RELATÓRIO
Wagner Cerqueira Rabelo1
1. Introdução
FILME: Nas Terras do Bem-Virá; Ficha Técnica: Direção: Alexandre
Rampazzo; Roteiro e Pesquisa: Tatiana Polastri / Alexandre Rampazzo; Produção:
Tatiana Polastri; Edição: Fernando Dourado; Fotografia: Fernando Dourado / Alexandre
Rampazzo; Som: Nilson Norio Takae; Trilha Sonora Original: Nanah Correia / Julian
Tirado / João Bá. Referência textual: Mendes, Marcelo Alves; Geografia Agrária; Os
conflitos agrários; Aula 10; pág. 93 a 103.
Relacionando o texto com o filme percebemos que ambos falam de uma
modernização desigual da agricultura, mostrando o deslocamento de pessoas em busca
de terras para cultivarem e produzirem encontrando na região os grandes latifundiários
detentores de grandes propriedades obrigando-os a submeterem-se ao trabalho escravo;
dando a noção de uma modernização desigual no espaço agrário desenvolvido por um
processo de formação econômica e política que concentra a propriedade, degrada o
meio ambiente e possibilita o trabalho análogo a escravidão; surgindo assim os
movimentos sociais de luta pela terra que traz junto consigo os conflitos e a violência.
2. Desenvolvimento
A terra como função social tem um sentido de está a serviço do homem, não
como mercadoria, e sim como um meio de produção e utilidade, satisfazendo a
sociedade; quem trabalha no campo deve fazer a terra produzir, visando a satisfação e
1 Formando em Geografia/Polo Itapicuru
UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB
DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO- CAMPUS I
GESTÃO DOS PROJETOSE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO A DISTANCIA
– GEAD
também conservando-a para as gerações futuras, prevalecendo um interesse geral sobre
o individual e particular.
A beira da estrada os acampamentos surgem significando uma resistência contra
a ocupação dos grandes latifundiários detentores das terras, dentro destes
acampamentos, homens, mulheres, crianças que, nasceram, se criaram e querem
trabalhar nas terras para garantirem seu sustento e deixarem de ser um modelo de
exclusão onde homens se transformam em escravos e mulheres na maioria das vezes em
prostitutas.
Através de um desenvolvimento altamente predatório, o governo desencadeou
para a região amazônica consequências desastrosas como a migração de lavradores do
nordeste em busca da terra prometida que chegando já viu a entrada dos grandes
fazendeiros e a sua relação com o trabalho escravo, percebia-se também a degradação
do meio ambiente e o surgimento dos conflitos agrários e violência.
O estado proporcionou um processo de formação econômico e político do
espaço agrário, em que não atendeu aos objetivos que se pretendia alcançar, tornando a
região em um local em que a concentração de propriedades era notória causando a
desigualdade social e o conflito entre os que já viviam nas terras e os que chegavam
para se apropriarem.
O processo de modernização da agricultura estão relacionados a expansão do
capital agroindustrial, buscando o desenvolvimento econômico e político do espaço
agrário brasileiro, entretanto, surgiu a concentração de terras, a violência no espaço
agrário, dentre outros; favorecendo a interesses dos grandes latifundiários e deixando de
atender e garantir os direitos constitucionais da terra para os pequenos agricultores.
A ideia é mostrar a ocupação da terra de forma que se percebe a concentração de
propriedades disfarçada de agronegócio trazendo consequências como: concentração de
propriedade, degradação do meio ambiente, trabalho escravo; e os pequenos
trabalhadores agrícolas cansados do trabalho escravo decidem lutar pelas terras gerando
os conflitos agrários.
A entrevista de Gaúcho, um assentado; a fala dele mostra na prática e de maneira
popular o conflito agrário e sua violência, as pessoas que lutam por seus direitos sofrem
com ação do governo que demorar em atender as necessidades previstas
constitucionalmente, e de maneira brutal reage ao movimento originado no passado por
falta de políticas públicas que atendam socialmente os que necessitam do campo para o
seu sustento, estendendo-se até os dias atuais sem uma perspectiva de melhora.
Há a necessidade do Estado intervir na região de maneira mais atuante criando
políticas, que atendam ao interesse geral, trazendo o desenvolvimento de maneira
sustentável, elaborando um plano que reformule todo o espaço agrário, fortalecendo
toda a estrutura fundiária brasileira. O filme contribuiu para ampliação e uma visão mais
critica quanto aos conflitos agrários, aos movimentos sociais existentes no Brasil, como
também deu a percepção da necessidade de uma reforma agrária que vem sendo
protelada a anos pelo comprometimento do governo com os grandes detentores de terra
desta nação.

