Título
      Alunos com limitações no domínio motor
      Caracterização da situação educativa
            - um estudo aprofundado -
                    2002/2003




                  Coordenação
Núcleo de Orientação Educativa e Educação Especial
                 Filomena Pereira




             Organização e redacção
                 Joaquim Colôa




                  Colaboração
            Margarida Nunes da Ponte




          Concepção da base de dados
                   Sandra Alves




                  Maio de 2004
Índice geral

Introdução ............................................................................................................................................2
Metodologia .........................................................................................................................................4
Caracterização e enquadramento da problemática do domínio motor .................................................5
CAPÍTULO I .........................................................................................................................................7
    1. Caracterização dos estabelecimentos de educação e ensino ................................................... 7
CAPÍTULO II ......................................................................................................................................10
    1. Caracterização da população .................................................................................................. 10
      1.1. Sexo ................................................................................................................................... 10
      1.2. Idade................................................................................................................................... 11
      1.3. Especificação da problemática ........................................................................................... 12
          1.3.1. Especificação das problemáticas associadas ...............................................................13
          1.3.1.1. Sujeitos que apresentam mais do que uma problemática associada .........................14
         1.3.1.2. Sujeitos que apresentam uma problemática associada ..............................................16
  2. Aspectos relacionados com as Autonomias ............................................................................... 18
      2.1. Níveis de autonomia e tipo de problemática ....................................................................... 19
    3. Aspectos de Comunicação ...................................................................................................... 22
      3.1. Aspectos motivadores para estabelecer comunicação ....................................................... 22
      3.2. Aspectos da comunicação receptiva .................................................................................. 23
      3.3. Aspectos da comunicação expressiva ............................................................................... 25
CAPÍTULO III .....................................................................................................................................29
    1. Aspectos da situação educativa .............................................................................................. 29
      1.1. Aspectos relacionados com os níveis de educação e ensino ............................................. 29
      1.2. Níveis de educação e ensino e idade ................................................................................. 31
    2. Aspectos relacionados com a intervenção precoce ................................................................. 33
    3. Aspectos relacionados com os apoios educativos ................................................................... 35
      3.1. Tempo de apoio .................................................................................................................. 35
      3.2. Periodicidade de apoio ....................................................................................................... 36
      3.3. Aspectos da especialização dos docentes ......................................................................... 37
      3.4. Local de apoio educativo .................................................................................................... 38
          3.4.1. Local de apoio educativo e tipo de problemática ..........................................................39

                                                                                                                                                      ii
3.4.2. Local do apoio educativo e apoio especializado ...........................................................40
      3.5. Aspectos das medidas do regime educativo especial ........................................................ 41
          3.5.1. Medidas do regime educativo especial e tipo de problemática ....................................45
          3.5.2. Medidas do regime educativo especial e idade.............................................................46
          3.5.3. Medidas do regime educativo especial e formação especializada dos docentes ..........47
      3.6. Outros tipo de apoios.......................................................................................................... 49
          3.6.1. Terapia da fala ..............................................................................................................49
          3.6.2. Terapia Ocupacional .....................................................................................................51
          3.6.3. Fisioterapia ...................................................................................................................53
          3.6.4. Apoio específico de Auxiliar de Educação ....................................................................56
          3.6.5. Outros apoios ................................................................................................................60
          3.6.6. Outro tipo de apoios e problemática .............................................................................61
          3.6.7. Outro tipo de apoios e idade .........................................................................................63
CAPÍTULO IV.....................................................................................................................................67
    1. Aspectos relacionados com as ajudas técnicas/tecnologias de apoio ..................................... 67
      1.1. Caracterização das ajudas Técnicas/tecnologias de apoio ............................................... 68
          1.1.1. Auxiliares de tratamento e treino...................................................................................69
          1.1.2. Auxiliares para cuidados pessoais e de protecção .......................................................69
          1.1.3. Auxiliares para mobilidade ............................................................................................70
          1.1.4. Auxiliares para melhorar o ambiente .............................................................................71
          1.1.5. Auxiliares para comunicação, informação e sinalização ...............................................71
    2. Ajudas técnicas/ tecnologias de apoio e tipo de problemática ................................................. 72
    3. Ajudas técnicas/tecnologias de apoio, áreas de autonomia e níveis de independência .......... 73
    4. Ajudas técnicas/tecnologias de apoio e comunicação ............................................................. 75
    5. Ajudas técnicas/tecnologias de apoio e formação especializada dos docentes ...................... 76
    6. Ajudas técnicas/tecnologias de apoio e medidas do regime educativo especial ..................... 78
    7. Ajudas técnicas/tecnologias de apoio e idade ......................................................................... 80
CONCLUSÕES ..................................................................................................................................83
RECOMENDAÇÕES .........................................................................................................................87
Anexos ...............................................................................................................................................90




                                                                                                                                                     iii
Índice das figuras

Figura 1 - Distribuição, a nível nacional, dos estabelecimentos de educação e ensino                                                                             7
Figura 2- Distribuição, por DRE, dos estabelecimentos de educação e ensino .................................................................. 8
Figura 3 – Média de sujeitos por DRE e por estabelecimentos de educação e ensino ....................................................... 8
Figura 4 – Percentagem de estabelecimentos por tipo de adaptação do ambiente ............................................................ 9
Figura 5 – Distribuição dos sujeitos por DRE .................................................................................................................... 10
Figura 6 –Distribuição dos sujeitos por sexo e DRE .......................................................................................................... 11
Figura 7 –Distribuição dos sujeitos por idade e DRE ......................................................................................................... 12
Figura 8 –Distribuição dos sujeitos por tipo de problemática e DRE ................................................................................. 12
Figura 9 –Percentagem de sujeitos, a nível nacional, por tipo de problemática associada .............................................. 13
Figura 10 –Distribuição dos sujeitos por DRE tendo em conta o número de problemáticas associadas .......................... 14
Figura 11 –Distribuição sujeitos com mais do que um tipo de problemática associada por DRE ................................... 15
Figura 12 –Distribuição sujeitos com uma problemática associada por DRE .................................................................. 16
Figura 13 – Distribuição sujeitos por áreas e níveis de autonomia .................................................................................... 18
Figura 14 –Distribuição dos sujeitos por áreas e níveis de autonomia e DRE .................................................................. 18
Figura 15– Distribuição dos sujeitos, a nível nacional, por tipo de problemática, áreas e níveis de autonomia .............. 20
Figura 16 –Distribuição dos sujeitos por quantidade de aspectos motivadores para estabelecer comunicação e DRE ... 22
Figura 17 – Distribuição dos sujeitos por quantidade de formas de comunicação receptiva e DRE ................................. 24
Figura 18 – Distribuição dos sujeitos por quantidade de formas de comunicação expressiva e DRE .............................. 26
Figura 19 – distribuição dos sujeitos por níveis de educação e ensino e DRE ................................................................ 30
Figura 20 – Média, a nível nacional, de sujeitos por níveis de educação e ensino ........................................................... 30
Figura 21 – Distribuição dos sujeitos, a nível nacional, por níveis de educação e ensino e idade ................................... 32
Figura 22 – Distribuição dos sujeitos em intervenção precoce por contexto de apoio e DRE ........................................... 33
Figura 23 – Distribuição dos sujeitos em intervenção precoce por número de horas de apoio e DRE ............................ 34
Figura 24 – Distribuição dos sujeitos em intervenção precoce por número de vezes de apoio por semana e DRE ......... 35
Figura 25 – Distribuição dos sujeitos por número de vezes de apoio por semana e DRE ............................................... 37
Figura 26 – Distribuição dos sujeitos por especialização dos docentes e DRE ................................................................ 38
Figura 27 – Distribuição dos sujeitos por local de apoio educativo e DRE ........................................................................ 39
Figura 28 – Distribuição dos sujeitos por local de apoio educativo, tipo de problemática e DRE ..................................... 40
Figura 29 – Distribuição dos sujeitos por local de apoio educativo, especialização dos docentes e DRE ........................ 41
Figura 30 – Percentagem de sujeitos inscritos em medidas do regime educativo especial .............................................. 42
Figura 31 – Número de sujeitos inscritos em medidas do regime educativo especial e DRE ........................................... 42
Figura 32 – Distribuição dos sujeitos por tipo de medidas do regime educativo especial ................................................. 43
Figura 33 – Distribuição dos sujeitos por medidas especiais de educação e DRE ........................................................... 43
Figura 34 – Distribuição dos sujeitos por tipo de condições especiais de avaliação ......................................................... 44
Figura 35 –Número de sujeitos por DRE e condições especiais de avaliação .................................................................. 44
Figura 36 – Distribuição dos sujeitos por medidas do regime educativo especial e tipo de problemática......................... 45


                                                                                                                                                                 iv
Figura 37 – Distribuição dos sujeitos por medidas do regime educativo especial e idade ................................................ 46
Figura 38 – Distribuição dos sujeitos por medidas do regime educativo especial e especialização dos docentes .......... 47
Figura 39 – Distribuição dos sujeitos por número de horas de terapia da fala e DRE ...................................................... 49
Figura 40 – Distribuição dos sujeitos por número de vezes de terapia da fala por semana e DRE .................................. 50
Figura 41 – Distribuição dos sujeitos que recebem terapia da fala por problemática ........................................................ 51
Figura 42 – Distribuição dos sujeitos por número de horas de terapia ocupacional e DRE .............................................. 52
Figura 43 – Distribuição dos sujeitos por número de vezes de terapia ocupacional por semana e DRE .......................... 52
Figura 44 - distribuição dos sujeitos que recebem terapia ocupacional por problemática ................................................. 53
Figura 45 – Distribuição dos sujeitos por número de vezes de terapia por semana e DRE .............................................. 55
Figura 46 – distribuição dos sujeitos que recebem fisioterapia por problemática .............................................................. 56
Figura 47 – Distribuição dos sujeitos por número de vezes que recebem serviços específicos de auxiliar de educação
       por semana e DRE .................................................................................................................................................... 58
Figura 48 – distribuição dos sujeitos que recebem serviços específicos de auxiliar de educação por problemática ........ 59
Figura 49 – Distribuição dos sujeitos que recebem serviços específicos de auxiliar de educação por áreas de autonomia
       e níveis de independência ......................................................................................................................................... 59
Figura 50 – Percentagem de sujeitos, a nível nacional, por outros apoios ........................................................................ 60
Figura 51 – Distribuição dos sujeitos por outros apoio e DRE ........................................................................................... 61
Figura 52 –Distribuição dos sujeitos por outro tipo de apoios, problemática e DRE ........................................................ 63
Figura 53 – Distribuição dos sujeitos por outro tipo de apoios e idade .............................................................................. 64
Figura 54 – Distribuição dos sujeitos por ajuda técnica/tecnologia de apoio e DRE ......................................................... 67
Figura 55 – Percentagem de sujeitos, a nível nacional, por tipo de auxiliares de tratamento e treino .............................. 69
Figura 56 –Percentagem de sujeitos, a nível nacional, por tipo de auxiliares para cuidados pessoais e de protecção .... 69
Figura 57 – Percentagem de sujeitos, a nível nacional, por tipo de auxiliares para mobilidade ........................................ 70
Figura 58– Percentagem de sujeitos, a nível nacional, por tipo de auxiliares para melhorar o ambiente ......................... 71
Figura 59 – Percentagem de sujeitos, a nível nacional, por tipo de auxiliares para comunicação, informação e
       sinalização ................................................................................................................................................................. 71
Figura 60 – Distribuição dos sujeitos , a nível nacional, por tipo de ajuda técnica/ tecnologias de apoio e problemática 72
Figura 61 – Distribuição dos sujeitos, a nível nacional, por auxiliares para mobilidade, níveis de independência e tipo de
       problemática .............................................................................................................................................................. 73
Figura 62 –Distribuição dos sujeitos, a nível nacional, por auxiliares para melhorar o ambiente, níveis de independência
       e tipo de problemática ............................................................................................................................................... 74
Figura 63 – Distribuição dos sujeitos, a nível nacional, por auxiliares para melhorar o ambiente, áreas de autonomia e
       níveis de independência ............................................................................................................................................ 75
Figura 64 – distribuição, a nível nacional por auxiliares para comunicação, informação e sinalização, níveis de
       independência e problemática .................................................................................................................................. 76
Figura 65 – Distribuição dos sujeitos, a nível nacional, por ajudas técnicas/tecnologias de apoio e especialização dos
       docentes .................................................................................................................................................................... 77



                                                                                                                                                                                     v
Figura 66 – Distribuição dos sujeitos, a nível nacional, por ajudas técnicas/ tecnologias de apoio e medidas do regime
      educativo especial ..................................................................................................................................................... 79
Figura 67 – Distribuição dos sujeitos, a nível nacional, por ajudas técnicas/tecnologias e idade .................................... 80




                                                                                                                                                                              vi
Índice dos quadros

Quadro I – Distribuição dos sujeitos por tipo de motivação para estabelecer comunicação e DRE ................................. 23
Quadro II – Distribuição dos sujeitos por formas de comunicação receptiva não simbólicas e DRE ................................ 24
Quadro III – Distribuição dos sujeitos por formas de comunicação receptiva- simbólicas e DRE ..................................... 25
Quadro IV – Distribuição dos sujeitos por formas de comunicação expressiva não simbólicas e DRE ............................ 26
Quadro V – Distribuição dos sujeitos por formas de comunicação expressiva simbólicas e DRE .................................... 27
Quadro VI – Distribuição dos sujeitos por número de horas de apoio e DRE ................................................................... 36
Quadro VI – Distribuição dos sujeitos por número de horas de fisioterapia e DRE .......................................................... 54
Quadro VII – Distribuição dos sujeitos por número de horas que recebem apoio de auxiliar de educação ...................... 57




                                                                                                                                           vii
Agradecimentos


O nosso agradecimento às equipas de coordenação dos apoios educativos,
pela colaboração prestada na distribuição dos questionários e aos docentes de
apoio, pelo preenchimento dos mesmos. Também à estagiária Maria de Fátima
Caetano, do curso de licenciatura em Ciências da Educação da Universidade
Lusófona de Humanidades e Tecnologias, agradecemos a colaboração
prestada na informatização dos dados. Agradecemos, ainda, ao Centro de
Paralisia Cerebral pela por nos ter facilitado a colaboração da Dra. Margarida
Nunes da Ponte.




                                                                             1
Introdução


       A recolha de informação tem como objectivo essencial caracterizar
grupos, subgrupos, sujeitos individualmente e muitas vezes situações contextuais
de interacção que lhes são inerentes. Caracteriza-se para melhor planificar
intervenções a vários níveis.
       Neste sentido, o Observatório dos Apoios Educativos surgiu há alguns anos,
de um modo geral, com o objectivo de sistematizar o levantamento de dados
relacionados,   directa e       indirectamente, com   alunos   com necessidades
educativas especiais. Os dados referentes aos alunos que frequentam o ensino
regular que apresentam problemas no domínio motor têm sido considerados, nos
referidos relatórios, respeitando esta lógica abrangente.
       No entanto, a população com problemas motores é muito heterogénea e
necessita de recursos humanos e materiais específicos e muito diversificados.
Assim, considerou-se ser de proceder a uma caracterização mais pormenorizada
para, mais facilmente, se identificarem formas e prioridades de intervenção
especificas para esta população. A delimitação da recolha de dados a um
subgrupo específico, da população com necessidades educativas especiais,
permite-nos conhecer melhor o tipo de barreiras que se colocam à
aprendizagem e à participação, as formas como têm sido ultrapassadas,
equacionando-se respostas, integradas e articuladas, que melhor possam
operacionalizar a eliminação ou atenuação das referidas barreiras. Com este
estudo pretendeu-se:
   -   caracterizar, a partir dos resultados da primeira fase do Observatório dos
       Apoios Educativos, os alunos identificados no domínio motor;
   -   caracterizar a intervenção educativa em crianças com problemas
       motores nas primeiras idades;
   -   conhecer o diagnóstico que esteve na base da sua identificação e os
       problemas    considerados      associados   bem      como   as   formas   de
       comunicação privilegiadas;
   -   caracterizar a situação do apoio educativo prestado à população em
       estudo (número de horas, periodicidade e local de apoio);

                                                                                  2
-   caracterizar o tipo de formação dos docentes responsáveis pelo apoio a
       este tipo de população;
   -   identificar   recursos   humanos    (auxiliares   de   educação,   psicólogos,
       terapeutas, outros) e materiais (ajudas técnicas/tecnologias de apoio)
       disponibilizados;
   -   caracterizar, no âmbito do regime educativo especial definido no
       Decreto-Lei    n.º   319/91,   as   condições     de   acesso,   organização,
       implementação e avaliação curricular destes alunos;
   -   caracterizar os níveis de autonomia dos alunos nos domínios da
       alimentação, higiene, mobilidade e manipulação.
   O presente relatório divide-se em cinco capítulos. No primeiro apresentam-se
os dados relativos à caracterização dos estabelecimentos de educação e ensino
frequentados pelos sujeitos identificados no domínio motor bem como a sua
distribuição pelos mesmos. No segundo, caracteriza-se a população e no terceiro
a situação educativa, designadamente os aspectos relativos ao currículo, aos
apoios e à formação dos docentes de apoio. No quarto capítulo são
apresentados os dados relativos à utilização de ajudas técnicas/tecnologias de
apoio. No quinto, e último capítulo, são apresentadas as conclusões e
recomendações decorrentes da análise dos dados.




                                                                                    3
Metodologia


         Os   dados   foram   recolhidos   através   do   Questionário   designado
“observatório dos apoios educativos – domínio motor” (Anexo 1) elaborado pelo
Núcleo de Orientação Educativa e Educação Especial. Este é composto por
questões abertas e fechadas tendo sido distribuído acompanhado de um guião
para o seu preenchimento (Anexo 2).
         A recolha dos dados foi feita através das equipas de coordenação dos
apoios educativos (ECAE) que distribuíram os questionários pelos docentes de
apoio.
         O número de questionários enviados (n=3093) correspondeu ao universo
nacional continental dos sujeitos identificados pelas ECAE, em levantamento
geral de dados feito no inicio do ano lectivo de 2002/2003. Foram recebidos 3146
questionários tendo sido tratados 3083, uma vez que 53 foram enviados quando
os dados já se encontravam numa fase adiantada de análise. Os sujeitos
frequentam turmas/grupos indiferenciados em jardins de infância ou escolas (1º
CEB, 2º CEB, 3º CEB e ensino secundário) ou recebem apoio no domicilio, em
creche ou em ama.
         Os dados recolhidos foram introduzidos numa base de dados construída
em Access, especialmente concebida para o efeito e, posteriormente, foram
tratados em Excel ambiente Windows.
         Para o tratamento das questões fechadas recorreu-se a estatística
descritiva e para às questões abertas utilizou-se a análise de conteúdo. Na
análise e discussão dos dados tiveram-se, geralmente, em conta as dimensões
nacional e regional (âmbito geográfico das DRE).




                                                                                 4
Caracterização e enquadramento da problemática do domínio motor

       Os indivíduos com problemas motores apresentam, normalmente, um
quadro complexo, especifico e bastante individualizado decorrente                   de
alterações nas funções motoras devido a limitações de funcionamento do
sistema ósseo-articular, muscular e/ou nervoso que de modo variável limita
algumas das actividades e interacções que os restantes indivíduos da sua idade
conseguem realizar.
       Referenciando-se        a   Classificação   Internacional   da   Funcionalidade,
Incapacidade e Saúde (OMS, 2001) podemos, em síntese, identificar os indivíduos
com problemática no domínio motor como aqueles que podem ou não ter
problemas associados e que podem apresentar limitações ao nível das funções e
estrutura do corpo: i) das articulações e da estrutura óssea (mobilidade das
articulações e estabilidade das suas funções); ii) muscular (força muscular, tónus
muscular e resistência muscular) e iii) do movimento (reflexos motores, reacções
motoras       involuntárias,   controlo   do   movimento      voluntário,   movimentos
involuntários, padrão de marcha e sensações relacionadas com os músculos e
do seu movimento).
       Ao nível da actividade e participação podem apresentar dificuldades em:
i) mudar as posições básicas do corpo; ii) manter a posição do corpo; iii)
proceder a auto-transferências; iv) levantar e transportar objectos; v) mover
objectos com os membros inferiores; vi) realizar acções coordenadas de
motricidade fina; vii) utilizar em acções coordenadas a mão e o braço; viii) andar
e ix) deslocar-se excluindo a marcha.
       Ainda, segundo a Classificação Internacional da Funcionalidade ,
Incapacidade e Saúde (OMS, 2001) a funcionalidade de um indivíduo num
domínio especifico resulta da interacção dinâmica entre as condições de saúde
e os factores contextuais (ambientais e pessoais). Assim, uma intervenção num
factor pode, potencialmente, modificar um ou vários outros factores. Estas
interacções são específicas e nem sempre ocorrem numa relação unívoca
previsível.




                                                                                      5
Embora esta problemática seja caracterizada, essencialmente, por
limitações ao nível motor, os indivíduos podem apresentar outras problemáticas
associadas, ao nível cognitivo, da atenção, das emoções e/ou da comunicação
(receptiva e/ou expressiva).
      Neste sentido a intervenção requer uma acção sistematizada, uma
tomada de decisão colaborativa e interdisciplinar e uma conceptualização
ecológica que incorpora a multidimensionalidade das acções relativas às
condições do indivíduo, aos aspectos organizativos dos contextos e de
coordenação dos serviços de apoio, aos recursos específicos mobilizados, às
medidas educativas especificas e às condições de formação dos profissionais
que mais directamente interagem com os sujeitos.A intervenção deve também
dar uma atenção privilegiada, entre outras, às questões de acessibilidade, ao
nível da organização e (re)estruturação dos ambientes. Esta situação deve
entender-se tanto na questão dos ambientes ou serviços, como das próprias
ajudas técnicas/tecnologias de apoio utilizadas. Estas devem ser utilizadas no
sentido de permitirem um maior nível de autonomia nas actividades da vida
diária, e consequentemente uma maior qualidade de vida.
      As ajudas técnicas/tecnologias de apoio podem evitar que apareça uma
determinada limitação (nível primário), que determinada limitação evolua para
uma incapacidade (nível secundário) ou prevenir a dependência e desenvolver
níveis de autonomia quando já existe incapacidade (nível terciário). A utilização
de alguns materiais específicos bem como as adaptações de espaços, mobiliário
e material escolar podem atenuar ou eliminar barreiras facilitando a interacção e
a participação dos alunos.




                                                                                6
CAPÍTULO I


1. Caracterização dos estabelecimentos de educação e ensino

O primeiro aspecto analisado refere-se ao estabelecimento de educação e
ensino envolvido na educação e no apoio educativo dos sujeitos identificados
no domínio motor. Foram objectivos: i) conhecer o número de estabelecimentos
de educação e ensino, a nível nacional e por DRE, envolvidos na educação da
referida população, ii) Identificar a média de alunos por estabelecimento de
educação e ensino e iii) conhecer a percentagem de estabelecimentos de
educação e ensino com adaptações ao nível do ambiente físico.


Foram identificados um total de 2044 estabelecimentos de educação e ensino
envolvidos, a nível nacional, na educação dos alunos (n=3083) identificados com
limitações no domínio motor.




          Figura 1 - Distribuição, a nível nacional, dos estabelecimentos de educação e ensino



A maioria dos estabelecimentos (Figura 1) pertence ao 1º CEB (n=770) e à
educação pré-escolar (n=574), seguindo-se as EB 2/3 (n=413) e o ensino
secundário (n=162). Com percentagens mais baixas surgem os agrupamentos
(n=77), as EBI (n=26) e os estabelecimentos do ensino secundário com 2º e 3º CEB
(n=22).




                                                                                                 7
Em termos absolutos as DRE com mais estabelecimentos de educação e ensino
envolvidos são a DREN (n=883) e a DREL (n=632). Seguem-se a DREC (n=363), a
DREAlg (n=86) e a DREAL (n=80).




          Figura 2- Distribuição, por DRE, dos estabelecimentos de educação e ensino


Dos 3083 sujeitos identificados no domínio motor (Figura 5) 92,9% (n=2865)
frequentam estabelecimentos de educação e ensino (n=2044) e 7% (n=218) têm
apoio em ama, creche ou domicilio. Calculada, a nível nacional, a média de
alunos por estabelecimento de educação e ensino verifica-se que esta
corresponde a 1,4 sujeitos por estabelecimento. Numa amplitude de 1 aluno
(n=1613) a 25 alunos (n=1) por estabelecimento, a moda é de 1 aluno por
estabelecimento.




       Figura 3 – Média de sujeitos por DRE e por estabelecimentos de educação e ensino

                                                                                          8
Analisando os dados por DRE (Figura 3) verifica-se uma dispersão elevada. em
todas as DRE, sendo a média arredondada de 1 aluno por estabelecimento de
educação e ensino, valor igual ao da moda.


Dos 2044 estabelecimentos de educação e ensino envolvidos na educação de
alunos identificados no domínio motor, 42,3% (n=865) beneficiaram de
adaptações para melhorar o ambiente físico.




           Figura 4 – Percentagem de estabelecimentos por tipo de adaptação do ambiente

A   maioria     das    adaptações          para     melhoria      do     ambiente    físico,   mais
especificamente ao nível do próprio edifício, (Figura 4) corresponde a rampas,
corrimões e elevadores (n=674) e as restantes a adaptações nas casas de banho
(n=191).

    Síntese

          Em termos absolutos, a DREN e DREL são as DRE que contam com mais estabelecimentos
           de educação e ensino na educação de alunos identificados no domínio motor (n=883 e n=632,
           respectivamente);
          Em todas as DRE a maioria corresponde a estabelecimentos do 1º CEB e de educação pré-
           escolar;
          Existe uma grande dispersão de alunos, em todas as DRE. A média arredondada corresponde
           a 1 aluno por estabelecimento, sendo este valor igual ao da moda;
          A nível nacional, em 2044 estabelecimentos de educação e ensino 42,3% recorreram a
           adaptações físicas para melhoria do ambiente físico. A maioria destas adaptações
           corresponde a rampas, corrimões e elevadores (78%).



                                                                                                       9
CAPÍTULO II


1. Caracterização da população


O segundo aspecto analisado refere-se à caracterização da população. Foram
objectivos: i) identificar, a nível nacional e regional, a população com problemas
no domínio motor e com apoio educativo quanto ao número, sexo e idade, ii)
conhecer a sua situação motora e problemáticas associadas, iii) identificar as
suas áreas e níveis de autonomia e iv) as formas de comunicação receptiva e
expressiva    bem   como      as     situações      motivadoras       de   comunicação
predominantes. Este estudo abrange um universo de 3083 sujeitos identificados
no domínio motor.




                       Figura 5 – Distribuição dos sujeitos por DRE



Deste universo, 43,7% (Figura 5) pertence à DREN, 33,9% à DREL, 15,6% à DREC,
3,4% à DREAlg e 3,2% à DREAL.


1.1. Sexo


Quanto à distribuição por sexo (figura 6), verifica-se que a maioria (57,1%)
pertence ao sexo masculino (n=1762) sendo de 1321 (42,8%) o número de sujeitos
do sexo feminino.




                                                                                    10
DREN        DREC         DREL        DREAl      DREAlg
               masculino         771         278          592          60         61
               feminino          577         206          454          40         44



                           Figura 6 –Distribuição dos sujeitos por sexo e DRE


Em todas as DRE (figura 6) a maioria dos sujeitos pertence também ao sexo
masculino.


1.2. Idade


Quanto à idade, dos 99,3% (n=3064) relativamente aos quais foi respondida esta
questão verifica-se que, em termos absolutos, a maioria situa-se no intervalo dos
<6 aos 15 anos, com um valor percentual de 56% (n=1728). A menor
percentagem (4,2%) corresponde aos sujeitos com idades superiores a 18 anos,
com (n=131).


As primeiras idades neste relatório (somatório dos valores obtidos nos intervalos
dos 0 aos 3 anos e dos <3 aos 6 anos) representa 28,7% (n=881) dos sujeitos.
Destes, o intervalo que apresenta maior número de sujeitos é o dos <3 aos 6
anos, com 66,2% (n=584). Valor que sugere uma baixa taxa de apoio antes da
frequência de um contexto formal de educação.




                                                                                         11
Figura 7 –Distribuição dos sujeitos por idade e DRE


Ao analisarmos os dados por DRE (Figura 7) verifica-se que, em todas elas, se
repete o padrão de distribuição da população observado a nível nacional.


1.3. Especificação da problemática


Quanto ao tipo de problemática, em termos absolutos, 49,1% (n=1516) dos
sujeitos apresenta paralisia cerebral, 35,4% (n=1093) outras (malformações
congénitas, traumatismos crânio encefálicos, lesões ostioarticulares, etc.), 7,7%
(n=239) spína bífida, 4,8% (n=149) distrofia muscular e 3% (n=95) síndromas
degenerativas.




              Figura 8 –Distribuição dos sujeitos por tipo de problemática e DRE


                                                                                   12
O padrão observado a nível nacional repete-se em todas as DRE (Figura 8).


1.3.1. Especificação das problemáticas associadas


Para além da identificação, segundo pressupostos etiolóligos predominantes,
tentamos conhecer quais as problemáticas associadas.




     Figura 9 –Percentagem de sujeitos, a nível nacional, por tipo de problemática associada


Em   termos    absolutos,     apenas      7%    (n=216)     dos    sujeitos    não       apresenta
problemáticas     associadas.      Relativamente        aos    quais    é     referido    existirem
problemáticas associadas (Figura 9), a maioria (20,6%) apresenta problemas
cognitivos (n=1762) e alterações ortopédicas (n=1674), seguindo-se os problemas
de atenção (n=1454), as perturbações da fala (=1256) e as perturbações da
linguagem (n=1093). A categoria outras problemáticas apresenta percentagens
mais baixas.


Dos sujeitos identificadas com problemáticas associadas, a maioria (83,1%)
apresenta, cumulativamente, mais do que um tipo de problemática associada,
(n=2562) situação verificada em todas as DRE (Figura 10).




                                                                                                 13
Figura 10 –Distribuição dos sujeitos por DRE tendo em conta o número de problemáticas associadas


Da análise do número de sujeitos que apresentam problemáticas associadas, em
cada uma das DRE (Figura 10), verifica-se em todas o mesmo padrão observado
a nível nacional.


1.3.1.1. Sujeitos que apresentam mais do que uma problemática associada


Relativamente aos sujeitos que apresentam mais do que uma problemática
associada (n=2562) verifica-se, a nível nacional, que os problemas cognitivos, as
alterações ortopédicas e os problemas de atenção apresentam as percentagens
mais elevadas, correspondendo respectivamente a 66,6% (n=1707), 62% (n=1591)
e 55% (n=1411), seguindo-se as perturbações da fala com 47,6% (n=1221). As
outras categorias apresentam percentagens menos significativas.




                                                                                                14
Figura 11 –Distribuição sujeitos com mais do que um tipo de problemática associada por DRE


Da análise dos dados por DRE (figura 11) verifica-se que na DREN as alterações
ortopédicas (63,5%), os problemas cognitivos (59,9%) e os problemas de atenção
(54,5%) são as problemáticas associadas com percentagens mais elevadas.
Padrão registado também na DREC com percentagens de 62,2%, 62% e 58%,
respectivamente.


Na DREL os problemas cognitivos (25,6%), as alterações ortopédicas (19,3%) e os
problemas       de    atenção      (17,1%)    são   as   problemáticas       associadas      com
percentagens mais elevadas.


Na     DREAL     as   alterações     ortopédicas      (58,5%)    apresentam,       também,        a
percentagem mais elevada, seguindo-se os problemas de atenção (57,3%) e as
perturbações de linguagem (45,1%).


Na DREAlg são os problemas associados ao nível da atenção que apresentam a
percentagem mais elevada (68,1%), seguindo-se os problemas cognitivos (65,1%)
e as alterações ortopédicas (63,6%).


                                                                                                  15
1.3.1.2. Sujeitos que apresentam uma problemática associada


No que diz respeito aos sujeitos identificados com uma problemática associada
(n=305) verifica-se, a nível nacional, que a maior parte apresenta alterações
ortopédicas e outras problemáticas, respectivamente com 24,9% (n=83) e 20,4%
(n=68). Seguem-se 16,5% (n=55) com problemas cognitivos, 12,9% (n=43) com
problemas de atenção e 10,5% (n=35) com perturbações da fala. As
percentagens mais baixas correspondem às perturbações de linguagem e aos
problemas sensoriais-auditivos, respectivamente com 6% (n=20) e 1,5% (n=5),
padrão que não se verifica quando observamos os dados por DRE.




          Figura 12 –Distribuição sujeitos com uma problemática associada por DRE


Assim, em cada uma das DRE relativamente aos sujeitos a quem foi assinalada
uma problemática associada (Figura 12), a maior percentagem pertence à DREN
(37,5%) e à DREL (30,1%), com maior incidência nas categorias outras
problemáticas (21,5% e 22,5% respectivamente).




                                                                                    16
As alterações ortopédicas apresentam, na DREC e na DREAlg as percentagens
mais elevadas (70,2% e 71,4% respectivamente). Na DREAL esta categoria não é
assinalada, sendo as perturbações da fala a problemática com maior
percentagem (83,3%).




