ARTIGOS | ARTICLES
Reposicionando conceitos: A organização fora dos eixos
Rebeca de Moraes Ribeiro de Barcellos, Eloise Helena Livramento Dellagnelo e Helena Kuerten de Salles
Competitive dynamics and early mover advantages under economic recessions
Roberto Vassolo, Javier García-Sánchez e Luiz Mesquita
Capacidad transaccional: Evidencias del sistema financiero peruano
Jorge Tello-Gamarra, Martín Hernani-Merino e Bryan Iván Límaco-Mamani
The use of importance-performance analysis to measure the satisfaction of travel agency franchisees
José M. Ramírez-Hurtado
Coopetition strategies in the Brazilian higher education
Fábio Dal-Soto e Jefferson Marlon Monticelli
Modelo estrutural de governança da informação para bancos
Fernando de Abreu Faria, Antonio Carlos Gastaud Maçada e Kuldeep Kumar
RESENHA | BOOK REVIEW
Unveiling the enigma of behavioral finance
Israel José dos Santos Felipe
INDICAÇÕES BIBLIOGRÁFICAS | BOOK RECOMMENDATIONS
Pesquisa quantitativa – Escalas de mensuração
Eric David Cohen, Diógenes de Souza Bido e Daielly Melina Nassif Mantovani
Pesquisa qualitativa – Método biográfico: História de vida
Pedro Jaime
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PESQUISA E
CONHECIMENTO
V. 57, N. 1,
Janeiro–Fevereiro 2017
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COMITÊ DE POLÍTICA EDITORIAL
Carlos Osmar Bertero, Eduardo Diniz, Flávio Carvalho de Vasconcelos, Francisco Aranha, Luiz Artur Ledur Brito,
Maria José Tonelli, Maria Tereza Leme Fleury, Tales Andreassi, Thomaz Wood Jr.
EDITORA-CHEFE
Maria José Tonelli
EDITOR-ADJUNTO
Felipe Zambaldi
EDITORA DE LIVROS
Roseli Morena Porto
A RAE - Revista de
Administração de
Empresas foi impressa
com papel proveniente
de madeira certificada
FSC e de outras
fontes controladas.
A certificação FSC
e uma garantia ao
meio ambiente e
aos trabalhadores
florestais.
Publicação bimestral da Fundação Getulio Vargas
Escola de Administração de Empresas de São Paulo
Apoio:
PESQUISA E CONHECIMENTO | V. 57, N. 1, JANEIRO-FEVEREIRO 2017
RAE – Revista de Administração de Empresas / Fundação Getulio Vargas.
Vol. 1, n. 1 (maio/ago. 1961) - . - Rio de Janeiro: Fundação Getulio Vargas, 1961 - v.; 27,5cm.
Quadrimestral: 1961–1962. Trimestral: 1963–1973. Bimestral: 1974–1977.
Trimestral: 1978–1992. Bimestral: 1992–1995. Trimestral: 1996–2010.
Bimestral: 2011–.
Publicada: São Paulo: FGV-EAESP, 1988–
ISSN 0034-7590
1.	Administração de empresas – Periódicos. I. Fundação Getulio Vargas. II.
	 Escola de Administração de Empresas de São Paulo.
A RAE – Revista de Administração de Empresas adota a Licença de Atribuição (CC-
BY) do Creative Commons (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/br) em
todos os trabalhos publicados, exceto, quando houver indicação específica de
detentores de direitos autorais.
CDD 658
CDU 658
Janeiro/Fevereiro 2017
SUMÁRIO
EDITORIAL
8	 NOSSO FUTURO DEMANDA MAIS DA PRODUÇÃO ACADÊMICA
	 Maria JoséTonelli
ARTIGOS
10	 REPOSICIONANDO CONCEITOS: A ORGANIZAÇÃO FORA DOS EIXOS
	 Demonstração dos limites do quadro teórico dominante nos estudos organizacionais por meio de
um estudo de caso, com apresentação de abordagens alternativas.
	 Rebeca de Moraes Ribeiro de Barcellos, Eloise Helena Livramento Dellagnelo e Helena Kuerten deSalles
22	 DINÂMICA COMPETITIVA E VANTAGEM DO PIONEIRO EM RECESSÕES ECONÔMICAS
	 Exame da evolução da dinâmica competitiva e da lucratividade empresarial quando ramos de
atividades estão sujeitos a recessões.
	 Roberto Vassolo, Javier García-Sánchez e Luiz Mesquita
37	 CAPACIDADE TRANSACIONAL: EVIDÊNCIAS DO SISTEMA FINANCEIRO PERUANO
	 Análise sobre a capacidade transacional de empresas que operam no sistema financeiro peruano
por meio de estudos de casos múltiplos.
	 Jorge Tello-Gamarra, Martín Hernani-Merino e Bryan Iván Límaco-Mamani
51	 UTILIZAÇÃO DA ANÁLISE DE IMPORTÂNCIA-DESEMPENHO PARA MEDIR A SATISFAÇÃO DE
FRANQUEADOS DE AGÊNCIAS DE VIAGENS
	 Contribuição à limitada literatura sobre satisfação com franquias de agências de viagens por meio
da identificação de forças e fraquezas do sistema sob a perspectiva do franqueado.
	 José M. Ramírez-Hurtado
65	 ESTRATÉGIAS DE COOPETIÇÃO NA EDUCAÇÃO SUPERIOR BRASILEIRA
	 Proposições teóricas sobre estratégias de coopetição baseadas no Consórcio das Universidades
Comunitárias Gaúchas (Comung).
	 Fábio Dal-Soto e Jefferson Marlon Monticelli
79	 MODELO ESTRUTURAL DE GOVERNANÇA DA INFORMAÇÃO PARA BANCOS
	 Teste de um modelo de regressão estrutural de governança da informação (GI) com dados de um
levantamento realizado com os executivos de TI de bancos que atuam no Brasil.
	 Fernando de Abreu Faria, Antonio Carlos Gastaud Maçada e Kuldeep Kumar
RESENHA
96	 DESVENDANDO O ENIGMA DAS FINANÇAS COMPORTAMENTAIS
	 Israel José dos Santos Felipe
INDICAÇÕES BIBLIOGRÁFICAS
98	 PESQUISA QUANTITATIVA – ESCALAS DE MENSURAÇÃO
	 Eric David Cohen, Diógenes de Souza Bido e Daielly Melina Nassif Mantovani
99	 PESQUISA QUALITATIVA – MÉTODO BIOGRÁFICO: HISTÓRIA DE VIDA
	 Pedro Jaime
INFORMAÇÕES EDITORIAIS
101	 INFORMAÇÕES EDITORIAIS 2016
108	 COLABORADORES 2016
© RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017
© RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017
January/February 2017
CONTENTS
EDITORIAL
8	 OUR FUTURE REQUIRES MORE FROM SCHOLARLY PRODUCTION
	 Maria José Tonelli
ARTICLES
10	 REPOSITIONING CONCEPTS: THE ORGANIZATION OUT OFF AXIS
	 The authors show the limits of the dominant theoretical framework in organizational studies by
means of a case study, including alternative approaches.
	 RebecadeMoraesRibeirodeBarcellos,EloiseHelenaLivramentoDellagnelo,andHelenaKuertendeSalles
22	 COMPETITIVE DYNAMICS AND EARLY MOVER ADVANTAGES UNDER ECONOMIC RECESSIONS
	 A study on the evolution of competitive dynamics and company profitability when industries are
subject to recessions.
	 Roberto Vassolo, Javier García-Sánchez, and Luiz Mesquita
37	 TRANSACTION CAPABILITY: EVIDENCE FROM THE PERUVIAN FINANCIAL SYSTEM
	 An analysis of the transactional capacity of companies operating in the Peruvian financial system by
means of multiple case studies.
	 Jorge Tello-Gamarra, Martín Hernani-Merino, and Bryan Iván Límaco-Mamani
51	 THE USE OF IMPORTANCE-PERFORMANCE ANALYSIS TO MEASURE THE SATISFACTION OF TRAVEL
AGENCY FRANCHISEES
	 A contribution to the limited literature about satisfaction with travel agency franchises through the
identification of strengths and weaknesses from the perspective of the franchisee.
	 José M. Ramírez-Hurtado
65	 COOPETITION STRATEGIES IN THE BRAZILIAN HIGHER EDUCATION
	 Theoretical propositions about competition strategies based on the Consortium of Rio Grande do
Sul Community Colleges (Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas - Comung).
	 Fábio Dal-Soto and Jefferson Marlon Monticelli
79	 INFORMATION GOVERNANCE STRUCTURAL MODEL FOR BANKS
	 The authors tested a structural regression model in information governance (IG) with data collected
from IT executives at banks operating in Brazil.
	 Fernando de Abreu Faria, Antonio Carlos Gastaud Maçada, and Kuldeep Kumar
BOOK REVIEW
96	 UNVEILING THE ENIGMA OF BEHAVIORAL FINANCE
	 Israel José dos Santos Felipe
BOOK RECOMMENDATIONS
98	 QUANTITATIVE RESEARCH – MEASUREMENT SCALES
	 Eric David Cohen, Diógenes de Souza Bido, and Daielly Melina Nassif Mantovani
99	 QUALITATIVE RESEARCH – BIOGRAPHIC METHOD: LIFE STORY
	 Pedro Jaime
EDITORIAL INFORMATION
101	 EDITORIAL INFORMATION 2016
105	 CONTRIBUTORS 2016
© RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017
SUMARIO
Enero/Febrero 2017
EDITORIAL
8	 NUESTRO FUTURO DEMANDA MÁS DE LA PRODUCCIÓN ACADÉMICA
	 Maria José Tonelli
ARTÍCULOS
10	 REPOSICIONANDO CONCEPTOS: LA ORGANIZACIÓN FUERA DEL EJE
	 Demostración de los límites del cuadro teórico dominante en los estudios organizacionales por
medio de un estudio de caso, con presentación de abordajes alternativos.
	 Rebeca de Moraes Ribeiro de Barcellos, Eloise Helena Livramento Dellagnelo y Helena Kuerten de
Salles
22	 DINÁMICA COMPETITIVA Y VENTAJAS DE PRECURSORES EN RECESIONES ECONÓMICAS
	 Examen de la evolución de la dinámica competitiva y de la rentabilidad empresarial cuando ramos
de actividades están sujetos a recesiones.
	 Roberto Vassolo, Javier García-Sánchez y Luiz Mesquita
37	 CAPACIDAD TRANSACCIONAL: EVIDENCIAS DEL SISTEMA FINANCIERO PERUANO
	 Análisis sobre la capacidad transaccional de empresas que operan en el sistema financiero peruano
por medio de estudios de casos múltiples.
	 Jorge Tello-Gamarra, Martín Hernani-Merino y Bryan Iván Límaco-Mamani
51	 EL USO DEL IMPORTANCE-PERFORMANCE ANALYSIS PARA MEDIR LA SATISFACCIÓN DE FRANQUICIA-
DOS DE AGENCIAS DE VIAJES
	 Contribución a la limitada literatura sobre satisfacción con franquicias de agencias de viajes por
mediodelaidentificacióndefuerzasydebilidadesdelsistemadesdelaperspectivadelfranquiciado.
	 José M. Ramírez-Hurtado
65	 ESTRATEGIAS DE COOPETICIÓN EN LA EDUCACIÓN SUPERIOR BRASILEÑA
	 ProposicionesteóricassobreestrategiasdecoopeticiónbasadasenelConsorciodelasUniversidades
Comunitarias del Sur de Brasil (Comung).
	 Fábio Dal-Soto y Jefferson Marlon Monticelli
79	 MODELO ESTRUCTURAL DE GOBERNANZA DE LA INFORMACIÓN PARA BANCOS
	 Prueba de un modelo de regresión estructural de gobernanza de la información (GI) con datos de un
relevamiento realizado con los ejecutivos de TI de bancos que actúan en Brasil.
	 Fernando de Abreu Faria, Antonio Carlos Gastaud Maçada y Kuldeep Kumar
RESEÑA
96	 REVELANDO EL ENIGMA DE LAS FINANZAS COMPORTAMENTALES
	 Israel José dos Santos Felipe
RECOMENDACIONES BIBLIOGRÁFICAS
98	 ENCUESTA CUANTITATIVA – ESCALAS DE MEDICIÓN
	 Eric David Cohen, Diógenes de Souza Bido y Daielly Melina Nassif Mantovani
99	 ENCUESTA CUALITATIVA – MÉTODO BIOGRÁFICO: HISTORIA DE VIDA
	 Pedro Jaime
INFORMACIÓNES EDITORIALES
101	 INFORMACIÓNES EDITORIALES 2016
105	 COLABORADORES 2016
8
ISSN 0034-7590© RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017
RAE | Revista de Administração de Empresas | FGV EAESP
EDITORIAL
DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S0034-759020170101
NOSSO FUTURO DEMANDA MAIS DA PRODUÇÃO ACADÊMICA
C
omeçamos 2017 com os necessários agradecimentos à
comunidade acadêmica em administração: autores, edi-
tores científicos, editores de fóruns e avaliadores ad hoc
que dispuseram de seu tempo para ajudar no aprimoramento
dos artigos aqui publicados. Agradecemos também à equipe
da RAE: Ilda Fontes, Denise Francisco Cândido, Eduarda Pereira
Anastacio, Andréa Cerqueira e Eldi Soares, que, como sempre,
trabalharam muito para a produção das revistas. Muito obriga-
da a todas.
Tradicionalmente, o primeiro número da revista traz o
balanço das atividades do ano passado, e nossos indicado-
res mostram que avançamos em internacionalização, qualida-
de editorial e aperfeiçoamento de processos. Em 2016, entre os
artigos publicados, 69% são em língua estrangeira, 12% a mais
que em 2015; contamos com 53% de autores estrangeiros (22%
acima do índice do ano anterior). Os pesquisadores internacio-
nais que mais têm colaborado com a RAE continuam vindo de
Portugal e Espanha, seguidos de América Latina & Caribe, EUA,
México & Canadá, Ásia & Oceania e Europa. O volume de sub-
missões deu sinais de estabilização: recebemos 943 artigos em
2016, quantidade próxima à de 2015 (946). Desde 2013, quan-
do foram submetidos 630 trabalhos, tínhamos a expectativa de
que estávamos no limite de submissões, mas vemos agora que
esse número está se estabilizando muito próximo a 1.000 arti-
gos/ano. O índice de rejeição de artigos por formato continua
alto: 40%, o que sinaliza a necessidade de esforços editoriais
e dos programas de pós-graduação para conscientizar os auto-
res sobre a necessidade de padronizar seu artigo nos critérios
de formato do periódico no qual deseja publicar. O percentual
de aceitação de artigos caiu de 6% para 5%, o que denota cui-
dado e rigor no processo de avaliação científica. Com relação ao
processo de trabalho na redação, em 2016, o prazo médio en-
tre aprovação e submissão caiu para 219 dias (11 dias a menos
que em 2015), o que é muito significativo no sistema de avalia-
ção triplo-cega de trabalhos submetidos à RAE. Todos os indi-
cadores estão disponíveis na página da RAE na internet: www.
fgv.br/rae.
Foi um bom ano para a RAE, mas acabamos de passar
por um período difícil no Brasil, e é impossível não mencionar
esse fato aqui, mesmo em se tratando de uma publicação aca-
dêmica. Aliás, justamente por isso, pois as publicações acadê-
micas brasileiras sofrem com a falta de qualidade, assim como
diversas outras atividades no País, uma deficiência que não re-
flete apenas o momento, mas é consequência de uma história
que tratou conhecimento como fonte de poder, e não como be-
nefício para a comunidade. A produtividade não é uma questão
apenas no campo da administração, mas nossa área precisa ur-
gentemente lidar com esse problema. Precisamos de mais qua-
lidade, precisamos estar presentes internacionalmente, mas
precisamos também atender às demandas de um país que so-
fre com o afastamento da universidade das necessidades da so-
ciedade. Antes de entrar numa pós-modernidade confusa, pre-
cisamos ajustar questões básicas da modernidade.
A RAE manteve seus artigos em sistema multilíngue, em
português, inglês e espanhol, preservando, na publicação, o
idioma original de submissão. Mas, a partir de 2018, todos os
trabalhos publicados serão bilíngues, ou seja, todos os artigos
submetidos em espanhol e português, se aprovados, serão tra-
duzidos para o inglês; aqueles em inglês, por sua vez, serão tra-
duzidos para o português. As novas diretrizes serão indicadas
em nosso site e comunicadas a toda a rede de colaboradores,
para que todos possam ajustar-se ao longo do ano. Pedimos
gentilmente sua atenção para essas mudanças.
Destacam-se, neste número, seis artigos: “Reposicionan-
do conceitos: A organização fora dos eixos” apresenta aborda-
gens alternativas na área de estudos organizacionais; “Compe-
titive dynamics and early mover advantages under economic
recessions” examina a evolução da dinâmica competitiva e lu-
cratividade empresarial; “Capacidad transaccional: Evidencias
del sistema financiero peruano” analisa a capacidade transa­
cional de empresas atuantes no sistema financeiro peruano;
“The use of importance-performance analysis to measure the
satisfaction of travel agency franchisees” examina as forças e
fraquezas do sistema de franquias sob a perspectiva do fran-
queado; “Coopetition strategies in the Brazilian higher educa-
tion” apresenta proposições teóricas sobre estratégias de co-
opetição; e “Modelo estrutural de governança da informação
para bancos” traz um levantamento com executivos de tecnolo-
gia da informação de bancos do Brasil.
Completam a edição uma resenha sobre o livro “Beha­
vioral finance and wealth management: How to build opti­mal
portfolios that account for investor Biases”, de Michael M. Pom-
pian, e duas indicações bibliográficas sobre pesquisas qualita-
tivas e quantitativas.
Desejamos a todos um Ano-Novo produtivo em pesqui-
sas! Esperamos também que aproveitem o conteúdo editorial e
todas as inovações que a RAE continuará oferecendo.
Maria José Tonelli | Editora-chefe
Professora da Fundação Getulio Vargas, Escola de
Administração de Empresas de São Paulo – SP, Brasil
ISSN 0034-7590
RAE | Revista de Administração de Empresas | FGV EAESP 9
© RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017
EDITORIAL
DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S0034-759020170101
OUR FUTURE REQUIRES MORE FROM SCHOLARLY PRODUCTION
W
e begin 2017 with the necessary acknowledgements to
the academic community in administration: authors,
scientific editors, forum editors and ad hoc reviewers
who took the time to help us improve the articles we publish
here. We also thank the RAE team: Ilda Fontes, Denise Francisco
Cândido, Eduarda Pereira Anastacio, Andréa Cerqueira and Eldi
Soares, who, as usual, worked hard to produce the journals.
Many thanks to each.
Traditionally, the first issue of the journal takes stock
of the previous year’s activities, and our indicators show we
have advanced in internationalization, editorial quality and
process enhancement. In 2016, of all articles published, 69%
were in a foreign language, 12% more than in 2015; we had
53% of foreign authors (22% above previous year’s rate). The
foreign researchers who have collaborated most with RAE were,
again, from Portugal and Spain, followed by Latin American &
Caribbean, USA, Mexico & Canada, Asia & Oceania and Europe.
The volume of submissions showed signs of stabilization: we
received 943 articles in 2016, close to the figure for 2015 (946).
Since 2013, when 630 works were submitted, we expected
to be in our submission limit, but now we see this figure is
stabilizing very close to 1,000 articles per year. Article rejection
rate due to format remains high: 40%, which signals the need
for efforts from editorial and graduate program to raise authors’
awareness about the need for them to standardize their articles
to the format criteria of the journal they wish to publish in.
Article acceptance rate declined from 6% to 5%, which denotes
care and rigor in the scientific review process. With regard to
the editorial office work process, in 2016, the average period
between approval and submission dropped to 219 days (11 days
less than in 2015), which is very significant in the triple-blind
review system for papers submitted to RAE. All indicators are
available at RAE’s web page: www.fgv.br/rae.
It was a good year for RAE, but we have just been through
a difficult period in Brazil, and it is impossible not to mention
this fact here, even though we are a scholarly publication. In
fact, precisely because of this reason, as Brazilian scholarly
publications suffer from a lack of quality, like several other
activities in the country, a deficiency that does not reflect only
the moment, but stems from a history of treating knowledge
as a source of power, rather than a benefit for the community.
Productivity is not an issue only in the field of administration,
but our area needs to deal with this problem urgently. We need
more quality, we need to be present at a global level, but we
also need to meet the demands of a country that suffers with the
university’s distance from the needs of society. Before entering
a confuse post-modernity, we must adjust basic questions of
modernity.
RAE has kept its articles in a multilingual system, i.e.,
in Portuguese, English and Spanish, preserving the original
language of submission. But as of 2018, all works published
will be bilingual, i.e., every article submitted in Spanish and
Portuguese, if approved, will be translated into English; those
in English will, in turn, be translated into Portuguese. The new
guidelines will be indicated in our website and communicated
to our whole network of collaborators, so that all can adjust
over the year. We kindly ask for your attention regarding these
changes.
Six articles form this issue’s highlights: “Reposicionando
conceitos: A organização fora dos eixos” presents alternative
approaches in the area of organizational studies; “Competitive
dynamics and early mover advantages under economic
recessions” examines the evolution of competitive dynamics
and firm profitability; “Capacidad transaccional: Evidencias del
sistema financiero peruano” analyzes the transactional capacity
of companies operating in the Peruvian financial system;
“The use of importance-performance analysis to measure
the satisfaction of travel agency Franchisees” examines the
strengths and weaknesses of the franchise system from the
perspective of the franchisee; “Coopetition strategies in the
Brazilian higher education” education presents theoretical
propositions about competition strategies; “Modelo estrutural
de governança da informação para bancos” brings a survey with
IT executives at banks in Brazil.
The issue closes with a review of the book “Behavioral
Finance and Wealth Management: How to build optimal
portfolios that account for investor biases”, by Michael M.
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Maria José Tonelli | Editor-in-Chief
Professor at Fundação Getulio Vargas, Escola de
Administração de Empresas de São Paulo – São Paulo – SP, Brazil
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ISSN 0034-7590© RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 10-21
REBECA DE MORAES RIBEIRO DE
BARCELLOS
rebeca.ribeiro@ufsc.br
Professora da Universidade Federal
de Santa Catarina, Departamento
de Ciências da Administração –
Florianópolis – SC, Brasil
ELOISE HELENA LIVRAMENTO
DELLAGNELO
eloise@cse.ufsc.br
Professora da Universidade Federal
de Santa Catarina, Departamento
de Ciências da Administração –
Florianópolis – SC, Brasil
HELENA KUERTEN DE SALLES
helenasalles@yahoo.com.br
Doutora em Administração pela
Universidade Federal de Santa
Catarina – Florianópolis – SC, Brasil
ARTIGOS
Submetido 08.09.2015. Aprovado 20.06.2016
Avaliado pelo processo de double blind review. Editor Científico: Rafael Alcadipani
REPOSICIONANDO CONCEITOS: A
ORGANIZAÇÃO FORA DOS EIXOS
Repositioning concepts: The organization out off axis
Reposicionando conceptos: La organización fuera del eje
RESUMO
O estudo das organizações de resistência, multiplicidade de experiências sociais desperdiçadas pelo
discurso organizacional dominante, é uma das ações políticas da crítica no contexto dos estudos
organizacionais. Ainda que o Brasil tenha uma longa trajetória crítica na análise das organizações,
as alternativas são frequentemente abordadas de modo abstrato, conceitual. Assim, por meio de
um estudo de caso do tipo intrínseco, analisamos a dinâmica organizacional do Circuito Fora do
Eixo (FDE), um agrupamento de coletivos de produção cultural independente, como uma organiza-
ção que se encontra no limite da formação social discursiva dominante. Por meio da análise do FDE,
procuramos demonstrar os limites do quadro teórico dominante no estudo sobre organizações, apre-
sentando abordagens alternativas que parecem mais adequadas para dar conta da ordem social em
que vivemos.
PALAVRAS-CHAVE | Circuito Fora do Eixo, teoria organizacional, burocracia, gerencialismo, resistência.
ABSTRACT
The study of resistance organizations, multiplicity of social experiences squandered by the dominant
organizational discourse, is one of the critical political actions in the context of organizational studies.
Although Brazil has a long critical path in critical analysis of organizations, the alternatives are often
addressed in an abstract and conceptual mode. Thus, through an intrinsic case study, we analyzed
the organizational dynamics of the Off Axis Circuit (FDE), a grouping of collectives that make indepen-
dent cultural production, as an organization at the limit of the dominant discursive social formation.
Through FDE analysis, we seek to demonstrate the limits of the dominant theoretical framework in the
study of organizations, presenting alternative approaches that seem more appropriate to explain the
social context in which we live
KEYWORDS | Off Axis Circuit, organizational theory, bureacracy, managerialism, resistance.
RESUMEN
El estudio de las organizaciones de resistencia, multiplicidad de experiencias sociales desperdiciadas
por el discurso organizacional dominante, es una de las acciones políticas de la crítica en el contexto
de los estudios organizacionales. Aunque Brasil tenga una larga trayectoria crítica en el análisis de
las organizaciones, las alternativas frecuentemente se abordan de modo abstracto, conceptual. Así,
por medio de un estudio de caso de tipo intrínseco, analizamos la dinámica organizacional del Cir-
cuito FDE - Fora do Eixo (Fuera del Eje Rio de Janeiro-São Paulo), un agrupamiento de colectivos de
producción cultural independiente, como una organización que se encuentra en el límite de la forma-
ción social discursiva dominante. Por medio del análisis del FDE, buscamos demostrar los límites del
cuadro teórico dominante en el estudio sobre organizaciones, presentando abordajes alternativos
que parecen más adecuados para entender el orden social en que vivimos.
PALABRAS CLAVE | Circuito Fora do Eixo, teoría organizacional, burocracia, gerencialismo, resistencia.
RAE-Revista de Administração de Empresas | FGV EAESP
DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S0034-759020170102
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ISSN 0034-7590
AUTORAS | Rebeca de Moraes Ribeiro de Barcellos | Eloise Helena Livramento Dellagnelo | Helena Kuerten de Salles
© RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 10-21
INTRODUÇÃO
A discussão a respeito do conceito de organização não é recente
nos estudos organizacionais. Seja por meio dos questionamentos
levantados pelas perspectivas pós-modernistas ou críticas
(Alvesson & Deetz, 1996) ou pela tradição do pensamento crítico
brasileiro (Faria, 2009; Paula, 2001; Rodrigues & Carrieri, 2001;
Segnini & Alcadipani, 2014), são ricos os debates acerca das
limitações que a ideia dominante de organização nos impõe. De
acordo com Böhm (2006), por exemplo, o conceito de organização
é costumeiramente restrito à descrição do que se passa em
instituições gerencialistas, empresas e locais de trabalho,
posicionando a organização como uma entidade formal dentro
de estruturas estabelecidas da modernidade e do capitalismo.
Nestes termos, podemos dizer que a burocracia permanece como
modelo estruturante das organizações na modernidade (Clegg,
1998; Paula, 2002), e, com isso, predominam características
como hierarquia, existência de regras e normas, divisão do
trabalho, impessoalidade das relações, controle sobre as coisas
e sobre as pessoas, padronização, formalização e previsibilidade
(Höpfl, 2006; Kallinikos, 2004; Motta & Bresser-Pereira, 2004;
Tragtenberg, 1980).
A centralidade do mercado na sociedade moderna
acrescenta a essa perspectiva características gerencialistas que se
coadunam com o modelo burocrático, tornando-o individualista e
egoísta, centrado na propriedade privada, transformando objetos
e seres em mercadorias, exigente de eficácia e eficiência, sem
engajamento político e com pretensão à aplicação universal
(Abraham, 2007; Alcadipani, 2011; Böhm, 2006; Parker, 2002;
Solè, 2008).
Apesar da influência exercida pela literatura anglo-saxã
sobre o campo dos estudos organizacionais no Brasil (Misoczky
& Amantino-De-Andrade, 2005; Rodrigues & Carrieri, 2001), existe
no País uma longa tradição na reflexão crítica nos estudos sobre
organizações. Paula et al. (2011) e Faria (2009) ressaltam que
acadêmicos nacionais já realizavam trabalhos de natureza crítica
antes mesmo que se constituísse formalmente uma corrente na
Europa e nos Estados Unidos, destacando o pioneirismo de autores
como Guerreiro Ramos, Mauricio Tragtenberg e Prestes Motta.
Percebemos uma trajetória nacional de pesquisas que
ampliam os horizontes do conceito de organização, não se
restringindo à noção de empresa, mas debruçando-se sobre
a análise dos mais diversos objetos a partir de múltiplas
perspectivas teóricas, por exemplo, os estudos realizados sobre
as organizações da economia solidária (Andion, 2005; Costa
& Carrion, 2008; França, 2003, 2007; Paula et al., 2011), as
organizações autogestionárias (Faria et al., 2008; Misoczky, Silva,
& Flores, 2008; Moraes, 2010), as organizações substantivas
(Serva, 1997), a organização circense (Oliveira & Cavedon, 2015),
as escolas de samba (Tureta & Araújo, 2013), as organizações
híbridas (Wood, 2013) e a organização liminar (Meira, 2014).
De modo semelhante, temos a indicação feita por
Alcadipani e Tureta (2009) a respeito da necessidade de
abertura para novos horizontes teóricos que nos auxiliem na
compreensão da vivência organizacional ou para o uso de
abordagens processuais, conforme é sugerido por Duarte e
Alcadipani (2016). Barros e outros pesquisadores enfocam o
uso da perspectiva histórica da administração, mostrando uma
visão alternativa no que se refere ao estabelecimento dos saberes
gerenciais (Barros & Carrieri, 2015; Barros, Cruz, Xavier, Carrieri,
& Lima, 2011). No mesmo sentido, Carrieri, Perdigão, e Aguiar
(2014) argumentam que o enfoque da gestão ordinária leva em
consideração os fatores históricos, sociais, culturais e identitários
que diferenciam os sujeitos na prática cotidiana, pluralizando a
gestão. Paula (2013) apresenta a abordagem freudo-frankfurtiana
e as estratégias metodológicas da pesquisa ação e socioanálise
como propostas alternativas para os estudos organizacionais,
colocando a emancipação e a autonomia não só como um tema
mas também como um valor a ser buscado pela própria prática
da pesquisa. Complementando essas ideias, temos Dellagnelo,
Böhm, e Mendonça (2014), ressaltando a possibilidade do uso
da teoria política do discurso nos estudos organizacionais para
auxiliar na compreensão das organizações de resistência.
Apesar da afirmação de Reedy (2014) segundo a qual a
rica tradição de analisar organizações não gerenciais raramente
figura nos estudos organizacionais, concordamos com Rodgers,
Petersen, e Sanderson (2016) quando afirmam que o interesse
da teoria organizacional acerca das organizações alternativas
tem crescido. Assim, no cenário internacional, também
verificamos a produção de conhecimentos sobre objetos atípicos
e abordagens alternativas das organizações. As pesquisas
sobre organizações anarquistas, por exemplo, demonstram
possibilidades alternativas por meio do desenvolvimento de
uma organização não hierárquica (Land & King, 2014), ou, como
argumentam Sutherland, Land, e Böhm (2014), nesse tipo de
organização, as posições individuais de liderança são negadas,
tendo seu significado redefinido pelos próprios sujeitos. Outros
autores também vêm oferecendo contribuições valiosas para
esse cenário, como Imas e Weston (2012) e sua análise sobre
experiências e narrativas de organização e gestão dos pobres
e marginalizados no Brasil e Zimbábue; Schneiberg, King, e
Smith (2008), sobre a contribuição dos movimentos sociais
para a diversidade institucional; Spicer e Böhm (2007), sobre
organizações e movimentos de resistência; Ibarra-Colado (2006),
com a reflexão sobre a necessidade de superarmos o colonialismo
nos estudos organizacionais; e Cheney, Cruz, Peredo, e Nazareno
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ARTIGOS | Reposicionando conceitos: A organização fora dos eixos
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(2014), cujo destaque são os principais desafios enfrentados
pelas cooperativas no contexto atual.
Estudos como esses evidenciam que as forças que buscam
um posicionamento absoluto da realidade sempre estarão
sujeitas à resistência. Esta é uma das ações políticas da crítica
no contexto dos estudos organizacionais. As organizações de
resistência, portanto, são apontadas como espaços de construção
de possibilidades alternativas de organização, no sentido de
trazer à tona a existência de uma multiplicidade de experiências
sociais desperdiçadas pelo discurso organizacional dominante
(Santos, 2002). Nesse sentido, Carrieri (2004), Misoczky, Flores, e
Böhm, (2008), Morais e Paula (2010), Zilio, Barcellos, Dellagnelo,
e Assman (2012) e Barcellos, Dellagnelo, e Salles (2014), entre
outros autores, enfatizam experiências de organizar que desafiam
o modelo dominante.
Visando colaborar com esse debate, apoiamo-nos na força
de um caso empírico, esforço que não é comum na trajetória crítica
nacional, para trazer à luz uma experiência de organizar que se
contrapõe ao pensamento dominante. Assim, neste trabalho,
analisamos a dinâmica do organizar do Circuito Fora do Eixo
(FDE), um coletivo cultural, como uma organização que se encontra
no limite da formação social discursiva dominante, resistindo
à realidade das organizações continuamente produzida pelos
acontecimentos do projeto moderno (Barcellos & Dellagnelo, 2013).
Sua existência é possível, pois nenhuma hegemonia consegue
dar conta de toda a realidade social, sendo sempre desafiada por
forças de subversão e resistência (Laclau & Mouffe, 2001).
Assim, concordamos com Reedy (2014), segundo o qual
as alternativas são frequentemente abordadas de modo abstrato,
conceitual, e, a fim de que possamos demonstrar um organizar
considerado impossível pela literatura dominante, faz-se
necessário analisar mais detalhadamente as práticas cotidianas
de grupos protagonistas.
Por meio da análise do FDE, procuramos demonstrar
os limites do quadro teórico dominante no estudo sobre
organizações. Na medida em que nos aproximamos do FDE,
percebemos que seu fluxo contínuo e sua dinâmica particular
dificilmente se enquadram sob as lentes das teorias dominantes
nos EOs. Ao contrário, há uma multiplicidade de abordagens,
cada qual com suas contribuições, capazes de auxiliar na
compreensão de aspectos diversos de uma organização em
constante movimento, uma organização de organizações, com
suas múltiplas dimensões. Assim, apresentar um caso empírico
não adequado à teoria dominante expõe as fragilidades da
abordagem teórica que se apresenta como suficiente para dar
conta da ordem social em que vivemos.
Portanto, nosso objetivo neste trabalho é evidenciar
a limitação do uso de um enfoque teórico dominante,
apostando na multiplicidade de visões sobre diferentes
aspectos organizacionais que serão destacados. Para isso,
apresentamos, na sequência, os procedimentos metodológicos
utilizados em nossa pesquisa com o FDE e, em seguida,
discutimos seus processos organizacionais, contrapondo-os
aos conceitos burocráticos e gerenciais. Ao mesmo tempo,
recorremos a pesquisas desenvolvidas anteriormente as quais,
no nosso entendimento, ajudam a compreender a dinâmica
organizacional do FDE. Após a apresentação do caso, colocamos
as considerações finais, destacando nossas reflexões sobre o
aprendizado alcançado.
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
A investigação social é uma práxis distintiva que, ao ser executada,
transforma a própria teoria e os próprios objetivos que a orientam,
de modo que a ação e o pensamento, a prática e a teoria estão
ligadas em um processo contínuo de reflexão e de transformação
(Schwandt, 2006). Nesse processo, a escolha das práticas de
pesquisa depende das perguntas que são feitas, as quais, por
sua vez, dependem do seu contexto e do que o pesquisador pode
fazer naquele cenário (Denzin & Lincoln, 2006).
Nesta pesquisa, optamos por um estudo de caso
intrínseco, estratégia de pesquisa sugerida por Stake (2000)
quando há um caso que desperta interesse em si. No estudo de
caso intrínseco, investiga-se um fenômeno no contexto da vida
real, buscando todas as particularidades do fenômeno em sua
especificidade histórica (Stake, 2000). A intenção, ao utilizar
essa estratégia, foi compreender a situação em profundidade,
enfatizando seu significado para os indivíduos envolvidos no
processo. Entendemos o FDE como uma oportunidade ímpar
de aprendizado sobre processos organizacionais alternativos
e suas aproximações e distanciamentos do modelo dominante,
ou seja, nos interessamos pelo caso em si, com todas as suas
particularidades, caracterizando-se o trabalho como um estudo
de caso intrínseco (Stake, 2000).
Coletamos os dados sobre a organização no período
de outubro de 2010 a setembro de 2012. Inicialmente,
acompanhamos o Circuito por meio de sites, blogs, palestras e
vídeos disponíveis na internet, já que o FDE tem uma estratégia
forte de exposição, havendo abundância de material disponível
nesse tipo de mídia. No início de 2011, estabelecemos o primeiro
contato pessoal com o FDE, recebendo autorização e amplo
incentivo para o desenvolvimento da pesquisa, em forma de
disponibilidade irrestrita dos membros para colaborar com o
processo de levantamento dos dados. Esse processo ocorreu
por meio de observação direta, entrevistas e dados secundários.
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Observamos o cotidiano de organização pelo
acompanhamento de fóruns e listas virtuais de discussão
de março de 2011 a setembro de 2012. Entrevistamos dois
fundadores do Circuito em atividades relacionadas ao FDE na
cidade de Florianópolis. Assistimos a uma reunião do Ponto de
Articulação Nacional e, em setembro de 2012, participamos de
uma imersão na Casa Fora do Eixo São Paulo (Cafesp). Durante três
dias, vivenciamos o cotidiano da Casa, recebemos informações
sobre o surgimento e a evolução do circuito e participamos de
atividades como a organização da festa de aniversário da Revista
Fórum, que ocorreu no terceiro dia. Nesse período, entrevistamos
oito moradores, entre eles dois fundadores, três gestores e três
membros mais recentes. Entrevistamos também três membros
que não residiam na Casa e quatro pessoas que não fazem parte
dos coletivos, mas são parceiros do circuito. As entrevistas tiveram
como objetivo compreender a história da organização a partir dos
relatos de seus participantes e os significados atribuídos por eles
às questões de interesse da pesquisa (Godoy, 2006).
Os dados secundários tiveram origem em uma série de
documentos aos quais o FDE nos permitiu acesso, como: e-mails,
planilhas, banco de atas, regimento interno, carta de princípios
e modo de organização. Além disso, analisamos depoimentos
sobre o FDE disponíveis na internet.
A análise dos dados, em consonância com a perspectiva
qualitativa, foi interpretativa e ocorreu ao longo e depois da
coleta de dados. De acordo com Godoy (2006), esse tipo de
análise é coerente com o estudo de caso qualitativo, devendo
ser desenvolvido de modo concomitante e/ou cíclico com a coleta
de dados. As reflexões que apresentamos a seguir são o resultado
desse processo cíclico, de maneira que a teoria e a prática se
coadunam, procurando oferecer uma visão mais abrangente do
fenômeno em estudo.
APROXIMANDO-SE DO MODO FORA DO
EIXO DE ORGANIZAR
O FDE é um coletivo de produção cultural independente
composto por cerca de 200 coletivos presentes em todos os
estados brasileiros. No contexto das transformações ocorridas
na indústria fonográfica na década de 1990 (Marchi, 2011; Nakano,
2010) e na política do Estado brasileiro na área da cultura com
a chegada da esquerda ao poder em 2002 (Rubim, 2010), o FDE
surge em 2005 como uma alternativa para que artistas fora do
eixo geográfico Rio de Janeiro-São Paulo viabilizassem a produção,
circulação e distribuição de produtos e experiências culturais
marginalizadas pelas estruturas de produção cultural dominantes
no País, o chamado mainstream.
Os coletivos articulados pelo FDE, chamados no
âmbito local de Pontos Fora do Eixo, existem em mais de 180
cidades brasileiras e atuam de maneira autônoma localmente,
mobilizando diretamente cerca de duas mil pessoas. Em algumas
cidades, os coletivos existem na forma de Casas Fora do Eixo,
locais nos quais os membros dos coletivos residem e trabalham.
Essas Casas, como pudemos observar na imersão realizada na
Cafesp, são espaços de vida e trabalho para os membros, mas
são também espaços simbólicos que evidenciam socialmente a
existência da organização.
Da conexão oportunizada pela articulação local dos
coletivos, surgem instâncias como: Colegiados Regionais, Frentes
Temáticas, Simulacros e Casas Regionais. Essas instâncias
representativas e executivas são formadas por membros dos
coletivos locais que se autoindicam. E, no âmbito nacional,
as decisões são tomadas pelo Ponto de Articulação Nacional,
instância deliberativa virtual, com cerca de 140 representantes
autoindicados. A Figura 1 ajuda a compreender a estrutura política
do FDE:
Figura 1.	Modo de organização político
Pontos fora do eixo
Casas fora do eixo
Parceiros
Categoria 1
Organizações
e pessoas
PAN
Agência de cooperação
internacional
Categoria 3
Ponto de articulação
nacional (PAN) e
internacional
Colegiados regionais
Frentes e simulacros
Casas regionais
Categoria 2
Instâncias
representativas e
executivas
Fonte: Recuperado de Portal Transparência Fora do Eixo (2013)
A figura procura demonstrar o esforço de organização do
Circuito, tanto pela sistematização de uma estrutura de trabalho
como pela opção por uma estrutura que contribua para articulação
dos interesses de diferentes grupos. Apesar da estrutura formal, o
FDE não é formalizado por meio de inscrição no Cadastro Nacional
de Pessoas Jurídicas (CNPJ) ou outro tipo de registro legal. Quando
necessário, o FDE utiliza o CNPJ de um dos 18 coletivos, que o
disponibiliza para ocasiões como a participação em editais, por
exemplo. Entendemos o uso compartilhado desses registros
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como forma de recusa à propriedade, se considerarmos que o
CNPJ é um aspecto importante de identificação das organizações
formais no nosso contexto institucional, viabilizando vínculos
com Estado ou iniciativa privada.
O modo de organizar político representado na Figura 1
foi idealizado no primeiro Congresso Fora do Eixo, realizado
no Acre, em 2009, quando membros do FDE perceberam que,
para viabilizar a circulação e distribuição de produtos culturais
fora da cadeia produtiva da música no Brasil, seria necessária
uma estrutura capaz de articular os esforços dos diferentes
coletivos. Conforme pudemos observar, até aquele momento,
o organizar do Circuito era produzido essencialmente nas
discussões realizadas por meio de listas de e-mails, conversas
on-line e compartilhamentos espontâneos de “modos de fazer”
entre coletivos. Naquela oportunidade, foram elaboradas as
primeiras versões do Regimento Interno, da Carta de Princípios
e do Modo de Organização, revelando que a organização passa
a se preocupar com certo nível de formalização, com o registro
em documentos de alguns princípios e regras.
Esses documentos sofrem periodicamente revisões
coletivas, para adaptá-los às novas situações enfrentadas pelo
Circuito. Nessas revisões, observamos que há constante atenção
às nomenclaturas e formas dadas às representações gráficas,
de maneira que, em oposição a termos como organograma e
estrutura, são adotados termos como “modo de organizar” e
“modo de organizar político”. A representação circular da estrutura
sugere o distanciamento da noção burocrática de hierarquia,
quer na sua forma tradicional (Motta & Bresser-Pereira, 2004;
Tragtenberg, 1980), quer na sua forma flexível (Fournier & Grey,
1999; Höpfl, 2006).
Ainda quanto à formalização, ela foi percebida em práticas
como editais para a seleção de membros para imersão em Casas
Fora do Eixo. No entanto, a formalização parece ser adotada para
atender à necessidade de democratização das oportunidades
criadas pelo Circuito, por meio de mecanismos que tornem os
processos transparentes e acessíveis a todos os interessados.
A necessidade de organizar vivenciada pelo FDE vai
ao encontro do proposto por Malatesta (1927), para quem a
organização é a prática da cooperação e da solidariedade, uma
condição natural e necessária da vida social, inextricável da
sociedade humana e de todo grupo que tenha algum objetivo
a alcançar. O que importa é como organizar, rejeitando o
hierarquismo em sua essência de constituir um grupo ao
qual cabe (co)ordenar os demais. Moraes (2010) reforça essa
perspectiva ao afirmar que as regras de tomada de decisão
precisam ser conhecidas por todos, o que apenas pode acontecer
se estão formalizadas, portanto a normalização não implica a
imposição de um modelo de heterogestão.
Desse modo, apesar de um movimento de verticalização,
o qual se expressa por meio da constituição de instâncias
deliberativas, a representação se coloca como uma forma
encontrada pelo FDE para viabilizar a participação nas tomadas
de decisão. Para isso, mescla práticas de atuação e decisão direta
com práticas de representação, predominando a horizontalidade.
Essa dinâmica alinha-se ao proposto por Malatesta (1927),
cujo argumento esclarece que, se uma organização for baseada
na plena autonomia dos indivíduos e grupos, ainda que sofra
com as imperfeições da representatividade, estará isenta de
autoritarismo, pois não há imposição das decisões. A atuação
direta dá-se pela participação ativa dos membros nos seus
respectivos coletivos, com a plena autonomia que estes têm
na sua gestão.
Além disso, a noção de comando e subordinação é
subvertida pela ampla diversidade de responsabilidades
assumidas por todos. Assim, o indivíduo que é responsável por
um processo coloca-se a serviço de outro em momentos diversos,
tecendo uma teia de relações que não permite estabelecer
escalonamento ou hierarquização entre as pessoas, ainda que
haja figuras de liderança com maior evidência em determinados
momentos. Essa diluição de uma personalidade representativa do
Circuito parece coerente com a forma como se exerce o poder na
vivência cotidiana dos coletivos. Uma das pessoas entrevistadas
nos afirmou que a lógica do FDE não é hierárquica:
[...] a gente consegue, enquanto fora do eixo, li-
dar de uma maneira muito rizomática – digamos
assim – com o que já se propõe nesse campo,
não hierárquica. É claro que há níveis de coor-
denação dentro do movimento, mas eles são os-
cilantes e circunstanciais. Se hoje, por exemplo,
alguém é coordenação no fora do eixo, quer di-
zer que ontem foi base e amanhã vai ser base de
novo – se coordena um núcleo, é provavelmente
base em outro. (Entrevistado 1)
Embora os membros do Circuito afirmem que as atividades
de coordenação são temporárias e que não há o exercício de uma
liderança formal, consideramos que a liderança é um aspecto
polêmico na dinâmica do FDE. Não há como ignorar a destacada
atuação de um de seus membros, Pablo Capilé. Capilé tem sido
um dos principais interlocutores do FDE com a mídia e o principal
articulador em reuniões do Colegiado. Em nossa imersão na
Cafesp, esse protagonismo ficou evidente em momentos como
a chegada de autoridades políticas a um evento que ocorria na
Casa, quando Capilé era chamado para receber os convidados.
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AUTORAS | Rebeca de Moraes Ribeiro de Barcellos | Eloise Helena Livramento Dellagnelo | Helena Kuerten de Salles
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Sobre esse aspecto, parece interessante considerar a
posição de Freire (2005), para quem a liderança é necessária
ao processo de organização da luta. Nesse sentido, o papel de
liderança de Capilé no FDE poderia ser visto como um exercício de
“fazer junto com” em vez de “fazer para”. Na entrevista que fizemos
com Capilé, ele afirmou que havia uma preocupação manifesta
de todo o FDE em diluir sua imagem de líder, articulando outros
agentes.
Esse movimento relativamente vertical tende a ser
compensado, em parte, pela autonomia que os coletivos
dispõem para tomar suas decisões, definir sua atuação local,
e pela autonomia dos agentes em seus processos de trabalho,
numa perspectiva de autogestão. Moraes (2010) sugere que a
autogestão é a produção de meios em uma organização que
declina de qualquer estrutura hierárquica, coerente com os
princípios da liberdade e igualdade, na qual todos têm direitos
iguais à participação. No FDE, não há o exercício da autoridade
de uns sobre outros, pois o integrante que assume a coordenação
em um determinado processo assume tarefas operacionais em
outros. Nesse sentido, consideramos na seção seguinte como o
organizar coletivo acontece no cotidiano.
O COTIDIANO DE PRODUÇÃO COLETIVA
DO FDE
No FDE, procura-se decidir predominantemente por consenso.
De acordo com Innes (2004), para ser considerado consenso,
é preciso a inclusão de todos os interessados na decisão,
participantes que decidam suas próprias regras, definam suas
agendas e tenham pleno acesso às informações. No FDE, o
consenso é considerado muito importante para qualificar as
decisões tomadas, como explica um membro:
[...] a gente evita votar porque a democracia é a
ditadura da maioria, e o cara que não é conven-
cido de que a pauta dele não é a melhor naque-
le momento, ele pode não se comprometer tan-
to com a ação quanto se ele estiver convencido.
Então, a gente acha que vale mais a pena esgotar
um debate por horas do que “tratorar” uma opi-
nião muito sólida de uma pessoa que seja. (En-
trevistado 9)
Em contraste com a eficiência, foco das organizações
burocráticas, no FDE prevalecem as decisões tomadas a partir
de diálogos, não impondo limites de tempo e conteúdo e
viabilizando o acesso às informações a todos os participantes.
Essa característica vai ao encontro do relatado por Misoczky et al.
(2008) e Misoczky et al. (2008) em casos como o da resistência às
papeleiras e o das mães da Praça de Maio, ambos na Argentina.
Uma questão controversa é o fato de que a participação
e a fala são aceitas na medida da dedicação e contribuição do
indivíduo para o coletivo. Internamente, isso é chamado de
“lastro para fala”, conforme ilustra uma pessoa entrevistada:
Num ambiente como esse, com muitas pessoas,
onde todo mundo se acha genial, todo mundo
acha que sabe de tudo, que entende de tudo, se
a gente não criasse um campo de normatização,
seria uma loucura, um debate eterno. Para po-
der estruturar isso é que temos como princípio
o construir lastro pra fala. Ou seja, a sua ocupa-
ção de espaço, o tanto que você vai falar, o tan-
to que a sua voz vai repercutir, está muito ligado
ao tanto que você está trabalhando. Pensando
localmente, você vai montar um coletivo, aí vai
ter aquele cara que só vai na reunião do sábado,
e chega na reunião do sábado e sai falando blá
blá blá. Só que na segunda-feira ela não está lá
para fazer aquela ideia genial acontecer. Aí você
tem que falar com o cara: seguinte, construir las-
tro para fala – se você não estiver aqui todo dia,
o tanto que você vai falar vai ser proporcional ao
tanto que você trabalha, e isso em todas as esfe-
ras. (Entrevistado 3)
Observamos que o “lastro para fala” restringe a fala
àqueles que são percebidos como efetivamente comprometidos
e dedicados ao FDE, de modo que, com a convivência e a imersão
profunda na dinâmica do grupo, tende a haver um alinhamento
intenso de visões. Ainda, tamanha imersão estabelece uma vida
coletiva na qual o indivíduo está sob constante avaliação do
grupo, o que pode favorecer posturas de aceitação diante dele,
com a finalidade de evitar confrontos.
No FDE, há um esforço para o compartilhamento massivo
de informações. Todos os documentos da organização estão
disponíveis em uma base de dados de livre acesso a qualquer
integrante do Circuito.
Além disso, nas listas de e-mails do Circuito, veiculam-se
diariamente relatos de experiências locais, editais de vivência e
de financiamento externos, informações sobre cursos e eventos,
entre outros assuntos, disseminando a informação por todo o
Circuito.
As redes sociais e tecnologias são amplamente utilizadas
e alimentadas pelos coletivos, proporcionando uma intensa
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conexão entre integrantes do FDE. Destacamos também que
a comunicação é colaborativa, já que qualquer integrante
pode interferir na discussão, lançar uma pauta para o banco
de pautas que organiza as comunicações de abrangência
nacional do Circuito ou para serem discutidos em reuniões
gerais. A colaboratividade e o compartilhamento evitam o acesso
privilegiado às informações, em oposição à tradição gerencialista
na qual o acesso à informação é controlado e restrito a poucos
(Parker, Fournier, & Reedy, 2007).
AS RELAÇÕES DO FDE E SEUS
INTEGRANTES
Na parede da cozinha da Cafesp, durante nossa estada, um
quadro informava: “Hoje somos 24 moradores”. As chamadas
Casas Fora do Eixo são sedes-moradia nas quais os integrantes
vivem e trabalham. Adotadas depois de certo tempo por mais de
20 coletivos, nas CAFEs, o compartilhamento dos modos de vida
busca criar relações altamente personalizadas, muito diferente
da impessoalidade das organizações burocráticas (Kallinikos,
2004; Motta & Bresser-Pereira, 2004; Tragtenberg, 1980).
Nesses espaços, as pessoas compartilham os meios físicos
de produção, como computadores, internet e energia elétrica, e
também os meios para a produção da vida cotidiana de seus
moradores: dormitórios, refeições, banheiros, roupas. É uma
experiência radical de compartilhamento, vista também como
uma tecnologia de gestão:
Nós entendemos a CAFE como uma tecnolo-
gia de gestão. Se cada um fosse alugar um lu-
gar para morar, seriam 16 contas de aluguel, de
luz, de água, de telefone, de internet. Além dis-
so, com todo mundo morando e trabalhando no
mesmo lugar, a gente tem muito menos proble-
mas de comunicação. (Entevistado 6)
As CAFEs ampliam a visibilidade do Circuito e têm
importância simbólica para os integrantes do FDE, pois
concretizam socialmente uma experiência de organização. São
comunidades nas quais a vida individual é subordinada à coletiva,
de maneira avessa ao individualismo que caracteriza um dos
pressupostos fundamentais do mundo moderno (Dumont, 2000).
Uma das tecnologias que dão sustentação a esse modo
de vida é a prática do caixa coletivo, existente nas Casas Fora
do Eixo e também nos coletivos. O caixa coletivo consiste em
um recipiente de madeira e um livro-caixa. É também uma
conta bancária a que todos os integrantes da Casa têm acesso.
Os integrantes da CAFEs, por exemplo, convivem com essa
dinâmica. A exigência, pactuada entre todos, é que todo gasto
seja anotado no livro-caixa para que se saiba de quanto se
dispõe. O caixa coletivo é provisionado por toda arrecadação,
individual ou coletiva, de trabalhos dentro ou fora do FDE. Com
essa arrecadação, são pagas as despesas dos moradores da casa,
como: alimentação, luz, internet, cigarros, gasolina, vestuário.
Na visão dos integrantes, o caixa coletivo potencializa
o coletivo porque são várias pessoas trabalhando em prol do
desenvolvimento do coletivo. O caixa coletivo é, ainda, uma
experiência cuja sobrevivência individual está atrelada ao que
o coletivo consegue realizar. Conforme um entrevistado:
é um trabalho mesmo de desapego aqui. Existe
toda uma cultura onde a gente cresceu pra ter um
ótimo emprego, [...] mas entender que você con-
segue dessa forma (caixa coletivo) atender todas
as suas necessidades sem precisar desse tipo de
acúmulo. Aqui na casa a gente não acumula gra-
na, mas todo mundo tem tudo o que precisa: com-
putador pra trabalhar, comida, cigarro, Coca-Cola
todo dia no almoço, todo dia tem [...] E as coisas
que não estão dentro desse campo, que é o cho-
colate que eu gosto, eu pego o dinheiro do caixa
e compro e todo mundo tem isso. [...] a gente con-
segue conviver muito bem no coletivo com todo
mundo e com um respeito muito grande pela indi-
vidualidade de cada um, das necessidades indivi-
duais de cada um. (Entrevistado 5)
Na prática, como os integrantes da CAFE têm autonomia
para a realização dos gastos, o caixa coletivo implica pensar
coletivamente, demandando solidariedade e responsabilidade na
utilização dos recursos. Aliás, a noção de propriedade pareceu-
nos bastante difusa nos coletivos, tendo em vista que o espaço
e os recursos de trabalho, a residência e os recursos materiais
são de posse de todos. Essa perspectiva se opõe à noção de
propriedade, elementar nas formas organizacionais dominantes
(Abraham, 2007; Proudhon, 1988; Solé, 2008; Tragtenberg, 1980).
A forma alternativa de relação entre os indivíduos e
o FDE também foi observada na maneira como organizam
e dividem o trabalho. Percebemos que as atividades são
exercidas de acordo com a afinidade das pessoas para sua
execução, independentemente do seu conhecimento técnico ou
experiência prévia. Algumas frentes de atuação do FDE surgiram
justamente desses desejos de pessoas que assumiram o desafio
de desenvolver novos focos de atuação para o Circuito. Um
entrevistado nos contou:
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Eu entrei sem saber nada de comunicação, mas
eu queria entrar na comunicação e estou até
hoje trabalhando com comunicação, mas já tra-
balho com produção, enfim, conheci outras áre-
as da cadeia cultural [...] tem muita gente que en-
tra sem conhecimento em nenhuma área e como
eu, aprendi tudo de comunicação e hoje estou
trabalhando com isso. Então tem toda a cadeia
de produtores e agentes FDE trabalhando por afi-
nidade de produção mesmo. (Entrevistado 6)
Essa forma de pensar as tarefas diverge da maneira
dominante de divisão do trabalho da racionalidade burocrática,
na qual as pessoas são alocadas, de acordo com suas
capacidades técnicas, em cargos dispostos hierarquicamente
(Kallinikos, 2004). Uma outra divergência em relação à divisão do
trabalho das burocracias, discutida por Prestes-Motta e Bresser-
Pereira (2004) entre outros autores, é a inexistência de funções
fixas, já que no FDE as atividades dependem das demandas do
coletivo. Dessa forma, embora não seja formal, há uma prática
constante de troca de atividades entre os integrantes, incluindo as
posições de liderança, de modo que buscam o exercício do poder
alternadamente, de acordo com a natureza da atividade que está
sendo desenvolvida, contrastando com a premissa burocrática
de comando e obediência (Höpfl, 2006).
O FDE pretende que o desenvolvimento do indivíduo seja
traçado por ele mesmo, havendo abertura para o desenvolvimento
dos mais diversificados projetos. Para dar suporte a esse processo
de desenvolvimento, são proporcionadas oportunidades de
aprendizado, organizadas e articuladas pela Universidade Fora
do Eixo. A Universidade busca estimular o debate e a geração
de novas metodologias de formação, a partir da premissa de
livre acesso ao conhecimento. No entanto, essa estrutura é
entendida pelo FDE como um simulacro, já que desenvolve
práticas organizacionais próprias, em oposição às práticas das
organizações hegemônicas às quais elas se contrapõem. As
formações são baseadas em experiências empíricas, ou seja,
o FDE não nutre suas práticas em modelos teóricos, embora
tenha algumas inspirações nesse sentido, como explica uma
das pessoas entrevistadas, ao referir-se ao conceito de Zonas
Autônomas Temporárias (Bey, 2001):
Nós somos o império do empírico. [...] não foi a
partir da leitura do TAZ que a gente promoveu um
processo de criação de zonas autônomas tempo-
rárias, por exemplo. A gente conseguiu um nome
pra dar pra uma coisa que a gente já fazia. (En-
trevistado 7)
A máxima do Circuito é “aprender fazendo”, conforme
sugere a pedagogia freireana, e isso decorre da intensa interação
entre seus integrantes. Essas oportunidades de aprendizado são
entendidas como o maior ganho que os membros do Circuito
podem ter. Em um contexto onde a escassez de recursos
financeiros é uma realidade, o FDE está constantemente
debatendo que o principal retorno que as pessoas obtêm
em seus trabalhos é a realização de projetos grandiosos e a
construção de iniciativas de longo prazo em prol da área cultural
e da emancipação da juventude. Essa realidade contrapõe-se
ao estudo de Magro e Coutinho (2008), por exemplo, para
quem os trabalhadores em organizações caracterizadas como
autogestionárias percebem como sentido primordial do trabalho
a subsistência, a qual ocorre na medida em que o trabalho se
transforma em dinheiro e permite acesso ao consumo de bens
e serviços.
A ausência de remuneração individual e o caixa coletivo
sinalizam aos membros do FDE restrições em termos de acúmulo
de bens materiais, algo que difere de maneira assaz da forma
burocrática de organizar, na qual os indivíduos recebem
remuneração financeira individual como recompensa dos seus
trabalhos (Tragtenberg, 1980). Essa dinâmica também contrasta
com a lógica gerencialista, segundo a qual sujeitos são percebidos
como recursos para mais-valia e avaliados pela capacidade de
retorno econômico (Böhm, 2006).
O sentido do trabalho para os membros do FDE também
merece destaque. Integrantes do Circuito parecem nutrir alto
comprometimento com a organização, manifestado por suas
visões de futuro e na dedicação que empregam em seu trabalho
no dia a dia. A dedicação em tempo integral ao FDE – de segunda
a segunda, com carga diária de cerca de 12 horas – é entendida
como parte da vida das pessoas, já que a maioria parece
perceber vida e trabalho como aspectos convergentes em suas
experiências. Podemos perceber isso na fala desta pessoa:
Dizem que a gente no FDE trabalha demais. A
gente não trabalha, a gente vive. A gente não
concebe o trabalho como um espaço separado
na vida. A vida pra gente é um fluxo contínuo
de 12, 16 horas, onde a gente está vivendo essa
construção que é o FDE. (Entrevistado 11).
Esse cenário opõe-se à concepção burocrática de relação
organização e indivíduo, a qual se fundamenta no cargo ocupado
pelos indivíduos, sendo vida pessoal e trabalho considerados
aspectos disjuntos (Kallinikos, 2004).
Quanto ao futuro, os rumos do Circuito parecem ser
definidos à medida que as situações acontecem, havendo pouco
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ou quase nenhum planejamento formal. Percebemos, também,
que não há ênfase em resultados, o foco é centrado nos meios,
em como as coisas são feitas, numa perspectiva substantiva,
contrariando a necessidade de previsibilidade e a dinâmica de
controle prevalente na burocracia (Clegg, 1998) e alimentada
pelo gerencialismo (Chanlat, 1999; Klikauer, 2015; Parker, 2002).
Como afirma um entrevistado:
A gente não se preocupa com aonde quer chegar,
e sim em como estamos fazendo as coisas, num
foco muito mais no processo do que nos fins. [...]
não saber para onde está indo habilita muitos
“ondes” possíveis, que vão sendo construídos
pelos “como”. (Entrevistado 8)
As propostas de atuação futura do FDE, feitas para prazos
curtos, consideram a prática dos sujeitos em seus cotidianos,
de modo que as ações traçadas são elaboradas em resposta à
situação que os coletivos vão encontrando em suas realidades.
Tal condução segue no mesmo sentido exposto por Moraes (2010)
a respeito de uma construção paciente e cotidiana do organizar,
um processo constantemente renovado e transformado com foco
no presente, uma vez que ele é a realidade a ser transformada.
A não preocupação com a previsibilidade é vista pelos
membros do FDE como uma característica positiva, que permite
uma atuação orgânica do Circuito e que suas ações sejam
realizadas na mdida do necessário.
Outra prática relevante na relação entre membros e FDE
é a adoção do CARD, uma moeda complementar que estrutura
um banco de tempo (Barcellos & Diniz, 2016). Um banco de
tempo é uma forma de ajudar alguém e de receber ajuda em
troca, utilizando um sistema igualitário baseado no tempo,
no qual uma hora de trabalho corresponde a uma unidade de
moeda complementar, qualquer que seja a tarefa envolvida nesse
sistema de troca (Boyle, 2003; Collom, 2011; Fraňková, Fousek,
Kala, & Labohý, 2014).
Nesse sistema, prevalece a prática de equivalência da
remuneração por hora trabalhada, de modo que qualquer trabalho
desenvolvido no FDE por seus integrantes é remunerado com base
nas horas trabalhadas, independentemente da complexidade da
tarefa. Um entrevistado explica como funciona:
[...] Com o Cubo Card, já que não tinha a grana,
a gente começou a pagar em serviço mesmo, e
aí que a gente percebeu que foi um sistema que
fechou com perfeição, porque você vai lá, faz o
show e recebe 400 Cubo Cards, e você vai gastan-
do ele em ensaio, em assessoria de imprensa, na
gravação, e é um novo jeito de a banda se susten-
tar e sustentar a sua música. (Entrevistado 6)
O sentido do CARD reside na valorização equivalente do
trabalho, o que se opõe à tradição burocrática de hierarquias
salariais e parece alinhado às iniciativas de autogestão descritas
por Faria et al. (2008).
De acordo com Echeagaray (2011), a moeda complementar
cria um sistema de valor autônomo com relação ao sistema
hegemônico, criando mercados solidários independentes dele.
Essa contra-hegemonia tem sido uma importante luta política
do FDE e manifesta-se em diversas práticas como o CARD, mas
também naquelas descritas nas seções em que relatamos o modo
de organizar, de produzir e de se relacionar do FDE.
REFLEXÕES FINAIS
Spicer, Alvesson, e Kärreman (2009), inspirados em Foucault,
sugerem que uma abordagem interessante para as organizações
alternativas seria a da heterotopia. Heterotopias significam
outros lugares, espaços de ação que encorajam a exploração e
a imaginação de maneiras alternativas de ser e fazer. Entendemos
que essa reflexão vai ao encontro do que evidenciamos com a
análise da produção cotidiana do organizar Fora do Eixo. Um
lugar que nos permite nutrir um senso de possibilidades, o que
não significa que não existam problemas, disputas e conflitos.
Assim, as organizações alternativas nos oferecem a possibilidade
de rever nossa compreensão sobre a natureza dos conflitos em
uma organização.
Conforme apontamos neste trabalho, existem diferentes
possibilidades teóricas para a análise do FDE. Poderíamos
ter analisado o FDE a partir da literatura sobre autogestão,
economia solidária, anarquismo, entre outras, mas optamos
pela perspectiva da resistência, apoiando-nos no pensamento
de Laclau e Mouffe (2001). Percebemos que aspectos plurais da
organização demandavam olhares igualmente plurais. Assim, o
olhar sobre a moeda complementar a partir da ótica da economia
solidária é esclarecedor, ao mesmo tempo que a compreensão
do FDE como organização de resistência evidencia as nuances
políticas e de luta, fundamentais para o entendimento da atuação
histórica e contingente do FDE no contexto cultural brasileiro. Ela
é uma organização que se engaja numa luta contra-hegemônica
no campo da cultura, desafiando a compreensão dominante sobre
o termo, e também na busca por alternativas de organização do
trabalho, ressignificando uma série de processos, como tomada
de decisão, distribuição das tarefas, comunicações e mecanismos
de recompensa.
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Percebemos, na experiência do FDE, uma dinâmica
de decisão com base em colegiados que se estruuram na
transparência das informações, no consenso e na horizontalidade.
Conforme as narrativas e observações, vimos também que
existem regras formalizadas e divisão de tarefas, sem haver, no
entanto, adoção da lógica burocrática. Essas características estão
contextualizadas em um espaço organizacional cujo surgimento
remete a uma disputa política em torno da possibilidade de se
fazer cultura em uma sociedade caracterizada pela predominância
do mercado como instância definidora do que é ou não cultura.
Nesse sentido, o objetivo pelo qual o FDE se orienta, um outro
entendimento de cultura, se reflete na sua prática cotidiana,
articulando uma atuação coerente com seus princípios. Portanto,
as práticas organizacionais são adotadas para contribuir com
o alcance de objetivos coletivamente pactuados. Para isso,
parece ser necessário que estejam subordinadas ao consenso,
à igualdade de oportunidades, ao diálogo e à temporalidade que
privilegia os relacionamentos. Mas, ainda assim, são sujeitas à
contradição, ao conflito e ao questionamento como aspectos
inerentes de qualquer espaço social.
Dessa forma, como argumentam Parker et al. (2007), a
contradição não é algo a ser temido ou eliminado, pois, se não
houvesse tensões ou conflitos em um conjunto particular de ideias,
seria difícil imaginar que essas ideias estejam vivas, em movimento.
Nósentendemosque o FDEestá inserido em uma sociedade
na qual a articulação hegemônica está constantemente buscando
formas de incorporar à sua formação discursiva elementos que
estejam dispersos no campo da discursividade e que possam
ser articulados aos significados que explicam a vida social
conforme sua conveniência (Laclau & Mouffe, 2001). Assim, o
FDE, como muitas outras organizações, vive em constante tensão
entre uma lógica particular e um contexto dominante cujo modus
operandi colide com sua forma de produção do organizar. Mas,
assim como Laclau e Mouffe (2001), entendemos que o campo
social está sujeito a contingências e que seus deslocamentos e
consequências podem proporcionar articulações que dependem
da forma como os sujeitos se posicionarão diante dessas
situações. Nesse sentido, acreditamos que a experiência do
FDE signifique um exemplo de uma contraposição àquilo que
os estudos organizacionais predominantemente difundem
como forma de organização e gestão, um exemplo daquilo que
entendemos como fissuras ou lacunas em nossa realidade social,
cuja análise atenta nos fornece novas compreensões sobre as
dinâmicas organizacionais. Conforme argumentamos no início
do trabalho, o olhar atento às experiências que se situam nas
fronteiras da ordem social se constitui em estratégia bastante
fecunda para o desenvolvimento de abordagens alternativas nos
estudos organizacionais.
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ISSN 0034-7590© RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 22-36
ROBERTO VASSOLO
rvassolo@iae.edu.ar
Professor at Universidad Austral,
IAE Business School – Buenos Aires,
Argentina and Pontificia Universidad
Católica de Chile, Facultad de
Ingeniería – Santiago, Chile
JAVIER GARCÍA-SÁNCHEZ
jgsanchez@iae.edu.ar
Professor at Universidad Austral,
IAE Business School – Buenos Aires,
Argentina
LUIZ MESQUITA
mesquita@asu.edu
Professor at Arizona State University,
School of Business – Arizona, United
States of America
ARTICLES
Submitted 10.13.2015. Approved 10.13.2016
Evaluated by double blind review process. Scientific Editor: Carlos L. Rodriguez
COMPETITIVE DYNAMICS AND EARLY
MOVER ADVANTAGES UNDER ECONOMIC
RECESSIONS
Dinâmica competitiva e vantagem do pioneiro em recessões econômicas
Dinámica competitiva y ventajas de precursores en recesiones económicas
ABSTRACT
In light of the recent macroeconomic instability in global markets, we examine the evolution of com-
petitive dynamics and firm profitability when industries are subject to recessions. Although ordinary
intuition leads most to view recessions as harmful, we highlight conditions under which they enhance
the relative value of industry-level supply-side isolating mechanisms, thereby affording early movers
significant and sustainable profit advantages vis-à-vis laggards. We observe that the distribution of
firm size within the industry switches from a bi-modal distribution (i.e., one dominated by both small
and large firms) to a right-skewed one (i.e., dominated mostly by large firms) in these contexts, the-
reby signaling the rise of important opportunities in the form of less rivalrous competitive contexts
for survivors of recessions. We derive our results from formal modeling and multiple simulation runs.
KEYWORDS | First mover advantages, industry life cycle, competitive dynamics, recessions, supply
side isolating mechanisms.
RESUMO
À luz da recente instabilidade macroeconômica nos mercados globais, examinamos a evolução da
dinâmica competitiva e da rentabilidade das empresas quando indústrias estão sujeitas a recessões.
Embora a intuição comum leve a maioria das pessoas a enxergar as recessões como prejudiciais, des-
tacamos condições sob as quais elas melhoram o valor de mecanismos de isolamento em nível de
indústria e do lado da oferta, proporcionando aos pioneiros vantagens de lucro significativas e sus-
tentáveis em comparação com seguidores. Observamos que a distribuição do tamanho das empresas
passa de uma distribuição bimodal (ou seja, dominada tanto por empresas grandes quanto peque-
nas) a uma distribuição enviesada à direita (ou seja, predominantemente dominada por empresas
grandes) nesses contextos, sinalizando a emergência de importantes oportunidades na forma de con-
textos de concorrência com menor rivalidade para os sobreviventes das recessões. Derivamos nossos
resultados de execuções de modelagem formal e múltiplas simulações.
PALAVRAS-CHAVE | Vantagem do pioneiro, ciclo de vida de indústria, dinâmica competitiva, recessões,
mecanismos de isolamento do lado da demanda.
RESUMEN
En vista de la reciente inestabilidad macroeconómica en los mercados globales, analizamos la evolu-
ción de la dinámica competitiva y rentabilidad firme cuando las industrias están sujetas a recesiones.
Aunque la intuición común lleva mayormente a considerar las recesiones dañinas, enfatizamos las
condiciones en las que mejoran el valor relativo de mecanismos aislantes de suministros a nivel de
la industria, por lo tanto, proporcionándoles a los precursores ventajas provechosas significativas y
sostenibles con respecto a los rezagados. Observamos que la distribución de tamaño firme dentro
de la industria cambia de una distribución bimodal (es decir, una dominada tanto por pequeñas
como por grandes empresas) a una sesgada hacia la derecha (es decir, dominada mayoritariamente
por grandes empresas) en dichos contextos, por lo tanto indicando el surgimiento de importantes
oportunidades en la forma de contextos menos rivales para sobrevivientes de recesiones. Derivamos
nuestros resultados de modelado formal y ejecuciones de simulaciones múltiples.
PALABRAS CLAVE | Ventajas de precursores, ciclo de vida de la industria, dinámica competitiva, rece-
siones, mecanismos aislantes del lado de suministros.
RAE-Revista de Administração de Empresas | FGV EAESP
DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S0034-759020170103
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AUTHORS | Roberto Vassolo | Javier García-Sánchez | Luiz Mesquita
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INTRODUCTION
What should firms do when competing in contexts subject to a
high probability of macroeconomic recessions? In the past couple
of decades, important markets in distinct corners of the world
seem to have suffered severe economic contractions. For instance,
Singapore, Korea, Hong Kong, Brazil, and Argentina collapsed
during the 1990s, whereas the United States and the European
Union, in turn, were severely affected in the first decade of this
century. As if to show that there is some “regularity” to what most
usually see as an “exception,” a typical OECD country experienced
approximately six recessions between 1960 and 2007 (Claessens,
Kose, & Terrones, 2009, 2010). The relevance of the matter is
evident with the ubiquitousness of these exogenous threats and
the lack of clear strategic imperatives for firms exposed to them
(García-Sánchez, Mesquita, & Vassolo, 2014). This phenomenon
can gravely confuse seasoned top managers. The following 2001
quote from a top executive in Argentina—a country that at the
time underwent an acute recession—highlights this strategic
confusion: “Although Monsanto has been first to commit and
dominate the local market for genetically modified seeds,
headquarters has decided to not only curb but even withdraw
its pledges and rethink its further investments in this market.
We fear the economic turmoil may end up shifting the sources
of advantages and shuffling the market positions of rivals. In
fact, Wall Street has already penalized us for our large Argentine
asset exposure.”
Indeed, countless multinationals that had confidently
entered Argentina’s economic opening a decade earlier left
the country not even two years into the economic recession
(Carrera, Mesquita, Perkins, & Vassolo, 2003). However, without
knowing what the industry’s competitive context would look like
in the event of a recession, prescribing the suitability of given
strategic courses is problematic. On the one hand, managers
may stick to their original plans and race ahead of rivals, albeit
such dedication to troubled markets can penalize firm value (as
Monsanto found out). On the other hand, hesitation can give a
firm valuable flexibility; however, the firm may be more vulnerable
to rivals if the market flourishes.
Given today’s recurrent state of economic volatility in
several countries, the relevance of the matter is qualified by the
matter of when and not if it will return. Motivated by this problem
that currently lacks clear scholarly and practice guidelines
regarding whether to enter an industry and how fast to growth
in the face of a macroeconomic recession, in this paper we
develop theoretical principles by examining the consequences
of recessions for competitive dynamics and firm performance.
To constrain our study to a manageable set of parameters, we
focus on an industry with supply-side isolating mechanisms that
generate first-mover advantages (FMAs) in the form of higher
profits. We argue that recessions represent discontinuities that
alter an industry’s carrying capacity in the short run, but that
induce durable and—for some firms, but certainly not for all—
valuable effects along the rest of industry life.
We build on García-Sánchez, Mesquita, and Vassolo (2014)
to develop a mathematical simulation model, simplifying it to
focus on the mechanisms that generate FMA. Through multiple
simulation runs, we observe that the distribution of firm size
within the industry switches from a bi-modal distribution (i.e.,
one dominated by both small and large firms) to a right-skewed
one (i.e., one dominated mostly by large firms) in these contexts,
thereby signaling the rise of important opportunities in the form
of less rivalrous competitive contexts for survivors of recessions.
Therefore, although ordinary intuition can lead most to view
economic shocks as harmful, we theorize on an alternative
side of this phenomenon, which is that they instead create
conditions that firms can strategically use to boost FMA, more
specifically affording early movers valuable opportunities over
laggards that do not exist in stable contexts. Therefore, the model
sets the conditions for whether following a procyclical strategy
(accelerating entry and growth in moments of macroeconomic
expansion but under the likelihood of recessions) is optimal. The
results are also relevant for multiple foreign market entry into
industries subject to FMA.
Our model shows the advantages of following procyclical
strategies; however, it also complements prior studies that
eventually recommend anticyclical strategies (e.g., Mascarenhas
& Aaker, 1989; Greer & Ireland, 1992; Gracias-Sanchez et al.,
2014). In addition, with this study, we join a quickly growing body
of literature that relates macroeconomic shocks with competitive
advantages (Mascarenhas & Aeker, 1989; Chakrabarti, Singh, &
Mahmood, 2007; Chakrabarti, Vidal, & Mitchell, 2011; Garcia-
Sanchez, 2014; Ghemawat, 1993; Wan & Yiu, 2009). Using this
approach, we also contribute to characterizing a contingent effect
that reinforces FMA (Mascarenhas, 1992; Suarez & Lanzolla,
2007) even in the context of foreign market entry. Lastly, we
offer managers, such as the Monsanto executive, a rationale for
controversial strategic decisions.
BACKGROUND
FMA and the Industry Life Cycle
First-mover advantages (FMAs), known as the rewards that accrue
to those who move ahead of rivals (Lieberman & Montgomery,
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ARTICLES | Competitive dynamics and early mover advantages under economic recessions
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1988), represent an important strategy concept. Previous FMA
research explains that by assertively preempting laggards (e.g.,
entering and growing quickly) and maintaining technological
leadership (e.g., investing in learning and R&D), early movers
can sustain survival, market share, and profit advantages
(Mascarenhas, 1992; Suarez & Lanzolla, 2007). In contrast, late
movers often struggle to catch up and close time-dependent
resource and performance disadvantages. It is well accepted that
FMAs vary along the industry life cycle. Specifically, industries
are known to evolve along three commonly recognized stages: an
early exploratory phase, an intermediate development stage, and
a mature phase. During the earliest stage of industry life, many
entrants are attracted by the absence of size advantages and the
promise of hefty returns for successful innovation sometime in the
near future (Klepper, 1997). In this “fluid” period of development,
performance criteria for new products are not well defined. As
development proceeds, a particular technology design emerges
dominant. Producers’ know-how also evolves over time, increasing
R&D investment requirements for new entrants to replicate the
knowledge of incumbents. Eventually, although industrial know-
how becomes codified, decreasing R&D entry barriers, profit
margins are compressed enough to make entry unattractive. As
the industry reaches maturity, competition intensifies given prior
entry, thus compressing profit margins and curbing further entry.
High rivalry also forces the least efficient firms to exit. At this point,
competition has shifted from technology to price.
The importance of recognizing these evolutionary stages
along the life of an industry lies in the changing effect on sources
of competitive advantage (Baum, 1995). Passing from earlier
phases to the maturity stage involves a reversal in the relative role
of innovation. The earliest stage is fundamentally entrepreneurial
and favorable to innovative entry, whereas maturity is the most
enabling ground for established (larger) firms with well-developed
operational routines (Winter 1984). In other words, rivalry among
firms increases as the industry evolves and demand saturates
at a fairly smooth pace, shifting the sources of competitive
advantage. The evolution of profitability in this context determines
the structure of the industry at maturity, with the accentuated
emergence of successful large players. Specifically, the industry
population tends to become more concentrated, with larger
companies dominating the environment and fewer small and mid-
sized ones occupying niche positions. Undoubtedly, the sources
of profitability differ from large companies to niche players.
The previously described regularities along the industry
evolutionary trajectory enable key theoretical elements to
understand the evolution of competition in macro-economically
volatile contexts. On the one hand, it helps managers and
scholars understand that the economy provides resources to
firms in an overall pattern. However, this provision fluctuates as
gross domestic product (GDP) moves from periods of expansion
to periods of contraction. Failing to distinguish changes in the
level of macroeconomic activity implies a strong but questionable
theoretical assumption regarding selecting mechanisms being
equivalent in at least two aspects: (a) that these selecting
pressures will equally affect the survival likelihood of different
cohorts (e.g., early versus late entrants) of firms, regardless of
the type of advantages they already possess; and (b) that these
selecting mechanisms are stable along the industry life cycle (e.g.,
emergent versus maturity phases of industry life).
Our goal is then to incorporate recessionary events in the
industry life cycle subject to FMA. To do so, we next examine the
evolutionary patterns of the macroeconomic environment.
What are recessions?
In every country, the level of macroeconomic activity fluctuates
around a long-term trend, moving from cycles of recession—a
trough point in the overall oscillatory evolution of economic
growth—to expansion (Burns & Mitchell, 1946; Claessens, Kose,
& Terrones, 2009, 2010). Recessions are particularly important
moments because they affect the industry’s carrying capacity and
exogenously enhance its internal competitive pressures.
During recessions, aggregate demand contracts. This
downturn causes further disruptions in the liquidity of exchanges
of capital and goods, as measured by factor productivity and
production capacity (Mendoza, 2006, p. 411). As unemployment
surges and the local currency plummets, local market dwellers
observe an acute decline in wage levels (Calvo & Mendoza,
1996; Calvo, Izquierdo, & Talvi, 2006). This sequential chain of
economic events ultimately culminates in an acute decline in
demand and GDP (Calvo & Mendoza, 1996). Depending on the
institutional conditions and the causes of the recession, economic
activity eventually returns to pre-recession levels. However, as
shown in Ayyagari, Demirgüç-Kunt, and Maksimovic, (2011),
economic recovery has a strong and lasting heterogeneous effect
on the competitive standing of companies. They observe that
sales recovery is highly heterogeneous, with some companies
increasing their sales and others decreasing theirs in the
aftermath of recessions. Therefore, with economic shocks being
this ubiquitous, understanding their effects on firm profitability
and FMA becomes much more pressing.
Moreover, although antecedents seem to recommend a
countercyclical strategic behavior (Mascarenhas & Aaker, 1989;
Greer & Ireland, 1992; Garcia Sanchez et al., 2014), avoiding
over-investments in periods during which the risk of an economic
shock is growing, managers seem not to follow this advice and
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usually follow procyclical strategies (Mascarenhas & Aaker, 1989;
Ghemawat, 1993; Dobbs, Karakolev, & Malige, 2001; Pearce &
Michael, 2006). To shed light on this conundrum, we develop a
mathematical simulation model of an industry with FMA on the
basis of cost competition and examine the effect of a recession
on such advantages.
