu'nicípio cujo território é oriundo de
SantanadoIpanema.Afirma-sequeo~ornedesse
municípiooriginou-sede poçoCOJ?-St~donaspro-
ximidades detrincheirasque tenamsido aber:!as
quando dos combates travados com ~s Irmaos
Moraes na década de 40 do passado seculo.
16jul.- Cento ~quarenta anos da criação, no ~a 16 d.e
julho de 1853, da Mesa de Rendas Gerais, do Pi-
lar. ·d
- Centenário do periódico O Estímulo, apareci o
em Penedo, no dia 16 de julho de 1893. ~undado
por J. Mazoni, A. X. Assis e~mara~to Filho, era
p~blicado duas vezes por mes, em tipografia pr6-
pna. · - d 17d ·17jul.- Duzentos e oitenta anos da provisao, e eJu-
lho de 1713 através da qual, atendendo a ape-
los de moradores das proximidades do rio Santo
Antônio Mirim oVisitador Geral da parte do sul
da Capitania de P~rnambuco criou o Curato de
Nossa Senhora do O "e mandou se fizesse a Igre-
ja matriz no oiteiro grande", comprometendo-
seosditosmoradoresa sustentaroCuraea levan-
tar a Igreja, tendo o alferes Antonio Gonçalves
Picão e sua mulher doado 50 braças de t~rra em
quadro, não só para a const~ção da IgreJa ~orno
para a fundação da povoaçao futura de Ip10~a.
Foi logo empossado como Cura o reverendo_D10-
go da Costa e determinado que, enquanto n~o se
fizesse o dito templo, aquele sacerd~te. pod~~ se
utilizarda capela do Engenho. S. Antomo Minm.
108
A 10 de maio de 1716 o cônego Manoel Pereira
Rabello visitou a nova igreja e a ele constou se-
remde l 715oaltar-moreapiabatismal.Em 1749
o curato já era freguesia, extinta em 22 de junho
de 1882, pela Lei que criou a de São Luiz do
Quitunde, restaurada porém a 22 de junho de
1~85, n.adependênciadeaprovaçãocanônica, que
nao ve10. Anos antes, a 23 de junho de 1832
p~opôs-se ao Conselho Geral da Província, qu~
n~o ap~ovou, a elevação de vila e município para
a inc1p1ente povoação (de Ipioca) de 1713. Em
1860, a 9 dejulho, proposta semelhante foi apre-
sentada à Assembléia Legislativa Provincial e
mais uma na década de 1870, e igualmente não
aprovada, até que em 1880, lei de 12 de junho
crioua vila de lpioca, instalada em 24 de outu-
bro seguinte, entretanto, suprimida por lei de
r· 22 de junho de 1882.
20,lul.- / Centenário do início dos trabalhos, a 20 de jul.
~~ / 1893, de assentamento dos trilhos da linha fér-
1 rea urb!l'na ~suburbana de bondes, em Maceió,
' de traçao anunal, pertencente à Companhia Pro-
' motora de Indústria e Melhoramentos, da qual o
dr. Wanderley de Mendonça era Superintenden-
te. Em setembro, os trilhos lançados a partir da
Praça Sinimbújá se achavam fixados na rua Ba-
rão de Atalaia, nas proximidades da antiga pon-
te do Poço, sobre o riacho Maceió.
24jul.- Cento e sessenta anos do nascimento no dia 24
de julho de 1833, na velha cidade da~ Alagoas
atual Marechal Deodoro, de um dos filhos de D:Rosa da Fonseca: EduardoEmilianoda Fonseca
que viria a falecer durante a Guerra do Paraguai
no posto de major, no comando do 402 Batalhão
deVoluntários daPátriasobrea pontede Itororó
no dia 6 de dezembro de 1868. '
26jul.- Centenário do falecimento, em.Palmeira de Fo-
ra, município de Palmeira dos Índios, a 26 de ju-
109
lho de 1893 de Manoel da Costa Duarte, filho
de José da c'osta Duarte. Republicano histórico,
nascido em 1836, por portaria datada de 7 de fe-
vereiro de 1861 recebeu a patente de Tenente da
2ª Companhia do 252 Batalhão d~ Guarda Nacio-
nal da comarca de Palmeira dos Indios. Durante
o quatriênio 1865/68 foi ve;-ea~or ~a Câmara
Municipal de Palmeira dos Indios,.integrando,
emmaio de 1876, a Comissão Muncipal do Par-
tido Liberal naquela comuna, tendo si?o_o s.eu
nome, a 2 de outubro, na época das eleiçoes in-
diretas, escolhido para eleitor. A 27 de setembro
de 1879 recebeu a patente deTenente-coronel do
2l2 Batalhão de Infantaria da Guarda Nacional
da aludida comarca, posto a que fora promovido
através de decreto datado de 26 de agosto ante-
rior, passandoentão a exercerocomando do.men-
cionado batalhão.Em 1881 era Delegado Literá-
rio de Palmeira de Fora, onde residia, como
agricultor. No biênio 1883/84 p,res~diu. a Câma-
ra Municipal de Palmeira dos Indios, mtep-a~­
do posteriormente o c.o~s~lho de Inten_den?ia
Municipaldaquelemumcipio,pornomeaçaofeita
através de portaria governamental de 2 de de-
zembro de 1891. Empossando-se nesse cargo
a 16 do mesmo mês, desempenhou-o até ag~sto
de 1892. NaeleiçãoparaIntendentedePalmeira,
realizada no dia 12 de agosto de 1892, não logrou
eleger-se tendo obtido 101 votos, contra 259
conferidos ao seu opositor, Sabino José de
Oliveira. CasadocomCândidaAvelinaDuarte,foi
o primeiro presidente do Clube Republicano de
Palmeira dos Índios, fundado em 3 de março de
1889. Liberalino da Costa Duarte e Leopoldina
Duarte eram dois de seus filhos, o primeiro de-
les médico formado na Bahia, enquantç o ou-
tro: em 1908, Prefeito de Palmeira dos Indios.
110
27 jul.- Cento e trinta anos do nascimento, a 27 de julho
de 1863, na então vila de Piaçabuçu, de Virgtlio
de Lemos. Filho de Sesóstrio da Silva Lemos
e.de Ma~a dos Anjos de Faria Lemos, JoséVirgí-
lio.da ~ilva Lemos fez seu curso secundário qua-
se inteiramente emPenedo, concluindo-o porém,
em Salvador, para onde se transferira em 1883,
no colégio dirigido pelo renomado mestre Ernes-
to Carneiro Ribeiro. Em 1885, depois de curta
passagem no curso de Medicina, encontrava-se
cursando o 12
ano da Faculdade de Direito daBa-
hia. Devido à falta de recursos financeiros teve
de abandonar os estudos, para ingressar no ma-
~s~ério pa_rti?ular e na ~da jornalística, a prin-
c1p1~ ~o Diáno de Notícias, onde se bateu pela
abohçao da escravatura, assumindo depois are-
dação do Diário do Povo, em 1888, onde fez a pro-
paganda republicana. Então, ao lado de Cosme
Moreira e outros, ainda na capital baiana, fun-
dou o Club Republicano Federal, do qual em ou-
t1:br? de 1888 era o orador e de cujo órgão, Re-
publica Federal, surgido pela primeira vez a 2
de julho de 1888, foi colaborador e depois reda-
tor a partir de 1890. Foi ainda um dos redatores
do Jornal Republicano, de Laranjeiras, surgido
a 11 de novembro de 1888. Encarregado, junta-
mente com o dr. Luiz Anselmo da Fonseca, de re-
modelar o antigo Liceu da Bahia, que foi trans-
formado no Instituto Oficial de Ensino Secundá-
rio, depois dessa remodelação foi nomeado lente
deLiteratura Universal e Comparadado mesmo.
Na legenda do Partido Federalista foi eleito de-
putado estadual para a legislatura 1892/94 e re-
eleito na seguinte. Porém, com a deposição do
gov~rnador José Gonçalves da Silva, a quem
apoiara politicamente, foi destituído da cadeira
que ocupava no antigo Liceu da Bahia e a seguir
111
não teve reconhecido o mandato de deputado es-
tadual, recentemente obtido. Depois debachare-
lar-se em Ciências Jurídicas e Sociais, na Facul-
dade de Direito da Bahia, em 1898 transferiu
residência para Ilhéus, onde estabeleceu banca
de advogado, mas não iria se demorar por muito
tempo, porquanto logo a seguir submeteu-se a
concurso naquela Faculdade, para a cadeira de
Direito Internacional, obtendo a aprovação e em
seguida a nomeação para catedrático, em março
de 1901. Nessaocasião passou a redator-chefe do
Diário de Notícias, fundando depois a Gazeta do
Povo, da qual era seu redator-chefe emjaneirode
1907. A16 de outubro de 1902 tomara posse das
cadeiras de Economia Política e Direito Pátrio,
perante a Congregação do Ginásio da Bahia, no
qual foi ainda lente catedrático de Estética e
História das Artes e depois de Literatura geral
comparada. Ainda em 1907, a 18 de agosto, foi
eleito deputado federal pela Bahia e, logo após,
senador estadual. Faleceu em Salvador, a 27 de
janeiro de 1926, como deputado federal pela
Bahia,emcujacapitalseunomefoiperpetuadona
denominaçãodeumadasruas de suacapital.Per-
tenceu à Academia de Letras da Bahia, onde
ocupou a cadeira n2 34. Publicou: Primeiros en-
saios decrítica, 1891:Apátriae a bandeira, 1905;
AlínguaportuguesanoBrasil.Memóriaapresen-
tada ao 52 Congresso de Geographia, reunido na
Capital do Estado da Bahia, pelo delegado do Es-
tado de Alagoas. Bahia, Imprensa Official do Es-
tado, 1916. 95 p.; 2.ed (Salvador) Livraria Pro-
gresso (1959) 127 p.; Curso de Philosophia do Di-
reito (Da classificação dos conhecimentos huma-
nos e das ciênciasjurídicas. Bahia, 1916;Afanta-
siadavogalpreta.EstudodePsicologiaeFilologia
(Réplica a uma teoria do sr. Medeiros e Albu-
112
29jul.-
q~erque)RiodeJaneiro,Typ.doJornaldoComér-
cro, 1924 104 p.; 2.ed (Salvador) Livraria Pro-
gresso Edit. (1958) 146 p.
Sessen.ta anos das homenagens prestadas, em
29 de Julho de 1933, a José Moraes da Rocha
31jul.-
31 jul.-
(1896-1965)pela obtenção do 12 lugarem concur~
s~ de contos promovido pelo J ornai do Brasil do
R10 de Janeiro, com "Major Fausto". Nessa d~ta,
no Bar.Colombo, localizado na rua do Comércio
da cap~tal alagoana, num tipo de incentivo e re-
conJ:iectmento a uma louvável ação praticada por
um mtegrante da comunidade cultural que rara-
me~t~ ac?ntece na província de hoje, cada dia
~ais inclinada em exagerar e enaltecer as qua-
lidades d~queles estranhos à mesma, - nem
sempre disso merecedores - em detrimento da
chamada "prata da casa". Ao referido preito esti-
veran:i presentes, entre outros, Aloísio Branco,
Arestides Toledo, Armando Wucherer, Aurélio
Buarqu~de~folanda, CarlosAdernarVieira, Cle-
men~ Silveira, FranciscoBahia,FreitasCaval-
~nt1, Ismael Acioly, João Azevedo Filho José
L1ns do Rego- que residia em Maceió desde 14
~e dezembro de ~926-Luiz do Nascimento, Moa-
cir So.a~es Pereira, Moreira Lima, Pedro Nu-
nes Vieira, Raul Lima, Rocha Filho e Valde-
mar Cavalcanti.
Duzentos e vinte anos da criação, no dia 31 deju-
lho de 1773, da freguesia de Nossa Senhora das
Brotas, da Real. Vila de Atalaia, a qual segundo
o rol de desobnga de 1777, constante da Idéia
dapopulaç~o d~ Capitania de Pernambuco, pos-
sma 1 IgreJa fihal, 2 capelas, 1 vila, 8 fazendas,
6?0 f~gos e l.~54 pessoas de desobriga.
Cu~quentenáno do nascimento, em Maceió, a 31
deJ.ul. de 19~3,.da poetisaLúcia Guiomar (Lúcia
Gmomar Te1xe1ra Calazans). Filha de José Tei-
113
xeira Netto e Maria Lúcia Porciúncula Teixeira,
seus estudos primários foram feitos em escolas
particularesdacapitalalagoana,inclusiv~ asdas
professoras Luiza Gazane? e ~tela J?om~gues,
tendo realizado os cursos gmasial e cientifico, no
Colégio SantíssimoSacramento, tambémdeMa-
ceió, e o último dos quais concluído em 1960. De-
cidida a fazer ocurso médico, após aprovação em
vestibular realizado nesse mesmo ano de 1960,
ingressou naFaculdade deMedicinade Alag?a~,
onde ultimou o curso no ano de 1966, especiali-
zando-se em psiquiatria, realizando posterior-
mente diversos cursos de aperfeiçoamento e de
atualizaçãodeconhecimentosnas áreasde psico-
logiaepsiquiatria,comparticipação, tambémem
inúmeros congressos científicos da sua área pr~­
fissional.Pertenceà AssociaçãoBrasileiradePs1-
quiatria, Associação.~édica Brasileira, ~ssocia­
ção Paulista de Medicina, .Conselho Re~o~al de
Medicina de Alagoas e Sociedade de Medicina de
Alagoas. Relativamente à vida literária, suai~­
ciação ocorreu na década de 60, atrav~s da J.?Ubh-
cação de poesias no suplemento hteráno da
Gazeta de Alagoas, na época dirigido por Carlos
Moliterno. Na capital maceioense prestou tam-
bémsuacolaboraçãoa outrosórgãosdaimprensa
local a exemplo doJornal deAlagoas, Tribunade
Alag~as e Novidade, este último, órgão de difu-
são cultural da Secretaria de Culturado Estado
deAlagoas,surgidoemabrilde1985,editoradopor
RonaldodeAndradee,finalmente,àrevistaBrun-
zundanga, dejulho de 1976 dirigidapelo citado
Ronaldo de Andrade e por'Homero Cavalcante.
Quando de seu curso médico editorou O Clínico,
jornal do Diretório Acadêmico da Faculdade de
MedicinadeAlagoas, duranteoperíodo de 1961a
1966 nelehavendodivulgadopoesiasdesualavra.
Lúci~ Guiomar foi uma das idealizadoras do I
114
jul.-
Fe.sti~al de Verão de Marechal Deodoro, cujo
pnmerro de uma série realizou-se em 1970.
Quanto à sua atuação na área teatral, regis-
tramos a participação no Primeiro Stand'Art na
década de 70, quando selecionou textos o~de
for~Il} ~ncluídas poesias de autores alag~anos,
do m1cio do século aos nossos dias. No Segundo
Stand'Art dirigiu espetáculo de poesia denomi-
nado "Ilha", representado no Teatro de Arena
"Sérgio Cardoso", do qual constaram poesias de
Jorge deLima (Invençãode Orfeu)e deBetoLeão
(Inversão de Orfeu), alémde outrospoetas alago-
anos, tendo participado do recital, os atores Ro-
naldo de Andrade, José Márcio Passos, Tizinha
(MariaBeatrizBrandãoSá),ÂngelaUchôaeJoão
Macário. A respeito da obra poética de Lúcia
Guiomar existe publicado um livro: Lira e angús-
tia (São Paulo, Edicon, 1988), de autoria de Ra-
quel Villardi Miranda. Reuniu em volume: Poe-
meu, poesias. Apresentação de Hortência Lopes
Barbosa(S.Paulo, lnd. GráficaBentivegna, 1973)
191 p., 2.ed., S. Paulo, Jornal Almanara, 1977
Os bons demônios, poesia decordel (Maceió,Gra~
fitex,1981)8p.,Araterra,poesia.Apresentaçãode
Fernando Lopes, capa e ilus. da autora (Maceió
Grafitex, 1981) 187 p..il, Expressão Guaruaba
poesia, capa: óleo sobrepapel, deReinaldoLessa~
pref. de Gizelda Moraes (S.Paulo) Massao Ohn~
Editor (1992) 293 p. Participação em coletânea:
14 poetas alagoanos: poemas escolhidos, cole-
tânea organizada por Valdemar Cavalcanti Ma-
ceió, Departamento de Assuntos Cultu'.rais
1974 ~ Coletânea Caetés do poema alagoano:
organizada por Ronaldo de Andrade. Maceió
SECULTE, 1987. '
Setenta anos do aparecimento, no mês de julho
de 1923, deARemington, revista da Escola Re-
mington, de Maceió, que tinha comoredator-che-
115
fe o professor Hygino Belo e como redatores e
colaboradores, "os alunos da Escola Remington"
fundada em 21 de março de 1921, a qual admi-
nistrava a instrução primária, secundária e o
curso comercial completo - inclusive datilografia
para alunos de ambos os sexos, crianças e adul-
tos. Dirigida por F. J . Ruschid, funcionava em
dependências do antigo Palácio do Governo,
conhecido como Palácio Velho, na rua Barão de
Anadia, hoje trecho final da rua do Comércio,
diante da praça dos Palmares. O seu n2
3, do ano
2, data de janeiro de 1924.
Assentamento dos primeiros trilhos das linhas de bondes elétricos
em Maceió, a lº de julho de 1913, durante o governo Clodoaldo da
Fonseca,que aparece nesta foto de L. Lavenere, ao fundo, com chapéu
coco. <.
116
,
Reunião de subscrição
das ações do Banco da
Produção do Estado
de Alagoas, realizada no
salão nobre da Asso·
ciação Comercial de
Maceió, às 16 horas de
10 de maio de 1962. O
flagrante fotográfico fixa
o momento em que
discursava o sr. Carlos
Brêda, tendo à sua
esquerda o dr. Alcio
Chagas Nogueira e à
direita, o governador
Luiz Cavalcante, vice-
governador Teotônio
Vilela, prefeito de
Maceió Sandoval Cajú,
sr. Napoleão Barbosa
cônego Pedro Cavalca'nte
de Oliveira e industrial
Cícero Toledo.
No térreo do
pequeno sobrado
de n2 44, da
esquina da rua
Senador Mendonça
(Livramento) com
a Conselheiro
Lourenço de
~-.....,....'-li.;! Albuquerque (Boa
Vista), ocorreu a
?!'J~~--~-H instalação do
:nnem PRODUBAN,
atual Banco do
Estado de Alagoas
S!A, em 2 de julho
de 1963. O
!l~~if~~~]J~~f!!l!fi!; flagrante aquifixado, é do final
da década de 1920.
117
Composição musical de
Raul Ramos, nascido h á
cem anos no Pilar, em 14
de julho de 1893.
Antropólogo Arthur
Ramos, nascido no
Pilar ao dia 7 de julho
de 1903 e falecido cm
Paris, a 31 de outubro
de 1949.
118
Fachada da 1~ Feira de Amostras de Alagoas, inaugurada em
Maceió, no dia 14 dejulho de 1933.
119
AGOSTO
01 ago.- Setenta anos da passagem, por Maceió, a 12 de
agosto de 1923, da polígrafo português Júlio
Dantas, nesse dia desembarcado do vapor "Cea-
rá", surto no porto. Oilustre visitante, presiden-
te da Academia das Ciências de Lisboa, havia
realizado uma série de conferências, no Rio de
Janeiro, São Paulo, Santos, Belo Horizonte e
Salvador, e dirigia;se a Recife, de onde regressa-
ria a Portugal. No trabalho Júlio Dantas- ele-
gância, heroísmo, amor, escrito a propósito da
morte, em maio de 1962, do conhecido autor de
AceiadosCardeais,ArnoldoJambo asseveraque
a obrado escritor lusitano "não(descambava) pa-
ra a futilidade das frases feitas, das banalidades
repetidas, do choro mendicante dos abastarda-
dos cantoresdoromantismo ultrapassado",pros-
seguindo: "Dentre as muitas viagens feitas por
esse maravilhoso poeta e mosqueteiro do espí-
rito, uma houve da qual muitos alagoanos guar-
dam lembranças. Foi quando pisou Maceió, já lá
vão algumas décadas. A época era de retórica
e da eloqüênciae, discursos coruscantes. Pontifi-
cavam Guedes de Miranda, Lima Júnior, Ro-
drigues de Melo, Cipriano Jucá, OrlandoAraújo,
Jaime de Altavila, Arthur Acioli. Consta que o
poeta visitou o Palácio dos Martírios, os pontos
pitorescos da cidade, e até, refere o poeta Cipria-
no, oentão discutido Beco do Urubu. Tudo acom-
panhado de um cortejo de beletristas de fraque
121
e de cartola. Uma tropa boêmia de intelectuais.
À noite houve uma ceia no Bela Vista", pomposo
hotel há dois meses inaugurado. "E asseguram
que o saudoso Guedes, de tal modo encantou-se
com a honra da visita de Júlio Dantas, que se
excedeu logo cedo na repetição dos brindes. De
tal modo que sendo o orador que devia saudar
opoetanahomenagemm~a da cei~, chegoua
causarapreensões entre osintelecturus da terra.
Temiam que a saudação n~o correspon?~sse ao
seu costumeiro talento e a fama do visitante.
Mas, é o velho Cipriano quem diz que o Gued:s
proferiu uma das maiores orações.de saudaçao
entre as muitas que fizeram a suaJusta rep~t~­
ção de orador e tribuno alagoano. Quanto a Juho
Dantas, ficou apavorado com a pos~i?,ilidade de
o navio zarpar deixando-o em Maceió .
- Sessentaanosda passagemporMaceió, comdes-
tino a Recife, no dia lQ de agosto de 1933, a
bordo do vapor "Pará", de uma embai,xada da
Ação Integralista Brasi?eira - ~I~, chefiada P?r
Plínio Salgado, a qualvisavapn~cipalme_nte dis-
seminar as idéias do movimento1ntegrahsta.Da
mesma além da figura do referido escritor, fa-
ziam p~rte o dr. Thiers Martins Moreir~, Aris-
tophanes Ribeiro do Vale, capitão Francisco Tá-
vora e Hermes da Motta Barcelos.
- Trinta anos do início das atividades, em 1Q de
agosto de 1963, do Instituto de Previdência e
Assistência dos Servidores do Estado de Alagoas
- IPASEAL. A mensagem governamental de sua
criação foi transformada em Lei n. 2.509, duran-
te o Governo Luiz Cavalcante, com a data de
4 de dezembro de 1962, mas somente regulamen-
tada através do Decreto n. 1.080, de 6 de março
do ano seguinte. Os servidores público~ alagoa-
no:s e respectivas farm1ias passaram assim a con-
122
tar com uma instituição que lhes concedia pen-
s~o, pecúlio, auxílio natalidade, empréstimos
simples ou destinados à aquisição de casa pro-
pria,_além de assistência médica, odontológica e
hospitalar. Como os funcionários das Prefeitu-
ras e das Câmaras Municipais do Estado ainda
não con?1vam com uma instituição semelhante,
os alu~idos benefícios foram a eles igualmente
extendidos,atravésdeconvênio.Aprimitivasede
do IPASEAL, em Maceió, no prédio onde funcio-
nara a Escola Profissional Feminina, achava-se
localizada na Rua Melo Moraes, n. 354, e nesse
edifício foi inaugurado o novo órgão, às 16 horas
do aludido dia 1º de agosto de 1963. A primeira
instituição de seguro social destinada a funcio-
nários públicos, e suas respectivas farm1ias, não
só no âmbito do nosso Estado como do país, foi
oMontepio dos Servidores doEstado de Alagoas,
instituído com a denominação do Montepio dos
Empregados Públicos Provinciais, cuja criação o
presidente da província dr. Cincinato Pinto da
Silva, -que administrou a província, das Alagoas
de 27 de dezembro de 1878 a 15 dejulho de 1880
- pediu em sua "Fala" dirigida à Assembléia Le-
gislativa Provincial a 23 dejunho do mesmo ano,
convindo assinalar que, na administração do go-
vernador Euclides Malta, por intermédio da Lei
n. 485, de P de julho de 1907, ao direito de pen-
são foi acrescentado o de os seus contribuintes
efetuarem empréstimos.Em 27 de maio de 1943,
o Decreto-lei n. 2.846, da Interventoria Federal
deIsmardeGóesMonteiro,incorporouaoIPASE,
o Montepio dos Servidores do Estado, firmando
Alagoas um contrato com o Instituto de Previ-
dência e Assistência aos Servidores do Estado-
IPASE, no que se refere ao beneficio de pensão e
pecúlio. Coube ao governador Luiz Cavalcante
123
propor a criação do IPASEAL, At!avés ge m~n­
sagem apresentada à Assembléia Legislativa
Estadual, que capeou projeto nesse sentido,
transformado na Lei nº 2509, de 4 de dezembro
de 1962, que criou o Instituto de Previdência e
Assistência aos Servidores do Estado de Alago-
as - IPASEAL, regulamentado pelo Decreto nº
1.080 de de 06 de março de 1963, que veio inclu-
sive a~pliar os benefícios concedidos aos ~uncio­
nários estaduais, assegurando-lhes pensao, pe-
cúlio auxi1io natalidade e a concessão de em-
présÚmos simples ~ P!11'~ a aq~isição de c~s.a
própria, além de assistência m~dica,.odontologi-
ca e hospitalar. E como os funCJonános das Pre-
feituras e Câmaras Municipais do Estado não
contavam com uma instituição semelhante, tais
benefícios foram a eles também extendidos, me-
diante convênio. Amensagem em que o Governa-
dor Luiz Cavalcante propôs à Assembléia Legis-
lativa Estadual a criação do IPASEAL, uma
de suas promessas de campanha política, foi ela-
borada por técnicos do Instituto dos Funcioná-
rios Públicos doEstado deSão Paulo, e de Rober-
to Bove, procurador chefe e o dr. Ne~ton José
Monteiro, Atuário, e pelo contador Lwz de Me-
nezes Ferreira Pinto, que fizera um longo es~á­
gio naquele Estado sobre a importante maténa.
Segundo notícia divulgada em 13 de novembro
de 1963, através do Diário Oficial, de Alagoas, o
governo do Estado ao assegurar que o fut~o
Instituto de Previdência traria grande benefíCJo
ao funcionalismo local, esclareceu que "o pensio-
nista do Estado mais bem pago pelo IPASE per-
cebia apenas 4 mil e 700 cruzeiros. No Instituto
do Estado, a pensão (seria) igual a 50% do valor
que o funcionário recebia no dia de sua mo~e,
(fosse) ativo ou inativo". A Comissão Orgaruza-
dora do IPASEAL, que fora nomeada em 12
124
de dezembro de 1962 e empossada no dia seguin-
te, eraconstituídado dr. Dorgival Brandão esta-
tístico e jornalísta José Maria de Carvalho Ve-
ras; contador Luiz de Menezes Ferreira Pinto
e dr. João Batista Góes. Portaria nº 60, de 13 de
março de 1963, autorizou ao Secretário da Fa-
Fazenda de Alagoas entregar a Carvalho Veras a
importância de 5 milhões de cruzeiros, por conta
do crédito especial aberto por Lei nº 2.517, de 31
de dezembro de 1962, a fim de ocorrer às despe-
sas com a adaptação do citado prédio da Rua
Melo Moraes, antiga do Apolo, que fora recente-
mente desapropriado para nele funcionar a sede
do aludido órgão bem como para aquisição dos
móveis, máquinas e demais materiais necessá-
rios à sua instalação. A 24 de abril de 1963
a me~cionada Comi~são Organizadora, atravé~
de Edital firmado por seu Presidente, Dorgival
Brandão, convocou os candidatos inscritos, para
o concurso aos cargos isolados de Servente Ser-
viçal, Atendente e Tesoureiro Auxiliar, bem
como para os cargos iniciais de Contínuo, Escri-
turário-Datilógrafo e Contabilista, com realiza-
ção marcada para os dias 27 de abril e 5 de maio
no Colégio Estadual de Alagoas - CEA, na Rua'
Barão de Alagoas e no Serviço Nacional de
Aprendizagem Industrial-SENA!, na Avenida
Comendadc!" Leão. Tendo em vista a realização
do concurso em apreço, a mencionada Comis-
são, a 26 de aludido mês de abril, designou
os componentes da Banca Examinadora, cuja
escolha recaiu em Luiz Ferreira Pinto João Ba-
tista Góes e Maria José Pontes. E pa~a Chefes
de Sala e Fiscais, Américo Guedes Nogueira,
Marcelo Lavenêre Machado, José Góes da
Silva, Almira Gouveia Alves, Moacir Medeiros
de Sant'Ana, Antonio de Araújo Costa, Heitor
125
Montenegro Barros, Amauri de Araújo Leite,
Osmar dos Santos Dantas Mendes e José da
Cunha Leite. Em virtude das festividades come-
morativas do aniversário de Fundação do Colé-
gio Estadual de Alagoas, as p~ovas que se~am
nele realizadas foram transfendas para os dias
11e12 de maio. Em nota informativa datada de
28 do mencionado mês de maio, emitida pela
citada Comissão Organizadora e estampada no
Diário Oficial de 29 do mencionado mês, foi tor-
nado público o resultado do concurso para o
preenchimento dos cargos de Serviçal, Servent.e
e Contabilista. Dois dias antes, a 27, o Presi-
dente Luiz de Menezes Ferreira Pinto, em Por-
taria GP-1163, estabelecera a estrutura admi-
do novo órgão. No mês de junho que seguiu, a 12,
por atos do citado Presidente, foram nomeados,
em comissão, os Diretores das Divisões de Bene-
fícios e Empréstimos, Assistência Jurídica, Ser-
viços Contábeis e Atuarias e de Administração,
respectivamente os bacharéis PauloValente Ju-
cá, Caio de Aguiar Porto, Jair Gaspar de Men-
donça e Heitor Montenegro Barros. Visando a
elaboração do Regimento interno do IPASEAL, o
seu Presidente, em Portaria GP-5/63, de 17 de
junho citado, para tal fim designou Heitor Mon-
tenegro Barros, J air Gaspar de Mendonça,
PauloValenteJ ucá e Caio de AguiarPorto, como
vimos, Diretores de Divisões daquele órgão as-
sistencial. A 26 do mês que se seguiu, o de julho,
a mencionada Comissão Organizadora do IPA-
SEAL, através do Diário Oficial, tornou público
o resultado do concurso para o preenchimento
das vagas de Contínuo e Atendente do referido
órgão. No dia 30 desse mesmo mês, o Presidente
do mesmo, Luiz de Menezes Ferreira Pinto, no-
meou os seus primeiros 23 funcionários: 1 Con-
126
tabilista, 6 Contínuos, 1 Escriturário 10 Escri-
turários-Datilógrafos, 2 Serventes 2 Serviçais e
1. Tesoureiro Auxiliar. O IPASEÂL dispunha
amda, no quadro de funcionários constante de
seu Regulamento, de 11 cargos efetivos isola-
dos.2 Serviçais, 2 Serventes, 2 Atende.:ites 2
Assistentes Sociais, 1 Tesoureiro Auxiliar '1
Tesoureiro e 1 Motorista. '
02 ago.- Cento e dez anos da inauguração, em 2 de agos-
to de 1883, daEstrada de Ferro de PauloAfonso
que apesar ~e ter ?orno principal .finalidade:
hgar comercial e socralmente o alto ao baixo São
~ranci~~' vi.ria a constituir exemplo frisante de
imprevide~cia e fa~ta de realização do que hoje
se chamana pesquisa de mercado. Essa via
rea, como as demais da antigaprovíncia das Ala-
goas, foi depois arrendada à The Great Western
of Brazil Railway Company Limited. Sua cons-
trução fora iniciada em 23 de outubro de 1878
a~ós _a e~~l~ração do terreno procedida porco~
missao dingida pelo engenheiro alemão Reinal-
do von Krüger. No dia 25 de fevereiro de 1881 fo-
ram 8:b~rtos ao tráfego provisório os primeiros
28 q~lometros de ferrovia, o primeiro dos quais
em Piranhas! e por fim, no citado dia 2 de agos-
to de 1883, inaugurada a estação terminal de
Jatobá, em Pernambuco, onde finalizava o per-
curso de 116 quilômetros, em zona de "caatin-
gas", árida e deserta. Como teve a oportunidade
de acentuar um dos Diretoresdaquela ferrovia o
dr. Mello Netto, "a ilustre comissão incumbida
do estudo do seu traçado, tendo unicamente em
vistas. ligar os dois trechos do majestoso São
Francisco, esqueceu-se do princípio econômico
e ao mesmo te~po estético,(...) levou-o por
uma zona desabitada, pedregosa e estéril,
atravessando enormes tabuleiros de caatingas e
127
pedregosos leitos de riac!:i-os. secos qu~, só
têm água durante a estaçao invernosa....
- Centenário do início da construção, no dia 2
de agosto de 1893, do prédi~ dest.inada à gara-
ragem dos bondes, com tr~ça~ arumal, da Com-
panhia Promotora de Industna ~ Mell~or~men­
tos, de Maceió. No local do antigo ed1fic10, na
Praça Sinimbu, foi const~do o Restaurante
Universitário, hoje desativado, pertencente. à
Universidade Federal de Alagoas, do velho edifi-
cio conservando apenas o relógio.
- Trinta anos da criação de Barra de São Miguel,
através da Lei n2 2.612, de 2 de agosto de 1963,
município instalado em 18 de fe':ereiro de 1964,
com território retirado de São Miguel dos Cam-
pos. . di
06 ago.- Centenário dojornalA Ve!dade, s~gido no a
· 6 de agosto de 1893 em Pao de Açucar. De pro-
priedade de Serafi~ Soares Pinto, ainda circula-
1 va no ano de 1897.
08 ago.- Centenário do faleci:r:ciento do :r:nagistrado José
Tavares Bastos, no Rio de Janeiro, a 8 de agos-
to de 1893 como Ministro aposentado do Supre-
mo Tribw{al de Justiça, do qual foi presidente,
nomeado em 28 de junho de 1878JNascido a.22
de fevereiro de 1813, segundo uns na velha crda-
de das Alagoas, conforme outros, na então ~o­
voação de Cap~la, o filho.d,o.português Joaqu!~ '.
de Bastos capitão de rmhcras e de Ana Fehcra
de Jesus Moraes, bacharelou-se ~m Olinda, e~ 
1836. Um ano depois, em 1837, foi nqmeado Juiz
de Direito da comarca de Atalai~ exercendo
do esse cargo até 1839, quando foLn~o para
exerceritlênticas Ílnçõ_es, na então comarca de.
Vila Nova em Sergipe. •Foi um dos líderes ~a
sediÇâo ~ada contraa mudança daTesourana
da Fazenda da velha cidade das Alagoas para
128
•
Maceió, fato que geraria a transferência da
antig_a ca:Qital. Deposto a 29 de outubro de 1839 
pelos sediosos, capitaneados pelo major Manoel
Men~es da Fonseca, pai de Deodoro, Agostinho
da Silva Neves foi substituído na presidência da
província por José Tavares Bastos, que dela era
52
Vice-Presidente. Entretanto, em virtude das
enérgicas providências tomadas em Maceió pelo
dr. João Lins Vieira Cansanção de Sinimbu, fu-
turo Visconde de Sinimbu, 12 Vice-presidente da
província, que assumiu as rédeas do governo, se-
ria curta a permanência de Tavares Bastos na-
quele cargo. Aproveitando-se da circunstância
de estar para zarpar para o porto do Francês
o patacho "Dois Amigos", ao seu comandante Si-
nimbu entregou uma carta de prego, instruindo-
-o para que, no caso de Silva Neves, como era de
se supor, fosse embarcado no patacho, deveria
se colocar à disposição do presidente deposto. De
fato, ansiosos para se verem livres do presiden-
~e, a 2 de novembro os revoltosos o levaram
àquela embarcação, fazendo-a rumar para Ma-
ceió, logo após a abertura da carta de prego cita-
da. O governo provincial foi transmitido a Neves,
por Sinimbu no dia seguinte, dando-se início
a seguir à reação militar, culminada com o in-
gresso da força legal na cidade das Alagoas, em
12, sem o disparo de um só tiro da parte dos
sediciosos, que não haviam conseguido o apoio
das vilas do centro da província, A 14 do mesmo
mês de novembro o presidente deposto voltou
à capital, e a 3 de dezembro, em sessão ex-
traordinária da Assembléia Legislativa Provin-
cial, realizada em Maceió, propôs a trans-
ferência da capital para aquela vila, em projeto
por fim aprovado, após três dias de exaltadas
discussões, transformada em lei, sancionada em
129
9 de dezembro pelo presiden~ Agostinho da Sil-
va Neves. José Tavares Bastos, que fora depu-
tado provincial à 2ª legislatura (1838/3?),.após
uma curta permanência fora da provmcia, e~
Sergipe voltou à mesma, sendo novamente elei-
to deputado provincial à 3ªlegislatura (1840/41),
4ª (1842/43) e 5ª (1844/45) legislaturas, ~e~ se-
guida eleito deputado geral por ~ua provincia d~
nascimento na 4ª (1838/41), 6- (1845/47) e 7-
(1848) legi~laturas. A 20 de julho de _1864
seria nomeado desembargador da Relaçao da
a Corte, da qual foi presidente, nomeado por
ato de 28 de junho de ~877. Em ~2 . de
setembro de 1865, na qua.h~ad~ de 1- vi~e­
presidente assumiu a presidencia da provin-
cia do Rio' de Janeiro e, a 8 de n?vembro do
mesmo ano, a de São Paul?. O p~i d? grande
homem público que foi Aureliano Candi~o Tava-
res Bastos e de mais dois alagoanos ilustres,
Américo e Cassiano Cândido Tavares Bastos,
frutos do casamento realizado em 1833, com a
primaRosaCândidad~ Araújo Tava;es, em17de ·
julho de 1867, recebena o honros? titulo de.Con-
selheiro e em janeiro de 1841 mgressana co-
mo sócio do Instituto Histórico e Geográfico Bra-
sileiro. Foi ainda redator do jornal O Alagoano,
surgido em Maceió, a 15 de ~ovembro ~e 1843, o
órgão da agremiação pol~tica conhecid~ com?
Partido dos Lisos, - postenor~ente Partido Li-
beral Histórico. Nesse periódico José Taya;es
Bastos, que não perdoara ~ingerência d~ Si?Im-
bú nos episódios que gerana a transferencia ?!1
capital da ex-província dasAlagoaspara Mace10,
insuflou através de suas colunas, a luta ar-
mada c~ntra a facção política oposta, da qual
fazia parte aquele seu opositor, popula~men~e
denominada Partido dos Cabeludos, cuJaS pn-
130
..
meiras escaramuças travaram-se na manhã do
dia 5 de outubro de 1844, sob o pretexto da der-
rubada de uma suposta oligarquia da fanu1ia
Sinimbú.
- Oitenta anos do aparecimento do vespertino Ga-
zeta da Tarde, na capital alagoano, no dia 8 de
agosto de 1913. De caráter político, noticioso e
literário, teveÁlvaro Cerqueiracomo seu editor-
gerente. .
10 ago.~oventaanos da distribuição, a 10 de agosto de
1903, na capital maceioense, do 12 número de O
Rosal, pequena revista literária consagrada à
mulher alagoana, redigida pela poetisa Rosá-
lia Sandoval, pseudônimo deRita de Abreu, e Ri-
ta Souza, dirigida por Torquato Cabral.
14 ago.'t.- Centenário do início, a 14 de agosto de 1893, das
obras preliminares para a construção do Palácio
' <1e Governo de Alagoas, - atual Palácio Marechal
'j Floriano - com a demolição de casas desapropria-
das para tal fim/ Das obras fora incumbido o en-
1 genheiro militar alagoano Carlos Jorge Calhei-
ros de Lima, autor da planta original e do orça-
mento do aludido palácio. Entretanto, as obras
de construção propriamente ditas só foram inau-
guradas na tarde de 14 de setembro seguinte, na
presença do governador Gabino Besouro, autori-
dades civis e militares estaduais, federais, e mu-
nicipais, quando foi colocada a 1ªpedra do novo
edifício, em solenidade abrilhantada pelas ban-
das de música de 262 Batalhão de Infantaria
e da Força de Segurança, tendo então discursa-
do o governador do Estado e o engenheiro Car-
los Jorge.
20 àw.- Centená~o da criação, a 20 de agosto de 1893,
1 em Maceió, do Partido Operário Soei.alista do
t' Estado de Alagoas. Na assembléia geral realiza-
da pela Liga Operária Alagoana, criada em 29
131
...
de maio de 1892, ficou acertado ~ue essa en~­
dade seria fundida ao novo partido operári?,
na uele dia de agosto funda~o! cabendo a Li-
beiato Mitchell a responsab1hdade de apre-
sentar naquela mesma reunião, as bases da
constituição que teria de reg~r a nova agre-
miação política, que teve. el:1ta ness~ ~esma
o ortunidade, a sua Com1ssao Exec~tiva. Pre-
sfdente Liberato Mitchell; Secretáno, C1anTto
Passos·' Vice-secretário, Firrmno BraJs1 ; .e-
soureko Manoel Batalha; Orador, A ?ªq~m
Goula~ Pimentel; Vice-Orador, Eugeruo Mar-
tir dos Santos. - ital maceio-
20 ago - Sessenta anos da fundaçao, nadcap . . o Nú
. ense, a 20 de agosto de 1933, o pnme1r - -
cleo Integralista de Alagoas, na Sede da So
ciedade Perseverança e Auxílio d<:s Empregados
no Comércio de Maceió, na ruaJ oao Pessoabcom
a presença de Plínio Salgado e outrosdme: r?i8
da caravana integralista ao Norte o ra~1'
comitiva que transitava pe~? por,~d~ªv~ifu11d~
alagoana a bordo do vapor Pará ' h fi
viagem de propaganda ao Ceará. Ao c e e .n~­
cional do integralismo acompanhavam o c~h~tao
Aristófanes de Vale, Hermes Barcelos e iers
Martins tendo Plínio Salgado, durante a al':-
aludida 'solenidade de instalação. ~aquele ~u­
cleo de adeptos do sigma, pre~1d1da por A o-
mingo Fázio Sobrinho, pronun~ad.o conferen-
cia tendo ainda discursado J ose .L~n.s do Rego
e Moacir Soares Pereira. Para di~~r o ~ovo
Nucleo da Ação Integralista Brasileira, ~01 no-
nomeado um Triunvirato, do qual Moac1r Pe-
Pereira foi escolhido como Chefe, Carlos.Gom~s
de Barros como Secretário e Manoel.Viana. .e
' · ais partic1-Vasconcelos como Tesoureiro, os qu . . p
param daquela reunião, ao lado de DJaCir e-
132
reira, Esdras Gueiros, Helvécio de Souza Fi-
lho, Ismael Acioli, José Ramalho, Mário Mar-
roquim e Pedro Lima. Outro vulto importan-
te do integralismo brasileiro a visitar Alagoas
naquele ano de 1933 o da introdução oficial
do integralismo em nosso Estado, foi Gustavo
Barroso que, em dezembro, - segundo registra
Luiz Sávio de Almeida em suas Notas para a
história do Integralismo de Alagoas - esteve em
Penedo, onde realizou conferência no Teatro
Sete de Setembro, para em seguida visitar
Maceió.
23 ago.- Sessenta anos do falecimento, na capital alagoa-
na, no dia 23 de agosto de 1933, do professor
Francisco José dos Santos Ferraz, natural de Pe-
nedo, onde nascera a 16 de abril de 1888. Foi di-
retor e lente do Liceu Alagoano, professor da Fa-
culdade de Direito de Alagoas, onde lecionou
a cadeira de Direito Constitucional. Era sócio
fundador do Instituto da Ordem dos Advoga-
dos de Alagoas, instalado no dia 24 de fevereiro
de 1920.
24 ago.- Sessenta anos da chegada do romancista baiano
Jorge Amado a Maceió, no dia 24 de agosto
de 1933, com a finalidade de conhecer pessoal-
mente a Graciliano Ramos, que passara a admi-
rar ao ler, no Rio de Janeiro, os originais do
romance Caetés, então inédito, em poder do edi-
tor Augusto Frederico Schmidt. Vindo de Pene-
do, onde chegara em "Ita" apanhado emAracaju,
depois de haver desembarcado do "Baependi",
velho paquete de Loide Brasileiro, para rever
amigos na capital de Sergipe, viajara para a capi-
tal alagoana em automóvel, onde logo ao chegar
saiu à procura do grande romancista de Que-
brangulo "(indo) encontrá-lo num bar-, o conhe-
cido Ponto Central, de J. Cupertino onde toma-
va café preto em xícara grande, cercado pe-
los intelectuais da terra..."
133
134
i-;stação ferroviária de Piranhas, construida em 1881, integrante da Estrada de
Ferro de Paulo Afonso, inaugurada totalmente a 2 de agosto de 1883 quando foi
aberto ao tráfego a estação terminal do Jatobá, em Pernambuco. '
Outro antigo flagrante da estação ferroviária de Piranhas.
135
..
. 1 d Com anhia Promotora de IndúsLTia
Estação de bondes, de tração anIJ?l": >. ~ a .Jde agosto de 1893, na praça
e Melhoramento, com.construtçãído IDJC:itigo Restaurante Universitário da
Sinimbu. No local fot cons ru o o
Universidade Federal de Alagoas.
José Tavares Bastos,
falecido no Rio de ,Janeiro há
oem anos, no dia 8 de agosLo
de 1893.
136
SETEMBRO
01 set. - Noventa anos de nascimento, em Viçosa, a 1º de
setembro de 1903, no engenho Mata Verde, de
José Aloísw Brandão Vilela. O filho de Elias
Brandão Vilela e Maria Isabel Brandão Vilela,
tendo iniciado os seus estudos primários em sua·
cidade natal, no Colégio do professor João Ma-
noel Simplício, após a extinção desse educan-
dário, ingressou no Instituto Viçosense, dopro-
fessor Ovídio Edgard de Albuquerque, transfe-
rindo-se depois, para Ma.çfiló.z. onde .deu iní-
cio ao curso secundário no Colégio São João,"
do professorJoão Machado de Melo, prosseguin-
do-o noColégio 11 de Janeiro, do professor Hi-
gino Belo, ultimando-o, porém, no Liceu Alagoa-
no, a 31 de dezembro de 1923. rO seu ingresso
na vida jornalística ocorreu a 24 de fevereiro de
1924, através de A Lancetqj~riódico surgido
nesse dia, sob a direção de Antoruo~M.{lta e José
Carnauba, sob os pseudônimos de J oãoUrubú e
Manuel Carcará, fazendo "crítica leve e graciosa
aos acontecimentos da vida social ~·ndíge a"1
conforme registram o cônego Cícero de V · con-
celos e Théo Bra11dã9, tresnectivame e em A
, imprensa em Viçosa e em Literatura e Literatos
.~,~e Viçosa. Na Gazeta de Viçosa, aparecida em
~l- i'. 13 de maio de 1928, e noJornai de Viçosa, a 1ºde
• 1 setembro de 1929, prosseguiu em sua colabo-
,,l ração jornalística , debaixo do pseudônimo de
Osório de Olivares. Seu primo Théo Brandão,
no trabalho há pouco referido, chamou atenção
137
..
paraofatodequeentão,"aliteratura (era) para
o brasileiro, principalmente para o nordestino,
entre a casa dos 15 aos 25, uma fatalidade tão
grande quanto a cachumba ou a catapora na 1ª
infância", aduzindo que raramente "(escapava-
se) dessas três calamidades: o soneto, o dis-
curso e o artigo do jornal". E como poderá ser
comprovado, Aloísio Vilela não constituiu ex-
ceção da regra: estreou na imprensa aos 21 anos
deidade. E em 1931,com 28 anos, segundo ainda
Théo Brandão, no mencionado trabalho a res-
peito da literatura de Viçosa, o nosso Aloísi.o,..já
"era profUJ}g_o conhecedor do folclore 'Çõsense.",
datando desse mesmoamro ue poderíamos cha-
mar de sua profissão de fé, quando em Folk-lore
viçosense, incluído no Album do Centenário de
Viçosa, do ano de 1931, declarou que, "nascido e
criado no ambiente campesino da vida de en-
genho, abandonando a carreira das letras, pois
regressei já dos portões da velha Faculdade de
Medicina da Bahia, pela profissão de agricultor,
que é a profissão do meu avô, que é a profissão
de meu pai, vivendo no meio dos cantadores e
anotando suas loas, eu criei um grande amor por
esta poesia selvagem. Muitas noites ao ouvir,
nos 'sambas' o Jacú cantar eu ficava abismado
daquela melopéia tão linda, ao ver o negro na-
quele momento como uma afirmação das forças
dinâmicas da nacionalidade, como o gêniobárba-
ro da raça. Glória ao nosso folclore, chamalo-
tado de fascinanações, belo, fantástico, deslum-
brante, como o resplendor do sol que ilumina 1
os trópicos(...)" !Sócio do Instituto Histórico e i
Geográfico de Alagoas, a princípio na categoria
de correspondente, onde ingressou a 31 de julho 
de 1948, e efetivo a partir de 22 de março de
138
1974; da Academia Alagoana de Letras empos-
sado em 1º de novembro de 1969) su~dendo a
Paulino S~o, na cadeiranº37, que temMes-
quita Neves como patrono e da Comissão Alago-
ana de Folclore, fundada na capital maceioense
em 1948, da qual foi vice-presidente, a partir de
1951, quando compareceu ao I Congresso Brasi-
leiro de Folclore, participou da maioria dos Fes-
tivais, Congressos e Semanas de Folclore rea-
li~adas em yárias capitais brasileiras, pela Co-
rmssão Nac10nal de Folclore e pela Campanha
de Defesa do Folclore Bra&ileiro, tendo acom-
panhado, em 1954, a dois grupos folclóricos um
Reisado e wn Guerreiro, - para a salvagu~rda
dos mesmos muito lutou - que Alagoas mandou
para prestigiar as festas comemorativas do N
Centen~io d~ Cida~e de São Paulo, quando fo-
ram exibidos inclusive durante a realização do
Congresso Internacional do Folclore. E a 3 de se-
tembro de 1976,umdia após proferirconferência
sobre vaquejada, no Auditório "Guedes de Mi-
randa", na então Reitoria da Universidade Fe-
deral de Alagoas, na Praça Sinimbu, em Maceió,
durante a Semana de Cultura Popular centrada
~~ tema do ciclo do Boi em Alagoas, aquele que
tmha pela cultura popular em obcessão quase
mística", e que 'fviveu sonhando com a cultura
dos anônimos, morreu como um deles e agora vi-
ve a glória de os ter amado", afirmaria o seu ir-
mão Teotônio Vilela no trabalho "Uma interpre-
tação do meu mestre e irmão", vitimado em
um desastre automobilístico, em estrada proxi-
ma a Arapiracc:.f a caminho de Lagarto em Ser-
gipe, onde iria participar de um confiresso de
vaqueiros e inclusive apresentar o trabalho de
Théo Brandão, O boi na literatura de cordel.
139
..
Publicou: Um grande poeta (Acerca do can.tador
popular Joaquim Vitorino) Jornal de Viç?~ª'
1930· Boletim Alagoano de Folclore, Maceio 4
(1-2):27-30, 1959. Folk-lore viçosense. ~bum do
Centenário de Viçosa. Viçosa, Typ. V1çosense
(1931) p. 145-61; A religião e o Fol~-lo~e, confe-
rência onde, segundo Thé Brandao, mostrou
através das trovas dos benditos, dos autos nata-
linos, dos cocos e ~mbaixadas do Divii;i~, o.espí-
rito de religiosidade donosso povo, rehgio~1~ade
quase sempre desvirtuada p~las supe~~tiç?es e
crendices, mescladas às prática~ de fe1tic~1smo
negro ou ameríndio, e de pronunciadofanati~m?,,
como no caso do padre Cícero do Joazerr?,;
Cantadores de coco. Gazeta de Alagoas, Mace10,
19,26jun.; 17,24,28 ago.; 04 e 18 set. 1938;_0
cyclo heróico do cangaço. A gesta de Lampeao.
Jornal de Alagoas, Maceió, 14 ago. 1938, p..5;
A Religião e a poesia popular. Alagoas, Maceió,
2:11-12, set. 1938; Reminiscência do negro. Ga-
zeta de Alagoas, Maceió, 2 out. 19~8, p.5, cad.
2· Os autos de natal. Alagoas, Maceió, 3:11, out.
1938· Gazeta de Alagoas, Maceió, 18 out. 1953,
p.l, s~pl. lit.; Feira Literária, Maceió, 2(18):13,
dez. 1962; Viçosa e o folk-lore. Gazeta de Al~go­
as Maceió, 11dejun.1939, p. 4, cad. 2 e 18Jun.
1939, p.4, cad. 2.; A vida dos cantadores. A poe-
sia popular e sua influência nos est?dos conten-
porâneos, conferência lida ~m 27 deJ~· 1945,no
Centro de Estudos Econôrmcos e Sociais, em Ma-
ceió. Revista do Instituto Histórico de Ala~oas,
Maceió, v. 25, 1947, p.68-84; O natal em Viçosa
(Retrato antigo) Boletim Alagoano de Folclore,
Maceió, 1(1): 18-21, dez 1955; O coco de Alagoas.
Jornal de Alagoas, Maceió, 31 de maio ~e 1956,
p. 6, cad. 3; O Reisado de Viçosa. Boletim Ala-
140
•
goano de Folclore, Maceió, 3(3): 7-11, maio 1958·
O coco de Alagoas. Memória apresentada ao 1º'
C~ngresso B:asileiro de Folclore, realizado no
R~o de Janeiro em 1961. Prefácio de Luiz da ·
Camara Cascudo. Maceió, Departamento Esta-
dual da ~ultura, ~961. 93 p.; 2ª ed. Maceió,
M?seu Theo Brandao, 1980.87 .p.; Delmiro Gou-
ve~a no folc~ore alagoano. Jornal deAlagoas, Ma-
ceió, 17 deJun: !962, p. 1 supl. lit.; O folclore de
Alagoas (Mace10, Ematur, 1974) 13 p., il Discor-
re sobre Reisado, Guerreiro, Coco e C~tadores
P?Pulares; Costa.Rego no folclore alagoano. Re-
vista da Acadenna Alagoana de Letras Maceió
1(1): 64-69, 1975; Coletânea de assuntos
1
folclóri-
cos, 1 Folk-lore viçosense; 2. A vida dos cantado-
dores; 3. Folclore de Alagoas; 4. O lazer e a cul-
tura popula_:; 5. A,vaquejada. Maceió, Museu
Théo Brandao ~1982) 81.p:; Romanceiro alagoa-
no. Apresentaçao de Bráuho do Nascimento. Co-
leta, seleção e sitematização de Maria Theresa
de Wucherer B~aga. Maceió, EDUFAL, 1983. 93
p. Na Acaderma Alagoana de Letras discurso
de posse na Academia. Revista da Academia
~~~~ana de Letras, Maceió 2(2): 184-97, dez.
- Sessenta anos da visita do Presidente Getúlio
Vargas a Maceió, onde chegou às 20 horas de 1º
de setembro de 1933, vindo de Penedo, em auto-
móvel. Foi ~s~a a primeira vez que o Estado
receb~? a visita, ?e um presidente em pleno
e legitim? exercicio de. suas funções públicas,
fato ocorndo durante a 1nterventoria do capitão
~ººª? de ~arvalho. Do séquito presidencial
1nclus1ve f~z1am parte o Ministro da Agricultu-
tura, o entao ~aJor Juarez Távora; o da Viação,
dr. José Aménco de Almeida e o General Pe-
dro Aurélio de Góes Monteiro, acompanhando
141
ainda a aludida comitiva, uma embaixada j?r-
nalística com profissionais em número supenor
a 25, do~ Estados da Bahia, Rio Grande do Sul,
Rio de Janeiro e São Paulo, pertencentes ao Jor-
nal do Brasil Jornal do Comércio, O Globo,
Correio da M~nhã, Diário de Notícias, Diário
Carioca (Rio de Janeiro); O Estado de São Paulo,
Correio de São Paulo (S. Paulo); O Estado de
Minas (Minas Gerais); Diário da Bahia, ent~e
outros. Da sacada do Palácio do Governo, Getu-
lio Vargas dirigiu-se em di~curso ª.º povo que se
comprimia na Praça Flonano Peixoto, discur-
sando o dr. Rodrigues de Melo e finalmente
o interventor Afonso de Carvalho. Segundo re-
gistro do Jornal de Alagoas, :'a.cidade se man-
teve regorgitante, tocando vanas bandas em
coreto e exibindo-se grupos de músicas e cantos
populares, emmarchaªUX:~a.mbeaux, t.endo sido
queimados fogos de artifício na. cohn~ fron-
teira ao Palácio do Governo. No dia seguinte as
forças da Polícia e do Exército, ~em como esc?-
lares, em número de 3.000, deVldamente ~ru­
formisados, participaram da parada qu~ foi so-
brevoada por três aviões da esqu~dril~a da
aviação naval que acompanhava o Almiran~e
Jaceguay", no qual a comitiva embarcar8: ~o Ri~
de Janeiro. Ao presidente Vargas e comitiva foi
oferecido umbanquete de 130 talheres. No men-
cionado vapor o presidente Getúlio Vargas se-
seguiu com destino a Recife. O ~istro José
Américo e o general Góes Monteiro somente
viajaram para a capitalpernambucana, ~s 9 ho-
ras do dia 5 de setembro, em trem especial.
03 set.- lCentenário do Uniãoense, sema~ário in:ipresso
em União dos Palmares, a partir do dia 3 de
setembro de 1893, em estabelecimento gráfico
142
instalado na rua Quinze de Novembro nº 18~ Di-. ,; . '
z1a-se orgão 1mparcial,/ tendo como colabora-
dores Antônio F. Nascimento, Achilles P. da
Cunha, Enéas O. de Castro e Francisco L. Filho.
07 set.- Cento e vinte anos do surgimento, em 7 de se-
setembro de 1873, da Opinião Conservadora
p~riódico que s~ publicou em Maceió, às quartas~
feiras. e. dommgos, impresso em tipografia
própna, mstalada no prédio de nº 2, da rua
do P8:láci,?, a at~al Barão de Anadia. Órgão "sete
marc1sta na cisão aberta em 1873 no Partido
Conservador, ao lado do Jornal de Alagoas e de O
Constitucional, apoiava o então presidente da
Província das Alagoas.
- Oitenta anos da fundação, na capital maceio-
ense, em 7 de setembro de 1913,do "CentroSpor-
tiv~Alagoan:o"- C~A. Na realidade, essa agremi-
açao esportiva, cnada em sessão realizada na
Sociedade Perseverança e Auxílio dos Emprega-
dos no Comércio de Maceió, sob a denominação
de "Centro Sportivo 7 de Setembro, teve seu no-
me c:Jepois I?odi~cado para "Centro Sportivo J.
Flonano Peixoto e, finalmente, por decisão to-
ma~a em sessão de assembléia geral, a 13 de
abnl de 1918, mudou definitivamente o seu no-
me para o que hoje adota: Centro Esportivo
Alagoano. Seu principal fundador foi o jovem
Jonas Oliveira, que contou com o apoio de An-
tenor Barbosa Reis, Antônio Miguel de Souza
Arestides Ataíde de Oliveira, Eutíquio Gam~
Filho, Francisco Rocha Cavalcanti, Osório Gatto
e Vi~ente Grossi, entre outros, tendo a princípio
func10nado em dependência do chamado Palácio
Velho, demolido em 1940, para no local serem
construídos edifícios-sede do IPASE - Instituto
de Previdência e Assistência aos Servidores do
Estado e do IAPETEC - Instituto de Aposen-
143
tadoria e Pensões dos Empregados em Trans-
portes e Cargas. Quanto ao hino oficial do CSA,
cuja letra é de autoria do poeta alagoano Cipri-
ano Jucá e a música do maestro R. Donizetti, sua
partituramusical foi editada em 1920, pela Lito-
grafia Trigueiros, de Maceió. A inauguração do
campo de futebol desse tradicional clube espor-
tivo, no Mutange, que fora programada para 12
de novembro de 1922, ocorreu dias depois, 15 do
mês de novembro, às 7:30 horas, realizando-se
na parte da tarde, umjogo entre oclube alagoano
e o Centro Esportivo Peres, do Recife.
08 set. - Noventa anos do falecimento, emParis, a 8 de se-
tembro de 1903, de Horácio Guimarães. Natural
de Maceió, onde nasceu a 2 de fevereiro de 1869,
Horário de Almeida Guimarães, que fizera seus
primeiros estudos na capital alagoana, formou-
se em Ciências Médicas, na Falculdade de Me-
klicina do Rio de Janeiro, em 6 de junho de 1894,f
quando defendeu a tese Neurastenia. Dois me-
meses antes de sua morte fora n.o.m.ea4o,p<W-
~ecreto de 25 de julho, Cônsul do Brasil em Ro-
terdam, na Holanda, não chegando, porém, a
assumir as funções daquele cargo. Aquele que foi
um dos..fundadores da Liga Brasileira Contra a
Turbeculose, foi também um dos bons contistas
do passado.JDe sua autoria são, inclusive, os con-
lfõs~"Pseuãônimo" e "O editor", ambos inseridos
jnas colunas do jornal Gutenberg,fde Macei61V
o primeiro no número de 24 dejulho de 1892, sob
as iniciais H.G., tendo ressaltado Moreno Bran-
dão, quanto ao último, tratar-se de conto "onde
se revela a fina psicologia do esteta que vibrava
o sarcasmo com uma sutileza rara..." No citado
Gutenberg atuava ao lado de seus contemporâ-
neos Alves de Faria, Augusto Sátiro, Eusébio de
Andrade, Luiz Mesquita e outros. No Rio de
144
Janeiro;col.abor~u na Gazeta de Notícias, Jornal
do Comercio, Cidade do Rio e em O País. Era fi-
lho. do C]omendador José Antonio de Almeida
Gw.maraes, abastado comerciante radicado na
ca~1tal alagoana e de Maria Coutinho de Al-
meida Guimarães.
10 set.> C,en,!enário de OMadrigal, "órgão literário cole-
gial , ~J!arecido no dia 10 de setembro de 1893,
em Um~o dos Pal~ares. Redigido porTertuliano
de Aqwno, Aureliano Menezes e Virgi1io Sar-
,1 ment~, saía três vezes por semana, da Typo-
graph1a d;O Batalhador
14 set. - Oitenta anos do falecim~nto, na capital maceio-
ense, em.1~ de setembro de 1913, do dr. Joaquim
Paulo Vieira Malta, ex-governador de Alagoas
Natural ~a antiga yila de Mata Grande/ ali nas~
ceu no dia 20 de outubro de 1857. Terminado
os .seus est?dos preparatórios no Seminário de
0!1nda, dah saiu para a E.acuidade de Direito de
São..P~U;Io e posteriormente para a do Reêife,
~~'1~! a)lacharelar-se em~iências Jurídi-
~1ms, em 1878. Nos anos dêl87~
1880 encontrava-se no exercício da profissão de
a~vogado, 1!ª?idade ~e Paraíba do Sul, na época
~inda provinc1a do Rio de Janeiro, tendo então
igualmente ocupado o cargode~
te~o ~e Araruama, em 1889 foi nomeado Jui~'
de Dir~1to da Comarca de Saquarema, igualmenl
te no R10 deJaneiro, conservando-se no exercício
desse cargo até dias após o Golpe deEstado de 23
de ~o~~mbro do citado ano, quando ficou em dis..
p~n.1b1hda~e, pornão p~r~encer à façcão partidá-
dana golp1staJ Na adm1mstração do vice-gover-
nhdor de Alagoas, dr. Manoel dos Santos Pa,...
c eco, de 17 de ju!lho. de 1899 a 12 de junho
de 1~00 e. 1:1ª pnme1ra de seu irmão, o dr
~uchdes V1e1ra Malta, no período de 12 d~'
Junho de 1900 a 12
de novembro de 1905, ocu-
145
1
pou a Secretaria de Estado dos Negócios do Inte-
rior. Eleito Governador do Estado de Alagoas,
assumiu o exercício do cargo a 12 de junho de
1903 governando o seu Estado até o dia 12
de ndvembro de 1905, quando saiu em gozo de
licença, não mais reassumindo ocargo. Foi ai_!i~a
Juiz de Direito de Alegre, no Estado de Esp1nto
Santo, Procurador Geral do Estado e Senador
Federal, também por Alagoas.
19 set. - Trinta e cinco anos da criação, por Lei n2
2.108,
de 19 de setembro de 1958, de município de
Cacimbinhas, instalado no dia 12
de fevereiro
de 1959, oriundo do município de Palmeira
dos Índios.
21 set. - Trinta anos da instalação do município de Coité
do Noia, criado através da Lei n2
2.616, de 21 de
agosto de 1963,e instalado no dia 21 de setembro
de 1963. O território do novo município foi des-
membrado de Taquarana.
23 set. - Setenta anos da fundação, em Maceió, a 23 de
setembro de 1923, da Academia dos Dez Unidos,
idealizada por Agnelo Rodrigues de Melo, que
desde abril de 1922 adotara o pseudônimo lite-
rário de Judas Isgorogota, a reunião de fundação
dessa sociedade ocorreu num velho sobrado da
rua do Comércio, no n2 140, atual 533, onde
residia a família de Félix Lima Júnior, um dos
oito fundadores da agremiação que tinha como
uma de suas finalidades, a "divulgação dos escri-
tos de seus membros por uma revista literária",
objetivo infelizmentenão alcançado. Na referida
reunião de 23 de setembro, além de Félix Lima
Júnior, compareceram Agnelo Rodrigues de Me-
lo, Carlos Paun1io, Aman1io Santos, João Soa-
res Palmeira, Astério Machado de Melo, José da
Costa Aguiar e Hildebrando Oséas Gomes, que
elegeram uma Diretoria provisória: Presidente,
146
Agnelo Rodrigues de Melo; Secretário, Astério
Machado e Tesoureiro, Hildebrando Gomes. O
primeiro aniversário da criação da aludida aca-
demia foi comemorado com um atrazo de doze
dias, a 5 de outubro de 1924, em sessão especial
realizada na sociedade Perseverança e Auxi1io
dos Empregados do Comércio. De 16 de março de
1925 é o último informe conhecido acerca da
Academia dos Dez Unidos. Nesse dia, o do cen-
tenário do nascimento de Camilo Castelo Bran-
co, aquela instituição realizou uma sessão espe-
cial sobre a efeméride, quando oPresidente João
Palmeira fez o elogio do escritor português. A 9
de agosto de 1930, notícia sobre a Academia
"Guimarães Passos", estampada no periódico
maceioense. OSemeador, referiu-se ao desapa-
recimento daAcademia dos Dez Unidos, esclare-
cendo que ela não resistira à dispersão de três
dos seus elementos, "que se foram uns para
aperfeiçoamento dos seus estudos e ~utros para
a luta da vida". Esses acadêmicos, segundo a
mesma notícia, teriam sido José da Costa
Aguiar, Agnelo Rodrigues de Melo e Astério
Machado de Melo.
26 set. - Cinqüentenário do torpedeamento do vapor "Ita-
pagé", da Companhia Nacional de Navegação
Costeira, às 13,50, de 26 de setembro de 1943, à
altura da Lagoa Azeda, em São Miguel dos Cam-
pos. Tendo submergido em menos de quatro
minutos, 73 dos passageiros e tripulantes dessa
embarcação, que saíra do Rio de Janeiro às
10 horas de 22 daquele mês de setembro, com
destino a Recife, embarcaram em duas de suas
oito baleeiras, e vieram aportar na referida loca-
lidade da Lagoa Azeda. Já em Maceió, dois dos
tripulantes do navio torpedeado vieram a falecer
e foram sepultados em cemitério local. A 4 de
147
..
outubro foi celebrada missa na Catedral Metro-
politana, em sufrágio das almas dos que perece-
ram no aludido torpedeamento. Os náufragos
chegaram à capital alagoana às 13,15 horas,
ficando acantonados no Núcleo Estadual da Le-
gião Brasileira de Assistência.