                                                                          17
2. Aspectos relacionados com as Autonomias


Relativamente às questões sobre a autonomia verifica-se que dos 95,8% (n=2954)
relativamente a quem foi assinalada este item, em valores absolutos, a área da
mobilidade corresponde a 97,3% (n=2876) sujeitos, a da alimentação a 97%
(n=2868), a da higiene a 96,4% (n=2850) e a da manipulação a 96% (n=2838),




               Figura 13 – Distribuição sujeitos por áreas e níveis de autonomia


Da análise dos dados referentes a cada área por níveis de autonomia (Figura 13)
verifica-se que a maioria dos sujeitos são considerados independentes na
alimentação    (42,4%),    42,1%     são     dependentes         na    higiene,    36,7%   são
independentes na alimentação e 42,3% são independentes na manipulação.




          Figura 14 –Distribuição dos sujeitos por áreas e níveis de autonomia e DRE

                                                                                            18
À excepção da DREC onde, relativamente à autonomia na mobilidade, se
verifica que a maioria dos sujeitos são considerados dependentes (Figura 14),
correspondendo a 37% (n=170), o padrão de distribuição observado a nível
nacional, mantêm-se em todas as outras DRE


2.1. Níveis de autonomia e tipo de problemática


Relacionando os dados autonomia e tipo de problemática, exceptuando-se os
valores relativos à mobilidade, verifica-se que todos as outras áreas de
autonomia sugerem um padrão relativamente estável, o que significa que.


   a) Os sujeitos com paralisia cerebral são mais independentes na alimentação
      e mais dependentes na higiene e mobilidade, sendo maioritariamente
      independentes com ajuda quanto à manipulação.
   b) Os   sujeitos    com    spína    bífida    são   considerados       maioritariamente
      independentes na alimentação e na manipulação e dependentes na
      higiene.   No     que    diz    respeito    à    mobilidade    são     considerados
      maioritariamente independentes com ajuda.
   c) Os sujeitos com distrofia muscular são considerados, maioritariamente,
      independentes na alimentação e dependentes na higiene. Quanto à
      mobilidade e manipulação a maioria são considerados independentes
      com ajuda.
   d) Os    sujeitos    com      síndroma        degenerativa       são     considerados,
      maioritariamente,       independentes na alimentação e dependentes na
      higiene e mobilidade. Quanto à manipulação a maioria são considerados
      independentes com ajuda.
   e) A maioria dos sujeitos assinalados com outro tipo de problemática são
      considerados independentes na alimentação, na mobilidade e na
      manipulação e dependentes na higiene.




                                                                                        19
Figura 15– Distribuição dos sujeitos, a nível nacional, por tipo de problemática, áreas e níveis de
                                                 autonomia


Alimentação


A nível nacional verifica-se, relativamente a todas as problemáticas, que a
maioria dos sujeitos é independente relativamente à alimentação (Figura 15),
sendo os sujeitos com spína bífida (n=239) e distrofia muscular (n=149) os que
apresentam os valores percentuais mais elevados, 64% (n=153) e 48,9% (n=73)
respectivamente.


Higiene


Quanto à higiene e relativamente a todas as problemáticas, a maioria dos
sujeitos são considerados dependentes (Figura 15), sendo os sujeitos com spína
bífida (n=239) e distrofia muscular (n=149) os que apresentam as percentagens
mais elevadas, com 55,6% (n=133) e 53,6% (n=80) respectivamente.




                                                                                                        20
Mobilidade


Relativamente à mobilidade observamos uma maior heterogeneidade de
situações (Figura 15). A maioria dos sujeitos com paralisia cerebral (n=1516) e
síndroma degenerativa (n=95) são considerados dependentes, com valores
percentuais de 37,7% (n=573) e 42,1% (n=40) respectivamente. Os valores
percentuais mais baixos referem-se aos sujeitos considerados independentes com
ajuda,   com   um   valor   percentual   de   26,2%   (n=398)   e   24,2%   (n=23),
respectivamente.


Quanto aos sujeitos com spína bífida (n=239) e distrofia muscular (n=149), a
maioria são considerados independentes com ajuda, com 39,7% (n=95) e 48,9%
(n=73), respectivamente. Os valores mais baixos dizem respeito aos sujeitos
considerados independentes, sendo a percentagem de 25,9% (n=62) e de 24,1%
(n=36), respectivamente.


No que diz respeito aos sujeitos assinalados com outro tipo de problemática
(n=1093), a maioria são considerados independentes correspondendo a 32,4%
(n=352). O valor percentual mais baixo (21,3%) é o dos sujeitos considerados
dependentes (n=231).


Manipulação


No que se refere à manipulação, a maioria dos sujeitos é considerada
independente com ajuda (Figura 15), constituindo excepção os sujeitos com
spína bífida e com outro tipo de problemáticas. Destes a maioria são
considerados independentes, 50,2% (n=120) e 34,6% (n=376), respectivamente.




                                                                                 21
3. Aspectos de Comunicação


Considerámos na análise dos dados os aspectos comunicacionais fundamentais
para melhor conhecermos as características da população em estudo.
Centrámos a análise nos aspectos que motivam os sujeitos a comunicar e nas
formas que estes mais utilizam para o fazer, nas vertentes expressiva e
compreensiva.


3.1. Aspectos motivadores para estabelecer comunicação


Quanto aos principais aspectos motivadores para estabelecer comunicação,
verifica-se que, dos 3083 sujeitos 7,7% (n=238) apresentam pelo menos um tipo de
motivação e 79% (n=2438) mais do que um.




   Figura 16 –Distribuição dos sujeitos por quantidade de aspectos motivadores para estabelecer
                                          comunicação e DRE


A análise dos dados de cada uma das DRE mostra (Figura 16) o padrão
observado a nível nacional.


Ainda, quanto aos aspectos que motivam os sujeitos a estabelecer comunicação
(Quadro I), a maioria refere-se à categoria fazer pedidos (65,8%), seguindo-se a


                                                                                                  22
categoria dizer que sim/não (63,9%) e chamar a atenção dos outros (63,8%). A
categoria outras não foi assinalada relativamente a nenhum dos sujeitos. Este
padrão verifica-se na DREN e na DREAl.


   Quadro I – Distribuição dos sujeitos por tipo de motivação para estabelecer comunicação e DRE
                                                                                       TOTAL
      Comunica para:             DREN      DREC     DREL      DREAl      DREAlg      N.º      %
Fazer pedidos                     764       258       619        68         61      1770    65,8%
Dizer que sim/não                 750       273       574        58         63      1778    63,9%
Chamar a atenção dos outros       750       273       574        57         63      1717    63,8%
Comentar situações                570       182       474        46         48      1320    49.1%
Expressar desejos                 743       243       590        52         57      1685    62,6%



Na DREC (Quadro I) relativamente à maioria dos sujeitos é assinalada a categoria
dizer que sim/não e chamar a atenção dos outros (65,9%, igualmente), seguindo-
se o fazer pedidos (62,3%). Esta situação verifica-se também                         na DREAlg
correspondendo ambas as categorias dizer sim/não e chamar a atenção dos
outros, a 67,7% e a categoria fazer pedidos a 65,5%. Na DREL a maioria assinala a
categoria fazer pedidos (67%), seguindo-se a categoria expressar desejos com
um valor percentual de 63,9%.


3.2. Aspectos da comunicação receptiva


No que se refere à comunicação receptiva do total de 3083 sujeitos,
relativamente a 36%           (n=1111) foi assinalada pelo menos uma forma de
comunicação. No entanto, quanto à maioria dos sujeitos foi assinalada mais do
que uma forma de comunicação, correspondendo a 61,3% (n=1891).




                                                                                                   23
Figura 17 – Distribuição dos sujeitos por quantidade de formas de comunicação receptiva e DRE


Ao analisarem-se os dados por DRE observa-se (Figura 17) o mesmo padrão
registado a nível nacional.


Centrando-nos nos dados referentes às formas de comunicação não simbólica
verifica-se que, em termos absolutos, a maioria dos sujeitos (Quadro II)
compreende melhor as expressões faciais (31%).


                    Quadro II – Distribuição dos sujeitos por formas de comunicação receptiva não simbólicas e DRE
                                                                                                            TOTAL
                    Comunicação Receptiva                       DREN   DREC   DREL   DREAl    DREAlg      N. º     %
                                         Vocalizações           285    123    186     22         23       639    21,2%
Formas de comunicação




                                         Gestos naturais ou     278    122    234     34         25       693     23%
                                         convencionais
                         não simbólica




                                         Movimentos corporais   255    109    208     20         19       611    20,3%
                                         Contacto visual        321    155    286     37         36       835    27,8%
                                         Expressões faciais     388    169    316     29         31       933     31%
                                         Objectos reais         180     84    134     22         20       440    14,6%
                                         Tocar                  305    135    215     26         37       718    23,9%


No entanto, se tivermos em conta cada uma das DRE (Quadro II), relativamente
às formas de comunicação não simbólica, observa-se que existem excepções na
DREAL, onde relativamente à maioria foi assinalado o contacto visual (38,5%) e

                                                                                                                        24
na DREAlg a maioria assinala a categoria tocar (36,6%). Quanto à forma de
comunicação simbólica (Quadro III) a mais assinalada é a fala (68,7%).


                        Quadro III – Distribuição dos sujeitos por formas de comunicação receptiva- simbólicas e DRE
                                                                                                            TOTAL
                    Comunicação Receptiva                 DREN   DREC    DREL      DREAl     DREAlg       N. º     %
                                    Fala                  907    324      707        61         64       2063    68,7%
Formas de comunicação




                                    Língua Gestual         34     11       15         4                   64     2,1%
                                    Gestos complexos       38     21       44         5          4       112     3,7%
                        simbólica




                                    Símbolos gráficos     119     40       91         9         12       271      9%
                                    Fotografia            132     69      101        15         10       327     10,8%
                                    Desenho               117     49       82        15         14       277     9,2%
                                    Imagens               208     81      146        19         23       477     15,8%
                                    Objectos simbólicos    74     46       69         7         10       206     6,8%



Ainda, no que diz respeito às formas de comunicação simbólica (Quadro III)
observa-se, em todas as DRE, o mesmo padrão registado a nível nacional.


3.3. Aspectos da comunicação expressiva


Quanto à comunicação expressiva, do total de 3083 sujeitos foi assinalado pelo
menos uma categoria relativamente a 36,3% (n=1121). No entanto, a maioria
refere-se aos que recorrem a mais do que uma forma de expressão (Figura 18),
correspondendo a 60,6% (n=1869) do total de sujeitos.




                                                                                                                       25
Figura 18 – Distribuição dos sujeitos por quantidade de formas de comunicação expressiva e DRE


Analisando-se os dados por DRE verifica-se o mesmo padrão registado a nível
nacional (Figura 18).


Ao analisarmos, em termos absolutos, cada uma das formas de expressão
individualmente (Quadro IV), tendo em conta as formas de comunicação não
simbólicas e simbólicas verifica-se que, relativamente às formas de comunicação
não simbólicas, a mais referida é expressões faciais com 33,1%.


           Quadro IV – Distribuição dos sujeitos por formas de comunicação expressiva não simbólicas e DRE
                                                                                                        TOTAL
               Comunicação expressiva                          DREN   DREC   DREL   DREAl   DREAlg   N. º      %
                                        Vocalizações           316    155    228     25       25     749     25%
Formas de comunicação




                                        Gestos naturais ou     256    103    207     32       20     618    20,6%
                                        convencionais
                        não simbólica




                                        Movimentos corporais   272    105    207     20       22     626    20,9%
                                        Contacto visual        305    150    268     35       27     785    26,2%
                                        Expressões faciais     418    180    329     33       30     990    33,1%
                                        Objectos reais          95     48     65     14       13     235     7,8%
                                        Tocar                  282    125    236     31       30     704    23,5%




                                                                                                                    26
No entanto, se analisarmos os dados por DRE (Quadro IV), relativamente às
formas de comunicação não simbólica, verifica-se que, comparativamente aos
resultados a nível nacional, existem excepções. Estas dizem respeito à DREAL
onde a forma de comunicação mais referida é o contacto visual (36%) e à
DREAlg onde a categoria expressões faciais assume o mesmo valor percentual
que a categoria tocar (30,9%).Quanto à comunicação simbólica (Quadro V) a
mais referida é a fala (61,3%).

                        Quadro V – Distribuição dos sujeitos por formas de comunicação expressiva simbólicas e DRE
                                                                                                          TOTAL
               Comunicação expressiva                     DREN   DREC   DREL      DREAl     DREAlg      N. º     %
                                    Fala                  795    280     638        59         61      1833    61,3%
Formas de comunicação




                                    Língua Gestual         23     10      13         3                   49     1,6%
                                    Gestos complexos       31     17      34         3          5        90      3%
                        simbólica




                                    Símbolos gráficos      73     29      61         3          4       170     5,6%
                                    Fotografia             51     35      50         8          5       149     4,9%
                                    Desenho                65     27      62        10         11       175     5,8%
                                    Imagens                87     46      68        11          8       220     7,3%
                                    Objectos simbólicos    50     26      35         4          6       121      4%



Quanto às formas de comunicação simbólica (Quadro V) observa-se, por DRE, o
mesmo padrão registado a nível nacional.




                                                                                                                     27
Síntese

      Em termos percentuais, a DREN e a DREL são as que apresentam mais sujeitos identificados no
       domínio motor (43,7% e 33,9% respectivamente);
      A maioria é do sexo masculino (57,1%), padrão registado em todas as DRE;
      Os dados indiciam uma baixa percentagem de sujeitos apoiados antes da frequência de um
       contexto formal de educação. Os sujeitos apoiados dos 0 aos 3 anos representam apenas
       28,7% dos sujeitos dos 0 aos 6 anos;
      Em termos percentuais a maioria da população situa-se no intervalo de idades dos <6 aos 15
       anos (56%);
      A maior parte apresenta paralisia cerebral (49,1%,) constatando-se o mesmo em todas as DRE;
      A maioria dos sujeitos apresenta mais do que uma problemática associada (83,1%), facto
       verificado em todas as DRE;
      Dos sujeitos que apresentam mais do que uma problemática associada os problemas cognitivos
       (66,6%) e as alterações ortopédicas (62%) são as que apresentam percentagens mais elevadas,
       situação que é observada também na DREN e DREC;
      Quando é identificada só uma problemática associada, os valores mais elevados correspondem,
       às alterações ortopédica (24,9%) e a outras problemáticas (20,4%), sendo as primeiras
       observadas em maioria na DREC e DREAlg e as segundas na DREN e DREL;
      Exceptuando-se a DREC na qual a maioria dos sujeitos são considerados, relativamente à
       mobilidade, dependentes (37%), em todas as outras DRE, a maior parte, são considerados
       independentes tanto no que diz respeito à mobilidade como à alimentação. A nível nacional os
       valores correspondem a 42,4% e 36,7%, respectivamente;
      Relativamente à higiene, a maioria dos sujeitos é considerada dependente, em todas as DRE,,
       correspondendo a nível nacional a 42,1% dos 96,4% (n=2850) relativamente aos quais foi
       assinalada esta categoria.
      Quanto à manipulação a maior parte são considerados independentes com ajuda em todas as
       DRE. Percentagem que a nível nacional corresponde a 42,3% dos 96% (n=2838) relativamente
       aos quais foi assinalada esta categoria.




                                                                                                28
CAPÍTULO III


1. Aspectos da situação educativa


O terceiro aspecto analisado, diz respeito aos aspectos educativos, análise que,
tendo como referência as características dos sujeitos com problemas no domínio
motor se reporta, sobretudo, à organização das condições dos contextos de
educação e de ensino adequadas às necessidades dos referidos sujeitos.


Neste ponto do relatório estabelecemos como objectivos: i) conhecer a
distribuição da população pelos diversos níveis de educação e ensino, ii)
conhecer o número de sujeitos apoiados em intervenção precoce (domicílios,
amas e creches), iii) conhecer o número de docentes de apoio educativo,
especializados em educação especial e mais especificamente na área dos
problemas motores, iv) identificar os contextos onde mais frequentemente é
prestado o apoio educativo, v) conhecer se existe relação entre o contexto de
apoio e o tipo de problemática, bem como a formação especializada dos
docentes, vi) identificar as medidas do regime educativo especial mais
frequentemente utilizadas, vii) conhecer se existe relação entre a utilização das
medidas de regime educativo especial e o tipo de problemática, a idade e a
formação especializada dos docentes, vii) conhecer outro tipo de apoios
prestados bem como a sua frequência e viii) identificar se existe relação entre
este tipo de apoios e o tipo de problemática.


1.1. Aspectos relacionados com os níveis de educação e ensino


Dos 97,2% (n=2999) sujeitos relativamente aos quais foi respondida a questão
sobre o nível de educação e ensino verifica-se que, em valores percentuais,
34,5% (n=1035) frequenta o 1º CEB, seguindo-se o pré-escolar com 16,8% (n=506).
Os valores mais baixos correspondem ao ensino secundário, com uma
percentagem de 8,4% (n=252) e à intervenção precoce (sujeitos apoiados em
amas, creches ou domicílios), com uma percentagem de 7,2% (n=218).


                                                                               29
Embora não significativo, parece-nos interessante referir a especificidade da
DREN que apresenta uma percentagem de 4,3% (n=130) dos sujeitos para os
quais não sendo assinalado nenhum nível de educação e ensino foi referido que
frequentam salas de apoio permanente (SAP). Esta percentagem, tendo-se por
referência o total de sujeitos apoiados na referida DRE, é de 9,6%.




                     IP       P ré-Esco lar   1 CEB
                                               º          2º CEB       3º CEB      Secundário
         DREN        72           195          482          172          201           91
         DREC        45            95          146          77           58            52
         DREL        83           185          339          129          158           91
         DREA l      13            12          30           15           17            6
         DREA lg     5             19          38           18           13            12



           Figura 19 – distribuição dos sujeitos por níveis de educação e ensino e DRE


No geral, verifica-se em todas as DRE o mesmo padrão (Figura 19), exceptuando-
se a DREAL na qual são apoiados mais sujeitos no âmbito da intervenção
precoce (13,9%) que no ensino secundário (6,4%). Verificam-se, ainda, algumas
diferenças relativamente ao 2º CEB e 3º CEB. Os valores percentuais do 2º CEB
são, em relação aos do 3º CEB, mais elevados na DREC (16,2%) e na DREAlg
(17,1%), verificando-se o contrário nas restantes DRE.




         Figura 20 – Média, a nível nacional, de sujeitos por níveis de educação e ensino

                                                                                                30
Como o número de anos de escolaridade não é o mesmo (1º CEB 4 anos, 2º CEB
2 anos e 3º CEB 3 anos), em todos os ciclos de educação e ensino, analisamos a
média (Figura 20) de sujeitos que frequentam os referidos níveis de educação e
ensino. Assim, em média, por ano de escolaridade, a maior parte dos sujeitos
frequenta o 1º CEB, seguindo-se o 2º CEB, o 3º CEB, a educação pré-escolar e o
ensino secundário. Estes dados coincidem com o já verificado relativamente à
idade, ou seja, a maioria dos sujeitos apoiados situa-se no intervalo de idades <6
≤15 anos. Em todos os ciclos de educação e de ensino a moda é múltipla.


Da análise dos dados verifica-se que a maioria dos sujeitos com problemas no
domínio motor (69,7%) começa a ter apoio educativo com o começo da
escolaridade obrigatória e que uma grande percentagem não a acaba (42,4%).
Observa-se ainda que dos sujeitos que chegam ao 3º CEB uma significativa
percentagem (44,9%) não acede ao ensino secundário.


1.2. Níveis de educação e ensino e idade


Ao cruzar as variáveis idade e nível de educação e ensino verifica-se que a
maioria dos sujeitos frequenta o ensino básico (61,1%), correspondendo à soma
(n=1835) do número de sujeitos que frequenta o 1ºCEB, o 2º CEB e o 3º CEB. Este
indicador vem corroborar os dados relativos à idade, segundo os quais a maioria
dos alunos se situa no intervalo etário <6 a ≤ 15 (56%) anos. No entanto o
cruzamento destas variáveis também indicia que frequentam o ensino básico
17% (n=525) dos sujeitos cujas idades não correspondem a esses níveis de
escolaridade, o que sugere retenções sucessivas.




                                                                                31
Figura 21 – Distribuição dos sujeitos, a nível nacional, por níveis de educação e ensino e idade


Do total de sujeitos (n=506) a frequentar a educação pré-escolar 8,3%% (n=42)
tiveram adiamento de matrícula (Figura 21). Nos restantes níveis de ensino as
retenções são de 24,9%% (n=258) no 1º CEB, 48,4% (n=199) no 2º CEB, 37,5%
(n=168) no 3º CEB e 37,3% (n=94) no ensino secundário.




                                                                                                      32
2. Aspectos relacionados com a intervenção precoce


Decorrente da definição dos intervalos etários, foi identificado como intervenção
precoce o apoio a sujeitos no domicilio, em ama ou em creche. Assim, tendo em
conta o número total de sujeitos apoiados em cada uma das DRE verifica-se que
é na DREAL onde, percentualmente, existem mais sujeitos apoiados no âmbito da
intervenção precoce (13%), seguindo-se a DREC (9,2%), a DREL (7,9%) a DREN
(5,3%) e a DREAlg (4,7%).




     Figura 22 – Distribuição dos sujeitos em intervenção precoce por contexto de apoio e DRE


Relativamente ao contexto de apoio (Figura 22), na DREN (54,1%) e na DREC
(75,5%), a maioria de sujeitos é apoiada em domicilio. Na DREL (51,8%), na DREAL
(69,2%) e na DREAlg (60%), a maioria é apoiada na creche. A menor
percentagem é apoiada em contexto de ama, tanto na DREN (7,7%) como na
DREC (2,2%) e DREL (7,2%), não se encontrando sujeitos apoiados neste contexto
nas DREAL e DREAlg.


Dos 218 sujeitos, a maior parte, 29,8% (n=65) tem 2 horas de apoio. Em média, a
nível nacional, cada sujeito tem 3,2 horas. Numa amplitude de 1 hora como
mínimo a 20 horas como máximo a moda corresponde a 2 horas. Quanto à
periodicidade 61,4% (n=134) tem apoio 2 vezes por semana. Em média, cada



                                                                                                33
sujeito tem 2 vezes apoio por semana, valor correspondente ao encontrado para
a moda (2 vezes por semana)

          35                                                                              4,5

                                                                                          4
          30
                                                                                          3,5
          25
                                                                                          3

          20                                                                              2,5


          15                                                                              2

                                                                                          1,5
          10
                                                                                          1
               5
                                                                                          0,5

               0   DREN           DREC           DREL           DREAl          DREAlg
                                                                                          0
        uma         8              5              6

        duas        16             23             21              4              1

        três        12             12             31                             3

        quatro      24             3              13              4              1

        cinco       6                             8               2

        seis        2                             2               2

        sete                       1

        oito                       1              2               1

        nove        1

        dez         1

        doze        1

        vinte       1

        média       3,4            2,5            3,1            4,1             3



 Figura 23 – Distribuição dos sujeitos em intervenção precoce por número de horas de apoio e DRE


Analisando-se os dados por DRE verifica-se que em termos percentuais (Figura
23), na DREN a maior parte (33,3%) tem 4 horas, na DREC 51,1% tem 2 horas, na
DREL (37,3%) e na DREAlg (60%) a maior parte tem 3 horas, na DREAL observa-se a
mesma percentagem de sujeitos (30,7%) que têm 2 e 4 horas. Em valores médios
é na DREAL que se verifica o valor mais elevado (4,1 horas por sujeito), seguindo-
se a DREN (3,4 horas por sujeito), a DREL (3,1 horas por sujeito), a DREAlg (3 horas
por sujeito) e a DREC (2,5 horas por sujeito). A moda é de 4 horas na DREN, de 3
na DREL e na DREAlg e de 2 na DREC. Na DREAL observam-se 2 modas que
correspondem a 2 e 4 horas.




                                                                                                34
60                                                                            4,5
                                                                                         4
           50
                                                                                         3,5
           40                                                                            3
                                                                                         2,5
           30
                                                                                         2
           20                                                                            1,5
                                                                                         1
           10
                                                                                         0,5
             0                                                                           0
                     DREN          DREC          DREL           DREAl         DREAlg
          uma         11            17             12             1
          duas        43            22             57             8             4
          três        11             4             13             4             1
          quatro      3              2
          cinco       4                            1
          média       2,2           1,8            2             2,2           2,2

   Figura 24 – Distribuição dos sujeitos em intervenção precoce por número de vezes de apoio por
                                              semana e DRE


Relativamente à periodicidade verifica-se em todas as DRE (Figura 25) o mesmo
padrão que a nível nacional. A moda é em todas as DRE de 2 vezes por semana.


3. Aspectos relacionados com os apoios educativos


3.1. Tempo de apoio


Relativamente ao total dos 3083 sujeitos foi assinalado o número de horas
relativamente a 83,8% (n=2584). Destes, 19,7% (n=502) têm 1 hora por semana. Em
valores médios, a nível nacional cada sujeito tem 5,4 horas por semana. A moda
é de 1 hora por semana.




                                                                                                   35
Quadro VI – Distribuição dos sujeitos por número de horas de apoio e DRE
 N.º de horas     DREN             DREC             DREL            DREAl             DREAlg
      uma           165              97              209              12                19
     duas           117              47              144               7                12
      três          121              56              148               7                15
    quatro          131              46              112              13                13
     cinco          126              27               62               8                 6
      seis          120              35               48               1                 9
      sete           62              10               19                                 5
      oito           66              13               16               3                 7
     nove            29              12                5               2                 1
      dez            46              14               17               2                 6
     onze            10               2                4
     doze            30               7               13               5
     treze            7               2                4               4
   quatorze           6               4                4               2
    quinze           12               2                9               1
  dezasseis           6               3                                1                1
  dezassete           2                               1
    dezoito           4
  dezanove            1               1                               19
     vinte           79               8               59               9                2
   Total de
 sujeitos por      1142             376              874              96                96
     DRE
  média em           6               4,6             4,6              9,6              4,5
    horas


Da análise dos dados por DRE verifica-se que, exceptuando-se a DREAL, na qual
a maior percentagem de sujeitos(13,5%) tem 4 horas por semana (Quadro IV), em
todas as outras observa-se o mesmo padrão que a nível nacional. A moda por
DRE é de 1 hora na DREN, DREC, DREL e DREAlg e de 4 horas na DREAL.


3.2. Periodicidade de apoio


Quanto à periodicidade ela foi assinalada relativamente a 83,3% (n=2570) dos
sujeitos, sendo que sobre 28% (n=722), é referido apoio 2 vezes por semana ao
mesmo sujeito. Em média cada sujeito tem apoio 2,9 vezes por semana. A moda
corresponde a 2 vezes por semana.




                                                                                               36
350
                                                                                   3,4
             300
                                                                                   3,2
             250
                                                                                   3
             200                                                                   2,8
             150                                                                   2,6
             100                                                                   2,4
              50                                                                   2,2
                0                                                                  2
                      DREN         DREC         DREL        DREAl        DREAlg
             uma       205          74           196          6            20
             duas      295          122          257          21           27
             três      228          61           156          11           21
             quatro     90          48           73           10           13
             cinco     322          81           192          30           11
             média      3           2,8          2,7          3,4         2,6


      Figura 25 – Distribuição dos sujeitos por número de vezes de apoio por semana e DRE


Ainda sobre a periodicidade (Figura 25) verifica-se que em termos percentuais é
na DREAL (38,4%) que existe uma maior periodicidade no apoio (cinco vezes por
semana). Em todas as outras DRE verifica-se o mesmo padrão que a nível
nacional. Em média os valores oscilam entre as 3,4 vezes por semana observadas
na DREAl e as 2,6 vezes por semana na DREAlg. A moda corresponde a 2 vezes
por semana na DREN, DREC, DREL e DREAlg e a 5 vezes por semana na DREAL.


3.3. Aspectos da especialização dos docentes


Dos 90,5% (n=2792) sujeitos relativamente aos quais foi assinalada a questão
apoio educativo especializado verifica-se que, em valores absolutos, a maioria
tem apoio prestado por docentes especializados em educação especial, com
um valor de 52,4% (n=1464). Destes, a maioria tem apoio prestado por docentes
com especialização na área motora, com um valor percentual de 56,6% (n=829),
enquanto 43,3% (n=635) tem apoio prestado por docentes especializados em
outras áreas da educação especial. Os sujeitos apoiados por docentes não
especializados corresponde a 47,5% (n=1238).




                                                                                            37
DREN    DREC      DREL   DREAl    DREAlg
               especialização em educação   602     188       624     35        15
               especial
               n/especialização em          610     243       333     56        86
               educação especial
               especialização na área       416     115       277     13        8
               motora



          Figura 26 – Distribuição dos sujeitos por especialização dos docentes e DRE


Da análise dos dados por DRE (Figura 26) constata-se que o padrão verificado a
nível nacional não se mantém. Este só é observado em parte na DREL, onde a
maioria dos sujeitos tem apoio por docentes especializados em educação
especial mas não especializados na área motora. Em todas as outras DRE o apoio
é   prestado     maioritariamente            por   docentes    não   especializados.    Valores
percentuais que na DREN são de 50,3%, na DREC de 56,3%, na DREAl de 61,5% e
na DREAlg de 85,1%.


Quanto ao apoio prestado por docentes especializados em educação especial
na área motora (Figura 23), tendo-se como referência o total de sujeitos
apoiados, em cada uma das DRE, por docentes especializados verifica-se maior
percentagem na DREN (69,1%), seguindo-se a DREC (61,1%), a DREAlg (53,3%), a
DREL (44,3%) e a DREAl (37,1%).


3.4. Local de apoio educativo


Excluindo-se os sujeitos que têm apoio no âmbito da intervenção precoce (ama,
creche e domicilio), com um valor de 7% (n=218), observa-se que a questão
sobre o local de apoio educativo foi respondida relativamente a 66,4% (n=2356)
dos sujeitos. Destes, verifica-se que 47,9% (n=1129) a maior parte tem apoio



                                                                                             38
exclusivamente dentro da sala de aula, 32,7% (=772) têm apoio exclusivamente
fora da sala de aula e 19,3% (n=455) têm apoio dentro e fora da sala de aula.




                                           DREN   DREC    DREL       DREAl      DREAlg
           dentro da sala de aula          518    180      334         57         40
           fora da sala de aula            318    128      294         11         21
           dentro e fora da sala de aula   207     44      173         1          30



            Figura 27 – Distribuição dos sujeitos por local de apoio educativo e DRE


Da análise dos dados por DRE (Figura 27) verifica-se, em todas, o mesmo padrão
observado a nível nacional.


3.4.1. Local de apoio educativo e tipo de problemática


Tendo-se como foco de análise a relação entre o local de apoio educativo e o
tipo de problemática verifica-se que só relativamente à distrofia muscular não se
regista o padrão observado (apoio dentro da sala de aula) quanto às outras
problemáticas. A nível nacional, 50,3% dos sujeitos assinalados com este tipo de
problemática têm apoio exclusivamente fora da sala de aula (n=75).




                                                                                         39
DREAlg                outra prob.
                      distrofia muscular
                 síndroma degenerativa
                             spina bifida
                       paralisia cerebral
                              outra prob.
        DREAl




                      distrofia muscular
                 síndroma degenerativa
                             spina bifida
                       paralisia cerebral
                              outra prob.
        DREL




                      distrofia muscular
                 síndroma degenerativa
                             spina bifida
                       paralisia cerebral
                              outra prob.
        DREC




                      distrofia muscular
                 síndroma degenerativa
                             spina bifida
                       paralisia cerebral
                              outra prob.
        DREN




                      distrofia muscular
                 síndrome degenerativa
                             spina bifida
                       paralisia cerebral
                                        0%          20%           40%           60%           80%       100%
                        dentro da sala de aula   fora da sala de aula   dentro e fora da sala de aula

   Figura 28 – Distribuição dos sujeitos por local de apoio educativo, tipo de problemática e DRE


Ao analisarmos os dados por DRE (Figura 28) observam-se algumas excepções
relativamente ao notado a nível nacional. Assim, realça-se na DREL 43,2% dos
sujeitos identificados com síndroma degenerativa (n=16), 65,9% com distrofia
muscular (n=29) e 28,8% com outras problemáticas (n=124 têm apoio
exclusivamente fora da sala de aula. Verifica-se a mesma situação para os 51,1%
sujeitos identificados com distrofia muscular (n=22) na DREC, com uma e para os
31,9% sujeitos identificados com outras problemáticas (n=15) na DREAlg.


3.4.2. Local do apoio educativo e apoio especializado


Da análise dos dados a nível nacional verifica-se que do total de sujeitos
relativamente aos quais foi assinalado o local de apoio (n=2356), 38,3% (n=569)
recebem apoio por docentes especializados em educação especial dentro da
sala de aula. Destes 13,6% (n=321) são apoiados por docentes especializados na
área motora.