MODEL AND SIMULATION MECHANICS
Simulation methods are powerful approaches for theory building
(Davis, Eisenhardt, & Bingham, 2007; Harrison, Lin, Carroll, &
Carley 2007). This approach is useful when a simple theory exists—
that is, when an existing theory is underdeveloped and has only
a few constructs and related propositions (Davis, Eisenhardt,
& Bingham, 2007). In our case, the effect of recessions on
competitive dynamics and first-mover advantages has strong
theoretical underdevelopment. We follow the standard simulation
procedure of formally modeling our phenomenon and deriving
next theory propositions from multiple simulation runs (Harrison,
Lin, & Carroll, 2007). In rare empirical studies, scholars may
choose to review prior studies and deductively distill existing
hypotheses, and they compare such a prior theory with new
findings from computer simulation runs (e.g., see Siggelkow &
Rivkin, 2006). However, where prior studies are incomplete in
confidently generating new theoretical models, formal modeling
and computer simulations help to more precisely specify causal
relations given that specific processes are postulated and then
directly observed in simulation runs (Cohen & Cyert, 1965;
Harrison et al., 2007). Moreover, when research depends on
the occurrence of natural events (which themselves trigger a
multitude of uncontrolled effects that are outside the main focus
of interest in the study, but that may endogenously affect the
results), simulations become particularly attractive because
formal modeling permits authors to precisely establish rigorous
sets of controls. In this case, simulations are used instead to
derive new theoretical propositions in an inductive fashion (e.g.,
Miller, Zhao, & Calantone, 2006; Siggelkow & Rivkin, 2006).
Given that our model parameters (e.g., window period of
observation, numbers of new entrants, and others) are similar,
the model we develop takes its basic form from García-Sánchez et
al. (2014) precisely to help contrast our distinct findings vis-à-vis
a similar background. Yet, our model is a simplification of theirs
because our goal is to stress the relationship between FMA and
macroeconomic turbulence. In particular, our model describes a
competitive dynamic process through which recessions produce
a shift in industry munificence levels to increase inter-firm rivalry
and change firms’ performance. In turn, the simulation analyses
provide numerical solutions on the basis of which we develop
testable propositions on the evolution of competition (i.e.,
regarding average industry concentration) and firm advantages
(i.e., regarding FMA in profits and survival). At the industry level
then, we adapt a Cournot model and a competitive entry and exit
process. The Cournot model is particularly suitable to analyze
supply-side isolating mechanisms.
Every period, each firm chooses its output levels, which
we aggregate into industry supply (formally, Qt
= ΣQit
). In turn,
aggregate supply balances with demand and the market clears,
inducing price equilibrium. Our demand curve is a standard
constant elasticity (i.e., downward sloping) function with a
modification to introduce a demand shift when the market
suffers a recession. We also include a product substitute as a
price ceiling. Formally, Pt
= D(Qt
) = min (S, (Δ/Qt
)[1/ԑ]
)(1 – Пt
), where
Pt
is the market price in period t and D(.) is the demand function.
S is the substitute product price, Δ is a demand parameter, ԑ is
the elasticity of demand, and Пt
is the parameter to introduce
recessions.
The analysis of the recession is straightforward. We simply
induce a lower equilibrium price for the same quantity of output
through a downward shift in the demand curve.This shift responds
to the parameter (1 – Пt
), where П represents the recession
magnitude and equals zero if t falls outside the recession period,
or П otherwise (García-Sánchez et al., 2014). Recessions differ
in magnitude and duration. To obtain external consistency, we
consider recessions of different magnitudes and at different times
during the life of an industry. The model certainly permits easy
adaptation for longer recessions, but for ease of exposition, we
focus on short and sharp contractions and recoveries.
Regarding timing and similarly to García-Sánchez et al.
(2014), we selected recessions in year eight, when the industry
was undergoing strong development and growth, and in year
25, when the industry was mature. Regarding magnitude, we
imposed shocks of 8% and 10%. It is worth noting that we do not
distinguish between macroeconomic contraction and industry
contraction. Recessions affect demand contraction for many
different industries at different levels. For ease of exposition, we
assume that macroeconomic contraction affects the contraction
of general demand and the demand for industry products at the
same level.
Following García-Sánchez et al. (2014), we assume that
each player produces a single good. Further, we specify the
dynamics of a firm’s learning and R&D investments that affect
its capabilities and heterogeneity. Firms do not directly choose
output levels but do so on the basis of their capital stock (Qit
= αKit
)
that, in turn, depends on capital expenditure (capex) decisions
made every period. Such investment decisions are made to
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maximize profits in the following period. Formally, Ki(t+1)
= Kit
*(1–
δ)+Ii(t+1)
. Here, Ii(t+1)
represents capital expenditures, which occur
on the basis of profit maximization for period (t+1).
Profits are defined by πit
= Pt
Qit
– cit
(Qit
) – (ρ + δ)Kit
– rit
,
with πit
being the profit of firm i in period t. We note that profit is
a function of cit
(·), which represents the related unit cost function.
This cost function depends on accumulated learning and current
technology, which is the product of past R&D expenditures. Unit
costs decline over time as a function of learning, which itself is
a function of accumulated output and first unit cost. Additionally,
the cost curve can shift down depending on R&D investments.
As such, R&D affects output costs by reducing the first unit
cost. Regarding learning, the first unit cost represents a given
production technology. Formally, cit
(Qit
) = c(Qit
, Ǭit
, τit
) = τit
(rit
,τi(t–1)
* (Ǭit
[1+log
2
(β
i
)]
– Qi(t–1)
[1+ log
2
β
i
]
), where Ǭit
is the accumulated output of
firm i up to period t, τit
(·) is the hypothetical first unit cost using
the technology as of period t, and βi
is the progress ratio of the
learning of firm i. The progress ratio of learning is a constant
characteristic of every individual firm, determined at the moment
of entry through a random draw from a normal distribution. By
concept, as cumulative output doubles, the unit cost declines
by β. For instance, an 80% progress ratio means a 20% unit cost
reduction each time cumulative output doubles.
Lastly, ρ is the cost of capital, δ is the depreciation per unit
of capital, and rit
is the R&D expenditure of firm i in period t. At the
end of every period, poor performers exit. Formally, exit occurs if
either performance or capital stock results are lower than their
respective minima, that is, Kit
≤ Kmin
or χit
≤ χmin
, with χit =
χi(t–1)
θ +
(πit
/Kit
)(1 – θ). In turn, performance is defined as a distribution
lag function of return. On the other hand, potential new entrants
are given random initial conditions if their expected performance
at the prevailing price is higher than their minimum threshold.
As said above, investment decisions are based on profit
maximization whose first order condition is expressed in terms
of mark-up μit
, defined as Pt
/mcit
where mcit
is the marginal cost
of firm i at period t, ie the first derivative of the total cost function.
When profits are maximized the optimal mark-up fulfills μit
= (ε+(1–
si(t–1)
*Ψ)) / (ε+(1–si(t–1)
*Ψ–si(t–1)
), where sit
is firm i’s market share,
and Ψ is the supply elasticity of the firm i’s competitors as a whole,
which we assume as per the Cournot conjecture, i.e., they consider
the possible responses of others. If current mark-up is higher than
the optimum the firm invests more than it depreciates, otherwise
it stops investing and lets assets depreciate. In formal terms, Iit
=
min(Φit
, Ki(t–1)
*(λ*(1–μit
*mci(t–1)
/ Pt–1
)+ δ)), where Φit
is the maximum
amount of funds available for investments according financing
restrictions, λ is a model parameter that regulates the speed of
growth, which represents intrinsic business restrictions, such as
personnel training, asset availability, and others.
Additionally to capex decisions, firms choose the R&D
expenditure, which produces cost curve shifts. One may
conceptually think of a technology innovation that does not
discard previous accumulated learning. We use an asymptotic
function with a random error component and a parameter (0<γ≤1)
that represents the R&D skills of each firm. These R&D skills are
determined at a firm’s moment of entry. Thus, τit
(rit
, τi(t–1)
) = τi(t–
1)
*/(γi
*(rit
+1))*ξit
, where γi
is firm i’s R&D efficiency and ξit
is its
innovation error at period t. This function implies a minimum
R&D investment to prevent an increase in the first unit cost (ri
min
= (1/γi
) – 1). R&D investment also reflects profit maximization for
(t+1). For simplicity, capital and R&D investment decisions are
made sequentially (i.e., R&D investment is decided after output
has been chosen). Maximizing for r, rit
*
= [(τi(t–1)
/γi
) * (Ǭit
1+log
2
(β
i
)
–
Ǭi(t–1)
1+log
2
(β
i
)
)](1/2)
– 1, where investments will be made if rit
*
> rit
min
.
As is the case with capex, R&D expenditures are capped by funds
availability, such that rit
max
=Φit
– Ii(t–1)
. In other words, rit
= max(ri
min
,
min(rit
*
, rit
max
)).
Entry is a critical aspect in any model, and in our case, it is a
random variable. The number of potential entrants is a percentage
of the number of firms in the industry that determines the pool;
this percentage is taken from a normal distribution with mean and
standard deviation parameters of the simulation. Parameters for
new entrants are randomly assigned. Entry occurs if performance
at the current price is higher than χmin
.
Each run of our simulation produces a particular
evolutionary path, whereas our final analysis is based on the
average of 1,000 runs. We calibrated initial parameters (Table
1) found in the related literature (e.g., Winter, 1984; Calvo et al.,
2006; García-Sánchez et al., 2014). We ran our simulations using
the Repast Simphony software platform (Repast, 2016).
SIMULATION RESULTS AND
THEORETICAL CONSIDERATIONS
Similar to prior simulation studies, we begin by demonstrating a
base industry evolution path (Graph 1)—that is, a simulation run
highlighting development and maturity phases, interspersed by
an industry shakeout—that shows the number of firms (left y-axis)
and industry output (right y-axis), along the life of an industry
(in years, x-axis). Note that this description does not include the
early exploratory stage of the industry, a common practice in
prior empirical studies on which we base our own (e.g., Klepper &
Graddy, 1990; García-Sánchez et al., 2014) because it represents
a searching stage more than a competition phenomenon and
its inclusion involves non-trivial mathematical challenges. The
results indicate that the industry evolves as a prototypical case
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(Klepper & Graddy, 1990; Klepper, 1997; Agarwal, Sarkar, &
Echambadi, 2002).
Table 1. Simulation parameters
Name Value
Price of substitute 3
Demand elasticity 1
Demand parameter 800
Supply elasticity 2
Investment parameter 0.5
Initial capital mean 4
Initial capital StdDev 0.1
Minimum capital 1
Max external borrowing 0.3
Performance weight 0.6
Minimum performance -0.02
Cost of capital 0.15
Capital productivity (A) 1
Depreciation 0.1
Entrants mean 12
Entrants StdDev 0.1
Fixed cost 0.5
R&D efficiency mean 0.9
R&D efficiency StdDev 0.1
Initial first unit cost 2
Learning rate mean 0.9
Learning rate StdDev 0.1
Sudden stop magnitude 8%; 10%
Sudden stop duration 1
Sudden stop start 8; 25
Industry variance emerges from the stochastic nature
of the different parameters. Therefore, the aggregate level of
industry growth is contingent on individual firms’ entry and growth
decisions. We report the aggregate results of the 1,000 simulation
runs, which hide part of this variability.
In the following sections, we analyze the effect of recessions
on industry evolution and competitive advantages. For this
purpose, we first study the effect of recessions on the distribution
of firm size within the industry. We take this approach because
size is a fundamental antecedent of firm survival and growth, and
indicates potential sources of competitive advantages (Baum,
1995; Dobrev & Carrol, 2003; Porter, 1985; Josefy, Kuban, Ireland,
& Hitt, 2015). A change in the structure of the size distribution
is a necessary condition for detecting that recessions alter the
value of the isolating mechanisms.
Recessions and firm size distribution
To examine the evolution of the size distribution, we contrast
the size profile of firms in industries subject to recessionary
events vis-à-vis those free of them. Graph 2 shows a simulated
snapshot in year 50 of an industry that hypothetically evolved from
the same birth year (year 1) in three different and independent
macroeconomic environments. In each of these environments, the
industry similarly goes through the same natural development
phases (namely, development, shakeout, and maturity), except
that each was subject to different recessions. In the “base model,”
environment 1 was stable for the 50 years during which the industry
evolved. In contrast, environments 2 and 3 were respectively hit in
years 8 and 25 by recessions of similar magnitude. The selection
of these two moments has theoretical motives: they allow us to
examine the effect of the recession with different conditions of
environmental munificence in key moments during the life of
the industry. Therefore, although we only analyze one type of
industry, we highlight different levels of munificence, expanding
the generalizability of the results. We believe that a snapshot
analysis of average firm size in year 50 accurately reflects what
we would find in the long run.
To contrast the firm size profile across these three
hypothetical industries, we classified all firms by the size of
their output in year 50 across 10 different categories evenly
distributed in terms of number of competitors. Each group of
three columns in Graph 3 then represents the count of firms in that
size category, by context. The smallest firms conform to the first
category, represented in the first group of vertical columns from
left to right along the x-axis (i.e., the group closest to the y-axis).
Following the same logic, our 10 categories are thus displayed
sequentially from left to right, given that the last category (the
one farthest to the right along the x-axis) incorporates all firms
producing more than 182 units of output in year 50.
The first aspect to highlight is the size profile of firms in the
base industry (i.e., brick-patterned columns). This base industry
represents the natural size distribution of firms and results from
our choice of model parameters of learning, R&D investments,
and entry and exit decisions in a context not subject to recessions.
This distribution is skewed toward the left, meaning that the
population has a vast majority of smaller players despite many
large firms dominating the market. In contrast, the size profile of
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firms in the industry subject to a recession in year 25 (i.e., full-
patterned columns) differs significantly. The size distribution is
skewed to the right, indicating a concentrated industry populated
by large firms. The results for the smaller recession effect (i.e.,
dot-patterned bars) are not as starkly dissimilar from that of the
recession-free context but are still different. However, the earlier
in the life of an industry that recessions occur, the quicker the
industry recovers.
In this analysis, we highlight the different strategic
approaches by firms across different environments. Firms subject
to recessions, assuming they survive over the long haul, are likely
to enjoy more oligopolistic and profitable contexts, whereas
their counterparts in recession-free settings are more likely
to suffer a more rivalrous context at a much later stage in the
life of an industry. The point is that recessions induce a higher
concentration of the industry population, with few medium-sized
and even fewer small-sized companies in the market.
P1a: Recessions that occur momentarily along the industry
life cycle permanently alter the long-term size distribution
of the population.
P1b: In a context of FMAs that emerge from supply-side
isolating mechanisms, recessions shift the industry
structure; that is, compared with that of a recession-free
context, an industry comes to display a population size
distribution dominated by larger firms.
Graph 1.	 Base evolution of number of firms (left-hand side Y-axis) and industry output (right-hand side Y-axis)
70 3.500
3.000
2.500
2.000
1.500
1.000
500
0
60
50
40
30
20
10
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50
0
Number of firms and total output – base case
Number of firms Total output
Graph 2.	 Evolution of size profile under recession on different moments
Histogram of output
(Year 50)
20%
2:18 - 36 3:36 - 55 4:55 - 73 5:73 - 91
Base Recof10%@8year Recof10%@15year
6:91 - 109 7:109 - 127 8:127 - 146 9:146 - 164 10:164 - 182 11: > 182
18%
16%
14%
12%
10%
8%
6%
4%
2%
0%
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Small competitors survival
We have observed that recessions reinforce large competitors’ advantages. It is worth asking whether small competitors that survive
are latter entrants that never grow enough given a lack of resources or, rather, are niche players with sustainable competitive
protection. To analyze this tradeoff, we examine the average entry year of niche players. Table 2 reports the average age of the
competitors for each size.
Table 2. Age by Cohort in year 50
Bucket FirmBucketName
Escenario
base
age average
Valores
number of
firms
Rec of 10% @
8 year
age average
Number of
firms
Rec of 10% @
25 year
age average
Number of
firms
2 18 - 36 44.5 1.6 44.6 1.5 44.1 1.1
3 36 - 55 46.0 4.7 46.0 4.2 45.5 3.0
4 55 - 73 47.0 4.9 47.1 5.2 46.8 4.4
5 73 - 91 47.5 4.9 47.5 4.4 47.5 4.7
6 91 - 109 47.9 3.6 48.0 4.0 47.9 3.8
7 109 - 127 48.1 2.9 48.1 3.1 48.1 3.0
8 127 - 146 48.3 2.5 48.3 2.6 48.2 2.6
9 146 - 164 48.4 1.9 48.4 2.1 48.5 2.1
10 164 - 182 48.5 2.1 48.5 2.0 48.5 2.2
11 > 182 48.8 2.8 48.8 2.7 48.8 3.1
The result shown in Table 2 indicates that larger
competitors are older firms with an average age of 48.8 years.
Smaller competitors are younger, with an average age of 44.5
years. It is worth noting that even small competitors entered
the industry at a very early stage. Therefore, this phenomenon
seems to confirm that small competitors have a sustainable niche
position and that this niche decreases in size given the long-
term effect of recessions on large competitors’ cost structures.
As the industry becomes more concentrated, larger competitors
reduce the remaining space for niche players. Interestingly, the
differences in age between large and small competitors are
relatively small, indicating that most survivors enter the industry
during the development stage. Therefore,
P2: In a context of FMAs that emerge from supply-side
isolating mechanisms, recessions reduce the viability of a
niche strategy.
Recessions and firm profitability
We detected that recessions generate long-term changes in
industry structure (i.e., they make industries more concentrated).
In addition, we detected the existence of mechanisms that allow
for the existence of small firms and how these firms are affected
by recessions. From here, it is imperative that we establish an
association of these shifts in industry profile and firm behavior
with firm-level competitive advantages. For this, we now turn to
an analysis of the sources of such advantages and how recessions
alter the value of isolating mechanisms. We first analyze the
transitory and permanent effects on the cost structures of firms
and only then analyze profitability. Graph 3 plots the evolution
of the average cost for the younger and older cohorts during the
maturity stage. It describes the base case and the evolution of
an industry affected by a 10% recession in year 25.
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Graph 3. Evolution of average cost per Cohort
0.28
0.275
0.27
0.265
0.26
0.255
0.25
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50
Recession impact on firms average costs per age Cohorts
Base - 1 Base - 2 Recof10%@25year-1 Recof10%@25year-3
In the base case, average costs monotonically decrease
for both early and late entrants. The main difference is the cost
magnitude, where early movers have a clear cost advantage
that persists through the years. Recessions transitorily alter
this evolutionary path, inducing a sharp cost reduction. In the
aftermath of recessions, the average cost increases and continues
the decreasing trajectory but at a lower level than the base
recession-free case.
To further examine the mechanisms behind these
trajectories, Table 3 summarizes the changes in cost, quantities,
profits, performance, number of competitors, and prices of each
cohort for recessions of 10% magnitude that occur in years 8
and 25. To describe the short-term mechanisms, the upper left
table provides these values for year 23 and the upper right table
provides these values for year 27. Similarly, the lower left table
provides these values for year 6 and the lower right table for
year 10.
Several mechanisms are in place. First, consistent
with our previous discussion, the late entrant cohort suffered
the most severe reduction during recessions, although early
entrants are also partially affected by recessions. In addition,
an industry subject to a recession—in contrast to one that is not—
observes a short-run drastic decline in average profitability. At a
surface level, the logic is straightforward: because a recession
constrains aggregate consumer budgets, the downshift in GDP
and the associated decline in aggregate demand cause a rift
vis-à-vis industry supply, thus creating a sudden and major
decline in prices. This decline in market prices naturally induces
an immediate and acute decline in firm profitability. In our
model, firms are assumed to work at full capacity. With the
new price equilibrium, competition evolves on the basis of cost
effectiveness—i.e., superior production process know-how or
technologies—for which cost-effective firms have an upper hand
and earn market share as lower industry carrying capacity shakes
out cost-ineffective firms. In summary, one obvious observation
is that, during recessions, early movers have a significant
surviving benefit, although average profitability in the industry
falls precipitously in the very short run.
Although this short-term effect may be rather intuitive,
further observations reveal a counter-intuitive result. In the
aftermath of recessions, first movers attain a significant profit
advantage over their counterparts in recession-free industries.
However, perhaps much more importantly, such an advantage
is sustainable over time.
With recessions, two aspects change significantly,
thereby resulting in a profit curve that stabilizes higher than the
competitive level. First, in the recovery period, demand naturally
crawls back to previous levels. Given constrained industry supply
(i.e., fewer players, each with production capacity capped at
pre-recession levels), this demand adjustment induces a new
short-term price equilibrium that is higher than competitive levels.
This concentrated and highly profitable environment entices
players to recalibrate their Cournot output plans. In addition, the
higher concentration that results from path-dependent barriers
to entry (scale and learning economies attributable to R&D and
learning-by-doing) further implies continued higher expected
optimum margins in subsequent periods. Such investment
decisions then repeat periodically until industry output levels
reach the desired Cournot equilibrium envisaged by incumbents
(i.e., until margins decline to optimum levels).
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Table 3. Profits, variable costs, and production by Cohort
tick 23 tick 27
Base Rec of 10% @ 25 year Base Rec of 10% @ 25 year
1 3 1 3 1 3 1 3
0-20 > 21 0-20 > 21 0-24 > 26 0-24 > 26
AvgCost 0.27 0.27 0.27 0.27 AvgCost 0.27 0.26 0.26 0.26
Output 40.97 102.19 40.97 102.19 Output 45.54 125.55 50.52 130.72
Profit -0.06 0.27 -0.06 0.27 Profit -0.10 0.26 1.24 3.50
Return -0.37% -0.03% -0.37% -0.03% Return -0.40% 0.01% 2.28% 2.49%
# Firms 7.77 22.46 7.77 22.46 # Firms 7.35 11.66 5.75 11.01
Price 0.27 0.27 0.27 0.27 Price 0.26 0.26 0.29 0.29
tick 6 tick 10
Base Rec of 10% @ 8 year Base Rec of 10% @ 8 year
1 3 1 3 1 3 1 3
0-2 > 4 0-2 > 4 0-6 > 8 0-6 > 8
AvgCost 0.77 0.39 0.77 0.39 AvgCost 0.35 0.29 0.35 0.30
Output 4.44 16.90 4.44 16.90 Output 12.57 50.42 12.01 49.70
Profit 2.41 14.77 2.41 14.77 Profit 1.30 7.59 1.33 7.92
Return 45.67% 83.49% 45.67% 83.49% Return 9.20% 14.38% 9.67% 15.18%
# Firms 7.31 23.82 7.31 23.82 # Firms 8.31 23.82 8.22 23.82
Price 1.23 1.23 1.23 1.23 Price 0.44 0.44 0.45 0.45
Note: Tables per age Cohort.
Two important matters regarding capex must be noted. First,
they result from early movers being more profitable given that the
price stabilizes higher than competitive levels. We then highlight
the fact that first movers have a significant profit advantage over
their counterparts in contexts not subject to recessions. Assuming
path-dependent processes, early movers accrue production
process competencies over laggards and subsequently attain
superior profitability. We note that first movers (i.e., firms
representing the first cohort, in line above all others) have a
natural profitability advantage over late movers. This by itself
is consistent with earlier FMA literature (e.g., Lieberman &
Montgomery, 1988). In contrast, and less intuitively, recessions
asymmetrically affect different cohorts, given that first movers
turn out to be even more profitable than late movers.
In addition, the decline and rise of returns are asymmetrical.
The critical element of this asymmetrical behavior is the existence
of companies that exit the industry. Therefore, although
macroeconomic recovery at the aggregate level is at the same
level as the contraction (i.e., it was modeled with symmetrical
behavior), the competitive effects are heterogeneous. In fact, as
first movers grow larger from their capex investments, they further
enhance their scale and cost competencies. These competencies
then reinforce the entry barriers in the aftermath of recessions.
In summary,
P3: In an industry subject to FMA built on supply-side
isolating mechanisms, the existence of recessions
increases early mover advantages.
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Procyclical versus anticyclical strategies
The business cycle imposes tensions on growth strategies
because scale eventually puts companies in a vulnerable position
when demand diminishes. Companies need to determine whether
it is better to accelerate as economic activity increases and to
retrench when it slows down (i.e., follow a procyclical strategy)
or, eventually, to restrict growth in periods of expansion and
accelerate growth during recessions (i.e., follow an anticyclical,
also known as contrarian, strategy). For example, García-Sánchez
et al. (2014) focus on the tension between the need to achieve
FMA and the financial risk that gaining such advantage using
debt imposes during recessionary times. Greer and Ireland (1992)
analyze the same tradeoff in hiring processes. They examine how
countercyclical hiring could ensure firms the supply of talent that
is quite difficult to access during expansionary periods.
The underlying question is whether it is convenient for
a firm to follow a countercyclical or contrarian strategy, taking
advantage of recessions, or a procyclical strategy. In their seminal
manuscript, Mascarenhas and Aaker (1989) examine these
situations and assess that the answer lies in the link between
a contemporaneous strategy and inter-temporal relationships,
which ultimately determines the optimal strategy over the
business cycle. In fact, the best strategies for recessionary or
recovery periods are not necessarily the best from a long-term,
inter-temporal consideration.
In our model, the main mechanismsleading to a competitive
advantage work in a procyclical manner. Recessions affect every
competitor in the industry; however, smaller competitors with
lower cost advantages are the most affected during periods of
lower industry carrying capacity and are selected out. Therefore,
the best strategy is to seek cost advantages faster than other
competitors, which is achieved by entering earlier and growing
faster when economic activity is increasing. That is, because our
model does not contain any important inter-temporal tradeoffs,
the winner strategy is to behave procyclically. Consequently,
P4: The value of a countercyclical strategy in an industry
with FMA based on a supply-side isolating mechanism
depends on the magnitude of the inter-temporal tradeoffs.
Because the inter-temporal tradeoffs are not important,
following a procyclical strategy seems superior to following
an anticyclical strategy.
Implications for international entry timing
management
The previous analysis allows us to develop conjectures on the
effect of recessions regarding the best moment to enter a given
market. However, it is not possible to expand these conclusions to
foreign market entry because differences in the social, economic,
and political environments affect the diffusion of a new product
(Isobe, Makino, & Montgomery, 2000). Because new products’
international diffusion is slow and incomplete, the timing of entry
is a source of a competitive advantage under certain conditions
(Mascarenhas, 1992, 1997). In particular, international entry
accelerates as uncertainty diminishes, markets mature, and/or
markets are larger.
Inouranalysis,movingfirstandgrowingfastisaclearsource
of competitive advantages. Therefore, it is worth questioning the
extent to which the observed delay in the international expansion
of industries subject to FMA is a convenient strategy, moreover
given certain hypotheses suggesting that global industry
leaders are often first movers (Porter, 1986). In particular, the
main supply-side isolating mechanisms emerge from scale and
learning economies that are reinforced after unexpected market
contractions.
In addition, to prepare for recessions (e.g., strategically
choose a market position that is most beneficial under such
circumstances), firms can seek to act in multiple and not perfectly
correlated markets (Pearce & Michael, 2006). Competing in
different markets allows firms to diminish their exposure to
recessions, even in the case of the existence of market structures
that favor FMA under recessions. Recessions often lead to financial
market contractions that might eventually damage a firm’s growth
strategy. Competing in multiple international markets that are not
subject to simultaneous recessions (e.g., operating subsidiaries in
Argentina, the United States, and China) enhances the possibility
of financing growth strategies that seek FMA.
The main question refers to the existence of potential
diseconomies that might emerge from coordinating multiple
international business activities. That is, being present in multiple
countries implies clear organizational costs that might generate
cost diseconomies. Under the assumption that firms have
such capabilities, our conjecture for fast foreign entry remains
unaltered, and even more so in the context of high macroeconomic
volatility. Therefore,
P5: In industries subject to supply-side isolating
mechanisms, recessions enhance the value of entering first
in foreign markets.
Robustness checks
To checkfor the robustnessofthe results, we run severalalternative
simulations not reported herein but that are available on request.
Such alternative simulations include recessionary scenarios of
different magnitudes and timings. The outcomes of these runs are
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AUTHORS | Roberto Vassolo | Javier García-Sánchez | Luiz Mesquita
© RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 22-36
coincident with the results previously exposed. Based on these
alternative models, a particular outcome that we add to these
discussions regards recessions of large magnitudes that occur in
maturity. Apart from considering different scenarios, we analyze
runs with different values for the most important parameters:
Price of Substitute, (S); Demand Elasticity, (ε); Demand Parameter
(Δ); Supply Elasticity (Ψ); First Unit Cost Mean (τ); Progress Ratio
Mean (β); Speed of Growth (λ); Initial Capital Mean (K); Capital
Productivity (α); Entrants Mean; R&D Efficiency Mean (γ); and
Sudden Stop Duration. For each parameter, we attempt several
neighboring values, keeping others constant. Each trial consists
of at least five scenarios (i.e., base industry and four different
recession levels) with 100 runs per scenario. In all cases, the
results are essentially the same.
DISCUSSION AND CONTRIBUTIONS
The effect of recessions on the competitive landscape and on
the competitive advantage of firms has often been overlooked
by strategic management research, with a few noteworthy
exceptions. For instance, the 1997 Asian crises spurred important
studies that explored the relationship between macroeconomic
shocks and diversification (e.g., Chakrabarti et al., 2007; Wan
and Yiu, 2009; Chakrabarti, 2014). More recently, these studies
were expanded conceptually to encompass not specific but
more generic country settings under the influence of recessions
(García-Sánchez et al., 2014). We build on this prior literature
and model the evolution of industry structure (particularly as
it relates to firm size-distribution), firm behavior (especially
regarding the growth limitations of small firms), and the
accompanying profitability of firms when industries are hit by
recessions throughout their lives. We start with the observation
that recessions induce otherwise unexpected shakeouts;
however, beyond this obvious occurrence, we examine that such
an event asymmetrically affects early and late movers, inducing
sustainable FMA in the form of asymmetric survival between
larger and smaller firms and profits for early movers, and shapes
the industrial context to be more concentrated and less rivalrous
later in the life of an industry. Specifically, the shocks tend to
weed out late movers because—given path-dependent learning
processes and R&D related to production processes—these firms
tend to lag behind in competitive cost-based races. By staying
ahead of the learning curve on production process efficiencies
as well as preempting more scale-efficient production capacity
spaces, first movers tend to survive recessions and, as such,
naturally accrue profit advantages. However, more importantly,
in the aftermath of recessions, early movers further accrue
barriers to entry that congeal their concentrated market just
as demand naturally crawls back to normal. As a result, in
contrast to their counterparts in recession-free contexts, first
movers in an industry subject to recessions will be able to enjoy
significant competitive advantages long after the effects of the
economic shock disappear. Lastly, first-mover advantages are
more likely to be sustainable if recessions occur late rather than
early in the life of an industry. This competitive dynamic process
induces population evolutionary processes that favor large
firms in enhancing their competitive advantages but are more
detrimental to smaller firms. Said differently, recessions induce
shifts in the industrial context that much more emphatically
favor scale-based sources of advantage.
Certainly, because early movers naturally seem to obtain
advantages throughout the life of an industry (e.g., Agarwal et
al., 2002), our finding that FMA evolves larger during the life
of an industry is consistent with this literature. However, we
highlight that the FMA modeled and simulated in this study exists
beyond those naturally arising from the resolution of endogenous
uncertainties inherent in the life cycle process. Specifically, we
add an important stratum of uncertainty to the analysis and, in
the process, are able to ascertain how FMA evolves in contexts
in which managers usually find it puzzling and complex to make
decisions, such as markets undergoing recessions. This result
helps us support the claim that, even in the context of foreign
entry into turbulent macroeconomic environments, the early
mover strategy is convenient.
It is worth noting that this analysis is valid in the absence
of inter-temporal tradeoffs. García-Sánchez et al. (2014) build
their mechanisms on an eventual inter-temporal tradeoff that
imposes a risk to the growing speed of early movers. Under this
tradeoff, our conclusions should be taken with caution. We claim
that, in the absence of a clear inter-temporal tradeoff, following
a procyclical strategy (i.e., reinforcing early entrance) is the
best choice. However, exit is a fundamental system mechanism
that determines future survivors’ performance. Consequently,
if being an early mover increases any size liability attributable
to the existence of inter-temporal tradeoffs, following a more
countercyclical strategy might be better.
Interestingly, in the presence of FMA and potential
recessions, our recommendation for firms expanding
internationally is to accelerate this process even under the risk
of recessions. To make this claim, we assume the absence of
coordination costs under multiple entries. Specifically, it may
then make more sense for some—but obviously not for all—
to commit and make capex outlays during periods of growing
macroeconomic, but only in cases in which such investments help
a given firm secure its production process and cost leadership
in a competitive context.
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ARTICLES | Competitive dynamics and early mover advantages under economic recessions
© RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 22-36
Our modeling helps unravel factors influencing competitive
dynamics and firm advantages through an ex post analysis of
recessions that occur during the life of an industry. Certainly, we
do not wish to advise firms with “catch-all” statements, such as
“be sure to rush ahead with investments when macroeconomic
uncertainty grows,” but we believe that our theorizing and findings
are valuable to help improve the quality of management decision
making ex ante. As the Monsanto executive highlights, economic
shocks can be very puzzling even for seasoned executives and
firms leading the industry (as Monsanto did at the time). A vast
majority would use common intuition to infer that recessions
spell doom and subsequently adopt a “wait-and-see”’ or even
an “abandon the ship” strategic approach (as Wall Street
suggested that Monsanto and many other firms should do in
Argentina in 2001). In contrast, some wiser ones would attempt
to find opportunities in the storm, as the old Chinese dictum
suggests. Giving veracity to the latter’s belief, we pinpoint specific
sources of advantage in such troubled contexts. We highlight
that a macroeconomic shock increases the value of isolating
mechanisms (learning as well as preemption), thus making it
worthwhile for some to “weather the storm.”
Our study highlights the increase of FMAs in a
macroeconomically unstable context. First movers, understood
as those that significantly occupy a new market space ahead
of others (Lieberman & Montgomery, 1988), often seek the
vast profits and market power rewarded to initiators. However,
controversy exists as to the persistence of such advantages vis-
à-vis quick followers. Recent research has indicated that FMAs
change over time and technological and market uncertainties
decrease during the life of an industry (Suarez & Lanzolla, 2007).
We build up from this point to examine how industry-level factors
(i.e., number of firms) as well as firm-level advantages (i.e., profit
benefits) evolve when such natural industry evolution is hit by
economic shocks at different moments. The contrast is mostly
apparent in that traditional life cycle concepts consider the
evolution of technological and market uncertainties as inherently
endogenous to the evolutionary path. In turn, our analysis
considers the resulting consequences from the exogenous shocks
applied to this process. The difference in the analysis is not trivial
because, although FMA has attracted significant attention in the
literature, much is still to be found regarding early movers’ timing
and subsequent access to markets and resources (Lieberman
& Montgomery, 1998, p. 1112; Suarez & Lanzola, 2007, p. 378).
Because our modeling and simulation provide a contrast between
regular and recession-stricken evolutionary industry paths, our
results draw attention to the increase that first-mover advantages
accrue to pioneers, in addition to those already demonstrated
in the prior literature.
FUTURE RESEARCH AND CONCLUDING
REMARKS
Because of the limited space in a research manuscript, our
study certainly faces scope tradeoffs but also points to valuable
opportunities for future research. Our focus is on understanding
the evolution of competitive dynamics and first-mover advantages
when maturing industry contexts are hit by economic shocks. Thus,
we began our model by suppressing the industry endogenous
uncertainties related to Schumpeterian shocks, that is, those
surrounding the competition through product technology
introductions early in the life of an industry. Therefore, future
modeling is needed to unveil the competitive dynamics that
occur when both endogenous and exogenous uncertainties clash.
One possible study is to examine how exogenous shocks disrupt
network externalities that develop among sellers and buyers when
product innovation evolves into an industry standard early in
the Schumpeterian competition process. Further, we limited our
modeling and analyses to two “supply side” forms of isolating
mechanisms. Further studies need to ascertain “demand side”
isolating mechanisms, such as buyer switching costs.
Two assumptions underlying our model may also be revised
in future research. For one, our model is limited to a demand shock
on normal goods for which price elasticity is positive. However,
some industries operate with inferior goods for which demand
shocks may behave differently and even in opposite ways. Thus,
such differences may lead to alternative strategy implications
vis-à-vis those found in this study. Moreover, we assume that
production technologies developed by different firms during the
life of an industry afford similar levels of organizational flexibility.
Thus, shakeout occurrences tend to naturally weed out inefficient
firms, which tend to be late movers in a path-dependent context
in which technologies evolve linearly. However, if we allow for
different levels of flexibility, a late mover with a less efficient
technology might have more flexibility. In this case, it could adapt
more easily to an economic shock. If such is the case, late movers
could theoretically have an upper hand in economically unstable
contexts. In fact, with the current specification, our model has
no room for early mover disadvantages, which future simulations
and empirical studies might be able to tease out.
Overall, our analysis helps explain the growing advantages
of first movers in volatile contexts. It does so through market logic,
thereby helping to explain industry concentration and rivalry,
price, and economic performance in ways that are different yet
complementary to the analysis of institutional voids. Our study
then complements previous analyses on the basis of non-market
approaches and opens important research avenues regarding the
interaction of market and non-market firm strategies.
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AUTHORS | Roberto Vassolo | Javier García-Sánchez | Luiz Mesquita
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Recessions seem intrinsic to capitalism and affect the
evolution of competition. We are hopeful that our theory and
modeling will be helpful to academics and practitioners in
better understanding the evolution of industry- and firm-level
advantages in volatile contexts, and to be prepared to surf an
eventually turbulent future.
ACKNOWLEDGEMENTS
We acknowledge financial support from Fondecyt (grant
N1160048) and Núcleo Milenio Research Center in
Entrepreneurial Strategy Under Uncertainty (NS130028).
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ISSN 0034-7590 © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 37-50
JORGE TELLO-GAMARRA
jorgetellogamarra@gmail.com
Profesor de la Universidade
Federal do Rio Grande, Engenharia
Agroindustrial – Santo Antônio da
Patrulha – RS, Brasil
MARTÍN HERNANI-MERINO
mn.hernanim@up.edu.pe
Profesor de la Universidad del
Pacífico, Departamento Académico
de Administración – Lima, Perú
BRYAN IVÁN LÍMACO-MAMANI
bi.limacom@up.edu.pe
Asistente de investigación de la
Universidad del Pacífico – Lima, Perú
ARTÍCULOS
Sometido 28.08.2015. Aprobado 02.05.2016
Evaluado por el sistema double blind review. Editor Científico: Antonio Lopo Martinez
CAPACIDAD TRANSACCIONAL: EVIDENCIAS
DEL SISTEMA FINANCIERO PERUANO
Capacidade transacional: Evidências do sistema financeiro peruano
Transaction capability: Evidence from the peruvian financial system
RESUMEN
Aunque existen algunos esfuerzos por integrar las perspectivas de capacidades y la economía de
los costos de transacción, los avances en esa dirección son escasos. La integración de esas dos
perspectivas es una emergente área de estudio llamada capacidad transaccional. Este artículo tiene
por objetivo examinar la capacidad transaccional de firmas que operan en el sistema financiero
peruano. El método escogido para la búsqueda de evidencias en ese sector es el estudio de casos
múltiples. La unidad de análisis fue el contrato de préstamo de consumo, correspondiente a cada una
de las diez firmas estudiadas. Los resultados encontrados demuestran la existencia de la capacidad
transaccional en las tres dimensiones analizadas: relación con los clientes, poder de negociación y
diseño de contratos. Tales evidencias son relevantes porque, además de demostrar la existencia de
la capacidad transaccional, sustentan la posibilidad de continuar con la consolidación de este nuevo
constructo.
PALABRAS CLAVE | Capacidad transaccional, sistema financiero, firma, capacidades, costos de
transacción.
RESUMO
Embora existam alguns esforços no sentido de integrar as perspectivas de capacidades e a economia
doscustosdetransação,osavançosnessadireçãosãoescassos.Aintegraçãodessasduasperspectivas
é uma área de estudo emergente denominada capacidade transacional. O presente artigo tem por
objetivo examinar a capacidade transacional de firmas que atuam no sistema financeiro peruano. O
método escolhido para a busca das evidências nesse setor é o estudo de múltiplos casos. A unidade
de análise foi o contrato de empréstimo de consumo referente a cada uma das dez firmas estudadas.
Os resultados encontrados demonstram a existência da capacidade transacional nas três dimensões
analisadas: relação com os clientes, poder de negociação e elaboração de contratos. Essas evidências
são relevantes porque, além de demonstrarem a existência da capacidade transacional, indicam a
possibilidade de continuar a consolidação desse novo construto.
PALAVRAS-CHAVE | Capacidade transacional, sistema financeiro, firma, capacidades, custos de
transação.
ABSTRACT
Althoughtherearesomeeffortstointegratethecapabilitiesandeconomyoftransactioncostsperspectives,
advances in this direction are scarce. The integration of these two perspectives is an emerging area of​​
study called transactional capability. This article aims to examine the transactional capabilities of firms
operating in the Peruvian financial system. The method chosen, for the search for evidence in that sector,
is the study of multiple cases. The unit of analysis was the contract agreement corresponding to each
of the ten firms surveyed consumption. The results show the existence of transactional capability in the
three dimensions analyzed: customer relations, bargaining power and design contracts. Such evidence
is relevant because, besides demonstrating the existence of the transactional capabilities, points to the
possibility of continuing the consolidation of this new construct.
KEYWORDS | Transaction capability, financial system, firm, capabilities, transaction costs.	
RAE-Revista de Administração de Empresas | FGV EAESP
DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S0034-759020170104
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ISSN 0034-7590
ARTÍCULOS | Capacidad transaccional: Evidencias del sistema financiero peruano
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INTRODUCCIÓN
A partir del trabajo seminal de Coase, “La naturaleza de la
firma” publicado en 1937, se ha desarrollado un amplio campo
de estudio conocido como la Economía de las Organizaciones
(Demsetz, 1968; Klein, Crawford, & Alchian, 1978). Este campo
de estudio busca entender la existencia, límites, estructura y
naturaleza de la firma.
Dentro de la Economía de las Organizaciones, dos
perspectivas en torno de la firma han capturado gran atención;
estas son: la Economía de los Costos de Transacción (ECT) y
la perspectiva de Capacidades. En la primera perspectiva se
destacan los trabajos de Coase (1937, 1975) y Williamson (1985,
1996), con énfasis en entender por qué las firmas existen y qué
formas alternativas (firmas, mercados o estructuras híbridas)
son más eficientes para organizar la producción. La segunda
perspectiva se construye en función de los trabajos de Penrose
(1959), Richardson (1972), Wernerfelt (1984), Prahalad y Hamel
(1990), Barney (1991) y Grant (1991), que ponen énfasis en la
organización interna de la firma, expresada por sus rutinas,
capacidades y recursos.
Las dos perspectivas han seguido sus propios recorridos
teóricos con énfasis en la organización interna de la firma y en
los costos de transacción, respectivamente. Una mirando hacia
adentro de la firma (organización interna) y la otra mirando hacia
afuera de ella (la transacción).
Por un lado, la perspectiva basada en las capacidades
enfatiza que el desempeño superior de la firma depende de la
capacidad que tenga este agente económico para administrar
sus recursos internos con el objetivo de desarrollar productos
y servicios innovadores que se ajusten a las necesidades del
consumidor (Barney, 1991; Grant, 1991; Prahalad & Hamel, 1990;
Wernerfelt, 1984). Para este fin, la firma necesita acumular
diferentes capacidades (entre ellas, la capacidad tecnológica) que
le permitan asimilar, diseminar y desarrollar nuevas tecnologías
que garanticen el cambio tecnológico (Afuah, 2002; Figueiredo,
2002; Ho, Fang, & Lin, 2011; Iammarino, Padilla-Pérez, &
Tunzelmann, 2008; Patel & Pavitt, 1997).
Por otro lado, la perspectiva de los costos de transacción
busca entender la existencia de las firmas y el porqué de su
naturaleza. Según esta corriente teórica, ir al mercado (para
comprar y vender) no es de costo cero, debido a los costos de
transacción existentes en el sistema económico (Demsetz, 1968).
Por tanto, aquellas firmas que sean más eficientes en disminuir
los costos de transacción podrán expandir sus límites y garantizar
su existencia (Williamson, 1985).
Tanto la perspectiva de lascapacidadescomo la perspectiva
de los costos de transacción han sido estudiadas de forma
separada. Sin embargo, algunos autores advierten que ambas
perspectivas más que opuestas pueden ser complementarias.
Hodgson (1998) advierte que “…una teoría híbrida puede resultar
usando versiones compatibles de ambos enfoques, en los
cuales el peso de la explicación puede cambiar de un enfoque
a otro, dependiendo de las circunstancias institucionales e
históricas” (p. 181). En esa misma línea, para Langlois (2007),
el enfoque centrado en las capacidades de la firma no tiene que
ser necesariamente opuesto al enfoque centrado en los costos
de transacción, sino que ambos pueden ser complementarios.
Para Bronzo y Honório (2005), un enfoque teórico que integre
conceptos económicos (ECT) y organizacionales (capacidades)
ofrecerá contribuciones relevantes para el entendimiento del
agente económico conocido como firma.
La posibilidad y necesidad existentes para que ambos
enfoques puedan complementarse ha hecho que diversos
investigadores (Argyres & Mayer, 2007; Brahm & Tarziján, 2014;
Hoetker, 2005; Jacobides & Winter, 2005; Langlois & Foss,
1999; Loasby, 2002; Mayer & Salomon, 2006; Poppo & Zenger,
2002) sigan la propuesta de analizarlos de forma conjunta. Esa
nueva corriente de investigación es diversa. Sin embargo, los
avances -tanto teóricos como empíricos- continúan siendo poco
significativos. Por el lado teórico, por ejemplo, aún existe escasa
literatura sobre la definición de esta capacidad, con excepciones,
como los trabajos de Loasby (2002) y Tello-Gamarra y Zawislak
(2013). Mientras que, por el lado empírico, son pocos los trabajos
(Argyres & Mayer, 2007; Leiblein & Miller, 2003) que buscan
evidencias sobre la capacidad transaccional y, cuando lo hacen,
estas investigaciones comúnmente se enfocan en firmas de
actividades manufactureras (industriales), descuidando un sector
significativo de la economía como el sector de servicios.
En este contexto, se necesitan estudios que ayuden a
superar esas dos limitaciones. Por un lado, avanzar en la evolución,
desarrollo y consolidación de la capacidad transaccional. Por
otro, estudiar esta capacidad en el sector de servicios. Conforme
a esta necesidad, el objetivo del presente artículo es identificar
y analizar evidencias empíricas que constaten la existencia del
constructo capacidad transaccional en la firma. Contextualizando,
el estudio busca identificar evidencias de esta capacidad en firmas
pertenecientes al sistema financiero peruano, el cual se caracteriza
por la coexistencia de entidades financieras de diferentes
categorías (bancos, financieras, cajas de ahorro y crédito). Dentro
de los diversos productos financieros ofrecidos, se estudiará
aquel que todas las entidades ofrecen independientemente de
su categoría: créditos de consumo personal.
En ese escenario, el presente artículo se divide en
las siguientes secciones: primero se exponen las corrientes
conceptuales que dan origen al constructo capacidad transaccional.
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Luego se realiza una revisión de la literatura sobre las dimensiones
de este constructo. En la sección siguiente se detalla el método
a seguir para el análisis aplicado en el presente artículo. A
continuación, se explican los resultados obtenidosy su relación con
la teoría. Finalmente, la última sección contiene lasconsideraciones
finales resultantes del estudio, además de las limitaciones de esta
investigación.
CAPACIDAD TRANSACCIONAL: UNA
PERSPECTIVA INTEGRADORA
La capacidad transaccional es un concepto emergente. Este
surge de la necesidad de integrar dos perspectivas ampliamente
estudiadas en el campo de la economía de las organizaciones;
estas son: la Economía de los Costos de Transacción (ECT) y las
capacidades de la firma.
La perspectiva de la ECT estudia los costos en los que
incurre la firma al ir al mercado, tanto para comprar insumos
como para vender productos. La ECT se basa en dos supuestos
comportamentales y tres atributos de la transacción. Los
supuestos comportamentales son la racionalidad limitada (Simon,
1972) y el oportunismo (Williamson, 1996). La racionalidad
limitada se refiere a la incapacidad de los agentes involucrados en
la transacción para tomar decisiones que maximicen sus propios
beneficios. El oportunismo se refiere a la búsqueda de interés
propio con astucia, de forma deshonesta. Ambos supuestos
comportamentales tienen efectos sobre los atributos de la
transacción: especificidad de activos, frecuencia e incertidumbre.
En primer lugar, la especificidad de activos se puede entender
como “la posibilidad del uso alternativo por usuarios alternativos
sin sacrificar el valor productivo del bien” (Williamson, 1991, p.
282). Seguidamente, la frecuencia es la recurrencia con la cual una
transacción se realiza. Finalmente, la incertidumbre es vista como
la falta de información al respecto de alguna actividad, evento
o transacción y, por lo tanto, es imposible prevenir sus posibles
consecuencias (Williamson, 1985). Dentro de esta perspectiva,
la elección de un método para organizar la producción (firma,
mercado o mecanismos contractuales) en el sistema económico
dependerá tanto de los supuestos comportamentales como de
los atributos de la transacción.
Por otro lado, desde la perspectiva de las capacidades,
entendidas cómo “conocimiento, experiencias y habilidades”
(Richardson, 1972, p. 888), estas afectan las características
de la transacción bajo el carácter duradero de la firma. Esta
perspectiva comienza a estudiarse con los trabajos seminales
de Penrose (1959), Richardson (1972) y Wernerfelt (1984),
consolidándose, posteriormente, con los estudios de Dierickx y
Cool (1989), Prahalad y Hamel (1990), Barney (1991), Mahoney y
Pandian (1992) y Peteraf (1993). Específicamente, este enfoque
busca desarrollar un proceso de aprendizaje que reduzca tanto
los riesgos actuales como los futuros. Las capacidades de la
firma afectan su desempeño a través del tiempo. Esto significa
que la firma, más que un método alternativo de coordinar la
producción, es un agente con proceso de aprendizaje, lo que le
permite perseguir objetivos que van más allá de un equilibrio
estático, donde mejorar constantemente es un requisito para
seguir compitiendo en el mercado. De esta forma, el desempeño
superior es resultado del desarrollo de capacidades internas que
permitan una adecuada utilización y optimización de sus recursos.
Tanto la perspectiva de los costos de transacción como
la perspectiva de las capacidades pueden integrarse en una
nueva perspectiva que las relacione (Hodgson, 1998; Langlois &
Foss, 1999; Madhok, 1996; Williamson, 1999). Diversos autores
han mostrado intentos de materializar esa relación. Estos
autores han abordado diferentes aspectos de esta relación,
entre ellos, la confianza (Dyer, 1997; Poppo & Zenger, 2002), la
coordinación eficiente (Langlois & Foss, 1999), la creación de
mayores beneficios en la firma (Madhok, 1996), el aprendizaje
(Mayer & Argyres, 2004), la mejora de la capacidad de elección
(Hoetker, 2005), la reducción de costos de transacción bajo
riesgos contractuales (Mayer & Salomon, 2006) y el complemento
para la innovación (Tello-Gamarra & Zawislak, 2013). Este
nuevo constructo se conoce, en la literatura, como la capacidad
transaccional y será ampliado en el próximo ítem.
DIMENSIONES DE LA CAPACIDAD
TRANSACCIONAL
Aunque existen algunos estudios sobre la capacidad transaccional
(Argyres & Mayer, 2007; Cannon & Homburg, 2001; Dyer, 1997;
Dyer & Singh, 1998; Hoetker, 2005; Jacobides & Winter, 2005;
Langlois & Foss, 1999; Loasby, 2002, Madhok, 1996; Mayer &
Salomon, 2006; Poppo & Zenger, 2002; Tello-Gamarra & Zawislak,
2013), su consolidación es un tema pendiente.
Esta consolidación requiere tanto una delimitación
conceptual como el hallazgo de evidencias empíricas. Sobre la
delimitación conceptual, se constató, en la literatura, que los
diferentes estudios teóricos ponen escasa atención al definir
la capacidad transaccional, y que el trabajo de Tello-Gamarra y
Zawislak (2013) es una de las excepciones, razón por la cual en
el presente artículo se utilizará dicho concepto, que según los
autores es “un repertorio de habilidades, procesos, experiencias,
destrezas, conocimientos y rutinas que una firma usa para
minimizar los costos de transacción ex-ante y ex-post” (p. 2).
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Cabe resaltar que la operacionalización de la capacidad
transaccional pasa por la identificación de las dimensiones que
forman parte de este constructo. En la literatura existen algunos
indicios que intentan identificar las dimensiones de esta capacidad.
Trabajos como los de Cannon y Homburg (2001), Langlois y Foss
(1999), Loasby (2002), Argyres y Mayer (2007), Hoetker (2005) y
Mayer y Salomon (2006) son importantes contribuciones en esa
dirección. Sin embargo, estas dimensiones son aún diferentes y
dispersas, dependiendo de cada trabajo; lo cual limita avanzar en
la operacionalización de este constructo. En un reciente estudio,
Zawislak, Fracasso, y Tello-Gamarra (2013) analizan diferentes
sectores de la industria brasileña y proponen tres dimensiones
de este constructo; estas son: relación con el cliente, poder de
negociación y diseño de contratos. En el presente artículo se
utilizarán las mismas dimensiones. Además, en la literatura, se ha
identificado que la mayor parte de los estudios sobre la capacidad
transaccional se enfocan en firmas manufactureras; descuidándose
un importante sector de la economía, el sector de servicios. En
ese contexto, este trabajo contribuirá a ampliar el conocimiento
sobre esta capacidad en el sector servicios, más específicamente,
servicios financieros a la luz de sus tres dimensiones.
Como aporte adicional, en el presente artículo se proponen
subdimensiones asociadas a cada dimensión del constructo.
Para la identificación de esas subdimensiones se partió de las
tres dimensiones y se buscó, en la literatura sobre la capacidad
transaccional, un conjunto de indicadores relacionados con
dichas dimensiones. El resumen y consolidación de los hallazgos
se muestra en el Cuadro 1.
Cuadro 1.	 Dimensiones y subdimensiones de la capacidad transaccional
Dimensiones Subdimensiones Autor
Relación con los clientes
Habilidad de adaptar el producto a las necesidades del cliente
Peppers, Rogers, y Dorf (1999)
Cannon y Homburg (2001)
Reinartz, Krafft, y Hoyer (2004)
Uso de tecnología para reforzar la relación con los clientes Jayachandran et al. (2005)
Poder reducir costos de acceso al servicio Bosse y Alvarez (2010)
Poder de negociación
Habilidad de influenciar términos y condiciones del contrato
Argyres y Liebeskind (1999)
Bosse y Alvarez (2010)
Nair, Narasimhan, y Bendoly (2011)
Posibilidad de renegociación Reuer y Ariño (2002)
Diseño de contratos
Organizar contratos a un menor costo posible Aoki et al. (1989)
Incorporación de salvaguardas Williamson (1985)
Reducir la probabilidad de violación del contrato Weber y Mayer (2011)
Específicamente, en el Cuadro 1 se observan las dimen­
siones teóricas de la capacidad transaccional, así como las
subdimensiones asociadas. Se entiende que este constructo se
puede utilizar para un análisis amplio sobre el comportamiento
de las firmas, cuando estas salen al mercado a realizar alguna
transacción. A continuación, se desarrollan las tres dimensiones.
Relación con los clientes
Para el desempeño de la firma es fundamental gestionar buenas
relaciones con los clientes (Reinartz, Krafft, & Hoyer, 2004). Esta
dimensión se puede dividir en tres subdimensiones: habilidad
de adaptar el producto a las necesidades del cliente, uso de
tecnología para reforzar la relación con los clientes y poder reducir
costos de acceso al servicio.
Con respecto a la primera dimensión -capacidad para
adaptar las características del producto a las necesidades del
cliente-, de acuerdo con Edgett (1993), las mayores modificaciones
en los productos financieros pueden resultar de los cambios en
el dominio tecnológico (como el uso de tarjetas de crédito), en
las demandas de los consumidores (por un tipo específico de
crédito) o en las estrategias de la competencia (nuevos productos
financieros). Así, la capacidad de la firma de adaptarse a los
cambios le permite desenvolverse mejor frente a un escenario
dinámico y de alta competencia (Cannon & Homburg, 2001).
Sobre la segunda subdimensión – uso de tecnología para
reforzar la relación con los clientes – , comentan Jayachandran,
Sharma, Kaufman, y Raman (2005) que el desarrollo de mayor
tecnología y el mayor acceso a internet ha hecho que el medio
electrónico represente un contexto alternativo al físico y que sea
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importante debido a que reduce costos de transacción tanto para
los clientes como para las firmas.
Con relación a la tercera subdimensión -poder reducir
costos de acceso al servicio-, Bosse y Alvarez (2010) resaltan que,
debido a la naturaleza de los costos de transacción, es necesario
que la firma reduzca costos de acceso al servicio, de tal forma
que brinde una ventaja competitiva sobre otras firmas.
El fortalecimiento de la relación con los clientes es
importante para una firma; sin embargo, también lo es reducir
los costos asociados a esta relación. El desarrollo de mayor
tecnología y el mayor acceso a internet ha hecho que el medio
electrónico represente un contexto alternativo al físico y que sea
importante debido a que reduce costos de transacción tanto para
los clientes como para las firmas (Jayachandran et al., 2005).
Poder de negociación
En el ítem anterior se estudió la importancia de la relación con los
clientes para generar mayores beneficios; no obstante, también
es importante estudiar las capacidades que permitan capturar
estos beneficios durante la transacción (Coff, 1999). Es importante
entender que mediante la transacción, las firmas cooperan y
compiten al mismo tiempo (Lax & Seberius, 1992). Bajo esta
lógica, el poder de negociación que tiene la firma con sus socios
determina los beneficios que obtiene mediante la transacción y
por ello necesita capacidades que le permitan negociar mejor.
Esta dimensión se puede dividir en dos subdimensiones:
habilidad de influenciar términos y condiciones del contrato y
posibilidad de renegociación.
La primera -habilidad de influenciar términosy condiciones
del contrato- es la capacidad de una de las partes negociantes para
influenciar en las características del contrato a favor propio para
obtener mayores beneficios en la transacción (Argyres & Liebeskind,
1999). Estos términos pueden implicar características en la
transacción como la inclusión de servicios adicionales (Argyres &
Bercovitz; 2015; Mayer & Argyres, 2004) o características asociadas
a los costos como el caso de las tasas de interés en el sistema
financiero (Allen, Chapman, Echenique, & Shum, 2016).
Adicionalmente, por un lado, esta subdimensión se
puede explicar con base en el tamaño de la firma en relación a
su potencial socio, debido a que cambios en las condiciones del
contrato representan mayores pérdidas relativas para las firmas
pequeñas (Bosse & Alvarez, 2010). Por otro lado, es posible que
las firmas, independientemente de su tamaño en comparación a
sus socios, desarrollen capacidades que les permitan negociar
mejor (Nair, Narasimhan, & Bendoly, 2011).
La segunda -posibilidad de renegociación- es importante
para la firma debido a que los contratos, por definición, son
incompletos (Grossman & Hart, 1986; Williamson, 1996). La
complejidad del proceso de negociación y la racionalidad
limitada de los agentes hacen que la firma no logre prever todas
las potenciales contingencias bajo las cuales pueda ocurrir un
riesgo contractual (Simon, 1957). Por este motivo, es importante
que la firma pueda renegociar cláusulas del contrato para reducir
el impacto de potenciales conflictos (Reuer & Ariño, 2002).
Diseño de contratos
La forma de hacer válida y confiable una negociación es mediante
loscontratos, por ello eldiseño de estosesuna capacidad relevante
para el desempeño de la firma (Argyres & Mayer, 2007). Si bien es
posible renegociar un contrato, el desarrollo del contrato inicial
tiene un impacto significativo en futuras renegociaciones. Así,
de acuerdo con Bartling y Schmidt (2015), los clientes se pueden
mostrar más reacios a pagar márgenes en la renegociación que en
la negociación. Por este motivo, la relevancia de esta capacidad
estaría en desarrollar de forma eficiente un buen contrato
inicial. Esta dimensión se puede dividir en tres subdimensiones:
organización de contratos a un menor costo posible, incorporación
de salvaguardas y reducción de la probabilidad de violación del
contrato.
La primera -organización de contratos a un menor costo
posible- es relevante ya que el objetivo principal de la capacidad
de diseño de contrato es economizar los costos en la transacción
(Williamson, 1985). Los principales costos en los que se incurre al
momento de realizar contratos son los de diseñarlosy organizarlos,
debido a que es necesaria la interacción de diversos grupos de
trabajadores (Mayer & Argyres, 2004). Además, el proceso de
negociación del contrato también representa un costo, que se
puede reducir mediante el uso de medios electrónicos. Un menor
costo de diseñar y organizar contratos genera un mayor beneficio
económico para las firmas (Aoki, 1989).
La segunda -incorporación de salvaguardas- es importante
debido a que las salvaguardas permiten hacer frente a los
potenciales riesgos provenientes de la incertidumbre existente
en los contratos ocasionados por la racionalidad limitada y el
oportunismo (Williamson, 1985). Algunos autores consideran que
la confianza puede actuar como un sustituto de las salvaguardas
(Dyer, 1997; Poppo & Zenger, 2002); sin embargo, este mecanismo
puede ser cuestionado, especialmente cuando las transacciones
se realizan con un gran número de partes (Lui & Ngo, 2004).
Identificar potenciales riesgos contractuales es indispensable
para que las firmas puedan incorporar salvaguardas (Klein,
Crawford, & Alchian, 1978; Williamson, 1985).
La tercera -reducción de la probabilidad de violación del
contrato- es relevante ya que las salvaguardas de los contratos
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pueden brindar protección ante el incumplimiento de una de las
partes; sin embargo, también pueden generar oportunidades para
innovadoras formas de oportunismo (Klein, 1993). Por ello, las
firmas deben estructurar el contrato de tal forma que una actitud
oportunista represente una penalización que reduzca los incentivos
para que se cometan este tipo de acciones (Weber & Mayer, 2011).
De acuerdo con Ghoshaly Moran (1996), es importante comprender
y distinguir entre la actitud oportunista, que es la búsqueda
racional de maximizar el beneficio propio, y el comportamiento
oportunista, que son las decisiones que el individuo asume
para lograr este fin. Bajo la lógica de estos autores, una correcta
asignación de penalizaciones por el incumplimiento del contrato
genera un contexto que permite que las partes, sin dejar de lado
su racionalidad de buscar el beneficio propio, puedan cooperar y
obtener mayores beneficios de la transacción.
MÉTODO
El objetivo del presente artículo es identificar y analizar
evidencias empíricas que constaten la existencia del constructo
capacidad transaccional en entidades financieras peruanas
(firmas). Para este fin, se decidió aplicar el método de estudio
de casos múltiples. De acuerdo con Yin (2009) los casos se deben
seleccionar cuidadosamente para que ellos puedan predecir
resultados similares (replicación literal) o puedan producir
resultados contrastantes. En general, la ventaja del estudio de
caso es que posibilita concentrarse en situaciones de la vida real
y evaluar perspectivas relacionadas al fenómeno a medida que
éste se desarrolla en la práctica (Flyvbjerg, 2006). En el presente
estudio, este método permitirá constatar empíricamente la
existencia (o no) del constructo capacidad transaccional.
El sistema financiero peruano
La literatura indica que existe una relación positiva entre el
crecimiento económico de un país y el desarrollo de su sistema
financiero (Čihák, Demirgüč-Kunt, Feyen, & Levine, 2013; Lucas,
1988;Rajan&Zingales,2001).SegúnLevine(1997),eldesarrollodel
sistemafinancieropermite:(a)facilitarelintercambio,lacobertura,la
diversificaciónylapuestaencomúndelriesgo;(b)asignarrecursos;
(c) monitorear a losadministradoresyejercer elcontrolcorporativo;
(d)movilizarahorrosy(e)facilitarelintercambiodebienesyservicios.
En este sentido, el desarrollo del sistema financiero es importante
ya que puede reducir los costos de transacción en la economía al
minimizar las fricciones y asimetrías existentes.
El número de firmas que conforman el sistema financiero
peruano es 64, entre las cuales 17 son firmas bancarias; 12, firmas
financieras; 33, instituciones microfinancieras no bancarias
(12 Cajas municipales, 10 Cajas rurales de ahorro y crédito y 11
Entidades de desarrollo de la pequeña y microempresa); y 2,
firmas de arrendamiento financiero (Superintendencia de Banca,
Seguros y AFP, 2015). A diciembre del 2014, el total de activos en
el sistema financiero peruano ascendió a US$ 109,1 mil millones
de dólares, de los cuales un 88,82% corresponde a las firmas
bancarias; un 4,57%, a las firmas financieras; y un 6,43%, a las
instituciones financieras no bancarias.
En el mercado financiero, los créditos han mostrado un
incrementosostenidoalolargodelosaños,deUS$36.169millones
a diciembre del 2009 a US$ 75.776 millones a diciembre del 2014.
Asimismo, los créditos se dividen en diversos segmentos de
acuerdo con suscaracterísticas. Esta segmentación responde a las
distintasnecesidadesdelosconsumidores.LaSuperintendenciade
Banca, Seguros y AFP (2015) divide la cartera de créditos en siete
tipos: corporativos, a grandes empresas, a medianas empresas, a
pequeñas empresas, a microempresas, de consumo (revolvente
y no revolvente) e hipotecarios (Choy, Costa, & Churata, 2015).
Específicamente en Perú, loscréditosde consumo personalse han
incrementado(Morón,Tejada,&Villacorta,2010)ylascaracterísticas
de este tipo de créditos son: (a) montos de pequeño a mediano,
menores a US$ 100, 600; (b) plazo hasta 5 años; (c) garantía
específica, no específica y solidaria; y (d) utilización de consumo.
Dentro de los tipos de créditos ofrecidos por las entidades
financieras peruanas se analizaron contratos asociados a los
créditos de consumo, ya que es el tipo de crédito que todas
las entidades ofrecen. Asimismo, existen dos tipos de créditos
ofrecidos: créditos revolventes y no revolventes. Los créditos
revolventes se caracterizan por no tener un número fijo de
cuotas y el saldo total se maneja en función a las decisiones
del deudor (ejemplo: tarjetas de crédito). Por otro lado, los
créditos no revolventes se caracterizan por ser reembolsables
por cuotas a un plazo definido y a una tasa fija (ejemplo: contrato
de crédito de consumo). En el presente artículo se eligió el tipo de
crédito no revolvente, ya que brinda mayor información sobre la
capacidad transaccional de la firma, al reflejar las características
de la transacción en un momento dado así como las implicancias
futuras al especificar el total de cuotas y la tasa pactada.
Casos analizados
Se consideraron diez entidades financieras. Las entidades
seleccionadas se justifican porque ellas: (a) representan
diferentes tipos de condición, de operaciones en el sistema
financiero peruano; (b) son las que dentro de su categoría
presentan mayor participación en el total de créditos no
revolventes ofrecidos, específicamente, contratos de crédito
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de consumo y (c) ejercen sus actividades en un país como Perú,
que presenta estabilidad macroeconómica alcanzada por las
políticas del Banco Central de Reserva del Perú (BCR) y un activo
sistema regulatorio monitoreado por la Superintendencia de
Banca, Seguros y AFP (SBS). Así, para analizar la presencia de
la capacidad transaccional en los casos, se seleccionaron diez
contratos de crédito de consumo como unidades de análisis,
tomados de cada una de las diez entidades financieras (firmas).
Específicamente, las firmas seleccionadas son: BCP
(empresa bancaria), BBVA (empresa bancaria), Crediscotia
(empresa financiera), Financiera Edyficar (empresa financiera),
CMAC Arequipa (Caja municipal de ahorro y crédito), CMAC
Sullana (Caja Municipal de Ahorro y Crédito), CRAC Credinka (Caja
rural de ahorro y crédito), CRAC Los Andes (Caja rural de ahorro
y crédito), EDPYME Raíz y EDPYME Inversiones La Cruz (Empresa
de desarrollo de pequeñas y medianas empresas).
En laTabla 1, se muestra elperfilde lasfirmasseleccionadas;
es decir, su trayectoria, categoría de la firma (Empresa Bancaria,
Empresa Financiera, Caja Municipal de Ahorro y Crédito, Caja Rural
de Ahorro y Crédito o Edpyme), ubicación de su sede y año de
fundación. Asimismo, mediante los datos disponibles en laSBS, se
muestra un análisis realizado sobre sus características financieras
con respecto al servicio estudiado: créditos de consumo personal
no revolventes.
Tabla 1. Perfil de las firmas seleccionadas en el estudio
Firma
Categoría de la
firma
Lugar
Año de
fundación
Ranking de créditos no revolventes
Monto
(miles de dólares)
Participación según
categoría (%)
Participación
total (%)
Banco de Crédito
del Perú Empresa
Bancaria
Lima 1889 1.870.132 28,90% 7,53%
BBVA Banco
Continental
Lima 1999 797.001 12,32% 3,21%
Crediscotia
Financiera Empresa
Financiera
Lima 2009 396.286 47,40% 1,60%
Financiera
Edyficar
Lima 1998 135.064 16,16% 0,54%
CMAC Arequipa Caja Municipal
de Ahorro y
Crédito
Arequipa 1985 194.077 23,45% 0,78%
CMAC Sullana Piura 1986 120.152 14,52% 0,48%
CRAC Credinka Caja Rural de
Ahorro y Crédito
Cusco 1994 21.330 37,59% 0,09%
CRAC Los Andes Puno 1997 6.519 11,49% 0,03%
EDPYME Raíz
Edpyme
Lima 1999 120.252 31,66% 0,48%
EDPYME
Inversiones La
Cruz
Lima 1996 72.524 19,10% 0,29%
Nota: Edpyme - entidad financiera que no puede captar depósitos a la vista.
Fuente: Basado en la Superintendencia de Banca, Seguros y AFP (2015).
El monto indica elvalor total de los créditos medido en miles
de dólares americanos, y las empresas bancarias son las que, por
una gran diferencia, mantienen elvalor más alto. En la columna de
participación total se puede apreciar mejor esta diferencia, donde
la empresa bancaria Banco de Crédito del Perú muestra un valor del
7,53%, mientras que la Caja Rural de Ahorro y Crédito Los Andes solo
muestra 0,03%. También, se extendió este análisis a cada firma
según su categoría, donde se pueden apreciar las firmas líderes
-la empresa financiera Crediscotia Financiera es la que alcanza
un mayor nivel de concentración (47,40%)-, y que al comparar el
tamaño de las dos mayores empresas bancarias la diferencia no
es tan grande como al compararlas con una categoría diferente.
Después de analizar el perfil de las firmas estudiadas y
de revisar sus características financieras, se procedió a analizar
los contratos de cada firma, que fueron descargados de forma
libre de la página web de cada una de las diez instituciones
financieras seleccionadas en formato PDF, no presentándose
ninguna dificultad en el acceso. La colecta de datos fue hecha
entre los meses de mayo y julio de 2015.
Luego de seleccionar las firmas según su relevancia en el
mercado, el análisis de los contratos siguió la estrategia de análisis
recomendadaporYin(2009),esdecir,contrastarsielcasoanalizado
se refleja en la teoría propuesta (dimensiones y subdimensiones
del constructo capacidad transaccional). Específicamente, se
identificó individualmente elorden de lascláusulasde loscontratos,
así como el contenido de cada uno. Seguidamente, con base en
la literatura revisada, se buscó analizar cómo las dimensiones
de la capacidad transaccional se ven expresadas en el contrato.
También, se agruparon las cláusulas en base a sus dimensiones
teóricas. Finalmente, se desarrolló un análisiscomparativo entre los
contratos(cláusulas) de cada firma con referencia a lasdimensiones
y subdimensiones establecidas teóricamente.
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RESULTADOS
Al analizar la información contenida en los contratos de las firmas financieras se obtuvieron resultados diversos que reflejan la
relevancia de las propuestas teóricas en la elaboración de contratos firma-cliente con respecto a préstamos financieros. El Cuadro
2 resume los principales resultados del análisis.
Cuadro 2. Capacidad transaccional de las firmas seleccionadas para este estudio
Capacidad transaccional BCP BBVA Crediscotia
Financiera
Edyficar
CMAC
Arequipa
CMAC
Sullana
CRAC
Credinka
CRAC
Los
Andes
EDPYME
Raíz
EDPYME
Inversiones
La Cruz
Dimensiones Subdimensiones Variable
Relación con
los clientes
Habilidad de
adaptar el
producto a las
necesidades del
cliente
Se puede
desembolsar el
crédito directamente
al proveedor
û ü ü û û û û û û û
Posibilidad de pagos
anticipados
ü ü ü ü ü ü ü ü ü ü
Se permite pagar en
otra moneda, bajo
la conversión según
el tipo de cambio
vigente en la firma en
la fecha de operación
ü ü ü ü ü ü û ü ü û
Poder reducir
costos de acceso
al servicio
Se puede pagar
el crédito en la
red de agencias o
establecimientos
autorizados
ü ü ü ü ü ü ü ü ü ü
Uso de
tecnología
para reforzar la
relación con los
clientes
Modalidad de
"entrega del estado
de situación del
crédito" por medios
electrónicos sin costo
ü ü ü û û ü û û û û
Poder de
negociación
Posibilidad de
renegociación
Poder modificar tasas
de interés pactadas
bajo efectiva
negociación con el
cliente
ü ü ü ü ü ü ü ü ü ü
Habilidad de
influenciar
términos y
condiciones del
contrato
Modificar de
forma unilateral
comisiones, gastos y
otras estipulaciones
contractuales bajo
previo aviso (45 días)
ü ü ü ü ü ü ü ü ü ü
Derecho del cliente
de resolver el
contrato cuando no
está conforme con
las modificaciones
ü ü ü ü ü ü ü ü ü ü
Diseño de
contratos
Organizar
contratos a un
menor costo
posible
Contrato disponible
en la web
ü ü ü ü ü ü ü ü ü ü
Reducir la
probabilidad
de violación del
contrato
Atraso en el pago
de cuotas por
parte del cliente
conlleva a intereses
compensatorios y
moratorios
ü ü ü ü ü ü ü ü ü ü
La firma tiene
potestad de emitir un
título valor frente al
incumplimiento de
las obligaciones del
cliente
ü ü ü ü ü ü ü ü ü ü
(sigue)
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Capacidad transaccional BCP BBVA Crediscotia
Financiera
Edyficar
CMAC
Arequipa
CMAC
Sullana
CRAC
Credinka
CRAC
Los
Andes
EDPYME
Raíz
EDPYME
Inversiones
La Cruz
Dimensiones Subdimensiones Variable
Diseño de
contratos
Incorporación de
salvaguardas
El cliente autoriza a
la firma de amortizar
y/o cancelar las
cuotas vencidas
del crédito con
cargo a cualquiera
de los depósitos
y/o cuentas que
mantenga en la firma
ü ü ü û ü ü ü ü ü ü
La firma puede
resolver el contrato
bajo situaciones de
riesgo del cliente.
ü ü ü ü ü ü ü ü ü ü
En caso se de
resolución del
contrato, "el cliente
se obliga a entregar
los bienes objeto de
financiamiento a La
Financiera"
ü ü ü ü ü ü ü ü ü ü
La firma puede
contratar por cuenta
y costo del cliente,
un seguro de
desgravamen
ü ü ü ü ü ü ü û û ü
Nota:	ü	Presencia del indicador de la capacidad transaccional en el contrato de la entidad financiera.
	 û	Ausencia del indicador de la capacidad transaccional en el contrato de la entidad financiera
Cuadro 2. Capacidad transaccional de las firmas seleccionadas para este estudio (conclusión)
En el Cuadro 2 se muestran las tres dimensiones y
subdimensiones de la capacidad transaccional identificadas en
la literatura, como se evidenció en el Cuadro 1. Las dimensiones
son: relación con los clientes, poder de negociación y diseño
del contrato, apreciándose tres, dos y tres subdimensiones
para cada dimensión respectivamente. Teniendo en cuenta ese
marco conceptual, se contrastaron las ocho subdimensiones
teóricas con cada una de las cláusulas de los diez contratos.
Surgieron, como se evidencia en el Cuadro 2; cinco, tres y siete
indicadores cualitativos para cada una de las tres dimensiones
de la capacidad transaccional. Seguidamente, se contrastó cada
uno de los indicadores con cada contrato de las diez entidades
financieras, evidenciándose la presencia de las dimensiones
teóricas del constructo capacidad transaccional en las cláusulas
de los contratos de la mayoría de las entidades financieras
peruanas. A continuación, se presentan los principales hallazgos
para cada una de las tres dimensiones analizadas.
Relación con los clientes
El poder adaptar un producto a las necesidades del cliente
es fundamental para el desempeño de la firma (Cannon &
Homburg, 2001). En el caso de los créditos, la flexibilidad en sus
características ofrece a los potenciales clientes mayores incentivos
de demanda. El BBVA y Crediscotia son las únicas firmas que
ofrecen la opción de que el crédito pueda ser “desembolsado
directamente al Proveedor” cuando el cliente destine el uso del
préstamo a la adquisición de bienes o servicios de un tercero.
Siguiendo la cláusula, se observa que dada la naturaleza de haber
un tercero en la operación, la firma “No toma responsabilidad
por la calidad del servicio del Proveedor” ni “asume ninguna
responsabilidad respecto a la entrega oportuna de los bienes
adquiridos del Proveedor”. Esta característica permite simplificar
las transacciones entre el cliente y el proveedor del servicio por el
cual el cliente obtiene el préstamo que, desde la óptica de la firma,
también es un cliente. Si bien se ofrecen beneficios adicionales
por el uso del servicio, la firma financiera no toma parte en avalar
a estos terceros, evitando riesgos adicionales en la transacción.
Otra vía en la que las firmas estudiadas adaptan el producto
a las necesidades del cliente es a través de las modalidades de
pago. Las firmas estudiadas brindan a sus clientes el beneficio
de realizar pagos anticipados, ajustándose así a la capacidad
de pago de sus clientes y ahorrándoles el gasto en comisiones.
Asimismo, les ofrecen la posibilidad de pagar en una moneda
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diferente a la del préstamo inicial, pero bajo la condición de
convertir esta al tipo de cambio vigente.
El adaptar el producto a las necesidades del cliente puede
ser importante, pero no determinante del desempeño de la
firma. En un mundo condicionado por los costos de transacción,
el poder reducir costos de acceso al servicio cumple un rol muy
importante (Bosse & Alvarez, 2010). En este sentido, las firmas
buscan brindar beneficios al cliente en la forma y lugar de pago
del crédito. Explícitamente, en el contrato de Crediscotia se le da
al cliente la posibilidad de pagar el crédito en “la red de agencias
o establecimientos autorizados” de todo el país, además de
ofrecer la opción de pagar en efectivo, mediante transferencias
o depósitos. Del mismo modo, todas las otras firmas también
ofrecen esta facilidad. Es de notar que la existencia de agencias
autorizadas facilita las transacciones en lugares donde no sería
económicamente viable construir un banco.
La entrega del estado de situación del crédito por medios
electrónicos facilita la comunicación entre firma y clientes, al
mismo tiempo que reduce los costos de transacción (Jayachandran
et al., 2005). Esta subdimensión se encuentra presente en cuatro
de las diez firmas estudiadas, si bien se obtienen datos de los
clientes que permiten realizar este proceso, no todas las firmas
estudiadas los proporcionan.
En el análisis de toda la dimensión relación con los clientes
se observa que la capacidad transaccional efectivamente se
manifiesta mediante las cláusulas del contrato. Las firmas
analizadas brindan opciones que permiten que el producto se
adapte mejor a las necesidades del cliente, al mismo tiempo que
economizan los costos de acceso al servicio. Está constatación,
que busca adaptar los productos a las necesidades del cliente, es
fundamental para el buen desempeño de la firma, algo también
apuntado por Cannon y Homburg (2001) cuando afirman que
frente a un escenario dinámico y de alta competencia, para poder
seguir manteniendo una buena relación, es necesario que la firma
se adapte a los cambios en las necesidades del cliente.
Poder de negociación
El poder de negociación se puede definir como la habilidad de
una de las partes negociantes para influenciar en los términos y
condiciones de un contrato a favor propio y así obtener mayores
beneficios del intercambio (Argyres & Liebeskind, 1999). La
negociación se puede efectuar antes de la firma del contrato
así como durante el desarrollo del mismo, en caso de que sean
necesarias modificaciones.
Con respecto a esta dimensión, se observa la influencia
de la SBS en la regulación del mercado financiero. Existen
resoluciones que buscan generar un entorno que evite riesgos
al sistema financiero. Se puede leer en los contratos que la firma
puede “realizar modificaciones en lo relacionado a la tasa de
interés” según lo dispuesto en el artículo 25° de las Resolución
del agente regulador (SBS N°8181-2012), así como “modificar
de forma unilateral comisiones, gastos y otras estipulaciones
contractuales bajo previo aviso (45 días)” según lo dispuesto en
el artículo 25° de la misma resolución (Res. SBS N° 8181-2012).
Asimismo, según lo dispuesto por ley, la firma puede modificar
el contrato en otros aspectos e incluso disolverlo debido a la
aplicación de las normas prudenciales emitidas por la SBS.
Adiferenciadeloscontratosentrefirmas,loscontratosfirma-
clienteseencuentranreguladosenelsistemafinancieroperuano,lo
quelimitaelaccionardelasfirmas.Enloscasosanalizados,lafirma
tienelapotestaddemodificarloscontratossegúnlalegislación;pero
en respuesta, el cliente también tiene la posibilidad de resolver el
contrato. Se observa entonces la posibilidad de renegociación del
contrato (Reuer & Ariño, 2002), importante debido a la existencia
de incertidumbre en el sistema financiero.
En el análisis de toda la dimensión poder de negociación
se observa que las cláusulas de los contratos muestran una
particularidad.Si bien no existe de forma específica la negociación
directa firma-cliente debido a que las tasas y comisiones son fijas,
existe negociación durante el proceso de transacción (después
de adquirir el préstamo y antes de terminar de pagar el principal
y los intereses). Las firmas pueden, por un lado, modificar las
comisiones, gastos y otras estipulaciones. Sin embargo, por otro
lado, ante estos cambios, el cliente puede resolver el contrato; es
decir, existe una potencial renegociación del contrato. Si la firma
exige comisiones muy altas, el cliente puede resolver el contrato
y eliminar los potenciales beneficios de la transacción. Por ello,
se hace evidente el espacio de negociación firma-cliente dentro
del constructo capacidad transaccional.
Diseño de contratos
La literatura resalta la existencia de riesgos contractuales, por
lo que es de esperar que el contrato en su estructura sea un
reflejo de cómo hacer frente a estos riesgos. La incorporación
de salvaguardas (Williamson, 1985) implica la existencia de
términos en caso de incumplimiento de lo establecido por las
partes. En el análisis de contratos se observa que todas las
firmas analizadas siguen una serie de rigurosas salvaguardas.