29 set. -'Noventa anos da União OperáriaAlagoana, fun-
'/Jdada em Maceió, a 29 de junho de 1903, associa-
M ção que chegaria a enviarumdelegado ao 1Q Con-
11t1 gresso Operário Brasileiro~ realizado no Rio d_e
1
Janeiro de 15 a 22 de abnl de 1906. Sua pn-' . . -meira Diretoria tinha a seguinte constitmçao:
Presidente, Manoel Gabriel da Costa; Vice-pre-
sidente, José Laranjeira; 1ºSecretário, Benedito
Portugal; 22 Secretário, Vicente Moura; Te-
soureiro, João Afonso; Orador, Fernandes Ta-
vares.
30 set. - Cento e dez anos de A l nstrução, surgida a 30
de setembro de 1883, em São Luiz do Quitunde.
Órgão literário e noticioso do Colégio José de
Alencar, era impresso em tipografia própria per-
tencente a Manoel lago de Mello Aguiar, dire-
. tor do referido educandário, situado na rua do
Comércio.
- Quarenta anos do falecimento, a 30 de setembro
de 1953, de Manoel LopesFerreira Pinto, músico
amador - violinista - compositor, jornalista e
magistrado. Nascido em Maceió, no dia 6 de
agosto de 1867, era filho de Joaquim Lopes Fer-
reira Pinto e Carolina Lopes Ferreira Pinto. For-
mado em Ciências Jurídicas e Sociais, em 1889,
na Faculdade de Direito de Recife, seu ingresso
no serviçopúblico ocorreu a 27 de julho de 1888,
quando foi nomeado Promotor Público do Pilar,
em cujo cargo permaneceu até 6 de agosto se-
guinte. De 6 de fevereiro de 1890 a 21 de
janeiro de 1891, exerceu a promotoria de Mara-
148
j
//
gogi, depois em Atalaia, de 29 de janeiro a 12 de
d~zembro de 1891, e, finalmente, em Maceió, do
dia 4 de novembro de 1894 a 15 de janeiro de
1902. Durante o último período governamental
do dr. Euclides Malta foi nomeado em 16 de
janeiro de 1912, Juiz de Direito da 2ª Vara
da capital alagoana, cujas funções foram exer-
ci.das até 26 de junho de 1927, porquanto no
dia antecedente fora nomeado, Desembargador
pel~ Governador Costa Rego, na vaga do d/
Jacinto Mendonça, tomando posse dois dias de-
pois, vindo a se aposentar no exercício do cargo,
poi:: ato ~o dr. Osman Loureiro, assinado no pri-
meiro dia de sua gestão como Interventor Fede-
ral em Alagoas, a 24 de novembro de 1937. Du-
Durante a permanência de Ferreira Pinto como
Desembargador da Corte de Apelação de Ala-
goas, atual Tri-~m~al de Justiça de Alagoas,
daquela Corte foi Vice-presidente, escolhido em
4 de abril de 1932 e depois Presidente, cargo
que ocupava quando de sua aposentadoria. Em
16 de outubro de 1946, por ato do Presidente
Eurico GasparDutra, foi nomeadoJuiz doTribu-
nal Regional Eleitoral de Alagoas, que também
presidiu. Jornalista militante, foi inclusive reda-
tor-chefe de A Tribuna, surgida a 7 de setembro
de 1896, em Maceió, como órgão do Partido Re-
publicano Federal de Alagoas, jornal cujas ofici-
nas foram adquiridas pelo governo estadual em
janeiro de 1912, e transformado no Diário 'ofi-
ci~l, lançad_o em 17 do aludido mês de janeiro.
Ainda relativamente à suavida pública, foi lente
de Música doLiceuAlagoano. E foi de acordo com
o programa dessa disciplina naquele educandá-
rio q~e formulou as sua Noções musicais, que
reumu em volume no ano de 1898. Emjulho de
1918 oJornal doBrasil, do Rio de Janeiro estam-
149
pou o suelto - Um Juiz musicista em Alagoas,
dando conta de que o Juiz de Direito de uma das
varas da capital alagoana era musicista, "não
por dilentantismo, mas como profissional", inte-
grando, na condição de violinista, a pequena
orquestra do CinemaFloriano, na principal arté-
ria da cidade, a rua do Comércio. "Quando não
era no cinema -prosseguiao comentário -eranas
Igrejas, mediante contrato prévio. Dizem que é
o violinista mais procurado da terra pela pon-
tualidade", e ao contrário de grande parte dos
artistas, comumente dados a boêmia, "o magis-
trado alagoano, não. Tratava-se de um homem
austero como a própria justiça", e o qual certa
feita, criticado pelo fato de ser um magistrado e
pertencer àquele conjunto musical, contrapôs-
se afirmando que tal participação não o levava
a perder a compostura, porquanto "magistrado é
lá no Forum (...)Demais ganho pouco. Tenho fa-
rm1ia crescida e o cinema me dá dez mil réis por
noite". Tais colocações desabonadoras viriam
novamente à tona anos depois, quando o Gover-
nador Costa Rego, objetivando joeirar o melhor
nome para o preencimento da vaga de Desem-
bargador, ao consultar os prontuários dos Juí-
zes de Direito em exercício, deparou-se com o
nome de Manoel Lopes Ferreira Pinto, que há
dezesseis anos era o titular da 2ª Vara de
Maceió. Mas logo apareceu um assessor gover-
namental tentando influir na exclusão do nome
do magistrado-musicista, insinuando que o mes-
mo não deveria ser o escolhido, porquanto
"tocava rabeca em um dos cinemas da capital'',
querendo assim também depreciar o instru-
mento executado pelo magistrado, substituído
por aquele outro, espécie de violino plebeu,
com quatro cordas de tripa e de sonoridade
150
1
1
fanhosa. Tentativa infrutífera, porque aquele
governante alagoano não titubeou, assinando o
ato, porque - diria no artigo A magistratura e a
cátedra - "este pequeno incidente, onde a minha
sensibilidade viu um pequeno drama de ma-
gistratura mal remunerada, proporcionou-me
um dos atos de governo de mais grata rememo-
ração até hoje". A carta dirigida a 26 de novem-
bro de 1937 ao Desembargador Hermann Byron
de Araujo Soares, presidente da Corte de Apela-
ção, lida em sessão daquela mesma data, ao en-
s~jo de sua aposentadoria, constitui uma lição de
vida. Seu texto, transcrito a seguir, dignifica a
figura de quem, ao menos sinteticamente, tenta-
mos aqui retratar. "Exmo. sr. Desembargador
Presidente da Corte de Apelação. Havendo sido
publicado hoje o ato do Governo pormeio do qual
fui aposentado no cargo de desembargador des-
sa Corte por força de dispositivos da última
Constituição Federal, venho depor nas mãos de
V.Excia. a toga de quefui investido, por mercêde
Deus, nas administrações de Euclides Malta e
Pedro da Costa Rego. /Restituindo-a, como faço,
rendo graças a Deus Nosso Senhor por me ter
ajudado a honrá-la, iluminando-meoespíritopa-
ra bem resolver os casos sujeitos ao meu "ve-
redictum". /É possível, todavia, que desacertos
tenha cometido, conseqüentes não de deliberado
propósito ou de descuido na apreciação dos autos
sujeitos ao meu estudo, mas da fragilidade ine-
rente do homem, do que me penitencio pública e
solenemente. /I'ambém não é menos possível
que no no calor das dicussões alguma expressão
menos delicada ou ofensiva me tenha escapa-
do dos lábios contra qualquer dos nobres Juízes
dessa Egrégia e conceituada Corte; pelo que dou-
me pressa em apresentar as minhas sinceras
151
desculpas./Agradeço a V.Excia e a todos os meus
ilustres colegas e bons amigos a distinta conside-
ção e honrosa estima que com tão nímia bondade
me dispensaram e a preciosa colaboração que
dos seus doutos ensinamentos colhi para dar
uma feição jurídica às decisões que tive de
proferir./ Pondo termo a esta minha despedida
permita-me V.Excia a liberdade de por seu
intermédio, tomar extensivo o meu reconheci-
mento ao Secretário e aos demais funcionários
dessa Corte pela dedicação, prontidão e compe-
tência com que serviram nas causas em que fui
relator e pela amizade sincera de que tive não
poucas provas./ Servindo-me do ensejo, trago de
novo a V.Excia. a expressão cordial de minha
estima e de minha consideração./ Ordem e Pro-
gresso./ Manoel Lopes Ferreira Pinto". Ainda
acadêmico, casara-se com Maria Luiza Neves
Pinto, em solteiraMariaLuiza Silva Neves, e de-
pois, em segundas núpcias, com Luiza Omena.
Quanto à sua atividade musical temos a acres-
centar que pertenceu ao Círculo Musical de Ala-
goas, sociedade fundada em Maceió, no dia 14 de
julho de 1910, da qual eravice-presidente.A seu
lado estavamdestacadas figuras davidamusical
da província: Alfredo Leahy, Ana Moeda, Edite
Camerino, Heitor Cardoso, Hipólito Silva, João
Ulisses Moreira, José Abreu, L. Lavenere, Ma-
nuel Eustáquio da Silva, Manuel Leite e Narciso
Maia. Entre outras composições de sua autoria,
registramos: Dezesseis de Novembro, polca para
piano (1888); Maria Carolina, polca (1888); De
quinze em quinze dias, quadrilha (Recife, Victor
Préalle, Editor); Que trempe! tango (Maceió,
João Tavares da Costa); Gorgeios, valsa con-
certo, com solo de violino, executada em concerto
realizado em Maceió a 27 de agosto de 1907;
152
Assumpção da S.S. Virgem, ladainha datada de
Maceió, 5 ago. 1934 e O receio e a confiança,
composição datada de 14dejulho de 1938 e Elita,
valsa.
sct. - Centenário da confecção, durante o mês de se-
tembro de 1893, em dia que não foi possível de-
tectar, dos primeiros clichês tipográficos prepa-
rados em Maceió, por Protásio Trigueiros, em
sua Litografia Trigueiros. A 21 de setembro
mencionado, algumas provas de diversos clichês
foram enviadas à redação do jornal maceioense
Gutenberg, que registrou em suas colunas: "O
trabalho de experiência é muitíssimo promete-
dor e lisongeiro, pela perfeição com que es-
tão executados", acrescentando que uma das
provas apresentadas, as armas da República
Brasileira, "estava perfeitamente igual a que
nos têm vindo da Europa e do Rio".
153
ALAGOANO
HYKNO OPFICIAL
.. R. Donizdti
lJlq .. C. JliCA
Judas Isg)rogota,
pseudônimo literário de
Agnelo Rodrigues de Melo
(189S-I979), natural da
Lagoa da Canoa, o
idealizador da Academia
doe Dez Unidoe.
154
Capa da partitura
do Binodo
Centro
E.portivo
Alagoano - CSA -
fundado em
Maceió, a 7 de
setembro de 1913.
AEx'~ familia do ami90 Juho Neves.
----·;·.. --·--

'.C2. Rua du l1uiioradur N• ~5 .
PE:RNAMBUCO
De quinze em quinze dias, quadrilha para piano, de Manoel Lopes Ferreira Pinto,
então acadêmico de direito em Recife, nascido em Maceió, e falocido em 30 de setembro
de 1953, aos 86 anos de idade.
155
li
'f'~fo~º .
~.L~e~re,~~·
~t ~::?iNTo-~- ...._...... - ~j
Í<f•cto..
./.>8oTrt · 1"º"'""f»• ·Z>Y-t•·e~ ela ,,, fN!ÇO f#JQ(J
Co.~ta AI· Qte lo
"Que trempel" t . . . '•ou ra com . - ·- ----posição musical de M L . .• ~ '
. • Fen-eira p·into (1867-1953).
156
Capa da 2,
d edição
os Poemas
de Jorge d~
Lima, obra
aparecida
pela primeira
vez cm 1927
igualmen~
editada
pela Casa
Trigueiros
de Maceió'.
157
M. L. Ferreira p·
q~andojuiz de mto,
Direito de M .· ace16
integrava a '
orquestra d:equena
Cinema Flori
cujo cdifrc' ano,
tabu) t to, com
eª• aparece
frente à segunda em
carroça da esquerda.
..
OUTUBRO
01 out.- Cento e vinte anos do aparecimento, no dia
12 de outubro de 1873, na capital alagoana, do
Santelmo, que se dizia periódico político, literá-
rário e noticioso e "(tinha) por fim sustentar as
idéias de Partido Conservador das Alagoas, que
(acabava) de suplantar a oligarquia". De pro-
priedade de Braz Próspero da Silva Machado,
era publicado uma vez por semana, na Ty-
pographia da Opinião Conservadora, na rua do
Palácio n2 2.
05 out.- Centenário do início do funcionamento, em Pi-
lar, da fábrica têxtil pertencente à Companhia
Pilarense de Fiação e Tecwos, segundo registro
de 2 de outubro de 1893, feito pelo jornal Guten-
berg, de Maceió, onde trata do oferecimento
à redação, de "meias e outros tecidos de pontos
de malha, além de um pedaço de superior pano
de algodão trançado, camisas de meia, em cores,
produtos das primeiras experiências" feitas pela
aludida fábrica de tecidos e de pontos de malha
daquela Companhia. Foi ela, aliás, a primeira a
fabricar camisas daquele tipo, em Alagoas, es-
tando há muitos anos extinta.
- Setenta e cinco anos do falecimento, em Maceió,
no dia 5 de outubro de 1918, do ComendadorJosé
Antonio Teixeira Basto, português das Cabecei-
ras de Basto, onde nascera a 26 de abril de 1857.
Tendo sido um dos fundadores das fábricas de te-
cidos de Cachoeira e de Rio Largo, em nosso Es-
159
., .
tado, quando de seu falecimento, aos 61 anos de
idade, já residia no Brasil há 50 anos, dos quais
33 na capital alagoana.
10 out.- Sessenta anos da passagem, por Maceió, a 10 de
outubro de 1933, do crítico literário Agrippino
Grieco, desembarcado do vapor "Pará", em trân-
sito para Recife. José Lins do Rego, que então
residia na capital maceioense, acompanhado de
Aloísio Branco, Graciliano Ramos e Valdemar
Cavalcanti, foram buscá-lo a bordo, "para nas
duas ou três horas da parada do navio, correr a
cidade, comer um sururu ever asfamosas igrejas
da terra", segundo o próprio Grieco em artigo de
fevereiro de 1934, publicado a propósito do re-
cente aparecimento do romance Caetés. A con-
fraternização dos intelectuais ocorreu no Bar
Alemão, de propriedade do vienense M. Golden-
berg, instalado na rua do Comércio.
11 out.- Centenário do falecimento, a 11 de outubro de
1893, de Guido Duarte - Guido Martins Duarte!
na capital baiana, para onde seguira dias antes,
em busca da cura de um ataque de beriberi, aos
51 anos de idade, pois nascera em 1842. Era
então guarda- livros da Companhia União Mer-
cantil, de Fernão Velho, onde ingressara em ja-
neiro de 1876. ~Tendo atuado intensamente nas
campanhas aholieieaista..e republicana, foi ain- '
da poeta e jornalista, com colaboração prestada'
a inúmeros órgãos da imprensa alagoana, como
O Século, que redigiu juntamente com João Go-
mes Ribeiro, até 21 de novembro de 1877, quan-
do retirou-se da redação; A Estréia, de 5 de
agosto de 1878; Gazeta de Notícias, de 12 de
maio de 1879; A Nova Crença, que dirigiu e re-
digiu, a partir do seu aparecimento, em 6 de ja-
neiro de 1884; José de Alencar, órgão do clube
literário de idêntico nome, lançado na arena jor-
160
nalística em7 de setembro de 1882, todos de Ma-
ceió, e finalmente em outro conhecidojornal ma-
ceioense, o Gutenberg, no qual criou a conhecida
seção Cofre de Pérolas, onde muitos dos poe-
tas da província foram lançados. Foi Presidente
da Sociedade de Instrução e Amparo dos Caixei-
ros de Maceió, eleito a 14 de janeiro de 1883,
diretor da Sociedade Libertadora Alagoana, co-
mo vogal, eleito a 4 de setembro de 1884, secre-
tário da Associação Comercial de Maceió, eleito
em agosto de 1890 e sócio efetivo do Instituto Ar-
queológico e Geográfico Alagoano, atual Institu-
to Histórico e Geográfico de Alagoas, cujo diplo-
ma foi expedido a 29 de setembro de 1884.
12 out.- Sessenta anos da inauguração, em Maceió, a 12
de outubro de 1933, de enfermarias para crian-
ças, na Santa Casa de Misericórdia, em ato sole-
ne que contou com a presença do dr. Jugurtha
Couto, interventor federal interino, dr. Ezechias
da Rocha, diretor da Repartição da Saúde Públi-
ca, dr. José Carneiro e do Cel. Raul Brito, respec-
tivamente chefe do Serviço Sanitário e provedor
da referida instituição pia, além de todo o seu
corpo clínico, médicos, jornalistas e pessoas gra-
das. Eram duas as novas enfermarias, que rece-
beram os nomes de "São Vicente" e "Padre João
Cordeiro", esta última em homenagem ao sacer-
dote que foi o autor da idéia da criação do Hospi-
tal de Caridade de Maceió, uma das primeiras
denominações do Hospital da Santa Casa de Mi-
sericórdia. O discurso alusivo ao ato, do qual
trancrevemos alguns trechos, foi proferido pelo
dr. Abelardo Duarte, chefe da Clínica Pediátrica
Médica, que havia sido criada recentemente pe-
la provedoria do referido estabelecimento pio,
atendendo a uma sugestão daquele pediátra ala-
goano: "A Santa Casa de Misericórdia resgata
161
...
hoje uma velha dívida contraída com a infân-
cia da nossa terra.(...) Ao observador menos
perspicaz mesmo da nossa modesta assistência
hospitalar não escaparia forçosamente este re-
reparojusto e certo: até agora se internavamnas
nossas enfermarias de clínica médica, na mais
condenável promiscuidade, crianças com adul-
tos. (...) Feita em dispensários - a exemplo do
Dispensário "João Pedro Xavier", do Instituto
de Assistência e Proteção à Infancia - ou ambu-
latórios, a assistência curativa à criança en-
ferma, entre nós, era incompleta. Constante-
mente, sua ação só estorvava diante de casos
clínicos cuja gravidade requeria tratamento no-
socomial. (...)E as duas enfermarias que, ago-
ra, se inauguraram, representam brilhante con-
quista de nosso espírito de solidariedade huma-
na e social e denotam, ao mesmo tempo, mais
aguda compreensão do problema de proteção
à infância.
20 out. - Centenário do nascimento, a 20 de outubro de 
.,. 1893, no engenho Santo Antônio Grande, no mu-
nicípio de S. Luiz do Quitunde, do pintor José
Paulino (José Paulino de Albuquerque Lins).1
Após realizar o curso de preparatórios em Ma-
ceió, transferiu-se para Salvador, matriculando-
se na Escola de Engenharia da Bahia. Em de-
corrência da morte do pai, teve de abandonar
ocurso, regressando à capital alagoana, onde in-
gressou como desenhista, na antiga Intendên-
cia Municipal, cargo que deixou em 1917, quan-
do foi nomeado professor da Escola de Apren-
dizes Artífices, antecessora da Escola Técnica
Federal de Alagoas. Em 1928 ingressou, co-
mo desenhista, no Departamento de Viação e
Obras Públicas, de Alagoas, transferindo-se de-
pois para o Departamento Estadual de Estatís-
162
tica, no qual exerceu o cargo de Desenhista-
Cartógrafo. Foi também professor de Desenho,
(contratado por dois anos) do Lic~u Alagoa~o, do
qual seria designado, por portana de 6 deJunho
de 1943 Auxiliar de Ensino de Trabalho ivla-
nuais. D~dicando-se à pintura, o mais antigo ~~­
forme de que dispomos a respeito de sua partici-
pação em exposições de pintura data de 191~,
quando no mês de setembro, em um dos pavi-
lhões construídos na praça D. Pedro II, esp~cial­
mente para as comemorações do Centenáno da
Emancipação política de Alagoas, apresentou ?O
trabalhos a óleo e a aquarela, entre os qurus:
"Carro de bois" "Cristo como médico", "Caver-
na" "Caminho da Mata", "Castelo de Cardona"
(aq.:iarela). De março de 1920 é outra no.tícia
acerca de nova exposição, realizadanagalena da
Casa Mercúrio, de Maceió, juntamente com a
pintora Ana Sampaio Duarte, voltando nova-
mente ao mesmo local, em dezembro de 1922,
quando expôs a tela "Boca da Caixa", adquirida
pelo dr. Augusto Galvão. A partir de 22 de ~arço
de 1925, na sala de espera do Teatro-Cinema
Floriano naruado Comércio, realizouumagran-
de mostr~, quando entãoforam adquiridos, entre
outras as telas "Ventania" (Praia de Paripeira
pelo g~vernador do Estado; "Volta d'Água" e
"Luar na Lagoa Manguaba", pelo Prefeito de
Maceió· "Fornalha de engenho" e "Amanhecer",
por Lobão Filho; "Sobral", "Caieiras" e "Lagoa
Manguaba", por Carlos Garrido; "Matas" (En-
genho Mato Grosso), por José Moraes Rocha;
"Poente" (à espátula) e "Efeito de luar", por A~­
berto Pereira Pinto; "Um sítio", pelo dr. Lwz
Mascarenhas; "Entrada de um engenh?" (P. Cal-
vo), pelo dr. Pedro Rocha CavalcantL Em o.u-
tra casade espetáculos cinematográficos mace10-
163
ense, o Cinema Odeon, em fevereiro de 1927
apresentou cerca de 50 telas, algumaseom moti-
vos ~o R~o de Janeiro. Fora do Estado expôs pe-
la pnmeira vez em Recife, no saguão do Cinema
Parque, em 19:39, e seis anos depois, em 1945,na
s~de da Associação dos Empregados do Comér-
cio, na rua da Imperatriz a e 3!! no Clube dos
~ficiais da Aeronáutica, em Piedade. Participou
amda de duas outras mostras realizadas fora da
província, o VII Salão de Alá, exposição anual
d: arte, do Estado da Bahia e, em 1950, na
Camara deVereadores da antiga capital federal.
O ex-governador Silvestre Péricles doou o seu
qua<!z'o "De onde caiu Zumbi", ao Museu de Arte
deSaoPaulo-MASP. Falecido em 26 de maio de
1970, seu nome também encontra-se ligado a
Jorge de Lima, cujo centenário comemora-se este
ano. Em decorrência do sucesso alcançado pelo
soneto "O ace~dedor de lampeões", incluído nos
XIValexand~inos, obr8:s deestréia daquele poeta ·
alagoano, editada no Rio de Janeiro em 1914 no
concurso literário promovido pelo' Correio da
Tarde, de Maceió, em setembro de 1921 foi Jorge
de Lima eleito "Príncipe dos Poetas Al~goanos".
A 2~ desse me_smo mês O Estado de Alagoas
publicou um numero a ele especialmente dedi-
cado, sobressaindo-se, na primeira página, o re-
trato do poeta laureado, opoema "Abrindo a por-
ta ao Príncipe", de autoria de Fernando de Men-
donça e, encimando o soneto "O acendedor de
lampeões", a tela do mesmo nome do pintor
José Paulino. '
22out.J Centenário de O Proletário órgão do Partido
1 Operário Socialista do Estad~ de Alagoas, lança-
1 do a 22 de outubro de 1893, emMaceió, onde saía
uma~ez por semana, aos domingos, de tipografia
própna, do mesmo nome, estabelecida na rua
Barão de Jaraguá, nQ 8.
164
23 out.-'Oitenta anos da deflagração, a 20 de outubro de
1913, da primeira de uma série de greves, inicia-
da pelos operários têxteis da fábrica de Cachoei-
ra, devido a desinteligência entre um operário e
'-ºgerente da fábrica/ sanada na noite de 22, após
entendimento entre os grevistas e os diretores
da Companhia Alagoana de Fiação e Tecidos,
proprietária do estabelecimento fabril mencio-
cionado.Mas no dia 23, reivindicando aumento
salarial,juntaram-seaos colegas os da fábrica de
Rio Largo, da Companhia Progresso Alagoano.
Pretendiam, não só o aumento de 30% sobre
seus salários, mas ainda a diminuição da jorna-
da de trabalho de 14 e 15 para 12 horas diárias,
uma vez que costumavam trabalhar das 6 horas
da manhã às 8 e 9 horas da noite. Segundo
o jornal maceioense O Comentário, de 28 de ou-
tubro de 1913, os diretores das duas fábricas,
alegando não poderem resolver pessoalmente as
reivindicações dos operários, convocaram uma
assembléia geral extraordinária para o próximo
dia 16 de novembro, a fim de apresentarem aos
acionistas a representação dos grevistas. Em
sessão de 28 do mecionado mês de outubro, a Fe-
deração Operária Alagoana deliberou a saída de
um bando precatório, com a finalidade de anga-
riar donativos para a família dos operários em
greve, o que aconteceu na manhã do dia 30. A 3
de novembro, a comissão da aludida Federa-
ção Operária esteve com oSecretário do Interior,
ficando acordada a volta dos grevistas ao traba-
lho, até a decisão da assembléia de acionistas,
que fora convocada, porquanto as demais pro-
postas haviam sido aceitas pelos diretores das
empresas têxteis. Realizada em 17 de novem-
165
bro, e não a 16, a assembléia dos acionistas de-
cidiu rever as tabelas dos salários e conceder
aumento "em todas as sessões de 5 a 10%, con-
forme a classe de serviço"; tornar facultativo
o serviço das 6 às 8 da noite, pagando extraordi-
n~o a que:r:i executasse tal trabalho; despe-
dir os operános que não comparecessem ao ser
viço até o dia 20, devendo os mesmos devolverem
a chave da casa em que residiam, dentro de
8 dias; fechar as fábricas portempo indetermina-
do, o su!iciente para conseguir novos operários,
que aceitassem as condições estabelecidas· soli-
citar ao governo do Estado, garantia perm~nen­
te contra as agressões ao estabelecimento da
fábrica e ao pessoal que aceitasse o trabalho. Os
operários porém, não concordaram com as pro-
postas dos patrões, pelo que se declararam no-
vamente em greve. Resolveram, então, dirigi-
rem-se, em comissão, ao Governador Clodoaldo
~a Fonsec~, quando pediram sua intervenção
Junto aos diretores dos referidos estabelecimen-
tos fabris, tendo aquele governante incumbido
os desembargadores Esperidião Tenório de Al-
buquerque e Dário Cavalcante deAraujoRego de
conseguirem um acordo definitivo entre as par-
tes litigiantes. A 28 do aludido mês de novembro,
o Jornal de Alagoas noticiou "(achar-se) feliz-
mente terminada - devido à mediação governa-
mental - a greve dos operários das fábricas de
tecidos de Cachoeira e Rio Largo". No mesmo dia
em que os sócios daqueles dois estabelecimentos
têxteis haviam realizado assembléia geral, para
decidirem sobre as propostas dos operários de
suas fábricas, os sapateiros de Maceió entraram
também em greve, encerradas com a vitória dos
paredistas, no dia 20. Outra greve realizada
neste mês de greves, o de novembro, foi a dos
166
alfaiates, registrada pelo periódico O Comen-
tário de 23 daquele mês, que esclareceu ter
ela, como motivo, reivindicação salarial. Ainda
em novembro, os operários têxteis da fábrica de
FernãoVelho, pertencente à Companhia União
Mercantil, igualmente se declararam em greve
só voltando ao trabalho, "depois de haver sido
dispensado do serviço um empregado daquela
fábrica, ao qual os operários votavam antipa-
tia". A propósito daquelas constantes deflagra-
ções de greve é o comentário feito por periódico
maceioense, em 30 de novembro: "Terras das
manias, a mania que domina agora é a das gre-
ves. De fato, há alguns dias ninguém ouve
outra coisa em Maceió, que não seja a palavra-
greve". E al2 de dezembro, apresentando como
uma das reivindicações, um aumento salarial, os
trapicheiros, em número superior a 600, decla-
raram-se também em greve. No dia 3 seguin-
te, os carroceiros e estivadores deflagraram gre-
ve em solidariedade aos trapicheiros...
24 out.- Cinqüentenário do nascimento, em Palmeira
dos Indios, no dia 24 de outubro de 1943, de
Ivan Barros, filho de Luiz de Barros. Formado
em Ciências Jurídicas e Sociais, pela Faculdade
Brasileira de Ciências Jurídicas do Rio de J a-
neiro, onde foi o orador de sua turma, ingressou
no Ministério Público, em Alagoas, no ano de
1977, como adjunto de promotor na Comarca de
Pão deAçúcar, e no ano seguinte, como promotor
dejustiçana mesma comarca, e logo a seguir, em
1978, em idêntico cargo, em Traipú e, depois,
sucessivamente nas comarcas de Olho d'Agua
das Flores, Anadia, Atalaia,Arapiraca Palmeira
dos Índios, onde atualmente exerce o aludido
cargo, na cc;>ndição de titular da comarca. Como
político militante, exerceu o mandato de ve-
167
..
;-eador do município onde nasceu, Palmeira dos
Indios, na condição de candidato mais votado,
nas eleições de 1967. E em 1971, como candidato
a deputado estadual, foi o mais votado em seu
município, não tendo sido eleito, mas, alcan-
çando a 1ªsuplência. Na qualidade dejornalista,
foi colaborador de vários órgãos da imprensa de
sua terra, como o Jornal de Hoje, em Maceió, e
no Rio de Janeiro, no período de 1971 a 1978,
repórter da revista Manchete e colaborador de
Fatos e Fotos. Foi um dos signatários do Mani-
festq Herzog. Enfeixou em volume: Palmeira
dos Indios: terra & gente (S. Paulo, 1966);Repor-
tagens: assuntos jurídicos (Maceió, 1976); O Di-
reito morreu? (S. Paulo, 1978); Pontes de Mi-
randa, o jurisconsulto (Brasília, 1981); Como
salvar omunicípio? estudos de direito municipal
(Maceió, 1983) Graciliano era assim (Maceió,
1986)O homem do temo branco, biografia do dr.
Carlos Ferrá.rio Lobo (Brasília, 1991).
26 out.- Setenta anos do nascimento, em Maceió, a 26 de
outubro de 1923, de Oliveiras Litrento. Filho de
Domingos Anunziato Litrento e de Luiza Lessa
Litrento, após concluir os seus preparatórios no
Liceu Alagoano, na capital maceioense, Õlivei-
ros Lessa Litrento transportou-se para a capital
pernambucana, em 1942, onde ingressou na
Faculdade Direito do Recife, onde viria a bacha-
relar-se. Oficial do Exército Brasileiro, foi pro-
fessor Adjunto de Catedrático de Direito Consti-
tucional e de Direito Internacional Público, da
Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN);
professor-responsável de Direito Político, pro-
fessor-adjunto de Direito Constitucional, Profes-
sor do Curso de Doutorado na disciplina de
Filosofia do Direito e Livre-docente de Direito
Internacional Público da Faculdade de Direito
168
da Universidade Federal do Rio de Janeiro
(UFRJ); Livre-docente de Direito Internacional
Público da Faculdade de Direiro da UERJ; Pro-
fessor titular de Filosofia do Direito, da Facul-
dade Ciências Jurídicas, da Universidade Gama
Filho eAdjunto de Catedrático de História Geral
do CMRJ. Tem colaborado em diversos jornais
do país, entre outros, oCorreio da Manhã, Diário
Carioca, Diário de Notícias e Jornal do Comér-
cio, todos do Rio de Janeiro. Bibliografia: Obras
literárias - Deolindo Tavares, ensaio, Recife,
1950; Alguns ensaios, crítica literária. Recife,
1954; 20 composições, poesia. Rio de Janeiro,
1965; Pajuçara, novela. Rio, 1959; O cego e o
ll_lar, c.ontos, Rio, 1961; O soneto e a fábula, poe-
sia, Rio, 1961; O crítico e o mandarim, crítica
literária. Rio, 1962; O leopardo azul, poesia. Rio,
1965; O astronauta marinho, poesia. Rio, 1972;
100 sonetos de amor. Rio, 1974; Orfeu e a Ninfa,
poesia. Rio, 1974; Apresentação da literatura
brasileira. Rio; Brasília, 1978. 2 v.; Inquietação
de Narciso, poesia. Rio, 1978; Tempo de Cacho-
eira, romance. S. Paulo; Brasília, 1980. Obras
jurídicas; Do estado de direito (Um estudo de
conduta segundo a Axiologia Jurídica), tese de
doutoramento Recife, 1954; Da legítima defesa
Pan-Americana (Uma estudo de sua nova con-
cepção), tese de livre-docência. Rio, 1962; O prin-
cípio de autodeterminação dos povos (tese de
concurso à cátedra. Rio, 1964; A crise do Direi-
to Internacional Público. Rio, 1966; o problema
internacional da jurisdição doméstica: o ho-
mem. Rio, 1966; Manual do Direito Interna-
cional Público. Rio, 1968; Um estudo de Fi-
losofia do Direito. Rio, 1974; O problema in-
ternacional dos Direitos Humanos. Rio, 1973; 3.
ed. 1975; Estudos de Direito Internacional Pú-
blico. Rio, 1976; Lições de Filosofia do Direito.
169
Rio, 1976; Direito Internacional Público em tex-
tos. Rio, 1978; Djacir Menezes e as perspectivas
do pensamento contemporâneo (em coordenação
com Machado Paupério), Rio, 1979; Curso de
Filosofia do Direito. Rio, 1980; Dialética e técni-
ca na Teoria Geral do Direito. Rio 1983. Prêmios
recebidos: Prêmio Orlando Dantas, 1958, pela
sua novela Pajuçara; menção especial do Prêmio
Olavo Bilac, da Academia Brasileira de Letras,
pela obra O soneto e a fábula; Prêmio Paula Bri-
to de Crítica literária, e Ensaio, 1962, pela obra
O crítico e o mandarim; Menção especial do Prê-
mio Olavo Bilac, pela obra Oleopardo azul; Fina-
lista dos Prêmios do INL-1972 e Prêmio Olavo
Bilac-1973, pela obra O astronauta marinho;
Menção honrosa do Prêmio Jorge de Lima, do
INL, pela obra Orfeu e a Ninfa; Prêmio Sílvio
Romero, da ABL, 1975, pela Apreesentação da
Literatura Brasileira.
27 out.- Cinqüentenário do falecimento, às 23,45 horas
do dia 27 de out. de 1943, na localidade Cruz das
Almas, emMaceió, do Comendador Gustavo Pai-
va. Naturai da cidade da Parru."ba do Norte, atual
João Pessoa, onde nascera a 15 de setembro de
1892, Gustavo Pinto Guedes de Paiva logo cedo
transferiu-se para Portugal, tendo ali iniciado
seus estudos, em Penafiel, regressando depois
ao Brasil, a fim de seguir a carreira comercial,
iniciada no Rio de Janeiro. Anos após ingressou
na Companhia Petropolitana, vindo a gerenciar
a fábrica da empresa, em Cascatinha. Casando-
se no ano de 1916, com Judite Basto, filha do
.. . Comendador José Antônio Teixeira Basto, por-
tuguês de Cabeceiras de Basto, logo passou a
gerenciar a Fábrica Progresso, de Rio Largo, da
qual o sogro fora um dos incorporadores. Com
o falecimento deste, a 5 de outubro de 1918,
Gustavo Paiva passou a integrar, em 1919,
170
a 16! Diretoria da Companhia Alagoana de Fia-
ção e Tecidos-CAFT, constituída daquela fábrica
de tecidos de Rio Largo e a de Cachoeira. Quando
de sua morte, era Diretor-Presidente, não ape-
nas da empresa há pouco aludida, como ainda
chefe da firma Guedes de Paiva & Cia de Ma-
ceió; Diretor-Presidente do Banco Nort~ do Bra-
sil; membro do Conselho Administrativo do Es-
tado de Alagoas e grande acionista da Com-
panhia Força e Luz Nordeste do Brasil. O féretro
de Gustavo Paiva, cuja esposajá havia falecido
há quatro anos, saiu da casa de sua propriedade,
em Cruz das Almas, quase em Mangabeiras, e
ao chegar no centro da capital alagoana, na
rua Pontes de Miranda, foi o esquife retirado do
carro fúnebre, pelos operários das fábricas de
Rio Largo e Cachoeira, que passaram a conduzí-
lo nos ombros até o Cemitério de Nossa Senhora
da Piedade, com o acompanhamento inclusive
das bandas de música masculina e feminina da
CAFT e da banda da Força Policial do Estado.
Gust~vo Paiva, que no parque industrial da
refenda companhia, não se limitara a pagar sim-
ple~mente. o salário de seus operários e de-
mru.s servidores, porquanto realizara um am-
plo pr~grama social, compreendido por casa de
moradia para os operários, em vilas bem cuida-
das, creches, escolas, farmácia, hospital, postos
d~ saú_de, tudo devidamente equipado, além de
d1versoes e esportes, através de cassino cine-
te_atro,.sal~ d~ jogos, piscina. É de se frisa'r que,
nao só mstitwu escolas, com professores capaci-
tados, para os filhos dos operários e demais
empregados de seus estabelecimentos fabris
m~s aos escolares .era fornecido, gratuitamen~,
urufor~e e mate.na} escolar; não apenas criou
farmácia e hospital, como distribuía medica-
mentos. Antecipando-se à legislação trabalhista
171
brasileira, relativa à previdência social, com to-
dos os benefícios dela advindos, mantinha
para os operários de suas fábricas, uma seção de
aposentadoria, somente extinta em janeiro de
1938, quando da instalação, em Maceió, de uma
Delegacia do Instituto de Aposentadoria e Pen-
sões dos Industriários, prosseguindo, contudo,
durante o referido ano, com o dispêndio com au-
xílio a 30 pensionistas, ex-operários de sua em-
presa e com outra espécie de beneficio, o auxí-
lio a parturiente, conforme poderá ser compro-
vado através dos relatórios apresentados anual-
mente pela Companhia, às Assembléias Gerais
Ordinárias. Visando desenvolver o gosto pela
música entre seus operários, criou conjuntos
musicais, como o Jazz-Band Escola Jupy, em
1937, integrado por moças, o qual se exibiu pela
primeira vez publicamente no Carnaval de 1938
e depois um Jazz-Band masculino, os quais, ao
lado das bandas de música, masculina, e femini-
na, contribuiram para odesenvolvimento damú-
sica em Alagoas. Em setembro de 1942 havia
inauguradoumnovo prédio destinado às escolas,
com vastos salões para as classes, biblioteca pa-
ra professores e alunos, bebedouros higiênicos,
pátio para ginástica e recreio, aparelhagem pa-
ra o ensino profissional: datilografia e trabalhos
manuais. Ocorrera, também, nesse mesmo mês,
a inauguração do Cine-Teatro Guarani, com ca-
pacidade para 1.000 cadeiras, onde logo passoua
funcionar o teatro de amadores, integrado uni-
camente de operários da companhia que o sub-
vencionava. Dispunha ainda a CAFT de tipogra-
fia, de onde saiu, em 1938, o primeiro número
do Nosso Jornal, na realidade uma revista de
grande porte. Em junho de 1943, quatro me-
ses antes da morte daquele benfeitor, dera-
se a inauguração de um restaurante para os
172
operários, com capacidade para servir 500 pes-
soas. "O grande industrial, a quem a morte sur-
preendera na fase de esplendor de sua obra
admirável, - diria Messias de Gusmão em dis-
curso em sessão do Conselho Julgador do Es-
tado - se destacara dentre os seus contempo-
râneos pela visão que tinha de seus deveres hu-
manos e sociais, pela inteligência com que com-
preendia a verdadeira função do capital na vida
do estado moderno", prosseguindo: "Ele sentia,
segundo os postulados da notável encíclica de
Leão XIII, que o capitalista não se deve conside-
rar o possuidor de uma fortuna, mas o depositá-
tário de um bem que Deus lhe concedeu para
administrar e desenvolver no interesse da cole-
tividade. Ele pensava como Augusto Comte que,
sendo social sua origem, o capital só deve ter um
destino social". E o"seu grande trabalho, - afir-
maria um cronista - aquele que o imortalizou
perante os seus compatriotas, foram suas reali-
zações sociais, foi o seu desvelado interesse em
servir às classes pobres, em ir ao encontro dos
seus anseios, das suas aspirações sempre em
busca de dias melhores, em procura de um des-
tino menos doloroso, menos amargo". Por fim, a
respeito da figura desse homem que realizou
grande obra civilizadora, afirmaria outro cro-
nista do cotidiano que "dele pouco se dirá do
imenso que haveria a dizer....".
30 out.- Sessenta anos do surgimento, em Maceió, no dia
30 de outubro de 1933, da Revista da Perseve-
rança, órgão oficial da Sociedade Perseverança
e Auxi1io dos Empregados no Comércio. Era
impressa na Litografia Trigueiros.
out. - Trinta anos do início do funcionamento, em ou-
tubro de 1963, da Companhia deAbastecimento
de Água e Saneamento do Estado de Alagoas
173
,,. • t j . : ... .....
- CASAL, que a princípio cuidou do problema de
Saneamento básico, sobretudo no interior do
Estado, tanto que coube à nova companhia a
coordenação do Projeto Coletivo da Bacia Leitei-
ra, bem como a execução de sua adutora. Em
outubro do aludido ano de 1963, segundoinforme
divulgado no Diário Oficial, do Estado de Ala-
goas, a 13 do mencionado mês e ano o Governa-
dor Luiz de Souza Cavalcante ha-ria recebido
ofício de Antônio Magalhães Pontes Diretor-
Administrativo da CASAL, comunic~do a sua
instalação em Maceió, na rua do Uruguai, n2
200. O Decreto estadual n2 1.117, de 16 de
outubro de 1963, abriu créditos especiais desti-
nados à subscrição de ações para vários ór-
gãos estaduais, inclusive a CASAL, cabendo a
esta a importância de Cr$ 19.600.000,00. Como
se verifica, inicialmente oaludido órgão não atu-
ou no abastecimento de água da capital maceio-
ense, então confiado ao SAEM - Serviço de Água
e Esgoto de Maceió, que no mencionado ano de
1963, a 19 de novembro, divulgou edital de con-
corrência pública, assinado pelo seu Diretor en-
genheiro Paulo Jorge Lopes Costa, para a c~ns­
trução de reservatório nas proximidades da
Igreja de Santa Terezinha, no Farol. A escritura
de constituição da sociedade anônima de eco-
nomia mista Companhia de Abastecimento de
Água e Saneamento do Estado de Alagoas foi
as~inada no P::ilácio do Governo de Alagoas, na
noite de 11 deJulho de 1963 -publicadano Diário
Oficial, a 7 de agosto seguinte - na presença de
altas personalidades do governo alagoano e de
representantes da SUDENE, os drs. Abraão
Fainzilber e Zenaldo Barbosa Rocha, respectiva-
mente Diretor da Divisão de Saneamento e
~roc~ador da cit~da Superintendência, que as-
simvieram corponficara participação damesma
174
CWAl
lllllOTlCA ClMftAl
naquela sociedade de economia mista. Àquel.a
escritura que juridicamente dava posse de di-
reito aos acionistas portadores das ações da
Companhia, foram apostas cerca de 57 assinatu-
ras, entre as quais ~uitas delas de funcionári?~
dovelho Serviço de Aguas e Esgotos de Maceio
-SAEM, que antecedeu a CASAL na prestação
daqueles serviços na capital alagoana. Na mes-
ma oportunidade foram empossados os Dire-
tores da nova Companhia: Benício Valente Mon-
te, Diretor-Presidente; Engenheiro Márcio Bar-
bosa Calado, Diretor-Técnico e Antônio Maga-
lhães Pontes, DiretorAdministrativo. Ficava as-
sim constituída a CASAL, nos termos da autori-
zação contida nas leis estaduais ns. 2.491 e
2.557, respectivamente de 12 de dezembro de
1962 e 21 de junho de 1963, "destinada a plane-
planejar, projetar, executar, ampliar, explorar e
administrar, diretamente ou mediante convênio
ou contratos celebrados com entidades públicas
ou privadas, serviços urbanos de água potável e
esgotos sanitários, bem como de abastecimento
de água a zonas rurais em todo o território do
Estado de Alagoas", ficando fixado em dez mi-
lhões de cruzeiros, o seu capital representado
por dez mil ações de valor nominal de um mil
cruzeiros, ficando o Estado obrigado a subscre-
ver 51% das ações com direito a voto, tendo
essa empresa começado a operar na capital ala-
goana, em março de 1971, durante o governo
Afrânio Lages, quando passou a ser presidida
pelo bacharel Douglas Lins de Araújo, em subs-
tituição a Benício Monte, que a presidira a partir
de março de 1963. O primeiro serviço de abas-
tecimento de água da capital maceioense deno-
minou-se Encanamento do Riacho Luiz da Silva,
cujo contrato inicial fora assinado em 28 de julho
175
de 1883. Seis anos depois, a Resolução nº 1.078,
de 26 dejulho de 1889, autorizou o presidente da
P,rovíncia a auxiliar a criação da Companhia das
Ãguas de Maceió, - incorporada a 9 de setembro
seguinte - em substituição àquele primitivo ser-
viço. A 1º de outubro de 1941, oDecreto-lei nº 28,
desapropriou, por utilidade pública, todo o acer-
vo da referida companhia que, por sua vez, foi
substituída a 27 de agosto de 1945, através do ór-
gão autárquiço criado pelo Decreto-Lei n2 3.041,
o Serviço de Agua e Esgotos de Maceió - SAEM.
COMPANHIA PlLAREN.SE ·oe ,.IAC'ÃO E TEC:IOOS
AL.AOÔAS
Fábrica de tecidos da Companhia Pilarense de Fiação e
Tecidos, cm fotografia do princípio do século, de Folgueira.
176
COMPANHIA r>lLAIU!NSe DI! l"IACÃO e Tl!CIOOS
U me Vlst• lntern•
PILAR AL.AQÓAS
Vista interna da fábrica da Companhia Pilarense de Fiaç~o e
Tecidos, também do início do século atual, da mesma precedência da
anterior.
Guido Duarte (Cuido
Martins Duarte), cm
foLogralia datada de 31
de dezembro de 1884.
177
..
Hospital de São Vicente (Santa Casa de Misericórdia), em
foto de 1905, batida por I.. Lavenere.
178
" O acendedor de lampeões", tela
do pintor José Pammo, da época
em que Jorge de Lima, autor do
soneto de idêntico nome, foi eleito
o" Príncipe dos Poetas Alagoanos".
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Jt;'fl.'lf) dt; ('Yi/'l'('!ili• U.''.'1'1, j J•Jt /1;;·1:11 ! Jt1i'r!(JU'l, !Jt_f:():1/11/1111 r.'1• /S!J.'1., f>i,Ü:> +•:o:!allJU~ (;l:J'IOS.
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1• Ju>;tinn Rodrigh's.
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:.,~·;';:,~::~:T:':·:;.x:~·.;..;;~~~l··;;;,:::::1::~:;
to;·b. : í1•1i,oJ; a:.is •1,.. J· >.c:.1!s •t1H.' 1'1• ..:.:h•l:l, ~ ..mt.1·J1~ ll ~ dr1;11bs: rL·ilvtdW ; "~::;J;~
Número inicial de O Proletário, de 22 de outubro de 1893, órgão do Partido
Operário Socialista do Estado de Alagoas.
179
Velho chafariz
público, localizado
diante do Mercado
Público de Maceió,
demolido para a
construção do antigo
instituto de Educação,
prédio atualmente
ocupado pela Secretaria
de Educação.
180
Operários à hora da
saída da fábrica de
tecidos de Cachoeira,
pertencente à Cia.
Alagoana de Fiação e
Tecidos, em foto de L.
Lavenêre, da primeira
década do século.
"'
P·~ b t 't e o ,.; M,"-.~
" ; -~ ~
NOVEMBRO
01 nov.- Cento e vinte anos da abertura, no dia 12 de
novembro de 1873, para transmissão de des-
pachos particulares, da estação telegráfica do
Pilar. Funcionava então, comdois aparelhos, um
deles do sistema Morse-duplo.
- Setenta e cinco anos do falecimento, na capital
alagoana, vitimado por uma gripe de mau cará-
ter (influenza), aos 32 anos de idade, no dia 12 de
novembro de 1918, de Ulisses Batinga, filho de
outro poeta, José Vicente de Araújo Batinga e
de Joana Angélica Machado Batinga. Tendo se
dedicado ao magistério, foi inclusive lente
do antigo Liceu do Penedo, de onde de foi de-
mitido, segundo se alega, por perseguições
políticas. Deixou publicado um livro de poesia
- Nardos, de 1908.
05 nov.~ Oitenta anos do aparecimento, na capital ma-
f'ceioense, a 5 de novembro de 1913, do Diário do
Norte. Órgão do Partido Republicano Liberal das
Alagoas, era de grande formato, tendo Baltazar
de Mendonça como redator-chefe e Correia de
Oliveira como Secretário da redação. Circulou
até 1915.
07 nov.- Cento e vinte anos do falecimento de José Correi,a
da Silva Titara, emCoqueiro Seco, às 16,30 ho-
ras de 7 de novembro de 1873, tendo sido sepul-
tado na Igreja de Nossa Senhora Mãe dos Ho-
mens da localidade onde nascera na primeira
década do século XIX. Foi ele o primeiro Dire-
tor da Instrução Pública da antiga província das
181
" '
Alagoas, cargo que ocupou pelo espaço de onze
anos. Nomeado por portaria do dr. Manoel So-
bral Pinto, presidente da então província das
Alagoas, datada de 30 de agosto de 1853, passou
também a dirigir, cumulativamente, o tradicio-
nal Liceu Alagoano. "Numa época em que nin-
guémsepreocupava coma organização do ensino
público - diria Craveiro Costa em Instrução
pública e instituições culturais de Alagoas - ele
pugnava por essa organização, do ponto de vista
puramente pedagógico, combatendo a incapaci-
dade do magistério e o erro, que chegou até
os nossos dias, de se transformar esse impor-
tante ramo administrativo num departamento
exclusivamenteburocrático sob a égide da politi-
cagem". Ao se aposentar, como Diretor da Ins-
trução Pública, por portaria da presidência,
de 4 de julho de 1864, contava "o tempo líquido
de 29 anos, 6 meses e 22 dias de serviços presta-
dos em diferentes empregos públicos". Das fases
da infância e adolescência do advogado provisio-
nado Silva Titara sabemos apenas que freqüen-
tou, durante algum tempo, o Seminário de Olin-
da. Depois disso, a primeira notícia que encon-
tramos a seu respeito refere-se ao seu provi-
mento na cadeira de Gramática Latina da então
vila de Maceió, em 22 de outubro de 1829 e posse
a 3 de novembro seguinte. Mas a 17 de fevereiro
de 1831, demitiu-se do cargo, voltando a ocupar
a mesma cadeira, por provisão do presidente da
província das Alagoas, de 22 de fevereiro de
1832,tomando posse dois dias depois. Ofíciodiri-
gido pela Câmara Municipal de Maceió ao presi-
dente da província, dr. Antônio Pinto Chichorro
da Gama(refere-se a Silva Titara como profes-
sordaquela cadeira, lecionando na época a "cinco
alunos, dois traduzindo Cornelio, e Fabulas de
182
Phedro, três dando linguagens". Em maio de
1832 era o 2º Secretário da Sociedade Federal de
Maceió, fundada em 1831 com a denominação
de Sociedade Patriótica de Maceió, mudadapara
aquela outra, em 16 de fevereiro de 1832, ao
abraçar ofederalismo, composta de integrantes
da facção liberal exaltada, resultante do 7 de
abril de 1831, a qual objetivava principalmente
combater os portuguêses e mesmo os brasileiros
absolutistas, favoráveis à reposição do monarca
lusitano ao trono do Império do Brasil. A 15 de
janeiro de 1835 ocorreu a eleição para a 1ª legis-
latura(1835-1837)danossa AssembléiaLegisla-
tiva Provincial, quando foi eleito suplente de
deputado, chegando a tomar assento nessa le-
gislatura. Titara foi também Secretário da
Câmara Municipal da vila de Maceió. Como
tal assina, juntamente com os membros da re-
ferida Câmara, umofício datado de 14 de abril de
1835, dirigido ao presidente da província das
Alagoas, o cel. José Joaquim Machado de Olivei-
ra. Durante o quatriênio 1837-1841 foi vereador
do município de Maceió, sendo que em 1838
exerceu, interinamente, a presidência da men-
cionada Câmara Municipal. Na sessão da As-
sembléia Legislativa, de 7 de fevereiro de 1837,
foi eleito vice-presidente da província. Eleito
deputado provincial, para a 2!!legislatura (1838-
1839), foi reeleito, sucessivamente, para a 3ª
(1840-1841); 4!! (1842-1843), 5ª (1844-1845); 6!!
(1846-1847)legislaturas e posteriormente pa-
ra a 13ª (1860-1861); 18ª (1870-1871), quando
tomou assento na 2ª sessão, instalada a 3 de
maio de 1871, em substituição ao dr. José An-
tônio Bahia da Cunha; 19ª (41872-1873) e 20ª
(1874-1875), tendo falecido antes da apuração
desta última. Foi igualmente deputado geral por
183
..
Alagoas, eleito para a 7ª e 9<! legislaturas, corres-
pondentes aos períodos de 1848 e 1853-1856. Na
sessão de 1852, da 8" legislatura, substituiu
a Francisco Inácio de Carvalho Moreira, futu-
ro Barão de Penedo. Nomeado por portaria de
24 dejulho de 1839, Inspetor da Tesouraria Pro-
vincial das Alagoas, Silva Titara a instalou, em
Maceió, no dia 6 de setembro do mencionado ano
de 1839.Através da portaria de4 de novembro de
1844, assinadapelo dr.Bernardo de Souza Fran-
co, presidente da então província, foi demitido
desse cargo, sob a alegação de que havia "tomado
parte ativa na rebelião ou sedição que assola a
Província da qual geralmente he tido por cabeça
e consta à Polícia ser o mais diligente destribui-
dor destas notícias, e ordens que trouxerão con-
tra a cidade as hordas de salteadores, e fize-
rão derramar o sangue Alagoano em tantos pon-
tos da Provincia." Adiantava ainda, citada por-
taria," que demais exercia (o emprego) de hum
modo parcial e muito contrário aos interesses
da Fazenda, que devia zelar". Com Titara foram
igualmente demitidos, por portaria de igual da-
ta, como implicados naquela mesma rebelião,
João Camilo de Araújo, Procurador Fiscal da
Tesouraria Provincial e José Joaquim Cardoso,
Oficial da Contadoria da mencionada Tesoura-
ria. Areferida sedição veio a ser conhecida como
Revolução dos Lisos e Cabeludos, cujas pri-
meiras escaramuças travaram-se em Maceió, na
manhã do dia 15 de outubro daquele ano de
1844, com o objetivo de derrubar uma suposta
oligarquia dafamília Sinimbu. Visandopacificar
os ânimos, o governo imperial nomeou um novo
presidente para as Alagoas, - o dr. Caetano Ma-
ria Lopes Gama - que anistiou os revoltosos,
- que haviam sido batidos em combate - vindo
184
Silva Titara a ser reintegrado no cargo de Inspe-
tor da Tesouraria Provincial, por portaria de 17
de janeiro de 1845, daquele presidente. Em
1847, a 5 de fevereiro, por carta imperial dessa
data, foi nomeado Secretário do Governo da Pro-
víncia das Alagoas. A 23 de fevereiro de 1856
vamos encontrá-lo como Delegado do Diretor
Geral das Terras Públicas da Província das Ala-
goas, data em que exarou despacho constante de
um Livro de registro de despachos, hoje do acer-
vo do Arquivo Público de Alagoas. Mas sua
nomeação ocorrera por decretoimperial de 29 de
setembro de 1855. E ainda em 1ºdejulho de 1858
achava-se Silva Titara no exercício daquelas
mesmas funções, pois é dessa data, um atestado
por ele passado. Era agraciado com o Hábito da
Imperial Ordem de Cristo. Traduziu e publicou,
em Recife, no ano de 1843, um Tratado de edu-
cação dos meninos por Fenelon. De O Provin-
ciano, o terceiro jornal que circulou em Alagoas,
aparecido em Maceió, a 12 de maio de 1836, foi o
seu principal redator. Redigiu tambémA Conci-
liação, o primeiro jornal editado em quatro colu-
nas de impressão na província, ao que tudo indi-
ca surgido em 10 de setembro de 1857, na ca-
pital maceioense, permanecendo nessa função
até março do ano seguinte, periódico que saía
às quintas-feiras e domingos, da Typographia
, Constitucional, na rua da Boa Vista, nº 52.
08 nov.- Centenário do periódico crítico e noticioso Lin-
.)(8Uarudo, surgido a 8 de novembro de 1893, na
cidade do Pilar. De propriedade de uma asso-
ciação, seuescritório e oficina achavam-se locali-
zados na rua Minas Gerais, nº 6, de onde saía
às quartas-feiras, tendo como redator-principal,
Zé - Povinho.
15 nov.- Sesquicentenário de O Alagoano, surgido em
Maceió, no dia 15 de novembro de 1843. Era
185
..
órgão do partido dos lisos, que posteriormente
viria a constituir o denominado Partido Liberal
Histórico, sendo redigido pelo dr. José Tava-
res Bastos, que insuflava através de suas colu-
nas, a luta armada contra a facção política opos-
ta, dos lisos. De publicação semanal a princípio,
mas depois publicado às quintas-feiras e domin-
gos, era impresso na Typographia de Luiz. C. de
Men~zes, instalada na rua do Comércio, n2 158,
depois mudada para o n2 35, da mesma artéria,
suspendeu sua publicação no ano de 1846.
24 nov.- Cento e trinta anos da expedição, a 24 de novem-
bro de 1863, pela presidência da província das
Alagoas, do primeiro Regulamento interno da
Santa Casa de Misericórdia da Cidade de Mace-
ió, estabelecimento hospitalar com sua história
aqui centrada nos seus primeiros 25 anos de
existência. Por esse regulamento toma-se ciên-
ciência de que os empregados do hospital, classi-
ficados como externos e internos, eram apenas 9.
Na primeira categoria o médico, o capelão e
o escriturário; na segunda, o zelador, um enfer-
meiro, uma enfermeira, uma cozinheira ou co-
zinheiro e dois serventes, constando entre as in-
cumbências do zelador, "assitirà distribuição da
comida da maneira seguinte: no verão o almoço
será às oito horas da manhã, ojantarà uma hora
da tarde, a ceia às seis horas; no inverno o almo-
ço às 9 horas, jantar às duas da tarde e a ceia às
seis e meia". Quanto às dietas, quatro eram as
espécies para o almoço, cinco para o jantar e
quatro para a ceia. Uma delas, para o almoço
con~istia em "uma oitava (3,586 gramas) de chá
da India, duas onças (onça=28,691 gramas) de
açúcar refinado, três onças de pão e meia onça
de manteiga". Parajantar, entre as dietas esti-
puladas, aquela que seria "composta de caldos
de galinha correspondente a quatro caldos de
186
quatro onças, e um quarto de galinha", enquanto
para a ceia, entre as quatro espécies, as mesmas
do almoço, uma das quais, "composta de duas
onças de farinha de trigo ou de araruta, duas on-
ças de açúcar refinado, um ovo e meia onça
de manteiga". Um dos artigos, relativos à proi-
bição dos visitantes levarem aos doentes co-
midas, bebidas ou medicamentos, estipulava
punição para os que infringissem tal disposição,
inclusive para ointernado: " O doente que rece-
ber os objetos, será posto a caldos por um a três
dias, e finalmente terá alta se reincidir". O cargo
de provedor da Santa Casa de Misericórdia, ins-
tituído pelo artigo 22 do Compromisso da Irman-
dade da Santa Casa de Misericórdia da Cidade
de Maceió, aprovado em 23 de abril de 1857, não
era remunerado. Entretanto, com a criação do
cargo de administrador, de livre nomeação e de-
missão do governo da província, porResoluçãon2
589, de 17 de junho de 1871, o ocupante pas-
sou a acumular as funções desse cargo com
as de provedor, com a remuneração anual de
Rs. 2:400$000. Apedra fundamental do Hospital
de Caridade de Maceió, foi lançada às 16 horas
do dia 7 de setembro de 1851 e, segundo a própria
ata do acontecimento, "no largo de trás da cadeia
desta cidade de Maceió", na entrada da rua que
segue para o Trapiche da Barra, "presentes o
ilmo. e exmo. sr. dr. Manoel Sobral Pinto, 12 vice-
presidente da província, o reverendo João Bar-
bosa Cordeiro, vigário desta freguesia de Nossa
Senhora dos Prazeres, os ilmos. srs. dr. Hercu-
lano Antonio Pereira da Cunha, Chefe de Policia
interino da mesma província, o Secretário do
Governo dela, o dr. José Alexandrino Dias de
Moura, a Câmara Municipal da dita cidade, o
presidente do Conselho de Obras Públicas, Anto-
187
nio da Silva Lisboa e outros membros do mesmo
Conselho, o Comandante Superior da Guarda
Nacional, José Antonio de Mendonça e mais ofi-
ciais da mesma residentes nesta capital, o coro-
nel José Ferreira de Azevedo, comandante do
32
Batalhão de Artilharia a pé e seus oficiais os
vice-cônsules de S. S. Magestade Fidelíssim~ e
S. M. Britânica e daRepública do Uruguai, todos
os chefes das repartições púbicas da sobredita
capital, outras muitas autoridades civis emilita-
res e mais cidadãos distintos e grande concurso
do povo, para o fim de testemunharem a bênção
solene e colocação da primeira pedra do HOSPI-
TAL DOS ENFERMOS DESVALIDOS. O reve-
rendíssimo vigário benzeu solenemente, em al-
tar decente, para este ato preparado, onde se
achava colocada a imagem do SENHOR BOM
JESUS DOS AFLITOS, e o dito exmo. sr. vice-
presidente da província assentou e colocou em
lugar para esse fim destinado a referida primei-
ra pedra, sendo padrinhos os ilmos. srs. dr. Her-
culano Antonio Pereira da Cunha, advogado
João Camilo de Araújo, cel. Manoel da Costa
Moraes, cel. José Ferreira de Azevedo, o Inspe-
tor da Tesouraria da Fazenda, dr. João Camilo
Ferreira Rabelo, o Inspetor Antonio da Silva
Lisboa, o cidadão Pedro José de Pinho, o Juiz
Municipal e de Órfãos dr. Esperidião Elói de
Barros Pimentel, major Paulo Joaquim Teles o
vice-cônsul de S. M. Fidelíssima João de Alm~i­
da Monteiro, o sub-delegado de polícia Domin-
gos Lopes de Amorim e o negociante Faustino
Fogaça da Silveira e em presença de todos se
encerrou na sobredita pedra uma lâmina de
chumbo contendo a seguinte inscrição: Hospital
dos Enfermos Desvalidos, fundado nesta freque-
sia e cidade de Maceió, capital das Alagoas no
188
dia 7 de setembro de 1851, 292
aniversário da
Independência do Império do Brasil so? os ~us­
pícios do ilmo. sr. dr. Manoel Sobral Pinto, vice-
presidente da província, sendo vigário o padre
José Barbosa Cordeiro,do qual hospital é padro-
eiro o Senhor Bom Jesus dos Aflitos e para
constar se mandoulavrar o presente termo neste
livro em que assinarão as pessoas que se ofere-
cerem; e eu, Francisco das Chagas Muniz, se
cretário da Câmara a escrevi". Afora as assina-
turas das pessoas acima já mencionadas, a ata
registra as de outras: Luiz Correia de Menezes,
Antonio Alves Monteiro, Joaquim de Farias Pi-
nheiro Manoel José Teixeira de Oliveira, Luiz
José d~ Barros Leite, Manoel Vicente Sampaio,
padre Manoel Antonio do Vale, Au~sto W~r:­
ceslauda Silva Lisboa, Lourenço da SilvaArauJO
Azevedo padre coadjutor Manoel Cordeiro da
' o dCruz, Hermes Ernesto da Fonseca, 1- tenente e
artiharia Rafael Arcanjo da Silva, alferes José
Gabriel Pereira Pinto, capitão João Francisco
Catete, Manoel Claudino de Arroxeias Jaime,
Joaquim José de Almeida, Firmino Avelino da
Cruz Inácio Joaquim Passos, José Felipe de
Souz~ Rodrigues, Manoel Pereira Camelo, Sil-
vano Ferreira Guedes, João Murtinho de Farias
Pinheiro, Antonio Francisco Leite, Anolino Ta-
vares de Macedo, Miguel Joaquim Ramos de
Moraes, Antonio Francisco de Araújo, mestre
pedreiro e Francisco das Chagas Muniz. Em 30
de março de 1852a Junta Diretora,incumbida de
providenciar, dirigir e regular otrabalho da obr.a
que havia de ser efetuada às expensas da cari-
dade pública, que conseguira, por doação e es-
mola a posse de um terreno, com 200 palmos de
frent~ e 300 de frente a fundo, feita pelo advo-
gado João Camilo de Araújo, bem assim al~
material e dinheiro com que se conseguiu
189
~1
dar início à obra, - a partir do lançamento da
pedra fundamental - cujo orçamento, a despeito
da suamodesta planta, de autoria do engenheiro
Pedro José de Azevedo Schramback, excedera a
trinta contos de réis. A mencionada Junta era
composta dos srs. Manoel Sobral Pinto, padre
João Barbosa Cordeiro, - que não só foi o autor
da idéia da fundação do hospital em foco, mani-
festada em carta de 4 de julho do aludido ano de
1851, como concorreu, para a concretização da
mesma, cedendo o rendimento da desobriga de
sua paróquia -João Esteves Alves, Antonio Joa-
quim de Faria Pinheiro e Manoel da Costa Mo-
raes. Sobral Pinto, em fala dirigida à Assembléia
Legislativa da Província dasAlagoas, no dia 3 de
maio de 1853, no tópico "Hospital de Caridade da
Capital", registrahaverdirigido convite-circular
à comunidade alagoana,pedindoauxíliodestina-
do à construção daquele estabelecimento hospi-
talar, discriminando em anexo à referida fala
as importância recebidas de doadores de Maceió,
Porto Calvo e São Miguel dos Campos. Já que as
esmolas e donativos não eram suficientes para
permitir, um rápido andamento da obra e levan-
do em consideração que "a miséria desvalida
e sem abrigo não podia esperar pela sua tardia
prontificação,"- explicaria aquele administrador
da província-foi mister preparar-se provisoria-
mente duas pequenas moradas de casas onde se
recolhessem os doentes", com capacidade para
acomodar 24 pessoas, adquiridas por 200$000
réis, segundo consta da relação do "Dinheiro
despendindo com o Hospital de Caridade", in-
tegrante daquela alocuçãopresidencial. O gover-
no da província das Alagoas, que já consignara
em leis orçamentárias, importâncias decorren-
tes da arrecadação de determinados impostos,
durante os anos de 1853 a 1855, foi autoriza-
190
do pela lei n2 287, de 30 de abril desse último
ano de 1855 a nomear uma comissão que se
incumbisse da administração do hospital até
a instituição de irmandade encarregada de ad-
ministrá-lo. Vale registrar que a construção de
parte do lanço leste do edifício foi ultimada em
1855, e a 6 de maio do ano seguinte, o de 1856,
na administração provincial do dr. Antonio Coe-
lho de Sá e Albuquerque, os doentes, que desde
31 de outubro de 1852 ocupavam uma velha ca-
sa vizinha à construção, transferiram-se para as
duas enfermarias da parte da frente do edifício,
que acabavam de ser concluídas, uma destinada
a doentes do sexo masculino e a outra para os do
sexo feminino, constituindo-se aquela data, na
prática, a da inauguração do velho hospi~L. A
citada comissão assumiu as rédeas da adminis-
tração do estabelecimento nos princípios de ja-
neiro de 1856, servindo até 19 de julho de 1857,
data em que se instalou a Irmandade da Santa
Casa de Misericórdia, após aprovado o seu com-
promisso, pela Resolução provincial n2
314, de
de 23 de abril daquele ano, confraria cujos fins
consistiam na prática de obras de misericórdia e
pias, embenefício e socorro dos pobres indigen-
tes e dos enfermos desvalidos e no acolhimento e
amparo, desconhecendo-se, porém, o dia e mês
do referido ano de 1857, em que foi instituída
a Santa Casa de Misericórdia com três enferma-
rias de dez leitos cada uma, duas para homens e
a terceira para mulheres, com uma capela sob a
invocação de São Vicente de Paula, em substi-
tuição ao primitivo nome do estabelecimento
e ao do padroeiro, respectivamente Hospital dos
Enfermos e Desvalidos e Senhor Bom Jesus dos
Aflitos. Segundo publicação não assinada, sob o
título de O Hospital de Caridade de Maceió,
191
..
divulgada em_agosto de 1860, tal hospital com
pun~a-se entao de duas salas espaçosas, que
serviam de enfermarias para as pessoas de dife-
rentes sex?s, "por conseqüência, se acha, do-
e~tes de diferentes moléstias promiscuamente
rmsturados, moléstias agudas com crônicas di-
tas c!:mt~giosas com outras que o não são' di-
tas s_~líticas, herp~ticas, feridas, úlceras, ~te.",
admitindo que a situação só poderia melhorar
com.ª const~ção de um maior número de enfer-
manas, destinadas a receberem doentes de di-
ferentes ent:ermidades, "como estavaindicado no
plano ou nsco por concluir deste estabeleci-
t " O . "men o . u se1a, uma enfermaria para os doen-
tes atacados de febres e moléstias orgânicas
agudas, outra para as moléstias crônicas, outra
para ~s,vei;téreas e moléstias que pertençam ao
foro cirurgico, tanto para o sexo masculino como
para.o f~mi~o, podendo servir as enfermarias
atuais · isto e, em 1860 - só para os febricitantes
e moléstias agudas", ternúnando por asseverar
que se tornava necessário construir-se as aludi-
das enfermarias - que em 1876 eram em número
de três, nas quais achavam-se 49 leitos - "e mais
qu~tos in~spensáveis, como sejam despensa,
coz1~h::1 mru_or, casa de arrecadação, sala de
adrm~straçao, etc. ,etc." Quanto ao movimento
de pa~~~U:s em suas enfermarias durante os 25
anos rmcia1s, compreendidos entre 1851e1876
e~ face do desaparecimento das relaçães ante~
nores, SOI11;ente chegaram aos nossos dias os
dados relativos aos dezenove anos transcorridos
de 1856 a 1876, quando deram entrada naquela
casa hospitalar, 4.645 pacientes, dos quais mor-
reram 694,_período em que nela estavam atuan-
do o~ ~~dicos José Antonio Bahia da Cunha,
Poss1~omo de Mello Acioli, José Antonio Lopes,
Francisco Homem de Carvalho e João Francisco
192
Dias Cabral. Provedores, nessa mesma fase, em
exercício entraram nove; o coronel Manoel da
Costa Moraes (1857), tenente-coronel Francisco
de Paula Mesquita Cerqueira, capitão José de
Mello Vasconcelos Castro, capitão Miguel Joa-
quim Ramos de Moraes, dr. José Antonio de
Magalhões Basto, capitão José Adolfo de Barros
Corrêa, major Manoel Martins de Miranda e
mais o dr. Manoel Lourenço da Silveira e Alípio
A. da Silva Freire, que atuaram na mesma épo-
ca, no impedimento de dois dos titulares. O
aumento do número e do valor das subvenções
oficiais a partir de 1857, através dos governos
provinciais, "constituiu - segundo Dias Cabral -
sinal evidente de que mais e mais se fechava a
bolsa particular, cedo trancada ao desenvolvi-
mento de uma instituição que de abandonada
ficou a cargo dos poderes públicos." Quase vinte
anos depois, em 1876,ohospital não dispunhade
água encanada, pelo que o presidente da pro-
província dr. José Thomé da Silva, mandou
"efetuar este importante melhoramento, colo-
cando-se ali uma pena d'água, com um espaçoso
depósito e tanto que adacente".