Assim, dos sujeitos apoiados por docentes especializados em outras áreas da
educação especial (n=526) 47,2% (n=248), têm o apoio dentro da sala de aula,




                                                                                                               40
enquanto que do total de 703 sujeitos apoiados por docentes especializados na
área motora, 45,6% (n=321) têm também apoio dentro da sala de aula.


Tendo-se em conta que 49,6% (n=560) do total de docentes não especializados
(n=1127) também privilegiam o apoio dentro da sala de aula verifica-se que a
diferença percentual entre docentes especializados e não especializados que
privilegiam esta situação não é significativa.

               dentro e fora da sala de aula    1                                     26                                       3
      DREAlg




                        fora da sala de aula    1                                        20
                     dentro da sala de aula       3                                     34                                      3
               dentro e fora da sala de aula                                            1
      DREAl




                        fora da sala de aula      1                              7                                      3
                     dentro da sala de aula           13                                    34                            10
               dentro e fora da sala de aula                63                              53                       57
      DREL




                        fora da sala de aula                 122                              79                     93
                     dentro da sala de aula                109                               143                        82
               dentro e fora da sala de aula      5                                  29                                  10
      DREC




                        fora da sala de aula      18                                   86                                 24
                     dentro da sala de aula          37                              88                               55
               dentro e fora da sala de aula      25                      88                                    94
      DREN




                        fora da sala de aula      42                           178                                    98
                     dentro da sala de aula        86                          261                                   171
                                           0%                20%               40%                 60%           80%               100%
               especialização em ed. especial              n/ especialização em ed. especial             especialização na área motora



Figura 29 – Distribuição dos sujeitos por local de apoio educativo, especialização dos docentes e DRE


Da análise dos dados por DRE (Figura 29), verifica-se o mesmo padrão observado
a nível nacional.


3.5. Aspectos das medidas do regime educativo especial


Da análise dos dados verifica-se que relativamente à maioria da população
(n=2768) não se recorre às medidas do regime educativo especial previstas no
Decreto-Lei n.º 319/91 de 23 de Agosto.




                                                                                                                                          41
10,2%




                           89,8%



                          regime educativo especial        n/ se inscrevem


      Figura 30 – Percentagem de sujeitos inscritos em medidas do regime educativo especial


A nível nacional, verifica-se que 89,8% (n=2768) dos sujeitos se inscreve nas
medidas “regime educativo especial” (Figura 30), enquanto que para 10,2%
(n=315) o processo de ensino e aprendizagem decorre sem recurso a qualquer
uma das medidas.




     Figura 31 – Número de sujeitos inscritos em medidas do regime educativo especial e DRE


Na DREAL recorre-se às medidas do regime educativo especial relativamente a
95% dos sujeitos (Figura 31). Da análise dos dados por DRE verifica-se que esta
situação corresponde na DREAlg a 94,2%, na DREC a 91,3%, na DREN a 90,1% e
na DREL a 87,6%. Assim, verifica-se que não existe variabilidade significativa na
aplicação das medidas de regime educativo especial entre as diversas DRE.




                                                                                              42
As medidas do regime educativo especial que, a nível nacional, abrangem
maior número de sujeitos são adequação de turma (40%), condições especiais
de avaliação (35,4%) e ensino especial (currículo escolar próprio e currículo
alternativo) que abrange 33,1% dos sujeitos.




      Figura 32 – Distribuição dos sujeitos por tipo de medidas do regime educativo especial


Assim, em termos percentuais verifica-se que as medidas a que mais recorrem os
docentes (Figura 32) são adequação de turma (44,5%) e condições especiais de
avaliação (39,5%), seguem-se as medidas adaptações curriculares (31,5%), apoio
pedagógico acrescido (26,3%), currículo escolar próprio (24,1%), currículo
alternativo (12,7%) e condições especiais de frequência (8,1%).




         Figura 33 – Distribuição dos sujeitos por medidas especiais de educação e DRE




                                                                                               43
Exceptuando a DREAL e a DREAlg que apresentam como medida mais utilizada
as condições especiais de avaliação (Figura 33), verifica-se, em todas as outras
DRE o mesmo padrão observado a nível nacional.




        Figura 34 – Distribuição dos sujeitos por tipo de condições especiais de avaliação


Dos 1094 sujeitos para os quais os docentes recorrem à medida condições
especiais de avaliação (Figura 34), a maioria recai no tipo e instrumento de
avaliação (66,1%), na forma e o meio de expressão do aluno (50%), na
periodicidade (34%) e no local de execução (21,8%).




           Figura 35 –Número de sujeitos por DRE e condições especiais de avaliação


Ainda, no que diz respeito às condições especiais de avaliação (Figura 35), todas
as DRE apresentam o mesmo padrão verificado a nível nacional.



                                                                                             44
3.5.1. Medidas do regime educativo especial e tipo de problemática


As medidas especiais de educação são a nível nacional, em termos percentuais,
maioritariamente utilizadas pelos sujeitos identificados com paralisia cerebral e
com outro tipo de problemáticas. Relativamente aos sujeitos identificados com
síndroma degenerativa e distrofia muscular recorre-se menos às medidas do
regime educativo especial.




Figura 36 – Distribuição dos sujeitos por medidas do regime educativo especial e tipo de problemática


No entanto, se tivermos em conta o número total de sujeitos identificados em
cada uma das problemáticas, verifica-se que as medidas especiais de
educação são, em termos percentuais, mais utilizadas relativamente aos sujeitos
que apresentam síndroma degenerativa e distrofia muscular (Figura 36).
Exceptua-se a medida currículo alternativo que abrange, em termos percentuais,
mais sujeitos que apresentam paralisia cerebral (14,8%) e a medida currículo
escolar próprio que abrange na maior parte, para além dos sujeitos com distrofia
muscular (28,1%), os sujeitos com paralisia cerebral (25,7%) e spína bífida (23,8%).
Assim, aos sujeitos que apresentam paralisia cerebral é aplicada, em maior
percentagem, a medida que mais se afasta do currículo comum, uma vez que
implica adequar elementos curriculares como os conteúdos e os objectivos.




                                                                                                   45
3.5.2. Medidas do regime educativo especial e idade


Em valores absolutos, considerando-se os diversos intervalos etários, para a
maioria (40%) de sujeitos recorre-se, sobretudo, à medida adequação de turma.
Tendo-se como foco de análise as variáveis níveis etários e medidas especiais de
educação verifica-se que estas são, em termos percentuais, na sua totalidade
utilizadas , na maior parte, pelos sujeitos que se situam no intervalo etário dos 6

aos ≤ 15 anos.




      Figura 37 – Distribuição dos sujeitos por medidas do regime educativo especial e idade


Tendo-se por referência o número total de sujeitos que se situa em cada um dos
intervalos etários verifica-se que, em termos percentuais, para sujeitos dos 15 aos

≤ 18 anos e mais de 18 anos recorre-se sobretudo (Figura 37) às adaptações

curriculares (36,4% e 36,6%, respectivamente), às condições especiais de
frequência (10% e 16,7%, respectivamente), às condições especiais de avaliação
(59,2% e 61,8%, respectivamente) e ao apoio pedagógico acrescido (46,2% e
58% respectivamente).


Relativamente aos sujeitos que se situam no intervalo etário dos 6 aos ≤ 15 anos

recorre-se, sobretudo, às medidas currículo escolar próprio (28,2%) e adequação




                                                                                               46
de turma (48,1%). A medida currículo alternativo é utilizada, em termos

percentuais, na maior parte relativamente os sujeitos dos 15 aos ≤ 18 anos (20%).



3.5.3. Medidas do regime educativo especial e formação especializada dos
docentes


Tendo-se como referência o número de sujeitos apoiados por docentes
especializados em educação especial na área motora (n=829), em outras áreas
da educação especial (n=635) e não especializados (n=1328), verifica-se que, a
medida condições especiais de frequência e adequação de turma são
aplicadas maioritariamente aos sujeitos apoiados por docentes especializados
em educação especial (56,1%% e 50,9% respectivamente). Destes a maior parte
é apoiada por docentes especializados na área motora (30,9% e 27,5%
respectivamente).


Todas as outras medidas são, na maior parte, utilizadas relativamente aos sujeitos
apoiados por docentes não especializados, seguindo-se os apoiados por
docentes especializados em educação especial na área motora e os apoiados
por docentes especializados em outras áreas da educação especial.




                                                                                        cond. esp.                 curric.
                                                 apoio ped.   adeq. de    cond. esp.                    curríc.                 adp.
                                                                                            de                     escolar
                                                 Acrescido     turma     de avaliação                alternativo             Curriculares
                                                                                        frequência                 próprio
          nº de sujeitos por medida e docentes      171         340          267           70           114         174          216
          esp. em educação especial na área
          motora
          nº de sujeitos por medida e docentes      161         289          244           57            58         138          203
          esp. em educação especial
          nº de sujeitos por medida e docentes      396         605          583           99           182         357          453
          não especializados
          n.º total de sujeitos por medida          728        1234         1094           226          354         669          872



 Figura 38 – Distribuição dos sujeitos por medidas do regime educativo especial e especialização dos
                                                docentes




                                                                                                                                            47
Relativamente ao número total de sujeitos para os quais se recorre a cada uma
das medidas do regime educativo especial relacionando-os com a formação
dos docentes (Figura 38) verifica-se que dos sujeitos que recorrem à medida
adaptações curriculares, 51,9% são apoiados por docentes não especializados e
48% por docentes especializados em educação especial. Destes, 24,7% são
apoiados por docentes especializados em educação especial na área motora.


Quanto à medida currículo escolar próprio ela é utilizada por 53,3% dos sujeitos
apoiados por docentes não especializados e 46,6% por docentes especializados
em educação especial. Destes, 26% são apoiados por docentes especializados
na área motora


A medida currículo alternativo é utilizada por 51,4% dos sujeitos apoiados por
docentes não especializados e por 48,5% por docentes especializados em
educação especial. Destes 32,2% são apoiados por docentes especializados em
educação especial na área motora.


Quanto à medida condições especiais de frequência ela corresponde a 56,1%
dos sujeitos apoiados por docentes especializados em educação especial e a
43,8% dos docentes não especializados. Tendo em conta o número de sujeitos
apoiados por docentes especializados em educação especial verifica-se que
30,9% são especializados em educação especial na área motora.


Dos sujeitos que recorrem à medida condições especiais de avaliaçã,o 53,2% são
apoiados por docentes não especializados e 46,7% por docentes especializados
em educação especial. Destes, 24,4% são apoiados por docentes especializados
na área motora.


A medida adequação de turma abrange 50,9% dos sujeitos apoiados por
docentes especializados em educação especial e 49% dos apoiados por
docentes não especializados. Dos apoiados por docentes especializado,s 27,5%
têm apoio de docentes especializados na área motora.


                                                                              48
A medida apoio pedagógico acrescido corresponde a 54,3% dos sujeitos
apoiados por docentes não especializados e a 45,6% dos sujeitos apoiados por
docentes especializados em educação especial. Destes, 23,4% são apoiados por
docentes especializados na área motora.


Assim, verifica-se que as medidas que, em termos percentuais, são mais
privilegiadas por docentes especializados relativamente aos não especializados
são as medidas que, de modo geral, dizem respeito a situações essencialmente
administrativas e organizativas (condições especiais de frequência e adequação
de turma). No que diz respeito aos docentes especializados todas as medidas do
regime educativo especial são utilizadas, em maior parte, pelos docentes
especializados em educação especial na área motora.


3.6. Outros tipo de apoios


3.6.1. Terapia da fala


Dos 3083 sujeitos, 15% (=463) recebem terapia da fala, dos quais 76,2% (n=353)
usufrui de 1 hora. A moda, a nível nacional, é de 1 hora.




        Figura 39 – Distribuição dos sujeitos por número de horas de terapia da fala e DRE




                                                                                             49
Analisando-se os dados por DRE, observa-se que na DREN (Figura 39) a maior
percentagem de sujeitos recebe terapia da fala, (37,8%=204), seguindo-se a
DREAL (17%=17), a DREL (15,2%=160), a DREAlg, (14,2%=15) e a DREC (13,8%=67).


Em todas as DRE a maioria dos sujeitos tem 1 hora de terapia da fala (Figura 39.
Calculada a moda ela corresponde, em todas as DRE, a 1 hora.




   Figura 40 – Distribuição dos sujeitos por número de vezes de terapia da fala por semana e DRE


Relativamente à periodicidade verifica-se (Figura 40) em todas as DRE que a
maioria dos sujeitos tem terapia da fala 1 vez por semana. Calculada a moda ela
corresponde, em todas as DRE, a 1 vez por semana.


Terapia da fala e problemáticas


A nível nacional dos 490 sujeitos que recebem terapia da fala, 63,8% apresenta
paralisia cerebral, 28,9% outras problemáticas, 2,8% distrofia muscular, 2,2% spína
bífida e 2% distrofia muscular.




                                                                                                   50
1516
                                           total de sujeitos
                                           sujeitos com terapia da fala
                                                                                 1084




            318
                               239
                                               95              149               142
                               11                   10               14

          paralisia       spina bifida     síndrome          distrofia       outra prob.
          cerebral                        degenerativa       muscular

        Figura 41 – Distribuição dos sujeitos que recebem terapia da fala por problemática


Tendo em conta o número total de sujeitos em cada uma das problemáticas e o
número de sujeitos, por problemática, que recebem terapia da fala (Figura 41)
verifica-se que 20,6% corresponde a sujeitos que apresentam paralisia cerebral,
13% outras problemáticas, 10,5% síndroma degenerativa, 9,3% distrofia muscular e
4,6% spína bífida.


3.6.2. Terapia Ocupacional


Do total de 3083 sujeitos, 16,3% (n=503), recebe terapia ocupacional dos quais
70,5% (n=355) durante 1 hora. Quanto à periodicidade, dos 98,2% (n=494) sujeitos
relativamente aos quais foi assinalado este item 90,4% (n=321), a maioria, tem
terapia ocupacional 1 vez por semana. A moda corresponde a 1 vez por
semana.




                                                                                             51
Figura 42 – Distribuição dos sujeitos por número de horas de terapia ocupacional e DRE


Analisando-se os dados por DRE verifica-se que é na DREN que mais sujeitos têm
terapia ocupacional (Figura 42) com 18,4% (n=249), seguindo-se a DREAlg com
17,1% (n=18), a DREL com 15,4% (n=162), a DREC com 13% (n=63) e a DREAl com
11% (n=11).


Em todas as DRE a maioria dos sujeitos tem 1 hora de apoio (Figura 42). A moda
é, em todas as DRE, de 1 hora.




 Figura 43 – Distribuição dos sujeitos por número de vezes de terapia ocupacional por semana e DRE




                                                                                                 52
Relativamente à periodicidade (Figura 43), tendo-se em conta cada uma das
DRE, verifica-se que à excepção da DREL onde a maioria dos sujeitos têm terapia
ocupacional 2 vezes por semana, todas as outras seguem o padrão nacional. A
moda é, em todas as DRE, de 1 vez por semana.


Terapia ocupacional e problemáticas


Do total de 503 sujeitos que recebem terapia ocupacional, a maior parte
corresponde aos sujeitos que apresentam paralisia cerebral (38,1%), seguindo-se
os que apresentam spína bífida (18%), outras problemáticas (17,2%), distrofia
muscular (15,1%) e síndroma degenerativa (11,3%).

               1516
                                        total de sujeitos
                                        sujeitos com terapia ocupacional
                                                                                  1084




                                 239
             192                                               149
                            91                   95                               87
                                                                     76
                                            57

         paralisia       spina bifida      síndrome           distrofia       outra prob.
         cerebral                         degenerativa        muscular

      Figura 44 - distribuição dos sujeitos que recebem terapia ocupacional por problemática


Tendo como referência o total de sujeitos por problemática e o número destes
que recebe terapia ocupacional (Figura 44), verifica-se que 60% apresentam
síndroma degenerativa, 51% distrofia muscular, 38% spína bífida, 12,6% paralisia
cerebral e 8% outras problemáticas.


3.6.3. Fisioterapia


Dos 3083 sujeitos, 34,9% (n=1079) recebem fisioterapia. Destes 47,1% têm 1 hora. A
moda, a nível nacional, é de 1 hora. Quanto à periodicidade 36,4% (n=393) dos




                                                                                               53
sujeitos tem fisioterapia 1 vez por semana. A moda corresponde a 2 vezes por
semana.


Devido à grande amplitude e pouca dispersão dos valores optamos por
apresentar os dados relativos ao apoio na área da fisioterapia em quadro.


            Quadro VI – Distribuição dos sujeitos por número de horas de fisioterapia e DRE
 N.º de horas          DREN            DREC             DREL             DREAl           DREAlg
      uma               221              105              140              14                 29
     duas               121               60              120              13                  8
      três               64               17               26               4                  1
    quatro               30                4               10               2                  4
     cinco               30                8                9               1                  1
      seis                9                                 3                                  1
      sete                                                  1
      oito               2                1                 2
      dez                1
     doze                                 1                1
     treze               2
   quatorze                                                2
    quinze               1                                 1
  dezanove                                                                                    1
     vinte               1                2                1                1
 vinte e três                                              1
vinte e quatro           1
     trinta              1
   quarenta                                                1

            N.º         483              198              318              35                 45
 sujeitos
  Total




            %          35,8%           40,9%            30,4%             35%             42,8%

   média em             2,3               2               2,2              2,4                2
    horas


É na DREAlg que se verifica maior percentagem (42,8%) de sujeitos apoiados na
área da fisioterapia (Quadro V), seguindo-se a DREC (40,9%), a DREN (35,8%), a
DREAL (35%) e a DREL (30,4%). Em todas as DRE, relativamente à dispersão,
verifica-se o mesmo padrão. Em todas as DRE a moda corresponde a 1 hora.




                                                                                                   54
Figura 45 – Distribuição dos sujeitos por número de vezes de terapia por semana e DRE


Analisando-se os dados por DRE, relativamente à periodicidade (Figura 45) à
excepção da DREL, onde a maioria dos sujeitos recebe fisioterapia 2 vezes por
semana, o que corresponde a 53,1% (n=177), em todas as outras DRE verifica-se o
mesmo padrão que a nível nacional, ou seja, a maioria dos sujeitos tem
fisioterapia 1 vez por semana. Na DREN, na DREC e na DREAlg a moda
corresponde a 1 vez por semana, na DREL e DREAL a 2 vezes por semana.


Fisioterapia e problemáticas


Dos 1079 sujeitos que recebem fisioterapia, 58,5% apresentam paralisia cerebral,
21,3% outras problemáticas, 9% spína bífida, 6,7% distrofia muscular e 4,2%
síndroma degenerativa.




                                                                                             55
1516
                                           total de sujeitos
                                           sujeitos com fisioterapia              1084




             632



                                239                                               230
                                                               149
                                 98             95
                                                                       73
                                                     46
      paralisia cerebral   spina bifida     síndrome      distrofia muscular   outra prob.
                                           degenerativa


          Figura 46 – distribuição dos sujeitos que recebem fisioterapia por problemática


Tendo em conta o total de sujeitos por tipo de problemática e o número destes
que recebem fisioterapia (Figura 46), verifica-se que os que apresentam distrofia
muscular correspondem a 48,9%, seguindo-se os que apresentam síndroma
degenerativa (48,4%), paralisia cerebral (41,6%), spína bífida (41%) e outras
problemáticas (21,2%).


3.6.4. Apoio específico de Auxiliar de Educação


Dos 3083 sujeitos, 17,9 (n=553) recebem apoio de uma auxiliar de educação.
Destes, 15,1% (n=84) tem 5 horas e 14,6% (=81) 20 horas. Em valores médios os
sujeitos têm 15 horas de apoio. A moda, a nível nacional, corresponde a 5 horas.


Relativamente à periodicidade 59,1% dos sujeitos recebem serviços específicos
de auxiliar de educação 5 vezes por semana. A moda corresponde a 5 vezes por
semana.


Como relativamente a estes dados se verifica alguma dispersão e bastante
amplitude optamos por apresentá-los em quadro.




                                                                                             56
Quadro VII – Distribuição dos sujeitos por número de horas que recebem apoio de auxiliar de
                                               educação
 N.º de horas         DREN             DREC               DREL           DREAl           DREAlg
       duas              3                2                 3
        três             7                1                 5
      quatro            22               22                11                                3
       cinco            62                5                17
        seis             3                2                 1
        sete             9                2                 1
        oito             3                5                 2                                3
       nove              1
        dez             30                4                25               5
       onze              1                2
       doze              4
       treze             3                                  1
      quinze            12                2                 9
    dezassete            1                                  1
       vinte            24               29                19                                9
 vinte e duas                                               1                                1
   vinte e três         17                                  1
 vinte e cinco          38                7                27               2
  vinte e seis                            1                 1
       trinta           15                4                 8               4
  trinta e uma                                                                               1
 trinta e duas           1
trinta e quatro          1
 trinta e cinco          5                2                37
  trinta e sete          2
   trinta e oito         1
             N.º        265              90                170             11               17
 sujeitos
  Total




            %         19,6%            18,5%              16,2%           11%             16,1%

   média em            12,5             13,9              19,1             20              15,8
    horas


É na DREN que existem mais sujeitos que recebem serviços específicos de auxiliar
de educação (Quadro VI), seguindo-se a DREC, a DREL, a DREAlg e com valor
percentual mais baixo a DREAL.


Quanto ao número de horas na DREN o valor máximo situa-se nas 5 horas, na
DREC e na DREAlg nas vinte horas, na DREL nas 35 e na DREAl nas 10 horas.




                                                                                                    57
Figura 47 – Distribuição dos sujeitos por número de vezes que recebem serviços específicos de auxiliar
                                       de educação por semana e DRE

Quanto à periodicidade (Figura 47) em todas as DRE verifica-se o mesmo padrão
que a nível nacional. a moda é também em todas as DRE de 5 vezes por
semana.


Apoio de auxiliar de educação e problemática


Dos 553 sujeitos relativamente aos quais foi assinalado que recebem serviços
específicos de auxiliar de educação, verifica-se que 51,2% apresenta paralisia
cerebral, 22,4% outras problemáticas, 11,7% spína bífida, 9,2% distrofia muscular e
5% síndroma degenerativa.




                                                                                                   58
1516                                        total de sujeitos
                                                                       sujeitos com apoio de auxiliar de
                                                                                                                                                                      1084
                                                                       educação




                       285
                                                        239
                                                                                             95                                 149                                   124
                                                             65                                                                             51
                                                                                                  28
             paralisia                           spina bifida                     síndrome                                  distrofia                        outra prob.
             cerebral                                                            degenerativa                               muscular

  Figura 48 – distribuição dos sujeitos que recebem serviços específicos de auxiliar de educação por
                                               problemática


Do total de sujeitos em cada uma das problemáticas e desses, tendo-se em
conta o número de sujeitos que recebem serviços específicos de auxiliar de
educação (Figura 48) verifica-se que a maior percentagem corresponde aos
sujeitos que apresentam distrofia muscular                                                                               (34,2%), seguindo-se os que
apresentam síndroma degenerativa (29,4%), spína bífida (27,1%), paralisia
cerebral (18,7%) e outras problemáticas (11,4%):




Apoio de auxiliar de educação e níveis de independência


                                                                                  358
                                                                                                                   272                                       277
                          205          225                                                                                       221
                                                                   161                                                                                                       187
         123                                                                                                                                     89
                                                                                                   60
                                                     34
                         independ.c/




                                                                   independ.c/




                                                                                                                  independ.c/




                                                                                                                                                             independ.c/
                                       depend.




                                                                                   depend.




                                                                                                                                  depend.




                                                                                                                                                                             depend.
          independ.




                                                     independ.




                                                                                                   independ.




                                                                                                                                                 independ.
                            ajuda




                                                                      ajuda




                                                                                                                     ajuda




                                                                                                                                                                ajuda




                      alim entação                                higiene                                      m obilidade                               m anipulação



  Figura 49 – Distribuição dos sujeitos que recebem serviços específicos de auxiliar de educação por
                              áreas de autonomia e níveis de independência



                                                                                                                                                                                       59
Dos 553 sujeitos que recebem serviços específicos de auxiliar de educação a
maior parte é considerada dependente (Figura 49) relativamente à alimentação
(40,6%) e à higiene (64,7%) e independente com ajuda relativamente à
mobilidade (49,1%) e à manipulação (50%).


3.6.5. Outros apoios




            Figura 50 – Percentagem de sujeitos, a nível nacional, por outros apoios


Dos 3083 sujeitos, 13,7% (n=425) têm outro tipo de apoios (Figura 50) para além
dos anteriormente referidos. Destes 43,1% (n=183) especificam o tipo de apoio
sendo a maior parte, em hidroterapia (43,1%), 16,5% (n=70) em hipoterapia e
15,5% (n=66) nas áreas da psicologia e pedopsiquiatria. Com valores mais baixos
observamos 7,3% (n=31) relativos à psicomotricidade, 4,7% (n=20) à actividade
motora adaptada, 3,5% (n=15) aos centros especializados em problemas motores
e 3,3% (n=14) às medicinas alternativas (ex. acumpultura). Todas as outras áreas
apresentam valores abaixo dos 2%.e 1,6% (n=7) não especificam de que tipo são
os apoios




                                                                                       60
Figura 51 – Distribuição dos sujeitos por outros apoio e DRE


A maior percentagem de sujeitos com outro tipo de apoios corresponde à DREAL
(Figura 51), com 27% (n=27), seguindo-se com 17,3% (n=182)a DREL, 12,3% (n=13)
a DREAlg, 11,8% (n=160) a DREN e com 8,8% (n=43) a DREC.


Na maioria das DRE a área que apresenta mais sujeitos com apoio é a da
hidroterapia, seguindo-se a hipoterapia. Exceptuam-se a DREN onde se verifica
ser a área da psicologia e pedopsiquiatria e a DREC onde observamos o apoio
em centros especializados em problemas motores (ex. Associação de Paralisia
Cerebral).


3.6.6. Outro tipo de apoios e problemática


Em valores absolutos verifica-se que os sujeitos com paralisia cerebral (n=1516),
têm em termos percentuais mais apoios, correspondendo na área da terapia da
fala a 20,9% (n=318), da terapia ocupacional a 12,6% (n=192), fisioterapia a 51,9%
(n=632) e outros apoios a 19,5% (n=296). Observamos uma excepção
relativamente aos serviços específicos de auxiliar de educação que corresponde
a 18,7% (n=285), sendo os valores mais altos relativos aos sujeitos com distrofia
muscular (34,2%=51), síndroma degenerativa (29,4%=28) e spína bífida (27,1%=65).




                                                                                61
Relativamente à spína bífida observamos que de um total de 239 sujeitos, 41%
(n=98) têm fisioterapia, 38% (n=91) terapia ocupacional, 11,7% (n=28) outros
apoios e 4,6% (n=11) terapia da fala.


De um total de 95 sujeitos com síndroma degenerativa 60% (n=57) tem terapia
ocupacional, 48,4% (n=46) fisioterapia, 12,6% (n=12) outros apoios e 10,5% (n=10)
terapia da fala.


De um total de 149 sujeitos com distrofia muscular, 51% (n=76) tem terapia
ocupacional, 48,9% fisioterapia, 18,7% (n=28) outros apoios e 9,3% (n=14) terapia
da fala.


De um total de 1084 sujeitos com outras problemáticas, 21,2% (n=230) Tem
fisioterapia, 13% (n=142) terapia da fala, 13% (n=141) outros apoios e 8% (n=87)
terapia ocupacional.


Em valores médios verificamos que os sujeitos que mais beneficiam de apoios,
além do apoio educativo são os sujeitos com spína bífida (2 tipos de apoio por
sujeito), seguindo-se, igualmente, os sujeitos com paralisia cerebral e distrofia
muscular (1 tipo de apoio por sujeito) e com menos apoios por sujeito os
assinalados com outras problemáticas (0,7 tipos de apoio por sujeito) e com
síndroma degenerativa (0,4 tipos de apoio por sujeito).




                                                                               62
DREAl DREAlg                 outra prob.
                           distrofia muscular
                      síndroma degenerativa
                                  spina bifida
                            paralisia cerebral
                                   outra prob.
                           distrofia muscular
                      síndroma degenerativa
                                  spina bifida
                            paralisia cerebral
                                   outra prob.
      DREL




                           distrofia muscular
                      síndroma degenerativa
                                  spina bifida
                            paralisia cerebral
                                   outra prob.
      DREC




                           distrofia muscular
                      síndroma degenerativa
                                  spina bifida
                            paralisia cerebral
                                   outra prob.
      DREN




                           distrofia muscular
                      síndrome degenerativa
                                  spina bifida
                            paralisia cerebral
                                             0%     10%    20%   30%       40%    50%    60%      70%    80%    90% 100%

                             terap. fala         terap. ocup.    fisiot.         auxiliar educ.         outros apoios
                     Figura 52 –Distribuição dos sujeitos por outro tipo de apoios, problemática e DRE


Relativamente a cada uma das DRE (Figura 52), em todas se verifica que são os
sujeitos com paralisia cerebral aqueles que, em termos percentuais, têm mais
apoios além do apoio educativo. Em valores médios verificamos que na DREN,
na DREC e na DREAlg, exceptuando os sujeitos com spína bífida e outras
problemáticas, todos os outros beneficiam pelo menos de um outro tipo de
apoio. Na DREL e na DREAl, exceptuando os sujeitos com outras problemáticas,
todos os outros beneficiam de pelo menos mais um tipo de apoio, além do apoio
educativo.


3.6.7. Outro tipo de apoios e idade


Em valores absolutos são os sujeitos dos <6 aos ≤ 15 anos e dos <3 aos ≤ 6 anos
que usufruem de mais apoios para além do apoio educativo.




                                                                                                                           63
Figura 53 – Distribuição dos sujeitos por outro tipo de apoios e idade


No entanto, se tivermos como referência o número total de sujeitos em cada um
dos intervalos etários, verifica-se que a terapia da fala, a terapia ocupacional e a
fisioterapia abrangem, maioritariamente (Figura 53), os sujeitos que se situam nos
intervalos de idade dos <3 aos ≤ 6 anos (30,3%, 32,1% e 46,7%, respectivamente) e
dos <6 aos ≤ 15 anos (23,9%, 23,2% e 56,2%, respectivamente). Esta tendência
parece-nos consentânea com o facto de ser nas primeiras idades que os sujeitos
mais necessitam de estimulações especificas e localizadas como forma de
ultrapassar ou minimizar determinadas limitações.


Assim,   observa-se     que     os   valores     percentuais       dos     apoios      decrescem
significativamente à medida que aumenta a idade, observando-se como
excepção a fisioterapia que abrange mais sujeitos dos <15 aos ≤ 18 anos (24,6%)
que dos <6 aos ≤ 15 anos (20,3%), uma situação que pode advir do
aparecimento de problemas motores na adolescência e idade adulta (causa
adquirida).


Quanto aos serviços específicos de auxiliar de educação ele é, maioritariamente,
usufruído pelos sujeitos dos <6 aos ≤15 anos (24,3%) o que tendo-se em conta os
ciclos de educação e ensino (figura 19 e 20) corresponde, sensivelmente, ao
período da escolaridade obrigatória.



                                                                                              64
Quanto   aos   outros   tipos   de   apoio   verifica-se   que   são   beneficiários,
maioritariamente, sujeitos dos <6 aos ≤15 anos (18,1%) e com mais de 18 anos
(15,2%). Uma situação que se pode relacionar com a procura de outro tipo de
terapias, quando decresce o apoio das terapias ditas tradicionais.




                                                                                   65
Síntese

      A maior parte dos sujeitos apoiados frequenta o 1º CEB (34,5%) e o pré-escolar (16,6%). No
       entanto, em média são apoiados mais sujeitos no 1º CEB e no 2º CEB.
      A maior parte dos sujeitos começa a ter apoio no inicio da escolaridade obrigatória (1º CEB).
       Destes 42,4% não termina a referida escolaridade obrigatória e 44,9% não acede ao ensino
       secundário.
      Os sujeitos são, a maior parte das vezes, apoiados dentro da sala de aula (32,7%).
      De entre os docentes especializados em educação especial, são os especializados na área motora
       que mais optam por prestar apoio dentro da sala de aula.
      As medidas de regime educativo especial mais aplicadas são adequação de turma (40%) e
       condições especiais de avaliação (35,4%). Dos que recorrem a esta última medida do regime
       educativo especial, a maior parte incide no tipo de instrumento de avaliação (38,4%) e na forma e
       meio de expressão do aluno (29,1%). A medida ensino especial (currículo escolar próprio e
       currículo alternativo), abrange 33,1% dos sujeitos.
      Exceptuando-se a medida currículo alternativo que abrange, essencialmente, os sujeitos que
       apresentam paralisia cerebral (14,8%), todas as outras são aplicadas maioritariamente aos sujeitos
       que apresentam síndroma degenerativa e distrofia muscular.
      Considerando a variável idade, em termos absolutos, as medidas especiais de educação são
       aplicadas, sobretudo, aos sujeitos do 6 aos ≤ 15 anos. De forma geral, a passagem de medidas
       menos restritivas para a aplicação de medidas mais restritivas é gradual.
      Exceptuando-se a medida condições especiais de frequência e adequação de turma, todas as
       outras são, maioritariamente, aplicadas por docentes não especializados. Dos docentes
       especializados em educação especial são os especializados na área motora que, na maior parte
       das vezes, recorrem a medidas do regime educativo especial.
      Em valores absolutos 24,9% dos sujeitos tem terapia da fala, 16,3% terapia ocupacional, 34,9%
       fisioterapia, 17,9% serviços de uma auxiliar de educação e 13,7% tem outro tipo de apoios
       (hipoterapia, musicoterapia, hidroterapia, etc.).
      Exeptuando-se os serviços específicos de uma auxiliar de educação que beneficia mais os sujeitos
       com distrofia muscular, são os sujeitos que apresentam paralisia cerebral os que mais usufruem,
       de outro tipo de apoios para alem do apoio educativo.
      São os sujeitos dos 6 aos ≤ 15 anos e dos 3 aos ≤ 6 anos que mais usufruem de outro tipo de
       apoios, além do apoio educativo.