Por ejemplo, en el contrato de la firma BCP se establece que
“en caso de no cancelar las cuotas a más tardar en el día de su
vencimiento, el cliente incurrirá automáticamente en mora sin
necesidad de requerimiento o formalidad previa alguna”. De
forma similar, las otras firmas estudiadas hacen referencia a
la mora por incumplimiento en el plazo de pagos. Esta medida
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reduce los incentivos a los clientes a atrasar el pago de cuotas;
sin embargo, las demás características hacen parecer que esto
no es suficiente.
Además de los intereses por pago atrasado, se puede
observar, por ejemplo, en el contrato de Crediscotia que “El
cliente autoriza a la empresa a amortizar y/o cancelar las
cuotas vencidas del crédito con cargo a cualquiera de los
depósitos y/o cuentas que mantenga en la empresa”. Esta
segunda condición reduce el riesgo de impago por parte de los
clientes a la firma; sin embargo, si el cliente no tuviera fondos
disponibles en la entidad financiera el riesgo persistiría. El
persistente riesgo de impago es enfrentado por la firma, para
mitigar esta situación, la firma pide como requisito que el
cliente posea “aval” o disponga de activos con la condición de
que “En caso se dé resolución del contrato, el cliente se obliga
a entregar los bienes objeto de financiamiento a La Financiera”.
Con respecto a este último punto, pareciera que la firma no
enfrenta riesgos, dado que ante la situación de impago del
cliente, la firma puede recibir los activos en cuestión. Sin
embargo, aún existen riesgos por lo que -al igual que en las
otras entidades financieras- en el contrato de Crediscotia
se establece que “La empresa podrá contratar, por cuenta y
costo del cliente, un seguro de desgravamen” para reducir los
potenciales impactos del impago por parte del cliente.
En el análisis de la presente dimensión, diseño de
contratos, se muestra que, ante la incertidumbre de la firma
acerca de si el cliente va a terminar de pagar el principal y los
intereses del préstamo, esta desarrolla, desde una perspectiva
técnico-legal, estrategias que van desde la inclusión de
moras hasta el uso de seguros para asegurar el pago. Estos
mecanismos son una muestra de la importancia de plasmar las
salvaguardas en un documento que garantice la transacción
para la firma.
CONSIDERACIONES FINALES
El desarrollo del constructo capacidad transaccional se basa en
estudios teóricos y empíricos que unen dos perspectivas (Argyres
& Mayer, 2007; Brahm & Tarziján, 2014; Hoetker, 2005, Jacobides
& Winter, 2005; Langlois & Foss, 1999; Loasby, 2002; Mayer &
Salomon, 2006; Poppo & Zenger, 2002); estas son: la Economía
de los Costos de Transacción (ETC) y las capacidades de la firma.
Para continuar con la evolución y consolidación de este
nuevo constructo, el objetivo del presente artículo fue identificar
y analizar evidencias empíricas que constataran la existencia del
constructo capacidad transaccional en el ámbito de las firmas. En
ese sentido y partiendo de los avances conceptuales de Loasby
(2002) y Tello-Gamarra y Zawislak (2013) y utilizando las tres
dimensiones identificadas por Zawislak, Fracasso, y Tello-Gamarra
(2013) sobre el constructo, esta investigación buscó evidencias
de la capacidad transaccional en diez firmas pertenecientes
al sector de servicios. Más específicamente, se estudiaron
firmas del sistema financiero peruano, tomando como base de
análisis sus contratos de crédito de consumo. Los contratos como
contenedores de información pueden ser de ayuda al momento
de intentar identificar evidencias de la capacidad transaccional,
debido a que son una muestra de cómo las firmas determinan
sus relaciones contractuales (Mayer & Argyres, 2004).
El principal resultado de este artículo es el hallazgo
de evidencias empíricas que comprueban la existencia de la
capacidad transaccional en firmas pertenecientes al sector
servicios de una economía emergente, en este caso, la economía
peruana. Con base en todas las informaciones revisadas del
sistema financiero peruano, y sobre todo en el análisis detallado
de los contratos, se entiende que las firmas no son conscientes
del constructo desde un punto de vista teórico. Sin embargo, en el
análisis de los contratos se descubrió que, al momento de ofrecer
servicios financieros, estos muestran características que, aunque
no sean definidas bajo ese nombre, se encuentran asociadas a
las dimensiones y subdimensiones del constructo capacidad
transaccional. Este hallazgo es importante, pues demuestra que la
evidencia empírica está un paso al frente de los avances teóricos
y direcciona la investigación hacia una perspectiva inductiva.
En ese contexto, los resultados obtenidos mediante el
análisis del caso peruano, a través de entidades financieras
(unidades múltiples de análisis), posibilitaron confirmar y
generalizar la proposición teórica del constructo capacidad
transaccional. Yin (2009) denominó a este escenario como
generalización analítica, puesto que la presencia del constructo
capacidad transaccional en casi todos los casos afirma su
replicación. En esta misma línea, Eisenhardt y Graebner
(2007) comentan que el enfoque cualitativo de los estudios
de caso posibilita el desarrollo de constructos (dimensiones
de la capacidad transaccional), medidas (variables/indicadores
propuestos desde la teoría) y evaluaciones de proposiciones
teóricas que contribuyan y complementen la construcción
teórica, lo cual también se induce válido para el desarrollo del
constructo capacidad transaccional. Así, estudios de casos
pueden contribuir a una construcción teórica con posibilidades
de generalización.
Los resultados empíricos encontrados empoderan la teoría,
permitiendo, como siguientes pasos, desarrollar estudios de
replicación en otros contextos o elaborar estudios empíricos
que resulten en la formulación de hipótesis. Por ello, el caso del
sistema financiero peruano puede ser generalizable, porque se
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encontraron robustas evidencias de la existencia de la capacidad
transaccional en todas las firmas estudiadas. Esto lleva a pensar
que firmas de otros sectores (industriales o de servicios) o países
también tengan está capacidad. Sin embargo, se resalta que esa
generalización se refiere solo a la existencia del constructo, no
a las dimensiones y subdimensiones. Para la generalización de
estas últimas son necesarios mayores estudios con los enfoques
teóricos (deductivo) o empíricos (inductivo).
Finalmente, al analizar empíricamente la existencia y
comportamiento de la capacidad transaccional, el presente
estudio sienta lasbasespara continuar explorandoydesarrollando,
con estudios conclusivos, dicho constructo; recomendándose su
aplicación en distintos sectores empresariales pertenecientes
a otras áreas geográficas, así como en otros países con un
sistema regulatorio diferente. Consecuentemente con la teoría,
se esperaría que bajo un entorno diferente, la capacidad
transaccional de la firma esté presente, pero con algunas
características propias para cada aplicación práctica.
Limitaciones
Algunas limitaciones del artículo se presentan como motivación
para futuros estudios en la presente área de investigación. Estas
limitaciones son, principalmente, tres: la identificación de las
dimensiones del constructo, el análisis basado en los contratos
y el método utilizado.
Una primera limitación fue la falta de estudios teóricos
y empíricos que definieran las dimensiones que forman el
constructo capacidad transaccional. En este artículo se utilizaron
tres dimensiones (relación con los clientes, poder de negociación
y diseño de contratos), sin embargo, al ser la transacción una
actividad compleja se entiende que existen dimensiones que
no fueron analizadas, por ejemplo, comunicación, monitoreo
y reputación, tanto de los clientes como de los proveedores.
Trabajos futuros necesitan abordar más dimensiones.
La segunda limitación del presente artículo reconoce
que, si bien la información recolectada es valiosa, existe
otra información que no es explicada en los contratos, pero
que se relaciona con estos y que puede ser de gran ayuda al
momento de entender el comportamiento de la capacidad
transaccional. Debido a esta limitación, el análisis de las
respectivas dimensiones del constructo capacidad transaccional
se estudió de forma contractual; en el caso de la relación con
los clientes, se analizaron aquellas características dentro del
contrato que refuerzan esta relación como la posibilidad de
pagar con otro tipo de divisa; sin embargo, existen características
que podrían enriquecer los resultados obtenidos. Entre estas
características se pueden incluir el tiempo que demora un crédito
en aprobarse, la cantidad de información personal requerida
para recibir el crédito, la atención al cliente, etc. Además de las
informaciones recolectadas por medio del análisis de contratos,
realizar entrevistas con los gerentes de las firmas podría brindar
información complementaria sobre cómo se desarrollan los
procesos internos que determinan las características del contrato.
Al respecto de la tercera limitación, el estudio de casos
múltiples es un método que permite encontrar evidencias
empíricas sobre la existencia de este constructo. Pero es
necesario un estudio descriptivo con un mayor número de firmas
para establecer algunas correlaciones entre variables, incluyendo,
para esto, variables sobre el desempeño de la firma.
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ISSN 0034-7590 © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 51-64
JOSÉ M. RAMÍREZ-HURTADO
jmramhur@upo.es
Professor at Universidad Pablo de
Olavide, Departamento de Economía,
Métodos Cuantitativos e Historia
Económica – Sevilla, Spain
ARTICLES
Submitted 11.24.2015. Approved 04.19.2016
Evaluated by double blind review process. Scientific Editor: Francisco Javier Rondán Cataluña
THE USE OF IMPORTANCE-PERFORMANCE
ANALYSIS TO MEASURE THE SATISFACTION
OF TRAVEL AGENCY FRANCHISEES
Utilização da análise de importância-desempenho para medir a satisfação de
franqueados de agências de viagens
El uso del importance-performance analysis para medir la satisfacción de
franquiciados de agencias de viajes
ABSTRACT
This study contributes to the limited literature on the satisfaction of travel agency franchisees. Spe-
cifically, it aims to identify strengths and weaknesses of the system from the perspective of the
franchisee. This study would enable franchisors to identify areas in which franchisees are less satis-
fied. If franchisees are satisfied with numerous aspects that influence the franchisor-franchisee
relationship, the latter may have a high degree of loyalty towards their franchisors and this would
benefit the entire network. This article uses a variant of the classic importance-performance model
from Martilla and James (1977) and others (Ábalo, Varela, & Rial, 2006; Picón, Varela, & Braña, 2011).
The results show that the attributes travel agency franchisees feel more dissatisfied with are: chain
advertising, ongoing support from franchisors, the initial franchisor support, delivery from the fran-
chisors, and training provided by franchisors.
KEYWORDS |Satisfaction, importance-performance analysis, franchising, travel agency industry, attributes.
RESUMO
O presente estudo contribui para a limitada literatura sobre satisfação de franqueados de agências
de viagens. Mais especificamente, destina-se a identificar os pontos fortes e fracos do sistema, da
perspectiva do franqueado. Este estudo permitiria aos franqueadores identificar as áreas em que os
franqueados estão menos satisfeitos. Se os franqueados estão satisfeitos com numerosos aspectos
que influenciam o relacionamento franqueador-franqueado, este pode ter um alto grau de lealdade
para com seus franqueadores, o que beneficiaria toda a rede. O artigo utiliza uma variação do clássico
modelo importância-desempenho de Martilla e James (1977) e outros (Ábalo, Varela, & Rial, 2006;
Picón, Varela, & Braña, 2011). Os resultados mostram que os atributos com os quais os franqueados
de agências de turismo sentem-se mais insatisfeitos são: propaganda da rede, suporte continuado
por parte do franqueador, suporte inicial pelo franqueador, cumprimento efetivo por parte do fran-
queador, e treinamento fornecido pelo franqueador.
PALAVRAS-CHAVE | Satisfação, análise de importância-desempenho, franquia, indústria de agências
de turismo, atributos.
RESUMEN
El presente estudio contribuye a la limitada literatura sobre la satisfacción de franquiciados de agen-
cias de viajes. Específicamente, tiene como objetivo identificar las fortalezas y debilidades del sistema
de la perspectiva del franquiciado. Este estudio les permitirá a los franquiciadores identificar áreas en
las que los franquiciados están menos satisfechos. Si los franquiciados están satisfechos con nume-
rosos aspectos que influyen en la relación franquiciador-franquiciado, el último puede tener un alto
grado de lealtad para con sus franquiciadores y esto beneficiaría a la red como un todo. Este artículo
usa la variante del modelo clásico de importancia-performance de Martilla y James (1977) y otros
(Ábalo, Varela, y Rial, 2006; Picón, Varela y Braña, 2011). Los resultados demuestran que los atri-
butos con los que los franquiciados de agencias de viajes están más insatisfechos son: publicidad
en cadena, apoyo continuo de los franquiciadores, el apoyo inicial del franquiciador, entrega de los
franquiciadores y capacitación dada por los franquiciadores.
PALABRAS CLAVES | Satisfacción, análisis importancia-performance, franquicia, ramo de agencias de
viajes, atributos.
RAE-Revista de Administração de Empresas | FGV EAESP
DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S0034-759020170105
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ISSN 0034-7590
ARTICLES | The use of importance-performance analysis to measure the satisfaction of travel agency franchisees
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INTRODUCTION
Although a considerable variety of business alliances types
exist, franchising has emerged as a powerful form of two-party
collaboration (Brookes & Altinay, 2011). Both the franchisor and
franchisee have substantial incentives to enter a franchising
system. Literature in this field shows franchisors choose
franchising as a business model because it enables them to grow
faster in comparison to other business models. It may be because
franchisees supply human and financial capital to carry out the
expansion (Bercovtiz, 1999; Elango & Fried, 1997; Emerson, 1998;
Justis & Judd, 2002; Lim & Frazer, 2004; among others).
On the other hand, franchisees choose franchising
due to the help supplied by franchisors (Justis & Judd, 2002).
Many entrepreneurs do not have previous work experience to
be successful businessmen; therefore, they prefer appealing
to franchisors to receive help and training to start their own
business (Lim & Frazer, 2004). Consequently, franchisors need to
be responsive and attend franchisees’ needs, particularly during
the early stages of the partnership (Altinay, Brookes, Yeung, &
Aktas, 2014).
Prior to the contractual relationship between the franchisor
and franchisee, franchisors direct their potential franchisees
towards ideal business locations and help them with the
interior designing and material procurement. They also support
franchisees in recruiting ideal employees, while some offer
business management training, operation manuals, marketing
assistance, etc. (Justis & Judd, 2002; Kaufmann &Stanworth, 1995;
Lim & Frazer, 2004; Williamson, 1995; among others). Likewise, a
franchisee receiving satisfactory support from the franchisor partner
develops confidence in the franchisor’s capabilities (Altinay &
Brookes, 2012; Flint-Hartle & de Bruin, 2011; Hing, 1995).Therefore,
the relationship between the franchisor and franchisee is of vital
importance for the development and success of a franchise.
However, franchisees are not always satisfied with the
affiliation, believing they do not receive enough assistance or
resources, not only at the beginning, but also at the development
stage. Moreover, franchisees gradually learn the franchisor’s
operating methods, strategies, and their strengths and
weaknesses. As franchisees’ success increases, they attribute
the success to their own efforts and business qualities rather than
their franchisor (Davies, Lassar, Manolis, Prince, & Winsor, 2011).
In franchising, while franchisors seek to maintain uniformity in
their standard operations to preserve the integrity of the brand,
the franchisees often wish to have greater autonomy in operation
(Sorenson & Sørensen, 2001; Weavin & Frazer, 2007).
These issues create tension in the relationship. Indeed, the
franchisees begin to doubt the contract’s suitability and start to
feel dissatisfied. Dissatisfaction can lead to conflicts and negative
results. This ultimately affects the franchisor, whose profitability
depends on the success of the franchisees (Harmon & Griffiths,
2008). This is why studying franchisees’ satisfaction level
provides useful information for franchisors and for determining
the relationship success in the chain. This study focuses on the
travel agency industry.
Researchers recognize the need to create a collaborative
and cooperative atmosphere to handle tensions (Altinay & Brookes,
2012). Franchisors should identify areas or factors franchisees
are dissatisfied with, and areas they are not to deal with these
tensions. They should also gauge the degree of satisfaction
in different areas. Such analysis would enable franchisors to
maintain their efforts and relationship in satisfaction areas and
improve in dissatisfaction areas. Franchisors must also try to rank
factors their franchisees are dissatisfied with, as the degree of
dissatisfaction may vary with factors.
This study contributes to the limited literature on travel
agency franchisees’ satisfaction levels. Its aim is to measure
satisfaction within the current arrangement of franchising. It
analyzes the franchisees’ perceptions relating to the franchisor’s
effort, thus measuring the perceived experience. Specifically, the
study aims to identify strengths and weaknesses of the system
from the franchisee’s point of view. In order to achieve this goal
and bridge the literature gap, this study analyzes the attributes
affecting satisfaction.
The study’s justification is that it serves as a tool for
improving the weaknesses of the franchising system and
identifying the strengths. Franchise brands must engage in self-
criticism regarding such weaknesses and try to address them
within their own franchises, while maintaining efforts related
to strengths.
The methodology used here to meet the objectives is
importance-performance analysis (IPA). The study uses a variant of
the classic importance-performance model of Martilla and James
(1977) and others (Ábalo et al., 2006; Picón et al., 2011). The data
have been obtained via a questionnaire sent to travel agency
franchisees operating in Spain. This sector is highly representative
of franchising arrangements. It is dynamic; franchises have been
forced to renovate or merge to continue to exist. With the backdrop
of the financial crisis prevailing in recent years, the travel agency
sector in Spain, in particular, reflects the current situation of
Spanish franchising to a great extent.
This remainder of this paper is organized as follows.
The literature review section examines motives for potential
franchisees to join a franchise. The franchisee’s satisfaction is
also briefly covered in this section. Following the literature review,
the author will develop and expound the methodology, which is
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AUTHOR | José M. Ramírez-Hurtado
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based on the standard IPA format. The results are then presented
in a summary. The final section of the paper highlights managerial
implications of the findings, and sets out areas for future research.
LITERATURE REVIEW
Franchising systems have attracted growing interest among
researchers due to their increasing importance as a mechanism
of business growth (Baena, 2010). Over the years, the number
of published works about the franchising system has grown
considerably, mostly in North American and British literature
due to the greater implementation of this system in these areas
than in other countries (Jones, 2003).
Different lines of enquiry have been discoursed over
the years. Elango and Fried (1997) analyzed extensively the
previously published franchising studies. According to their work,
franchising literature can be divided into three trends: franchising
and society, franchising relationship creation, and franchise
operations. Forward and Fulop (1997) also reviewed different
theoretical perspectives from researchers. In their view, three
main issues have attracted academic attention: (a) the value of
franchising for franchisees; (b) the contractual effects on control,
conflict, balance of power, and franchisee autonomy; and (c)
the management of conflicting strategies. Combs, Michael, and
Castrogiovanni (2004) also reviewed different theories supporting
franchising, showing that resource scarcity and agency theory
are the most discussed topics in explaining how the franchising
system functions. These authors show evidence of three other
theories that influence franchising: the upper echelons theory,
resource-based theory, and the institutional theory. Furthermore,
the signaling theory is also adequate to study franchised networks
(Dant & Kaufmann, 2003; Gallini & Lutz, 1992).
Baena (2010) reviews research lines in the franchising
system from the 1960s to 2009. She believes that there are two
main theoretical approaches in franchising – agency theory and
resource scarcity theory, although there are secondary theories.
In this study, four main research lines are shown: 1) social reasons
of franchising; 2) expansion of franchising; 3) characteristics of
the franchisor and the franchisee; and 4) franchisor-franchisee
relations.
The researchers who have used these theories and other
research fields have made tremendous progress in explaining
and describing the franchising system (Combs et al., 2004).
However, despite the increase in and diversity of articles about
franchising, most of the literature has used the franchisor’s
perspective (Altinay, Brookes, & Aktas, 2013; Brookes & Altinay,
2011; Hing, 1995; Kaufmann & Stanworth, 1995). The reason is that
the ultimate decision about franchising rests with the franchisor
(Kaufmann & Stanworth, 1995), as does the final decision about
incorporating a franchisee.
Research on franchising from the franchisor’s point of view
is broad and varied. Studies have analyzed social reasons for
franchising, expansion of franchisor, the internationalization
of franchising, the selection methods for choosing franchisees,
the characteristics of franchisors, and the relationships between
franchisors and franchisees (Baena, 2010).
Nevertheless, from the franchisee’s point of view, the
analyses have basically been about the characteristics of
franchisees, the selection of a franchisor, and the reasons for
joining a franchising network(Bradach & Kaufmann, 1988; Brookes
& Altinay, 2011; Kaufmann & Stanworth, 1995; Peterson & Dant,
1990; Ramírez, Rondán, Guerrero, & Berbel, 2011; J. Stanworth,
Stanworth, Granger, & Blyth, 1989; J. Stanworth & Purdy, 1994;
among others). There is therefore an important research gap in
this area.
The franchisee is a key element within the franchising
system. However, they must have a series of important
characteristics to be able to develop their work within the
system. The franchising system can be more appropriate for some
franchisees than for others (Ramírez et al., 2011). Indeed, some
franchisees that enter the franchising system make a greater
contribution to the success of the relationship than others that
fail (Jambulingam & Nevin, 1999).
Incorporating an entity into a franchising system depends
on both the motivation of the franchisee, and the motivation
pushing the franchisor. From the point of view of the franchisee,
in choosing the franchisor, certain requirements have to be
analyzed such as the investment required, contractual conditions,
franchisor’s profitability, reputation of the trademark, evolution
of the number of franchisees, its training program, and market
available. Tatham, Douglas, and Bush (1972) were among the first
to thoroughly analyze these characteristics. Since then, other
studies have analyzed the different requirements to be met to
have a successful relationship with the franchisor (Brookes &
Altinay, 2011; Clarkin & Swavely, 2006; Edens, Self, & Grider,
1976; Forward & Fulop, 1997; Jambulingam & Nevin, 1999; Knight,
1986; Ramírez et al., 2011; among others).
The role of the franchisor (brand reputation, marketing,
training and assistance) contributes to the relationship
development through the creation of trust, and demonstration
of commitment, both at the pre and post stages of franchising
partnerships (Altinay et al., 2014).
Previous studies have examined advantages of franchising
with respect to other organizational forms. Litz and Stewart
(1998) showed that franchising brands are a source of strategic
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ARTICLES | The use of importance-performance analysis to measure the satisfaction of travel agency franchisees
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advantage, because firm outcomes are positively impacted.
Kaufmann (1999) shows the rationale behind the franchisee’s
decision to acquire a franchise. It depends on industrial factors
such as growth, competitiveness, and experience; organizational
factors such as personality traits; and financial factors, business
factors, and brand aspects such as the franchisor’s reputation,
terms of the contract, cost, growth of the system, and power of
the brand.
According to Kaufmann (1999), some advantages
associated with being a franchisee, such as independence and
personal involvement in a firm, are valued in the same way as in
an independent business. Notwithstanding, obtaining personal
benefits is an important advantage of franchising in contrast to
other forms of business.
Previous literature paid close attention to the motives
that lead a business to become a franchisee. Ramírez and
Quattrociocchi (2009) reviewed the main papers about franchisees’
motivation for accessing a franchising system. They state that the
ranking of motives varies from study to study, and thus between
countries. Therefore, the motivation is not as homogeneous as
expected by practitioners and researchers (Peterson & Dant, 1990).
Exhibit 1 shows the main results from previous studies.
Guilloux, Gauzente, Kalika, and Dubost (2004) found that the
main franchisee motivation in France is advertising and start-up
support. Potential franchisees need to be assured particularly
about the initial support provided by the franchisor. Trade
name association and the possibility for development are the
second-most popular motives for individuals to enter franchising.
Although their methodological approaches are not the same
as those used in previous studies, these two motives are
widely used in the literature. Withane (1991) reports that the
proven business format is the main motive in Canada. Many
prospective franchisees choose to join franchises rather than
start an independent business in order to take advantage of the
established business format, brand goodwill, and initial and
ongoing customer support. This shows the importance of support
as a motivational incentive for companies to enter franchising.
Peterson and Dant (1990) found that the main motives in the
United States are “training provisions,” “greater independence,”
and “established name.” “Lower operating costs,” and “less
management involvement” were rejected as advantages. Knight
(1986) found that in Canada and in the United States, the main
motive was the already established commercial name; the second
ranked motivation was a greater job satisfaction compared to
salaried employment. J. Stanworth (1985) describes that the main
motive was “national affiliation,” which, according to Peterson
and Dant (1990), can be considered equivalent to “established
name.” Finally, Hough (1986) found that the main motive was
ongoing support. Thus, the main criterion varies with country
and time.
Exhibit 1. Comparison of previous empirical studies
Ranking
Ramírez and
Quattrociocchi
(2009) (Spain)
Guilloux et al
(2004) (French)
Withane (1991)
(Canada)
Peterson and
Dant (1990)
(United States)
Knight (1986)
(Canada and
United States)
J. Stanworth
(1985)
Hough (1986)
1
Proven
business
format
Advice and
assistance
before opening
Proven
business
format
Training
provided
Established
name
National
affiliation
Franchise
support
2
Startup
support
Name Less risky
Established
name
Satisfaction
Franchisor
support
Lacked
experience
3
Established
name
Possibility for
development
Goodwill
Greater
independence
Greater
independence
Better
investment
Established
name
4
Training
provided
Franchiser’s
support
Startup
support
Better
investment
Faster
development
5
Faster
development
Profitability
Ongoing
support
Lower
development
cost
Proven formula
6
Ongoing
support
Advertising Quick start
Better
investment
Source: Ramírez and Quattrociocchi (2009) based on Guilloux et al. (2004) and Peterson and Dant (1990).
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AUTHOR | José M. Ramírez-Hurtado
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The previous motives, along with others, form part of the
studies carried out by both researchers and consultants. Some
of these motives relate strongly to franchisees’ satisfaction,
which determines the relationship between the franchisor and
franchisee. Satisfaction is a key element for remaining in the
system, and thus contributing to the long-term survival of the
franchising agreement (Gauzente, 2003). There is an important
theoretical support for franchisors’ interest in the franchisees’
wellbeing and satisfaction (Roh & Yoon, 2009). The repercussions
of the franchisee’s satisfaction are evident, and have been
previously investigated. Hing (1995) showed the importance of
satisfaction and its relation to franchisees recommending new
candidates. The same study also showed the relation between
satisfaction, and choosing to open new locations under the same
franchise.
The literature identifies three main approaches when
evaluating the franchisee’s satisfaction (Gauzente, 2003):
•	 The first considers franchisee’s satisfaction as a
member of the channel. Franchisees are treated as the
franchisor’s customers (Berndt, 2009). Satisfaction
is related to the running of the channel and the
relationships within it. Therefore, the dimension of
satisfaction is described over time (longitudinal)
instead of at a specific moment (Viera & Slongo, 2007).
•	 The second considers the franchisee as an employee
(Morrison, 1997). The franchisee is likewise considered
as a purchaser after having initiated the franchisor-
franchisee relationship. The franchisee’s satisfaction
is related to job satisfaction.
•	 Finally, a third approach analyzes franchisees’
satisfaction based on the activities and tasks carried
out in their outlet (Hing, 1995). This approach refers
to the difference between what a person earns and
what this person thinks they should earn. That is to
say, it measures whether the employees or franchisees
are satisfied with their jobs (Viera & Slongo, 2007).
Morrison (1997) showed the importance of satisfaction
is related to franchisees’ activity in their unit, organizational
involvement and relationships with the system and franchisor,
and the intention to remain in the system.
It is important to show that when franchisees are satisfied
with their franchisor, they are more cooperative and contribute
to the franchise system (Roh & Yoon, 2009).
Satisfaction is closely linked to the relationships that
develop between the franchisor and franchisee. In this sense,
relational marketing is especially important, as the basic
concept is the relationship rather than the exchanges within
the relationship suggested by transactional marketing. Those
franchisors who contribute real value to their franchisees based
on stable and profitable relations over time will survive.
Franchisees enter the franchising system for a variety
of reasons, and consequently can show different levels of
satisfaction. It is therefore of vital importance to know which
are the most important factors for franchisees, and what value
franchisees give to these factors.
The present study aims to present information about how
this system of association works from the franchisee’s perspective.
Specifically, this study seeks to measure franchisee’s satisfaction
in regards to the functions they carry out within their franchise.
Therefore, it encompasses aspects of the first and third approach
identified in the literature review.
In order to complete this assessment, the IPA model
was utilized. The IPA model identifies which product or service
attributes should be the focus to enhance customer satisfaction
(Matzler, Bailom, Hinterhuber, Renzl, & Pichler, 2004). Although
the IPA model is relevant as an instrument to measure satisfaction,
there is still a lack of empirical application to franchisee’s
satisfaction. In the context of franchising, the IPA model guides
the prioritization and development of action plans to minimize
mismatches between importance and performance, resulting in
an improved deployment of franchisor resources.
METHODOLOGY
Sample
The data were obtained from a sample of 65 franchisees within
the travel agency sector in Spain. Since there is no register of
franchisee establishments in Spain, getting the data was quite
complex and laborious.
The travel agency industry is one of the most
representative sectors of the franchising system in Spain.
Indeed, according to Tormo Franchise Consulting (2014), the
21 travel agency franchises that operated in Spain in 2014 had
3,454 franchisee establishments. It is the third largest industry
sector in terms of number of franchisee establishments.
Moreover, this sector billed 1,095 million euros, generating
11,180 direct jobs.
The characteristics of the hospitality industry are: large
mobility volume, wide geographic distribution, customers
searching for a familiar product, and unique travel expectations.
Franchising is thus an appropriate method for expansion in this
industry (Pine, Hanqin, & Qi, 2000).
Moreover, the travel agency sector is dynamic. Many
trademark brands have been forced to rethink their service, or
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to merge with others to overcome economic cycles. Despite this,
a great number of new business models are concentrated here
and the number of new entrants is expected to grow more in the
near future due to the lower initial investment (Tormo Franchise
Consulting, 2014). Therefore, it is a highly representative sector
of the franchising system in Spain.
A brief questionnaire was sent out to travel agency
franchisees operating in Spain. Franchisees had to score
importance and performance of attributes on a scale. The scale
ranged from 0 to 10 points, where 0 represents the lowest value,
and 10 represents the highest.
Usually, franchisors are reluctant to provide e-mail
addresses of their franchisees. However, e-mails addresses were
obtained through an arduous internet search and franchisees
were mailed the request to participate in the study. These e-mails
included a letter of presentation and an electronic link to access
the questionnaire online. The questionnaire was also sent by post
in order to increase the response rate. A total of 354 franchisees
were contacted and 65 duly filled out questionnaires, representing
an 18.36% response rate.
Attributes
The IPA model identifies areas to which marketing resources
should be allocated in order to improve and enhance the quality
of the relationship. In this case, all the attributes are controlled
by the franchisor.
Literature regarding incentives for entering franchising
mentions many factors, but some of them are not directly
controlled by the franchisor. For example, outlet profitability and
location are not controlled by the franchisor. The profitability of a
franchisee depends on several factors: brand strength, location,
management, the growth of the particular industry, and so
on. Location is another factor many franchisors do not control.
While they expect the franchisee to have a general area in mind,
including factors such as the parking space, foot traffic, status
of the neighboring areas, and price, the final decision is taken
by the franchisee.
Based on the above comments, only attributes controlled
by the franchisor and directly influencing franchisee satisfaction
have been used in this study.
The literature on franchisees’ satisfaction provided the
attributes to measure satisfaction (Barbadillo & Associates, 2013;
Berndt, 2009; Guilloux et al., 2004; Harmon & Griffiths, 2008;
Hough, 1986; Knight, 1986; Peterson & Dant, 1990; Ramírez &
Quattrociocchi, 2007; Roh & Yoon, 2009; J. Stanworth, 1985;
Withane, 1991). Exhibit 2 shows the attributes selected.
Exhibit 2. Attributes selected to measure satisfaction
1 Brand image
2 Business tried before
3 Size of the franchise
4 Experience of the firm
5 Experience of the chain
6 Belonging to the Official Registry of Franchisors
7 Training provided by the franchisor
8 Initial investment
9 Length of the contract
10 Initial support of the franchisor
11 Ongoing support of the franchisor
12 Chain advertising
13 Initial fee
14 Royalties
15 Advertising fee
16 Delivery from the franchisor
17 Supervision by the franchisor’s head office
18 Internationalization of the franchise
All of the attributes included in the satisfaction assessment
can be actively modified by the franchisor. The goal of this work is
to identify the attributes that franchisors must focus on to prevent
failing in elements considered important by franchisees and to
reallocate resources from areas of little importance. Franchisors
would know which attributes must be improved to increase
franchisees’ satisfaction. It does not make sense to include any
attribute that the franchisor cannot control as it cannot be used
to modify performance.
Importance-Performance Analysis (IPA)
The methodology is based on the traditional IPA method from
Martilla and James (1977). One of the model’s limitations is that the
action grid establishes arbitrary axes for the variables, which may
mislead management. In this study, the data has been analyzed by
means of a new graphic display to address the discrepancies (Ábalo
et al., 2006; Picón et al., 2011; Sethna, 1982). This method is likely
to be more useful to managers for formulating strategic actions.
IPA users consider the importance of the different attributes
of a product or service and their rating of its performance once
they have used it.
The traditional multi-attribute and expectation-value
models maintain that each product or service is made up of a
series of independent attributes. That means the valuations of
the consumers are made from the weighted aggregation of each
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of these attributes’ evaluations (Fishbein, 1967). This is reflected
in the following expression (Fishbein & Ajzen, 1975):
I VV
i
n
i i
1
0 $=
=
/
where V0
is the global valuation of the product or service,
Vi
is the importance that each attribute has for the subjects, Vi
is the valuation that each attribute receives, and n is the total
number of attributes that configure the product or service.
Past research has shown that not all attributes explain
the global satisfaction with a product or service in the same way
(Picón et al., 2011). Consumers tend to make valuations based on
a limited number of characteristics; therefore, the most important
attributes largely affect their evaluation, while the least important
hardly have any influence. This is why weighting valuations is
important.
Unlike the multi-attribute models of Fishbein (1967), in
which the importance and valuation are analyzed in an aggregated
manner, in the IPA model, importance and valuation are analyzed
separately. This is significant because a high score can be
obtained via high importance and low performance or via low
importance and high performance (Ennew, Reed, & Binks, 1993).
The classic representation of the IPA model was proposed
by Martilla and James (1977) by means of a two-dimensional grid,
where the values of importance and performance are plotted in
four quadrants (Figure 1).
Figure 1.	Classic representation of importance-
performance analysis (Martilla & James, 1977)
Importance
Possible overkillLow priority
Performance +
+
–
–
Keep up the good
work
Concentrate here
Concerning policy direction, a distinction can be made
between areas in need of further effort (A: high importance-low
performance), areas in which too much effort is being expended
(D: low importance-high performance), and those in which the
current effort is appropriate (B: high importance-high performance
and C: low importance-low performance). Employing such
analyses could enable management to allocate resources more
efficiently, in particular to the quadrant A factors. The marketing
strategy to be followed should be defined based on the quadrants
where the attributes fall.
Although the IPA model offers simple and direct
implications for subsequent marketing actions and it can be
applied in many diverse disciplines, it has its weaknesses,
such as the axes’ positioning and the measurement of the
attributes’ importance (Picón et al., 2011). In order to avoid these
problems, Picón et al. (2011) proposed a new way of representing
results graphically. They did this by considering the analysis of
discrepancies, meaning the differences between the importance
and performance. This is meant to address arbitrariness, which
exists when positioning the axes, as well as increase the amount
of information provided by the representation of the quadrants.
RESULTS
The average scores of importance and performance for each of
the 20 attributes are shown in Table 1.
All of the scores of importance are greater than the scores
of performance. Consequently, in principle, all of the attributes
are open to improvement. Nevertheless, according to the classic
representation of Martilla and James (1977), which appears
in Figure 2, the majority of the attributes fall in the quadrant
“keep up the good work,” except four attributes which fall in the
quadrant “concentrate here.” According to this figure, only four
areas present any deficiencies.
This first representation has a clear bias, as the difference
of average scores between importance and performance
indicate deficiency in all attributes, while the graph shows only
four attributes are deficient. As Ábalo et al. (2006) pointed
out, it is necessary to plan a modification of the graph for the
representation to be more coherent and realistic.
A first transformation, already noted by Martilla and James
(1977), and later Ábalo et al. (2006), consists of modifying the
scale of the axes. These authors propose placing the beginning
of the axes according to the smallest value obtained in the
average scores. Yet, in different studies by these authors, the
end of each axis has not been modified. With the aim of making a
coherent and equitable transformation, in this study, we propose
to also modify the end of the axes according to the highest value
obtained. It is justified because the range of the axes is reduced,
and consequently the relative distances of the attributes will
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increase. Hence, the new graphical representation would start its axes on value 4, the end point being value 9. Consequently, the
average score of the new scale will be 6.5. Figure 3 shows the new graphical representation.
Table 1. Importance, performance and discrepancies of attributes
Performance Importance Discrepancies
1 Brand image 6.83 7.89 -1.06
2 Business operations done before 6.68 7.83 -1.14
3 Size of the franchise 6.27 7.16 -0.89
4 Experience of the firm 6.70 7.59 -0.89
5 Experience of the franchise chain 6.98 7.90 -0.92
6 Belonging to the Official Registry of Franchisors 6.33 6.83 -0.49
7 Training provided by the franchisor 6.16 7.87 -1.71
8 Initial investment 7.03 7.79 -0.76
9 Length of the contract 6.95 7.21 -0.25
10 Initial support of the franchisor 6.25 8.03 -1.78
11 Ongoing support of the franchisor 5.59 7.63 -2.05
12 Chain advertising 4.90 7.14 -2.24
13 Initial fee 6.08 7.37 -1.29
14 Royalties 5.76 7.37 -1.60
15 Advertising fee 5.33 6.86 -1.52
16 Delivery from the franchisor 4.86 6.59 -1.73
17 Supervision by the franchisor’s head office 4.70 5.94 -1.24
18 Internationalization of the chain 4.60 5.37 -0.76
Average 6.00 7.24
Figure 2.	Results based on classic representation of importance-performance analysis
Performance
Importance
0
0
6
6
1
1
7
7
2
2
8
8
3
3
9
9
4
4
10
10
12
17
18
16
15
14
11
17
10
51
9
4
2
6
3
13
5
5
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Figure 3.	Classic representation with the new scale
Performance
Importance
4
4
7
7
5
5
8
8
6
6
9
9
12
17
18
16
15
14
11
17
10
5
8
1
9
4
2
6
3
13
In Figure 3, the number of attributes that fall in the quadrant
“concentrate here” has increased notably. This representation
is closer to reality given that the number of attributes open to
improvementhasincreased,asthedifferencesbetweenperformance
and importance reflect.However, in thisrepresentation,there isstill
a considerable number of attributes in the quadrant “keep up the
good work”; hence, contradictory evidence persists.
According to Ábalo et al. (2006), another approach that has
been followed in literature by some authors (Alberty & Mihalik,
1989; Guadagnolo, 1985; Hollenhorst, Olson, & Fortney, 1992;
Martilla & James, 1977) consists of placing the measurement axes
in their respective average dimensions. Inasmuch, we obtained a
more or less equitable representation of the attributes between
the four quadrants (Figure 4).
Figure 4.	Graphic with axes in average performance (6.00) and average importance (7.24)
Performance
Importance
4
4
7
7
5
5
8
8
6
6
9
9
12
17
18
16
15
14
11
7
10
5
8
1
9
4
2
6
3
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However, even though this representation distributes the
points between the four quadrants more or less equitably, it is
considered to be a partially artificial representation of strengths
and weaknesses (Ábalo et al., 2006). Likewise, according to
differences between performances and importance, all of the
averages are open to improvement. Thus, the information
supplied by the graphical representation is also contradictory.
Attempting to solve the problems mentioned, the literature
has tried to combine models based on different representations
in the quadrants (classic models) and the so-called “diagonal
models.” The diagonal models divide the importance-performance
analysis space into two halves (Ábalo et al., 2006; Hawes & Rao,
1985; Nale, Rauch, Wathen, & Barr, 2000; Picón et al., 2011;
Sampson & Showalter, 1999; Slack, 1994).
Diagonalmodelsarebasedonthecalculationofdiscrepancies,
defined as the differences in scores between performance and
importance. Those attributes with low discrepancies are the ones
whereimportanceexceedstheperformance,hencerepresentinghigh
priorities for improvement. In this type of model, a 45º
diagonal is
representedinthegraphsuchthatpointsplacedabovethediagonal
havenegativediscrepanciesandarethereforeopentoimprovement.
Thegreaterthedistancefromthediagonal,thegreaterthepriorityof
management concentrating on it. The classic and diagonal models
are combined in Figure 5.
The first feature that can be deduced from the graph is that
all of the points fall above the diagonal, so all the attributes are
open to improvement.
Within the attributes that fall in the quadrant “concentrate
here,” those which are of higher priority are found more distant
from the diagonal. They are the attributes chain advertisement,
ongoing support of the franchisor, initial support of the franchisor,
delivery from the franchisor and training provided by the
franchisor. The lower-priority attributes are length of the contract
and belonging to the Official Registry of Franchisors.
Figure 5.	Representation of classic model and diagonal model
Performance
Importance
4
4
7
7
5
5
8
8
6
6
9
9
12
17
18
16
15
14
11
7
10 5
8
1
4
2
6
3
13
9
Concentrate here
Keep up the good work
Possible overkill
Low priority
DISCUSSION AND MANAGERIAL
IMPLICATIONS
The key objective of the IPA model is to facilitate the identification
of attributes from the franchisor-franchisee relationship for
which, given their importance, the franchisor underperforms or
overperforms.
This study provides valuable information for franchisors
in the travel agency industry. It is beneficial because travel
agency franchisees’ satisfaction values enable franchisors to
identify problem areas and improve the network’s functioning.
If franchisees are satisfied in a great number of aspects, they
may have a high degree of loyalty towards the franchisors. This
is beneficial for the network. Franchisors expect franchisees to
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support and promote the trademark names in order to guarantee
the brand’s continued existence (Shivell & Banning, 1995).
From the point of view of franchisees, this study diagnoses
the satisfaction level of them, and thus helps potential franchisees
decide whether to join the network.
Two important findings can be described in this study. First,
all the attributes regarding the franchisor-franchisee relationship
in the travel agency industry are open to improvement. Second,
the priorities from attributes improvement vary from one attribute
to another.
The attributes with highest priority must be dealt in first
place. The attributes, in order of their ranking, are as follows: 1)
chain advertising, 2) ongoing support of the franchisor, 3) initial
support of the franchisor, 4) delivery from the franchisor and 5)
training provided by the franchisor. The attributes with lowest
priority are: 1) length of the contract, 2) belonging to the Official
Registry of Franchisors, 3) Internationalization of the franchise,
4) size of the franchise and 5) experience of the firm.
The attribute that travel agency franchisees feel most
dissatisfied with is chain advertising. This study was carried out
using data from travel agencies. This industry sector is highly
competitive, not only between establishments that operate under
the franchising system, butalso among establishmentsthatoperate
under other business forms. In this highly competitive environment,
chain advertising is very important. Managing this aspect well
is fundamental for travel agencies to reach their customers. On
the other hand, chain advertising is currently not only carried out
through traditional channels, but also through new electronic
channels. Therefore, franchisors, especially in this sector, should
center their efforts on improving their advertising features.
The second attribute that franchisees are most dissatisfied
with is the ongoing support of the franchisors. This is one of
the main reasons why franchisees choose franchising (Guilloux
et al., 2004; Hough, 1986; Ramírez & Quattrociocchi, 2009; J.
Stanworth, 1985; Withane, 1991). A franchise requires, among
other things, the franchisor’s experience and expertise in order
to work. These terms do not only refer to technical knowledge, but
can also be broadened to include franchisors’ commercial, logistic,
administrative, and accounting experience. Thus, given the
importance of knowledge transfer, ongoing support to franchisees
is essential. The results of this study show a serious deficiency
in this attribute, which may convey a need for it to be analyzed
by franchisors to improve performance.
The third attribute that franchisees are most dissatisfied
with is the initial support from the franchisors. If it is important
for franchisees to have ongoing support, it is more so at the
beginning of the relationship. Common initial support services
involve the joint planning of the startup process; the analysis of
the target market; determining an ideal location; establishing
a commercial area of exclusivity; feasibility of the business
project; furnishing equipment and decoration; supervising
the fitting-out of the premises; estimating the necessary initial
investments and seeking financing; collaborating in the choice
of personnel; assessing the initial opening stock; conducting
the initial training of franchisees and their personnel; providing
operational and image manuals; planning a launch campaign
in the market of territorial exclusiveness; elaborating reports of
planned exploitation; and providing technical and commercial
assistance (Alonso, 2003; Benavides, Mingueta, & López, 2008).
The results of the present study show that franchisees are notably
dissatisfied with the initial support of the franchisor.
Delivery from the franchisor and training provided by
the franchisor are the fourth and fifth attributes with which
franchisees show a high degree of dissatisfaction. These aspects
are to a certain extent related to the initial and ongoing help of
the franchisor, so they must be prioritized. Moreover, it must be
noted that, in franchising, growth is very important because it
depends on how franchisors use their scarce resources to train
potential franchisees (Bordonaba-Juste, Lucia-Palacios, & Polo-
Redondo, 2011).
Attributes causing less dissatisfaction are length of
contract, belonging to the Official Registry of Franchisors and
internationalization of the franchise. According to online
information and specialized magazines, contract length tends
to be short (from one to five years), and is hence, not a cause of
concern for franchisees. Franchisees are, however, concerned
about their franchisor belonging to an Official Registry of
Franchisors. Being a registered member is a sign of trust and
security (Calderón Monge & Huerta Zavala,, 2015). However, it
appears to be much less important than expected in Spain, even
though section 2 of article 62 in the January 15 7/1996 Law, which
regulates the retail trade, requires franchisors to furnish data to
the Official Registry of Franchisors. Baena and Cerviño (2010)
show that internationalization helps improve the image of the
chain brand. In general, franchisees prefer renowned trademarks.
Although in some cases, a high degree of internationalization
may lead to less emphasis on domestic expansion, thus implying
lower ongoing support, franchisees do not feel dissatisfied with
the internationalization. Finally, the priority for other attributes
falls between that for the abovementioned groups.
CONCLUSION
In conclusion, the difference between performance and importance
in the attributes shows different levels of dissatisfaction.
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Franchisors must improve all aspects analyzed, but in particular
they must pay special attention to improving franchise advertising,
and customer support at initial and ongoing stages.
A limitation of this work is the non-randomized sampling
method used, which limits the generalizability of the results.
Furthermore, a small sample was used owing to the difficulties
of obtaining data; a higher sample size is more appropriate.
Regarding future research recommendations, the current study
could be expanded to other franchising sectors and countries to
obtain a more comprehensive view and identify any differences.
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ISSN 0034-7590 © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 65-78
FÁBIO DAL-SOTO
dalsoto.gel@terra.com.br
Professor at Universidade de Cruz
Alta, Centro de Ciências Humanas e
Sociais – Cruz Alta – RS, Brazil
JEFFERSON MARLON MONTICELLI
jeffmarlon@hotmail.com
PhD Student in Administration at
Universidade do Vale do Rio dos
Sinos – São Leopoldo – RS, Brazil
ARTICLES
Submitted 12.14.2015. Approved 10.04.2016
Evaluated by double blind review process. Scientific Editor: Rodrigo Bandeira-de-Mello
COOPETITION STRATEGIES IN THE
BRAZILIAN HIGHER EDUCATION
Estratégias de coopetição na educação superior brasileira
Estrategias de coopetición en la educación superior brasileña
ABSTRACT
Coopetition is a relationship strategy between firms or institutions that compete and cooperate simul-
taneously in different areas. Coopetition occurs in several inter-organizational arrangements. This
article establishes theoretical propositions about coopetition strategies based on the Consortium of
Community Universities in the South of Brazil (Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas -
Comung), which is formed of 15 higher education institutions (HEIs) located in the South of Brazil. This
article investigates a single case with multiple analysis units conducted through in loco interviews
with the President of the Comung and the managers of the HEIs, along with secondary data. The
results indicate that coopetition has been used as a mechanism for market protection and to gain
access to unavailable resources individually from the dynamic interactions between the Comung HEIs.
KEYWORDS | Coopetition, competition, cooperation, higher education, Comung.
RESUMO
A coopetição é uma estratégia de relacionamento entre empresas ou instituições que competem e
cooperam simultaneamente, porém em áreas distintas, que se evidencia em diversos arranjos inte-
rorganizacionais. Logo, o objetivo deste artigo é gerar proposições teóricas sobre estratégias de
coopetição com base no Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas (Comung), composto
por 15 Instituições de Educação Superior (IES), localizado no sul do Brasil. Trata-se de uma investiga-
ção de um caso único com múltiplas unidades de análise, realizado por meio de entrevistas in loco
com o Presidente do Consórcio e os gestores das IES pesquisadas, além de dados secundários. Os
resultados mostram que a coopetição tem sido utilizada como mecanismo de proteção de mercado e
acesso a recursos indisponíveis individualmente, de acordo com as interações dinâmicas entre as IES
que integram o Comung.
PALAVRAS-CHAVE | Coopetição, competição, cooperação, educação superior, Comung.
RESUMEN
Coopetición es una estrategia de relación entre empresas o instituciones que compiten y cooperan
simultáneamente en diferentes áreas. La coopetición ocurre en varios arreglos interorganizacionales.
El presente artículo establece propuestas teóricas sobre estrategias de coopetición basadas en el Con-
sorcio de Universidades Comunitarias del Sur de Brasil (Consórcio das Universidades Comunitárias
Gaúchas - Comung), que está formado por 15 instituciones de educación superior (IES) localizadas en
el sur de Brasil. Este artículo investiga un único caso con análisis múltiples conducidos a través de
entrevistas in situ con el presidente del Comung y los gerentes de las IES, junto a datos secundarios.
Los resultados indican que la coopetición se ha utilizado como mecanismo para proteger al mercado
y para obtener acceso a recursos indisponibles individualmente de las interacciones dinámicas entre
las IES del Comung.
PALABRAS CLAVE | Coopetición, competencia, cooperación, educación superior, Comung.
RAE-Revista de Administração de Empresas | FGV EAESP
DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S0034-759020170106
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ARTICLES | Coopetition strategies in the Brazilian higher education
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INTRODUCTION
The popular topic of relationship networks (Jarillo, 1988) has
developed into several research focuses, such as alliances
(Gulati, 1998), social networking (Granovetter, 1973; Burt, 1992;
Coleman, 1988), learning (Khanna, Gulati, & Nohria, 1998),
innovation (Pittaway, Robertson, Munir, Denyer, & Neely, 2004),
and governance (Provan & Kenis, 2007). Further, these networks are
the foundation of the more recent focus of coopetition (Bengtsson
& Kock, 1999, 2000; Bengtsson, Eriksson, & Wincent, 2010), which
is an emerging topic of relationship strategies between firms and
institutions. In these terms, the traditional dichotomy between
competition and cooperation isno longer appropriate to understand
inter-organizational relationships (Yami & Le Roy, 2010).
Thus, this article establishes theoretical propositions about
coopetition strategies based on the Consortium of Community
Universities in the South of Brazil (Consórcio das Universidades
Comunitárias Gaúchas - Comung), which is comprised of 15
higher education institutions (HEIs) and considered the largest
higher education system in the South of Brazil (Comung, 2015).
Therefore, the following question guides our investigation:
how do community HEIs in the South of Brazil use coopetition
strategies through the Comung? Hence, this article contributes
to coopetition literature by creating theoretical propositions. This
article furthers the emerging theoretical field by improving the
understanding the empirical use of coopetitive strategies.
Coopetition has been analyzed under two approaches:
as a context and as a process (Bengtsson et al., 2010). As a
context, coopetition has been present in the value chain of a
firm (Brandenburger & Nalebuff, 1995), which is composed by the
firm, its clients, suppliers, substitutes, and complementaries. In
this relationship, coopetition can occur in any direction based on
the game theory (Nash, 1950). As a process, coopetition involves
strategies of cooperation and competition simultaneously
between competing firms in different areas and under different
levels of interaction (Bengtsson & Kock, 2000).
For example, Apple hiredSamsung to produce a chip for the
iPhone 7 to solve problems in the iPhone 6 and reduce dependency
on one supplier (Mendoza, 2014). Sony collaborated to distribute
the content of PlayStation Now via Samsung Smart TVs (Snider,
2014). Amazon, characterized by pressure from its direct and
indirect rivals, competed with suppliers in the editorial market in
2010 to reduce the bargaining power of the big publishing houses.
In the electronics market, Walmart, Target, Best Buy, Home Depot,
andSears joined forces through the Alliance for MainStreet Fairness
to fight against Amazon (Stone, 2014).
The critical aspect of these relationships is that
cooperation can create value and competition can divide this
value. The difficulty of measuring coopetition is in isolating
the cooperation and competition strategies, considering the
dynamism and implicit characteristics of these relationship
strategies. Therefore, insufficient attention has been devoted to
the boundaries between cooperation and competition among
the actors involved with coopetition (Cygler & Sroka, 2016).
Coopetition is the context to analyze the simultaneity and
intensity of cooperative and competitive strategies. The timing
of cooperation and competition can differ depending on the
dynamics of the relationships between firms. For example, firms
can cooperate and compete simultaneously (Luo, 2007; Ritala &
Hurmelinna-Laukkanen, 2009), at different points in time (Chien
& Peng, 2005), or sequentially (Galvagno & Garaggo, 2007; Ritala
& Weggman, 2011).
Many industries have suffered economically from
globalization, including those that are more traditional or basic,
such as education.The pressure to adapt to the new circumstances
of the globalized economy of the twentieth century brought many
consequences for the international and Brazilian higher education
academic system. In response, HEIs have elaborated policies,
strategies, and actions to create or support competitive advantages.
This strategic intent has encouraged HEIs to explore new alternative
groupings. Additionally, since the target activities of the HEIs are
related to national development and are part of an environment
characterized by both market dynamics and state regulations,
new inter-organizational arrangements are relevant for perpetuity.
However, few studies have explored the adoption of coopetition
strategies in this sector and have instead argued for increased
competitiveness (Muijs & Rumyantseva, 2014) or researched inter-
organizational relationships in educational networks (Fu, Wu, &
Ho, 2007; Sjogren & Fay, 2002). In this article, we research the
interactions among HEIs and identified coopetitive strategies from
an inter-organizational perspective in the same industry.
For the empirical field, universities undergo strategic
changes and are an increasingly important locus for the study of
strategic action (Gioia & Thomas, 1996). Moreover, universities are
particularly interesting for the study of strategic action because
they are pluralistic organizations with multiple objectives that are
not necessarily compatible with firms or endowed with a global
strategic orientation. Therefore, universities are a relevant, yet
inadequately explored, context for the study of strategic action
(Jarzabkowski, 2003).
Next, we address the theoretical assumptions that support
coopetition, presenting first the tenants of competition and
cooperation. Consequently, we present the methodological
aspects of the research design and explore the Comung case.
Finally, we provide the final considerations and limitations of the
research that provide opportunities for future research.
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AUTHORS | Fábio Dal-Soto | Jefferson Marlon Monticelli
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THEORETICAL BACKGROUND
Before coopetition emerged as an important business strategy,
competition and cooperation were traditionally used separately
to describe the relations among firms (M’Chirgui, 2005). Until
the mid-1980s, inter-organizational relations were analyzed
mainly under the view of competition between firms and were
influenced by economic theories. From the second half of the
1980s, studies on cooperation between firms widened, and the
interaction between cooperation and competition strategies was
considered from the 1990s.
Cooperation and coopetition strategies complement the
competitive paradigm through the generation of new forms of
intra-organizational governance and expansion of grouping
alternatives between organizations (Brandenburger & Nalebuff,
1995; Padula & Dagnino, 2007). Consquently, the traditional
dichotomy between competition and cooperation is no longer
appropriate to understand inter-organizational relations (Yami
& Le Roy, 2010).
The competitive perspective
Competition measures forces between agents to obtain an
advantage over the opponent. The objective is to ensure that
subsequent risks are lower than future rewards (Hamel & Prahalad,
1994). The premise of the competitive paradigm is the dispute
between agents for the same resources that cannot be achieved
simultaneously. This motivates behavior for individual gains and
results in counter-movements, which are intensified by challenges
posed by competition or opportunities to improve market position
(Padula & Dagnino, 2007).
The basic assumption is that individuals act to maximize
their own interests (Bengtsson & Kock, 2000), which creates
imitation among competitorsto handle situationsofenvironmental
uncertainty (Bengtsson & Kock, 1999). This phenomenon is known
as mimetic isomorphism (Dimaggio & Powell, 1983). Thus, even
if organizations develop distinctive competencies, competitors’
behaviors are homogenized for the legitimacy of their strategies.
Similarly, competition is a concurrent relationship to
establish supremacy over a position. Through this, firms achieve
superior performance and create a competitive advantage (Porter,
1980, 1985) or distinctive competencies that are difficult to imitate
(Barney, 1991; Wernerfelt, 1984). Accordingly, the organizational
competencies related to a firm’s strategy that generate results
better than the market average, characterized as organizational
or core competencies, also provide a competitive position to the
firm (Prahalad & Hamel, 1990). Thus, it is expected that a firm
will adopt hostile behavior in the business environment since it
will exercise power over its competitors through distinctive and
organizational competencies that differentiate it from others.
Competitors have shared goals that are determined
independently. However, the common goal is based on
competition as competitors dispute similar goals by using their
available resources. Therefore, this relationship is defined
as a condition of tension between different actors that tends
towards conflict, disharmony, and relentless pursuit caused by
an imbalance between the agents, even if this results in a zero
sum (Eriksson, 2008).
Horizontally, firms compete for and seize competitive
advantages (Porter, 1980, 1985) or distinctive competencies that
provide products or services superior to competitors’ (Barney,
1991; Wernerfelt, 1984). Furthermore, for horizontal relationships,
these interactions can yield networks of inter-organizational
complementarity (Bengtsson & Kock, 1999).
Vertically, the position, power, and dependency of firms
within a network affect their competitive advantages. This inter-
organizational relationship is influenced by the interaction of
the purchasing or selling positions of the firms’ operations
(Brandenburger & Nalebuff, 1995; Gnyawali & Madhavan, 2001).
However, the competitive perspective has some limitations.
The main criticism is that it does not recognize that a firm’s
decisions affect others and, consequently, the industry to which
it belongs. Competition is passive and ignores the imperfections
of the competitive relationship that can lead to, for example, a
monopoly situation (Hunt & Morgan, 1995; Osarenkhoe, 2010).
Thus, the term competition involves intrinsic conflict and rivalry to
dispute the same features. Its objective is to develop aggressive
strategies to achieve higher value than competitors.
The cooperative perspective
Cooperation strategies occur when organizations attempt to reach
their goals through reciprocal cooperation instead of competition
(Jarillo, 1988). They are motivated by increased competition based
on technology, environmental dynamism, or the demand for
additional resources so they can acquire and share knowledge
and technological development, access new markets, expand
scale gains, create barriers of entry, and focus on their target
activity (Khanna et al., 1998).
Cooperation aims to improve the efficiency of organizations
through the of agents with common goals. It is an alternative
to maintaining the competitiveness of firms in a highly
competitive scenario. Conceptually, cooperation can be defined
as a relationship in which individuals, groups, and organizations
interact through dividing or leveraging capacity and additional
resources for mutual benefit (Osarenkhoe, 2010).
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ARTICLES | Coopetition strategies in the Brazilian higher education
© RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 65-78
In a highly competitive scenario, organizations develop
strategies that generate sustainable competitive advantages.
Cooperation is one of the adopted positions, since it prevents
direct dispute with competitors, limits the conflict based on a
cooperative agreement, enables the sustainability of the acquired
competitive advantage, or encourages the generation of value
(Bleeke & Ernst, 2001).
Hamel and Prahalad (1989) also state that cooperation
is the most effective way for new competitors to access
markets and technology, especially for smaller firms. However,
these firms assume risks as they cooperate to produce mutual
gains and compete to maximize their own returns (Tiessen &
Linton, 2000). Thus, a paradox is created because the firm
may develop selfish behavior and a relationship of trust and
collaboration that shares information and experiences must
be established.
The main implication of the cooperative paradigm is
that interdependence between firms generates a positive
sum, in which the performance of a participant is directly
related to the performance of another, which emphasizes
the development of joint actions to achieve mutual benefits
(Jarillo, 1993; Padula & Dagnino, 2007). It is a strategy based
on trust and harmony in relationships (Bengtsson & Kock,
1999) that has the foundation of concern and commitment
to the other party (Das & Teng, 1998). For cooperation to
be successful, behaviors of reciprocity and stability are
necessary (Axelrod & Hamilton, 1981).
Other approaches justify the need for firms to cooperate
rather than compete in a dynamic environment, as characterized
by their organizational interactions. From the economic point of
view, cooperation improves efficiency, reduces transaction costs,
corrects the imperfections of the market, and makes organizations
more flexible (Williamson, 1985). Moreover, following the
Resource-Based View concept (Barney, 1991; Wernerfelt, 1984),
resources are better used through cooperation, unless valuable
resources are not shared.
However, a lack of confidence between participants,
an unfavorable environment, a strategic mismatch between
firms with different goals, opportunistic actions, or inadequate
benefits limit the collaborative strategy (Tiessen & Linton, 2000;
Jarillo, 1988; Bengtsson & Kock, 2000). This is associated with
a lack of recognition of competitive forces in a cooperative
relationship (Padula & Dagnino, 2007) or an understanding
of those facts only as negative influences (Bengtsson et al.,
2010). Similar to the competitive approach, the cooperative
perspective is incomplete and can be improved through the
concept of coopetition.
The coopetitive perspective
In a dynamic and complex business world, firms increasingly
engage in the simultaneous pursuit of cooperation and
competition referred to as coopetition to handle uncertainties
caused by increased global competition, new markets, and
rapid technological changes (Bengtsson et al. 2010; Bengtsson
& Kock, 2000; Park, Srivastava, & Gnyawali, 2014; Deitz,
Tokman, Richey, & Morgan, 2010). The coopetitive strategy is
defined as “[...] a paradoxical relationship between two or more
actors simultaneously involved in cooperative and competitive
interactions, regardless of whether their relationship is horizontal
or vertical” (Bengtsson & Kock, 2014, p. 182).This strategy involves
the duality of two contradicting interactions, which contributes
to the definition of coopetition as a paradoxical relationship
(Bengtsson & Kock, 2014).
The proposal of coopetition is the cooperation between
rival firms to improve conditions, such as size or market demand,
and the competition between rival firms for higher profits (Okura,
2007). Even if firms acquire resources, it is difficult to access
them individually. An alternative is to create value by sharing
knowledge and resources through cooperation while also
competing to achieve the best results. This relationship involves
economic and non-economic exchanges. In cooperation, power
is across the value chain, while in competition, power is in the
strength and position of the actors (Bengtsson & Kock, 1999,
2000; Bengtsson et al., 2010).
As the process of the interaction of competition and
cooperation between firms, coopetition is a relational concept with
several dimensions according to the types of established strategies
(Bengtsson et al., 2010). Firms assume dynamic combinations to
balance competition and cooperation according to the environment
(Graph 1). Firms that occupy a more central and autonomous
position in the networkassume greater competitiveness. Similarly,
firms with a greater diversity of markets are more likely to get results
from centrality and coopetition (Gnyawali, He, & Madhavan, 2006).
In this relationship, three types of resources circulate: reputation,
information, and assets, which are optimized following the firm’s
position (Gnyawali & Madhavan, 2001).
This concept has evolved to consider coopetition
as a paradoxical relationship between two or more actors
simultaneously involved in cooperative and competitive
interactions, whether they are horizontal or vertical (Bengtsson
& Kock, 2014). It is challenging to maintain the dynamic balance
between these two approaches as there is a constantly changing
strategic mix of cooperation and competition (Bengtsson & Kock,
2000; Roy & Yami, 2009).
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However, despite coopetition being based on convergent
interests, its model is criticized mainly because of the risks posed
by environmental opportunism and dynamism (Gulati, Nohria, &
Zaheer, 2000; Hamel, 1991). Moreover, relationships fail when the
agents do not recognize the asymmetry of benefits and perceive
injustice (Khanna et al., 1998). Coopetition creates dependency
that is manifested through the negotiation of information
between the parties. This exchange must maintain a minimum
level for cooperation, while its segregation provides sources of
competition (Baumard, 2008).
We established a framework of similarities and differences
between competition, cooperation, and coopetition strategies to
stress the importance of coopetition (Exhibit 1).
Graph 1. The arena for dynamic coopetition
Dynamic
coopetition
Competition
Cooperation
Strong
Strong
Weak
Weak
Source: Bengtsson, Eriksson, and Wincent (2010).
Exhibit 1. Comparing competition, cooperation, and coopetition
Categories Competition Cooperation Coopetition
Concepts
Dispute by the agents for the same
resources that cannot be achieved
individually (Padula & Dagnino, 2007).
Maximization of individual interests
(Bengtsson & Kock, 2000).
Division of skills or additional
resources for mutual or superior
benefit (Osarenkhoe, 2010).
Cooperation in areas different from
where they compete (Bengtsson &
Kock, 2000) or in a chain that adds
value to the firm (Brandenburger &
Nalebuff, 1995).
Objectives Gains higher than the competitors.
Resource sharing to access new
markets, creation of entry barriers and
focusing on target activity.
Creation of opportunities, removal of
external obstacles, or neutralization
of threats.
Theoretical
background
Competitive advantage.
Distinctive competencies.
Resource Based View (RBV).
Game Theory, Transaction Cost theory
(TCT), Resource Based View (RBV).
Premises Conflict, bargaining power. Harmony, trust, reciprocity.
Interdependence, dynamism,
complexity.
Characteristics
Independent decisions about
common goals.
Search for a balance between the
agents.
Development of joint actions to
achieve mutual benefits and common
goals.
Agents avoid conflict by making
cooperative agreements.
Use of formal or informal agreements
(Osarenkhoe, 2010; Bengtsson &
Kock, 1999).
Creating and sharing value between
agents.
Interest structure and partially
convergent goals.
Overcoming possible intentions
of selfish behavior by overlapping
interests (Padula & Dagnino, 2007;
Bengtsson & Kock, 1999, 2000;
Bengtsson et al., 2010).
Restrictions for
the success of
the strategy
Not achieving a performance higher
than the others' performance, thus
generating a competitive advantage
(Porter, 1980, 1985) or distinctive
competencies that are difficult to
imitate (Barney, 1991; Wernerfelt,
1984).
Lack of trust between the agents.
Strategic misalignment between the
agents.
Opportunistic behavior (Tiessen &
Linton, 2000; Jarillo, 1988; Bengtsson
& Kock, 2000).
Agents invest resources to increase
the total to be shared, which will
not necessarily be divided equally
(Padula & Dagnino, 2007; Abdallah &
Wadhwa, 2009).
Criticism
Lack of recognition of the dependence
of the firm's decisions on the
industry and economic imperfections
(Osarenkhoe, 2010).
Lack of recognition of competitive
forces or these being seen as negative
influences (Padula & Dagnino, 2007).
Opportunism, asymmetry, perception
of justice between those involved
(Gulati et al., 2000).
Difficulty to replicate the predictive
model based on the Game Theory
for the coopetitive environment
(Armstrong, 1997).
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METHODOLOGY
From a qualitative approach, this research focuses on a single
case study with multiple analysis units. This technique was
chosen to comprise a complex, context-dependent phenomenon
(Eisenhardt, 1989). The research illuminates the discussion of
competition and cooperation in HEIs through coopetition (Muijs
& Rumyantseva, 2014).
Despite being integrated in the same consortium, the
Comung HEIs have significant differences that impact their
competitiveness, including their size, location or scope, quantity
and quality of graduates, and strict sense and scientific post-
graduate programs. As the Comung consists of 15 HEIs, geographic
proximity was a criterion for choosing the HEIs to better highlight
the cooperative and competitive features. Using this criterion, six
HEIs and the presidency of the Comung were surveyed (Exhibit 2).
Exhibit 2. Institutions researched
Institution Interviewee(s) Location of the campus/campuses Number of students (2014 basis)
Comung President Approximately 210,000
Pontifícia Universidade
Católica do Rio Grande do
Sul (PUCRS)
Vice-Dean of Research,
Innovation, and
Development
Porto Alegre (main campus) and Viamão (city
located in the Metropolitan Region of Porto
Alegre).
Approximately 30,000
Centro Universitário
Univates (Univates)
Dean and Vice-Dean of
Business Administration
Lajeado (city located in the West region of the
South of Brazil and approximately 110 km from
Porto Alegre.)
More than 13,000
Universidade de Santa
Cruz do Sul (Unisc)
Vice-Dean of Business
Administration
Santa Cruz do Sul (city located in the West region
of the South of Brazil and approximately 60 km
from Lajeado.)
More than 12,000
Centro Universitário La
Salle (Unilasalle)
Vice-Dean of
Development
Canoas (city located in the Metropolitan Region of
Porto Alegre).
More than 8,000
Universidade Regional do
Noroeste do Estado do Rio
Grande do Sul (Unijuí)
Dean
Ijuí (main campus), Santa Rosa, Panambi, and
Três Passos (all located in the North-West of the
South of Brazil).
More than 10,000
Universidade de Cruz Alta
(Unicruz)
Dean
Cruz Alta (city located in the North-West of the
South of Brazil) and approximately 40 km from
Ijuí.
More than 3,000
For collecting data on these HEIs, several sources were used through direct and indirect documentation. As a direct source
documentation, semi-structured interviews were conducted with the President of the Comung and with the Deans and/or Vice-
Deans of the selected HEIs. Thus, seven interviews were conducted with each lasting 40 minutes to one hour. Given the qualitative
approach, the validity and reliability of the method were carefully considered. The script for the interviews was based on three
analysis categories from the theoretical foundations of competition, cooperation, and coopetition (Exhibit 3). As each category had
six questions, the script was composed of 18 questions. The interviews were accomplished separately in each HEI from November
2014 to January 2015.
Exhibit 3. Analysis categories used for the interview script
Categories Subcategories References
Competition
Competition for markets, products/services, geographic
location; academic areas, competition between the
Comung HEIs and other HEIs; factors generating competitive
advantage.
Porter (1980, 1985); Padula and Dagnino (2007); Hamel and
Prahalad (1994); Prahalad and Hamel (1990).
Cooperation
Actions, motivations, benefits, symmetry, or asymmetry
of power and information, based on trust or contracts,
rules and norms to be a member of Comung; formal ties of
cooperation with other institutions.
Jarillo (1988, 1993); Osarenkhoe (2010); Tiessen and Linton
(2000); Das and Teng (1998).
Coopetition
Conflicts, advantages, difficulties, individual protagonism of
the Comung HEIs.
Bengtsson and Kock (1999, 2000); Bengtsson, Eriksson,
and Wincent (2010); Gnyawali, He, and Madhavan (2006);
Padula and Dagnino (2007).
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For the indirect documentation, information already
formalized by the Comung and HEIs in internal documents,
promotional materials, and their institutional sites were gathered.
By associating the interviews with the secondary data, observations,
and notes of researchers, the data were triangulated. This strategy
allows for a more comprehensive analysis, since it considers more
than one source of information (Flick, 2009). While employing
both primary and secondary data, data triangulation obtains more
validity and reliability through collecting data at different times from
different sources or through using multiple instruments to study
one phenomenon (Collis & Hussey, 2005; Stake, 1998).
The type of triangulation used was methodological (Denzin,
1978), which addresses the use of multiple methods to obtain more
complete and detailed data. This combines several methods to
better understand the different aspects of a reality and avoid the
biases of a single methodology (Azevedo, Oliveira, Gonzales, &
Abdalla, 2013). The interviews with key informants from different
HEIs allowed for the crossing of information about the same
phenomenon. As mentioned, the Comung HEIs have several
differences and as each has its own characteristics and autonomy.
Their different perceptions of coopetition were contrasted atvarious
points, which allowed the collected information to be confirmed.
Additionally, the information collected bythe interviewswas
contrastedwiththeConsortium’sofficialdocuments,suchasmeeting
records and statutes. For example, the information collected in the
interviews about the policies of competition between the Comung
HEIs was contrasted with the interviews and the Consortium’s
statutes.Theseproceduresprovideinternalvalidityoftheinformation
(Azevedoetal.,2013)sothewiderangeofinformantswithindividual
experiences and views can be compared. Further, the analysis of
several corporate documents contributes to the credibility of the
information in a qualitative approach.
For data analysis, the content analysis technique was
used to infer knowledge through the generation of quantitative
indicators (Bardin, 2011). Data analysis was performed using
summaries prepared by the authors, interviews recordings, and
printed and digital materials. The data were constantly compared
(Strauss & Corbin, 1990) between theory and results to further
the discussion of coopetition and our propositions.
THE COMUNG CASE
The Comung has approximately 208,000 undergraduate and
graduate students, representing about 60% of the students in
higher education in the South of Brazil. The Comung HEIs are
from more than 40 university campuses and 380 municipalities
in the South of Brazil. The 15 HEIs participating in the Comung
are: Feevale University (Universidade Feevale), IPA Methodist
University (Centro Universitário Metodista IPA), Pontifical Catholic
University of Rio Grande do Sul (Pontifícia Universidade Católica
do Rio Grande do Sul - PUCRS), Franciscan University (Centro
Universitário Franciscano - Unifra), La Salle University (Centro
Universitário La Salle - Unilassalle), Catholic University of Pelotas
(Universidade Católica de Pelotas - UCPel), University of Caxias
do Sul (Universidade de Caxias do Sul - UCS), University of Cruz
Alta (Universidade de Cruz Alta - Unicruz), Regional University
of Northwest of the State of Rio Grande do Sul (Universidade
Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul - Unijuí),
University of Santa Cruz do Sul (Universidade de Santa Cruz do
Sul - Unisc), Unisinos University (Universidade do Vale do Rio
dos Sinos - Unisinos), Univates University (Centro Universitário
Univates), University of Passo Fundo (Universidade de Passo
Fundo - UPF), University of the Campanha Region (Universidade
da Região da Campanha - Urcamp), and Integrated Regional
University of Alto Uruguai and Missões (Universidade Regional
Integrada do Alto Uruguai e das Missões - Uri) (Comung, 2015).
Due to the geographic coverage and academic areas,
these HEIs have a supply overlap and often compete for the
same markets. However, these HEIs also cooperate in certain
activities, especially in strengthening the position of community
HEIs in the context of Brazilian higher education and political
power with regulatory agencies of the federal government, such
as the Ministry of Education (Ministério da Educação [MEC]),
Coordination for the Improvement of Higher Education Personnel
(Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
[CAPES]), and National Counsel of Technological and Scientific
Development (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico
e Tecnológico [CNPq]).
Thus, this seemingly dichotomous coexistence has been
developed for over 20 years within the Comung, with periods
of greater or lesser engagement between HEIs, marked by the
dynamics of the Consortium, industry pressures, regulatory
bodies, and the market. Therefore, this research focuses on
the key aspects developed by the Comung, both in competition
and cooperation, to theoretically explore continuing this inter-
organizational arrangement through coopetition.
Competition in/of the Comung
The competition between the Comung HEIs occurs naturally from
competing for students and improving the quality of activities and
courses, especially between those HEIs that are geographically
close. However, this competition has several elements that
soften market relations, through attention to geographical
areas of coverage and non-predatory or aggressive competition.
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These elements are built tacitly between the HEIs as the trust
relationships are strengthened. This network exhibits “civilized
competition” as it expresses a set of rules that strengthen the
competitive position of the group (Muijs & Rumyantseva, 2014).
Moreover, smaller HEIs are favored by this competition than those
with more resources.
As most students in Brazilian higher education work,
generally the HEIs operate during the evening after the daily
work-shift of the students. Thus, the biggest competition is
for HEIs that are geographically close because the audience
is regionalized. However, the territory between the HEIs is
safeguarded in favor of the relationships between HEIs and
their managers, despite not being formalized and having no
clear demarcation. This is the most noticeable aspect of the
HEIs located in the rural side of the South of Brazil, because
hardly any Comung HEIs will settle in a city where a co-sister
institution is located. The metropolitan area of Porto Alegre is
somewhat different due to greater overcrowding and nearby
towns, which causes more overlapping of the HEIs’ geographic
markets. Evidence of this was common in the interviews and
verified in the Comung statutes.
The main source of financial support for the community HEIs
are the fees students are charged, especially for undergraduate
courses. Thus, the portfolio of undergraduate courses of the
Comung HEIs is formed according to their individual interests
and market with no delimitation by the Consortium. There are
even Comung HEIs that are close geographically that have similar
portfolios of undergraduate courses, indicating competition for
the same markets.
When compared and considered as a whole, the Comung
HEIs compete based on the quality of their activities. Beyond
the Consortium, the largest competition is with private HEIs, but
this is more non-collaborative and based on their differences
rather than aggressive. Moreover, these HEIs benefit from the
traditional development of their regions and overlapping in their
areas of coverage, which increase barriers to private entrants. This
is supported by the following interviews:
[…] we [Comung] create a kind of shield around
the State that has always been a reference
in quality education. So if you do a national
analysis, the RS is the State where the private
HEIs came here lastly because we always had a
very strong regional coverage.
[…] our big difference is with private HEIs, which
has another focus of business, profit, and not
the involvement that Community HEIs has with
its base, its area of operation, trying to help the
region to start developing alternatives, work
together in the regions of greatest need, and this
is our big difference.
In this scenario, the external environment, mainly the
competition, may pressure actors to adapt to new challenges
(Hagberg-Andersson, 2006). In more dynamic and unstable
markets, competition is higher (Padula & Dagnino, 2007). A
coopetition strategy between firms can strategically manage
the partially convergent interests and goal structures and create
value. Consequently, coopetition improves competitiveness and
efficiency for competitors. Firms gain a competitive edge and
develop skills and resources they need internally (Choi, 2005).
The interaction between cooperation and competition can reduce
costs, share risks, explore skills, and improve efficiency. Moreover,
rivals rarely compete in all businesses, products, or markets,
providing opportunities to coopete. Thus, this leads us to the
first proposition of this article.
P1: Competition increases through a cooperative relation-
ship, which protects the geographical market where the ac-
tor operates and raises barriers to new entrants.
Cooperation in the Comung
There is much administrative and academic cooperation between
the HEIs of the Comung (Exhibit 4). The exchange of experiences
has occurred since 2010, including bureaucratic and administrative
activities inherent to the sector and implementation and
management activities for academic courses and programs. This
contributes to the competitiveness of the HEIs by reducing and
sharing costs, improving learning, and qualifying and differentiating
activities.
Even in areas of intense competition such as undergraduate
courses, the Comung HEIs cooperate through the exchange of
experiences, including those that are geographically close. In
areas with less competition, such as postgraduate courses, some
HEIs cooperate more intensively by offering associate programs
that require a closer relationship between teachers. This is
beneficial and provides access to unavailable resources, retains
faculty, and promotes verticalization of a particular knowledge
field. These aspects converge with the benefits observed by
Muijs, Ainscow, Chapman, and West, (2011), which include the
transferal of professional, practical, and political experiences
between institutions, the development of capabilities to fill
organizational gaps, and improved resilience to external changes.
This is illustrated by the following interviews:
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[…] we [PUCRS] had during 5 years a doctorate in full association with the UCS in the business administration area.
When we did this doctorate, neither we nor the UCS had the conditions to do this doctorate. It was of this partnership
between the two institutions that had this doctorate and now, this year [2015], we got that each institution has its
own doctorate.
[…] the issue of cooperation is so strong that the Comung has the Paiung, which is the institutional evaluation
program of the Consortium, where we met us periodically to exchange experiences about, for example, evaluation
processes, evaluation experiences, evaluation of disciplines, and student behavior.
Exhibit 4. Examples of cooperation between Comung HEIs
Administrative actions
- Joint political movement together with regulatory agencies of the federal government, such as the Ministry of Education, CAPES, and CNPq.
- Active participation and support in the construction and implementation of student loan programs by the federal government (e.g., the
Student Financing Fund [Fundo de Financiamento Estudantil - FIES]) and partial and integral grants (e.g., Program University for All [Programa
Universidade para Todos – Prouni]).
- Active participation in the construction and approval of a specific federal regulation that recognizes the status of the community universities
(Law No. 12881, 2013) and the tax recovery plan (Incentive Program for Restructuring and Strengthening of Higher Education Institutions –
[Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento das Instituições de Ensino Superior – Proies], Law No. 12688, 2012).
- Joint action with other national and regional entities, such as the Brazilian Association of the Community Universities (Associação Brasileira
das Universidades Comunitárias [ABRUC]), the Association of Educational Foundations in the State of Santa Catarina (Associação Catarinense
das Fundações Educacionais [ACAFE]), the Brazilian Association of Educational and Evangelical Institutions (Associação Brasileira de
Instituições Educacionais Evangélicas [ABIEE]), the National Association of Catholic Education of Brazil (Associação Nacional de Educação
Católica do Brasil [ANEC]) to reinforce their bargaining power with the federal government.
- Joint negotiation with teachers’ and technical and administrative civil servants’ unions.
- Joint purchases of materials and software, which has several obstacles, such as cooperation difficulties in the middle ranks of the HEIs
management, differences in the specifications of the materials and methods of payment, and relationships with local suppliers of each HEI
according to their community character.
- Two editions of MBAs in Management of HEIs for the qualification of managers, including an international module in European universities.
- Sharing managerial experiences and administrative procedures.
Academic actions
- Association to joint implementation of post-graduation courses (e.g., Master’s Degree in Full Attention to Health - Unicruz and Unijuí; Ph.D. in
Business Administration - PUCRS and UCS).
- The offer of a continuing education program for general teachers (with experts from Finland participating in one of the editions) and
specifically for teachers in the field of Engineering.
- Preparation of Internal Notices of Research by the Comung, involving researchers from at least three HEIs to foster research and associated
research lines.
- Agreements with foreign universities to share experiences of students and teachers (e.g., UAS7 – Seven Universities of Applied Sciences,
Germany).
- Two Comung Seminars to discuss teaching, research, extension, and management activities.
- Exchange of experiences of implementation and management of academic courses and programs.
The shared objectives are more important than maximizing
individual profits. Self-interests are overlapped, congruent, and
positively dependent on each other, thus generating a strategic
interdependence among firms known as the coopetitive system
of value creation (Dagnino & Padula, 2002; Padula & Dagnino,
2007). Coopetitive relationships are based on trust, reciprocity,
and altruism (Kanter, 1994). However, participants cooperate
in distinct fields where they are competing (Luo, 2005). Firms
collaborate to create value, away from customers, and compete
to appropriate the value that has been created, near customers
(Bengtsson & Kock, 2000; Walley, 2007).
Other examples, discussed in many interviews, show the
strength of this cooperation and access to unavailable resources.
For example, when the federal government resumed the operator
function of the Student Financing Fund (Fundo de Financiamento
Estudantil [FIES]) program through the National Fund for
Educational Development (Fundo Nacional de Desenvolvimento
da Educação [FNDE]) in 2010 it found several problems. Thus, the
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federal government, recognizing Comung as a significant partner
in this policy, used one of its HEIs (the Unisc) as a pilot case
for resolving inconsistencies and implementing changes at the
national level. This caused several changes for the Comung HEIs.