193
Igreja matriz de
Coqueiro Seco, terra
natal de José Con-eia
da Silva Titara,
em foto de 1937, de
Paulino Santiago.
..
A Conciliação, jornal maccioen.se de 1857, o primeiro a se apresentar com quatro
colunas de impressão, dele Silva Titara foi redator.
194
OALACOANO.
c.NI .i ~.. ""' ,.,i-........ .. - .
Wai. ~ .. Mit. "'4 in.,&ill't•,l • .••,..,._
J, P. 111gu:
""º . br; 'alia ""lo' Ílltere11t1 e lannm tla ltU pais•
Cidl2l1ú" que "d? eJ' ,·~d:;;,.,taul. m711ellt . que " aflfllltexerci um trt1l11 .. ,-- • • ~
oucmmudece, t inful U!' cumpnrntnlll tú uu ·
.. . D.nll.
D0111N'GO t DE FEVEREJ.RA.
" Q1111wfo ª·' AullV>ri-l1tR<1 i:ns nl!n
J •·: 1rnrtm Ol]Utfl1t Justiç1t· i1111'arc111l,
aamuu · / r•prtU>I·
tu rl'tllns tleue ser '""P"''!~t .• . • Sal>t •
'I . '1"' F.u Pr<Jvi.lcnct11rt1_. ... 1
101'."me' ' 1~1~ r/11 causn puhlic1t. nún lt·que l]U(llla" ... v •• l .
tiht> 0111191,, e i:aliifos tm occanunl' u.~~.
" (l'al~•:rns mnmornn•l•• e nlno .'"
tno d ~uouuo .u1h11r ''" lo1lepP.11tlmu·1n
~n• ·i~·,,.~ eni 8 .te -V.ternhro do 1822,
n••~• ~ "• . )dePpcdiu;lo-~e •lo• ""''''"'ª"'~·
OHctlicioeo1 tio 1U1:1,
. d OAl o impressoemMaceió,órgãodafacçãopolítica
Umd~i1primeiros ~úmerosche dªIO&Dcabel~dos suraido no dia 15 de novembro de 1843.dos Lisos, cmoposição aos ama os ' o·
195
' li
11
1
1
1
11
..
196
DEZEMBRO
01 dez. - Sessenta e cinco anos do falecimento, em Ma-
ceió, a 1º de dezembro de 1928, de Antônio
Arecippo. Natural de União dos Palmares, onde
nasceu a 31 de outubro de 1868, filho de Antônio
Victor de Barros Teixeira e de Maria Marceli-
na Bello Teixeira, Antônio Arecippo de Barros
Teixeira bacharelou-se em Ciências Sociais na
Faculdade de Direito do Recife, em 9 de maio de
1896, e em Ciências Jurídicas a 29 de abril
de 1898, tendo exercido os cargos de Juiz Substi-
tuto de São José da Lage (21jul. 1896 a 31 ago.
1910); Juiz de Direito da lª Vara da capital ala-
goana, a partir de 6 de novembro de 1922. Foi
Secretário da Intendência e do Conselho Munici-
pal de União, hoje União dos Palmares, quando
estudante de preparatórios; Inspetor Escolar de
União e da vila de São José da Lage; membro
da Comissão Municipal Republicana da men-
cionadavila e Fiscal deEnsino dePão de Açúcar,
de 1914 a 1919. Musicista amador, desde a época
de seus estudos preparatórios em União dos Pal-
mares, tocava flauta, "e tinha um 'sopro' consi-
derado dos mais suaves ou mais apropriados
para oreferido instrumento". No período em que
exerceu a magistratura em São José da Lage, de
julho de 1896 a agosto de 1910, fundou, orga-
nizou e regenciou a Banda de Música "Bene-
dito Silva" numa homenagem ao grande com-
positor alagoano e por isso mesmo comumente
197
ch~ada de "Beneditina", corporação musical
ct;iJ~S componentes apresentavam-se fardados:
tumca de .casemira azul-marinho, calças bran-
cas, de bnm e ~o~na pr~ta. E a orquestração
das partes musicais destinadas a cada instru-
mento da I;>anda era executada pelo próprio re-
gente. Dedicado ao estudo doDireito, publicou as
obras: Organização judiciária do Estado de Ala-
goas, ~?otada com referências e explicações
~M~c~10, Casa Ramalho, 1914);Decisões jurídi-
Jund1cas de 1898 a 1917, prefácio de José Ta-
vares Bastos (~enedo, Atelier de Artes Graphi-
cas, 1917); Cod1go do processo criminal do Es-
tado de Alagoas (1919); Formulario do processo
crimial (Accommodado ao foro do Estado de Ala-
go~s ~Maceió, Livraria Fonseca, 1919). Inéditos:
O J~ em Alagoas (Guia dos jurados alagoanos),
~1~1mad? a 1~ out. 1925; Evolução católica po-
htica e Jurídica; Assessor judiciário (Especial-
mente para o Foro alagoano); Novas decisões o
Juri e o Código do Processo Civil e Comercial,do
Esta~~ ~e Alago~s e O Estado de Alagoas e seus
mumci:p10s (parcialmente publicado nas páginas
da.Revista do Instituto Archeológico e Geográ-
phico Alagoano) e Código do processo civil e
comercial do Estado de Alagoas.
- Sessenta anos do aparecimento, na capital ma-
ceioense, no dia 1º de dezembro de 1933 da
revist8: quinzenal Alagoas Ilustrada, diriiida
por Luis de Barros, tendo Raul Lima como reda-
tor-chef~·-Impressa na Lithographia Trigueiros,
de Mace10, da mesma sabemos haver sido publi-
cada até o seu nº 6, relativo ao mês de junho de
1934. Colaboradores principais: Carlos Paurílio
Diégues Júnior, Abellard França, Jayme de'
Altavila, Dulce Wanderley, José Luiz de Oli-
veira, Claudenor Espírito Santo L. Lavenere,
198
Lygia Menezes, Osman Loureiro, Pedro Nunes
Vieira, Cavalcante e Silva, Erm1io de Maya e J.
Durval de Mendonça.
02 dez.- Q~arenta anos da criação do município de Olho
d'Agua das Flores, por intermédio da Lei nº
1.748, de 2 de dezembro de 1953 e instalado no
dia 6 de fevereiro de 1954. O município teve
seu território desmembrado de Santana do Ipa-
nema.
- Quarenta anos da criação do município de Paulo
Jacinto, através da Lei nº 1.147, de 2 de dezem-
bro de 1953, municípioinstalado a 7 dejaneiro do
ano seguinte. Desmembrado de Quebrangulo, a
primitiva denominação do município foi Louren-
ço de Cima. Quanto ao nome Paulo Jacinto,
decorreu de Paulo Jacinto Tenório, abastado
fazendeiro, cujo nome foi dado em 1911 à nova
estação ferroviária local, em virtude de haver
doado à The Great Western of Brazil Railway
Company Limited, as terras necessárias à cons-
trução daquela estação, nome que iria inicial-
mente transferir-se à vila, criada em 1925 e
depois ao município e à sua sede.
09 dez.- Sesquicentenário do nascimento, em Penedo, a 9
de dezembro de 1843, de José Leocádio Ferreira
Soares. Radicando-se em Maceió, foi um dos
fundadores, e o primeiro presidente, da Asso-
ciação Typographica Alagoana de Socorros
Mútuos, surgida a 14 de outubro de 1869, José
Leocádio foi, aliás, o redator do órgão oficial
dessa entidade de classe, O Século XIX, publi-
cado semanalmente a partir do dia 21 de março
de 1870. No ano seguinte de 1871, viria a consti-
tuir, em sociedade com o antigo tipógrafo Amin-
tas Teixeira de Mendonça, - que a seu lado fora
um dos fundadores da há pouco mencionada as-
sociação tipográfica - a Typographia Social, de-
199
baixo da razão social Amintas &Soares, instala-
da na rua daBoaVista, n2 14, sociedade desman-
chada em 1877. Nesse mesmo ano, através de
aviso datado de 3 de maio divulgado em órgão da
imprensa local, José Leocádio Ferreira Soares
comunicou haver acabado de montar a sua Ty-
pographia Mercantil, na rua da Lama (Dr. Luiz
Pontes de Miranda), em cujas oficinas editou,
sob sua direção, o Orbe, a partir de 2 de março de
1879, e o Cruzeiro do Norte, de 9 de novembro de
1890, inicialmente às quartas, sextas-feiras e
domingos, e diariamente a começar de 21 de
janeiro de 1893. Mas a sua redação apenas foi
foi chefiada pelo proprietário de sua tipografia
até 22 do mencionado mês de janeiro, porquanto
de seu exemplar seguinte, publicado na terça-
feira, 24 até 4 de julho, foi confiada ao bacharel
Alarico Catunda, seu sobrinho, que então era
Juiz de Direito, em disponibilidade, da Comar-
ca de S. Benedito, do Estado do Ceará. O Orbe,
que se iniciaranavidajornalística semnenhuma
manifestação partidária, tendo Guido Duarte co-
mo principal redator, de 2 de março a 28 de
dezembro de 1879, tornou-se depois órgão do
Partido Conservador, vindo a desaparecer de
circulação em 1900, no período em que a sua
tipografia já era de propriedade de Júlio Ramos
Soares, filho do fundador, que falecera em Ma-
ceió, a 24 de dezembro de 1897.
- Centenário da formatura, em Ciências Jurídicas
e Sociais, no dia 9 de dezembro de 1893, na
Faculdade de Direito de Recife, de Ana Sampaio
Duarte, a primeira alagoana a concluirum curso
superior. Natural de Palmeira dos Índios, onde
nasceu em 25 de julho de 1870, matriculara-se
no Liceu Alagoano em 1882, terminando os pre-
paratórios em 1888, seguindo então para Re-
200
cife, em abril de 1889, no ~apor "Mar~nhão",
para matricular-se no refendo estab~~ec~e~to
de ensino superior. Era filha d~ ta~eliao publi.co
José Vieira Sampaio e de Cap1tulina Sampaio,
"""" professora pública jubilada. . _
11 dez.- Centenário da elevação à categona d~ estaçao,
em dezembro de 1893, - segundo notícia .estai:i-
1 pada nojornal O Momento, de 11do ref:ndomes
1 e ano - do antigo ponto de paradaFernao Ve_lh<!,
davelhaAlagoas Railway, hojeRede Ferroviána
do Nordeste, inaugurado em dezembro ~e 1884.
Adenominação dovetusto Pº".'ºª~º FernaoVell~o ·
teve sua origem, ao que t'!do in_di~~· em Fernao
Velho de Araújo, portugue~ de Le1na casado com
Francisca Paes, estabelecido na margem da la-
goa do Norte ou Manguaba, no começo do século
XVII onde edificou o engenho Garça Torta, pos-
terio~ente absorvido por o~tro engenho, o
Utinga, hoje Usina Centr;;tl ~ao. Em 18~9, na
localidade daquela denonunaça? de F~rnao Ve-
lho, existia um engenho de fabncar açucar, l?er-
tencente a João Lins de Vasconcel?s, ~nele, i~to
é, em suas terras, foi edificada a pnme1ra fábn~
têxtil de Alagoas, perte~~~te. à Comp8:11hia
União Mercantil, graças à rmc1ativa do lu~1tano
José Antônio de Men~onç~, futuro B:;irao de
J araguá, que em 31 deJan~iro de 18?7.1ncorp?-
rou em Maceió aquela sociedade anoruma, cuJa
fábrica acabou~se de montar em ~86~, há 130
anos, portanto, funcionando pelapnme1ravezno
ano de 1864.
12 dez - Cinqüentenário da inauguração, a 12 d~ dezei:ii-
. bro de 1943 em Maceió, do Educandário ~unice
Weaver, po~essa médica, cujo noi;xie lhe fo1 dado,
Presidente da Federação das Sociedades de As-
sistência aos Lázaros e Defesa Con~ra a Lepra.
Localizada no bairro de Mangabeiras, er!l um
preventório destinado a recolher filhos sadios de
lázaros.
201
15 dez.- Cinqüentenário da introdução a 15 de dezembro
de 1943, de um serviço de rádio-telegrafia na
r~dação do Jo~nal de Alagoas. Segundo esclare-
cnne~to publicado naquele órgão da imprensa
mace1oense, tal serviço visava proporcionar um
compl~to noticiário do país e do estrangeiro,
fornecido pelas agências Meridional United
Press ~ Reuter. O ato inaugural dessa inovação
matenal contou com as presenças do Superin-
tendente do referido jornal, Alfredo Ramos,
t~ndo ficado a cargo de Rodrigues Maia, espe-
cialmente contratado, o funcionamento do novo
serviço.
17 dez.- Setenta anos do falecimento, na capital maceio-
ense, às 10 horas do dia 17 de dezembro de 1923
do professor Domingos Moeda. Nascido a 4 d~
agosto de 1839, no então povoado de Barra de
Santo Antônio, Domingos da Moeda e Silva foi
um dos ilustres educadores de Alagoas, tendo
fundado o Colégio São Domingos, no dia 3 agosto
d~ 1863. Lente da cadeira de Português do velho
Liceu Alagoano, exerceu o magistério durante
meio século, dele havendo se afastado em 1890
a~o ,~m que. p~diu exoneração. A ele se dev~
a ideia da cnaçao do Orfanato de São Domingos
que nã~ teve a ventura de verinaugurado. Exer~
ceu vános cargos eletivos, inclusive o de Verea-
dor da Câmara Municipal de Maceió, de 1876 a
1879 e. de 1887 a 188~. Nesse último período foi
o ~residente da refenda Câmara Municipal.
18 dez.- Trinta anos da criação do município de Roteiro
por Lei nº 2.648, do dia 18 de dezembro de 1963
município que foi instalado a 31 de janeiro d~
1966, com território oriundo de São Miguel dos
Campos.
19 dez.- Cinqüenta anos da criação, em Maceió, a 17 dez.
de 1943, da Cooperativa dos Usineiros de Ala-
goas, atual CooperativaRegional dos Produtores
202
de Açúcar de Alagoas. Aquela primeira e~ti?ade
naprática substituía a uma outra, a Co~ssao de
Vendas dos Usineiros de Alagoas, cnada dez
anos antes, por Decr.eto n. 1.833, de 24 de outu-
bro de 1933, ou seJa, há sessenta anos, com
oobjetivo de aplicar e desenvolver um plano de
defesa do açúcar, firmado en~re Alagoas e Per-
nambuco, para fazer fac.e à cnse e,m que se deba-
tia a indústria açucarerra do pais, desde 5' ~o
de 1929, caracterizada pela perda de substância,
ou seja, aquela fase em que o preço de venda _?o
produto é inf~ri?r 8:º custo de. s:ia produçao.
A primeira Direitona da Conussao de Vend~s
mencionada, eleita em reunião ~e 6daque.le1!1es
de outubro de 1933, ficou assim consti~wda:
Diretor-Presidente, Alfredo d~ May8:; Diretor
Vice-Presidente, Carlos Lyra Filh~; .Diretor Te-
soureiro, Manoel Dubeux Leão, ~gentes 9ue
montaram o escritório do novo órgao e realiza-
ram todas as operações de venda e retro-v~i;<l:a
de açúcar durante a safra 1933/34. Para dingir
os serviços do escritório o Banco. Cen~r~l de
Crédito Agrícola de Alagoas pôs à dispos1çao ~a
Comissão de Vendas seu Sub-Contador Cláudio
Ramos, que passou ~ cont~r com um ~hefe de
Escritório, dois Escnturários, um Datilógr~o,
um Contínuo, um Classificad?r e um J:>olanza-
dor, no caso o Químico-Industn~l Francisco Car-
neiro, que executava seu serviço em pola1:Ím~­
tro pertencente ao laborató~o da. Associa9ao
Comercial de Maceió a princípio cedido gr~tuita­
mentedepois alugado. Quanto à.Cooperatiya.dos
Usineiros, constituída, como vimos, .n? ?J.~1~0
mês de 1943, suas operações comerc1a1s 1mc~a­
ram-se a 10 de março do ano que s~ se~u,
0 de 1944. Relacionado aind.a com a h1stóna elo
açúcar em nosso Estado, registramos apre ...
tro importante dado. Há setenta anol,
203
mentei;tªsafra 1922/23-transcorridadejulho de
192_2 a3unho de 1923 - o contingente de expor-
taçao do açúcar e, sem dúvida, de uma forma
abrangente, a própria produção geral desse pro-
duto oriundo dos antiquados "banguês", foi ul-
trapassado pelo produto fabricado nas modernas
usinas, haja vista que, dos 917.664 sacos de
açúcai: então exportados, 460.969 procediam
das usinas, sendo 346.609 sacos de "cristal-ama-
relo" (demerara), 61.249 sacos de "grãfina" e
52:111 sacos de "cristal-branco". Vinte foram as
~sinas quecomercializavamatravés daCoopera-
tiva de Vendas, al~as delas hoje desapareci-
das: ~gua Compnda, Alegria, Brasileiro, Ca-
ma:agibe, C.ampo Verde, Capricho, Central Le-
Leao, Corunpe, João de Deus Laginha Mucuri
Ouricuri, Peixe, Santana, S~nto AntÔnio Sã~
Simeão, Serra Grande, Sinimbú Terra Nova
e Uruba. Existiam, porém, outra~ usinas no Es-
tado, como a Apolinário (em São José da Lage),
que durante a safra 1932/33 não funcionou· Bom
Jesus (em c.amaragibe), que no mesmo perlodo
apenas fabnco.u. 1.500 sacos de açúcar; Espe-
rança (em Munci), que na citada safra nada pro-
duz~u, assim como a Pau Amarelo (em Santa
Luzia do ~orte) e a Rio Branco (em Atalaia).
Q~an~o à Pi~do~a (em São Luiz do Quintude), a
pnmeira usina instalada na zona Norte do Es-
tado de Alagoas, na safra 1932/33 tão somen-
te prod~ziu 1.200 sacos; Porto Rico (em Colônia
Leopoldma), montada em 1929, comercializava
tod~ a sua produção em Pernambuco; Santa
Fehs~erta (em Maragogi), que não moeu na
refenda safra de 1932/33 e finalmente a Teles
(em Porto Calvo), que nessa safra fabricou so-
mente 1.800 sacos.
25 dez.-fOitenta anos da inauguração, no dia 25 de de-
zembro de 1913, na rua Dias Cabral, da Igreja
204
27 dez.-
Presbiteriana, o primeiro templo construídoJͪ
capital alagoana para o culto .protestan~e. A
comissão encarregada das solenidades da inau-
guração da novaigreja erainte~ada por Custó-
dio Florentino de Barros, Francisco das Chagas
Pires e João Batista da Costa Vale.
Sessenta anos dainauguração, às 22,30 horas de
25 de dezembro de 1933, do r:amal ferroviário
Quebrangulo -Palmeira dos Indios, na época
exploradopelaThe GreatWestemof~r~zil Rail-
way Company Limited - GWBR. Inicialmente
trafegavam três trens por semana, às segund.as,
quartas e sextas-feiras, regressando nos dias
imediatos. O interventor federal do Estado, o
capitão Afonso de Carvalho, foi rep_:esenta:Jo .no
ato inaugural em apreço, pelo entao acadermco
de Medicina, Nabuco Lopes.
Cinqüentenário do falecimento, na capital, ala-
goana, no dia 27 de de~embro de 19~~3, do dr.
Joaquim Diégues. Nascido em Mace10,. a 7 ~e
março de 1871, Joaquim Th?maz Pereira D1é-
Diégues era filho do comercia~te Mano.el Bal-
tazar Pereira Diégues e Mana Joaqwna da
Fonseca Diégues, tendo se formado em Ciências
Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito do
Recife a 13 de dezembro de 1893.Entre os vários
cargo;públicos que exerceu, ~tamos o.s de lente
do Liceu Alagoano, secretáno do Tnbunal de
Justiça de Alagoas, juiz d~ Tribunal El~itoral
qe Alagoas, diretor da antiga Compa~a das
Aguas de Maceió e guarda-livros da Can~a C?-
mercial. Relativamente à área cultural, foi sócio
efetivo e orador do Instituto Arqueológico e Geo-
gráfico Alagoano, hoje Instituto Histórico e
Geográfico de Alagoas, do qual inicial~ente foi
sócio efetivo, passando para a categona de h~­
norário, em 1927; sócio efetivo da Academia
205
29 dez.-
Alagoana de Letras, onde ocupou a cadeira nº
26, que tinha o historiador Alexandre José de
Melo Moraes como patrono, tendo ainda inte-
grado os quadros da Sociedade Alagoana de Fol-
clo~e, fundada na capital maceioense, a 21 de
~aio .de 1942. Folclori~ta, geógrafo, historiador,
hn~1sta, I?Oeta e mucista, colaborou em vários
órgaos da imprensa de seu torrão natal, desta-
c~d~-s~ entre as suas produções, a série de ar-
tigos mtitulada A Literatura e a Arte, divulgada
em O ~omento, de Maceió, de 12 de março a 28
de maio de 1894, sob a assinatura J. Diégues·
A alma do povo na história pátria, no Gutem~
ber.g, d~ 3~ de maio a 2 de junho de 1908; O pri-
meiro diáno em Alagoas (l2 de março de 1858)
Jornal de Alagoas, 31 de maio de 1924, p. 13 e, fi-
nalmente o grande trabalho denominado - Esta-
do de Alagoas: Jornais, revistas e outras publi-
cações periódicas de 1831 a 1908, magnífico ca-
cat~ogo ªº?~do, um dos melhores apresenta-
dos a ~xpos~çao comemorativa do primeiro cen-
tená?o da 1.mprensa periódica do Brasil, pro-
n;ioVIda no Rio de Janeiro, pelo Instituto Histó-
nco e Geográfico Brasileiro, em 1908 e incluído
no tomo especial de sua revista a ela ~onsagrado
s?b .ª denoi;m~ação de Anais da imprensa pe~
nódicabrasileira. De sua lavra, reunido em vo-
lume, deixou ainda o discurso com o título de Re-
cepçã.o ao exmo. sr. Conselheiro Afonso Augusto
Mo~e1ra Pena, por ocasião da sua visita em 31 de
maio de 1906 (Maceió, Oficinas Fonseca, 1907).
Sessenta anos da inauguração, no dia 29 de de-
zembro de 1933, do farol de Porto de Pedras na
época o maior do Brasil em altitude, ato 'que
C?ntou co!11 a presença, entre outros, do dr. Faus-
tu~o~eMiranda, prefeito local e do comandante
Phruo Cabral, Capitão dos Portos de Alagoas.
206
30 dez.- Cinqüentenário ao .::réscimo do restritivo Ana-
dia posto através do Decreto-lei nº 2.909, de 30
de dezembro de 1943, ao nome do município de
Limoeiro, que passou a se chamar Li~iro .de
Anadia. A primitiva denominação de Limoerro
havia sido dada quando da criação da vila e.mu-
nicípio, através da Lei n~ 866, d~ 31. de maio de
de 1882 instalados no dia 8 deJaneiro de 1883.
- Cinqüe~tenário da mudança do no~e do muni-
cípio de SantaLuziado Norte paraRwLargo, em
30 de dezembro de 1943, por força do Decreto-lei
estadual n2 2.909, paragráfo 1º. Na verdade,
desde o dia 13 de julho de 1915 que a sede
do município de Santa Luzia do Norte, por deter-
minação da Lei nº 696, daquele dia, fora trans-
ferida para Rio Largo. Entretanto, some~te no
mencionado dia 30 de dezembro de 1943 e que
aquela denominação foi oficialment~ dada .ªº
município, desde quando ficara então defimdo
que o município passaria a ter o nome de su~ se-
de, ficando o antigo município de Santa Luzia do
Norte como simples vila de Rio Largo.
31 dez.- Trinta e cinco anos da instalação, a 31 de dezem-
bro de 1958, do município de Boca da Mata,
criado através da Lei nº 2.085, de 26 de dezem-
bro de 1957, com território oriundo de São Mi-
guel dos Campos. Assevera-se que as terras que
compreendem o município de Boca da Matainte-
gravam o engenho Santa Rita, de propriedade de
Antônio Pinto da Cunha Coutinho.
- Duzentos anos do término da construção, em
1793, do convento de Santa Maria Madalena, da
antiga povoação de Santa Maria Madalena da
Lagoa do Sul, depois cidade das Alagoas e atual-
mente cidade de Marechal Deodoro. O ano da
conclusão da referida obra aparece em nicho do
frontispício da Igreja do convento da ordem fran-
207
c~scana. Apesar de o aludido frontispício haver
sido levantado até a altura do coro, em 1784,
so~ente no ano de 1793 ficou totalmente ter-
m1na~a a suafachada, emcujatorrefoi instalado
um smo de grande porte, fabricado em Lisboa
em 1792. '
- Cento e vinte anos do aparecimento no ano
de 1873, mas em dia e mês não d~tectados
~o Jornal do Pil<fr. Publicado semanalmente e~
tipo~afia própna, na rua dos Trapiches, nº 49,
na cidade lacustre do Pilar, onde circulou até 0
ano?e.1879, seufun~ador e redatorprincipal era
Anto~o Duarte Leite da Silva, que nele cola-
boro~ i.ntensamente, inclusive sob opseudônimo
de J~10 Rosalvo, sendo aliás autor de Isaura
(Maceió, Typographia do Partido Liberal 1870)
um dos mais antigos romances da lavra d~ alago~
ano..Certamente em conseqüência de matérias
pubhcadas nas colunas daquele jornal, na noite
de 9 de out~bro de 1878 Leite da Silva foi alvo de
uma tentativa de morte, quando três indivíduos
armados_de cacetes e facas agrediram-no e so-
mente nao o ~ataram devido à intenvenção de
populares. Dias antes, a 1º do citado mês de
outubro, haviam invadido as oficinas de seu
semanário e jogado na lagoa Manguaba a maior
parte do m~terial tipográfico, inclusive "a mesa
d.o pre~o, timi;>ano e frasquetas". Perdurando a
situaçao. de !~eg:urança, viu-se compelido a
transfenr res1~en.c1a para Maceió, onde estivera
antes, como pnnc1pal redator de O Constitucio-
~al, órgão do.Pa.rtido Conservador, na fase ini-
cial desse penódico, aparecido a 27 de janeiro de
1873. Na última fase de sua vida atormentada
L.eite da Silva deu para beber desbragadamente,
vmdo.a falecer ~m extremo estado de pobreza no
Hospital de Candade de Maceió, no dia 6 dejulho
de 1883.
208
- Cento e dez anos do aparecimento, no ano de
1883, de O Atalaia, mas em dia e mês não de-
tectados, em Passo de Camaragibe. Quase todo
redigido em verso, era umpequeno periódico que
se dizia literário e crítico, editado na Typogra-
phia d'O Camaragibe, por Carlos Rodrigues,
igualmente seu proprietário e redator.
- Cinqüentenario do falecimento, em 1943, de Ar-
tur Vieira Peixoto, natural de Murici, onde nas-
ceu a 12 de setembro de 1865, no engenho Ita-
maracá. Fez os seus estudos primários em
Maceió, onde veio a completar igualmente os
preparatórios. Em 1888 matriculou-se naFacul-
dade de Direito do Recife, mas após a Procla-
mação daRepública transportou-separa oRio de
Janeiro, quando já cursava o 2º ano do seu curso
de Ciências Jurídicas e Sociais. Por falecimento
de seu pai, passou para a tutela de seu primo
e cunhado, o marechal Floriano Peixoto, do qual
foi Auxiliar de Gabinete no período em que este
último ocupou o cargo de Ministro da Guerra,
tendo em seguida sido nomeado para a Secre-
taria do Ministério da Guerra, quando pode en-
tão prosseguir os seus estudos de Direito, in-
terrompidos há alguns tempo, bacharelando-se
finalmente em fins de 1893, na Faculdade Livre
de Direito do Rio de Janeiro. Regressando a
Alagoas em 15 de novembro de 1894, veio a ser
eleito deputado por Alagoas, pelo 1ºdistrito, na
3ª legislatura (1897/99). Emparceria com Fran-
colino Camêu, publicou a obra Floriano Peixoto:
vida e governo (Rio de Janeiro, 1925), tendo
deixado inédita a obra História da consolidação
daRepública.
209
I'
1 1
Pernão Velho, cujo
ponto de parada foi
elevado à categoria
de estaçao há cem
anos, em 11 de
dezembro de 1893
cm foto da décad;
de 20, do fotógrafo
Guilherme Rogato.
11,000.
Segundo m1mero da rovista
Alagoana Ilustrada
surgida em Maceió, a '1• de
dezembro de 1933, tendo
Raul Lima como redator-
chefe. Era impressa na
Litografia Trigueiros.
<' - .f f
.. '
',.
Memorandum da Comissão de Vendas dos Usineiros deAlag~as, a 17 de
dezembro de 1943 substituída pela Cooperativa dos Usmeiros de
Alngoas.
211
11
1
..
Em foto de L. Lavenere, o Convento de SantaMaria Madalena da
8;0-tiga povoação de Santa Maria Madalena da Lagoa do Sul, atual
cidade de Marechal Deodoro, cuja construção foi terminada em 1793.
212
,L?--,.-/-;.-..-~·c
llOMltif.(1 21 OF. NOVU!llf.il ilf: 1818.
l
nt ~ ll"lj,;.",,. dof i._4 fJ•M l~I i4a• 1ffi~ fUti~j,, •J.-. r.1""411$ ltitfor.._.....t,
'" •• lt1••··· • .,~... Jj119 ...... "' ...:~ "' °)'1'/ifil'M ..; ••• •
"'"'IH 1!i1111'4 nt HC1ili&!i9t. [IU•I 1~1.-) elort·•• •I• rlfao
Ttth1lll'frn~. ("tii, ••t0 ,; nu e1111e r.ti •"'' rt1•r.--, nUl!"'Ímiiu·
o•• .... d• tillottU, 1.i i'"""f4l't'I, t.t11•I! tc:H lc1t11.ru, u .,.,,...., • •-'"
K. 32
··i / J',tlJJ.rJ..
Número do Jornal do Pilar, do ano de 1878. Aparecido no ano de 1873, cm dia e
mês não detectados, tinha como proprietário e principal redator, AntônioDane
Leite da Silva.
213
..
)..
EFEMÉRIDES ACERCA DE LIVROS
120 anos de publicação:
Esperanças mortas, poesia (Maceió, 1873), de Iná-
cio de Barros,
HistóriadoBrasil-Reino e Brasil-Império, 2v. (Rio
de Janeiro, 1871-73), de Mello Moraes.
110 anos de publicação:
Aperçu sur la theorie de l'evolution (Rio de Janei-
ro, 1883), de LadislauNetto
Auras matutinas, poesia (Maceió, 1883), de Antô-
nio Romariz
Poesia: 1882 a 1883 (Recife, 1883), de Francisco C.
de Sampaio Moeda
100 anos de publicação:
90
Teoria das proposições: Curso de língua nacional
(Maceió, 1893), de Manoel Baltazar Pereira
DiéguesJúnior
anos de publicação:
Relicário, poesia (Penedo, 1903), de Otávio Gomes
80 anos de publicação:
Apontamento de geometria preliminar (Lisboa,
1913), de Manoel deAlmeida Cavalcanti
215
70
Assumpção, romance (Rio de Janeiro, 1913), de
J. M. Goulart de Andrade
Chrônicas contemporâneas. Primeira série (Rio de
Janeiro, 1913), de Matheus deAlbuquerque.
Dona Ede, romance; O 14, contos, ambos edita-
dos em 1913 de autoria deHorminoLima
Esparsos. Primeira série. Lágrimas, prosa (Recife,
1913) de Jonas Taurino Ferreira de Andrade
Máguas secretas, poesia (Rio de Janeiro, 1913), de
Luzia de Oliveira Costa
Amoral do futuro (Rio de Janeiro, 1913), de Pontes
de Miranda
Mosaicos, poesia (Maceió, 1913), deEstevãoPinto
Ao sol dos trópicos, poesia (Rio de Janeiro, 1913)
de LuizFrança '
Sombras, poesia (Recife, 1913), de Fernando de
Mendonça
anos de publicação:
O acendedor de lampeões, ensaios (Rio de Janeiro
1923),de Povina Cavalcanti '
Cantos do Brasil Novo, poesia (Rio de Janeiro,
1923), de J. M. Goulart de Andrade
A comédia dos erros, ensaios (Rio de Janeiro,
1923), de Jorge de Lima
Çunacepa, poesia (Cuiabá, 1923), de Augusto
Cavalcanti
Adelícia de sofrer, pensamentos (Maceió, 1923), de
FernandoMendonça
Ensaios de crítica doutrinária (Rio de Janeiro
1923), de Perilo Gomes '
Gonçalves Lêdo: o homem da independência
(Maceió, 1923), de AurinoMaciel
Lajeunesse d'Anselmo Torres (Paris, 1923) e Mar-
gara, romance (Rio de Janeiro, 1923), ambos
de Matheus de Alburquerque
216
60
No miradoiro das ilusões, poesia (Maceió, 1923);
de Nilo Ramos
Asabedoria da inteligência (RiodeJaneiro, 1923),
de Pontes de Miranda
Política americana (Rio de Janeiro, 1923), de Leão
Marinho Tavares Bastos
Questões de ensino (S. Paulo, 1923), de A. de
SampaioD6ria
Reflexos, poesia (Maceió, 1923), de Carlos Paurí-
lio, assinou-se Carlos Silva
A situação financeira: males e remédios (Rio de
Janeiro, 1923) de Leite e Oiticica
Tarântula, contos (S. Paulo, 1933), de Carlos
Rubens
anos de publicação:
Caetés, romance (Rio de Janeiro, 1923), de Graci-
lianoRamos
Calidoscópio, contos (Rio de Janeiro,1933), de Mo-
renoBrandão
Freud, Adler e Jung... (Rio deJaneiro, 1933), e Psi-
quiatria e psicanálise (Rio de Janeiro, 1933),
ambos de ArturRamos
Históriada civilização das Alagoas (Maceió, 1933),
de Jayme deAltavila
Idade dos passos perdidos, novela (Maceió, 1933),
e Solidão, contos (Maceió, 1933), ambos de
CarlosPaurilio
Os indígenas do Nordeste, 1Qv. (S. Paulo, 1933), de
Estevão Pinto
A influência africana no português do Brasil (Rio
de Janeiro, 1933), de Renato de Mendonça
O Liberalismo (Barcelona, 1933), de Perilo Gomes
A mulher: decepção e milagre da vida, poesia
(Maceió, 1933), de Fernando de Mendonça
Os novos direitos do homem (Rio de Janeiro, 1933),
217
50
e Anarchismo, Comunismo, Socialismo (Rio de Ja-
neiro,1933), ambos de Pontes de Miranda
Outros poemas (Rio de Janeiro, 1933), de Armindo
Rangel
Panoramas amazônicos: 1-Coary(Manaus, 1933),
deAnísio Jobim
Poemas (Recife, 1933), de Matheus de Lima
Oproblema da educação dos bens dotados (S. Pau-
lo,1933); La educación de los bien dotados (Ma-
drid, 1933);Educação (S. Paulo, 1933),todos de
A. de Sampaio Dória
S.Paulovenceu! (RiodeJaneiro, 1933), deArnon de
Mello
anos de publicação:
À margem do futebol alagoano (Rio de Janeiro,
1943), de Renato Sampaio
Ausência de poesia, ensaio (Rio de Janeiro, 1943),
dePovina Cavalcanti
Freud e o meu personagem emerenciano (Rio de
Janeiro, 1943), de Mário Brandão
Guerra e relações de raça (Rio de Janeiro, 1943);
Las culturas negras en el Nuevo Mundo, ver-
sión espanhola de Ernestina de Chanpourcin
(México, 1943); Introdução à antropologia bra-
sileira, 12 v.; As cultura não-européias (Rio de
Janeiro, 1943), todos de ArthurRamos
The history ofpainting in Brazil (Rio de Janeiro,
1943), de Carlos Rubens
Apintura em pânico, fotomontagem (Rio de Janei-
ro, 1943), de Jorge de Lima
Posse indireta (Recife,1943), de Gondin Neto
Rumo da civilização brasileira (S. Paulo, 1943), de
Humberto Bastos
218
40 anos de publicação:
Desencontro, poesia (Maceió, 1953), de Carlos
Moliterno
Fruta de palma, crônicas (Maceió, 1953), de Oscar
Süva
Memórias do cárcere, 4 v. (Rio deJaneiro, 1953), de
GracilianoRamos
O meujugo é suave, poesia (Rio de Janeiro, 1953),
de Sisenando Silva
Mixórdia, contos e poema (Maceió, 1953), de Mario
Nobre
Motivos e aproximações (Rio de Janeiro, 1953), de
Carlos Pontes
Sinfonia cósmica, poesia (Rio de Janeiro, 1953), de
Sampaio Sobrinho
Ventos do Norte, sonetos (Maceió, 1953) e Trombe-
tas de Jericó, poema (Maceió, 1953), ambos de
Waldick Pereira
219
..
•
"INDICE DE ASSUNTOS
·A·
Academia dos Dez Unidos: fundação, 23 set.
Ação Integralista Brasileira: embaixada chefiada porPlí-
nio Salgado, O1 ago.
Agrippino Grieco em Alagoas, 10 out.
Alagoano (0): jornal, 15 nov.
Alagoas: revista da Casa Ramalho, abr.1893
Alagoas Iate Clube: pedra fundamental, 17 mar.
Alagoas Ilustrada: revista, 01 dez.
Alagoas Railway: encampação pela Great Western, 22
jan.
Albuquerque, Antonio Teixeira, 13 de maio
Almanaque do Ensino do Estado de Alagoas, da Casa Ra-
malho, abr. 1893
Amado, Jorge, vide Jorge Amado em Alagoas
Anadia: adição do restritivo Anadia ao nome do municí-
pio do Limoeiro, 30 dez.
Anadia: vulto ilustre, 03 abr.
Arecippo, Antonio, 01 dez.
Associação Comercial de Maceió: pedra fundamental do
prédio, 27 maio
Associação Typographica Alagoana de Socorros Mútuos,
09 dez.
Atalaia: criação da comarca, 22 abr.
Atalaia: freguesia, 31 jul.
Atalaia (0): jornal, ano de 1893
Aviação em Alagoas: Sampaio Corrêa - 11, 30 jan.; bases
aéreas ligadas por estradas asfaltadas, 06 mar.;
Bleriot, 22 jun.
221
•
Banco da Produção do Estado de Alagoas, atual
Banco do Estado de Alagoas S/A - PRODUBAN·
instalação, 02 jul. '
Banda de música, 09 fev.
Barra de São Miguel; criação do município, o2 ago.
Barros Ivan, 24 out.
Bases aéreas de Maceió, ligadas por estradas asfaltadas
06 mar. '
Basto, Comendador José Antonio Teixeira, 05 nov.
Bastos, José Tavares, 08 ago.
Batalhador: jornal, 07 jan.
Batinga, Ulisses, 01 nov.
Bebedouro: paróquia, 12 jul.
Bela Vista Palácio Hotel: inauguração, 21 jun.
Boca da Mata: instalação do município, 31 dez.
Bonde construído em Maceió, 14 jul.
Bonde em Alagoas, 01 jul.; 20 jul.; 02 ago.
Bonde elétrico em Maceió, 01 jul.
Cacimbinhas: criação do município, 19 set.
Cajueiro: criação do município, 22 maio
Campos, Virgínio de: líder operário, maio 1913
Capela: filho ilustre, 08 ago.
CASAL, out. 1963
Casamento é negócio? filme alagoano, 03 abr.
Casa Ramalho: centenário da livraria, abr. 1893
Casa Ramalho: órgão de propaganda do livro em Alagoas,
abr.1893
Cavalcante, Erm1io de Oliveira Mello; 28 maio
Centro Esportivo Alagoano, ver Centro Sportivo Alago-
ano
Centro Sportivo Alagoano - CSA: fundação, 07 set.
Centro Sportivo J. Floriano Peixoto, ver Centro Sportivo
Alagoano
Centro Sportivo 7 de setembro, ver Centro Sportivo Ala-
goano
Cinema Capitólio: inauguração, 11 jun.
Cinema e Teatro Floriano: inauguração, 21 jun.
222
Clichês tipográficos fabricados em Jviaceió, set. 1893
Club Republicano da Palmeira dos Indios, 28 maio; 24 jul
Clube do Trabalhador "Delmiro Gouveia", 23 mar.
Coité do Noia: instalação do município, 21 set.
Coleção Autores AJagoanos: Casa Ramalho, abr. 1893
Colégio Batista Alagoano: instalação, 14 fev.
Colégio Bom Jesus: inauguração, 08 jan.
Colônia Leopoldina: elevação à categoria de cidade, 20
jun.
Colônia Leopoldina: instalação do município, 25 jan.
Comarcas: criação das quatro primeiras de Alagoas, 22
abr.
Companhia de Abastecimento de Água e Saneamento do
gRtado de Alagoas - CASAL, out. 1963
Companhia Alagoana de Trilhos Urbanos - C.A.T.U., 01
jul., 02 ago.
Companhia Pilarense de' Fiação e Tecidos: funciona-
mento 05 out.
Companhia Promotora de Indústria e Melhoramento, 20
jul.
Companhia União Mercantil: banda de música, 09 fev.
Concurso de Conto Regional, da Casa Ramalho, abr.1893
Concurso sobre otemaFeminismo, lançado pelaCasa Ra-
malho, abr.1893
Congresso Médico de Alagoas, 1!!, 05 jun.
Congresso Operário de Alagoas, 1!!: instalação, 22 jan.
Constitucional (0): jornal, 27 jan.
Convento de Santa Maria Madalena: duzentos anos do
término de sua construção, em 1793
Cooperativa dos Usineiros de Alagoas: criação, 17 dez.
Coqueiro Seco: vulto ilustre, 07 nov.
Corrêa Júnior, 22 jan.
Curato de Nossa Senhora do O': criação, 17 jul.
Dantas, Júlio: sua passagem por Maceió, 01 ago.
Delmiro Gouveia: serviço de água na povoação da Pedra
26jan. '
Delmiro Gouveia: serviço de luz elétrica da antiga povoa-
.ção da Pedra, 26 jan.
223
Delmiro Gouveia: sua fixação no povoado Pedra, atual
Delmiro Gouveia, jun.1 903 .
Deneau, Lucien: aviador francês em Alagoas, 22 Jun.
Diário do Norte: jornal, 05 nov.
Diégues, Joaquim, 27 dez.
Duarte, Ana Sampaio, 09 dez.
Duarte, Guido,11 out.
Duarte, Manoel da Costa, 24 jul.
Duarte, Maria Lúcia, 15 abr.
E
Educandário Eunice Weaver: inaguração, 12 dez.
Enfermarias para crianças da Santa Casa de Misericór-
dia: inauguração, 12 out.
Estabelecimentos de ensino: 08 jan., 14 fev., 12 dez.
Escola Remington, de F.J Ruschid: fundação, jul. 1923
Estação ferroviária de Fernão Velho, 11 dez.
Estímulo (0): jornal, 16jul..
Estrada asfaltada, 06 mar.
Estrada de Ferro em Alagoas, 15 maio; 02 ago.; 25 dez.
Estrada de Ferro de Paulo Afonso, 02 ago.
Evolucionista (0): jornal, 21 jun.
F
Fábrica de Tecidos do Pilar: funcionamento, 05 out.
Farol de Porto de Pedras, 29 dez.
Federação Operária de Alagoas: fundação, maio 1913
Feira de Amostras de Alagoas, lª, 14 jul.
Fernão Velho: povoação, 11 dez.
Ferraz, Francisco José dos Santos, 23 ago.
Filatelia em Alagoas, 03 maio
Fonseca, Eduardo Emiliano da, 24 jul.
Fonseca, Manoel Gomes, 21 jun
Fortes, Arsênio: proprietário do BelaVista Palácio Hotel,
21jun.
224
~'reguesias: criação, 19 maio; 11 jul.
l•'utebol em Alagoas, 07 set. 1913
G
Garagem dos bondes da Companhia Promotora: cons-
trução, 02 ago.
Gaz.eta da Tarde: jornal, 08 ago.
Getúlio Vargas em Alagoas, 01 set.
Ginásio de Esportes do Colégio Estadual de Alagoas, 01
fev.
Girau do Ponciano: criação do município 15 jul.
Gouveia, Delmiro, 26jan.;jan.1903 (sua' fixação na Pe-
dra, Alagoas)
Grieco, Agrippino, ver Agrippino Grieco em Alagoas
Graciliano Ramos, 20 mar
Gramofone em Alagoas, 17 jun.
Great Western: The Great Western ofBrazil Railway
Company Limited, 22 jan.
Greves em Alagoas, 20 out.
Guimarães, Adolpho de Alencar: fundador da Livraria
Novo Mundo, 21 jun.
Guimarães, Alberto Passos, 16 abr.
Guimarães, Horácio, 08 set.
Guiomar, Lúcia, 31 jul.
H
Hint~n, Walter, um dos pilotos do Sampaio Corrêa -11, 30
Jan.
Hotel Bela Vista, ver Bela Vista Palácio HoteJ
1
Igreja Batista, de Maceió,13 maio
Igre~a de Noss~ Senhora do O', de Ipioca, 17 jul.
Igre3a Nova: cnação do foro civil e judiciário, 29 maio
225
li
Igreja Presbiteriana, de Maceió,25 dez.
Imprensa Católica: jornal, maio 1873
Indústria em Alagoas, ver Feira de Amostras de Alagoas,
12 ,14 jul.
Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do
Estado de Alagoas - IPASEAL: criação, 01 ago.
Instrução (A): jornal, 30 set.
Integralismo em Alagoas, 01 ago.; 20 ago.
IPASEAL: criação, O1 ago.
lpioca: povoação, 17 jul.
lpioca: tentativas de criação do município,17 jul.
J
Jacuípe: criação do município, 15 jul.
Jobim, Nicodemos, 03 abr.
Jorge Amado em Alagoas, 24 ago.
Jorge, Silvério, 09 jul.
Jornal do Pilar: aparecimento,em 1873
Junqueiro: criação do município,15 jwi.
Junta Comercial do Estado de Alagoas: criação, 26 maio
L
Lagoa da Canoa: instalação do município, 25 jan.
Lemos, Virgílio de, 27 jul
Leopoldina, ver Colônia Leopoldina
Lima, Jorge de, 23 abr.
Limoeiro de Anadia, instalação do município,08 jan.
Limoeiro de Anadia: adição do restritivo Anadia, 30 dez.
Linguarudo: jornal, 08 nov.
Litrento: Oliveiros, 26 out.
Litografia Trigueiros, set. 1893
Livraria Comercial, vide Livraria Ramalho
Livraria Fonseca,21 jun.
Livraria Novo Mundo, 21 jun.
Livraria Ramalho: centenário, 07 abr.
226
Lucariny, Luiz,15 abr.
Luz elétrica: instalação do serviço em localidades alago-
anas: 26 jan.; 23 abr.
M
Maceió: criação da comarca, 22 abr.
Maceió: estabelecimento de ensino, 08 jan.; 14 fev.
Maceió: estação telegráfica, 12 abr.
Maceió: imprensa, 27 jan.; 02 mar.; 03 mar.; maio 1873;
04 jul. 1923; 08 ago; 07 set.; 01 out.; 22 out.; 05
nov.; 15 nov. 01 dez.
Maceió: paróquias, 12 jul.
Maceió: prédios, 27 maio; 02 ago.
Maceió: vultos ilustres, 29 mar.; 16 abr.; 31 jul.; 30 set.;
26 out.
Madrigal (0): jornal, 10 set.
Major lzidoro: paróquia, 06 mar.
Malta, Joaquim Paulo Vieira, 14 set.
Marechal Deodoro: criação da comarca, 22 abr.
Marechal Deodoro; duzentos anos da construção, em
1793, do Convento de Santa Maria Madalena
Marechal Deodoro: elevação à categoria de cidade, 08
mar.
Marechal Deodoro (município): Filhos ilustres 18 abr; 09
jul.; 08 ago.
Mart~ns, Pinto, um dos pilotos do Sampaio Corrêa-11, 30
Jan.
Mata Grande: Filho ilustre, 14 set.
Matriz de Camaragibe: criação do município, 24 abr.
Medicina em Alagoas: 05 jun.
Melo, Américo, 02 mar.
Melo, José Marques de, 15 jun.
Mesa de Rendas Gerais do Pilar: criação, 16 jul.
Moeda, Domingos, 17 dez.
Momento (0): jornal, 04 jul.
Montenegro, Joaquim Jonas Bezerra, 29 mar.
227
Movimento Operário em Alagoas, 22 jan; maio 1913; 20
ago.; 20 set.; 23 out.
Mudança da capital de Alagoas para Maceió, 08 ago.
Murici: vulto ilustre, 50º aniversário falecimento de .Ar}
tur Vieira Peixoto, óbito ocorrido em 1943.
Música em Alagoas, bandas de música, compositores e
músicos, 09 fev.; 14 jul.; 01 dez.
N
Neves, Mesquita (Antônio Inácio de Mesquita Neves),
18 abr.
Novo Lino: instalação do município, 18jan.
Núcleo Integralista de Alagoas: fundação, 20 ago.
o
Olho d'Água das Flores: criação do município, 02 dez.
Olivença: criação do município, 24 abr.
Opinião Conservadora: Jornal, 07 set.
Orfanato S. Domingos: idéia da criação, 17 dez.
p
Página dos Municípios, do Jornal de Alagoas, 01 fev.
Paiva, Gustavo, 27 out.
Palácio do Governo de Alagoas: Palácio Marechal Flori-
ano, 14 ago.
Palmeira dos Indios: estação ferroviária, 25 dez.
Palmeira dos Índios: município, 23 jun.
Palmeira dos Índios: vultos ilustres, 15 abr.; 28 maio;
15jun.; 24 jul.; 24 out,; 09 dez.
Pão de Açúcar: freguesia do Sagrado Coração de Jesus,
lljul.
Pão de Açúcar: imprensa, 06 ago.
Paróquia de Alagoas, 06 mar.; 12 jul.
228
Partido Operário Socialista do Estado de Alagoas·
rriação, 20 ago. '
Passo de Camaragibe: imprensa, ano de 1883
!1
nsso de Camaragibe: instalação do serviço de ilumina-
ção elétrica, 23 abr.
Paulino, José, 20 out.
Paulo Jacinto: Criação do município, 02 dez.
Pedra: fixação de Delmiro Gouveia no povoado jan 1903
Pedra: povoado, se~ço de água, 26 jan; '
Pe~a: povoado, s~i:viço d~ il~naç~o elétrica, 23 jan.
Peixoto, ArthurV1e1ra, 50-an1versáno do falecimento em
1943
Penedo: conferência integralista do Gustavo Barroso, 20
ago.
Penedo: criação da comarca, 22 abr.
Penedo: imprensa, 16 jul.
Penedo: vultos ilustres, 25 mar;. 28 mar.; 09 maio,; 23
ago.; 01 nov.; 09 dez.
Piaçabuçu: estação telegráfica, 19 abr.
Piaçabuçu: vulto ilustre, 27 jul.
Pilar: criação da Mesa de Rendas, 16 jul.
Pilar: estação telegráfica, 01 nov.
Pilar: imprensa, ano de 1873; 08 nov. 1893
Pilar: vultos ilustres , 22 jan.; 07 jul.
Pinto, Manuel Lopes Ferreira, 30 set.
Pintura em Alagoas: 1! Feira de Amostras de Alagoas 14
jul. '
Poço das Trincheiras: criação do município, 15 jul.
Porto de Pedras: farol, 29 dez.
Primeira alagoana a concluir um curso superior, 09 dez.
Proletário (0): jornal, 22 out.
Protestantismo em Alagoas, 14 fev.; 13 maio; 25 dez.
Q
Quebrangulo: estação ferroviária, 25 dez.
Quebrangulo: vulto ilustre, 20 mar.
229
R
Rádio-telegrafia na redação do Jornal de Alagoas, 15
dez.
Ramal ferroviário Quebrangulo - Palmeira dos Índios:
inauguração, 25 dez.
Ramalho,ManoelJoaquim,abr. 1893 "
Ramos, Arthur, 07 jul.
Ramos, Raul, 14 jul.
Recebedoria Central: reforma do prédio, 24 fev.
Regulamento interno da Santa Casa de Misericórdia de
Maceió, 24 nov.
Remington (A): revista, jul. 1923
Renascença, revista da Casa Ramalho, abr. 1893
Restaurante Operário da C.A.F.T., emRio Largo: inaugu-
ração, 24 jun.
Rio Largo: cinqüentenário da mudança do nome do muni-
cípio de Santa Luzia para Rio Largo
Rio Largo: prédio, 24 jun.
Rocha, José Moraes da, 29 jul.
Rogato, Guilherme, 03 abr.
Romariz, Antônio, 28 mar.
Romariz, Sabino, 09 maio
Rosal (0): revista, 10 ago.
Roteiro: criação do município, 18 dez.
s
Sampaio Corrêa-II: avião, 30 jan.
Santa Casa de Misericórdia de Maceió, 12 out,; 24 nov.
Santelmo (0): Jornal, 01 out.
São Brás: freguesia, 19 maio.
São José da Lage: criação do foro civil e judiciário do mu-
nicípio, 29 maio.
São Luiz do Quitunde: estação telegráfica, 28 mar.
São Luiz do Quitunde: imprensa, 30 set.
São Miguel dos Campos: indústria, 13 abr.
São Miguel dos Campos: instalação do município, 14jan.
230
Secretaria de Agricultura de Alagoas, 28 jan.
Semeador (0): jornal, 02 mar.
Sertãozinho, vide Major Izidoro
Silva, Antônio Duarte Leite da: fundador doJ ornai do Pi-
lar, aparecido em 1873;
Silva, Augusto Vaz da, livreiro, 07 abr.
Soares, José Leocádio Ferreira, 09 dez.
Socialismo em Alagoas, 20 ago., 22 out.
Sociedade Filatélica de Alagoas, 03 maio
T
Tanque d'Arca: instalação do município, 24 jan.
Teatro em Alagoas, 15 abr.; 13 jun.; 06 jul.
Teatro "16 de Setembro", 13 jun.; 06 jul.
Telégrafo em Alagoas, 28 mar.; 12 abr.; 19 abr.; 01 nov.
Templo Batista em Alagoas, 13 maio.
Templo Presbiteriano em Alagoas, 25 dez.
Templo protestante em Alagoas,, 13 de maio, 25 dez.
Titara, José Correia da Silva, 07 nov.
Torpedeamento do "Itapagé" nas costas alagoanas, 26
set.
Tribunal Superior do Estado de Alagoas (atual Tribunal
de Justiça de Alagoas): regimento interno, 26 abr.
Trigueiros, Protásio, set. 1893.
Triunfo, vide Igreja Nova
Typographia Mercantil, 09 dez.
Typographia Social, 09 dez.
u
Uniãoense: jornal, 03 set.
União Operária Alagoana: fundação, 29jun. 1903
União dos Palmares: imprensa, 07 jan.; 03 set.; 10 set.
União dos Palmares: instalação do município, 21 fev.
União dos Palmares: ramal da ferrovia ligando União à
Estrada de Ferro Sul de Pernambuco, 15 maio.
231
União dos Palmares: vultos ilustres, 23 abr.; 01 dez.
Usina Sinumbu, 13 abr.
V
Vargas, Getúlio, ver Getúlio Vargas em Alagoas
Velocínio (0): jornal, 03 mar.
Verdade (A): jornal, 06 ago.
Viçosa: imprensa, 02 maio
Viçosa: instalação do município, 16 fev.
Viçosa: vulto ilustre, 01 set.
Viçosense (0): jornal, 02 maio.
Vilela, José Aloísio Brandão, 01 set.
232
.-..~ ·.
e
Sant'ana efemérides alagoanas

Sant'ana efemérides alagoanas

  • 1.
    N.Cbam. C.: S81.35S2 i2c I Autor: Srur.'Ana, Moac1 · fk1 1•{rcs de, 1 T!w!o EfílHliili1i' 1111 Jl)c)(í-0 " •• 1 46'1 V. l BC N 'ti. 17094
  • 2.
    . .':"' • #• • EFEMÉRIDES AL.AGOANAS
  • 3.
    .. Moacir Medeiros deSant'Ana EFEMÉRIDES ALAGOANAS 2º volume Maceió Instituto Arnon de Mello 1993
  • 4.
    SUMÁRIO NOTA INTRODUTÓRIA, 7 gFEMÉRIDESSOBRE VULTOS E FATOS Janeiro, 11 Fevereiro, 25 Março, 31 Abril, 41 Maio, 65 Junho, 75 Julho, 95 Agosto, 121l Setembro, 137 Outubro, 159 Novembro, 181 Dezembro, 197 EFEMÉRIDES ACERCA DE LIVROS 120 anos de publicação, 215 110 anos de publicação, 215 100 anos de publicação, 215 90 anos de publicação, 215 80 anos de publicação, 215 70 anos de publicação, 216 60 anos de publicação, 217 50 anos de publicação, 218 40 anos de publicação, 219 ÍNDICE DE ASSUNTOS, 221
  • 5.
    NOTA INTRODUTÓRIA O InstitutoArnon de Mello, com o renovado apoio cultural da empresa industrial SALGEMA, lança agora o 211 volume da série EfemérUles Alagoanas. O objetivo dessa série, iniciada no passado ano de WH2, é de procurar difundir, cada vez mais, não só os 11rontecimentos importantes da história da nossa pro- víncia, esquecidos, melhor dizendo, desconhecidos da ge- rnçiio atual, como também a vida e a obra de muitos dos nnHsos cidadãos prestantes, infelizmente relegadas ao oaquecimento, como no caso do pilarense José Corrêa J1Jnior, cujo centenário estamos a comemorar este ano, o qunl, em 1914, em busca de dias melhores saiu das pla- l(nA alagoanas para São Paulo, procedimento anos de- pois imitado por um filho da Lagoa da Canoa, Agnelo llt><lrigues de Melo, mais conhecido pelo pseudônimo de 11udas Isgorogota, que paralá seguira no"Itapuca", em 17 de outubro de 1924. A exemplo daquele seu conterrâneo, lr.in terminar seus dias na capital bandeirante, onde teve lluhlicada a quase totalidade de sua obra literária. Na terra da garoa também chegaria Edgard Braga, • m 1915, para matricular-se no curso médico, transfe- rindo-se depois para a Faculdade de Medicina do Rio de Juneiro, onde se doutorou em 1922. Mas em março de 1H23 estava de regresso à capital paulista, onde abriu com1ult6rio de pediatria, ligando-se anos mais tarde a um t:rupo de vanguarda, constituído inclusive pelos poetas <'oncretistas Augusto Campos, Décio Pignatari e Haroldo Cumpos, legando-nos uma copiosa bibliografia. Da área da poesia e das artes plásticas, dois outros uluf?oanos igualmente ali iriam fixar-se, respectivamente l'lulemonAssunção, que a princípio saira de Maceió para 7
  • 6.
    Belém, e depoisemigraria dali para São Paulo, na déca da de 20, e por fim Manoel Messi.as de Melo, pinto e caricaturista, irmão de Isgorogota. Esta dupla, a parti de 28 de setembro de 1933, com a história "O Tutu tinh uma pose", iria ingressar no mundo das histórias d quadrinhos, o primeiro deles desenhando e o outro escre- vendo os textos das histórias, em versos, dando assim começo à série divulgada através da edição infantil de A Gazeta, de São Paulo, em sua segunda fase, iniciada dia antes, a 14. Dentre as ocorrências importantes, mas desconhe- cidas das gerações de hoje, resgatadas através das Efemérúl,es Alagoanas ora entregues ao público, desta- camos as dos verbetes relativos aos 90 anos, emjaneiro de 1903, da fixação de Delmiro Gouveiaà antigapovoação da Pedra; ao Centenário da Fundação da Livraria Ramalho, também conhecida como Casa Ramalho, o mais impor- tante estabelecimento do setor de venda e impressão de livros e periódicos que tivemos em Alagoas; dos 80 anos do 12 vôo de avião nos céus alagoanos, em 22 de junho de 1913; dos 70 anos da passagem, porMaceió, a 12 de agosto de 1923, do consagrado polígrafo português Júlio Dantas; do Centenário da criação, a 20 de agosto de 1893, do Partúl,o Operário Socialista do Estado de Alagoas; do Cinqüentenário do torpedeamento, a 26 de setembro de 1943, do vapor "Itanagé", nas costas alagoanas, à altura da Lagoa Azeda, São Miguel dos Campos, durante a 2ª Guerra Mundial; do Centenário, a 5 de outubro de 1893, do início do funcionamento, no Pilar, da fábrica da Com- panhiaPilarensede Fiação e Tecidos, que fabricou, não só tecidos de algodão, como camisas de meias, em cores; dos 130 anos do primeiro RegulamentoInterno da Santa Casa de Misericórdi.a de Maceió, cujo verbete narra inclusive a história dos primeiros 25 anos de existência desse estabe- lecimento hospitalar da capital alagoana; do Centenário da formatura, na Faculdade de Direito do Reci.fe, a 9 de dezembro de 1893, de Ana Sampaio Duarte, natural de Palmeira dos Índios, a primeira alagoana a receber di- 8 ,foma de curso superior; dos 80 anos da inaugur~çã~, no ~tia 25 de dezembro de 1913, da. Jgr~ja Presbiteriana ronstruída na rua Dias Cabral, o pnmeiro templo protes- tunte de Maceió. Quanto aos verbetes concernentes_à ~ida e obra de alagoanos ilustres, chamamos ª~1!-çao >ara os seguintes: 85 anos do nascime~to, em Maceio, no ~lia 16 de abril de 1908, do cientista s?c1al Alberto Pa~sos e;uimarães; Centenário de Jor~e de Lima, a 23 ~e abril de 1B93· Cinqüentenário do nascimento, a 15 de Junho, dm Pnln{eira dos Índios, de José.Marques de _Mel?, um º.~ >ioneiros da pesquisa dos meios de co~ui:1caçao na um ~<"rsidade brasileira e 0 primeiro ?ras1le1ro a .recebf~ o tftulo de Doutor em Jornalismo; Cmq_üenten~o do e- •'mento a 27 de agosto de 1943, do industrial Gustavo ;!niva q~e, a despeito de não contar em ~ua época, com uma legislação trabalhista, como a dos di~s qud C?r~e~, rcnlizou em suas empresas uma obra social a ~r ve ' voltada para seus empregados; 90 anos do nadsc1men~, ..m Viçosa, no dia 1!! de setembro de 1903., o gran e folclorista Aloísio Vilela; 40 anos do falecimento, em Maceió, a 30 de setembro de 195~, ~~ Manoel L?pes l•'l'rreira Pinto músico amador-v1ohmsta-co~pos1tor, iornalista e ma~strado e o Centen~o de nascimento, a io de outubro, do pintor José Pauhno. M.M.S. 9
  • 7.