                                                                                                     66
CAPÍTULO IV


1. Aspectos relacionados com as ajudas técnicas/tecnologias de apoio

O quarto aspecto analisado refere-se à utilização de ajudas técnicas/tecnologias
de apoio: materiais específicos bem como adaptações físicas efectuadas no
meio ambiente. Nesta parte do relatório definimos os seguintes objectivos: i)
identificar o número de sujeitos que utilizam ajudas técnicas/tecnologias de
apoio e em que áreas; ii) conhecer o tipo de ajudas técnicas/ tecnologias de
apoio mais utilizadas e iii) identificar a relação existente entre a utilização de
ajudas técnicas/tecnologias de apoio e o tipo de problemática, níveis de
autonomia, formas de comunicação, formação especializada dos docentes e
idade dos sujeitos.


Assim,   do     total    de     3083     sujeitos,     99,1%     (n=3058)      utilizam      ajudas
técnicas/tecnologias       de    apoio.      Destes,    82,6%     (n=2527)      utilizam     ajudas
técnicas/tecnologias de apoio em mais do que uma área. Dos 3058 sujeitos que
utilizam ajudas técnicas/tecnologias de apoio, 35,8% (n=1097) utiliza auxiliares
para mobilidade, 31,3% (n=959) auxiliares para melhorar o ambiente (mobiliário e
adaptações arquitectónicas), 17,4% (n=534) auxiliares de tratamento e treino,
15,7% (n=482) auxiliares para comunicação, informação e sinalização e 8,6%
(n=264) auxiliares para cuidados pessoais e de protecção.




         Figura 54 – Distribuição dos sujeitos por ajuda técnica/tecnologia de apoio e DRE




                                                                                                 67
Analisando-se os dados por DRE (Figura 54) verifica-se que em todas, a maioria
dos sujeito utiliza ajudas técnicas/tecnologias de apoio. Na DREL, na DREN e na
DREC as percentagens são mais elevadas, com 99,8% (n=1044), 99,2% (n=1338) e
98,7% (n=478) respectivamente. Na DREAlg e na DREAL as percentagens são mais
baixas, com 97,1% (n=102) e 96% (n=96), respectivamente.


A maioria utiliza ajudas técnicas/tecnologias de apoio em mais do que uma
área. Os sujeitos que utilizam ajudas técnicas/tecnologias de apoio em somente
uma das áreas é de 18,1% (n=190) na DREL, 17,5% (n=235) na DREN, 14,8% (n=71)
na DREC, 16,6% (n=17) na DREAlg e 18% (n=18) na DREAL.


Quanto ao tipo de ajudas técnicas/tecnologias de apoio na DREC e na DREL o
padrão é o mesmo que a nível nacional. Na DREN e na DREAL a maior parte dos
sujeitos utilizam auxiliares de comunicação, informação e sinalização (13,9% e
22,9%, respectivamente). Na DREAlg a percentagem de sujeitos que utiliza
auxiliares para cuidados pessoais e de protecção (14,7%) é superior àquela que
utiliza auxiliares de comunicação, informação e sinalização (9,8%).


1.1. Caracterização das ajudas Técnicas/tecnologias de apoio


Para   efeitos   de   facilidade   de   análise   dos   dados,   o   tipo   de   ajudas
técnicas/tecnologias de apoio foram agrupados tendo em conta alguma
relação entre elas.




                                                                                     68
1.1.1. Auxiliares de tratamento e treino

                                                 bolas, colchões e sacos             aparelhos para
                multiposicionadores,                     de areia                      respiração
               planos inclinados, rolos                    3,7%                           0,8%
                    e almofadas                                                                              bandas, coletes,
                        13,6%                                                                              cunhas,talas e colares
                                                                                                                  34,1%


            aparelhos para os
           membros superiores,
            luvas e pulseiras
                  2,4%
                                                                                                 posicionadores veticais
                            aparelhos para os                   posicionadores de                        30,9%
                          membros inferiores e                  cabeça, cadeiras e
                           calçado ortopédico                       poltronas
                                  10,8%                                3,7%



  Figura 55 – Percentagem de sujeitos, a nível nacional, por tipo de auxiliares de tratamento e treino


Quanto aos auxiliares de tratamento e treino (Figura 55) os mais referenciados
são as bandas, os coletes, as cunhas, as talas, os colares (n=168) e os
posicionadores verticais (n=152); seguem-se os multiposicionadores, os planos
inclinados, os rolos e as almofadas (n=67), os aparelhos para os membros
inferiores e calçado ortopédico (n=53), os posicionadores de cabeça, cadeiras e
poltronas e as bolas, colchões e sacos de areia (n=18) e menos referenciados os
aparelhos para membros superiores, luvas e pulseiras (n=12) e aparelhos
respiratórios (n=4).


1.1.2. Auxiliares para cuidados pessoais e de protecção

                                           pro t e c çõe s pa ra
                                                zo na s de
                                              m o biliário
                                                   4 7 ,9 %                                      a uxilia re s pa ra
                  a uxilia re s pa ra                                                              a lim e nt a ção
                 ba nho e higie ne                                                                      8 ,3 %
                      pe s s o a l
                        2 8 ,1%


                                                                                                 a uxilia re s pa ra
                  c a m a a rt ic ula da                                                            v e s t uário
                          0 ,4 %                                                                        5 ,4 %
                                                  a uxilia re s pa rapro t e c çõe s pa ra
                                                    a c t iv ida de s pa rt e s do c o rpo
                                                    c urric ula re s           7 ,4 %
                                                          2 ,5 %


Figura 56 –Percentagem de sujeitos, a nível nacional, por tipo de auxiliares para cuidados pessoais e de
                                                 protecção

                                                                                                                                    69
Relativamente aos auxiliares para cuidados pessoais e de protecção (Figura 56),
a maioria inclui-se no grupo da protecção para zonas de mobiliário (n=116) e
auxiliares para banho e higiene pessoal (n=68), seguindo-se os auxiliares para
alimentação (n=20), os instrumentos de protecção de partes do corpo (n=18), os
auxiliares para vestuário (n=13) e os auxiliares para desenvolver actividades
curriculares (n=6). Sem significado estatístico observa-se 1 sujeito que utiliza uma
cama articulada (n=1).


1.1.3. Auxiliares para mobilidade



                              triciclos, tractorinos,
                                bicicletas e motas
                                       2,7%                                carrinhos de
                                                                            transporte
                                                                               8,1%




         anadrilhos,
    canadianas, pirâmides
         e bengalas
            20,8%

                                                 cadeiras de rodas
                                                       68,4%



    Figura 57 – Percentagem de sujeitos, a nível nacional, por tipo de auxiliares para mobilidade


Quanto aos auxiliares para mobilidade (Figura 57) a maioria utiliza cadeiras de
rodas (n=821), seguindo-se os andarilhos, as canadianas, as pirâmides e as
bengalas (n=250), os carrinhos de transporte (n=97) e com percentagem mais
baixa o grupo dos triciclos, tractorinos, bicicletas e motas (n=32).




                                                                                                    70
1.1.4. Auxiliares para melhorar o ambiente




                                                                                                              mobiliário
                 adaptações de
                                                                                                          (cadeiras, mesas,
                 cada de banho
                                                                                                              estrados,
               (sanitas, bancadas
                                                                                                         tabuleiros e planos
               de muda, barras de
                                                                                                             inclinados)
                    suporte e
                                                                                                                 37%
                   torneiras)
                      14%




                                                                           rampas, corrimões
                                                                              e elevadores
                                                                                   49%

Figura 58– Percentagem de sujeitos, a nível nacional, por tipo de auxiliares para melhorar o ambiente

No que diz respeito aos auxiliares para melhorar o ambiente (Figura 58) a maioria
corresponde a rampas, corrimões e elevadores (n=674), seguindo-se as
adaptações de mobiliário como cadeiras, mesas, estrados, tabuleiros e planos
inclinados (n=505) e com percentagem mais baixa as adaptações de casa de
banho como sanitas, bancadas de muda, barras de suporte e torneiras (n=191).


1.1.5. Auxiliares para comunicação, informação e sinalização



                                 video-conferência        software educativo
                                                               (jogos,...)                              máquinas de escrever
                                       0,3%
                                                                  0,7%     calendários de actividades          3,3%
        dispositivos de
                                                                                     5,5%                 brinquedos e livros
    comunicação (bigmacs,
                                                                                                              adaptados
   relógios, alphatalkers,...)
                                                                                                                 0,7%
             5,0%



      software específico
      (preditores de texto,
         boardmaker,...)                                                                                outros (plataforma de luzes
              5,4%                                                                                          e sons,lupas TV,...)
                                                                                                                    0,8%



           Interfaces de acesso
              (ratos, teclados
          adaptados,manípulos,                         sistemas gráficos de
                                                     comunicação (PIC, SPC e                  computadores
                  Kenix,...)
                                                            MAKATON)                             43,9%
                   11,4%
                                                              23,1%



   Figura 59 – Percentagem de sujeitos, a nível nacional, por tipo de auxiliares para comunicação,
                                        informação e sinalização


                                                                                                                                      71
Relativamente aos auxiliares para comunicação, informação e sinalização
(Figura 59), a maioria são computadores (n=270), seguem-se os sistemas gráficos
de comunicação (n=142), interfaces de acesso (n=70), os calendários de
actividades (n=34), o software específico (n=33), os dispositivos de comunicação
(n=31), as máquinas de escrever (n=20), outros (n=5). Com a mesma
percentagem observam-se os valores referentes ao software educativo (n=4) e os
brinquedos e livros adaptados (n=4) e com o valor mais baixo a video-
conferência (n=2).


2. Ajudas técnicas/ tecnologias de apoio e tipo de problemática


Do total das ajudas técnicas/tecnologias de apoio utilizadas (n=3336) a maioria é
utilizada por sujeitos que apresentam paralisia cerebral (59,1%) e outras
problemáticas (19,6%). Seguem-se os sujeitos identificados com spína bífida
(10,1%), com distrofia muscular (7,9%) e com síndroma degenerativa (4,1%).




Figura 60 – Distribuição dos sujeitos , a nível nacional, por tipo de ajuda técnica/ tecnologias de apoio e
                                                 problemática


Os auxiliares para a mobilidade e para melhorar as condições do ambiente
correspondem à maioria das ajudas técnicas/tecnologias de apoio utilizadas
pelos sujeitos em todos os tipos de problemáticas (Figura 60), seguem-se os
auxiliares de comunicação, informação e sinalização que são utilizados,
sobretudo, pelos sujeitos com paralisia cerebral (17,3%), síndroma degenerativa
(15,2%) e distrofia muscular (12,4%). Os sujeitos com spína bífida e outras

                                                                                                        72
problemáticas utilizam mais os auxiliares de tratamento e treino, correspondendo
a 15,3% e 16,3%, respectivamente. Os auxiliares para cuidados pessoais e de
protecção são os menos utilizados por todos os sujeitos, tendo em conta cada
uma das problemáticas identificadas.


3. Ajudas técnicas/tecnologias de apoio, áreas de autonomia e níveis de
independência


Mobilidade

Os auxiliares para a mobilidade e para melhorar as condições do ambiente
corresponde, em absoluto, à maioria das ajudas técnicas/tecnologias de apoio
utilizadas pelos sujeitos. No entanto, tendo-se em conta os dados relativos ao
nível de autonomia verifica-se que é sobretudo na mobilidade que os sujeitos
identificados com paralisia cerebral e síndroma degenerativa são considerados
mais dependentes e que os sujeitos identificados com distrofia muscular e spína
bífida são considerados independentes com ajuda. Somente os sujeitos
identificados com outras problemáticas são considerados independentes na
mobilidade.




  Figura 61 – Distribuição dos sujeitos, a nível nacional, por auxiliares para mobilidade, níveis de
                                  independência e tipo de problemática

Ao compararmos as percentagens de sujeitos que utilizam auxiliares para a
mobilidade com os que as não utilizam (Figura 61), verifica-se que os primeiros



                                                                                                       73
são na sua generalidade considerados mais dependentes ou independentes
com ajuda.




Figura 62 –Distribuição dos sujeitos, a nível nacional, por auxiliares para melhorar o ambiente, níveis
                                  de independência e tipo de problemática

Analisando-se a variável ajudas técnicas/tecnologias de apoio para melhorar o
ambiente relativamente á autonomia na mobilidade verifica-se o mesmo que em
relação aos auxiliares de mobilidade ( Figura 62).


Deste modo, a utilização de ajudas técnicas/tecnologias de apoio para                                a
mobilidade (cadeiras de rodas, andarilhos, canadianas, etc.) e para a melhoria
do ambiente (rampas, elevadores etc.) parecem não percepcionadas como
proporcionando, directamente, maiores níveis de autonomia aos sujeitos com
problemática motora. Assim, os dados parecem indiciar-nos que a avaliação das
características de maior ou menor autonomia e independência dos sujeitos
focaliza-se, sobretudo, nas condições destes. Os dados sugerem-nos que as
ajudas técnicas/tecnologias de apoio não são percepcionadas como um
recurso que proporcione maior autonomia e independência.


Alimentação, higiene e manipulação


Relativamente à utilização de auxiliares para cuidados pessoais e de protecção
verifica-se que a maioria dos sujeitos, mesmo recorrendo a esse tipo de ajuda


                                                                                                    74
técnica/tecnologia de apoio, continua a ser considerada dependente ou
independente com ajuda.




Figura 63 – Distribuição dos sujeitos, a nível nacional, por auxiliares para melhorar o ambiente, áreas
                                  de autonomia e níveis de independência


Se considerarmos os sujeitos que utilizam auxiliares para cuidados pessoais e de
protecção e os que não utilizam (Figura 63) verifica-se, em termos percentuais,
que os primeiros são considerados na generalidade mais dependentes. Assim,
parece-nos existir a lógica, já referida anteriormente, relativamente à focalização
da avaliação nas condições do sujeito independentemente da utilização ou não
ajudas técnicas/tecnologias de apoio.


Dos sujeitos que utilizam ajudas técnicas/tecnologias de apoio para cuidados
pessoais    e   de     protecção       verifica-se     que    a    maioria     são    considerados
dependentes relativamente à higiene (75%) e á alimentação (50,3%) e
independentes com ajuda relativamente à manipulação (42,5%).


4. Ajudas técnicas/tecnologias de apoio e comunicação

Dos grupos que maioritariamente (paralisia cerebral, síndroma degenerativa e
distrofia muscular) usufruem de auxiliares de comunicação, informação e
sinalização verifica-se que é expressiva a sua maior utilização pelos sujeitos que
utilizam essencialmente formas de expressão não simbólicas. Assim, os dados
parecem mostrar que os auxiliares de comunicação, informação e sinalização

                                                                                                     75
são, sobretudo, utilizados como tecnologia de apoio alternativa à comunicação
oral.




Figura 64 – distribuição, a nível nacional por auxiliares para comunicação, informação e sinalização,
                                   níveis de independência e problemática

Dos sujeitos que se expressam recorrendo, sobretudo, a formas de comunicação
não simbólica (Figura 64) verifica-se que os que mais utilizam auxiliares de
comunicação, informação e sinalização são os que para comunicar recorrem a
expressões faciais. Com 20,7% para os sujeitos identificados com paralisia
cerebral, 25% para os que apresentam síndroma degenerativa e 17,7% para os
que apresentam distrofia muscular.


Dos sujeitos que se expressam recorrendo, essencialmente, a formas de
comunicação simbólica (Figura 59) verifica-se que os que mais utilizam auxiliares
de comunicação, informação e sinalização são os que para comunicar
recorrem, sobretudo, à fala. Com 33,4% para os sujeitos identificados com
paralisia cerebral, 33,3% para os que apresentam síndroma degenerativa, 66,6%
para os que apresentam distrofia muscular. Desta forma, os dados sugerem-nos
que os auxiliares de comunicação, informação e sinalização são utilizados,
também, como aumentativos da comunicação oral.


5. Ajudas técnicas/tecnologias de apoio e formação especializada dos docentes

Cruzando a variável utilização de ajudas técnicas/tecnologias de apoio e
formação especializada dos docentes de apoio, verifica-se que a percentagem

                                                                                                   76
de sujeitos que utiliza uma ou cumulativamente mais do que um tipo de ajuda
técnica/tecnologia de apoio é maior quando são apoiados por docentes
especializados em educação especial. Destes, são os sujeitos apoiados por
docentes especializados em educação especial na área motora que recorrem,
em valores percentuais, a maior número de ajudas técnicas/tecnologias de
apoio.


Assim, parece poder afirmar-se que o factor especialização dos docentes tem
implicações directas na utilização, pelos sujeitos com problemas no domínio
motor, de ajudas técnicas/tecnologias de apoio. Contudo tendo em conta a
análise dos dados, parece não existir o mesmo tipo de relação quando está em
causa    a     avaliação       das     questões       de     autonomia         para     que      estas,
necessariamente, contribuem.




  Figura 65 – Distribuição dos sujeitos, a nível nacional, por ajudas técnicas/tecnologias de apoio e
                                        especialização dos docentes


Dos 829 sujeitos com apoio educativo prestado por docentes especializados em
educação especial, mais especificamente na área motora (Figura 65) e tendo-se
em conta o número de sujeitos por tipo de ajudas técnicas verifica-se que 28,2%
são auxiliares de tratamento e treino, 30,6% de cuidados pessoais e de
protecção, 34,4% de mobilidade, 32,9% de melhoria do ambiente tais como
mobiliário e adaptações arquitectónicas e 31,7% de comunicação, informação e
sinalização.



                                                                                                        77
Dos 635 sujeitos com apoio educativo prestado por docentes especializados em
outras   áreas    da    educação      especial    verifica-se   que      das   ajudas
técnicas/tecnologias de apoio utilizadas, 23,5% são auxiliares de tratamento e
treino, 23,4% para cuidados pessoais e de protecção, 19,9% de mobilidade, 19,3%
de melhoria do ambiente tais como mobiliário e adaptações arquitectónicas e
20,9% de comunicação, informação e sinalização.


Assim, dos 1464 sujeitos com apoio por docentes especializados em educação
especial (na área motora e em outras áreas da educação especial), tendo-se
em conta o número de sujeitos por tipo de ajudas técnicas, verifica-se que 66,1%
(726) são auxiliares para mobilidade, 65,7% (n=317) para a comunicação,
informação e sinalização, 64,7% (n=346) para o tratamento e treino, 62,9% (n=604)
para melhoria do ambiente tais como mobiliário e adaptações arquitectónicas e
59,8% (n=158) para cuidados pessoais e de protecção.


Dos   1328   sujeitos   com   apoio   educativo   prestado      por    docentes   não
especializados    em     educação     especial    verifica-se    que     das   ajudas
técnicas/tecnologias utilizadas 41,1% são auxiliares de tratamento e treino, 36,3%
para cuidados pessoais e de protecção, 46,2% para mobilidade, 43,5% para
melhoria do ambiente tais como mobiliário e adaptações arquitectónicas e
44,8% para comunicação, informação e sinalização.


6. Ajudas técnicas/tecnologias de apoio e medidas do regime educativo
especial


Cruzando a variável ajudas técnicas/ tecnologias de apoio e a variável medidas
educativas especiais, verifica-se que a percentagem de sujeitos que beneficiam
da medida currículo escolar próprio e que utilizam ajudas técnicas/tecnologias
de apoio é maior que a dos que beneficiam da medida adaptações curriculares,
sendo o valor mais baixo dos que beneficiam da medida currículo alternativo.




                                                                                   78
Figura 66 – Distribuição dos sujeitos, a nível nacional, por ajudas técnicas/ tecnologias de apoio e
                                  medidas do regime educativo especial


Dos 354 sujeitos que beneficiam da medida currículo escolar próprio (Figura 66)
74% utilizam auxiliares para a mobilidade, 66,6% para melhorar o ambiente tais
como mobiliário e adaptações arquitectónicas, 41,8% para comunicação,
informação e sinalização, 29,6% para tratamento e treino e 21,7% para cuidados
pessoais e de protecção.


Dos 872 sujeitos que beneficiam da medida adaptações curriculares, 38,3%
utilizam auxiliares para a mobilidade, 34,2% para melhorar o ambiente tais como
mobiliário e adaptações arquitectónicas, 18,2% para comunicação, informação
e sinalização, 13,1% para tratamento e treino e 8,8% para cuidados pessoais e de
protecção.


Dos 669 sujeitos que beneficiam da medida currículo alternativo, 24,3% utilizam
auxiliares para a mobilidade, 21,2% para melhorar o ambiente tais como
mobiliário e adaptações arquitectónicas, 10,6% para comunicação, informação
e sinalização, 9,5% para tratamento e treino e 6,7% para cuidados pessoais e de
protecção.




                                                                                                         79
7. Ajudas técnicas/tecnologias de apoio e idade


Relacionando as variáveis tipo de ajudas técnicas/tecnologias de apoio e nível
etário verifica-se que, em termos absolutos, são os sujeitos com mais de 18 anos
que maioritariamente utilizam qualquer tipo de auxiliar, exceptuando os de
tratamento e treino que são mais utilizados pelos sujeitos dos <3 aos ≤6 anos.
Assim, na generalidade, parece poder afirmar-se que a utilização de ajudas
técnicas/tecnologias de apoio é, em termos etários, tardia.




   Figura 67 – Distribuição dos sujeitos, a nível nacional, por ajudas técnicas/tecnologias e idade


Relativamente aos auxiliares de tratamento e treino (Figura 67), como referimos,
a maioria é utilizada pelos sujeitos com níveis etários dos < 3aos ≤6 anos (30,3%) e
dos 0 aos ≤3 anos (21,2%). Com percentagens mais baixas temos os níveis etários
dos <15 aos ≤18 anos e com mais de 18 anos, igualmente com 6,1%.


Quanto aos auxiliares para cuidados pessoais e de protecção, a maior
percentagem corresponde aos sujeitos com mais de 18 anos (9,9%) e dos <3 aos
≤6 anos (9,4%). As percentagens mais baixas correspondem aos níveis etários dos
0 aos ≤3 anos (6,7%) e dos <15 aos ≤18 anos (6,1%).


No que diz respeito aos auxiliares para mobilidade, a maioria corresponde aos
sujeitos com mais de 18 anos (48,8%) e aos níveis etários dos <3 aos ≤6 anos
(36,8%). As percentagens mais baixas correspondem aos níveis etários dos <6 aos
≤15 anos (35,7%) e dos 0 aos ≤3 anos (26,9%).


                                                                                                      80
Relativamente aos auxiliares para melhoria do ambiente tais como mobiliário e
adaptações arquitectónicas, as percentagens mais elevadas correspondem aos
sujeitos com mais de 18 anos (39,6%) e com níveis etários entre os <15 e aos ≤18
anos (31,7%). As percentagens mais baixas correspondem aos níveis etários dos
<6 aos ≤15 anos (22,2%) e dos 0< aos ≤3 anos (20,5%).


Quanto aos auxiliares para comunicação, informação e sinalização, a maioria é
utilizada pelos sujeitos com mais de 18 anos (26,6%) e dos níveis etários dos 6 aos
≤15 anos (16,9%). As percentagens mais baixas correspondem aos <3 aos ≤6 anos
(14,5%) e 0 aos ≤3 anos (6,7%).




                                                                                 81
Síntese

      A maioria dos sujeitos (82,6%) utiliza ajudas técnicas/tecnologias de apoio em mais do que
       uma área. A maioria utiliza auxiliares para melhorar a mobilidade (35,8%) e o ambiente
       (31,3%). Este padrão não se verifica em todas as DRE.
      A maior parte dos auxiliares de tratamento e treino recai sobre bandas, coletes, cunhas, talas
       e colares (34,1%), enquanto que a maioria dos auxiliares para cuidados pessoais e de
       protecção recai sobre a protecção de zonas de mobiliário (47,9%), os auxiliares para
       mobilidade sobre cadeiras de rodas (68,4%), os auxiliares para melhorar o ambiente sobre
       rampas, corrimões e elevadores (49,2%) e os auxiliares para comunicação, informação e
       sinalização sobre computadores ( 43,9%).
      A maioria das ajudas técnicas/tecnologias de apoio é utilizada por sujeitos que apresentam
       paralisia cerebral e outras problemáticas.
      Os auxiliares para a mobilidade e para melhorar as condições do ambiente constituem à
       maioria das ajudas técnicas/tecnologias de apoio utilizadas. No entanto, a maior parte dos
       sujeitos que as utilizam continuam a ser considerados dependentes (paralisia cerebral e
       síndroma degenerativa) e independentes com ajuda (distrofia muscular e spína bífida).
       Somente os sujeitos que apresentam outro tipo de problemáticas são considerados,
       maioritariamente, independentes na mobilidade.
      São os sujeitos que utilizam formas de expressão não simbólicas que utilizam,
       maioritariamente, auxiliares de comunicação, informação e sinalização.
      Os sujeitos que mais utilizam ajudas técnicas/tecnologias de apoio para cuidados pessoais e
       de protecção são os que, maioritariamente, são considerados dependentes ou independentes
       com ajuda.
      A maioria dos sujeitos que utiliza ajudas técnicas/tecnologias de apoio é apoiada por docentes
       especializados em educação especial e destes os que mais utilizam ajudas
       técnicas/tecnologias de apoio são apoiados por docentes especializados em educação
       especial na área motora.
      Os sujeitos que usufruem da medida currículo escolar próprio são os que utilizam
       ,maioritariamente, ajudas técnicas/tecnologias de apoio, seguindo-se os que usufruem
       adaptações curriculares e currículo alternativo.
      São os sujeitos com mais de 18 anos que, maioritariamente, utilizam ajudas
       técnicas/tecnologias de apoio.




                                                                                                    82
CONCLUSÕES


Este relatório focalizado nos alunos que apresentam limitações no domínio motor
possibilitou conhecer de forma mais aprofundada as suas características
específicas, bem como caracterizar os tipos de apoio que beneficiam. Parece
poder concluir-se:
1-    A maioria dos estabelecimentos de educação e ensino envolvidos na
educação destes alunos pertence ao 1º CEB (37,7%) e pré-escolar (28,1%).
2-    Existe uma grande dispersão de alunos por estabelecimentos de
educação e ensino (em média um aluno por estabelecimento) e uma
consequente dispersão de recursos humanos e materiais.
3-    Quase metade dos estabelecimentos de educação e ensino (42,3%)
foram sujeitos a adaptações para melhorar o ambiente, sendo a maioria (78%)
rampas, corrimões e elevadores.
4-    A maioria      dos   sujeitos   é   do   sexo masculino   (57,1%) e   situa-se,
maioritariamente, entre os <6 e os 15 anos (56%).
5-    A maioria dos sujeitos frequenta o 1º CEB (34,5%) e o pré-escolar (16,8%).
Assim, a maioria dos sujeitos situa-se no período da escolaridade obrigatória
tanto no que diz respeito aos ciclos de ensino como à idade cronológica.
6-    A maior parte dos sujeitos (42,4%) não conclui a referida escolaridade
obrigatória, sendo notados alguns adiamentos de matrícula bem como a prática
de retenções sucessivas nos vários ciclos de ensino.
7-    Existe um fraco investimento no apoio precoce uma vez que a maioria dos
sujeitos começa a ter apoio quando inicia a escolaridade obrigatória. Conclui-se,
ainda que
8-    Existe, a nível nacional, um baixo investimento na intervenção precoce. A
maioria dos sujeitos é apoiada em contexto de domicilio (51,8%).
9-    A maioria dos sujeitos apresenta paralisia cerebral (49,1%), sendo que
também a maioria apresenta outro tipo de problemáticas associadas. Destes, a
maioria apresenta problemas cognitivos (66,6%) podendo-se inferir que os sujeitos
podem, maioritariamente, ser considerados no domínio da multidificiência.



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10 -   A maioria dos sujeitos é considerada independente na alimentação e
dependente na higiene. No que diz respeito à manipulação, exceptuando-se os
sujeitos com spína bífida e outras problemáticas que são independentes, todos os
outros são, maioritariamente, independentes com ajuda. Quanto à mobilidade
conclui-se existir uma maior heterogeneidade de situações, Assim, a maioria dos
sujeitos que apresenta         paralisia cerebral e síndroma degenerativa são
dependentes, os que apresentam spína bífida e distrofia muscular independentes
com ajuda e os que apresentam outro tipo de problemáticas independentes.
11-    A maioria das ajudas técnicas/tecnologias de apoio utilizadas são na área
da mobilidade (35,8%) e para melhorar o ambiente (31,3%). Deste modo, infere-
se que, na generalidade, a sua utilização não é considerada como uma mais
valia no nível de independência dos sujeitos, não sendo encaradas como
facilitadoras na interacção entre as condições dos sujeitos e as condições do
meio ambiente.
12 -   Quanto as aspectos motivadores para estabelecer comunicação a
maioria refere-se à necessidade de fazer pedidos (65,8%), de dizer que sim/não
(63,9%) e de chamar a atenção dos outros (63,8%).
13 -   No que diz respeito à comunicação receptiva, a maioria dos sujeitos
compreende as mensagens através da comunicação simbólica como a fala
(68,7%), sendo de 31% os que compreendem melhor as mensagens através de
expressões faciais (comunicação não simbólica).
14 -   Relativamente à comunicação expressiva a maioria dos sujeitos utiliza
quanto à comunicação simbólica a fala (61,3%) e à não simbólica as expressões
faciais (33,1%).
15 -   Independentemente          do        referido       anteriormente,      as    ajudas
técnicas/tecnologias de apoio de comunicação informação e sinalização são
utilizadas   tanto   como      meio    aumentativo         como     meio    alternativo   da
comunicação.         No   entanto,     a      utilização     deste     tipo    de    ajudas
técnicas/tecnologias      de   apoio    é    muito     baixa,     sobretudo,   nos   sujeitos
relativamente aqueles que mais parecem necessitar delas, ou seja, os que
utilizam essencialmente formas de comunicação não simbólica. Assim, infere-se
que grande parte dos sujeitos vivência barreiras na interacção diária com o seu


                                                                                          84
meio envolvente. Sabendo-se que os processos de comunicação são essenciais
para o acesso ao currículo parece poder concluir-se, que também existem
barreiras consideráveis no processo de ensino e aprendizagem.
16 -   O apoio educativo é em termos absolutos, maioritariamente, prestado por
docentes especializados em educação especial (52,4%). Destes a maioria é
especializada na área motora (56,6%).
17 -   A grande parte dos sujeitos (47,9%) tem apoio educativo exclusivamente
dentro da sala de aula.
18 -   A periodicidade do apoio educativo é para a maioria dos sujeitos de uma
hora por semana. No entanto, da análise dos dados conclui-se existir uma grande
variabilidade no que diz respeito ao tempo de apoio.
19 -   A maioria (89,9%) dos sujeitos não se inscreve-se nas medidas de regime
educativo especial preconizadas pelo Decreto-Lei 319/91. Dos que se inscrevem,
a mais vezes utilizada é adequação na organização de classes ou turmas (44,5%)
e condições especiais de avaliação (39,5%). Relativamente a esta, a maioria
reporta ao tipo de instrumento de avaliação (66,1%) e à forma e meio de
expressão do aluno (50%).
20 -   Relativamente à medida ensino especial a maioria (65,3%) corresponde
aos sujeitos que beneficiam de currículo escolar próprio.
21 -   Somente a medida condições especiais de frequência é aplicada aos
sujeitos, maioritariamente, por docentes especializados em educação especial
na área motora (30,9%). Todas as outras medidas são aplicadas em maioria por
docentes não especializados. Assim, parece-nos poder concluir-se que existe
uma maior contenção na aplicação das medidas do regime educativo especial
quando o docente é especializado. Estes também recorrem, essencialmente, a
medidas administrativas e relacionadas com os aspectos de organização.
22 -   Além do apoio educativo a fisioterapia abrange mais sujeitos (34,9%),
seguindo-se a terapia da fala (24,9%), a auxiliar de educação (17,9%) e a terapia
ocupacional (16,3%). Recebe, ainda, outro tipo de apoios 16,3% dos sujeitos,
sendo que maior parte é na área da hidroterapia (16,5%) e hipoterapia (15,5%).
Exceptuando-se o apoio da auxiliar de educação todos os outros beneficiam,
maioritariamente, os sujeitos com paralisia cerebral.