For the Incentive Program for Restructuring and Strengthening
of Higher Education Institutions (Programa de Estímulo à
Reestruturação e ao Fortalecimento das Instituições de Ensino
Superior [Proies]), the movement of the Comung jointly with other
national and regional entities resulted in the approval of Law No.
12688, 2012, which allowed several HEIs, such as Unicruz and
Urcamp, to renegotiate their debts with the federal government.
This achievement was crucial to the financial health of these HEIs.
Generally, cooperation is conducted by the Consortium
or the more interested HEIs. Exchanges occur between those
with similar size, geographic region of expertise, or knowledge
field. However, as there are significant differences between the
Comung HEIs, the advancement of some cooperation activities
are hindered by the HEIs’ individual characteristics.
Nevertheless, coopetition has the same origin as
collaboration since both arise from common interests that
substitute the maximization of individual gain. However, this is
not necessarily divided equally between the parties (Padula &
Dagnino, 2007). Although interests are aligned, a discord point
will cause dispute over the division of the results. The earnings
of the relationship will be proportional to what was invested,
what was obtained, and the individual power exercised in the
relationship strategy (Abdallah & Wadhwa, 2009). From this, we
present the second proposition of this study.
P2: Cooperation enables access to unavailable resources
individually, generating more learning and benefits from
shared costs and increased quality, which improves
competition capacity.
Coopetition in the Comung
Competition and cooperation relationships between Comung
HEIs have assumed several configurations (Graph 2). A topic
may be dominated by competition assumptions, but also may
advance the sharing of experiences and resources. This can be
illustrated by the evolution of the Comung in relation to its largest
unification from political discussions and consequent regulations
and sharing of administrative and academic experiences. The
following interviews exemplify that:
[…] the universities that compose the Comung
alternate themselves in the protagonism. Some
of them will be with major role at given time, ac-
cording to the theme. You can be the protagonist
in the theme “x”, but in the theme “y” you may
haven’t interest [...]. So, the Comung works vari-
ably over time, by own characteristics of each in-
stitution, and variable at the same time accord-
ing to the topic under discussion. Now, what is
important is that because of this I think the Co-
mung very strong, that is, there are issues of
common interest.
There was a time that there was a much more
alive competition, much fiercer between the
institutions. But, as the Consortium itself was
constituted, it was creating space for discussion,
conversation, creating a degree of trust between
the institutions, and some fears eased and there
is a strong respect between the institutions […].
Graph 2. Coopetition between Comung HEIs
Dynamic
coopetition
Political movement;
relationship with other
institutions; negotiation
with unions
Postgraduate
associated programs
Sharing of admionistrative
and academic experiences;
professors continuing
education
Under-graduation courses:
dispute for studentsJoint purchases
Competition
Cooperation
Strong
Strong
Weak
Weak
Source: Adapted from Bengtsson, Eriksson, and Wincent (2010).
With different intensities regarding competition between
HEIs, actions have advanced from an initial timid relationship to
closer cooperation. Over time, the Comung HEIs have changed
their positions and pursue cooperation in both activities of
weak and strong competition. Some examples are shown in
Graph 2. Despite the advances, coopetitive relationships are
not homogeneous among the Comung HEIs, as some are more
cooperative and others are more reclusive or competitive.
These types of coopetition relationships between Comung
HEIs reflect the maturity of the topics according to the Consortium.
Coopetition is based on sharing objectives, transferring
knowledge, identifying complementarities, flexible inter-
organizational networks (Choi, Garvia, & Friedrich, 2009), and
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reciprocity (Muijs & Rumyantseva, 2014). The balance between
competition and cooperation is difficult because some topics are
directly linked to the HEIs’ financial and academic sustainability,
which implies greater and prolonged decisions. The limit of
coopetition is inherent to each HEI since a greater openness for
cooperation can weaken competitive capacity.
The Comung, for example, did not promote further
initiatives such as the one made by the Association of Educational
Foundationsin theState ofSanta Catarina (Associação Catarinense
das Fundações Educacionais [ACAFE]) that promotes a joint final
entrance exam. There is also no cooperation for the provision
of undergraduate courses to avoid an autophagic process,
especially between HEIs that are geographically close. Therefore,
the income generated by undergraduate courses is mandatory
for the competition for students and inhibits the progress of
cooperation. Further, coopetitive relationships of the Comung
are developed based on trust and informal relationships between
HEIs and their managers, which was found in the interviews and
internal documents. Therefore, greater initiatives to establish
coopetition strategies will create stronger trust relationships
(Muijs et al., 2011).
Coopetition is based on the interdependence between
firms or institutions, with the partial convergence of interests and
objectives through disparate relationships. Its foundation is in
aligning different interests toward a common goal and creating
opportunities to generate competitive advantages, while removing
external obstacles and neutralizing threats (Chin, Chan, & Lam,
2008). However, participants cooperate in areas different from
where they are competing (Luo, 2005). Additionally, coopetition
can be strengthened by the existence of market commonality
and resource asymmetry between firms. Market commonality
contributes more to competition whereas resource asymmetry
contributes more to cooperation (Hung & Chang, 2012). On this
basis, we present the third proposition of this article.
P3: Coopetitive relationships develop over time and
according to the influence of the topic, which implies the
intensity of the cooperation and competition.
FINAL CONSIDERATIONS
Based on competition and cooperation strategies used by the
Comung HEIs in the South of Brazil, this study contributes to
coopetition literature by creating three theoretical propositions.
Therefore, the relationship strategies established by the Comung
HEIs were used as an empirical field.
First, there have been many changes in the market
structures of emerging countries such as Brazil. Until the late
1980s, Brazil was characterized by being extremely closed with
little competition and few suppliers. In the early 1990s, with the
end of the market reserves and the entry of foreign firms, there was
a restructuring of the competition in most industries, including
education. One strategy for this new competitive scenario was
to strengthen cooperative relationships to create mechanisms to
protect the market. However, the interaction between competition
and cooperation is not static, being susceptible to internal and
external environmental factors (Luo, 2007) that constantly create
opportunities for value (Crisan, 2013) or threats.
Second, resources, such as knowledge, capabilities, and
assets, are not homogeneous between institutions that compete
for the same market. Thus, the heterogeneity of resources can
stimulate cooperation to make this an advantage for the firms
(Bengtsson & Kock, 2000). Moreover, the transfer of knowledge
through cooperation and competition between firms can increase
the customer base and financial performance (Luo, Slotegraaf,
& Pan, 2006). Considering the need for resources for greater
engagement on cooperation, larger HEIs may not be as committed
as smaller HEIs. Thus, just as the interdependence between HEIs
can create and share value through greater interaction, its benefits
are also not necessarily equally divided.
Third, for the coopetition strategy to provide better results,
there must be a balance between competition and cooperation
(Gnyawali & Park, 2011). However, depending on the actors and
the environment, one strategy will prevail. This paradox makes the
adoption of collaborative behavior possible and individualistic,
determining its position according to the dynamism of the
relationships. Thus, each HEI operates according to its counterpart,
and views opportunities or threats and establishes countermoves.
This is in line with Dagnino and Padula (2002) who identify
coopetition as a hybrid strategy that unites firms’ deliberate or
emerging actions according to the environmental dynamism and
its ability to improve positions, resources, or capabilities.
Although coopetition has been discussed in light of theory,
the relevance of coopetition depends on the regional and national
educational policies while considering the market aspects.
Coopetitive strategies, with an emphasis on competition, result
from institutional policies that consider the education sector as
a potential market with business opportunities. Coopetition is
based on collaboration, and is seen more frequently in countries
where there is an education market structure and competitive
behavior is limited, such as such as Chile, England, and Sweden
(Muijs & Rumyantseva, 2014). This improved understanding
creates opportunities for future studies. For example, the theory
of social capital can be used to analyze the centrality of each HEI.
Finally, the institutional influences that permeate the relationship
strategies, both for the HEIs and the Comung, can be explored.
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ISSN 0034-7590
ARTICLES | Coopetition strategies in the Brazilian higher education
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FERNANDO DE ABREU FARIA
fernando.afaria@outlook.com
Professor do Centro Universitário
Alves Faria, Programa de Mestrado
Profissional em Administração –
Goiânia – GO, Brasil
ANTONIO CARLOS GASTAUD
MAÇADA
acgmacada@ea.ufrgs.br
Professor da Universidade Federal
do Rio Grande do Sul, Escola de
Administração – Porto Alegre – RS,
Brasil
KULDEEP KUMAR
kuldeep.x.kumar@gmail.com
Professor da Florida International
University, Department of
Management & International
Business – Miami – Florida, Estados
Unidos da América
ARTIGOS
Submetido 04.01.2016. Aprovado 11.08.2016
Avaliado pelo processo de double blind review. Editor Científico: Cesar Alexandre de Souza
MODELO ESTRUTURAL DE GOVERNANÇA
DA INFORMAÇÃO PARA BANCOS
Information governance structural model for banks
Modelo estructural de gobernanza de la información para bancos
RESUMO
A indústria bancária é reconhecida por ser uma das que mais investem em tecnologia da informa-
ção (TI) no Brasil e no mundo, por possuir processos de negócios bem definidos e por ser dinâmica
na adoção de novas tecnologias e processos. Nesse contexto, com os dados provenientes de uma
pesquisa survey, realizada com os executivos de TI de bancos que atuam no Brasil, foi testado um
modelo de regressão estrutural de governança da informação (GI). O objetivo do trabalho é validar
um modelo de GI para os bancos. Os resultados permitiram concluir que, na percepção dos executi-
vos de TI que participaram da pesquisa, os fatores da GI – políticas, sistemas (SI/TI) e estrutura – têm
efeitos diretos e indiretos sobre o valor.
PALAVRAS-CHAVE | Governança da informação, executivos de tecnologia da informação, bancos,
modelagem de equações estruturais, modelo de mensuração.
ABSTRACT
The banking industry is recognized as one of the highest information technology (IT) investments in
Brazil and worldwide, by having well-defined business processes, and its dynamism in adopting new
technologies and processes. In this context, with data from a survey conducted with IT executives of
banks operating in Brazil, a structural regression model of information governance (IG) was tested.
The main objective is to validate a GI model for banks. The results showed that, in the perception of the
IT executives surveyed, the information governance factors - Policies, Systems (IS / IT) and Structure -
have direct and indirect effects on value.
KEYWORDS | Information governance, information tecnology executives, banks, structural equation
modeling, measurement model.
RESUMEN
La industria bancaria es reconocida por ser una de las que más invierten en TI en Brasil y en el mundo,
por poseer procesos de negocios bien definidos y por ser dinámica en la adopción de nuevas tecnolo-
gías y procesos. En ese contexto, con los datos provenientes de una encuesta (survey), realizada con
los ejecutivos de TI de bancos que actúan en Brasil, se probó un modelo de regresión estructural de
gobernanza de la información (GI). El objetivo del trabajo es validar un modelo de GI para los bancos.
Los resultados permitieron concluir que, para los ejecutivos de TI que participaron en la encuesta, los
factores de GI -políticas, sistemas (SI/TI) y estructura- tienen efectos directos e indirectos sobre el
valor.
PALABRAS CLAVE | Gobernanza de la información, ejecutivos de Tecnología de la Información, bancos,
modelado de ecuaciones estructurales, modelo de medición.
RAE-Revista de Administração de Empresas | FGV EAESP
DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S0034-759020170107
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ISSN 0034-7590
ARTIGOS | Modelo estrutural de governança da informação para bancos
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INTRODUÇÃO
Neste início de século, as pessoas e as organizações convivem em
um ambiente caracterizado pela abundância de dados, criados e
multiplicados em velocidade espantosa. Segundo o International
Data Corporation (IDC, 2014), o universo digital (definido como
uma medida de todo dado digital criado, replicado e consumido
no mundo no período de um ano) está dobrando de tamanho
a cada dois anos e, em 2020, alcançará 44 zettabytes (ou 44
trilhões de gigabytes).
A expansão do universo digital tem levado as organizações
a repensar suas estratégias em relação à guarda e uso da
informação. As firmas e indústrias estão se tornando mais
digitais, dependentes das novas tecnologias de comunicação e
conectividade, em um contexto caracterizado pelo crescimento
acentuado no volume e na complexidade dos dados, em
que o desafio colocado é não perder sua habilidade de gerar
valor a partir deles (Faria & Sympson, 2013). A abundância de
informação nas organizações oferece um grande potencial de
riqueza, mas também traz riscos, que precisam ser mitigados.
Por isso, algumas delas estão estabelecendo corpos formais de
governança para criar estratégias, políticas e procedimentos em
torno da distribuição da informação dentro e fora da empresa.
Nesse grupo, estão os bancos, reconhecidos pelo seu dinamismo
e elevado grau de maturidade nas suas práticas de tecnologia da
informação (TI) e de negócios, representantes da indústria que
mais investe em TI no mundo (Beccalli, 2007, p. 1) e que passou
por grandes transformações nos últimos anos (Soares, 2011, p. 11).
Em uma economia da informação, as empresas devem
aproveitar os seus dados para melhorar os processos de negócios,
lançar produtos e serviços inovadores e encantar seus clientes
(Beath, Becerra-Fernandez, Ross, & Short, 2012). Em relação
a esses últimos, Soares (2011) afirma que a governança da
informação (GI) é crítica para os bancos, uma vez que eles estão
cada vez mais centrados nos clientes. A GI pressupõe a existência
de políticas e práticas para o gerenciamento, uso, melhoria e
proteção da informação que permeiam toda a organização
(Soares, 2011). Auxilia diretamente a definição das estratégias do
negócio, seja em cenários estáveis ou de mudança contínua, ao
oferecer o insumo necessário no processo decisório: informação.
A GI é uma área recente de pesquisa (Grembergen &
Haes, 2009), e, conforme Kooper, Maes e Lindgreen (2011), esse
conceito foi introduzido cientificamente em 2004, por Donaldson
e Walker, na National Health Society (NHS). O estudo quantitativo
pretende contribuir para a construção teórica do tema ao
apresentar um modelo validado com executivos de TI de bancos
e testado estatisticamente com o uso de equações estruturais. Se
as relações teóricas propostas na pesquisa com os bancos são
estatisticamente significantes, elas podem indicar caminhos às
organizações que desejam investir em um programa de GI para
adicionar valor pelo uso mais eficiente das suas informações.
Portanto, este trabalho propôs-se a validar, com base na
abordagem de Koufteros (1999) e Koufteros, Babbar, e Khaigobadi
(2009), um modelo de regressão estrutural de GI para os bancos,
que inclui relações diretas e indiretas entre os fatores. Com o
modelo, testado com base na percepção dos executivos de TI que
participaram da pesquisa, é possível identificar os fatores e itens
que podem ser considerados em um programa de GI nos bancos.
REVISÃO DA LITERATURA
Na revisão da literatura, foram feitas buscas na base de dados da
biblioteca virtual da Associação de Sistemas de Informação (AIS),
com foco nos journals da Basket of 8, que significa o grupo dos
oito principais periódicos de referência na área de SI apontados
pela AIS, quais sejam: European Journal of Information Systems;
Information Systems Journal; Information Systems Research;
Journal of AIS; Journal of Information Technology; Journal of MIS;
Journal of Strategic Information Systems e MIS Quarterly.
Para isso, utilizaram-se as seguintes palavras-chave:
information governance, data governance, governança da
informação e governança de dados. De acordo com Booth,
Papaioannou, e Sutton (2012), as palavras-chave devem ser
escolhidas pelo pesquisador de acordo com os objetivos de
sua pesquisa, podendo ser adaptadas ou reduzidas ao longo
da pesquisa, mas devem ser as mesmas para todas as bases de
dados em que a busca foi realizada.
Complementarmente, foram realizadas buscas nas
seguintes bases de dados: EBSCOHost, Google Acadêmico
e Web of Science, com os mesmas palavras-chave citadas
anteriormente. Em todo esse processo de revisão, não foram
encontradas publicações que apresentassem um modelo de GI
validado estatisticamente.
São apresentados, a seguir, conceitos sobre GI, o modelo
de GI e as hipóteses de pesquisa propostas no trabalho.
Governança da Informação
Grembergen e Haes (2009) indicaram, em seu trabalho, o
surgimento de uma nova disciplina na área de governança, a GI. Ela
surge para preencher um espaço nas organizações não atendido
pela governança da TI, primeiro recolocando a informação como
o recurso essencial e, segundo, demonstrando que o uso da
informação, e não apenas a sua produção e armazenamento,
deve ser considerado nos processos de governança (Kooper et
al., 2011).
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	 Nas definições encontradas na literatura, por meio
da repetição de diversos termos, é possível inferir o escopo de
ação da GI. Esses termos são regras, normas, políticas, ética,
cultura, conteúdo corporativo, direitos decisórios, accountability,
compliance, uso apropriado, alcance em toda a empresa, valor,
pessoas, processos, ferramentas.
Para explicitar o que é GI, três definições foram
selecionadas, por bem caracterizarem seu significado e
abrangência. A primeira, de Kooper et al. (2011), “Governança
da informação envolve o estabelecimento de um ambiente e
de oportunidades, regras e direitos decisórios para a valoração,
criação, coleta, análise, distribuição, armazenamento, uso e
controle de informações” (p. 195); a segunda, de Faria, Maçada
e Kumar (2013), “Governança da informação refere-se ao
estabelecimento de políticas, por meio de estruturas formais,
que definem regras, procedimentos e direitos decisórios sobre
a gestão da informação, de forma a mitigar o risco regulatório
e operacional, reduzir custos e otimizar o desempenho da
organização” (p. 4444); e a terceira, de Smallwood (2014),
“Governança da informação é um subconjunto da governança
corporativa, e inclui os principais conceitos de gerenciamento
de registros, gerenciamento de conteúdo, de TI e governança de
dados, segurança da informação, privacidade de dados, gestão
de riscos, preparação para litígios, conformidade regulatória,
preservação digital a longo prazo, e até mesmo inteligência de
negócios” (p. 5).
O modelo e as hipóteses de pesquisa
A identificação dos fatores da GI e dos seus itens no modelo
proposto é baseada em elementos da teoria da agência, da teoria
da visão baseada em recursos da firma (RBV) e da teoria das
capacidades dinâmicas, com posterior validação pela utilização
de técnicas qualitativas, com a participação de 16 altos executivos
de TI de bancos no Brasil, em Hong Kong e nos Estados Unidos
(Faria et al., 2013).
Algumas publicações indicaram possibilidades de modelos
para a GI, conforme listado no Quadro 1.
Quadro 1. Modelos de GI anteriores
Modelo de GI Referência
Modelo HORUS (do inglês holding, obtaining, recording, using, sharing) para a GI na NHS. Donaldson e Walker (2004)
Um modelo de GI deve alcançar toda a organização e considerar pessoas, processos, políticas e sistemas. Hill (2008)
São características de um modelo de GI: definição clara de papéis e responsabilidades; estabelecimento de
um corpo central de governança; suporte top-down; estabelecimento de um programa educativo; introdução
de padrões com flexibilidade.
The Economist (2008)
Um modelo de GI deve considerar quatro fatores, pessoas, políticas, tecnologia e gerenciamento de risco. Samuelson (2010)
GI envolve a definição de políticas, procedimentos e controles para gerenciar a informação em conformidade
com as exigências regulatórias externas e internas.
Smalwood (2011)
Um modelo de GI com três dimensões, valor, qualidade e compliance. Lajara e Maçada (2013)
A partir das diversas alternativas, este trabalho propõe um
modelo diferente, composto por três construtos básicos para a
GI, políticas, sistemas (SI/TI) e estrutura, todos eles associados
à geração de valor pela organização. O modelo, que foi testado
estatisticamente, baseia-se no fato de que qualquer ação de
governança é iniciada pelo estabelecimento de uma política.
Esta só é materializada dentro de uma organização nos dias de
hoje quando apoiada pela TI, e está sob a responsabilidade de
um componente de governança (do inglês governance body) que
presta contas e responde por ela.
O desenvolvimento das hipóteses de pesquisa considerou
as possibilidades de relações entre os construtos da GI. A Figura 1
apresenta o modelo de pesquisa utilizado no estudo quantitativo.
Figura 1.	Modelo de pesquisa
•	 Accountability
•	 Acessibilidade
•	 Compartilhamento
•	 Compliance
•	 Comunicação
•	 Monitoramento
•	 Padronização
Governança da Informação
Sistemas
(SI/TI)
ValorPolíticas
Estrutura
H2
H4
H1
H3
H5
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Osconstrutos,osfatoresouasvariáveispresentesnomodelo
de pesquisa para a GI são: políticas, que representa as políticas e
práticas relacionadas à GI na organização, envolve itens relativos
a accountability, acessibilidade, compartilhamento, compliance,
comunicação, monitoramento e padronização; sistemas (SI/TI),
que representa o conjunto de sistemas e tecnologias da informação
disponíveis na organização, que dão suporte à GI; estrutura, que
representa a estrutura formal de governança, define e habilita as
políticas e práticas de GI na organização; valor, que representa o
valor percebido o qual é gerado pela organização como resultado
das políticas e práticas de GI.
No modelo de pesquisa, as variáveis sistemas (SI/TI) e
estrutura ligam causa (as políticas de GI) e efeito (o valor), são
mediadoras. Essas variáveis seguem a variável independente
(as políticas de GI) e precedem a variável dependente (o valor).
Além disso, supõe-se a existência de correlação entre as
variáveis sistemas (SI/TI) e estrutura (as mediadoras) e a variável
independente (políticas).
As hipóteses de pesquisa exploram principalmente as
relações entre os fatores da GI e o valor. O Quadro 2 relaciona
as cinco hipóteses propostas no trabalho, indicando também os
elementos teóricos e as referências utilizados em sua construção.
Quadro 2. As hipóteses de pesquisa
H Descrição Elementos teóricos Referências
H₁
O fator Políticas está positivamente
associado ao Valor.
Na governança de TI é clara a relação entre as políticas de
TI, os sistemas de informação, a estrutura de governança
de TI e os seus impactos sobre o desempenho ou o valor
gerado.
Uma boa governança de TI harmoniza decisões sobre a
administração e a utilização da TI com comportamentos
desejáveis e objetivos do negócio. Sem estruturas
de governança cuidadosamente projetadas e
implementadas, as empresas deixam essa harmonia de
lado.
Brynjolfsson e Hitt, 1996; Falk,
2005; Prajogo e Olhager, 2012.
Weill e Ross, 2004.
H2
O fator Políticas está positivamente
associado ao fator Sistemas (SI/TI).
H3
O fator Políticas está positivamente
associado ao fator Estrutura.
H4
O fator Sistemas (SI/TI) está
positivamente associado ao Valor.
A indústria bancária é caracterizada por ser altamente
competitiva e dinâmica. Mais que isso, nessa indústria, a
relação entre a TI e o negócio bancário é muito estreita.
A TI (ou os investimentos em TI) está relacionada com
os resultados, o desempenho ou o valor gerado nas
organizações.
As firmas investem em TI no pressuposto que essas
tecnologias irão influenciar o desempenho. Na era pós-
paradoxo da produtividade, os pesquisadores se voltam
para descobrir como, ao invés de, se a TI contribui para o
desempenho da empresa.
Lamberti e Buger, 2009.
Nakata, Zhu, e Kraimer, 2008;
Faria e Maçada, 2011; Qrunfleh e
Tarafdar, 2012.
Tallon, 2007; Campo, Rubio, e
Yague, 2010.
H5
O fator Estrutura está
positivamente associado ao Valor.
A estrutura está relacionada com o desempenho ou valor
gerado.
Claver-Cortés et al., 2012; Pathan
e Faff, 2012.
As cinco hipóteses previstas no modelo buscam verificar as relações entre os construtos políticas e valor, políticas e sistemas
(SI/TI), sistemas (SI/TI) e valor, políticas e estrutura, e estrutura e valor.
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METODOLOGIA
O estudo sobre o tema GI na indústria bancária foi realizado em três
etapas. A primeira, uma revisão da literatura que identificou fatores
e itens para um modelo de GI; a segunda, um estudo qualitativo
com o objetivo de validar, junto a um grupo de altos executivos de
TI dos bancos, os itens e fatores que poderiam compor um modelo
de GI; e a terceira, um estudo quantitativo com a proposição de um
modelo de regressão estrutural. O presente artigo apresenta uma
parte desse estudo, que foi realizada durante a etapa quantitativa,
aquela em que foi validado o modelo estrutural.
Conforme Weston e Gore (2006), a modelagem de
equações estruturais (do inglês structural equation modeling
– SEM) é uma combinação de análise fatorial e análise de
caminhos, o que leva o pesquisador a pensar sobre os seus dois
componentes primários, o modelo de mensuração e o modelo
estrutural. O primeiro descreve os relacionamentos entre as
variáveis observadas (os indicadores) e os seus construtos,
enquanto o segundo descreve os relacionamentos entre os
construtos. Quando o modelo de mensuração e o modelo
estrutural são considerados em conjunto, o modelo pode ser
chamado de modelo estrutural completo. Para validação do
modelo estrutural, foi utilizado o paradigma proposto nos
trabalhos de Koufteros (1999) e Koufteros et al. (2009), que é
apresentado no Quadro 3.
Quadro 3. Paradigma para validação de modelos estruturais
Etapa Atividade
Elaboração Elaboração do instrumento com base na revisão da literatura e nos resultados da etapa qualitativa.
Pré-teste
Análise de outliers;
Índice de correlação de item total corrigido (CITC);
Alfa de Cronbach (instrumento preliminar e final);
Análise fatorial exploratória convergente;
Eliminação de itens.
Estudo completo -
Purificação da base e
confiabilidade
Purificação da base de dados com análise de dados omissos, outliers, respondentes não engajados, análise
da multicolinearidade, normalidade, linearidade, homocedasticidade;
Teste de adequação da amostra (KMO e esfericidade de Barlett);
Análise da confiabilidade com Alfa de Cronbach e CITC.
Análise fatorial
confirmatória
Validação do modelo de mensuração;
Validação do modelo de mensuração inicial (valores t, cargas fatoriais, índices de ajustamento);
Uso dos valores de covariância residual padronizada e dos índices de modificação;
Validação do modelo de mensuração final (valores t, cargas fatoriais, índices de ajustamento, validade
discriminante (AVE), confiabilidade composta).
Testes com modelos alternativos;
Identificação da relação teórica entre os construtos e os itens;
Validação dos fatores;
AFC para o modelo de primeira ordem com um único fator latente;
AFC para o modelo de primeira ordem com os fatores ortogonais (não correlacionados);
AFC para o modelo de primeira ordem com todos os construtos correlacionados;
AFC para o modelo de segunda ordem;
Comparação entre os modelos.
Modelo estrutural
Detalhamento do modelo de regressão estrutural;
Análise do modelo;
Verificação das hipóteses.
Primeiramente, foi feita uma pesquisa survey como um pré-teste e, em seguida, após ajustes no instrumento, foi realizada a
survey final. Ambas foram realizadas exclusivamente com executivos de TI de bancos que operam no Brasil. Essas surveys tiveram
como objetivo validar os fatores e itens do modelo de GI para os bancos. Depois de coletados os dados, eles foram submetidos às
análises estatísticas e, posteriormente, foi utilizada a técnica de modelagem de regressão estrutural para validar o modelo de GI
proposto.
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População e amostra
A população-alvo da pesquisa é formada por todos os executivos
de TI dos bancos brasileiros. Para buscar a participação dos
executivos, a exigência foi que o executivo de TI respondente
ocupasse um cargo de chefia em sua organização. As amostras do
estudo (pré-teste e estudo completo) são não probabilísticas por
conveniência. Nesta pesquisa, no estudo completo, foi utilizada
a amostragem “bola de neve” (do inglês snowball sampling). Os
dados foram coletados diretamente dos questionários aplicados
sobre os executivos de TI de diversos bancos brasileiros, públicos
e privados.
Para alcançar o público-alvo, o pesquisador (um ex-CIO
de banco) elaborou uma lista dos bancos no Brasil em que
possuía contatos com o CIO ou com outro executivo de alto
nível. Posteriormente, foi feito o contato com o CIO ou com um
alto executivo de cada um dos bancos relacionados por meio
presencial, telefônico ou e-mail, ocasião em que foi apresentada
a pesquisa e solicitada a participação de outros executivos de
TI do mesmo banco ou de seus colegas de outros bancos. Tal
procedimento foi repetido em todos os bancos cujos executivos
participaram da pesquisa. A lista foi ampliada com a inclusão de
executivos de alto nível de outros bancos, que foram indicados
pelos contatos da lista inicial. Embora seja não probabilística, a
amostra obtida é variada e significativa, pois contém um número
expressivo de executivos de TI dos maiores bancos do País, além
de incluir bancos de diferentes portes e características.
O pré-teste foi realizado em maio de 2013, teve uma
amostra por conveniência de 35 executivos de TI dos bancos,
e suas respostas foram coletadas por intermédio de aplicativo
específico para tratamento de questionários na internet. Para a
survey final, realizada entre junho e agosto de 2013, o instrumento
foi aplicado sobre uma amostra da população-alvo composta por
222 executivos de TI dos bancos. No processo de purificação dos
dados, um questionário foi rejeitado por ter sido considerado de
respondente não engajado. Participaram do estudo completo
(a survey final) executivos de TI de 40 bancos no Brasil. Se se
considerar o ranking disponibilizado pelo Banco Central do Brasil
(2013), intitulado “50 maiores bancos e o consolidado do sistema
financeiro nacional”, para a posição de junho de 2013, pode-se
afirmar que a quase totalidade dos bancos participantes na
referida amostra está inserida no grupo dos 50 maiores bancos
(classificação por ativo total) do País.
Entre os 221 respondentes que compuseram a amostra do
estudo completo, 14,8% eram membros do board, executivos do
nível estratégico, diretores de TI ou chefes de unidade de TI; 47,9%
dos executivos tinham mais de 20 anos de trabalho na área de TI;
e 52,4% dos respondentes trabalhavam havia mais de 20 anos
nos seus respectivos bancos. Entre os respondentes, estavam 182
executivos de bancos múltiplos, 22 de bancos comerciais, 7 de
bancos de investimento, 2 de bancos de desenvolvimento e 8 que
não informaram qual o registro do seu banco no Banco Central.
Desenvolvimento do instrumento de coleta de
dados
Para a realização da survey com os executivos de TI dos bancos,
o pesquisador optou pelo uso de questões de concordância, de
modo a capturar a percepção dos executivos sobre os diversos
itens, com a adoção de uma escala Likert de 7 pontos.
Os construtos são medidos, neste trabalho, com base
na percepção dos executivos de TI. Medir resultados com
base na percepção de executivos não é novidade nos estudos
organizacionais. Campo, Rubio, e Yagüe (2010) afirmam que a
variável de percepção é uma variável proxy para os resultados
reais, que normalmente são difíceis de obter. De acordo com Dess
e Robinson (1984), as medidas de percepção de desempenho
são comparáveis às medidas objetivas. Nas palavras de Tallon,
Kraemer, e Gurbaxani (2000), “as medidas de percepção e as
medidas objetivas podem coexistir” (p. 149).
O instrumento foi submetido a um processo para validação
de face e de conteúdo com acadêmicos e executivos brasileiros
com experiência na área de TI. Primeiro, ele foi avaliado por
três doutorandos da área de SI/TI, todos em fase de tese, para
uma validação de face e de conteúdo. Depois, foi submetido ao
crivo de dois executivos da área de TI nos bancos. O documento
foi atualizado, incorporando algumas sugestões de melhoria
relativas aos termos utilizados e à clareza de algumas questões.
Complementarmente, foi aplicada a técnica do card sorting
com a participação de três executivos de TI de bancos, para validar
os construtos e itens do instrumento. O instrumento utilizado no
pré-teste era composto por duas seções de perguntas. A primeira
seção continha as questões relativas aos fatores da GI e ao valor
percebido como resultado da GI. A segunda apresentava questões
relativas ao perfil dos respondentes.
Por fim, deve-se registrar que o questionário foi construído
e distribuído com o auxílio de software operado na internet.
Adicionalmente, foi oferecida aos respondentes a opção do
questionário impresso. Pela internet, foram obtidas 146 respostas,
enquanto a opção impressa foi utilizada por 76 executivos.
Tratamento estatístico dos dados
O trabalho utilizou a modelagem de equações estruturais (SEM),
mais precisamente a análise fatorial confirmatória (AFC) e a
modelagem de regressão estrutural.
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Para realizar as análises estatísticas mais triviais, como as estatísticas descritivas, a análise fatorial, confiabilidade, entre
outras, foi utilizado o software SPSS versão 21. Para o desenvolvimento da análise fatorial confirmatória e a modelagem de regressão
estrutural, foi utilizado o software AMOS versão 21.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Os construtos e os seus respectivos itens constantes do instrumento de pesquisa que foi aplicado no estudo completo estão
apresentados, em conjunto com algumas estatísticas básicas, na Tabela 1. Parte desses itens foi excluída durante a validação do
modelo de mensuração.
Tabela 1. Relação de Construtos e Itens do Instrumento Final
Construto/Item Survey item CITC Média DP Alfa
Políticas 0,92
PL1 (AT)
A liderança executiva estabelece regras de responsabilização sobre o uso
da informação.
0,75 5,55 1,38
PL2 (AT) Os direitos decisórios sobre o uso da informação são claros e definidos. 0,73 5,07 1,46
PL3 (AS) O acesso à informação é controlado por regras corporativas. 0,60 5,80 1,32
PL4 (AS)
O funcionário tem acesso apenas às informações corporativas necessárias
ao seu trabalho.
0,63 5,23 1,51
PL5 (CT)
Existem regras para o compartilhamento de informações com o mercado
(clientes e parceiros).
0,60 5,54 1,39
PL6 (CT)
Temos regras para o compartilhamento de informações entre as unidades
de negócios.
0,70 5,15 1,41
PL7 (CL) As informações corporativas obedecem a requisitos de compliance. 0,58 5,73 1,08
PL8 (CL) A privacidade das informações é garantida pelas regras de compliance. 0,60 5,64 1,29
PL9 (CM)
Temos um processo de comunicação interno sobre as práticas relativas ao
uso da informação.
0,63 5,43 1,41
PL10 (CM)
Comunicamos os nossos funcionários quando fazem uso impróprio da
informação.
0,56 5,24 1,54
PL11 (MN) Temos ferramentas que permitem monitorar o uso da informação. 0,71 4,98 1,59
PL12 (MN) Utilizamos métricas para avaliar os resultados das políticas de informação. 0,68 4,14 1,61
PL13 (PD) O uso de padrões facilita a nossa gestão da informação. 0,49 5,87 1,22
PL14 (PD) Temos regras para padronização da informação. 0,63 5,60 1,25
Sistemas (SI/TI) 0,76
SI1
Os sistemas estão preparados para adaptarem-se rapidamente às
mudanças do negócio.
0,64 3,84 1,68
SI2
Os sistemas são efetivos na disponibilização das informações para os
usuários.
0,55 5,04 1,44
SI3
Os sistemas disponibilizam informações para a tomada de decisão em
dispositivos móveis.
0,52 4,24 1,78
SI4
Os sistemas permitem recuperar todas as informações de um cliente por
meio de uma interface única.
0,55 3,26 1,74
Estrutura 0,75
ET1 A governança da informação está ligada à governança corporativa. 0,55 4,80 1,60
ET2
As áreas de negócios participam das decisões sobre a governança da
informação.
0,51 5,06 1,63
ET3
Existe uma estrutura formal de governança que define as políticas
relacionadas à informação.
0,55 5,74 1,36
ET4 A governança da informação é aprovada no nível estratégico pelo Board. 0,57 5,23 1,31
Valor 0,82
VL1 Melhor direcionamento dos investimentos em TI. 0,67 4,98 1,55
VL2 Redução do risco regulatório. 0,51 5,70 1,25
VL3 Melhor desempenho operacional. 0,72 5,40 1,31
VL4 Diminuição do custo de armazenamento (storage). 0,55 4,56 1,63
VL5 Aprimoramento do processo decisório. 0,66 5,36 1,45
Obs.: AT (accountability); AS (acessibilidade); CT (compartilhamento); CL (compliance); CM (comunicação); MN (monitoramento);
PD (padronização); CITC (correlação item total corrigido); DP (desvio-padrão); α (alfa de Cronbach).
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São 14 itens relativos ao construto políticas, quatro para o construto sistemas (SI/TI), quatro para o construto estrutura e
cinco para o construto valor.
Nesta seção, são apresentados a seguir o processo de validação do modelo de mensuração, os testes com modelos alternativos
e, por fim, o modelo estrutural proposto com os resultados das hipóteses.
Validação do modelo de mensuração
A validação do modelo de mensuração foi feita por meio de uma análise fatorial confirmatória (AFC), conforme proposto no paradigma
de Koufteros (1999, p. 475). Nele, as etapas um e dois referem-se ao desenvolvimento do instrumento e à coleta de dados. Para
iniciar a etapa três da proposta de Kouferos, incluiu-se o modelo de mensuração com seus construtos e itens em um software de
modelagem de equações estruturais (AMOS). O modelo de mensuração inicial apresentado na Figura 2 possui quatro construtos
e 27 itens. As informações que compõem a base de dados já passaram pelo processo de purificação e pelos testes de adequação
da amostra final.
Figura 2.	Modelo de mensuração inicial
PL1
PL6
PL11
PL2
PL7
PL12
PL3
PL8
PL13
PL4
PL9
PL14
SI1
Modelo de mensuração inicial
Tabela A - validação individual dos construtos do MMI
Tabela B – Índices ajustamento do MMI
*Valor t não foi calculado (carga fatorial fixada arbitrariamente
em 1); valor p < 0,001 para todos os coeficientes.
SI2
SI3
SI4
ET1
ET2
ET3
ET4
VL1
VL2
VL3
VL4
VL5
PL5
PL10
e17
e20
e22
e16
e15
e13
e1
e5
e19
e7
e11
e14
e8
e9
e2
e12
e18
e21
e3
e4
e6
e10
e23
e24
e25
e26
e27
Políticas
Sistemas
Estrutura
Valor
0,78
0,76
0,61
0,67
0,63
0,73
0,62
0,66
0,65
0,58
0,74
0,72
0,68
0,75
0,73
0,70
0,58
0,60
0,52
0,67
0,62
0,80
0,64
0,59
0,65
0,67
0,66
0,69
0,85
0,74
0,73
0,63
0,74
Construto Item Valor t
Carga
Padronizada
Políticas
PL1 * 0.776
PL2 11,983 0,760
PL3 9,333 0,612
PL4 10,369 0,666
PL5 9,589 0,625
PL6 11,521 0,732
PL7 9,450 0,621
PL8 10,143 0,656
PL 10,069 0,651
PL10 8,729 0,577
PL11 11,724 0,742
PL12 11,424 0,731
PL13 7,754 0,518
PL14 9,834 0,643
Sistemas (SI/TI)
SI1 * 0,716
SI2 8,880 0,698
SI3 8,187 0,671
SI4 7,951 0,590
Estrutura
ET1 * 0,676
ET2 7,614 0,583
ET3 7,648 0,620
ET4 8,755 0,731
Valor
VL1 * 0,752
VL2 8,562 0,602
VL3 11,512 0,797
VL4 8,790 0,631
VL5 10,299 0,741
Índice Ajustamento
x2
/df 1,781
RMSEA 0,060
GFI 0,838
AGFI 0,808
CFI 0,907
NFI 0,813
TLI 0,898
IFI 0,909
PCFI 0,822
PNFI 0,737
Fonte: AMOS
A etapa três trata da validade convergente, que consiste na observação dos valores t e das cargas fatoriais padronizadas.
Segundo Koufteros (1999), não há um valor de corte comumentemente aceito para as cargas dos fatores, mas a validade convergente
pode ser avaliada pelo exame da razão das cargas dos fatores e seus respectivos erros-padrão. Em geral, se os valores t são maiores
que |2| ou |2,576| então eles são considerados significantes ao nível de 0,05 e 0,01, respectivamente. Na Tabela A da Figura 2,
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estão listados os coeficientes padronizados e os valores t de cada
uma das variáveis (ou itens) por construto do modelo. Pode-se
observar na tabela que os valores t são superiores a |2,576| e
as cargas fatoriais são superiores a 0,5 para todos os itens dos
construtos.
Na etapa quatro de Koufteros, deve-se avaliar os índices de
ajustamento e unidimensionalidade. Para isso, foram analisados
os índices de ajustamento, os valores das covariâncias residuais
padronizadas (do inglês standardized residual covariances) e
os índices de modificação (do inglês modification indices)
calculados pelo AMOS para o modelo. Os índices de ajustamento
do modelo de mensuração inicial estão listados na Tabela B da
Figura 2. Na tabela, pode-se observar que os valores calculados
para o modelo estão adequados aos valores recomendados na
maioria dos índices. Somente o GFI está um pouco abaixo do
valor recomendado.
Na sequência da análise, observou-se, no AMOS, a matriz
com os valores de covariância residual padronizada e também
os índices de modificação. A respeito desses dois números,
Koufteros (1999) afirma que os valores de covariância residual
padronizada são altos quando maiores que |2,58| e que os
índices de modificação superiores a 15 devem ser observados
com atenção. Além disso, Brown e Moore (2012) relatam que
os índices de modificação e os resíduos padronizados são,
muitas vezes, úteis para determinar as fontes particulares de
tensão na solução quando o modelo contém erros menores de
especificação. De acordo com esses autores, a razão mais comum
para reespecificação do modelo de mensuração é melhorar o
seu ajustamento em decorrência de, pelo menos, um dos
três seguintes critérios: índices de ajustamento inadequados,
resíduos padronizados muito grandes ou índices de modificação
que indicam áreas localizadas de ajustamento ruim.
Assim, no processo de avaliação dos valores de covariância
residual padronizada, dos índices de modificação e das cargas
fatoriais entre os construtos no modelo de mensuração inicial,
foram identificadas sete variáveis observadas (itens) que
apresentaram problemas em relação aos valores de referência
e, por isso, foram retiradas do modelo. Em síntese, foram
excluídos do modelo cinco itens do construto políticas, um item
do construto estrutura e um item do construto valor. Também
foi identificada uma correlação entre dois itens do construto
políticas (PL13 e PL14), algo plausível e até certo ponto esperado,
já que ambos avaliam a questão das políticas de padronização
das informações nos bancos.
No construto políticas, o item PL12 (Utilizamos métricas
para avaliar os resultados das políticas de informação) foi
retirado por apresentar índices de modificação iguais a 14,021
com o item PL3 (O acesso à informação é controlado por regras
corporativas) e 9,930 com o item PL11 (Temos ferramentas que
permitem monitorar o uso da informação). Os respondentes não
consideraram o item PL12 um elemento das políticas de GI. Não
há prejuízo para a questão do monitoramento das informações,
uma vez que seu escopo também é medido pelo item PL11 (Temos
ferramentas que permitem monitorar o uso da informação). O
item PL8 (A privacidade das informações é garantida pelas regras
de compliance) apresentou covariância residual padronizada de
2,200 com o item ET1 (A governança da informação está ligada
à governança corporativa). Da mesma forma que no anterior,
entendeu-se que sua exclusão não prejudicaria a avaliação da
questão do compliance na pesquisa, considerando-se que o
item PL7 (As informações corporativas obedecem a requisitos de
compliance) também a considera. O item PL4 (O funcionário tem
acesso apenas às informações corporativas necessárias ao seu
trabalho) apresentou covariância residual padronizada de 2,273
com o item SI2 (Os sistemas são efetivos na disponibilização
das informações para os usuários). Nesse caso, o item PL4 é
viabilizado nos bancos pelo uso dos sistemas e dos seus controles.
Além disso, a questão da acessibilidade, aqui entendida como
o acesso à informação, está também medida pelo item PL3 (O
acesso à informação é controlado por regras corporativas).
Após a exclusão desses três itens, o construto políticas
continuou apresentando uma alta correlação com o fator estrutura
(0,83). Essa alta correlação certamente traria problemas futuros
na análise da validade discriminante dos construtos. Mas, como
não há dúvida de que essas duas variáveis latentes claramente
representam, do ponto de vista teórico, dois construtos distintos,
optou-se por uma solução não tão radical, que consistiria na
exclusão do fator. Conforme Brown e Moore (2012, p. 377), a
solução para esse problema é juntar os fatores ou eliminar o fator
redundante. Assim, foram excluídos os itens PL6 (Temos regras
para o compartilhamento de informações entre as unidades de
negócios) e PL10 (Comunicamos aos nossos funcionários quando
fazem uso impróprio da informação) do construto políticas. Esses
dois itens, na visão dos respondentes, estavam muito ligados
ao construto estrutura. Após sua exclusão, a correlação entre os
fatores caiu para 0,75, número que, embora ainda seja um pouco
alto, ficou mais longe de 1,00 (Brown & Moore, 2012, p. 373). Em
relação a essa correlação entre os fatores, Bagozzi e Yi (2012, p.
15) citam um intervalo entre 0,48 e 0,72.
No construto estrutura, o item ET4 (A governança da
informação é aprovada no nível estratégico pelo board)
apresentou índices de modificação com outros dois itens dentro
do mesmo construto. Com o item ET2 (As áreas de negócios
participam das decisões sobre a governança da informação),
o índice de modificação foi de 4,126, e, com o item ET3 (Existe
uma estrutura formal de governança que define as políticas
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relacionadas à informação), o índice de modificação foi de 5,225. Com esses valores, considerados relativamente baixos, o item
poderia ser mantido, mas optou-se pela sua exclusão, pois, além de melhorar significativamente os índices de ajustamento do
modelo, ela reduziu a correlação entre os construtos estrutura e valor para 0,73.
Após a conclusão da etapa quatro da proposta de Koufteros, que se refere a avaliação dos índices de ajustamento e
unimensionalidade, chegou-se ao modelo de mensuração revisado, que é apresentado na Figura 3.
Figura 3. Modelo de mensuração revisado
PL1
PL11
PL2
PL7
PL3
PL13
PL14
SI1
Modelo de mensuração revisado
SI2
SI3
SI4
ET1
ET2
ET3
VL1
VL3
VL4
VL5
PL5
e17
e20
e22
e15
e1
e11
e8
e9
e2
e12
e18
e21
e3
e4
e6
e23
e25
e26
e27
Políticas
Sistemas
Estrutura
0,73
0,73
0,74
0,69
0,62
0,79
0,67
0,56
0,59
0,68
0,66
0,62
0,73
0,75
0,71
0,65
0,75 Valor
PL9e19
0,76
0,77
0,65
0,65
0,62
0,64
0,74
0,52
0,65
0,30
TabelaA-validaçãoindividualdosconstrutosdoMMR
Tabela B – Índices ajustamento do MMR
*Valor t não foi calculado (carga fatorial fixada arbitrariamente
em 1); valor p < 0,001 para todos os coeficientes.
Construto Item Valor t
Carga
Padronizada
Políticas
PL1 * 0.764
PL2 11,479 0,771
PL3 9,493 0,646
PL5 9,627 0,652
PL7 9,032 0,618
PL9 9,576 0,642
PL11 11,125 0,736
PL13 7,490 0,518
PL14 9,535 0,651
Sistemas (SI/TI)
SI1 * 0,725
SI2 8,835 0,688
SI3 8,154 0,671
SI4 8,028 0,594
Estrutura
ET1 * 0,727
ET2 7,747 0,621
ET3 7,848 0,558
Valor
VL1 * 0,740
VL3 11,164 0,794
VL4 8,806 0,649
VL5 10,080 0,754
Índice Ajustamento
x2
/df 1,576
RMSEA 0,051
GFI 0,896
AGFI 0,866
CFI 0,947
NFI 0,868
TLI 0,938
IFI 0,947
PCFI 0,812
PNFI 0,745
Fonte: AMOS
Conforme pode ser observado por meio de simples
comparação com o modelo de mensuração inicial apresentado na
Figura 2, o modelo inicial foi reduzido em sete itens e passou a ser
compostopor20itensequatroconstrutosnomodelorevisado.Essa
redução levou a um modelo de mensuração revisado nitidamente
melhor que o modelo de mensuração inicial. No modelo revisado, o
construto políticas é medido por nove itens, os construto sistemas
e valor, por quatro itens cada um, e o construto estrutura, por três.
O modelo de mensuração revisado apresentou correlações
entre os construtos e cargas fatoriais entre os itens e os construtos
razoáveis. Essas últimas variaram de 0,52 (item PL13 do construto
políticas) a 0,79 (item VL3 do construto valor). Dos 20 itens,
apenas três apresentaram carga fatorial inferior a 0,60, ficando
desses três apenas um mais próximo da margem mínima de 0,50.
Para a análise da validade discriminante e da
confiabilidade dos construtos, etapas cinco e seis na abordagem
de Koufteros, foram calculados a variância média extraída
(do inglês Average Variance Extracted, AVE) e o quadrado da
correlação entre os fatores. De acordo com Fornell e Larcker
(1981), a validade discriminante pode ser verificada pela
comparação entre a variância extraída de um fator e as variâncias
compartilhadas entre os demais (indicada como sendo o
quadrado do coeficiente de correlação entre o construto dado
e todos os demais). Os construtos políticas, sistemas (SI/TI),
estrutura e valor apresentaram AVE igual a 0,574, 0,577, 0,528 e
0,671, respectivamente. Todos esses valores foram superiores ao
mínimo de 0,5 e também superiores ao quadrado das correlações,
o que comprovou a validade discriminante dos construtos do
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modelo de mensuração revisado. A confiabilidade composta
foi superior a 0,7 em todos os construtos, foi de 0,923 para o
construto políticas, de 0,844 para sistemas (SI/TI), de 0,769
para estrutura e de 0,890 para valor. Conforme Koufteros (1999),
a confiabilidade composta significa que os indicadores de um
construto latente são consistentes em sua medição.
Para complementar a avaliação da confiabilidade do modelo
de mensuração revisado, a Tabela A da Figura 3 apresenta, para
cada fator (construto), osvalores t obtidos para os itens do modelo.
Todos os valores t são superiores a |2,576|, e as cargas dos fatores
são superiores a 0,5 para todos os itens. Os números apresentados
indicam a confiabilidade do modelo de mensuração revisado.
Com o modelo de mensuração revisado, foram calculados
os novos índices de ajustamento, que estão listados na Tabela
B da Figura 3. Comparando-se os números das Tabelas B das
Figuras 2 e 3, percebe-se a melhora em quase todos os índices de
ajustamento. É o caso, por exemplo, do RMSEA, do GFI e do CFI.
O único índice que apresentou uma pequena redução foi o PCFI.
Antes de detalhar a etapa sete, a última da abordagem
de Koufteros (1999), referente ao teste do modelo estrutural,
procedeu-se a alguns testes com modelos de mensuração
alternativos, que são detalhados a seguir. Isso foi feito porque,
conforme pode ser observado no modelo de mensuração revisado
apresentado na Figura 3, existe uma forte correlação entre os
construtos políticas e sistemas (SI/TI) (0,71), entre os construtos
políticas e estrutura (0,75), e entre os construtos sistemas (SI/TI)
e estrutura (0,68). E, como foi indicado no modelo de pesquisa
deste trabalho (vide Figura 1), esses três construtos (fatores)
parecem representar um fator de segunda ordem, a GI.
Modelos de mensuração alternativos
Um paradigma para avaliar modelos de mensuração de segunda
ordem foi apresentado por Koufteros et al. (2009). A abordagem
proposta por esses autores é hierárquica e composta dos
seguintes passos: (1) Identificação da relação teórica entre os
construtos e os itens; (2) Validação dos fatores; (3) AFC para o
modelo de primeira ordem com um único fator latente; (4) AFC
para o modelo de primeira ordem com os fatores ortogonais (não
correlacionados); (5) AFC para o modelo de primeira ordem com
todos os construtos correlacionados; (6) AFC para o modelo de
segunda ordem; (7) Comparação entre os modelos.
Os passos 1 e 2 foram realizados nas etapas anteriores
da pesquisa, e o modelo previsto no passo 5 é o modelo de
mensuração revisado. As Figuras 4a e 4b apresentam os modelos
alternativos testados.
Figura 4a. Modelos de mensuração alternativos 1 e 2
PL1
PL11
PL2
PL7
PL3
PL13
PL14
SI1
(1) Modelo de 1ª ordem – um único fator latente (2) Modelo de 1ª ordem – fatores ortogonais (não correlacionados)
SI2
SI3
SI4
ET1
ET2
ET3
VL1
VL3
VL4
VL5
PL5
e17
e20
e22
e15
e1
e11
e8
e9
e2
e12
e18
e21
e3
e4
e6
e23
e25
e26
e27
0,69
PL9e19
0,74 0,76
0,76
0,66
0,67
0,60
0,64
0,74
0,51
0,67
0,79
0,65
0,59
0,65
0,64
0,69
0,58
0,75
0,82
0,64
0,72
0,77
0,61
0,62
0,63
0,63
0,72
0,51
0,62
0,56
0,62
0,59
0,40
0,59
0,50
0,50
0,74
0,81
0,65
0,74
0,32 GI
Valor
PL1
PL11
PL2
PL7
PL3
PL13
PL14
PL5
e17
e20
e22
e15
e1
e11
e8
e9
PL9e19
0,29
Políticas
SI1
SI2
SI3
SI4
e2
e12
e18
e21
Sistemas
ET1
ET2
ET3
e3
e4
e6
Estrutura
VL1
VL3
VL4
VL5
e23
e25
e26
e27
Valor
Fonte: AMOS
90
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Figura 4b. Modelos de mensuração alternativos 3 e 4
(3) Modelo de 1ª ordem – todos construtos correlacionados (4) Modelo de 2ª ordem
0,76
0,73
0,69
0,66
0,60
0,76
0,77
0,65
0,62
0,64
0,74
0,52
0,65
0,73
0,63
0,55
0,74
0,80
0,89
0,83
0,82
0,78
0,65
0,75
0,77
0,65
0,73
0,69
0,67
0,59
0,52
0,74
0,64
0,62
0,65
0,65
PL1
PL11
PL2
PL7
PL3
PL13
PL14
PL5
e17
e20
e22
e15
e1
e11
e8
e9
PL9e19
0,29
Políticas
PL1
PL11
PL2
PL7
PL3
PL13
PL14
PL5
e17
e20
e22
e15
e1
e11
e8
e9
PL9e19
0,30
Políticas
SI1
SI2
SI3
SI4
e2
e12
e18
e21
Sistemas
ET1
ET2
ET3
e3
e4
e6
Estrutura
ET1
ET2
ET3
e3
e4
e6
Estrutura
VL1
VL3
VL4
VL5
e23
e25
e26
e27
Valor
VL1
VL3
VL4
VL5
e23
e25
e26
e27
Valor
SI1
SI2
SI3
SI4
e2
e12
e18
e21
Sistemas
rSI
rPL
rET
Políticas Políticas
0,68
0,66
0,62
0,73
0,75
0,71
0,73
0,74
0,79
0,65
0,75
0,62
0,56
Fonte: AMOS
Nas duas figuras anteriores, é possível observar os quatro modelos alternativos, conforme proposto por Koufteros et al. (2009)
nos passos 3 a 6 descritos anteriormente, que foram inseridos e testados no AMOS. Na Tabela 2, estão relacionados os índices de
ajustamento obtidos para os quatro modelos analisados.
Tabela 2. Índices de ajustamento dos modelos de mensuração
Índice Valor recomendado
Modelo de Mensuração
1 2 3 4
X2
/df ≤ 3,00 2.184 3.322 1.576 1.578
RMSEA ≤ 0,08 0,073 0,103 0,051 0,051
GFI ≥ 0,90 0,842 0,782 0,896 0,895
AGFI ≅ 1,00 0,802 0,729 0,866 0,866
CFI ≥ 0,90 0,887 0,776 0,947 0,946
NFI ≅ 1,00 0,811 0,711 0,868 0,866
TLI ≅ 1,00 0,872 0,749 0,938 0,937
IFI ≅ 1,00 0,888 0,779 0,947 0,946
PCFI ≅ 1,00 0,784 0,691 0,812 0,821
PNFI ≅ 1,00 0,717 0,633 0,745 0,752
       
X2
  366.960 561.425 256.850 260.384
df   168 169 163 165
p   0,000 0,000 0,000 0,000
0,65
91
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Pelos números dos índices apresentados (estão
destacados em negrito os melhores valores obtidos para cada
índice), pode-se verificar que os modelos 1 e 2 são os que
apresentam os piores resultados, bem inferiores aos obtidos
pelos modelos 3 e 4. O modelo 1 e seus índices muito pobres
indicam as consequências adversas de se combinarem variáveis
manifestas de vários domínios de conteúdo dentro de uma única
variável latente de primeira ordem. O modelo 2 apresenta índices
ainda piores que o modelo 1, fato que já era esperado em virtude
da alta correlação existente entre as variáveis latentes.
O modelo 4, com construto de segunda ordem, tem índices
muito próximos aos do modelo 3, que é o modelo de mensuração
revisado apresentado anteriormente. Ambos têm fundamentação
teórica consistente. Interessante observar, no modelo 4, as fortes
cargas entre o construto de segunda ordem (a GI) e os construtos
de primeira ordem, políticas (0,83), sistemas (SI/TI) (0,82) e
estrutura (0,89). Esse resultado é compatível com a teorização
proposta no trabalho de que os três construtos representam os
fatores da GI.
No entanto, Koufteros et al. (2009) deixam claro que um
modelo o qual inclui uma estrutura de segunda ordem nunca
pode produzir um modelo ajustado (em termos dos índices de
ajustamento do modelo) melhor que um modelo que especifica
somente fatores correlacionados de primeira ordem. Apesar
disso, em determinados casos, um modelo de segunda ordem
que rivaliza em performance com um modelo correlacionado de
primeira ordem pode ser uma alternativa atrativa.
De qualquer forma, o modelo de mensuração escolhido foi
o de número 3, por apresentar os melhores índices. O modelo 3
apresenta números melhores ou iguais aos do modelo 4 em todos
os índices de ajustamento, à exceção dos índices de parcimônia
PCFI e PNFI, que são ligeiramente inferiores.
Modelo de regressão estrutural e as hipóteses
A partir do modelo de mensuração revisado que foi apresentado
na seção anterior, foi construído o modelo estrutural apresentado
na Figura 5 com a utilização do software AMOS. Dois aspectos
do modelo devem ser registrados. O primeiro é que o modelo é
recursivo. Em modelos recursivos, todos os efeitos causais são
unidirecionais, o que significa dizer que nenhuma das variáveis
endógenas é especificada como causa e efeito uma da outra
(Kline, 2012). O segundo aspecto é que o modelo é refletivo. Jarvis,
Mackenzie e Podsakoff (2003) apresentam, em seu trabalho,
uma análise sobre as regras que determinam se um construto
é formativo ou refletivo. Nos modelos refletivos, os indicadores
são especificados como endógenos, e os erros de mensuração
são representados no nível do indicador (Kline, 2012).
O modelo estrutural proposto neste trabalho possui quatro
construtos ou variáveis latentes, que são políticas, sistemas (SI/
TI), estrutura e valor. Esse conjunto de construtos é medido por 20
variáveis observadas, que são os ítens oriundos do instrumento
de pesquisa aplicado na pesquisa survey com os executivos de
TI dos bancos. Assim, o construto políticas é medido por nove
itens, o construto sistemas (SI/TI), por quatro itens, o construto
estrutura, por três itens, e o construto valor, por quatro itens.
As variáveis presentes no modelo são: a variável exógena
(Políticas), que, no caso, também é a única variável independente,
e as variáveis endógenas, que são representadas pelas duas
variáveis mediadoras (sistemas (SI/TI) e estrutura) e pela variável
dependente (valor). Na Figura 5, são indicadas as relações entre
a variável exógena e as duas variáveis endógenas (mediadoras),
e entre essas variáveis endógenas e a outra variável endógena.
Também são registrados os erros das variáveis exógena e
endógenas, e os resíduos das variáveis endógenas (rSI, rET, rVL).
Na Figura 5, pode-se verificar que o efeito direto entre os
construtos políticas e valor é praticamente zerado pela mediação
conjunta (ou múltipla) dos construtos sistemas (SI/TI) e estrutura.
As cargas dos construtos para os itens (variáveis observadas)
variam de 0,52 a 0,79, e apenas três delas são inferiores a 0,60,
estando duas dessas três na faixa de arredondamento desse
número. A Tabela 3 lista as cargas fatoriais entre os construtos,
os valores t e seus respectivos níveis de significância.
Na presença da mediação múltipla, o efeito direto
do construto políticas sobre o valor é zerado (chega a ficar
ligeiramente negativo). Isso ocorre porque esse efeito passa
a ser indireto, por intermédio das duas variáveis mediadoras,
sistemas (SI/TI) e estrutura.
Excluindo-se os valores do relacionamento políticas 
valor, que se tornou não significativo com a mediação, os valores
t são superiores a |2,576| (variaram de 3,028 a 8,319), as cargas
fatoriais padronizadas entre os construtos são todas significativas
com valores variando de 0,381 a 0,775.
Os índices de ajustamento do modelo de regressão
estrutural foram c2
/ df = 1,601; RMSEA = 0,052; GFI = 0,892;
AGFI = 0,862; CFI = 0,944; NFI = 0,865; TLI = 0,935; IFI = 0,945;
PCFI = 0,815; PNFI = 0,747. Todos esses índices atendem ou estão
muito próximos dos valores de referência adotados neste estudo
(c2
/ df < 3; RMSEA < 0,08; GFI > 0,90; AGFI ≅ 1,00; CFI > 0,90; NFI ≅
1,00; TLI ≅ 1,00; IFI ≅ 1,00; PCFI ≅ 1,00; PNFI ≅ 1,00), que foram
obtidos a partir dos trabalhos de diversos autores (West, Taylor,
& Wu, 2012; Hooper, Coughlan, & Mullen, 2008; Schermelleh-
Engel, Moosbrugger, & Müller, 2003). O GFI é o único índice que
não atingiu o valor de referência, mas seu valor de 0,892 é muito
próximo de 0,90 e pode ser aceito (Hartono, Li, & Simpson, 2010;
Štemberger, Manfreda, & Kovačič, 2011).
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ARTIGOS | Modelo estrutural de governança da informação para bancos
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Figura 5. Modelo de regressão estrutural com as cargas apuradas
PL1
PL11
PL2
PL7
PL3
PL13
PL14
PL5
e17
e20
e22
e15
e1
e11
e8
e9
PL9e19
0,30
Políticas
SI1 SI2 SI3 SI4
e2 e12 e18 e21
Sistemas
ET1 ET2 ET3
e3 e4 e6
Estrutura
VL1
VL3
VL4
VL5
e23
e25
e26
e27
Valor
rSI
rVL
rET
0,73
–0,05
0,38
0,53
0,77
0,580,610,72
0,72 0,70 0,67 0,59
0,74
0,76
0,77
0,64
0,65
0,62
0,64
0,73
0,52
0,65
0,79
0,65
0,75
Fonte: AMOS
Tabela 3. Os relacionamentos entre os construtos no modelo de regressão estrutural
Relacionamento Estrutural
Pesos da regressão
Coeficiente
Erro
padrão
Valor t Valor p
Coeficiente
padronizado
R2
Políticas --> Sistemas (SI/TI) 0,836 0,103 8,109 *** 0,726 0,699
Políticas --> Estrutura 0,799 0,096 8,319 *** 0,775 0,638
Políticas --> Valor -0,060 0,178 -0,334 0,738 -0,055 0,004
Estrutura --> Valor 0,556 0,169 3,282 0,001 0,529 0,309
Sistemas (SI/TI) --> Valor 0,359 0,119 3,028 0,002 0,381 0,129
(***) p < 0,001
Em relação às hipóteses propostas no trabalho, os resultados estatísticos apurados levaram à aceitação de todas elas. A
hipótese H1 (O fator políticas está positivamente associado ao valor) foi suportada pelos dados analisados, com uma carga ϒ =
0,668 e significância p < 0,001, quando analisada isoladamente sem a presença das relações de mediação no modelo. As políticas
são as verdadeiras viabilizadoras das ações de GI nos bancos.
A hipótese H2 (O fator políticas está positivamente associado ao fator sistemas (SI/TI)) foi suportada pelos dados, com uma
carga ϒ = 0,745 e significância p < 0,001. A aceitação dessa relação indica que, na visão dos executivos de TI que participaram da
pesquisa, as políticas de GI têm influência sobre a área de SI/TI dos bancos.
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AUTORES | Fernando de Abreu Faria | Antonio Carlos Gastaud Maçada | Kuldeep Kumar
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A hipótese H3 (O fator políticas está positivamente
associado ao fator estrutura) foi suportada pelos dados, com
uma carga ϒ = 0,802 e significância p < 0,001. É a relação do fator
políticas que apresenta maior carga, o que indica a importância
da existência de uma estrutura formal de GI nos bancos.
A hipótese H4 (O fator sistemas (SI/TI) está positivamente
associado ao valor) foi suportada pelos dados analisados, com
uma carga β = 0,411 e significância p < 0,001. A aceitação dessa
hipótese indica a importância da área de TI para agregação de
valor em um programa de GI.
Finalmente, a hipótese H5 (O fator estrutura está
positivamente associado ao valor) foi suportada pelos dados,
com uma carga β = 0,562 e significância p < 0,001. A existência
da estrutura formal de GI viabiliza fortemente, na visão dos
executivos de TI, a obtenção de valor.
Contribuições da pesquisa
Este trabalho visa contribuir com o preenchimento de algumas
lacunas teóricas existentes nos estudos sobre GI. A primeira
contribuição refere-se à proposição de um modelo de GI para os
bancos. O modelo proposto conecta os fatores da GI (políticas,
sistemas (SI/TI) e Estrutura) ao fator valor nos bancos. Em outras
palavras, com base na percepção dos executivos participantes da
pesquisa, é possível agregar valor no negócio bancário investindo
na GI.
Uma segunda contribuição é que o estudo propõe um
direcionamento diferente para a GI. Ao enfatizar a importância
das políticas de GI e da existência de uma estrutura formal de
governança, o modelo reforça a necessidade de uma participação
maior das áreas de negócio das empresas nas soluções relativas
ao objeto “informação”, sem a dominância quase sempre
presente da área de tecnologia. Tallon, Ramirez, e Short (2013),
por exemplo, apresentam, em seu estudo, um modelo com
antecedentes, composição da GI e consequentes, mas com os
antecedentes e a composição da GI fortemente baseados em
práticas de TI.
Uma terceira contribuição refere-se à utilização de
elementos das teorias organizacionais agência, visão baseada em
recursos da firma (RBV) e capacidades dinâmicas na construção
do modelo, ou seja, na identificação de seus itens e construtos.
Da teoria da agência, destaca-se a visão de que a GI faz parte
da governança corporativa e apoia o uso da informação pelos
agentes no necessário accountability. Da RBV, pode-se destacar
a utilização da informação como um recurso para obtenção
de vantagem competitiva e geração de valor. Da teoria das
capacidades dinâmicas, complementarmente à RBV, destaca-se o
fato de os bancos desenvolverem suas capacidades de atingirem
formas inovadoras de vantagem competitiva, dadas as condições
de rápidas mudanças dos mercados em que atuam.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O estudo completo com os dados da survey, que foi realizada
com a participação de 221 executivos de TI de bancos que atuam
no Brasil, possibilitou o teste do modelo de regressão estrutural
proposto no estudo.
Em relação às técnicas quantitativas, foi realizada
análise multivariada, em especial a modelagem de equações
estruturais (SEM), com a análise fatorial confirmatória e a análise
de regressão estrutural (Blunch, 2008; Hoyle, 2012; Kline, 2011;
Raykov & Marcoulides, 2006). Toda a análise de validação do
modelo foi feita seguindo-se a abordagem de Koufteros (1999)
e Koufteros et al. (2009).
A análise quantitativa proporcionou como resultados
a validação de um modelo de GI para os bancos e a análise
dos efeitos dos fatores da GI sobre o valor na percepção dos
executivos participantes. 	 No modelo, os três fatores da GI são
políticas, sistemas (SI/TI) e estrutura. O fator políticas representa
o cerne do modelo de GI. O modelo propõe a adoção de políticas
de accountability, acessibilidade, compartilhamento, compliance,
comunicação, monitoramento e padronização, que tratariam
não apenas dos aspectos relativos à geração ou recepção da
informação, mas também do seu uso pela organização.
O objetivo real da análise não é achar um modelo estrutural
que se “encaixa” nos dados, mas, sim, testar a teorização
proposta (Kline, 2011, p. 228). Assim, o que se buscou verificar
com a utilização da modelagem de equações estruturais (SEM)
foi saber se os três fatores indicados realmente compõem um
construto maior, que se chamou de GI. Mais que isso, foi teorizado
que existem efeitos diretos e indiretos entre esses construtos e o
valor nos bancos. Dessa forma, os construtos sistemas (SI/TI) e
estrutura medeiam a relação entre o fator políticas e o valor. As
hipóteses propostas para a pesquisa, que envolviam as diversas
relações diretas e indiretas entre os fatores do modelo de GI,
foram todas comprovadas estatisticamente.
Conclui-se que o modelo estrutural proposto é consistente
com os dados obtidos na survey, o que indicou que, para o grupo
de executivos de TI participantes da pesquisa, as relações teóricas
previstas no modelo refletem o que ocorre na realidade dos
bancos. Portanto, de acordo com os executivos de TI participantes,
os fatores políticas, sistemas (SI/TI) e estrutura podem ser
considerados em um programa de GI, e os fatores sistemas (SI/TI)
e estrutura têm um importante papel no suporte e na habilitação,
respectivamente, dessas políticas dentro dos bancos. O estudo
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© RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 79-95
indicou que as políticas de GI têm seus efeitos alcançados nos
bancos por intermédio dos sistemas (SI/TI) e da sua estrutura
formal de GI.
Em relação às limitações do estudo, podem ser citados
a utilização de uma amostra de conveniência (do tipo “bola
de neve”), que limita a generalização dos resultados; o corte
transversal da pesquisa, devido ao qual as respostas dos
executivos podem ter sido influenciadas por variáveis externas
e momentâneas; e a avaliação dos construtos feita com base
na percepção dos executivos de TI, e não em números objetivos.
Como sugestões para pesquisas futuras, são indicados a
aplicação do instrumento da pesquisa no sistema bancário de
outros países, de modo a complementar os resultados obtidos
nesta pesquisa; o desenvolvimento de pesquisas em outros
setores do sistema financeiro e em outras indústrias, de modo a
verificar se as conclusões são semelhantes; e o desenvolvimento
de novos instrumentos de pesquisa, com o intuito de medir o
impacto das políticas e práticas de GI sobre o valor, por intermédio
de variáveis numéricas dos resultados dos bancos.
AGRADECIMENTOS
O autor Fernando de Abreu Faria (Bolsista da Capes –
Proc. No. 0372/11-0) agradece o apoio da Coordenação
de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CA-
PES) e da Universidade Banco Central do Brasil (UniBC)
para a realização da pesquisa.
O autor Antonio Carlos Gastaud Maçada (Bolsa PQ -
310995/2014) agradece o apoio do Conselho Nacional
de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e
da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ní-
vel Superior (CAPES).
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RAE-Revista de Administração de Empresas | FGV EAESP
BOOK REVIEW
By
ISRAEL JOSÉ DOS SANTOS FELIPE
israeljfelipe@gmail.com
PhD Student in Finance at Fundação Getulio
Vargas, Escola de Administração de Empresas
de São Paulo – São Paulo – SP, Brazil
UNVEILING THE ENIGMA
OF BEHAVIORAL FINANCE
BEHAVIORAL FINANCE AND WEALTH MANAGEMENT: How to build optimal
portfolios that account for investor Biases
Michael M. Pompian. Hoboken, USA: Wiley Finance Editions, 2011, 336p.
The work “Behavioral Finance and Wealth Management: How to build optimal
portfolios that account for investor Biases” references behavioral finance and wealth
management. The author explains that the success of this book involves changing
the reader’s thought to what is ultimately an ideal investment portfolio. This work is
also useful as a guide to not only understand investors’ irrational behaviors, but also
create portfolios that serve them. It is divided into four parts, respectively addressing:
an introduction to the practical application of Behavioral Finance, a definition and
examples of investors’ behavioral trends, a presentation of case studies, and finally, a
presentation of special topics in investing.
The first part of the book is composed of Chapters 1-3, and defines behavioral
finance, its history, and the merging of investors’ behaviors in the process of assets
distribution. The author defines behavioral finance as the typical application of
psychology to finance and states that despite its popularity, a proper understanding
on the subject is still lacking. As such, this first section consists of a literature review
on the topic.
The author particularly focuses on recent developments in micro-behavioral
finance that involve the application of theory in private customer situations. It should
be noted that as thousands of studies pertain to behavioral finance, the author only
uses studies from the last 250 years.
Studies of cognitive psychology have contributed much to the development of
behavioral finance, as several studies demonstrate how the brain functions in financial
decision-making. The author notes that the primary studies in this area include those
of Barnewall (Psychological characteristics of the individual investor. In William Droms
(Ed.), Asset Allocation for the Individual Investor. Charlottesville, USA: The Institute of
Chartered Financial Analysts, 1987) and Bailard, Biehl, and Kaiser (Personal Money
Management (5th
ed.) Chicago, USA: Science Research Associates, 1986), which
respectively address investors’ distinction in assets and liabilities.
The first section concludes by clarifying a basic structure that integrates behavioral
finance and the portfolio’s structure.
The author achieves this objective through the practical application of behavioral
finance, and explains that the best practices in assets distribution are considered as
DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S0034-759020170108
97BOOK REVIEW | Unveiling the enigma of behavioral finance
ISSN 0034-7590 © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 96-97
those that the customer can comfortably handle, rejecting the
concept of “changing horses in the middle of the race.” The
correct distribution, in other words, encourages the gaining of
returns without giving the client anxiety. Finally, a step-by-step
is presented for the appropriate determination of deviations
from the rational portfolio, which adjusts the final structure of
the portfolio.
The second section of the book is comprised of Chapters
4-23 and discusses investors’ behavioral trends; each trend is
named and categorized as either emotional or cognitive. The
author then demonstrates how each trend has been or may be
used in practice. Namely, the study clarifies the importance of
its practical application of trends to assist customers in their
portfolio assets’ distribution. Trends are generally described
and a technique explains its practical applications and
implications for investors. Finally, the research on these trends
is reviewed, and a test is presented to diagnose them. As each
chapter studies a separate trend, the end of each chapter also
provides the results of these tests, and recommendations as to
how to handle the trend in question.
One example is noteworthy to better understand this
concept: the trend of the status quo, which works with those
who prefer that things that remain unchanged, or specifically,
the tendency to prefer stability. In practice, investors with
inheritance commonly avoid portfolio diversification. The
author then reviews the research to explain that, as the status
quo fosters investors’ conservative actions, it can be combined
with a loss aversion trend because the investor’s risk of loss
decreases in maintaining the status quo.
The test that diagnoses the status quo trend consists of such
questions as: “Would you choose a 100% chance of winning
$10,000, or an 80% chance of winning $13,000 with a 20%
chance of not winning anything? Before the given scenario,
do you sell your portfolio and buy another, or leave things as
they are?” Two alternatives with different weights exist for each
answer, which indicates the presence of the status quo trend
for a determined investor. The author also warns readers as to
how to minimize the effects of this trend, if one might notice the
need to do so, at the expense of adapting to it.
However,thesecondsectionisobservedasareviewoftrends
commonly identified in investor behavior, supplemented by not
only general and technical descriptions and a presentation of
its practical application, but also a review of research regarding
that trend, its implications for the investor, how to diagnose,
and even a warning as to how to handle it.
The third section, composed of Chapter 22, functions as a
combination of the first and second parts. The author creates a
union between what has been presented by using case studies
that focus on the same fundamental questions:
1.	 Howdocustomertrendsaffectassetdistributiondecisions?
2.	 Should the assessor attempt to moderate the impact of
these trends and adapt to them?
3.	 Whatisthebestpracticeforeachinvestor’sdistribution?
The three case studies are presented in the same format to
answer these questions, as they aim to simulate the approach
that each uses with clients.
The studies’ compositions in this case center on an
introductory description of the case, an identification of its
financialperformancetrends,anditslikelyeffectswhendeciding
assets distribution. Each composition includes a decision to
attempt to moderate these effects or adapt to every trend, and
ultimately recommends behavioral adjustments in the assets
distribution, or specifically, a better practice distribution.
The book’s fourth part is comprised of Chapters 25-27,
and references special topics in the practical application of
behavioral finance.
The first topic refers to gender, personality type, and investor
behavior, and the extent to which each of these points impacts
the probability of identifying the investor’s vulnerability to
the trends reported in literature. The author then reviews the
first investor types, as aforementioned, and in the last chapter
presents what the author calls the “next frontier” to explain
investor behavior: neuroeconomics.
Neuroeconomics is a discipline that attempts to act as a
bridge between the study of the brain and economic theory
to understand the choices that are made regarding the fate of
money. Specifically, this section reveals an intention to predict
what will be on the agenda at the next theme’s study phase
through a presentation of special topics.
Finally, it can be observed that one aim of this book is to
change the reader’s thinking in the definition and creating of
an ideal portfolio. The author idealizes this through literature
that provides an understanding regarding the definition of this
theme. For example, case studies are used that prove behavioral
finance’s relevance in investment decisions, and provide
subsidies to determine portfolios that meet clients’ needs by
studying trends. The application of theory to practice in this
work is evidenced through the author’s statements on case
studies. Further, it is clear given these observations that the
book is structured to lead the reader to dynamically understand
the theme. This ranges from an understanding of the theory
under study and its relevance in the first section, to the extent
that a portfolio can potentially be constructed, by using studies
from other parties.
98 RAE-Revista de Administração de Empresas | FGV EAESP
ISSN 0034-7590
INDICAÇÕES BIBLIOGRÁFICAS
Pesquisa Quantitativa – Escalas de mensuração
Eric David Cohen | ericdcohen@gmail.com | Diógenes de Souza Bido | diogenes.bido@mackenzie.br | Daielly Melina Nassif Mantovani | daimantovani@gmail.com
O conhecimento na área de administração – bem como em outrasáreasdasciênciassociaisaplicadas– inicia-se com a definição de conceitos
teóricos. Em seguida, o pesquisador formula hipóteses a respeito das relações entre esses construtos. Como não é possível se testar
empiricamente as hipóteses com os conceitos teóricos abstratos, a pesquisa é operacionalizada por meio de escalas, que são um conjunto
de indicadores ou itens observáveis. A qualidade da mensuração (validade e confiabilidade) é uma condição essencial para a viabilidade de
inferênciasetestesposteriores.OslivrosindicadospelosprofessoresEricDavidCohen(FCA-UNICAMP),DiógenesdeSouzaBido(Universidade
Presbiteriana Mackenzie) e Daielly Melina Nassif Mantovani (Centro Universitário FMU) tratam do desenvolvimento e validação de escalas,
necessários para os pesquisadores interessados em testar modelos de equações estruturais.
MENSURAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DE ESCALAS:
Aplicações em administração.
Francisco José da Costa. Rio de Janeiro, RJ: Editora
Ciência Moderna Ltda., 2011. 386 p.
A obra contribui para disseminar as teorias de mensuração, apresentando
um modelo de 10 passos para construção de escalas: domínio do construto;
geração de itens e validação de face e conteúdo; decisões de respostas;
instrumento de pesquisa; amostragem; limpeza e depuração da escala; campo;
análise exploratória, valores faltantes e outliers; validade e confiabilidade. O
autor discute os construtos formativos, que raramente são encontrados em
outros livros, além de apresentar recomendações de uso e interpretação.
SCALE DEVELOPMENT: Theory and applications
(applied social research methods).
Robert F. DeVellis. Series: Applied Social Research Methods (Book 26,
4th
ed.). Los Angeles, USA: SAGE Publications, Inc., 2016. 280 p.
Este livro é uma obra clássica (com mais de 14 mil citações), apresentando de modo
acessível os conceitos fundamentais da construção de escalas: variáveis latentes;
causalidade; testes paralelos; validade de face, conteúdo e critério; variáveis
categóricas e contínuas; consistência interna; generalização de resultados. O
autor apresenta as técnicas analíticas, abordagens recentes e desenvolvimentos
metodológicos, bem como o papel da pesquisa qualitativa no desenvolvimento de
escala. É leitura obrigatória para desenvolver pesquisa com conceitos abstratos.
SCALING PROCEDURES: Issues and applications.
Richard G. Netemeyer, William O. Bearden, & Subhash Sharma.
London, UK: SAGE Publications, Inc., 2003. 224 p.
A efetividade da mensuração é uma questão central da pesquisa científica nas
áreas de administração, psicologia e sociologia. Este livro aborda as questões
relacionadas com o desenvolvimento, bem como a validação de escalas de
construtos psicométricos, e as escalas somadas. Os autores apresentam
de maneira prática as etapas necessárias para a efetiva mensuração,
com exemplos empíricos relevantes, e uma discussão aprofundada de
questões relacionadas à dimensionalidade dos itens e dos construtos.
PSYCHOMETRICS: An introduction.
R. Michael Furr & Verne R. Bacharach. 2nd
ed. Los Angeles,
USA: SAGE Publications, Inc., 2013. 472 p.
Os conteúdos são apresentados pelos autores de maneira didática, começando
pelos tópicos relacionados às propriedades das escalas, padronização,
correlação, dimensionalidade e demais conteúdos comuns a este tipo
de livro. A obra é inovadora no detalhamento das ameaças à qualidade
psicométrica, como o viés de aquiescência e desejabilidade social. Apesar
de direcionado aos pesquisadores das áreas de educação, psicologia e
avaliação clínica, é muito útil para as ciências sociais aplicadas em geral.
PSYCHOMETRIC THEORY.
Jum C. Nunnally & Ira H.
Bernstein. 3rd
ed. New
York, USA: McGraw-
Hill, 1994. 736 p.
Este livro é “a referência”
das referências, já foi
citado mais de 87 mil vezes
por pesquisadores das mais
variadas áreas: educação,
psicologia, gestão,
marketing, comportamento
organizacional. Os autores
abordam a evolução da
psicometria para mensurar
fenômenos psicológicos
e sociais, apresentando
os conceitos de maneira
ampla e profunda, desde
mensuração, correlação
(parcial, atenuada,
desatenuada), construção
e validação de escalas,
confiabilidade, análise
fatorial exploratória e
confirmatória, até análise
de dados categóricos.
© RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 98
99Indicações Bibliográficas
ISSN 0034-7590 © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 99
PesquisaQualitativa–Métodobiográfico:Históriadevida
Pedro Jaime | pedrojaime@fei.edu.br
Apesar de ser bastante utilizada nas ciências humanas, a exemplo da antropologia, da sociologia, da história, da psicologia e da educação,
a história de vida, ou método biográfico, ainda é relativamente restrita no campo da administração. Todavia, ela pode contribuir com o avanço
do conhecimento em diferentes temas de investigação nessa área, tais como: comportamento e ação empreendedora, formação gerencial e
práticas de gestão, trajetórias profissionais e desenhos de carreira, identidades e diversidade nas organizações, gestão de empresas
familiares. Seguem algumas referências que podem ajudar pesquisadores interessados em adotar essa estratégia metodológica em seus
estudos. Elas foram indicadas pelo professor Pedro Jaime (Centro Universitário FEI) e autor do livro Executivos negros: Racismo e diversidade
no mundo empresarial, lançado em 2016 pela Edusp.