    • JANEffiO >7 jnn. -Centenário do jornal Batalhador, surgido em União dos Palmares a 7 dejaneiro de 1893, opri- meiro da localidade. Dizia-se órgão imparcial e era publicado duas vezes por semana em oficina tipográfica instalada na rua Quinze de Novem- bro, nº 18, tendo Fortunato Antunes como pro- prietário e gerente. Apartir de 1895 passou a ser publicado em Maceió, em tipografia instalada na rua 12 de Março, a avenida Moreira Lima dos nossos dias. , OH jan. - Cento e vinte anos do início do funcionamento, a 08 de janeiro de 1873, do Colégio Bom Jesus, or- ganizado no ano anteriorpelo professorFrancis- co Domingues da Silva. Através de circular es- se educador,proprietário do educandário, junta- mente comoprofessorAdrianoAugusto deAraú- jo Jorge, do Colégio São José, que funcionava na ruaCincinatoPinto, n2 51, comunicaramà comu- nidade a fusão dos dois colégios, que passariam a funcionar conjuntamente, a partir de 12 de ja- janeiro de 1880, - conservando idêntica a deno- minação de Colégio Bom Jesus - eIIL_sobrado de dois andares e casa anexa ao mesmo, na rua da BoaVista, ns. 4.P e 47, ficando a cargo deAdriano Jorge a parte literária e a Francisco Domingues, a parte administrativa. - Cento e dez anos da instalação, a 08 de janeiro de 1883, do município de Limoeiro de Anadia, criado por Lei n2 866, de 31 de maio de 1882, com território desmembrado de Anadia. A origem do 11
  • 8.
    novo mu!Ücípio adveiode uma fazenda de gado de propnedade de Antônio Rodrigues da Silva' que e~ 1798 edificou uma capela com a dupla in~ vo~~çao de ~anta Cruz e Nossa Senhora da Con- ceiçao do Limoeiro. 14jan.- Ce.nto e sessenta anos da instalação, a 14 de ja- neiro de 1833, do muni~ípio e vila de São Miguel dos_ Campo_s, pelo Ouvidor Manoel Messias de Leao, -:- c~ados pelo Decreto do Governo Geral ?a Regencra, de 10dejulho do ano anterior-cu- Ja Câmara foi organizada logo a seguir. Anti- g_o povoado à margem do rio São Miguel, primi- ti':amente .ei;tc;avado no território que consti- twa o mumcrp10 de Alagoas, ao pé dos fertilíssi- m?sCam~osdoArrozaldeInhamuns de ondelhe ve~o ~ ~es1gnação restritiva quefoi adicionada ao pnrmtivonome de São Miguel, (conhecidos esses c~mpos como os mais belos pastos de todo o Bra- sil) era natural que tais riquezas e fecundidade do ~olo fosse atraindo para ali a cobiça dos pri- meiros habitadores desta parte da capitania" na~ palavras de João Alberto Ribeiro. ' 18jan.- Tnnta anos d~in~talação, no dia 18dejaneiro de 1~63, do mun:;cípio de Novo Lino, criado por Lei n- 2,:4~0, de 1- d~ dezembro de 1962, oriundo de Col~~1a~eopoldina. Omunicípioteve suaorigem nositioLino,peloalferesManoelBarauna,insta- ladonoanode 1868,datandoa denominaçãoLino do ano de 1950. ' x22jan.- Ce~tenário do nascimento, no Pilar, a 22 de ja- n?iro de 1893, de Corrêa Júnior (José Corrêa Jú- mor),filho deJosé Corrêa da Silva. Nasua cidade natal fez os seus ~studos primários. Transferin- do-se p~ra Maceió, nessa capital estudou pre- paratónos, no Colégio 15 de Março, dirigido pelo prof. Agnelo Marques Barbosa e no Liceu Alagoano, tendo feito seu curso superior na 12 capital paulista, na ~Idade de~ de São P.,auU>. Nomeado em 1913 para exercer um cargo no Departamento Regional dos Correios, trans- feriu-se em abril de 1914 para a capital ban- deirante, no "ltapuhy'', já como Praticante de 2~ classe . Em Maceió foi um dos redatores de Argos,revistaliterária,artísticae educativa,fun- dada em setembro de 1910; colaborou em A Ilus- tração,órgãotrimensal,defeiçãoliteráriainstru- tiva enoticiosa, aparecidoem1907;AEscolaAla- goana, quinzenário publicado pelo Grêmio Lite- rário "Tavares Bastos", periódico esse surgido a 12 de maio 1908 e em Renascença, cuja cola- boração mandava de São Paulo, revista literá- ria dirigida por Barreto Cardoso, cujo primeiro nú.mero surgiu em Maceió no dia 15 de agosto de 1914. No Estado de São Paulo foi funcionário da Prefeiturade suacapital, tendosidosecretáriona gestão do Prefeito Pires do Rio; redatoriou o Co- mércio de Santos, onde iniciou-se na vida jor- nalística em S.Paulo, atuando ainda na Folha da Manhã, em O Combate, tendo sido também redator social de A,Ga.zeta. Em 1948-49 foi Vice- Presidente da Associação Paulista de Imprensa e, no ano de 1960, esteve visitando Alagoas. Nes- se último ano, a 13 dejulho, a Academia Alagoa-t na deLetrasrealizousessãoemsuahomenagem. Seufalecimentoocorreunacapitalpaulista,nodia 09de setembro de 1972. Bibliografia-Livros para adultos: Poemas das batalhas (S.Paulo)-Tip. Ca- valiere(1914) 16p.n.num;Rezasprohibidas,poe- sia.RiodeJaneiro(Tip.daRevistadosTribunais, 1917) 113p.;retr.do autor; Donado meu silêncio, poesia. S. Paulo, Editorial Helios 1927. 157 p. Menção honrosa da Academia Brasileira deLe- tras; Conselhos aos namorados, poesia. 2. ed. S. Paulo, Edições Heros, 1930, 78 p.n.num; Trovas. 13
  • 9.
    22jan.- S.Pa~o,E~.Meridiana, 1932. 78p.n.num., retr. autor, Cantigasde quemtequer, trovas.Posfácio de AdelmarTavares. S.Paulo (s.tip.) 1939 122 (NaverdadeconstituiumanovaediçãodeTrova~· comnovo tít~o); 2.ed. S._P~ulo, Ed. Cupolo, 1963~ J08p.n.n~,Poemasmmusculos.RiodeJaneir.o . Olympio, 1941, 53 p.; Jardim para tuas mãos' prosa..Capa e desenhos de Noêmia (s.n.t.) 1967~ 111p., O~tr~balho: fonte de alegria. Coletânea de escnto~ uteis. à formação intelectual e moral do operáriobrasileiro.Pref.doSenadorParcifaJBar- ro~o. S. Paulo (Empr. Gráfica Revista dos Tribu- nais) 19!{)8. 198 p.; Oração a São Paulo, discurso pron~cia~,º na concessão do título de "Cidadão Paulistano. . ~· Paulo,. J. Bignardi & Cia. Ltda., 1965. 31 p., Sao ;Francisco de Assis na literatura e na a~e, ensai?, 1968. Livros para crianças: Aalegnadesercnança.II. deJoãoBrito. S.Paulo ~oc. I~pressoraPau1~sta, 1929. 53 p., il.: Poesia~ infan~is.Carta-prefáciodeMonteiro Lobato. il. de J.G.Vdhn. S.Paulo (Rev. dos Tribunais) 1934 72 p.; 2. ed. il. de Hilda Bennet (S. Paulo) Melho~a­ mentos1953)72p.Ogatinhoguloso.S.Paulo,Edi- tora do Bras~I (1954)35p.; il., 3. ed. S. Paulo,Edi- tora ~o ~rasil ~s.d.) 37 p.; il.;Barquinho de papel, poesias1nfanti~(S.Paulo,DepartamentoTécnico daEscola TécmcaAntarctica) 1961. 84p.;Apren- damosa contar. II. deRodolfoDam. S. Paulo Me- lhoramentos, 1951. 10 p.; il., S. Paulo, Melhora- ra.mentos~ 1968 (Horas felizes); A cidade das cnanças. 11. de Rodolfo Dam. S. Paulo, Melhora- mentos, 1954, 11 p., il.; 4 ed. S. Paulo, Melho- ramentos, 1968, 11 p., il (Horas felizes). Noventa anos da encampação, a 22 dejaneiro de 1903, daAlagoasRailway, nessadata arrendada à '-!beGreatWesternBrazilRailwayCompanyLi- mited. 14 -Sessentaanos dainstalação, na capital maceioen- se, a 22 de janeiro de 1933, do 1ºCongresso Ope- rário de Alagoas, na sede da Sociedade Perseve- rança e Auxflio dos Empregados no Comércio de Maceió. Foi organizado em três partes: Reivin- dicações; Assistência Social e Política Operária. Na 1ª dessas partes, os operários da indús- tria açucareira pleitearam a instituição do re- gime de oito horas de trabalho diário, com sa- lário integral; a extinção de multas e ''vales" e a substituição desses por dinheiro amoedado ou papelmoeda. Os operários.e trabalhadores deum um modo geral, através de seus representantes, nessenúmeroinclufdososdaindústriadoaçúcar, pediram a uniformidade de salário e a medi- ção, por trena, das tarefas por eles executadas no campo. 24 jan. - Trintaanosdeinstalação,a24dejaneirode 1963, do município de Tanque d'Arca, criado através da Lei n2 2.507, de 12 de dezembro de 1962, com território desmembrado de Anadia. 25 jan. - Noventa anos da instalação, no dia 25 de janeiro de 1903, do município de Leopoldina, criado por Lei n2 321, de 10 de junho de 1901, o qual em 1944, porforça da Lei estadualn2 2.909, de 31 de dezembro de 1943, há cinqüenta anos, portanto, voltou a chamar-se Colônia Leopoldina. Seu ter- ritório foi desmembrado de Limoeiro de Anadia. Quanto à sua denominação, - Colônia Leopoldi- na-dadaem1943,adveio daColôniaMilitarLeo- poldina, criada por Decreto imperial n2 729, de 09 de novembro de 1850, instaladaem20 de feve- reiro de 1852 e extinta em 1867. -Trinta anosdainstalação, a 25 dejaneirode 1963, do município de Lagoa da Canoa, criadoporLei n2 2.472, de 28 de agosto de 1962, com território desmembrado de Anadia. O nome do município 15
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    ... tevesu~origemnalagoadeidênticadenominação nele existente. 26 jan.-qitenta anos da chegada da águaencanada a an- tiga pouoaçã_o da_ Pedra, hoje Delmiro Gouveia, n~ dia 26 deJ~eiro de 1913, e da iluminação elé- trica, a 24 deJunho seguinte. As linhas transmis- soras de e~ergia e os canos adutoresforamlan- çados nos vinte e quatro quilômetros que deman- davamdacachoeiradePauloAfonsoàquelavelha povoação. Adolfo Santos, casado com uma sobri- nha. de Delmiro Gouveia, e gerente da fábrica de hn_has de coser que seria inaugurada no dia 6 de Jun~o de 1914, a respeito da chegada da luz elétnca na Pedra, prestou depoimento a Tadeu Rocha, por este aproveitado em sua obra a respeito do pioneiro de Paulo Afonso: "Toda 8:população da Pedra estava fora de casa, assis- ti_ndo ao espetáculo maravilhoso da transforma- ç~o que se oper~va na localidade, sendo conta- gi~te a alegna geral". Pedra foi a primeira lo- ~hdade,.no Brasil, a ser iluminada por energia hidrelétnca. 27 jan.- Cento e v;inte.anos do aparecimento, em Maceió, a 27 de Janeiro de 1873, de O Constitucional órgão do Partido Conservador das Alagoas che' fiado pelo Senador Jacinto Paes de Mend~nça­ sendo o segundo jornãl ãlagoano deste título 1 porquanto ooutro data do ano de 1851. Redigid~ pelos ~s. Olímpio E~sébio de Arroxeias Galvão, J oaquu~Pontesde Miranda,LuizAntonio Lopes e J oaqwmJosé de Araújo, era impresso na Tipo- gi::~fiaCon_serv~dora, pertencenteàquelaagremi- açao política, situando-se no prédio de n!! 16 da rua da Imperatriz, depois denominada João Pes- s~a, onde ~oi publica~o até o seu exemplar de n- 22: Do numero seguinte, de 17 de abril de 1873 em diante, passou a serestampado no mesmo es- 16 tabelecimento gráfico, mas em outro endereço: ruadoLivramento,n243.OConstitucionaleraim- presso em quatro colunas e saía duas vezes por semana sob a administração de Antônio Duarte Leite d~ Silva, tendo se retirado da circulação no dia 30 de setembro de 1873, com o seu nº 70, ano 1. /.'1.8jan.- Oitenta anos do novo regulamento da~o p~r D~­ creto n. 631, de 28 de janeiro de 1913, a pn~e1- ra Secretaria de Agricultura de Alagoas, cnada com a denominação de Secretaria de Estado dos Negócios da Agricultura, Indústria, Comércio e Obras Públicas, através do decreto estadual nº 566 de 5 de julho de 1912. A sua criação fora au- tori~ada pela Lei n2 660, de 1ºdejulho.do ~esmo ano tendo sidoregulamentadapelapnmeiravez pel~ Decreto nº 583, de 14 de a~ost~ seguint~. Teve curta duração, porquanto foi extinta provi- soriamente em 4 de agosto de 1914 (Decreto nº 721) e definitivamente através do Decreto. nº 761, de 5 de fevereiro do ano seguinte. l :10 jan. - Setenta anos da chegada, em Maceió, a 30 de ( janeirode 1923,dohidro-aui.ão'Sampaio Corrêa- Il" que nesse dia amerissou nas águas.da Lagoa M~daú, ou do Norte. Segundo cronista do Jor- nal de Alagoas, "ao aparecer a aeronave sobre os coqueirais da Ponta Verde, os sinos das Igrejas entraram a bimbalhar com o coro dos apitos das embarcações surtas no porto e do fo1?-- fonar dos automóveis; a emoção de toda a gente que presenciou o empolgante espetáculo foi in- descritível". Depois da amerissagem, Pinto Mar- tins, Walter Hinton e John Wilshunssen dirigi- ram-se à Capitania do Porto, o_nde registra~am a chegada da grande aeronave. Anoite aos pilotos e aos jornalistas que acompanhava o raid-New York-Rio de Janeiro, iniciado a 17 de agosto de 17
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    ~jan. - 1922, foioferecido um jantar no Clube F" . Alagoana, tendo o"Sampaio C~rrêa-II" dec f~x nda mtia~ãBdohdia seguinte, às 10,20 horaso:C,~ es no a a ia A a t' h ' d · eronave in a de enverga- ura 80 metros era a ·0 d d ·"L'b rt,,.,, d ' Cl na a por ois motores I e ·;y ' e 40 H.~. cada um, podendo trans- gorta;1~ pessoas. PmtoMartinserabrasileirodo s iara,.diplomado em engenharia naval na Pen- Y vaI?1a (USA), o qual ingressara na avia - o atraves do Corpo de Aviadores Policiais de :0- d.ªIXrq.ueIWalterHinton era InstrutordaEscola e. ~açao ~aval de Pensacola, tendo sido o pnme1ro aviador ~ atravessar o Atlântico e fi....n~lmente.Joh?Yilshussen era engenheirome- ca~1co, armgo mtimo do cearense. Quanto aos dois outros companheiros de viagem George T ~r:,:d~·~~a~zelly,erkam, respectiv~mente, re~ . . e ew or World e cinegrafista rmss1onado pela Pathé News de N I co- para filmar o raid Pinto M~rtins ova. orque, acha se ta bé 1.· d , CUJO nome 1 - m m I!fª. o à exploração de petró- Jº em Alagoas, s~c1dou-se em abril de 1924 Dole~ta ~nos d.a fixação, emjaneiro de 1903, d~ at~:lu~ l o~veza, no ~ntão povoado da Pedra, . " . e nuro Gouveia, sede do município de identico nome. O folclorista Aloísio Vilela seu trabalho Delmiro Gouveia no folclore'a~: goano, transcreve sextilhas de auton·a d ta popul Rai o poe- à h dar mundo Pelado que se referem c ega a ao povoado Pedra, do grande cea- rens~ ,?e Ipu, onde nasceu a 5 de junho de t:::~/A~~i~~~~a~~d~:e~1::Jfi~~:~~eqtriste morar/Não tinha casa nem gente,!Nem cs~r~3~ pra pas~ar.trerr~ de pedra e do espinho/De mac~b1ra raste1ra/NaquoleHrtlomedonho/Só se ouvia a vida inteira/O ronco da cnnguçu, 18 /E o ronco da Cachoeira". Órfão, emigrou para o Estado de Pernambuco onde veio a tomar- se um nome conhecido, pelo seu notável tino comercial. No Recife, no bairro do Derbi, fun- dou um centro de diversões, o melhor da época, do qual faziam parte um teatro, um hotel e um magnífico mercado, tudo isso sem o auxílio oficial. Entretanto, o prestígio daquele comerciante empreendedor crescia a olhos vis- tos, para desgosto dos maus políticos da terra, que a partir de 1889, passaram a lhe mover uma campanha desleal, visando a ruína do próspero homem de negócio. Culminaram, então, com a criminosaidéia de incendiar a casa de espetácu- los de propriedade de Delmiro Gouveia, o que realmente concretizaram. Despojado de seus ha- veres, deprimido moralmente, viu-se forçado a abandonarPernambuco,refugiando-seno sertão deAlagoas,viajandoincógnitonovapor"Jaguari- be", segundo uns, e no "S. Francisco", conforme outros, de Re,.cife para Penedo, dali se transpor- tando para Agua Branca, onde chegou a 15 de outubrode 1902,permanecendo comohóspedede seu amigo Ulisses Luna, até que emjaneiro de 1903 instalou-se na Pedra, em casa adquirida a ManoelFranciscoCorreiaTeles,ondeiriaabrir o seu primeiro armazém de "courinhos". Apro- veitando as águas do riacho Paricônia, nesse mesmo ano contruiu o açude do Desvio, cuja barragem achava-se localizada por trás da esta- ção ferroviária daEstrada de Ferro Paulo Afon- so, no incipiente povoado da Pedra, que ojorna- lista Plínio Cavalcanti, do Jornal do Brasil, do Rio de Janeiro, visitou em meado de 1914, e cujo primeiro contatodescreveemChanaansertaneja da Pedra: ''Nunca mais se apagará dos meus olhos de excursionista deslumbrado, a risonha 19
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    miragemdaquelacidadczinho do Pedraem1914, tão branca e limpa, que à primeira vistajulguei- ª um grande algodoaJ dü CHpulhos alw~jantes (...) Comovido, admirei com o entusiasmo dos meus 23 anos bem vividos, aquela estranha flor de civilização e nunca mais deixei de bendizer ohomem singular, que entre cnctus e bromélias, conseguira fazer vingar tão virente flor de civili- zação". Limoeiro de Anadia, em foto da Primeira década do século. 20 Barquinho de papel, um os mui sd 'to livros do pilarense CorrêaJúnior (1893 • 1972). 21.
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    Encampada a AlaeoasRailway, a 22 dejaneiro de 1903 foi arrendada à Tho Great Western Brazil Railway Co. Ltd. A foto de sua antiga estação central, do Maceió, do fotógrafo Álvaro Cardoso, data de 1908. A30 dejaneirode 1933ohidro-avião"~oCorrêa-ll"amerissou na lagoa Munda11. Sua tripulação integrada por Walter Hinton, John Wilsliunssen e PintoMartins, cearense,iliplomadocmengenharianaval na PeJlSylvânia (lJSA)1 fazia-se acompanllar dejornalistas que cobriam o raid New York-Rio ac Janeiro. 22 A fábrica de ltnha da Çia. Agro . h·droMtricagerada na cachoeirade ·unhode 1914,eramoVldaaenerft~ 'aneiro de 1913, à wvoaç~o da ~aulo Af~nso.1~11tes,,.porépi, cªhegava !água encanada, e a 24 deJunhoPedra, hoje Deurnro~ouve1a, seguinte, a luz elétnca. . FabrilMercantil, inaugurada l!I 6 de 23 Delmiro Gouveia (1863-1917), cm fotografia oferecida ao dr. Euclides Malta, no dia 12 de março de 1909. ,
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    FEVEREIRO 01 fev. -Quarenta anos do aparecimento, a 1º de feverei- ro de 1953, em Maceió, da primeira Página dos Municípios da imprensaalagoana, quando oJor- nal de Alagoas, sob a denominação de "Jornal dos Municípios", passou a divulgar a referida página, coordenada pelo jornalista José Maria de Carvalho Veras. Mas a partir de 31 de maio seguinte mudou seu título para ''Vida Munici- pal", passando a constituira 2ª sessão do aludido jornal. Finalmente, a 29 de novembro do citado ano de 1953, recebeuumnovo nome: "Página dos Municípios", idêntico, portanto, ao que lhe fora dado meses antes, em fevereiro. - Trinta anos da inauguração, a 1ºde fevereiro de 1963, durante o governo de Luiz Cavalcante, do Ginásio de Esportes do Colégio Estadual de Ala- goas - Liceu Alagoano, na parte final da avenida . Moreira Lima. '09.fev- Centenário dafundação, a 9 de fevereiro de 1893, J. de uma filarmônica constituída por operários da ' fábrica detecidos de FernãoVelho, de proprieda- de da Companhia União Mercantil, pioneira em Alagoas no fabrico de tecidos. 14.fev.- Setenta anos da instalação, em Maceió, a 14de fevereiro de 1923, do Colégio Batista Alagoano, em uma casa, localizada no sítio pertencente à Missão Batista, no n2 7, da rua Aristeu de Andra- de, no bairro do Farol. Nesse ano, porém, apenas funcionou uma turma de 29 alunos, do 4º ano. No ano seguinte, a 4 de fevereiro, o colégio passou a 25
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    .. funcionar em novasdependências, no sítio See ger, contíguo às antigas dependências, onde e 1925 foi inaugurado um internato. O primeir Corpo Docente desse educandário, dirigido pe- lo missionário norte-americano John Mein, er composto por Apolônio Batista, Clotília Barre- to, Elizabeth Mein e Octavio E. Santos. 16 fev. - Cento e sessenta anos da instalação, presidid pelo Ouvidor Manoel Messias de Leão, no dia 16 de fevereiro de 1833, do munictpio de Viçosa, na época com o nome de Vila Nova da Assembléia, criada através da Lei de 13 de outubro de 1831, tendo Atalaia como município de origem. Seu primitivo nome foi Riacho do Meio, curso de água que corre entre os riachos Limoeiro e Gurun- gumba. Em 1943 deram-lhe a denominação de Assembléia, voltando a Viçosa no ano de 1949. 21 fev. - Cento e sessenta anos da instalação, no dia 21 de fevereiro de 1833, do município de União dos Palmares, então denominado Vila Nova da Im- peratriz, criado porLei de 13 de outubro de 1831, tendo Atalaia como município de origem. Cha- mou-se, sucessivamente, Macacos, CercaRealde Macacos, Santa Maria Madalena, Vila Nova da Imperatriz (1831), União (1889) e por fim, União dos Palmares (1944). 24 fev. - Setenta e cinco anos dainauguração dos serviços de reforma, em 24 de fevereiro de 1918, executa- dos no período governamental do dr. João Batis- ta Acioli Júnior, no edifício que fora inaugura- do em 7 de setembro de 1870, durante a admi- nistração provincial do dr. José Bento da Cunha Figueiredo Júnior, sob planta do engenheiro inglês Carlos de Mornay, para sede do Consu- lado Provincial, que anos depois teria a sua denominação mudada para Recebedoria Cen- tral. A aludida reforma, realizada mediante pro- 26 jeto do arquiteto José Diniz da Silva, acrescen- tou-lhe um andar no antigo prédio. Além disso, nos fundos do mesmo foi construído um pe- queno cais, ultimado em junho do citado ano de 1918, destinado a defender das marés o edifício atualmente ocupado pelo Museu da Imagem e do Som - MISA. Viçosa: rua Nova, em fotognfia da primeira d6cada do século, do fotógrafo amador Cassiano Souza. 27
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    União dos Palmues,sededomunicípio instalado a 21de fevereiro de 1833,em foto da década de 20. Prédio inaugurado a 7 de setembro de 1870, para sediar o Consulado Provincial, em 24 de fevereiro de 1918deu-se a inauguração das obras de acréscimo de seu pavimento superior. 28 lll>cebedoria Central, antigo Consulado Provincial, já com o seu pavimento 1111perior, inaugurado em 24 de fevereiro de 1918. 29
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    MARÇO V2 mar -Oitenta anos de O Semeador, periódico católico de Maceió, públicado a princípio semanalmente, a partir de 2 de março de !_913 - nas oficinas daLivraria Americana, então de propriedade de Amaro Medeiros -sob a direção doPadreAntonio Valente e redação dos padres Franklin Lima e Luís Barbosa, seus fundadores. Havendo o 12 Arcebispo de Alagoas, D.Manuel Antonio de Oli- veira Lopes, adquirido uma oficina tipográfica, O Semeador interrompeu sua circulação, em se- i tembro de 1913, enquanto a referidatipografia, -adquirida mediante subscrição do clero dioce- sano- eramontadanopisotérreo do chamadoPa- láciodoBispo, ondepassariaa serimpressotodas astardes,apartirde 12 de outubro do mesmo ano de seu aparecimento, dirigido pelo cônego Jo- ão Machado de Melo e dirigido pelo mesmo cor- po redatorial de sua primeira fase, acrescido do professor Moreno Brandão. Emjaneiro de 1921, Antonio Valente, Franklin de Lima e Luís Bar- bosa comunicaram ao Jornal de Alagoas que O Semeador iria ser substituído pelo Diário de Maceió, vespertino a "aparecer dentro de breves dias, com a feição de jornalmoderno, mas com orientaçãocatólica".Oaludido órgão deimprensa surgiria, de fato, pouco tempo depois, a 12 de fevereiro, soba direção docônegoAntonioValen- te, e ainda segundo o citado informe divulgado no Jornal de Alagoas, pretendendo "pugnar pe- lo bem da comunhão, dentro das normas da 31
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    imprensa moderada, combatendoo erro e enal- tecendo a virtude". Nesse mesmo ano de 1921 a 16 de fevereiro, falecia em Maceió um do~ f~dadores de O Semeador, o cônego Franklin Lima. E no ano seguinte, o de 1922, a 12 de mar- ço? re~pareceria esse último periódico, com pu- bhcaçao semanal, o qual após breve ausência v?l~o~ a circula:, ~o dia 16 de maio de 1923: d1ngido P?r Antonio Valente, na época cônego, e secretanadopelopadreJoão GuimarãesLessa estampando o número inicial dessa nova fase' o. retrato de D. Santino Coutinho, novo Arce~ bispo de Alagoas, sendo impresso em depen- dência da Igreja de Nossa Senhora do Rosário A 12 de janeiro de 1933, após período de afas~ tatamento da arenajornalística, reapareceu em nova fase, sob a direção do cônego Fernando Lyr8: a .administração do cônego João Lessa. Em Janeiro de 1936, no corpo redatorial de O Semeador ingressaria os então padres Adel- mo Machado, Luís Medeiros Netto e Teófanes de Barros, bem como o dr. Olavo de Campos e _o na época acadêmico de Direito, José Petro- nilo de Santa Cruz. Já retirado da circula- ção, a 28 de dezembro de 1968 D. Adelmo Ma- c?ado, Arcebispo Metropolitano, nomeou oentão con.ego Fernando Iório como seuDiretor-Geral, e mais o padre Salomão de Almeida Barros Lima o .cône~o Teófanes Barros, como membros d~ D1retona daquele jornal, que iriavoltar a circu- lar, semanalmente, em nova fase, a partir de agosto de 1969. 02 mar.- Quarenta anos do falecimento, no Rio de Janei- ro, a 20 de março de 1952, de Américo Melo. Na- tur~l de São Miguel dos Campos, onde nascera a 1- de novembro de 1876, Américo Otaviano da Costa Melo foi deputado estadual de Alagoas na 12ª(1913-14) e 15ª(1919-20) legislaturas. Da- 32 do a estudos econômicos-financeiros, publicou, naimprensa alagoana,inúmeros trabalhos acer- ca do assunto. Sócio efetivo do Instituto Históri- co e Geográfico de Alagoas, pertenceu também à Academia Alagoana de Letras, onde ocupou a cadeira que tem como patrono oVisconde de Si- nimbu, sobre o qual teve o ensejo de escrever a sua biografia, publicada no Rio de Janeiro, debaixo do títuloVisconde de Sinimbu. Deixou ainda publicado um livro de versos-Nuvens de inverno, impresso em Maceió em 1947, além deoutrostrabalhos,comoimpostoterritorial(Ma- ceió, 1919) e A lavoura nacional (Rio de Janeiro, 1922).Inéditos, nos legou: O mistério do petró- l~o em Alagoas; Ensino secundário no Brasil e Ultimos sonhos. 03 mar.- Oitenta anos do surgimento, em Maceió, a 3 de março de 1913,do quinzenárioliterário e noticio- so O Velocínio, de pequeno formato. Tinha co- mo redator-chefe Octavio Viana, como redator, Agenor Dantas e como gerente, Ezechias da Ro- cha. 'onmar.- Oitenta anos da criação, em 6 de março de 1913, daparóquia de Santo Antonio, da então, vila de Sertãozinho, depois MajorIzidoro, povoaçãofun- dada por Izidoro Rodrigues da Rocha. Desmem- brada da freguesia de Santana do Ipanema, a 8 dejunho ocorreu a posse de seu primeiro vigário. - Cinqüentenário da inauguração, em 6 de março de 1943, da rodovia asfaltada, ligando as duas bases aéreas de Maceió, a do Vergel do Lago, construída, pelos norte-americanos durante a 2ª Guerra Mundial, para aviões anfíbios, e a do Ta- buleiro do Pinto. A primeira estrada do Jacutin- ga (Farol) ao Tabuleiro do Pinto, na época deno- minada "estrada de automóvel", que começou a ser construída pela Intendência de Maceió, em 33
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    outubro de 1916,foi inaugurada no ano seguin- te, a 6 de janeiro. 08 mar.- Cento e setenta anos da elevação da vila das Ala~oas, - atual Marechal Deodoro - à categoria de cidade, P?r carta régia de 8 de março de 1823, em harmorua com o Decreto de 24 de fevereiro do mesmo ano. 17 mar.- Trinta anos do lançamento da pedra fundamen- tal, em 1? de março de 1963, doAlagoas Iate Clu- b~, ocomd? nas proximidades do hoje desapare- cid~ coqueiro Gogó da Ema, quando para o acon- tecimento foram armadas inúmeras tendas no estilo oriental e dispostas inúmeras mesas 'em tom? da~ quais formaram-se numerosos gr~pos. A pnme1ra pá de cimento foi colocada na pedra fundamental, por Lui~ Carlos Braga Neto, Co- modoro deHonra, seguido dosmembros da Dire- toriaedeautoridadespresentes.Outracerimônia express~va, seg~doominuciosoregistrofeitope- la columsta social Marluce Chagas, foi a do has- teamento das bandeiras do Brasil e as de todos os clubes sociais da cidade, pelos presidentes ou representantes, ao som do hino nacional:J arbas GomesdeBarros(Fênix),FernandoPinto(Tênis) Odorico Maciel (Iate Clube Pajuçara) Nelso~ Valeriano (Portuguesa), Alberto Paiva CAABB) VicenteBertolini(CSA),SeverianoGomes(CRB) 1 Cel. Bendochi Alves e Paulo Renor (Alagoas Iat~ Clube). Do programa constouainda a salva de 21 ti;os, regata à vela e, para coroar aquela sole- ~dade,um~hurrasco. Alémdaspessoashápouco citadas, estiveram presentes os jornalistas Ar- n~ldo~amboeCarlosMoliterno,MarluceChagas, Cand1da Pal~eira, Janisse Albuquerque, Lêda Lyra, dr. Hého Ramalho, dr Danúbio Acioly e acompanhadosdasr~spectiv~sesposas,JúlioCa~ brales, dr. Jorge Qmntela, dr. João Maia Nobre, 34 OFAl BIBLIOTECA CINTIAL Aloísio Bezerra, Cláudio Pradines, dr. José Ly- ra, engenheiro Anselmo Botelho, en~re outros.. 20 mar.- Quarenta anos do falecimento, no Rio de J~e1- ro, no dia 20 de março de ~do ro~cista, contista cronista e memorialista Graciliano Ra- mos, cuJo centenário de nascimenf.?, em Que- brangulo, a 27 de outubro de 1892,foi largamen- te comemorado no passado ano de 1992, em todo o país. O 12volume da série Efemérides Alagoa- nasinclui ampliado verbete acerca do grande es- critor. . 23 d 2!' mar.-Trinta anos da inauguração, em Maceió,,1; ~ março de 1963, do Clube do Tra~alhador Delmi- ro Gouveia", às 16horas desse dia, com a P.r~sen­ ça do Governador Luiz Cavalcante., do M~rustro Almino Afonso Haroldo Cavalcanti, Presidente do Conselho N~cional da Indústria,.outras au:o- ridades e o povo em geral. Foi construido pela Federação das Indústrias do Estado de Alagoas. iH mar.- Cento e dez anos do falecimento,.ª 28 de~ffi:arço de 1883, do poetaAntônioRomariz, -~~ton10 de Almeida Romariz - em viagem mantin;ta entre Maceió e Penedo. Casado há poucos mais de ~ ano comMaria Lúcia de Almeida Rom~z, din- gia-se ao sertão à procura de melhor chma para tratamento de sua saúde, ultimamente agrava- da. Natural de Penedo, onde nas~e':1em18.~0 ?u 1851,nessa cidade ribeirinhar~digm ope~odi~o A Escola (1876), com José Batinga;.a revista li- terária semanal Echo do S. Francisco (15 ago. 1876)· Órgão do Povo (1877) e oEstrela do Nor- te (21 1 abr. 1878), de Maceió, onde tamb.ém cola- borou na Gazeta de Notícias (12 de maio 1879). Postumamente, pouco meses apó~ a sua morte, publicou-se um livro seu de poesia: Auras ma- tutinas (Maceió, 1883). 35
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    - Centenário dainauguração, em 28 de março de 1893, da estação telegráfica de São Luiz do Qui- tunde, que passou a se comunicar com Maceió, "três horas diariamente: pela manhã, ao meio- dia e à tarde, sendo o preço de cada palavra / 70 réis". 2,9 mar.- Sesquicentenário do nascimento, na capital ala- ' ;.1 goana, em 29 de março de 1843, de Joaquim Jo- nas Bezerra Montenegro. Formado em Ciências JurídicaseSociais,no ano de 1866, pelaFaculda- de de Direito do Recife, era filho de Manoel Ja- nuário Bezerra Montenegro e de Rita Bezerra Freire e foi Promotor Público de Atalaia e Juiz Municipal em Ponta Grossa, no Paraná; Juiz de Direito de Macapá (Pará), Vice-Presidente da então Província do Pará. A princípio sócio cor- respondente do Instituto Histórico e Geográfico Alagoano, atual Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas, e a partir de 25 de abril de 1930, transferido para a categoria de honorário, seu nome encontra-se intimamente ligado a essa en- tidade cultural, pela doação que fez de preciosos espécimes arqueológicos por ele conseguidos na Ilha de Marajó e enviados anonimamente em se- tembro de 1897, através do dr. Joaquim da Silva Costa, quando aquele Instituto era presidido pe- lo Prof. Adriano Augusto de Araújo Jorge. Na época em que residiu no Estado do Pará, adqui- riu importantes propriedades na mencionada ilha de Marajó, de cujo subsolo extraiu o ma- terial arqueológico remetido por doação à men- cionada instituição cultural alagoana. Era ca- sado com TerezaMontenegro,naturaldoPará. Escreveu, aos 78 anos, Cartas a Marilda Palínia, cujosmanuscritosacham-seconservadosnoinsti- tuto Histórico e Geográfico de Alagoas. J.F. Ve~ lho Sobrinho registra, de sua lavra, O con- 36 trato de arrendamento das fazendas nacionais de Marajó. Belém, Typ. d'A Província do Pará, 1887. Seu falecimento ocorreu no dia 14 de Janeiro de 1932. A antiga capital da Província das Alagoas, a víla do mesmo nome, lllcvada à categoria de cidade por carta rlgia de 8 de março do 1823, cm foto do iruc:io do século, batida por L J,avenerc. 37 Oficinas da Typograpbia Americana, na então rua da Alf'andega, atual Sáe Albuquerque, cm Maceió, onde foram impressos vários jornais alagoanos, inclusive os primeiros números de O Semeador, de 2 de março de 1913.
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    Auras matutinas, livro de poesia do penedense AntonioRomariz, falecido no dia 28 de mar~ de 1883. 38 Graclliano Ramos, jána fase adiantada da enfermidade que o levaria ao túmulo, no Rio de Janeiro, a 20demar~ de 1953. Velho sobrado da rua do Comércio, de Maceió, onde no dia 29 de março de 1843 nnsceu Jonas Montenegro (Joaquim Jonas Bezerra Montenegro). 39
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    " ABRIL o:~ abr.- Oitentaanos do falecimento, na capital alagoa- na, em 3 de abril de 1913, de Nwodemos Jobim -Nicodemosde SouzaMoreiraJobim. Natural de ~clja, onde nasceu a 29 de novembro de 1836, estudou primeiras letras em sua terra natal, com professores particulares, tendo se dedicado ao magistério.!E foi na condição de professor pú- blico primário que percorreu o território alagoa- no durante 28 anos/ aposentando-se por fim, co- mo professor da4ª cadeira de instrução primária de Maceió. Em 858 era professor na então vila daPalmeiradosIndios..Dadoa estudoshistóricos, era sócio do Instituto Arqueológico e Geográfico Alagoano, atual Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas, em cuja revista colaborou.'Foi tam- bém~Jahon1dOJ: do DiáJio das Alagoas, em sua primeira fase, iniciada em 1º de março de 1858. Seu mais importante trabalho de sua área de es- Ípecialização foi a História de Anadia{impressa emMaceió, naTypographiaSocial de Amintas & Filho, no ano de 1881. Outros estudos históricos não reunidos emvolume: Lenda anadiense e tra- dição histórica: N.S. da Piedade da vila de Ana- diana província das Alagoas. O Liberal, Maceió 1ºfev. 1872, sob a assinatura Professor Nicode- mos; Informações sobre a jazidaindígena de Ta- quara. Revista do Instituto Archeológico e Geo- grapbico Alagoano, Maceió, 1(6):160,jun. 1875; ARevolução de 1824. AVerdade, Maceió, em nú- mero não detectado desse jornal, surgido em ju- 41
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    ~o de ~878;.Apo~tamento histórico da fregue- sia de Lunoeiro, lida em sessão do Instituto Ar- q~eológico e.Geográfico Alagoano, de 1881, iné- dito do arqwvo do aludido Instituto. 03 abr.- Sessenta anos da primeira exibição do filme "Ca- samento é negócio?", às 15,30 horas de 3 de abril de 1933,no Cine Capitólio, de Maceió em sessão especial dedicada à imprensa. Dirigido por Gui- l~erme l_Wg~to e EtelvinoLima, a primeiraexibi- çao emcircwto comercialocorreunamesmacasa de espetáculos, quatro dias após a 7 do aludido mês de abril. O Jornal de Alagoa~ dessa data di- vulgou a propaganda comercial do mesmo deno- ~nando-o de ':novel~ sobre assunto local de pal-· p1tante actuahdade, interpretada por distinctos ~ad~res: Bonifácio Silveira, Luiz Girard, Moa- cir Miranda, Josefa Cruz, Agnelo Fragoso Or- landoYieiraeArmandoMontenegro".JoséMaria Ten6no Rocha, em Subsídios à história da cine- matografiaemAlagoas,de1974,acrescentouque afora os i~té~retes acima, tomaram parte n~ elenco Antôruo Portugal Ramalho (Toniquinho) Morena Mendonça e Cláudio Jucá. Em 23 dess~ mes~o mêsde~bril, a bordo do"Itanagé", Rogato segu~u para oRio de Janeiro, - de onde voltaria a 3 deJ~O - l~vando consigo a primeira produção da ~a~dio ~lm. A 30 de setembro seguinte, em matine, registra oJornal de Alagoas desse dia o filme foi mais uma vez apresentado no Ci~e Capitólio, após haver sido exibido no Rio de Ja- neiro, ~os estúdios da Cinédia, e de haverrecebi- dodeCi~earte,me!lsá;iodecríticacinematográfi­ ca, elogiosas r~ferencias. OcineastaRogato, con- forme ~ons~gmmoslevantarnaimprensadaépo- ca, emJane1ro de 1~33jáhavia conseguido filmar ~guns dosúltimoslancesdaproduçãodaGáudio- F1lm. Para as cenas de interiores, contou com a 42 colaboração de Aurélio Lages, proprietário de movelaria, "queforneceu gentilmente um lindo e ricomobiliário para a cenarização".Jáno serviço demaquiagemserviu-sedeEtelvinoLima,"velho técniconessas atividades de composição de tipos, muito conhecido nessa especialidade em nosso teatro". Guilherme Rogato, informamos agora, que aoBrasilchegaraatravés do porto deSantos, em 1910, procedente de Nápoles, e pisara pela primeira vez o solo de Alagoas em outubro de 1918,juntamentecomoutrofotógrafo, oespanhol Ramon Spá, do qual era sócio na firma que gira- va sob o nome Rogato & Spá, em janeiro de 1919realizouemMaceióuma exposição deretra- tos em esmalte na sala de espera do Teatro e Cinema Floriano, -inaugurado em 21 de junho de 1913 - quando inclusive exibiram retratos do GovernadorFernandesLima,deLeoninoCorreia e Firmino Vasconcelos, conforme assinalou o Jornal de Alagoas de 12 do citado mês de janei- ro de 1919. Guilherme Rogato, italiano de San Marco Argentano, Cossenza, onde nasceu a 7 de dezembro de 1898, viria a falecer na capital alagoana, quase esquecido, no dia 9 de setembro de 1966. lf 07 abr. 1 Centenário da publicação de anúncio no jornal Gutenberg, a 7 de abril de 1893, na qualAugusto Vaz da Silva informa que, dispensado a 16 de fevereiro daquele ano, da Livraria Francino, - a mais antiga das livrarias estabelecidas na capital maceioense - havia aberto um pequeno estabelecimentonaruadoComércio, n!! 140, logo batizado como Livraria Santos, onde negociava com livros novos, material de escritório e também vendia e comprava livros usados, O an- tigo prédio onde funcionou a livraria em fo- co teve sua primitiva fachada modificada em 43
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    1~2~. Augusto Vazda Silva, que em decor- renc1a do nome de sua casa comercial passou a ser conhecido como "Seu Santos", foi também Conselheiro Municipal e viria a falecer em Ma- ceió, no dia 4 de novembro de 1937. Era pai do p~squisador e biógrafo alagoano Augusto Vaz Filho (1900-1968), que da mencionada livraria foi proprietário na década de 30, depois da morte de seu fundador. Durante a referida década a Li- vraria Santos começou a realizar uma Feira de Liv~os. A terceira delas, constituída não apenas de.livros usados, como principalmente de novos editados pelaAriel, Civilização Brasileira Com~ panhia Editora Nacional, Globo, Unita~, etc., aconteceu há sessenta anos, a partir de 17 de julho de 1933. 12 abr.- Cento e vinte anos do início do funcionamento a 12 de. abril d.e 1873, da Estação Telegráfica de Macei6, sem inauguração oficial em comunica- ção direta com Recife. Nas prim~iras transmis- sões foram usados dois aparelhos portáteis de marca "Siemens Others". ' ,.l(l3abr.- Centenáriodainstalação, emRecife, a 13de abril d~ 1893, da Companhia Usina Cansanção de Si- ; r' , t.t"~ ni"!bu, comocapitalinicial deRs. 1.000.000$000 (rml contos de réis). Seu maior acionista era a firma inglesa Boxwell, Williams & Co., da qual eram sócios Arthur Griffith- Williams Presidente da citada companhia proprietária d~ futura usina de fabricar açúcar e John Harvey Boxwell, entre outros. Depois de adquiridas as terras necessárias à instalação da fábrica no município de São Miguel dos Campos, em' no- vembro desse mesmo ano de 1893 tiveram co- meço as escavações dos alicerces do edifício da Usina, que somente viria a moer pela primeira vez em outubro de 1894. 44 J 1õ abr. - Cento e trinta anos do nascimento, em Palmeira dos Indios, a 15 de abril de 1863, de Maria Lúcia Duarte.No antigo LiceuAlagoano, de Maceió, fez o seu curso secundário, com a intenção de pros- seguir com os seus estudos e ingressar em uma das faculdades do país, o que não foi possível rea- lizar, por circunstâncias alheias à sua vontade. Casando-se no verdor dos anos, com o poeta pe- nedense Antônio Romariz, de quem enviuvou aos 20 anos de idade, em 28 de março de 1883, paraproveroseusustentofundou a 2 dejulho se- guinte o Atheneu Alagoano, educandário de ins- trução primária e secundária, destinado ao sexo feminino. Juntamente com Rita de Mendonça Barros Correia fundou e passou a redigir a Re- vista Alagoana, de publicação quinzenal, que se dizia periódico científico e literário, de propa- ganda da educação da mulher, cujo número ini- cial apareceu emMaceió, a31 dejaneirode 1887. No ano seguinte, deu a lume ao Almanaque Li- terário Alagoano das Senhoras, do qual foi orga- nizadora, a primeirapublicaçãono gênero apare- cida no Brasil sob a direção de uma mulher, da da qual se conhece ainda um outro número, rela- tivoa 1889.Prestoutambéma suacolaboração ao Almanaque Literário Alagoano, saído pela pri- meiravezem 1900 e aoAlmanaqueAlagoano das Senhoras,cujonúmeroinicialéde 1902. Em1898 já era casada, em segundas núpcias, com o dr. João Francisco Duarte, adotando então a assi- natura Maria Lúcia Duarte, em substituição à de Maria Lúcia Romariz, que até então usava. Era filha do capitão José Vieira Sarmento e de D. Capitulina Clotildes Alves Vieira. - Centenário daplantada fachada do «TeatroAla- goano" - datada de Maceió, 15 de abril de 1893, executada pelo arquiteto italiano Luiz Lucariny, 45
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    cuja descriçãofoi publicadanascolunas dojornal maceioense Gutenberg, do dia 18a 27 domencio- nado mês de abril. Yl6 abr.- Oitenta e cinco anos do nascimento, a 16de abril ,de 1908, em Maceió, do cientista social Alberto ' Passos Guimarães, de onde emigrou na década de 30, inicialmente para o Rio de Janeiro em fe- vereiro de 1933,depois paraa Bahia, -no ~eríodo em que fugia da repressão em face principalmen- te de sua atuação na Liga Contra a Guerra e ' oFascismo e naAliança Nacional Libertadora - e ' definitivamente para oRio de Janeiro/ no ano de 1947, onde atualmente reside. De sua autoria reunido emvolume, possui: Inflação e monopóli~ no Brasil (Rio de Janeiro, 1963); Quatro séculos d.e lat~fúndio (Rio, 1964;4 ed. 1978);Acrise ~grá­ na (R10, 1979)eAsclassesperigosas: banditismo urbano e rural (Rio, 1981). Dele são também os verbetes: "Rio de Janeiro, city and state", da Encyclopaedia Britannica (Chicago, USA), e "A Reforma Agrária", da Enciclopédia de Ciências Sociais (Rio de Janeiro, Fundação Getúlio Var- gas). Alberto Passos, filho do comerciante Amé- rico Passos Guimarães, falecido na capital ma- ceioense a 30 de dezembro de 1935, e de Afra tAmorim Guimarães, foi um dos integrantes do ) chamado Grupo de 30, intelectuais atuantes em Maceió, na década de 30, ao qual pertenceram, entre outros mais, Aurélio Buarque de Holanda 1 GracilianoRamos,Jayme deAltavila,JoséAuto: José Lins do Rego, ManuelDiégues Júnior, Moa- cyr Pereira, Rachel de Queiroz, Raul Lima, Théo 1 Brandão e Valdemar Cavalcanti. Jornalista pro- ) fissional, 1:ª capi~al alagoana colaborou em di- versos órgaos da imprensa local, entre os quais O Estado, Jornal de Alagoas, A Vanguarda Pro- / letária, que dirigiu a partir de janeiro de 1933, 46 tendo também fundado e redigido, juntamente ~ comValdemar Cavalc~nti, a revista li-t:erária se- ) manal Novidade, surgida em 11 de abnl de 1931. Na Bahia, segundo Laudo Braga, prestou a sua colaboração ao Diário da Bah~a e ao Es~do da Bahia redatoriou o semanáno progressista O Mome~to e a revista A Seiva, enquanto no Rio de Janeiro "passou pelas redações d'O Jornal, do semanário Observador Econômico e Financeiro e colaborou na edição do Jornal do Brasil, come- morativa do 4Q Centenário do Rio de Janeiro, tendo sido ainda diretor executivo do diário ca- rioca Hoje, de breve existência". tRelativa1!1~nte1 à sua atuação em entidades das áreas pohtica e1 cultural é membro correspondente do Instituto Históric~ e Geográfico de Alagoas; só~o da As- : [j sociação Brasileira de Re.forma Agrána; mem- - I f bro da Comissão Nacional de Defesa e pel~. senvolvimento da Amazônia (CNDDA);IÍnembro ~ 1.J'à do Conselho Diretor do Centro Brasil Democrá- " tico (CEBRADE); membro do Conselho Consul- tivo da revista Encontros com a Civilização Brasileira e do Conselho Editorial da Revista de EconomiaPolíticadeS.Paulo.FoiredatordoSer- viço Público, do quadro da Fundação IBGE (an- tigo Instituto Brasileiro de Geografia e Esta- tística)· Chefe da Seção de Pesquisas e Plane- jament~ do Setorde Pesquisa e Planejame~to da Rede Ferroviária Federal; Chefe do Serviço de Inquéritos Estatísticos, da Diretoria de Levan- tamentos EstatísticosdaFundação IBGE; Chefe do Setor de Sistematização do Serviço Nacional de Recenseamento; Chefe da Seção de Geografia da Enciclopédia Delta-Larousse; Co-editor de Geografia e Economia da Enciclopédia Mira- dorInternacional, editadapelo EnciclopédiaBri- tânica do Brasil. 47
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    18 abr.- Ce~anos do falecimento, em Lisboa, a 18 de abnl de. 1~93, de~tônio Inácio de Mesquita Ne- ves, latimsta eménto, natural da velha cidade das Alago~s, ~oje Mai:echal Deodoro, onde nas- cer~ no dia 1- de maio de 1824. A sua maior aspiração era seguira carreira eclesiástica. Teve de ~efrear, porém, esse desejo, por motivo do fa- lecrmento _?e seu paí! ocorrido em 1841, ingres- sa_ndo entao no magistério, como professor pú- blico, para comos parcosproventos oriundos des- ~e P!ofessorado, sustentar a si mesmo e a seus 1r:n8:ºs men~res. Sua nomeação para professor p~bhco ~e pnmeiras letras, da 1!! cadeira de Ma- ceió, venfic;_ou-.se a 29 de outubro de11846, duran- te ap~esidencia da província das Alagoas, dodr. Anto~o Manoel de Campos Melo. Mesquita Ne- ves ~oi um dos redatores do periódico O Tempo surgido na capital,maceioense, a 7 de setembro' de 185~, órgão. do Partido Liberal em Alagoas r~datoi:-ando ainda nesse ano, o periódico literá.- no Matiz, de vida efêmera. Quando da adminis- tração de ~tônio Ço;lh? de Sá e Albuquerq~'e, que assumm a presidencia da província das Ala- goa~ e~ 13 de outubro de 1854, Mesquita Neves, 1 enta? ~unda professor de primeiras letras, achou decnbcar, através das páginas de O Tempo al- g_uns atos presidenciais, o que lhe valeu um~ sé-· ne de perseguições da parte daquele governantef J A.28 de sete1?bro de 1857 transportou-se para o Rio de Janeiro, º?de veio a ocupar o lugar de ' Co_nferente da Caixa de Amortização, cargo que d~ixou em fevereiro de 1868, para exercer o de • AJud~nte de In~petor da Alfândega de Maceió. Ao Rio de J ane1ro voltaria a 13 de setembro do mesmo ª1:1º' para novamente ocuparoantigo car- go da Caixa ~e Amort~zação, até sua extinção, passando entao a servir como adido ao Tesouro 48 Nacional e depois como Inspetor da Alfândega de Porto Alegre, de 24 de setembro de 1873 a 13 de abril de 1876. Depois foi Inspetor da do Mara- nhão, para cujo cargo foi nomeado a 31 dejaneiro de 1877, tomando posse a 22 de março; Chefe de SecçãodadePernambuco; Inspetordade Santos, aposentando-se, depois daproclamação daRepú- blica, como Conferente da Alfândega do Rio de Janeiro. No Instituto Arqueológico e Geográfico Alagoano,hojeInstitutoHistóricoeGeográficode Alagoas, foi admitido como sócio corresponden- te, no dia 27 de setembro de 1873. Designado Comissário de Imigração em Barcelona, ali apa- nhou a moléstia que viria a lhe roubar a vida. Mesquita Neves é autor do livro de versos Pri- meiros prelúdios de minha lira, Maceió, 1851, que constitui a obra literária mais antiga de que temos notícia, dasimpressasna antigaprovíncia das Alagoas, possivelmente saída das oficinas da tipografia de O Tempo, periódico do qual Mes- quita Neves era então redator, estabelecimento gráfico ora denominado Typographia Liberal ora Typographia d'O Tempo. Existe ainda publicado, de sua lavra, uma tradução em versos das Fábu- las de Phedro, com a explicação de cada fábula, estampada no Rio de Janeiro em 1884. 19 abr.- Centenário dainauguração, no dia 19 de abril de 1893, da Estação Telegráfica de Piaçabuçu. 22 abr.- Cento e sessenta anos da sessão extraordinária do Conselho do Governo da Província das Ala- goas, realizada em 22 de abril de 1833, sob apre- sidênciadodr. AntônioPintoChicharrodaGama, na qualfoi determinado dar-se execução ao Códi- go do processo criminal do Império, mandado executar pelo Decreto imperial de 13 de dezem- bro de 1832, ficando porisso dividida a Província em quatrocomarcas: "1ª-Alagoas, compreenden- 49
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    do a cidade,a vila de S. Miguel dos Campos e de Santa Luzia do Norte, e seus respectivos termos sem alteração alguma; 2ª - Maceió, compreen- dendo a vila deste nome, Porto de Pedras, Porto Calvo e seus respectivos termos; 3ª - Atalaia, compreendendo a vila do mesmo nome, a Vila Nova da Assembléia e a da Imperatriz, e seus respectivos termos; 4ª -Penedo, compreendendo a vila do mesmo nome, a de S. José do Poxim e a de S. João de Anadia, e seus respectivos termos". Para a comarca das Alagoas foi nomea- do, interinamente, oex-ouvidor Manoel Messias de Leão, e a 2 de dezembro, em caráter efe- tivo, o bel. Francisco Joaquim Gomes Ribeiro; para a de Maceió, o bel. Antônio Luiz Dantas de Barros Leite; para a de Penedo, o bel. Fir- mino Antônio de Souza e, por fim, para a de Atalaia, o bel. Antônio Joaquim Monteiro Sampaio, estranhamente ficando a administra- ção da Justiça confiada a uma só família, a Gomes Ribeiro, porquanto dois dos refe- ridos Juízes, os de Alagoas e Maceió, eram irmãos e os outros dois cunhados destes, quadro somente modificado em 1837, quando o governo removeu osJuízes deDireito deAtalaia e Penedo para Goiaz e Mato Grosso, respectivamente. _..23 ab~.: Centenário do nascimento, na cidade de União dos Palmares, em 23 de abril de 1893, de Jorge de Lima, -filho de José Mateus de Lima e Del- minaSimõesMateus deLima, professor, médico, poeta, romancista, contista, ensaísta, tradutor, autor de obras para crianças, desenhista, pintor e escultor - segundo Otto Maria Carpeaux, a "personalidade literária e artística das mais múltiplas que o Brasil já viu'I. Tendo ultimado, em 1900, os seus primeiros estudos, em uma escola primária, de sua cidade natal, com a 50 professora Mocinha Medeiros, t!_o.rgg,_ Mat&QS de Lima transferiu-se em 1903 para Maceió, onde ingressou no Instituto Alagoano, de Al- fredo Wucherer e dos irmãos Aristeu e Joaquim Goulartde Andrade,fundado emjaneiro de 1901, cursando, posteriormente, após ofechamento do referido educandário, o Colégio Diocesano - fun- dado em 8 de fevereiro de 1905 - e oLiceu Alago- ano, concluindo os estudos preparatórios aos 15 anos de idade. Em 1909, a 5 de abril, embarcou novapor"Goiaz", com destino à capital baiana, a fim de matricular-se na Faculdade de Medi- cinadaBahia,concluindoocursomédico,todavia, em 1914, na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro,para onde se transferirano ano de 1911, defendendo a tese' O destino higiênico do lixo do Rio de Janeiro, aprovada com distinção. Um ano depois de seu doutoramento voltou a Maceió, para aqui se dedicar à clínica médica, tendo sido eleito deputado estadual à 15ª legis- latura (1919-20) e reeleito para a legislatura seguinte (1921-22). Aprovado em concurso, foi nomeado, a 22 de outubro de 1929, professor catedrático de História Natural e Higiene, da Escola Normal, de Maceió. No ano seguinte, ode 1921, foi posta em dúvida a autoria do seu céle- bro soneto alexandrino "O acendedor de lam- peões", divulgado desde 1907, autoria atribuída então ao poeta Hermes Fontes, que a 31 de outu- brodessemesmo anoliquidoua questão comuma carta endereçada a Jorge de Lima, negando a au- toria do soneto que, ao entrar para a antologia, "ficou fazendo concorrência à minha verdadeira poesia", segundo iria asseverar posteriormente o próprio poeta alagoano. Em 1927 rompeu com o passadismo, aderindo ao Modernismo, ao en- feixar em volume, no Rio de Janeiro, opoema O 51
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    mundo do meninoimpossível, numa edição li- mitada a 300 exemplares numerados saídos do prel? a 10 de Junho do citado ano, c~mposição poética 9ue veio surpreender e decepcionar aos que haviam, há bem pouco tempo, eleito o mes- tre da velha escola parnasiana, o "Príncipe dos poetas alagoanos". A4 de abril de 1930, perante ' a congregação do Liceu Alagoano, defendeu a tese de ponto de livre escolha, Todos cantam a sua terra (Considerações sobre o Modernismo), ao submeter-se ao concurso para a cadeira de Literatura Brasileira, para em seguida proceder à defesa da tese O romance de Marcel Proust ambas enfeixadas em volume, no ano de 1929' pela .CasaRamalho, de Maceió, sob otítulo -Doi~ ensaios. Todavia, a última prova desse concur- so seriarealizada em 8 do referido mês de abril quando em exame oral discorreu a respeito d~ tema "A formação literária de Portugal". Sua nomeação para catedrático daquel~ cadeira Ál aconteceu por ato assinado pelo governador varo Paes, a 15 do mesmo mês de abril. Do referido educandário oficial foi nomeado Dire- tor no dia 19 de agosto de 1931. Contudo onze dias depois, na tarde do dia 30, nas proximidades daquele colégio, por motivos obscuros, sofreu um atentado à bala no qualfelizmente saiu ile- so. Decidiu, por isso, transferir residência para o Rio de Janeiro, viajando a 27 de setembro se- guinte, no "Aratimbó", vindoa instalaro seu con- sultório médico, inicialmente na rua Alcindo Guanabara, transferindo-se depois para a praça Marechal Floriano, n2 55, 12 andar. No ano de 1937 era professor de Literatura Brasileira na l!nivei:sid~de do Brasil. Reingressando na polí- tica, foi eleito vereadorpelo então Distrito Fede- ral, permanecendo na Câmara de 1947 a 1950. 52 Faleceu no Rio de Janeiro, depois de prolongada& enfermidade, no dia 15 de novembro de 1953J Entre seus inúmeros livros registramos, os se- guintes:XIValexandrinos,poesia.(Riod~Janeiro, 1914); A comédia dos erros, ensaios (Rio, 1923); Poemas (Maceió, 1927); Salomão e as mulheres, romance(Rio 1927);Dois ensaios(Maceió, 1929); Novos poem~s (Rio, 1929); Poemas escolhidos (Rio, 1932); O anjo, romance (Rio,1934); Anchie- ta ensaio biográfico (Rio, 1934); Tempo e eter- nidade, poesia, em parceria com Murilo Mendes (P. Alegre, 1935); Calunga, romance C~. Alegr~, 1935)· História da terra e da humamdade, h- vrop~racrianças(Rio, 1937);Atúnicainconsútil, poesia (Rio, 1938); A mulher .obscura, ro.m~ce (Rio, 1939); Vida de S.Francisco de Assis, ~io­ grafia para criança. (S. Paulo, ~942?; D. Vital, ensaio(Rio,1945);Avidaextr~ordinán~ deSanto Antônio, biografia para cnanças (R10, 194?); Poemas negros (Rio, 1947);Livrodesonetos(R10, 1949)· Guerra dentro do beco, romance (Rio, 1950), e Invenção de Orfeu, poesia (Rio, 1952~. "23 abr. - Oitenta anos da inauguração, no dia 23 de abril de 1913, do sistema de luz elétrica de Passo deCamaragibe, durante o governo Clodoaldo da Fonseca. 24 abr.- Trinta e cinco anos da criação do município de Matriz de Camaragibe, por Lei n2 2.093, de 24 de abril de 1958, instalado no dia 19de abril do ano seguinte. Seu território foi ~esmembrad? do município dePasso de Camaragibe. Adenomina- ção de Camaragibe tem a sua origem nofato de o seu povoamento haver se dado em torno da Igreja Matriz da localidade. - Trinta e cinco anos da criação do município de Olivença, através da Lei n2 2.092, de 24.d~ ~bril de 1958, com território oriundo do murucip10 de 53
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    S~tana do Ipanema,tendo sido instalado a 2 de ~~o.do ~o se~te. O primitivo nome do mu- mc1p10 foi Capim, denominação dada por inte- grantes da farm1ia Oliveira que ali se instalara em 1898, vin~os da Lagoa da Canoa, asseveran- d~-se_que Olivença, nome de batismo dado na cnaçao do novo município, constitui uma corru- tela do sobrenome de seus antigos e principais moradores, os Oliveira. 26 abr.- Centenário do 12 Regimento Interno do Tribunal Superi,o_r do Estado de Alagoas, atual Tribunal de Justiça. de Alagoas, instalado a 12 dejulho do ~o antenor. Composto de 304 artigos, vem as- sinadopelosDesembargadoresTibúrcioValeria- n? .da Rocha Lins (Presidente), Adalberto El- p1dio de Albuquerque Figueiredo Luiz Monteiro de Amorim Lima, Frederico Fe'rreira França Manoel Fernandes deAraújoJorge e pelobacha~ reiJoão daSilvaRego Melo ProcuradorGeral do Estado. Foireunidoemvol~mepelaTypograpbia d~EmpresaGuten~erg_, em1893,contendo 75 pá- ginas, sendo vendido a razão de 1$500 rs. (mil e quinhe~tos réis), cada exemplar. ~ abr.- Centenáno do estabelecimento, no mês de abril de 1893, em Maceió, da firma Ramalho & Silva proprietáriadoBazarEnciclopédico,instaladon~ tért_eq do sobrado de n2 38, da rua.daBoa Vista . lºd 'esqum~ com a rua - e Março. Predecessora da Càsa R_amàlho, omaisimportante dos poucos es~belecr!!!entos que. editaram livros elll Ala- goasflâ poss~a tipografia em 1897,-porquanto na me~n;ia fo11mpresso o Trinta de Março, nú- mero uruco, de 30 de março do referido ano em ho~enagem ~ ~ociedade Perseverança a 'Au- xílio dos Ca1xe1ros de Maceió. Quanto a li- vros, as.mais anti~as de suas edições foram a obra Noivado: cancioneiro, do poeta Aristeu de 54 UFAl lllLIOTECA CIMTIAL Andrade de 1900, e o Indicador geral do Estado de Alago~s, de 190~ da fase ei;n .q;ie o livre.iro Manoel JoaquiillRamalho, que rmc1ara suaVIda profissionalcomotipógrafo,passaraa contarcom outro sócio AntonioMartinsMurta (1872-1932), dando orig~m a uma nova razão social da firma, a partir de 12 de junho de 1901: M.J.Ramall?-o & Murta, proprietários da Typo-Libro-Papel~a Commercial, também denominada Typggr_~J?hla Commercial que já existia com essa denomma- çãÔem mai~ de 1899-estabelecimento que iria receber, pelo esmero de seus trabalhos gráficos, medalha de ouro naExposição Nacional de 1908- instalado no n2 37 daquela mesma.rua dçi_Boa Vista, datandodessafase uma de suas importan- t es publicações, o J?iccionário musical, de aut?- ria de Isaac Newton, impresso em 1904, hoje raridadebibliográfica.Já do período da CasaRa- malho, quando da sociedadej~ se afastara~tô­ nio Murta, citamos outra randade, QS- Dois en- saios de Jorge de Lima, cuja impressão ocorreu em 1929. Entretanto, a sua mais destacada fase editorial, foi aquela iniciada em 1938, com a pu- blicação do exemplar inicial da "Coleção Auto- res Alagoanos", o ensaio histórico - econômico Assucar &algodão dalavra deHumbertoBastos, seguido de Loucos & delinqüentes, de R:ocha Filho· Discursos no Parlamento, de Enn110 de May~; Sentenças e decisoes, de Otávi_o Gomes; Crônica_s_alagoanas, de Alfredo Brandao; Aspec- tosdareprodução naespéciehumana, deAlfredo Ramalho; Canções do tédio, de Armando Wu- cherer O Brasil de D. João VI, de Jayme de Altaviia; Versos da mocidade, de Lima Castro; O Brasil no período de renovação, de Luís Pereira da Costa e Folclore de Alagoas, de Théo Brandão, devendo-se ainda aqui acrescentar a 55
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    publicação da revistaAlagoas, "mensário ilus- t:ado de ciência, ~rte',,literatura, esporte, ci- cmema e mundamsmo , do qual teriam edita- do .cinco números, entre agosto de 1938 a maio de 1939, sob a direção de Afrânio Melo e Joaquim Ramalho. O número inicial foi lançado na própria livraria, às 17 horas de 20 de agosto de ~,.com a presença do prefeito da capital, Eustáquio Gomes de Melo, Rui Palmeira se- cretário da Prefeitura de Maceió, Aurélio B'uar- que de Holanda, diretor do Departamento de Estatística e Publicidade municipal Luiz Sil- v~i;a, dire~o~ da Gazeta de Alago~s, Manuel Diegues Jumor, Rocha Filho, Théo Brandão H~mberto Bastos, Paulo Silveira, Manoel Joa~ qurmRamalho, JoaquimRamalho, Afrânio Melo e L_êdo_IYo., garoto ainda, aos 14 anos de ida- d~, entre outros, lançamento fixado em foto divulgada no 2º número da revista. Antes des- sa, outra pub~cação do mesmo gênero viria marcar época: /'Renascença: Revista mensal de letras, sciencias e belas-artes", surgida em 15 de agosto de lfil.4, editada também pela Casa R~alh?, ~~b a direção de Barreto CardosoJSeu numero imcial, além de profusamente ilustrado inclui uma tricomia executada no aludido esta~ belecimento gráfico, que aliás, na aludida Ex- posição Nacional de 1908, foi o único no gêne- ro premiado com medalha de ouro. Dela M. J. Ramalhoeditoucinconúmeros,oúltimodosquais e~ dezembro daquele ano de 1914. Suas páginas divti!garam, de autoria de alagoanos, além de escritos de outros, colaboração de Barreto Car- doso, Cruz Oliveira, Mário dos Wanderley, Elias Sarmento, Jayme de Altavila, Cassiano de Al- buquerque, G1:1edesdeMiranda,RodriguesMaia, Osman Loureiro, Sebastião de Abreu, Cipriano 56 Jucá Lima Júnior, Gilberto Andrade, Delori- zano'Moraes e Mirtila Batinga. Ainda na área editorial, no ano de 1935, em se~mbro, lanço~ a revistaAEscola: Síntesedomovime~toeducacio- nal em Alagoas, dirigida por Joaqwm Ra°!a~o e secretariada por Ovídio Edgard, co~ 2- nu- mero editado no mês de outubro segwnte. No ano de 1938, há pouco referido, a Casa Rrup.alho entregou ao professorado alagoano o numero inicial do Almanaque do Ensino do Estado de Alagoas, cujo número seguinte, rela~ivo a 1~39, apresentou-secom112págin~s,afora1lustraçoes. Outrapublicaçãodomesmoge~ero,oAlmanaque de Alagoas, dirigido por Joaqwm Ramalho e Ju- randir Gomes, foi lançado em 1952. Por fim, f~­ fazemos oregistrode maisumai!D-J>ºrtantereah- 1 zação do livreiro Ra~alho, a e~çao da obra Ma- ceió: cem anos de vida da capital, lançada e~ 1939 aoensejo das comemorações do centenáno dom~nicípio de Maceió, onde se procurou re~­ nir, segundonotaexplicativa;"coma colaboraçao de intelectuais da terra, tudo o que pudesse fo- calizar a vida e a história do municípi~ e~ todos os ramos de sua atividade, no seu pnmeiro sé- culo de existência". Mais um fato marcante para esse relato; a partir de setembro de ~· quan- do a livraria em evidência achava-se mstalada nos prédios, de ns. 168 e 174, da rua Dr.._Ro..cha Cavalcante, antiga denomina~o da ,~tu~l rua_ dQCõmercio,_passou a pubhc~ o ,órgao de propaganda do livro em Alagoas , de título Casa Ramalho, de publicação mensal, e:n 3 coluna~, no formato 24 x 32cm, com o numero de pa- ginas oscilando entre 8 e 16, quando.contou co1:11 a colaboração, entre outros, dos intelectuais alagoanos Alberto Passos Guimarães, Arma~do Wucherer, Carlos Paun1io, Diégues Júmor, 57
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    Humberto Bastos, JoaquimRamalho, José Mo- raes da Rocha, Lobão Filho, Mendonça Júnior, Moreno Brandão, Otaci1io Maia, Pedro Nunes Vieira, Rocha Filho, Rodrigues Maia e Valde- mar Cavalcanti. Em novembro do aludido ano de 1931, esse mensário - cujo número mais avan- çado que conseguimos localizar, foi o 27-28, relativo a novembro/dezembro de 1933-lançou dois concursos literários, um de conto regional e outro sobre o tema Feminismo. Sua comissão julgadora, integrada por Barreto Cardoso, Pre- sidente da Academia Alagoana de Letras; Lobão Filho, Presidente da Academia Guimarães Pas- sos e Graciliano Ramos, na época mencionado como "o romancista d'O Cahetés", obra então ainda inédita, concedeu o lQ prêmio de conto, a Carlos Paun1io, autor de Pastora, 2Qa Moreno Brandão, comLisbinoTesta, cabendofinalmente o 1Q prêmio do tema a respeito do Feminismo, à senhoritaLourdes Caldas. Da Casa Ramalho, que voltaria a surgir em nova fase, debaixo da direção de Joaquim Ramalho, só conseguimos localizar números dos anos 5 e 7, dos quais damos as datas extremas: ano 5, n2 1, jul. 1950 e ano 7, nQ 2, mar. 1953. Filho do português Joaquim Ramalho da Silva, o livreiro M.J. Ra- malho, nascido em Maceió a 14 de fevereiro de 1869, faleceu a 5 de janeiro de 1952. 58 Do f'tl.me" c~asamento é negócio?", produzido em Alagoas por Guilherme Rog~~ e pela primeira vei exibido a 3 de abril de 1933, a cena em que aparecem dois de seus atores, Moacyr Miranda e Morena Mendonça, em plena praça Sinimbu. 59 Outra cena de "Casamento é negócio?"• na qual contracenam, cm recanto da praça Deodoro, de Maceió, Armando Montenegro, no papel de espião americano e Agnelo Fragoso, sentado, como mendigo.