                                                                               85
23 -   Os apoios anteriormente referenciados, à excepção da fisioterapia e
outros (hidroterapia, hipoterapia, etc.), decresce á medida que aumenta o nível
etário dos sujeitos. Assim, parece-nos poder concluir-se que o investimento em
determinado tipo de terapias em detrimento de outro, tem uma relação directa
com a idade. À imagem do que acontece com o inicio do apoio educativo,
também este tipo de apoios são pouco prestados nas idades mais precoces.




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RECOMENDAÇÕES



Partindo-se da análise dos dados e das conclusões deste relatório, parece poder
definir-se um conjunto de recomendações que permitirão melhorar a qualidade
da resposta educativa aos alunos que apresentam limitações no domínio motor.
Assim, parece-nos importante.


    Criar em estabelecimentos de educação e ensino de referência unidades
      especializadas, para a educação de alunos com problemas neuromotores
      graves, de modo a rentabilizar os recursos humanos e materiais existentes e
      a afectar ao sistema.
    Operacionalizar      a   cooperação     inter-serviços   (educação,   saúde,
      segurança social,...) com o fim de organizar respostas de intervenção
      precoce que possibilitem a sinalização, a avaliação e o apoio antes do
      período da escolaridade obrigatória.
    Organizar (ECAE’s) mecanismos de supervisão e acompanhamento da
      intervenção      educativa,   baseados     em     pressupostos   axiológicos
      convergentes e sinergéticos a nível nacional que salvaguardem a
      aquisição, pelos sujeitos, de competências estabelecidas para cada ciclo
      de educação e ensino. Deste modo, potencializar-se-ia o recurso a outras
      medidas de regime educativo especial para além das de cariz
      meramente administrativo bem como a adequação curricular aos seus
      vários níveis.
    Supervisionar (ECAE’s) o processo da transição entre ciclos e para a vida
      adulta de modo a possibilitar processos de ensino aprendizagem contínuos
      e de sucesso, de modo a atenuar e/ou eliminar a situação de retenções
      sucessivas e facilitar a conclusão da escolaridade obrigatória e transição
      para a vida adulta.
    Definir (ECAE’s) a rede dos apoios educativos, no sentido de rentabilizar os
      docentes especializados nesta área visando uma melhoria quantitativa
      (periodicidade e tempo de apoio) e qualitativa dos processos de ensino e



                                                                                87
aprendizagem, atitudes de inclusão e de práticas facilitadoras do acesso
       ao currículo.
      Identificar     (ECAE’s)   serviços   que   possibilitem   a   potencialização
       (quantitativa e qualitativa) da diferenciação e especificidade de outro
       tipo de apoios, nomeadamente os considerados menos tradicionais.
       Sendo de realçar o papel dos centros de paralisia cerebral e outras
       instituições ligadas à problemática do domínio motor.
    Proceder (NOEEE) à elaboração de um plano de formação em serviço e
       participação na sua respectiva implementação. Uma formação que,
       além de conteúdos generalistas, foque as especifidades das limitações
       que este tipo de população denota na interacção entre as suas
       condições e as do meio ambiente, realçando-se a importância dos
       aspectos de acesso ao currículo e da função transversal e facilitadora das
       ajudas técnicas/tecnologias de apoio enquanto potencializadoras de
       maiores níveis de autonomia e independência.
    Elaborar (NOEEE) documentos orientadores: i) das práticas pedagógicas a
       desenvolver com os alunos com problemas neuromotores e ii) da
       utilização das ajudas técnicas/tecnologias de apoio, generalizando a sua
       utilização (aspectos quantitativos) e realçando a vertente facilitadora na
       aquisição de maiores níveis de independência e participação dos sujeitos
       que as utilizam (aspectos qualitativos).


Tendo-se presente que este é o primeiro relatório, específico nesta área,
elaborado no âmbito do Observatório dos Apoio Educativos parece-nos de todo
o interesse que outros sejam elaborados no sentido de serem focadas em maior
profundidade questões como:


      Qual a situação dos estabelecimentos que não foram sujeitos a qualquer
       tipo de adaptação para melhorar o ambiente?                Apresentam ou não
       necessidades nessa área?
      Quais as reais expectativas e necessidades de formação nesta área dos
       docentes de apoio educativo?


                                                                                   88
   Que perspectivas e que instrumentos de avaliação são utilizados? Como é
    entendido o conceito de problemas no domínio motor? Como são
    avaliados os aspectos de participação, autonomia e independência
    tendo em conta a perspectiva de limitações decorrentes da interacção
    entre condições do sujeito e condições do meio envolvente?
   Quais as particularidades das adaptações curriculares, currículos escolares
    próprios e currículos alternativos bem como as práticas facilitadoras de
    acesso ao currículo normal?