USING BIOGRAPHICAL METHODS IN SOCIAL RESEARCH.
Barbara Merrill & Linden West. London, UK: SAGE, 2009. 224 p.
Trata-se de um manual interdisciplinar, acessível e prático. Apresenta
o histórico do método biográfico, discussões teórico-epistemológicas
e orientações operacionais. Questões sobre validade, generalização,
consentimento e confidencialidade, bem como lentes analíticas a exemplo
da teoria crítica, do pós-estruturalismo e do feminismo, são tratadas. São
igualmente trabalhadas recomendações sobre o escopo da pesquisa:
definição do tema, construção do problema, seleção dos sujeitos, condução
de entrevistas biográficas, análise dos dados e escrita do texto.
LE RÉCIT DE VIE.
Daniel Bertaux. Paris, France: Armand Collin, 2016. 132 p.
Neste livro, Bertaux se interessa pela história de vida tal como é narrada pelos
sujeitos, expressando os cursos de ação que desenvolvem para levar a cabo
seus projetos. Todavia, ele enfatiza que o método biográfico deve captar o que
acontece na interseção entre a experiência subjetiva e o contexto histórico-
social. Adverte, assim, para a necessidade de o pesquisador lidar com a
complementaridade entre a ação individual e os constrangimentos estruturais.
RAZÕES PRÁTICAS: Sobre a teoria da ação.
Pierre Bourdieu. Campinas, SP: Papirus, 2005. 232 p.
No capítulo “A ilusão biográfica”, contido nesta obra, Bourdieu afirma que
tentar compreender uma vida como uma série de acontecimentos sucessivos
vinculados a um sujeito é quase tão absurdo quanto buscar explicar um trajeto
no metrô sem levar em conta a estrutura da rede. Embora o título dado ao
capítulo sugira uma rejeição dessa abordagem metodológica, seu conteúdo pode
ser lido como uma advertência para um uso mais consistente da história de vida.
THE LIFE STORY INTERVIEW.
Robert Atkinson. London, UK: SAGE, 1998. 104 p.
A entrevista é certamente a principal estratégia de pesquisa utilizada por
investigadores que adotam o método biográfico. Este livro introdutório
situa a história de vida no contexto mais amplo da metodologia qualitativa,
antes de fornecer orientações relativas a como planejar e conduzir
entrevistas no marco de pesquisas com histórias de vida. Questões
mais simples e operacionais, como a transcrição; e mais complexas e
analíticas, como a interpretação, são abordadas de maneira clara.
ADVANCES IN
BIOGRAPHICAL METHODS:
Creative applications.
Maggie O’Neill, Brian
Roberts, & Andrew Sparks
(Eds.). London, UK:
Routledge, 2014. 196 p.
Esta coletânea traz a
genealogia do método
biográfico e aplicações
recentes. Aborda as
possibilidades de exploração
inovadora e criativa das
interfaces dessa estratégia
de pesquisa com campos
como artes e humanidades.
Os materiais que podem
ser agenciados para a
reconstrução de histórias
de vida são discutidos. Eles
incluem entrevistas, narrativas
biográficas e autobiográficas,
diários e documentos
encontrados em arquivos e/
ou diferentes mídias. Questões
de análise, teorização e escrita
não são negligenciadas.
101
ISSN 0034-7590 © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 101-104
RAE-Revista de Administração de Empresas | FGV EAESP
INFORMAÇÕES EDITORIAIS 2016
Artigos publicados
2015 2016
Total de artigos publicados 53 45
Submetidos ao double blind review 47 41
Convidados 6 4
Parceria geográfica de autores
Apenas autores brasileiros 32 16
Apenas autores internacionais 15 21
Apenas colaboração internacional 6 8
Diversidade Geográfica de autoria dos artigosDiversidade Institucional de autoria dos artigos
FGV EAESP | 11%
Outras IES
Internacionais | 53%
UNINOVE | 3%
PUC RS | 3%
UCM | 3%
FEI | 3%
UFRJ | 2%
RJ | 3%
Outros
Estados Brasileiros | 4%
Outros Países | 53%
RS | 5%
PR | 6%
SP | 29%USP | 5%
Outras IES
Nacionais | 17%
102
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RAE-Revista de Administração de Empresas | FGV EAESP
Fluxo Editorial
STATUS DOS ARTIGOS 2015 % 20161
%
Autores Submetidos 946 100% 943 100%
Redação
(avaliação formato)
Fora do padrão2
384 41% 376 40%
Retirados antes do processo blind review 59 6% 63 7%
Enviados para o desk review 503 53% 504 53%
EDITOR
(desk review)
Rejeitados 215 23% 237 25%
Rejeitados com possibilidade de Ressubmissão 90 10% 30 3%
Aguardando desk review - - 3 0%
Enviados para Corpo Editorial Científicos 198 21% 234 25%
Corpo Editorial Científico
(avaliação preliminar)
Rejeitados 86 9% 67 7%
Rejeitados com possibilidade de Ressubmissão 5 1% 11 1%
Em avaliação preliminar - - 16 2%
Enviados para Avaliadores 107 11% 140 15%
Avaliadores ad hoc
Rejeitados 31 3% 45 5%
Rejeitados com possibilidade de Ressubmissão 14 1% 21 2%
Em avaliação - - 48 5%
Enviados para Aperfeiçoamento pelos autores 62 7% 26 3%
Autores
Em Aperfeiçoamento 23 2% 6 1%
Retirados após processo blind review 0 0% 1 0%
Corpo Editorial Científico
(reavaliação)
Reavaliação após melhorias dos autores 20 2% 9 1%
Autores
Aprovados 18 2% 10 1%
Rejeitados após Reavaliação 1 0% 0 0%
Redação Publicados 0 0% 0 0%
1
Status em 07.01.2016.
2
Na triagem inicial os artigos passam por uma avaliação de formato e detecção de similaridades através do software iThenticate®
, realizada pela Redação, conforme
normas estabelecidas no Manual da RAE.
Nota da Redação: A porcentagem da tabela refere-se ao total de artigos submetidos.
Língua de publicação dos Artigos
Português
Inglês
Espanhol
Francês
31%
51%
56%
13%
33%
16%
42%
46%
8%
4%
20162014 2015
103
ISSN 0034-7590 © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 101-104
RAE-Revista de Administração de Empresas | FGV EAESP
Média anual de dias no processo de avaliação até aprovação (dias)
Evolução do desk review (anual)
Nota da Redação: A porcentagem da tabela refere-se ao total de artigos enviados para o desk review da Editora-chefe.
18%
33%
49%
2011
21%
37%
43%
2012
21%
33%
46%
2013
20%
43%
38%
2014
18%
43%
39%
2015
6%
49%
45%
2016
Editor científico Rejeição Ressubmissão
230 219
2014 2015 2016
230
104
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Submissão de autores internacionais
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1º
PESQUISA CIENTÍFICA EM CONTABILIDADE ENTRE 1990 E 2003
Ricardo Lopes Cardoso, Octávio Ribeiro de Mendonça Neto, Edson Luiz Riccio e Marici Cristine Gramacho Sakata
RAE-Revista de Administração de Empresas, vol. 45, n. 2, abr-jun 2005
6.896
2º
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA BRASILEIRA ENTRE O GERENCIALISMO E A GESTÃO SOCIAL
Ana Paula Paes de Paula
RAE-Revista de Administração de Empresas, vol. 45, n. 1, jan-mar 2005
6.575
3º
A CRÍTICA DA GESTÃO DA DIVERSIDADE NAS ORGANIZAÇÕES
Mário Aquino Alves e Luis Guilherme Galeão-Silva
RAE-Revista de Administração de Empresas, vol. 44, n. 3, jul-set 2004
5.728
4º
ESTRATÉGIA EMPRESARIAL: A PRODUÇÃO CIENTÍFICA BRASILEIRA ENTRE 1991 E 2002
Carlos Osmar Bertero, Flávio Carvalho de Vasconcelos e Marcelo Pereira Binder
RAE-Revista de Administração de Empresas, vol. 43, n. 4, out-dez 2003
3.834
5º
PESQUISA EM GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS NOS ANOS 1990: UM ESTUDO BIBLIOMÉTRICO
Miguel P. Caldas e Tatiana Tinoco
RAE-Revista de Administração de Empresas, vol. 44, n. 3, jul-set 2004
1.606
6º
INDÚSTRIAS CRIATIVAS: DEFINIÇÃO, LIMITES E POSSIBILIDADES
Pedro F. Bendassolli, Thomaz Wood Jr., Charles Kirschbaum e Miguel Pina e Cunha
RAE-Revista de Administração de Empresas, vol. 49, n. 1, jan-mar 2009
1.405
7º
POLÍTICAS DE DIVERSIDADE NAS ORGANIZAÇÕES: UMA QUESTÃO DE DISCURSO?
Luiz Alex Silva Saraiva e Hélio Arthur dos Reis Irigaray
RAE-Revista de Administração de Empresas, vol. 49, n. 3, jul-set 2009
871
8º
FUSÕES E AQUISIÇÕES: APRENDENDO COM A EXPERIÊNCIA BRASILEIRA
Betania Tanure e Vera L. Cançado
RAE-Revista de Administração de Empresas, vol. 45, n. 2, abr-jun 2005
843
9º
COMPRA COMPULSIVA E A INFLUÊNCIA DO CARTÃO DE CRÉDITO
Tânia Modesto Veludo-de-Oliveira, Ana Akemi Ikeda e Rubens da Costa Santos
RAE-Revista de Administração de Empresas, vol. 44, n. 3, jul-set 2004
812
10º
BEYOND BUDGETING: INOVAÇÃO OU RESGATE DE ANTIGOS CONCEITOS DO ORÇAMENTO EMPRESARIAL?
Fábio Frezatti
RAE-Revista de Administração de Empresas, vol. 45, n. 2, abr-jun 2005
786
Fonte: Portal RAE
7
14
58
78
45
40
2
6
1 1
Africa EUA, México
& Canadá
Asia &
Oceania
Europa AL & Caribe Portugal Espanha
2011
2012
2013
2014
2015
2016
8
4
7
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1
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7
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5 4
19 19
9
3
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14
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80
70
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50
40
30
20
10
0
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RAE-Revista de Administração de Empresas | FGV EAESP
© RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 105-111
COLABORADORES
A RAE agradece aos pesquisadores que
colocaram sua experiência e sabedoria a
serviço da melhoria dos artigos submeti-
dos. Um trabalho voluntário fundamen-
tal para o aprimoramento dos nossos tex-
tos. Durante o último ano, observamos a
construção de verdadeiras parcerias en-
tre os editores científicos, autores e ava-
liadores, enriquecida pelo diálogo aberto
e franco de parte a parte.
No Período anterior – janeiro a de-
zembro de 2015 – contamos com 262 co-
laboradores. No período atual – janeiro a
dezembro de 2016 – o número foi de 303
colaboradores, cujos nomes estão lista-
dos na página 106.
Aproveitamos a oportunidade para
homenagear os membros do Corpo Editorial
Científico e Avaliadores ad hoc, seleciona-
dos como os melhores do ano. A contribui-
ção delesfoi determinante para a qualidade
dos artigos veiculados na RAE. A escolha se
baseou em três critérios: o número de ava-
liações realizadas, o cumprimento dos pra-
zos para a resposta aos autores e a qualida-
de do trabalho de avaliação.
Os editores científicos participa-
ram do processo de avaliação preliminar e
acompanhamento de 3,8 artigos cada um
e utilizaram em média 17,59 dias para con-
cluírem seus pareceres. Dentre os avalia-
dores que colaboraram em nosso processo
blind review em 2016, cada um, em média,
realizou 2,8 avaliações e utilizou 12 dias
para concluir seu parecer. Nosso agradeci-
mento especial aos colaboradores:
Diversidade Geográfica do Corpo Editorial Científico
e Avaliadores ad hoc
Diversidade Institucional do Corpo Editorial Científico
e Avaliadores ad hoc
Editor Científico Instituição
Alexandre de Pádua Carrieri UFMG
Allan Claudius Queiroz Barbosa UFMG
Anielson Barbosa da Silva UFPB
Antônio Moreira de Carvalho Neto PUC Minas
Eric D. Cohen IBMEC/Rio
Henrique Correa Rollins College
Mateus Canniatti Ponchio FGV EAESP
Avaliador Instituição
Alexandre Graeml UTFPR
Christiano França da Cunha UNICAMP
Diógenes de Souza Bido Mackenzie
Natália Rese UFPR
Ricardo Leal UFRJ
Outros Estados | 9%
Outros Países | 14%
SP | 37%
RJ | 7%
RS | 10%
MG | 10%
PR | 7%
ES | 3%
DF | 4%
Outras IES
Nacionais | 55%
FGV EAESP | 11%
UFPR | 4%
Mackenzie | 3%
Insper | 3%
UNISINOS | 4%
UFRGS | 3%
UFMG | 3%
Outras IES
Internacionais | 14%
106
ISSN 0034-7590
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© RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 105-111
Adriana Bruscato Bortoluzzo,
Insper, São Paulo, SP, Brasil
Adriana Roseli Wünsch Takahashi
UFPR, Curitiba, PR, Brasil
Adriano de Lemos Alves Peixoto
UFBA, Salvador, BA, Brasil
Adriano Leal Bruni
UFBA, Salvador, BA, Brasil
Albane Grandazzi
Université Paris-Dauphine, Paris, França
Alberto Ajzental
FGV EESP, São Paulo, SP, Brasil
Alexandra Strommer de Farias Godoi
FGV EAESP, São Paulo, SP, Brasil
Alexandre de Pádua Carrieri
UFMG, Belo Horizonte, MG, Brasil
Alexandre Graeml
UTFPR, Curitiba, PR, Brasil
Alexandre Reis Rosa
UFES, Vitória, ES, Brasil
Alfonso Andrés Rojo-Ramírez
Universidad de Almeria, Almeria, Espanha
Alisson Eduardo Maehler
UFPEL, Pelotas, RS, Brasil
Allan Claudius Queiroz Barbosa
UFMG, Belo Horizonte, MG, Brasil
Alsones Balestrin
UNISINOS, São Leopoldo, RS, Brasil
Amon Barros
FGV EAESP, São Paulo, SP, Brasil
Ana Maria Machado Toaldo
UFPR, Curitiba, PR, Brasil
Ana Maria Malik
FGV EAESP, São Paulo, SP, Brasil
Ana Paula Paes de Paula
UFMG, Belo Horizonte, MG, Brasil
Ana Silvia Rocha Ipiranga
UECE, Fortaleza, CE, Brasil
Anatalia Saraiva Martins Ramos
UFRN, Natal, RN, Brasil
Andre da Silva Pereira
UPF, Passo Fundo, RS, Brasil
André Gustavo Carvalho Machado
UFPB, João Pessoa, PB, Brasil
André Luís Janzkovski Cardoso
UFMT, Cuiabá, MT, Brasil
André Ofenhejm Mascarenhas
Zetesis, São Paulo, SP, Brasil
Andrea Lago da Silva
UFSCAR, São Carlos, SP, Brasil
Andrea Maria Accioly Fonseca Minardi
Insper, São Paulo, SP, Brasil
Anielson Barbosa da Silva
UFPB, João Pessoa, PB, Brasil
Antonio Díaz Andrade
Auckland, University of Technology,
Auckland, Nova Zelândia
Antonio Duréndez Gómez-Guillamón
Universidad Politécnica de Cartagena,
Murcia, Espanha
Antonio Lopo Martinez
Fucape, Vitória, ES, Brasil
Antônio Moreira de Carvalho Neto
PUC Minas, Belo Horizonte, MG, Brasil
Antonio Navarro-García
Universidad de Sevilla, Sevilla, Brasil
Antonio Zoratto Sanvicente
FGV EESP, São Paulo, SP, Brasil
Ari Jantunen
Lappeenranta University of Technology,
Finlândia
Armindo Teodosio
PUC Minas, Belo Horizonte, MG, Brasil
Arnaldo Mauerberg Junior
Insper, São Paulo, SP, Brasil
Aron Belinky
FGV EAESP, São Paulo, SP, Brasil
Aureliano Angel Bressan
UFMG, Belo Horizonte, MG, Brasil
Aurora Carneiro Zen
UFRGS, Porto Alegre, RS, Brasil
Bernard Couttolenc
Instituto Performa, São Paulo, SP, Brasil
Bernard Leca
ESSEC Business School, Cergy-Pontoise,
França
Briance Mascarenhas
Rutgers-Camden, EUA
Bruno Felix, Fucape
Vitória, ES, Brasil
Bruno Pérez Ferreira
UFMG, Belo Horizonte, MG, Brasil
Cândido Vieira Borges Jr.
UFG, Goiânia, GO, Brasil
Carla Patricia da Silva Souza
UFPR, Curitiba, PR, Brasil
Carlos Eduardo Cavalcante
UFPB, João Pessoa, PB, Brasil
Carlos Eduardo Lourenço
FGV EAESP, São Paulo, SP, Brasil
Carlos Etulain
UNICAMP, Campinas, SP, Brasil
Carlos Osmar Bertero
FGV EAESP, São Paulo, SP, Brasil
Carlos Sato
University of Sussex, Brighton, Reino
Unido
Carola Phung
Laposte, Paris, França
Cássio Garcia Ribeiro Soares da Silva
UFU, Uberlândia, MG, Brasil
107
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RAE-Revista de Administração de Empresas | FGV EAESP
© RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 105-111
Catarina Cecília Odelius
UnB, Distrito Federal, DF, Brasil
Celso Augusto de Matos
UNISINOS, São Leopoldo, RS, Brasil
Cesar Alexandre de Souza
USP/FEA, São Paulo, SP, Brasil
César Tureta
UFES, Vitória, ES, Brasil
Charles Carmona
UFPE, Recife, PE, Brasil
Christiano França da Cunha
UNICAMP, Campinas, SP, Brasil
Cláudia Buhamra Abreu Romero
UFC, Fortaleza, CE, Brasil
Claudia Cristna Bitencourt
UNISINOS, São Leopoldo, RS, Brasil
Claudio R. Lucinda
USP/FEA-RP, Ribeirão Preto, SP, Brasil
Cristiana Fernandes de Muylder
FUMEC, Belo Horizonte, MG, Brasil
Cristiane Froehlich
Universidade Feevale, Novo Hamburgo,
RS, Brasil
Cristiane Pedron
UNINOVE, São Paulo, SP, Brasil
Cristiano Augusto Borges Forti
UFU, Uberlândia, MG, Brasil
Cristiano Maciel
PUC-PR, Curitiba, PR, Brasil
Daniel Calbino Pinheiro
UFSJ, São João del Rei, MG, Brasil
Daniel Capaldo Amaral
USP/EESC, São Paulo, SP, Brasil
Danny Pimentel Claro
Insper, São Paulo, SP, Brasil
Dante Pinheiro Martinelli
USP/FEA-RP, Ribeirão Preto, SP, Brasil
Darcy Mori Hanashiro
Mackenzie, São Paulo, SP, 	 Brasil
Debora V. Thompson
Georgetown University, Washington, EUA
Delane Botelho
FGV EAESP, São Paulo, SP, Brasil
Denize Grzybovski
UPF, Passo Fundo, RS, Brasil
Diego Armando Marín Idarraga
Universidad de Bogota Jorge Tadeo
Lozano, Bogotá, Colômbia
Diego René Gonzales Miranda
Universidad EAFIT, Medellín, Colômbia
Dimária Silva e Meirelles
Mackenzie, São Paulo, SP, Brasil
Diógenes de Souza Bido
Mackenzie, São Paulo, SP, Brasil
Diogo Henrique Helal
UFPB, João Pessoa, PB, Brasil
Diogo Hildebrand
Grenoble Ecole de Management,
Grenoble, França
Dirceu da Silva
UNINOVE, São Paulo, SP, Brasil
Dirceu Tornavoi de Carvalho
USP/FEA, São Paulo, SP, Brasil
Domingo Garcia-Perez-de-Lema
Universidad Politécnica de Cartagena,
Espanha
Douglas Wegner
UNISINOS, São Leopoldo, RS, Brasil
Edison Duque-Oliva
Universidad Nacional de Colombia,
Colômbia
Edgar Julián Gálvez Albarracín
Universidad del Valle, Colômbia
Edgar Reyes Junior
UnB, Distrito Federal, DF, Brasil
Edgard Barki
FGV EAESP, São Paulo, SP, Brasil
Edimara Mezzomo Luciano
PUC-RS, Porto Alegre, RS, Brasil
Edmilson Lima
UNINOVE, São Paulo, SP, Brasil
Edmundo Inácio Júnior
UNICAMP, Campinas, SP, Brasil
Edson Ronaldo Guarido Filho
UP, Curitiba, PR, Brasil
Edson Sadao Iizuka
Centro Universitário da FEI, São Paulo,
SP, Brasil
Eduardo Andre Teixeira Ayrosa
UNIGRANRIO, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Eduardo Francisco
FGV EAESP, São Paulo, SP, Brasil
Eduardo H. Diniz
FGV EAESP, São Paulo, SP, Brasil
Eduardo Teixeira
UNISINOS, São Leopoldo, RS, Brasil
Eduardo Tomé
Universidade Europeia, Portugal
Eduardo Vilas Boas
USP/FEA, São Paulo, SP, Brasil
Eisenman Micki
The Hebrew University, Jerusalém, Israel
Elcemir Paço Cunha
UFJF, Juiz de Fora, MG, Brasil
Eliane Pereira Zamith Brito
FGV EAESP, São Paulo, SP, Brasil
Elisa Zwick
UNIFAL-MG, Alfenas, MG, Brasil
Elizabeth Krauter
USP/FEA-RP, Ribeirão Preto, SP, Brasil
Ely Laureano de Paiva
FGV EAESP, São Paulo, SP, Brasil
108
ISSN 0034-7590
RAE-Revista de Administração de Empresas | FGV EAESP
© RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 105-111
Emanoel Querette
UFRJ, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Emmanuel Raynaud
AgroParis Tech, Paris, França
Eric D. Cohen
IBMEC/Rio, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Evandro Luiz Lopes
UNINOVE, São Paulo, SP, Brasil
Fabio Frezatti
USP/FEA, São Paulo, SP, Brasil
Fábio Meira
UFRGS, Porto Alegre, RS, Brasil
Fábio Moraes da Costa
Fucape,Vitória, ES, Brasil
Fabio Vizeu
UP, Curitiba, PR, Brasil
Farley S. Nobre
UFPR, Curitiba, PR, Brasil
Felipe Mendes Borini
ESPM, São Paulo, SP, Brasil
Fernanda F. C. Perobelli
UFJF, Juiz de Fora, MG, Brasil
Fernandes Bruno
UP, Curitiba, PR, Brasil
Fernando Caio Galdi
Fucape,Vitória, ES, Brasil
Fernando de Souza Coelho
USP/FEA, São Paulo, SP, Brasil
Fernando do A. Nogueira
FGV EAESP, São Paulo, SP, Brasil
Fernando Ribeiro Serra
UNINOVE, São Paulo, SP, Brasil
Flávia Zóboli Dalmácio
USP/FEA-RP, Ribeirão Preto, SP, Brasil
Flávio Luiz de Moraes Barboza
UFU, Uberlândia, MG, Brasil
Francisco Javier Rondán Cataluña
Universidad de Sevilla, Sevilla, Sevilla,
Espanha
François-Xavier de Vaujany
Université Paris-Dauphine, Paris, França
Gardenia da Silva Abbad
UnB, Distrito Federal, DF, Brasil
Garibaldi Dantas Gurgel Junior
FIOCRUZ, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
George Bedinelli Rossi
USP/EACH, São Paulo, SP, Brasil
Gerlando AugustoSampaio Franco de Lima
USP/FEA, São Paulo, SP, Brasil
Gina Rizpah Besen
USP/FSP, São Paulo, SP, Brasil
Giuliana Isabella
Insper, São Paulo, SP, Brasil
Gláucia Maria Vasconcellos Vale
PUC Minas, Belo Horizonte, MG, Brasil
Glicia Vieira dos Santos
UFES, Vitória, ES, Brasil
Graziela Alperstedt
UDESC, Florianópolis, SC, Brasil
Gustavo da Silva Motta
UFF, Niterói, RJ, Brasil
Gustavo Hermínio Salati Marcondes de
Moraes
UNICAMP, Campinas, SP, Brasil
Gustavo Silva Araujo
Banco Central do Brasil, São Paulo, SP,
Brasil
Hale Kaynak
The University of Texas Rio Grande Valley,
Texas, EUA
Heike Doering
Cardiff University, Cardiff, Reino Unido
Henrique Correa
Rollins College,Winter Park, EUA
Hilka Pelizza Vier Machado
Universidade do Oeste de Santa
Catarina, Joaçaba, SC, Brasil
Hsia Hua Sheng
FGV EAESP, São Paulo, SP, Brasil
Igor Cunha
Nova SBE, Lisboa, Portugal
Ilan Avrichir
ESPM, São Paulo, SP, Brasil
Inés Küster-Boluda
Universidad de Valencia,Valencia,
Espanha,
Ivan Beck Ckagnazaroff
UFMG, Belo Horizonte, MG, Brasil
Ivan Ricardo Gartner
UnB, Distrito Federal, DF, Brasil
James Falk
FBV, Recife, PE, Brasil
Janaina Maria Bueno
UFU, Uberlândia, MG, Brasil
Jane Mendes Ferreira
UFPR, Curitiba, PR, Brasil
Janete Lara de Oliveira
UFMG, Belo Horizonte, MG, Brasil
João Alberto Camarotto
UFSCAR, São Carlos, SP, Brasil
João L. Becker
UFRGS, Porto Alegre, RS, Brasil
João Marcelo Crubellate
UEM, Maringá, PR, Brasil
Joelson Oliveira Sampaio
PUC-SP, São Paulo, SP, Brasil
Johan Hendrik Poker Jr.
UNICAMP, Campinas, SP, Brasil
Jorge Biazzi
USP/FEA, São Paulo, SP, Brasil
Jorge Carneiro
PUC-Rio, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Jorge Ferreira da Silva
PUC-Rio, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
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ISSN 0034-7590
RAE-Revista de Administração de Empresas | FGV EAESP
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Jorge Verschoore
UNISINOS, São Leopoldo, RS, Brasil
José Carlos de Toledo
UFSCAR, São Carlos, SP, Brasil
Jose Carlos Korelo
UFPR, Curitiba, PR, Brasil
José Gaspar Novelli
IBMEC, Distrito Federal, DF, Brasil
José Henrique de Faria
UFPR, Curitiba, PR, Brasil
José Juan Beristain Oñederra
Universidad del País Vasco, Leioa,
Espanha
José M. Hernández
USP/EACH, São Paulo, SP, Brasil
José Carlos Thomaz
Mackenzie, São Paulo, SP, Brasil
Josué Sander
UFPR, Curitiba, PR, Brasil
Juliano Danilo Spuldaro
Universidade do Oeste de Santa
Catarina, Joaçaba, SC, Brasil
Júlio Araújo Carneiro da Cunha
UNINOVE, São Paulo, SP, Brasil
Junia Rodrigues de Alencar
EMBRAPA, Distrito Federal, DF, Brasil
Kely Cesar Martins de Paiva
UFMG, Belo Horizonte, MG, Brasil
Leandro Guissoni
FGV EAESP, São Paulo, SP, Brasil
Leandro Prearo
USCS, São Caetano do Sul, SP, Brasil
Lélis Balestrin Espartel
PUC-RS, Porto Alegre, RS, Brasil
Leonardo Fernando Cruz Basso
Mackenzie, São Paulo, SP, Brasil
Leonardo Nicolao
UFRGS, Porto Alegre, RS, Brasil
Letícia Moreira Casotti
UFRJ, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Luciana Vieira
FGV EAESP, São Paulo, SP, Brasil
Luciano Rossoni
UNIGRANRIO, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Luiz Carlos Di Serio
FGV EAESP, São Paulo, SP, Brasil
Luiz Murakami
UFC, Fortaleza, CE, Brasil
Luiz Roberto Calado
Faculdades ALFA, Goiânia, GO, Brasil
Manuel Anibal Silva Portugal
Vasconcelos Ferreira
UNINOVE, São Paulo, SP, Brasil
Marcelo de Resende Pinto
PUC Minas, Belo Horizonte, MG, Brasil
Marcelo Nakagawa
Insper, São Paulo, SP, Brasil
Marcelo Perin
PUC-RS, Porto Alegre, RS, Brasil
Márcia Maria Espejo
UFPR, Curitiba, PR, Brasil
Marcia Prezotti Palassi
UFES, Vitória, ES, Brasil
Marco Lyrio
Insper, São Paulo, SP, Brasil
Marcos Antônio de Camargos
UFMG, Belo Horizonte, MG, Brasil
Marcos Antonio de Souza
UNISINOS, São Leopoldo, RS, Brasil
Marcos Cohen
PUC-Rio, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Marcus Vinícius Peinado Gomes
University of Exeter Business School,
Exeter, Reino Unido
Maria Alexandra Cunha
FGV EAESP, São Paulo, SP, Brasil
Maria Carolina Martinez Andion
UDESC, Florianópolis, SC, Brasil
Maria Fernanda Cavalcanti
FGV EAESP, São Paulo, SP, Brasil
Maria Lúcia Barciotte
Associação de Agricultura Orgênica, São
Paulo, SP, Brasil
Maria Tereza Flores-Pereira
UFRGS, Porto Alegre, RS, Brasil
Maria Tereza Leme Fleury
FGV EAESP, São Paulo, SP, Brasil
Maria Tereza Saraiva de Souza
Centro Universitário da FEI, São Paulo,
SP, Brasil
Maribel Suarez, UFRJ, Rio de Janeiro, RJ,
Brasil
Marina Dantas de Figueiredo
UNIFOR, Fortaleza, CE, Brasil
Mário Aquino Alves
FGV EAESP, São Paulo, SP, Brasil
Mário Henrique Ogasavara
ESPM, São Paulo, SP, Brasil
Mario Monzoni
FGV EAESP, São Paulo, SP, Brasil
Mário Sacomano Neto
UNIMEP, Piracicaba, SP, Brasil
Marisol Rodriguez Goia
FGV EBAPE, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Maristela Oliveira dos Santos
USP/ICMC, São Carlos, SP, Brasil
Marlei Pozzebon
HEC-Montréal, Montréal, Canadá e FGV
EAESP, São Paulo, SP, Brasil
Marta Olivia Rovedder de Oliveira
UFSM, Santa Maria, RS, Brasil
Martin Jayo
USP/EACH, São Paulo, SP, Brasil
Mateus Canniatti Ponchio
FGV EAESP, São Paulo, SP, Brasil
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RAE-Revista de Administração de Empresas | FGV EAESP
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Mauricio Reinert
UEM, Maringá, PR, Brasil
Mauricio Sanabria
Universidad del Rosario, Bogotá,
Colômbia
Michael A. Hitt
TCU’sNeeleySchoolofBusiness,Texas, EUA
Miguel Caldas
University of Texas at Tyler, Texas, EUA
Miguel Pina e Cunha
Nova School of Business and Economics,
Lisboa, Portugal
Natalia López Villa
Universidad de Valencia,Valencia,
Espanha
Natália Rese
UFPR, Curitiba, PR, Brasil
Nathalie N. Mitev
King’s College London, Inglaterra
Nuno Oliveira
Tilburg University, Tilburg,	 Holanda
Olímpio Bittar
Secretaria de Estado de Saúde de São
Paulo, São Paulo, SP, Brasil
Otávio Ribeiro de Medeiros
UnB, Distrito Federal, DF, Brasil
Pablo Rogers
UFU, Uberlândia, MG, Brasil
Patricia Maria Emerenciano de
Mendonça
USP/EACH, São Paulo, SP, Brasil
Paul Clarke
University of York, York, Reino Unido
Paulo Antônio Zawislak
UFRGS, Porto Alegre, RS, Brasil
Paulo César Bontempo
Faculdades ALFA,	 Goiânia, GO, Brasil
Paulo Furquim de Azevedo
Insper, São Paulo, SP, Brasil
Paulo Hayashi Jr.
UNICAMP, Campinas, SP, Brasil
Paulo Henrique Muller Prado
UFPR, Curitiba, PR, Brasil
Paulo Roberto Arvate	
FGV EAESP, São Paulo, SP, Brasil
Paulo Roberto Barbosa Lustosa
UnB, Distrito Federal
DF, Brasil
Paulo Roberto Mattos
UFF, Niterói, RJ, Brasil
Paulo Tigre
UFRJ, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Priscila Borin Claro
Insper, São Paulo, SP, Brasil
Priscila Laczynski de Souza Miguel
FGV EAESP, São Paulo, SP, Brasil
Rafael Alcadipani
FGV EAESP, São Paulo, SP, Brasil
Rafael Goldszmidt
FGV EBAPE, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Rafael Kuramoto Gonzalez
FGV EBAPE, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Rafael Schiozer
FGV EESP, São Paulo, SP, Brasil
Rafael Teixeira
UNISINOS, São Leopoldo, RS, Brasil
Ramón Cabrera
Universidad Pablo de Olavide, Sevilla,
Espanha
Ramon Silva Leite
PUC Minas, Belo Horizonte, MG, Brasil
Renata Peregrino de Brito
OneAdvisory, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Renê Coppe Pimentel
USP/FEA, São Paulo, SP, Brasil
Ricardo Leal
UFRJ, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Ricardo R. Rochman
FGV EESP, São Paulo, SP, Brasil
Ricardo Serra
FECAP, São Paulo, SP, Brasil
Roberto Decourt
UNISINOS, São Leopoldo, RS, Brasil
Roberto Fachin
UFRGS, Porto Alegre, RS, Brasil
Roberto Patrus Mundim Pena
PUC Minas, Belo Horizonte, MG, Brasil
Roberto Ruas
UNINOVE, São Paulo, SP, Brasil
Robson Zuccolotto
UFV, Viçosa, MG, Brasil
Rodrigo Bandeira-de-Mello
FGV EAESP, São Paulo, SP, Brasil
Rodrigo Baroni de Carvalho
PUC Minas, Belo Horizonte, MG, Brasil
Rogério Faé
UFRGS, Porto Alegre, RS, Brasil
Rogério Hermida Quintella
UFSB, Itabuna, BA, Brasil
Rory O’Connor
Dublin City University, Dublin, Irlanda
Rosana Portella Tondolo
UFPEL, Pelotas, RS, Brasil
Rosane Lúcia Chicarelli Alcântara
UFSCAR, São Paulo, SP, Brasil
Salomão Alencar de Farias
UFPE, Recife, PE, Brasil
Sandro Eduardo Monsueto
UFG, Goiânia, GO, Brasil
Sandro Gonçalves
Instituto Brasileiro de Estudos e
Pesquisas Sociais, São Paulo, SP, Brasil
Sérgio Bastos
Fucape, Vitória, ES, Brasil
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Sergio Bulgacov
FGV EAESP, São Paulo, SP, Brasil
Sergio Wanderley
FGV EBAPE, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Sidnei Marinho
UNIVALI, Itajaí, SC, Brasil
Silvia Pereira de Castro Casa Nova
USP/FEA, São Paulo, SP, Brasil
Sílvio Bitencourt da Silva
UNISINOS, São Leopoldo, RS, Brasil
Silvio Popadiuk
Mackenzie, São Paulo, SP, Brasil
Susana Carla Farias Pereira
FGV EAESP, São Paulo, SP, Brasil
T. Diana L. V. A. Macedo-Soares
PUC-Rio, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Tania Christopoulos
USP/EACH, São Paulo, SP, Brasil
Tania Modesto Veludo de Oliveira
FGV EAESP, São Paulo, SP, 	 Brasil
Thaís Zerbini
USP/FFCL-RP, Ribeirão Preto, SP, Brasil
Thomas G. Brashear Alejandro
University of Massachusetts, Boston, EUA
Tomas de Aquino Guimarães
UnB, Distrito Federal, DF, Brasil
Valéria Judice
UFSJ, São João del Rei, São João del Rei,
MG, Brasil
Valéria Silva da Fonseca
PUC-PR, 	Curitiba, PR, Brasil
Valmir Hoffmann
UnB, Distrito Federal, DF, Brasil
Valter Vieira
UEM, Maringá, PR, Brasil
Veit Wohlgemuth
HTW Berlin, Alemanha
Vera Cançado
Fundação Pedro Leopoldo, Pedro
Leopoldo, MG, Brasil
Vilmar Tondolo
FURG, Rio Grande, RS, Brasil
Vinícius Andrade Brei
UFRGS, Porto Alegre, RS, Brasil
Vinicius Sobreiro
UnB, Distrito Federal, DF, Brasil
Viviane Salazar
UFPE, Recife, PE, Brasil
Wagner Ladeira
UNISINOS, São Leopoldo, RS, Brasil
Wagner Pralon Mancuso
USP/IRI, São Paulo, SP, Brasil
Walter Bataglia
Mackenzie, São Paulo, SP, Brasil
Wescley Xavier
UFV, Viçosa, MG, Brasil
Wesley Mendes-da-Silva
FGV EAESP, São Paulo, SP, Brasil
William Eid Júnior
FGV EAESP, São Paulo, SP, Brasil
Wilson Costa de Amorim
Mackenzie, São Paulo, SP, Brasil
Wilson Nakamura
Mackenzie, São Paulo, SP, Brasil
Wlamir Gonçalves Xavier
UNISUL, Tubarrão, SC, Brasil
Yákara Vasconcelos Pereira Leite
UFERSA, Mossoró, RN, Brasil
Yuna Fontoura
FGV EBAPE, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
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RAE-Revista de Administração de Empresas | FGV EAESP
© RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017
GOVERNANÇA
Entidade de caráter técnico-científico e filantrópico,
instituída em 20 de dezembro de 1944 como pessoa
jurídica de direito privado, visando ao estudo dos
problemas da organização racional do trabalho,
especialmente nos seus aspectos administrativos e
social, e à conformidade de seus métodos às condições
do meio brasileiro.
Primeiro Presidente e Fundador: Luiz Simões Lopes
Presidente: Carlos Ivan Simonsen Leal
Vice-presidentes: Francisco Oswaldo Neves Dornelles,
Marcos Cintra Cavalcanti de Albuquerque,
Sergio Franklin Quintella.
CONSELHO DIRETOR
Presidente: Carlos Ivan Simonsen Leal
Vice-presidentes: Francisco Oswaldo Neves Dornelles,
Marcos Cintra Cavalcanti de Albuquerque,
Sergio Franklin Quintella.
Vogais: Armando Klabin, Carlos Alberto Pires de
Carvalho e Albuquerque, Cristiano Buarque Franco
Neto, Ernane Galvêas, José Luiz Miranda, Lindolpho de
Carvalho Dias, Marcílio Marques Moreira, Roberto Paulo
Cezar de Andrade.
Suplentes: Aldo Floris, Antonio Monteiro de Castro Filho,
Ary Oswaldo Mattos Filho, Eduardo Baptista Vianna,
Gilberto Duarte Prado, Jacob Palis Júnior, José Ermírio de
Moraes Neto, Marcelo José Basílio de Souza Marinho,
Mauricio Matos Peixoto.
CONSELHO CURADOR
Presidente: Carlos Alberto Lenz César Protásio
Vice-presidente: José Alfredo Dias Lins (Klabin Irmãos & Cia.)
Vogais: Alexandre Koch Torres de Assis, Antonio
Alberto Gouvêa Vieira, Andrea Martini (Souza Cruz
S/A, Eduardo M. Krieger, Estado do Rio Grande do Sul,
Estado da Bahia, Luiz Chor, Marcelo Serfaty, Marcio João
de Andrade Fortes, Murilo Portugal Filho (Federação
Brasileira de Bancos), Pedro Henrique Mariani
Bittencourt (Banco BBM S.A), Orlando dos Santos
Marques (Publicis Brasil Comunicação Ltda), Raul Calfat
(Votorantim Participações S.A), José Carlos Cardoso
(IRB-Brasil Resseguros S.A), Ronaldo Vilela (Sindicato
das Empresas de Seguros Privados, de Previdência
Complementar e de Capitalização nos Estados do Rio de
Janeiro e do Espírito Santo), Sandoval Carneiro Junior,
Willy Otto Jordan Neto.
Suplentes: José Carlos Schmidt Murta Ribeiro, Luiz
Ildefonso Simões Lopes (Brookfield Brasil Ltda), Luiz
Roberto Nascimento Silva, Manoel Fernando Thompson
Motta Filho, Nilson Teixeira (Banco de Investimentos
Crédit Suisse S.A), Olavo Monteiro de Carvalho (Monteiro
Aranha Participações S.A), Patrick de Larragoiti Lucas
(Sul América Companhia Nacional de Seguros), Clóvis
Torres (VALE S.A.), Rui Barreto, Sergio Lins Andrade,
Victório Carlos De Marchi.
UNIDADES DA FGV-SP
Escola de Administração de Empresas de São Paulo
Diretor: Luiz Artur Ledur Brito
Escola de Economia de São Paulo
Diretor: Yoshiaki Nakano
Escola de Direito de São Paulo
Diretor: Oscar Vilhena Vieira
FGV Projetos
Diretor: Cesar Cunha Campos
Diretor Técnico: Ricardo Simonsen
Diretor de Controle: Antônio Carlos Kfouri Aidar
Diretor de Qualidade: Francisco Eduardo Torres de Sá
Diretor de Mercado: Sidnei Gonzalez
Diretores-Adjuntos de Mercado: Carlos Augusto
Lopes da Costa e José Bento Carlos Amaral Júnior
Diretoria da FGV para assuntos da FGV-SP
Diretor: Maria Tereza Leme Fleury
Diretoria de Operações da FGV-SP: Mario Rocha Souza
DIRETORIA
Diretor: Luiz Artur Ledur Brito
Vice-Diretor: Tales Andreassi
CONGREGAÇÃO
Presidente: Luiz Artur Ledur Brito
CONSELHO DE GESTÃO ACADÊMICA
Presidente: Luiz Artur Ledur Brito
DEPARTAMENTOS DE ENSINO E PESQUISA
Administração da Produção e de Operações:
Susana Carla Farias Pereira
Administração Geral e Recursos Humanos:
Beatriz Maria Braga
Contabilidade, Finanças e Controle: Jean Jacques Salim
Fundamentos Sociais e Jurídicos da Administração:
Ligia Maura Costa
Informática e Métodos Quantitativos Aplicados à
Administração: André Luiz Silva Samartini
Mercadologia: Delane Botelho
Planejamento e Análise Econômica Aplicados à
Administração: Arthur Barrionuevo Filho 
Gestão Pública: Peter Kevin Spink
CURSOS, PROGRAMAS E SERVIÇOS
Curso de Especialização em Administração para
Graduados (CEAG): Luis Henrique Pereira
Curso de Especialização em Administração Hospitalar
e de Sistemas de Saúde (CEAHS): Walter Cintra
Ferreira Júnior
Master in Business and Management (MBM)
Luís Henrique Rigato Vasconcellos
Mestrado e Doutorado em Administração de
Empresas: Ely Laureano Paiva
Mestrado e Doutorado em Administração Pública e
Governo: Mario Aquino Alves
Mestrado Profissional em Administração de
Empresas (MPA): Marcelo Oliveira Coutinho de Lima
Mestrado Profissional em Gestão e Políticas
Públicas: Regina Silvia Viotto Monteiro Pacheco
Mestrado Profissional em Gestão Internacional:
Edgard Elie Roger Barki
Mestrado Profissional em Gestão para a
Competitividade: Gilberto Sarfati
OneMBA: Marina de Camargo Heck
Coordenação Acadêmica para Educação Executiva da
EAESP com o IDE: João Carlos Douat
Núcleo de Pesquisas/ GVpesquisa: Thomaz Wood Júnior
RAE-publicações: Maria José Tonelli
CENTROS DE ESTUDOS
Centro de Empreendedorismo
e Novos Negócios: Tales Andreassi
Centro de Estudos de Administração
Pública e Governo: Fernando Burgos Pimentel dosSantos
Centro de Estudos de Política e Economia
do Setor Público: George Avelino Filho
Centro de Estudos em Planejamento
e Gestão de Saúde: Ana Maria Malik
Centro de Estudos
em Sustentabilidade: Mário Prestes Monzoni Neto
Centro de Excelência em Logística
e Supply Chain: Priscila Laczynski de Souza Miguel
Centro de Excelência em Varejo: Maurício Gerbaudo
Morgado
Centro de Tecnologia
de Informação Aplicada: Alberto Luiz Albertin
Instituto de Finanças: João Carlos Douat
Centro de Estudos de Microfinanças e Inclusão
Financeira: Lauro Emilio Gonzalez Farias
Centro de Estudos em Finanças: William Eid Jr.
CentrodeEstudosemPrivateEquity:NewtonMonteirode
CamposNeto
CentrodeEstudosemCompetitividadeInternacional:
MariaTerezaLemeFleury
Fórum de Inovação: Marcos Augusto de Vasconcellos
Núcleo de Comunicação, Marketing
e Redes Sociais Digitais: Eliane Pereira Zamith Brito
Núcleo de Estudos em Organizações
e Pessoas: Maria José Tonelli
APOIO
Centro de Desenvolvimento do Ensino e da
Aprendizagem: Francisco Aranha
Coordenadoria de Avaliação Institucional: Heloisa
Mônaco dos Santos
Centro de Carreiras: Renato Guimarães Ferreira
Coordenadoria deCultura e Diversidade: Inês Pereira
e Samy Dana
Coordenadoria de Relações Internacionais: Julia Alice
Sophia von Maltzan Pacheco
Serviço de Apoio e Atendimento Psicológico e
Psiquiátrico - Pró-Saúde GV: Tiago Luis Corbisier
Matheus
Alumni GV: Francisco Ilson Saraiva Junior
ASSOCIAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS DA FGV-EAESP
Presidente: Adriana Cabral de Oliveira
DIRETÓRIO ACADÊMICO GETULIO VARGAS
Presidente: Luis Gustavo Perez Fakhouri
DIRETORES DA RAE
Maio/1961 a jun/65: Raimar Richers; jul/65 a dez/66: Yolanda F. Balcão; jan/67 a jun/68: Carlos Osmar Bertero; jul/68 a jun/69: Ary Bouzan; jul/69 a jun/71: Orlando Figueiredo;
jul/71 a dez/72: Manoel Tosta Berlinck; jan/73 a jun/75: Robert N.V.C. Nicol; jul/75 a mar/80: Luiz Antonio de Oliveira Lima, abr/80 a mar/82: Sérgio Micelli Pessoa de Barros;
abr/82 a dez/83: Yoshiaki Nakano; jan/84 a set/85: Sérgio Micelli Pessoa de Barros; out/85 a set/89: Maria Cecília Spina Forjaz; out/89 a dez/89: Maria Rita Garcia L. Durand;
jan/90 a set/91: Gisela Taschner Goldenstein; out/91 a nov/95: Marilson Alves Gonçalves; dez/95 a dez/00: Roberto Venosa; jan/01 a dez/04: Thomaz Wood Jr.;
jan/05 a ago/07: Carlos Osmar Bertero; ago/07 a ago/08: Francisco Aranha; set/08 a jan/09: Flávio Carvalho de Vasconcelos; fev/09 a dez/2015: Eduardo Diniz; jan/2016: Maria José Tonelli
LINHA EDITORIAL
MISSÃO
A RAE-Revista de Administração de Empresas tem como
missão fomentar e disseminar a produção de conheci-
mento, promovendo a integração da comunidade cien-
tífica brasileira às comunidades científicas mundiais no
campo da Administração.
FOCO
A RAE tem interesse na publicação de artigos de desen-
volvimento teórico, trabalhos empíricos e ensaios nos
diversos campos da Administração de Empresas, tais
como: Administração da Informação, Estudos Organiza-
cionais, Ensino e Pesquisa em Administração, Estraté-
gia em Organizações, Finanças, Gestão de Ciência, Tec-
nologia e Inovação, Gestão de Operações e Logística,
Gestão de Pessoas e Relações de Trabalho e Marketing.
Como revista generalista na área, a RAE cobre um amplo
espectro de subdomínios de conhecimento, perspectivas
e questões, buscando levar ao seu público-alvo (professo-
res, pesquisadores e estudantes) artigos inovadores e de
excelente qualidade na área de Administração de Empre-
sas. Aceitam-se colaborações do Brasil e de outros países
eincentiva-seapluralidadedeabordagenseperspectivas.
O público primário da RAE é composto por acadêmicos -
professores, pesquisadores e estudantes.
SUBMISSÃO
Os trabalhos devem ser encaminhados à Redação pela in-
ternet, por meio do ScholarOne, sistema de submissão e
gerenciamento de artigos, disponibilizado em parceria com
SciELO: http://mc04.manuscriptcentral.com/rae-scielo.
Os artigos podem ser submetidos em português, in­glês
ou espanhol, observando o formato e as normas de pa-
dronização específica da seção na qual o trabalho se
insere, conforme descrito em nosso RAEpub Manual
de Publi­cação, disponível em http://rae.fgv.br/manu-
al-rae/, na seção Formato. Os autores devem consultar
ainda as Orientações aos Au­tores, que fornecem instru-
ções sobre posicionamento, estilo e estrutura que de-
vem ser observadas antes do envio do trabalho para
apreciação na RAE.
Os autores poderão submeter somente um artigo por vez
(esta regra aplica-se também às chamadas de trabalhos),
ou seja, enquanto existir um artigo em processo de avalia-
ção, o autor não poderá submeter um segundo, seja como
autor principal ou em co-autoria. Caso o trabalho seja re-
jeitado em uma das etapas do processo, o autor poderá
submetero mesmo artigo, desdequetenhasido devolvido
na situação “Reject & Resubmit”, ou um novo artigo.
INEDITISMO E EXCLUSIVIDADE
Artigos submetidos à avaliação na RAE devem ser inédi-
tos (em qualquer idioma) e não devem estar sendo con-
siderados por outro periódico. Ressalta-se que os tra-
balhos apresentados em Congressos Científicos não
perdem o ineditismo.
AVALIAÇÃO
O processo de avaliação de artigos submetidos à RAE,
após triagem preliminar por formato (adequação do ar-
tigo às regras de normalização e formatação exigidas) e
uso de sistema de detecção de similaridades, consiste
em três etapas: 
1ª) Triagem realizada pelo Editor-chefe, que examina a
adequação do trabalho à linha editorial da revista e seu
potencial para publicação;
2ª) Avaliação preliminar por um membro do Corpo Edi-
torial Científico, que visa identificar a contribuição do
artigo para a sua área de especialidade; e
3ª) Sistema double blind review: coordenado por um
membro do Corpo Editorial Científico da área de espe-
cialidade do artigo, consiste na interação entre os auto-
res e dois pareceristas especialistas que, ao avaliarem o
trabalho, fazem comentários e sugestões de aperfeiçoa-
mento. Essa etapa envolve reavaliações contínuas, reu-
nindo esforços para aprimoramento dos artigos.
Habitualmente, os editores científicos e Editor-chefe
acrescentam às sugestões dos avaliadores um aconse-
lhamento editorial, cujo objetivo é o aprimoramento do
artigo, visando à publicação.
PREPARAÇÃO PARA PUBLICAÇÃO
Depois de aprovado, o artigo é submetido à edição e à
revisão ortográfica e gramatical. A Redação envia a ver-
são final para aprovação dos autores e eventuais atuali-
zações, tais como afiliação institucional.
OUTRAS FORMAS DE CONTRIBUIÇÃO
A  RAE  está aberta a outros tipos de contribuição que
compõem o conteúdo da revista:
As seções Resenha e Indicações Bibliográficas têm
como objetivo apresentar aos leitores obras do campo
da Administração de Empresas e áreas correlatas. Os li-
vros escolhidos devem ser recentes e apresentar contri-
buições para a teoria e prática.
PropostasdeFórunstemáticos,Entrevistas,Debatespodem
ser apresentadas e serão avaliadas pelo Editor-chefe com
base no escopo editorial da RAE.
DIREITOS AUTORAIS
A FGV/EAESP/RAE adota a Licença Creative Commons
de Atribuição (BY) (https://creativecommons.org/
licenses/by/4.0/) em todos os trabalhos publicados,
exceto quando houver indicação específica de
detentores de direitos autorais.
Em caso de dúvidas, deve-se consultar a Redação:
raeredacao@fgv.br.
Mais informações: (11) 3799-3717
gvcasos.redacao@fgv.br | www.fgv.br/gvcasos
CHAMADA DE TRABALHOS
GVcasos convida à submissão de trabalhos visando à
publicação nas próximas edições.
São publicadas duas edições da GVcasos por ano,
procurando privilegiar trabalhos que enfoquem
problemas organizacionais inseridos na realidade
brasileira e latino-americana.
A revista tem interesse em receber casos de ensino nas
diversas áreas da Administração. Os casos submetidos
precisam ser inéditos e não devem estar sendo
considerados para publicação por outro periódico.
1.	 A submissão deve ser feita por meio do site da
GVcasos: www.fgv.br/gvcasos (na página inicial,
clicar em “submissões on-line”)
2.	 Quanto ao conteúdo e à estrutura, o caso de
ensino deve compor duas partes, a saber:
(a) Corpo do texto:
Deve conter uma exposição, com texto claro e
fluente, que descreva um contexto de tomada de
decisão e um problema decisório real. O caso deve
ser documentado com dados e datas reais.
(b) Notas de ensino
As notas de ensino deverão conter exposição teórica
do assunto relativo ao caso de ensino, entendendo-
se por exposição teórica a exploração do arcabouço
conceitual necessário à exploração ou discussão
do caso. Devem também contemplar aspectos
pedagógicos; análise das possíveis alternativas
de decisões/soluções da situação organizacional
focada no texto, além de referências bibliográficas
pertinentes aos conceitos abordados.
3.	 Quanto à sua formatação, ambas as partes que
compõem o caso submetido – corpo do texto
e notas de ensino – devem estar em um único
documento, com as seguintes características:
•	 Papel: A4 (29,7 x 21 cm)
•	 Margens: superior 3cm, inferior 2cm, direita 2cm,
esquerda 3cm
•	 Editor de texto: Word do Office 2003 ou posterior
•	 Fonte: Times New Roman, tamanho 12
•	 Extensão do texto: Máximo de 10.000 palavras,
incluindo eventuais tabelas e/ou figuras, anexos/
apêndices e as notas de ensino
•	 Espaçamento: 1,5, parágrafo justificado
•	 Notas de rodapé ou de final de texto devem ser
evitadas
4.	 O processo de avaliação de casos de ensino
submetidos consiste de duas etapas: uma
avaliação preliminar pelos editores, que examinam
a adequação do trabalho à linha editorial da
revista e o seu potencial para publicação, e
avaliação duplo-cega.
Para mais informações sobre a política editorial da
revista e orientações sobre o processo de submissão e
avaliação de trabalhos, visite o site www.fgv.br/gvcasos.
Orientações para envio de trabalhos

FGV - RAE Revista de Administração de Empresas, 2017. Volume 57, Número 1

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    ARTIGOS | ARTICLES Reposicionandoconceitos: A organização fora dos eixos Rebeca de Moraes Ribeiro de Barcellos, Eloise Helena Livramento Dellagnelo e Helena Kuerten de Salles Competitive dynamics and early mover advantages under economic recessions Roberto Vassolo, Javier García-Sánchez e Luiz Mesquita Capacidad transaccional: Evidencias del sistema financiero peruano Jorge Tello-Gamarra, Martín Hernani-Merino e Bryan Iván Límaco-Mamani The use of importance-performance analysis to measure the satisfaction of travel agency franchisees José M. Ramírez-Hurtado Coopetition strategies in the Brazilian higher education Fábio Dal-Soto e Jefferson Marlon Monticelli Modelo estrutural de governança da informação para bancos Fernando de Abreu Faria, Antonio Carlos Gastaud Maçada e Kuldeep Kumar RESENHA | BOOK REVIEW Unveiling the enigma of behavioral finance Israel José dos Santos Felipe INDICAÇÕES BIBLIOGRÁFICAS | BOOK RECOMMENDATIONS Pesquisa quantitativa – Escalas de mensuração Eric David Cohen, Diógenes de Souza Bido e Daielly Melina Nassif Mantovani Pesquisa qualitativa – Método biográfico: História de vida Pedro Jaime R$50,00 PESQUISA E CONHECIMENTO V. 57, N. 1, Janeiro–Fevereiro 2017 www.fgv.br/rae
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    ISSN 0034-7590 www.fgv.br/rae REDAÇÃO Analista deProdução Editorial: Denise Francisco Cândido Assistente Administrativa: Eduarda Pereira Anastacio Copidesque (Português e Inglês): Paula Thompson | Editage Tradução e revisão (Espanhol e Inglês): RAG Traduções | Fernando Effori ADMINISTRAÇÃO Responsável: Ilda Fontes Assistente Administrativa: Eldi Francisca Soares Assistente de Marketing: Andréa Cerqueira Souza Jovem Aprendiz: Nathanael Robson Gouveia DISTRIBUIÇÃO Comunidade acadêmico-científica: 400 exemplares Número de visitas ao site no período novembro-dezembro: 30.693 visitantes EXEMPLAR AVULSO: R$ 50,00 PONTOS DE VENDA: Livrarias da FGV e Livraria Cultura ARTE/EDITORAÇÃO ELETRÔNICA Typecomm | Comunicação + Design PRODUÇÃO INDUSTRIAL Impressão e Acabamento: Prol Editora Gráfica Data de Impressão: 08.02.2017 Tiragem: 400 exemplares PERIODICIDADE: Bimestral INDEXADORES DOAJ - Directory of Open Access Journals www.doaj.org Ebsco Publishing: Business Source Complete, Economia y Negocios, Fonte Acadêmica www.ebscohost.com Gale Cengage Learning www.gale.cengage.com Google Scholar scholar.google.com.br OASISBR http://oasisbr.ibict.br Portal de Periódicos CAPES www.periodicos.capes.gov.br ProQuest Information and Learning www.proquest.com.br REDIB - Red Iberoamericana de Innovación y Conocimiento Científico www.redib.org/ RePEc www.repec.org Sistema de Información Científica Redalyc - Red de Revistas Científicas de América Latina y el Caribe, España y Portugal redalyc.uaemex.mx SciELO - Scientific Electronic Library Online www.scielo.org Scopus | Elsevier www.info.sciverse.com/scopus SHERPA/RoMEO www.sherpa.ac.uk/romeo SPELL – Scientific Periodicals Electronic Library www.spell.org.br Sumários Brasileiros de Revistas Científicas www.sumarios.funpeerp.com.br Thomson Reuters SSCI, JCR www.thomsonreuters.com DIRETÓRIOS AcademicKeys www.academickeys.com Cabell’s www.cabells.com CLASE – Citas Latinoamericans en Sciencias Sociales y Humanidades www.dgbiblio.unam.mx/index.php/catalogos Diadorim diadorim.ibict.br IBSS - International Bibliography of the Social Science www.lse.ac.uk HAPI-Hispanic American Periodicals Índex hapi.ucla.edu Latindex - Sistema Regional de Información en Línea para Revistas Científicas de América Latina, el Caribe, España y Portugal www.latindex.org ROAD - The Directory of Open Access Scholarly Resources http://road.issn.org/ Ulrichs Periodical Directory www.ulrichsweb.com WorldWideScience.Org http://worldwidescience.org/index.htmlATENDIMENTO AO ASSINANTE São Paulo e Grande São Paulo: + 55 (11) 3799-7999 Fax: + 55 (11) 3799-7871 Av. 9 de Julho, 2029 - 01313 902 São Paulo - SP - Brasil e-mail: rae@fgv.br | site: www.fgv.br/rae RAE é membro e subscreve os princípios do Committee on Publication Ethics (COPE). http://publicationethics.org/ CORPO EDITORIAL CIENTÍFICO Alexandre de Pádua Carrieri (UFMG - Belo Horizonte - MG, Brasil), Allan Claudius Queiroz Barbosa (UFMG - Belo Horizonte - MG, Brasil), Ana Paula Paes de Paula (UFMG - Belo Horizonte - MG, Brasil), Anatalia Saraiva Martins Ramos (UFRN - Natal - RN, Brasil), André Lucirton Costa (USP/FEA-RP - Ribeirão Preto - SP, Brasil), Andre Luis de Castro Moura Duarte (INSPER - São Paulo - SP, Brasil), Andre Ofenhejm Mascarenhas (Zetesis - Sao Paulo - SP, Brasil), Andrea Lago da Silva (UFSCAR – São Carlos – SP, Brasil), Anielson Barbosa da Silva (UFPB - João Pessoa - PB, Brasil), Antonio Domingos Padula (UFRGS - Porto Alegre - RS, Brasil), Antonio Lopo Martinez (FUCAPE - Vitoria - ES, Brasil), Antonio Moreira de Carvalho (PUC Minas - Belo Horizonte - MG, Brasil), Antonio Navarro-García (Universidad de Sevilla - Sevilha, Espanha), Bento Alves da Costa Filho (Ibmec-DF - Brasília - DF, Brasil), Bill Cooke (University of York- Heslington, Reino Unido), Carlos Jesús Fernández Rodríguez (Universidad Autónoma de Madrid - Madrid, Espanha), Carlos L. Rodriguez (UNCW - Wilimigton - NC, Estados Unidos), Cesar Alexandre de Souza (USP-FEA - São Paulo SP, Brasil), Claudio R. Lucinda (USP/FEA-RP - Ribeirão Preto - SP, Brasil), Dario de Oliveira Lima Filho (UFMS - Campo Grande - MS, Brasil), Delane Botelho (FGV-EAESP - São Paulo - SP, Brasil), Denise Del Prá Netto Machado (FURB - Blumenau - SC, Brasil), Diego Rene Gonzales Miranda (Universidad EAFIT - Medellín, Colômbia), Diogo Henrique Helal (UFPB - Joao Pessoa - PB, Brasil), Domingo Garcia-Perez-de-Lema (UPCT - Cartagena, Espanha), Edgard Barki (FGV-EAESP - São Paulo - SP, Brasil), Edmilson de Oliveira Lima (UNINOVE - São Paulo - SP, Brasil), Eduardo Andre Teixeira Ayrosa (FGV-EBAPE - Rio de Janeiro - RJ, Brasil), Ely Laureano de Paiva (FGV-EAESP - São Paulo - SP, Brasil), Eric David Cohen (Ibmec-Rio - Rio de Janeiro - RJ, Brasil), Eric van Heck (Erasmus University - Rotterdam, Holanda), Fábio Frezatti (USP-FEA - São Paulo - SP, Brasil), Fernanda Finotti Perobelli (UFJF - Juiz de Fora - MG, Brasil), Francisco Javier Rondán Cataluña (Universidad de Sevilla - Sevilla, Espanha), Gláucia Maria Vasconcellos Vale (PUC-Minas - Belo Horizonte - MG, Brasil), Glicia Vieira (UFES - Vitoria - ES, Brasil), Graziela Comini (USP-FEA - São Paulo - SP, Brasil), Graziela Dias Alperstedt (UDESC - Florianópolis - SC, Brasil), Heitor Almeida (College of Business at Illinois - Champaign, Estados Unidos), Henrique Luiz Côrrea (CRUMMER - Flórida - FL, Estados Unidos), Janete Lara de Oliveira (UFMG - Belo Horizonte - MG, Brasil), João Luiz Becker (UFRGS - Porto Alegre - RS, Brasil), Jorge Verschoore (São Leopoldo – RS, Brasil), José Antônio Gomes Pinho (UFBA - Salvador - BA, Brasil), José Henrique de Faria (UFPR - Curitiba - PR, Brasil), José Mauro C. Hernandez (USP-EACH - São Paulo - SP, Brasil), Luciano Barin Cruz (HEC-Montréal - Québec, Canada), Luiz Artur Ledur Brito (FGV-EAESP - São Paulo - SP, Brasil), Maria Alexandra Cunha (FGV-EAESP - São Paulo - SP, Brasil), Maria Ceci Araújo Misoczky (UFRGS - Porto Alegre - RS, Brasil), Mário Aquino Alves (FGV-EAESP - São Paulo - SP, Brasil), Mario Sacomano Neto (UNIMEP - São Paulo - SP, Brasil), Marlei Pozzebon (HEC-Montréal - Québec, Canada e FGV-EAESP - São Paulo - SP, Brasil), Mateus Canniatti Ponchio (ESPM - São Paulo - SP, Brasil), Mauricio Reinert (UEM - Maringá - PR, Brasil), Patricia Mendonça (USP-EACH - São Paulo - SP, Brasil), Paulo Bastos Tigre (UFRJ - Rio de Janeiro - RJ, Brasil), Paulo Roberto Barbosa Lustosa (UnB - Brasília - DF, Brasil), Rafael Alcadipani (FGV-EAESP - São Paulo - SP, Brasil), Rafael Goldszmidt (FGV-EBAPE - Rio de Janeiro - RJ, Brasil), Ramón Valle Cabrera (Universidad Pablo de Olavide - Sevilha, Espanha), Rebecca Arkader (UFRJ - Rio de Janeiro - RJ, Brasil), Ricardo Ratner Rochman (FGV/EESP - São Paulo - SP, Brasil), Roberto Patrus Mundim Pena (PUC-Minas - Belo Horizonte - MG, Brasil), Rodrigo Bandeira-de-Mello (FGV-EAESP - São Paulo - SP, Brasil), Rodrigo Ladeira (UNIFACS - Salvador - BA, Brasil), Salomão Alencar de Farias (UFPE - Recife - PE, Brasil), Sérgio Bulgacov (FGV-EAESP - São Paulo - SP, Brasil), Sérgio Giovanetti Lazzarini (INSPER - São Paulo - SP, Brasil), Silvana Anita Walter (FURB - Blumenau - SC, Brasil), Sônia Maria Fleury (FGV-EBAPE - Rio de Janeiro - RJ, Brasil), Tales Andreassi (FGV-EAESP - São Paulo - SP, Brasil), Teresia D. L. van Ad. de Macedo-Soares (PUC-Rio - Rio de Janeiro - RJ, Brasil), Thomas Brashear Alejandro (University of Massachusetts Amherst - Amherst - MA, Estados Unidos), Vinicius Brei (UFRGS - Porto Alegre - RS, Brasil), Wilson Toshiro Nakamura (MACKENZIE – São Paulo – SP, Brasil). COMITÊ DE POLÍTICA EDITORIAL Carlos Osmar Bertero, Eduardo Diniz, Flávio Carvalho de Vasconcelos, Francisco Aranha, Luiz Artur Ledur Brito, Maria José Tonelli, Maria Tereza Leme Fleury, Tales Andreassi, Thomaz Wood Jr. EDITORA-CHEFE Maria José Tonelli EDITOR-ADJUNTO Felipe Zambaldi EDITORA DE LIVROS Roseli Morena Porto A RAE - Revista de Administração de Empresas foi impressa com papel proveniente de madeira certificada FSC e de outras fontes controladas. A certificação FSC e uma garantia ao meio ambiente e aos trabalhadores florestais.