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    Antigo sobrado de n•140, (numeração antiga) da rua do Comércio, de Maceió, onde no ano de 1893 Augusto Vaz da Silva instalou a Livraria Santos. Sua antiga fachada foi modificada cm 1923. 60 Usina Sinimbu, cuja empresa que a construiu foi instalada em Recife a 13 de abril de 1893, em fotografia do início do século, feita por L. Lavenerc. f. primitiva planta do "Teatro Alagoano" data 11 15 de abril de IR93, é de autoria do arquiteto italiano Luiz Lucariny, que r1111correu e venceu dois outros concorrentes. IJiJ!!lli!~ l·:rguido no centro 1111 praça Marechal Deodoro dos 61 O cientista social Alberto Passos Guimarães, alagoano de Maceió, onde nasceu a 16 de abril do 1908, em foto de 1981, quando cm visita à terra natul.
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    Jorge de Lima,em 1914, em foto de seu doutoramento cm Medicina, no Rio de Janeiro. Em fotogralia de 1923, da época em que parnasiano, Jorge de Lima era ainda •Pnncipe dos Poetas Alagoanos". 62 Jorge de Lima em seu consultório no Rio de ,Janeiro, na Cinelândia, no edifício conhecido pela deno- minação de "Amarclinho". 63 O poeta Jorge de Lima em fotografia tirada no Rio de Janeiro, na década de 1930. '
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    Nos ns. 168e 174, da rua do Com6rcio de M . J. Ramallio, proprietária da Typographi C ace1~, incontrava-sc in~Lalada a firma M ~alho: A maioria dos transeuntes aueomerCia e da livraria oonhccida como Cas~ dommguc1ros, procedia da missa da maC. ~ fiNoto de L. Laven~rc registra, cm trajes nz e ossa Senhora dos Prazeres. 64 MAIO 02 maio - Centenário de O Viçosense, impresso a partir de 2 de maio de 1893, emViçosa, em tipografia própria, de onde saía duas vezes por semana, ~ dizendo-se "periódico de literatura, indústria e notícias", tendoPedroLeãodeMoraescomo ge- rente. PedroNolasco Maciel foi umde seusfun- dadores. 03 maio - Centenário da criação, em 3 de maio de 1893, nacidade de Maceió, da Sociedade Filatélica de Alagoas.; em reunião na qual, depois de aprova- dosseusestatutos, foi eleita a 1!! Diretoria: Pre- sidente, João Simões; Secretário, Hugo Jobim; Tesoureiro,João Craveiro; Arquivista,Fulgên- cio Paiva. A20 do aludido mês de maio ojornal maceioense Gutenbergregistroua ofertadeum exemplar dos estatutos dessa associação. 09 maio - Oitenta anos do falecimento, em Penedo, às 9 horasdamanhãdodia9 de maio de 1913, em lastimável estado de pobreza, do poeta Sabino Romariz~Perdendo criança ainda os seus pais, veio a ser criado pelos seus avós maternos, ini- ciando seus estudos primários aos seis anos de idade para, aos doze, dar começo ao curso de humanidades. Em 1889 ingressou no interna- to do Col~o Dioce.sano, de Olind~, onde ter- minou, no and ~890, o seu curso de prepa- ratórios, ten o chegado mesmo a iniciar os e!:?t..qdos.de Filesofia, visando seguir.a carreira eclesiás~ca, desistindo por falta de võcã_?õ. Regress~ndo a Alagoas, passou a .reger, em - 65
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    "~~ ~aceió, ascadeirasdeDesenhoePortuguêsno ~ .; -'Colégio Vitória e no Colégio Dois de Outubro. V' Nessa mesma época desempenhou cargo de amanuense da~cipal de Ma- ceió. A seguir passou a lecionar Inglês e Latlni_no c.nlégio Ilioc.esano,... de Olinda de onde outrora .fel:a-alun.o, no qual perm~e­ ceu por um ano, transportando-se então para o Estado da Paraíba, onde foi nomeado pro- fessor de Latim e Francês, pelo dr. Álvaro Machado, governador daquele Estado. Data desse período a sua colaboração no jornal oficial da Parafüa, bem como em O Demo- crata, da cidade de Areia, durante a ausência de seu redator-chefe, o dr. Cunha Lima na,, , epoca excercendo o mandato de deputado fe- deral, quando então chefiou, por cerca de cinco meses, a redação do citado periódico. Dirigindo-se ao Rio de Janeiro, ali veio a exer- cer as funções device-diretor do Colégio Castro Lopes elecionarFrancês e Inglês no ColégioAl- fredo Gomes. No ano de 1895 matriculou-se na FaculdadeLivredeDireito, onde chegoua pres- tar exames finais, no 1!! ano do curso de bachareladoj;Em 1901, ainda naquela capital, fundou O Repórter, folha bi-semanal, cujo pri- meiro nú.mero saiu a lume no dia 4 de fe- vereiro. Juntamente com Olavo Bilac, Coelho Neto e outros, colaborou na revista literária Gênesis. Prestou ainda a sua colaboração ao / jornal O País, onde publicou parte da sua cole- ção de sonetos históricos, denominada "Os Rubro~'; ao Jornal do Brasil; O Dia; Cidade ' cto ~~o, de José do Patrocínio; Gazeta de 1 ' Noticias e Gazeta da Tarde, todos do Rio de , ' Janeiro. ·Esteve também nos Estados de São ~Gerais. Nesse último publicou 66 uma coleção de 30 sonetos, intitulada "Soli- dôneorf do qual extraiu Laudelino Freire o soneto que vem inserido em sua coletânea Sonetos Brasileiros séculos XVII-XX. Em 1903 regressou à cidade natal, Penedo, onde veio a colaborar em todos os jornais da época, notadamente em O Lutador, do qual foi um dos redatores. Era natural da referida cidade de Penedo, onde nascera a 25 de março de 1873. Publicou vários livros, in- clusive Madalena, poema bfülico (Rio de Janeiro, 1899)~ Solidôneos, 30 sonetos (Minas Gerais); Lamma Sabacthani, poema (Penedo, 1903); As duas rosas, poesia (Penedo, 1907); 1 Ignis, poema (Penedo, 1908); Mea culpa, bibliário em versos (Penedo, 1910) e Toque d'alva, poesia (Lisboa, 1911). I 13 maio - Setenta anos da inauguração em Maceió, do temploda J!!Igreja Batista, deMaceió, ocorrida às 10 horas de 13 de maio de 1923, edificada na esquina da rua 16 de Setembro com a rua Formosa, atual avenida Silvestre Péricles. A organização na capital maceioense de sua pri- meira Igreja Batista deveu-se ao empenho de Antônio Teixeira de Albuquerque, ex-padre alagoano, natural de Maceió, onde em novem- bro de 1884 chegara, procedente da Bahia, visando a difusão da religião protestante entre nós, a princípio composta de poucos seguido- res, apenas ele próprio, Antônio Teixeira Fi- lho, Manoel Antônio e Wandrejasil Mello Lins. Mas depois, prosseguindo no seu pastoreio, a 1ª Igreja Batista do Estado de Alagoas, a ter- ceira fundada no Brasil, chegou a contar com 80 membros. O ato de inauguração do refe- rido templo, que tinha como pastor Apolô- nio Falcão, foi dirigido pelo missionário John 67
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    Meinecontoucomapresençaderepresentantes ~a Igre~aPresbiterianaede quasetodasasigre- Jas Batistas do Estado. O projeto arquitetônico donovo templofoielaboradopelomissionárioA. E.Hayes, que residia em Recife. Tem o formato de um ferro de engomar, 4 metros de largura e 14de frente a fundo, salão comcapacidade para 600 pessoas sentadas, tendo sidogastos emsua construção, um pouco mais de trinta e quatro contos de réis: 34:271$000. A sua pedra funda- mental fora lançada meses antes, a 4 de março. Em agosto foi a igreja presenteada com um ór- gãopelanorte-americanaJesephine Grasty de Nashville, no Tennessee. ' tl5 }llaio - Centenário do assentamento, em 15 de maio de ~ ' 1893, dos primeiros trilhos do trecho da fer- r.ovia pertenc~nte à então Alagoas Railway, ligando a estação terminal daquelaferrovia em União dos Palmares à Estrada de Ferro Sul de Pernambuco, que igualmente iria integrar a futura The Great Western ofBrazil Railway Company Limited, hoje pertencente à Rede Ferroviária do Nordeste. 19 maio - Cento e vinte anos da criação, em 19de maio de 1872, da freguesia de São Brás, do município de idêntico nome. 22 maio - Trinta e cinco anos da criação, por Lei de 22 de maiode 1958,do municípiode Cajueiro, comter- ritório desmembrado do município de Capela. Suainstalação ocorreu no dia 12 de fevereiro de {fr:;'! . w.-ff 1959. , . . W. 10 ~Centenano da cnação da Junta Comercial do 1 ~ , Estado de Alagoas, durante o período gover- 1 namental d~ G..E-bi!).~ ]3~_S(!:!;ITO, por Lei nº 28, de 26 de maio de 1893, apresenta<!!u2elo então deputado ~tadual Fernandes Lima -José Fer-1 ~ - A nandes de Barros Lima. Através do referido 68 diploma legal, ficou determi~ado que a Ju~ta seria composta de um presidente, um v1ce- presidente, um secretário, quatro d.eputados e três suplentes, bem como que senam os ne- gociantes matriculados na nova ~unta Com.er- cial que iriam constituir o Colégi.o Comerci~l, e no caso dos negociantes matnculados nao atingissem onúmero de sessen~a o governador poderia designar os não matnculados tantos quanto fossem necessários .para. preencher o número estipulado. O aludido diploma legal, rentre outras coisas, criou na mencionada J~­ . 1ta Comercial o registro de firmas ou razoes fi comerciais. Ém solenidade abrilhantada pela banda de música da Força de Segurança, a Junta Comercial foi instalada às 11 horas da manhã do dia 26 de agos~o ~o meslll:o ano de sua criação. O seu pnm~rro pr~s1- dente foi o Comendador José Antômo Te1xe1ra Basto, industrial e negociante português, que a administrou no período de 1893 a 1894, enquanto Manoel Ramalh? f~i seu Vice-Pre- sidente e o dr. Manoel Ribeiro Barreto de Menezes, Secretário, todos nomeados através do ato governamental de 18 de ag~s~o, o mes- mo que nomeou os Deputados: Fehx. de Mo- raes Bandeira, Jacinto José Nunes Leite, ~oa­ quim Antônio de Almeida e Taciano da Silva Rego e os Suplentes, Eugênio José Nunes de Andrade, Manoel Joaquim Duarte Guima- rães eVicente Bezerra Montenegro. Por outro ato da mesma data, deu-se a nomeação de seus dois primeiros funcionários: José Co~~ho de Al- meida OficialeJoséMarquesdeArauJoCaldas, Portei~o-contínuo. Seu regulamento foi baixa- xado com Decreto n2 27, de 4 de aludido mês de agosto, compondo-se de doze capítulos, 69
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    .. das disposições transitóriase anexos: nº 1, Tabela de vencimentos dos empregados da Secretaria da Junta Comercial; nº 2 Tabela de emolumentos e selo, que pertencem ao Estado. A 9 de setembro seguinte, em sessão da Junta, foram empossados os primeiros corretores da praça do comércio de Alagoas: Gervásio de Oliveira Coelho, José Joaquim Tavares da Costa, Liberato Mitchell e Numa Pompílio Passos, tendo sido, nesse mesmo mês, nomeado para o cargo de intérprete, o aludido Liberato Mitchell. Segundo Amaury de Medeiros Lages, autor da obra O r egistro do comércioemAlagoas, daqualnos utilizamos em parte na elaboraçãodesteverbete,os primeiros agentesdeleilõesdesignadospelaJunta foram: Francisco da Silva Jucá e Manoel Archanjo da Silva Antunes. 27 maio - Setenta anos do lançamento, a 27 de maio de 1923, da pedra fundamental doprédio da Asso- ciação Comercial de Maceió, cuja inauguração somenteiriaacontecercincoanos depois,a16de junho de 1928. Vários haviam sido os prédios ocupados pela referida associação durante os seus anos de existência. Após sediar-se por al- guns anos na casa do negociante Félix Pereira da Silva, para onde fora em 1866, a referida en- tidadeestevetambéminstaladanosobradoper- tencente a outro sócio fundador, o comerciante Valério José da Graça, localizadona esquina da rua do Comércio, com a então do Livramento, a Senador Mendonça dos dias atuais, demolido para alargamento desse último logradouro, no ano de 1914. De peregrinação em peregrina- ção foi um dia parar em casa térrea, da atual rua Sá e Albuquerque, onde está a firma Fer- reira Fernandes&Gia., no nº 614, de onde saiu 70 para o 1º andar do prédio da mesma rua, que tem presentemente o nº 560. Mas as suas mudanças tinham que um dia chegar ao fim. No citado dia 27 de maio de 1923, (@an- do_governava Alagoas o· dr. José Fernandes de Barros Lima, verificou-se tal lançamento. Com uma colher de pedreiro, de ouro, espe- cialmente mandada fazer pelos dirigentes da- quela associação de classe, o aludido gover- nante depôs sobre a pedra fundamental do pré- dio a ser construído, a primeiraporção de arga- massa. Durante a cerimônia, em que discursa- ram o dr. Fernandes Lima e opresidente da As- sociação,FranciscoPolito,tocaramasbandasde músicade 202 Batalhão de Caçadorese danossa PolíticaMilitar. AJunta de Direção da referida entidade era constituída dos senhores Francis- co Polito (Presidente); Álvaro Peixoto (Vice- Presidente); Dr. Homero Galvão (Secretário) e Antônio Florêncio Júnior (Tesoureiro). 28 maio - Cento e trinta anos do nascimento, em Palmei- ra dos Índios, a 28 de maio de 1863, de Emílw de Oliveira Mello Cavalcante, conhecido propa- gandista da República em sua terra natal, na condiçãode 12 S~cretário do Clube Republicano dePalmeiradosIndios,fundadonodia3demar- ço de 1889. Em 1875 cursava as aulas do Liceu Alagoano, emMaceió, ondeviriaa concluirseus estudospreparatórios. Impossibilitado,porfal- ta de recursos financeiros, de ingressar num curso superior, entrou na vida forense, provido quefora, em13deoutubrode 1887,comoserven- tuário vitalíciodo ofíciode Escrivão doJ uri das ~xecuções Criminais doTermode Palmei~a dos Indios, cargo que abandonou em fevereiro de 1889,pelo comércio.FilhodeFranciscaBezerra Cavalcanti, falecida em 13 de junho de 1892, 71
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    Erm1io faleceu doisanos antes, em 14 de feve- reiro de 1890, aos 27 anos de idade. 29 maio - Centenário da criação, através da Lei estadual .-' n2 32 de 29 de maio de 1893, do foro civil ejudi- ciário dos municípios, de Triunfo e São José da Lage. O primitivo povoado de Igreja Nova, ele- vado à categoria de Vila do Triunfo,por decreto nº 39, 11 de setembro, de 1890, teve sua antiga denominação Igreja Nova restaurada pela Re- solução n2 1.139, de 20 dejunho de 1928. maio - Centoevinteanosdosurgimento,nacapitalala- goana, emmaio de 1873, da Imprensa Católica, o primeiro jornal de caráter nitidamente cató- lico aqui impresso. Esse semanário aparecera praticamenteemdecorrênciadachamadaQues- tão Religiosa, que envolveu inclusive a D. Vi- tal de Oliveira e D. Macedo Costa, respectiva- mente bispos de Pernambuco e do Pará, con- denados inicialmente a quatro anos de prisão e anistiados meses depois. maio -1Oitenta anos daiundação, no mês de maio de . 1913, no sobrado de nº 63, da rua da Alfândega, {' ~~je Sá e Albuquerque, da Federação Operária FAlagoas.tSeu Comitê Executivo tinha a se- guinte constituição: Flaviano Domingues Mo- reira,JoaquimGrevy,EpaminondasLeite,Leo- poldoPerreiraeVirgíniode Campos, tendoBer- nardes Júnior como Secretário Geral. Visando angariar recursos destinados a cobrir as despe- sas de viagem e hospedagem de um represen- tante ao SegundoCongresso OperárioBrasilei- ro, que seria realizado no Centro Cosmopolita, doRiodeJaneiro,de8a 13desetembrode1913, a Federação Operária de Alagoas promoveu conferênciaem seubenefício,realizadaporBar- reto Cardoso às 20 horas do dia 25 de julho do mencionado ano de 1913, no Teatro e Cinema 72 Delícia sobre o tema ''Luta de classe". O esco- lhido ~mo representante daFederação foi Vir- gíniodeCampos,queparticip?udasessãodeve- rificação de poderes, tendo sido aclamado Se- cretário damesa que presidiu ao trabalhos, em sua sessão de instalação. Outros representan- tes de Alagoas: Honoré Cémeli, do .Si:r:idi- cato dos Gráficos; Luiz Gonzaga, do Sindica- todosEstivadores;ManoelFerreirados San~s e Jaime de Oliveira do Sindicato dos Marci- neiros e Tomaz de Aquino, do Sindicato dos Sapateiros, todos de Maceió. O regresso de Virgínio de Campos à capital alagoana ocorreu a 22 de setembro, a bordo do vapor "Itassucê". TOQUE O'ALVA USll(>A • ,,.,, 00 ÃllllUO.t.IU C:•111111lA(.IM,. P-.-1,.... 11Qlk6'- T.UIUINAtl. I] • 1911 • • 73 Toque d'alva, um dos livros de poesia do penedcnsc Sabino Romariz, falecido em 9de maio de 1918.
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    aspecto da roa doComércio, em cartão postal da Typ. Comercial, de M. J. Ramalho, de Maceió. A obra que narra a história dos Batistas em Alagoas, é autoria do missionário norte-americano John Mcin, que ato de inauguração do templo da 1' Igreja Batista de Ma 13 de maio de 1923. No local deste estaleiro, aqui estampado em foto da déca 70 do passado século, a 27 de maio de 1923 foi lançada a fundamental da sede da Associação Comercial de 74 :w. l llBLlOTECA CEN?RAl JUNHO 05jun.- Sessenta anos da abertura do 12 Congresso Mé- dico de Alagoas, realizado em Maceió, de 5 a 10 de junho de 1933. Projetado pela Sociedade de Medicina de Alagoas, emreunião extraordinária que se verificou a 21 de fevereiro desse ano, fi- cou deliberado realizá-lo dentro de breve espaço de tempo, para isso tendo entrado em entendi- mento com o Interventor Federal, capitão Afon- so de Carvalho, que se prontificou a patrocinar o evento. Em circulardirigida a todos os médicos do Estado, a Sociedade de Medicina de Alagoas comunicou sua decisão em convocar aquele con- gresso, onde deveriam ser tratados os nossos principais problemas médicos e sanitários, docu- mento firmado pela Diretoria da aludida socie- dade: Abelardo Duarte, Presidente; José Car- naúba, 1º Secretário; A.C.Simões, 2º Secretário. Marcada a data de sua realização para a semana de 24 a 29 de abril, por motivos relevantes teve de ser transferida para outra ocasião, ajá men- cionada semana de 5 a 10 de junho, sendo esco- lhido o dr. José Carneiro de Albuquerque co- mo Presidente Comissão Executiva do Congres- so, integrada também pelo dr. Manoel Brandão, Vice-Presidente, pelo dr. Abelardo Duarte, Se- cretário Geral e ainda como Secretários, Dra. Li- liLages, dr. A.C.Simões edr.ThéoBrandão; Ora- dor, dr. Sebastião daHora; Tesoureiro, dr. Edgar Taveiros; Comissão de Publicidade: drs. Reinal- do Gama, Neves Pinto e RochaFilho. Prestigia- 75
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    lljun.- do pela classemédica alagoana, pelo Governo do Estado, o próprio Interventor presidiu a sessão solene inaugural do P Congresso Médico de Ala- goas, realizada no salão nobre do Instituto His- tórico de Alagoas, tendo feito parte da mesa, ao lado do dr. Ezechias da Rocha, então Diretor da Saúde Pública. Aderiram ao mencionado Con- gresso, além dos médicos já aqui aludidos, José Soares Vasconcelos, Manoel Guimarães, José Carnaúba, Oscar Gordilho, Aurélio Brandão, Si- nai Tavares, Hebreliano Wanderley, Luiz Tava- res, Carlos Martins, Rômulo Almeida, Machado Pontes de Miranda, Raimundo Costa, José Ma- ria de Melo, Clemente Magalhães, Mariano Tei- xeira, Jacques Azevedo, Odilon Mascarenhas, Lages Filho, João Carlos, Vivaldo Pontes, Melo Mota, Durval Cortez, Djalma Loureiro, Lessa de Azevedo, Pedro Fausto, Júlio Gonçalves Ple- ch, Audálio Costa, Emanoel Sampaio Costa, Pe- dro Rocha, Manoel Ramos de Araújo Pereira, Manoel Oiticica e José Pontes Bahia. Foram de- batidos os seguintes temas: 1- Da filariose; II -Etnologia da linfagite endêmica; III-Da morta- lidade infantil, suas causas e meios de com- batê-la; IV- Higiene industrial; V - Da tubercu- lose; VI - Organização sanitária municipal; VII -Da esquistosomose; VIII -Profilaxia das ende- mias rurais; IX- Das febres tifóides e parati- fóides; X-Abastecimento d'água e leite em Ma- ceió; XI - Do tracoma; XII - Das desinterias. O Diário de Maceió chegou a tirar uma edição extraordinária, no domingo, 11 de junho de 1933, em homenagem ao I Congresso Médico de Alagoas. Sessenta anos da inauguração do novo Cinema Capitólio, a 11 de junho de 1933. A Empresa Ci- nematográfica Alagoana, de propriedade de Ce- 76 zar Pinto, efetuou a fusão das duas principais casas de espetáculos cinematográficas de Ma- ceió, o Cinema Capitólio, mais recente, de 1927, e oFloriano, de 1913, passando oprimeiro a fun- cionar nas dependências do outro, após subme- tidas a reformas. A reabertura aconteceu às 10:30 horas daquele dia 11 de junho, quando foi exibido ofilme "Tarzan, ofilho das selvas", apre- sentando-se na matinê, "O amor faz dela um ho- mem", filme da P. K. D. e na soirée, "O pecado de Madelon Caudet", uma super-produção da Metro. - Sessenta anos do aparecimento, em Maceió, no dia 11 dejunho de 1933, do primeiro suplemento literário em tablóide surgido no Estado. Perten- cente ao Jornal de Alagoas, foi lançado num do- mingo, sob a direção de Valdemar Cavalcanti (1912-1982), apresentando-se em quatro pági- nas e com igual número de colunas, ilustrando sua página de frente com a tela "La charge", do pintor alagoano Rosalvo Ribeiro. Infelizmen- 1_3jun.- te, porém, não ultrapassou o seu número inicial. Centenário da sanção da Lei nº49, de 13 de ju- nho de 1893, autorizando a construção de um Teatro em Maceió, oqual teria a denominação de ~, "16de Setembro". Erguido no centro da hoje Pra- ça Marechal Deodoro, até a altura do telhado, foi .€1,epois demolido. 15jun.- [ov_enta anos da cria9ão do município <fe Jun- { queira, através da Lei n2 397, de 15 deJunho de 1903, por iniciativa dos deputados Macário Bar- osa e João Lcssa,:1Instalado no dia 31 dejaneiro de 1904, através da Leinº 1.619, de 23 de feve- reiro de 1932, foi o município suprimido, mas a Constituição Estadual de 16 de setembro de 1935 restaurou-o, mas foi novamente extinto através do Decreto n2 2.355, de 19 de janeiro de 1938, retornando o território ao município 77
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    .. de origem, ode Limoeiro, atual Limoeiro de Anadia. Finalmente, pelo artigo 62 , do Ato das disposiçõestransitóriasdaConstituição de 1947, o município de Junqueiro foi restaurado. 15 jun.- Cinqüenta anos do nastjmento, a 15 de junho de 1943, em Palmeira dos Indios, de José Marques de Melo, um dos pioneiros da pesquisa dos meios de comunicação na universidade brasileira. Seu ingresso no jornalismo ocorreu aos 16 anos de idade incompletos, a 15 de março de 1959, na província natal, através da Gazeta de Alagoas, ano em que também atuou como redator da Tri- buna Secundarista, órgão da União dos Estudan- tes Secundários de Alagoas - UESA. Mas só a partir de 24 demaio seguinte é que passou a es- creverregularmente, em outro órgão da impren- sa de Maceió, oJornal de Alagoas, onde foi aco- lhido pelojornalista J.M. de Carvalho Veras, de quemrecebeu as primeiras aulas de Jornalismo, diretorda"Página dosMunicípios"donosso mais antigo órgão de imprensa, em circulação, que neste ano de 1993, a 31 de maio, estará com- pletando 85 anos de existência, nele havendo permanecido como umdosredatores daquelapá- gina, até 1961, quando teve de se afastar para inscrever-se no vestibular do Curso de Jornalis- mo da Universidade Católica de Pernambuco, onde iria bacharelar-se três anos depois, em 64, em turma da qual foi o orador. NaFaculdade de Direito do Recife, integrante daUniversidade Federal de Pernambuco, concluiu em 1965 ocur- so de Ciências Jurídicas e Sociais, tendo realiza- do em 1966, umcurso de pós-graduaçãoem Ciên- cia da Informação Coletiva, no Centro Interna- cional de Estudos Superiores de Comunicação para a América Latina, em Quito, ano aquele em que,apóshaveratuado,a convitedeLuizBeltrão, 78 a partir de 1965, como Professor-Assistente de Técnica de Jornal e Periódico, na Universidade Católica de Pernambuco, em conseqüência de perseguições políticas viu-se compelido a emi- grar para São Paulo, - segundo suas próprias palavras, "na condição de refugiado político e de exilado econômico" - onde logo passou a lecionar, como Professor-Titular de Teoria da Informação e Metodologia da Pesquisa em Co- municação, na Faculdade de Jornalismo Cásper Líbero, da Pontifícia Universidade Católica - PUC. Nessa universidade paulista viria a fun- dar e dirigir o Centro de Pesquisas da Comu- nicação Social, tendo integrado, em 1967, a equipe de professores fundadores -e depois seu Diretor -da Escola de Comunicações Culturais, posteriormente Escola de Comunicação e Artes, da Universidade de São Paulo, cujo Departa- mento de Jornalismo e Editoração organizou e implantou. Nela viria conquistar dois importan- tes títulos acadêmicos; em 1973, o de Doutor em Jornalismo, com tese aprovada com distin- ção, Fatores sócio-culturais que retardaram a implantação da Imprensa no Brasil,-a primeira tese de doutoramento em jornalismo, aliás, de- fendida por brasileiro - e em 1983, o outro, o de Livre Docente em Jornalismo, quando defendeu a tese Gêneros opinativos no jornalismo brasi- leiro. Anos antes, em 1974, logo depois de sua chegada dos Estados Unidos, onde no ano ante- riore parte do seguinte, realizarana Universida- de de Wisconsin, curso de pós-doutorado em Co- municação e Desenvolvimento, viu-se surpreen- dido, não pela cassação dos seus direitos políti- cos, mas com a cassação de seus direitos acadê- micos dentro do âmbito da USP, uma "cassação branca" que o afastava sumariamente da cáte- 79
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    dra, proibindo-o delecionar. Foi então convida- do para atuar no Instituto Metodista de Ensino Superior- IMS, de SãoBernardo do Campo, onde instituíuumprograma deMestrado em Comuni- cação Social, que logo viria a se destacar, devido à sua qualidade e seriedade científica. Em 1979, com a anistiapolítica,voltouaos quadros daUni- versidade de São Paulo, onde logo foi eleito, pelo voto direto da comunidade acadêmica, Chefe do Departamento de Jornalismo e Editoração e de- pois Diretor da Escola de Comunicação e Artes. Colaborou em inúmeras revistas e outros perió- dicos especializados. No Brasil, em espécimes impressos em Fortaleza, Recife, Brasília, Rio deJaneiro, Petrópolis, S. Paulo, Campinase Por- to Alegre. No exterior, na Alemanha (Munique), Equador (Quito), Espanha (Madri), Holanda (Amsterdam), Inglaterra (Londres), México (ca- pital), Peru (Lima), Portugual (Porto), Tchecos- lováquia (Praga) e Venezuela (Caracas). Seu no- me acha-se ligado a inúmeras entidades do mun- do da comunicação, nas áreas do ensino e da pesquisa, como criador ou na condição de desta- cado participante, a exemplo da já mencionada Universidade Metodista do ABC; Faculdade de Comunicação SocialdaFundaçãoCásperLíbero; Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa da Comunicação-ABEPEC, quefundou; Instituto de CiênciadaInformação-ICINFORM;UniãoBrasi- leiradeEstudos InterdisciplinaresdaComunica- ção-INTERCOM, que estruturou e presidiu de 1973a 1983;União CristãBrasileira de Comuni- cação Social - UCBA, da qual foi sócio fundador, entre outras, enquanto no exterior integra os quadrosdediversasassociaçõescientíficas;Asso- ciation for EducationinJournalism -AEJ, Inter- national Association for Mass Communication Research - IAMCR e International Communica- 80 tionAssociation-ICA(USA);UniónCatolicaLati- noamericana de Prensa(Brasil) e a Associación Latinoamericana de Investigadores de la Comu- nicación -ALAIC, da Colômbia, da qual foi presi- dente. Daquelequeé hojeoprincipalpesquisador brasileiro de Jornalismo Comparado, registra- mos suas principais obras: Comunicação social: teoria e pesquisa. Petrópolis, Vozes, 1970; 6. ed., 1978; Comunicação, opinião, desenvolvimento. Petrópolis, Vozes, 1971; 4. ed., 1979; Reflexões sobre temas de comunicação. S.Paulo, Escola de Comunicação eArtes-USP, 1972. Estudos dejor- nalismocomparado. S.Paulo, Pioneira, 1972.260 p.,il; Sociologia da imprensa brasileira. Petrópo- lis, Vozes, 1973; Contribuição para uma pedago- giadecomunicação.S.Paulo,Paulinas1974;Sub- desenvolvimento,urbanizaçãoecomunicaçãoPe- trópolis, Vozes, 1973; 2. ed., 1977; Telemania, anestésicosocial.S.Paulo,Loyola,1981;Comuni- cação & libertação. Petrópolis,Vozes, 1981;Para uma leitura crítica da comunicação. S. Paulo, Paulinas, 1985;Comunicação: teoriaepolítica. S. Paulo, Summus, 1985; A opinião no jornalis- mo brasileiro. Petrópolis, Vozes, 1985; Comuni- cação: direito à informação. Campinas, Papiros, 1986; As telenovelas da Globo: produção e expor- tação. S. Paulo, Summus, 1988; Espanha: socie- dade e comunicação de massa. S.Paulo, Summus 1989; Comunicação e modernidade: o ensino e a pesquisa nas Escolas de Comunicação. S.Paulo, Loyola, 1991. Além dessas publicações coorde- nou/organizou, de 1976 a 1993, trinta e duas co- letâneas e comunicações a congressos, a última das quais, Communication for New World: Bra- zilian perspectives. Papers presented by ECA- USPandotherBrazilianinstitutionstotheXVIII Scientific Conference Guarujá, São Paulo, 1992. 81
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    S.Paulo, School ofComunication and Arts Uni- versity of São Paulo, 1993. 383 p. Atualmen- te, Marques de Melo é Professor-Efetivo do De- partamento de Jornalismo e Editoração da Es- cola de Comunicação e Artes da USP, exercendo a função de Titular (Catedrático) das discipli- nas Metodologia da Pesquisa em Jornalismo e JornalismoBrasileiro;Professor-Permanentedo Programa de Integração da América Latina (PROLAM) responsável pelas cadeiras de Sis- temas de Comunicação no Brasil e na Espanha e Sociedade e Comunicaçãono Brasil Contempo- râneo, da USP; Coordenador do Programa de Pós-GraduaçãoePesquisaemJornalismo, daEs- cola de Comunicação e Artes-USP, paraficarmos apenas na área de ensino universitário. 17 jun.-1Centenário da primeira exibição e funcionamen- to de um &:.Q!!J:Q[_one em Alagoas, a 17 de junho de 1-8.9.3.,nasdepelidênciasdacasacomercialDes- pensa Familiar, da capital maceioense. O jornal Gutenberg, de Maceió, ao dar notícia da chegada de tão auspiciosa novidade na bucólica cidade de Maceió de cem anos atrás, esclareceu que "o ad- mirável instrumento reproduzia com precisão e clareza,perfeitamentebema vozhumanae osom de diversosinstrumentos", acrescentando não se 1 tratar de seu antecessor, o fonógrafo, - aqui ini- cialmente apresentado a 16 de março de 1880 - mas muito se assemelhava pela reprodução dos Jsons a essa maravilhosa descoberta de Édison". Desde o sábado 17 de junho diversas foram as { exibições do aparelho, quando se pode ouvir o mesmo "recitar fábulas e máximas em francês, cantar diversos trechos de música, imitar per- feitamente - na verdade reproduzir - o som de cornetas, p!ston, violino, e soltar gostosas gar- galhadas. E extraordinário - prosseguia entu- 82 siasmado o noticiarista provinciano - ouvir o o gramofone cantar, emboa voz de tenor, a Mar- selheza e dizer com toda correção a fábula de La Fontaine - o corvo e a raposa", recitada em fran- cês. Natarde de 6 de agosto seguinte, esta "nova maravilha do século, cedida pelo seu proprie- tário, Américo Passos Guimarães - que viria a falecer na capital alagoana, aos 74 anos deidade, em 30 de dezembro de 1935,o pai do cientista so- cial conterrâneo Alberto Passos Guimarães, foi ap_resentada ao público na praça D. Pedro II, em benefício dos pobres do jornal Gutenberg, me- diante o pagamento da espórtula de 600 réis por cada pessoa. Do repertório, além da citada fábu- la de La Fontaine e da Marselheza, foram repro- duzidasascançonetasfrancesas"Osguardasmu- nicipais; A parisiense; Os quatro estudantes, O Mikado, solado a piston e cantado em inglês; um concerto de quatro instrumentos e em piano a valsa Danúbio, podendo cada espectador ouvir quatro produções mediante a espórtula de 400 réis". 20 jun.- Setenta anos da Lei nº 985, de 20 de junho de 1923, sancionada pelo Governador José Fernan- desde Barros Lima,elevandoàcategoriadecida- de a então vila deLeopoldina, atual Colônia Leo- poldina. 21jun.- Oitenta anos da inauguração, às 19 horas de 21 " dejunho de 1913, do Cinema e Teatro Florwno, 1. 1 naruado Comércio, deMaceió, com a exibição do filme "O espião francês':. Ao ato compareceram o governador doEstado, coronel Clodoaldo daFon- seca e ointendente da capital, farmacêutico Fir- mino de Vasconcelos, que se fizeram acompa- nhar de suas respectivas esposas. Dispondo de ampla sala de espetáculos, grande área desco- berta e de um sortido buíe, no mencionado dia 83
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    a Empresa Conte,proprietária do novo cinema não só realizou duas seçõescinematográficas co~ mo ainda inaugurou o seu palco, com a apres'en- tação de Rosita Elvitt, que dias antes, a 17, es- treara no palco do Cine e Teatro Helvética. Se- gund? no~,ciarista do J ornai de Alagoas, a can- çonetista, graciosa e bem afinada, cantou as co- pias com uma desenvoltura e segurança de voz dignas de aplausos''. Setenta anos da inauguração, em Maceió às 13 horas de 21 de junho de 1923, do Bela Vista Pa- lácio Hotel. Durante o banquente que assinalou oevento, ao qual compareceram autoridades ci- vis e militares, membros da sociedade local en- tre as quais o próprio governador Fernande~ Li- ma, tocaram as bandas de música da Polícia Mi- litare do 202 Batalhão de Caçadores, alémda Or- ~uestra do Cinema Floriano. O prédio fora pro- Jetado para a residência do penedense Arsênio Fortes, alto comerciante na capital maceioense - que viria a falecer em sua terra natal a 29 dejulho de 1940 - e que em 1902 estabele~eu-se no bairro de J araguá no ramo de negócio de co- missões, consignações e conta própria, o qual decidiu depois destinar aquele palacete a um hotel, tendo para isso organizado uma socieda- de anônima, com a denomiação de SIA Bela Vista Palácio H.otel. Coube ao arquiteto alemão Guilherme Jâgerfeld projetar e construir o edi- fício de três andares, em alvenaria e cimento armado, com 30 metros de altura, que ocupava umaáreade1.400metrosquadrados,dispunhade 40 quartos e 5terraços mosaicados, com artísti- ca~ balaustradas. Possuía energia elétrica pró- pna, gerada por dínamos acionados por dois motores "Deutz" movidos a gaz pobre, e leva- da para todos os pavimentos, bem como de 84 água retirada por bomba elétrica, de um poço tubular, artesiano, de46metros de profundidade e levada para distribuição, a uma caixa d'água com capacidade para 16.000 litros, localizada a 24 metros de altura. O magestoso hotel, em- preendimento que estava muito além das reais possibilidades da modesta capital alagoana do passado, a 31 de dezembro de 19~5 fechou suas portas pela primeira vez, para reabri-las em 15 ãe março do ano seguinte, para nova- mente cerrá-las no dia 15 de maio de 1928. Mediante autorização dos liquidantes cra-so- ciedade anônima à qual pertencia, o palecete foi Lleilão às 14 horas do dia 11 de abril de 1929 e arrematado pela empresa de seguros Aliança da Bahia, por 150 contos de réis. Em 1933encontrava-senovamenteemfuncionamen- to, sob a direção de Romeu Santos e no ano seguinte, com a denomiação de Bela Vista Pa- lace Hotel, era explorado pelo capitalista Adib Rabay, vindo a fechar definitivamente na dé- cada de 60. Em 1963 o prédio foi adquirido por Cr$ 21.400.000,00 pelo Instituto de Apo- sentadoria e Pensões dos Industriários - IAPI, que pretendia demoli-lo para no local levantar seu edifício-sede em Alagoas, dando início à de- molição em 7 de outubro daquele mesmo ano. Transitava, então, na Assembléia Legislativa Estadual, um projeto de lei autorizando ao Es- tado desapropriar aquele palacete para nele se instalar a então Secretaria da Educação e Cul- tura e outros órgãos a ela subordinados, inclu- sive a Biblioteca Pública Estadual. A Prefei- tura de Maceió também chegara a oferecer pelo prédio, na década de 30, trezentos contos de réis, a serem pagos em prestações. No local foi construído o edifício-sede do INAMPS em Alagoas. 85
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    21jun.- Setentaanos dofalecimento,emMaceió, às 17:30 horas, de 21 de junho de 1923, de Manoel Go- mes da Fonseca, proprietário e fundador da Li- vraria Fonseca, que emjaneiro de 1918 transfe- rirar a mesma por venda a Waldomiro Oliveira. Antigofuncionário daLivrariaNovoMundo, sur- gida no ano de 1885, pertencente a Adolpho de Alencar Guimarães, porisso mesmo durantecer- to tempo conhecida como Livraria Adolpho Gui- marães, emjaneiro de 1893 - há cem anos, por- tanto - nela seria Manoel Gomes da Fonseca ad- mitido como Gerente, para no final do século ad- quiri-la do citadoAdolpho, que resolveratransfe- ferir-se para osul do país, para se estabelecer em Curitibacom livraria, sob a denominação deAte- lier Novo Mundo. O fato é que, em novembro de 1896, aquele estabelecimento da capital alago- ana - instalado na rua do Commércio nQ42 - já pertencia ao seu antigo gerente, conforme se depreende de anúncio divulgado nas colu- nas do periódico maceioense Gutenberg, a 28 do citado mês e ano. Constituindo a Livraria Fonseca (Officinas Fonseca) um das poucas editoras que existiram em Maceió, a mesma publicou inúmeras obras, dentre as quais re- gistramos as mais antigas: O fisco, de autoria de Stanislau Wanderley, impressa em 1898 e O vencido (Tentativa de romance naturalista), de Zadir Índio, do ano de 1902. Nesse mesmo ano, a partir de lº de setembro, passou a editar, sob a direção e redação de L. Lavenere, o Evolucionista, jornal de grande formato, (70 x 50 cm) inicialmente às segundas-feiras, como semanário, com 8 colunas de impressão, pas- sando a diário no ano de 1903, quando diminuiu o seu formato para 60 x 42 cm, tendo desa- parecido da circulação em dezembro de 1906. 86 22jun.- Oitenta anos do prjmeh:_:Q_vôo_de avião.realizado nos ~éus de Alagoas, ocorrido a 22 de junho de 1913. O"Bleriot", que seria pilotado pelo aviador ' francês Lucien Denea~aqui chegara no vapor "Pirangy", a 19 de junho. "Semelhante mons- truosa libélula", para usarmos das palavras do comentarista de um dos órgãos da imprensa lo- cal, o piloto, após fazer a experiência do motor, fez evoluções na praia de Jaraguá, atrás do lo- cal onde hoje se acha edificada a Administração do Porto de Maceió, na tarde do aludido dia 22 dejunho. Ao subir ao espaço, às 14 horas e 20 mi- nutos, "nomeio de estrepitosos aplausos da mul- tidão, seguindo rumo de nordeste, numa ascen- são gradativa, o "Bleriot" voava imponente, dei- xando para os espectadores maravilhados o seu zumbido de besouro monstruoso". A multidão que se comprimiá no local fora em sua maioria transportada pelos bondinhos puxados a burros, da C.A.T.U. - Companhia Alagoana de Trilhos Urbanos, cujo serviço foi então classificado de péssimo, porjornalistadoJ ornai deAlagoas. "Os burros estavam num estado lamentável; mal po- diam arrastar os veículos. O leito da linha esbu- racado e cheio de lama, tornava impossível a marcha dos animais. Para voltar de J araguá gastamos num dos tais bondes, mais de 1 ho- ra, chegando a Maceió (isto é, ao centro da cidade) todo salpicado de lama. Um horror!..." 23jun.- Cento e quarenta anos da restauração, a 23 de junhp de 1853, da vila e município de Palmeira dos Indios, que haviam sido criados através da Lei n2 10, sancionada em 10 de abril de 1835, pe- lo presidente da provínciaJosé Joaquim Macha- do de Oliveira, com território desmembrado de Atalaia e depois suprimidos por lei provincial n2 43, de 4 de maio de 1846. 87
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    24 jun.- Cinqüentenáriodainauguração, a 24dejunho de 1943, em Rio Largo, com a presença do Interven- tor Federal em Alagoas, capitão Ismar de Góes Monteiro, e comitiva, do Restaurante Operário da fábrica têxtil da CompanhiaAlagoana de Fia- ção e Tecidos. Construído em estilo colonial, o referidorestaurante,com540metros quadrados, e com uma área total de 720 metros quadrados, contava com 125 mesas para 4 pessoas cada; 2 câmaras frigoríficas, máquina para lavagem de legumes, pratos e talheres, etc. Foi mesmo cons- truído dentro dos padrões do Serviço de Alimen- tação da Previdência Social - SAPS. Antes daconstruçãodo suasede,inauguradacm 16dejunhode 1928,a Associação Comercial de Maceió funcionava na mesma rua, a Sáe Albuquerque, no quarto sobràdo à esquerda, com mastros para bandeira e tabuleta. . 88 Um dos livros da extensa bibliografia de José Marques de Melo, alagoano de Palmeira dos fndios, um dos pioneiros da pesquisa dos meios de comunicação na universidade brasileira. 89
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    A 17 dejunho de 1893, nas dependências da Despensa Familiar, na esquina da rua do Comércio com a 19 de Março de hoje, ocorreu a primeira exibição e funcionamento de um gramofone em Alagoas, "o admirável instrumento (que) reproduzia com precisão e clareza, perfeitamente bem a voz humana e o som de diversos instrumentos". Prédio especialmenteconstruído para o CinemaFloriano, emMaceió, inaugurado na rua do Comércio, no dia 21 dejunho de 1913. Emcartaz, o filme "O Oesteé o Oeste",com Harry Carrey. 90 Parte das pessoas que foram assistir o "Bleriot" co.rtar os céus da capital alagoana, no dia 22 de junho de 19l3. 93 Lucien Deneau, aviador francês, posando ao lado de seu "Bleriot", o primeiro avião a voar nos céus alagoanos, a 22 de junho de 1913.
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    r· DFAl llBLIOTECA CEM'rtAl JULHO Oitenta anosda realização da solenidade, em 12 de julho de.1913, do assentamento dos primeiros trilhos das linhas de bondes elétrwos, da Com- ' panhiaAlagoanadeTrilhosUrbanos-C.A.T.U.Às 13Jw.ra~ presentes o Governador do EStado, Coro11el Clodoaldo da Fonseca, Secretá- rios de Estado, o Intendente da capital, farma- cêutico Firmino Vasconcelos e outras pessoas gradas, as quais, juntamente com oComendador José Antônio Teixeira Basto e o dr. Antônio de Melo Machado, acionistas da referida Com- panhia,haviampartidodoPaláciodoGoverno,na Praça dos Martírios em bondinhos puxados a burros, embandeirados."Ao chegara comitivaao local da inauguração, no b~irro de Jaraguá, foi o exmo. sr. Governador victoriado, subindo ao ar grande quantidade de foguetes'', conforme noti- ciário divulgado no Diário Oficial do Estado,do dia 2 do aludido mês de julho. Finda a referida solenidade, pela qual foram inaugurados ostra- balhos de eletrificação das linhas da C.A.T.U., foi servido champagne, sendo então levantados pelos presentes vários brindes, iniciando-se pelo do Dr. Diégues, que bebeu "à saúde dos cida- dãos a quem se ia dever aquele importante melhoramento: os srs. GovernadordoEstado,In- tendente e os grandes capitalistas e industriais, Comendador Teixeira Basto e dr. Antônio Ma- chado", finalizando-se, após outros brindes, com uma saudação proferida pelo dr. Antônio Ma- 95
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    02jul.- chado ao Governadore ao progresso de Ala- goas. 'A 29 desse mesmo mês _?e ~~ho, aporta,- va em Maceió o vapor alemao Strathspey' , trazendo de Nova Iorque o restante do ma- terial adquirido pela C.~.T.U. em. Thomsen & Co.,namencionadametropoleamencana,para a eletrificação de suas linhas: 396 volumes com braços e topos parapostes elétri~os; 195 comma- teriaisdiversosparatraçãoelétnca;14debondes de carga; 11 de bondes par~funerais e 93 de bon- des luxuosos para passageiros,.e 13 de.ferra1"?c-en- tas manuais. Nesse mesmo mes, no dia 4, o Ta- pajós" do Loide Brasileiro, procedente daquele mesm~porto,deuentradaeml:1aceió,conduzindo grande quantidade de ma~enal: postes, fios de cobre isoladores, etc., destinado àquela mes~a finalidade, a substituição do sistema d~ traçao animal pela tração elétrica. Na opor~urudade.os trabalhos de instalação do refendo serviço dirigidos pelo engenheiro J. G. Caroll, estavam sendo atacados simultaneamente nos pontos terminais da linha principal, a de PaJuçara- Bebedouro. . Trinta anos da instalação, em Maceió, a 2 deJu- lho de 1963, do Banco da Produção do Estado de Alagoas - PRODUBAN, atual Banco do Estado de Alagoas S/A, em solenidade ocorrida às 11 horas desse dia, emprédio situado à rua Sena~or Mendonça, n. 44, esquina com a rua da BoaVis- ta, atual Conselheiro Lourenço de Alb.uquerq':1e. Ao ato compareceram inúmeros convidados, in- clusivevindos defora do Estado, a exemplo do ~r. Álcio Chagas Nogueira, economista da Supenn- tendência da Moeda e do Crédito-SUMOC, ex- Secretário da Fazenda de Alagoas, sob cujapre- sidência foram realizados os trabalhos d~ incor- poração e organização do novo estabeleCimento 96 bancá~o. Após a bênção das instalações, pelo Arcebispo D. Adelmo Machado, discursaram 0 Govern~dor do Estado, General Luiz Cavalcante e o Presidente do PRODUBAN, dr. Carlos Rami- ro Basto. Após a solenidade de inauguração 0 Governo do Estado e a Diretoria do Banco da P~odução ofereceram um coquetel no Clube Fê- rux Alagoana ao~ srs. dr. Álcio ChagasNogueira, CarlosAlbertoSilva,daInspetoriaGeraldeBan- cos da ~uperintenência da Moeda e do Crédito, em ReCI~e, e ao dr. Hélio Lofto, alto funcionário d~ mencion~da superintendência. No primeiro di~ de funcionamento o PRODUBAN conse- gui~ c.aptar cerca ~e dez milhões de cruzeiros em ~epositos, dos quais aproximadamente 40% rea- lizados por particulares. A Comissão Incor- poradora do Banco da Produção do Estado de Alago~s era constituída pelo Dr. Álcio Chagas N~gu~ira, Sr. Carlos Brêda, Prof. Everaldo de Ohve1ra Macedo, Sr. FernandoRégis do Amaral Dr. Francisco de Assis Gonçalves e Dr. Lui~ Braga Fontan. 04jul.- Cent~nário de f! Momento, jornal surgido em Macei~, em 4 de Julho de 1893, redigido por Luiz Mesquita .e J oaqui~ Diégues e de propriedade de,U~b~lmo Angélico. Impresso em tipografia propna, ~nstalada no prédio de n2 13, da ruaPe- drq_ Paulmo, atual Joaquim Távora, primitiva- mente ru~ da Alegria, nele colaboraram, além dos.mencio~ados Mesquita e Diégues, Augusto Sátvo, AlCina Leite, Rocha de Andrade Filho Pedro Nolasco Maciel e Coelho Cavalcanti ~ conhecido João Barafunda, entre outros. Cir~u- . lou até 25 de dezembro de 1894. 06Jul.- / Centenáriodaabertura,nodia6dêjulhode 1893 daconcorrênciapública,peloprazodetrêsmeses' 1 naSecretariadoInteriorde Alagoas, paraa apre: 97
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    07 jul.- sentação deplantaseorçamentospara a ed~fica- ' ção de um teatro em Maceió, até a quantia de 300 contos de réis, verba orçada pelo Con- gresso para tal finalidade. A 5 de dezembro seguinte ocorreu o concurso para a esc.olha das aludidas plantas e orçamentos, tend? sido apre sentadas 3 plantas: 1 de Luiz Lucai:ny, de !-'e- nedo; 1 dos srs.Bahiano e Bucciarelh, da capital federal e 1 do alagoano João Vasconcelos Cas- tro, de Maceió. . . Noventa anos do nascimento, no Pilar, a 7 ?~Ju- lhode 1903,doantropólogoArturRamos. Ini~a~­ do seus estudos primários em uma e.scola pubh- ca pilarense, em 1910, no ano se~nte prosse- guiu-os no Externato. Progresso Pilare.nseJI d~ professor João Frederico da Costa, ~erminand~ os em 1914. ~1s..estudos secux:idários for~m fei- tos nacapital alagoana,no Instituto.~~e, onde os iniciou em 1915, e no C?légio Sao Joa?, onde se matriculou no ano seguinte, para fihnali 1 .- zá-losem1919."~u.p.rimeirotrabal o i- terário foipül5Iícado quando cont3:v~ 15~ano.s de idade, .:io semanário-literário enotic1~o...0.Eilar, do qual s§J-ll:mã(} ~os era ~etor e ~e­ dator~líefe. Em 1920, de março a Junh?, .leci~­ nou português, de nível primário, no Oolegio Sao João,dirigidopelocônegoJoão!VlachadodeMelo. tNo ano que seguiu, o de 192~, mgressou 1?-ª Fa- 1culdade de Medicina da Bahia, de onde s~1~ a ~8 de dezembro de 1926, laureado com distinçao em Ciências Médico-Cirúrgicas, recebendo, um ano após, o Prêmio "Alfredo. Brito", daquela Fa- '--CUl.Q.ade. Pouco tempo depois, ao começar a.pu- blicação dos seus trabalhos científicos, ~eio a receber votos de louvor e palavras de,estimulo, através de cartas de Freud, Bleuler, Levy-B~hl, Smith Ely Jelffe e outros luminares da ps1co- 98 logia e psiquiatria. Em 1927, a 2 de maio, foi nomeado paraexercer,interinamente,asfunções de Médico Assistente do Hospital São João de Deus, da Bahia, onde iniciou pesquisas psi- quiátricas em junho desse mesmo ano. A 12 de setembro de 1928.foLdesignado Médico Le- gista do In~tituto Nina.Rodrigues, submetendo- se em seguida a um concurso-para Docente- Livre de Clínica Psiquiátrica da Faculdade de Medicina da Bahia, no qual foi aprovado. N~ ano de 1934, a 17 de janeiro, foi nomeado CheJ I fe da Seção Técnica de Ortofrenia e Higiene Mental do Departamento de Educação da Se- lcretaria Geral de Educação e Cultura, do antigo Distri_t,o_E_ederal, tendo inaugurado o primeiro serviço de Higiene Mental aplicada à Escola em nosso país. Contemplado, em 12 de junho de 1940, com uma bolsa de estudos da Fundação Guggenhein, viajou a 7 de agosto desse mesmo ano paraos EstadosUnidosdaAmérica do Norte, onde realizou cursos e conferências científicas em várias universidades, como as de Louisia- na, Califórnia, Minnesota, Columbia, Brigham, Young, Yale, Howards e outras, retomando ao Brasil em maio de 1941. No ano de 1946, depois de aprovado em concurso, tomou posse da ca- deirade Antropologia e Etnologia da Faculdade Nacional de Filosofia. Em menos de um quarto de século ·de 1926 a 1949 - Arthur Ramos pro- duziu mais do que qualquer outro escritor brasileiro em igual período de tempo. Quando chefiava, em Paris, o Departamento de Ciências Sociais da Organização Educacional, Científica e Cultural das Nações Unidas, sobreveio-lhe a mort~, no dia 31 de outubro daquele mesmo ano de 1949, em conseqüência de um distúrbio car- dio-vascular de origem hereditária. Foi catedrá- 99
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    tico de Antropologiae Etnologia da Faculda~e Nacional de Filosofia da Universid~de d? Brasil; professordePsicologiaSocialdaUruversidadedo Distrito Federal; organizador e ~hefe do Ser- viço de Neuro-Psiquiatria do Serviço Central ~e Escolas-HospitaisdoDepartam~ntodeEducaçao do Rio e Janeiro. Desnecessário torna-se enu- merar aqui as inúmeras socieda~es ci~ntífic~s e culturais a que pertenceu e os Jornais, re~s­ tas e outros periódicos nacionais e estrangeiros nos quais colaborou o sábio pilarense que "lutou - segundo Lily Lages - para elevar o_ noss.o nome, a nossa cultura, de um modo tao .edi- ficante estudando os nossos problemas básicos, 0 valo~ dinâmico do nosso Brasil, dando-lhe um sentido novo belo e propulsor, apagando d~ vez, cientificamente, o desarrazoado preco?ceito .de uma pretensa inferioridade antropológica. Pnn- cipais obras: Primitivo e loucura, tes~ de d~u­ toramento. Bahia, 1926;Estudos de ps1canáhs~. Bahia 1931· Freud, Adler, Jung... Rio de Janei- ro (19S3); P~iquiatria e psicanálise. Rio (1933); Educação e psicanálise. ~· .Paulo, ~934; f! ne~o brasileiro.Etnografiareligiosaepsicanáhse.R10, 1934; 3. ed., S. Paulo, 195~; O folcl.ore negro do Brasil.Rio1935;2.ed.reve1lustr.R101954;Intro- dução à psicologia social, Rio, 1936; 2. ed., 1952; Loucura e crime. P. Alegre, 1937; As culturas negras no Novo Mundo~io, 1937! 4. ed. S. Pa~lo, 1979; The negro in Brazil. Washington, ~939, A criançaproblema. S.Paulo, 19~9; 2.ed.Rio, 1949'. A aculturação negra no Brasil. S.Paulo, 1942, Guerrae relaçãoderaça. Rio(19~3), Las culturas negras en el Nuevo Mundo. México, 1943; Intr~­ dução à antropologia brasileira: As cult~as nao européias Rio, 1943;2. ed. 1951; Poblac1ones d~l Brasil. México, 1944; Introdução à antropologia 100 bra.s~eira: As culturas européias e os contactos raciais~ cult~ais. 2º v. Rio, 1948; Le Métissage au.B:és11. ~~s, 1952; Estudos de folclore (De- finiçoes e hmites-Teoriasde interpretação) Rio 195~; 2. ed.. r~v. Rio, 1958; O negro na civili~ z~çao brasileira. Rio, 1956. Agora um acrés- cimo: A sua obra As culturas negras no Novo Mun~o foi traduzida para o espanhol, inglês alemao e tcheco. ' 09jul.- ,ti-C:~tenário do falecimento, em Recife, do dr. Sil- ver~o Jorge, cego e pobre, às 23 horas do dia 9 de de Julho de 1893. Silvério Fernandes de Araújo Jorge nasceranavelha cidade das Alagoas atual Marechal J?~o~oro, a 20 de junho de 1817. For- mado emCienciasJurídicas eSociais pela Facul- d~de de Direito do Recife, em 18.40, foi um ma- gi~trado de vasta cultura jurídica e de uma inte- gridade exemplar/ tendo atingido o ponto culmi- nante de sua carreira, segundo Craveiro Costa "pel~ se~ mereci_ID;~nto moral e pela sua copios~ e sóhda Ilu~traçao .Promotor Público da comar- ca de Maceió (1842-45); Juiz Municipal da mes- ma com~ca (1848-50);Juiz de Direito da Comar- ca de Cmabá e Chefe de Polícia de Mato Grosso (1851-53); Chefe de Polícia de Parafüa, então Pa- raiôa do Norte (1854); Juiz de Direito das comar- cas das Alagoas e Maceió (1854-72); Deaembar- _gador das Relações do Maranhã0, C~Per­ nambuco (1872:.8.6); Ministro do Supremo Tri- bunal~eJustiçadefevereiro a novembrode 1887, e~ CUJO cargo aposentou-se.6Como político foi foi deputado provincial em Alagoas, na 5ªl~gis­ l~tu:a(1844-45),deputadogeralpelamesmapro- vincia,durantea legis]aturade 1857-60e deputa- do geral por Mato Grosso; vice-presidente das Alagoas, com exercício a partir de 27 de julho de 1866 até 2 de outubro Do Colégio Santa Geno- 101
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    veva, de propriedadedo professor Manoel ~e Melo Jácome Calheiros, fundadado em Maceió, a 15 de janeiro de 1880, foi lente de inglês. Casado com Maria Vitória de Pontes, do con- sórcio teve nove filhos. Sócio funda~or e de'i pois honorário do Instituto Arqueológico e Geo) gráfico Alagoano, atual Instituto Históri~o Geo gráfico de Alagoas, dele foi seu presidente, do ano de 1869, o de sua i·nstalação, a 187~. Era )' Comendador da Ordem da Rosa, Cavaleiro da OrdemdeCrist?e 9onselheiro~olI~J?é~oíQuan­ do Promotor Pubhco em Maceió, d1;igm á AVoz Alagoense, órgão do ch~a~o Partido0 dos Cabe- ludos aparecido pela pnmeiravez a 1- de setem- bro d~ 1845,desaparecidoda circulaç~o em1846, emvirtude datréguapolíticaconsegu~dapelo d~. Antonio de Campos Melo, que assumira a presi- dênciadaprovínciadasAlagoas,em10d~ nove~­ bro de 1845. Dias Cabral em sua Exquisa rápi- da acerca da fundação de alguns templos da vila de Santa Maria Madalena da Lagoa do Sul, ago- ra cidade das Alagoas, trabalho publicado na Re- vista do InstitutoArqueológico e Geográfico Ala- goano de dezembro de 1878, faz referência a uns "apontamentos coordenados pelo sr. desembar- gador Silvério Jorge, publicados no n 2 112 do "Mercantil", em 1864". Presume-se que os A:pon- tamentos para a bistóri3: das ~~g?as, publ!cado emoutronúmerodoaludidopenodico,oden-131, de 31 de outubro do mesmo ano ~e 186~, igualmente são de sua lavra. A:o refe;ido Insti- tuto Silvério Jorge ofereceu quinze numeros do Mer~antil, segundoregi~traa atad~sessão de 19 de julho de 1872, inexistentes h~Je no acervo daquelainstituiçãocultural, os quais, t~do levaa lljul.- crer continham trabalhos de sua autona. Cento e quarenta anos da criação, no dia 11 de julho de 1853, da freguesia do Sagrado Coração 102 12jul.- 14jul.- ~ J~sus, 0de Pão de A~úc3:r, através da Lei pro- vmc!~ n- 227. Seu pnmeiro vigário foi o padre ~tôruo José Soares de Mendonça (1827-1906). Oitenta anos da fundação da paróq_uia d~ Bebe- ~uro, na capital alagoana, por Decreto de 12 de Julho.de.1913, do Arcebispo D. Manoel Antônio de Oliveira Lopes. Centenário do nascimento, em Pilar, a 14 de ju- lho de 1893, do compositorRaulRamos. Filho de M~noel Ra~?s de Araújo Pereira e de Ana Ro- drigues Acio~1 Pereira, seu pai, tendo concluído o curso médico na Faculdade de Medicina do Rio deJaneiro, onde defendeutese a 7 de dezem- bro de 1881, passou a clinicarem Cristina no Es- ta~o de Min'.ls Gerais, transferindo-se l~go de- pois.para oPilar, onde jáclinicava em 1884. Nes- sa cidade lacustre alagoana, na qual viria tam- bém.a.monta~ uma fábrica de rendas e bordados, que in~ funcronar de 7 de dezembro de 1907, dia de sua inau~ação, até 1925, ano em que encer- rou suas atividades, nasceram seus sete filhos do consórci? com Ana Rodrigues, com quem s~ casara no dia 4 de outubro de 1884. Ainda quan- do ra~cado no Pilar, Raul Ramos casou-se com Eudócra Mendes, no día 22 dejaneiro de 1916 p~ssando depois para Maceió, onde ingressoun~1 vida bancária, tendo sido contador do Banco de •Alagoas, em cujo cargo viria a falecer a 12 de ju- lho de 1945, aos 52 anos de idade. Afora inúme- ras composições que não chegaram a ser impres- sas, como "Bendita valsa"; Funeral de Sogra" "Kat h " d "T ' 1 uc ~' pas- e-quatre, ua por toda a vida" { va~sae"UItimavalsa",deixoua"Valsaquechora"' e?itada em 1914; "Soluço infinito", valsa par~J piano com letra de outro pilarense, opoeta Fer- nan.do de Mendonça (Maceió, Lithographia Tri- gueiros, 1920). Quanto a músicas sacras, de sua 103
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    14jul.- .. autoria o InstitutoHistórico e Geográfico de Alagoas possui em manuscrito, as seguintes: "Ave Maria"· "Cor Jesus"; "Domine", HY]llllo ~o SagradoCor~çãodeJesus";"Ladainha";"ÓMana concebida sem pecado"; ''Padre Nosso"; "Sicute- rat". Segundo Marilu Gusmão, biógrafa de seu irmão cientista o antropólogo Arthur Ramos, a músicaconstit~aumapaixãodafarm1ia. Oche- fe da clã tocavavioloncelo, enquanto os filhos ou- tros instrumentos: Luís, violino; Artur, Evange- lina, Georgina e Julita, piano, enquanto Raul, flauta. . Sessenta anos de inauguração, em Maceió, às 19 horas de 14 de julhode 1933, da J!!: Feira de Amostras de Alagoas. Tão grandi?sa promoyã_o, realizada durante a Interventona do capitao AfonsodeCarvalho,.foimontadano edifíciodaan- tiga Escola de Aprei:di~es Marinheiros., :m Pa- juçara. A fachada pnncipal d~ssa exposiçao, que foi projetada peloJovem arqwteto alaf?oano A~e­ mar Portugal, era "sóbria, em suas hnhas ~im­ ples, grandiosano seuconjuntode~ maravilho- so equilíbrio de massa e volume, e tinha uma~­ sionomia inteiramente estranha à nossa arqui- tetura de rotina". Media cerca de 30 metros, com torres de 15 metros de altura, sendo iluminada por duas baterias de refletores. Logo após ultra- passar-se a porta principal, depar~va-se com um pátio externo, onde se achavamdois coret.os para música, um palco para repres~rítações hgeiras, um campo para esportes, diversas barracas e brinquedos destinados a crianças. A pa:te interna compunha-se de duas alas, com vári~s salas, onde foram expostos tr.abalhos manuais dos grupos escolares da capital; produtos do Aprendizado Agrícola de S.atuba, de .ª~ofadas e rendas da Escola Profissional Femiruna; pro- 104 dutosdaFundiçãoCavalcantie daFundiçãoBra- sil; trabalhos da Escola de Aprendizes Artífices de Alagoas, enquanto da Inspetoria de Plantas Têxteis foram apresentados produtos agrícolas e seus derivados, e onde o visitante inclusive ficava a par dos fins comerciais do algodão, a partir da semente, passando pela etapa do beneficiamento,atéchegaraotecido:brim,fustão e madrasto das fábricas de tecidos alagoanas, o mesmo acontecendo com a cana-de-açúcar, onde se demonstrava os procedimentos ne- cessários para se extrair dessa gramínea o açúcar e o álcool. Para essa seção concor- reram, entre outras empresas, as usinas Central Leão, Serra Grande, Sinimbu e Uruba. Na seção reservada à indústria têxtil, apresenta- ram-se produtos das fábricas de tecidos do município da capital (União Mercantil de Fer- não Velho e a Alexandria), Rio Largo (Cachoei- ra e Rio Largo,) Penedo e Pilar. Relativamente à contribuição dos municípios ao certame em questão, começamos por Maceió, do qual figura- ram, entre outros, a Imprensa Oficial, (trabalhos de ~ncadernação, composição gráfica, etc.); Dro- gana Globo (produtos farmacêuticos manipula- dos em seus laboratórios); Peixoto & Cia. (pro- dutosdecaroçodealgodão,óleo,pastas,etc.);José Rabin (fabrico de sabão); Luiz Ramalho Azevedo (idem); Tito Lemos, (malas e cadeiras de vime); Leão & Diniz (formicida "Leonite'/; madame Fulgêncio Paiva (rendas diversas); Aurea Ome- na e Mália Lutermann (trabalhos em panamá); dr. José Leão Rego (xisto betuminoso); de Ara- piraca, alémde produtos de suas indústrias co- muns, amostras de bronze, cristais de rocha, fer- ro e mica; de Camaragibe, destacavam-se duas máquinas, uma horizonta>, de alta velocidade 105
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    e outravertical, dedoiscilindros, c.onfecciqna~as por Antenor Brasileiro; de Palmeira d~s Indios, uma balança decimal, tipo grande, fabncada por JoãoLino bem como espécimes da ferragem de João Per~ira Lima; do Pilar, afora t:abalho~ ~e rendas e outros produtos agrícolas~ 1n~ustnai~, produtosdaFábrica Pilarense de Fiaçao e Teci- dos e da Refinaria Pedrosa; de ~uebran~lo, uma vitrola confeccionada por~ºª? Seve:i8:no~ além de vários trabalhos de funilana ~ecamca, de Santana do Ipanema, "um mostruán~ de p:o- dutos sertanejos, composto de peles curtidas, u:~.­ dumentárias de vaqueiros, espingar~~s de fabn- caçãolocal punhais,manteigaseque1JO~,alémde uma coleção de madeira~"; de ~ã? Miguel dos Campos,"aCamaPatente .' em:mimatura, expos- ta pelo sr. João Manoel Siqueira, u~a ob:a que merece toda a admiração pelo fino e inteligente acabamento", destacando-se ainda os trabalh~s em madeira dos artistas Edson Gomes e Tenóno de Albuquerque; de União .d?s yal~ares, afora produtosagrícolaseindustnais, um~fledereJ?e­ tição, sistema Winchester e uma ?tima espin- garda de caça, trabalho do sr. Sevenno ~osé J un- queiro". Na galeria reserv.ada aos artistas ala- goanos não apenas as cancaturas de Carlos de Gusmão e de EloyPaurílio, mas ao lado das telas de Rosalvo Ribeiro (1867-1915), "figuraram qua- dros e esculturas de (outros) artistas reno~ad~s como Eurico Maciel, Georgina Furtado, Virgílio Maurício, Lourenço :rei.Xoto, Zaluar ~.antana, Carlos Leão, Ivan Paiva, Jarbas Cabral e Leo- nardo Viana, ocupando lugar de d~s!-8-que.' na seção de pintura, os trabalhos de Minan Lima, aluna dos professores Modesto Brocos, Rodolfo Amoedo, Rodolfo Chamberland e Raul Peder- neiras, e então professora de Desenho da 106 Escola Normal, de Maceió. Dessa pintora re- gistramos os títulos de alguns de seus quase 80 trabalhos expostos: Meu modelo, Albatrós morto, Virando o melaço, Cabeça de moça, Des- cascador de cocos, Tempo nublado, Giovinezza, Trecho do Jardim Botânico, Frutos nossos Re- cém-nascidos e Tutto solo!..., todos a óleo e ~ais Begônias, Cravos de Friburgo, Gesso de frontão grego, Bronze antigo, Limões doces e Natureza morta, aquarelas e Amulher de fichú preto, gua- che.Porfim,naseçãodefotografias, espécimesda fotografia Barreto, do Foto Rogato e do Foto Au- rora. A 1ªFeira de Amostras de Alagoas encer- rou-se no dia 30 do aludido mês dejulho de 1933. 14jul.- Sessenta anos da inauguração, a 14 de julho de 1933, ·de um bonde da Companhia Força e Luz Nordeste doBrasil - CFLNB, que na época explo- rava em Maceió os transportes urbanos e a pro- dução de energia elétrica, veículo aquele cons- truído com madeiras das matas alagoanas nas oficinas mecârúcas daquela empresa canad~nse instalada em prédio construído na Praça Sinim~ bu. Amencionadainauguração ocorreudurante o trru;isporte do interventor federal em Alagoas, capitaoAfonsodeCarvalhoedemaisautoridades que se deslocavam para a abertura da 1ª Feira deAmostras deAlagoas, ocorrida às 19horas da- quele dia, em Pajuçara. 15 jul.- Trinta e cinco anos da criação, por Lei n2 2.101, do dia 15 dejulho de 1958, do município de Girau doPonciano, instalado em 12 de janeiro de 1959, comterritóriodesmembrado de Traipú. Essemu- nicípio teve outras denominações no passado: Belo Horizonte e Vila Ponciano, cerca de 1912. - Trinta e cinco anos da criação do município de Jacuípe, através da Lei n2 2.099, de 15 de ju- lho de 1958. Instalado a 4 de fevereiro de 1959, 107
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    desmembrado do municípiode Porto <?8:l':o, seu nome adveio do rio que corta seu terntono, en- tretanto, empassadoremotoavilachamou-seJa- cutinga. . , . - Trinta e cinco anos do mumcipio de Poço ~as Trincheiras, criado por Lei n2 2..100, de 1~ deJ.u- lho de 1958 e instalado no dia 20 de Janeiro de 1959, mu'nicípio cujo território é oriundo de SantanadoIpanema.Afirma-sequeo~ornedesse municípiooriginou-sede poçoCOJ?-St~donaspro- ximidades detrincheirasque tenamsido aber:!as quando dos combates travados com ~s Irmaos Moraes na década de 40 do passado seculo. 16jul.- Cento ~quarenta anos da criação, no ~a 16 d.e julho de 1853, da Mesa de Rendas Gerais, do Pi- lar. ·d - Centenário do periódico O Estímulo, apareci o em Penedo, no dia 16 de julho de 1893. ~undado por J. Mazoni, A. X. Assis e~mara~to Filho, era p~blicado duas vezes por mes, em tipografia pr6- pna. · - d 17d ·17jul.- Duzentos e oitenta anos da provisao, e eJu- lho de 1713 através da qual, atendendo a ape- los de moradores das proximidades do rio Santo Antônio Mirim oVisitador Geral da parte do sul da Capitania de P~rnambuco criou o Curato de Nossa Senhora do O "e mandou se fizesse a Igre- ja matriz no oiteiro grande", comprometendo- seosditosmoradoresa sustentaroCuraea levan- tar a Igreja, tendo o alferes Antonio Gonçalves Picão e sua mulher doado 50 braças de t~rra em quadro, não só para a const~ção da IgreJa ~orno para a fundação da povoaçao futura de Ip10~a. Foi logo empossado como Cura o reverendo_D10- go da Costa e determinado que, enquanto n~o se fizesse o dito templo, aquele sacerd~te. pod~~ se utilizarda capela do Engenho. S. Antomo Minm. 108 A 10 de maio de 1716 o cônego Manoel Pereira Rabello visitou a nova igreja e a ele constou se- remde l 715oaltar-moreapiabatismal.Em 1749 o curato já era freguesia, extinta em 22 de junho de 1882, pela Lei que criou a de São Luiz do Quitunde, restaurada porém a 22 de junho de 1~85, n.adependênciadeaprovaçãocanônica, que nao ve10. Anos antes, a 23 de junho de 1832 p~opôs-se ao Conselho Geral da Província, qu~ n~o ap~ovou, a elevação de vila e município para a inc1p1ente povoação (de Ipioca) de 1713. Em 1860, a 9 dejulho, proposta semelhante foi apre- sentada à Assembléia Legislativa Provincial e mais uma na década de 1870, e igualmente não aprovada, até que em 1880, lei de 12 de junho crioua vila de lpioca, instalada em 24 de outu- bro seguinte, entretanto, suprimida por lei de r· 22 de junho de 1882. 20,lul.- / Centenário do início dos trabalhos, a 20 de jul. ~~ / 1893, de assentamento dos trilhos da linha fér- 1 rea urb!l'na ~suburbana de bondes, em Maceió, ' de traçao anunal, pertencente à Companhia Pro- ' motora de Indústria e Melhoramentos, da qual o dr. Wanderley de Mendonça era Superintenden- te. Em setembro, os trilhos lançados a partir da Praça Sinimbújá se achavam fixados na rua Ba- rão de Atalaia, nas proximidades da antiga pon- te do Poço, sobre o riacho Maceió. 24jul.- Cento e sessenta anos do nascimento no dia 24 de julho de 1833, na velha cidade da~ Alagoas atual Marechal Deodoro, de um dos filhos de D:Rosa da Fonseca: EduardoEmilianoda Fonseca que viria a falecer durante a Guerra do Paraguai no posto de major, no comando do 402 Batalhão deVoluntários daPátriasobrea pontede Itororó no dia 6 de dezembro de 1868. ' 26jul.- Centenário do falecimento, em.Palmeira de Fo- ra, município de Palmeira dos Índios, a 26 de ju- 109