Relatório do FILME: Nas Terras do Bem-Virá

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    RELATÓRIO Wagner Cerqueira Rabelo1 1.Introdução FILME: Nas Terras do Bem-Virá; Ficha Técnica: Direção: Alexandre Rampazzo; Roteiro e Pesquisa: Tatiana Polastri / Alexandre Rampazzo; Produção: Tatiana Polastri; Edição: Fernando Dourado; Fotografia: Fernando Dourado / Alexandre Rampazzo; Som: Nilson Norio Takae; Trilha Sonora Original: Nanah Correia / Julian Tirado / João Bá. Referência textual: Mendes, Marcelo Alves; Geografia Agrária; Os conflitos agrários; Aula 10; pág. 93 a 103. Relacionando o texto com o filme percebemos que ambos falam de uma modernização desigual da agricultura, mostrando o deslocamento de pessoas em busca de terras para cultivarem e produzirem encontrando na região os grandes latifundiários detentores de grandes propriedades obrigando-os a submeterem-se ao trabalho escravo; dando a noção de uma modernização desigual no espaço agrário desenvolvido por um processo de formação econômica e política que concentra a propriedade, degrada o meio ambiente e possibilita o trabalho análogo a escravidão; surgindo assim os movimentos sociais de luta pela terra que traz junto consigo os conflitos e a violência. 2. Desenvolvimento A terra como função social tem um sentido de está a serviço do homem, não como mercadoria, e sim como um meio de produção e utilidade, satisfazendo a sociedade; quem trabalha no campo deve fazer a terra produzir, visando a satisfação e 1 Formando em Geografia/Polo Itapicuru UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO- CAMPUS I GESTÃO DOS PROJETOSE ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO A DISTANCIA – GEAD
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    também conservando-a paraas gerações futuras, prevalecendo um interesse geral sobre o individual e particular. A beira da estrada os acampamentos surgem significando uma resistência contra a ocupação dos grandes latifundiários detentores das terras, dentro destes acampamentos, homens, mulheres, crianças que, nasceram, se criaram e querem trabalhar nas terras para garantirem seu sustento e deixarem de ser um modelo de exclusão onde homens se transformam em escravos e mulheres na maioria das vezes em prostitutas. Através de um desenvolvimento altamente predatório, o governo desencadeou para a região amazônica consequências desastrosas como a migração de lavradores do nordeste em busca da terra prometida que chegando já viu a entrada dos grandes fazendeiros e a sua relação com o trabalho escravo, percebia-se também a degradação do meio ambiente e o surgimento dos conflitos agrários e violência. O estado proporcionou um processo de formação econômico e político do espaço agrário, em que não atendeu aos objetivos que se pretendia alcançar, tornando a região em um local em que a concentração de propriedades era notória causando a desigualdade social e o conflito entre os que já viviam nas terras e os que chegavam para se apropriarem. O processo de modernização da agricultura estão relacionados a expansão do capital agroindustrial, buscando o desenvolvimento econômico e político do espaço agrário brasileiro, entretanto, surgiu a concentração de terras, a violência no espaço agrário, dentre outros; favorecendo a interesses dos grandes latifundiários e deixando de atender e garantir os direitos constitucionais da terra para os pequenos agricultores. A ideia é mostrar a ocupação da terra de forma que se percebe a concentração de propriedades disfarçada de agronegócio trazendo consequências como: concentração de propriedade, degradação do meio ambiente, trabalho escravo; e os pequenos trabalhadores agrícolas cansados do trabalho escravo decidem lutar pelas terras gerando os conflitos agrários. A entrevista de Gaúcho, um assentado; a fala dele mostra na prática e de maneira popular o conflito agrário e sua violência, as pessoas que lutam por seus direitos sofrem com ação do governo que demorar em atender as necessidades previstas
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    constitucionalmente, e demaneira brutal reage ao movimento originado no passado por falta de políticas públicas que atendam socialmente os que necessitam do campo para o seu sustento, estendendo-se até os dias atuais sem uma perspectiva de melhora. Há a necessidade do Estado intervir na região de maneira mais atuante criando políticas, que atendam ao interesse geral, trazendo o desenvolvimento de maneira sustentável, elaborando um plano que reformule todo o espaço agrário, fortalecendo toda a estrutura fundiária brasileira. O filme contribuiu para ampliação e uma visão mais critica quanto aos conflitos agrários, aos movimentos sociais existentes no Brasil, como também deu a percepção da necessidade de uma reforma agrária que vem sendo protelada a anos pelo comprometimento do governo com os grandes detentores de terra desta nação.