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    Publicação bimestral daFundação Getulio Vargas Escola de Administração de Empresas de São Paulo Apoio: PESQUISA E CONHECIMENTO | V. 57, N. 1, JANEIRO-FEVEREIRO 2017
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    RAE – Revistade Administração de Empresas / Fundação Getulio Vargas. Vol. 1, n. 1 (maio/ago. 1961) - . - Rio de Janeiro: Fundação Getulio Vargas, 1961 - v.; 27,5cm. Quadrimestral: 1961–1962. Trimestral: 1963–1973. Bimestral: 1974–1977. Trimestral: 1978–1992. Bimestral: 1992–1995. Trimestral: 1996–2010. Bimestral: 2011–. Publicada: São Paulo: FGV-EAESP, 1988– ISSN 0034-7590 1. Administração de empresas – Periódicos. I. Fundação Getulio Vargas. II. Escola de Administração de Empresas de São Paulo. A RAE – Revista de Administração de Empresas adota a Licença de Atribuição (CC- BY) do Creative Commons (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/br) em todos os trabalhos publicados, exceto, quando houver indicação específica de detentores de direitos autorais. CDD 658 CDU 658
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    Janeiro/Fevereiro 2017 SUMÁRIO EDITORIAL 8 NOSSOFUTURO DEMANDA MAIS DA PRODUÇÃO ACADÊMICA Maria JoséTonelli ARTIGOS 10 REPOSICIONANDO CONCEITOS: A ORGANIZAÇÃO FORA DOS EIXOS Demonstração dos limites do quadro teórico dominante nos estudos organizacionais por meio de um estudo de caso, com apresentação de abordagens alternativas. Rebeca de Moraes Ribeiro de Barcellos, Eloise Helena Livramento Dellagnelo e Helena Kuerten deSalles 22 DINÂMICA COMPETITIVA E VANTAGEM DO PIONEIRO EM RECESSÕES ECONÔMICAS Exame da evolução da dinâmica competitiva e da lucratividade empresarial quando ramos de atividades estão sujeitos a recessões. Roberto Vassolo, Javier García-Sánchez e Luiz Mesquita 37 CAPACIDADE TRANSACIONAL: EVIDÊNCIAS DO SISTEMA FINANCEIRO PERUANO Análise sobre a capacidade transacional de empresas que operam no sistema financeiro peruano por meio de estudos de casos múltiplos. Jorge Tello-Gamarra, Martín Hernani-Merino e Bryan Iván Límaco-Mamani 51 UTILIZAÇÃO DA ANÁLISE DE IMPORTÂNCIA-DESEMPENHO PARA MEDIR A SATISFAÇÃO DE FRANQUEADOS DE AGÊNCIAS DE VIAGENS Contribuição à limitada literatura sobre satisfação com franquias de agências de viagens por meio da identificação de forças e fraquezas do sistema sob a perspectiva do franqueado. José M. Ramírez-Hurtado 65 ESTRATÉGIAS DE COOPETIÇÃO NA EDUCAÇÃO SUPERIOR BRASILEIRA Proposições teóricas sobre estratégias de coopetição baseadas no Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas (Comung). Fábio Dal-Soto e Jefferson Marlon Monticelli 79 MODELO ESTRUTURAL DE GOVERNANÇA DA INFORMAÇÃO PARA BANCOS Teste de um modelo de regressão estrutural de governança da informação (GI) com dados de um levantamento realizado com os executivos de TI de bancos que atuam no Brasil. Fernando de Abreu Faria, Antonio Carlos Gastaud Maçada e Kuldeep Kumar RESENHA 96 DESVENDANDO O ENIGMA DAS FINANÇAS COMPORTAMENTAIS Israel José dos Santos Felipe INDICAÇÕES BIBLIOGRÁFICAS 98 PESQUISA QUANTITATIVA – ESCALAS DE MENSURAÇÃO Eric David Cohen, Diógenes de Souza Bido e Daielly Melina Nassif Mantovani 99 PESQUISA QUALITATIVA – MÉTODO BIOGRÁFICO: HISTÓRIA DE VIDA Pedro Jaime INFORMAÇÕES EDITORIAIS 101 INFORMAÇÕES EDITORIAIS 2016 108 COLABORADORES 2016 © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017
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    © RAE |São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 January/February 2017 CONTENTS EDITORIAL 8 OUR FUTURE REQUIRES MORE FROM SCHOLARLY PRODUCTION Maria José Tonelli ARTICLES 10 REPOSITIONING CONCEPTS: THE ORGANIZATION OUT OFF AXIS The authors show the limits of the dominant theoretical framework in organizational studies by means of a case study, including alternative approaches. RebecadeMoraesRibeirodeBarcellos,EloiseHelenaLivramentoDellagnelo,andHelenaKuertendeSalles 22 COMPETITIVE DYNAMICS AND EARLY MOVER ADVANTAGES UNDER ECONOMIC RECESSIONS A study on the evolution of competitive dynamics and company profitability when industries are subject to recessions. Roberto Vassolo, Javier García-Sánchez, and Luiz Mesquita 37 TRANSACTION CAPABILITY: EVIDENCE FROM THE PERUVIAN FINANCIAL SYSTEM An analysis of the transactional capacity of companies operating in the Peruvian financial system by means of multiple case studies. Jorge Tello-Gamarra, Martín Hernani-Merino, and Bryan Iván Límaco-Mamani 51 THE USE OF IMPORTANCE-PERFORMANCE ANALYSIS TO MEASURE THE SATISFACTION OF TRAVEL AGENCY FRANCHISEES A contribution to the limited literature about satisfaction with travel agency franchises through the identification of strengths and weaknesses from the perspective of the franchisee. José M. Ramírez-Hurtado 65 COOPETITION STRATEGIES IN THE BRAZILIAN HIGHER EDUCATION Theoretical propositions about competition strategies based on the Consortium of Rio Grande do Sul Community Colleges (Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas - Comung). Fábio Dal-Soto and Jefferson Marlon Monticelli 79 INFORMATION GOVERNANCE STRUCTURAL MODEL FOR BANKS The authors tested a structural regression model in information governance (IG) with data collected from IT executives at banks operating in Brazil. Fernando de Abreu Faria, Antonio Carlos Gastaud Maçada, and Kuldeep Kumar BOOK REVIEW 96 UNVEILING THE ENIGMA OF BEHAVIORAL FINANCE Israel José dos Santos Felipe BOOK RECOMMENDATIONS 98 QUANTITATIVE RESEARCH – MEASUREMENT SCALES Eric David Cohen, Diógenes de Souza Bido, and Daielly Melina Nassif Mantovani 99 QUALITATIVE RESEARCH – BIOGRAPHIC METHOD: LIFE STORY Pedro Jaime EDITORIAL INFORMATION 101 EDITORIAL INFORMATION 2016 105 CONTRIBUTORS 2016
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    © RAE |São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 SUMARIO Enero/Febrero 2017 EDITORIAL 8 NUESTRO FUTURO DEMANDA MÁS DE LA PRODUCCIÓN ACADÉMICA Maria José Tonelli ARTÍCULOS 10 REPOSICIONANDO CONCEPTOS: LA ORGANIZACIÓN FUERA DEL EJE Demostración de los límites del cuadro teórico dominante en los estudios organizacionales por medio de un estudio de caso, con presentación de abordajes alternativos. Rebeca de Moraes Ribeiro de Barcellos, Eloise Helena Livramento Dellagnelo y Helena Kuerten de Salles 22 DINÁMICA COMPETITIVA Y VENTAJAS DE PRECURSORES EN RECESIONES ECONÓMICAS Examen de la evolución de la dinámica competitiva y de la rentabilidad empresarial cuando ramos de actividades están sujetos a recesiones. Roberto Vassolo, Javier García-Sánchez y Luiz Mesquita 37 CAPACIDAD TRANSACCIONAL: EVIDENCIAS DEL SISTEMA FINANCIERO PERUANO Análisis sobre la capacidad transaccional de empresas que operan en el sistema financiero peruano por medio de estudios de casos múltiples. Jorge Tello-Gamarra, Martín Hernani-Merino y Bryan Iván Límaco-Mamani 51 EL USO DEL IMPORTANCE-PERFORMANCE ANALYSIS PARA MEDIR LA SATISFACCIÓN DE FRANQUICIA- DOS DE AGENCIAS DE VIAJES Contribución a la limitada literatura sobre satisfacción con franquicias de agencias de viajes por mediodelaidentificacióndefuerzasydebilidadesdelsistemadesdelaperspectivadelfranquiciado. José M. Ramírez-Hurtado 65 ESTRATEGIAS DE COOPETICIÓN EN LA EDUCACIÓN SUPERIOR BRASILEÑA ProposicionesteóricassobreestrategiasdecoopeticiónbasadasenelConsorciodelasUniversidades Comunitarias del Sur de Brasil (Comung). Fábio Dal-Soto y Jefferson Marlon Monticelli 79 MODELO ESTRUCTURAL DE GOBERNANZA DE LA INFORMACIÓN PARA BANCOS Prueba de un modelo de regresión estructural de gobernanza de la información (GI) con datos de un relevamiento realizado con los ejecutivos de TI de bancos que actúan en Brasil. Fernando de Abreu Faria, Antonio Carlos Gastaud Maçada y Kuldeep Kumar RESEÑA 96 REVELANDO EL ENIGMA DE LAS FINANZAS COMPORTAMENTALES Israel José dos Santos Felipe RECOMENDACIONES BIBLIOGRÁFICAS 98 ENCUESTA CUANTITATIVA – ESCALAS DE MEDICIÓN Eric David Cohen, Diógenes de Souza Bido y Daielly Melina Nassif Mantovani 99 ENCUESTA CUALITATIVA – MÉTODO BIOGRÁFICO: HISTORIA DE VIDA Pedro Jaime INFORMACIÓNES EDITORIALES 101 INFORMACIÓNES EDITORIALES 2016 105 COLABORADORES 2016
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    8 ISSN 0034-7590© RAE| São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 RAE | Revista de Administração de Empresas | FGV EAESP EDITORIAL DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S0034-759020170101 NOSSO FUTURO DEMANDA MAIS DA PRODUÇÃO ACADÊMICA C omeçamos 2017 com os necessários agradecimentos à comunidade acadêmica em administração: autores, edi- tores científicos, editores de fóruns e avaliadores ad hoc que dispuseram de seu tempo para ajudar no aprimoramento dos artigos aqui publicados. Agradecemos também à equipe da RAE: Ilda Fontes, Denise Francisco Cândido, Eduarda Pereira Anastacio, Andréa Cerqueira e Eldi Soares, que, como sempre, trabalharam muito para a produção das revistas. Muito obriga- da a todas. Tradicionalmente, o primeiro número da revista traz o balanço das atividades do ano passado, e nossos indicado- res mostram que avançamos em internacionalização, qualida- de editorial e aperfeiçoamento de processos. Em 2016, entre os artigos publicados, 69% são em língua estrangeira, 12% a mais que em 2015; contamos com 53% de autores estrangeiros (22% acima do índice do ano anterior). Os pesquisadores internacio- nais que mais têm colaborado com a RAE continuam vindo de Portugal e Espanha, seguidos de América Latina & Caribe, EUA, México & Canadá, Ásia & Oceania e Europa. O volume de sub- missões deu sinais de estabilização: recebemos 943 artigos em 2016, quantidade próxima à de 2015 (946). Desde 2013, quan- do foram submetidos 630 trabalhos, tínhamos a expectativa de que estávamos no limite de submissões, mas vemos agora que esse número está se estabilizando muito próximo a 1.000 arti- gos/ano. O índice de rejeição de artigos por formato continua alto: 40%, o que sinaliza a necessidade de esforços editoriais e dos programas de pós-graduação para conscientizar os auto- res sobre a necessidade de padronizar seu artigo nos critérios de formato do periódico no qual deseja publicar. O percentual de aceitação de artigos caiu de 6% para 5%, o que denota cui- dado e rigor no processo de avaliação científica. Com relação ao processo de trabalho na redação, em 2016, o prazo médio en- tre aprovação e submissão caiu para 219 dias (11 dias a menos que em 2015), o que é muito significativo no sistema de avalia- ção triplo-cega de trabalhos submetidos à RAE. Todos os indi- cadores estão disponíveis na página da RAE na internet: www. fgv.br/rae. Foi um bom ano para a RAE, mas acabamos de passar por um período difícil no Brasil, e é impossível não mencionar esse fato aqui, mesmo em se tratando de uma publicação aca- dêmica. Aliás, justamente por isso, pois as publicações acadê- micas brasileiras sofrem com a falta de qualidade, assim como diversas outras atividades no País, uma deficiência que não re- flete apenas o momento, mas é consequência de uma história que tratou conhecimento como fonte de poder, e não como be- nefício para a comunidade. A produtividade não é uma questão apenas no campo da administração, mas nossa área precisa ur- gentemente lidar com esse problema. Precisamos de mais qua- lidade, precisamos estar presentes internacionalmente, mas precisamos também atender às demandas de um país que so- fre com o afastamento da universidade das necessidades da so- ciedade. Antes de entrar numa pós-modernidade confusa, pre- cisamos ajustar questões básicas da modernidade. A RAE manteve seus artigos em sistema multilíngue, em português, inglês e espanhol, preservando, na publicação, o idioma original de submissão. Mas, a partir de 2018, todos os trabalhos publicados serão bilíngues, ou seja, todos os artigos submetidos em espanhol e português, se aprovados, serão tra- duzidos para o inglês; aqueles em inglês, por sua vez, serão tra- duzidos para o português. As novas diretrizes serão indicadas em nosso site e comunicadas a toda a rede de colaboradores, para que todos possam ajustar-se ao longo do ano. Pedimos gentilmente sua atenção para essas mudanças. Destacam-se, neste número, seis artigos: “Reposicionan- do conceitos: A organização fora dos eixos” apresenta aborda- gens alternativas na área de estudos organizacionais; “Compe- titive dynamics and early mover advantages under economic recessions” examina a evolução da dinâmica competitiva e lu- cratividade empresarial; “Capacidad transaccional: Evidencias del sistema financiero peruano” analisa a capacidade transa­ cional de empresas atuantes no sistema financeiro peruano; “The use of importance-performance analysis to measure the satisfaction of travel agency franchisees” examina as forças e fraquezas do sistema de franquias sob a perspectiva do fran- queado; “Coopetition strategies in the Brazilian higher educa- tion” apresenta proposições teóricas sobre estratégias de co- opetição; e “Modelo estrutural de governança da informação para bancos” traz um levantamento com executivos de tecnolo- gia da informação de bancos do Brasil. Completam a edição uma resenha sobre o livro “Beha­ vioral finance and wealth management: How to build opti­mal portfolios that account for investor Biases”, de Michael M. Pom- pian, e duas indicações bibliográficas sobre pesquisas qualita- tivas e quantitativas. Desejamos a todos um Ano-Novo produtivo em pesqui- sas! Esperamos também que aproveitem o conteúdo editorial e todas as inovações que a RAE continuará oferecendo. Maria José Tonelli | Editora-chefe Professora da Fundação Getulio Vargas, Escola de Administração de Empresas de São Paulo – SP, Brasil
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    ISSN 0034-7590 RAE |Revista de Administração de Empresas | FGV EAESP 9 © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 EDITORIAL DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S0034-759020170101 OUR FUTURE REQUIRES MORE FROM SCHOLARLY PRODUCTION W e begin 2017 with the necessary acknowledgements to the academic community in administration: authors, scientific editors, forum editors and ad hoc reviewers who took the time to help us improve the articles we publish here. We also thank the RAE team: Ilda Fontes, Denise Francisco Cândido, Eduarda Pereira Anastacio, Andréa Cerqueira and Eldi Soares, who, as usual, worked hard to produce the journals. Many thanks to each. Traditionally, the first issue of the journal takes stock of the previous year’s activities, and our indicators show we have advanced in internationalization, editorial quality and process enhancement. In 2016, of all articles published, 69% were in a foreign language, 12% more than in 2015; we had 53% of foreign authors (22% above previous year’s rate). The foreign researchers who have collaborated most with RAE were, again, from Portugal and Spain, followed by Latin American & Caribbean, USA, Mexico & Canada, Asia & Oceania and Europe. The volume of submissions showed signs of stabilization: we received 943 articles in 2016, close to the figure for 2015 (946). Since 2013, when 630 works were submitted, we expected to be in our submission limit, but now we see this figure is stabilizing very close to 1,000 articles per year. Article rejection rate due to format remains high: 40%, which signals the need for efforts from editorial and graduate program to raise authors’ awareness about the need for them to standardize their articles to the format criteria of the journal they wish to publish in. Article acceptance rate declined from 6% to 5%, which denotes care and rigor in the scientific review process. With regard to the editorial office work process, in 2016, the average period between approval and submission dropped to 219 days (11 days less than in 2015), which is very significant in the triple-blind review system for papers submitted to RAE. All indicators are available at RAE’s web page: www.fgv.br/rae. It was a good year for RAE, but we have just been through a difficult period in Brazil, and it is impossible not to mention this fact here, even though we are a scholarly publication. In fact, precisely because of this reason, as Brazilian scholarly publications suffer from a lack of quality, like several other activities in the country, a deficiency that does not reflect only the moment, but stems from a history of treating knowledge as a source of power, rather than a benefit for the community. Productivity is not an issue only in the field of administration, but our area needs to deal with this problem urgently. We need more quality, we need to be present at a global level, but we also need to meet the demands of a country that suffers with the university’s distance from the needs of society. Before entering a confuse post-modernity, we must adjust basic questions of modernity. RAE has kept its articles in a multilingual system, i.e., in Portuguese, English and Spanish, preserving the original language of submission. But as of 2018, all works published will be bilingual, i.e., every article submitted in Spanish and Portuguese, if approved, will be translated into English; those in English will, in turn, be translated into Portuguese. The new guidelines will be indicated in our website and communicated to our whole network of collaborators, so that all can adjust over the year. We kindly ask for your attention regarding these changes. Six articles form this issue’s highlights: “Reposicionando conceitos: A organização fora dos eixos” presents alternative approaches in the area of organizational studies; “Competitive dynamics and early mover advantages under economic recessions” examines the evolution of competitive dynamics and firm profitability; “Capacidad transaccional: Evidencias del sistema financiero peruano” analyzes the transactional capacity of companies operating in the Peruvian financial system; “The use of importance-performance analysis to measure the satisfaction of travel agency Franchisees” examines the strengths and weaknesses of the franchise system from the perspective of the franchisee; “Coopetition strategies in the Brazilian higher education” education presents theoretical propositions about competition strategies; “Modelo estrutural de governança da informação para bancos” brings a survey with IT executives at banks in Brazil. The issue closes with a review of the book “Behavioral Finance and Wealth Management: How to build optimal portfolios that account for investor biases”, by Michael M. Pompian, and two book recommendations on qualitative and quantitative research. We wish you all a research-productive new year! We also hope you enjoy the editorial contents and all the innovations RAE will continue to offer. Maria José Tonelli | Editor-in-Chief Professor at Fundação Getulio Vargas, Escola de Administração de Empresas de São Paulo – São Paulo – SP, Brazil
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    10 ISSN 0034-7590© RAE| São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 10-21 REBECA DE MORAES RIBEIRO DE BARCELLOS rebeca.ribeiro@ufsc.br Professora da Universidade Federal de Santa Catarina, Departamento de Ciências da Administração – Florianópolis – SC, Brasil ELOISE HELENA LIVRAMENTO DELLAGNELO eloise@cse.ufsc.br Professora da Universidade Federal de Santa Catarina, Departamento de Ciências da Administração – Florianópolis – SC, Brasil HELENA KUERTEN DE SALLES helenasalles@yahoo.com.br Doutora em Administração pela Universidade Federal de Santa Catarina – Florianópolis – SC, Brasil ARTIGOS Submetido 08.09.2015. Aprovado 20.06.2016 Avaliado pelo processo de double blind review. Editor Científico: Rafael Alcadipani REPOSICIONANDO CONCEITOS: A ORGANIZAÇÃO FORA DOS EIXOS Repositioning concepts: The organization out off axis Reposicionando conceptos: La organización fuera del eje RESUMO O estudo das organizações de resistência, multiplicidade de experiências sociais desperdiçadas pelo discurso organizacional dominante, é uma das ações políticas da crítica no contexto dos estudos organizacionais. Ainda que o Brasil tenha uma longa trajetória crítica na análise das organizações, as alternativas são frequentemente abordadas de modo abstrato, conceitual. Assim, por meio de um estudo de caso do tipo intrínseco, analisamos a dinâmica organizacional do Circuito Fora do Eixo (FDE), um agrupamento de coletivos de produção cultural independente, como uma organiza- ção que se encontra no limite da formação social discursiva dominante. Por meio da análise do FDE, procuramos demonstrar os limites do quadro teórico dominante no estudo sobre organizações, apre- sentando abordagens alternativas que parecem mais adequadas para dar conta da ordem social em que vivemos. PALAVRAS-CHAVE | Circuito Fora do Eixo, teoria organizacional, burocracia, gerencialismo, resistência. ABSTRACT The study of resistance organizations, multiplicity of social experiences squandered by the dominant organizational discourse, is one of the critical political actions in the context of organizational studies. Although Brazil has a long critical path in critical analysis of organizations, the alternatives are often addressed in an abstract and conceptual mode. Thus, through an intrinsic case study, we analyzed the organizational dynamics of the Off Axis Circuit (FDE), a grouping of collectives that make indepen- dent cultural production, as an organization at the limit of the dominant discursive social formation. Through FDE analysis, we seek to demonstrate the limits of the dominant theoretical framework in the study of organizations, presenting alternative approaches that seem more appropriate to explain the social context in which we live KEYWORDS | Off Axis Circuit, organizational theory, bureacracy, managerialism, resistance. RESUMEN El estudio de las organizaciones de resistencia, multiplicidad de experiencias sociales desperdiciadas por el discurso organizacional dominante, es una de las acciones políticas de la crítica en el contexto de los estudios organizacionales. Aunque Brasil tenga una larga trayectoria crítica en el análisis de las organizaciones, las alternativas frecuentemente se abordan de modo abstracto, conceptual. Así, por medio de un estudio de caso de tipo intrínseco, analizamos la dinámica organizacional del Cir- cuito FDE - Fora do Eixo (Fuera del Eje Rio de Janeiro-São Paulo), un agrupamiento de colectivos de producción cultural independiente, como una organización que se encuentra en el límite de la forma- ción social discursiva dominante. Por medio del análisis del FDE, buscamos demostrar los límites del cuadro teórico dominante en el estudio sobre organizaciones, presentando abordajes alternativos que parecen más adecuados para entender el orden social en que vivimos. PALABRAS CLAVE | Circuito Fora do Eixo, teoría organizacional, burocracia, gerencialismo, resistencia. RAE-Revista de Administração de Empresas | FGV EAESP DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S0034-759020170102
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    11 ISSN 0034-7590 AUTORAS |Rebeca de Moraes Ribeiro de Barcellos | Eloise Helena Livramento Dellagnelo | Helena Kuerten de Salles © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 10-21 INTRODUÇÃO A discussão a respeito do conceito de organização não é recente nos estudos organizacionais. Seja por meio dos questionamentos levantados pelas perspectivas pós-modernistas ou críticas (Alvesson & Deetz, 1996) ou pela tradição do pensamento crítico brasileiro (Faria, 2009; Paula, 2001; Rodrigues & Carrieri, 2001; Segnini & Alcadipani, 2014), são ricos os debates acerca das limitações que a ideia dominante de organização nos impõe. De acordo com Böhm (2006), por exemplo, o conceito de organização é costumeiramente restrito à descrição do que se passa em instituições gerencialistas, empresas e locais de trabalho, posicionando a organização como uma entidade formal dentro de estruturas estabelecidas da modernidade e do capitalismo. Nestes termos, podemos dizer que a burocracia permanece como modelo estruturante das organizações na modernidade (Clegg, 1998; Paula, 2002), e, com isso, predominam características como hierarquia, existência de regras e normas, divisão do trabalho, impessoalidade das relações, controle sobre as coisas e sobre as pessoas, padronização, formalização e previsibilidade (Höpfl, 2006; Kallinikos, 2004; Motta & Bresser-Pereira, 2004; Tragtenberg, 1980). A centralidade do mercado na sociedade moderna acrescenta a essa perspectiva características gerencialistas que se coadunam com o modelo burocrático, tornando-o individualista e egoísta, centrado na propriedade privada, transformando objetos e seres em mercadorias, exigente de eficácia e eficiência, sem engajamento político e com pretensão à aplicação universal (Abraham, 2007; Alcadipani, 2011; Böhm, 2006; Parker, 2002; Solè, 2008). Apesar da influência exercida pela literatura anglo-saxã sobre o campo dos estudos organizacionais no Brasil (Misoczky & Amantino-De-Andrade, 2005; Rodrigues & Carrieri, 2001), existe no País uma longa tradição na reflexão crítica nos estudos sobre organizações. Paula et al. (2011) e Faria (2009) ressaltam que acadêmicos nacionais já realizavam trabalhos de natureza crítica antes mesmo que se constituísse formalmente uma corrente na Europa e nos Estados Unidos, destacando o pioneirismo de autores como Guerreiro Ramos, Mauricio Tragtenberg e Prestes Motta. Percebemos uma trajetória nacional de pesquisas que ampliam os horizontes do conceito de organização, não se restringindo à noção de empresa, mas debruçando-se sobre a análise dos mais diversos objetos a partir de múltiplas perspectivas teóricas, por exemplo, os estudos realizados sobre as organizações da economia solidária (Andion, 2005; Costa & Carrion, 2008; França, 2003, 2007; Paula et al., 2011), as organizações autogestionárias (Faria et al., 2008; Misoczky, Silva, & Flores, 2008; Moraes, 2010), as organizações substantivas (Serva, 1997), a organização circense (Oliveira & Cavedon, 2015), as escolas de samba (Tureta & Araújo, 2013), as organizações híbridas (Wood, 2013) e a organização liminar (Meira, 2014). De modo semelhante, temos a indicação feita por Alcadipani e Tureta (2009) a respeito da necessidade de abertura para novos horizontes teóricos que nos auxiliem na compreensão da vivência organizacional ou para o uso de abordagens processuais, conforme é sugerido por Duarte e Alcadipani (2016). Barros e outros pesquisadores enfocam o uso da perspectiva histórica da administração, mostrando uma visão alternativa no que se refere ao estabelecimento dos saberes gerenciais (Barros & Carrieri, 2015; Barros, Cruz, Xavier, Carrieri, & Lima, 2011). No mesmo sentido, Carrieri, Perdigão, e Aguiar (2014) argumentam que o enfoque da gestão ordinária leva em consideração os fatores históricos, sociais, culturais e identitários que diferenciam os sujeitos na prática cotidiana, pluralizando a gestão. Paula (2013) apresenta a abordagem freudo-frankfurtiana e as estratégias metodológicas da pesquisa ação e socioanálise como propostas alternativas para os estudos organizacionais, colocando a emancipação e a autonomia não só como um tema mas também como um valor a ser buscado pela própria prática da pesquisa. Complementando essas ideias, temos Dellagnelo, Böhm, e Mendonça (2014), ressaltando a possibilidade do uso da teoria política do discurso nos estudos organizacionais para auxiliar na compreensão das organizações de resistência. Apesar da afirmação de Reedy (2014) segundo a qual a rica tradição de analisar organizações não gerenciais raramente figura nos estudos organizacionais, concordamos com Rodgers, Petersen, e Sanderson (2016) quando afirmam que o interesse da teoria organizacional acerca das organizações alternativas tem crescido. Assim, no cenário internacional, também verificamos a produção de conhecimentos sobre objetos atípicos e abordagens alternativas das organizações. As pesquisas sobre organizações anarquistas, por exemplo, demonstram possibilidades alternativas por meio do desenvolvimento de uma organização não hierárquica (Land & King, 2014), ou, como argumentam Sutherland, Land, e Böhm (2014), nesse tipo de organização, as posições individuais de liderança são negadas, tendo seu significado redefinido pelos próprios sujeitos. Outros autores também vêm oferecendo contribuições valiosas para esse cenário, como Imas e Weston (2012) e sua análise sobre experiências e narrativas de organização e gestão dos pobres e marginalizados no Brasil e Zimbábue; Schneiberg, King, e Smith (2008), sobre a contribuição dos movimentos sociais para a diversidade institucional; Spicer e Böhm (2007), sobre organizações e movimentos de resistência; Ibarra-Colado (2006), com a reflexão sobre a necessidade de superarmos o colonialismo nos estudos organizacionais; e Cheney, Cruz, Peredo, e Nazareno
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    12 ISSN 0034-7590 ARTIGOS |Reposicionando conceitos: A organização fora dos eixos © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 10-21 (2014), cujo destaque são os principais desafios enfrentados pelas cooperativas no contexto atual. Estudos como esses evidenciam que as forças que buscam um posicionamento absoluto da realidade sempre estarão sujeitas à resistência. Esta é uma das ações políticas da crítica no contexto dos estudos organizacionais. As organizações de resistência, portanto, são apontadas como espaços de construção de possibilidades alternativas de organização, no sentido de trazer à tona a existência de uma multiplicidade de experiências sociais desperdiçadas pelo discurso organizacional dominante (Santos, 2002). Nesse sentido, Carrieri (2004), Misoczky, Flores, e Böhm, (2008), Morais e Paula (2010), Zilio, Barcellos, Dellagnelo, e Assman (2012) e Barcellos, Dellagnelo, e Salles (2014), entre outros autores, enfatizam experiências de organizar que desafiam o modelo dominante. Visando colaborar com esse debate, apoiamo-nos na força de um caso empírico, esforço que não é comum na trajetória crítica nacional, para trazer à luz uma experiência de organizar que se contrapõe ao pensamento dominante. Assim, neste trabalho, analisamos a dinâmica do organizar do Circuito Fora do Eixo (FDE), um coletivo cultural, como uma organização que se encontra no limite da formação social discursiva dominante, resistindo à realidade das organizações continuamente produzida pelos acontecimentos do projeto moderno (Barcellos & Dellagnelo, 2013). Sua existência é possível, pois nenhuma hegemonia consegue dar conta de toda a realidade social, sendo sempre desafiada por forças de subversão e resistência (Laclau & Mouffe, 2001). Assim, concordamos com Reedy (2014), segundo o qual as alternativas são frequentemente abordadas de modo abstrato, conceitual, e, a fim de que possamos demonstrar um organizar considerado impossível pela literatura dominante, faz-se necessário analisar mais detalhadamente as práticas cotidianas de grupos protagonistas. Por meio da análise do FDE, procuramos demonstrar os limites do quadro teórico dominante no estudo sobre organizações. Na medida em que nos aproximamos do FDE, percebemos que seu fluxo contínuo e sua dinâmica particular dificilmente se enquadram sob as lentes das teorias dominantes nos EOs. Ao contrário, há uma multiplicidade de abordagens, cada qual com suas contribuições, capazes de auxiliar na compreensão de aspectos diversos de uma organização em constante movimento, uma organização de organizações, com suas múltiplas dimensões. Assim, apresentar um caso empírico não adequado à teoria dominante expõe as fragilidades da abordagem teórica que se apresenta como suficiente para dar conta da ordem social em que vivemos. Portanto, nosso objetivo neste trabalho é evidenciar a limitação do uso de um enfoque teórico dominante, apostando na multiplicidade de visões sobre diferentes aspectos organizacionais que serão destacados. Para isso, apresentamos, na sequência, os procedimentos metodológicos utilizados em nossa pesquisa com o FDE e, em seguida, discutimos seus processos organizacionais, contrapondo-os aos conceitos burocráticos e gerenciais. Ao mesmo tempo, recorremos a pesquisas desenvolvidas anteriormente as quais, no nosso entendimento, ajudam a compreender a dinâmica organizacional do FDE. Após a apresentação do caso, colocamos as considerações finais, destacando nossas reflexões sobre o aprendizado alcançado. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS A investigação social é uma práxis distintiva que, ao ser executada, transforma a própria teoria e os próprios objetivos que a orientam, de modo que a ação e o pensamento, a prática e a teoria estão ligadas em um processo contínuo de reflexão e de transformação (Schwandt, 2006). Nesse processo, a escolha das práticas de pesquisa depende das perguntas que são feitas, as quais, por sua vez, dependem do seu contexto e do que o pesquisador pode fazer naquele cenário (Denzin & Lincoln, 2006). Nesta pesquisa, optamos por um estudo de caso intrínseco, estratégia de pesquisa sugerida por Stake (2000) quando há um caso que desperta interesse em si. No estudo de caso intrínseco, investiga-se um fenômeno no contexto da vida real, buscando todas as particularidades do fenômeno em sua especificidade histórica (Stake, 2000). A intenção, ao utilizar essa estratégia, foi compreender a situação em profundidade, enfatizando seu significado para os indivíduos envolvidos no processo. Entendemos o FDE como uma oportunidade ímpar de aprendizado sobre processos organizacionais alternativos e suas aproximações e distanciamentos do modelo dominante, ou seja, nos interessamos pelo caso em si, com todas as suas particularidades, caracterizando-se o trabalho como um estudo de caso intrínseco (Stake, 2000). Coletamos os dados sobre a organização no período de outubro de 2010 a setembro de 2012. Inicialmente, acompanhamos o Circuito por meio de sites, blogs, palestras e vídeos disponíveis na internet, já que o FDE tem uma estratégia forte de exposição, havendo abundância de material disponível nesse tipo de mídia. No início de 2011, estabelecemos o primeiro contato pessoal com o FDE, recebendo autorização e amplo incentivo para o desenvolvimento da pesquisa, em forma de disponibilidade irrestrita dos membros para colaborar com o processo de levantamento dos dados. Esse processo ocorreu por meio de observação direta, entrevistas e dados secundários.
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    13 ISSN 0034-7590 AUTORAS |Rebeca de Moraes Ribeiro de Barcellos | Eloise Helena Livramento Dellagnelo | Helena Kuerten de Salles © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 10-21 Observamos o cotidiano de organização pelo acompanhamento de fóruns e listas virtuais de discussão de março de 2011 a setembro de 2012. Entrevistamos dois fundadores do Circuito em atividades relacionadas ao FDE na cidade de Florianópolis. Assistimos a uma reunião do Ponto de Articulação Nacional e, em setembro de 2012, participamos de uma imersão na Casa Fora do Eixo São Paulo (Cafesp). Durante três dias, vivenciamos o cotidiano da Casa, recebemos informações sobre o surgimento e a evolução do circuito e participamos de atividades como a organização da festa de aniversário da Revista Fórum, que ocorreu no terceiro dia. Nesse período, entrevistamos oito moradores, entre eles dois fundadores, três gestores e três membros mais recentes. Entrevistamos também três membros que não residiam na Casa e quatro pessoas que não fazem parte dos coletivos, mas são parceiros do circuito. As entrevistas tiveram como objetivo compreender a história da organização a partir dos relatos de seus participantes e os significados atribuídos por eles às questões de interesse da pesquisa (Godoy, 2006). Os dados secundários tiveram origem em uma série de documentos aos quais o FDE nos permitiu acesso, como: e-mails, planilhas, banco de atas, regimento interno, carta de princípios e modo de organização. Além disso, analisamos depoimentos sobre o FDE disponíveis na internet. A análise dos dados, em consonância com a perspectiva qualitativa, foi interpretativa e ocorreu ao longo e depois da coleta de dados. De acordo com Godoy (2006), esse tipo de análise é coerente com o estudo de caso qualitativo, devendo ser desenvolvido de modo concomitante e/ou cíclico com a coleta de dados. As reflexões que apresentamos a seguir são o resultado desse processo cíclico, de maneira que a teoria e a prática se coadunam, procurando oferecer uma visão mais abrangente do fenômeno em estudo. APROXIMANDO-SE DO MODO FORA DO EIXO DE ORGANIZAR O FDE é um coletivo de produção cultural independente composto por cerca de 200 coletivos presentes em todos os estados brasileiros. No contexto das transformações ocorridas na indústria fonográfica na década de 1990 (Marchi, 2011; Nakano, 2010) e na política do Estado brasileiro na área da cultura com a chegada da esquerda ao poder em 2002 (Rubim, 2010), o FDE surge em 2005 como uma alternativa para que artistas fora do eixo geográfico Rio de Janeiro-São Paulo viabilizassem a produção, circulação e distribuição de produtos e experiências culturais marginalizadas pelas estruturas de produção cultural dominantes no País, o chamado mainstream. Os coletivos articulados pelo FDE, chamados no âmbito local de Pontos Fora do Eixo, existem em mais de 180 cidades brasileiras e atuam de maneira autônoma localmente, mobilizando diretamente cerca de duas mil pessoas. Em algumas cidades, os coletivos existem na forma de Casas Fora do Eixo, locais nos quais os membros dos coletivos residem e trabalham. Essas Casas, como pudemos observar na imersão realizada na Cafesp, são espaços de vida e trabalho para os membros, mas são também espaços simbólicos que evidenciam socialmente a existência da organização. Da conexão oportunizada pela articulação local dos coletivos, surgem instâncias como: Colegiados Regionais, Frentes Temáticas, Simulacros e Casas Regionais. Essas instâncias representativas e executivas são formadas por membros dos coletivos locais que se autoindicam. E, no âmbito nacional, as decisões são tomadas pelo Ponto de Articulação Nacional, instância deliberativa virtual, com cerca de 140 representantes autoindicados. A Figura 1 ajuda a compreender a estrutura política do FDE: Figura 1. Modo de organização político Pontos fora do eixo Casas fora do eixo Parceiros Categoria 1 Organizações e pessoas PAN Agência de cooperação internacional Categoria 3 Ponto de articulação nacional (PAN) e internacional Colegiados regionais Frentes e simulacros Casas regionais Categoria 2 Instâncias representativas e executivas Fonte: Recuperado de Portal Transparência Fora do Eixo (2013) A figura procura demonstrar o esforço de organização do Circuito, tanto pela sistematização de uma estrutura de trabalho como pela opção por uma estrutura que contribua para articulação dos interesses de diferentes grupos. Apesar da estrutura formal, o FDE não é formalizado por meio de inscrição no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) ou outro tipo de registro legal. Quando necessário, o FDE utiliza o CNPJ de um dos 18 coletivos, que o disponibiliza para ocasiões como a participação em editais, por exemplo. Entendemos o uso compartilhado desses registros
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    14 ISSN 0034-7590 ARTIGOS |Reposicionando conceitos: A organização fora dos eixos © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 10-21 como forma de recusa à propriedade, se considerarmos que o CNPJ é um aspecto importante de identificação das organizações formais no nosso contexto institucional, viabilizando vínculos com Estado ou iniciativa privada. O modo de organizar político representado na Figura 1 foi idealizado no primeiro Congresso Fora do Eixo, realizado no Acre, em 2009, quando membros do FDE perceberam que, para viabilizar a circulação e distribuição de produtos culturais fora da cadeia produtiva da música no Brasil, seria necessária uma estrutura capaz de articular os esforços dos diferentes coletivos. Conforme pudemos observar, até aquele momento, o organizar do Circuito era produzido essencialmente nas discussões realizadas por meio de listas de e-mails, conversas on-line e compartilhamentos espontâneos de “modos de fazer” entre coletivos. Naquela oportunidade, foram elaboradas as primeiras versões do Regimento Interno, da Carta de Princípios e do Modo de Organização, revelando que a organização passa a se preocupar com certo nível de formalização, com o registro em documentos de alguns princípios e regras. Esses documentos sofrem periodicamente revisões coletivas, para adaptá-los às novas situações enfrentadas pelo Circuito. Nessas revisões, observamos que há constante atenção às nomenclaturas e formas dadas às representações gráficas, de maneira que, em oposição a termos como organograma e estrutura, são adotados termos como “modo de organizar” e “modo de organizar político”. A representação circular da estrutura sugere o distanciamento da noção burocrática de hierarquia, quer na sua forma tradicional (Motta & Bresser-Pereira, 2004; Tragtenberg, 1980), quer na sua forma flexível (Fournier & Grey, 1999; Höpfl, 2006). Ainda quanto à formalização, ela foi percebida em práticas como editais para a seleção de membros para imersão em Casas Fora do Eixo. No entanto, a formalização parece ser adotada para atender à necessidade de democratização das oportunidades criadas pelo Circuito, por meio de mecanismos que tornem os processos transparentes e acessíveis a todos os interessados. A necessidade de organizar vivenciada pelo FDE vai ao encontro do proposto por Malatesta (1927), para quem a organização é a prática da cooperação e da solidariedade, uma condição natural e necessária da vida social, inextricável da sociedade humana e de todo grupo que tenha algum objetivo a alcançar. O que importa é como organizar, rejeitando o hierarquismo em sua essência de constituir um grupo ao qual cabe (co)ordenar os demais. Moraes (2010) reforça essa perspectiva ao afirmar que as regras de tomada de decisão precisam ser conhecidas por todos, o que apenas pode acontecer se estão formalizadas, portanto a normalização não implica a imposição de um modelo de heterogestão. Desse modo, apesar de um movimento de verticalização, o qual se expressa por meio da constituição de instâncias deliberativas, a representação se coloca como uma forma encontrada pelo FDE para viabilizar a participação nas tomadas de decisão. Para isso, mescla práticas de atuação e decisão direta com práticas de representação, predominando a horizontalidade. Essa dinâmica alinha-se ao proposto por Malatesta (1927), cujo argumento esclarece que, se uma organização for baseada na plena autonomia dos indivíduos e grupos, ainda que sofra com as imperfeições da representatividade, estará isenta de autoritarismo, pois não há imposição das decisões. A atuação direta dá-se pela participação ativa dos membros nos seus respectivos coletivos, com a plena autonomia que estes têm na sua gestão. Além disso, a noção de comando e subordinação é subvertida pela ampla diversidade de responsabilidades assumidas por todos. Assim, o indivíduo que é responsável por um processo coloca-se a serviço de outro em momentos diversos, tecendo uma teia de relações que não permite estabelecer escalonamento ou hierarquização entre as pessoas, ainda que haja figuras de liderança com maior evidência em determinados momentos. Essa diluição de uma personalidade representativa do Circuito parece coerente com a forma como se exerce o poder na vivência cotidiana dos coletivos. Uma das pessoas entrevistadas nos afirmou que a lógica do FDE não é hierárquica: [...] a gente consegue, enquanto fora do eixo, li- dar de uma maneira muito rizomática – digamos assim – com o que já se propõe nesse campo, não hierárquica. É claro que há níveis de coor- denação dentro do movimento, mas eles são os- cilantes e circunstanciais. Se hoje, por exemplo, alguém é coordenação no fora do eixo, quer di- zer que ontem foi base e amanhã vai ser base de novo – se coordena um núcleo, é provavelmente base em outro. (Entrevistado 1) Embora os membros do Circuito afirmem que as atividades de coordenação são temporárias e que não há o exercício de uma liderança formal, consideramos que a liderança é um aspecto polêmico na dinâmica do FDE. Não há como ignorar a destacada atuação de um de seus membros, Pablo Capilé. Capilé tem sido um dos principais interlocutores do FDE com a mídia e o principal articulador em reuniões do Colegiado. Em nossa imersão na Cafesp, esse protagonismo ficou evidente em momentos como a chegada de autoridades políticas a um evento que ocorria na Casa, quando Capilé era chamado para receber os convidados.
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    15 ISSN 0034-7590 AUTORAS |Rebeca de Moraes Ribeiro de Barcellos | Eloise Helena Livramento Dellagnelo | Helena Kuerten de Salles © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 10-21 Sobre esse aspecto, parece interessante considerar a posição de Freire (2005), para quem a liderança é necessária ao processo de organização da luta. Nesse sentido, o papel de liderança de Capilé no FDE poderia ser visto como um exercício de “fazer junto com” em vez de “fazer para”. Na entrevista que fizemos com Capilé, ele afirmou que havia uma preocupação manifesta de todo o FDE em diluir sua imagem de líder, articulando outros agentes. Esse movimento relativamente vertical tende a ser compensado, em parte, pela autonomia que os coletivos dispõem para tomar suas decisões, definir sua atuação local, e pela autonomia dos agentes em seus processos de trabalho, numa perspectiva de autogestão. Moraes (2010) sugere que a autogestão é a produção de meios em uma organização que declina de qualquer estrutura hierárquica, coerente com os princípios da liberdade e igualdade, na qual todos têm direitos iguais à participação. No FDE, não há o exercício da autoridade de uns sobre outros, pois o integrante que assume a coordenação em um determinado processo assume tarefas operacionais em outros. Nesse sentido, consideramos na seção seguinte como o organizar coletivo acontece no cotidiano. O COTIDIANO DE PRODUÇÃO COLETIVA DO FDE No FDE, procura-se decidir predominantemente por consenso. De acordo com Innes (2004), para ser considerado consenso, é preciso a inclusão de todos os interessados na decisão, participantes que decidam suas próprias regras, definam suas agendas e tenham pleno acesso às informações. No FDE, o consenso é considerado muito importante para qualificar as decisões tomadas, como explica um membro: [...] a gente evita votar porque a democracia é a ditadura da maioria, e o cara que não é conven- cido de que a pauta dele não é a melhor naque- le momento, ele pode não se comprometer tan- to com a ação quanto se ele estiver convencido. Então, a gente acha que vale mais a pena esgotar um debate por horas do que “tratorar” uma opi- nião muito sólida de uma pessoa que seja. (En- trevistado 9) Em contraste com a eficiência, foco das organizações burocráticas, no FDE prevalecem as decisões tomadas a partir de diálogos, não impondo limites de tempo e conteúdo e viabilizando o acesso às informações a todos os participantes. Essa característica vai ao encontro do relatado por Misoczky et al. (2008) e Misoczky et al. (2008) em casos como o da resistência às papeleiras e o das mães da Praça de Maio, ambos na Argentina. Uma questão controversa é o fato de que a participação e a fala são aceitas na medida da dedicação e contribuição do indivíduo para o coletivo. Internamente, isso é chamado de “lastro para fala”, conforme ilustra uma pessoa entrevistada: Num ambiente como esse, com muitas pessoas, onde todo mundo se acha genial, todo mundo acha que sabe de tudo, que entende de tudo, se a gente não criasse um campo de normatização, seria uma loucura, um debate eterno. Para po- der estruturar isso é que temos como princípio o construir lastro pra fala. Ou seja, a sua ocupa- ção de espaço, o tanto que você vai falar, o tan- to que a sua voz vai repercutir, está muito ligado ao tanto que você está trabalhando. Pensando localmente, você vai montar um coletivo, aí vai ter aquele cara que só vai na reunião do sábado, e chega na reunião do sábado e sai falando blá blá blá. Só que na segunda-feira ela não está lá para fazer aquela ideia genial acontecer. Aí você tem que falar com o cara: seguinte, construir las- tro para fala – se você não estiver aqui todo dia, o tanto que você vai falar vai ser proporcional ao tanto que você trabalha, e isso em todas as esfe- ras. (Entrevistado 3) Observamos que o “lastro para fala” restringe a fala àqueles que são percebidos como efetivamente comprometidos e dedicados ao FDE, de modo que, com a convivência e a imersão profunda na dinâmica do grupo, tende a haver um alinhamento intenso de visões. Ainda, tamanha imersão estabelece uma vida coletiva na qual o indivíduo está sob constante avaliação do grupo, o que pode favorecer posturas de aceitação diante dele, com a finalidade de evitar confrontos. No FDE, há um esforço para o compartilhamento massivo de informações. Todos os documentos da organização estão disponíveis em uma base de dados de livre acesso a qualquer integrante do Circuito. Além disso, nas listas de e-mails do Circuito, veiculam-se diariamente relatos de experiências locais, editais de vivência e de financiamento externos, informações sobre cursos e eventos, entre outros assuntos, disseminando a informação por todo o Circuito. As redes sociais e tecnologias são amplamente utilizadas e alimentadas pelos coletivos, proporcionando uma intensa
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    16 ISSN 0034-7590 ARTIGOS |Reposicionando conceitos: A organização fora dos eixos © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 10-21 conexão entre integrantes do FDE. Destacamos também que a comunicação é colaborativa, já que qualquer integrante pode interferir na discussão, lançar uma pauta para o banco de pautas que organiza as comunicações de abrangência nacional do Circuito ou para serem discutidos em reuniões gerais. A colaboratividade e o compartilhamento evitam o acesso privilegiado às informações, em oposição à tradição gerencialista na qual o acesso à informação é controlado e restrito a poucos (Parker, Fournier, & Reedy, 2007). AS RELAÇÕES DO FDE E SEUS INTEGRANTES Na parede da cozinha da Cafesp, durante nossa estada, um quadro informava: “Hoje somos 24 moradores”. As chamadas Casas Fora do Eixo são sedes-moradia nas quais os integrantes vivem e trabalham. Adotadas depois de certo tempo por mais de 20 coletivos, nas CAFEs, o compartilhamento dos modos de vida busca criar relações altamente personalizadas, muito diferente da impessoalidade das organizações burocráticas (Kallinikos, 2004; Motta & Bresser-Pereira, 2004; Tragtenberg, 1980). Nesses espaços, as pessoas compartilham os meios físicos de produção, como computadores, internet e energia elétrica, e também os meios para a produção da vida cotidiana de seus moradores: dormitórios, refeições, banheiros, roupas. É uma experiência radical de compartilhamento, vista também como uma tecnologia de gestão: Nós entendemos a CAFE como uma tecnolo- gia de gestão. Se cada um fosse alugar um lu- gar para morar, seriam 16 contas de aluguel, de luz, de água, de telefone, de internet. Além dis- so, com todo mundo morando e trabalhando no mesmo lugar, a gente tem muito menos proble- mas de comunicação. (Entevistado 6) As CAFEs ampliam a visibilidade do Circuito e têm importância simbólica para os integrantes do FDE, pois concretizam socialmente uma experiência de organização. São comunidades nas quais a vida individual é subordinada à coletiva, de maneira avessa ao individualismo que caracteriza um dos pressupostos fundamentais do mundo moderno (Dumont, 2000). Uma das tecnologias que dão sustentação a esse modo de vida é a prática do caixa coletivo, existente nas Casas Fora do Eixo e também nos coletivos. O caixa coletivo consiste em um recipiente de madeira e um livro-caixa. É também uma conta bancária a que todos os integrantes da Casa têm acesso. Os integrantes da CAFEs, por exemplo, convivem com essa dinâmica. A exigência, pactuada entre todos, é que todo gasto seja anotado no livro-caixa para que se saiba de quanto se dispõe. O caixa coletivo é provisionado por toda arrecadação, individual ou coletiva, de trabalhos dentro ou fora do FDE. Com essa arrecadação, são pagas as despesas dos moradores da casa, como: alimentação, luz, internet, cigarros, gasolina, vestuário. Na visão dos integrantes, o caixa coletivo potencializa o coletivo porque são várias pessoas trabalhando em prol do desenvolvimento do coletivo. O caixa coletivo é, ainda, uma experiência cuja sobrevivência individual está atrelada ao que o coletivo consegue realizar. Conforme um entrevistado: é um trabalho mesmo de desapego aqui. Existe toda uma cultura onde a gente cresceu pra ter um ótimo emprego, [...] mas entender que você con- segue dessa forma (caixa coletivo) atender todas as suas necessidades sem precisar desse tipo de acúmulo. Aqui na casa a gente não acumula gra- na, mas todo mundo tem tudo o que precisa: com- putador pra trabalhar, comida, cigarro, Coca-Cola todo dia no almoço, todo dia tem [...] E as coisas que não estão dentro desse campo, que é o cho- colate que eu gosto, eu pego o dinheiro do caixa e compro e todo mundo tem isso. [...] a gente con- segue conviver muito bem no coletivo com todo mundo e com um respeito muito grande pela indi- vidualidade de cada um, das necessidades indivi- duais de cada um. (Entrevistado 5) Na prática, como os integrantes da CAFE têm autonomia para a realização dos gastos, o caixa coletivo implica pensar coletivamente, demandando solidariedade e responsabilidade na utilização dos recursos. Aliás, a noção de propriedade pareceu- nos bastante difusa nos coletivos, tendo em vista que o espaço e os recursos de trabalho, a residência e os recursos materiais são de posse de todos. Essa perspectiva se opõe à noção de propriedade, elementar nas formas organizacionais dominantes (Abraham, 2007; Proudhon, 1988; Solé, 2008; Tragtenberg, 1980). A forma alternativa de relação entre os indivíduos e o FDE também foi observada na maneira como organizam e dividem o trabalho. Percebemos que as atividades são exercidas de acordo com a afinidade das pessoas para sua execução, independentemente do seu conhecimento técnico ou experiência prévia. Algumas frentes de atuação do FDE surgiram justamente desses desejos de pessoas que assumiram o desafio de desenvolver novos focos de atuação para o Circuito. Um entrevistado nos contou:
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    17 ISSN 0034-7590 AUTORAS |Rebeca de Moraes Ribeiro de Barcellos | Eloise Helena Livramento Dellagnelo | Helena Kuerten de Salles © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 10-21 Eu entrei sem saber nada de comunicação, mas eu queria entrar na comunicação e estou até hoje trabalhando com comunicação, mas já tra- balho com produção, enfim, conheci outras áre- as da cadeia cultural [...] tem muita gente que en- tra sem conhecimento em nenhuma área e como eu, aprendi tudo de comunicação e hoje estou trabalhando com isso. Então tem toda a cadeia de produtores e agentes FDE trabalhando por afi- nidade de produção mesmo. (Entrevistado 6) Essa forma de pensar as tarefas diverge da maneira dominante de divisão do trabalho da racionalidade burocrática, na qual as pessoas são alocadas, de acordo com suas capacidades técnicas, em cargos dispostos hierarquicamente (Kallinikos, 2004). Uma outra divergência em relação à divisão do trabalho das burocracias, discutida por Prestes-Motta e Bresser- Pereira (2004) entre outros autores, é a inexistência de funções fixas, já que no FDE as atividades dependem das demandas do coletivo. Dessa forma, embora não seja formal, há uma prática constante de troca de atividades entre os integrantes, incluindo as posições de liderança, de modo que buscam o exercício do poder alternadamente, de acordo com a natureza da atividade que está sendo desenvolvida, contrastando com a premissa burocrática de comando e obediência (Höpfl, 2006). O FDE pretende que o desenvolvimento do indivíduo seja traçado por ele mesmo, havendo abertura para o desenvolvimento dos mais diversificados projetos. Para dar suporte a esse processo de desenvolvimento, são proporcionadas oportunidades de aprendizado, organizadas e articuladas pela Universidade Fora do Eixo. A Universidade busca estimular o debate e a geração de novas metodologias de formação, a partir da premissa de livre acesso ao conhecimento. No entanto, essa estrutura é entendida pelo FDE como um simulacro, já que desenvolve práticas organizacionais próprias, em oposição às práticas das organizações hegemônicas às quais elas se contrapõem. As formações são baseadas em experiências empíricas, ou seja, o FDE não nutre suas práticas em modelos teóricos, embora tenha algumas inspirações nesse sentido, como explica uma das pessoas entrevistadas, ao referir-se ao conceito de Zonas Autônomas Temporárias (Bey, 2001): Nós somos o império do empírico. [...] não foi a partir da leitura do TAZ que a gente promoveu um processo de criação de zonas autônomas tempo- rárias, por exemplo. A gente conseguiu um nome pra dar pra uma coisa que a gente já fazia. (En- trevistado 7) A máxima do Circuito é “aprender fazendo”, conforme sugere a pedagogia freireana, e isso decorre da intensa interação entre seus integrantes. Essas oportunidades de aprendizado são entendidas como o maior ganho que os membros do Circuito podem ter. Em um contexto onde a escassez de recursos financeiros é uma realidade, o FDE está constantemente debatendo que o principal retorno que as pessoas obtêm em seus trabalhos é a realização de projetos grandiosos e a construção de iniciativas de longo prazo em prol da área cultural e da emancipação da juventude. Essa realidade contrapõe-se ao estudo de Magro e Coutinho (2008), por exemplo, para quem os trabalhadores em organizações caracterizadas como autogestionárias percebem como sentido primordial do trabalho a subsistência, a qual ocorre na medida em que o trabalho se transforma em dinheiro e permite acesso ao consumo de bens e serviços. A ausência de remuneração individual e o caixa coletivo sinalizam aos membros do FDE restrições em termos de acúmulo de bens materiais, algo que difere de maneira assaz da forma burocrática de organizar, na qual os indivíduos recebem remuneração financeira individual como recompensa dos seus trabalhos (Tragtenberg, 1980). Essa dinâmica também contrasta com a lógica gerencialista, segundo a qual sujeitos são percebidos como recursos para mais-valia e avaliados pela capacidade de retorno econômico (Böhm, 2006). O sentido do trabalho para os membros do FDE também merece destaque. Integrantes do Circuito parecem nutrir alto comprometimento com a organização, manifestado por suas visões de futuro e na dedicação que empregam em seu trabalho no dia a dia. A dedicação em tempo integral ao FDE – de segunda a segunda, com carga diária de cerca de 12 horas – é entendida como parte da vida das pessoas, já que a maioria parece perceber vida e trabalho como aspectos convergentes em suas experiências. Podemos perceber isso na fala desta pessoa: Dizem que a gente no FDE trabalha demais. A gente não trabalha, a gente vive. A gente não concebe o trabalho como um espaço separado na vida. A vida pra gente é um fluxo contínuo de 12, 16 horas, onde a gente está vivendo essa construção que é o FDE. (Entrevistado 11). Esse cenário opõe-se à concepção burocrática de relação organização e indivíduo, a qual se fundamenta no cargo ocupado pelos indivíduos, sendo vida pessoal e trabalho considerados aspectos disjuntos (Kallinikos, 2004). Quanto ao futuro, os rumos do Circuito parecem ser definidos à medida que as situações acontecem, havendo pouco
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    18 ISSN 0034-7590 ARTIGOS |Reposicionando conceitos: A organização fora dos eixos © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 10-21 ou quase nenhum planejamento formal. Percebemos, também, que não há ênfase em resultados, o foco é centrado nos meios, em como as coisas são feitas, numa perspectiva substantiva, contrariando a necessidade de previsibilidade e a dinâmica de controle prevalente na burocracia (Clegg, 1998) e alimentada pelo gerencialismo (Chanlat, 1999; Klikauer, 2015; Parker, 2002). Como afirma um entrevistado: A gente não se preocupa com aonde quer chegar, e sim em como estamos fazendo as coisas, num foco muito mais no processo do que nos fins. [...] não saber para onde está indo habilita muitos “ondes” possíveis, que vão sendo construídos pelos “como”. (Entrevistado 8) As propostas de atuação futura do FDE, feitas para prazos curtos, consideram a prática dos sujeitos em seus cotidianos, de modo que as ações traçadas são elaboradas em resposta à situação que os coletivos vão encontrando em suas realidades. Tal condução segue no mesmo sentido exposto por Moraes (2010) a respeito de uma construção paciente e cotidiana do organizar, um processo constantemente renovado e transformado com foco no presente, uma vez que ele é a realidade a ser transformada. A não preocupação com a previsibilidade é vista pelos membros do FDE como uma característica positiva, que permite uma atuação orgânica do Circuito e que suas ações sejam realizadas na mdida do necessário. Outra prática relevante na relação entre membros e FDE é a adoção do CARD, uma moeda complementar que estrutura um banco de tempo (Barcellos & Diniz, 2016). Um banco de tempo é uma forma de ajudar alguém e de receber ajuda em troca, utilizando um sistema igualitário baseado no tempo, no qual uma hora de trabalho corresponde a uma unidade de moeda complementar, qualquer que seja a tarefa envolvida nesse sistema de troca (Boyle, 2003; Collom, 2011; Fraňková, Fousek, Kala, & Labohý, 2014). Nesse sistema, prevalece a prática de equivalência da remuneração por hora trabalhada, de modo que qualquer trabalho desenvolvido no FDE por seus integrantes é remunerado com base nas horas trabalhadas, independentemente da complexidade da tarefa. Um entrevistado explica como funciona: [...] Com o Cubo Card, já que não tinha a grana, a gente começou a pagar em serviço mesmo, e aí que a gente percebeu que foi um sistema que fechou com perfeição, porque você vai lá, faz o show e recebe 400 Cubo Cards, e você vai gastan- do ele em ensaio, em assessoria de imprensa, na gravação, e é um novo jeito de a banda se susten- tar e sustentar a sua música. (Entrevistado 6) O sentido do CARD reside na valorização equivalente do trabalho, o que se opõe à tradição burocrática de hierarquias salariais e parece alinhado às iniciativas de autogestão descritas por Faria et al. (2008). De acordo com Echeagaray (2011), a moeda complementar cria um sistema de valor autônomo com relação ao sistema hegemônico, criando mercados solidários independentes dele. Essa contra-hegemonia tem sido uma importante luta política do FDE e manifesta-se em diversas práticas como o CARD, mas também naquelas descritas nas seções em que relatamos o modo de organizar, de produzir e de se relacionar do FDE. REFLEXÕES FINAIS Spicer, Alvesson, e Kärreman (2009), inspirados em Foucault, sugerem que uma abordagem interessante para as organizações alternativas seria a da heterotopia. Heterotopias significam outros lugares, espaços de ação que encorajam a exploração e a imaginação de maneiras alternativas de ser e fazer. Entendemos que essa reflexão vai ao encontro do que evidenciamos com a análise da produção cotidiana do organizar Fora do Eixo. Um lugar que nos permite nutrir um senso de possibilidades, o que não significa que não existam problemas, disputas e conflitos. Assim, as organizações alternativas nos oferecem a possibilidade de rever nossa compreensão sobre a natureza dos conflitos em uma organização. Conforme apontamos neste trabalho, existem diferentes possibilidades teóricas para a análise do FDE. Poderíamos ter analisado o FDE a partir da literatura sobre autogestão, economia solidária, anarquismo, entre outras, mas optamos pela perspectiva da resistência, apoiando-nos no pensamento de Laclau e Mouffe (2001). Percebemos que aspectos plurais da organização demandavam olhares igualmente plurais. Assim, o olhar sobre a moeda complementar a partir da ótica da economia solidária é esclarecedor, ao mesmo tempo que a compreensão do FDE como organização de resistência evidencia as nuances políticas e de luta, fundamentais para o entendimento da atuação histórica e contingente do FDE no contexto cultural brasileiro. Ela é uma organização que se engaja numa luta contra-hegemônica no campo da cultura, desafiando a compreensão dominante sobre o termo, e também na busca por alternativas de organização do trabalho, ressignificando uma série de processos, como tomada de decisão, distribuição das tarefas, comunicações e mecanismos de recompensa.
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    19 ISSN 0034-7590 AUTORAS |Rebeca de Moraes Ribeiro de Barcellos | Eloise Helena Livramento Dellagnelo | Helena Kuerten de Salles © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 10-21 Percebemos, na experiência do FDE, uma dinâmica de decisão com base em colegiados que se estruuram na transparência das informações, no consenso e na horizontalidade. Conforme as narrativas e observações, vimos também que existem regras formalizadas e divisão de tarefas, sem haver, no entanto, adoção da lógica burocrática. Essas características estão contextualizadas em um espaço organizacional cujo surgimento remete a uma disputa política em torno da possibilidade de se fazer cultura em uma sociedade caracterizada pela predominância do mercado como instância definidora do que é ou não cultura. Nesse sentido, o objetivo pelo qual o FDE se orienta, um outro entendimento de cultura, se reflete na sua prática cotidiana, articulando uma atuação coerente com seus princípios. Portanto, as práticas organizacionais são adotadas para contribuir com o alcance de objetivos coletivamente pactuados. Para isso, parece ser necessário que estejam subordinadas ao consenso, à igualdade de oportunidades, ao diálogo e à temporalidade que privilegia os relacionamentos. Mas, ainda assim, são sujeitas à contradição, ao conflito e ao questionamento como aspectos inerentes de qualquer espaço social. Dessa forma, como argumentam Parker et al. (2007), a contradição não é algo a ser temido ou eliminado, pois, se não houvesse tensões ou conflitos em um conjunto particular de ideias, seria difícil imaginar que essas ideias estejam vivas, em movimento. Nósentendemosque o FDEestá inserido em uma sociedade na qual a articulação hegemônica está constantemente buscando formas de incorporar à sua formação discursiva elementos que estejam dispersos no campo da discursividade e que possam ser articulados aos significados que explicam a vida social conforme sua conveniência (Laclau & Mouffe, 2001). Assim, o FDE, como muitas outras organizações, vive em constante tensão entre uma lógica particular e um contexto dominante cujo modus operandi colide com sua forma de produção do organizar. Mas, assim como Laclau e Mouffe (2001), entendemos que o campo social está sujeito a contingências e que seus deslocamentos e consequências podem proporcionar articulações que dependem da forma como os sujeitos se posicionarão diante dessas situações. Nesse sentido, acreditamos que a experiência do FDE signifique um exemplo de uma contraposição àquilo que os estudos organizacionais predominantemente difundem como forma de organização e gestão, um exemplo daquilo que entendemos como fissuras ou lacunas em nossa realidade social, cuja análise atenta nos fornece novas compreensões sobre as dinâmicas organizacionais. Conforme argumentamos no início do trabalho, o olhar atento às experiências que se situam nas fronteiras da ordem social se constitui em estratégia bastante fecunda para o desenvolvimento de abordagens alternativas nos estudos organizacionais. REFERÊNCIAS Abraham, Y-M. (2007). L’entreprise est-elle nécessaire? In J.-P. Dupuis (Ed.), Sociologie de l’entreprise (pp. 323-374) (2. ed.). Montreal, Canada: Gaëtan Morin. Alcadipani, R. (2011). Academia e a fábrica de sardinhas. O&S- Organizações & Sociedade, 18(57), 345-348. Alcadipani, R., & Tureta, C. (2009). 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    20 ISSN 0034-7590 ARTIGOS |Reposicionando conceitos: A organização fora dos eixos © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 10-21 Clegg, S. (1998). As organizações modernas. Lisboa, Portugal: Celta Editora/Oeiras. Collom, E. (2011). Motivations and differential participation in a community currency system: The dynamics within a local social movement organization. Sociological Forum, 26(1), 144-168. doi:10.1111/j.1573-7861.2010.01228.x Costa, P., & Carrion, R. (2008). Situando a economia solidária no campo dos estudos organizacionais. V Encontro de Estudos Organizacionais, Belo Horizonte, MG. Dellagnelo, E., Böhm, S., & Mendonça, P. (2014). Organizing resistance movements: The contribution of political discourse theory. RAE- Revista de Administração de Empresas, 54(2), 141-153. doi:10.1590/ S0034-759020140203 Denzin, N. K., & Lincoln, Y. S. (Orgs.). (2006). O planejamento da pesquisa qualitativa: Teorias e abordagens (2a ed.). Porto Alegre, RS: Artmed. 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    21 ISSN 0034-7590 AUTORAS |Rebeca de Moraes Ribeiro de Barcellos | Eloise Helena Livramento Dellagnelo | Helena Kuerten de Salles © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 10-21 Paula, A. P de. (2001). Tragtenberg e a resistência da crítica: Pesquisa e ensino na Administração hoje. RAE-Revista de Administração de Empresas, 41(3), 77-81. doi:10.1590/S0034-75902001000300010 Paula, A. P de. (2002). Tragtenberg revisitado: As inexoráveis harmo- nias administrativas e a burocracia flexível. RAP-Revista de Admin- istração Pública, 36(1), 127-144. Paula, A. P de. (2013). Abordagem freudo-frankfurtiana, pesquisa- ação e socioanálise: Uma proposta alternativa para os Estudos Organizacionais. Cadernos EBAPE.BR, 11(4), 520-542. doi:10.1590/ S1679-39512013000400004 Paula, A. P de, Calbino, D., Toledo, D., Tarabal, F., Mascarenhas, L., & Barreto, R. (2011). A economia solidária e a questão do imaginário: Em busca de novas perspectivas. O&S-Organizações & Sociedade, 18(57), 323-333. doi:10.1590/S1984-92302011000200007 Portal Transparência Fora do Eixo. (2013). Programa Políticas Fora do Eixo 2013. Recuperado de http://foradoeixo.org.br/2013/08/04/ programa-partido-fora-do-eixo-2013/ Proudhon, P. (1988). O que é a propriedade? São Paulo, SP: Martins Fontes. Reedy, P. (2014). Impossible organisations: Anarchism and organisa- tional praxis. Ephemera, 14(4), 639-658. Rodgers, D., Petersen, J., & Sandersen, J. (2016). Commemo- rating alternative organizations and marginalized spaces: The case of forgotten Finntowns. Organization, 23(1), 90-113. doi:10.1177/1350508415605110 Rodrigues, S., & Carrieri, A. (2001). A tradição anglo-saxônica nos estudos organizacionais brasileiros. RAC-Revista de Administração Contemporânea, 5(Edição Especial), 81-102. doi:10.1590/S1415- 65552001000500005 Rubim, A. (2010). Políticas culturais no governo Lula. In A. Rubim (Org.), Políticas culturais no governo Lula (9-24) Salvador, BA: Edufba. Santos, B. (2002). Para uma sociologia das ausências e uma sociologia das emergências. Revista Crítica de Ciências Sociais, 63, 237-280. Schneiberg, M., King, M., & Smith, T. (2008). Social movements and organizational form: Cooperative alternatives to corporations in the american insurance, dairy, and grain industries. American Socio- logical Review, 73(4), 635-667. doi:10.1177/000312240807300406 Schwandt, T. A. (2006). Três posturas epistemológicas para a investigação qualitativa: Interpretativismo, hermenêutica e construcionismo social. In N. K. Denzin, & Y. S. Lincoln (Orgs.), O planejamento da pesquisa qualitativa: Teorias e abordagens (2a ed., pp. 193-217). Porto Alegre, RS: Artmed. Segnini, L., & Alcadipani, R. (2014). Poder e resistências nas organizações: A propósito das contribuições de Fernando C. Prestes Motta. RAE-Revista de Administração de Empresas, 54(3), 341-347. doi:10.1590/S0034-759020140309 Serva, M. (1997). A racionalidade substantiva demonstrada na prática administrativa. RAE-Revista de Administração de Empresas, 37(2), 18-30. doi:10.1590/S0034-75901997000200003. Solé, A. (2008). L’enterprisation du monde. In J. Chaize, & T. Felix (Coords.), Repenser L’enterprise (pp. 27-54). Paris, France: Le Cherche Midi. Spicer, A., Alvesson, M., & Kärreman, D. (2009). Critical performativity: The unfinished business of critical management studies. Human Relations, 62(4), 537-560. doi:10.1177/0018726708101984 Spicer, A., & Böhm,S. (2007). Moving management:Theorizing struggles against the hegemony of management. Organization Studies, 28(11), 1667-1698. doi:10.1177/0170840606082219 Stake, R. (2000). Case studies. In N. Denzin, & Y. Lincoln, Handbook of qualitative research (443-466 ) (2nd ed.). London, Reino Unido: Sage Publications. Sutherland, N., Land, C., & Böhm, S. (2014). Anti-leaders(hip) in social movement organizations: The case of autonomous grassroots groups. Organization, 21(6), 759-781. doi:10.1177/1350508413480254 Tragtenberg, M. (1980). Burocracia e ideologia. São Paulo, SP: Ática. Tureta, C., & Araujo, B. (2013). Escolas de samba: Trajetória, contradições e contribuições para os estudos organizacionais. O&S- Organizações & Sociedade, 20(64), 111-129. doi:10.1590/S1984- 92302013000100008 Wood, T., Jr. (2013). Organizações híbridas. RAE-Revista de Administração de Empresas, 50(2), 241-247. doi:10.1590/S0034- 75902010000200008 Zilio, L., Barcellos, R., Dellagnelo, E., & Assman, S. (2012, Dezembro). Organizações contra- hegemônicas e a possibilidade de redescoberta da política na modernidade: Uma contribuição a partir do pensamento de Hannah Arendt. Cadernos EBAPE.BR, 10(4), 789-803.
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    22 ISSN 0034-7590© RAE| São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 22-36 ROBERTO VASSOLO rvassolo@iae.edu.ar Professor at Universidad Austral, IAE Business School – Buenos Aires, Argentina and Pontificia Universidad Católica de Chile, Facultad de Ingeniería – Santiago, Chile JAVIER GARCÍA-SÁNCHEZ jgsanchez@iae.edu.ar Professor at Universidad Austral, IAE Business School – Buenos Aires, Argentina LUIZ MESQUITA mesquita@asu.edu Professor at Arizona State University, School of Business – Arizona, United States of America ARTICLES Submitted 10.13.2015. Approved 10.13.2016 Evaluated by double blind review process. Scientific Editor: Carlos L. Rodriguez COMPETITIVE DYNAMICS AND EARLY MOVER ADVANTAGES UNDER ECONOMIC RECESSIONS Dinâmica competitiva e vantagem do pioneiro em recessões econômicas Dinámica competitiva y ventajas de precursores en recesiones económicas ABSTRACT In light of the recent macroeconomic instability in global markets, we examine the evolution of com- petitive dynamics and firm profitability when industries are subject to recessions. Although ordinary intuition leads most to view recessions as harmful, we highlight conditions under which they enhance the relative value of industry-level supply-side isolating mechanisms, thereby affording early movers significant and sustainable profit advantages vis-à-vis laggards. We observe that the distribution of firm size within the industry switches from a bi-modal distribution (i.e., one dominated by both small and large firms) to a right-skewed one (i.e., dominated mostly by large firms) in these contexts, the- reby signaling the rise of important opportunities in the form of less rivalrous competitive contexts for survivors of recessions. We derive our results from formal modeling and multiple simulation runs. KEYWORDS | First mover advantages, industry life cycle, competitive dynamics, recessions, supply side isolating mechanisms. RESUMO À luz da recente instabilidade macroeconômica nos mercados globais, examinamos a evolução da dinâmica competitiva e da rentabilidade das empresas quando indústrias estão sujeitas a recessões. Embora a intuição comum leve a maioria das pessoas a enxergar as recessões como prejudiciais, des- tacamos condições sob as quais elas melhoram o valor de mecanismos de isolamento em nível de indústria e do lado da oferta, proporcionando aos pioneiros vantagens de lucro significativas e sus- tentáveis em comparação com seguidores. Observamos que a distribuição do tamanho das empresas passa de uma distribuição bimodal (ou seja, dominada tanto por empresas grandes quanto peque- nas) a uma distribuição enviesada à direita (ou seja, predominantemente dominada por empresas grandes) nesses contextos, sinalizando a emergência de importantes oportunidades na forma de con- textos de concorrência com menor rivalidade para os sobreviventes das recessões. Derivamos nossos resultados de execuções de modelagem formal e múltiplas simulações. PALAVRAS-CHAVE | Vantagem do pioneiro, ciclo de vida de indústria, dinâmica competitiva, recessões, mecanismos de isolamento do lado da demanda. RESUMEN En vista de la reciente inestabilidad macroeconómica en los mercados globales, analizamos la evolu- ción de la dinámica competitiva y rentabilidad firme cuando las industrias están sujetas a recesiones. Aunque la intuición común lleva mayormente a considerar las recesiones dañinas, enfatizamos las condiciones en las que mejoran el valor relativo de mecanismos aislantes de suministros a nivel de la industria, por lo tanto, proporcionándoles a los precursores ventajas provechosas significativas y sostenibles con respecto a los rezagados. Observamos que la distribución de tamaño firme dentro de la industria cambia de una distribución bimodal (es decir, una dominada tanto por pequeñas como por grandes empresas) a una sesgada hacia la derecha (es decir, dominada mayoritariamente por grandes empresas) en dichos contextos, por lo tanto indicando el surgimiento de importantes oportunidades en la forma de contextos menos rivales para sobrevivientes de recesiones. Derivamos nuestros resultados de modelado formal y ejecuciones de simulaciones múltiples. PALABRAS CLAVE | Ventajas de precursores, ciclo de vida de la industria, dinámica competitiva, rece- siones, mecanismos aislantes del lado de suministros. RAE-Revista de Administração de Empresas | FGV EAESP DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S0034-759020170103
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    23 ISSN 0034-7590 AUTHORS |Roberto Vassolo | Javier García-Sánchez | Luiz Mesquita © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 22-36 INTRODUCTION What should firms do when competing in contexts subject to a high probability of macroeconomic recessions? In the past couple of decades, important markets in distinct corners of the world seem to have suffered severe economic contractions. For instance, Singapore, Korea, Hong Kong, Brazil, and Argentina collapsed during the 1990s, whereas the United States and the European Union, in turn, were severely affected in the first decade of this century. As if to show that there is some “regularity” to what most usually see as an “exception,” a typical OECD country experienced approximately six recessions between 1960 and 2007 (Claessens, Kose, & Terrones, 2009, 2010). The relevance of the matter is evident with the ubiquitousness of these exogenous threats and the lack of clear strategic imperatives for firms exposed to them (García-Sánchez, Mesquita, & Vassolo, 2014). This phenomenon can gravely confuse seasoned top managers. The following 2001 quote from a top executive in Argentina—a country that at the time underwent an acute recession—highlights this strategic confusion: “Although Monsanto has been first to commit and dominate the local market for genetically modified seeds, headquarters has decided to not only curb but even withdraw its pledges and rethink its further investments in this market. We fear the economic turmoil may end up shifting the sources of advantages and shuffling the market positions of rivals. In fact, Wall Street has already penalized us for our large Argentine asset exposure.” Indeed, countless multinationals that had confidently entered Argentina’s economic opening a decade earlier left the country not even two years into the economic recession (Carrera, Mesquita, Perkins, & Vassolo, 2003). However, without knowing what the industry’s competitive context would look like in the event of a recession, prescribing the suitability of given strategic courses is problematic. On the one hand, managers may stick to their original plans and race ahead of rivals, albeit such dedication to troubled markets can penalize firm value (as Monsanto found out). On the other hand, hesitation can give a firm valuable flexibility; however, the firm may be more vulnerable to rivals if the market flourishes. Given today’s recurrent state of economic volatility in several countries, the relevance of the matter is qualified by the matter of when and not if it will return. Motivated by this problem that currently lacks clear scholarly and practice guidelines regarding whether to enter an industry and how fast to growth in the face of a macroeconomic recession, in this paper we develop theoretical principles by examining the consequences of recessions for competitive dynamics and firm performance. To constrain our study to a manageable set of parameters, we focus on an industry with supply-side isolating mechanisms that generate first-mover advantages (FMAs) in the form of higher profits. We argue that recessions represent discontinuities that alter an industry’s carrying capacity in the short run, but that induce durable and—for some firms, but certainly not for all— valuable effects along the rest of industry life. We build on García-Sánchez, Mesquita, and Vassolo (2014) to develop a mathematical simulation model, simplifying it to focus on the mechanisms that generate FMA. Through multiple simulation runs, we observe that the distribution of firm size within the industry switches from a bi-modal distribution (i.e., one dominated by both small and large firms) to a right-skewed one (i.e., one dominated mostly by large firms) in these contexts, thereby signaling the rise of important opportunities in the form of less rivalrous competitive contexts for survivors of recessions. Therefore, although ordinary intuition can lead most to view economic shocks as harmful, we theorize on an alternative side of this phenomenon, which is that they instead create conditions that firms can strategically use to boost FMA, more specifically affording early movers valuable opportunities over laggards that do not exist in stable contexts. Therefore, the model sets the conditions for whether following a procyclical strategy (accelerating entry and growth in moments of macroeconomic expansion but under the likelihood of recessions) is optimal. The results are also relevant for multiple foreign market entry into industries subject to FMA. Our model shows the advantages of following procyclical strategies; however, it also complements prior studies that eventually recommend anticyclical strategies (e.g., Mascarenhas & Aaker, 1989; Greer & Ireland, 1992; Gracias-Sanchez et al., 2014). In addition, with this study, we join a quickly growing body of literature that relates macroeconomic shocks with competitive advantages (Mascarenhas & Aeker, 1989; Chakrabarti, Singh, & Mahmood, 2007; Chakrabarti, Vidal, & Mitchell, 2011; Garcia- Sanchez, 2014; Ghemawat, 1993; Wan & Yiu, 2009). Using this approach, we also contribute to characterizing a contingent effect that reinforces FMA (Mascarenhas, 1992; Suarez & Lanzolla, 2007) even in the context of foreign market entry. Lastly, we offer managers, such as the Monsanto executive, a rationale for controversial strategic decisions. BACKGROUND FMA and the Industry Life Cycle First-mover advantages (FMAs), known as the rewards that accrue to those who move ahead of rivals (Lieberman & Montgomery,
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    24 ISSN 0034-7590 ARTICLES |Competitive dynamics and early mover advantages under economic recessions © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 22-36 1988), represent an important strategy concept. Previous FMA research explains that by assertively preempting laggards (e.g., entering and growing quickly) and maintaining technological leadership (e.g., investing in learning and R&D), early movers can sustain survival, market share, and profit advantages (Mascarenhas, 1992; Suarez & Lanzolla, 2007). In contrast, late movers often struggle to catch up and close time-dependent resource and performance disadvantages. It is well accepted that FMAs vary along the industry life cycle. Specifically, industries are known to evolve along three commonly recognized stages: an early exploratory phase, an intermediate development stage, and a mature phase. During the earliest stage of industry life, many entrants are attracted by the absence of size advantages and the promise of hefty returns for successful innovation sometime in the near future (Klepper, 1997). In this “fluid” period of development, performance criteria for new products are not well defined. As development proceeds, a particular technology design emerges dominant. Producers’ know-how also evolves over time, increasing R&D investment requirements for new entrants to replicate the knowledge of incumbents. Eventually, although industrial know- how becomes codified, decreasing R&D entry barriers, profit margins are compressed enough to make entry unattractive. As the industry reaches maturity, competition intensifies given prior entry, thus compressing profit margins and curbing further entry. High rivalry also forces the least efficient firms to exit. At this point, competition has shifted from technology to price. The importance of recognizing these evolutionary stages along the life of an industry lies in the changing effect on sources of competitive advantage (Baum, 1995). Passing from earlier phases to the maturity stage involves a reversal in the relative role of innovation. The earliest stage is fundamentally entrepreneurial and favorable to innovative entry, whereas maturity is the most enabling ground for established (larger) firms with well-developed operational routines (Winter 1984). In other words, rivalry among firms increases as the industry evolves and demand saturates at a fairly smooth pace, shifting the sources of competitive advantage. The evolution of profitability in this context determines the structure of the industry at maturity, with the accentuated emergence of successful large players. Specifically, the industry population tends to become more concentrated, with larger companies dominating the environment and fewer small and mid- sized ones occupying niche positions. Undoubtedly, the sources of profitability differ from large companies to niche players. The previously described regularities along the industry evolutionary trajectory enable key theoretical elements to understand the evolution of competition in macro-economically volatile contexts. On the one hand, it helps managers and scholars understand that the economy provides resources to firms in an overall pattern. However, this provision fluctuates as gross domestic product (GDP) moves from periods of expansion to periods of contraction. Failing to distinguish changes in the level of macroeconomic activity implies a strong but questionable theoretical assumption regarding selecting mechanisms being equivalent in at least two aspects: (a) that these selecting pressures will equally affect the survival likelihood of different cohorts (e.g., early versus late entrants) of firms, regardless of the type of advantages they already possess; and (b) that these selecting mechanisms are stable along the industry life cycle (e.g., emergent versus maturity phases of industry life). Our goal is then to incorporate recessionary events in the industry life cycle subject to FMA. To do so, we next examine the evolutionary patterns of the macroeconomic environment. What are recessions? In every country, the level of macroeconomic activity fluctuates around a long-term trend, moving from cycles of recession—a trough point in the overall oscillatory evolution of economic growth—to expansion (Burns & Mitchell, 1946; Claessens, Kose, & Terrones, 2009, 2010). Recessions are particularly important moments because they affect the industry’s carrying capacity and exogenously enhance its internal competitive pressures. During recessions, aggregate demand contracts. This downturn causes further disruptions in the liquidity of exchanges of capital and goods, as measured by factor productivity and production capacity (Mendoza, 2006, p. 411). As unemployment surges and the local currency plummets, local market dwellers observe an acute decline in wage levels (Calvo & Mendoza, 1996; Calvo, Izquierdo, & Talvi, 2006). This sequential chain of economic events ultimately culminates in an acute decline in demand and GDP (Calvo & Mendoza, 1996). Depending on the institutional conditions and the causes of the recession, economic activity eventually returns to pre-recession levels. However, as shown in Ayyagari, Demirgüç-Kunt, and Maksimovic, (2011), economic recovery has a strong and lasting heterogeneous effect on the competitive standing of companies. They observe that sales recovery is highly heterogeneous, with some companies increasing their sales and others decreasing theirs in the aftermath of recessions. Therefore, with economic shocks being this ubiquitous, understanding their effects on firm profitability and FMA becomes much more pressing. Moreover, although antecedents seem to recommend a countercyclical strategic behavior (Mascarenhas & Aaker, 1989; Greer & Ireland, 1992; Garcia Sanchez et al., 2014), avoiding over-investments in periods during which the risk of an economic shock is growing, managers seem not to follow this advice and
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    25 ISSN 0034-7590 AUTHORS |Roberto Vassolo | Javier García-Sánchez | Luiz Mesquita © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 22-36 usually follow procyclical strategies (Mascarenhas & Aaker, 1989; Ghemawat, 1993; Dobbs, Karakolev, & Malige, 2001; Pearce & Michael, 2006). To shed light on this conundrum, we develop a mathematical simulation model of an industry with FMA on the basis of cost competition and examine the effect of a recession on such advantages. MODEL AND SIMULATION MECHANICS Simulation methods are powerful approaches for theory building (Davis, Eisenhardt, & Bingham, 2007; Harrison, Lin, Carroll, & Carley 2007). This approach is useful when a simple theory exists— that is, when an existing theory is underdeveloped and has only a few constructs and related propositions (Davis, Eisenhardt, & Bingham, 2007). In our case, the effect of recessions on competitive dynamics and first-mover advantages has strong theoretical underdevelopment. We follow the standard simulation procedure of formally modeling our phenomenon and deriving next theory propositions from multiple simulation runs (Harrison, Lin, & Carroll, 2007). In rare empirical studies, scholars may choose to review prior studies and deductively distill existing hypotheses, and they compare such a prior theory with new findings from computer simulation runs (e.g., see Siggelkow & Rivkin, 2006). However, where prior studies are incomplete in confidently generating new theoretical models, formal modeling and computer simulations help to more precisely specify causal relations given that specific processes are postulated and then directly observed in simulation runs (Cohen & Cyert, 1965; Harrison et al., 2007). Moreover, when research depends on the occurrence of natural events (which themselves trigger a multitude of uncontrolled effects that are outside the main focus of interest in the study, but that may endogenously affect the results), simulations become particularly attractive because formal modeling permits authors to precisely establish rigorous sets of controls. In this case, simulations are used instead to derive new theoretical propositions in an inductive fashion (e.g., Miller, Zhao, & Calantone, 2006; Siggelkow & Rivkin, 2006). Given that our model parameters (e.g., window period of observation, numbers of new entrants, and others) are similar, the model we develop takes its basic form from García-Sánchez et al. (2014) precisely to help contrast our distinct findings vis-à-vis a similar background. Yet, our model is a simplification of theirs because our goal is to stress the relationship between FMA and macroeconomic turbulence. In particular, our model describes a competitive dynamic process through which recessions produce a shift in industry munificence levels to increase inter-firm rivalry and change firms’ performance. In turn, the simulation analyses provide numerical solutions on the basis of which we develop testable propositions on the evolution of competition (i.e., regarding average industry concentration) and firm advantages (i.e., regarding FMA in profits and survival). At the industry level then, we adapt a Cournot model and a competitive entry and exit process. The Cournot model is particularly suitable to analyze supply-side isolating mechanisms. Every period, each firm chooses its output levels, which we aggregate into industry supply (formally, Qt = ΣQit ). In turn, aggregate supply balances with demand and the market clears, inducing price equilibrium. Our demand curve is a standard constant elasticity (i.e., downward sloping) function with a modification to introduce a demand shift when the market suffers a recession. We also include a product substitute as a price ceiling. Formally, Pt = D(Qt ) = min (S, (Δ/Qt )[1/ԑ] )(1 – Пt ), where Pt is the market price in period t and D(.) is the demand function. S is the substitute product price, Δ is a demand parameter, ԑ is the elasticity of demand, and Пt is the parameter to introduce recessions. The analysis of the recession is straightforward. We simply induce a lower equilibrium price for the same quantity of output through a downward shift in the demand curve.This shift responds to the parameter (1 – Пt ), where П represents the recession magnitude and equals zero if t falls outside the recession period, or П otherwise (García-Sánchez et al., 2014). Recessions differ in magnitude and duration. To obtain external consistency, we consider recessions of different magnitudes and at different times during the life of an industry. The model certainly permits easy adaptation for longer recessions, but for ease of exposition, we focus on short and sharp contractions and recoveries. Regarding timing and similarly to García-Sánchez et al. (2014), we selected recessions in year eight, when the industry was undergoing strong development and growth, and in year 25, when the industry was mature. Regarding magnitude, we imposed shocks of 8% and 10%. It is worth noting that we do not distinguish between macroeconomic contraction and industry contraction. Recessions affect demand contraction for many different industries at different levels. For ease of exposition, we assume that macroeconomic contraction affects the contraction of general demand and the demand for industry products at the same level. Following García-Sánchez et al. (2014), we assume that each player produces a single good. Further, we specify the dynamics of a firm’s learning and R&D investments that affect its capabilities and heterogeneity. Firms do not directly choose output levels but do so on the basis of their capital stock (Qit = αKit ) that, in turn, depends on capital expenditure (capex) decisions made every period. Such investment decisions are made to
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    26 ISSN 0034-7590 ARTICLES |Competitive dynamics and early mover advantages under economic recessions © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 22-36 maximize profits in the following period. Formally, Ki(t+1) = Kit *(1– δ)+Ii(t+1) . Here, Ii(t+1) represents capital expenditures, which occur on the basis of profit maximization for period (t+1). Profits are defined by πit = Pt Qit – cit (Qit ) – (ρ + δ)Kit – rit , with πit being the profit of firm i in period t. We note that profit is a function of cit (·), which represents the related unit cost function. This cost function depends on accumulated learning and current technology, which is the product of past R&D expenditures. Unit costs decline over time as a function of learning, which itself is a function of accumulated output and first unit cost. Additionally, the cost curve can shift down depending on R&D investments. As such, R&D affects output costs by reducing the first unit cost. Regarding learning, the first unit cost represents a given production technology. Formally, cit (Qit ) = c(Qit , Ǭit , τit ) = τit (rit ,τi(t–1) * (Ǭit [1+log 2 (β i )] – Qi(t–1) [1+ log 2 β i ] ), where Ǭit is the accumulated output of firm i up to period t, τit (·) is the hypothetical first unit cost using the technology as of period t, and βi is the progress ratio of the learning of firm i. The progress ratio of learning is a constant characteristic of every individual firm, determined at the moment of entry through a random draw from a normal distribution. By concept, as cumulative output doubles, the unit cost declines by β. For instance, an 80% progress ratio means a 20% unit cost reduction each time cumulative output doubles. Lastly, ρ is the cost of capital, δ is the depreciation per unit of capital, and rit is the R&D expenditure of firm i in period t. At the end of every period, poor performers exit. Formally, exit occurs if either performance or capital stock results are lower than their respective minima, that is, Kit ≤ Kmin or χit ≤ χmin , with χit = χi(t–1) θ + (πit /Kit )(1 – θ). In turn, performance is defined as a distribution lag function of return. On the other hand, potential new entrants are given random initial conditions if their expected performance at the prevailing price is higher than their minimum threshold. As said above, investment decisions are based on profit maximization whose first order condition is expressed in terms of mark-up μit , defined as Pt /mcit where mcit is the marginal cost of firm i at period t, ie the first derivative of the total cost function. When profits are maximized the optimal mark-up fulfills μit = (ε+(1– si(t–1) *Ψ)) / (ε+(1–si(t–1) *Ψ–si(t–1) ), where sit is firm i’s market share, and Ψ is the supply elasticity of the firm i’s competitors as a whole, which we assume as per the Cournot conjecture, i.e., they consider the possible responses of others. If current mark-up is higher than the optimum the firm invests more than it depreciates, otherwise it stops investing and lets assets depreciate. In formal terms, Iit = min(Φit , Ki(t–1) *(λ*(1–μit *mci(t–1) / Pt–1 )+ δ)), where Φit is the maximum amount of funds available for investments according financing restrictions, λ is a model parameter that regulates the speed of growth, which represents intrinsic business restrictions, such as personnel training, asset availability, and others. Additionally to capex decisions, firms choose the R&D expenditure, which produces cost curve shifts. One may conceptually think of a technology innovation that does not discard previous accumulated learning. We use an asymptotic function with a random error component and a parameter (0<γ≤1) that represents the R&D skills of each firm. These R&D skills are determined at a firm’s moment of entry. Thus, τit (rit , τi(t–1) ) = τi(t– 1) */(γi *(rit +1))*ξit , where γi is firm i’s R&D efficiency and ξit is its innovation error at period t. This function implies a minimum R&D investment to prevent an increase in the first unit cost (ri min = (1/γi ) – 1). R&D investment also reflects profit maximization for (t+1). For simplicity, capital and R&D investment decisions are made sequentially (i.e., R&D investment is decided after output has been chosen). Maximizing for r, rit * = [(τi(t–1) /γi ) * (Ǭit 1+log 2 (β i ) – Ǭi(t–1) 1+log 2 (β i ) )](1/2) – 1, where investments will be made if rit * > rit min . As is the case with capex, R&D expenditures are capped by funds availability, such that rit max =Φit – Ii(t–1) . In other words, rit = max(ri min , min(rit * , rit max )). Entry is a critical aspect in any model, and in our case, it is a random variable. The number of potential entrants is a percentage of the number of firms in the industry that determines the pool; this percentage is taken from a normal distribution with mean and standard deviation parameters of the simulation. Parameters for new entrants are randomly assigned. Entry occurs if performance at the current price is higher than χmin . Each run of our simulation produces a particular evolutionary path, whereas our final analysis is based on the average of 1,000 runs. We calibrated initial parameters (Table 1) found in the related literature (e.g., Winter, 1984; Calvo et al., 2006; García-Sánchez et al., 2014). We ran our simulations using the Repast Simphony software platform (Repast, 2016). SIMULATION RESULTS AND THEORETICAL CONSIDERATIONS Similar to prior simulation studies, we begin by demonstrating a base industry evolution path (Graph 1)—that is, a simulation run highlighting development and maturity phases, interspersed by an industry shakeout—that shows the number of firms (left y-axis) and industry output (right y-axis), along the life of an industry (in years, x-axis). Note that this description does not include the early exploratory stage of the industry, a common practice in prior empirical studies on which we base our own (e.g., Klepper & Graddy, 1990; García-Sánchez et al., 2014) because it represents a searching stage more than a competition phenomenon and its inclusion involves non-trivial mathematical challenges. The results indicate that the industry evolves as a prototypical case
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    27 ISSN 0034-7590 AUTHORS |Roberto Vassolo | Javier García-Sánchez | Luiz Mesquita © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 22-36 (Klepper & Graddy, 1990; Klepper, 1997; Agarwal, Sarkar, & Echambadi, 2002). Table 1. Simulation parameters Name Value Price of substitute 3 Demand elasticity 1 Demand parameter 800 Supply elasticity 2 Investment parameter 0.5 Initial capital mean 4 Initial capital StdDev 0.1 Minimum capital 1 Max external borrowing 0.3 Performance weight 0.6 Minimum performance -0.02 Cost of capital 0.15 Capital productivity (A) 1 Depreciation 0.1 Entrants mean 12 Entrants StdDev 0.1 Fixed cost 0.5 R&D efficiency mean 0.9 R&D efficiency StdDev 0.1 Initial first unit cost 2 Learning rate mean 0.9 Learning rate StdDev 0.1 Sudden stop magnitude 8%; 10% Sudden stop duration 1 Sudden stop start 8; 25 Industry variance emerges from the stochastic nature of the different parameters. Therefore, the aggregate level of industry growth is contingent on individual firms’ entry and growth decisions. We report the aggregate results of the 1,000 simulation runs, which hide part of this variability. In the following sections, we analyze the effect of recessions on industry evolution and competitive advantages. For this purpose, we first study the effect of recessions on the distribution of firm size within the industry. We take this approach because size is a fundamental antecedent of firm survival and growth, and indicates potential sources of competitive advantages (Baum, 1995; Dobrev & Carrol, 2003; Porter, 1985; Josefy, Kuban, Ireland, & Hitt, 2015). A change in the structure of the size distribution is a necessary condition for detecting that recessions alter the value of the isolating mechanisms. Recessions and firm size distribution To examine the evolution of the size distribution, we contrast the size profile of firms in industries subject to recessionary events vis-à-vis those free of them. Graph 2 shows a simulated snapshot in year 50 of an industry that hypothetically evolved from the same birth year (year 1) in three different and independent macroeconomic environments. In each of these environments, the industry similarly goes through the same natural development phases (namely, development, shakeout, and maturity), except that each was subject to different recessions. In the “base model,” environment 1 was stable for the 50 years during which the industry evolved. In contrast, environments 2 and 3 were respectively hit in years 8 and 25 by recessions of similar magnitude. The selection of these two moments has theoretical motives: they allow us to examine the effect of the recession with different conditions of environmental munificence in key moments during the life of the industry. Therefore, although we only analyze one type of industry, we highlight different levels of munificence, expanding the generalizability of the results. We believe that a snapshot analysis of average firm size in year 50 accurately reflects what we would find in the long run. To contrast the firm size profile across these three hypothetical industries, we classified all firms by the size of their output in year 50 across 10 different categories evenly distributed in terms of number of competitors. Each group of three columns in Graph 3 then represents the count of firms in that size category, by context. The smallest firms conform to the first category, represented in the first group of vertical columns from left to right along the x-axis (i.e., the group closest to the y-axis). Following the same logic, our 10 categories are thus displayed sequentially from left to right, given that the last category (the one farthest to the right along the x-axis) incorporates all firms producing more than 182 units of output in year 50. The first aspect to highlight is the size profile of firms in the base industry (i.e., brick-patterned columns). This base industry represents the natural size distribution of firms and results from our choice of model parameters of learning, R&D investments, and entry and exit decisions in a context not subject to recessions. This distribution is skewed toward the left, meaning that the population has a vast majority of smaller players despite many large firms dominating the market. In contrast, the size profile of
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    28 ISSN 0034-7590 ARTICLES |Competitive dynamics and early mover advantages under economic recessions © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 22-36 firms in the industry subject to a recession in year 25 (i.e., full- patterned columns) differs significantly. The size distribution is skewed to the right, indicating a concentrated industry populated by large firms. The results for the smaller recession effect (i.e., dot-patterned bars) are not as starkly dissimilar from that of the recession-free context but are still different. However, the earlier in the life of an industry that recessions occur, the quicker the industry recovers. In this analysis, we highlight the different strategic approaches by firms across different environments. Firms subject to recessions, assuming they survive over the long haul, are likely to enjoy more oligopolistic and profitable contexts, whereas their counterparts in recession-free settings are more likely to suffer a more rivalrous context at a much later stage in the life of an industry. The point is that recessions induce a higher concentration of the industry population, with few medium-sized and even fewer small-sized companies in the market. P1a: Recessions that occur momentarily along the industry life cycle permanently alter the long-term size distribution of the population. P1b: In a context of FMAs that emerge from supply-side isolating mechanisms, recessions shift the industry structure; that is, compared with that of a recession-free context, an industry comes to display a population size distribution dominated by larger firms. Graph 1. Base evolution of number of firms (left-hand side Y-axis) and industry output (right-hand side Y-axis) 70 3.500 3.000 2.500 2.000 1.500 1.000 500 0 60 50 40 30 20 10 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 0 Number of firms and total output – base case Number of firms Total output Graph 2. Evolution of size profile under recession on different moments Histogram of output (Year 50) 20% 2:18 - 36 3:36 - 55 4:55 - 73 5:73 - 91 Base Recof10%@8year Recof10%@15year 6:91 - 109 7:109 - 127 8:127 - 146 9:146 - 164 10:164 - 182 11: > 182 18% 16% 14% 12% 10% 8% 6% 4% 2% 0%
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    29 ISSN 0034-7590 AUTHORS |Roberto Vassolo | Javier García-Sánchez | Luiz Mesquita © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 22-36 Small competitors survival We have observed that recessions reinforce large competitors’ advantages. It is worth asking whether small competitors that survive are latter entrants that never grow enough given a lack of resources or, rather, are niche players with sustainable competitive protection. To analyze this tradeoff, we examine the average entry year of niche players. Table 2 reports the average age of the competitors for each size. Table 2. Age by Cohort in year 50 Bucket FirmBucketName Escenario base age average Valores number of firms Rec of 10% @ 8 year age average Number of firms Rec of 10% @ 25 year age average Number of firms 2 18 - 36 44.5 1.6 44.6 1.5 44.1 1.1 3 36 - 55 46.0 4.7 46.0 4.2 45.5 3.0 4 55 - 73 47.0 4.9 47.1 5.2 46.8 4.4 5 73 - 91 47.5 4.9 47.5 4.4 47.5 4.7 6 91 - 109 47.9 3.6 48.0 4.0 47.9 3.8 7 109 - 127 48.1 2.9 48.1 3.1 48.1 3.0 8 127 - 146 48.3 2.5 48.3 2.6 48.2 2.6 9 146 - 164 48.4 1.9 48.4 2.1 48.5 2.1 10 164 - 182 48.5 2.1 48.5 2.0 48.5 2.2 11 > 182 48.8 2.8 48.8 2.7 48.8 3.1 The result shown in Table 2 indicates that larger competitors are older firms with an average age of 48.8 years. Smaller competitors are younger, with an average age of 44.5 years. It is worth noting that even small competitors entered the industry at a very early stage. Therefore, this phenomenon seems to confirm that small competitors have a sustainable niche position and that this niche decreases in size given the long- term effect of recessions on large competitors’ cost structures. As the industry becomes more concentrated, larger competitors reduce the remaining space for niche players. Interestingly, the differences in age between large and small competitors are relatively small, indicating that most survivors enter the industry during the development stage. Therefore, P2: In a context of FMAs that emerge from supply-side isolating mechanisms, recessions reduce the viability of a niche strategy. Recessions and firm profitability We detected that recessions generate long-term changes in industry structure (i.e., they make industries more concentrated). In addition, we detected the existence of mechanisms that allow for the existence of small firms and how these firms are affected by recessions. From here, it is imperative that we establish an association of these shifts in industry profile and firm behavior with firm-level competitive advantages. For this, we now turn to an analysis of the sources of such advantages and how recessions alter the value of isolating mechanisms. We first analyze the transitory and permanent effects on the cost structures of firms and only then analyze profitability. Graph 3 plots the evolution of the average cost for the younger and older cohorts during the maturity stage. It describes the base case and the evolution of an industry affected by a 10% recession in year 25.