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    lho de 1893de Manoel da Costa Duarte, filho de José da c'osta Duarte. Republicano histórico, nascido em 1836, por portaria datada de 7 de fe- vereiro de 1861 recebeu a patente de Tenente da 2ª Companhia do 252 Batalhão d~ Guarda Nacio- nal da comarca de Palmeira dos Indios. Durante o quatriênio 1865/68 foi ve;-ea~or ~a Câmara Municipal de Palmeira dos Indios,.integrando, emmaio de 1876, a Comissão Muncipal do Par- tido Liberal naquela comuna, tendo si?o_o s.eu nome, a 2 de outubro, na época das eleiçoes in- diretas, escolhido para eleitor. A 27 de setembro de 1879 recebeu a patente deTenente-coronel do 2l2 Batalhão de Infantaria da Guarda Nacional da aludida comarca, posto a que fora promovido através de decreto datado de 26 de agosto ante- rior, passandoentão a exercerocomando do.men- cionado batalhão.Em 1881 era Delegado Literá- rio de Palmeira de Fora, onde residia, como agricultor. No biênio 1883/84 p,res~diu. a Câma- ra Municipal de Palmeira dos Indios, mtep-a~­ do posteriormente o c.o~s~lho de Inten_den?ia Municipaldaquelemumcipio,pornomeaçaofeita através de portaria governamental de 2 de de- zembro de 1891. Empossando-se nesse cargo a 16 do mesmo mês, desempenhou-o até ag~sto de 1892. NaeleiçãoparaIntendentedePalmeira, realizada no dia 12 de agosto de 1892, não logrou eleger-se tendo obtido 101 votos, contra 259 conferidos ao seu opositor, Sabino José de Oliveira. CasadocomCândidaAvelinaDuarte,foi o primeiro presidente do Clube Republicano de Palmeira dos Índios, fundado em 3 de março de 1889. Liberalino da Costa Duarte e Leopoldina Duarte eram dois de seus filhos, o primeiro de- les médico formado na Bahia, enquantç o ou- tro: em 1908, Prefeito de Palmeira dos Indios. 110 27 jul.- Cento e trinta anos do nascimento, a 27 de julho de 1863, na então vila de Piaçabuçu, de Virgtlio de Lemos. Filho de Sesóstrio da Silva Lemos e.de Ma~a dos Anjos de Faria Lemos, JoséVirgí- lio.da ~ilva Lemos fez seu curso secundário qua- se inteiramente emPenedo, concluindo-o porém, em Salvador, para onde se transferira em 1883, no colégio dirigido pelo renomado mestre Ernes- to Carneiro Ribeiro. Em 1885, depois de curta passagem no curso de Medicina, encontrava-se cursando o 12 ano da Faculdade de Direito daBa- hia. Devido à falta de recursos financeiros teve de abandonar os estudos, para ingressar no ma- ~s~ério pa_rti?ular e na ~da jornalística, a prin- c1p1~ ~o Diáno de Notícias, onde se bateu pela abohçao da escravatura, assumindo depois are- dação do Diário do Povo, em 1888, onde fez a pro- paganda republicana. Então, ao lado de Cosme Moreira e outros, ainda na capital baiana, fun- dou o Club Republicano Federal, do qual em ou- t1:br? de 1888 era o orador e de cujo órgão, Re- publica Federal, surgido pela primeira vez a 2 de julho de 1888, foi colaborador e depois reda- tor a partir de 1890. Foi ainda um dos redatores do Jornal Republicano, de Laranjeiras, surgido a 11 de novembro de 1888. Encarregado, junta- mente com o dr. Luiz Anselmo da Fonseca, de re- modelar o antigo Liceu da Bahia, que foi trans- formado no Instituto Oficial de Ensino Secundá- rio, depois dessa remodelação foi nomeado lente deLiteratura Universal e Comparadado mesmo. Na legenda do Partido Federalista foi eleito de- putado estadual para a legislatura 1892/94 e re- eleito na seguinte. Porém, com a deposição do gov~rnador José Gonçalves da Silva, a quem apoiara politicamente, foi destituído da cadeira que ocupava no antigo Liceu da Bahia e a seguir 111
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    não teve reconhecidoo mandato de deputado es- tadual, recentemente obtido. Depois debachare- lar-se em Ciências Jurídicas e Sociais, na Facul- dade de Direito da Bahia, em 1898 transferiu residência para Ilhéus, onde estabeleceu banca de advogado, mas não iria se demorar por muito tempo, porquanto logo a seguir submeteu-se a concurso naquela Faculdade, para a cadeira de Direito Internacional, obtendo a aprovação e em seguida a nomeação para catedrático, em março de 1901. Nessaocasião passou a redator-chefe do Diário de Notícias, fundando depois a Gazeta do Povo, da qual era seu redator-chefe emjaneirode 1907. A16 de outubro de 1902 tomara posse das cadeiras de Economia Política e Direito Pátrio, perante a Congregação do Ginásio da Bahia, no qual foi ainda lente catedrático de Estética e História das Artes e depois de Literatura geral comparada. Ainda em 1907, a 18 de agosto, foi eleito deputado federal pela Bahia e, logo após, senador estadual. Faleceu em Salvador, a 27 de janeiro de 1926, como deputado federal pela Bahia,emcujacapitalseunomefoiperpetuadona denominaçãodeumadasruas de suacapital.Per- tenceu à Academia de Letras da Bahia, onde ocupou a cadeira n2 34. Publicou: Primeiros en- saios decrítica, 1891:Apátriae a bandeira, 1905; AlínguaportuguesanoBrasil.Memóriaapresen- tada ao 52 Congresso de Geographia, reunido na Capital do Estado da Bahia, pelo delegado do Es- tado de Alagoas. Bahia, Imprensa Official do Es- tado, 1916. 95 p.; 2.ed (Salvador) Livraria Pro- gresso (1959) 127 p.; Curso de Philosophia do Di- reito (Da classificação dos conhecimentos huma- nos e das ciênciasjurídicas. Bahia, 1916;Afanta- siadavogalpreta.EstudodePsicologiaeFilologia (Réplica a uma teoria do sr. Medeiros e Albu- 112 29jul.- q~erque)RiodeJaneiro,Typ.doJornaldoComér- cro, 1924 104 p.; 2.ed (Salvador) Livraria Pro- gresso Edit. (1958) 146 p. Sessen.ta anos das homenagens prestadas, em 29 de Julho de 1933, a José Moraes da Rocha 31jul.- 31 jul.- (1896-1965)pela obtenção do 12 lugarem concur~ s~ de contos promovido pelo J ornai do Brasil do R10 de Janeiro, com "Major Fausto". Nessa d~ta, no Bar.Colombo, localizado na rua do Comércio da cap~tal alagoana, num tipo de incentivo e re- conJ:iectmento a uma louvável ação praticada por um mtegrante da comunidade cultural que rara- me~t~ ac?ntece na província de hoje, cada dia ~ais inclinada em exagerar e enaltecer as qua- lidades d~queles estranhos à mesma, - nem sempre disso merecedores - em detrimento da chamada "prata da casa". Ao referido preito esti- veran:i presentes, entre outros, Aloísio Branco, Arestides Toledo, Armando Wucherer, Aurélio Buarqu~de~folanda, CarlosAdernarVieira, Cle- men~ Silveira, FranciscoBahia,FreitasCaval- ~nt1, Ismael Acioly, João Azevedo Filho José L1ns do Rego- que residia em Maceió desde 14 ~e dezembro de ~926-Luiz do Nascimento, Moa- cir So.a~es Pereira, Moreira Lima, Pedro Nu- nes Vieira, Raul Lima, Rocha Filho e Valde- mar Cavalcanti. Duzentos e vinte anos da criação, no dia 31 deju- lho de 1773, da freguesia de Nossa Senhora das Brotas, da Real. Vila de Atalaia, a qual segundo o rol de desobnga de 1777, constante da Idéia dapopulaç~o d~ Capitania de Pernambuco, pos- sma 1 IgreJa fihal, 2 capelas, 1 vila, 8 fazendas, 6?0 f~gos e l.~54 pessoas de desobriga. Cu~quentenáno do nascimento, em Maceió, a 31 deJ.ul. de 19~3,.da poetisaLúcia Guiomar (Lúcia Gmomar Te1xe1ra Calazans). Filha de José Tei- 113
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    xeira Netto eMaria Lúcia Porciúncula Teixeira, seus estudos primários foram feitos em escolas particularesdacapitalalagoana,inclusiv~ asdas professoras Luiza Gazane? e ~tela J?om~gues, tendo realizado os cursos gmasial e cientifico, no Colégio SantíssimoSacramento, tambémdeMa- ceió, e o último dos quais concluído em 1960. De- cidida a fazer ocurso médico, após aprovação em vestibular realizado nesse mesmo ano de 1960, ingressou naFaculdade deMedicinade Alag?a~, onde ultimou o curso no ano de 1966, especiali- zando-se em psiquiatria, realizando posterior- mente diversos cursos de aperfeiçoamento e de atualizaçãodeconhecimentosnas áreasde psico- logiaepsiquiatria,comparticipação, tambémem inúmeros congressos científicos da sua área pr~­ fissional.Pertenceà AssociaçãoBrasileiradePs1- quiatria, Associação.~édica Brasileira, ~ssocia­ ção Paulista de Medicina, .Conselho Re~o~al de Medicina de Alagoas e Sociedade de Medicina de Alagoas. Relativamente à vida literária, suai~­ ciação ocorreu na década de 60, atrav~s da J.?Ubh- cação de poesias no suplemento hteráno da Gazeta de Alagoas, na época dirigido por Carlos Moliterno. Na capital maceioense prestou tam- bémsuacolaboraçãoa outrosórgãosdaimprensa local a exemplo doJornal deAlagoas, Tribunade Alag~as e Novidade, este último, órgão de difu- são cultural da Secretaria de Culturado Estado deAlagoas,surgidoemabrilde1985,editoradopor RonaldodeAndradee,finalmente,àrevistaBrun- zundanga, dejulho de 1976 dirigidapelo citado Ronaldo de Andrade e por'Homero Cavalcante. Quando de seu curso médico editorou O Clínico, jornal do Diretório Acadêmico da Faculdade de MedicinadeAlagoas, duranteoperíodo de 1961a 1966 nelehavendodivulgadopoesiasdesualavra. Lúci~ Guiomar foi uma das idealizadoras do I 114 jul.- Fe.sti~al de Verão de Marechal Deodoro, cujo pnmerro de uma série realizou-se em 1970. Quanto à sua atuação na área teatral, regis- tramos a participação no Primeiro Stand'Art na década de 70, quando selecionou textos o~de for~Il} ~ncluídas poesias de autores alag~anos, do m1cio do século aos nossos dias. No Segundo Stand'Art dirigiu espetáculo de poesia denomi- nado "Ilha", representado no Teatro de Arena "Sérgio Cardoso", do qual constaram poesias de Jorge deLima (Invençãode Orfeu)e deBetoLeão (Inversão de Orfeu), alémde outrospoetas alago- anos, tendo participado do recital, os atores Ro- naldo de Andrade, José Márcio Passos, Tizinha (MariaBeatrizBrandãoSá),ÂngelaUchôaeJoão Macário. A respeito da obra poética de Lúcia Guiomar existe publicado um livro: Lira e angús- tia (São Paulo, Edicon, 1988), de autoria de Ra- quel Villardi Miranda. Reuniu em volume: Poe- meu, poesias. Apresentação de Hortência Lopes Barbosa(S.Paulo, lnd. GráficaBentivegna, 1973) 191 p., 2.ed., S. Paulo, Jornal Almanara, 1977 Os bons demônios, poesia decordel (Maceió,Gra~ fitex,1981)8p.,Araterra,poesia.Apresentaçãode Fernando Lopes, capa e ilus. da autora (Maceió Grafitex, 1981) 187 p..il, Expressão Guaruaba poesia, capa: óleo sobrepapel, deReinaldoLessa~ pref. de Gizelda Moraes (S.Paulo) Massao Ohn~ Editor (1992) 293 p. Participação em coletânea: 14 poetas alagoanos: poemas escolhidos, cole- tânea organizada por Valdemar Cavalcanti Ma- ceió, Departamento de Assuntos Cultu'.rais 1974 ~ Coletânea Caetés do poema alagoano: organizada por Ronaldo de Andrade. Maceió SECULTE, 1987. ' Setenta anos do aparecimento, no mês de julho de 1923, deARemington, revista da Escola Re- mington, de Maceió, que tinha comoredator-che- 115
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    fe o professorHygino Belo e como redatores e colaboradores, "os alunos da Escola Remington" fundada em 21 de março de 1921, a qual admi- nistrava a instrução primária, secundária e o curso comercial completo - inclusive datilografia para alunos de ambos os sexos, crianças e adul- tos. Dirigida por F. J . Ruschid, funcionava em dependências do antigo Palácio do Governo, conhecido como Palácio Velho, na rua Barão de Anadia, hoje trecho final da rua do Comércio, diante da praça dos Palmares. O seu n2 3, do ano 2, data de janeiro de 1924. Assentamento dos primeiros trilhos das linhas de bondes elétricos em Maceió, a lº de julho de 1913, durante o governo Clodoaldo da Fonseca,que aparece nesta foto de L. Lavenere, ao fundo, com chapéu coco. <. 116 , Reunião de subscrição das ações do Banco da Produção do Estado de Alagoas, realizada no salão nobre da Asso· ciação Comercial de Maceió, às 16 horas de 10 de maio de 1962. O flagrante fotográfico fixa o momento em que discursava o sr. Carlos Brêda, tendo à sua esquerda o dr. Alcio Chagas Nogueira e à direita, o governador Luiz Cavalcante, vice- governador Teotônio Vilela, prefeito de Maceió Sandoval Cajú, sr. Napoleão Barbosa cônego Pedro Cavalca'nte de Oliveira e industrial Cícero Toledo. No térreo do pequeno sobrado de n2 44, da esquina da rua Senador Mendonça (Livramento) com a Conselheiro Lourenço de ~-.....,....'-li.;! Albuquerque (Boa Vista), ocorreu a ?!'J~~--~-H instalação do :nnem PRODUBAN, atual Banco do Estado de Alagoas S!A, em 2 de julho de 1963. O !l~~if~~~]J~~f!!l!fi!; flagrante aquifixado, é do final da década de 1920. 117
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    Composição musical de RaulRamos, nascido h á cem anos no Pilar, em 14 de julho de 1893. Antropólogo Arthur Ramos, nascido no Pilar ao dia 7 de julho de 1903 e falecido cm Paris, a 31 de outubro de 1949. 118 Fachada da 1~ Feira de Amostras de Alagoas, inaugurada em Maceió, no dia 14 dejulho de 1933. 119
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    AGOSTO 01 ago.- Setentaanos da passagem, por Maceió, a 12 de agosto de 1923, da polígrafo português Júlio Dantas, nesse dia desembarcado do vapor "Cea- rá", surto no porto. Oilustre visitante, presiden- te da Academia das Ciências de Lisboa, havia realizado uma série de conferências, no Rio de Janeiro, São Paulo, Santos, Belo Horizonte e Salvador, e dirigia;se a Recife, de onde regressa- ria a Portugal. No trabalho Júlio Dantas- ele- gância, heroísmo, amor, escrito a propósito da morte, em maio de 1962, do conhecido autor de AceiadosCardeais,ArnoldoJambo asseveraque a obrado escritor lusitano "não(descambava) pa- ra a futilidade das frases feitas, das banalidades repetidas, do choro mendicante dos abastarda- dos cantoresdoromantismo ultrapassado",pros- seguindo: "Dentre as muitas viagens feitas por esse maravilhoso poeta e mosqueteiro do espí- rito, uma houve da qual muitos alagoanos guar- dam lembranças. Foi quando pisou Maceió, já lá vão algumas décadas. A época era de retórica e da eloqüênciae, discursos coruscantes. Pontifi- cavam Guedes de Miranda, Lima Júnior, Ro- drigues de Melo, Cipriano Jucá, OrlandoAraújo, Jaime de Altavila, Arthur Acioli. Consta que o poeta visitou o Palácio dos Martírios, os pontos pitorescos da cidade, e até, refere o poeta Cipria- no, oentão discutido Beco do Urubu. Tudo acom- panhado de um cortejo de beletristas de fraque 121
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    e de cartola.Uma tropa boêmia de intelectuais. À noite houve uma ceia no Bela Vista", pomposo hotel há dois meses inaugurado. "E asseguram que o saudoso Guedes, de tal modo encantou-se com a honra da visita de Júlio Dantas, que se excedeu logo cedo na repetição dos brindes. De tal modo que sendo o orador que devia saudar opoetanahomenagemm~a da cei~, chegoua causarapreensões entre osintelecturus da terra. Temiam que a saudação n~o correspon?~sse ao seu costumeiro talento e a fama do visitante. Mas, é o velho Cipriano quem diz que o Gued:s proferiu uma das maiores orações.de saudaçao entre as muitas que fizeram a suaJusta rep~t~­ ção de orador e tribuno alagoano. Quanto a Juho Dantas, ficou apavorado com a pos~i?,ilidade de o navio zarpar deixando-o em Maceió . - Sessentaanosda passagemporMaceió, comdes- tino a Recife, no dia lQ de agosto de 1933, a bordo do vapor "Pará", de uma embai,xada da Ação Integralista Brasi?eira - ~I~, chefiada P?r Plínio Salgado, a qualvisavapn~cipalme_nte dis- seminar as idéias do movimento1ntegrahsta.Da mesma além da figura do referido escritor, fa- ziam p~rte o dr. Thiers Martins Moreir~, Aris- tophanes Ribeiro do Vale, capitão Francisco Tá- vora e Hermes da Motta Barcelos. - Trinta anos do início das atividades, em 1Q de agosto de 1963, do Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Estado de Alagoas - IPASEAL. A mensagem governamental de sua criação foi transformada em Lei n. 2.509, duran- te o Governo Luiz Cavalcante, com a data de 4 de dezembro de 1962, mas somente regulamen- tada através do Decreto n. 1.080, de 6 de março do ano seguinte. Os servidores público~ alagoa- no:s e respectivas farm1ias passaram assim a con- 122 tar com uma instituição que lhes concedia pen- s~o, pecúlio, auxílio natalidade, empréstimos simples ou destinados à aquisição de casa pro- pria,_além de assistência médica, odontológica e hospitalar. Como os funcionários das Prefeitu- ras e das Câmaras Municipais do Estado ainda não con?1vam com uma instituição semelhante, os alu~idos benefícios foram a eles igualmente extendidos,atravésdeconvênio.Aprimitivasede do IPASEAL, em Maceió, no prédio onde funcio- nara a Escola Profissional Feminina, achava-se localizada na Rua Melo Moraes, n. 354, e nesse edifício foi inaugurado o novo órgão, às 16 horas do aludido dia 1º de agosto de 1963. A primeira instituição de seguro social destinada a funcio- nários públicos, e suas respectivas farm1ias, não só no âmbito do nosso Estado como do país, foi oMontepio dos Servidores doEstado de Alagoas, instituído com a denominação do Montepio dos Empregados Públicos Provinciais, cuja criação o presidente da província dr. Cincinato Pinto da Silva, -que administrou a província, das Alagoas de 27 de dezembro de 1878 a 15 dejulho de 1880 - pediu em sua "Fala" dirigida à Assembléia Le- gislativa Provincial a 23 dejunho do mesmo ano, convindo assinalar que, na administração do go- vernador Euclides Malta, por intermédio da Lei n. 485, de P de julho de 1907, ao direito de pen- são foi acrescentado o de os seus contribuintes efetuarem empréstimos.Em 27 de maio de 1943, o Decreto-lei n. 2.846, da Interventoria Federal deIsmardeGóesMonteiro,incorporouaoIPASE, o Montepio dos Servidores do Estado, firmando Alagoas um contrato com o Instituto de Previ- dência e Assistência aos Servidores do Estado- IPASE, no que se refere ao beneficio de pensão e pecúlio. Coube ao governador Luiz Cavalcante 123
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    propor a criaçãodo IPASEAL, At!avés ge m~n­ sagem apresentada à Assembléia Legislativa Estadual, que capeou projeto nesse sentido, transformado na Lei nº 2509, de 4 de dezembro de 1962, que criou o Instituto de Previdência e Assistência aos Servidores do Estado de Alago- as - IPASEAL, regulamentado pelo Decreto nº 1.080 de de 06 de março de 1963, que veio inclu- sive a~pliar os benefícios concedidos aos ~uncio­ nários estaduais, assegurando-lhes pensao, pe- cúlio auxi1io natalidade e a concessão de em- présÚmos simples ~ P!11'~ a aq~isição de c~s.a própria, além de assistência m~dica,.odontologi- ca e hospitalar. E como os funCJonános das Pre- feituras e Câmaras Municipais do Estado não contavam com uma instituição semelhante, tais benefícios foram a eles também extendidos, me- diante convênio. Amensagem em que o Governa- dor Luiz Cavalcante propôs à Assembléia Legis- lativa Estadual a criação do IPASEAL, uma de suas promessas de campanha política, foi ela- borada por técnicos do Instituto dos Funcioná- rios Públicos doEstado deSão Paulo, e de Rober- to Bove, procurador chefe e o dr. Ne~ton José Monteiro, Atuário, e pelo contador Lwz de Me- nezes Ferreira Pinto, que fizera um longo es~á­ gio naquele Estado sobre a importante maténa. Segundo notícia divulgada em 13 de novembro de 1963, através do Diário Oficial, de Alagoas, o governo do Estado ao assegurar que o fut~o Instituto de Previdência traria grande benefíCJo ao funcionalismo local, esclareceu que "o pensio- nista do Estado mais bem pago pelo IPASE per- cebia apenas 4 mil e 700 cruzeiros. No Instituto do Estado, a pensão (seria) igual a 50% do valor que o funcionário recebia no dia de sua mo~e, (fosse) ativo ou inativo". A Comissão Orgaruza- dora do IPASEAL, que fora nomeada em 12 124 de dezembro de 1962 e empossada no dia seguin- te, eraconstituídado dr. Dorgival Brandão esta- tístico e jornalísta José Maria de Carvalho Ve- ras; contador Luiz de Menezes Ferreira Pinto e dr. João Batista Góes. Portaria nº 60, de 13 de março de 1963, autorizou ao Secretário da Fa- Fazenda de Alagoas entregar a Carvalho Veras a importância de 5 milhões de cruzeiros, por conta do crédito especial aberto por Lei nº 2.517, de 31 de dezembro de 1962, a fim de ocorrer às despe- sas com a adaptação do citado prédio da Rua Melo Moraes, antiga do Apolo, que fora recente- mente desapropriado para nele funcionar a sede do aludido órgão bem como para aquisição dos móveis, máquinas e demais materiais necessá- rios à sua instalação. A 24 de abril de 1963 a me~cionada Comi~são Organizadora, atravé~ de Edital firmado por seu Presidente, Dorgival Brandão, convocou os candidatos inscritos, para o concurso aos cargos isolados de Servente Ser- viçal, Atendente e Tesoureiro Auxiliar, bem como para os cargos iniciais de Contínuo, Escri- turário-Datilógrafo e Contabilista, com realiza- ção marcada para os dias 27 de abril e 5 de maio no Colégio Estadual de Alagoas - CEA, na Rua' Barão de Alagoas e no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial-SENA!, na Avenida Comendadc!" Leão. Tendo em vista a realização do concurso em apreço, a mencionada Comis- são, a 26 de aludido mês de abril, designou os componentes da Banca Examinadora, cuja escolha recaiu em Luiz Ferreira Pinto João Ba- tista Góes e Maria José Pontes. E pa~a Chefes de Sala e Fiscais, Américo Guedes Nogueira, Marcelo Lavenêre Machado, José Góes da Silva, Almira Gouveia Alves, Moacir Medeiros de Sant'Ana, Antonio de Araújo Costa, Heitor 125
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    Montenegro Barros, Amauride Araújo Leite, Osmar dos Santos Dantas Mendes e José da Cunha Leite. Em virtude das festividades come- morativas do aniversário de Fundação do Colé- gio Estadual de Alagoas, as p~ovas que se~am nele realizadas foram transfendas para os dias 11e12 de maio. Em nota informativa datada de 28 do mencionado mês de maio, emitida pela citada Comissão Organizadora e estampada no Diário Oficial de 29 do mencionado mês, foi tor- nado público o resultado do concurso para o preenchimento dos cargos de Serviçal, Servent.e e Contabilista. Dois dias antes, a 27, o Presi- dente Luiz de Menezes Ferreira Pinto, em Por- taria GP-1163, estabelecera a estrutura admi- do novo órgão. No mês de junho que seguiu, a 12, por atos do citado Presidente, foram nomeados, em comissão, os Diretores das Divisões de Bene- fícios e Empréstimos, Assistência Jurídica, Ser- viços Contábeis e Atuarias e de Administração, respectivamente os bacharéis PauloValente Ju- cá, Caio de Aguiar Porto, Jair Gaspar de Men- donça e Heitor Montenegro Barros. Visando a elaboração do Regimento interno do IPASEAL, o seu Presidente, em Portaria GP-5/63, de 17 de junho citado, para tal fim designou Heitor Mon- tenegro Barros, J air Gaspar de Mendonça, PauloValenteJ ucá e Caio de AguiarPorto, como vimos, Diretores de Divisões daquele órgão as- sistencial. A 26 do mês que se seguiu, o de julho, a mencionada Comissão Organizadora do IPA- SEAL, através do Diário Oficial, tornou público o resultado do concurso para o preenchimento das vagas de Contínuo e Atendente do referido órgão. No dia 30 desse mesmo mês, o Presidente do mesmo, Luiz de Menezes Ferreira Pinto, no- meou os seus primeiros 23 funcionários: 1 Con- 126 tabilista, 6 Contínuos, 1 Escriturário 10 Escri- turários-Datilógrafos, 2 Serventes 2 Serviçais e 1. Tesoureiro Auxiliar. O IPASEÂL dispunha amda, no quadro de funcionários constante de seu Regulamento, de 11 cargos efetivos isola- dos.2 Serviçais, 2 Serventes, 2 Atende.:ites 2 Assistentes Sociais, 1 Tesoureiro Auxiliar '1 Tesoureiro e 1 Motorista. ' 02 ago.- Cento e dez anos da inauguração, em 2 de agos- to de 1883, daEstrada de Ferro de PauloAfonso que apesar ~e ter ?orno principal .finalidade: hgar comercial e socralmente o alto ao baixo São ~ranci~~' vi.ria a constituir exemplo frisante de imprevide~cia e fa~ta de realização do que hoje se chamana pesquisa de mercado. Essa via rea, como as demais da antigaprovíncia das Ala- goas, foi depois arrendada à The Great Western of Brazil Railway Company Limited. Sua cons- trução fora iniciada em 23 de outubro de 1878 a~ós _a e~~l~ração do terreno procedida porco~ missao dingida pelo engenheiro alemão Reinal- do von Krüger. No dia 25 de fevereiro de 1881 fo- ram 8:b~rtos ao tráfego provisório os primeiros 28 q~lometros de ferrovia, o primeiro dos quais em Piranhas! e por fim, no citado dia 2 de agos- to de 1883, inaugurada a estação terminal de Jatobá, em Pernambuco, onde finalizava o per- curso de 116 quilômetros, em zona de "caatin- gas", árida e deserta. Como teve a oportunidade de acentuar um dos Diretoresdaquela ferrovia o dr. Mello Netto, "a ilustre comissão incumbida do estudo do seu traçado, tendo unicamente em vistas. ligar os dois trechos do majestoso São Francisco, esqueceu-se do princípio econômico e ao mesmo te~po estético,(...) levou-o por uma zona desabitada, pedregosa e estéril, atravessando enormes tabuleiros de caatingas e 127
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    pedregosos leitos deriac!:i-os. secos qu~, só têm água durante a estaçao invernosa.... - Centenário do início da construção, no dia 2 de agosto de 1893, do prédi~ dest.inada à gara- ragem dos bondes, com tr~ça~ arumal, da Com- panhia Promotora de Industna ~ Mell~or~men­ tos, de Maceió. No local do antigo ed1fic10, na Praça Sinimbu, foi const~do o Restaurante Universitário, hoje desativado, pertencente. à Universidade Federal de Alagoas, do velho edifi- cio conservando apenas o relógio. - Trinta anos da criação de Barra de São Miguel, através da Lei n2 2.612, de 2 de agosto de 1963, município instalado em 18 de fe':ereiro de 1964, com território retirado de São Miguel dos Cam- pos. . di 06 ago.- Centenário dojornalA Ve!dade, s~gido no a · 6 de agosto de 1893 em Pao de Açucar. De pro- priedade de Serafi~ Soares Pinto, ainda circula- 1 va no ano de 1897. 08 ago.- Centenário do faleci:r:ciento do :r:nagistrado José Tavares Bastos, no Rio de Janeiro, a 8 de agos- to de 1893 como Ministro aposentado do Supre- mo Tribw{al de Justiça, do qual foi presidente, nomeado em 28 de junho de 1878JNascido a.22 de fevereiro de 1813, segundo uns na velha crda- de das Alagoas, conforme outros, na então ~o­ voação de Cap~la, o filho.d,o.português Joaqu!~ '. de Bastos capitão de rmhcras e de Ana Fehcra de Jesus Moraes, bacharelou-se ~m Olinda, e~ 1836. Um ano depois, em 1837, foi nqmeado Juiz de Direito da comarca de Atalai~ exercendo do esse cargo até 1839, quando foLn~o para exerceritlênticas Ílnçõ_es, na então comarca de. Vila Nova em Sergipe. •Foi um dos líderes ~a sediÇâo ~ada contraa mudança daTesourana da Fazenda da velha cidade das Alagoas para 128 • Maceió, fato que geraria a transferência da antig_a ca:Qital. Deposto a 29 de outubro de 1839 pelos sediosos, capitaneados pelo major Manoel Men~es da Fonseca, pai de Deodoro, Agostinho da Silva Neves foi substituído na presidência da província por José Tavares Bastos, que dela era 52 Vice-Presidente. Entretanto, em virtude das enérgicas providências tomadas em Maceió pelo dr. João Lins Vieira Cansanção de Sinimbu, fu- turo Visconde de Sinimbu, 12 Vice-presidente da província, que assumiu as rédeas do governo, se- ria curta a permanência de Tavares Bastos na- quele cargo. Aproveitando-se da circunstância de estar para zarpar para o porto do Francês o patacho "Dois Amigos", ao seu comandante Si- nimbu entregou uma carta de prego, instruindo- -o para que, no caso de Silva Neves, como era de se supor, fosse embarcado no patacho, deveria se colocar à disposição do presidente deposto. De fato, ansiosos para se verem livres do presiden- ~e, a 2 de novembro os revoltosos o levaram àquela embarcação, fazendo-a rumar para Ma- ceió, logo após a abertura da carta de prego cita- da. O governo provincial foi transmitido a Neves, por Sinimbu no dia seguinte, dando-se início a seguir à reação militar, culminada com o in- gresso da força legal na cidade das Alagoas, em 12, sem o disparo de um só tiro da parte dos sediciosos, que não haviam conseguido o apoio das vilas do centro da província, A 14 do mesmo mês de novembro o presidente deposto voltou à capital, e a 3 de dezembro, em sessão ex- traordinária da Assembléia Legislativa Provin- cial, realizada em Maceió, propôs a trans- ferência da capital para aquela vila, em projeto por fim aprovado, após três dias de exaltadas discussões, transformada em lei, sancionada em 129
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    9 de dezembropelo presiden~ Agostinho da Sil- va Neves. José Tavares Bastos, que fora depu- tado provincial à 2ª legislatura (1838/3?),.após uma curta permanência fora da provmcia, e~ Sergipe voltou à mesma, sendo novamente elei- to deputado provincial à 3ªlegislatura (1840/41), 4ª (1842/43) e 5ª (1844/45) legislaturas, ~e~ se- guida eleito deputado geral por ~ua provincia d~ nascimento na 4ª (1838/41), 6- (1845/47) e 7- (1848) legi~laturas. A 20 de julho de _1864 seria nomeado desembargador da Relaçao da a Corte, da qual foi presidente, nomeado por ato de 28 de junho de ~877. Em ~2 . de setembro de 1865, na qua.h~ad~ de 1- vi~e­ presidente assumiu a presidencia da provin- cia do Rio' de Janeiro e, a 8 de n?vembro do mesmo ano, a de São Paul?. O p~i d? grande homem público que foi Aureliano Candi~o Tava- res Bastos e de mais dois alagoanos ilustres, Américo e Cassiano Cândido Tavares Bastos, frutos do casamento realizado em 1833, com a primaRosaCândidad~ Araújo Tava;es, em17de · julho de 1867, recebena o honros? titulo de.Con- selheiro e em janeiro de 1841 mgressana co- mo sócio do Instituto Histórico e Geográfico Bra- sileiro. Foi ainda redator do jornal O Alagoano, surgido em Maceió, a 15 de ~ovembro ~e 1843, o órgão da agremiação pol~tica conhecid~ com? Partido dos Lisos, - postenor~ente Partido Li- beral Histórico. Nesse periódico José Taya;es Bastos, que não perdoara ~ingerência d~ Si?Im- bú nos episódios que gerana a transferencia ?!1 capital da ex-província dasAlagoaspara Mace10, insuflou através de suas colunas, a luta ar- mada c~ntra a facção política oposta, da qual fazia parte aquele seu opositor, popula~men~e denominada Partido dos Cabeludos, cuJaS pn- 130 .. meiras escaramuças travaram-se na manhã do dia 5 de outubro de 1844, sob o pretexto da der- rubada de uma suposta oligarquia da fanu1ia Sinimbú. - Oitenta anos do aparecimento do vespertino Ga- zeta da Tarde, na capital alagoano, no dia 8 de agosto de 1913. De caráter político, noticioso e literário, teveÁlvaro Cerqueiracomo seu editor- gerente. . 10 ago.~oventaanos da distribuição, a 10 de agosto de 1903, na capital maceioense, do 12 número de O Rosal, pequena revista literária consagrada à mulher alagoana, redigida pela poetisa Rosá- lia Sandoval, pseudônimo deRita de Abreu, e Ri- ta Souza, dirigida por Torquato Cabral. 14 ago.'t.- Centenário do início, a 14 de agosto de 1893, das obras preliminares para a construção do Palácio ' <1e Governo de Alagoas, - atual Palácio Marechal 'j Floriano - com a demolição de casas desapropria- das para tal fim/ Das obras fora incumbido o en- 1 genheiro militar alagoano Carlos Jorge Calhei- ros de Lima, autor da planta original e do orça- mento do aludido palácio. Entretanto, as obras de construção propriamente ditas só foram inau- guradas na tarde de 14 de setembro seguinte, na presença do governador Gabino Besouro, autori- dades civis e militares estaduais, federais, e mu- nicipais, quando foi colocada a 1ªpedra do novo edifício, em solenidade abrilhantada pelas ban- das de música de 262 Batalhão de Infantaria e da Força de Segurança, tendo então discursa- do o governador do Estado e o engenheiro Car- los Jorge. 20 àw.- Centená~o da criação, a 20 de agosto de 1893, 1 em Maceió, do Partido Operário Soei.alista do t' Estado de Alagoas. Na assembléia geral realiza- da pela Liga Operária Alagoana, criada em 29 131
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    ... de maio de1892, ficou acertado ~ue essa en~­ dade seria fundida ao novo partido operári?, na uele dia de agosto funda~o! cabendo a Li- beiato Mitchell a responsab1hdade de apre- sentar naquela mesma reunião, as bases da constituição que teria de reg~r a nova agre- miação política, que teve. el:1ta ness~ ~esma o ortunidade, a sua Com1ssao Exec~tiva. Pre- sfdente Liberato Mitchell; Secretáno, C1anTto Passos·' Vice-secretário, Firrmno BraJs1 ; .e- soureko Manoel Batalha; Orador, A ?ªq~m Goula~ Pimentel; Vice-Orador, Eugeruo Mar- tir dos Santos. - ital maceio- 20 ago - Sessenta anos da fundaçao, nadcap . . o Nú . ense, a 20 de agosto de 1933, o pnme1r - - cleo Integralista de Alagoas, na Sede da So ciedade Perseverança e Auxílio d<:s Empregados no Comércio de Maceió, na ruaJ oao Pessoabcom a presença de Plínio Salgado e outrosdme: r?i8 da caravana integralista ao Norte o ra~1' comitiva que transitava pe~? por,~d~ªv~ifu11d~ alagoana a bordo do vapor Pará ' h fi viagem de propaganda ao Ceará. Ao c e e .n~­ cional do integralismo acompanhavam o c~h~tao Aristófanes de Vale, Hermes Barcelos e iers Martins tendo Plínio Salgado, durante a al':- aludida 'solenidade de instalação. ~aquele ~u­ cleo de adeptos do sigma, pre~1d1da por A o- mingo Fázio Sobrinho, pronun~ad.o conferen- cia tendo ainda discursado J ose .L~n.s do Rego e Moacir Soares Pereira. Para di~~r o ~ovo Nucleo da Ação Integralista Brasileira, ~01 no- nomeado um Triunvirato, do qual Moac1r Pe- Pereira foi escolhido como Chefe, Carlos.Gom~s de Barros como Secretário e Manoel.Viana. .e ' · ais partic1-Vasconcelos como Tesoureiro, os qu . . p param daquela reunião, ao lado de DJaCir e- 132 reira, Esdras Gueiros, Helvécio de Souza Fi- lho, Ismael Acioli, José Ramalho, Mário Mar- roquim e Pedro Lima. Outro vulto importan- te do integralismo brasileiro a visitar Alagoas naquele ano de 1933 o da introdução oficial do integralismo em nosso Estado, foi Gustavo Barroso que, em dezembro, - segundo registra Luiz Sávio de Almeida em suas Notas para a história do Integralismo de Alagoas - esteve em Penedo, onde realizou conferência no Teatro Sete de Setembro, para em seguida visitar Maceió. 23 ago.- Sessenta anos do falecimento, na capital alagoa- na, no dia 23 de agosto de 1933, do professor Francisco José dos Santos Ferraz, natural de Pe- nedo, onde nascera a 16 de abril de 1888. Foi di- retor e lente do Liceu Alagoano, professor da Fa- culdade de Direito de Alagoas, onde lecionou a cadeira de Direito Constitucional. Era sócio fundador do Instituto da Ordem dos Advoga- dos de Alagoas, instalado no dia 24 de fevereiro de 1920. 24 ago.- Sessenta anos da chegada do romancista baiano Jorge Amado a Maceió, no dia 24 de agosto de 1933, com a finalidade de conhecer pessoal- mente a Graciliano Ramos, que passara a admi- rar ao ler, no Rio de Janeiro, os originais do romance Caetés, então inédito, em poder do edi- tor Augusto Frederico Schmidt. Vindo de Pene- do, onde chegara em "Ita" apanhado emAracaju, depois de haver desembarcado do "Baependi", velho paquete de Loide Brasileiro, para rever amigos na capital de Sergipe, viajara para a capi- tal alagoana em automóvel, onde logo ao chegar saiu à procura do grande romancista de Que- brangulo "(indo) encontrá-lo num bar-, o conhe- cido Ponto Central, de J. Cupertino onde toma- va café preto em xícara grande, cercado pe- los intelectuais da terra..." 133
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    134 i-;stação ferroviária dePiranhas, construida em 1881, integrante da Estrada de Ferro de Paulo Afonso, inaugurada totalmente a 2 de agosto de 1883 quando foi aberto ao tráfego a estação terminal do Jatobá, em Pernambuco. ' Outro antigo flagrante da estação ferroviária de Piranhas. 135
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    .. . 1 dCom anhia Promotora de IndúsLTia Estação de bondes, de tração anIJ?l": >. ~ a .Jde agosto de 1893, na praça e Melhoramento, com.construtçãído IDJC:itigo Restaurante Universitário da Sinimbu. No local fot cons ru o o Universidade Federal de Alagoas. José Tavares Bastos, falecido no Rio de ,Janeiro há oem anos, no dia 8 de agosLo de 1893. 136 SETEMBRO 01 set. - Noventa anos de nascimento, em Viçosa, a 1º de setembro de 1903, no engenho Mata Verde, de José Aloísw Brandão Vilela. O filho de Elias Brandão Vilela e Maria Isabel Brandão Vilela, tendo iniciado os seus estudos primários em sua· cidade natal, no Colégio do professor João Ma- noel Simplício, após a extinção desse educan- dário, ingressou no Instituto Viçosense, dopro- fessor Ovídio Edgard de Albuquerque, transfe- rindo-se depois, para Ma.çfiló.z. onde .deu iní- cio ao curso secundário no Colégio São João," do professorJoão Machado de Melo, prosseguin- do-o noColégio 11 de Janeiro, do professor Hi- gino Belo, ultimando-o, porém, no Liceu Alagoa- no, a 31 de dezembro de 1923. rO seu ingresso na vida jornalística ocorreu a 24 de fevereiro de 1924, através de A Lancetqj~riódico surgido nesse dia, sob a direção de Antoruo~M.{lta e José Carnauba, sob os pseudônimos de J oãoUrubú e Manuel Carcará, fazendo "crítica leve e graciosa aos acontecimentos da vida social ~·ndíge a"1 conforme registram o cônego Cícero de V · con- celos e Théo Bra11dã9, tresnectivame e em A , imprensa em Viçosa e em Literatura e Literatos .~,~e Viçosa. Na Gazeta de Viçosa, aparecida em ~l- i'. 13 de maio de 1928, e noJornai de Viçosa, a 1ºde • 1 setembro de 1929, prosseguiu em sua colabo- ,,l ração jornalística , debaixo do pseudônimo de Osório de Olivares. Seu primo Théo Brandão, no trabalho há pouco referido, chamou atenção 137
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    .. paraofatodequeentão,"aliteratura (era) para obrasileiro, principalmente para o nordestino, entre a casa dos 15 aos 25, uma fatalidade tão grande quanto a cachumba ou a catapora na 1ª infância", aduzindo que raramente "(escapava- se) dessas três calamidades: o soneto, o dis- curso e o artigo do jornal". E como poderá ser comprovado, Aloísio Vilela não constituiu ex- ceção da regra: estreou na imprensa aos 21 anos deidade. E em 1931,com 28 anos, segundo ainda Théo Brandão, no mencionado trabalho a res- peito da literatura de Viçosa, o nosso Aloísi.o,..já "era profUJ}g_o conhecedor do folclore 'Çõsense.", datando desse mesmoamro ue poderíamos cha- mar de sua profissão de fé, quando em Folk-lore viçosense, incluído no Album do Centenário de Viçosa, do ano de 1931, declarou que, "nascido e criado no ambiente campesino da vida de en- genho, abandonando a carreira das letras, pois regressei já dos portões da velha Faculdade de Medicina da Bahia, pela profissão de agricultor, que é a profissão do meu avô, que é a profissão de meu pai, vivendo no meio dos cantadores e anotando suas loas, eu criei um grande amor por esta poesia selvagem. Muitas noites ao ouvir, nos 'sambas' o Jacú cantar eu ficava abismado daquela melopéia tão linda, ao ver o negro na- quele momento como uma afirmação das forças dinâmicas da nacionalidade, como o gêniobárba- ro da raça. Glória ao nosso folclore, chamalo- tado de fascinanações, belo, fantástico, deslum- brante, como o resplendor do sol que ilumina 1 os trópicos(...)" !Sócio do Instituto Histórico e i Geográfico de Alagoas, a princípio na categoria de correspondente, onde ingressou a 31 de julho de 1948, e efetivo a partir de 22 de março de 138 1974; da Academia Alagoana de Letras empos- sado em 1º de novembro de 1969) su~dendo a Paulino S~o, na cadeiranº37, que temMes- quita Neves como patrono e da Comissão Alago- ana de Folclore, fundada na capital maceioense em 1948, da qual foi vice-presidente, a partir de 1951, quando compareceu ao I Congresso Brasi- leiro de Folclore, participou da maioria dos Fes- tivais, Congressos e Semanas de Folclore rea- li~adas em yárias capitais brasileiras, pela Co- rmssão Nac10nal de Folclore e pela Campanha de Defesa do Folclore Bra&ileiro, tendo acom- panhado, em 1954, a dois grupos folclóricos um Reisado e wn Guerreiro, - para a salvagu~rda dos mesmos muito lutou - que Alagoas mandou para prestigiar as festas comemorativas do N Centen~io d~ Cida~e de São Paulo, quando fo- ram exibidos inclusive durante a realização do Congresso Internacional do Folclore. E a 3 de se- tembro de 1976,umdia após proferirconferência sobre vaquejada, no Auditório "Guedes de Mi- randa", na então Reitoria da Universidade Fe- deral de Alagoas, na Praça Sinimbu, em Maceió, durante a Semana de Cultura Popular centrada ~~ tema do ciclo do Boi em Alagoas, aquele que tmha pela cultura popular em obcessão quase mística", e que 'fviveu sonhando com a cultura dos anônimos, morreu como um deles e agora vi- ve a glória de os ter amado", afirmaria o seu ir- mão Teotônio Vilela no trabalho "Uma interpre- tação do meu mestre e irmão", vitimado em um desastre automobilístico, em estrada proxi- ma a Arapiracc:.f a caminho de Lagarto em Ser- gipe, onde iria participar de um confiresso de vaqueiros e inclusive apresentar o trabalho de Théo Brandão, O boi na literatura de cordel. 139
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    .. Publicou: Um grandepoeta (Acerca do can.tador popular Joaquim Vitorino) Jornal de Viç?~ª' 1930· Boletim Alagoano de Folclore, Maceio 4 (1-2):27-30, 1959. Folk-lore viçosense. ~bum do Centenário de Viçosa. Viçosa, Typ. V1çosense (1931) p. 145-61; A religião e o Fol~-lo~e, confe- rência onde, segundo Thé Brandao, mostrou através das trovas dos benditos, dos autos nata- linos, dos cocos e ~mbaixadas do Divii;i~, o.espí- rito de religiosidade donosso povo, rehgio~1~ade quase sempre desvirtuada p~las supe~~tiç?es e crendices, mescladas às prática~ de fe1tic~1smo negro ou ameríndio, e de pronunciadofanati~m?,, como no caso do padre Cícero do Joazerr?,; Cantadores de coco. Gazeta de Alagoas, Mace10, 19,26jun.; 17,24,28 ago.; 04 e 18 set. 1938;_0 cyclo heróico do cangaço. A gesta de Lampeao. Jornal de Alagoas, Maceió, 14 ago. 1938, p..5; A Religião e a poesia popular. Alagoas, Maceió, 2:11-12, set. 1938; Reminiscência do negro. Ga- zeta de Alagoas, Maceió, 2 out. 19~8, p.5, cad. 2· Os autos de natal. Alagoas, Maceió, 3:11, out. 1938· Gazeta de Alagoas, Maceió, 18 out. 1953, p.l, s~pl. lit.; Feira Literária, Maceió, 2(18):13, dez. 1962; Viçosa e o folk-lore. Gazeta de Al~go­ as Maceió, 11dejun.1939, p. 4, cad. 2 e 18Jun. 1939, p.4, cad. 2.; A vida dos cantadores. A poe- sia popular e sua influência nos est?dos conten- porâneos, conferência lida ~m 27 deJ~· 1945,no Centro de Estudos Econôrmcos e Sociais, em Ma- ceió. Revista do Instituto Histórico de Ala~oas, Maceió, v. 25, 1947, p.68-84; O natal em Viçosa (Retrato antigo) Boletim Alagoano de Folclore, Maceió, 1(1): 18-21, dez 1955; O coco de Alagoas. Jornal de Alagoas, Maceió, 31 de maio ~e 1956, p. 6, cad. 3; O Reisado de Viçosa. Boletim Ala- 140 • goano de Folclore, Maceió, 3(3): 7-11, maio 1958· O coco de Alagoas. Memória apresentada ao 1º' C~ngresso B:asileiro de Folclore, realizado no R~o de Janeiro em 1961. Prefácio de Luiz da · Camara Cascudo. Maceió, Departamento Esta- dual da ~ultura, ~961. 93 p.; 2ª ed. Maceió, M?seu Theo Brandao, 1980.87 .p.; Delmiro Gou- ve~a no folc~ore alagoano. Jornal deAlagoas, Ma- ceió, 17 deJun: !962, p. 1 supl. lit.; O folclore de Alagoas (Mace10, Ematur, 1974) 13 p., il Discor- re sobre Reisado, Guerreiro, Coco e C~tadores P?Pulares; Costa.Rego no folclore alagoano. Re- vista da Acadenna Alagoana de Letras Maceió 1(1): 64-69, 1975; Coletânea de assuntos 1 folclóri- cos, 1 Folk-lore viçosense; 2. A vida dos cantado- dores; 3. Folclore de Alagoas; 4. O lazer e a cul- tura popula_:; 5. A,vaquejada. Maceió, Museu Théo Brandao ~1982) 81.p:; Romanceiro alagoa- no. Apresentaçao de Bráuho do Nascimento. Co- leta, seleção e sitematização de Maria Theresa de Wucherer B~aga. Maceió, EDUFAL, 1983. 93 p. Na Acaderma Alagoana de Letras discurso de posse na Academia. Revista da Academia ~~~~ana de Letras, Maceió 2(2): 184-97, dez. - Sessenta anos da visita do Presidente Getúlio Vargas a Maceió, onde chegou às 20 horas de 1º de setembro de 1933, vindo de Penedo, em auto- móvel. Foi ~s~a a primeira vez que o Estado receb~? a visita, ?e um presidente em pleno e legitim? exercicio de. suas funções públicas, fato ocorndo durante a 1nterventoria do capitão ~ººª? de ~arvalho. Do séquito presidencial 1nclus1ve f~z1am parte o Ministro da Agricultu- tura, o entao ~aJor Juarez Távora; o da Viação, dr. José Aménco de Almeida e o General Pe- dro Aurélio de Góes Monteiro, acompanhando 141
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    ainda a aludidacomitiva, uma embaixada j?r- nalística com profissionais em número supenor a 25, do~ Estados da Bahia, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo, pertencentes ao Jor- nal do Brasil Jornal do Comércio, O Globo, Correio da M~nhã, Diário de Notícias, Diário Carioca (Rio de Janeiro); O Estado de São Paulo, Correio de São Paulo (S. Paulo); O Estado de Minas (Minas Gerais); Diário da Bahia, ent~e outros. Da sacada do Palácio do Governo, Getu- lio Vargas dirigiu-se em di~curso ª.º povo que se comprimia na Praça Flonano Peixoto, discur- sando o dr. Rodrigues de Melo e finalmente o interventor Afonso de Carvalho. Segundo re- gistro do Jornal de Alagoas, :'a.cidade se man- teve regorgitante, tocando vanas bandas em coreto e exibindo-se grupos de músicas e cantos populares, emmarchaªUX:~a.mbeaux, t.endo sido queimados fogos de artifício na. cohn~ fron- teira ao Palácio do Governo. No dia seguinte as forças da Polícia e do Exército, ~em como esc?- lares, em número de 3.000, deVldamente ~ru­ formisados, participaram da parada qu~ foi so- brevoada por três aviões da esqu~dril~a da aviação naval que acompanhava o Almiran~e Jaceguay", no qual a comitiva embarcar8: ~o Ri~ de Janeiro. Ao presidente Vargas e comitiva foi oferecido umbanquete de 130 talheres. No men- cionado vapor o presidente Getúlio Vargas se- seguiu com destino a Recife. O ~istro José Américo e o general Góes Monteiro somente viajaram para a capitalpernambucana, ~s 9 ho- ras do dia 5 de setembro, em trem especial. 03 set.- lCentenário do Uniãoense, sema~ário in:ipresso em União dos Palmares, a partir do dia 3 de setembro de 1893, em estabelecimento gráfico 142 instalado na rua Quinze de Novembro nº 18~ Di-. ,; . ' z1a-se orgão 1mparcial,/ tendo como colabora- dores Antônio F. Nascimento, Achilles P. da Cunha, Enéas O. de Castro e Francisco L. Filho. 07 set.- Cento e vinte anos do surgimento, em 7 de se- setembro de 1873, da Opinião Conservadora p~riódico que s~ publicou em Maceió, às quartas~ feiras. e. dommgos, impresso em tipografia própna, mstalada no prédio de nº 2, da rua do P8:láci,?, a at~al Barão de Anadia. Órgão "sete marc1sta na cisão aberta em 1873 no Partido Conservador, ao lado do Jornal de Alagoas e de O Constitucional, apoiava o então presidente da Província das Alagoas. - Oitenta anos da fundação, na capital maceio- ense, em 7 de setembro de 1913,do "CentroSpor- tiv~Alagoan:o"- C~A. Na realidade, essa agremi- açao esportiva, cnada em sessão realizada na Sociedade Perseverança e Auxílio dos Emprega- dos no Comércio de Maceió, sob a denominação de "Centro Sportivo 7 de Setembro, teve seu no- me c:Jepois I?odi~cado para "Centro Sportivo J. Flonano Peixoto e, finalmente, por decisão to- ma~a em sessão de assembléia geral, a 13 de abnl de 1918, mudou definitivamente o seu no- me para o que hoje adota: Centro Esportivo Alagoano. Seu principal fundador foi o jovem Jonas Oliveira, que contou com o apoio de An- tenor Barbosa Reis, Antônio Miguel de Souza Arestides Ataíde de Oliveira, Eutíquio Gam~ Filho, Francisco Rocha Cavalcanti, Osório Gatto e Vi~ente Grossi, entre outros, tendo a princípio func10nado em dependência do chamado Palácio Velho, demolido em 1940, para no local serem construídos edifícios-sede do IPASE - Instituto de Previdência e Assistência aos Servidores do Estado e do IAPETEC - Instituto de Aposen- 143
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    tadoria e Pensõesdos Empregados em Trans- portes e Cargas. Quanto ao hino oficial do CSA, cuja letra é de autoria do poeta alagoano Cipri- ano Jucá e a música do maestro R. Donizetti, sua partituramusical foi editada em 1920, pela Lito- grafia Trigueiros, de Maceió. A inauguração do campo de futebol desse tradicional clube espor- tivo, no Mutange, que fora programada para 12 de novembro de 1922, ocorreu dias depois, 15 do mês de novembro, às 7:30 horas, realizando-se na parte da tarde, umjogo entre oclube alagoano e o Centro Esportivo Peres, do Recife. 08 set. - Noventa anos do falecimento, emParis, a 8 de se- tembro de 1903, de Horácio Guimarães. Natural de Maceió, onde nasceu a 2 de fevereiro de 1869, Horário de Almeida Guimarães, que fizera seus primeiros estudos na capital alagoana, formou- se em Ciências Médicas, na Falculdade de Me- klicina do Rio de Janeiro, em 6 de junho de 1894,f quando defendeu a tese Neurastenia. Dois me- meses antes de sua morte fora n.o.m.ea4o,p<W- ~ecreto de 25 de julho, Cônsul do Brasil em Ro- terdam, na Holanda, não chegando, porém, a assumir as funções daquele cargo. Aquele que foi um dos..fundadores da Liga Brasileira Contra a Turbeculose, foi também um dos bons contistas do passado.JDe sua autoria são, inclusive, os con- lfõs~"Pseuãônimo" e "O editor", ambos inseridos jnas colunas do jornal Gutenberg,fde Macei61V o primeiro no número de 24 dejulho de 1892, sob as iniciais H.G., tendo ressaltado Moreno Bran- dão, quanto ao último, tratar-se de conto "onde se revela a fina psicologia do esteta que vibrava o sarcasmo com uma sutileza rara..." No citado Gutenberg atuava ao lado de seus contemporâ- neos Alves de Faria, Augusto Sátiro, Eusébio de Andrade, Luiz Mesquita e outros. No Rio de 144 Janeiro;col.abor~u na Gazeta de Notícias, Jornal do Comercio, Cidade do Rio e em O País. Era fi- lho. do C]omendador José Antonio de Almeida Gw.maraes, abastado comerciante radicado na ca~1tal alagoana e de Maria Coutinho de Al- meida Guimarães. 10 set.> C,en,!enário de OMadrigal, "órgão literário cole- gial , ~J!arecido no dia 10 de setembro de 1893, em Um~o dos Pal~ares. Redigido porTertuliano de Aqwno, Aureliano Menezes e Virgi1io Sar- ,1 ment~, saía três vezes por semana, da Typo- graph1a d;O Batalhador 14 set. - Oitenta anos do falecim~nto, na capital maceio- ense, em.1~ de setembro de 1913, do dr. Joaquim Paulo Vieira Malta, ex-governador de Alagoas Natural ~a antiga yila de Mata Grande/ ali nas~ ceu no dia 20 de outubro de 1857. Terminado os .seus est?dos preparatórios no Seminário de 0!1nda, dah saiu para a E.acuidade de Direito de São..P~U;Io e posteriormente para a do Reêife, ~~'1~! a)lacharelar-se em~iências Jurídi- ~1ms, em 1878. Nos anos dêl87~ 1880 encontrava-se no exercício da profissão de a~vogado, 1!ª?idade ~e Paraíba do Sul, na época ~inda provinc1a do Rio de Janeiro, tendo então igualmente ocupado o cargode~ te~o ~e Araruama, em 1889 foi nomeado Jui~' de Dir~1to da Comarca de Saquarema, igualmenl te no R10 deJaneiro, conservando-se no exercício desse cargo até dias após o Golpe deEstado de 23 de ~o~~mbro do citado ano, quando ficou em dis.. p~n.1b1hda~e, pornão p~r~encer à façcão partidá- dana golp1staJ Na adm1mstração do vice-gover- nhdor de Alagoas, dr. Manoel dos Santos Pa,... c eco, de 17 de ju!lho. de 1899 a 12 de junho de 1~00 e. 1:1ª pnme1ra de seu irmão, o dr ~uchdes V1e1ra Malta, no período de 12 d~' Junho de 1900 a 12 de novembro de 1905, ocu- 145
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    1 pou a Secretariade Estado dos Negócios do Inte- rior. Eleito Governador do Estado de Alagoas, assumiu o exercício do cargo a 12 de junho de 1903 governando o seu Estado até o dia 12 de ndvembro de 1905, quando saiu em gozo de licença, não mais reassumindo ocargo. Foi ai_!i~a Juiz de Direito de Alegre, no Estado de Esp1nto Santo, Procurador Geral do Estado e Senador Federal, também por Alagoas. 19 set. - Trinta e cinco anos da criação, por Lei n2 2.108, de 19 de setembro de 1958, de município de Cacimbinhas, instalado no dia 12 de fevereiro de 1959, oriundo do município de Palmeira dos Índios. 21 set. - Trinta anos da instalação do município de Coité do Noia, criado através da Lei n2 2.616, de 21 de agosto de 1963,e instalado no dia 21 de setembro de 1963. O território do novo município foi des- membrado de Taquarana. 23 set. - Setenta anos da fundação, em Maceió, a 23 de setembro de 1923, da Academia dos Dez Unidos, idealizada por Agnelo Rodrigues de Melo, que desde abril de 1922 adotara o pseudônimo lite- rário de Judas Isgorogota, a reunião de fundação dessa sociedade ocorreu num velho sobrado da rua do Comércio, no n2 140, atual 533, onde residia a família de Félix Lima Júnior, um dos oito fundadores da agremiação que tinha como uma de suas finalidades, a "divulgação dos escri- tos de seus membros por uma revista literária", objetivo infelizmentenão alcançado. Na referida reunião de 23 de setembro, além de Félix Lima Júnior, compareceram Agnelo Rodrigues de Me- lo, Carlos Paun1io, Aman1io Santos, João Soa- res Palmeira, Astério Machado de Melo, José da Costa Aguiar e Hildebrando Oséas Gomes, que elegeram uma Diretoria provisória: Presidente, 146 Agnelo Rodrigues de Melo; Secretário, Astério Machado e Tesoureiro, Hildebrando Gomes. O primeiro aniversário da criação da aludida aca- demia foi comemorado com um atrazo de doze dias, a 5 de outubro de 1924, em sessão especial realizada na sociedade Perseverança e Auxi1io dos Empregados do Comércio. De 16 de março de 1925 é o último informe conhecido acerca da Academia dos Dez Unidos. Nesse dia, o do cen- tenário do nascimento de Camilo Castelo Bran- co, aquela instituição realizou uma sessão espe- cial sobre a efeméride, quando oPresidente João Palmeira fez o elogio do escritor português. A 9 de agosto de 1930, notícia sobre a Academia "Guimarães Passos", estampada no periódico maceioense. OSemeador, referiu-se ao desapa- recimento daAcademia dos Dez Unidos, esclare- cendo que ela não resistira à dispersão de três dos seus elementos, "que se foram uns para aperfeiçoamento dos seus estudos e ~utros para a luta da vida". Esses acadêmicos, segundo a mesma notícia, teriam sido José da Costa Aguiar, Agnelo Rodrigues de Melo e Astério Machado de Melo. 26 set. - Cinqüentenário do torpedeamento do vapor "Ita- pagé", da Companhia Nacional de Navegação Costeira, às 13,50, de 26 de setembro de 1943, à altura da Lagoa Azeda, em São Miguel dos Cam- pos. Tendo submergido em menos de quatro minutos, 73 dos passageiros e tripulantes dessa embarcação, que saíra do Rio de Janeiro às 10 horas de 22 daquele mês de setembro, com destino a Recife, embarcaram em duas de suas oito baleeiras, e vieram aportar na referida loca- lidade da Lagoa Azeda. Já em Maceió, dois dos tripulantes do navio torpedeado vieram a falecer e foram sepultados em cemitério local. A 4 de 147
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    .. outubro foi celebradamissa na Catedral Metro- politana, em sufrágio das almas dos que perece- ram no aludido torpedeamento. Os náufragos chegaram à capital alagoana às 13,15 horas, ficando acantonados no Núcleo Estadual da Le- gião Brasileira de Assistência. 29 set. -'Noventa anos da União OperáriaAlagoana, fun- '/Jdada em Maceió, a 29 de junho de 1903, associa- M ção que chegaria a enviarumdelegado ao 1Q Con- 11t1 gresso Operário Brasileiro~ realizado no Rio d_e 1 Janeiro de 15 a 22 de abnl de 1906. Sua pn-' . . -meira Diretoria tinha a seguinte constitmçao: Presidente, Manoel Gabriel da Costa; Vice-pre- sidente, José Laranjeira; 1ºSecretário, Benedito Portugal; 22 Secretário, Vicente Moura; Te- soureiro, João Afonso; Orador, Fernandes Ta- vares. 30 set. - Cento e dez anos de A l nstrução, surgida a 30 de setembro de 1883, em São Luiz do Quitunde. Órgão literário e noticioso do Colégio José de Alencar, era impresso em tipografia própria per- tencente a Manoel lago de Mello Aguiar, dire- . tor do referido educandário, situado na rua do Comércio. - Quarenta anos do falecimento, a 30 de setembro de 1953, de Manoel LopesFerreira Pinto, músico amador - violinista - compositor, jornalista e magistrado. Nascido em Maceió, no dia 6 de agosto de 1867, era filho de Joaquim Lopes Fer- reira Pinto e Carolina Lopes Ferreira Pinto. For- mado em Ciências Jurídicas e Sociais, em 1889, na Faculdade de Direito de Recife, seu ingresso no serviçopúblico ocorreu a 27 de julho de 1888, quando foi nomeado Promotor Público do Pilar, em cujo cargo permaneceu até 6 de agosto se- guinte. De 6 de fevereiro de 1890 a 21 de janeiro de 1891, exerceu a promotoria de Mara- 148 j // gogi, depois em Atalaia, de 29 de janeiro a 12 de d~zembro de 1891, e, finalmente, em Maceió, do dia 4 de novembro de 1894 a 15 de janeiro de 1902. Durante o último período governamental do dr. Euclides Malta foi nomeado em 16 de janeiro de 1912, Juiz de Direito da 2ª Vara da capital alagoana, cujas funções foram exer- ci.das até 26 de junho de 1927, porquanto no dia antecedente fora nomeado, Desembargador pel~ Governador Costa Rego, na vaga do d/ Jacinto Mendonça, tomando posse dois dias de- pois, vindo a se aposentar no exercício do cargo, poi:: ato ~o dr. Osman Loureiro, assinado no pri- meiro dia de sua gestão como Interventor Fede- ral em Alagoas, a 24 de novembro de 1937. Du- Durante a permanência de Ferreira Pinto como Desembargador da Corte de Apelação de Ala- goas, atual Tri-~m~al de Justiça de Alagoas, daquela Corte foi Vice-presidente, escolhido em 4 de abril de 1932 e depois Presidente, cargo que ocupava quando de sua aposentadoria. Em 16 de outubro de 1946, por ato do Presidente Eurico GasparDutra, foi nomeadoJuiz doTribu- nal Regional Eleitoral de Alagoas, que também presidiu. Jornalista militante, foi inclusive reda- tor-chefe de A Tribuna, surgida a 7 de setembro de 1896, em Maceió, como órgão do Partido Re- publicano Federal de Alagoas, jornal cujas ofici- nas foram adquiridas pelo governo estadual em janeiro de 1912, e transformado no Diário 'ofi- ci~l, lançad_o em 17 do aludido mês de janeiro. Ainda relativamente à suavida pública, foi lente de Música doLiceuAlagoano. E foi de acordo com o programa dessa disciplina naquele educandá- rio q~e formulou as sua Noções musicais, que reumu em volume no ano de 1898. Emjulho de 1918 oJornal doBrasil, do Rio de Janeiro estam- 149
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    pou o suelto- Um Juiz musicista em Alagoas, dando conta de que o Juiz de Direito de uma das varas da capital alagoana era musicista, "não por dilentantismo, mas como profissional", inte- grando, na condição de violinista, a pequena orquestra do CinemaFloriano, na principal arté- ria da cidade, a rua do Comércio. "Quando não era no cinema -prosseguiao comentário -eranas Igrejas, mediante contrato prévio. Dizem que é o violinista mais procurado da terra pela pon- tualidade", e ao contrário de grande parte dos artistas, comumente dados a boêmia, "o magis- trado alagoano, não. Tratava-se de um homem austero como a própria justiça", e o qual certa feita, criticado pelo fato de ser um magistrado e pertencer àquele conjunto musical, contrapôs- se afirmando que tal participação não o levava a perder a compostura, porquanto "magistrado é lá no Forum (...)Demais ganho pouco. Tenho fa- rm1ia crescida e o cinema me dá dez mil réis por noite". Tais colocações desabonadoras viriam novamente à tona anos depois, quando o Gover- nador Costa Rego, objetivando joeirar o melhor nome para o preencimento da vaga de Desem- bargador, ao consultar os prontuários dos Juí- zes de Direito em exercício, deparou-se com o nome de Manoel Lopes Ferreira Pinto, que há dezesseis anos era o titular da 2ª Vara de Maceió. Mas logo apareceu um assessor gover- namental tentando influir na exclusão do nome do magistrado-musicista, insinuando que o mes- mo não deveria ser o escolhido, porquanto "tocava rabeca em um dos cinemas da capital'', querendo assim também depreciar o instru- mento executado pelo magistrado, substituído por aquele outro, espécie de violino plebeu, com quatro cordas de tripa e de sonoridade 150 1 1 fanhosa. Tentativa infrutífera, porque aquele governante alagoano não titubeou, assinando o ato, porque - diria no artigo A magistratura e a cátedra - "este pequeno incidente, onde a minha sensibilidade viu um pequeno drama de ma- gistratura mal remunerada, proporcionou-me um dos atos de governo de mais grata rememo- ração até hoje". A carta dirigida a 26 de novem- bro de 1937 ao Desembargador Hermann Byron de Araujo Soares, presidente da Corte de Apela- ção, lida em sessão daquela mesma data, ao en- s~jo de sua aposentadoria, constitui uma lição de vida. Seu texto, transcrito a seguir, dignifica a figura de quem, ao menos sinteticamente, tenta- mos aqui retratar. "Exmo. sr. Desembargador Presidente da Corte de Apelação. Havendo sido publicado hoje o ato do Governo pormeio do qual fui aposentado no cargo de desembargador des- sa Corte por força de dispositivos da última Constituição Federal, venho depor nas mãos de V.Excia. a toga de quefui investido, por mercêde Deus, nas administrações de Euclides Malta e Pedro da Costa Rego. /Restituindo-a, como faço, rendo graças a Deus Nosso Senhor por me ter ajudado a honrá-la, iluminando-meoespíritopa- ra bem resolver os casos sujeitos ao meu "ve- redictum". /É possível, todavia, que desacertos tenha cometido, conseqüentes não de deliberado propósito ou de descuido na apreciação dos autos sujeitos ao meu estudo, mas da fragilidade ine- rente do homem, do que me penitencio pública e solenemente. /I'ambém não é menos possível que no no calor das dicussões alguma expressão menos delicada ou ofensiva me tenha escapa- do dos lábios contra qualquer dos nobres Juízes dessa Egrégia e conceituada Corte; pelo que dou- me pressa em apresentar as minhas sinceras 151
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    desculpas./Agradeço a V.Exciae a todos os meus ilustres colegas e bons amigos a distinta conside- ção e honrosa estima que com tão nímia bondade me dispensaram e a preciosa colaboração que dos seus doutos ensinamentos colhi para dar uma feição jurídica às decisões que tive de proferir./ Pondo termo a esta minha despedida permita-me V.Excia a liberdade de por seu intermédio, tomar extensivo o meu reconheci- mento ao Secretário e aos demais funcionários dessa Corte pela dedicação, prontidão e compe- tência com que serviram nas causas em que fui relator e pela amizade sincera de que tive não poucas provas./ Servindo-me do ensejo, trago de novo a V.Excia. a expressão cordial de minha estima e de minha consideração./ Ordem e Pro- gresso./ Manoel Lopes Ferreira Pinto". Ainda acadêmico, casara-se com Maria Luiza Neves Pinto, em solteiraMariaLuiza Silva Neves, e de- pois, em segundas núpcias, com Luiza Omena. Quanto à sua atividade musical temos a acres- centar que pertenceu ao Círculo Musical de Ala- goas, sociedade fundada em Maceió, no dia 14 de julho de 1910, da qual eravice-presidente.A seu lado estavamdestacadas figuras davidamusical da província: Alfredo Leahy, Ana Moeda, Edite Camerino, Heitor Cardoso, Hipólito Silva, João Ulisses Moreira, José Abreu, L. Lavenere, Ma- nuel Eustáquio da Silva, Manuel Leite e Narciso Maia. Entre outras composições de sua autoria, registramos: Dezesseis de Novembro, polca para piano (1888); Maria Carolina, polca (1888); De quinze em quinze dias, quadrilha (Recife, Victor Préalle, Editor); Que trempe! tango (Maceió, João Tavares da Costa); Gorgeios, valsa con- certo, com solo de violino, executada em concerto realizado em Maceió a 27 de agosto de 1907; 152 Assumpção da S.S. Virgem, ladainha datada de Maceió, 5 ago. 1934 e O receio e a confiança, composição datada de 14dejulho de 1938 e Elita, valsa. sct. - Centenário da confecção, durante o mês de se- tembro de 1893, em dia que não foi possível de- tectar, dos primeiros clichês tipográficos prepa- rados em Maceió, por Protásio Trigueiros, em sua Litografia Trigueiros. A 21 de setembro mencionado, algumas provas de diversos clichês foram enviadas à redação do jornal maceioense Gutenberg, que registrou em suas colunas: "O trabalho de experiência é muitíssimo promete- dor e lisongeiro, pela perfeição com que es- tão executados", acrescentando que uma das provas apresentadas, as armas da República Brasileira, "estava perfeitamente igual a que nos têm vindo da Europa e do Rio". 153
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    ALAGOANO HYKNO OPFICIAL .. R.Donizdti lJlq .. C. JliCA Judas Isg)rogota, pseudônimo literário de Agnelo Rodrigues de Melo (189S-I979), natural da Lagoa da Canoa, o idealizador da Academia doe Dez Unidoe. 154 Capa da partitura do Binodo Centro E.portivo Alagoano - CSA - fundado em Maceió, a 7 de setembro de 1913. AEx'~ familia do ami90 Juho Neves. ----·;·.. --·-- '.C2. Rua du l1uiioradur N• ~5 . PE:RNAMBUCO De quinze em quinze dias, quadrilha para piano, de Manoel Lopes Ferreira Pinto, então acadêmico de direito em Recife, nascido em Maceió, e falocido em 30 de setembro de 1953, aos 86 anos de idade. 155
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    li 'f'~fo~º . ~.L~e~re,~~· ~t ~::?iNTo-~-...._...... - ~j Í<f•cto.. ./.>8oTrt · 1"º"'""f»• ·Z>Y-t•·e~ ela ,,, fN!ÇO f#JQ(J Co.~ta AI· Qte lo "Que trempel" t . . . '•ou ra com . - ·- ----posição musical de M L . .• ~ ' . • Fen-eira p·into (1867-1953). 156 Capa da 2, d edição os Poemas de Jorge d~ Lima, obra aparecida pela primeira vez cm 1927 igualmen~ editada pela Casa Trigueiros de Maceió'. 157 M. L. Ferreira p· q~andojuiz de mto, Direito de M .· ace16 integrava a ' orquestra d:equena Cinema Flori cujo cdifrc' ano, tabu) t to, com eª• aparece frente à segunda em carroça da esquerda.