                                                                             89
Anexos




         90

Relatório observatório problemas_motores

  • 1.
    Título Alunos com limitações no domínio motor Caracterização da situação educativa - um estudo aprofundado - 2002/2003 Coordenação Núcleo de Orientação Educativa e Educação Especial Filomena Pereira Organização e redacção Joaquim Colôa Colaboração Margarida Nunes da Ponte Concepção da base de dados Sandra Alves Maio de 2004
  • 2.
    Índice geral Introdução ............................................................................................................................................2 Metodologia.........................................................................................................................................4 Caracterização e enquadramento da problemática do domínio motor .................................................5 CAPÍTULO I .........................................................................................................................................7 1. Caracterização dos estabelecimentos de educação e ensino ................................................... 7 CAPÍTULO II ......................................................................................................................................10 1. Caracterização da população .................................................................................................. 10 1.1. Sexo ................................................................................................................................... 10 1.2. Idade................................................................................................................................... 11 1.3. Especificação da problemática ........................................................................................... 12 1.3.1. Especificação das problemáticas associadas ...............................................................13 1.3.1.1. Sujeitos que apresentam mais do que uma problemática associada .........................14 1.3.1.2. Sujeitos que apresentam uma problemática associada ..............................................16 2. Aspectos relacionados com as Autonomias ............................................................................... 18 2.1. Níveis de autonomia e tipo de problemática ....................................................................... 19 3. Aspectos de Comunicação ...................................................................................................... 22 3.1. Aspectos motivadores para estabelecer comunicação ....................................................... 22 3.2. Aspectos da comunicação receptiva .................................................................................. 23 3.3. Aspectos da comunicação expressiva ............................................................................... 25 CAPÍTULO III .....................................................................................................................................29 1. Aspectos da situação educativa .............................................................................................. 29 1.1. Aspectos relacionados com os níveis de educação e ensino ............................................. 29 1.2. Níveis de educação e ensino e idade ................................................................................. 31 2. Aspectos relacionados com a intervenção precoce ................................................................. 33 3. Aspectos relacionados com os apoios educativos ................................................................... 35 3.1. Tempo de apoio .................................................................................................................. 35 3.2. Periodicidade de apoio ....................................................................................................... 36 3.3. Aspectos da especialização dos docentes ......................................................................... 37 3.4. Local de apoio educativo .................................................................................................... 38 3.4.1. Local de apoio educativo e tipo de problemática ..........................................................39 ii
  • 3.
    3.4.2. Local doapoio educativo e apoio especializado ...........................................................40 3.5. Aspectos das medidas do regime educativo especial ........................................................ 41 3.5.1. Medidas do regime educativo especial e tipo de problemática ....................................45 3.5.2. Medidas do regime educativo especial e idade.............................................................46 3.5.3. Medidas do regime educativo especial e formação especializada dos docentes ..........47 3.6. Outros tipo de apoios.......................................................................................................... 49 3.6.1. Terapia da fala ..............................................................................................................49 3.6.2. Terapia Ocupacional .....................................................................................................51 3.6.3. Fisioterapia ...................................................................................................................53 3.6.4. Apoio específico de Auxiliar de Educação ....................................................................56 3.6.5. Outros apoios ................................................................................................................60 3.6.6. Outro tipo de apoios e problemática .............................................................................61 3.6.7. Outro tipo de apoios e idade .........................................................................................63 CAPÍTULO IV.....................................................................................................................................67 1. Aspectos relacionados com as ajudas técnicas/tecnologias de apoio ..................................... 67 1.1. Caracterização das ajudas Técnicas/tecnologias de apoio ............................................... 68 1.1.1. Auxiliares de tratamento e treino...................................................................................69 1.1.2. Auxiliares para cuidados pessoais e de protecção .......................................................69 1.1.3. Auxiliares para mobilidade ............................................................................................70 1.1.4. Auxiliares para melhorar o ambiente .............................................................................71 1.1.5. Auxiliares para comunicação, informação e sinalização ...............................................71 2. Ajudas técnicas/ tecnologias de apoio e tipo de problemática ................................................. 72 3. Ajudas técnicas/tecnologias de apoio, áreas de autonomia e níveis de independência .......... 73 4. Ajudas técnicas/tecnologias de apoio e comunicação ............................................................. 75 5. Ajudas técnicas/tecnologias de apoio e formação especializada dos docentes ...................... 76 6. Ajudas técnicas/tecnologias de apoio e medidas do regime educativo especial ..................... 78 7. Ajudas técnicas/tecnologias de apoio e idade ......................................................................... 80 CONCLUSÕES ..................................................................................................................................83 RECOMENDAÇÕES .........................................................................................................................87 Anexos ...............................................................................................................................................90 iii
  • 4.
    Índice das figuras Figura1 - Distribuição, a nível nacional, dos estabelecimentos de educação e ensino 7 Figura 2- Distribuição, por DRE, dos estabelecimentos de educação e ensino .................................................................. 8 Figura 3 – Média de sujeitos por DRE e por estabelecimentos de educação e ensino ....................................................... 8 Figura 4 – Percentagem de estabelecimentos por tipo de adaptação do ambiente ............................................................ 9 Figura 5 – Distribuição dos sujeitos por DRE .................................................................................................................... 10 Figura 6 –Distribuição dos sujeitos por sexo e DRE .......................................................................................................... 11 Figura 7 –Distribuição dos sujeitos por idade e DRE ......................................................................................................... 12 Figura 8 –Distribuição dos sujeitos por tipo de problemática e DRE ................................................................................. 12 Figura 9 –Percentagem de sujeitos, a nível nacional, por tipo de problemática associada .............................................. 13 Figura 10 –Distribuição dos sujeitos por DRE tendo em conta o número de problemáticas associadas .......................... 14 Figura 11 –Distribuição sujeitos com mais do que um tipo de problemática associada por DRE ................................... 15 Figura 12 –Distribuição sujeitos com uma problemática associada por DRE .................................................................. 16 Figura 13 – Distribuição sujeitos por áreas e níveis de autonomia .................................................................................... 18 Figura 14 –Distribuição dos sujeitos por áreas e níveis de autonomia e DRE .................................................................. 18 Figura 15– Distribuição dos sujeitos, a nível nacional, por tipo de problemática, áreas e níveis de autonomia .............. 20 Figura 16 –Distribuição dos sujeitos por quantidade de aspectos motivadores para estabelecer comunicação e DRE ... 22 Figura 17 – Distribuição dos sujeitos por quantidade de formas de comunicação receptiva e DRE ................................. 24 Figura 18 – Distribuição dos sujeitos por quantidade de formas de comunicação expressiva e DRE .............................. 26 Figura 19 – distribuição dos sujeitos por níveis de educação e ensino e DRE ................................................................ 30 Figura 20 – Média, a nível nacional, de sujeitos por níveis de educação e ensino ........................................................... 30 Figura 21 – Distribuição dos sujeitos, a nível nacional, por níveis de educação e ensino e idade ................................... 32 Figura 22 – Distribuição dos sujeitos em intervenção precoce por contexto de apoio e DRE ........................................... 33 Figura 23 – Distribuição dos sujeitos em intervenção precoce por número de horas de apoio e DRE ............................ 34 Figura 24 – Distribuição dos sujeitos em intervenção precoce por número de vezes de apoio por semana e DRE ......... 35 Figura 25 – Distribuição dos sujeitos por número de vezes de apoio por semana e DRE ............................................... 37 Figura 26 – Distribuição dos sujeitos por especialização dos docentes e DRE ................................................................ 38 Figura 27 – Distribuição dos sujeitos por local de apoio educativo e DRE ........................................................................ 39 Figura 28 – Distribuição dos sujeitos por local de apoio educativo, tipo de problemática e DRE ..................................... 40 Figura 29 – Distribuição dos sujeitos por local de apoio educativo, especialização dos docentes e DRE ........................ 41 Figura 30 – Percentagem de sujeitos inscritos em medidas do regime educativo especial .............................................. 42 Figura 31 – Número de sujeitos inscritos em medidas do regime educativo especial e DRE ........................................... 42 Figura 32 – Distribuição dos sujeitos por tipo de medidas do regime educativo especial ................................................. 43 Figura 33 – Distribuição dos sujeitos por medidas especiais de educação e DRE ........................................................... 43 Figura 34 – Distribuição dos sujeitos por tipo de condições especiais de avaliação ......................................................... 44 Figura 35 –Número de sujeitos por DRE e condições especiais de avaliação .................................................................. 44 Figura 36 – Distribuição dos sujeitos por medidas do regime educativo especial e tipo de problemática......................... 45 iv
  • 5.
    Figura 37 –Distribuição dos sujeitos por medidas do regime educativo especial e idade ................................................ 46 Figura 38 – Distribuição dos sujeitos por medidas do regime educativo especial e especialização dos docentes .......... 47 Figura 39 – Distribuição dos sujeitos por número de horas de terapia da fala e DRE ...................................................... 49 Figura 40 – Distribuição dos sujeitos por número de vezes de terapia da fala por semana e DRE .................................. 50 Figura 41 – Distribuição dos sujeitos que recebem terapia da fala por problemática ........................................................ 51 Figura 42 – Distribuição dos sujeitos por número de horas de terapia ocupacional e DRE .............................................. 52 Figura 43 – Distribuição dos sujeitos por número de vezes de terapia ocupacional por semana e DRE .......................... 52 Figura 44 - distribuição dos sujeitos que recebem terapia ocupacional por problemática ................................................. 53 Figura 45 – Distribuição dos sujeitos por número de vezes de terapia por semana e DRE .............................................. 55 Figura 46 – distribuição dos sujeitos que recebem fisioterapia por problemática .............................................................. 56 Figura 47 – Distribuição dos sujeitos por número de vezes que recebem serviços específicos de auxiliar de educação por semana e DRE .................................................................................................................................................... 58 Figura 48 – distribuição dos sujeitos que recebem serviços específicos de auxiliar de educação por problemática ........ 59 Figura 49 – Distribuição dos sujeitos que recebem serviços específicos de auxiliar de educação por áreas de autonomia e níveis de independência ......................................................................................................................................... 59 Figura 50 – Percentagem de sujeitos, a nível nacional, por outros apoios ........................................................................ 60 Figura 51 – Distribuição dos sujeitos por outros apoio e DRE ........................................................................................... 61 Figura 52 –Distribuição dos sujeitos por outro tipo de apoios, problemática e DRE ........................................................ 63 Figura 53 – Distribuição dos sujeitos por outro tipo de apoios e idade .............................................................................. 64 Figura 54 – Distribuição dos sujeitos por ajuda técnica/tecnologia de apoio e DRE ......................................................... 67 Figura 55 – Percentagem de sujeitos, a nível nacional, por tipo de auxiliares de tratamento e treino .............................. 69 Figura 56 –Percentagem de sujeitos, a nível nacional, por tipo de auxiliares para cuidados pessoais e de protecção .... 69 Figura 57 – Percentagem de sujeitos, a nível nacional, por tipo de auxiliares para mobilidade ........................................ 70 Figura 58– Percentagem de sujeitos, a nível nacional, por tipo de auxiliares para melhorar o ambiente ......................... 71 Figura 59 – Percentagem de sujeitos, a nível nacional, por tipo de auxiliares para comunicação, informação e sinalização ................................................................................................................................................................. 71 Figura 60 – Distribuição dos sujeitos , a nível nacional, por tipo de ajuda técnica/ tecnologias de apoio e problemática 72 Figura 61 – Distribuição dos sujeitos, a nível nacional, por auxiliares para mobilidade, níveis de independência e tipo de problemática .............................................................................................................................................................. 73 Figura 62 –Distribuição dos sujeitos, a nível nacional, por auxiliares para melhorar o ambiente, níveis de independência e tipo de problemática ............................................................................................................................................... 74 Figura 63 – Distribuição dos sujeitos, a nível nacional, por auxiliares para melhorar o ambiente, áreas de autonomia e níveis de independência ............................................................................................................................................ 75 Figura 64 – distribuição, a nível nacional por auxiliares para comunicação, informação e sinalização, níveis de independência e problemática .................................................................................................................................. 76 Figura 65 – Distribuição dos sujeitos, a nível nacional, por ajudas técnicas/tecnologias de apoio e especialização dos docentes .................................................................................................................................................................... 77 v
  • 6.
    Figura 66 –Distribuição dos sujeitos, a nível nacional, por ajudas técnicas/ tecnologias de apoio e medidas do regime educativo especial ..................................................................................................................................................... 79 Figura 67 – Distribuição dos sujeitos, a nível nacional, por ajudas técnicas/tecnologias e idade .................................... 80 vi
  • 7.
    Índice dos quadros QuadroI – Distribuição dos sujeitos por tipo de motivação para estabelecer comunicação e DRE ................................. 23 Quadro II – Distribuição dos sujeitos por formas de comunicação receptiva não simbólicas e DRE ................................ 24 Quadro III – Distribuição dos sujeitos por formas de comunicação receptiva- simbólicas e DRE ..................................... 25 Quadro IV – Distribuição dos sujeitos por formas de comunicação expressiva não simbólicas e DRE ............................ 26 Quadro V – Distribuição dos sujeitos por formas de comunicação expressiva simbólicas e DRE .................................... 27 Quadro VI – Distribuição dos sujeitos por número de horas de apoio e DRE ................................................................... 36 Quadro VI – Distribuição dos sujeitos por número de horas de fisioterapia e DRE .......................................................... 54 Quadro VII – Distribuição dos sujeitos por número de horas que recebem apoio de auxiliar de educação ...................... 57 vii
  • 8.
    Agradecimentos O nosso agradecimentoàs equipas de coordenação dos apoios educativos, pela colaboração prestada na distribuição dos questionários e aos docentes de apoio, pelo preenchimento dos mesmos. Também à estagiária Maria de Fátima Caetano, do curso de licenciatura em Ciências da Educação da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, agradecemos a colaboração prestada na informatização dos dados. Agradecemos, ainda, ao Centro de Paralisia Cerebral pela por nos ter facilitado a colaboração da Dra. Margarida Nunes da Ponte. 1
  • 9.
    Introdução A recolha de informação tem como objectivo essencial caracterizar grupos, subgrupos, sujeitos individualmente e muitas vezes situações contextuais de interacção que lhes são inerentes. Caracteriza-se para melhor planificar intervenções a vários níveis. Neste sentido, o Observatório dos Apoios Educativos surgiu há alguns anos, de um modo geral, com o objectivo de sistematizar o levantamento de dados relacionados, directa e indirectamente, com alunos com necessidades educativas especiais. Os dados referentes aos alunos que frequentam o ensino regular que apresentam problemas no domínio motor têm sido considerados, nos referidos relatórios, respeitando esta lógica abrangente. No entanto, a população com problemas motores é muito heterogénea e necessita de recursos humanos e materiais específicos e muito diversificados. Assim, considerou-se ser de proceder a uma caracterização mais pormenorizada para, mais facilmente, se identificarem formas e prioridades de intervenção especificas para esta população. A delimitação da recolha de dados a um subgrupo específico, da população com necessidades educativas especiais, permite-nos conhecer melhor o tipo de barreiras que se colocam à aprendizagem e à participação, as formas como têm sido ultrapassadas, equacionando-se respostas, integradas e articuladas, que melhor possam operacionalizar a eliminação ou atenuação das referidas barreiras. Com este estudo pretendeu-se: - caracterizar, a partir dos resultados da primeira fase do Observatório dos Apoios Educativos, os alunos identificados no domínio motor; - caracterizar a intervenção educativa em crianças com problemas motores nas primeiras idades; - conhecer o diagnóstico que esteve na base da sua identificação e os problemas considerados associados bem como as formas de comunicação privilegiadas; - caracterizar a situação do apoio educativo prestado à população em estudo (número de horas, periodicidade e local de apoio); 2
  • 10.
    - caracterizar o tipo de formação dos docentes responsáveis pelo apoio a este tipo de população; - identificar recursos humanos (auxiliares de educação, psicólogos, terapeutas, outros) e materiais (ajudas técnicas/tecnologias de apoio) disponibilizados; - caracterizar, no âmbito do regime educativo especial definido no Decreto-Lei n.º 319/91, as condições de acesso, organização, implementação e avaliação curricular destes alunos; - caracterizar os níveis de autonomia dos alunos nos domínios da alimentação, higiene, mobilidade e manipulação. O presente relatório divide-se em cinco capítulos. No primeiro apresentam-se os dados relativos à caracterização dos estabelecimentos de educação e ensino frequentados pelos sujeitos identificados no domínio motor bem como a sua distribuição pelos mesmos. No segundo, caracteriza-se a população e no terceiro a situação educativa, designadamente os aspectos relativos ao currículo, aos apoios e à formação dos docentes de apoio. No quarto capítulo são apresentados os dados relativos à utilização de ajudas técnicas/tecnologias de apoio. No quinto, e último capítulo, são apresentadas as conclusões e recomendações decorrentes da análise dos dados. 3
  • 11.
    Metodologia Os dados foram recolhidos através do Questionário designado “observatório dos apoios educativos – domínio motor” (Anexo 1) elaborado pelo Núcleo de Orientação Educativa e Educação Especial. Este é composto por questões abertas e fechadas tendo sido distribuído acompanhado de um guião para o seu preenchimento (Anexo 2). A recolha dos dados foi feita através das equipas de coordenação dos apoios educativos (ECAE) que distribuíram os questionários pelos docentes de apoio. O número de questionários enviados (n=3093) correspondeu ao universo nacional continental dos sujeitos identificados pelas ECAE, em levantamento geral de dados feito no inicio do ano lectivo de 2002/2003. Foram recebidos 3146 questionários tendo sido tratados 3083, uma vez que 53 foram enviados quando os dados já se encontravam numa fase adiantada de análise. Os sujeitos frequentam turmas/grupos indiferenciados em jardins de infância ou escolas (1º CEB, 2º CEB, 3º CEB e ensino secundário) ou recebem apoio no domicilio, em creche ou em ama. Os dados recolhidos foram introduzidos numa base de dados construída em Access, especialmente concebida para o efeito e, posteriormente, foram tratados em Excel ambiente Windows. Para o tratamento das questões fechadas recorreu-se a estatística descritiva e para às questões abertas utilizou-se a análise de conteúdo. Na análise e discussão dos dados tiveram-se, geralmente, em conta as dimensões nacional e regional (âmbito geográfico das DRE). 4
  • 12.
    Caracterização e enquadramentoda problemática do domínio motor Os indivíduos com problemas motores apresentam, normalmente, um quadro complexo, especifico e bastante individualizado decorrente de alterações nas funções motoras devido a limitações de funcionamento do sistema ósseo-articular, muscular e/ou nervoso que de modo variável limita algumas das actividades e interacções que os restantes indivíduos da sua idade conseguem realizar. Referenciando-se a Classificação Internacional da Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (OMS, 2001) podemos, em síntese, identificar os indivíduos com problemática no domínio motor como aqueles que podem ou não ter problemas associados e que podem apresentar limitações ao nível das funções e estrutura do corpo: i) das articulações e da estrutura óssea (mobilidade das articulações e estabilidade das suas funções); ii) muscular (força muscular, tónus muscular e resistência muscular) e iii) do movimento (reflexos motores, reacções motoras involuntárias, controlo do movimento voluntário, movimentos involuntários, padrão de marcha e sensações relacionadas com os músculos e do seu movimento). Ao nível da actividade e participação podem apresentar dificuldades em: i) mudar as posições básicas do corpo; ii) manter a posição do corpo; iii) proceder a auto-transferências; iv) levantar e transportar objectos; v) mover objectos com os membros inferiores; vi) realizar acções coordenadas de motricidade fina; vii) utilizar em acções coordenadas a mão e o braço; viii) andar e ix) deslocar-se excluindo a marcha. Ainda, segundo a Classificação Internacional da Funcionalidade , Incapacidade e Saúde (OMS, 2001) a funcionalidade de um indivíduo num domínio especifico resulta da interacção dinâmica entre as condições de saúde e os factores contextuais (ambientais e pessoais). Assim, uma intervenção num factor pode, potencialmente, modificar um ou vários outros factores. Estas interacções são específicas e nem sempre ocorrem numa relação unívoca previsível. 5
  • 13.
    Embora esta problemáticaseja caracterizada, essencialmente, por limitações ao nível motor, os indivíduos podem apresentar outras problemáticas associadas, ao nível cognitivo, da atenção, das emoções e/ou da comunicação (receptiva e/ou expressiva). Neste sentido a intervenção requer uma acção sistematizada, uma tomada de decisão colaborativa e interdisciplinar e uma conceptualização ecológica que incorpora a multidimensionalidade das acções relativas às condições do indivíduo, aos aspectos organizativos dos contextos e de coordenação dos serviços de apoio, aos recursos específicos mobilizados, às medidas educativas especificas e às condições de formação dos profissionais que mais directamente interagem com os sujeitos.A intervenção deve também dar uma atenção privilegiada, entre outras, às questões de acessibilidade, ao nível da organização e (re)estruturação dos ambientes. Esta situação deve entender-se tanto na questão dos ambientes ou serviços, como das próprias ajudas técnicas/tecnologias de apoio utilizadas. Estas devem ser utilizadas no sentido de permitirem um maior nível de autonomia nas actividades da vida diária, e consequentemente uma maior qualidade de vida. As ajudas técnicas/tecnologias de apoio podem evitar que apareça uma determinada limitação (nível primário), que determinada limitação evolua para uma incapacidade (nível secundário) ou prevenir a dependência e desenvolver níveis de autonomia quando já existe incapacidade (nível terciário). A utilização de alguns materiais específicos bem como as adaptações de espaços, mobiliário e material escolar podem atenuar ou eliminar barreiras facilitando a interacção e a participação dos alunos. 6
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    CAPÍTULO I 1. Caracterizaçãodos estabelecimentos de educação e ensino O primeiro aspecto analisado refere-se ao estabelecimento de educação e ensino envolvido na educação e no apoio educativo dos sujeitos identificados no domínio motor. Foram objectivos: i) conhecer o número de estabelecimentos de educação e ensino, a nível nacional e por DRE, envolvidos na educação da referida população, ii) Identificar a média de alunos por estabelecimento de educação e ensino e iii) conhecer a percentagem de estabelecimentos de educação e ensino com adaptações ao nível do ambiente físico. Foram identificados um total de 2044 estabelecimentos de educação e ensino envolvidos, a nível nacional, na educação dos alunos (n=3083) identificados com limitações no domínio motor. Figura 1 - Distribuição, a nível nacional, dos estabelecimentos de educação e ensino A maioria dos estabelecimentos (Figura 1) pertence ao 1º CEB (n=770) e à educação pré-escolar (n=574), seguindo-se as EB 2/3 (n=413) e o ensino secundário (n=162). Com percentagens mais baixas surgem os agrupamentos (n=77), as EBI (n=26) e os estabelecimentos do ensino secundário com 2º e 3º CEB (n=22). 7
  • 15.
    Em termos absolutosas DRE com mais estabelecimentos de educação e ensino envolvidos são a DREN (n=883) e a DREL (n=632). Seguem-se a DREC (n=363), a DREAlg (n=86) e a DREAL (n=80). Figura 2- Distribuição, por DRE, dos estabelecimentos de educação e ensino Dos 3083 sujeitos identificados no domínio motor (Figura 5) 92,9% (n=2865) frequentam estabelecimentos de educação e ensino (n=2044) e 7% (n=218) têm apoio em ama, creche ou domicilio. Calculada, a nível nacional, a média de alunos por estabelecimento de educação e ensino verifica-se que esta corresponde a 1,4 sujeitos por estabelecimento. Numa amplitude de 1 aluno (n=1613) a 25 alunos (n=1) por estabelecimento, a moda é de 1 aluno por estabelecimento. Figura 3 – Média de sujeitos por DRE e por estabelecimentos de educação e ensino 8
  • 16.
    Analisando os dadospor DRE (Figura 3) verifica-se uma dispersão elevada. em todas as DRE, sendo a média arredondada de 1 aluno por estabelecimento de educação e ensino, valor igual ao da moda. Dos 2044 estabelecimentos de educação e ensino envolvidos na educação de alunos identificados no domínio motor, 42,3% (n=865) beneficiaram de adaptações para melhorar o ambiente físico. Figura 4 – Percentagem de estabelecimentos por tipo de adaptação do ambiente A maioria das adaptações para melhoria do ambiente físico, mais especificamente ao nível do próprio edifício, (Figura 4) corresponde a rampas, corrimões e elevadores (n=674) e as restantes a adaptações nas casas de banho (n=191). Síntese  Em termos absolutos, a DREN e DREL são as DRE que contam com mais estabelecimentos de educação e ensino na educação de alunos identificados no domínio motor (n=883 e n=632, respectivamente);  Em todas as DRE a maioria corresponde a estabelecimentos do 1º CEB e de educação pré- escolar;  Existe uma grande dispersão de alunos, em todas as DRE. A média arredondada corresponde a 1 aluno por estabelecimento, sendo este valor igual ao da moda;  A nível nacional, em 2044 estabelecimentos de educação e ensino 42,3% recorreram a adaptações físicas para melhoria do ambiente físico. A maioria destas adaptações corresponde a rampas, corrimões e elevadores (78%). 9
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    CAPÍTULO II 1. Caracterizaçãoda população O segundo aspecto analisado refere-se à caracterização da população. Foram objectivos: i) identificar, a nível nacional e regional, a população com problemas no domínio motor e com apoio educativo quanto ao número, sexo e idade, ii) conhecer a sua situação motora e problemáticas associadas, iii) identificar as suas áreas e níveis de autonomia e iv) as formas de comunicação receptiva e expressiva bem como as situações motivadoras de comunicação predominantes. Este estudo abrange um universo de 3083 sujeitos identificados no domínio motor. Figura 5 – Distribuição dos sujeitos por DRE Deste universo, 43,7% (Figura 5) pertence à DREN, 33,9% à DREL, 15,6% à DREC, 3,4% à DREAlg e 3,2% à DREAL. 1.1. Sexo Quanto à distribuição por sexo (figura 6), verifica-se que a maioria (57,1%) pertence ao sexo masculino (n=1762) sendo de 1321 (42,8%) o número de sujeitos do sexo feminino. 10
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    DREN DREC DREL DREAl DREAlg masculino 771 278 592 60 61 feminino 577 206 454 40 44 Figura 6 –Distribuição dos sujeitos por sexo e DRE Em todas as DRE (figura 6) a maioria dos sujeitos pertence também ao sexo masculino. 1.2. Idade Quanto à idade, dos 99,3% (n=3064) relativamente aos quais foi respondida esta questão verifica-se que, em termos absolutos, a maioria situa-se no intervalo dos <6 aos 15 anos, com um valor percentual de 56% (n=1728). A menor percentagem (4,2%) corresponde aos sujeitos com idades superiores a 18 anos, com (n=131). As primeiras idades neste relatório (somatório dos valores obtidos nos intervalos dos 0 aos 3 anos e dos <3 aos 6 anos) representa 28,7% (n=881) dos sujeitos. Destes, o intervalo que apresenta maior número de sujeitos é o dos <3 aos 6 anos, com 66,2% (n=584). Valor que sugere uma baixa taxa de apoio antes da frequência de um contexto formal de educação. 11
  • 19.
    Figura 7 –Distribuiçãodos sujeitos por idade e DRE Ao analisarmos os dados por DRE (Figura 7) verifica-se que, em todas elas, se repete o padrão de distribuição da população observado a nível nacional. 1.3. Especificação da problemática Quanto ao tipo de problemática, em termos absolutos, 49,1% (n=1516) dos sujeitos apresenta paralisia cerebral, 35,4% (n=1093) outras (malformações congénitas, traumatismos crânio encefálicos, lesões ostioarticulares, etc.), 7,7% (n=239) spína bífida, 4,8% (n=149) distrofia muscular e 3% (n=95) síndromas degenerativas. Figura 8 –Distribuição dos sujeitos por tipo de problemática e DRE 12
  • 20.
    O padrão observadoa nível nacional repete-se em todas as DRE (Figura 8). 1.3.1. Especificação das problemáticas associadas Para além da identificação, segundo pressupostos etiolóligos predominantes, tentamos conhecer quais as problemáticas associadas. Figura 9 –Percentagem de sujeitos, a nível nacional, por tipo de problemática associada Em termos absolutos, apenas 7% (n=216) dos sujeitos não apresenta problemáticas associadas. Relativamente aos quais é referido existirem problemáticas associadas (Figura 9), a maioria (20,6%) apresenta problemas cognitivos (n=1762) e alterações ortopédicas (n=1674), seguindo-se os problemas de atenção (n=1454), as perturbações da fala (=1256) e as perturbações da linguagem (n=1093). A categoria outras problemáticas apresenta percentagens mais baixas. Dos sujeitos identificadas com problemáticas associadas, a maioria (83,1%) apresenta, cumulativamente, mais do que um tipo de problemática associada, (n=2562) situação verificada em todas as DRE (Figura 10). 13
  • 21.
    Figura 10 –Distribuiçãodos sujeitos por DRE tendo em conta o número de problemáticas associadas Da análise do número de sujeitos que apresentam problemáticas associadas, em cada uma das DRE (Figura 10), verifica-se em todas o mesmo padrão observado a nível nacional. 1.3.1.1. Sujeitos que apresentam mais do que uma problemática associada Relativamente aos sujeitos que apresentam mais do que uma problemática associada (n=2562) verifica-se, a nível nacional, que os problemas cognitivos, as alterações ortopédicas e os problemas de atenção apresentam as percentagens mais elevadas, correspondendo respectivamente a 66,6% (n=1707), 62% (n=1591) e 55% (n=1411), seguindo-se as perturbações da fala com 47,6% (n=1221). As outras categorias apresentam percentagens menos significativas. 14
  • 22.
    Figura 11 –Distribuiçãosujeitos com mais do que um tipo de problemática associada por DRE Da análise dos dados por DRE (figura 11) verifica-se que na DREN as alterações ortopédicas (63,5%), os problemas cognitivos (59,9%) e os problemas de atenção (54,5%) são as problemáticas associadas com percentagens mais elevadas. Padrão registado também na DREC com percentagens de 62,2%, 62% e 58%, respectivamente. Na DREL os problemas cognitivos (25,6%), as alterações ortopédicas (19,3%) e os problemas de atenção (17,1%) são as problemáticas associadas com percentagens mais elevadas. Na DREAL as alterações ortopédicas (58,5%) apresentam, também, a percentagem mais elevada, seguindo-se os problemas de atenção (57,3%) e as perturbações de linguagem (45,1%). Na DREAlg são os problemas associados ao nível da atenção que apresentam a percentagem mais elevada (68,1%), seguindo-se os problemas cognitivos (65,1%) e as alterações ortopédicas (63,6%). 15
  • 23.
    1.3.1.2. Sujeitos queapresentam uma problemática associada No que diz respeito aos sujeitos identificados com uma problemática associada (n=305) verifica-se, a nível nacional, que a maior parte apresenta alterações ortopédicas e outras problemáticas, respectivamente com 24,9% (n=83) e 20,4% (n=68). Seguem-se 16,5% (n=55) com problemas cognitivos, 12,9% (n=43) com problemas de atenção e 10,5% (n=35) com perturbações da fala. As percentagens mais baixas correspondem às perturbações de linguagem e aos problemas sensoriais-auditivos, respectivamente com 6% (n=20) e 1,5% (n=5), padrão que não se verifica quando observamos os dados por DRE. Figura 12 –Distribuição sujeitos com uma problemática associada por DRE Assim, em cada uma das DRE relativamente aos sujeitos a quem foi assinalada uma problemática associada (Figura 12), a maior percentagem pertence à DREN (37,5%) e à DREL (30,1%), com maior incidência nas categorias outras problemáticas (21,5% e 22,5% respectivamente). 16
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    As alterações ortopédicasapresentam, na DREC e na DREAlg as percentagens mais elevadas (70,2% e 71,4% respectivamente). Na DREAL esta categoria não é assinalada, sendo as perturbações da fala a problemática com maior percentagem (83,3%). 17
  • 25.
    2. Aspectos relacionadoscom as Autonomias Relativamente às questões sobre a autonomia verifica-se que dos 95,8% (n=2954) relativamente a quem foi assinalada este item, em valores absolutos, a área da mobilidade corresponde a 97,3% (n=2876) sujeitos, a da alimentação a 97% (n=2868), a da higiene a 96,4% (n=2850) e a da manipulação a 96% (n=2838), Figura 13 – Distribuição sujeitos por áreas e níveis de autonomia Da análise dos dados referentes a cada área por níveis de autonomia (Figura 13) verifica-se que a maioria dos sujeitos são considerados independentes na alimentação (42,4%), 42,1% são dependentes na higiene, 36,7% são independentes na alimentação e 42,3% são independentes na manipulação. Figura 14 –Distribuição dos sujeitos por áreas e níveis de autonomia e DRE 18
  • 26.
    À excepção daDREC onde, relativamente à autonomia na mobilidade, se verifica que a maioria dos sujeitos são considerados dependentes (Figura 14), correspondendo a 37% (n=170), o padrão de distribuição observado a nível nacional, mantêm-se em todas as outras DRE 2.1. Níveis de autonomia e tipo de problemática Relacionando os dados autonomia e tipo de problemática, exceptuando-se os valores relativos à mobilidade, verifica-se que todos as outras áreas de autonomia sugerem um padrão relativamente estável, o que significa que. a) Os sujeitos com paralisia cerebral são mais independentes na alimentação e mais dependentes na higiene e mobilidade, sendo maioritariamente independentes com ajuda quanto à manipulação. b) Os sujeitos com spína bífida são considerados maioritariamente independentes na alimentação e na manipulação e dependentes na higiene. No que diz respeito à mobilidade são considerados maioritariamente independentes com ajuda. c) Os sujeitos com distrofia muscular são considerados, maioritariamente, independentes na alimentação e dependentes na higiene. Quanto à mobilidade e manipulação a maioria são considerados independentes com ajuda. d) Os sujeitos com síndroma degenerativa são considerados, maioritariamente, independentes na alimentação e dependentes na higiene e mobilidade. Quanto à manipulação a maioria são considerados independentes com ajuda. e) A maioria dos sujeitos assinalados com outro tipo de problemática são considerados independentes na alimentação, na mobilidade e na manipulação e dependentes na higiene. 19
  • 27.
    Figura 15– Distribuiçãodos sujeitos, a nível nacional, por tipo de problemática, áreas e níveis de autonomia Alimentação A nível nacional verifica-se, relativamente a todas as problemáticas, que a maioria dos sujeitos é independente relativamente à alimentação (Figura 15), sendo os sujeitos com spína bífida (n=239) e distrofia muscular (n=149) os que apresentam os valores percentuais mais elevados, 64% (n=153) e 48,9% (n=73) respectivamente. Higiene Quanto à higiene e relativamente a todas as problemáticas, a maioria dos sujeitos são considerados dependentes (Figura 15), sendo os sujeitos com spína bífida (n=239) e distrofia muscular (n=149) os que apresentam as percentagens mais elevadas, com 55,6% (n=133) e 53,6% (n=80) respectivamente. 20
  • 28.
    Mobilidade Relativamente à mobilidadeobservamos uma maior heterogeneidade de situações (Figura 15). A maioria dos sujeitos com paralisia cerebral (n=1516) e síndroma degenerativa (n=95) são considerados dependentes, com valores percentuais de 37,7% (n=573) e 42,1% (n=40) respectivamente. Os valores percentuais mais baixos referem-se aos sujeitos considerados independentes com ajuda, com um valor percentual de 26,2% (n=398) e 24,2% (n=23), respectivamente. Quanto aos sujeitos com spína bífida (n=239) e distrofia muscular (n=149), a maioria são considerados independentes com ajuda, com 39,7% (n=95) e 48,9% (n=73), respectivamente. Os valores mais baixos dizem respeito aos sujeitos considerados independentes, sendo a percentagem de 25,9% (n=62) e de 24,1% (n=36), respectivamente. No que diz respeito aos sujeitos assinalados com outro tipo de problemática (n=1093), a maioria são considerados independentes correspondendo a 32,4% (n=352). O valor percentual mais baixo (21,3%) é o dos sujeitos considerados dependentes (n=231). Manipulação No que se refere à manipulação, a maioria dos sujeitos é considerada independente com ajuda (Figura 15), constituindo excepção os sujeitos com spína bífida e com outro tipo de problemáticas. Destes a maioria são considerados independentes, 50,2% (n=120) e 34,6% (n=376), respectivamente. 21