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    30 ISSN 0034-7590 ARTICLES |Competitive dynamics and early mover advantages under economic recessions © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 22-36 Graph 3. Evolution of average cost per Cohort 0.28 0.275 0.27 0.265 0.26 0.255 0.25 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 Recession impact on firms average costs per age Cohorts Base - 1 Base - 2 Recof10%@25year-1 Recof10%@25year-3 In the base case, average costs monotonically decrease for both early and late entrants. The main difference is the cost magnitude, where early movers have a clear cost advantage that persists through the years. Recessions transitorily alter this evolutionary path, inducing a sharp cost reduction. In the aftermath of recessions, the average cost increases and continues the decreasing trajectory but at a lower level than the base recession-free case. To further examine the mechanisms behind these trajectories, Table 3 summarizes the changes in cost, quantities, profits, performance, number of competitors, and prices of each cohort for recessions of 10% magnitude that occur in years 8 and 25. To describe the short-term mechanisms, the upper left table provides these values for year 23 and the upper right table provides these values for year 27. Similarly, the lower left table provides these values for year 6 and the lower right table for year 10. Several mechanisms are in place. First, consistent with our previous discussion, the late entrant cohort suffered the most severe reduction during recessions, although early entrants are also partially affected by recessions. In addition, an industry subject to a recession—in contrast to one that is not— observes a short-run drastic decline in average profitability. At a surface level, the logic is straightforward: because a recession constrains aggregate consumer budgets, the downshift in GDP and the associated decline in aggregate demand cause a rift vis-à-vis industry supply, thus creating a sudden and major decline in prices. This decline in market prices naturally induces an immediate and acute decline in firm profitability. In our model, firms are assumed to work at full capacity. With the new price equilibrium, competition evolves on the basis of cost effectiveness—i.e., superior production process know-how or technologies—for which cost-effective firms have an upper hand and earn market share as lower industry carrying capacity shakes out cost-ineffective firms. In summary, one obvious observation is that, during recessions, early movers have a significant surviving benefit, although average profitability in the industry falls precipitously in the very short run. Although this short-term effect may be rather intuitive, further observations reveal a counter-intuitive result. In the aftermath of recessions, first movers attain a significant profit advantage over their counterparts in recession-free industries. However, perhaps much more importantly, such an advantage is sustainable over time. With recessions, two aspects change significantly, thereby resulting in a profit curve that stabilizes higher than the competitive level. First, in the recovery period, demand naturally crawls back to previous levels. Given constrained industry supply (i.e., fewer players, each with production capacity capped at pre-recession levels), this demand adjustment induces a new short-term price equilibrium that is higher than competitive levels. This concentrated and highly profitable environment entices players to recalibrate their Cournot output plans. In addition, the higher concentration that results from path-dependent barriers to entry (scale and learning economies attributable to R&D and learning-by-doing) further implies continued higher expected optimum margins in subsequent periods. Such investment decisions then repeat periodically until industry output levels reach the desired Cournot equilibrium envisaged by incumbents (i.e., until margins decline to optimum levels).
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    31 ISSN 0034-7590 AUTHORS |Roberto Vassolo | Javier García-Sánchez | Luiz Mesquita © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 22-36 Table 3. Profits, variable costs, and production by Cohort tick 23 tick 27 Base Rec of 10% @ 25 year Base Rec of 10% @ 25 year 1 3 1 3 1 3 1 3 0-20 > 21 0-20 > 21 0-24 > 26 0-24 > 26 AvgCost 0.27 0.27 0.27 0.27 AvgCost 0.27 0.26 0.26 0.26 Output 40.97 102.19 40.97 102.19 Output 45.54 125.55 50.52 130.72 Profit -0.06 0.27 -0.06 0.27 Profit -0.10 0.26 1.24 3.50 Return -0.37% -0.03% -0.37% -0.03% Return -0.40% 0.01% 2.28% 2.49% # Firms 7.77 22.46 7.77 22.46 # Firms 7.35 11.66 5.75 11.01 Price 0.27 0.27 0.27 0.27 Price 0.26 0.26 0.29 0.29 tick 6 tick 10 Base Rec of 10% @ 8 year Base Rec of 10% @ 8 year 1 3 1 3 1 3 1 3 0-2 > 4 0-2 > 4 0-6 > 8 0-6 > 8 AvgCost 0.77 0.39 0.77 0.39 AvgCost 0.35 0.29 0.35 0.30 Output 4.44 16.90 4.44 16.90 Output 12.57 50.42 12.01 49.70 Profit 2.41 14.77 2.41 14.77 Profit 1.30 7.59 1.33 7.92 Return 45.67% 83.49% 45.67% 83.49% Return 9.20% 14.38% 9.67% 15.18% # Firms 7.31 23.82 7.31 23.82 # Firms 8.31 23.82 8.22 23.82 Price 1.23 1.23 1.23 1.23 Price 0.44 0.44 0.45 0.45 Note: Tables per age Cohort. Two important matters regarding capex must be noted. First, they result from early movers being more profitable given that the price stabilizes higher than competitive levels. We then highlight the fact that first movers have a significant profit advantage over their counterparts in contexts not subject to recessions. Assuming path-dependent processes, early movers accrue production process competencies over laggards and subsequently attain superior profitability. We note that first movers (i.e., firms representing the first cohort, in line above all others) have a natural profitability advantage over late movers. This by itself is consistent with earlier FMA literature (e.g., Lieberman & Montgomery, 1988). In contrast, and less intuitively, recessions asymmetrically affect different cohorts, given that first movers turn out to be even more profitable than late movers. In addition, the decline and rise of returns are asymmetrical. The critical element of this asymmetrical behavior is the existence of companies that exit the industry. Therefore, although macroeconomic recovery at the aggregate level is at the same level as the contraction (i.e., it was modeled with symmetrical behavior), the competitive effects are heterogeneous. In fact, as first movers grow larger from their capex investments, they further enhance their scale and cost competencies. These competencies then reinforce the entry barriers in the aftermath of recessions. In summary, P3: In an industry subject to FMA built on supply-side isolating mechanisms, the existence of recessions increases early mover advantages.
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    32 ISSN 0034-7590 ARTICLES |Competitive dynamics and early mover advantages under economic recessions © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 22-36 Procyclical versus anticyclical strategies The business cycle imposes tensions on growth strategies because scale eventually puts companies in a vulnerable position when demand diminishes. Companies need to determine whether it is better to accelerate as economic activity increases and to retrench when it slows down (i.e., follow a procyclical strategy) or, eventually, to restrict growth in periods of expansion and accelerate growth during recessions (i.e., follow an anticyclical, also known as contrarian, strategy). For example, García-Sánchez et al. (2014) focus on the tension between the need to achieve FMA and the financial risk that gaining such advantage using debt imposes during recessionary times. Greer and Ireland (1992) analyze the same tradeoff in hiring processes. They examine how countercyclical hiring could ensure firms the supply of talent that is quite difficult to access during expansionary periods. The underlying question is whether it is convenient for a firm to follow a countercyclical or contrarian strategy, taking advantage of recessions, or a procyclical strategy. In their seminal manuscript, Mascarenhas and Aaker (1989) examine these situations and assess that the answer lies in the link between a contemporaneous strategy and inter-temporal relationships, which ultimately determines the optimal strategy over the business cycle. In fact, the best strategies for recessionary or recovery periods are not necessarily the best from a long-term, inter-temporal consideration. In our model, the main mechanismsleading to a competitive advantage work in a procyclical manner. Recessions affect every competitor in the industry; however, smaller competitors with lower cost advantages are the most affected during periods of lower industry carrying capacity and are selected out. Therefore, the best strategy is to seek cost advantages faster than other competitors, which is achieved by entering earlier and growing faster when economic activity is increasing. That is, because our model does not contain any important inter-temporal tradeoffs, the winner strategy is to behave procyclically. Consequently, P4: The value of a countercyclical strategy in an industry with FMA based on a supply-side isolating mechanism depends on the magnitude of the inter-temporal tradeoffs. Because the inter-temporal tradeoffs are not important, following a procyclical strategy seems superior to following an anticyclical strategy. Implications for international entry timing management The previous analysis allows us to develop conjectures on the effect of recessions regarding the best moment to enter a given market. However, it is not possible to expand these conclusions to foreign market entry because differences in the social, economic, and political environments affect the diffusion of a new product (Isobe, Makino, & Montgomery, 2000). Because new products’ international diffusion is slow and incomplete, the timing of entry is a source of a competitive advantage under certain conditions (Mascarenhas, 1992, 1997). In particular, international entry accelerates as uncertainty diminishes, markets mature, and/or markets are larger. Inouranalysis,movingfirstandgrowingfastisaclearsource of competitive advantages. Therefore, it is worth questioning the extent to which the observed delay in the international expansion of industries subject to FMA is a convenient strategy, moreover given certain hypotheses suggesting that global industry leaders are often first movers (Porter, 1986). In particular, the main supply-side isolating mechanisms emerge from scale and learning economies that are reinforced after unexpected market contractions. In addition, to prepare for recessions (e.g., strategically choose a market position that is most beneficial under such circumstances), firms can seek to act in multiple and not perfectly correlated markets (Pearce & Michael, 2006). Competing in different markets allows firms to diminish their exposure to recessions, even in the case of the existence of market structures that favor FMA under recessions. Recessions often lead to financial market contractions that might eventually damage a firm’s growth strategy. Competing in multiple international markets that are not subject to simultaneous recessions (e.g., operating subsidiaries in Argentina, the United States, and China) enhances the possibility of financing growth strategies that seek FMA. The main question refers to the existence of potential diseconomies that might emerge from coordinating multiple international business activities. That is, being present in multiple countries implies clear organizational costs that might generate cost diseconomies. Under the assumption that firms have such capabilities, our conjecture for fast foreign entry remains unaltered, and even more so in the context of high macroeconomic volatility. Therefore, P5: In industries subject to supply-side isolating mechanisms, recessions enhance the value of entering first in foreign markets. Robustness checks To checkfor the robustnessofthe results, we run severalalternative simulations not reported herein but that are available on request. Such alternative simulations include recessionary scenarios of different magnitudes and timings. The outcomes of these runs are
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    33 ISSN 0034-7590 AUTHORS |Roberto Vassolo | Javier García-Sánchez | Luiz Mesquita © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 22-36 coincident with the results previously exposed. Based on these alternative models, a particular outcome that we add to these discussions regards recessions of large magnitudes that occur in maturity. Apart from considering different scenarios, we analyze runs with different values for the most important parameters: Price of Substitute, (S); Demand Elasticity, (ε); Demand Parameter (Δ); Supply Elasticity (Ψ); First Unit Cost Mean (τ); Progress Ratio Mean (β); Speed of Growth (λ); Initial Capital Mean (K); Capital Productivity (α); Entrants Mean; R&D Efficiency Mean (γ); and Sudden Stop Duration. For each parameter, we attempt several neighboring values, keeping others constant. Each trial consists of at least five scenarios (i.e., base industry and four different recession levels) with 100 runs per scenario. In all cases, the results are essentially the same. DISCUSSION AND CONTRIBUTIONS The effect of recessions on the competitive landscape and on the competitive advantage of firms has often been overlooked by strategic management research, with a few noteworthy exceptions. For instance, the 1997 Asian crises spurred important studies that explored the relationship between macroeconomic shocks and diversification (e.g., Chakrabarti et al., 2007; Wan and Yiu, 2009; Chakrabarti, 2014). More recently, these studies were expanded conceptually to encompass not specific but more generic country settings under the influence of recessions (García-Sánchez et al., 2014). We build on this prior literature and model the evolution of industry structure (particularly as it relates to firm size-distribution), firm behavior (especially regarding the growth limitations of small firms), and the accompanying profitability of firms when industries are hit by recessions throughout their lives. We start with the observation that recessions induce otherwise unexpected shakeouts; however, beyond this obvious occurrence, we examine that such an event asymmetrically affects early and late movers, inducing sustainable FMA in the form of asymmetric survival between larger and smaller firms and profits for early movers, and shapes the industrial context to be more concentrated and less rivalrous later in the life of an industry. Specifically, the shocks tend to weed out late movers because—given path-dependent learning processes and R&D related to production processes—these firms tend to lag behind in competitive cost-based races. By staying ahead of the learning curve on production process efficiencies as well as preempting more scale-efficient production capacity spaces, first movers tend to survive recessions and, as such, naturally accrue profit advantages. However, more importantly, in the aftermath of recessions, early movers further accrue barriers to entry that congeal their concentrated market just as demand naturally crawls back to normal. As a result, in contrast to their counterparts in recession-free contexts, first movers in an industry subject to recessions will be able to enjoy significant competitive advantages long after the effects of the economic shock disappear. Lastly, first-mover advantages are more likely to be sustainable if recessions occur late rather than early in the life of an industry. This competitive dynamic process induces population evolutionary processes that favor large firms in enhancing their competitive advantages but are more detrimental to smaller firms. Said differently, recessions induce shifts in the industrial context that much more emphatically favor scale-based sources of advantage. Certainly, because early movers naturally seem to obtain advantages throughout the life of an industry (e.g., Agarwal et al., 2002), our finding that FMA evolves larger during the life of an industry is consistent with this literature. However, we highlight that the FMA modeled and simulated in this study exists beyond those naturally arising from the resolution of endogenous uncertainties inherent in the life cycle process. Specifically, we add an important stratum of uncertainty to the analysis and, in the process, are able to ascertain how FMA evolves in contexts in which managers usually find it puzzling and complex to make decisions, such as markets undergoing recessions. This result helps us support the claim that, even in the context of foreign entry into turbulent macroeconomic environments, the early mover strategy is convenient. It is worth noting that this analysis is valid in the absence of inter-temporal tradeoffs. García-Sánchez et al. (2014) build their mechanisms on an eventual inter-temporal tradeoff that imposes a risk to the growing speed of early movers. Under this tradeoff, our conclusions should be taken with caution. We claim that, in the absence of a clear inter-temporal tradeoff, following a procyclical strategy (i.e., reinforcing early entrance) is the best choice. However, exit is a fundamental system mechanism that determines future survivors’ performance. Consequently, if being an early mover increases any size liability attributable to the existence of inter-temporal tradeoffs, following a more countercyclical strategy might be better. Interestingly, in the presence of FMA and potential recessions, our recommendation for firms expanding internationally is to accelerate this process even under the risk of recessions. To make this claim, we assume the absence of coordination costs under multiple entries. Specifically, it may then make more sense for some—but obviously not for all— to commit and make capex outlays during periods of growing macroeconomic, but only in cases in which such investments help a given firm secure its production process and cost leadership in a competitive context.
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    34 ISSN 0034-7590 ARTICLES |Competitive dynamics and early mover advantages under economic recessions © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 22-36 Our modeling helps unravel factors influencing competitive dynamics and firm advantages through an ex post analysis of recessions that occur during the life of an industry. Certainly, we do not wish to advise firms with “catch-all” statements, such as “be sure to rush ahead with investments when macroeconomic uncertainty grows,” but we believe that our theorizing and findings are valuable to help improve the quality of management decision making ex ante. As the Monsanto executive highlights, economic shocks can be very puzzling even for seasoned executives and firms leading the industry (as Monsanto did at the time). A vast majority would use common intuition to infer that recessions spell doom and subsequently adopt a “wait-and-see”’ or even an “abandon the ship” strategic approach (as Wall Street suggested that Monsanto and many other firms should do in Argentina in 2001). In contrast, some wiser ones would attempt to find opportunities in the storm, as the old Chinese dictum suggests. Giving veracity to the latter’s belief, we pinpoint specific sources of advantage in such troubled contexts. We highlight that a macroeconomic shock increases the value of isolating mechanisms (learning as well as preemption), thus making it worthwhile for some to “weather the storm.” Our study highlights the increase of FMAs in a macroeconomically unstable context. First movers, understood as those that significantly occupy a new market space ahead of others (Lieberman & Montgomery, 1988), often seek the vast profits and market power rewarded to initiators. However, controversy exists as to the persistence of such advantages vis- à-vis quick followers. Recent research has indicated that FMAs change over time and technological and market uncertainties decrease during the life of an industry (Suarez & Lanzolla, 2007). We build up from this point to examine how industry-level factors (i.e., number of firms) as well as firm-level advantages (i.e., profit benefits) evolve when such natural industry evolution is hit by economic shocks at different moments. The contrast is mostly apparent in that traditional life cycle concepts consider the evolution of technological and market uncertainties as inherently endogenous to the evolutionary path. In turn, our analysis considers the resulting consequences from the exogenous shocks applied to this process. The difference in the analysis is not trivial because, although FMA has attracted significant attention in the literature, much is still to be found regarding early movers’ timing and subsequent access to markets and resources (Lieberman & Montgomery, 1998, p. 1112; Suarez & Lanzola, 2007, p. 378). Because our modeling and simulation provide a contrast between regular and recession-stricken evolutionary industry paths, our results draw attention to the increase that first-mover advantages accrue to pioneers, in addition to those already demonstrated in the prior literature. FUTURE RESEARCH AND CONCLUDING REMARKS Because of the limited space in a research manuscript, our study certainly faces scope tradeoffs but also points to valuable opportunities for future research. Our focus is on understanding the evolution of competitive dynamics and first-mover advantages when maturing industry contexts are hit by economic shocks. Thus, we began our model by suppressing the industry endogenous uncertainties related to Schumpeterian shocks, that is, those surrounding the competition through product technology introductions early in the life of an industry. Therefore, future modeling is needed to unveil the competitive dynamics that occur when both endogenous and exogenous uncertainties clash. One possible study is to examine how exogenous shocks disrupt network externalities that develop among sellers and buyers when product innovation evolves into an industry standard early in the Schumpeterian competition process. Further, we limited our modeling and analyses to two “supply side” forms of isolating mechanisms. Further studies need to ascertain “demand side” isolating mechanisms, such as buyer switching costs. Two assumptions underlying our model may also be revised in future research. For one, our model is limited to a demand shock on normal goods for which price elasticity is positive. However, some industries operate with inferior goods for which demand shocks may behave differently and even in opposite ways. Thus, such differences may lead to alternative strategy implications vis-à-vis those found in this study. Moreover, we assume that production technologies developed by different firms during the life of an industry afford similar levels of organizational flexibility. Thus, shakeout occurrences tend to naturally weed out inefficient firms, which tend to be late movers in a path-dependent context in which technologies evolve linearly. However, if we allow for different levels of flexibility, a late mover with a less efficient technology might have more flexibility. In this case, it could adapt more easily to an economic shock. If such is the case, late movers could theoretically have an upper hand in economically unstable contexts. In fact, with the current specification, our model has no room for early mover disadvantages, which future simulations and empirical studies might be able to tease out. Overall, our analysis helps explain the growing advantages of first movers in volatile contexts. It does so through market logic, thereby helping to explain industry concentration and rivalry, price, and economic performance in ways that are different yet complementary to the analysis of institutional voids. Our study then complements previous analyses on the basis of non-market approaches and opens important research avenues regarding the interaction of market and non-market firm strategies.
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    35 ISSN 0034-7590 AUTHORS |Roberto Vassolo | Javier García-Sánchez | Luiz Mesquita © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 22-36 Recessions seem intrinsic to capitalism and affect the evolution of competition. We are hopeful that our theory and modeling will be helpful to academics and practitioners in better understanding the evolution of industry- and firm-level advantages in volatile contexts, and to be prepared to surf an eventually turbulent future. ACKNOWLEDGEMENTS We acknowledge financial support from Fondecyt (grant N1160048) and Núcleo Milenio Research Center in Entrepreneurial Strategy Under Uncertainty (NS130028). REFERENCES Agarwal, R., Sarkar, M. B., & Echambadi, R. (2002). The conditioning effect of time on firm survival: An industry life cycle approach. Academy of Management Journal, 45(5), 971-994. Ayyagari, M., Demirgüç-Kunt, A., & Maksimovic, V. (2011). Do Phoenix miracles exist? 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    36 ISSN 0034-7590 ARTICLES |Competitive dynamics and early mover advantages under economic recessions © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 22-36 Mascarenhas, B., & Aaker, D. A. (1989). Strategy over the business cycle. Strategic Management Journal,  10(3), 199-210. doi:10.1002/ smj.4250100302 Mendoza, E. G. (2006). Lessons from debt-deflation theory of sudden stops. American Economic Review, 96(2), 411-416. Miller, K. D., Zhao, M., & Calantone, R. J. (2006). Adding interpersonal learning and tacit knowledge to March’s exploration-exploitation model. Academy of Management Journal, 49(4), 709-722. Pearce, J. A., & Michael, S. C. (2006). Strategies to prevent economic recessions from causing business failure. Business Horizons, 49(3), 201-209. doi:10.1016/j.bushor.2005.08.008 Porter, M. E. (1985). Competitive advantage. New York, USA: Free Press Porter, M. E. (1986). Changing patterns of international competition. California Management Review, 28(2), 9-40. Siggelkow, N., & Rivkin, J. W. (2006). When exploration backfires: Unintended consequences of multilevel organizational search. Academy of Management Journal, 49(4), 779-795. doi:10.5465/ AMJ.2006.22083053 Suarez, F., & Lanzolla, G. (2007). The role of environmental dynamics in building a first mover advantage theory. Academy of Management Review, 32(2), 377-392. doi:10.5465/AMR.2007.24349587 Wan, W. P., & Yiu, D. W. (2009). From crisis to opportunity: Environmental jolt, corporate acquisitions, and firm performance.  Strategic Management Journal, 30(7), 791-801. doi:10.1002/smj.744 Winter, S. G. (1984). Schumpeterian competition in alternative technological regimes. Journal of Economic Behavior and Organization, 5(3-4), 287-320. doi:10.1016/0167-2681(84)90004-0
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    37 ISSN 0034-7590 ©RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 37-50 JORGE TELLO-GAMARRA jorgetellogamarra@gmail.com Profesor de la Universidade Federal do Rio Grande, Engenharia Agroindustrial – Santo Antônio da Patrulha – RS, Brasil MARTÍN HERNANI-MERINO mn.hernanim@up.edu.pe Profesor de la Universidad del Pacífico, Departamento Académico de Administración – Lima, Perú BRYAN IVÁN LÍMACO-MAMANI bi.limacom@up.edu.pe Asistente de investigación de la Universidad del Pacífico – Lima, Perú ARTÍCULOS Sometido 28.08.2015. Aprobado 02.05.2016 Evaluado por el sistema double blind review. Editor Científico: Antonio Lopo Martinez CAPACIDAD TRANSACCIONAL: EVIDENCIAS DEL SISTEMA FINANCIERO PERUANO Capacidade transacional: Evidências do sistema financeiro peruano Transaction capability: Evidence from the peruvian financial system RESUMEN Aunque existen algunos esfuerzos por integrar las perspectivas de capacidades y la economía de los costos de transacción, los avances en esa dirección son escasos. La integración de esas dos perspectivas es una emergente área de estudio llamada capacidad transaccional. Este artículo tiene por objetivo examinar la capacidad transaccional de firmas que operan en el sistema financiero peruano. El método escogido para la búsqueda de evidencias en ese sector es el estudio de casos múltiples. La unidad de análisis fue el contrato de préstamo de consumo, correspondiente a cada una de las diez firmas estudiadas. Los resultados encontrados demuestran la existencia de la capacidad transaccional en las tres dimensiones analizadas: relación con los clientes, poder de negociación y diseño de contratos. Tales evidencias son relevantes porque, además de demostrar la existencia de la capacidad transaccional, sustentan la posibilidad de continuar con la consolidación de este nuevo constructo. PALABRAS CLAVE | Capacidad transaccional, sistema financiero, firma, capacidades, costos de transacción. RESUMO Embora existam alguns esforços no sentido de integrar as perspectivas de capacidades e a economia doscustosdetransação,osavançosnessadireçãosãoescassos.Aintegraçãodessasduasperspectivas é uma área de estudo emergente denominada capacidade transacional. O presente artigo tem por objetivo examinar a capacidade transacional de firmas que atuam no sistema financeiro peruano. O método escolhido para a busca das evidências nesse setor é o estudo de múltiplos casos. A unidade de análise foi o contrato de empréstimo de consumo referente a cada uma das dez firmas estudadas. Os resultados encontrados demonstram a existência da capacidade transacional nas três dimensões analisadas: relação com os clientes, poder de negociação e elaboração de contratos. Essas evidências são relevantes porque, além de demonstrarem a existência da capacidade transacional, indicam a possibilidade de continuar a consolidação desse novo construto. PALAVRAS-CHAVE | Capacidade transacional, sistema financeiro, firma, capacidades, custos de transação. ABSTRACT Althoughtherearesomeeffortstointegratethecapabilitiesandeconomyoftransactioncostsperspectives, advances in this direction are scarce. The integration of these two perspectives is an emerging area of​​ study called transactional capability. This article aims to examine the transactional capabilities of firms operating in the Peruvian financial system. The method chosen, for the search for evidence in that sector, is the study of multiple cases. The unit of analysis was the contract agreement corresponding to each of the ten firms surveyed consumption. The results show the existence of transactional capability in the three dimensions analyzed: customer relations, bargaining power and design contracts. Such evidence is relevant because, besides demonstrating the existence of the transactional capabilities, points to the possibility of continuing the consolidation of this new construct. KEYWORDS | Transaction capability, financial system, firm, capabilities, transaction costs. RAE-Revista de Administração de Empresas | FGV EAESP DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S0034-759020170104
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    38 ISSN 0034-7590 ARTÍCULOS |Capacidad transaccional: Evidencias del sistema financiero peruano © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 37-50 INTRODUCCIÓN A partir del trabajo seminal de Coase, “La naturaleza de la firma” publicado en 1937, se ha desarrollado un amplio campo de estudio conocido como la Economía de las Organizaciones (Demsetz, 1968; Klein, Crawford, & Alchian, 1978). Este campo de estudio busca entender la existencia, límites, estructura y naturaleza de la firma. Dentro de la Economía de las Organizaciones, dos perspectivas en torno de la firma han capturado gran atención; estas son: la Economía de los Costos de Transacción (ECT) y la perspectiva de Capacidades. En la primera perspectiva se destacan los trabajos de Coase (1937, 1975) y Williamson (1985, 1996), con énfasis en entender por qué las firmas existen y qué formas alternativas (firmas, mercados o estructuras híbridas) son más eficientes para organizar la producción. La segunda perspectiva se construye en función de los trabajos de Penrose (1959), Richardson (1972), Wernerfelt (1984), Prahalad y Hamel (1990), Barney (1991) y Grant (1991), que ponen énfasis en la organización interna de la firma, expresada por sus rutinas, capacidades y recursos. Las dos perspectivas han seguido sus propios recorridos teóricos con énfasis en la organización interna de la firma y en los costos de transacción, respectivamente. Una mirando hacia adentro de la firma (organización interna) y la otra mirando hacia afuera de ella (la transacción). Por un lado, la perspectiva basada en las capacidades enfatiza que el desempeño superior de la firma depende de la capacidad que tenga este agente económico para administrar sus recursos internos con el objetivo de desarrollar productos y servicios innovadores que se ajusten a las necesidades del consumidor (Barney, 1991; Grant, 1991; Prahalad & Hamel, 1990; Wernerfelt, 1984). Para este fin, la firma necesita acumular diferentes capacidades (entre ellas, la capacidad tecnológica) que le permitan asimilar, diseminar y desarrollar nuevas tecnologías que garanticen el cambio tecnológico (Afuah, 2002; Figueiredo, 2002; Ho, Fang, & Lin, 2011; Iammarino, Padilla-Pérez, & Tunzelmann, 2008; Patel & Pavitt, 1997). Por otro lado, la perspectiva de los costos de transacción busca entender la existencia de las firmas y el porqué de su naturaleza. Según esta corriente teórica, ir al mercado (para comprar y vender) no es de costo cero, debido a los costos de transacción existentes en el sistema económico (Demsetz, 1968). Por tanto, aquellas firmas que sean más eficientes en disminuir los costos de transacción podrán expandir sus límites y garantizar su existencia (Williamson, 1985). Tanto la perspectiva de lascapacidadescomo la perspectiva de los costos de transacción han sido estudiadas de forma separada. Sin embargo, algunos autores advierten que ambas perspectivas más que opuestas pueden ser complementarias. Hodgson (1998) advierte que “…una teoría híbrida puede resultar usando versiones compatibles de ambos enfoques, en los cuales el peso de la explicación puede cambiar de un enfoque a otro, dependiendo de las circunstancias institucionales e históricas” (p. 181). En esa misma línea, para Langlois (2007), el enfoque centrado en las capacidades de la firma no tiene que ser necesariamente opuesto al enfoque centrado en los costos de transacción, sino que ambos pueden ser complementarios. Para Bronzo y Honório (2005), un enfoque teórico que integre conceptos económicos (ECT) y organizacionales (capacidades) ofrecerá contribuciones relevantes para el entendimiento del agente económico conocido como firma. La posibilidad y necesidad existentes para que ambos enfoques puedan complementarse ha hecho que diversos investigadores (Argyres & Mayer, 2007; Brahm & Tarziján, 2014; Hoetker, 2005; Jacobides & Winter, 2005; Langlois & Foss, 1999; Loasby, 2002; Mayer & Salomon, 2006; Poppo & Zenger, 2002) sigan la propuesta de analizarlos de forma conjunta. Esa nueva corriente de investigación es diversa. Sin embargo, los avances -tanto teóricos como empíricos- continúan siendo poco significativos. Por el lado teórico, por ejemplo, aún existe escasa literatura sobre la definición de esta capacidad, con excepciones, como los trabajos de Loasby (2002) y Tello-Gamarra y Zawislak (2013). Mientras que, por el lado empírico, son pocos los trabajos (Argyres & Mayer, 2007; Leiblein & Miller, 2003) que buscan evidencias sobre la capacidad transaccional y, cuando lo hacen, estas investigaciones comúnmente se enfocan en firmas de actividades manufactureras (industriales), descuidando un sector significativo de la economía como el sector de servicios. En este contexto, se necesitan estudios que ayuden a superar esas dos limitaciones. Por un lado, avanzar en la evolución, desarrollo y consolidación de la capacidad transaccional. Por otro, estudiar esta capacidad en el sector de servicios. Conforme a esta necesidad, el objetivo del presente artículo es identificar y analizar evidencias empíricas que constaten la existencia del constructo capacidad transaccional en la firma. Contextualizando, el estudio busca identificar evidencias de esta capacidad en firmas pertenecientes al sistema financiero peruano, el cual se caracteriza por la coexistencia de entidades financieras de diferentes categorías (bancos, financieras, cajas de ahorro y crédito). Dentro de los diversos productos financieros ofrecidos, se estudiará aquel que todas las entidades ofrecen independientemente de su categoría: créditos de consumo personal. En ese escenario, el presente artículo se divide en las siguientes secciones: primero se exponen las corrientes conceptuales que dan origen al constructo capacidad transaccional.
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    39 ISSN 0034-7590 AUTORES |Jorge Tello-Gamarra | Martín Hernani-Merino | Bryan Iván Límaco-Mamani © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 37-50 Luego se realiza una revisión de la literatura sobre las dimensiones de este constructo. En la sección siguiente se detalla el método a seguir para el análisis aplicado en el presente artículo. A continuación, se explican los resultados obtenidosy su relación con la teoría. Finalmente, la última sección contiene lasconsideraciones finales resultantes del estudio, además de las limitaciones de esta investigación. CAPACIDAD TRANSACCIONAL: UNA PERSPECTIVA INTEGRADORA La capacidad transaccional es un concepto emergente. Este surge de la necesidad de integrar dos perspectivas ampliamente estudiadas en el campo de la economía de las organizaciones; estas son: la Economía de los Costos de Transacción (ECT) y las capacidades de la firma. La perspectiva de la ECT estudia los costos en los que incurre la firma al ir al mercado, tanto para comprar insumos como para vender productos. La ECT se basa en dos supuestos comportamentales y tres atributos de la transacción. Los supuestos comportamentales son la racionalidad limitada (Simon, 1972) y el oportunismo (Williamson, 1996). La racionalidad limitada se refiere a la incapacidad de los agentes involucrados en la transacción para tomar decisiones que maximicen sus propios beneficios. El oportunismo se refiere a la búsqueda de interés propio con astucia, de forma deshonesta. Ambos supuestos comportamentales tienen efectos sobre los atributos de la transacción: especificidad de activos, frecuencia e incertidumbre. En primer lugar, la especificidad de activos se puede entender como “la posibilidad del uso alternativo por usuarios alternativos sin sacrificar el valor productivo del bien” (Williamson, 1991, p. 282). Seguidamente, la frecuencia es la recurrencia con la cual una transacción se realiza. Finalmente, la incertidumbre es vista como la falta de información al respecto de alguna actividad, evento o transacción y, por lo tanto, es imposible prevenir sus posibles consecuencias (Williamson, 1985). Dentro de esta perspectiva, la elección de un método para organizar la producción (firma, mercado o mecanismos contractuales) en el sistema económico dependerá tanto de los supuestos comportamentales como de los atributos de la transacción. Por otro lado, desde la perspectiva de las capacidades, entendidas cómo “conocimiento, experiencias y habilidades” (Richardson, 1972, p. 888), estas afectan las características de la transacción bajo el carácter duradero de la firma. Esta perspectiva comienza a estudiarse con los trabajos seminales de Penrose (1959), Richardson (1972) y Wernerfelt (1984), consolidándose, posteriormente, con los estudios de Dierickx y Cool (1989), Prahalad y Hamel (1990), Barney (1991), Mahoney y Pandian (1992) y Peteraf (1993). Específicamente, este enfoque busca desarrollar un proceso de aprendizaje que reduzca tanto los riesgos actuales como los futuros. Las capacidades de la firma afectan su desempeño a través del tiempo. Esto significa que la firma, más que un método alternativo de coordinar la producción, es un agente con proceso de aprendizaje, lo que le permite perseguir objetivos que van más allá de un equilibrio estático, donde mejorar constantemente es un requisito para seguir compitiendo en el mercado. De esta forma, el desempeño superior es resultado del desarrollo de capacidades internas que permitan una adecuada utilización y optimización de sus recursos. Tanto la perspectiva de los costos de transacción como la perspectiva de las capacidades pueden integrarse en una nueva perspectiva que las relacione (Hodgson, 1998; Langlois & Foss, 1999; Madhok, 1996; Williamson, 1999). Diversos autores han mostrado intentos de materializar esa relación. Estos autores han abordado diferentes aspectos de esta relación, entre ellos, la confianza (Dyer, 1997; Poppo & Zenger, 2002), la coordinación eficiente (Langlois & Foss, 1999), la creación de mayores beneficios en la firma (Madhok, 1996), el aprendizaje (Mayer & Argyres, 2004), la mejora de la capacidad de elección (Hoetker, 2005), la reducción de costos de transacción bajo riesgos contractuales (Mayer & Salomon, 2006) y el complemento para la innovación (Tello-Gamarra & Zawislak, 2013). Este nuevo constructo se conoce, en la literatura, como la capacidad transaccional y será ampliado en el próximo ítem. DIMENSIONES DE LA CAPACIDAD TRANSACCIONAL Aunque existen algunos estudios sobre la capacidad transaccional (Argyres & Mayer, 2007; Cannon & Homburg, 2001; Dyer, 1997; Dyer & Singh, 1998; Hoetker, 2005; Jacobides & Winter, 2005; Langlois & Foss, 1999; Loasby, 2002, Madhok, 1996; Mayer & Salomon, 2006; Poppo & Zenger, 2002; Tello-Gamarra & Zawislak, 2013), su consolidación es un tema pendiente. Esta consolidación requiere tanto una delimitación conceptual como el hallazgo de evidencias empíricas. Sobre la delimitación conceptual, se constató, en la literatura, que los diferentes estudios teóricos ponen escasa atención al definir la capacidad transaccional, y que el trabajo de Tello-Gamarra y Zawislak (2013) es una de las excepciones, razón por la cual en el presente artículo se utilizará dicho concepto, que según los autores es “un repertorio de habilidades, procesos, experiencias, destrezas, conocimientos y rutinas que una firma usa para minimizar los costos de transacción ex-ante y ex-post” (p. 2).
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    40 ISSN 0034-7590 ARTÍCULOS |Capacidad transaccional: Evidencias del sistema financiero peruano © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 37-50 Cabe resaltar que la operacionalización de la capacidad transaccional pasa por la identificación de las dimensiones que forman parte de este constructo. En la literatura existen algunos indicios que intentan identificar las dimensiones de esta capacidad. Trabajos como los de Cannon y Homburg (2001), Langlois y Foss (1999), Loasby (2002), Argyres y Mayer (2007), Hoetker (2005) y Mayer y Salomon (2006) son importantes contribuciones en esa dirección. Sin embargo, estas dimensiones son aún diferentes y dispersas, dependiendo de cada trabajo; lo cual limita avanzar en la operacionalización de este constructo. En un reciente estudio, Zawislak, Fracasso, y Tello-Gamarra (2013) analizan diferentes sectores de la industria brasileña y proponen tres dimensiones de este constructo; estas son: relación con el cliente, poder de negociación y diseño de contratos. En el presente artículo se utilizarán las mismas dimensiones. Además, en la literatura, se ha identificado que la mayor parte de los estudios sobre la capacidad transaccional se enfocan en firmas manufactureras; descuidándose un importante sector de la economía, el sector de servicios. En ese contexto, este trabajo contribuirá a ampliar el conocimiento sobre esta capacidad en el sector servicios, más específicamente, servicios financieros a la luz de sus tres dimensiones. Como aporte adicional, en el presente artículo se proponen subdimensiones asociadas a cada dimensión del constructo. Para la identificación de esas subdimensiones se partió de las tres dimensiones y se buscó, en la literatura sobre la capacidad transaccional, un conjunto de indicadores relacionados con dichas dimensiones. El resumen y consolidación de los hallazgos se muestra en el Cuadro 1. Cuadro 1. Dimensiones y subdimensiones de la capacidad transaccional Dimensiones Subdimensiones Autor Relación con los clientes Habilidad de adaptar el producto a las necesidades del cliente Peppers, Rogers, y Dorf (1999) Cannon y Homburg (2001) Reinartz, Krafft, y Hoyer (2004) Uso de tecnología para reforzar la relación con los clientes Jayachandran et al. (2005) Poder reducir costos de acceso al servicio Bosse y Alvarez (2010) Poder de negociación Habilidad de influenciar términos y condiciones del contrato Argyres y Liebeskind (1999) Bosse y Alvarez (2010) Nair, Narasimhan, y Bendoly (2011) Posibilidad de renegociación Reuer y Ariño (2002) Diseño de contratos Organizar contratos a un menor costo posible Aoki et al. (1989) Incorporación de salvaguardas Williamson (1985) Reducir la probabilidad de violación del contrato Weber y Mayer (2011) Específicamente, en el Cuadro 1 se observan las dimen­ siones teóricas de la capacidad transaccional, así como las subdimensiones asociadas. Se entiende que este constructo se puede utilizar para un análisis amplio sobre el comportamiento de las firmas, cuando estas salen al mercado a realizar alguna transacción. A continuación, se desarrollan las tres dimensiones. Relación con los clientes Para el desempeño de la firma es fundamental gestionar buenas relaciones con los clientes (Reinartz, Krafft, & Hoyer, 2004). Esta dimensión se puede dividir en tres subdimensiones: habilidad de adaptar el producto a las necesidades del cliente, uso de tecnología para reforzar la relación con los clientes y poder reducir costos de acceso al servicio. Con respecto a la primera dimensión -capacidad para adaptar las características del producto a las necesidades del cliente-, de acuerdo con Edgett (1993), las mayores modificaciones en los productos financieros pueden resultar de los cambios en el dominio tecnológico (como el uso de tarjetas de crédito), en las demandas de los consumidores (por un tipo específico de crédito) o en las estrategias de la competencia (nuevos productos financieros). Así, la capacidad de la firma de adaptarse a los cambios le permite desenvolverse mejor frente a un escenario dinámico y de alta competencia (Cannon & Homburg, 2001). Sobre la segunda subdimensión – uso de tecnología para reforzar la relación con los clientes – , comentan Jayachandran, Sharma, Kaufman, y Raman (2005) que el desarrollo de mayor tecnología y el mayor acceso a internet ha hecho que el medio electrónico represente un contexto alternativo al físico y que sea
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    41 ISSN 0034-7590 AUTORES |Jorge Tello-Gamarra | Martín Hernani-Merino | Bryan Iván Límaco-Mamani © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 37-50 importante debido a que reduce costos de transacción tanto para los clientes como para las firmas. Con relación a la tercera subdimensión -poder reducir costos de acceso al servicio-, Bosse y Alvarez (2010) resaltan que, debido a la naturaleza de los costos de transacción, es necesario que la firma reduzca costos de acceso al servicio, de tal forma que brinde una ventaja competitiva sobre otras firmas. El fortalecimiento de la relación con los clientes es importante para una firma; sin embargo, también lo es reducir los costos asociados a esta relación. El desarrollo de mayor tecnología y el mayor acceso a internet ha hecho que el medio electrónico represente un contexto alternativo al físico y que sea importante debido a que reduce costos de transacción tanto para los clientes como para las firmas (Jayachandran et al., 2005). Poder de negociación En el ítem anterior se estudió la importancia de la relación con los clientes para generar mayores beneficios; no obstante, también es importante estudiar las capacidades que permitan capturar estos beneficios durante la transacción (Coff, 1999). Es importante entender que mediante la transacción, las firmas cooperan y compiten al mismo tiempo (Lax & Seberius, 1992). Bajo esta lógica, el poder de negociación que tiene la firma con sus socios determina los beneficios que obtiene mediante la transacción y por ello necesita capacidades que le permitan negociar mejor. Esta dimensión se puede dividir en dos subdimensiones: habilidad de influenciar términos y condiciones del contrato y posibilidad de renegociación. La primera -habilidad de influenciar términosy condiciones del contrato- es la capacidad de una de las partes negociantes para influenciar en las características del contrato a favor propio para obtener mayores beneficios en la transacción (Argyres & Liebeskind, 1999). Estos términos pueden implicar características en la transacción como la inclusión de servicios adicionales (Argyres & Bercovitz; 2015; Mayer & Argyres, 2004) o características asociadas a los costos como el caso de las tasas de interés en el sistema financiero (Allen, Chapman, Echenique, & Shum, 2016). Adicionalmente, por un lado, esta subdimensión se puede explicar con base en el tamaño de la firma en relación a su potencial socio, debido a que cambios en las condiciones del contrato representan mayores pérdidas relativas para las firmas pequeñas (Bosse & Alvarez, 2010). Por otro lado, es posible que las firmas, independientemente de su tamaño en comparación a sus socios, desarrollen capacidades que les permitan negociar mejor (Nair, Narasimhan, & Bendoly, 2011). La segunda -posibilidad de renegociación- es importante para la firma debido a que los contratos, por definición, son incompletos (Grossman & Hart, 1986; Williamson, 1996). La complejidad del proceso de negociación y la racionalidad limitada de los agentes hacen que la firma no logre prever todas las potenciales contingencias bajo las cuales pueda ocurrir un riesgo contractual (Simon, 1957). Por este motivo, es importante que la firma pueda renegociar cláusulas del contrato para reducir el impacto de potenciales conflictos (Reuer & Ariño, 2002). Diseño de contratos La forma de hacer válida y confiable una negociación es mediante loscontratos, por ello eldiseño de estosesuna capacidad relevante para el desempeño de la firma (Argyres & Mayer, 2007). Si bien es posible renegociar un contrato, el desarrollo del contrato inicial tiene un impacto significativo en futuras renegociaciones. Así, de acuerdo con Bartling y Schmidt (2015), los clientes se pueden mostrar más reacios a pagar márgenes en la renegociación que en la negociación. Por este motivo, la relevancia de esta capacidad estaría en desarrollar de forma eficiente un buen contrato inicial. Esta dimensión se puede dividir en tres subdimensiones: organización de contratos a un menor costo posible, incorporación de salvaguardas y reducción de la probabilidad de violación del contrato. La primera -organización de contratos a un menor costo posible- es relevante ya que el objetivo principal de la capacidad de diseño de contrato es economizar los costos en la transacción (Williamson, 1985). Los principales costos en los que se incurre al momento de realizar contratos son los de diseñarlosy organizarlos, debido a que es necesaria la interacción de diversos grupos de trabajadores (Mayer & Argyres, 2004). Además, el proceso de negociación del contrato también representa un costo, que se puede reducir mediante el uso de medios electrónicos. Un menor costo de diseñar y organizar contratos genera un mayor beneficio económico para las firmas (Aoki, 1989). La segunda -incorporación de salvaguardas- es importante debido a que las salvaguardas permiten hacer frente a los potenciales riesgos provenientes de la incertidumbre existente en los contratos ocasionados por la racionalidad limitada y el oportunismo (Williamson, 1985). Algunos autores consideran que la confianza puede actuar como un sustituto de las salvaguardas (Dyer, 1997; Poppo & Zenger, 2002); sin embargo, este mecanismo puede ser cuestionado, especialmente cuando las transacciones se realizan con un gran número de partes (Lui & Ngo, 2004). Identificar potenciales riesgos contractuales es indispensable para que las firmas puedan incorporar salvaguardas (Klein, Crawford, & Alchian, 1978; Williamson, 1985). La tercera -reducción de la probabilidad de violación del contrato- es relevante ya que las salvaguardas de los contratos
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    42 ISSN 0034-7590 ARTÍCULOS |Capacidad transaccional: Evidencias del sistema financiero peruano © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 37-50 pueden brindar protección ante el incumplimiento de una de las partes; sin embargo, también pueden generar oportunidades para innovadoras formas de oportunismo (Klein, 1993). Por ello, las firmas deben estructurar el contrato de tal forma que una actitud oportunista represente una penalización que reduzca los incentivos para que se cometan este tipo de acciones (Weber & Mayer, 2011). De acuerdo con Ghoshaly Moran (1996), es importante comprender y distinguir entre la actitud oportunista, que es la búsqueda racional de maximizar el beneficio propio, y el comportamiento oportunista, que son las decisiones que el individuo asume para lograr este fin. Bajo la lógica de estos autores, una correcta asignación de penalizaciones por el incumplimiento del contrato genera un contexto que permite que las partes, sin dejar de lado su racionalidad de buscar el beneficio propio, puedan cooperar y obtener mayores beneficios de la transacción. MÉTODO El objetivo del presente artículo es identificar y analizar evidencias empíricas que constaten la existencia del constructo capacidad transaccional en entidades financieras peruanas (firmas). Para este fin, se decidió aplicar el método de estudio de casos múltiples. De acuerdo con Yin (2009) los casos se deben seleccionar cuidadosamente para que ellos puedan predecir resultados similares (replicación literal) o puedan producir resultados contrastantes. En general, la ventaja del estudio de caso es que posibilita concentrarse en situaciones de la vida real y evaluar perspectivas relacionadas al fenómeno a medida que éste se desarrolla en la práctica (Flyvbjerg, 2006). En el presente estudio, este método permitirá constatar empíricamente la existencia (o no) del constructo capacidad transaccional. El sistema financiero peruano La literatura indica que existe una relación positiva entre el crecimiento económico de un país y el desarrollo de su sistema financiero (Čihák, Demirgüč-Kunt, Feyen, & Levine, 2013; Lucas, 1988;Rajan&Zingales,2001).SegúnLevine(1997),eldesarrollodel sistemafinancieropermite:(a)facilitarelintercambio,lacobertura,la diversificaciónylapuestaencomúndelriesgo;(b)asignarrecursos; (c) monitorear a losadministradoresyejercer elcontrolcorporativo; (d)movilizarahorrosy(e)facilitarelintercambiodebienesyservicios. En este sentido, el desarrollo del sistema financiero es importante ya que puede reducir los costos de transacción en la economía al minimizar las fricciones y asimetrías existentes. El número de firmas que conforman el sistema financiero peruano es 64, entre las cuales 17 son firmas bancarias; 12, firmas financieras; 33, instituciones microfinancieras no bancarias (12 Cajas municipales, 10 Cajas rurales de ahorro y crédito y 11 Entidades de desarrollo de la pequeña y microempresa); y 2, firmas de arrendamiento financiero (Superintendencia de Banca, Seguros y AFP, 2015). A diciembre del 2014, el total de activos en el sistema financiero peruano ascendió a US$ 109,1 mil millones de dólares, de los cuales un 88,82% corresponde a las firmas bancarias; un 4,57%, a las firmas financieras; y un 6,43%, a las instituciones financieras no bancarias. En el mercado financiero, los créditos han mostrado un incrementosostenidoalolargodelosaños,deUS$36.169millones a diciembre del 2009 a US$ 75.776 millones a diciembre del 2014. Asimismo, los créditos se dividen en diversos segmentos de acuerdo con suscaracterísticas. Esta segmentación responde a las distintasnecesidadesdelosconsumidores.LaSuperintendenciade Banca, Seguros y AFP (2015) divide la cartera de créditos en siete tipos: corporativos, a grandes empresas, a medianas empresas, a pequeñas empresas, a microempresas, de consumo (revolvente y no revolvente) e hipotecarios (Choy, Costa, & Churata, 2015). Específicamente en Perú, loscréditosde consumo personalse han incrementado(Morón,Tejada,&Villacorta,2010)ylascaracterísticas de este tipo de créditos son: (a) montos de pequeño a mediano, menores a US$ 100, 600; (b) plazo hasta 5 años; (c) garantía específica, no específica y solidaria; y (d) utilización de consumo. Dentro de los tipos de créditos ofrecidos por las entidades financieras peruanas se analizaron contratos asociados a los créditos de consumo, ya que es el tipo de crédito que todas las entidades ofrecen. Asimismo, existen dos tipos de créditos ofrecidos: créditos revolventes y no revolventes. Los créditos revolventes se caracterizan por no tener un número fijo de cuotas y el saldo total se maneja en función a las decisiones del deudor (ejemplo: tarjetas de crédito). Por otro lado, los créditos no revolventes se caracterizan por ser reembolsables por cuotas a un plazo definido y a una tasa fija (ejemplo: contrato de crédito de consumo). En el presente artículo se eligió el tipo de crédito no revolvente, ya que brinda mayor información sobre la capacidad transaccional de la firma, al reflejar las características de la transacción en un momento dado así como las implicancias futuras al especificar el total de cuotas y la tasa pactada. Casos analizados Se consideraron diez entidades financieras. Las entidades seleccionadas se justifican porque ellas: (a) representan diferentes tipos de condición, de operaciones en el sistema financiero peruano; (b) son las que dentro de su categoría presentan mayor participación en el total de créditos no revolventes ofrecidos, específicamente, contratos de crédito
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    43 ISSN 0034-7590 AUTORES |Jorge Tello-Gamarra | Martín Hernani-Merino | Bryan Iván Límaco-Mamani © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 37-50 de consumo y (c) ejercen sus actividades en un país como Perú, que presenta estabilidad macroeconómica alcanzada por las políticas del Banco Central de Reserva del Perú (BCR) y un activo sistema regulatorio monitoreado por la Superintendencia de Banca, Seguros y AFP (SBS). Así, para analizar la presencia de la capacidad transaccional en los casos, se seleccionaron diez contratos de crédito de consumo como unidades de análisis, tomados de cada una de las diez entidades financieras (firmas). Específicamente, las firmas seleccionadas son: BCP (empresa bancaria), BBVA (empresa bancaria), Crediscotia (empresa financiera), Financiera Edyficar (empresa financiera), CMAC Arequipa (Caja municipal de ahorro y crédito), CMAC Sullana (Caja Municipal de Ahorro y Crédito), CRAC Credinka (Caja rural de ahorro y crédito), CRAC Los Andes (Caja rural de ahorro y crédito), EDPYME Raíz y EDPYME Inversiones La Cruz (Empresa de desarrollo de pequeñas y medianas empresas). En laTabla 1, se muestra elperfilde lasfirmasseleccionadas; es decir, su trayectoria, categoría de la firma (Empresa Bancaria, Empresa Financiera, Caja Municipal de Ahorro y Crédito, Caja Rural de Ahorro y Crédito o Edpyme), ubicación de su sede y año de fundación. Asimismo, mediante los datos disponibles en laSBS, se muestra un análisis realizado sobre sus características financieras con respecto al servicio estudiado: créditos de consumo personal no revolventes. Tabla 1. Perfil de las firmas seleccionadas en el estudio Firma Categoría de la firma Lugar Año de fundación Ranking de créditos no revolventes Monto (miles de dólares) Participación según categoría (%) Participación total (%) Banco de Crédito del Perú Empresa Bancaria Lima 1889 1.870.132 28,90% 7,53% BBVA Banco Continental Lima 1999 797.001 12,32% 3,21% Crediscotia Financiera Empresa Financiera Lima 2009 396.286 47,40% 1,60% Financiera Edyficar Lima 1998 135.064 16,16% 0,54% CMAC Arequipa Caja Municipal de Ahorro y Crédito Arequipa 1985 194.077 23,45% 0,78% CMAC Sullana Piura 1986 120.152 14,52% 0,48% CRAC Credinka Caja Rural de Ahorro y Crédito Cusco 1994 21.330 37,59% 0,09% CRAC Los Andes Puno 1997 6.519 11,49% 0,03% EDPYME Raíz Edpyme Lima 1999 120.252 31,66% 0,48% EDPYME Inversiones La Cruz Lima 1996 72.524 19,10% 0,29% Nota: Edpyme - entidad financiera que no puede captar depósitos a la vista. Fuente: Basado en la Superintendencia de Banca, Seguros y AFP (2015). El monto indica elvalor total de los créditos medido en miles de dólares americanos, y las empresas bancarias son las que, por una gran diferencia, mantienen elvalor más alto. En la columna de participación total se puede apreciar mejor esta diferencia, donde la empresa bancaria Banco de Crédito del Perú muestra un valor del 7,53%, mientras que la Caja Rural de Ahorro y Crédito Los Andes solo muestra 0,03%. También, se extendió este análisis a cada firma según su categoría, donde se pueden apreciar las firmas líderes -la empresa financiera Crediscotia Financiera es la que alcanza un mayor nivel de concentración (47,40%)-, y que al comparar el tamaño de las dos mayores empresas bancarias la diferencia no es tan grande como al compararlas con una categoría diferente. Después de analizar el perfil de las firmas estudiadas y de revisar sus características financieras, se procedió a analizar los contratos de cada firma, que fueron descargados de forma libre de la página web de cada una de las diez instituciones financieras seleccionadas en formato PDF, no presentándose ninguna dificultad en el acceso. La colecta de datos fue hecha entre los meses de mayo y julio de 2015. Luego de seleccionar las firmas según su relevancia en el mercado, el análisis de los contratos siguió la estrategia de análisis recomendadaporYin(2009),esdecir,contrastarsielcasoanalizado se refleja en la teoría propuesta (dimensiones y subdimensiones del constructo capacidad transaccional). Específicamente, se identificó individualmente elorden de lascláusulasde loscontratos, así como el contenido de cada uno. Seguidamente, con base en la literatura revisada, se buscó analizar cómo las dimensiones de la capacidad transaccional se ven expresadas en el contrato. También, se agruparon las cláusulas en base a sus dimensiones teóricas. Finalmente, se desarrolló un análisiscomparativo entre los contratos(cláusulas) de cada firma con referencia a lasdimensiones y subdimensiones establecidas teóricamente.
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    44 ISSN 0034-7590 ARTÍCULOS |Capacidad transaccional: Evidencias del sistema financiero peruano © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 37-50 RESULTADOS Al analizar la información contenida en los contratos de las firmas financieras se obtuvieron resultados diversos que reflejan la relevancia de las propuestas teóricas en la elaboración de contratos firma-cliente con respecto a préstamos financieros. El Cuadro 2 resume los principales resultados del análisis. Cuadro 2. Capacidad transaccional de las firmas seleccionadas para este estudio Capacidad transaccional BCP BBVA Crediscotia Financiera Edyficar CMAC Arequipa CMAC Sullana CRAC Credinka CRAC Los Andes EDPYME Raíz EDPYME Inversiones La Cruz Dimensiones Subdimensiones Variable Relación con los clientes Habilidad de adaptar el producto a las necesidades del cliente Se puede desembolsar el crédito directamente al proveedor û ü ü û û û û û û û Posibilidad de pagos anticipados ü ü ü ü ü ü ü ü ü ü Se permite pagar en otra moneda, bajo la conversión según el tipo de cambio vigente en la firma en la fecha de operación ü ü ü ü ü ü û ü ü û Poder reducir costos de acceso al servicio Se puede pagar el crédito en la red de agencias o establecimientos autorizados ü ü ü ü ü ü ü ü ü ü Uso de tecnología para reforzar la relación con los clientes Modalidad de "entrega del estado de situación del crédito" por medios electrónicos sin costo ü ü ü û û ü û û û û Poder de negociación Posibilidad de renegociación Poder modificar tasas de interés pactadas bajo efectiva negociación con el cliente ü ü ü ü ü ü ü ü ü ü Habilidad de influenciar términos y condiciones del contrato Modificar de forma unilateral comisiones, gastos y otras estipulaciones contractuales bajo previo aviso (45 días) ü ü ü ü ü ü ü ü ü ü Derecho del cliente de resolver el contrato cuando no está conforme con las modificaciones ü ü ü ü ü ü ü ü ü ü Diseño de contratos Organizar contratos a un menor costo posible Contrato disponible en la web ü ü ü ü ü ü ü ü ü ü Reducir la probabilidad de violación del contrato Atraso en el pago de cuotas por parte del cliente conlleva a intereses compensatorios y moratorios ü ü ü ü ü ü ü ü ü ü La firma tiene potestad de emitir un título valor frente al incumplimiento de las obligaciones del cliente ü ü ü ü ü ü ü ü ü ü (sigue)
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    45 ISSN 0034-7590 AUTORES |Jorge Tello-Gamarra | Martín Hernani-Merino | Bryan Iván Límaco-Mamani © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 37-50 Capacidad transaccional BCP BBVA Crediscotia Financiera Edyficar CMAC Arequipa CMAC Sullana CRAC Credinka CRAC Los Andes EDPYME Raíz EDPYME Inversiones La Cruz Dimensiones Subdimensiones Variable Diseño de contratos Incorporación de salvaguardas El cliente autoriza a la firma de amortizar y/o cancelar las cuotas vencidas del crédito con cargo a cualquiera de los depósitos y/o cuentas que mantenga en la firma ü ü ü û ü ü ü ü ü ü La firma puede resolver el contrato bajo situaciones de riesgo del cliente. ü ü ü ü ü ü ü ü ü ü En caso se de resolución del contrato, "el cliente se obliga a entregar los bienes objeto de financiamiento a La Financiera" ü ü ü ü ü ü ü ü ü ü La firma puede contratar por cuenta y costo del cliente, un seguro de desgravamen ü ü ü ü ü ü ü û û ü Nota: ü Presencia del indicador de la capacidad transaccional en el contrato de la entidad financiera. û Ausencia del indicador de la capacidad transaccional en el contrato de la entidad financiera Cuadro 2. Capacidad transaccional de las firmas seleccionadas para este estudio (conclusión) En el Cuadro 2 se muestran las tres dimensiones y subdimensiones de la capacidad transaccional identificadas en la literatura, como se evidenció en el Cuadro 1. Las dimensiones son: relación con los clientes, poder de negociación y diseño del contrato, apreciándose tres, dos y tres subdimensiones para cada dimensión respectivamente. Teniendo en cuenta ese marco conceptual, se contrastaron las ocho subdimensiones teóricas con cada una de las cláusulas de los diez contratos. Surgieron, como se evidencia en el Cuadro 2; cinco, tres y siete indicadores cualitativos para cada una de las tres dimensiones de la capacidad transaccional. Seguidamente, se contrastó cada uno de los indicadores con cada contrato de las diez entidades financieras, evidenciándose la presencia de las dimensiones teóricas del constructo capacidad transaccional en las cláusulas de los contratos de la mayoría de las entidades financieras peruanas. A continuación, se presentan los principales hallazgos para cada una de las tres dimensiones analizadas. Relación con los clientes El poder adaptar un producto a las necesidades del cliente es fundamental para el desempeño de la firma (Cannon & Homburg, 2001). En el caso de los créditos, la flexibilidad en sus características ofrece a los potenciales clientes mayores incentivos de demanda. El BBVA y Crediscotia son las únicas firmas que ofrecen la opción de que el crédito pueda ser “desembolsado directamente al Proveedor” cuando el cliente destine el uso del préstamo a la adquisición de bienes o servicios de un tercero. Siguiendo la cláusula, se observa que dada la naturaleza de haber un tercero en la operación, la firma “No toma responsabilidad por la calidad del servicio del Proveedor” ni “asume ninguna responsabilidad respecto a la entrega oportuna de los bienes adquiridos del Proveedor”. Esta característica permite simplificar las transacciones entre el cliente y el proveedor del servicio por el cual el cliente obtiene el préstamo que, desde la óptica de la firma, también es un cliente. Si bien se ofrecen beneficios adicionales por el uso del servicio, la firma financiera no toma parte en avalar a estos terceros, evitando riesgos adicionales en la transacción. Otra vía en la que las firmas estudiadas adaptan el producto a las necesidades del cliente es a través de las modalidades de pago. Las firmas estudiadas brindan a sus clientes el beneficio de realizar pagos anticipados, ajustándose así a la capacidad de pago de sus clientes y ahorrándoles el gasto en comisiones. Asimismo, les ofrecen la posibilidad de pagar en una moneda
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    46 ISSN 0034-7590 ARTÍCULOS |Capacidad transaccional: Evidencias del sistema financiero peruano © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 37-50 diferente a la del préstamo inicial, pero bajo la condición de convertir esta al tipo de cambio vigente. El adaptar el producto a las necesidades del cliente puede ser importante, pero no determinante del desempeño de la firma. En un mundo condicionado por los costos de transacción, el poder reducir costos de acceso al servicio cumple un rol muy importante (Bosse & Alvarez, 2010). En este sentido, las firmas buscan brindar beneficios al cliente en la forma y lugar de pago del crédito. Explícitamente, en el contrato de Crediscotia se le da al cliente la posibilidad de pagar el crédito en “la red de agencias o establecimientos autorizados” de todo el país, además de ofrecer la opción de pagar en efectivo, mediante transferencias o depósitos. Del mismo modo, todas las otras firmas también ofrecen esta facilidad. Es de notar que la existencia de agencias autorizadas facilita las transacciones en lugares donde no sería económicamente viable construir un banco. La entrega del estado de situación del crédito por medios electrónicos facilita la comunicación entre firma y clientes, al mismo tiempo que reduce los costos de transacción (Jayachandran et al., 2005). Esta subdimensión se encuentra presente en cuatro de las diez firmas estudiadas, si bien se obtienen datos de los clientes que permiten realizar este proceso, no todas las firmas estudiadas los proporcionan. En el análisis de toda la dimensión relación con los clientes se observa que la capacidad transaccional efectivamente se manifiesta mediante las cláusulas del contrato. Las firmas analizadas brindan opciones que permiten que el producto se adapte mejor a las necesidades del cliente, al mismo tiempo que economizan los costos de acceso al servicio. Está constatación, que busca adaptar los productos a las necesidades del cliente, es fundamental para el buen desempeño de la firma, algo también apuntado por Cannon y Homburg (2001) cuando afirman que frente a un escenario dinámico y de alta competencia, para poder seguir manteniendo una buena relación, es necesario que la firma se adapte a los cambios en las necesidades del cliente. Poder de negociación El poder de negociación se puede definir como la habilidad de una de las partes negociantes para influenciar en los términos y condiciones de un contrato a favor propio y así obtener mayores beneficios del intercambio (Argyres & Liebeskind, 1999). La negociación se puede efectuar antes de la firma del contrato así como durante el desarrollo del mismo, en caso de que sean necesarias modificaciones. Con respecto a esta dimensión, se observa la influencia de la SBS en la regulación del mercado financiero. Existen resoluciones que buscan generar un entorno que evite riesgos al sistema financiero. Se puede leer en los contratos que la firma puede “realizar modificaciones en lo relacionado a la tasa de interés” según lo dispuesto en el artículo 25° de las Resolución del agente regulador (SBS N°8181-2012), así como “modificar de forma unilateral comisiones, gastos y otras estipulaciones contractuales bajo previo aviso (45 días)” según lo dispuesto en el artículo 25° de la misma resolución (Res. SBS N° 8181-2012). Asimismo, según lo dispuesto por ley, la firma puede modificar el contrato en otros aspectos e incluso disolverlo debido a la aplicación de las normas prudenciales emitidas por la SBS. Adiferenciadeloscontratosentrefirmas,loscontratosfirma- clienteseencuentranreguladosenelsistemafinancieroperuano,lo quelimitaelaccionardelasfirmas.Enloscasosanalizados,lafirma tienelapotestaddemodificarloscontratossegúnlalegislación;pero en respuesta, el cliente también tiene la posibilidad de resolver el contrato. Se observa entonces la posibilidad de renegociación del contrato (Reuer & Ariño, 2002), importante debido a la existencia de incertidumbre en el sistema financiero. En el análisis de toda la dimensión poder de negociación se observa que las cláusulas de los contratos muestran una particularidad.Si bien no existe de forma específica la negociación directa firma-cliente debido a que las tasas y comisiones son fijas, existe negociación durante el proceso de transacción (después de adquirir el préstamo y antes de terminar de pagar el principal y los intereses). Las firmas pueden, por un lado, modificar las comisiones, gastos y otras estipulaciones. Sin embargo, por otro lado, ante estos cambios, el cliente puede resolver el contrato; es decir, existe una potencial renegociación del contrato. Si la firma exige comisiones muy altas, el cliente puede resolver el contrato y eliminar los potenciales beneficios de la transacción. Por ello, se hace evidente el espacio de negociación firma-cliente dentro del constructo capacidad transaccional. Diseño de contratos La literatura resalta la existencia de riesgos contractuales, por lo que es de esperar que el contrato en su estructura sea un reflejo de cómo hacer frente a estos riesgos. La incorporación de salvaguardas (Williamson, 1985) implica la existencia de términos en caso de incumplimiento de lo establecido por las partes. En el análisis de contratos se observa que todas las firmas analizadas siguen una serie de rigurosas salvaguardas. Por ejemplo, en el contrato de la firma BCP se establece que “en caso de no cancelar las cuotas a más tardar en el día de su vencimiento, el cliente incurrirá automáticamente en mora sin necesidad de requerimiento o formalidad previa alguna”. De forma similar, las otras firmas estudiadas hacen referencia a la mora por incumplimiento en el plazo de pagos. Esta medida
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    47 ISSN 0034-7590 AUTORES |Jorge Tello-Gamarra | Martín Hernani-Merino | Bryan Iván Límaco-Mamani © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 37-50 reduce los incentivos a los clientes a atrasar el pago de cuotas; sin embargo, las demás características hacen parecer que esto no es suficiente. Además de los intereses por pago atrasado, se puede observar, por ejemplo, en el contrato de Crediscotia que “El cliente autoriza a la empresa a amortizar y/o cancelar las cuotas vencidas del crédito con cargo a cualquiera de los depósitos y/o cuentas que mantenga en la empresa”. Esta segunda condición reduce el riesgo de impago por parte de los clientes a la firma; sin embargo, si el cliente no tuviera fondos disponibles en la entidad financiera el riesgo persistiría. El persistente riesgo de impago es enfrentado por la firma, para mitigar esta situación, la firma pide como requisito que el cliente posea “aval” o disponga de activos con la condición de que “En caso se dé resolución del contrato, el cliente se obliga a entregar los bienes objeto de financiamiento a La Financiera”. Con respecto a este último punto, pareciera que la firma no enfrenta riesgos, dado que ante la situación de impago del cliente, la firma puede recibir los activos en cuestión. Sin embargo, aún existen riesgos por lo que -al igual que en las otras entidades financieras- en el contrato de Crediscotia se establece que “La empresa podrá contratar, por cuenta y costo del cliente, un seguro de desgravamen” para reducir los potenciales impactos del impago por parte del cliente. En el análisis de la presente dimensión, diseño de contratos, se muestra que, ante la incertidumbre de la firma acerca de si el cliente va a terminar de pagar el principal y los intereses del préstamo, esta desarrolla, desde una perspectiva técnico-legal, estrategias que van desde la inclusión de moras hasta el uso de seguros para asegurar el pago. Estos mecanismos son una muestra de la importancia de plasmar las salvaguardas en un documento que garantice la transacción para la firma. CONSIDERACIONES FINALES El desarrollo del constructo capacidad transaccional se basa en estudios teóricos y empíricos que unen dos perspectivas (Argyres & Mayer, 2007; Brahm & Tarziján, 2014; Hoetker, 2005, Jacobides & Winter, 2005; Langlois & Foss, 1999; Loasby, 2002; Mayer & Salomon, 2006; Poppo & Zenger, 2002); estas son: la Economía de los Costos de Transacción (ETC) y las capacidades de la firma. Para continuar con la evolución y consolidación de este nuevo constructo, el objetivo del presente artículo fue identificar y analizar evidencias empíricas que constataran la existencia del constructo capacidad transaccional en el ámbito de las firmas. En ese sentido y partiendo de los avances conceptuales de Loasby (2002) y Tello-Gamarra y Zawislak (2013) y utilizando las tres dimensiones identificadas por Zawislak, Fracasso, y Tello-Gamarra (2013) sobre el constructo, esta investigación buscó evidencias de la capacidad transaccional en diez firmas pertenecientes al sector de servicios. Más específicamente, se estudiaron firmas del sistema financiero peruano, tomando como base de análisis sus contratos de crédito de consumo. Los contratos como contenedores de información pueden ser de ayuda al momento de intentar identificar evidencias de la capacidad transaccional, debido a que son una muestra de cómo las firmas determinan sus relaciones contractuales (Mayer & Argyres, 2004). El principal resultado de este artículo es el hallazgo de evidencias empíricas que comprueban la existencia de la capacidad transaccional en firmas pertenecientes al sector servicios de una economía emergente, en este caso, la economía peruana. Con base en todas las informaciones revisadas del sistema financiero peruano, y sobre todo en el análisis detallado de los contratos, se entiende que las firmas no son conscientes del constructo desde un punto de vista teórico. Sin embargo, en el análisis de los contratos se descubrió que, al momento de ofrecer servicios financieros, estos muestran características que, aunque no sean definidas bajo ese nombre, se encuentran asociadas a las dimensiones y subdimensiones del constructo capacidad transaccional. Este hallazgo es importante, pues demuestra que la evidencia empírica está un paso al frente de los avances teóricos y direcciona la investigación hacia una perspectiva inductiva. En ese contexto, los resultados obtenidos mediante el análisis del caso peruano, a través de entidades financieras (unidades múltiples de análisis), posibilitaron confirmar y generalizar la proposición teórica del constructo capacidad transaccional. Yin (2009) denominó a este escenario como generalización analítica, puesto que la presencia del constructo capacidad transaccional en casi todos los casos afirma su replicación. En esta misma línea, Eisenhardt y Graebner (2007) comentan que el enfoque cualitativo de los estudios de caso posibilita el desarrollo de constructos (dimensiones de la capacidad transaccional), medidas (variables/indicadores propuestos desde la teoría) y evaluaciones de proposiciones teóricas que contribuyan y complementen la construcción teórica, lo cual también se induce válido para el desarrollo del constructo capacidad transaccional. Así, estudios de casos pueden contribuir a una construcción teórica con posibilidades de generalización. Los resultados empíricos encontrados empoderan la teoría, permitiendo, como siguientes pasos, desarrollar estudios de replicación en otros contextos o elaborar estudios empíricos que resulten en la formulación de hipótesis. Por ello, el caso del sistema financiero peruano puede ser generalizable, porque se
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    48 ISSN 0034-7590 ARTÍCULOS |Capacidad transaccional: Evidencias del sistema financiero peruano © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 37-50 encontraron robustas evidencias de la existencia de la capacidad transaccional en todas las firmas estudiadas. Esto lleva a pensar que firmas de otros sectores (industriales o de servicios) o países también tengan está capacidad. Sin embargo, se resalta que esa generalización se refiere solo a la existencia del constructo, no a las dimensiones y subdimensiones. Para la generalización de estas últimas son necesarios mayores estudios con los enfoques teóricos (deductivo) o empíricos (inductivo). Finalmente, al analizar empíricamente la existencia y comportamiento de la capacidad transaccional, el presente estudio sienta lasbasespara continuar explorandoydesarrollando, con estudios conclusivos, dicho constructo; recomendándose su aplicación en distintos sectores empresariales pertenecientes a otras áreas geográficas, así como en otros países con un sistema regulatorio diferente. Consecuentemente con la teoría, se esperaría que bajo un entorno diferente, la capacidad transaccional de la firma esté presente, pero con algunas características propias para cada aplicación práctica. Limitaciones Algunas limitaciones del artículo se presentan como motivación para futuros estudios en la presente área de investigación. Estas limitaciones son, principalmente, tres: la identificación de las dimensiones del constructo, el análisis basado en los contratos y el método utilizado. Una primera limitación fue la falta de estudios teóricos y empíricos que definieran las dimensiones que forman el constructo capacidad transaccional. En este artículo se utilizaron tres dimensiones (relación con los clientes, poder de negociación y diseño de contratos), sin embargo, al ser la transacción una actividad compleja se entiende que existen dimensiones que no fueron analizadas, por ejemplo, comunicación, monitoreo y reputación, tanto de los clientes como de los proveedores. Trabajos futuros necesitan abordar más dimensiones. La segunda limitación del presente artículo reconoce que, si bien la información recolectada es valiosa, existe otra información que no es explicada en los contratos, pero que se relaciona con estos y que puede ser de gran ayuda al momento de entender el comportamiento de la capacidad transaccional. Debido a esta limitación, el análisis de las respectivas dimensiones del constructo capacidad transaccional se estudió de forma contractual; en el caso de la relación con los clientes, se analizaron aquellas características dentro del contrato que refuerzan esta relación como la posibilidad de pagar con otro tipo de divisa; sin embargo, existen características que podrían enriquecer los resultados obtenidos. Entre estas características se pueden incluir el tiempo que demora un crédito en aprobarse, la cantidad de información personal requerida para recibir el crédito, la atención al cliente, etc. Además de las informaciones recolectadas por medio del análisis de contratos, realizar entrevistas con los gerentes de las firmas podría brindar información complementaria sobre cómo se desarrollan los procesos internos que determinan las características del contrato. Al respecto de la tercera limitación, el estudio de casos múltiples es un método que permite encontrar evidencias empíricas sobre la existencia de este constructo. Pero es necesario un estudio descriptivo con un mayor número de firmas para establecer algunas correlaciones entre variables, incluyendo, para esto, variables sobre el desempeño de la firma. REFERENCIAS Afuah, A. N. (2002). Mapping technological capabilities into product markets and competitive advantage: The case of cholesterol drugs. Strategic Management Journal, 23(2), 171-179. doi:10.1002/smj.221 Allen, J., Chapman, J., Echenique, F., & Shum, M. (2016). Efficiency and bargaining power in the interbank loan market. International Economic Review, 57(2), 691-716. doi:10.1111/iere.12173 Aoki,M.(1989).ThenatureoftheJapanesefirmasanexusofemployment and financial contracts: An overview. Journal of the Japanese and International Economies, 3(4), 345-366. doi:10.1016/0889- 1583(89)90008-7 Argyres, N. S., & Bercovitz, J. (2015). 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    51 ISSN 0034-7590 ©RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 51-64 JOSÉ M. RAMÍREZ-HURTADO jmramhur@upo.es Professor at Universidad Pablo de Olavide, Departamento de Economía, Métodos Cuantitativos e Historia Económica – Sevilla, Spain ARTICLES Submitted 11.24.2015. Approved 04.19.2016 Evaluated by double blind review process. Scientific Editor: Francisco Javier Rondán Cataluña THE USE OF IMPORTANCE-PERFORMANCE ANALYSIS TO MEASURE THE SATISFACTION OF TRAVEL AGENCY FRANCHISEES Utilização da análise de importância-desempenho para medir a satisfação de franqueados de agências de viagens El uso del importance-performance analysis para medir la satisfacción de franquiciados de agencias de viajes ABSTRACT This study contributes to the limited literature on the satisfaction of travel agency franchisees. Spe- cifically, it aims to identify strengths and weaknesses of the system from the perspective of the franchisee. This study would enable franchisors to identify areas in which franchisees are less satis- fied. If franchisees are satisfied with numerous aspects that influence the franchisor-franchisee relationship, the latter may have a high degree of loyalty towards their franchisors and this would benefit the entire network. This article uses a variant of the classic importance-performance model from Martilla and James (1977) and others (Ábalo, Varela, & Rial, 2006; Picón, Varela, & Braña, 2011). The results show that the attributes travel agency franchisees feel more dissatisfied with are: chain advertising, ongoing support from franchisors, the initial franchisor support, delivery from the fran- chisors, and training provided by franchisors. KEYWORDS |Satisfaction, importance-performance analysis, franchising, travel agency industry, attributes. RESUMO O presente estudo contribui para a limitada literatura sobre satisfação de franqueados de agências de viagens. Mais especificamente, destina-se a identificar os pontos fortes e fracos do sistema, da perspectiva do franqueado. Este estudo permitiria aos franqueadores identificar as áreas em que os franqueados estão menos satisfeitos. Se os franqueados estão satisfeitos com numerosos aspectos que influenciam o relacionamento franqueador-franqueado, este pode ter um alto grau de lealdade para com seus franqueadores, o que beneficiaria toda a rede. O artigo utiliza uma variação do clássico modelo importância-desempenho de Martilla e James (1977) e outros (Ábalo, Varela, & Rial, 2006; Picón, Varela, & Braña, 2011). Os resultados mostram que os atributos com os quais os franqueados de agências de turismo sentem-se mais insatisfeitos são: propaganda da rede, suporte continuado por parte do franqueador, suporte inicial pelo franqueador, cumprimento efetivo por parte do fran- queador, e treinamento fornecido pelo franqueador. PALAVRAS-CHAVE | Satisfação, análise de importância-desempenho, franquia, indústria de agências de turismo, atributos. RESUMEN El presente estudio contribuye a la limitada literatura sobre la satisfacción de franquiciados de agen- cias de viajes. Específicamente, tiene como objetivo identificar las fortalezas y debilidades del sistema de la perspectiva del franquiciado. Este estudio les permitirá a los franquiciadores identificar áreas en las que los franquiciados están menos satisfechos. Si los franquiciados están satisfechos con nume- rosos aspectos que influyen en la relación franquiciador-franquiciado, el último puede tener un alto grado de lealtad para con sus franquiciadores y esto beneficiaría a la red como un todo. Este artículo usa la variante del modelo clásico de importancia-performance de Martilla y James (1977) y otros (Ábalo, Varela, y Rial, 2006; Picón, Varela y Braña, 2011). Los resultados demuestran que los atri- butos con los que los franquiciados de agencias de viajes están más insatisfechos son: publicidad en cadena, apoyo continuo de los franquiciadores, el apoyo inicial del franquiciador, entrega de los franquiciadores y capacitación dada por los franquiciadores. PALABRAS CLAVES | Satisfacción, análisis importancia-performance, franquicia, ramo de agencias de viajes, atributos. RAE-Revista de Administração de Empresas | FGV EAESP DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S0034-759020170105
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    52 ISSN 0034-7590 ARTICLES |The use of importance-performance analysis to measure the satisfaction of travel agency franchisees © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 51-64 INTRODUCTION Although a considerable variety of business alliances types exist, franchising has emerged as a powerful form of two-party collaboration (Brookes & Altinay, 2011). Both the franchisor and franchisee have substantial incentives to enter a franchising system. Literature in this field shows franchisors choose franchising as a business model because it enables them to grow faster in comparison to other business models. It may be because franchisees supply human and financial capital to carry out the expansion (Bercovtiz, 1999; Elango & Fried, 1997; Emerson, 1998; Justis & Judd, 2002; Lim & Frazer, 2004; among others). On the other hand, franchisees choose franchising due to the help supplied by franchisors (Justis & Judd, 2002). Many entrepreneurs do not have previous work experience to be successful businessmen; therefore, they prefer appealing to franchisors to receive help and training to start their own business (Lim & Frazer, 2004). Consequently, franchisors need to be responsive and attend franchisees’ needs, particularly during the early stages of the partnership (Altinay, Brookes, Yeung, & Aktas, 2014). Prior to the contractual relationship between the franchisor and franchisee, franchisors direct their potential franchisees towards ideal business locations and help them with the interior designing and material procurement. They also support franchisees in recruiting ideal employees, while some offer business management training, operation manuals, marketing assistance, etc. (Justis & Judd, 2002; Kaufmann &Stanworth, 1995; Lim & Frazer, 2004; Williamson, 1995; among others). Likewise, a franchisee receiving satisfactory support from the franchisor partner develops confidence in the franchisor’s capabilities (Altinay & Brookes, 2012; Flint-Hartle & de Bruin, 2011; Hing, 1995).Therefore, the relationship between the franchisor and franchisee is of vital importance for the development and success of a franchise. However, franchisees are not always satisfied with the affiliation, believing they do not receive enough assistance or resources, not only at the beginning, but also at the development stage. Moreover, franchisees gradually learn the franchisor’s operating methods, strategies, and their strengths and weaknesses. As franchisees’ success increases, they attribute the success to their own efforts and business qualities rather than their franchisor (Davies, Lassar, Manolis, Prince, & Winsor, 2011). In franchising, while franchisors seek to maintain uniformity in their standard operations to preserve the integrity of the brand, the franchisees often wish to have greater autonomy in operation (Sorenson & Sørensen, 2001; Weavin & Frazer, 2007). These issues create tension in the relationship. Indeed, the franchisees begin to doubt the contract’s suitability and start to feel dissatisfied. Dissatisfaction can lead to conflicts and negative results. This ultimately affects the franchisor, whose profitability depends on the success of the franchisees (Harmon & Griffiths, 2008). This is why studying franchisees’ satisfaction level provides useful information for franchisors and for determining the relationship success in the chain. This study focuses on the travel agency industry. Researchers recognize the need to create a collaborative and cooperative atmosphere to handle tensions (Altinay & Brookes, 2012). Franchisors should identify areas or factors franchisees are dissatisfied with, and areas they are not to deal with these tensions. They should also gauge the degree of satisfaction in different areas. Such analysis would enable franchisors to maintain their efforts and relationship in satisfaction areas and improve in dissatisfaction areas. Franchisors must also try to rank factors their franchisees are dissatisfied with, as the degree of dissatisfaction may vary with factors. This study contributes to the limited literature on travel agency franchisees’ satisfaction levels. Its aim is to measure satisfaction within the current arrangement of franchising. It analyzes the franchisees’ perceptions relating to the franchisor’s effort, thus measuring the perceived experience. Specifically, the study aims to identify strengths and weaknesses of the system from the franchisee’s point of view. In order to achieve this goal and bridge the literature gap, this study analyzes the attributes affecting satisfaction. The study’s justification is that it serves as a tool for improving the weaknesses of the franchising system and identifying the strengths. Franchise brands must engage in self- criticism regarding such weaknesses and try to address them within their own franchises, while maintaining efforts related to strengths. The methodology used here to meet the objectives is importance-performance analysis (IPA). The study uses a variant of the classic importance-performance model of Martilla and James (1977) and others (Ábalo et al., 2006; Picón et al., 2011). The data have been obtained via a questionnaire sent to travel agency franchisees operating in Spain. This sector is highly representative of franchising arrangements. It is dynamic; franchises have been forced to renovate or merge to continue to exist. With the backdrop of the financial crisis prevailing in recent years, the travel agency sector in Spain, in particular, reflects the current situation of Spanish franchising to a great extent. This remainder of this paper is organized as follows. The literature review section examines motives for potential franchisees to join a franchise. The franchisee’s satisfaction is also briefly covered in this section. Following the literature review, the author will develop and expound the methodology, which is
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    53 ISSN 0034-7590 AUTHOR |José M. Ramírez-Hurtado © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 51-64 based on the standard IPA format. The results are then presented in a summary. The final section of the paper highlights managerial implications of the findings, and sets out areas for future research. LITERATURE REVIEW Franchising systems have attracted growing interest among researchers due to their increasing importance as a mechanism of business growth (Baena, 2010). Over the years, the number of published works about the franchising system has grown considerably, mostly in North American and British literature due to the greater implementation of this system in these areas than in other countries (Jones, 2003). Different lines of enquiry have been discoursed over the years. Elango and Fried (1997) analyzed extensively the previously published franchising studies. According to their work, franchising literature can be divided into three trends: franchising and society, franchising relationship creation, and franchise operations. Forward and Fulop (1997) also reviewed different theoretical perspectives from researchers. In their view, three main issues have attracted academic attention: (a) the value of franchising for franchisees; (b) the contractual effects on control, conflict, balance of power, and franchisee autonomy; and (c) the management of conflicting strategies. Combs, Michael, and Castrogiovanni (2004) also reviewed different theories supporting franchising, showing that resource scarcity and agency theory are the most discussed topics in explaining how the franchising system functions. These authors show evidence of three other theories that influence franchising: the upper echelons theory, resource-based theory, and the institutional theory. Furthermore, the signaling theory is also adequate to study franchised networks (Dant & Kaufmann, 2003; Gallini & Lutz, 1992). Baena (2010) reviews research lines in the franchising system from the 1960s to 2009. She believes that there are two main theoretical approaches in franchising – agency theory and resource scarcity theory, although there are secondary theories. In this study, four main research lines are shown: 1) social reasons of franchising; 2) expansion of franchising; 3) characteristics of the franchisor and the franchisee; and 4) franchisor-franchisee relations. The researchers who have used these theories and other research fields have made tremendous progress in explaining and describing the franchising system (Combs et al., 2004). However, despite the increase in and diversity of articles about franchising, most of the literature has used the franchisor’s perspective (Altinay, Brookes, & Aktas, 2013; Brookes & Altinay, 2011; Hing, 1995; Kaufmann & Stanworth, 1995). The reason is that the ultimate decision about franchising rests with the franchisor (Kaufmann & Stanworth, 1995), as does the final decision about incorporating a franchisee. Research on franchising from the franchisor’s point of view is broad and varied. Studies have analyzed social reasons for franchising, expansion of franchisor, the internationalization of franchising, the selection methods for choosing franchisees, the characteristics of franchisors, and the relationships between franchisors and franchisees (Baena, 2010). Nevertheless, from the franchisee’s point of view, the analyses have basically been about the characteristics of franchisees, the selection of a franchisor, and the reasons for joining a franchising network(Bradach & Kaufmann, 1988; Brookes & Altinay, 2011; Kaufmann & Stanworth, 1995; Peterson & Dant, 1990; Ramírez, Rondán, Guerrero, & Berbel, 2011; J. Stanworth, Stanworth, Granger, & Blyth, 1989; J. Stanworth & Purdy, 1994; among others). There is therefore an important research gap in this area. The franchisee is a key element within the franchising system. However, they must have a series of important characteristics to be able to develop their work within the system. The franchising system can be more appropriate for some franchisees than for others (Ramírez et al., 2011). Indeed, some franchisees that enter the franchising system make a greater contribution to the success of the relationship than others that fail (Jambulingam & Nevin, 1999). Incorporating an entity into a franchising system depends on both the motivation of the franchisee, and the motivation pushing the franchisor. From the point of view of the franchisee, in choosing the franchisor, certain requirements have to be analyzed such as the investment required, contractual conditions, franchisor’s profitability, reputation of the trademark, evolution of the number of franchisees, its training program, and market available. Tatham, Douglas, and Bush (1972) were among the first to thoroughly analyze these characteristics. Since then, other studies have analyzed the different requirements to be met to have a successful relationship with the franchisor (Brookes & Altinay, 2011; Clarkin & Swavely, 2006; Edens, Self, & Grider, 1976; Forward & Fulop, 1997; Jambulingam & Nevin, 1999; Knight, 1986; Ramírez et al., 2011; among others). The role of the franchisor (brand reputation, marketing, training and assistance) contributes to the relationship development through the creation of trust, and demonstration of commitment, both at the pre and post stages of franchising partnerships (Altinay et al., 2014). Previous studies have examined advantages of franchising with respect to other organizational forms. Litz and Stewart (1998) showed that franchising brands are a source of strategic
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    54 ISSN 0034-7590 ARTICLES |The use of importance-performance analysis to measure the satisfaction of travel agency franchisees © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 51-64 advantage, because firm outcomes are positively impacted. Kaufmann (1999) shows the rationale behind the franchisee’s decision to acquire a franchise. It depends on industrial factors such as growth, competitiveness, and experience; organizational factors such as personality traits; and financial factors, business factors, and brand aspects such as the franchisor’s reputation, terms of the contract, cost, growth of the system, and power of the brand. According to Kaufmann (1999), some advantages associated with being a franchisee, such as independence and personal involvement in a firm, are valued in the same way as in an independent business. Notwithstanding, obtaining personal benefits is an important advantage of franchising in contrast to other forms of business. Previous literature paid close attention to the motives that lead a business to become a franchisee. Ramírez and Quattrociocchi (2009) reviewed the main papers about franchisees’ motivation for accessing a franchising system. They state that the ranking of motives varies from study to study, and thus between countries. Therefore, the motivation is not as homogeneous as expected by practitioners and researchers (Peterson & Dant, 1990). Exhibit 1 shows the main results from previous studies. Guilloux, Gauzente, Kalika, and Dubost (2004) found that the main franchisee motivation in France is advertising and start-up support. Potential franchisees need to be assured particularly about the initial support provided by the franchisor. Trade name association and the possibility for development are the second-most popular motives for individuals to enter franchising. Although their methodological approaches are not the same as those used in previous studies, these two motives are widely used in the literature. Withane (1991) reports that the proven business format is the main motive in Canada. Many prospective franchisees choose to join franchises rather than start an independent business in order to take advantage of the established business format, brand goodwill, and initial and ongoing customer support. This shows the importance of support as a motivational incentive for companies to enter franchising. Peterson and Dant (1990) found that the main motives in the United States are “training provisions,” “greater independence,” and “established name.” “Lower operating costs,” and “less management involvement” were rejected as advantages. Knight (1986) found that in Canada and in the United States, the main motive was the already established commercial name; the second ranked motivation was a greater job satisfaction compared to salaried employment. J. Stanworth (1985) describes that the main motive was “national affiliation,” which, according to Peterson and Dant (1990), can be considered equivalent to “established name.” Finally, Hough (1986) found that the main motive was ongoing support. Thus, the main criterion varies with country and time. Exhibit 1. Comparison of previous empirical studies Ranking Ramírez and Quattrociocchi (2009) (Spain) Guilloux et al (2004) (French) Withane (1991) (Canada) Peterson and Dant (1990) (United States) Knight (1986) (Canada and United States) J. Stanworth (1985) Hough (1986) 1 Proven business format Advice and assistance before opening Proven business format Training provided Established name National affiliation Franchise support 2 Startup support Name Less risky Established name Satisfaction Franchisor support Lacked experience 3 Established name Possibility for development Goodwill Greater independence Greater independence Better investment Established name 4 Training provided Franchiser’s support Startup support Better investment Faster development 5 Faster development Profitability Ongoing support Lower development cost Proven formula 6 Ongoing support Advertising Quick start Better investment Source: Ramírez and Quattrociocchi (2009) based on Guilloux et al. (2004) and Peterson and Dant (1990).