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    .. OUTUBRO 01 out.- Centoe vinte anos do aparecimento, no dia 12 de outubro de 1873, na capital alagoana, do Santelmo, que se dizia periódico político, literá- rário e noticioso e "(tinha) por fim sustentar as idéias de Partido Conservador das Alagoas, que (acabava) de suplantar a oligarquia". De pro- priedade de Braz Próspero da Silva Machado, era publicado uma vez por semana, na Ty- pographia da Opinião Conservadora, na rua do Palácio n2 2. 05 out.- Centenário do início do funcionamento, em Pi- lar, da fábrica têxtil pertencente à Companhia Pilarense de Fiação e Tecwos, segundo registro de 2 de outubro de 1893, feito pelo jornal Guten- berg, de Maceió, onde trata do oferecimento à redação, de "meias e outros tecidos de pontos de malha, além de um pedaço de superior pano de algodão trançado, camisas de meia, em cores, produtos das primeiras experiências" feitas pela aludida fábrica de tecidos e de pontos de malha daquela Companhia. Foi ela, aliás, a primeira a fabricar camisas daquele tipo, em Alagoas, es- tando há muitos anos extinta. - Setenta e cinco anos do falecimento, em Maceió, no dia 5 de outubro de 1918, do ComendadorJosé Antonio Teixeira Basto, português das Cabecei- ras de Basto, onde nascera a 26 de abril de 1857. Tendo sido um dos fundadores das fábricas de te- cidos de Cachoeira e de Rio Largo, em nosso Es- 159
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    ., . tado, quandode seu falecimento, aos 61 anos de idade, já residia no Brasil há 50 anos, dos quais 33 na capital alagoana. 10 out.- Sessenta anos da passagem, por Maceió, a 10 de outubro de 1933, do crítico literário Agrippino Grieco, desembarcado do vapor "Pará", em trân- sito para Recife. José Lins do Rego, que então residia na capital maceioense, acompanhado de Aloísio Branco, Graciliano Ramos e Valdemar Cavalcanti, foram buscá-lo a bordo, "para nas duas ou três horas da parada do navio, correr a cidade, comer um sururu ever asfamosas igrejas da terra", segundo o próprio Grieco em artigo de fevereiro de 1934, publicado a propósito do re- cente aparecimento do romance Caetés. A con- fraternização dos intelectuais ocorreu no Bar Alemão, de propriedade do vienense M. Golden- berg, instalado na rua do Comércio. 11 out.- Centenário do falecimento, a 11 de outubro de 1893, de Guido Duarte - Guido Martins Duarte! na capital baiana, para onde seguira dias antes, em busca da cura de um ataque de beriberi, aos 51 anos de idade, pois nascera em 1842. Era então guarda- livros da Companhia União Mer- cantil, de Fernão Velho, onde ingressara em ja- neiro de 1876. ~Tendo atuado intensamente nas campanhas aholieieaista..e republicana, foi ain- ' da poeta e jornalista, com colaboração prestada' a inúmeros órgãos da imprensa alagoana, como O Século, que redigiu juntamente com João Go- mes Ribeiro, até 21 de novembro de 1877, quan- do retirou-se da redação; A Estréia, de 5 de agosto de 1878; Gazeta de Notícias, de 12 de maio de 1879; A Nova Crença, que dirigiu e re- digiu, a partir do seu aparecimento, em 6 de ja- neiro de 1884; José de Alencar, órgão do clube literário de idêntico nome, lançado na arena jor- 160 nalística em7 de setembro de 1882, todos de Ma- ceió, e finalmente em outro conhecidojornal ma- ceioense, o Gutenberg, no qual criou a conhecida seção Cofre de Pérolas, onde muitos dos poe- tas da província foram lançados. Foi Presidente da Sociedade de Instrução e Amparo dos Caixei- ros de Maceió, eleito a 14 de janeiro de 1883, diretor da Sociedade Libertadora Alagoana, co- mo vogal, eleito a 4 de setembro de 1884, secre- tário da Associação Comercial de Maceió, eleito em agosto de 1890 e sócio efetivo do Instituto Ar- queológico e Geográfico Alagoano, atual Institu- to Histórico e Geográfico de Alagoas, cujo diplo- ma foi expedido a 29 de setembro de 1884. 12 out.- Sessenta anos da inauguração, em Maceió, a 12 de outubro de 1933, de enfermarias para crian- ças, na Santa Casa de Misericórdia, em ato sole- ne que contou com a presença do dr. Jugurtha Couto, interventor federal interino, dr. Ezechias da Rocha, diretor da Repartição da Saúde Públi- ca, dr. José Carneiro e do Cel. Raul Brito, respec- tivamente chefe do Serviço Sanitário e provedor da referida instituição pia, além de todo o seu corpo clínico, médicos, jornalistas e pessoas gra- das. Eram duas as novas enfermarias, que rece- beram os nomes de "São Vicente" e "Padre João Cordeiro", esta última em homenagem ao sacer- dote que foi o autor da idéia da criação do Hospi- tal de Caridade de Maceió, uma das primeiras denominações do Hospital da Santa Casa de Mi- sericórdia. O discurso alusivo ao ato, do qual trancrevemos alguns trechos, foi proferido pelo dr. Abelardo Duarte, chefe da Clínica Pediátrica Médica, que havia sido criada recentemente pe- la provedoria do referido estabelecimento pio, atendendo a uma sugestão daquele pediátra ala- goano: "A Santa Casa de Misericórdia resgata 161
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    ... hoje uma velhadívida contraída com a infân- cia da nossa terra.(...) Ao observador menos perspicaz mesmo da nossa modesta assistência hospitalar não escaparia forçosamente este re- reparojusto e certo: até agora se internavamnas nossas enfermarias de clínica médica, na mais condenável promiscuidade, crianças com adul- tos. (...) Feita em dispensários - a exemplo do Dispensário "João Pedro Xavier", do Instituto de Assistência e Proteção à Infancia - ou ambu- latórios, a assistência curativa à criança en- ferma, entre nós, era incompleta. Constante- mente, sua ação só estorvava diante de casos clínicos cuja gravidade requeria tratamento no- socomial. (...)E as duas enfermarias que, ago- ra, se inauguraram, representam brilhante con- quista de nosso espírito de solidariedade huma- na e social e denotam, ao mesmo tempo, mais aguda compreensão do problema de proteção à infância. 20 out. - Centenário do nascimento, a 20 de outubro de .,. 1893, no engenho Santo Antônio Grande, no mu- nicípio de S. Luiz do Quitunde, do pintor José Paulino (José Paulino de Albuquerque Lins).1 Após realizar o curso de preparatórios em Ma- ceió, transferiu-se para Salvador, matriculando- se na Escola de Engenharia da Bahia. Em de- corrência da morte do pai, teve de abandonar ocurso, regressando à capital alagoana, onde in- gressou como desenhista, na antiga Intendên- cia Municipal, cargo que deixou em 1917, quan- do foi nomeado professor da Escola de Apren- dizes Artífices, antecessora da Escola Técnica Federal de Alagoas. Em 1928 ingressou, co- mo desenhista, no Departamento de Viação e Obras Públicas, de Alagoas, transferindo-se de- pois para o Departamento Estadual de Estatís- 162 tica, no qual exerceu o cargo de Desenhista- Cartógrafo. Foi também professor de Desenho, (contratado por dois anos) do Lic~u Alagoa~o, do qual seria designado, por portana de 6 deJunho de 1943 Auxiliar de Ensino de Trabalho ivla- nuais. D~dicando-se à pintura, o mais antigo ~~­ forme de que dispomos a respeito de sua partici- pação em exposições de pintura data de 191~, quando no mês de setembro, em um dos pavi- lhões construídos na praça D. Pedro II, esp~cial­ mente para as comemorações do Centenáno da Emancipação política de Alagoas, apresentou ?O trabalhos a óleo e a aquarela, entre os qurus: "Carro de bois" "Cristo como médico", "Caver- na" "Caminho da Mata", "Castelo de Cardona" (aq.:iarela). De março de 1920 é outra no.tícia acerca de nova exposição, realizadanagalena da Casa Mercúrio, de Maceió, juntamente com a pintora Ana Sampaio Duarte, voltando nova- mente ao mesmo local, em dezembro de 1922, quando expôs a tela "Boca da Caixa", adquirida pelo dr. Augusto Galvão. A partir de 22 de ~arço de 1925, na sala de espera do Teatro-Cinema Floriano naruado Comércio, realizouumagran- de mostr~, quando entãoforam adquiridos, entre outras as telas "Ventania" (Praia de Paripeira pelo g~vernador do Estado; "Volta d'Água" e "Luar na Lagoa Manguaba", pelo Prefeito de Maceió· "Fornalha de engenho" e "Amanhecer", por Lobão Filho; "Sobral", "Caieiras" e "Lagoa Manguaba", por Carlos Garrido; "Matas" (En- genho Mato Grosso), por José Moraes Rocha; "Poente" (à espátula) e "Efeito de luar", por A~­ berto Pereira Pinto; "Um sítio", pelo dr. Lwz Mascarenhas; "Entrada de um engenh?" (P. Cal- vo), pelo dr. Pedro Rocha CavalcantL Em o.u- tra casade espetáculos cinematográficos mace10- 163
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    ense, o CinemaOdeon, em fevereiro de 1927 apresentou cerca de 50 telas, algumaseom moti- vos ~o R~o de Janeiro. Fora do Estado expôs pe- la pnmeira vez em Recife, no saguão do Cinema Parque, em 19:39, e seis anos depois, em 1945,na s~de da Associação dos Empregados do Comér- cio, na rua da Imperatriz a e 3!! no Clube dos ~ficiais da Aeronáutica, em Piedade. Participou amda de duas outras mostras realizadas fora da província, o VII Salão de Alá, exposição anual d: arte, do Estado da Bahia e, em 1950, na Camara deVereadores da antiga capital federal. O ex-governador Silvestre Péricles doou o seu qua<!z'o "De onde caiu Zumbi", ao Museu de Arte deSaoPaulo-MASP. Falecido em 26 de maio de 1970, seu nome também encontra-se ligado a Jorge de Lima, cujo centenário comemora-se este ano. Em decorrência do sucesso alcançado pelo soneto "O ace~dedor de lampeões", incluído nos XIValexand~inos, obr8:s deestréia daquele poeta · alagoano, editada no Rio de Janeiro em 1914 no concurso literário promovido pelo' Correio da Tarde, de Maceió, em setembro de 1921 foi Jorge de Lima eleito "Príncipe dos Poetas Al~goanos". A 2~ desse me_smo mês O Estado de Alagoas publicou um numero a ele especialmente dedi- cado, sobressaindo-se, na primeira página, o re- trato do poeta laureado, opoema "Abrindo a por- ta ao Príncipe", de autoria de Fernando de Men- donça e, encimando o soneto "O acendedor de lampeões", a tela do mesmo nome do pintor José Paulino. ' 22out.J Centenário de O Proletário órgão do Partido 1 Operário Socialista do Estad~ de Alagoas, lança- 1 do a 22 de outubro de 1893, emMaceió, onde saía uma~ez por semana, aos domingos, de tipografia própna, do mesmo nome, estabelecida na rua Barão de Jaraguá, nQ 8. 164 23 out.-'Oitenta anos da deflagração, a 20 de outubro de 1913, da primeira de uma série de greves, inicia- da pelos operários têxteis da fábrica de Cachoei- ra, devido a desinteligência entre um operário e '-ºgerente da fábrica/ sanada na noite de 22, após entendimento entre os grevistas e os diretores da Companhia Alagoana de Fiação e Tecidos, proprietária do estabelecimento fabril mencio- cionado.Mas no dia 23, reivindicando aumento salarial,juntaram-seaos colegas os da fábrica de Rio Largo, da Companhia Progresso Alagoano. Pretendiam, não só o aumento de 30% sobre seus salários, mas ainda a diminuição da jorna- da de trabalho de 14 e 15 para 12 horas diárias, uma vez que costumavam trabalhar das 6 horas da manhã às 8 e 9 horas da noite. Segundo o jornal maceioense O Comentário, de 28 de ou- tubro de 1913, os diretores das duas fábricas, alegando não poderem resolver pessoalmente as reivindicações dos operários, convocaram uma assembléia geral extraordinária para o próximo dia 16 de novembro, a fim de apresentarem aos acionistas a representação dos grevistas. Em sessão de 28 do mecionado mês de outubro, a Fe- deração Operária Alagoana deliberou a saída de um bando precatório, com a finalidade de anga- riar donativos para a família dos operários em greve, o que aconteceu na manhã do dia 30. A 3 de novembro, a comissão da aludida Federa- ção Operária esteve com oSecretário do Interior, ficando acordada a volta dos grevistas ao traba- lho, até a decisão da assembléia de acionistas, que fora convocada, porquanto as demais pro- postas haviam sido aceitas pelos diretores das empresas têxteis. Realizada em 17 de novem- 165
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    bro, e nãoa 16, a assembléia dos acionistas de- cidiu rever as tabelas dos salários e conceder aumento "em todas as sessões de 5 a 10%, con- forme a classe de serviço"; tornar facultativo o serviço das 6 às 8 da noite, pagando extraordi- n~o a que:r:i executasse tal trabalho; despe- dir os operános que não comparecessem ao ser viço até o dia 20, devendo os mesmos devolverem a chave da casa em que residiam, dentro de 8 dias; fechar as fábricas portempo indetermina- do, o su!iciente para conseguir novos operários, que aceitassem as condições estabelecidas· soli- citar ao governo do Estado, garantia perm~nen­ te contra as agressões ao estabelecimento da fábrica e ao pessoal que aceitasse o trabalho. Os operários porém, não concordaram com as pro- postas dos patrões, pelo que se declararam no- vamente em greve. Resolveram, então, dirigi- rem-se, em comissão, ao Governador Clodoaldo ~a Fonsec~, quando pediram sua intervenção Junto aos diretores dos referidos estabelecimen- tos fabris, tendo aquele governante incumbido os desembargadores Esperidião Tenório de Al- buquerque e Dário Cavalcante deAraujoRego de conseguirem um acordo definitivo entre as par- tes litigiantes. A 28 do aludido mês de novembro, o Jornal de Alagoas noticiou "(achar-se) feliz- mente terminada - devido à mediação governa- mental - a greve dos operários das fábricas de tecidos de Cachoeira e Rio Largo". No mesmo dia em que os sócios daqueles dois estabelecimentos têxteis haviam realizado assembléia geral, para decidirem sobre as propostas dos operários de suas fábricas, os sapateiros de Maceió entraram também em greve, encerradas com a vitória dos paredistas, no dia 20. Outra greve realizada neste mês de greves, o de novembro, foi a dos 166 alfaiates, registrada pelo periódico O Comen- tário de 23 daquele mês, que esclareceu ter ela, como motivo, reivindicação salarial. Ainda em novembro, os operários têxteis da fábrica de FernãoVelho, pertencente à Companhia União Mercantil, igualmente se declararam em greve só voltando ao trabalho, "depois de haver sido dispensado do serviço um empregado daquela fábrica, ao qual os operários votavam antipa- tia". A propósito daquelas constantes deflagra- ções de greve é o comentário feito por periódico maceioense, em 30 de novembro: "Terras das manias, a mania que domina agora é a das gre- ves. De fato, há alguns dias ninguém ouve outra coisa em Maceió, que não seja a palavra- greve". E al2 de dezembro, apresentando como uma das reivindicações, um aumento salarial, os trapicheiros, em número superior a 600, decla- raram-se também em greve. No dia 3 seguin- te, os carroceiros e estivadores deflagraram gre- ve em solidariedade aos trapicheiros... 24 out.- Cinqüentenário do nascimento, em Palmeira dos Indios, no dia 24 de outubro de 1943, de Ivan Barros, filho de Luiz de Barros. Formado em Ciências Jurídicas e Sociais, pela Faculdade Brasileira de Ciências Jurídicas do Rio de J a- neiro, onde foi o orador de sua turma, ingressou no Ministério Público, em Alagoas, no ano de 1977, como adjunto de promotor na Comarca de Pão deAçúcar, e no ano seguinte, como promotor dejustiçana mesma comarca, e logo a seguir, em 1978, em idêntico cargo, em Traipú e, depois, sucessivamente nas comarcas de Olho d'Agua das Flores, Anadia, Atalaia,Arapiraca Palmeira dos Índios, onde atualmente exerce o aludido cargo, na cc;>ndição de titular da comarca. Como político militante, exerceu o mandato de ve- 167
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    .. ;-eador do municípioonde nasceu, Palmeira dos Indios, na condição de candidato mais votado, nas eleições de 1967. E em 1971, como candidato a deputado estadual, foi o mais votado em seu município, não tendo sido eleito, mas, alcan- çando a 1ªsuplência. Na qualidade dejornalista, foi colaborador de vários órgãos da imprensa de sua terra, como o Jornal de Hoje, em Maceió, e no Rio de Janeiro, no período de 1971 a 1978, repórter da revista Manchete e colaborador de Fatos e Fotos. Foi um dos signatários do Mani- festq Herzog. Enfeixou em volume: Palmeira dos Indios: terra & gente (S. Paulo, 1966);Repor- tagens: assuntos jurídicos (Maceió, 1976); O Di- reito morreu? (S. Paulo, 1978); Pontes de Mi- randa, o jurisconsulto (Brasília, 1981); Como salvar omunicípio? estudos de direito municipal (Maceió, 1983) Graciliano era assim (Maceió, 1986)O homem do temo branco, biografia do dr. Carlos Ferrá.rio Lobo (Brasília, 1991). 26 out.- Setenta anos do nascimento, em Maceió, a 26 de outubro de 1923, de Oliveiras Litrento. Filho de Domingos Anunziato Litrento e de Luiza Lessa Litrento, após concluir os seus preparatórios no Liceu Alagoano, na capital maceioense, Õlivei- ros Lessa Litrento transportou-se para a capital pernambucana, em 1942, onde ingressou na Faculdade Direito do Recife, onde viria a bacha- relar-se. Oficial do Exército Brasileiro, foi pro- fessor Adjunto de Catedrático de Direito Consti- tucional e de Direito Internacional Público, da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN); professor-responsável de Direito Político, pro- fessor-adjunto de Direito Constitucional, Profes- sor do Curso de Doutorado na disciplina de Filosofia do Direito e Livre-docente de Direito Internacional Público da Faculdade de Direito 168 da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Livre-docente de Direito Internacional Público da Faculdade de Direiro da UERJ; Pro- fessor titular de Filosofia do Direito, da Facul- dade Ciências Jurídicas, da Universidade Gama Filho eAdjunto de Catedrático de História Geral do CMRJ. Tem colaborado em diversos jornais do país, entre outros, oCorreio da Manhã, Diário Carioca, Diário de Notícias e Jornal do Comér- cio, todos do Rio de Janeiro. Bibliografia: Obras literárias - Deolindo Tavares, ensaio, Recife, 1950; Alguns ensaios, crítica literária. Recife, 1954; 20 composições, poesia. Rio de Janeiro, 1965; Pajuçara, novela. Rio, 1959; O cego e o ll_lar, c.ontos, Rio, 1961; O soneto e a fábula, poe- sia, Rio, 1961; O crítico e o mandarim, crítica literária. Rio, 1962; O leopardo azul, poesia. Rio, 1965; O astronauta marinho, poesia. Rio, 1972; 100 sonetos de amor. Rio, 1974; Orfeu e a Ninfa, poesia. Rio, 1974; Apresentação da literatura brasileira. Rio; Brasília, 1978. 2 v.; Inquietação de Narciso, poesia. Rio, 1978; Tempo de Cacho- eira, romance. S. Paulo; Brasília, 1980. Obras jurídicas; Do estado de direito (Um estudo de conduta segundo a Axiologia Jurídica), tese de doutoramento Recife, 1954; Da legítima defesa Pan-Americana (Uma estudo de sua nova con- cepção), tese de livre-docência. Rio, 1962; O prin- cípio de autodeterminação dos povos (tese de concurso à cátedra. Rio, 1964; A crise do Direi- to Internacional Público. Rio, 1966; o problema internacional da jurisdição doméstica: o ho- mem. Rio, 1966; Manual do Direito Interna- cional Público. Rio, 1968; Um estudo de Fi- losofia do Direito. Rio, 1974; O problema in- ternacional dos Direitos Humanos. Rio, 1973; 3. ed. 1975; Estudos de Direito Internacional Pú- blico. Rio, 1976; Lições de Filosofia do Direito. 169
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    Rio, 1976; DireitoInternacional Público em tex- tos. Rio, 1978; Djacir Menezes e as perspectivas do pensamento contemporâneo (em coordenação com Machado Paupério), Rio, 1979; Curso de Filosofia do Direito. Rio, 1980; Dialética e técni- ca na Teoria Geral do Direito. Rio 1983. Prêmios recebidos: Prêmio Orlando Dantas, 1958, pela sua novela Pajuçara; menção especial do Prêmio Olavo Bilac, da Academia Brasileira de Letras, pela obra O soneto e a fábula; Prêmio Paula Bri- to de Crítica literária, e Ensaio, 1962, pela obra O crítico e o mandarim; Menção especial do Prê- mio Olavo Bilac, pela obra Oleopardo azul; Fina- lista dos Prêmios do INL-1972 e Prêmio Olavo Bilac-1973, pela obra O astronauta marinho; Menção honrosa do Prêmio Jorge de Lima, do INL, pela obra Orfeu e a Ninfa; Prêmio Sílvio Romero, da ABL, 1975, pela Apreesentação da Literatura Brasileira. 27 out.- Cinqüentenário do falecimento, às 23,45 horas do dia 27 de out. de 1943, na localidade Cruz das Almas, emMaceió, do Comendador Gustavo Pai- va. Naturai da cidade da Parru."ba do Norte, atual João Pessoa, onde nascera a 15 de setembro de 1892, Gustavo Pinto Guedes de Paiva logo cedo transferiu-se para Portugal, tendo ali iniciado seus estudos, em Penafiel, regressando depois ao Brasil, a fim de seguir a carreira comercial, iniciada no Rio de Janeiro. Anos após ingressou na Companhia Petropolitana, vindo a gerenciar a fábrica da empresa, em Cascatinha. Casando- se no ano de 1916, com Judite Basto, filha do .. . Comendador José Antônio Teixeira Basto, por- tuguês de Cabeceiras de Basto, logo passou a gerenciar a Fábrica Progresso, de Rio Largo, da qual o sogro fora um dos incorporadores. Com o falecimento deste, a 5 de outubro de 1918, Gustavo Paiva passou a integrar, em 1919, 170 a 16! Diretoria da Companhia Alagoana de Fia- ção e Tecidos-CAFT, constituída daquela fábrica de tecidos de Rio Largo e a de Cachoeira. Quando de sua morte, era Diretor-Presidente, não ape- nas da empresa há pouco aludida, como ainda chefe da firma Guedes de Paiva & Cia de Ma- ceió; Diretor-Presidente do Banco Nort~ do Bra- sil; membro do Conselho Administrativo do Es- tado de Alagoas e grande acionista da Com- panhia Força e Luz Nordeste do Brasil. O féretro de Gustavo Paiva, cuja esposajá havia falecido há quatro anos, saiu da casa de sua propriedade, em Cruz das Almas, quase em Mangabeiras, e ao chegar no centro da capital alagoana, na rua Pontes de Miranda, foi o esquife retirado do carro fúnebre, pelos operários das fábricas de Rio Largo e Cachoeira, que passaram a conduzí- lo nos ombros até o Cemitério de Nossa Senhora da Piedade, com o acompanhamento inclusive das bandas de música masculina e feminina da CAFT e da banda da Força Policial do Estado. Gust~vo Paiva, que no parque industrial da refenda companhia, não se limitara a pagar sim- ple~mente. o salário de seus operários e de- mru.s servidores, porquanto realizara um am- plo pr~grama social, compreendido por casa de moradia para os operários, em vilas bem cuida- das, creches, escolas, farmácia, hospital, postos d~ saú_de, tudo devidamente equipado, além de d1versoes e esportes, através de cassino cine- te_atro,.sal~ d~ jogos, piscina. É de se frisa'r que, nao só mstitwu escolas, com professores capaci- tados, para os filhos dos operários e demais empregados de seus estabelecimentos fabris m~s aos escolares .era fornecido, gratuitamen~, urufor~e e mate.na} escolar; não apenas criou farmácia e hospital, como distribuía medica- mentos. Antecipando-se à legislação trabalhista 171
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    brasileira, relativa àprevidência social, com to- dos os benefícios dela advindos, mantinha para os operários de suas fábricas, uma seção de aposentadoria, somente extinta em janeiro de 1938, quando da instalação, em Maceió, de uma Delegacia do Instituto de Aposentadoria e Pen- sões dos Industriários, prosseguindo, contudo, durante o referido ano, com o dispêndio com au- xílio a 30 pensionistas, ex-operários de sua em- presa e com outra espécie de beneficio, o auxí- lio a parturiente, conforme poderá ser compro- vado através dos relatórios apresentados anual- mente pela Companhia, às Assembléias Gerais Ordinárias. Visando desenvolver o gosto pela música entre seus operários, criou conjuntos musicais, como o Jazz-Band Escola Jupy, em 1937, integrado por moças, o qual se exibiu pela primeira vez publicamente no Carnaval de 1938 e depois um Jazz-Band masculino, os quais, ao lado das bandas de música, masculina, e femini- na, contribuiram para odesenvolvimento damú- sica em Alagoas. Em setembro de 1942 havia inauguradoumnovo prédio destinado às escolas, com vastos salões para as classes, biblioteca pa- ra professores e alunos, bebedouros higiênicos, pátio para ginástica e recreio, aparelhagem pa- ra o ensino profissional: datilografia e trabalhos manuais. Ocorrera, também, nesse mesmo mês, a inauguração do Cine-Teatro Guarani, com ca- pacidade para 1.000 cadeiras, onde logo passoua funcionar o teatro de amadores, integrado uni- camente de operários da companhia que o sub- vencionava. Dispunha ainda a CAFT de tipogra- fia, de onde saiu, em 1938, o primeiro número do Nosso Jornal, na realidade uma revista de grande porte. Em junho de 1943, quatro me- ses antes da morte daquele benfeitor, dera- se a inauguração de um restaurante para os 172 operários, com capacidade para servir 500 pes- soas. "O grande industrial, a quem a morte sur- preendera na fase de esplendor de sua obra admirável, - diria Messias de Gusmão em dis- curso em sessão do Conselho Julgador do Es- tado - se destacara dentre os seus contempo- râneos pela visão que tinha de seus deveres hu- manos e sociais, pela inteligência com que com- preendia a verdadeira função do capital na vida do estado moderno", prosseguindo: "Ele sentia, segundo os postulados da notável encíclica de Leão XIII, que o capitalista não se deve conside- rar o possuidor de uma fortuna, mas o depositá- tário de um bem que Deus lhe concedeu para administrar e desenvolver no interesse da cole- tividade. Ele pensava como Augusto Comte que, sendo social sua origem, o capital só deve ter um destino social". E o"seu grande trabalho, - afir- maria um cronista - aquele que o imortalizou perante os seus compatriotas, foram suas reali- zações sociais, foi o seu desvelado interesse em servir às classes pobres, em ir ao encontro dos seus anseios, das suas aspirações sempre em busca de dias melhores, em procura de um des- tino menos doloroso, menos amargo". Por fim, a respeito da figura desse homem que realizou grande obra civilizadora, afirmaria outro cro- nista do cotidiano que "dele pouco se dirá do imenso que haveria a dizer....". 30 out.- Sessenta anos do surgimento, em Maceió, no dia 30 de outubro de 1933, da Revista da Perseve- rança, órgão oficial da Sociedade Perseverança e Auxi1io dos Empregados no Comércio. Era impressa na Litografia Trigueiros. out. - Trinta anos do início do funcionamento, em ou- tubro de 1963, da Companhia deAbastecimento de Água e Saneamento do Estado de Alagoas 173
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    ,,. • tj . : ... ..... - CASAL, que a princípio cuidou do problema de Saneamento básico, sobretudo no interior do Estado, tanto que coube à nova companhia a coordenação do Projeto Coletivo da Bacia Leitei- ra, bem como a execução de sua adutora. Em outubro do aludido ano de 1963, segundoinforme divulgado no Diário Oficial, do Estado de Ala- goas, a 13 do mencionado mês e ano o Governa- dor Luiz de Souza Cavalcante ha-ria recebido ofício de Antônio Magalhães Pontes Diretor- Administrativo da CASAL, comunic~do a sua instalação em Maceió, na rua do Uruguai, n2 200. O Decreto estadual n2 1.117, de 16 de outubro de 1963, abriu créditos especiais desti- nados à subscrição de ações para vários ór- gãos estaduais, inclusive a CASAL, cabendo a esta a importância de Cr$ 19.600.000,00. Como se verifica, inicialmente oaludido órgão não atu- ou no abastecimento de água da capital maceio- ense, então confiado ao SAEM - Serviço de Água e Esgoto de Maceió, que no mencionado ano de 1963, a 19 de novembro, divulgou edital de con- corrência pública, assinado pelo seu Diretor en- genheiro Paulo Jorge Lopes Costa, para a c~ns­ trução de reservatório nas proximidades da Igreja de Santa Terezinha, no Farol. A escritura de constituição da sociedade anônima de eco- nomia mista Companhia de Abastecimento de Água e Saneamento do Estado de Alagoas foi as~inada no P::ilácio do Governo de Alagoas, na noite de 11 deJulho de 1963 -publicadano Diário Oficial, a 7 de agosto seguinte - na presença de altas personalidades do governo alagoano e de representantes da SUDENE, os drs. Abraão Fainzilber e Zenaldo Barbosa Rocha, respectiva- mente Diretor da Divisão de Saneamento e ~roc~ador da cit~da Superintendência, que as- simvieram corponficara participação damesma 174 CWAl lllllOTlCA ClMftAl naquela sociedade de economia mista. Àquel.a escritura que juridicamente dava posse de di- reito aos acionistas portadores das ações da Companhia, foram apostas cerca de 57 assinatu- ras, entre as quais ~uitas delas de funcionári?~ dovelho Serviço de Aguas e Esgotos de Maceio -SAEM, que antecedeu a CASAL na prestação daqueles serviços na capital alagoana. Na mes- ma oportunidade foram empossados os Dire- tores da nova Companhia: Benício Valente Mon- te, Diretor-Presidente; Engenheiro Márcio Bar- bosa Calado, Diretor-Técnico e Antônio Maga- lhães Pontes, DiretorAdministrativo. Ficava as- sim constituída a CASAL, nos termos da autori- zação contida nas leis estaduais ns. 2.491 e 2.557, respectivamente de 12 de dezembro de 1962 e 21 de junho de 1963, "destinada a plane- planejar, projetar, executar, ampliar, explorar e administrar, diretamente ou mediante convênio ou contratos celebrados com entidades públicas ou privadas, serviços urbanos de água potável e esgotos sanitários, bem como de abastecimento de água a zonas rurais em todo o território do Estado de Alagoas", ficando fixado em dez mi- lhões de cruzeiros, o seu capital representado por dez mil ações de valor nominal de um mil cruzeiros, ficando o Estado obrigado a subscre- ver 51% das ações com direito a voto, tendo essa empresa começado a operar na capital ala- goana, em março de 1971, durante o governo Afrânio Lages, quando passou a ser presidida pelo bacharel Douglas Lins de Araújo, em subs- tituição a Benício Monte, que a presidira a partir de março de 1963. O primeiro serviço de abas- tecimento de água da capital maceioense deno- minou-se Encanamento do Riacho Luiz da Silva, cujo contrato inicial fora assinado em 28 de julho 175
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    de 1883. Seisanos depois, a Resolução nº 1.078, de 26 dejulho de 1889, autorizou o presidente da P,rovíncia a auxiliar a criação da Companhia das Ãguas de Maceió, - incorporada a 9 de setembro seguinte - em substituição àquele primitivo ser- viço. A 1º de outubro de 1941, oDecreto-lei nº 28, desapropriou, por utilidade pública, todo o acer- vo da referida companhia que, por sua vez, foi substituída a 27 de agosto de 1945, através do ór- gão autárquiço criado pelo Decreto-Lei n2 3.041, o Serviço de Agua e Esgotos de Maceió - SAEM. COMPANHIA PlLAREN.SE ·oe ,.IAC'ÃO E TEC:IOOS AL.AOÔAS Fábrica de tecidos da Companhia Pilarense de Fiação e Tecidos, cm fotografia do princípio do século, de Folgueira. 176 COMPANHIA r>lLAIU!NSe DI! l"IACÃO e Tl!CIOOS U me Vlst• lntern• PILAR AL.AQÓAS Vista interna da fábrica da Companhia Pilarense de Fiaç~o e Tecidos, também do início do século atual, da mesma precedência da anterior. Guido Duarte (Cuido Martins Duarte), cm foLogralia datada de 31 de dezembro de 1884. 177
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    .. Hospital de SãoVicente (Santa Casa de Misericórdia), em foto de 1905, batida por I.. Lavenere. 178 " O acendedor de lampeões", tela do pintor José Pammo, da época em que Jorge de Lima, autor do soneto de idêntico nome, foi eleito o" Príncipe dos Poetas Alagoanos". l:'iW I ~ ..-..,., 'L.... <:.~o:JI .' • ,., . tl /', 'n r ., tJ cJ'-J ~ l ·~ . ) v• , ·1 r ·':: /, l ü }J CC·i:mU.:tfo t:.1.•,...,t,,:11 du ,.,,,·ti·i!J ,,,,.... oPHHtEluun i Y.;1ht•1·iu1('•!lth':u•t··•IH o.:~1.Jw11r. t ll "i~'J._ rw·,., "'' f,,.,,.,,,0 :Ir .Jl•1•io1: '· 1•!1·do l1 1u.,:;t•1·nu·11 da lh1l1r•'. d1:;u:s e ~ant·1 i·m a.-ss1•11d1!:}a. f/t.:1'(1! WJ ,1,·u :!.f1 t!··; --·----- ('~~usa •'li(' ~Hln1;.:•u110~. Jt;'fl.'lf) dt; ('Yi/'l'('!ili• U.''.'1'1, j J•Jt /1;;·1:11 ! Jt1i'r!(JU'l, !Jt_f:():1/11/1111 r.'1• /S!J.'1., f>i,Ü:> +•:o:!allJU~ (;l:J'IOS. ,/,J ~;.»d·;w·t. ;• do f'1.,!:;l(!ai•;11v1l,1r: _ l: lm.~la. pr•Jeudu1tt:.'i.w:<!;a: ! 1 1•1:~:..:.1~::"n· Liln·r~t~ )J11dwU. 'lo:l:·Plll:~!l>:;'U: 1:irioino lfr:izil. 1• Ju>;tinn Rodrigh's. ~> l:ro1!$fíJ i!rm:il. " 3' fo11111in~ Val1·11t<·. ' . ; Ho111p•• I»·:·· f":h pri11h·1r:l '!•z a 1 . 1 · 1nz 1b l~ni1l>i·'.a,t1',n t:•"·'>'' p1·:-i1.uli1:~•- i rtat:~ln·1:l1:1· 1111·:1!l··••,·t>f d:1s hl<•m.-.! !<'ufi:tnlada~ tio 11lr~11_t•• ~111.1:!.''' elo~~··· l'fW'.:t':w:1AllO PJ;f/J Pflf..C:Ot'.'TJ-: '.'A s.E$SAO C(·nl11, dk. n:1 ..u:t l;nu;1 ~!nt,•lSil . nao !disc·ut•~ u,•1tt C>:Jlu·t·1• h1di~duaiida- l•>:!O m: liOSfl) oo roruu~:-itV. .A.:XO dt•:-... t 'fo:Yn· 1111;111IJ•' I' pon(H U~ll? .se tÍN- 1bUrJ.'I(' (~1 1 11i•j1·1·li'11 <li· SH~~ f:tth;t 11.tO Seriflore.~ ·' e . , l ~· ~ . ! ·ia 10 1Jhc w:··i:':1 d.. th,•m:i U1• ;1t)1·~~t:i:wlto l' Clh'"n•lo·m~ a h:>nro,.,1 t.1rc·f.1 d~ 1l· Dli!NHSIJ!Vi (.:.-."!_/)V. u :•:ut et'' ' 1 t~u) f~'!I''" 1:1• 1li..:.r·u--~:.'->. · pr?.,•·11l;ir-O~ r1.::s b·•t'~' d;t C1la:,t1lui(rI) ,'ifl'·~ma .~('.<.SlW: 1 E'.1t'l'1th,: tfi• IHl!iii•·:t cft> •1llill•1m·r·1•11:1: t"'.º ·ri~? ~·~~er o $l'í.1U1I•! l'.ult;Jo ~fal~O(') (,1'l'l!li). !('f't•ti1l <tlll~!>-(',!:t. flilO St' ('(I 11l'f•rÚ flO!I (>pt•r:ino ~OClt1!n!a ,JiS. , lagoJ~~ ;,iõ r~?Jªi~O CQ'.'!;1. . .. .. 1Sl'H:i ;ti..111·1•1•:.fns Pilih:1•n1a'-', 1(!~llt·:s.~,~ ~c1.~:l~~. .hilr'11.''11.~~·~·~·:s Ç;ln. '1. J..i1q111m .~h;!llll<b :i1ht&. ,, "r· 1..:a'.~·; ! , . )';: .1·'' ~ ,1~"•:..i·,;i,.~·: '. l.> .-•'"' •••,, .•u .., .1.1•,lt•.t.u tlJ c.1- l;~;;:;:~;;;,J!~',',';·;;.;;"."·'- !ma,:',,"':.'.'..".';''."'d:'· '....' . ·· I!.'~t~'.,,~.~:~~;1:-~; ~.c~.::~.,~;1i.ig;;;_~it;f~'sr~;; '. f .c.nc .,. •· 1 !);11 •1 ·t<'•111•'1 .•l1• <1·' 1t- 0'li'l',1ra.l 1,JH Alou?o·1-; cm uru .s<i r•:irlidn f l)rrtr.I. 1lólJ1"n,71J,i:;)JI•.'(} ('IJJlim.i,twitJ ~q tU'Z:.i. J."U:I J;i:i;· p:•b di·~.a:·i·:IJ11t1 la'.~(ll L" 1 nt,;t11[,, c,g,. a ~l1•1mm in::i~.~lo 1IÔ •d>.1r- ._ f."t:;,•r·u.'im: ~~·...:l!•r1L 1 1!l?d:···l··n:i, tih:ih·i· il 111·c('illl.. ; tid~1 t•p·~wrio S:1ci.dht.3 d•: : Ífl•~oi!t>', ,. ·. _ ,.... 11'·" I'. :«1 ·1'~~· .lriu1:-,1· :t' 0. luliu •'IHp:,~·~o flnltrl!;'.Oflh•!C:o" minha U)'1JJli:;.i1mria 1!J• T!11;,0Hl'lf'un ••(·'·' 1. • ,,h,, 11 • 1• . . ...a1u1al rPhi;1111c:u. l:1í-.1'1·0 <t1'1'1'""l'1•I a , •• : . . · . roy'!'l!l':tdlW !'ltl J(::!'t'Hl-~ih inp1ú • ~. ~. .. •• . :. . . .· . • ,.. .., • . )· 1 1.JI. ~ lu"l IMfJ U1.> ~r.m•l1ot'.O.m.1t1ol:lto. t~o-aidio. · !:. 1 .':;;~~i"t'.~ ;~;l;:'.~1:;;·:1 :·.>:,1·1 1 :,~J:.;;1· ~.~:.:r, ;--c.:r1hi11<10-a •rpt-11:1~ 11·•.c1~.'H: l•:a~I•).•1. •l"'l'lt'"l"t<l•'l" ··rn J ·.i1·1 ·11..1--J1.-"11 li·· · .... .. ' , .. . . .. · ·: . • . ' 1! f:(:rh•:-.1 11c c(lf•rnc.-r '•)..:..:.r. ·w.Jul~··n1~tia t .' 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(l 1·E1h·1r:•;11> 1u;1:-: " e·ml,;11·:1. •110 1 '•!l u11 ulo.s 111l"'>rm •" l.1mbt:u1. qu:l''!' for~nruo,u1inw1:1eH11' ;u·-1·..il1•"· ' '~" run dk11i·lad•·, c·rna fr:iw pH'7,:1, ,·on.i•l um t;'Jrpq p{) l•·t•.NO r, '-''nl com. -('::::J- 11··1fl1 fj,J:~l:.:.tti:i. p1·nettral'i'f15t'' 't•n·1111:ll•.l ·r, -0.110.:"tf~·o·t"' 1 01·~s .,_i,..t·~•lS Ui; · c·1•l-tH'1•1H a p·~~:nTa, c••)ut a tl~..:.l·Hs...ao . t nu.~:-.:1 l"''tr1J, ~~r(.u,)r11.1.. r.l•• !·t1•,1nH:i· ! 1·1):;> "1-:u·i..•1·,:u.• 1h'n:1 o ~1r:-•'J') rJ,. at'N•ll.1r t w lr.11i...· C~p~t~l : Ih'!' r11:1. . . . . Jnt('rwr: por·1r:nu•;.;(1·~' . ' ~I. )'•'t1'Ili i•' l'I) I'/, 11.HJll•'! 11',' .SI.,; Ct~~tl~·nt·· 'Iu t~ JIHid.1 r,1;..~ ,., ' • s~·~c)(t w:' ,:11r11ih.1r~· ' 1· •lt•111 11• •1 1;;1111·t:i, ,1i...1'.?::,ro:·.1~:•1 ~:.~h~H:J('•~::"( eal ·':>:• !~!)~)() .:11i111:i:,,·11l(1 ..•lt'll"l1t 1'11t:1 (1 1·~q.111.....t ·: 1 l l'll d r, .nir, :..dfl '" • , ,1,:,11 ,11 ,;,. _,,.,~1.,,} p•Jlllw:. _ 1.tl.1111,, H:.h 1• ~·1, ,11·L1... .1 r l"t.irh;,1, ,, •111.~Pnõlkn.r:í•·H• 1•·>r ;tJ•1'1·~. P(t;:.um~t1lVi ~.!H~!11l:-.1los. t..~mrrnrw11; 1";1-:·u·t,. Ru::t I:lH'JO ti•· .r~n.1.:u '1, n. ~ 1n 1,) P<•·h·: 1.11,,,.., ( .•:e iJJo11' :•h· oJh1t• j,o.J 1: 1~;;-.o!lr1w J .11 lt1f.J •'"•;1.1 1 ri·l ..ut 11h..l't ::t. l',1 ••i;.·c ira ·~·''" 1t fll'I ' º•:l. !i:•' ' i;•J.::o, 11~1· )l' í':' :1•111 ,. i;c•11i.t t•ur. ! , ~ , , lllin.,;tHi11 I 1•1Jc ot J;-:1 Opcr.1nl el·~ f~ll 1111·.na... ,••wmn JH 111r.p:t> :--0 .t •:••·1', p:lr1 o 111l~rt'))() c111111uu111 ti•' :•11{'1 lh-.:m,l. vr~h·l~ri..:!·• ,.t1::,nu~. : .o('n1ú:-:1;,11, pC.rl:::ito, d·'"'ilt:~ 111-I S,..nimrt'!il: l'•1r uni~ i:u.tr11l1l.1-: :-11n PcbHC:l·S('tlfl)~' '<'7. P"J'~-''tn:'.:1:1. j1·.rl1 p1•i1.' Íl'dt!1.iHt', ·~··1·5_ /,··'_':s.•,~,,, ,_....i·'=i• ns in·lhi~t1rn.;.: I'''·" nu:.;~~... r(~~1~;::,~;:j~::i::'~~1 ,1t:;::·::::~:·::::.:'.;~:;;~'.'.~!~J:§:·.:.'~:':::!'.E·>;:<:';;'.,:;:::'.,:·"1 :.,~·;';:,~::~:T:':·:;.x:~·.;..;;~~~l··;;;,:::::1::~:; to;·b. : í1•1i,oJ; a:.is •1,.. J· >.c:.1!s •t1H.' 1'1• ..:.:h•l:l, ~ ..mt.1·J1~ ll ~ dr1;11bs: rL·ilvtdW ; "~::;J;~ Número inicial de O Proletário, de 22 de outubro de 1893, órgão do Partido Operário Socialista do Estado de Alagoas. 179
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    Velho chafariz público, localizado diantedo Mercado Público de Maceió, demolido para a construção do antigo instituto de Educação, prédio atualmente ocupado pela Secretaria de Educação. 180 Operários à hora da saída da fábrica de tecidos de Cachoeira, pertencente à Cia. Alagoana de Fiação e Tecidos, em foto de L. Lavenêre, da primeira década do século. "' P·~ b t 't e o ,.; M,"-.~ " ; -~ ~ NOVEMBRO 01 nov.- Cento e vinte anos da abertura, no dia 12 de novembro de 1873, para transmissão de des- pachos particulares, da estação telegráfica do Pilar. Funcionava então, comdois aparelhos, um deles do sistema Morse-duplo. - Setenta e cinco anos do falecimento, na capital alagoana, vitimado por uma gripe de mau cará- ter (influenza), aos 32 anos de idade, no dia 12 de novembro de 1918, de Ulisses Batinga, filho de outro poeta, José Vicente de Araújo Batinga e de Joana Angélica Machado Batinga. Tendo se dedicado ao magistério, foi inclusive lente do antigo Liceu do Penedo, de onde de foi de- mitido, segundo se alega, por perseguições políticas. Deixou publicado um livro de poesia - Nardos, de 1908. 05 nov.~ Oitenta anos do aparecimento, na capital ma- f'ceioense, a 5 de novembro de 1913, do Diário do Norte. Órgão do Partido Republicano Liberal das Alagoas, era de grande formato, tendo Baltazar de Mendonça como redator-chefe e Correia de Oliveira como Secretário da redação. Circulou até 1915. 07 nov.- Cento e vinte anos do falecimento de José Correi,a da Silva Titara, emCoqueiro Seco, às 16,30 ho- ras de 7 de novembro de 1873, tendo sido sepul- tado na Igreja de Nossa Senhora Mãe dos Ho- mens da localidade onde nascera na primeira década do século XIX. Foi ele o primeiro Dire- tor da Instrução Pública da antiga província das 181
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    " ' Alagoas, cargoque ocupou pelo espaço de onze anos. Nomeado por portaria do dr. Manoel So- bral Pinto, presidente da então província das Alagoas, datada de 30 de agosto de 1853, passou também a dirigir, cumulativamente, o tradicio- nal Liceu Alagoano. "Numa época em que nin- guémsepreocupava coma organização do ensino público - diria Craveiro Costa em Instrução pública e instituições culturais de Alagoas - ele pugnava por essa organização, do ponto de vista puramente pedagógico, combatendo a incapaci- dade do magistério e o erro, que chegou até os nossos dias, de se transformar esse impor- tante ramo administrativo num departamento exclusivamenteburocrático sob a égide da politi- cagem". Ao se aposentar, como Diretor da Ins- trução Pública, por portaria da presidência, de 4 de julho de 1864, contava "o tempo líquido de 29 anos, 6 meses e 22 dias de serviços presta- dos em diferentes empregos públicos". Das fases da infância e adolescência do advogado provisio- nado Silva Titara sabemos apenas que freqüen- tou, durante algum tempo, o Seminário de Olin- da. Depois disso, a primeira notícia que encon- tramos a seu respeito refere-se ao seu provi- mento na cadeira de Gramática Latina da então vila de Maceió, em 22 de outubro de 1829 e posse a 3 de novembro seguinte. Mas a 17 de fevereiro de 1831, demitiu-se do cargo, voltando a ocupar a mesma cadeira, por provisão do presidente da província das Alagoas, de 22 de fevereiro de 1832,tomando posse dois dias depois. Ofíciodiri- gido pela Câmara Municipal de Maceió ao presi- dente da província, dr. Antônio Pinto Chichorro da Gama(refere-se a Silva Titara como profes- sordaquela cadeira, lecionando na época a "cinco alunos, dois traduzindo Cornelio, e Fabulas de 182 Phedro, três dando linguagens". Em maio de 1832 era o 2º Secretário da Sociedade Federal de Maceió, fundada em 1831 com a denominação de Sociedade Patriótica de Maceió, mudadapara aquela outra, em 16 de fevereiro de 1832, ao abraçar ofederalismo, composta de integrantes da facção liberal exaltada, resultante do 7 de abril de 1831, a qual objetivava principalmente combater os portuguêses e mesmo os brasileiros absolutistas, favoráveis à reposição do monarca lusitano ao trono do Império do Brasil. A 15 de janeiro de 1835 ocorreu a eleição para a 1ª legis- latura(1835-1837)danossa AssembléiaLegisla- tiva Provincial, quando foi eleito suplente de deputado, chegando a tomar assento nessa le- gislatura. Titara foi também Secretário da Câmara Municipal da vila de Maceió. Como tal assina, juntamente com os membros da re- ferida Câmara, umofício datado de 14 de abril de 1835, dirigido ao presidente da província das Alagoas, o cel. José Joaquim Machado de Olivei- ra. Durante o quatriênio 1837-1841 foi vereador do município de Maceió, sendo que em 1838 exerceu, interinamente, a presidência da men- cionada Câmara Municipal. Na sessão da As- sembléia Legislativa, de 7 de fevereiro de 1837, foi eleito vice-presidente da província. Eleito deputado provincial, para a 2!!legislatura (1838- 1839), foi reeleito, sucessivamente, para a 3ª (1840-1841); 4!! (1842-1843), 5ª (1844-1845); 6!! (1846-1847)legislaturas e posteriormente pa- ra a 13ª (1860-1861); 18ª (1870-1871), quando tomou assento na 2ª sessão, instalada a 3 de maio de 1871, em substituição ao dr. José An- tônio Bahia da Cunha; 19ª (41872-1873) e 20ª (1874-1875), tendo falecido antes da apuração desta última. Foi igualmente deputado geral por 183
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    .. Alagoas, eleito paraa 7ª e 9<! legislaturas, corres- pondentes aos períodos de 1848 e 1853-1856. Na sessão de 1852, da 8" legislatura, substituiu a Francisco Inácio de Carvalho Moreira, futu- ro Barão de Penedo. Nomeado por portaria de 24 dejulho de 1839, Inspetor da Tesouraria Pro- vincial das Alagoas, Silva Titara a instalou, em Maceió, no dia 6 de setembro do mencionado ano de 1839.Através da portaria de4 de novembro de 1844, assinadapelo dr.Bernardo de Souza Fran- co, presidente da então província, foi demitido desse cargo, sob a alegação de que havia "tomado parte ativa na rebelião ou sedição que assola a Província da qual geralmente he tido por cabeça e consta à Polícia ser o mais diligente destribui- dor destas notícias, e ordens que trouxerão con- tra a cidade as hordas de salteadores, e fize- rão derramar o sangue Alagoano em tantos pon- tos da Provincia." Adiantava ainda, citada por- taria," que demais exercia (o emprego) de hum modo parcial e muito contrário aos interesses da Fazenda, que devia zelar". Com Titara foram igualmente demitidos, por portaria de igual da- ta, como implicados naquela mesma rebelião, João Camilo de Araújo, Procurador Fiscal da Tesouraria Provincial e José Joaquim Cardoso, Oficial da Contadoria da mencionada Tesoura- ria. Areferida sedição veio a ser conhecida como Revolução dos Lisos e Cabeludos, cujas pri- meiras escaramuças travaram-se em Maceió, na manhã do dia 15 de outubro daquele ano de 1844, com o objetivo de derrubar uma suposta oligarquia dafamília Sinimbu. Visandopacificar os ânimos, o governo imperial nomeou um novo presidente para as Alagoas, - o dr. Caetano Ma- ria Lopes Gama - que anistiou os revoltosos, - que haviam sido batidos em combate - vindo 184 Silva Titara a ser reintegrado no cargo de Inspe- tor da Tesouraria Provincial, por portaria de 17 de janeiro de 1845, daquele presidente. Em 1847, a 5 de fevereiro, por carta imperial dessa data, foi nomeado Secretário do Governo da Pro- víncia das Alagoas. A 23 de fevereiro de 1856 vamos encontrá-lo como Delegado do Diretor Geral das Terras Públicas da Província das Ala- goas, data em que exarou despacho constante de um Livro de registro de despachos, hoje do acer- vo do Arquivo Público de Alagoas. Mas sua nomeação ocorrera por decretoimperial de 29 de setembro de 1855. E ainda em 1ºdejulho de 1858 achava-se Silva Titara no exercício daquelas mesmas funções, pois é dessa data, um atestado por ele passado. Era agraciado com o Hábito da Imperial Ordem de Cristo. Traduziu e publicou, em Recife, no ano de 1843, um Tratado de edu- cação dos meninos por Fenelon. De O Provin- ciano, o terceiro jornal que circulou em Alagoas, aparecido em Maceió, a 12 de maio de 1836, foi o seu principal redator. Redigiu tambémA Conci- liação, o primeiro jornal editado em quatro colu- nas de impressão na província, ao que tudo indi- ca surgido em 10 de setembro de 1857, na ca- pital maceioense, permanecendo nessa função até março do ano seguinte, periódico que saía às quintas-feiras e domingos, da Typographia , Constitucional, na rua da Boa Vista, nº 52. 08 nov.- Centenário do periódico crítico e noticioso Lin- .)(8Uarudo, surgido a 8 de novembro de 1893, na cidade do Pilar. De propriedade de uma asso- ciação, seuescritório e oficina achavam-se locali- zados na rua Minas Gerais, nº 6, de onde saía às quartas-feiras, tendo como redator-principal, Zé - Povinho. 15 nov.- Sesquicentenário de O Alagoano, surgido em Maceió, no dia 15 de novembro de 1843. Era 185
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    .. órgão do partidodos lisos, que posteriormente viria a constituir o denominado Partido Liberal Histórico, sendo redigido pelo dr. José Tava- res Bastos, que insuflava através de suas colu- nas, a luta armada contra a facção política opos- ta, dos lisos. De publicação semanal a princípio, mas depois publicado às quintas-feiras e domin- gos, era impresso na Typographia de Luiz. C. de Men~zes, instalada na rua do Comércio, n2 158, depois mudada para o n2 35, da mesma artéria, suspendeu sua publicação no ano de 1846. 24 nov.- Cento e trinta anos da expedição, a 24 de novem- bro de 1863, pela presidência da província das Alagoas, do primeiro Regulamento interno da Santa Casa de Misericórdia da Cidade de Mace- ió, estabelecimento hospitalar com sua história aqui centrada nos seus primeiros 25 anos de existência. Por esse regulamento toma-se ciên- ciência de que os empregados do hospital, classi- ficados como externos e internos, eram apenas 9. Na primeira categoria o médico, o capelão e o escriturário; na segunda, o zelador, um enfer- meiro, uma enfermeira, uma cozinheira ou co- zinheiro e dois serventes, constando entre as in- cumbências do zelador, "assitirà distribuição da comida da maneira seguinte: no verão o almoço será às oito horas da manhã, ojantarà uma hora da tarde, a ceia às seis horas; no inverno o almo- ço às 9 horas, jantar às duas da tarde e a ceia às seis e meia". Quanto às dietas, quatro eram as espécies para o almoço, cinco para o jantar e quatro para a ceia. Uma delas, para o almoço con~istia em "uma oitava (3,586 gramas) de chá da India, duas onças (onça=28,691 gramas) de açúcar refinado, três onças de pão e meia onça de manteiga". Parajantar, entre as dietas esti- puladas, aquela que seria "composta de caldos de galinha correspondente a quatro caldos de 186 quatro onças, e um quarto de galinha", enquanto para a ceia, entre as quatro espécies, as mesmas do almoço, uma das quais, "composta de duas onças de farinha de trigo ou de araruta, duas on- ças de açúcar refinado, um ovo e meia onça de manteiga". Um dos artigos, relativos à proi- bição dos visitantes levarem aos doentes co- midas, bebidas ou medicamentos, estipulava punição para os que infringissem tal disposição, inclusive para ointernado: " O doente que rece- ber os objetos, será posto a caldos por um a três dias, e finalmente terá alta se reincidir". O cargo de provedor da Santa Casa de Misericórdia, ins- tituído pelo artigo 22 do Compromisso da Irman- dade da Santa Casa de Misericórdia da Cidade de Maceió, aprovado em 23 de abril de 1857, não era remunerado. Entretanto, com a criação do cargo de administrador, de livre nomeação e de- missão do governo da província, porResoluçãon2 589, de 17 de junho de 1871, o ocupante pas- sou a acumular as funções desse cargo com as de provedor, com a remuneração anual de Rs. 2:400$000. Apedra fundamental do Hospital de Caridade de Maceió, foi lançada às 16 horas do dia 7 de setembro de 1851 e, segundo a própria ata do acontecimento, "no largo de trás da cadeia desta cidade de Maceió", na entrada da rua que segue para o Trapiche da Barra, "presentes o ilmo. e exmo. sr. dr. Manoel Sobral Pinto, 12 vice- presidente da província, o reverendo João Bar- bosa Cordeiro, vigário desta freguesia de Nossa Senhora dos Prazeres, os ilmos. srs. dr. Hercu- lano Antonio Pereira da Cunha, Chefe de Policia interino da mesma província, o Secretário do Governo dela, o dr. José Alexandrino Dias de Moura, a Câmara Municipal da dita cidade, o presidente do Conselho de Obras Públicas, Anto- 187
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    nio da SilvaLisboa e outros membros do mesmo Conselho, o Comandante Superior da Guarda Nacional, José Antonio de Mendonça e mais ofi- ciais da mesma residentes nesta capital, o coro- nel José Ferreira de Azevedo, comandante do 32 Batalhão de Artilharia a pé e seus oficiais os vice-cônsules de S. S. Magestade Fidelíssim~ e S. M. Britânica e daRepública do Uruguai, todos os chefes das repartições púbicas da sobredita capital, outras muitas autoridades civis emilita- res e mais cidadãos distintos e grande concurso do povo, para o fim de testemunharem a bênção solene e colocação da primeira pedra do HOSPI- TAL DOS ENFERMOS DESVALIDOS. O reve- rendíssimo vigário benzeu solenemente, em al- tar decente, para este ato preparado, onde se achava colocada a imagem do SENHOR BOM JESUS DOS AFLITOS, e o dito exmo. sr. vice- presidente da província assentou e colocou em lugar para esse fim destinado a referida primei- ra pedra, sendo padrinhos os ilmos. srs. dr. Her- culano Antonio Pereira da Cunha, advogado João Camilo de Araújo, cel. Manoel da Costa Moraes, cel. José Ferreira de Azevedo, o Inspe- tor da Tesouraria da Fazenda, dr. João Camilo Ferreira Rabelo, o Inspetor Antonio da Silva Lisboa, o cidadão Pedro José de Pinho, o Juiz Municipal e de Órfãos dr. Esperidião Elói de Barros Pimentel, major Paulo Joaquim Teles o vice-cônsul de S. M. Fidelíssima João de Alm~i­ da Monteiro, o sub-delegado de polícia Domin- gos Lopes de Amorim e o negociante Faustino Fogaça da Silveira e em presença de todos se encerrou na sobredita pedra uma lâmina de chumbo contendo a seguinte inscrição: Hospital dos Enfermos Desvalidos, fundado nesta freque- sia e cidade de Maceió, capital das Alagoas no 188 dia 7 de setembro de 1851, 292 aniversário da Independência do Império do Brasil so? os ~us­ pícios do ilmo. sr. dr. Manoel Sobral Pinto, vice- presidente da província, sendo vigário o padre José Barbosa Cordeiro,do qual hospital é padro- eiro o Senhor Bom Jesus dos Aflitos e para constar se mandoulavrar o presente termo neste livro em que assinarão as pessoas que se ofere- cerem; e eu, Francisco das Chagas Muniz, se cretário da Câmara a escrevi". Afora as assina- turas das pessoas acima já mencionadas, a ata registra as de outras: Luiz Correia de Menezes, Antonio Alves Monteiro, Joaquim de Farias Pi- nheiro Manoel José Teixeira de Oliveira, Luiz José d~ Barros Leite, Manoel Vicente Sampaio, padre Manoel Antonio do Vale, Au~sto W~r:­ ceslauda Silva Lisboa, Lourenço da SilvaArauJO Azevedo padre coadjutor Manoel Cordeiro da ' o dCruz, Hermes Ernesto da Fonseca, 1- tenente e artiharia Rafael Arcanjo da Silva, alferes José Gabriel Pereira Pinto, capitão João Francisco Catete, Manoel Claudino de Arroxeias Jaime, Joaquim José de Almeida, Firmino Avelino da Cruz Inácio Joaquim Passos, José Felipe de Souz~ Rodrigues, Manoel Pereira Camelo, Sil- vano Ferreira Guedes, João Murtinho de Farias Pinheiro, Antonio Francisco Leite, Anolino Ta- vares de Macedo, Miguel Joaquim Ramos de Moraes, Antonio Francisco de Araújo, mestre pedreiro e Francisco das Chagas Muniz. Em 30 de março de 1852a Junta Diretora,incumbida de providenciar, dirigir e regular otrabalho da obr.a que havia de ser efetuada às expensas da cari- dade pública, que conseguira, por doação e es- mola a posse de um terreno, com 200 palmos de frent~ e 300 de frente a fundo, feita pelo advo- gado João Camilo de Araújo, bem assim al~ material e dinheiro com que se conseguiu 189
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    ~1 dar início àobra, - a partir do lançamento da pedra fundamental - cujo orçamento, a despeito da suamodesta planta, de autoria do engenheiro Pedro José de Azevedo Schramback, excedera a trinta contos de réis. A mencionada Junta era composta dos srs. Manoel Sobral Pinto, padre João Barbosa Cordeiro, - que não só foi o autor da idéia da fundação do hospital em foco, mani- festada em carta de 4 de julho do aludido ano de 1851, como concorreu, para a concretização da mesma, cedendo o rendimento da desobriga de sua paróquia -João Esteves Alves, Antonio Joa- quim de Faria Pinheiro e Manoel da Costa Mo- raes. Sobral Pinto, em fala dirigida à Assembléia Legislativa da Província dasAlagoas, no dia 3 de maio de 1853, no tópico "Hospital de Caridade da Capital", registrahaverdirigido convite-circular à comunidade alagoana,pedindoauxíliodestina- do à construção daquele estabelecimento hospi- talar, discriminando em anexo à referida fala as importância recebidas de doadores de Maceió, Porto Calvo e São Miguel dos Campos. Já que as esmolas e donativos não eram suficientes para permitir, um rápido andamento da obra e levan- do em consideração que "a miséria desvalida e sem abrigo não podia esperar pela sua tardia prontificação,"- explicaria aquele administrador da província-foi mister preparar-se provisoria- mente duas pequenas moradas de casas onde se recolhessem os doentes", com capacidade para acomodar 24 pessoas, adquiridas por 200$000 réis, segundo consta da relação do "Dinheiro despendindo com o Hospital de Caridade", in- tegrante daquela alocuçãopresidencial. O gover- no da província das Alagoas, que já consignara em leis orçamentárias, importâncias decorren- tes da arrecadação de determinados impostos, durante os anos de 1853 a 1855, foi autoriza- 190 do pela lei n2 287, de 30 de abril desse último ano de 1855 a nomear uma comissão que se incumbisse da administração do hospital até a instituição de irmandade encarregada de ad- ministrá-lo. Vale registrar que a construção de parte do lanço leste do edifício foi ultimada em 1855, e a 6 de maio do ano seguinte, o de 1856, na administração provincial do dr. Antonio Coe- lho de Sá e Albuquerque, os doentes, que desde 31 de outubro de 1852 ocupavam uma velha ca- sa vizinha à construção, transferiram-se para as duas enfermarias da parte da frente do edifício, que acabavam de ser concluídas, uma destinada a doentes do sexo masculino e a outra para os do sexo feminino, constituindo-se aquela data, na prática, a da inauguração do velho hospi~L. A citada comissão assumiu as rédeas da adminis- tração do estabelecimento nos princípios de ja- neiro de 1856, servindo até 19 de julho de 1857, data em que se instalou a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia, após aprovado o seu com- promisso, pela Resolução provincial n2 314, de de 23 de abril daquele ano, confraria cujos fins consistiam na prática de obras de misericórdia e pias, embenefício e socorro dos pobres indigen- tes e dos enfermos desvalidos e no acolhimento e amparo, desconhecendo-se, porém, o dia e mês do referido ano de 1857, em que foi instituída a Santa Casa de Misericórdia com três enferma- rias de dez leitos cada uma, duas para homens e a terceira para mulheres, com uma capela sob a invocação de São Vicente de Paula, em substi- tuição ao primitivo nome do estabelecimento e ao do padroeiro, respectivamente Hospital dos Enfermos e Desvalidos e Senhor Bom Jesus dos Aflitos. Segundo publicação não assinada, sob o título de O Hospital de Caridade de Maceió, 191
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    .. divulgada em_agosto de1860, tal hospital com pun~a-se entao de duas salas espaçosas, que serviam de enfermarias para as pessoas de dife- rentes sex?s, "por conseqüência, se acha, do- e~tes de diferentes moléstias promiscuamente rmsturados, moléstias agudas com crônicas di- tas c!:mt~giosas com outras que o não são' di- tas s_~líticas, herp~ticas, feridas, úlceras, ~te.", admitindo que a situação só poderia melhorar com.ª const~ção de um maior número de enfer- manas, destinadas a receberem doentes de di- ferentes ent:ermidades, "como estavaindicado no plano ou nsco por concluir deste estabeleci- t " O . "men o . u se1a, uma enfermaria para os doen- tes atacados de febres e moléstias orgânicas agudas, outra para as moléstias crônicas, outra para ~s,vei;téreas e moléstias que pertençam ao foro cirurgico, tanto para o sexo masculino como para.o f~mi~o, podendo servir as enfermarias atuais · isto e, em 1860 - só para os febricitantes e moléstias agudas", ternúnando por asseverar que se tornava necessário construir-se as aludi- das enfermarias - que em 1876 eram em número de três, nas quais achavam-se 49 leitos - "e mais qu~tos in~spensáveis, como sejam despensa, coz1~h::1 mru_or, casa de arrecadação, sala de adrm~straçao, etc. ,etc." Quanto ao movimento de pa~~~U:s em suas enfermarias durante os 25 anos rmcia1s, compreendidos entre 1851e1876 e~ face do desaparecimento das relaçães ante~ nores, SOI11;ente chegaram aos nossos dias os dados relativos aos dezenove anos transcorridos de 1856 a 1876, quando deram entrada naquela casa hospitalar, 4.645 pacientes, dos quais mor- reram 694,_período em que nela estavam atuan- do o~ ~~dicos José Antonio Bahia da Cunha, Poss1~omo de Mello Acioli, José Antonio Lopes, Francisco Homem de Carvalho e João Francisco 192 Dias Cabral. Provedores, nessa mesma fase, em exercício entraram nove; o coronel Manoel da Costa Moraes (1857), tenente-coronel Francisco de Paula Mesquita Cerqueira, capitão José de Mello Vasconcelos Castro, capitão Miguel Joa- quim Ramos de Moraes, dr. José Antonio de Magalhões Basto, capitão José Adolfo de Barros Corrêa, major Manoel Martins de Miranda e mais o dr. Manoel Lourenço da Silveira e Alípio A. da Silva Freire, que atuaram na mesma épo- ca, no impedimento de dois dos titulares. O aumento do número e do valor das subvenções oficiais a partir de 1857, através dos governos provinciais, "constituiu - segundo Dias Cabral - sinal evidente de que mais e mais se fechava a bolsa particular, cedo trancada ao desenvolvi- mento de uma instituição que de abandonada ficou a cargo dos poderes públicos." Quase vinte anos depois, em 1876,ohospital não dispunhade água encanada, pelo que o presidente da pro- província dr. José Thomé da Silva, mandou "efetuar este importante melhoramento, colo- cando-se ali uma pena d'água, com um espaçoso depósito e tanto que adacente". 193 Igreja matriz de Coqueiro Seco, terra natal de José Con-eia da Silva Titara, em foto de 1937, de Paulino Santiago.