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    3. Aspectos deComunicação Considerámos na análise dos dados os aspectos comunicacionais fundamentais para melhor conhecermos as características da população em estudo. Centrámos a análise nos aspectos que motivam os sujeitos a comunicar e nas formas que estes mais utilizam para o fazer, nas vertentes expressiva e compreensiva. 3.1. Aspectos motivadores para estabelecer comunicação Quanto aos principais aspectos motivadores para estabelecer comunicação, verifica-se que, dos 3083 sujeitos 7,7% (n=238) apresentam pelo menos um tipo de motivação e 79% (n=2438) mais do que um. Figura 16 –Distribuição dos sujeitos por quantidade de aspectos motivadores para estabelecer comunicação e DRE A análise dos dados de cada uma das DRE mostra (Figura 16) o padrão observado a nível nacional. Ainda, quanto aos aspectos que motivam os sujeitos a estabelecer comunicação (Quadro I), a maioria refere-se à categoria fazer pedidos (65,8%), seguindo-se a 22
  • 30.
    categoria dizer quesim/não (63,9%) e chamar a atenção dos outros (63,8%). A categoria outras não foi assinalada relativamente a nenhum dos sujeitos. Este padrão verifica-se na DREN e na DREAl. Quadro I – Distribuição dos sujeitos por tipo de motivação para estabelecer comunicação e DRE TOTAL Comunica para: DREN DREC DREL DREAl DREAlg N.º % Fazer pedidos 764 258 619 68 61 1770 65,8% Dizer que sim/não 750 273 574 58 63 1778 63,9% Chamar a atenção dos outros 750 273 574 57 63 1717 63,8% Comentar situações 570 182 474 46 48 1320 49.1% Expressar desejos 743 243 590 52 57 1685 62,6% Na DREC (Quadro I) relativamente à maioria dos sujeitos é assinalada a categoria dizer que sim/não e chamar a atenção dos outros (65,9%, igualmente), seguindo- se o fazer pedidos (62,3%). Esta situação verifica-se também na DREAlg correspondendo ambas as categorias dizer sim/não e chamar a atenção dos outros, a 67,7% e a categoria fazer pedidos a 65,5%. Na DREL a maioria assinala a categoria fazer pedidos (67%), seguindo-se a categoria expressar desejos com um valor percentual de 63,9%. 3.2. Aspectos da comunicação receptiva No que se refere à comunicação receptiva do total de 3083 sujeitos, relativamente a 36% (n=1111) foi assinalada pelo menos uma forma de comunicação. No entanto, quanto à maioria dos sujeitos foi assinalada mais do que uma forma de comunicação, correspondendo a 61,3% (n=1891). 23
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    Figura 17 –Distribuição dos sujeitos por quantidade de formas de comunicação receptiva e DRE Ao analisarem-se os dados por DRE observa-se (Figura 17) o mesmo padrão registado a nível nacional. Centrando-nos nos dados referentes às formas de comunicação não simbólica verifica-se que, em termos absolutos, a maioria dos sujeitos (Quadro II) compreende melhor as expressões faciais (31%). Quadro II – Distribuição dos sujeitos por formas de comunicação receptiva não simbólicas e DRE TOTAL Comunicação Receptiva DREN DREC DREL DREAl DREAlg N. º % Vocalizações 285 123 186 22 23 639 21,2% Formas de comunicação Gestos naturais ou 278 122 234 34 25 693 23% convencionais não simbólica Movimentos corporais 255 109 208 20 19 611 20,3% Contacto visual 321 155 286 37 36 835 27,8% Expressões faciais 388 169 316 29 31 933 31% Objectos reais 180 84 134 22 20 440 14,6% Tocar 305 135 215 26 37 718 23,9% No entanto, se tivermos em conta cada uma das DRE (Quadro II), relativamente às formas de comunicação não simbólica, observa-se que existem excepções na DREAL, onde relativamente à maioria foi assinalado o contacto visual (38,5%) e 24
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    na DREAlg amaioria assinala a categoria tocar (36,6%). Quanto à forma de comunicação simbólica (Quadro III) a mais assinalada é a fala (68,7%). Quadro III – Distribuição dos sujeitos por formas de comunicação receptiva- simbólicas e DRE TOTAL Comunicação Receptiva DREN DREC DREL DREAl DREAlg N. º % Fala 907 324 707 61 64 2063 68,7% Formas de comunicação Língua Gestual 34 11 15 4 64 2,1% Gestos complexos 38 21 44 5 4 112 3,7% simbólica Símbolos gráficos 119 40 91 9 12 271 9% Fotografia 132 69 101 15 10 327 10,8% Desenho 117 49 82 15 14 277 9,2% Imagens 208 81 146 19 23 477 15,8% Objectos simbólicos 74 46 69 7 10 206 6,8% Ainda, no que diz respeito às formas de comunicação simbólica (Quadro III) observa-se, em todas as DRE, o mesmo padrão registado a nível nacional. 3.3. Aspectos da comunicação expressiva Quanto à comunicação expressiva, do total de 3083 sujeitos foi assinalado pelo menos uma categoria relativamente a 36,3% (n=1121). No entanto, a maioria refere-se aos que recorrem a mais do que uma forma de expressão (Figura 18), correspondendo a 60,6% (n=1869) do total de sujeitos. 25
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    Figura 18 –Distribuição dos sujeitos por quantidade de formas de comunicação expressiva e DRE Analisando-se os dados por DRE verifica-se o mesmo padrão registado a nível nacional (Figura 18). Ao analisarmos, em termos absolutos, cada uma das formas de expressão individualmente (Quadro IV), tendo em conta as formas de comunicação não simbólicas e simbólicas verifica-se que, relativamente às formas de comunicação não simbólicas, a mais referida é expressões faciais com 33,1%. Quadro IV – Distribuição dos sujeitos por formas de comunicação expressiva não simbólicas e DRE TOTAL Comunicação expressiva DREN DREC DREL DREAl DREAlg N. º % Vocalizações 316 155 228 25 25 749 25% Formas de comunicação Gestos naturais ou 256 103 207 32 20 618 20,6% convencionais não simbólica Movimentos corporais 272 105 207 20 22 626 20,9% Contacto visual 305 150 268 35 27 785 26,2% Expressões faciais 418 180 329 33 30 990 33,1% Objectos reais 95 48 65 14 13 235 7,8% Tocar 282 125 236 31 30 704 23,5% 26
  • 34.
    No entanto, seanalisarmos os dados por DRE (Quadro IV), relativamente às formas de comunicação não simbólica, verifica-se que, comparativamente aos resultados a nível nacional, existem excepções. Estas dizem respeito à DREAL onde a forma de comunicação mais referida é o contacto visual (36%) e à DREAlg onde a categoria expressões faciais assume o mesmo valor percentual que a categoria tocar (30,9%).Quanto à comunicação simbólica (Quadro V) a mais referida é a fala (61,3%). Quadro V – Distribuição dos sujeitos por formas de comunicação expressiva simbólicas e DRE TOTAL Comunicação expressiva DREN DREC DREL DREAl DREAlg N. º % Fala 795 280 638 59 61 1833 61,3% Formas de comunicação Língua Gestual 23 10 13 3 49 1,6% Gestos complexos 31 17 34 3 5 90 3% simbólica Símbolos gráficos 73 29 61 3 4 170 5,6% Fotografia 51 35 50 8 5 149 4,9% Desenho 65 27 62 10 11 175 5,8% Imagens 87 46 68 11 8 220 7,3% Objectos simbólicos 50 26 35 4 6 121 4% Quanto às formas de comunicação simbólica (Quadro V) observa-se, por DRE, o mesmo padrão registado a nível nacional. 27
  • 35.
    Síntese  Em termos percentuais, a DREN e a DREL são as que apresentam mais sujeitos identificados no domínio motor (43,7% e 33,9% respectivamente);  A maioria é do sexo masculino (57,1%), padrão registado em todas as DRE;  Os dados indiciam uma baixa percentagem de sujeitos apoiados antes da frequência de um contexto formal de educação. Os sujeitos apoiados dos 0 aos 3 anos representam apenas 28,7% dos sujeitos dos 0 aos 6 anos;  Em termos percentuais a maioria da população situa-se no intervalo de idades dos <6 aos 15 anos (56%);  A maior parte apresenta paralisia cerebral (49,1%,) constatando-se o mesmo em todas as DRE;  A maioria dos sujeitos apresenta mais do que uma problemática associada (83,1%), facto verificado em todas as DRE;  Dos sujeitos que apresentam mais do que uma problemática associada os problemas cognitivos (66,6%) e as alterações ortopédicas (62%) são as que apresentam percentagens mais elevadas, situação que é observada também na DREN e DREC;  Quando é identificada só uma problemática associada, os valores mais elevados correspondem, às alterações ortopédica (24,9%) e a outras problemáticas (20,4%), sendo as primeiras observadas em maioria na DREC e DREAlg e as segundas na DREN e DREL;  Exceptuando-se a DREC na qual a maioria dos sujeitos são considerados, relativamente à mobilidade, dependentes (37%), em todas as outras DRE, a maior parte, são considerados independentes tanto no que diz respeito à mobilidade como à alimentação. A nível nacional os valores correspondem a 42,4% e 36,7%, respectivamente;  Relativamente à higiene, a maioria dos sujeitos é considerada dependente, em todas as DRE,, correspondendo a nível nacional a 42,1% dos 96,4% (n=2850) relativamente aos quais foi assinalada esta categoria.  Quanto à manipulação a maior parte são considerados independentes com ajuda em todas as DRE. Percentagem que a nível nacional corresponde a 42,3% dos 96% (n=2838) relativamente aos quais foi assinalada esta categoria. 28
  • 36.
    CAPÍTULO III 1. Aspectosda situação educativa O terceiro aspecto analisado, diz respeito aos aspectos educativos, análise que, tendo como referência as características dos sujeitos com problemas no domínio motor se reporta, sobretudo, à organização das condições dos contextos de educação e de ensino adequadas às necessidades dos referidos sujeitos. Neste ponto do relatório estabelecemos como objectivos: i) conhecer a distribuição da população pelos diversos níveis de educação e ensino, ii) conhecer o número de sujeitos apoiados em intervenção precoce (domicílios, amas e creches), iii) conhecer o número de docentes de apoio educativo, especializados em educação especial e mais especificamente na área dos problemas motores, iv) identificar os contextos onde mais frequentemente é prestado o apoio educativo, v) conhecer se existe relação entre o contexto de apoio e o tipo de problemática, bem como a formação especializada dos docentes, vi) identificar as medidas do regime educativo especial mais frequentemente utilizadas, vii) conhecer se existe relação entre a utilização das medidas de regime educativo especial e o tipo de problemática, a idade e a formação especializada dos docentes, vii) conhecer outro tipo de apoios prestados bem como a sua frequência e viii) identificar se existe relação entre este tipo de apoios e o tipo de problemática. 1.1. Aspectos relacionados com os níveis de educação e ensino Dos 97,2% (n=2999) sujeitos relativamente aos quais foi respondida a questão sobre o nível de educação e ensino verifica-se que, em valores percentuais, 34,5% (n=1035) frequenta o 1º CEB, seguindo-se o pré-escolar com 16,8% (n=506). Os valores mais baixos correspondem ao ensino secundário, com uma percentagem de 8,4% (n=252) e à intervenção precoce (sujeitos apoiados em amas, creches ou domicílios), com uma percentagem de 7,2% (n=218). 29
  • 37.
    Embora não significativo,parece-nos interessante referir a especificidade da DREN que apresenta uma percentagem de 4,3% (n=130) dos sujeitos para os quais não sendo assinalado nenhum nível de educação e ensino foi referido que frequentam salas de apoio permanente (SAP). Esta percentagem, tendo-se por referência o total de sujeitos apoiados na referida DRE, é de 9,6%. IP P ré-Esco lar 1 CEB º 2º CEB 3º CEB Secundário DREN 72 195 482 172 201 91 DREC 45 95 146 77 58 52 DREL 83 185 339 129 158 91 DREA l 13 12 30 15 17 6 DREA lg 5 19 38 18 13 12 Figura 19 – distribuição dos sujeitos por níveis de educação e ensino e DRE No geral, verifica-se em todas as DRE o mesmo padrão (Figura 19), exceptuando- se a DREAL na qual são apoiados mais sujeitos no âmbito da intervenção precoce (13,9%) que no ensino secundário (6,4%). Verificam-se, ainda, algumas diferenças relativamente ao 2º CEB e 3º CEB. Os valores percentuais do 2º CEB são, em relação aos do 3º CEB, mais elevados na DREC (16,2%) e na DREAlg (17,1%), verificando-se o contrário nas restantes DRE. Figura 20 – Média, a nível nacional, de sujeitos por níveis de educação e ensino 30
  • 38.
    Como o númerode anos de escolaridade não é o mesmo (1º CEB 4 anos, 2º CEB 2 anos e 3º CEB 3 anos), em todos os ciclos de educação e ensino, analisamos a média (Figura 20) de sujeitos que frequentam os referidos níveis de educação e ensino. Assim, em média, por ano de escolaridade, a maior parte dos sujeitos frequenta o 1º CEB, seguindo-se o 2º CEB, o 3º CEB, a educação pré-escolar e o ensino secundário. Estes dados coincidem com o já verificado relativamente à idade, ou seja, a maioria dos sujeitos apoiados situa-se no intervalo de idades <6 ≤15 anos. Em todos os ciclos de educação e de ensino a moda é múltipla. Da análise dos dados verifica-se que a maioria dos sujeitos com problemas no domínio motor (69,7%) começa a ter apoio educativo com o começo da escolaridade obrigatória e que uma grande percentagem não a acaba (42,4%). Observa-se ainda que dos sujeitos que chegam ao 3º CEB uma significativa percentagem (44,9%) não acede ao ensino secundário. 1.2. Níveis de educação e ensino e idade Ao cruzar as variáveis idade e nível de educação e ensino verifica-se que a maioria dos sujeitos frequenta o ensino básico (61,1%), correspondendo à soma (n=1835) do número de sujeitos que frequenta o 1ºCEB, o 2º CEB e o 3º CEB. Este indicador vem corroborar os dados relativos à idade, segundo os quais a maioria dos alunos se situa no intervalo etário <6 a ≤ 15 (56%) anos. No entanto o cruzamento destas variáveis também indicia que frequentam o ensino básico 17% (n=525) dos sujeitos cujas idades não correspondem a esses níveis de escolaridade, o que sugere retenções sucessivas. 31
  • 39.
    Figura 21 –Distribuição dos sujeitos, a nível nacional, por níveis de educação e ensino e idade Do total de sujeitos (n=506) a frequentar a educação pré-escolar 8,3%% (n=42) tiveram adiamento de matrícula (Figura 21). Nos restantes níveis de ensino as retenções são de 24,9%% (n=258) no 1º CEB, 48,4% (n=199) no 2º CEB, 37,5% (n=168) no 3º CEB e 37,3% (n=94) no ensino secundário. 32
  • 40.
    2. Aspectos relacionadoscom a intervenção precoce Decorrente da definição dos intervalos etários, foi identificado como intervenção precoce o apoio a sujeitos no domicilio, em ama ou em creche. Assim, tendo em conta o número total de sujeitos apoiados em cada uma das DRE verifica-se que é na DREAL onde, percentualmente, existem mais sujeitos apoiados no âmbito da intervenção precoce (13%), seguindo-se a DREC (9,2%), a DREL (7,9%) a DREN (5,3%) e a DREAlg (4,7%). Figura 22 – Distribuição dos sujeitos em intervenção precoce por contexto de apoio e DRE Relativamente ao contexto de apoio (Figura 22), na DREN (54,1%) e na DREC (75,5%), a maioria de sujeitos é apoiada em domicilio. Na DREL (51,8%), na DREAL (69,2%) e na DREAlg (60%), a maioria é apoiada na creche. A menor percentagem é apoiada em contexto de ama, tanto na DREN (7,7%) como na DREC (2,2%) e DREL (7,2%), não se encontrando sujeitos apoiados neste contexto nas DREAL e DREAlg. Dos 218 sujeitos, a maior parte, 29,8% (n=65) tem 2 horas de apoio. Em média, a nível nacional, cada sujeito tem 3,2 horas. Numa amplitude de 1 hora como mínimo a 20 horas como máximo a moda corresponde a 2 horas. Quanto à periodicidade 61,4% (n=134) tem apoio 2 vezes por semana. Em média, cada 33
  • 41.
    sujeito tem 2vezes apoio por semana, valor correspondente ao encontrado para a moda (2 vezes por semana) 35 4,5 4 30 3,5 25 3 20 2,5 15 2 1,5 10 1 5 0,5 0 DREN DREC DREL DREAl DREAlg 0 uma 8 5 6 duas 16 23 21 4 1 três 12 12 31 3 quatro 24 3 13 4 1 cinco 6 8 2 seis 2 2 2 sete 1 oito 1 2 1 nove 1 dez 1 doze 1 vinte 1 média 3,4 2,5 3,1 4,1 3 Figura 23 – Distribuição dos sujeitos em intervenção precoce por número de horas de apoio e DRE Analisando-se os dados por DRE verifica-se que em termos percentuais (Figura 23), na DREN a maior parte (33,3%) tem 4 horas, na DREC 51,1% tem 2 horas, na DREL (37,3%) e na DREAlg (60%) a maior parte tem 3 horas, na DREAL observa-se a mesma percentagem de sujeitos (30,7%) que têm 2 e 4 horas. Em valores médios é na DREAL que se verifica o valor mais elevado (4,1 horas por sujeito), seguindo- se a DREN (3,4 horas por sujeito), a DREL (3,1 horas por sujeito), a DREAlg (3 horas por sujeito) e a DREC (2,5 horas por sujeito). A moda é de 4 horas na DREN, de 3 na DREL e na DREAlg e de 2 na DREC. Na DREAL observam-se 2 modas que correspondem a 2 e 4 horas. 34
  • 42.
    60 4,5 4 50 3,5 40 3 2,5 30 2 20 1,5 1 10 0,5 0 0 DREN DREC DREL DREAl DREAlg uma 11 17 12 1 duas 43 22 57 8 4 três 11 4 13 4 1 quatro 3 2 cinco 4 1 média 2,2 1,8 2 2,2 2,2 Figura 24 – Distribuição dos sujeitos em intervenção precoce por número de vezes de apoio por semana e DRE Relativamente à periodicidade verifica-se em todas as DRE (Figura 25) o mesmo padrão que a nível nacional. A moda é em todas as DRE de 2 vezes por semana. 3. Aspectos relacionados com os apoios educativos 3.1. Tempo de apoio Relativamente ao total dos 3083 sujeitos foi assinalado o número de horas relativamente a 83,8% (n=2584). Destes, 19,7% (n=502) têm 1 hora por semana. Em valores médios, a nível nacional cada sujeito tem 5,4 horas por semana. A moda é de 1 hora por semana. 35
  • 43.
    Quadro VI –Distribuição dos sujeitos por número de horas de apoio e DRE N.º de horas DREN DREC DREL DREAl DREAlg uma 165 97 209 12 19 duas 117 47 144 7 12 três 121 56 148 7 15 quatro 131 46 112 13 13 cinco 126 27 62 8 6 seis 120 35 48 1 9 sete 62 10 19 5 oito 66 13 16 3 7 nove 29 12 5 2 1 dez 46 14 17 2 6 onze 10 2 4 doze 30 7 13 5 treze 7 2 4 4 quatorze 6 4 4 2 quinze 12 2 9 1 dezasseis 6 3 1 1 dezassete 2 1 dezoito 4 dezanove 1 1 19 vinte 79 8 59 9 2 Total de sujeitos por 1142 376 874 96 96 DRE média em 6 4,6 4,6 9,6 4,5 horas Da análise dos dados por DRE verifica-se que, exceptuando-se a DREAL, na qual a maior percentagem de sujeitos(13,5%) tem 4 horas por semana (Quadro IV), em todas as outras observa-se o mesmo padrão que a nível nacional. A moda por DRE é de 1 hora na DREN, DREC, DREL e DREAlg e de 4 horas na DREAL. 3.2. Periodicidade de apoio Quanto à periodicidade ela foi assinalada relativamente a 83,3% (n=2570) dos sujeitos, sendo que sobre 28% (n=722), é referido apoio 2 vezes por semana ao mesmo sujeito. Em média cada sujeito tem apoio 2,9 vezes por semana. A moda corresponde a 2 vezes por semana. 36
  • 44.
    350 3,4 300 3,2 250 3 200 2,8 150 2,6 100 2,4 50 2,2 0 2 DREN DREC DREL DREAl DREAlg uma 205 74 196 6 20 duas 295 122 257 21 27 três 228 61 156 11 21 quatro 90 48 73 10 13 cinco 322 81 192 30 11 média 3 2,8 2,7 3,4 2,6 Figura 25 – Distribuição dos sujeitos por número de vezes de apoio por semana e DRE Ainda sobre a periodicidade (Figura 25) verifica-se que em termos percentuais é na DREAL (38,4%) que existe uma maior periodicidade no apoio (cinco vezes por semana). Em todas as outras DRE verifica-se o mesmo padrão que a nível nacional. Em média os valores oscilam entre as 3,4 vezes por semana observadas na DREAl e as 2,6 vezes por semana na DREAlg. A moda corresponde a 2 vezes por semana na DREN, DREC, DREL e DREAlg e a 5 vezes por semana na DREAL. 3.3. Aspectos da especialização dos docentes Dos 90,5% (n=2792) sujeitos relativamente aos quais foi assinalada a questão apoio educativo especializado verifica-se que, em valores absolutos, a maioria tem apoio prestado por docentes especializados em educação especial, com um valor de 52,4% (n=1464). Destes, a maioria tem apoio prestado por docentes com especialização na área motora, com um valor percentual de 56,6% (n=829), enquanto 43,3% (n=635) tem apoio prestado por docentes especializados em outras áreas da educação especial. Os sujeitos apoiados por docentes não especializados corresponde a 47,5% (n=1238). 37
  • 45.
    DREN DREC DREL DREAl DREAlg especialização em educação 602 188 624 35 15 especial n/especialização em 610 243 333 56 86 educação especial especialização na área 416 115 277 13 8 motora Figura 26 – Distribuição dos sujeitos por especialização dos docentes e DRE Da análise dos dados por DRE (Figura 26) constata-se que o padrão verificado a nível nacional não se mantém. Este só é observado em parte na DREL, onde a maioria dos sujeitos tem apoio por docentes especializados em educação especial mas não especializados na área motora. Em todas as outras DRE o apoio é prestado maioritariamente por docentes não especializados. Valores percentuais que na DREN são de 50,3%, na DREC de 56,3%, na DREAl de 61,5% e na DREAlg de 85,1%. Quanto ao apoio prestado por docentes especializados em educação especial na área motora (Figura 23), tendo-se como referência o total de sujeitos apoiados, em cada uma das DRE, por docentes especializados verifica-se maior percentagem na DREN (69,1%), seguindo-se a DREC (61,1%), a DREAlg (53,3%), a DREL (44,3%) e a DREAl (37,1%). 3.4. Local de apoio educativo Excluindo-se os sujeitos que têm apoio no âmbito da intervenção precoce (ama, creche e domicilio), com um valor de 7% (n=218), observa-se que a questão sobre o local de apoio educativo foi respondida relativamente a 66,4% (n=2356) dos sujeitos. Destes, verifica-se que 47,9% (n=1129) a maior parte tem apoio 38
  • 46.
    exclusivamente dentro dasala de aula, 32,7% (=772) têm apoio exclusivamente fora da sala de aula e 19,3% (n=455) têm apoio dentro e fora da sala de aula. DREN DREC DREL DREAl DREAlg dentro da sala de aula 518 180 334 57 40 fora da sala de aula 318 128 294 11 21 dentro e fora da sala de aula 207 44 173 1 30 Figura 27 – Distribuição dos sujeitos por local de apoio educativo e DRE Da análise dos dados por DRE (Figura 27) verifica-se, em todas, o mesmo padrão observado a nível nacional. 3.4.1. Local de apoio educativo e tipo de problemática Tendo-se como foco de análise a relação entre o local de apoio educativo e o tipo de problemática verifica-se que só relativamente à distrofia muscular não se regista o padrão observado (apoio dentro da sala de aula) quanto às outras problemáticas. A nível nacional, 50,3% dos sujeitos assinalados com este tipo de problemática têm apoio exclusivamente fora da sala de aula (n=75). 39
  • 47.
    DREAlg outra prob. distrofia muscular síndroma degenerativa spina bifida paralisia cerebral outra prob. DREAl distrofia muscular síndroma degenerativa spina bifida paralisia cerebral outra prob. DREL distrofia muscular síndroma degenerativa spina bifida paralisia cerebral outra prob. DREC distrofia muscular síndroma degenerativa spina bifida paralisia cerebral outra prob. DREN distrofia muscular síndrome degenerativa spina bifida paralisia cerebral 0% 20% 40% 60% 80% 100% dentro da sala de aula fora da sala de aula dentro e fora da sala de aula Figura 28 – Distribuição dos sujeitos por local de apoio educativo, tipo de problemática e DRE Ao analisarmos os dados por DRE (Figura 28) observam-se algumas excepções relativamente ao notado a nível nacional. Assim, realça-se na DREL 43,2% dos sujeitos identificados com síndroma degenerativa (n=16), 65,9% com distrofia muscular (n=29) e 28,8% com outras problemáticas (n=124 têm apoio exclusivamente fora da sala de aula. Verifica-se a mesma situação para os 51,1% sujeitos identificados com distrofia muscular (n=22) na DREC, com uma e para os 31,9% sujeitos identificados com outras problemáticas (n=15) na DREAlg. 3.4.2. Local do apoio educativo e apoio especializado Da análise dos dados a nível nacional verifica-se que do total de sujeitos relativamente aos quais foi assinalado o local de apoio (n=2356), 38,3% (n=569) recebem apoio por docentes especializados em educação especial dentro da sala de aula. Destes 13,6% (n=321) são apoiados por docentes especializados na área motora. Assim, dos sujeitos apoiados por docentes especializados em outras áreas da educação especial (n=526) 47,2% (n=248), têm o apoio dentro da sala de aula, 40
  • 48.
    enquanto que dototal de 703 sujeitos apoiados por docentes especializados na área motora, 45,6% (n=321) têm também apoio dentro da sala de aula. Tendo-se em conta que 49,6% (n=560) do total de docentes não especializados (n=1127) também privilegiam o apoio dentro da sala de aula verifica-se que a diferença percentual entre docentes especializados e não especializados que privilegiam esta situação não é significativa. dentro e fora da sala de aula 1 26 3 DREAlg fora da sala de aula 1 20 dentro da sala de aula 3 34 3 dentro e fora da sala de aula 1 DREAl fora da sala de aula 1 7 3 dentro da sala de aula 13 34 10 dentro e fora da sala de aula 63 53 57 DREL fora da sala de aula 122 79 93 dentro da sala de aula 109 143 82 dentro e fora da sala de aula 5 29 10 DREC fora da sala de aula 18 86 24 dentro da sala de aula 37 88 55 dentro e fora da sala de aula 25 88 94 DREN fora da sala de aula 42 178 98 dentro da sala de aula 86 261 171 0% 20% 40% 60% 80% 100% especialização em ed. especial n/ especialização em ed. especial especialização na área motora Figura 29 – Distribuição dos sujeitos por local de apoio educativo, especialização dos docentes e DRE Da análise dos dados por DRE (Figura 29), verifica-se o mesmo padrão observado a nível nacional. 3.5. Aspectos das medidas do regime educativo especial Da análise dos dados verifica-se que relativamente à maioria da população (n=2768) não se recorre às medidas do regime educativo especial previstas no Decreto-Lei n.º 319/91 de 23 de Agosto. 41
  • 49.
    10,2% 89,8% regime educativo especial n/ se inscrevem Figura 30 – Percentagem de sujeitos inscritos em medidas do regime educativo especial A nível nacional, verifica-se que 89,8% (n=2768) dos sujeitos se inscreve nas medidas “regime educativo especial” (Figura 30), enquanto que para 10,2% (n=315) o processo de ensino e aprendizagem decorre sem recurso a qualquer uma das medidas. Figura 31 – Número de sujeitos inscritos em medidas do regime educativo especial e DRE Na DREAL recorre-se às medidas do regime educativo especial relativamente a 95% dos sujeitos (Figura 31). Da análise dos dados por DRE verifica-se que esta situação corresponde na DREAlg a 94,2%, na DREC a 91,3%, na DREN a 90,1% e na DREL a 87,6%. Assim, verifica-se que não existe variabilidade significativa na aplicação das medidas de regime educativo especial entre as diversas DRE. 42
  • 50.
    As medidas doregime educativo especial que, a nível nacional, abrangem maior número de sujeitos são adequação de turma (40%), condições especiais de avaliação (35,4%) e ensino especial (currículo escolar próprio e currículo alternativo) que abrange 33,1% dos sujeitos. Figura 32 – Distribuição dos sujeitos por tipo de medidas do regime educativo especial Assim, em termos percentuais verifica-se que as medidas a que mais recorrem os docentes (Figura 32) são adequação de turma (44,5%) e condições especiais de avaliação (39,5%), seguem-se as medidas adaptações curriculares (31,5%), apoio pedagógico acrescido (26,3%), currículo escolar próprio (24,1%), currículo alternativo (12,7%) e condições especiais de frequência (8,1%). Figura 33 – Distribuição dos sujeitos por medidas especiais de educação e DRE 43
  • 51.
    Exceptuando a DREALe a DREAlg que apresentam como medida mais utilizada as condições especiais de avaliação (Figura 33), verifica-se, em todas as outras DRE o mesmo padrão observado a nível nacional. Figura 34 – Distribuição dos sujeitos por tipo de condições especiais de avaliação Dos 1094 sujeitos para os quais os docentes recorrem à medida condições especiais de avaliação (Figura 34), a maioria recai no tipo e instrumento de avaliação (66,1%), na forma e o meio de expressão do aluno (50%), na periodicidade (34%) e no local de execução (21,8%). Figura 35 –Número de sujeitos por DRE e condições especiais de avaliação Ainda, no que diz respeito às condições especiais de avaliação (Figura 35), todas as DRE apresentam o mesmo padrão verificado a nível nacional. 44
  • 52.
    3.5.1. Medidas doregime educativo especial e tipo de problemática As medidas especiais de educação são a nível nacional, em termos percentuais, maioritariamente utilizadas pelos sujeitos identificados com paralisia cerebral e com outro tipo de problemáticas. Relativamente aos sujeitos identificados com síndroma degenerativa e distrofia muscular recorre-se menos às medidas do regime educativo especial. Figura 36 – Distribuição dos sujeitos por medidas do regime educativo especial e tipo de problemática No entanto, se tivermos em conta o número total de sujeitos identificados em cada uma das problemáticas, verifica-se que as medidas especiais de educação são, em termos percentuais, mais utilizadas relativamente aos sujeitos que apresentam síndroma degenerativa e distrofia muscular (Figura 36). Exceptua-se a medida currículo alternativo que abrange, em termos percentuais, mais sujeitos que apresentam paralisia cerebral (14,8%) e a medida currículo escolar próprio que abrange na maior parte, para além dos sujeitos com distrofia muscular (28,1%), os sujeitos com paralisia cerebral (25,7%) e spína bífida (23,8%). Assim, aos sujeitos que apresentam paralisia cerebral é aplicada, em maior percentagem, a medida que mais se afasta do currículo comum, uma vez que implica adequar elementos curriculares como os conteúdos e os objectivos. 45
  • 53.
    3.5.2. Medidas doregime educativo especial e idade Em valores absolutos, considerando-se os diversos intervalos etários, para a maioria (40%) de sujeitos recorre-se, sobretudo, à medida adequação de turma. Tendo-se como foco de análise as variáveis níveis etários e medidas especiais de educação verifica-se que estas são, em termos percentuais, na sua totalidade utilizadas , na maior parte, pelos sujeitos que se situam no intervalo etário dos 6 aos ≤ 15 anos. Figura 37 – Distribuição dos sujeitos por medidas do regime educativo especial e idade Tendo-se por referência o número total de sujeitos que se situa em cada um dos intervalos etários verifica-se que, em termos percentuais, para sujeitos dos 15 aos ≤ 18 anos e mais de 18 anos recorre-se sobretudo (Figura 37) às adaptações curriculares (36,4% e 36,6%, respectivamente), às condições especiais de frequência (10% e 16,7%, respectivamente), às condições especiais de avaliação (59,2% e 61,8%, respectivamente) e ao apoio pedagógico acrescido (46,2% e 58% respectivamente). Relativamente aos sujeitos que se situam no intervalo etário dos 6 aos ≤ 15 anos recorre-se, sobretudo, às medidas currículo escolar próprio (28,2%) e adequação 46
  • 54.
    de turma (48,1%).A medida currículo alternativo é utilizada, em termos percentuais, na maior parte relativamente os sujeitos dos 15 aos ≤ 18 anos (20%). 3.5.3. Medidas do regime educativo especial e formação especializada dos docentes Tendo-se como referência o número de sujeitos apoiados por docentes especializados em educação especial na área motora (n=829), em outras áreas da educação especial (n=635) e não especializados (n=1328), verifica-se que, a medida condições especiais de frequência e adequação de turma são aplicadas maioritariamente aos sujeitos apoiados por docentes especializados em educação especial (56,1%% e 50,9% respectivamente). Destes a maior parte é apoiada por docentes especializados na área motora (30,9% e 27,5% respectivamente). Todas as outras medidas são, na maior parte, utilizadas relativamente aos sujeitos apoiados por docentes não especializados, seguindo-se os apoiados por docentes especializados em educação especial na área motora e os apoiados por docentes especializados em outras áreas da educação especial. cond. esp. curric. apoio ped. adeq. de cond. esp. curríc. adp. de escolar Acrescido turma de avaliação alternativo Curriculares frequência próprio nº de sujeitos por medida e docentes 171 340 267 70 114 174 216 esp. em educação especial na área motora nº de sujeitos por medida e docentes 161 289 244 57 58 138 203 esp. em educação especial nº de sujeitos por medida e docentes 396 605 583 99 182 357 453 não especializados n.º total de sujeitos por medida 728 1234 1094 226 354 669 872 Figura 38 – Distribuição dos sujeitos por medidas do regime educativo especial e especialização dos docentes 47
  • 55.
    Relativamente ao númerototal de sujeitos para os quais se recorre a cada uma das medidas do regime educativo especial relacionando-os com a formação dos docentes (Figura 38) verifica-se que dos sujeitos que recorrem à medida adaptações curriculares, 51,9% são apoiados por docentes não especializados e 48% por docentes especializados em educação especial. Destes, 24,7% são apoiados por docentes especializados em educação especial na área motora. Quanto à medida currículo escolar próprio ela é utilizada por 53,3% dos sujeitos apoiados por docentes não especializados e 46,6% por docentes especializados em educação especial. Destes, 26% são apoiados por docentes especializados na área motora A medida currículo alternativo é utilizada por 51,4% dos sujeitos apoiados por docentes não especializados e por 48,5% por docentes especializados em educação especial. Destes 32,2% são apoiados por docentes especializados em educação especial na área motora. Quanto à medida condições especiais de frequência ela corresponde a 56,1% dos sujeitos apoiados por docentes especializados em educação especial e a 43,8% dos docentes não especializados. Tendo em conta o número de sujeitos apoiados por docentes especializados em educação especial verifica-se que 30,9% são especializados em educação especial na área motora. Dos sujeitos que recorrem à medida condições especiais de avaliaçã,o 53,2% são apoiados por docentes não especializados e 46,7% por docentes especializados em educação especial. Destes, 24,4% são apoiados por docentes especializados na área motora. A medida adequação de turma abrange 50,9% dos sujeitos apoiados por docentes especializados em educação especial e 49% dos apoiados por docentes não especializados. Dos apoiados por docentes especializado,s 27,5% têm apoio de docentes especializados na área motora. 48
  • 56.
    A medida apoiopedagógico acrescido corresponde a 54,3% dos sujeitos apoiados por docentes não especializados e a 45,6% dos sujeitos apoiados por docentes especializados em educação especial. Destes, 23,4% são apoiados por docentes especializados na área motora. Assim, verifica-se que as medidas que, em termos percentuais, são mais privilegiadas por docentes especializados relativamente aos não especializados são as medidas que, de modo geral, dizem respeito a situações essencialmente administrativas e organizativas (condições especiais de frequência e adequação de turma). No que diz respeito aos docentes especializados todas as medidas do regime educativo especial são utilizadas, em maior parte, pelos docentes especializados em educação especial na área motora. 3.6. Outros tipo de apoios 3.6.1. Terapia da fala Dos 3083 sujeitos, 15% (=463) recebem terapia da fala, dos quais 76,2% (n=353) usufrui de 1 hora. A moda, a nível nacional, é de 1 hora. Figura 39 – Distribuição dos sujeitos por número de horas de terapia da fala e DRE 49
  • 57.
    Analisando-se os dadospor DRE, observa-se que na DREN (Figura 39) a maior percentagem de sujeitos recebe terapia da fala, (37,8%=204), seguindo-se a DREAL (17%=17), a DREL (15,2%=160), a DREAlg, (14,2%=15) e a DREC (13,8%=67). Em todas as DRE a maioria dos sujeitos tem 1 hora de terapia da fala (Figura 39. Calculada a moda ela corresponde, em todas as DRE, a 1 hora. Figura 40 – Distribuição dos sujeitos por número de vezes de terapia da fala por semana e DRE Relativamente à periodicidade verifica-se (Figura 40) em todas as DRE que a maioria dos sujeitos tem terapia da fala 1 vez por semana. Calculada a moda ela corresponde, em todas as DRE, a 1 vez por semana. Terapia da fala e problemáticas A nível nacional dos 490 sujeitos que recebem terapia da fala, 63,8% apresenta paralisia cerebral, 28,9% outras problemáticas, 2,8% distrofia muscular, 2,2% spína bífida e 2% distrofia muscular. 50
  • 58.
    1516 total de sujeitos sujeitos com terapia da fala 1084 318 239 95 149 142 11 10 14 paralisia spina bifida síndrome distrofia outra prob. cerebral degenerativa muscular Figura 41 – Distribuição dos sujeitos que recebem terapia da fala por problemática Tendo em conta o número total de sujeitos em cada uma das problemáticas e o número de sujeitos, por problemática, que recebem terapia da fala (Figura 41) verifica-se que 20,6% corresponde a sujeitos que apresentam paralisia cerebral, 13% outras problemáticas, 10,5% síndroma degenerativa, 9,3% distrofia muscular e 4,6% spína bífida. 3.6.2. Terapia Ocupacional Do total de 3083 sujeitos, 16,3% (n=503), recebe terapia ocupacional dos quais 70,5% (n=355) durante 1 hora. Quanto à periodicidade, dos 98,2% (n=494) sujeitos relativamente aos quais foi assinalado este item 90,4% (n=321), a maioria, tem terapia ocupacional 1 vez por semana. A moda corresponde a 1 vez por semana. 51
  • 59.
    Figura 42 –Distribuição dos sujeitos por número de horas de terapia ocupacional e DRE Analisando-se os dados por DRE verifica-se que é na DREN que mais sujeitos têm terapia ocupacional (Figura 42) com 18,4% (n=249), seguindo-se a DREAlg com 17,1% (n=18), a DREL com 15,4% (n=162), a DREC com 13% (n=63) e a DREAl com 11% (n=11). Em todas as DRE a maioria dos sujeitos tem 1 hora de apoio (Figura 42). A moda é, em todas as DRE, de 1 hora. Figura 43 – Distribuição dos sujeitos por número de vezes de terapia ocupacional por semana e DRE 52
  • 60.
    Relativamente à periodicidade(Figura 43), tendo-se em conta cada uma das DRE, verifica-se que à excepção da DREL onde a maioria dos sujeitos têm terapia ocupacional 2 vezes por semana, todas as outras seguem o padrão nacional. A moda é, em todas as DRE, de 1 vez por semana. Terapia ocupacional e problemáticas Do total de 503 sujeitos que recebem terapia ocupacional, a maior parte corresponde aos sujeitos que apresentam paralisia cerebral (38,1%), seguindo-se os que apresentam spína bífida (18%), outras problemáticas (17,2%), distrofia muscular (15,1%) e síndroma degenerativa (11,3%). 1516 total de sujeitos sujeitos com terapia ocupacional 1084 239 192 149 91 95 87 76 57 paralisia spina bifida síndrome distrofia outra prob. cerebral degenerativa muscular Figura 44 - distribuição dos sujeitos que recebem terapia ocupacional por problemática Tendo como referência o total de sujeitos por problemática e o número destes que recebe terapia ocupacional (Figura 44), verifica-se que 60% apresentam síndroma degenerativa, 51% distrofia muscular, 38% spína bífida, 12,6% paralisia cerebral e 8% outras problemáticas. 3.6.3. Fisioterapia Dos 3083 sujeitos, 34,9% (n=1079) recebem fisioterapia. Destes 47,1% têm 1 hora. A moda, a nível nacional, é de 1 hora. Quanto à periodicidade 36,4% (n=393) dos 53
  • 61.
    sujeitos tem fisioterapia1 vez por semana. A moda corresponde a 2 vezes por semana. Devido à grande amplitude e pouca dispersão dos valores optamos por apresentar os dados relativos ao apoio na área da fisioterapia em quadro. Quadro VI – Distribuição dos sujeitos por número de horas de fisioterapia e DRE N.º de horas DREN DREC DREL DREAl DREAlg uma 221 105 140 14 29 duas 121 60 120 13 8 três 64 17 26 4 1 quatro 30 4 10 2 4 cinco 30 8 9 1 1 seis 9 3 1 sete 1 oito 2 1 2 dez 1 doze 1 1 treze 2 quatorze 2 quinze 1 1 dezanove 1 vinte 1 2 1 1 vinte e três 1 vinte e quatro 1 trinta 1 quarenta 1 N.º 483 198 318 35 45 sujeitos Total % 35,8% 40,9% 30,4% 35% 42,8% média em 2,3 2 2,2 2,4 2 horas É na DREAlg que se verifica maior percentagem (42,8%) de sujeitos apoiados na área da fisioterapia (Quadro V), seguindo-se a DREC (40,9%), a DREN (35,8%), a DREAL (35%) e a DREL (30,4%). Em todas as DRE, relativamente à dispersão, verifica-se o mesmo padrão. Em todas as DRE a moda corresponde a 1 hora. 54
  • 62.
    Figura 45 –Distribuição dos sujeitos por número de vezes de terapia por semana e DRE Analisando-se os dados por DRE, relativamente à periodicidade (Figura 45) à excepção da DREL, onde a maioria dos sujeitos recebe fisioterapia 2 vezes por semana, o que corresponde a 53,1% (n=177), em todas as outras DRE verifica-se o mesmo padrão que a nível nacional, ou seja, a maioria dos sujeitos tem fisioterapia 1 vez por semana. Na DREN, na DREC e na DREAlg a moda corresponde a 1 vez por semana, na DREL e DREAL a 2 vezes por semana. Fisioterapia e problemáticas Dos 1079 sujeitos que recebem fisioterapia, 58,5% apresentam paralisia cerebral, 21,3% outras problemáticas, 9% spína bífida, 6,7% distrofia muscular e 4,2% síndroma degenerativa. 55
  • 63.
    1516 total de sujeitos sujeitos com fisioterapia 1084 632 239 230 149 98 95 73 46 paralisia cerebral spina bifida síndrome distrofia muscular outra prob. degenerativa Figura 46 – distribuição dos sujeitos que recebem fisioterapia por problemática Tendo em conta o total de sujeitos por tipo de problemática e o número destes que recebem fisioterapia (Figura 46), verifica-se que os que apresentam distrofia muscular correspondem a 48,9%, seguindo-se os que apresentam síndroma degenerativa (48,4%), paralisia cerebral (41,6%), spína bífida (41%) e outras problemáticas (21,2%). 3.6.4. Apoio específico de Auxiliar de Educação Dos 3083 sujeitos, 17,9 (n=553) recebem apoio de uma auxiliar de educação. Destes, 15,1% (n=84) tem 5 horas e 14,6% (=81) 20 horas. Em valores médios os sujeitos têm 15 horas de apoio. A moda, a nível nacional, corresponde a 5 horas. Relativamente à periodicidade 59,1% dos sujeitos recebem serviços específicos de auxiliar de educação 5 vezes por semana. A moda corresponde a 5 vezes por semana. Como relativamente a estes dados se verifica alguma dispersão e bastante amplitude optamos por apresentá-los em quadro. 56
  • 64.
    Quadro VII –Distribuição dos sujeitos por número de horas que recebem apoio de auxiliar de educação N.º de horas DREN DREC DREL DREAl DREAlg duas 3 2 3 três 7 1 5 quatro 22 22 11 3 cinco 62 5 17 seis 3 2 1 sete 9 2 1 oito 3 5 2 3 nove 1 dez 30 4 25 5 onze 1 2 doze 4 treze 3 1 quinze 12 2 9 dezassete 1 1 vinte 24 29 19 9 vinte e duas 1 1 vinte e três 17 1 vinte e cinco 38 7 27 2 vinte e seis 1 1 trinta 15 4 8 4 trinta e uma 1 trinta e duas 1 trinta e quatro 1 trinta e cinco 5 2 37 trinta e sete 2 trinta e oito 1 N.º 265 90 170 11 17 sujeitos Total % 19,6% 18,5% 16,2% 11% 16,1% média em 12,5 13,9 19,1 20 15,8 horas É na DREN que existem mais sujeitos que recebem serviços específicos de auxiliar de educação (Quadro VI), seguindo-se a DREC, a DREL, a DREAlg e com valor percentual mais baixo a DREAL. Quanto ao número de horas na DREN o valor máximo situa-se nas 5 horas, na DREC e na DREAlg nas vinte horas, na DREL nas 35 e na DREAl nas 10 horas. 57
  • 65.
    Figura 47 –Distribuição dos sujeitos por número de vezes que recebem serviços específicos de auxiliar de educação por semana e DRE Quanto à periodicidade (Figura 47) em todas as DRE verifica-se o mesmo padrão que a nível nacional. a moda é também em todas as DRE de 5 vezes por semana. Apoio de auxiliar de educação e problemática Dos 553 sujeitos relativamente aos quais foi assinalado que recebem serviços específicos de auxiliar de educação, verifica-se que 51,2% apresenta paralisia cerebral, 22,4% outras problemáticas, 11,7% spína bífida, 9,2% distrofia muscular e 5% síndroma degenerativa. 58
  • 66.
    1516 total de sujeitos sujeitos com apoio de auxiliar de 1084 educação 285 239 95 149 124 65 51 28 paralisia spina bifida síndrome distrofia outra prob. cerebral degenerativa muscular Figura 48 – distribuição dos sujeitos que recebem serviços específicos de auxiliar de educação por problemática Do total de sujeitos em cada uma das problemáticas e desses, tendo-se em conta o número de sujeitos que recebem serviços específicos de auxiliar de educação (Figura 48) verifica-se que a maior percentagem corresponde aos sujeitos que apresentam distrofia muscular (34,2%), seguindo-se os que apresentam síndroma degenerativa (29,4%), spína bífida (27,1%), paralisia cerebral (18,7%) e outras problemáticas (11,4%): Apoio de auxiliar de educação e níveis de independência 358 272 277 205 225 221 161 187 123 89 60 34 independ.c/ independ.c/ independ.c/ independ.c/ depend. depend. depend. depend. independ. independ. independ. independ. ajuda ajuda ajuda ajuda alim entação higiene m obilidade m anipulação Figura 49 – Distribuição dos sujeitos que recebem serviços específicos de auxiliar de educação por áreas de autonomia e níveis de independência 59
  • 67.
    Dos 553 sujeitosque recebem serviços específicos de auxiliar de educação a maior parte é considerada dependente (Figura 49) relativamente à alimentação (40,6%) e à higiene (64,7%) e independente com ajuda relativamente à mobilidade (49,1%) e à manipulação (50%). 3.6.5. Outros apoios Figura 50 – Percentagem de sujeitos, a nível nacional, por outros apoios Dos 3083 sujeitos, 13,7% (n=425) têm outro tipo de apoios (Figura 50) para além dos anteriormente referidos. Destes 43,1% (n=183) especificam o tipo de apoio sendo a maior parte, em hidroterapia (43,1%), 16,5% (n=70) em hipoterapia e 15,5% (n=66) nas áreas da psicologia e pedopsiquiatria. Com valores mais baixos observamos 7,3% (n=31) relativos à psicomotricidade, 4,7% (n=20) à actividade motora adaptada, 3,5% (n=15) aos centros especializados em problemas motores e 3,3% (n=14) às medicinas alternativas (ex. acumpultura). Todas as outras áreas apresentam valores abaixo dos 2%.e 1,6% (n=7) não especificam de que tipo são os apoios 60
  • 68.
    Figura 51 –Distribuição dos sujeitos por outros apoio e DRE A maior percentagem de sujeitos com outro tipo de apoios corresponde à DREAL (Figura 51), com 27% (n=27), seguindo-se com 17,3% (n=182)a DREL, 12,3% (n=13) a DREAlg, 11,8% (n=160) a DREN e com 8,8% (n=43) a DREC. Na maioria das DRE a área que apresenta mais sujeitos com apoio é a da hidroterapia, seguindo-se a hipoterapia. Exceptuam-se a DREN onde se verifica ser a área da psicologia e pedopsiquiatria e a DREC onde observamos o apoio em centros especializados em problemas motores (ex. Associação de Paralisia Cerebral). 3.6.6. Outro tipo de apoios e problemática Em valores absolutos verifica-se que os sujeitos com paralisia cerebral (n=1516), têm em termos percentuais mais apoios, correspondendo na área da terapia da fala a 20,9% (n=318), da terapia ocupacional a 12,6% (n=192), fisioterapia a 51,9% (n=632) e outros apoios a 19,5% (n=296). Observamos uma excepção relativamente aos serviços específicos de auxiliar de educação que corresponde a 18,7% (n=285), sendo os valores mais altos relativos aos sujeitos com distrofia muscular (34,2%=51), síndroma degenerativa (29,4%=28) e spína bífida (27,1%=65). 61
  • 69.
    Relativamente à spínabífida observamos que de um total de 239 sujeitos, 41% (n=98) têm fisioterapia, 38% (n=91) terapia ocupacional, 11,7% (n=28) outros apoios e 4,6% (n=11) terapia da fala. De um total de 95 sujeitos com síndroma degenerativa 60% (n=57) tem terapia ocupacional, 48,4% (n=46) fisioterapia, 12,6% (n=12) outros apoios e 10,5% (n=10) terapia da fala. De um total de 149 sujeitos com distrofia muscular, 51% (n=76) tem terapia ocupacional, 48,9% fisioterapia, 18,7% (n=28) outros apoios e 9,3% (n=14) terapia da fala. De um total de 1084 sujeitos com outras problemáticas, 21,2% (n=230) Tem fisioterapia, 13% (n=142) terapia da fala, 13% (n=141) outros apoios e 8% (n=87) terapia ocupacional. Em valores médios verificamos que os sujeitos que mais beneficiam de apoios, além do apoio educativo são os sujeitos com spína bífida (2 tipos de apoio por sujeito), seguindo-se, igualmente, os sujeitos com paralisia cerebral e distrofia muscular (1 tipo de apoio por sujeito) e com menos apoios por sujeito os assinalados com outras problemáticas (0,7 tipos de apoio por sujeito) e com síndroma degenerativa (0,4 tipos de apoio por sujeito). 62
  • 70.
    DREAl DREAlg outra prob. distrofia muscular síndroma degenerativa spina bifida paralisia cerebral outra prob. distrofia muscular síndroma degenerativa spina bifida paralisia cerebral outra prob. DREL distrofia muscular síndroma degenerativa spina bifida paralisia cerebral outra prob. DREC distrofia muscular síndroma degenerativa spina bifida paralisia cerebral outra prob. DREN distrofia muscular síndrome degenerativa spina bifida paralisia cerebral 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% terap. fala terap. ocup. fisiot. auxiliar educ. outros apoios Figura 52 –Distribuição dos sujeitos por outro tipo de apoios, problemática e DRE Relativamente a cada uma das DRE (Figura 52), em todas se verifica que são os sujeitos com paralisia cerebral aqueles que, em termos percentuais, têm mais apoios além do apoio educativo. Em valores médios verificamos que na DREN, na DREC e na DREAlg, exceptuando os sujeitos com spína bífida e outras problemáticas, todos os outros beneficiam pelo menos de um outro tipo de apoio. Na DREL e na DREAl, exceptuando os sujeitos com outras problemáticas, todos os outros beneficiam de pelo menos mais um tipo de apoio, além do apoio educativo. 3.6.7. Outro tipo de apoios e idade Em valores absolutos são os sujeitos dos <6 aos ≤ 15 anos e dos <3 aos ≤ 6 anos que usufruem de mais apoios para além do apoio educativo. 63
  • 71.
    Figura 53 –Distribuição dos sujeitos por outro tipo de apoios e idade No entanto, se tivermos como referência o número total de sujeitos em cada um dos intervalos etários, verifica-se que a terapia da fala, a terapia ocupacional e a fisioterapia abrangem, maioritariamente (Figura 53), os sujeitos que se situam nos intervalos de idade dos <3 aos ≤ 6 anos (30,3%, 32,1% e 46,7%, respectivamente) e dos <6 aos ≤ 15 anos (23,9%, 23,2% e 56,2%, respectivamente). Esta tendência parece-nos consentânea com o facto de ser nas primeiras idades que os sujeitos mais necessitam de estimulações especificas e localizadas como forma de ultrapassar ou minimizar determinadas limitações. Assim, observa-se que os valores percentuais dos apoios decrescem significativamente à medida que aumenta a idade, observando-se como excepção a fisioterapia que abrange mais sujeitos dos <15 aos ≤ 18 anos (24,6%) que dos <6 aos ≤ 15 anos (20,3%), uma situação que pode advir do aparecimento de problemas motores na adolescência e idade adulta (causa adquirida). Quanto aos serviços específicos de auxiliar de educação ele é, maioritariamente, usufruído pelos sujeitos dos <6 aos ≤15 anos (24,3%) o que tendo-se em conta os ciclos de educação e ensino (figura 19 e 20) corresponde, sensivelmente, ao período da escolaridade obrigatória. 64
  • 72.
    Quanto aos outros tipos de apoio verifica-se que são beneficiários, maioritariamente, sujeitos dos <6 aos ≤15 anos (18,1%) e com mais de 18 anos (15,2%). Uma situação que se pode relacionar com a procura de outro tipo de terapias, quando decresce o apoio das terapias ditas tradicionais. 65
  • 73.
    Síntese  A maior parte dos sujeitos apoiados frequenta o 1º CEB (34,5%) e o pré-escolar (16,6%). No entanto, em média são apoiados mais sujeitos no 1º CEB e no 2º CEB.  A maior parte dos sujeitos começa a ter apoio no inicio da escolaridade obrigatória (1º CEB). Destes 42,4% não termina a referida escolaridade obrigatória e 44,9% não acede ao ensino secundário.  Os sujeitos são, a maior parte das vezes, apoiados dentro da sala de aula (32,7%).  De entre os docentes especializados em educação especial, são os especializados na área motora que mais optam por prestar apoio dentro da sala de aula.  As medidas de regime educativo especial mais aplicadas são adequação de turma (40%) e condições especiais de avaliação (35,4%). Dos que recorrem a esta última medida do regime educativo especial, a maior parte incide no tipo de instrumento de avaliação (38,4%) e na forma e meio de expressão do aluno (29,1%). A medida ensino especial (currículo escolar próprio e currículo alternativo), abrange 33,1% dos sujeitos.  Exceptuando-se a medida currículo alternativo que abrange, essencialmente, os sujeitos que apresentam paralisia cerebral (14,8%), todas as outras são aplicadas maioritariamente aos sujeitos que apresentam síndroma degenerativa e distrofia muscular.  Considerando a variável idade, em termos absolutos, as medidas especiais de educação são aplicadas, sobretudo, aos sujeitos do 6 aos ≤ 15 anos. De forma geral, a passagem de medidas menos restritivas para a aplicação de medidas mais restritivas é gradual.  Exceptuando-se a medida condições especiais de frequência e adequação de turma, todas as outras são, maioritariamente, aplicadas por docentes não especializados. Dos docentes especializados em educação especial são os especializados na área motora que, na maior parte das vezes, recorrem a medidas do regime educativo especial.  Em valores absolutos 24,9% dos sujeitos tem terapia da fala, 16,3% terapia ocupacional, 34,9% fisioterapia, 17,9% serviços de uma auxiliar de educação e 13,7% tem outro tipo de apoios (hipoterapia, musicoterapia, hidroterapia, etc.).  Exeptuando-se os serviços específicos de uma auxiliar de educação que beneficia mais os sujeitos com distrofia muscular, são os sujeitos que apresentam paralisia cerebral os que mais usufruem, de outro tipo de apoios para alem do apoio educativo.  São os sujeitos dos 6 aos ≤ 15 anos e dos 3 aos ≤ 6 anos que mais usufruem de outro tipo de apoios, além do apoio educativo. 66
  • 74.
    CAPÍTULO IV 1. Aspectosrelacionados com as ajudas técnicas/tecnologias de apoio O quarto aspecto analisado refere-se à utilização de ajudas técnicas/tecnologias de apoio: materiais específicos bem como adaptações físicas efectuadas no meio ambiente. Nesta parte do relatório definimos os seguintes objectivos: i) identificar o número de sujeitos que utilizam ajudas técnicas/tecnologias de apoio e em que áreas; ii) conhecer o tipo de ajudas técnicas/ tecnologias de apoio mais utilizadas e iii) identificar a relação existente entre a utilização de ajudas técnicas/tecnologias de apoio e o tipo de problemática, níveis de autonomia, formas de comunicação, formação especializada dos docentes e idade dos sujeitos. Assim, do total de 3083 sujeitos, 99,1% (n=3058) utilizam ajudas técnicas/tecnologias de apoio. Destes, 82,6% (n=2527) utilizam ajudas técnicas/tecnologias de apoio em mais do que uma área. Dos 3058 sujeitos que utilizam ajudas técnicas/tecnologias de apoio, 35,8% (n=1097) utiliza auxiliares para mobilidade, 31,3% (n=959) auxiliares para melhorar o ambiente (mobiliário e adaptações arquitectónicas), 17,4% (n=534) auxiliares de tratamento e treino, 15,7% (n=482) auxiliares para comunicação, informação e sinalização e 8,6% (n=264) auxiliares para cuidados pessoais e de protecção. Figura 54 – Distribuição dos sujeitos por ajuda técnica/tecnologia de apoio e DRE 67
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    Analisando-se os dadospor DRE (Figura 54) verifica-se que em todas, a maioria dos sujeito utiliza ajudas técnicas/tecnologias de apoio. Na DREL, na DREN e na DREC as percentagens são mais elevadas, com 99,8% (n=1044), 99,2% (n=1338) e 98,7% (n=478) respectivamente. Na DREAlg e na DREAL as percentagens são mais baixas, com 97,1% (n=102) e 96% (n=96), respectivamente. A maioria utiliza ajudas técnicas/tecnologias de apoio em mais do que uma área. Os sujeitos que utilizam ajudas técnicas/tecnologias de apoio em somente uma das áreas é de 18,1% (n=190) na DREL, 17,5% (n=235) na DREN, 14,8% (n=71) na DREC, 16,6% (n=17) na DREAlg e 18% (n=18) na DREAL. Quanto ao tipo de ajudas técnicas/tecnologias de apoio na DREC e na DREL o padrão é o mesmo que a nível nacional. Na DREN e na DREAL a maior parte dos sujeitos utilizam auxiliares de comunicação, informação e sinalização (13,9% e 22,9%, respectivamente). Na DREAlg a percentagem de sujeitos que utiliza auxiliares para cuidados pessoais e de protecção (14,7%) é superior àquela que utiliza auxiliares de comunicação, informação e sinalização (9,8%). 1.1. Caracterização das ajudas Técnicas/tecnologias de apoio Para efeitos de facilidade de análise dos dados, o tipo de ajudas técnicas/tecnologias de apoio foram agrupados tendo em conta alguma relação entre elas. 68
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    1.1.1. Auxiliares detratamento e treino bolas, colchões e sacos aparelhos para multiposicionadores, de areia respiração planos inclinados, rolos 3,7% 0,8% e almofadas bandas, coletes, 13,6% cunhas,talas e colares 34,1% aparelhos para os membros superiores, luvas e pulseiras 2,4% posicionadores veticais aparelhos para os posicionadores de 30,9% membros inferiores e cabeça, cadeiras e calçado ortopédico poltronas 10,8% 3,7% Figura 55 – Percentagem de sujeitos, a nível nacional, por tipo de auxiliares de tratamento e treino Quanto aos auxiliares de tratamento e treino (Figura 55) os mais referenciados são as bandas, os coletes, as cunhas, as talas, os colares (n=168) e os posicionadores verticais (n=152); seguem-se os multiposicionadores, os planos inclinados, os rolos e as almofadas (n=67), os aparelhos para os membros inferiores e calçado ortopédico (n=53), os posicionadores de cabeça, cadeiras e poltronas e as bolas, colchões e sacos de areia (n=18) e menos referenciados os aparelhos para membros superiores, luvas e pulseiras (n=12) e aparelhos respiratórios (n=4). 1.1.2. Auxiliares para cuidados pessoais e de protecção pro t e c çõe s pa ra zo na s de m o biliário 4 7 ,9 % a uxilia re s pa ra a uxilia re s pa ra a lim e nt a ção ba nho e higie ne 8 ,3 % pe s s o a l 2 8 ,1% a uxilia re s pa ra c a m a a rt ic ula da v e s t uário 0 ,4 % 5 ,4 % a uxilia re s pa rapro t e c çõe s pa ra a c t iv ida de s pa rt e s do c o rpo c urric ula re s 7 ,4 % 2 ,5 % Figura 56 –Percentagem de sujeitos, a nível nacional, por tipo de auxiliares para cuidados pessoais e de protecção 69
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    Relativamente aos auxiliarespara cuidados pessoais e de protecção (Figura 56), a maioria inclui-se no grupo da protecção para zonas de mobiliário (n=116) e auxiliares para banho e higiene pessoal (n=68), seguindo-se os auxiliares para alimentação (n=20), os instrumentos de protecção de partes do corpo (n=18), os auxiliares para vestuário (n=13) e os auxiliares para desenvolver actividades curriculares (n=6). Sem significado estatístico observa-se 1 sujeito que utiliza uma cama articulada (n=1). 1.1.3. Auxiliares para mobilidade triciclos, tractorinos, bicicletas e motas 2,7% carrinhos de transporte 8,1% anadrilhos, canadianas, pirâmides e bengalas 20,8% cadeiras de rodas 68,4% Figura 57 – Percentagem de sujeitos, a nível nacional, por tipo de auxiliares para mobilidade Quanto aos auxiliares para mobilidade (Figura 57) a maioria utiliza cadeiras de rodas (n=821), seguindo-se os andarilhos, as canadianas, as pirâmides e as bengalas (n=250), os carrinhos de transporte (n=97) e com percentagem mais baixa o grupo dos triciclos, tractorinos, bicicletas e motas (n=32). 70
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    1.1.4. Auxiliares paramelhorar o ambiente mobiliário adaptações de (cadeiras, mesas, cada de banho estrados, (sanitas, bancadas tabuleiros e planos de muda, barras de inclinados) suporte e 37% torneiras) 14% rampas, corrimões e elevadores 49% Figura 58– Percentagem de sujeitos, a nível nacional, por tipo de auxiliares para melhorar o ambiente No que diz respeito aos auxiliares para melhorar o ambiente (Figura 58) a maioria corresponde a rampas, corrimões e elevadores (n=674), seguindo-se as adaptações de mobiliário como cadeiras, mesas, estrados, tabuleiros e planos inclinados (n=505) e com percentagem mais baixa as adaptações de casa de banho como sanitas, bancadas de muda, barras de suporte e torneiras (n=191). 1.1.5. Auxiliares para comunicação, informação e sinalização video-conferência software educativo (jogos,...) máquinas de escrever 0,3% 0,7% calendários de actividades 3,3% dispositivos de 5,5% brinquedos e livros comunicação (bigmacs, adaptados relógios, alphatalkers,...) 0,7% 5,0% software específico (preditores de texto, boardmaker,...) outros (plataforma de luzes 5,4% e sons,lupas TV,...) 0,8% Interfaces de acesso (ratos, teclados adaptados,manípulos, sistemas gráficos de comunicação (PIC, SPC e computadores Kenix,...) MAKATON) 43,9% 11,4% 23,1% Figura 59 – Percentagem de sujeitos, a nível nacional, por tipo de auxiliares para comunicação, informação e sinalização 71
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    Relativamente aos auxiliarespara comunicação, informação e sinalização (Figura 59), a maioria são computadores (n=270), seguem-se os sistemas gráficos de comunicação (n=142), interfaces de acesso (n=70), os calendários de actividades (n=34), o software específico (n=33), os dispositivos de comunicação (n=31), as máquinas de escrever (n=20), outros (n=5). Com a mesma percentagem observam-se os valores referentes ao software educativo (n=4) e os brinquedos e livros adaptados (n=4) e com o valor mais baixo a video- conferência (n=2). 2. Ajudas técnicas/ tecnologias de apoio e tipo de problemática Do total das ajudas técnicas/tecnologias de apoio utilizadas (n=3336) a maioria é utilizada por sujeitos que apresentam paralisia cerebral (59,1%) e outras problemáticas (19,6%). Seguem-se os sujeitos identificados com spína bífida (10,1%), com distrofia muscular (7,9%) e com síndroma degenerativa (4,1%). Figura 60 – Distribuição dos sujeitos , a nível nacional, por tipo de ajuda técnica/ tecnologias de apoio e problemática Os auxiliares para a mobilidade e para melhorar as condições do ambiente correspondem à maioria das ajudas técnicas/tecnologias de apoio utilizadas pelos sujeitos em todos os tipos de problemáticas (Figura 60), seguem-se os auxiliares de comunicação, informação e sinalização que são utilizados, sobretudo, pelos sujeitos com paralisia cerebral (17,3%), síndroma degenerativa (15,2%) e distrofia muscular (12,4%). Os sujeitos com spína bífida e outras 72
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    problemáticas utilizam maisos auxiliares de tratamento e treino, correspondendo a 15,3% e 16,3%, respectivamente. Os auxiliares para cuidados pessoais e de protecção são os menos utilizados por todos os sujeitos, tendo em conta cada uma das problemáticas identificadas. 3. Ajudas técnicas/tecnologias de apoio, áreas de autonomia e níveis de independência Mobilidade Os auxiliares para a mobilidade e para melhorar as condições do ambiente corresponde, em absoluto, à maioria das ajudas técnicas/tecnologias de apoio utilizadas pelos sujeitos. No entanto, tendo-se em conta os dados relativos ao nível de autonomia verifica-se que é sobretudo na mobilidade que os sujeitos identificados com paralisia cerebral e síndroma degenerativa são considerados mais dependentes e que os sujeitos identificados com distrofia muscular e spína bífida são considerados independentes com ajuda. Somente os sujeitos identificados com outras problemáticas são considerados independentes na mobilidade. Figura 61 – Distribuição dos sujeitos, a nível nacional, por auxiliares para mobilidade, níveis de independência e tipo de problemática Ao compararmos as percentagens de sujeitos que utilizam auxiliares para a mobilidade com os que as não utilizam (Figura 61), verifica-se que os primeiros 73
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    são na suageneralidade considerados mais dependentes ou independentes com ajuda. Figura 62 –Distribuição dos sujeitos, a nível nacional, por auxiliares para melhorar o ambiente, níveis de independência e tipo de problemática Analisando-se a variável ajudas técnicas/tecnologias de apoio para melhorar o ambiente relativamente á autonomia na mobilidade verifica-se o mesmo que em relação aos auxiliares de mobilidade ( Figura 62). Deste modo, a utilização de ajudas técnicas/tecnologias de apoio para a mobilidade (cadeiras de rodas, andarilhos, canadianas, etc.) e para a melhoria do ambiente (rampas, elevadores etc.) parecem não percepcionadas como proporcionando, directamente, maiores níveis de autonomia aos sujeitos com problemática motora. Assim, os dados parecem indiciar-nos que a avaliação das características de maior ou menor autonomia e independência dos sujeitos focaliza-se, sobretudo, nas condições destes. Os dados sugerem-nos que as ajudas técnicas/tecnologias de apoio não são percepcionadas como um recurso que proporcione maior autonomia e independência. Alimentação, higiene e manipulação Relativamente à utilização de auxiliares para cuidados pessoais e de protecção verifica-se que a maioria dos sujeitos, mesmo recorrendo a esse tipo de ajuda 74
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    técnica/tecnologia de apoio,continua a ser considerada dependente ou independente com ajuda. Figura 63 – Distribuição dos sujeitos, a nível nacional, por auxiliares para melhorar o ambiente, áreas de autonomia e níveis de independência Se considerarmos os sujeitos que utilizam auxiliares para cuidados pessoais e de protecção e os que não utilizam (Figura 63) verifica-se, em termos percentuais, que os primeiros são considerados na generalidade mais dependentes. Assim, parece-nos existir a lógica, já referida anteriormente, relativamente à focalização da avaliação nas condições do sujeito independentemente da utilização ou não ajudas técnicas/tecnologias de apoio. Dos sujeitos que utilizam ajudas técnicas/tecnologias de apoio para cuidados pessoais e de protecção verifica-se que a maioria são considerados dependentes relativamente à higiene (75%) e á alimentação (50,3%) e independentes com ajuda relativamente à manipulação (42,5%). 4. Ajudas técnicas/tecnologias de apoio e comunicação Dos grupos que maioritariamente (paralisia cerebral, síndroma degenerativa e distrofia muscular) usufruem de auxiliares de comunicação, informação e sinalização verifica-se que é expressiva a sua maior utilização pelos sujeitos que utilizam essencialmente formas de expressão não simbólicas. Assim, os dados parecem mostrar que os auxiliares de comunicação, informação e sinalização 75
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    são, sobretudo, utilizadoscomo tecnologia de apoio alternativa à comunicação oral. Figura 64 – distribuição, a nível nacional por auxiliares para comunicação, informação e sinalização, níveis de independência e problemática Dos sujeitos que se expressam recorrendo, sobretudo, a formas de comunicação não simbólica (Figura 64) verifica-se que os que mais utilizam auxiliares de comunicação, informação e sinalização são os que para comunicar recorrem a expressões faciais. Com 20,7% para os sujeitos identificados com paralisia cerebral, 25% para os que apresentam síndroma degenerativa e 17,7% para os que apresentam distrofia muscular. Dos sujeitos que se expressam recorrendo, essencialmente, a formas de comunicação simbólica (Figura 59) verifica-se que os que mais utilizam auxiliares de comunicação, informação e sinalização são os que para comunicar recorrem, sobretudo, à fala. Com 33,4% para os sujeitos identificados com paralisia cerebral, 33,3% para os que apresentam síndroma degenerativa, 66,6% para os que apresentam distrofia muscular. Desta forma, os dados sugerem-nos que os auxiliares de comunicação, informação e sinalização são utilizados, também, como aumentativos da comunicação oral. 5. Ajudas técnicas/tecnologias de apoio e formação especializada dos docentes Cruzando a variável utilização de ajudas técnicas/tecnologias de apoio e formação especializada dos docentes de apoio, verifica-se que a percentagem 76
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    de sujeitos queutiliza uma ou cumulativamente mais do que um tipo de ajuda técnica/tecnologia de apoio é maior quando são apoiados por docentes especializados em educação especial. Destes, são os sujeitos apoiados por docentes especializados em educação especial na área motora que recorrem, em valores percentuais, a maior número de ajudas técnicas/tecnologias de apoio. Assim, parece poder afirmar-se que o factor especialização dos docentes tem implicações directas na utilização, pelos sujeitos com problemas no domínio motor, de ajudas técnicas/tecnologias de apoio. Contudo tendo em conta a análise dos dados, parece não existir o mesmo tipo de relação quando está em causa a avaliação das questões de autonomia para que estas, necessariamente, contribuem. Figura 65 – Distribuição dos sujeitos, a nível nacional, por ajudas técnicas/tecnologias de apoio e especialização dos docentes Dos 829 sujeitos com apoio educativo prestado por docentes especializados em educação especial, mais especificamente na área motora (Figura 65) e tendo-se em conta o número de sujeitos por tipo de ajudas técnicas verifica-se que 28,2% são auxiliares de tratamento e treino, 30,6% de cuidados pessoais e de protecção, 34,4% de mobilidade, 32,9% de melhoria do ambiente tais como mobiliário e adaptações arquitectónicas e 31,7% de comunicação, informação e sinalização. 77
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    Dos 635 sujeitoscom apoio educativo prestado por docentes especializados em outras áreas da educação especial verifica-se que das ajudas técnicas/tecnologias de apoio utilizadas, 23,5% são auxiliares de tratamento e treino, 23,4% para cuidados pessoais e de protecção, 19,9% de mobilidade, 19,3% de melhoria do ambiente tais como mobiliário e adaptações arquitectónicas e 20,9% de comunicação, informação e sinalização. Assim, dos 1464 sujeitos com apoio por docentes especializados em educação especial (na área motora e em outras áreas da educação especial), tendo-se em conta o número de sujeitos por tipo de ajudas técnicas, verifica-se que 66,1% (726) são auxiliares para mobilidade, 65,7% (n=317) para a comunicação, informação e sinalização, 64,7% (n=346) para o tratamento e treino, 62,9% (n=604) para melhoria do ambiente tais como mobiliário e adaptações arquitectónicas e 59,8% (n=158) para cuidados pessoais e de protecção. Dos 1328 sujeitos com apoio educativo prestado por docentes não especializados em educação especial verifica-se que das ajudas técnicas/tecnologias utilizadas 41,1% são auxiliares de tratamento e treino, 36,3% para cuidados pessoais e de protecção, 46,2% para mobilidade, 43,5% para melhoria do ambiente tais como mobiliário e adaptações arquitectónicas e 44,8% para comunicação, informação e sinalização. 6. Ajudas técnicas/tecnologias de apoio e medidas do regime educativo especial Cruzando a variável ajudas técnicas/ tecnologias de apoio e a variável medidas educativas especiais, verifica-se que a percentagem de sujeitos que beneficiam da medida currículo escolar próprio e que utilizam ajudas técnicas/tecnologias de apoio é maior que a dos que beneficiam da medida adaptações curriculares, sendo o valor mais baixo dos que beneficiam da medida currículo alternativo. 78
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    Figura 66 –Distribuição dos sujeitos, a nível nacional, por ajudas técnicas/ tecnologias de apoio e medidas do regime educativo especial Dos 354 sujeitos que beneficiam da medida currículo escolar próprio (Figura 66) 74% utilizam auxiliares para a mobilidade, 66,6% para melhorar o ambiente tais como mobiliário e adaptações arquitectónicas, 41,8% para comunicação, informação e sinalização, 29,6% para tratamento e treino e 21,7% para cuidados pessoais e de protecção. Dos 872 sujeitos que beneficiam da medida adaptações curriculares, 38,3% utilizam auxiliares para a mobilidade, 34,2% para melhorar o ambiente tais como mobiliário e adaptações arquitectónicas, 18,2% para comunicação, informação e sinalização, 13,1% para tratamento e treino e 8,8% para cuidados pessoais e de protecção. Dos 669 sujeitos que beneficiam da medida currículo alternativo, 24,3% utilizam auxiliares para a mobilidade, 21,2% para melhorar o ambiente tais como mobiliário e adaptações arquitectónicas, 10,6% para comunicação, informação e sinalização, 9,5% para tratamento e treino e 6,7% para cuidados pessoais e de protecção. 79
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    7. Ajudas técnicas/tecnologiasde apoio e idade Relacionando as variáveis tipo de ajudas técnicas/tecnologias de apoio e nível etário verifica-se que, em termos absolutos, são os sujeitos com mais de 18 anos que maioritariamente utilizam qualquer tipo de auxiliar, exceptuando os de tratamento e treino que são mais utilizados pelos sujeitos dos <3 aos ≤6 anos. Assim, na generalidade, parece poder afirmar-se que a utilização de ajudas técnicas/tecnologias de apoio é, em termos etários, tardia. Figura 67 – Distribuição dos sujeitos, a nível nacional, por ajudas técnicas/tecnologias e idade Relativamente aos auxiliares de tratamento e treino (Figura 67), como referimos, a maioria é utilizada pelos sujeitos com níveis etários dos < 3aos ≤6 anos (30,3%) e dos 0 aos ≤3 anos (21,2%). Com percentagens mais baixas temos os níveis etários dos <15 aos ≤18 anos e com mais de 18 anos, igualmente com 6,1%. Quanto aos auxiliares para cuidados pessoais e de protecção, a maior percentagem corresponde aos sujeitos com mais de 18 anos (9,9%) e dos <3 aos ≤6 anos (9,4%). As percentagens mais baixas correspondem aos níveis etários dos 0 aos ≤3 anos (6,7%) e dos <15 aos ≤18 anos (6,1%). No que diz respeito aos auxiliares para mobilidade, a maioria corresponde aos sujeitos com mais de 18 anos (48,8%) e aos níveis etários dos <3 aos ≤6 anos (36,8%). As percentagens mais baixas correspondem aos níveis etários dos <6 aos ≤15 anos (35,7%) e dos 0 aos ≤3 anos (26,9%). 80
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    Relativamente aos auxiliarespara melhoria do ambiente tais como mobiliário e adaptações arquitectónicas, as percentagens mais elevadas correspondem aos sujeitos com mais de 18 anos (39,6%) e com níveis etários entre os <15 e aos ≤18 anos (31,7%). As percentagens mais baixas correspondem aos níveis etários dos <6 aos ≤15 anos (22,2%) e dos 0< aos ≤3 anos (20,5%). Quanto aos auxiliares para comunicação, informação e sinalização, a maioria é utilizada pelos sujeitos com mais de 18 anos (26,6%) e dos níveis etários dos 6 aos ≤15 anos (16,9%). As percentagens mais baixas correspondem aos <3 aos ≤6 anos (14,5%) e 0 aos ≤3 anos (6,7%). 81
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    Síntese  A maioria dos sujeitos (82,6%) utiliza ajudas técnicas/tecnologias de apoio em mais do que uma área. A maioria utiliza auxiliares para melhorar a mobilidade (35,8%) e o ambiente (31,3%). Este padrão não se verifica em todas as DRE.  A maior parte dos auxiliares de tratamento e treino recai sobre bandas, coletes, cunhas, talas e colares (34,1%), enquanto que a maioria dos auxiliares para cuidados pessoais e de protecção recai sobre a protecção de zonas de mobiliário (47,9%), os auxiliares para mobilidade sobre cadeiras de rodas (68,4%), os auxiliares para melhorar o ambiente sobre rampas, corrimões e elevadores (49,2%) e os auxiliares para comunicação, informação e sinalização sobre computadores ( 43,9%).  A maioria das ajudas técnicas/tecnologias de apoio é utilizada por sujeitos que apresentam paralisia cerebral e outras problemáticas.  Os auxiliares para a mobilidade e para melhorar as condições do ambiente constituem à maioria das ajudas técnicas/tecnologias de apoio utilizadas. No entanto, a maior parte dos sujeitos que as utilizam continuam a ser considerados dependentes (paralisia cerebral e síndroma degenerativa) e independentes com ajuda (distrofia muscular e spína bífida). Somente os sujeitos que apresentam outro tipo de problemáticas são considerados, maioritariamente, independentes na mobilidade.  São os sujeitos que utilizam formas de expressão não simbólicas que utilizam, maioritariamente, auxiliares de comunicação, informação e sinalização.  Os sujeitos que mais utilizam ajudas técnicas/tecnologias de apoio para cuidados pessoais e de protecção são os que, maioritariamente, são considerados dependentes ou independentes com ajuda.  A maioria dos sujeitos que utiliza ajudas técnicas/tecnologias de apoio é apoiada por docentes especializados em educação especial e destes os que mais utilizam ajudas técnicas/tecnologias de apoio são apoiados por docentes especializados em educação especial na área motora.  Os sujeitos que usufruem da medida currículo escolar próprio são os que utilizam ,maioritariamente, ajudas técnicas/tecnologias de apoio, seguindo-se os que usufruem adaptações curriculares e currículo alternativo.  São os sujeitos com mais de 18 anos que, maioritariamente, utilizam ajudas técnicas/tecnologias de apoio. 82
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    CONCLUSÕES Este relatório focalizadonos alunos que apresentam limitações no domínio motor possibilitou conhecer de forma mais aprofundada as suas características específicas, bem como caracterizar os tipos de apoio que beneficiam. Parece poder concluir-se: 1- A maioria dos estabelecimentos de educação e ensino envolvidos na educação destes alunos pertence ao 1º CEB (37,7%) e pré-escolar (28,1%). 2- Existe uma grande dispersão de alunos por estabelecimentos de educação e ensino (em média um aluno por estabelecimento) e uma consequente dispersão de recursos humanos e materiais. 3- Quase metade dos estabelecimentos de educação e ensino (42,3%) foram sujeitos a adaptações para melhorar o ambiente, sendo a maioria (78%) rampas, corrimões e elevadores. 4- A maioria dos sujeitos é do sexo masculino (57,1%) e situa-se, maioritariamente, entre os <6 e os 15 anos (56%). 5- A maioria dos sujeitos frequenta o 1º CEB (34,5%) e o pré-escolar (16,8%). Assim, a maioria dos sujeitos situa-se no período da escolaridade obrigatória tanto no que diz respeito aos ciclos de ensino como à idade cronológica. 6- A maior parte dos sujeitos (42,4%) não conclui a referida escolaridade obrigatória, sendo notados alguns adiamentos de matrícula bem como a prática de retenções sucessivas nos vários ciclos de ensino. 7- Existe um fraco investimento no apoio precoce uma vez que a maioria dos sujeitos começa a ter apoio quando inicia a escolaridade obrigatória. Conclui-se, ainda que 8- Existe, a nível nacional, um baixo investimento na intervenção precoce. A maioria dos sujeitos é apoiada em contexto de domicilio (51,8%). 9- A maioria dos sujeitos apresenta paralisia cerebral (49,1%), sendo que também a maioria apresenta outro tipo de problemáticas associadas. Destes, a maioria apresenta problemas cognitivos (66,6%) podendo-se inferir que os sujeitos podem, maioritariamente, ser considerados no domínio da multidificiência. 83
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    10 - A maioria dos sujeitos é considerada independente na alimentação e dependente na higiene. No que diz respeito à manipulação, exceptuando-se os sujeitos com spína bífida e outras problemáticas que são independentes, todos os outros são, maioritariamente, independentes com ajuda. Quanto à mobilidade conclui-se existir uma maior heterogeneidade de situações, Assim, a maioria dos sujeitos que apresenta paralisia cerebral e síndroma degenerativa são dependentes, os que apresentam spína bífida e distrofia muscular independentes com ajuda e os que apresentam outro tipo de problemáticas independentes. 11- A maioria das ajudas técnicas/tecnologias de apoio utilizadas são na área da mobilidade (35,8%) e para melhorar o ambiente (31,3%). Deste modo, infere- se que, na generalidade, a sua utilização não é considerada como uma mais valia no nível de independência dos sujeitos, não sendo encaradas como facilitadoras na interacção entre as condições dos sujeitos e as condições do meio ambiente. 12 - Quanto as aspectos motivadores para estabelecer comunicação a maioria refere-se à necessidade de fazer pedidos (65,8%), de dizer que sim/não (63,9%) e de chamar a atenção dos outros (63,8%). 13 - No que diz respeito à comunicação receptiva, a maioria dos sujeitos compreende as mensagens através da comunicação simbólica como a fala (68,7%), sendo de 31% os que compreendem melhor as mensagens através de expressões faciais (comunicação não simbólica). 14 - Relativamente à comunicação expressiva a maioria dos sujeitos utiliza quanto à comunicação simbólica a fala (61,3%) e à não simbólica as expressões faciais (33,1%). 15 - Independentemente do referido anteriormente, as ajudas técnicas/tecnologias de apoio de comunicação informação e sinalização são utilizadas tanto como meio aumentativo como meio alternativo da comunicação. No entanto, a utilização deste tipo de ajudas técnicas/tecnologias de apoio é muito baixa, sobretudo, nos sujeitos relativamente aqueles que mais parecem necessitar delas, ou seja, os que utilizam essencialmente formas de comunicação não simbólica. Assim, infere-se que grande parte dos sujeitos vivência barreiras na interacção diária com o seu 84
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    meio envolvente. Sabendo-seque os processos de comunicação são essenciais para o acesso ao currículo parece poder concluir-se, que também existem barreiras consideráveis no processo de ensino e aprendizagem. 16 - O apoio educativo é em termos absolutos, maioritariamente, prestado por docentes especializados em educação especial (52,4%). Destes a maioria é especializada na área motora (56,6%). 17 - A grande parte dos sujeitos (47,9%) tem apoio educativo exclusivamente dentro da sala de aula. 18 - A periodicidade do apoio educativo é para a maioria dos sujeitos de uma hora por semana. No entanto, da análise dos dados conclui-se existir uma grande variabilidade no que diz respeito ao tempo de apoio. 19 - A maioria (89,9%) dos sujeitos não se inscreve-se nas medidas de regime educativo especial preconizadas pelo Decreto-Lei 319/91. Dos que se inscrevem, a mais vezes utilizada é adequação na organização de classes ou turmas (44,5%) e condições especiais de avaliação (39,5%). Relativamente a esta, a maioria reporta ao tipo de instrumento de avaliação (66,1%) e à forma e meio de expressão do aluno (50%). 20 - Relativamente à medida ensino especial a maioria (65,3%) corresponde aos sujeitos que beneficiam de currículo escolar próprio. 21 - Somente a medida condições especiais de frequência é aplicada aos sujeitos, maioritariamente, por docentes especializados em educação especial na área motora (30,9%). Todas as outras medidas são aplicadas em maioria por docentes não especializados. Assim, parece-nos poder concluir-se que existe uma maior contenção na aplicação das medidas do regime educativo especial quando o docente é especializado. Estes também recorrem, essencialmente, a medidas administrativas e relacionadas com os aspectos de organização. 22 - Além do apoio educativo a fisioterapia abrange mais sujeitos (34,9%), seguindo-se a terapia da fala (24,9%), a auxiliar de educação (17,9%) e a terapia ocupacional (16,3%). Recebe, ainda, outro tipo de apoios 16,3% dos sujeitos, sendo que maior parte é na área da hidroterapia (16,5%) e hipoterapia (15,5%). Exceptuando-se o apoio da auxiliar de educação todos os outros beneficiam, maioritariamente, os sujeitos com paralisia cerebral. 85
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    23 - Os apoios anteriormente referenciados, à excepção da fisioterapia e outros (hidroterapia, hipoterapia, etc.), decresce á medida que aumenta o nível etário dos sujeitos. Assim, parece-nos poder concluir-se que o investimento em determinado tipo de terapias em detrimento de outro, tem uma relação directa com a idade. À imagem do que acontece com o inicio do apoio educativo, também este tipo de apoios são pouco prestados nas idades mais precoces. 86
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    RECOMENDAÇÕES Partindo-se da análisedos dados e das conclusões deste relatório, parece poder definir-se um conjunto de recomendações que permitirão melhorar a qualidade da resposta educativa aos alunos que apresentam limitações no domínio motor. Assim, parece-nos importante.  Criar em estabelecimentos de educação e ensino de referência unidades especializadas, para a educação de alunos com problemas neuromotores graves, de modo a rentabilizar os recursos humanos e materiais existentes e a afectar ao sistema.  Operacionalizar a cooperação inter-serviços (educação, saúde, segurança social,...) com o fim de organizar respostas de intervenção precoce que possibilitem a sinalização, a avaliação e o apoio antes do período da escolaridade obrigatória.  Organizar (ECAE’s) mecanismos de supervisão e acompanhamento da intervenção educativa, baseados em pressupostos axiológicos convergentes e sinergéticos a nível nacional que salvaguardem a aquisição, pelos sujeitos, de competências estabelecidas para cada ciclo de educação e ensino. Deste modo, potencializar-se-ia o recurso a outras medidas de regime educativo especial para além das de cariz meramente administrativo bem como a adequação curricular aos seus vários níveis.  Supervisionar (ECAE’s) o processo da transição entre ciclos e para a vida adulta de modo a possibilitar processos de ensino aprendizagem contínuos e de sucesso, de modo a atenuar e/ou eliminar a situação de retenções sucessivas e facilitar a conclusão da escolaridade obrigatória e transição para a vida adulta.  Definir (ECAE’s) a rede dos apoios educativos, no sentido de rentabilizar os docentes especializados nesta área visando uma melhoria quantitativa (periodicidade e tempo de apoio) e qualitativa dos processos de ensino e 87
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    aprendizagem, atitudes deinclusão e de práticas facilitadoras do acesso ao currículo.  Identificar (ECAE’s) serviços que possibilitem a potencialização (quantitativa e qualitativa) da diferenciação e especificidade de outro tipo de apoios, nomeadamente os considerados menos tradicionais. Sendo de realçar o papel dos centros de paralisia cerebral e outras instituições ligadas à problemática do domínio motor.  Proceder (NOEEE) à elaboração de um plano de formação em serviço e participação na sua respectiva implementação. Uma formação que, além de conteúdos generalistas, foque as especifidades das limitações que este tipo de população denota na interacção entre as suas condições e as do meio ambiente, realçando-se a importância dos aspectos de acesso ao currículo e da função transversal e facilitadora das ajudas técnicas/tecnologias de apoio enquanto potencializadoras de maiores níveis de autonomia e independência.  Elaborar (NOEEE) documentos orientadores: i) das práticas pedagógicas a desenvolver com os alunos com problemas neuromotores e ii) da utilização das ajudas técnicas/tecnologias de apoio, generalizando a sua utilização (aspectos quantitativos) e realçando a vertente facilitadora na aquisição de maiores níveis de independência e participação dos sujeitos que as utilizam (aspectos qualitativos). Tendo-se presente que este é o primeiro relatório, específico nesta área, elaborado no âmbito do Observatório dos Apoio Educativos parece-nos de todo o interesse que outros sejam elaborados no sentido de serem focadas em maior profundidade questões como:  Qual a situação dos estabelecimentos que não foram sujeitos a qualquer tipo de adaptação para melhorar o ambiente? Apresentam ou não necessidades nessa área?  Quais as reais expectativas e necessidades de formação nesta área dos docentes de apoio educativo? 88
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    Que perspectivas e que instrumentos de avaliação são utilizados? Como é entendido o conceito de problemas no domínio motor? Como são avaliados os aspectos de participação, autonomia e independência tendo em conta a perspectiva de limitações decorrentes da interacção entre condições do sujeito e condições do meio envolvente?  Quais as particularidades das adaptações curriculares, currículos escolares próprios e currículos alternativos bem como as práticas facilitadoras de acesso ao currículo normal? 89
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