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    .. A Conciliação, jornalmaccioen.se de 1857, o primeiro a se apresentar com quatro colunas de impressão, dele Silva Titara foi redator. 194 OALACOANO. c.NI .i ~.. ""' ,.,i-........ .. - . Wai. ~ .. Mit. "'4 in.,&ill't•,l • .••,..,._ J, P. 111gu: ""º . br; 'alia ""lo' Ílltere11t1 e lannm tla ltU pais• Cidl2l1ú" que "d? eJ' ,·~d:;;,.,taul. m711ellt . que " aflfllltexerci um trt1l11 .. ,-- • • ~ oucmmudece, t inful U!' cumpnrntnlll tú uu · .. . D.nll. D0111N'GO t DE FEVEREJ.RA. " Q1111wfo ª·' AullV>ri-l1tR<1 i:ns nl!n J •·: 1rnrtm Ol]Utfl1t Justiç1t· i1111'arc111l, aamuu · / r•prtU>I· tu rl'tllns tleue ser '""P"''!~t .• . • Sal>t • 'I . '1"' F.u Pr<Jvi.lcnct11rt1_. ... 1 101'."me' ' 1~1~ r/11 causn puhlic1t. nún lt·que l]U(llla" ... v •• l . tiht> 0111191,, e i:aliifos tm occanunl' u.~~. " (l'al~•:rns mnmornn•l•• e nlno .'" tno d ~uouuo .u1h11r ''" lo1lepP.11tlmu·1n ~n• ·i~·,,.~ eni 8 .te -V.ternhro do 1822, n••~• ~ "• . )dePpcdiu;lo-~e •lo• ""''''"'ª"'~· OHctlicioeo1 tio 1U1:1, . d OAl o impressoemMaceió,órgãodafacçãopolítica Umd~i1primeiros ~úmerosche dªIO&Dcabel~dos suraido no dia 15 de novembro de 1843.dos Lisos, cmoposição aos ama os ' o· 195 ' li 11
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    1 1 1 11 .. 196 DEZEMBRO 01 dez. -Sessenta e cinco anos do falecimento, em Ma- ceió, a 1º de dezembro de 1928, de Antônio Arecippo. Natural de União dos Palmares, onde nasceu a 31 de outubro de 1868, filho de Antônio Victor de Barros Teixeira e de Maria Marceli- na Bello Teixeira, Antônio Arecippo de Barros Teixeira bacharelou-se em Ciências Sociais na Faculdade de Direito do Recife, em 9 de maio de 1896, e em Ciências Jurídicas a 29 de abril de 1898, tendo exercido os cargos de Juiz Substi- tuto de São José da Lage (21jul. 1896 a 31 ago. 1910); Juiz de Direito da lª Vara da capital ala- goana, a partir de 6 de novembro de 1922. Foi Secretário da Intendência e do Conselho Munici- pal de União, hoje União dos Palmares, quando estudante de preparatórios; Inspetor Escolar de União e da vila de São José da Lage; membro da Comissão Municipal Republicana da men- cionadavila e Fiscal deEnsino dePão de Açúcar, de 1914 a 1919. Musicista amador, desde a época de seus estudos preparatórios em União dos Pal- mares, tocava flauta, "e tinha um 'sopro' consi- derado dos mais suaves ou mais apropriados para oreferido instrumento". No período em que exerceu a magistratura em São José da Lage, de julho de 1896 a agosto de 1910, fundou, orga- nizou e regenciou a Banda de Música "Bene- dito Silva" numa homenagem ao grande com- positor alagoano e por isso mesmo comumente 197
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    ch~ada de "Beneditina",corporação musical ct;iJ~S componentes apresentavam-se fardados: tumca de .casemira azul-marinho, calças bran- cas, de bnm e ~o~na pr~ta. E a orquestração das partes musicais destinadas a cada instru- mento da I;>anda era executada pelo próprio re- gente. Dedicado ao estudo doDireito, publicou as obras: Organização judiciária do Estado de Ala- goas, ~?otada com referências e explicações ~M~c~10, Casa Ramalho, 1914);Decisões jurídi- Jund1cas de 1898 a 1917, prefácio de José Ta- vares Bastos (~enedo, Atelier de Artes Graphi- cas, 1917); Cod1go do processo criminal do Es- tado de Alagoas (1919); Formulario do processo crimial (Accommodado ao foro do Estado de Ala- go~s ~Maceió, Livraria Fonseca, 1919). Inéditos: O J~ em Alagoas (Guia dos jurados alagoanos), ~1~1mad? a 1~ out. 1925; Evolução católica po- htica e Jurídica; Assessor judiciário (Especial- mente para o Foro alagoano); Novas decisões o Juri e o Código do Processo Civil e Comercial,do Esta~~ ~e Alago~s e O Estado de Alagoas e seus mumci:p10s (parcialmente publicado nas páginas da.Revista do Instituto Archeológico e Geográ- phico Alagoano) e Código do processo civil e comercial do Estado de Alagoas. - Sessenta anos do aparecimento, na capital ma- ceioense, no dia 1º de dezembro de 1933 da revist8: quinzenal Alagoas Ilustrada, diriiida por Luis de Barros, tendo Raul Lima como reda- tor-chef~·-Impressa na Lithographia Trigueiros, de Mace10, da mesma sabemos haver sido publi- cada até o seu nº 6, relativo ao mês de junho de 1934. Colaboradores principais: Carlos Paurílio Diégues Júnior, Abellard França, Jayme de' Altavila, Dulce Wanderley, José Luiz de Oli- veira, Claudenor Espírito Santo L. Lavenere, 198 Lygia Menezes, Osman Loureiro, Pedro Nunes Vieira, Cavalcante e Silva, Erm1io de Maya e J. Durval de Mendonça. 02 dez.- Q~arenta anos da criação do município de Olho d'Agua das Flores, por intermédio da Lei nº 1.748, de 2 de dezembro de 1953 e instalado no dia 6 de fevereiro de 1954. O município teve seu território desmembrado de Santana do Ipa- nema. - Quarenta anos da criação do município de Paulo Jacinto, através da Lei nº 1.147, de 2 de dezem- bro de 1953, municípioinstalado a 7 dejaneiro do ano seguinte. Desmembrado de Quebrangulo, a primitiva denominação do município foi Louren- ço de Cima. Quanto ao nome Paulo Jacinto, decorreu de Paulo Jacinto Tenório, abastado fazendeiro, cujo nome foi dado em 1911 à nova estação ferroviária local, em virtude de haver doado à The Great Western of Brazil Railway Company Limited, as terras necessárias à cons- trução daquela estação, nome que iria inicial- mente transferir-se à vila, criada em 1925 e depois ao município e à sua sede. 09 dez.- Sesquicentenário do nascimento, em Penedo, a 9 de dezembro de 1843, de José Leocádio Ferreira Soares. Radicando-se em Maceió, foi um dos fundadores, e o primeiro presidente, da Asso- ciação Typographica Alagoana de Socorros Mútuos, surgida a 14 de outubro de 1869, José Leocádio foi, aliás, o redator do órgão oficial dessa entidade de classe, O Século XIX, publi- cado semanalmente a partir do dia 21 de março de 1870. No ano seguinte de 1871, viria a consti- tuir, em sociedade com o antigo tipógrafo Amin- tas Teixeira de Mendonça, - que a seu lado fora um dos fundadores da há pouco mencionada as- sociação tipográfica - a Typographia Social, de- 199
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    baixo da razãosocial Amintas &Soares, instala- da na rua daBoaVista, n2 14, sociedade desman- chada em 1877. Nesse mesmo ano, através de aviso datado de 3 de maio divulgado em órgão da imprensa local, José Leocádio Ferreira Soares comunicou haver acabado de montar a sua Ty- pographia Mercantil, na rua da Lama (Dr. Luiz Pontes de Miranda), em cujas oficinas editou, sob sua direção, o Orbe, a partir de 2 de março de 1879, e o Cruzeiro do Norte, de 9 de novembro de 1890, inicialmente às quartas, sextas-feiras e domingos, e diariamente a começar de 21 de janeiro de 1893. Mas a sua redação apenas foi foi chefiada pelo proprietário de sua tipografia até 22 do mencionado mês de janeiro, porquanto de seu exemplar seguinte, publicado na terça- feira, 24 até 4 de julho, foi confiada ao bacharel Alarico Catunda, seu sobrinho, que então era Juiz de Direito, em disponibilidade, da Comar- ca de S. Benedito, do Estado do Ceará. O Orbe, que se iniciaranavidajornalística semnenhuma manifestação partidária, tendo Guido Duarte co- mo principal redator, de 2 de março a 28 de dezembro de 1879, tornou-se depois órgão do Partido Conservador, vindo a desaparecer de circulação em 1900, no período em que a sua tipografia já era de propriedade de Júlio Ramos Soares, filho do fundador, que falecera em Ma- ceió, a 24 de dezembro de 1897. - Centenário da formatura, em Ciências Jurídicas e Sociais, no dia 9 de dezembro de 1893, na Faculdade de Direito de Recife, de Ana Sampaio Duarte, a primeira alagoana a concluirum curso superior. Natural de Palmeira dos Índios, onde nasceu em 25 de julho de 1870, matriculara-se no Liceu Alagoano em 1882, terminando os pre- paratórios em 1888, seguindo então para Re- 200 cife, em abril de 1889, no ~apor "Mar~nhão", para matricular-se no refendo estab~~ec~e~to de ensino superior. Era filha d~ ta~eliao publi.co José Vieira Sampaio e de Cap1tulina Sampaio, """" professora pública jubilada. . _ 11 dez.- Centenário da elevação à categona d~ estaçao, em dezembro de 1893, - segundo notícia .estai:i- 1 pada nojornal O Momento, de 11do ref:ndomes 1 e ano - do antigo ponto de paradaFernao Ve_lh<!, davelhaAlagoas Railway, hojeRede Ferroviána do Nordeste, inaugurado em dezembro ~e 1884. Adenominação dovetusto Pº".'ºª~º FernaoVell~o · teve sua origem, ao que t'!do in_di~~· em Fernao Velho de Araújo, portugue~ de Le1na casado com Francisca Paes, estabelecido na margem da la- goa do Norte ou Manguaba, no começo do século XVII onde edificou o engenho Garça Torta, pos- terio~ente absorvido por o~tro engenho, o Utinga, hoje Usina Centr;;tl ~ao. Em 18~9, na localidade daquela denonunaça? de F~rnao Ve- lho, existia um engenho de fabncar açucar, l?er- tencente a João Lins de Vasconcel?s, ~nele, i~to é, em suas terras, foi edificada a pnme1ra fábn~ têxtil de Alagoas, perte~~~te. à Comp8:11hia União Mercantil, graças à rmc1ativa do lu~1tano José Antônio de Men~onç~, futuro B:;irao de J araguá, que em 31 deJan~iro de 18?7.1ncorp?- rou em Maceió aquela sociedade anoruma, cuJa fábrica acabou~se de montar em ~86~, há 130 anos, portanto, funcionando pelapnme1ravezno ano de 1864. 12 dez - Cinqüentenário da inauguração, a 12 d~ dezei:ii- . bro de 1943 em Maceió, do Educandário ~unice Weaver, po~essa médica, cujo noi;xie lhe fo1 dado, Presidente da Federação das Sociedades de As- sistência aos Lázaros e Defesa Con~ra a Lepra. Localizada no bairro de Mangabeiras, er!l um preventório destinado a recolher filhos sadios de lázaros. 201
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    15 dez.- Cinqüentenárioda introdução a 15 de dezembro de 1943, de um serviço de rádio-telegrafia na r~dação do Jo~nal de Alagoas. Segundo esclare- cnne~to publicado naquele órgão da imprensa mace1oense, tal serviço visava proporcionar um compl~to noticiário do país e do estrangeiro, fornecido pelas agências Meridional United Press ~ Reuter. O ato inaugural dessa inovação matenal contou com as presenças do Superin- tendente do referido jornal, Alfredo Ramos, t~ndo ficado a cargo de Rodrigues Maia, espe- cialmente contratado, o funcionamento do novo serviço. 17 dez.- Setenta anos do falecimento, na capital maceio- ense, às 10 horas do dia 17 de dezembro de 1923 do professor Domingos Moeda. Nascido a 4 d~ agosto de 1839, no então povoado de Barra de Santo Antônio, Domingos da Moeda e Silva foi um dos ilustres educadores de Alagoas, tendo fundado o Colégio São Domingos, no dia 3 agosto d~ 1863. Lente da cadeira de Português do velho Liceu Alagoano, exerceu o magistério durante meio século, dele havendo se afastado em 1890 a~o ,~m que. p~diu exoneração. A ele se dev~ a ideia da cnaçao do Orfanato de São Domingos que nã~ teve a ventura de verinaugurado. Exer~ ceu vános cargos eletivos, inclusive o de Verea- dor da Câmara Municipal de Maceió, de 1876 a 1879 e. de 1887 a 188~. Nesse último período foi o ~residente da refenda Câmara Municipal. 18 dez.- Trinta anos da criação do município de Roteiro por Lei nº 2.648, do dia 18 de dezembro de 1963 município que foi instalado a 31 de janeiro d~ 1966, com território oriundo de São Miguel dos Campos. 19 dez.- Cinqüenta anos da criação, em Maceió, a 17 dez. de 1943, da Cooperativa dos Usineiros de Ala- goas, atual CooperativaRegional dos Produtores 202 de Açúcar de Alagoas. Aquela primeira e~ti?ade naprática substituía a uma outra, a Co~ssao de Vendas dos Usineiros de Alagoas, cnada dez anos antes, por Decr.eto n. 1.833, de 24 de outu- bro de 1933, ou seJa, há sessenta anos, com oobjetivo de aplicar e desenvolver um plano de defesa do açúcar, firmado en~re Alagoas e Per- nambuco, para fazer fac.e à cnse e,m que se deba- tia a indústria açucarerra do pais, desde 5' ~o de 1929, caracterizada pela perda de substância, ou seja, aquela fase em que o preço de venda _?o produto é inf~ri?r 8:º custo de. s:ia produçao. A primeira Direitona da Conussao de Vend~s mencionada, eleita em reunião ~e 6daque.le1!1es de outubro de 1933, ficou assim consti~wda: Diretor-Presidente, Alfredo d~ May8:; Diretor Vice-Presidente, Carlos Lyra Filh~; .Diretor Te- soureiro, Manoel Dubeux Leão, ~gentes 9ue montaram o escritório do novo órgao e realiza- ram todas as operações de venda e retro-v~i;<l:a de açúcar durante a safra 1933/34. Para dingir os serviços do escritório o Banco. Cen~r~l de Crédito Agrícola de Alagoas pôs à dispos1çao ~a Comissão de Vendas seu Sub-Contador Cláudio Ramos, que passou ~ cont~r com um ~hefe de Escritório, dois Escnturários, um Datilógr~o, um Contínuo, um Classificad?r e um J:>olanza- dor, no caso o Químico-Industn~l Francisco Car- neiro, que executava seu serviço em pola1:Ím~­ tro pertencente ao laborató~o da. Associa9ao Comercial de Maceió a princípio cedido gr~tuita­ mentedepois alugado. Quanto à.Cooperatiya.dos Usineiros, constituída, como vimos, .n? ?J.~1~0 mês de 1943, suas operações comerc1a1s 1mc~a­ ram-se a 10 de março do ano que s~ se~u, 0 de 1944. Relacionado aind.a com a h1stóna elo açúcar em nosso Estado, registramos apre ... tro importante dado. Há setenta anol, 203
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    mentei;tªsafra 1922/23-transcorridadejulho de 192_2a3unho de 1923 - o contingente de expor- taçao do açúcar e, sem dúvida, de uma forma abrangente, a própria produção geral desse pro- duto oriundo dos antiquados "banguês", foi ul- trapassado pelo produto fabricado nas modernas usinas, haja vista que, dos 917.664 sacos de açúcai: então exportados, 460.969 procediam das usinas, sendo 346.609 sacos de "cristal-ama- relo" (demerara), 61.249 sacos de "grãfina" e 52:111 sacos de "cristal-branco". Vinte foram as ~sinas quecomercializavamatravés daCoopera- tiva de Vendas, al~as delas hoje desapareci- das: ~gua Compnda, Alegria, Brasileiro, Ca- ma:agibe, C.ampo Verde, Capricho, Central Le- Leao, Corunpe, João de Deus Laginha Mucuri Ouricuri, Peixe, Santana, S~nto AntÔnio Sã~ Simeão, Serra Grande, Sinimbú Terra Nova e Uruba. Existiam, porém, outra~ usinas no Es- tado, como a Apolinário (em São José da Lage), que durante a safra 1932/33 não funcionou· Bom Jesus (em c.amaragibe), que no mesmo perlodo apenas fabnco.u. 1.500 sacos de açúcar; Espe- rança (em Munci), que na citada safra nada pro- duz~u, assim como a Pau Amarelo (em Santa Luzia do ~orte) e a Rio Branco (em Atalaia). Q~an~o à Pi~do~a (em São Luiz do Quintude), a pnmeira usina instalada na zona Norte do Es- tado de Alagoas, na safra 1932/33 tão somen- te prod~ziu 1.200 sacos; Porto Rico (em Colônia Leopoldma), montada em 1929, comercializava tod~ a sua produção em Pernambuco; Santa Fehs~erta (em Maragogi), que não moeu na refenda safra de 1932/33 e finalmente a Teles (em Porto Calvo), que nessa safra fabricou so- mente 1.800 sacos. 25 dez.-fOitenta anos da inauguração, no dia 25 de de- zembro de 1913, na rua Dias Cabral, da Igreja 204 27 dez.- Presbiteriana, o primeiro templo construídoJͪ capital alagoana para o culto .protestan~e. A comissão encarregada das solenidades da inau- guração da novaigreja erainte~ada por Custó- dio Florentino de Barros, Francisco das Chagas Pires e João Batista da Costa Vale. Sessenta anos dainauguração, às 22,30 horas de 25 de dezembro de 1933, do r:amal ferroviário Quebrangulo -Palmeira dos Indios, na época exploradopelaThe GreatWestemof~r~zil Rail- way Company Limited - GWBR. Inicialmente trafegavam três trens por semana, às segund.as, quartas e sextas-feiras, regressando nos dias imediatos. O interventor federal do Estado, o capitão Afonso de Carvalho, foi rep_:esenta:Jo .no ato inaugural em apreço, pelo entao acadermco de Medicina, Nabuco Lopes. Cinqüentenário do falecimento, na capital, ala- goana, no dia 27 de de~embro de 19~~3, do dr. Joaquim Diégues. Nascido em Mace10,. a 7 ~e março de 1871, Joaquim Th?maz Pereira D1é- Diégues era filho do comercia~te Mano.el Bal- tazar Pereira Diégues e Mana Joaqwna da Fonseca Diégues, tendo se formado em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito do Recife a 13 de dezembro de 1893.Entre os vários cargo;públicos que exerceu, ~tamos o.s de lente do Liceu Alagoano, secretáno do Tnbunal de Justiça de Alagoas, juiz d~ Tribunal El~itoral qe Alagoas, diretor da antiga Compa~a das Aguas de Maceió e guarda-livros da Can~a C?- mercial. Relativamente à área cultural, foi sócio efetivo e orador do Instituto Arqueológico e Geo- gráfico Alagoano, hoje Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas, do qual inicial~ente foi sócio efetivo, passando para a categona de h~­ norário, em 1927; sócio efetivo da Academia 205
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    29 dez.- Alagoana deLetras, onde ocupou a cadeira nº 26, que tinha o historiador Alexandre José de Melo Moraes como patrono, tendo ainda inte- grado os quadros da Sociedade Alagoana de Fol- clo~e, fundada na capital maceioense, a 21 de ~aio .de 1942. Folclori~ta, geógrafo, historiador, hn~1sta, I?Oeta e mucista, colaborou em vários órgaos da imprensa de seu torrão natal, desta- c~d~-s~ entre as suas produções, a série de ar- tigos mtitulada A Literatura e a Arte, divulgada em O ~omento, de Maceió, de 12 de março a 28 de maio de 1894, sob a assinatura J. Diégues· A alma do povo na história pátria, no Gutem~ ber.g, d~ 3~ de maio a 2 de junho de 1908; O pri- meiro diáno em Alagoas (l2 de março de 1858) Jornal de Alagoas, 31 de maio de 1924, p. 13 e, fi- nalmente o grande trabalho denominado - Esta- do de Alagoas: Jornais, revistas e outras publi- cações periódicas de 1831 a 1908, magnífico ca- cat~ogo ªº?~do, um dos melhores apresenta- dos a ~xpos~çao comemorativa do primeiro cen- tená?o da 1.mprensa periódica do Brasil, pro- n;ioVIda no Rio de Janeiro, pelo Instituto Histó- nco e Geográfico Brasileiro, em 1908 e incluído no tomo especial de sua revista a ela ~onsagrado s?b .ª denoi;m~ação de Anais da imprensa pe~ nódicabrasileira. De sua lavra, reunido em vo- lume, deixou ainda o discurso com o título de Re- cepçã.o ao exmo. sr. Conselheiro Afonso Augusto Mo~e1ra Pena, por ocasião da sua visita em 31 de maio de 1906 (Maceió, Oficinas Fonseca, 1907). Sessenta anos da inauguração, no dia 29 de de- zembro de 1933, do farol de Porto de Pedras na época o maior do Brasil em altitude, ato 'que C?ntou co!11 a presença, entre outros, do dr. Faus- tu~o~eMiranda, prefeito local e do comandante Phruo Cabral, Capitão dos Portos de Alagoas. 206 30 dez.- Cinqüentenário ao .::réscimo do restritivo Ana- dia posto através do Decreto-lei nº 2.909, de 30 de dezembro de 1943, ao nome do município de Limoeiro, que passou a se chamar Li~iro .de Anadia. A primitiva denominação de Limoerro havia sido dada quando da criação da vila e.mu- nicípio, através da Lei n~ 866, d~ 31. de maio de de 1882 instalados no dia 8 deJaneiro de 1883. - Cinqüe~tenário da mudança do no~e do muni- cípio de SantaLuziado Norte paraRwLargo, em 30 de dezembro de 1943, por força do Decreto-lei estadual n2 2.909, paragráfo 1º. Na verdade, desde o dia 13 de julho de 1915 que a sede do município de Santa Luzia do Norte, por deter- minação da Lei nº 696, daquele dia, fora trans- ferida para Rio Largo. Entretanto, some~te no mencionado dia 30 de dezembro de 1943 e que aquela denominação foi oficialment~ dada .ªº município, desde quando ficara então defimdo que o município passaria a ter o nome de su~ se- de, ficando o antigo município de Santa Luzia do Norte como simples vila de Rio Largo. 31 dez.- Trinta e cinco anos da instalação, a 31 de dezem- bro de 1958, do município de Boca da Mata, criado através da Lei nº 2.085, de 26 de dezem- bro de 1957, com território oriundo de São Mi- guel dos Campos. Assevera-se que as terras que compreendem o município de Boca da Matainte- gravam o engenho Santa Rita, de propriedade de Antônio Pinto da Cunha Coutinho. - Duzentos anos do término da construção, em 1793, do convento de Santa Maria Madalena, da antiga povoação de Santa Maria Madalena da Lagoa do Sul, depois cidade das Alagoas e atual- mente cidade de Marechal Deodoro. O ano da conclusão da referida obra aparece em nicho do frontispício da Igreja do convento da ordem fran- 207
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    c~scana. Apesar deo aludido frontispício haver sido levantado até a altura do coro, em 1784, so~ente no ano de 1793 ficou totalmente ter- m1na~a a suafachada, emcujatorrefoi instalado um smo de grande porte, fabricado em Lisboa em 1792. ' - Cento e vinte anos do aparecimento no ano de 1873, mas em dia e mês não d~tectados ~o Jornal do Pil<fr. Publicado semanalmente e~ tipo~afia própna, na rua dos Trapiches, nº 49, na cidade lacustre do Pilar, onde circulou até 0 ano?e.1879, seufun~ador e redatorprincipal era Anto~o Duarte Leite da Silva, que nele cola- boro~ i.ntensamente, inclusive sob opseudônimo de J~10 Rosalvo, sendo aliás autor de Isaura (Maceió, Typographia do Partido Liberal 1870) um dos mais antigos romances da lavra d~ alago~ ano..Certamente em conseqüência de matérias pubhcadas nas colunas daquele jornal, na noite de 9 de out~bro de 1878 Leite da Silva foi alvo de uma tentativa de morte, quando três indivíduos armados_de cacetes e facas agrediram-no e so- mente nao o ~ataram devido à intenvenção de populares. Dias antes, a 1º do citado mês de outubro, haviam invadido as oficinas de seu semanário e jogado na lagoa Manguaba a maior parte do m~terial tipográfico, inclusive "a mesa d.o pre~o, timi;>ano e frasquetas". Perdurando a situaçao. de !~eg:urança, viu-se compelido a transfenr res1~en.c1a para Maceió, onde estivera antes, como pnnc1pal redator de O Constitucio- ~al, órgão do.Pa.rtido Conservador, na fase ini- cial desse penódico, aparecido a 27 de janeiro de 1873. Na última fase de sua vida atormentada L.eite da Silva deu para beber desbragadamente, vmdo.a falecer ~m extremo estado de pobreza no Hospital de Candade de Maceió, no dia 6 dejulho de 1883. 208 - Cento e dez anos do aparecimento, no ano de 1883, de O Atalaia, mas em dia e mês não de- tectados, em Passo de Camaragibe. Quase todo redigido em verso, era umpequeno periódico que se dizia literário e crítico, editado na Typogra- phia d'O Camaragibe, por Carlos Rodrigues, igualmente seu proprietário e redator. - Cinqüentenario do falecimento, em 1943, de Ar- tur Vieira Peixoto, natural de Murici, onde nas- ceu a 12 de setembro de 1865, no engenho Ita- maracá. Fez os seus estudos primários em Maceió, onde veio a completar igualmente os preparatórios. Em 1888 matriculou-se naFacul- dade de Direito do Recife, mas após a Procla- mação daRepública transportou-separa oRio de Janeiro, quando já cursava o 2º ano do seu curso de Ciências Jurídicas e Sociais. Por falecimento de seu pai, passou para a tutela de seu primo e cunhado, o marechal Floriano Peixoto, do qual foi Auxiliar de Gabinete no período em que este último ocupou o cargo de Ministro da Guerra, tendo em seguida sido nomeado para a Secre- taria do Ministério da Guerra, quando pode en- tão prosseguir os seus estudos de Direito, in- terrompidos há alguns tempo, bacharelando-se finalmente em fins de 1893, na Faculdade Livre de Direito do Rio de Janeiro. Regressando a Alagoas em 15 de novembro de 1894, veio a ser eleito deputado por Alagoas, pelo 1ºdistrito, na 3ª legislatura (1897/99). Emparceria com Fran- colino Camêu, publicou a obra Floriano Peixoto: vida e governo (Rio de Janeiro, 1925), tendo deixado inédita a obra História da consolidação daRepública. 209 I' 1 1
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    Pernão Velho, cujo pontode parada foi elevado à categoria de estaçao há cem anos, em 11 de dezembro de 1893 cm foto da décad; de 20, do fotógrafo Guilherme Rogato. 11,000. Segundo m1mero da rovista Alagoana Ilustrada surgida em Maceió, a '1• de dezembro de 1933, tendo Raul Lima como redator- chefe. Era impressa na Litografia Trigueiros. <' - .f f .. ' ',. Memorandum da Comissão de Vendas dos Usineiros deAlag~as, a 17 de dezembro de 1943 substituída pela Cooperativa dos Usmeiros de Alngoas. 211 11 1 ..
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    Em foto deL. Lavenere, o Convento de SantaMaria Madalena da 8;0-tiga povoação de Santa Maria Madalena da Lagoa do Sul, atual cidade de Marechal Deodoro, cuja construção foi terminada em 1793. 212 ,L?--,.-/-;.-..-~·c llOMltif.(1 21 OF. NOVU!llf.il ilf: 1818. l nt ~ ll"lj,;.",,. dof i._4 fJ•M l~I i4a• 1ffi~ fUti~j,, •J.-. r.1""411$ ltitfor.._.....t, '" •• lt1••··· • .,~... Jj119 ...... "' ...:~ "' °)'1'/ifil'M ..; ••• • "'"'IH 1!i1111'4 nt HC1ili&!i9t. [IU•I 1~1.-) elort·•• •I• rlfao Ttth1lll'frn~. ("tii, ••t0 ,; nu e1111e r.ti •"'' rt1•r.--, nUl!"'Ímiiu· o•• .... d• tillottU, 1.i i'"""f4l't'I, t.t11•I! tc:H lc1t11.ru, u .,.,,...., • •-'" K. 32 ··i / J',tlJJ.rJ.. Número do Jornal do Pilar, do ano de 1878. Aparecido no ano de 1873, cm dia e mês não detectados, tinha como proprietário e principal redator, AntônioDane Leite da Silva. 213
  • 108.
    .. ).. EFEMÉRIDES ACERCA DELIVROS 120 anos de publicação: Esperanças mortas, poesia (Maceió, 1873), de Iná- cio de Barros, HistóriadoBrasil-Reino e Brasil-Império, 2v. (Rio de Janeiro, 1871-73), de Mello Moraes. 110 anos de publicação: Aperçu sur la theorie de l'evolution (Rio de Janei- ro, 1883), de LadislauNetto Auras matutinas, poesia (Maceió, 1883), de Antô- nio Romariz Poesia: 1882 a 1883 (Recife, 1883), de Francisco C. de Sampaio Moeda 100 anos de publicação: 90 Teoria das proposições: Curso de língua nacional (Maceió, 1893), de Manoel Baltazar Pereira DiéguesJúnior anos de publicação: Relicário, poesia (Penedo, 1903), de Otávio Gomes 80 anos de publicação: Apontamento de geometria preliminar (Lisboa, 1913), de Manoel deAlmeida Cavalcanti 215
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    70 Assumpção, romance (Riode Janeiro, 1913), de J. M. Goulart de Andrade Chrônicas contemporâneas. Primeira série (Rio de Janeiro, 1913), de Matheus deAlbuquerque. Dona Ede, romance; O 14, contos, ambos edita- dos em 1913 de autoria deHorminoLima Esparsos. Primeira série. Lágrimas, prosa (Recife, 1913) de Jonas Taurino Ferreira de Andrade Máguas secretas, poesia (Rio de Janeiro, 1913), de Luzia de Oliveira Costa Amoral do futuro (Rio de Janeiro, 1913), de Pontes de Miranda Mosaicos, poesia (Maceió, 1913), deEstevãoPinto Ao sol dos trópicos, poesia (Rio de Janeiro, 1913) de LuizFrança ' Sombras, poesia (Recife, 1913), de Fernando de Mendonça anos de publicação: O acendedor de lampeões, ensaios (Rio de Janeiro 1923),de Povina Cavalcanti ' Cantos do Brasil Novo, poesia (Rio de Janeiro, 1923), de J. M. Goulart de Andrade A comédia dos erros, ensaios (Rio de Janeiro, 1923), de Jorge de Lima Çunacepa, poesia (Cuiabá, 1923), de Augusto Cavalcanti Adelícia de sofrer, pensamentos (Maceió, 1923), de FernandoMendonça Ensaios de crítica doutrinária (Rio de Janeiro 1923), de Perilo Gomes ' Gonçalves Lêdo: o homem da independência (Maceió, 1923), de AurinoMaciel Lajeunesse d'Anselmo Torres (Paris, 1923) e Mar- gara, romance (Rio de Janeiro, 1923), ambos de Matheus de Alburquerque 216 60 No miradoiro das ilusões, poesia (Maceió, 1923); de Nilo Ramos Asabedoria da inteligência (RiodeJaneiro, 1923), de Pontes de Miranda Política americana (Rio de Janeiro, 1923), de Leão Marinho Tavares Bastos Questões de ensino (S. Paulo, 1923), de A. de SampaioD6ria Reflexos, poesia (Maceió, 1923), de Carlos Paurí- lio, assinou-se Carlos Silva A situação financeira: males e remédios (Rio de Janeiro, 1923) de Leite e Oiticica Tarântula, contos (S. Paulo, 1933), de Carlos Rubens anos de publicação: Caetés, romance (Rio de Janeiro, 1923), de Graci- lianoRamos Calidoscópio, contos (Rio de Janeiro,1933), de Mo- renoBrandão Freud, Adler e Jung... (Rio deJaneiro, 1933), e Psi- quiatria e psicanálise (Rio de Janeiro, 1933), ambos de ArturRamos Históriada civilização das Alagoas (Maceió, 1933), de Jayme deAltavila Idade dos passos perdidos, novela (Maceió, 1933), e Solidão, contos (Maceió, 1933), ambos de CarlosPaurilio Os indígenas do Nordeste, 1Qv. (S. Paulo, 1933), de Estevão Pinto A influência africana no português do Brasil (Rio de Janeiro, 1933), de Renato de Mendonça O Liberalismo (Barcelona, 1933), de Perilo Gomes A mulher: decepção e milagre da vida, poesia (Maceió, 1933), de Fernando de Mendonça Os novos direitos do homem (Rio de Janeiro, 1933), 217
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    50 e Anarchismo, Comunismo,Socialismo (Rio de Ja- neiro,1933), ambos de Pontes de Miranda Outros poemas (Rio de Janeiro, 1933), de Armindo Rangel Panoramas amazônicos: 1-Coary(Manaus, 1933), deAnísio Jobim Poemas (Recife, 1933), de Matheus de Lima Oproblema da educação dos bens dotados (S. Pau- lo,1933); La educación de los bien dotados (Ma- drid, 1933);Educação (S. Paulo, 1933),todos de A. de Sampaio Dória S.Paulovenceu! (RiodeJaneiro, 1933), deArnon de Mello anos de publicação: À margem do futebol alagoano (Rio de Janeiro, 1943), de Renato Sampaio Ausência de poesia, ensaio (Rio de Janeiro, 1943), dePovina Cavalcanti Freud e o meu personagem emerenciano (Rio de Janeiro, 1943), de Mário Brandão Guerra e relações de raça (Rio de Janeiro, 1943); Las culturas negras en el Nuevo Mundo, ver- sión espanhola de Ernestina de Chanpourcin (México, 1943); Introdução à antropologia bra- sileira, 12 v.; As cultura não-européias (Rio de Janeiro, 1943), todos de ArthurRamos The history ofpainting in Brazil (Rio de Janeiro, 1943), de Carlos Rubens Apintura em pânico, fotomontagem (Rio de Janei- ro, 1943), de Jorge de Lima Posse indireta (Recife,1943), de Gondin Neto Rumo da civilização brasileira (S. Paulo, 1943), de Humberto Bastos 218 40 anos de publicação: Desencontro, poesia (Maceió, 1953), de Carlos Moliterno Fruta de palma, crônicas (Maceió, 1953), de Oscar Süva Memórias do cárcere, 4 v. (Rio deJaneiro, 1953), de GracilianoRamos O meujugo é suave, poesia (Rio de Janeiro, 1953), de Sisenando Silva Mixórdia, contos e poema (Maceió, 1953), de Mario Nobre Motivos e aproximações (Rio de Janeiro, 1953), de Carlos Pontes Sinfonia cósmica, poesia (Rio de Janeiro, 1953), de Sampaio Sobrinho Ventos do Norte, sonetos (Maceió, 1953) e Trombe- tas de Jericó, poema (Maceió, 1953), ambos de Waldick Pereira 219
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    .. • "INDICE DE ASSUNTOS ·A· Academiados Dez Unidos: fundação, 23 set. Ação Integralista Brasileira: embaixada chefiada porPlí- nio Salgado, O1 ago. Agrippino Grieco em Alagoas, 10 out. Alagoano (0): jornal, 15 nov. Alagoas: revista da Casa Ramalho, abr.1893 Alagoas Iate Clube: pedra fundamental, 17 mar. Alagoas Ilustrada: revista, 01 dez. Alagoas Railway: encampação pela Great Western, 22 jan. Albuquerque, Antonio Teixeira, 13 de maio Almanaque do Ensino do Estado de Alagoas, da Casa Ra- malho, abr. 1893 Amado, Jorge, vide Jorge Amado em Alagoas Anadia: adição do restritivo Anadia ao nome do municí- pio do Limoeiro, 30 dez. Anadia: vulto ilustre, 03 abr. Arecippo, Antonio, 01 dez. Associação Comercial de Maceió: pedra fundamental do prédio, 27 maio Associação Typographica Alagoana de Socorros Mútuos, 09 dez. Atalaia: criação da comarca, 22 abr. Atalaia: freguesia, 31 jul. Atalaia (0): jornal, ano de 1893 Aviação em Alagoas: Sampaio Corrêa - 11, 30 jan.; bases aéreas ligadas por estradas asfaltadas, 06 mar.; Bleriot, 22 jun. 221 •
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    Banco da Produçãodo Estado de Alagoas, atual Banco do Estado de Alagoas S/A - PRODUBAN· instalação, 02 jul. ' Banda de música, 09 fev. Barra de São Miguel; criação do município, o2 ago. Barros Ivan, 24 out. Bases aéreas de Maceió, ligadas por estradas asfaltadas 06 mar. ' Basto, Comendador José Antonio Teixeira, 05 nov. Bastos, José Tavares, 08 ago. Batalhador: jornal, 07 jan. Batinga, Ulisses, 01 nov. Bebedouro: paróquia, 12 jul. Bela Vista Palácio Hotel: inauguração, 21 jun. Boca da Mata: instalação do município, 31 dez. Bonde construído em Maceió, 14 jul. Bonde em Alagoas, 01 jul.; 20 jul.; 02 ago. Bonde elétrico em Maceió, 01 jul. Cacimbinhas: criação do município, 19 set. Cajueiro: criação do município, 22 maio Campos, Virgínio de: líder operário, maio 1913 Capela: filho ilustre, 08 ago. CASAL, out. 1963 Casamento é negócio? filme alagoano, 03 abr. Casa Ramalho: centenário da livraria, abr. 1893 Casa Ramalho: órgão de propaganda do livro em Alagoas, abr.1893 Cavalcante, Erm1io de Oliveira Mello; 28 maio Centro Esportivo Alagoano, ver Centro Sportivo Alago- ano Centro Sportivo Alagoano - CSA: fundação, 07 set. Centro Sportivo J. Floriano Peixoto, ver Centro Sportivo Alagoano Centro Sportivo 7 de setembro, ver Centro Sportivo Ala- goano Cinema Capitólio: inauguração, 11 jun. Cinema e Teatro Floriano: inauguração, 21 jun. 222 Clichês tipográficos fabricados em Jviaceió, set. 1893 Club Republicano da Palmeira dos Indios, 28 maio; 24 jul Clube do Trabalhador "Delmiro Gouveia", 23 mar. Coité do Noia: instalação do município, 21 set. Coleção Autores AJagoanos: Casa Ramalho, abr. 1893 Colégio Batista Alagoano: instalação, 14 fev. Colégio Bom Jesus: inauguração, 08 jan. Colônia Leopoldina: elevação à categoria de cidade, 20 jun. Colônia Leopoldina: instalação do município, 25 jan. Comarcas: criação das quatro primeiras de Alagoas, 22 abr. Companhia de Abastecimento de Água e Saneamento do gRtado de Alagoas - CASAL, out. 1963 Companhia Alagoana de Trilhos Urbanos - C.A.T.U., 01 jul., 02 ago. Companhia Pilarense de' Fiação e Tecidos: funciona- mento 05 out. Companhia Promotora de Indústria e Melhoramento, 20 jul. Companhia União Mercantil: banda de música, 09 fev. Concurso de Conto Regional, da Casa Ramalho, abr.1893 Concurso sobre otemaFeminismo, lançado pelaCasa Ra- malho, abr.1893 Congresso Médico de Alagoas, 1!!, 05 jun. Congresso Operário de Alagoas, 1!!: instalação, 22 jan. Constitucional (0): jornal, 27 jan. Convento de Santa Maria Madalena: duzentos anos do término de sua construção, em 1793 Cooperativa dos Usineiros de Alagoas: criação, 17 dez. Coqueiro Seco: vulto ilustre, 07 nov. Corrêa Júnior, 22 jan. Curato de Nossa Senhora do O': criação, 17 jul. Dantas, Júlio: sua passagem por Maceió, 01 ago. Delmiro Gouveia: serviço de água na povoação da Pedra 26jan. ' Delmiro Gouveia: serviço de luz elétrica da antiga povoa- .ção da Pedra, 26 jan. 223
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    Delmiro Gouveia: suafixação no povoado Pedra, atual Delmiro Gouveia, jun.1 903 . Deneau, Lucien: aviador francês em Alagoas, 22 Jun. Diário do Norte: jornal, 05 nov. Diégues, Joaquim, 27 dez. Duarte, Ana Sampaio, 09 dez. Duarte, Guido,11 out. Duarte, Manoel da Costa, 24 jul. Duarte, Maria Lúcia, 15 abr. E Educandário Eunice Weaver: inaguração, 12 dez. Enfermarias para crianças da Santa Casa de Misericór- dia: inauguração, 12 out. Estabelecimentos de ensino: 08 jan., 14 fev., 12 dez. Escola Remington, de F.J Ruschid: fundação, jul. 1923 Estação ferroviária de Fernão Velho, 11 dez. Estímulo (0): jornal, 16jul.. Estrada asfaltada, 06 mar. Estrada de Ferro em Alagoas, 15 maio; 02 ago.; 25 dez. Estrada de Ferro de Paulo Afonso, 02 ago. Evolucionista (0): jornal, 21 jun. F Fábrica de Tecidos do Pilar: funcionamento, 05 out. Farol de Porto de Pedras, 29 dez. Federação Operária de Alagoas: fundação, maio 1913 Feira de Amostras de Alagoas, lª, 14 jul. Fernão Velho: povoação, 11 dez. Ferraz, Francisco José dos Santos, 23 ago. Filatelia em Alagoas, 03 maio Fonseca, Eduardo Emiliano da, 24 jul. Fonseca, Manoel Gomes, 21 jun Fortes, Arsênio: proprietário do BelaVista Palácio Hotel, 21jun. 224 ~'reguesias: criação, 19 maio; 11 jul. l•'utebol em Alagoas, 07 set. 1913 G Garagem dos bondes da Companhia Promotora: cons- trução, 02 ago. Gaz.eta da Tarde: jornal, 08 ago. Getúlio Vargas em Alagoas, 01 set. Ginásio de Esportes do Colégio Estadual de Alagoas, 01 fev. Girau do Ponciano: criação do município 15 jul. Gouveia, Delmiro, 26jan.;jan.1903 (sua' fixação na Pe- dra, Alagoas) Grieco, Agrippino, ver Agrippino Grieco em Alagoas Graciliano Ramos, 20 mar Gramofone em Alagoas, 17 jun. Great Western: The Great Western ofBrazil Railway Company Limited, 22 jan. Greves em Alagoas, 20 out. Guimarães, Adolpho de Alencar: fundador da Livraria Novo Mundo, 21 jun. Guimarães, Alberto Passos, 16 abr. Guimarães, Horácio, 08 set. Guiomar, Lúcia, 31 jul. H Hint~n, Walter, um dos pilotos do Sampaio Corrêa -11, 30 Jan. Hotel Bela Vista, ver Bela Vista Palácio HoteJ 1 Igreja Batista, de Maceió,13 maio Igre~a de Noss~ Senhora do O', de Ipioca, 17 jul. Igre3a Nova: cnação do foro civil e judiciário, 29 maio 225
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    li Igreja Presbiteriana, deMaceió,25 dez. Imprensa Católica: jornal, maio 1873 Indústria em Alagoas, ver Feira de Amostras de Alagoas, 12 ,14 jul. Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Estado de Alagoas - IPASEAL: criação, 01 ago. Instrução (A): jornal, 30 set. Integralismo em Alagoas, 01 ago.; 20 ago. IPASEAL: criação, O1 ago. lpioca: povoação, 17 jul. lpioca: tentativas de criação do município,17 jul. J Jacuípe: criação do município, 15 jul. Jobim, Nicodemos, 03 abr. Jorge Amado em Alagoas, 24 ago. Jorge, Silvério, 09 jul. Jornal do Pilar: aparecimento,em 1873 Junqueiro: criação do município,15 jwi. Junta Comercial do Estado de Alagoas: criação, 26 maio L Lagoa da Canoa: instalação do município, 25 jan. Lemos, Virgílio de, 27 jul Leopoldina, ver Colônia Leopoldina Lima, Jorge de, 23 abr. Limoeiro de Anadia, instalação do município,08 jan. Limoeiro de Anadia: adição do restritivo Anadia, 30 dez. Linguarudo: jornal, 08 nov. Litrento: Oliveiros, 26 out. Litografia Trigueiros, set. 1893 Livraria Comercial, vide Livraria Ramalho Livraria Fonseca,21 jun. Livraria Novo Mundo, 21 jun. Livraria Ramalho: centenário, 07 abr. 226 Lucariny, Luiz,15 abr. Luz elétrica: instalação do serviço em localidades alago- anas: 26 jan.; 23 abr. M Maceió: criação da comarca, 22 abr. Maceió: estabelecimento de ensino, 08 jan.; 14 fev. Maceió: estação telegráfica, 12 abr. Maceió: imprensa, 27 jan.; 02 mar.; 03 mar.; maio 1873; 04 jul. 1923; 08 ago; 07 set.; 01 out.; 22 out.; 05 nov.; 15 nov. 01 dez. Maceió: paróquias, 12 jul. Maceió: prédios, 27 maio; 02 ago. Maceió: vultos ilustres, 29 mar.; 16 abr.; 31 jul.; 30 set.; 26 out. Madrigal (0): jornal, 10 set. Major lzidoro: paróquia, 06 mar. Malta, Joaquim Paulo Vieira, 14 set. Marechal Deodoro: criação da comarca, 22 abr. Marechal Deodoro; duzentos anos da construção, em 1793, do Convento de Santa Maria Madalena Marechal Deodoro: elevação à categoria de cidade, 08 mar. Marechal Deodoro (município): Filhos ilustres 18 abr; 09 jul.; 08 ago. Mart~ns, Pinto, um dos pilotos do Sampaio Corrêa-11, 30 Jan. Mata Grande: Filho ilustre, 14 set. Matriz de Camaragibe: criação do município, 24 abr. Medicina em Alagoas: 05 jun. Melo, Américo, 02 mar. Melo, José Marques de, 15 jun. Mesa de Rendas Gerais do Pilar: criação, 16 jul. Moeda, Domingos, 17 dez. Momento (0): jornal, 04 jul. Montenegro, Joaquim Jonas Bezerra, 29 mar. 227
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    Movimento Operário emAlagoas, 22 jan; maio 1913; 20 ago.; 20 set.; 23 out. Mudança da capital de Alagoas para Maceió, 08 ago. Murici: vulto ilustre, 50º aniversário falecimento de .Ar} tur Vieira Peixoto, óbito ocorrido em 1943. Música em Alagoas, bandas de música, compositores e músicos, 09 fev.; 14 jul.; 01 dez. N Neves, Mesquita (Antônio Inácio de Mesquita Neves), 18 abr. Novo Lino: instalação do município, 18jan. Núcleo Integralista de Alagoas: fundação, 20 ago. o Olho d'Água das Flores: criação do município, 02 dez. Olivença: criação do município, 24 abr. Opinião Conservadora: Jornal, 07 set. Orfanato S. Domingos: idéia da criação, 17 dez. p Página dos Municípios, do Jornal de Alagoas, 01 fev. Paiva, Gustavo, 27 out. Palácio do Governo de Alagoas: Palácio Marechal Flori- ano, 14 ago. Palmeira dos Indios: estação ferroviária, 25 dez. Palmeira dos Índios: município, 23 jun. Palmeira dos Índios: vultos ilustres, 15 abr.; 28 maio; 15jun.; 24 jul.; 24 out,; 09 dez. Pão de Açúcar: freguesia do Sagrado Coração de Jesus, lljul. Pão de Açúcar: imprensa, 06 ago. Paróquia de Alagoas, 06 mar.; 12 jul. 228 Partido Operário Socialista do Estado de Alagoas· rriação, 20 ago. ' Passo de Camaragibe: imprensa, ano de 1883 !1 nsso de Camaragibe: instalação do serviço de ilumina- ção elétrica, 23 abr. Paulino, José, 20 out. Paulo Jacinto: Criação do município, 02 dez. Pedra: fixação de Delmiro Gouveia no povoado jan 1903 Pedra: povoado, se~ço de água, 26 jan; ' Pe~a: povoado, s~i:viço d~ il~naç~o elétrica, 23 jan. Peixoto, ArthurV1e1ra, 50-an1versáno do falecimento em 1943 Penedo: conferência integralista do Gustavo Barroso, 20 ago. Penedo: criação da comarca, 22 abr. Penedo: imprensa, 16 jul. Penedo: vultos ilustres, 25 mar;. 28 mar.; 09 maio,; 23 ago.; 01 nov.; 09 dez. Piaçabuçu: estação telegráfica, 19 abr. Piaçabuçu: vulto ilustre, 27 jul. Pilar: criação da Mesa de Rendas, 16 jul. Pilar: estação telegráfica, 01 nov. Pilar: imprensa, ano de 1873; 08 nov. 1893 Pilar: vultos ilustres , 22 jan.; 07 jul. Pinto, Manuel Lopes Ferreira, 30 set. Pintura em Alagoas: 1! Feira de Amostras de Alagoas 14 jul. ' Poço das Trincheiras: criação do município, 15 jul. Porto de Pedras: farol, 29 dez. Primeira alagoana a concluir um curso superior, 09 dez. Proletário (0): jornal, 22 out. Protestantismo em Alagoas, 14 fev.; 13 maio; 25 dez. Q Quebrangulo: estação ferroviária, 25 dez. Quebrangulo: vulto ilustre, 20 mar. 229
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    R Rádio-telegrafia na redaçãodo Jornal de Alagoas, 15 dez. Ramal ferroviário Quebrangulo - Palmeira dos Índios: inauguração, 25 dez. Ramalho,ManoelJoaquim,abr. 1893 " Ramos, Arthur, 07 jul. Ramos, Raul, 14 jul. Recebedoria Central: reforma do prédio, 24 fev. Regulamento interno da Santa Casa de Misericórdia de Maceió, 24 nov. Remington (A): revista, jul. 1923 Renascença, revista da Casa Ramalho, abr. 1893 Restaurante Operário da C.A.F.T., emRio Largo: inaugu- ração, 24 jun. Rio Largo: cinqüentenário da mudança do nome do muni- cípio de Santa Luzia para Rio Largo Rio Largo: prédio, 24 jun. Rocha, José Moraes da, 29 jul. Rogato, Guilherme, 03 abr. Romariz, Antônio, 28 mar. Romariz, Sabino, 09 maio Rosal (0): revista, 10 ago. Roteiro: criação do município, 18 dez. s Sampaio Corrêa-II: avião, 30 jan. Santa Casa de Misericórdia de Maceió, 12 out,; 24 nov. Santelmo (0): Jornal, 01 out. São Brás: freguesia, 19 maio. São José da Lage: criação do foro civil e judiciário do mu- nicípio, 29 maio. São Luiz do Quitunde: estação telegráfica, 28 mar. São Luiz do Quitunde: imprensa, 30 set. São Miguel dos Campos: indústria, 13 abr. São Miguel dos Campos: instalação do município, 14jan. 230 Secretaria de Agricultura de Alagoas, 28 jan. Semeador (0): jornal, 02 mar. Sertãozinho, vide Major Izidoro Silva, Antônio Duarte Leite da: fundador doJ ornai do Pi- lar, aparecido em 1873; Silva, Augusto Vaz da, livreiro, 07 abr. Soares, José Leocádio Ferreira, 09 dez. Socialismo em Alagoas, 20 ago., 22 out. Sociedade Filatélica de Alagoas, 03 maio T Tanque d'Arca: instalação do município, 24 jan. Teatro em Alagoas, 15 abr.; 13 jun.; 06 jul. Teatro "16 de Setembro", 13 jun.; 06 jul. Telégrafo em Alagoas, 28 mar.; 12 abr.; 19 abr.; 01 nov. Templo Batista em Alagoas, 13 maio. Templo Presbiteriano em Alagoas, 25 dez. Templo protestante em Alagoas,, 13 de maio, 25 dez. Titara, José Correia da Silva, 07 nov. Torpedeamento do "Itapagé" nas costas alagoanas, 26 set. Tribunal Superior do Estado de Alagoas (atual Tribunal de Justiça de Alagoas): regimento interno, 26 abr. Trigueiros, Protásio, set. 1893. Triunfo, vide Igreja Nova Typographia Mercantil, 09 dez. Typographia Social, 09 dez. u Uniãoense: jornal, 03 set. União Operária Alagoana: fundação, 29jun. 1903 União dos Palmares: imprensa, 07 jan.; 03 set.; 10 set. União dos Palmares: instalação do município, 21 fev. União dos Palmares: ramal da ferrovia ligando União à Estrada de Ferro Sul de Pernambuco, 15 maio. 231
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    União dos Palmares:vultos ilustres, 23 abr.; 01 dez. Usina Sinumbu, 13 abr. V Vargas, Getúlio, ver Getúlio Vargas em Alagoas Velocínio (0): jornal, 03 mar. Verdade (A): jornal, 06 ago. Viçosa: imprensa, 02 maio Viçosa: instalação do município, 16 fev. Viçosa: vulto ilustre, 01 set. Viçosense (0): jornal, 02 maio. Vilela, José Aloísio Brandão, 01 set. 232 .-..~ ·. e