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    55 ISSN 0034-7590 AUTHOR |José M. Ramírez-Hurtado © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 51-64 The previous motives, along with others, form part of the studies carried out by both researchers and consultants. Some of these motives relate strongly to franchisees’ satisfaction, which determines the relationship between the franchisor and franchisee. Satisfaction is a key element for remaining in the system, and thus contributing to the long-term survival of the franchising agreement (Gauzente, 2003). There is an important theoretical support for franchisors’ interest in the franchisees’ wellbeing and satisfaction (Roh & Yoon, 2009). The repercussions of the franchisee’s satisfaction are evident, and have been previously investigated. Hing (1995) showed the importance of satisfaction and its relation to franchisees recommending new candidates. The same study also showed the relation between satisfaction, and choosing to open new locations under the same franchise. The literature identifies three main approaches when evaluating the franchisee’s satisfaction (Gauzente, 2003): • The first considers franchisee’s satisfaction as a member of the channel. Franchisees are treated as the franchisor’s customers (Berndt, 2009). Satisfaction is related to the running of the channel and the relationships within it. Therefore, the dimension of satisfaction is described over time (longitudinal) instead of at a specific moment (Viera & Slongo, 2007). • The second considers the franchisee as an employee (Morrison, 1997). The franchisee is likewise considered as a purchaser after having initiated the franchisor- franchisee relationship. The franchisee’s satisfaction is related to job satisfaction. • Finally, a third approach analyzes franchisees’ satisfaction based on the activities and tasks carried out in their outlet (Hing, 1995). This approach refers to the difference between what a person earns and what this person thinks they should earn. That is to say, it measures whether the employees or franchisees are satisfied with their jobs (Viera & Slongo, 2007). Morrison (1997) showed the importance of satisfaction is related to franchisees’ activity in their unit, organizational involvement and relationships with the system and franchisor, and the intention to remain in the system. It is important to show that when franchisees are satisfied with their franchisor, they are more cooperative and contribute to the franchise system (Roh & Yoon, 2009). Satisfaction is closely linked to the relationships that develop between the franchisor and franchisee. In this sense, relational marketing is especially important, as the basic concept is the relationship rather than the exchanges within the relationship suggested by transactional marketing. Those franchisors who contribute real value to their franchisees based on stable and profitable relations over time will survive. Franchisees enter the franchising system for a variety of reasons, and consequently can show different levels of satisfaction. It is therefore of vital importance to know which are the most important factors for franchisees, and what value franchisees give to these factors. The present study aims to present information about how this system of association works from the franchisee’s perspective. Specifically, this study seeks to measure franchisee’s satisfaction in regards to the functions they carry out within their franchise. Therefore, it encompasses aspects of the first and third approach identified in the literature review. In order to complete this assessment, the IPA model was utilized. The IPA model identifies which product or service attributes should be the focus to enhance customer satisfaction (Matzler, Bailom, Hinterhuber, Renzl, & Pichler, 2004). Although the IPA model is relevant as an instrument to measure satisfaction, there is still a lack of empirical application to franchisee’s satisfaction. In the context of franchising, the IPA model guides the prioritization and development of action plans to minimize mismatches between importance and performance, resulting in an improved deployment of franchisor resources. METHODOLOGY Sample The data were obtained from a sample of 65 franchisees within the travel agency sector in Spain. Since there is no register of franchisee establishments in Spain, getting the data was quite complex and laborious. The travel agency industry is one of the most representative sectors of the franchising system in Spain. Indeed, according to Tormo Franchise Consulting (2014), the 21 travel agency franchises that operated in Spain in 2014 had 3,454 franchisee establishments. It is the third largest industry sector in terms of number of franchisee establishments. Moreover, this sector billed 1,095 million euros, generating 11,180 direct jobs. The characteristics of the hospitality industry are: large mobility volume, wide geographic distribution, customers searching for a familiar product, and unique travel expectations. Franchising is thus an appropriate method for expansion in this industry (Pine, Hanqin, & Qi, 2000). Moreover, the travel agency sector is dynamic. Many trademark brands have been forced to rethink their service, or
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    56 ISSN 0034-7590 ARTICLES |The use of importance-performance analysis to measure the satisfaction of travel agency franchisees © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 51-64 to merge with others to overcome economic cycles. Despite this, a great number of new business models are concentrated here and the number of new entrants is expected to grow more in the near future due to the lower initial investment (Tormo Franchise Consulting, 2014). Therefore, it is a highly representative sector of the franchising system in Spain. A brief questionnaire was sent out to travel agency franchisees operating in Spain. Franchisees had to score importance and performance of attributes on a scale. The scale ranged from 0 to 10 points, where 0 represents the lowest value, and 10 represents the highest. Usually, franchisors are reluctant to provide e-mail addresses of their franchisees. However, e-mails addresses were obtained through an arduous internet search and franchisees were mailed the request to participate in the study. These e-mails included a letter of presentation and an electronic link to access the questionnaire online. The questionnaire was also sent by post in order to increase the response rate. A total of 354 franchisees were contacted and 65 duly filled out questionnaires, representing an 18.36% response rate. Attributes The IPA model identifies areas to which marketing resources should be allocated in order to improve and enhance the quality of the relationship. In this case, all the attributes are controlled by the franchisor. Literature regarding incentives for entering franchising mentions many factors, but some of them are not directly controlled by the franchisor. For example, outlet profitability and location are not controlled by the franchisor. The profitability of a franchisee depends on several factors: brand strength, location, management, the growth of the particular industry, and so on. Location is another factor many franchisors do not control. While they expect the franchisee to have a general area in mind, including factors such as the parking space, foot traffic, status of the neighboring areas, and price, the final decision is taken by the franchisee. Based on the above comments, only attributes controlled by the franchisor and directly influencing franchisee satisfaction have been used in this study. The literature on franchisees’ satisfaction provided the attributes to measure satisfaction (Barbadillo & Associates, 2013; Berndt, 2009; Guilloux et al., 2004; Harmon & Griffiths, 2008; Hough, 1986; Knight, 1986; Peterson & Dant, 1990; Ramírez & Quattrociocchi, 2007; Roh & Yoon, 2009; J. Stanworth, 1985; Withane, 1991). Exhibit 2 shows the attributes selected. Exhibit 2. Attributes selected to measure satisfaction 1 Brand image 2 Business tried before 3 Size of the franchise 4 Experience of the firm 5 Experience of the chain 6 Belonging to the Official Registry of Franchisors 7 Training provided by the franchisor 8 Initial investment 9 Length of the contract 10 Initial support of the franchisor 11 Ongoing support of the franchisor 12 Chain advertising 13 Initial fee 14 Royalties 15 Advertising fee 16 Delivery from the franchisor 17 Supervision by the franchisor’s head office 18 Internationalization of the franchise All of the attributes included in the satisfaction assessment can be actively modified by the franchisor. The goal of this work is to identify the attributes that franchisors must focus on to prevent failing in elements considered important by franchisees and to reallocate resources from areas of little importance. Franchisors would know which attributes must be improved to increase franchisees’ satisfaction. It does not make sense to include any attribute that the franchisor cannot control as it cannot be used to modify performance. Importance-Performance Analysis (IPA) The methodology is based on the traditional IPA method from Martilla and James (1977). One of the model’s limitations is that the action grid establishes arbitrary axes for the variables, which may mislead management. In this study, the data has been analyzed by means of a new graphic display to address the discrepancies (Ábalo et al., 2006; Picón et al., 2011; Sethna, 1982). This method is likely to be more useful to managers for formulating strategic actions. IPA users consider the importance of the different attributes of a product or service and their rating of its performance once they have used it. The traditional multi-attribute and expectation-value models maintain that each product or service is made up of a series of independent attributes. That means the valuations of the consumers are made from the weighted aggregation of each
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    57 ISSN 0034-7590 AUTHOR |José M. Ramírez-Hurtado © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 51-64 of these attributes’ evaluations (Fishbein, 1967). This is reflected in the following expression (Fishbein & Ajzen, 1975): I VV i n i i 1 0 $= = / where V0 is the global valuation of the product or service, Vi is the importance that each attribute has for the subjects, Vi is the valuation that each attribute receives, and n is the total number of attributes that configure the product or service. Past research has shown that not all attributes explain the global satisfaction with a product or service in the same way (Picón et al., 2011). Consumers tend to make valuations based on a limited number of characteristics; therefore, the most important attributes largely affect their evaluation, while the least important hardly have any influence. This is why weighting valuations is important. Unlike the multi-attribute models of Fishbein (1967), in which the importance and valuation are analyzed in an aggregated manner, in the IPA model, importance and valuation are analyzed separately. This is significant because a high score can be obtained via high importance and low performance or via low importance and high performance (Ennew, Reed, & Binks, 1993). The classic representation of the IPA model was proposed by Martilla and James (1977) by means of a two-dimensional grid, where the values of importance and performance are plotted in four quadrants (Figure 1). Figure 1. Classic representation of importance- performance analysis (Martilla & James, 1977) Importance Possible overkillLow priority Performance + + – – Keep up the good work Concentrate here Concerning policy direction, a distinction can be made between areas in need of further effort (A: high importance-low performance), areas in which too much effort is being expended (D: low importance-high performance), and those in which the current effort is appropriate (B: high importance-high performance and C: low importance-low performance). Employing such analyses could enable management to allocate resources more efficiently, in particular to the quadrant A factors. The marketing strategy to be followed should be defined based on the quadrants where the attributes fall. Although the IPA model offers simple and direct implications for subsequent marketing actions and it can be applied in many diverse disciplines, it has its weaknesses, such as the axes’ positioning and the measurement of the attributes’ importance (Picón et al., 2011). In order to avoid these problems, Picón et al. (2011) proposed a new way of representing results graphically. They did this by considering the analysis of discrepancies, meaning the differences between the importance and performance. This is meant to address arbitrariness, which exists when positioning the axes, as well as increase the amount of information provided by the representation of the quadrants. RESULTS The average scores of importance and performance for each of the 20 attributes are shown in Table 1. All of the scores of importance are greater than the scores of performance. Consequently, in principle, all of the attributes are open to improvement. Nevertheless, according to the classic representation of Martilla and James (1977), which appears in Figure 2, the majority of the attributes fall in the quadrant “keep up the good work,” except four attributes which fall in the quadrant “concentrate here.” According to this figure, only four areas present any deficiencies. This first representation has a clear bias, as the difference of average scores between importance and performance indicate deficiency in all attributes, while the graph shows only four attributes are deficient. As Ábalo et al. (2006) pointed out, it is necessary to plan a modification of the graph for the representation to be more coherent and realistic. A first transformation, already noted by Martilla and James (1977), and later Ábalo et al. (2006), consists of modifying the scale of the axes. These authors propose placing the beginning of the axes according to the smallest value obtained in the average scores. Yet, in different studies by these authors, the end of each axis has not been modified. With the aim of making a coherent and equitable transformation, in this study, we propose to also modify the end of the axes according to the highest value obtained. It is justified because the range of the axes is reduced, and consequently the relative distances of the attributes will
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    58 ISSN 0034-7590 ARTICLES |The use of importance-performance analysis to measure the satisfaction of travel agency franchisees © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 51-64 increase. Hence, the new graphical representation would start its axes on value 4, the end point being value 9. Consequently, the average score of the new scale will be 6.5. Figure 3 shows the new graphical representation. Table 1. Importance, performance and discrepancies of attributes Performance Importance Discrepancies 1 Brand image 6.83 7.89 -1.06 2 Business operations done before 6.68 7.83 -1.14 3 Size of the franchise 6.27 7.16 -0.89 4 Experience of the firm 6.70 7.59 -0.89 5 Experience of the franchise chain 6.98 7.90 -0.92 6 Belonging to the Official Registry of Franchisors 6.33 6.83 -0.49 7 Training provided by the franchisor 6.16 7.87 -1.71 8 Initial investment 7.03 7.79 -0.76 9 Length of the contract 6.95 7.21 -0.25 10 Initial support of the franchisor 6.25 8.03 -1.78 11 Ongoing support of the franchisor 5.59 7.63 -2.05 12 Chain advertising 4.90 7.14 -2.24 13 Initial fee 6.08 7.37 -1.29 14 Royalties 5.76 7.37 -1.60 15 Advertising fee 5.33 6.86 -1.52 16 Delivery from the franchisor 4.86 6.59 -1.73 17 Supervision by the franchisor’s head office 4.70 5.94 -1.24 18 Internationalization of the chain 4.60 5.37 -0.76 Average 6.00 7.24 Figure 2. Results based on classic representation of importance-performance analysis Performance Importance 0 0 6 6 1 1 7 7 2 2 8 8 3 3 9 9 4 4 10 10 12 17 18 16 15 14 11 17 10 51 9 4 2 6 3 13 5 5
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    59 ISSN 0034-7590 AUTHOR |José M. Ramírez-Hurtado © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 51-64 Figure 3. Classic representation with the new scale Performance Importance 4 4 7 7 5 5 8 8 6 6 9 9 12 17 18 16 15 14 11 17 10 5 8 1 9 4 2 6 3 13 In Figure 3, the number of attributes that fall in the quadrant “concentrate here” has increased notably. This representation is closer to reality given that the number of attributes open to improvementhasincreased,asthedifferencesbetweenperformance and importance reflect.However, in thisrepresentation,there isstill a considerable number of attributes in the quadrant “keep up the good work”; hence, contradictory evidence persists. According to Ábalo et al. (2006), another approach that has been followed in literature by some authors (Alberty & Mihalik, 1989; Guadagnolo, 1985; Hollenhorst, Olson, & Fortney, 1992; Martilla & James, 1977) consists of placing the measurement axes in their respective average dimensions. Inasmuch, we obtained a more or less equitable representation of the attributes between the four quadrants (Figure 4). Figure 4. Graphic with axes in average performance (6.00) and average importance (7.24) Performance Importance 4 4 7 7 5 5 8 8 6 6 9 9 12 17 18 16 15 14 11 7 10 5 8 1 9 4 2 6 3 13
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    60 ISSN 0034-7590 ARTICLES |The use of importance-performance analysis to measure the satisfaction of travel agency franchisees © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 51-64 However, even though this representation distributes the points between the four quadrants more or less equitably, it is considered to be a partially artificial representation of strengths and weaknesses (Ábalo et al., 2006). Likewise, according to differences between performances and importance, all of the averages are open to improvement. Thus, the information supplied by the graphical representation is also contradictory. Attempting to solve the problems mentioned, the literature has tried to combine models based on different representations in the quadrants (classic models) and the so-called “diagonal models.” The diagonal models divide the importance-performance analysis space into two halves (Ábalo et al., 2006; Hawes & Rao, 1985; Nale, Rauch, Wathen, & Barr, 2000; Picón et al., 2011; Sampson & Showalter, 1999; Slack, 1994). Diagonalmodelsarebasedonthecalculationofdiscrepancies, defined as the differences in scores between performance and importance. Those attributes with low discrepancies are the ones whereimportanceexceedstheperformance,hencerepresentinghigh priorities for improvement. In this type of model, a 45º diagonal is representedinthegraphsuchthatpointsplacedabovethediagonal havenegativediscrepanciesandarethereforeopentoimprovement. Thegreaterthedistancefromthediagonal,thegreaterthepriorityof management concentrating on it. The classic and diagonal models are combined in Figure 5. The first feature that can be deduced from the graph is that all of the points fall above the diagonal, so all the attributes are open to improvement. Within the attributes that fall in the quadrant “concentrate here,” those which are of higher priority are found more distant from the diagonal. They are the attributes chain advertisement, ongoing support of the franchisor, initial support of the franchisor, delivery from the franchisor and training provided by the franchisor. The lower-priority attributes are length of the contract and belonging to the Official Registry of Franchisors. Figure 5. Representation of classic model and diagonal model Performance Importance 4 4 7 7 5 5 8 8 6 6 9 9 12 17 18 16 15 14 11 7 10 5 8 1 4 2 6 3 13 9 Concentrate here Keep up the good work Possible overkill Low priority DISCUSSION AND MANAGERIAL IMPLICATIONS The key objective of the IPA model is to facilitate the identification of attributes from the franchisor-franchisee relationship for which, given their importance, the franchisor underperforms or overperforms. This study provides valuable information for franchisors in the travel agency industry. It is beneficial because travel agency franchisees’ satisfaction values enable franchisors to identify problem areas and improve the network’s functioning. If franchisees are satisfied in a great number of aspects, they may have a high degree of loyalty towards the franchisors. This is beneficial for the network. Franchisors expect franchisees to
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    61 ISSN 0034-7590 AUTHOR |José M. Ramírez-Hurtado © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 51-64 support and promote the trademark names in order to guarantee the brand’s continued existence (Shivell & Banning, 1995). From the point of view of franchisees, this study diagnoses the satisfaction level of them, and thus helps potential franchisees decide whether to join the network. Two important findings can be described in this study. First, all the attributes regarding the franchisor-franchisee relationship in the travel agency industry are open to improvement. Second, the priorities from attributes improvement vary from one attribute to another. The attributes with highest priority must be dealt in first place. The attributes, in order of their ranking, are as follows: 1) chain advertising, 2) ongoing support of the franchisor, 3) initial support of the franchisor, 4) delivery from the franchisor and 5) training provided by the franchisor. The attributes with lowest priority are: 1) length of the contract, 2) belonging to the Official Registry of Franchisors, 3) Internationalization of the franchise, 4) size of the franchise and 5) experience of the firm. The attribute that travel agency franchisees feel most dissatisfied with is chain advertising. This study was carried out using data from travel agencies. This industry sector is highly competitive, not only between establishments that operate under the franchising system, butalso among establishmentsthatoperate under other business forms. In this highly competitive environment, chain advertising is very important. Managing this aspect well is fundamental for travel agencies to reach their customers. On the other hand, chain advertising is currently not only carried out through traditional channels, but also through new electronic channels. Therefore, franchisors, especially in this sector, should center their efforts on improving their advertising features. The second attribute that franchisees are most dissatisfied with is the ongoing support of the franchisors. This is one of the main reasons why franchisees choose franchising (Guilloux et al., 2004; Hough, 1986; Ramírez & Quattrociocchi, 2009; J. Stanworth, 1985; Withane, 1991). A franchise requires, among other things, the franchisor’s experience and expertise in order to work. These terms do not only refer to technical knowledge, but can also be broadened to include franchisors’ commercial, logistic, administrative, and accounting experience. Thus, given the importance of knowledge transfer, ongoing support to franchisees is essential. The results of this study show a serious deficiency in this attribute, which may convey a need for it to be analyzed by franchisors to improve performance. The third attribute that franchisees are most dissatisfied with is the initial support from the franchisors. If it is important for franchisees to have ongoing support, it is more so at the beginning of the relationship. Common initial support services involve the joint planning of the startup process; the analysis of the target market; determining an ideal location; establishing a commercial area of exclusivity; feasibility of the business project; furnishing equipment and decoration; supervising the fitting-out of the premises; estimating the necessary initial investments and seeking financing; collaborating in the choice of personnel; assessing the initial opening stock; conducting the initial training of franchisees and their personnel; providing operational and image manuals; planning a launch campaign in the market of territorial exclusiveness; elaborating reports of planned exploitation; and providing technical and commercial assistance (Alonso, 2003; Benavides, Mingueta, & López, 2008). The results of the present study show that franchisees are notably dissatisfied with the initial support of the franchisor. Delivery from the franchisor and training provided by the franchisor are the fourth and fifth attributes with which franchisees show a high degree of dissatisfaction. These aspects are to a certain extent related to the initial and ongoing help of the franchisor, so they must be prioritized. Moreover, it must be noted that, in franchising, growth is very important because it depends on how franchisors use their scarce resources to train potential franchisees (Bordonaba-Juste, Lucia-Palacios, & Polo- Redondo, 2011). Attributes causing less dissatisfaction are length of contract, belonging to the Official Registry of Franchisors and internationalization of the franchise. According to online information and specialized magazines, contract length tends to be short (from one to five years), and is hence, not a cause of concern for franchisees. Franchisees are, however, concerned about their franchisor belonging to an Official Registry of Franchisors. Being a registered member is a sign of trust and security (Calderón Monge & Huerta Zavala,, 2015). However, it appears to be much less important than expected in Spain, even though section 2 of article 62 in the January 15 7/1996 Law, which regulates the retail trade, requires franchisors to furnish data to the Official Registry of Franchisors. Baena and Cerviño (2010) show that internationalization helps improve the image of the chain brand. In general, franchisees prefer renowned trademarks. Although in some cases, a high degree of internationalization may lead to less emphasis on domestic expansion, thus implying lower ongoing support, franchisees do not feel dissatisfied with the internationalization. Finally, the priority for other attributes falls between that for the abovementioned groups. CONCLUSION In conclusion, the difference between performance and importance in the attributes shows different levels of dissatisfaction.
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    62 ISSN 0034-7590 ARTICLES |The use of importance-performance analysis to measure the satisfaction of travel agency franchisees © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 51-64 Franchisors must improve all aspects analyzed, but in particular they must pay special attention to improving franchise advertising, and customer support at initial and ongoing stages. A limitation of this work is the non-randomized sampling method used, which limits the generalizability of the results. Furthermore, a small sample was used owing to the difficulties of obtaining data; a higher sample size is more appropriate. Regarding future research recommendations, the current study could be expanded to other franchising sectors and countries to obtain a more comprehensive view and identify any differences. REFERENCES Ábalo, J., Varela, J., & Rial, A. (2006). El análisis de Importancia- Valoración aplicado a la gestión de servicios. Psicothema, 18(4), 730-737. Alberty, S., & Mihalik, B. (1989). 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    64 ISSN 0034-7590 ARTICLES |The use of importance-performance analysis to measure the satisfaction of travel agency franchisees © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 51-64 Viera, V. A., & Slongo, L. A. (2007). Relación entre franquicia y franquiciado. Se proponen dos modelos. Revista Científica Esic-Market, 123, 133-160. Weavin, S., & Frazer, L. (2007). Expansion through multiple unit franchis- ing:Australianfranchisorsrevealtheirmotivations.InternationalSmall Business Journal, 25(2), 173-205. doi:10.1177/0266242607074524 Williamson, G. (1995). Franchising in Australia, 2nd ed. St Leonard’s, Australia: Allen & Unwin Pty Ltd. Withane,S. (1991). Franchising and franchisee behavior: An examination of opinions, personal characteristics, and motives of canadian franchisee entrepreneurs. Journal of Small Business Management, 29(1), 22-29.
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    65 ISSN 0034-7590 ©RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 65-78 FÁBIO DAL-SOTO dalsoto.gel@terra.com.br Professor at Universidade de Cruz Alta, Centro de Ciências Humanas e Sociais – Cruz Alta – RS, Brazil JEFFERSON MARLON MONTICELLI jeffmarlon@hotmail.com PhD Student in Administration at Universidade do Vale do Rio dos Sinos – São Leopoldo – RS, Brazil ARTICLES Submitted 12.14.2015. Approved 10.04.2016 Evaluated by double blind review process. Scientific Editor: Rodrigo Bandeira-de-Mello COOPETITION STRATEGIES IN THE BRAZILIAN HIGHER EDUCATION Estratégias de coopetição na educação superior brasileira Estrategias de coopetición en la educación superior brasileña ABSTRACT Coopetition is a relationship strategy between firms or institutions that compete and cooperate simul- taneously in different areas. Coopetition occurs in several inter-organizational arrangements. This article establishes theoretical propositions about coopetition strategies based on the Consortium of Community Universities in the South of Brazil (Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas - Comung), which is formed of 15 higher education institutions (HEIs) located in the South of Brazil. This article investigates a single case with multiple analysis units conducted through in loco interviews with the President of the Comung and the managers of the HEIs, along with secondary data. The results indicate that coopetition has been used as a mechanism for market protection and to gain access to unavailable resources individually from the dynamic interactions between the Comung HEIs. KEYWORDS | Coopetition, competition, cooperation, higher education, Comung. RESUMO A coopetição é uma estratégia de relacionamento entre empresas ou instituições que competem e cooperam simultaneamente, porém em áreas distintas, que se evidencia em diversos arranjos inte- rorganizacionais. Logo, o objetivo deste artigo é gerar proposições teóricas sobre estratégias de coopetição com base no Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas (Comung), composto por 15 Instituições de Educação Superior (IES), localizado no sul do Brasil. Trata-se de uma investiga- ção de um caso único com múltiplas unidades de análise, realizado por meio de entrevistas in loco com o Presidente do Consórcio e os gestores das IES pesquisadas, além de dados secundários. Os resultados mostram que a coopetição tem sido utilizada como mecanismo de proteção de mercado e acesso a recursos indisponíveis individualmente, de acordo com as interações dinâmicas entre as IES que integram o Comung. PALAVRAS-CHAVE | Coopetição, competição, cooperação, educação superior, Comung. RESUMEN Coopetición es una estrategia de relación entre empresas o instituciones que compiten y cooperan simultáneamente en diferentes áreas. La coopetición ocurre en varios arreglos interorganizacionales. El presente artículo establece propuestas teóricas sobre estrategias de coopetición basadas en el Con- sorcio de Universidades Comunitarias del Sur de Brasil (Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas - Comung), que está formado por 15 instituciones de educación superior (IES) localizadas en el sur de Brasil. Este artículo investiga un único caso con análisis múltiples conducidos a través de entrevistas in situ con el presidente del Comung y los gerentes de las IES, junto a datos secundarios. Los resultados indican que la coopetición se ha utilizado como mecanismo para proteger al mercado y para obtener acceso a recursos indisponibles individualmente de las interacciones dinámicas entre las IES del Comung. PALABRAS CLAVE | Coopetición, competencia, cooperación, educación superior, Comung. RAE-Revista de Administração de Empresas | FGV EAESP DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S0034-759020170106
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    66 ISSN 0034-7590 ARTICLES |Coopetition strategies in the Brazilian higher education © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 65-78 INTRODUCTION The popular topic of relationship networks (Jarillo, 1988) has developed into several research focuses, such as alliances (Gulati, 1998), social networking (Granovetter, 1973; Burt, 1992; Coleman, 1988), learning (Khanna, Gulati, & Nohria, 1998), innovation (Pittaway, Robertson, Munir, Denyer, & Neely, 2004), and governance (Provan & Kenis, 2007). Further, these networks are the foundation of the more recent focus of coopetition (Bengtsson & Kock, 1999, 2000; Bengtsson, Eriksson, & Wincent, 2010), which is an emerging topic of relationship strategies between firms and institutions. In these terms, the traditional dichotomy between competition and cooperation isno longer appropriate to understand inter-organizational relationships (Yami & Le Roy, 2010). Thus, this article establishes theoretical propositions about coopetition strategies based on the Consortium of Community Universities in the South of Brazil (Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas - Comung), which is comprised of 15 higher education institutions (HEIs) and considered the largest higher education system in the South of Brazil (Comung, 2015). Therefore, the following question guides our investigation: how do community HEIs in the South of Brazil use coopetition strategies through the Comung? Hence, this article contributes to coopetition literature by creating theoretical propositions. This article furthers the emerging theoretical field by improving the understanding the empirical use of coopetitive strategies. Coopetition has been analyzed under two approaches: as a context and as a process (Bengtsson et al., 2010). As a context, coopetition has been present in the value chain of a firm (Brandenburger & Nalebuff, 1995), which is composed by the firm, its clients, suppliers, substitutes, and complementaries. In this relationship, coopetition can occur in any direction based on the game theory (Nash, 1950). As a process, coopetition involves strategies of cooperation and competition simultaneously between competing firms in different areas and under different levels of interaction (Bengtsson & Kock, 2000). For example, Apple hiredSamsung to produce a chip for the iPhone 7 to solve problems in the iPhone 6 and reduce dependency on one supplier (Mendoza, 2014). Sony collaborated to distribute the content of PlayStation Now via Samsung Smart TVs (Snider, 2014). Amazon, characterized by pressure from its direct and indirect rivals, competed with suppliers in the editorial market in 2010 to reduce the bargaining power of the big publishing houses. In the electronics market, Walmart, Target, Best Buy, Home Depot, andSears joined forces through the Alliance for MainStreet Fairness to fight against Amazon (Stone, 2014). The critical aspect of these relationships is that cooperation can create value and competition can divide this value. The difficulty of measuring coopetition is in isolating the cooperation and competition strategies, considering the dynamism and implicit characteristics of these relationship strategies. Therefore, insufficient attention has been devoted to the boundaries between cooperation and competition among the actors involved with coopetition (Cygler & Sroka, 2016). Coopetition is the context to analyze the simultaneity and intensity of cooperative and competitive strategies. The timing of cooperation and competition can differ depending on the dynamics of the relationships between firms. For example, firms can cooperate and compete simultaneously (Luo, 2007; Ritala & Hurmelinna-Laukkanen, 2009), at different points in time (Chien & Peng, 2005), or sequentially (Galvagno & Garaggo, 2007; Ritala & Weggman, 2011). Many industries have suffered economically from globalization, including those that are more traditional or basic, such as education.The pressure to adapt to the new circumstances of the globalized economy of the twentieth century brought many consequences for the international and Brazilian higher education academic system. In response, HEIs have elaborated policies, strategies, and actions to create or support competitive advantages. This strategic intent has encouraged HEIs to explore new alternative groupings. Additionally, since the target activities of the HEIs are related to national development and are part of an environment characterized by both market dynamics and state regulations, new inter-organizational arrangements are relevant for perpetuity. However, few studies have explored the adoption of coopetition strategies in this sector and have instead argued for increased competitiveness (Muijs & Rumyantseva, 2014) or researched inter- organizational relationships in educational networks (Fu, Wu, & Ho, 2007; Sjogren & Fay, 2002). In this article, we research the interactions among HEIs and identified coopetitive strategies from an inter-organizational perspective in the same industry. For the empirical field, universities undergo strategic changes and are an increasingly important locus for the study of strategic action (Gioia & Thomas, 1996). Moreover, universities are particularly interesting for the study of strategic action because they are pluralistic organizations with multiple objectives that are not necessarily compatible with firms or endowed with a global strategic orientation. Therefore, universities are a relevant, yet inadequately explored, context for the study of strategic action (Jarzabkowski, 2003). Next, we address the theoretical assumptions that support coopetition, presenting first the tenants of competition and cooperation. Consequently, we present the methodological aspects of the research design and explore the Comung case. Finally, we provide the final considerations and limitations of the research that provide opportunities for future research.
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    67 ISSN 0034-7590 AUTHORS |Fábio Dal-Soto | Jefferson Marlon Monticelli © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 65-78 THEORETICAL BACKGROUND Before coopetition emerged as an important business strategy, competition and cooperation were traditionally used separately to describe the relations among firms (M’Chirgui, 2005). Until the mid-1980s, inter-organizational relations were analyzed mainly under the view of competition between firms and were influenced by economic theories. From the second half of the 1980s, studies on cooperation between firms widened, and the interaction between cooperation and competition strategies was considered from the 1990s. Cooperation and coopetition strategies complement the competitive paradigm through the generation of new forms of intra-organizational governance and expansion of grouping alternatives between organizations (Brandenburger & Nalebuff, 1995; Padula & Dagnino, 2007). Consquently, the traditional dichotomy between competition and cooperation is no longer appropriate to understand inter-organizational relations (Yami & Le Roy, 2010). The competitive perspective Competition measures forces between agents to obtain an advantage over the opponent. The objective is to ensure that subsequent risks are lower than future rewards (Hamel & Prahalad, 1994). The premise of the competitive paradigm is the dispute between agents for the same resources that cannot be achieved simultaneously. This motivates behavior for individual gains and results in counter-movements, which are intensified by challenges posed by competition or opportunities to improve market position (Padula & Dagnino, 2007). The basic assumption is that individuals act to maximize their own interests (Bengtsson & Kock, 2000), which creates imitation among competitorsto handle situationsofenvironmental uncertainty (Bengtsson & Kock, 1999). This phenomenon is known as mimetic isomorphism (Dimaggio & Powell, 1983). Thus, even if organizations develop distinctive competencies, competitors’ behaviors are homogenized for the legitimacy of their strategies. Similarly, competition is a concurrent relationship to establish supremacy over a position. Through this, firms achieve superior performance and create a competitive advantage (Porter, 1980, 1985) or distinctive competencies that are difficult to imitate (Barney, 1991; Wernerfelt, 1984). Accordingly, the organizational competencies related to a firm’s strategy that generate results better than the market average, characterized as organizational or core competencies, also provide a competitive position to the firm (Prahalad & Hamel, 1990). Thus, it is expected that a firm will adopt hostile behavior in the business environment since it will exercise power over its competitors through distinctive and organizational competencies that differentiate it from others. Competitors have shared goals that are determined independently. However, the common goal is based on competition as competitors dispute similar goals by using their available resources. Therefore, this relationship is defined as a condition of tension between different actors that tends towards conflict, disharmony, and relentless pursuit caused by an imbalance between the agents, even if this results in a zero sum (Eriksson, 2008). Horizontally, firms compete for and seize competitive advantages (Porter, 1980, 1985) or distinctive competencies that provide products or services superior to competitors’ (Barney, 1991; Wernerfelt, 1984). Furthermore, for horizontal relationships, these interactions can yield networks of inter-organizational complementarity (Bengtsson & Kock, 1999). Vertically, the position, power, and dependency of firms within a network affect their competitive advantages. This inter- organizational relationship is influenced by the interaction of the purchasing or selling positions of the firms’ operations (Brandenburger & Nalebuff, 1995; Gnyawali & Madhavan, 2001). However, the competitive perspective has some limitations. The main criticism is that it does not recognize that a firm’s decisions affect others and, consequently, the industry to which it belongs. Competition is passive and ignores the imperfections of the competitive relationship that can lead to, for example, a monopoly situation (Hunt & Morgan, 1995; Osarenkhoe, 2010). Thus, the term competition involves intrinsic conflict and rivalry to dispute the same features. Its objective is to develop aggressive strategies to achieve higher value than competitors. The cooperative perspective Cooperation strategies occur when organizations attempt to reach their goals through reciprocal cooperation instead of competition (Jarillo, 1988). They are motivated by increased competition based on technology, environmental dynamism, or the demand for additional resources so they can acquire and share knowledge and technological development, access new markets, expand scale gains, create barriers of entry, and focus on their target activity (Khanna et al., 1998). Cooperation aims to improve the efficiency of organizations through the of agents with common goals. It is an alternative to maintaining the competitiveness of firms in a highly competitive scenario. Conceptually, cooperation can be defined as a relationship in which individuals, groups, and organizations interact through dividing or leveraging capacity and additional resources for mutual benefit (Osarenkhoe, 2010).
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    68 ISSN 0034-7590 ARTICLES |Coopetition strategies in the Brazilian higher education © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 65-78 In a highly competitive scenario, organizations develop strategies that generate sustainable competitive advantages. Cooperation is one of the adopted positions, since it prevents direct dispute with competitors, limits the conflict based on a cooperative agreement, enables the sustainability of the acquired competitive advantage, or encourages the generation of value (Bleeke & Ernst, 2001). Hamel and Prahalad (1989) also state that cooperation is the most effective way for new competitors to access markets and technology, especially for smaller firms. However, these firms assume risks as they cooperate to produce mutual gains and compete to maximize their own returns (Tiessen & Linton, 2000). Thus, a paradox is created because the firm may develop selfish behavior and a relationship of trust and collaboration that shares information and experiences must be established. The main implication of the cooperative paradigm is that interdependence between firms generates a positive sum, in which the performance of a participant is directly related to the performance of another, which emphasizes the development of joint actions to achieve mutual benefits (Jarillo, 1993; Padula & Dagnino, 2007). It is a strategy based on trust and harmony in relationships (Bengtsson & Kock, 1999) that has the foundation of concern and commitment to the other party (Das & Teng, 1998). For cooperation to be successful, behaviors of reciprocity and stability are necessary (Axelrod & Hamilton, 1981). Other approaches justify the need for firms to cooperate rather than compete in a dynamic environment, as characterized by their organizational interactions. From the economic point of view, cooperation improves efficiency, reduces transaction costs, corrects the imperfections of the market, and makes organizations more flexible (Williamson, 1985). Moreover, following the Resource-Based View concept (Barney, 1991; Wernerfelt, 1984), resources are better used through cooperation, unless valuable resources are not shared. However, a lack of confidence between participants, an unfavorable environment, a strategic mismatch between firms with different goals, opportunistic actions, or inadequate benefits limit the collaborative strategy (Tiessen & Linton, 2000; Jarillo, 1988; Bengtsson & Kock, 2000). This is associated with a lack of recognition of competitive forces in a cooperative relationship (Padula & Dagnino, 2007) or an understanding of those facts only as negative influences (Bengtsson et al., 2010). Similar to the competitive approach, the cooperative perspective is incomplete and can be improved through the concept of coopetition. The coopetitive perspective In a dynamic and complex business world, firms increasingly engage in the simultaneous pursuit of cooperation and competition referred to as coopetition to handle uncertainties caused by increased global competition, new markets, and rapid technological changes (Bengtsson et al. 2010; Bengtsson & Kock, 2000; Park, Srivastava, & Gnyawali, 2014; Deitz, Tokman, Richey, & Morgan, 2010). The coopetitive strategy is defined as “[...] a paradoxical relationship between two or more actors simultaneously involved in cooperative and competitive interactions, regardless of whether their relationship is horizontal or vertical” (Bengtsson & Kock, 2014, p. 182).This strategy involves the duality of two contradicting interactions, which contributes to the definition of coopetition as a paradoxical relationship (Bengtsson & Kock, 2014). The proposal of coopetition is the cooperation between rival firms to improve conditions, such as size or market demand, and the competition between rival firms for higher profits (Okura, 2007). Even if firms acquire resources, it is difficult to access them individually. An alternative is to create value by sharing knowledge and resources through cooperation while also competing to achieve the best results. This relationship involves economic and non-economic exchanges. In cooperation, power is across the value chain, while in competition, power is in the strength and position of the actors (Bengtsson & Kock, 1999, 2000; Bengtsson et al., 2010). As the process of the interaction of competition and cooperation between firms, coopetition is a relational concept with several dimensions according to the types of established strategies (Bengtsson et al., 2010). Firms assume dynamic combinations to balance competition and cooperation according to the environment (Graph 1). Firms that occupy a more central and autonomous position in the networkassume greater competitiveness. Similarly, firms with a greater diversity of markets are more likely to get results from centrality and coopetition (Gnyawali, He, & Madhavan, 2006). In this relationship, three types of resources circulate: reputation, information, and assets, which are optimized following the firm’s position (Gnyawali & Madhavan, 2001). This concept has evolved to consider coopetition as a paradoxical relationship between two or more actors simultaneously involved in cooperative and competitive interactions, whether they are horizontal or vertical (Bengtsson & Kock, 2014). It is challenging to maintain the dynamic balance between these two approaches as there is a constantly changing strategic mix of cooperation and competition (Bengtsson & Kock, 2000; Roy & Yami, 2009).
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    69 ISSN 0034-7590 AUTHORS |Fábio Dal-Soto | Jefferson Marlon Monticelli © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 65-78 However, despite coopetition being based on convergent interests, its model is criticized mainly because of the risks posed by environmental opportunism and dynamism (Gulati, Nohria, & Zaheer, 2000; Hamel, 1991). Moreover, relationships fail when the agents do not recognize the asymmetry of benefits and perceive injustice (Khanna et al., 1998). Coopetition creates dependency that is manifested through the negotiation of information between the parties. This exchange must maintain a minimum level for cooperation, while its segregation provides sources of competition (Baumard, 2008). We established a framework of similarities and differences between competition, cooperation, and coopetition strategies to stress the importance of coopetition (Exhibit 1). Graph 1. The arena for dynamic coopetition Dynamic coopetition Competition Cooperation Strong Strong Weak Weak Source: Bengtsson, Eriksson, and Wincent (2010). Exhibit 1. Comparing competition, cooperation, and coopetition Categories Competition Cooperation Coopetition Concepts Dispute by the agents for the same resources that cannot be achieved individually (Padula & Dagnino, 2007). Maximization of individual interests (Bengtsson & Kock, 2000). Division of skills or additional resources for mutual or superior benefit (Osarenkhoe, 2010). Cooperation in areas different from where they compete (Bengtsson & Kock, 2000) or in a chain that adds value to the firm (Brandenburger & Nalebuff, 1995). Objectives Gains higher than the competitors. Resource sharing to access new markets, creation of entry barriers and focusing on target activity. Creation of opportunities, removal of external obstacles, or neutralization of threats. Theoretical background Competitive advantage. Distinctive competencies. Resource Based View (RBV). Game Theory, Transaction Cost theory (TCT), Resource Based View (RBV). Premises Conflict, bargaining power. Harmony, trust, reciprocity. Interdependence, dynamism, complexity. Characteristics Independent decisions about common goals. Search for a balance between the agents. Development of joint actions to achieve mutual benefits and common goals. Agents avoid conflict by making cooperative agreements. Use of formal or informal agreements (Osarenkhoe, 2010; Bengtsson & Kock, 1999). Creating and sharing value between agents. Interest structure and partially convergent goals. Overcoming possible intentions of selfish behavior by overlapping interests (Padula & Dagnino, 2007; Bengtsson & Kock, 1999, 2000; Bengtsson et al., 2010). Restrictions for the success of the strategy Not achieving a performance higher than the others' performance, thus generating a competitive advantage (Porter, 1980, 1985) or distinctive competencies that are difficult to imitate (Barney, 1991; Wernerfelt, 1984). Lack of trust between the agents. Strategic misalignment between the agents. Opportunistic behavior (Tiessen & Linton, 2000; Jarillo, 1988; Bengtsson & Kock, 2000). Agents invest resources to increase the total to be shared, which will not necessarily be divided equally (Padula & Dagnino, 2007; Abdallah & Wadhwa, 2009). Criticism Lack of recognition of the dependence of the firm's decisions on the industry and economic imperfections (Osarenkhoe, 2010). Lack of recognition of competitive forces or these being seen as negative influences (Padula & Dagnino, 2007). Opportunism, asymmetry, perception of justice between those involved (Gulati et al., 2000). Difficulty to replicate the predictive model based on the Game Theory for the coopetitive environment (Armstrong, 1997).
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    70 ISSN 0034-7590 ARTICLES |Coopetition strategies in the Brazilian higher education © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 65-78 METHODOLOGY From a qualitative approach, this research focuses on a single case study with multiple analysis units. This technique was chosen to comprise a complex, context-dependent phenomenon (Eisenhardt, 1989). The research illuminates the discussion of competition and cooperation in HEIs through coopetition (Muijs & Rumyantseva, 2014). Despite being integrated in the same consortium, the Comung HEIs have significant differences that impact their competitiveness, including their size, location or scope, quantity and quality of graduates, and strict sense and scientific post- graduate programs. As the Comung consists of 15 HEIs, geographic proximity was a criterion for choosing the HEIs to better highlight the cooperative and competitive features. Using this criterion, six HEIs and the presidency of the Comung were surveyed (Exhibit 2). Exhibit 2. Institutions researched Institution Interviewee(s) Location of the campus/campuses Number of students (2014 basis) Comung President Approximately 210,000 Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) Vice-Dean of Research, Innovation, and Development Porto Alegre (main campus) and Viamão (city located in the Metropolitan Region of Porto Alegre). Approximately 30,000 Centro Universitário Univates (Univates) Dean and Vice-Dean of Business Administration Lajeado (city located in the West region of the South of Brazil and approximately 110 km from Porto Alegre.) More than 13,000 Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) Vice-Dean of Business Administration Santa Cruz do Sul (city located in the West region of the South of Brazil and approximately 60 km from Lajeado.) More than 12,000 Centro Universitário La Salle (Unilasalle) Vice-Dean of Development Canoas (city located in the Metropolitan Region of Porto Alegre). More than 8,000 Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijuí) Dean Ijuí (main campus), Santa Rosa, Panambi, and Três Passos (all located in the North-West of the South of Brazil). More than 10,000 Universidade de Cruz Alta (Unicruz) Dean Cruz Alta (city located in the North-West of the South of Brazil) and approximately 40 km from Ijuí. More than 3,000 For collecting data on these HEIs, several sources were used through direct and indirect documentation. As a direct source documentation, semi-structured interviews were conducted with the President of the Comung and with the Deans and/or Vice- Deans of the selected HEIs. Thus, seven interviews were conducted with each lasting 40 minutes to one hour. Given the qualitative approach, the validity and reliability of the method were carefully considered. The script for the interviews was based on three analysis categories from the theoretical foundations of competition, cooperation, and coopetition (Exhibit 3). As each category had six questions, the script was composed of 18 questions. The interviews were accomplished separately in each HEI from November 2014 to January 2015. Exhibit 3. Analysis categories used for the interview script Categories Subcategories References Competition Competition for markets, products/services, geographic location; academic areas, competition between the Comung HEIs and other HEIs; factors generating competitive advantage. Porter (1980, 1985); Padula and Dagnino (2007); Hamel and Prahalad (1994); Prahalad and Hamel (1990). Cooperation Actions, motivations, benefits, symmetry, or asymmetry of power and information, based on trust or contracts, rules and norms to be a member of Comung; formal ties of cooperation with other institutions. Jarillo (1988, 1993); Osarenkhoe (2010); Tiessen and Linton (2000); Das and Teng (1998). Coopetition Conflicts, advantages, difficulties, individual protagonism of the Comung HEIs. Bengtsson and Kock (1999, 2000); Bengtsson, Eriksson, and Wincent (2010); Gnyawali, He, and Madhavan (2006); Padula and Dagnino (2007).
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    71 ISSN 0034-7590 AUTHORS |Fábio Dal-Soto | Jefferson Marlon Monticelli © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 65-78 For the indirect documentation, information already formalized by the Comung and HEIs in internal documents, promotional materials, and their institutional sites were gathered. By associating the interviews with the secondary data, observations, and notes of researchers, the data were triangulated. This strategy allows for a more comprehensive analysis, since it considers more than one source of information (Flick, 2009). While employing both primary and secondary data, data triangulation obtains more validity and reliability through collecting data at different times from different sources or through using multiple instruments to study one phenomenon (Collis & Hussey, 2005; Stake, 1998). The type of triangulation used was methodological (Denzin, 1978), which addresses the use of multiple methods to obtain more complete and detailed data. This combines several methods to better understand the different aspects of a reality and avoid the biases of a single methodology (Azevedo, Oliveira, Gonzales, & Abdalla, 2013). The interviews with key informants from different HEIs allowed for the crossing of information about the same phenomenon. As mentioned, the Comung HEIs have several differences and as each has its own characteristics and autonomy. Their different perceptions of coopetition were contrasted atvarious points, which allowed the collected information to be confirmed. Additionally, the information collected bythe interviewswas contrastedwiththeConsortium’sofficialdocuments,suchasmeeting records and statutes. For example, the information collected in the interviews about the policies of competition between the Comung HEIs was contrasted with the interviews and the Consortium’s statutes.Theseproceduresprovideinternalvalidityoftheinformation (Azevedoetal.,2013)sothewiderangeofinformantswithindividual experiences and views can be compared. Further, the analysis of several corporate documents contributes to the credibility of the information in a qualitative approach. For data analysis, the content analysis technique was used to infer knowledge through the generation of quantitative indicators (Bardin, 2011). Data analysis was performed using summaries prepared by the authors, interviews recordings, and printed and digital materials. The data were constantly compared (Strauss & Corbin, 1990) between theory and results to further the discussion of coopetition and our propositions. THE COMUNG CASE The Comung has approximately 208,000 undergraduate and graduate students, representing about 60% of the students in higher education in the South of Brazil. The Comung HEIs are from more than 40 university campuses and 380 municipalities in the South of Brazil. The 15 HEIs participating in the Comung are: Feevale University (Universidade Feevale), IPA Methodist University (Centro Universitário Metodista IPA), Pontifical Catholic University of Rio Grande do Sul (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS), Franciscan University (Centro Universitário Franciscano - Unifra), La Salle University (Centro Universitário La Salle - Unilassalle), Catholic University of Pelotas (Universidade Católica de Pelotas - UCPel), University of Caxias do Sul (Universidade de Caxias do Sul - UCS), University of Cruz Alta (Universidade de Cruz Alta - Unicruz), Regional University of Northwest of the State of Rio Grande do Sul (Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul - Unijuí), University of Santa Cruz do Sul (Universidade de Santa Cruz do Sul - Unisc), Unisinos University (Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos), Univates University (Centro Universitário Univates), University of Passo Fundo (Universidade de Passo Fundo - UPF), University of the Campanha Region (Universidade da Região da Campanha - Urcamp), and Integrated Regional University of Alto Uruguai and Missões (Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões - Uri) (Comung, 2015). Due to the geographic coverage and academic areas, these HEIs have a supply overlap and often compete for the same markets. However, these HEIs also cooperate in certain activities, especially in strengthening the position of community HEIs in the context of Brazilian higher education and political power with regulatory agencies of the federal government, such as the Ministry of Education (Ministério da Educação [MEC]), Coordination for the Improvement of Higher Education Personnel (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior [CAPES]), and National Counsel of Technological and Scientific Development (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico [CNPq]). Thus, this seemingly dichotomous coexistence has been developed for over 20 years within the Comung, with periods of greater or lesser engagement between HEIs, marked by the dynamics of the Consortium, industry pressures, regulatory bodies, and the market. Therefore, this research focuses on the key aspects developed by the Comung, both in competition and cooperation, to theoretically explore continuing this inter- organizational arrangement through coopetition. Competition in/of the Comung The competition between the Comung HEIs occurs naturally from competing for students and improving the quality of activities and courses, especially between those HEIs that are geographically close. However, this competition has several elements that soften market relations, through attention to geographical areas of coverage and non-predatory or aggressive competition.
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    72 ISSN 0034-7590 ARTICLES |Coopetition strategies in the Brazilian higher education © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 65-78 These elements are built tacitly between the HEIs as the trust relationships are strengthened. This network exhibits “civilized competition” as it expresses a set of rules that strengthen the competitive position of the group (Muijs & Rumyantseva, 2014). Moreover, smaller HEIs are favored by this competition than those with more resources. As most students in Brazilian higher education work, generally the HEIs operate during the evening after the daily work-shift of the students. Thus, the biggest competition is for HEIs that are geographically close because the audience is regionalized. However, the territory between the HEIs is safeguarded in favor of the relationships between HEIs and their managers, despite not being formalized and having no clear demarcation. This is the most noticeable aspect of the HEIs located in the rural side of the South of Brazil, because hardly any Comung HEIs will settle in a city where a co-sister institution is located. The metropolitan area of Porto Alegre is somewhat different due to greater overcrowding and nearby towns, which causes more overlapping of the HEIs’ geographic markets. Evidence of this was common in the interviews and verified in the Comung statutes. The main source of financial support for the community HEIs are the fees students are charged, especially for undergraduate courses. Thus, the portfolio of undergraduate courses of the Comung HEIs is formed according to their individual interests and market with no delimitation by the Consortium. There are even Comung HEIs that are close geographically that have similar portfolios of undergraduate courses, indicating competition for the same markets. When compared and considered as a whole, the Comung HEIs compete based on the quality of their activities. Beyond the Consortium, the largest competition is with private HEIs, but this is more non-collaborative and based on their differences rather than aggressive. Moreover, these HEIs benefit from the traditional development of their regions and overlapping in their areas of coverage, which increase barriers to private entrants. This is supported by the following interviews: […] we [Comung] create a kind of shield around the State that has always been a reference in quality education. So if you do a national analysis, the RS is the State where the private HEIs came here lastly because we always had a very strong regional coverage. […] our big difference is with private HEIs, which has another focus of business, profit, and not the involvement that Community HEIs has with its base, its area of operation, trying to help the region to start developing alternatives, work together in the regions of greatest need, and this is our big difference. In this scenario, the external environment, mainly the competition, may pressure actors to adapt to new challenges (Hagberg-Andersson, 2006). In more dynamic and unstable markets, competition is higher (Padula & Dagnino, 2007). A coopetition strategy between firms can strategically manage the partially convergent interests and goal structures and create value. Consequently, coopetition improves competitiveness and efficiency for competitors. Firms gain a competitive edge and develop skills and resources they need internally (Choi, 2005). The interaction between cooperation and competition can reduce costs, share risks, explore skills, and improve efficiency. Moreover, rivals rarely compete in all businesses, products, or markets, providing opportunities to coopete. Thus, this leads us to the first proposition of this article. P1: Competition increases through a cooperative relation- ship, which protects the geographical market where the ac- tor operates and raises barriers to new entrants. Cooperation in the Comung There is much administrative and academic cooperation between the HEIs of the Comung (Exhibit 4). The exchange of experiences has occurred since 2010, including bureaucratic and administrative activities inherent to the sector and implementation and management activities for academic courses and programs. This contributes to the competitiveness of the HEIs by reducing and sharing costs, improving learning, and qualifying and differentiating activities. Even in areas of intense competition such as undergraduate courses, the Comung HEIs cooperate through the exchange of experiences, including those that are geographically close. In areas with less competition, such as postgraduate courses, some HEIs cooperate more intensively by offering associate programs that require a closer relationship between teachers. This is beneficial and provides access to unavailable resources, retains faculty, and promotes verticalization of a particular knowledge field. These aspects converge with the benefits observed by Muijs, Ainscow, Chapman, and West, (2011), which include the transferal of professional, practical, and political experiences between institutions, the development of capabilities to fill organizational gaps, and improved resilience to external changes. This is illustrated by the following interviews:
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    73 ISSN 0034-7590 AUTHORS |Fábio Dal-Soto | Jefferson Marlon Monticelli © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 65-78 […] we [PUCRS] had during 5 years a doctorate in full association with the UCS in the business administration area. When we did this doctorate, neither we nor the UCS had the conditions to do this doctorate. It was of this partnership between the two institutions that had this doctorate and now, this year [2015], we got that each institution has its own doctorate. […] the issue of cooperation is so strong that the Comung has the Paiung, which is the institutional evaluation program of the Consortium, where we met us periodically to exchange experiences about, for example, evaluation processes, evaluation experiences, evaluation of disciplines, and student behavior. Exhibit 4. Examples of cooperation between Comung HEIs Administrative actions - Joint political movement together with regulatory agencies of the federal government, such as the Ministry of Education, CAPES, and CNPq. - Active participation and support in the construction and implementation of student loan programs by the federal government (e.g., the Student Financing Fund [Fundo de Financiamento Estudantil - FIES]) and partial and integral grants (e.g., Program University for All [Programa Universidade para Todos – Prouni]). - Active participation in the construction and approval of a specific federal regulation that recognizes the status of the community universities (Law No. 12881, 2013) and the tax recovery plan (Incentive Program for Restructuring and Strengthening of Higher Education Institutions – [Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento das Instituições de Ensino Superior – Proies], Law No. 12688, 2012). - Joint action with other national and regional entities, such as the Brazilian Association of the Community Universities (Associação Brasileira das Universidades Comunitárias [ABRUC]), the Association of Educational Foundations in the State of Santa Catarina (Associação Catarinense das Fundações Educacionais [ACAFE]), the Brazilian Association of Educational and Evangelical Institutions (Associação Brasileira de Instituições Educacionais Evangélicas [ABIEE]), the National Association of Catholic Education of Brazil (Associação Nacional de Educação Católica do Brasil [ANEC]) to reinforce their bargaining power with the federal government. - Joint negotiation with teachers’ and technical and administrative civil servants’ unions. - Joint purchases of materials and software, which has several obstacles, such as cooperation difficulties in the middle ranks of the HEIs management, differences in the specifications of the materials and methods of payment, and relationships with local suppliers of each HEI according to their community character. - Two editions of MBAs in Management of HEIs for the qualification of managers, including an international module in European universities. - Sharing managerial experiences and administrative procedures. Academic actions - Association to joint implementation of post-graduation courses (e.g., Master’s Degree in Full Attention to Health - Unicruz and Unijuí; Ph.D. in Business Administration - PUCRS and UCS). - The offer of a continuing education program for general teachers (with experts from Finland participating in one of the editions) and specifically for teachers in the field of Engineering. - Preparation of Internal Notices of Research by the Comung, involving researchers from at least three HEIs to foster research and associated research lines. - Agreements with foreign universities to share experiences of students and teachers (e.g., UAS7 – Seven Universities of Applied Sciences, Germany). - Two Comung Seminars to discuss teaching, research, extension, and management activities. - Exchange of experiences of implementation and management of academic courses and programs. The shared objectives are more important than maximizing individual profits. Self-interests are overlapped, congruent, and positively dependent on each other, thus generating a strategic interdependence among firms known as the coopetitive system of value creation (Dagnino & Padula, 2002; Padula & Dagnino, 2007). Coopetitive relationships are based on trust, reciprocity, and altruism (Kanter, 1994). However, participants cooperate in distinct fields where they are competing (Luo, 2005). Firms collaborate to create value, away from customers, and compete to appropriate the value that has been created, near customers (Bengtsson & Kock, 2000; Walley, 2007). Other examples, discussed in many interviews, show the strength of this cooperation and access to unavailable resources. For example, when the federal government resumed the operator function of the Student Financing Fund (Fundo de Financiamento Estudantil [FIES]) program through the National Fund for Educational Development (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação [FNDE]) in 2010 it found several problems. Thus, the
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    74 ISSN 0034-7590 ARTICLES |Coopetition strategies in the Brazilian higher education © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 65-78 federal government, recognizing Comung as a significant partner in this policy, used one of its HEIs (the Unisc) as a pilot case for resolving inconsistencies and implementing changes at the national level. This caused several changes for the Comung HEIs. For the Incentive Program for Restructuring and Strengthening of Higher Education Institutions (Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento das Instituições de Ensino Superior [Proies]), the movement of the Comung jointly with other national and regional entities resulted in the approval of Law No. 12688, 2012, which allowed several HEIs, such as Unicruz and Urcamp, to renegotiate their debts with the federal government. This achievement was crucial to the financial health of these HEIs. Generally, cooperation is conducted by the Consortium or the more interested HEIs. Exchanges occur between those with similar size, geographic region of expertise, or knowledge field. However, as there are significant differences between the Comung HEIs, the advancement of some cooperation activities are hindered by the HEIs’ individual characteristics. Nevertheless, coopetition has the same origin as collaboration since both arise from common interests that substitute the maximization of individual gain. However, this is not necessarily divided equally between the parties (Padula & Dagnino, 2007). Although interests are aligned, a discord point will cause dispute over the division of the results. The earnings of the relationship will be proportional to what was invested, what was obtained, and the individual power exercised in the relationship strategy (Abdallah & Wadhwa, 2009). From this, we present the second proposition of this study. P2: Cooperation enables access to unavailable resources individually, generating more learning and benefits from shared costs and increased quality, which improves competition capacity. Coopetition in the Comung Competition and cooperation relationships between Comung HEIs have assumed several configurations (Graph 2). A topic may be dominated by competition assumptions, but also may advance the sharing of experiences and resources. This can be illustrated by the evolution of the Comung in relation to its largest unification from political discussions and consequent regulations and sharing of administrative and academic experiences. The following interviews exemplify that: […] the universities that compose the Comung alternate themselves in the protagonism. Some of them will be with major role at given time, ac- cording to the theme. You can be the protagonist in the theme “x”, but in the theme “y” you may haven’t interest [...]. So, the Comung works vari- ably over time, by own characteristics of each in- stitution, and variable at the same time accord- ing to the topic under discussion. Now, what is important is that because of this I think the Co- mung very strong, that is, there are issues of common interest. There was a time that there was a much more alive competition, much fiercer between the institutions. But, as the Consortium itself was constituted, it was creating space for discussion, conversation, creating a degree of trust between the institutions, and some fears eased and there is a strong respect between the institutions […]. Graph 2. Coopetition between Comung HEIs Dynamic coopetition Political movement; relationship with other institutions; negotiation with unions Postgraduate associated programs Sharing of admionistrative and academic experiences; professors continuing education Under-graduation courses: dispute for studentsJoint purchases Competition Cooperation Strong Strong Weak Weak Source: Adapted from Bengtsson, Eriksson, and Wincent (2010). With different intensities regarding competition between HEIs, actions have advanced from an initial timid relationship to closer cooperation. Over time, the Comung HEIs have changed their positions and pursue cooperation in both activities of weak and strong competition. Some examples are shown in Graph 2. Despite the advances, coopetitive relationships are not homogeneous among the Comung HEIs, as some are more cooperative and others are more reclusive or competitive. These types of coopetition relationships between Comung HEIs reflect the maturity of the topics according to the Consortium. Coopetition is based on sharing objectives, transferring knowledge, identifying complementarities, flexible inter- organizational networks (Choi, Garvia, & Friedrich, 2009), and
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    75 ISSN 0034-7590 AUTHORS |Fábio Dal-Soto | Jefferson Marlon Monticelli © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 65-78 reciprocity (Muijs & Rumyantseva, 2014). The balance between competition and cooperation is difficult because some topics are directly linked to the HEIs’ financial and academic sustainability, which implies greater and prolonged decisions. The limit of coopetition is inherent to each HEI since a greater openness for cooperation can weaken competitive capacity. The Comung, for example, did not promote further initiatives such as the one made by the Association of Educational Foundationsin theState ofSanta Catarina (Associação Catarinense das Fundações Educacionais [ACAFE]) that promotes a joint final entrance exam. There is also no cooperation for the provision of undergraduate courses to avoid an autophagic process, especially between HEIs that are geographically close. Therefore, the income generated by undergraduate courses is mandatory for the competition for students and inhibits the progress of cooperation. Further, coopetitive relationships of the Comung are developed based on trust and informal relationships between HEIs and their managers, which was found in the interviews and internal documents. Therefore, greater initiatives to establish coopetition strategies will create stronger trust relationships (Muijs et al., 2011). Coopetition is based on the interdependence between firms or institutions, with the partial convergence of interests and objectives through disparate relationships. Its foundation is in aligning different interests toward a common goal and creating opportunities to generate competitive advantages, while removing external obstacles and neutralizing threats (Chin, Chan, & Lam, 2008). However, participants cooperate in areas different from where they are competing (Luo, 2005). Additionally, coopetition can be strengthened by the existence of market commonality and resource asymmetry between firms. Market commonality contributes more to competition whereas resource asymmetry contributes more to cooperation (Hung & Chang, 2012). On this basis, we present the third proposition of this article. P3: Coopetitive relationships develop over time and according to the influence of the topic, which implies the intensity of the cooperation and competition. FINAL CONSIDERATIONS Based on competition and cooperation strategies used by the Comung HEIs in the South of Brazil, this study contributes to coopetition literature by creating three theoretical propositions. Therefore, the relationship strategies established by the Comung HEIs were used as an empirical field. First, there have been many changes in the market structures of emerging countries such as Brazil. Until the late 1980s, Brazil was characterized by being extremely closed with little competition and few suppliers. In the early 1990s, with the end of the market reserves and the entry of foreign firms, there was a restructuring of the competition in most industries, including education. One strategy for this new competitive scenario was to strengthen cooperative relationships to create mechanisms to protect the market. However, the interaction between competition and cooperation is not static, being susceptible to internal and external environmental factors (Luo, 2007) that constantly create opportunities for value (Crisan, 2013) or threats. Second, resources, such as knowledge, capabilities, and assets, are not homogeneous between institutions that compete for the same market. Thus, the heterogeneity of resources can stimulate cooperation to make this an advantage for the firms (Bengtsson & Kock, 2000). Moreover, the transfer of knowledge through cooperation and competition between firms can increase the customer base and financial performance (Luo, Slotegraaf, & Pan, 2006). Considering the need for resources for greater engagement on cooperation, larger HEIs may not be as committed as smaller HEIs. Thus, just as the interdependence between HEIs can create and share value through greater interaction, its benefits are also not necessarily equally divided. Third, for the coopetition strategy to provide better results, there must be a balance between competition and cooperation (Gnyawali & Park, 2011). However, depending on the actors and the environment, one strategy will prevail. This paradox makes the adoption of collaborative behavior possible and individualistic, determining its position according to the dynamism of the relationships. Thus, each HEI operates according to its counterpart, and views opportunities or threats and establishes countermoves. This is in line with Dagnino and Padula (2002) who identify coopetition as a hybrid strategy that unites firms’ deliberate or emerging actions according to the environmental dynamism and its ability to improve positions, resources, or capabilities. Although coopetition has been discussed in light of theory, the relevance of coopetition depends on the regional and national educational policies while considering the market aspects. Coopetitive strategies, with an emphasis on competition, result from institutional policies that consider the education sector as a potential market with business opportunities. Coopetition is based on collaboration, and is seen more frequently in countries where there is an education market structure and competitive behavior is limited, such as such as Chile, England, and Sweden (Muijs & Rumyantseva, 2014). This improved understanding creates opportunities for future studies. For example, the theory of social capital can be used to analyze the centrality of each HEI. Finally, the institutional influences that permeate the relationship strategies, both for the HEIs and the Comung, can be explored.
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    76 ISSN 0034-7590 ARTICLES |Coopetition strategies in the Brazilian higher education © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 65-78 REFERENCES Abdallah, F., & Wadhwa, A. (2009). Collaborating with your rivals: Identifying sources of coopetitive performance. Copenhagen, Denmark: Copenhagen Business School. Armstrong, J. S. (1997). Why can’t a game be more like a business? A review of Co-opetition by Brandenburger and Nalebuff. Journal of Marketing, 61(2), 92-95. doi:10.2307/1251833 Axelrod, R., & Hamilton, W. D. (1981). The Evolution of Cooperation. Sci- ence, 2, 1390-1396. Retrieved from http://science.sciencemag.org/ Azevedo, C. E. F., Oliveira, L. G. L., Gonzales, R. K., & Abdalla, M. M. (2013). A estratégia de triangulação: Objetivos, possibilidades, lim- itações e proximidades com o pragmatismo. In: IV Encontro de Estu- do e Pesquisa em Administração e Contabilidade. Brasília, DF: Nov. 3-5. Bardin, L. (2011). Análise de conteúdo. São Paulo, SP: Edições 70. Barney, J. 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    80 ISSN 0034-7590 ARTIGOS |Modelo estrutural de governança da informação para bancos © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 79-95 INTRODUÇÃO Neste início de século, as pessoas e as organizações convivem em um ambiente caracterizado pela abundância de dados, criados e multiplicados em velocidade espantosa. Segundo o International Data Corporation (IDC, 2014), o universo digital (definido como uma medida de todo dado digital criado, replicado e consumido no mundo no período de um ano) está dobrando de tamanho a cada dois anos e, em 2020, alcançará 44 zettabytes (ou 44 trilhões de gigabytes). A expansão do universo digital tem levado as organizações a repensar suas estratégias em relação à guarda e uso da informação. As firmas e indústrias estão se tornando mais digitais, dependentes das novas tecnologias de comunicação e conectividade, em um contexto caracterizado pelo crescimento acentuado no volume e na complexidade dos dados, em que o desafio colocado é não perder sua habilidade de gerar valor a partir deles (Faria & Sympson, 2013). A abundância de informação nas organizações oferece um grande potencial de riqueza, mas também traz riscos, que precisam ser mitigados. Por isso, algumas delas estão estabelecendo corpos formais de governança para criar estratégias, políticas e procedimentos em torno da distribuição da informação dentro e fora da empresa. Nesse grupo, estão os bancos, reconhecidos pelo seu dinamismo e elevado grau de maturidade nas suas práticas de tecnologia da informação (TI) e de negócios, representantes da indústria que mais investe em TI no mundo (Beccalli, 2007, p. 1) e que passou por grandes transformações nos últimos anos (Soares, 2011, p. 11). Em uma economia da informação, as empresas devem aproveitar os seus dados para melhorar os processos de negócios, lançar produtos e serviços inovadores e encantar seus clientes (Beath, Becerra-Fernandez, Ross, & Short, 2012). Em relação a esses últimos, Soares (2011) afirma que a governança da informação (GI) é crítica para os bancos, uma vez que eles estão cada vez mais centrados nos clientes. A GI pressupõe a existência de políticas e práticas para o gerenciamento, uso, melhoria e proteção da informação que permeiam toda a organização (Soares, 2011). Auxilia diretamente a definição das estratégias do negócio, seja em cenários estáveis ou de mudança contínua, ao oferecer o insumo necessário no processo decisório: informação. A GI é uma área recente de pesquisa (Grembergen & Haes, 2009), e, conforme Kooper, Maes e Lindgreen (2011), esse conceito foi introduzido cientificamente em 2004, por Donaldson e Walker, na National Health Society (NHS). O estudo quantitativo pretende contribuir para a construção teórica do tema ao apresentar um modelo validado com executivos de TI de bancos e testado estatisticamente com o uso de equações estruturais. Se as relações teóricas propostas na pesquisa com os bancos são estatisticamente significantes, elas podem indicar caminhos às organizações que desejam investir em um programa de GI para adicionar valor pelo uso mais eficiente das suas informações. Portanto, este trabalho propôs-se a validar, com base na abordagem de Koufteros (1999) e Koufteros, Babbar, e Khaigobadi (2009), um modelo de regressão estrutural de GI para os bancos, que inclui relações diretas e indiretas entre os fatores. Com o modelo, testado com base na percepção dos executivos de TI que participaram da pesquisa, é possível identificar os fatores e itens que podem ser considerados em um programa de GI nos bancos. REVISÃO DA LITERATURA Na revisão da literatura, foram feitas buscas na base de dados da biblioteca virtual da Associação de Sistemas de Informação (AIS), com foco nos journals da Basket of 8, que significa o grupo dos oito principais periódicos de referência na área de SI apontados pela AIS, quais sejam: European Journal of Information Systems; Information Systems Journal; Information Systems Research; Journal of AIS; Journal of Information Technology; Journal of MIS; Journal of Strategic Information Systems e MIS Quarterly. Para isso, utilizaram-se as seguintes palavras-chave: information governance, data governance, governança da informação e governança de dados. De acordo com Booth, Papaioannou, e Sutton (2012), as palavras-chave devem ser escolhidas pelo pesquisador de acordo com os objetivos de sua pesquisa, podendo ser adaptadas ou reduzidas ao longo da pesquisa, mas devem ser as mesmas para todas as bases de dados em que a busca foi realizada. Complementarmente, foram realizadas buscas nas seguintes bases de dados: EBSCOHost, Google Acadêmico e Web of Science, com os mesmas palavras-chave citadas anteriormente. Em todo esse processo de revisão, não foram encontradas publicações que apresentassem um modelo de GI validado estatisticamente. São apresentados, a seguir, conceitos sobre GI, o modelo de GI e as hipóteses de pesquisa propostas no trabalho. Governança da Informação Grembergen e Haes (2009) indicaram, em seu trabalho, o surgimento de uma nova disciplina na área de governança, a GI. Ela surge para preencher um espaço nas organizações não atendido pela governança da TI, primeiro recolocando a informação como o recurso essencial e, segundo, demonstrando que o uso da informação, e não apenas a sua produção e armazenamento, deve ser considerado nos processos de governança (Kooper et al., 2011).
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    81 ISSN 0034-7590 AUTORES |Fernando de Abreu Faria | Antonio Carlos Gastaud Maçada | Kuldeep Kumar © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 79-95 Nas definições encontradas na literatura, por meio da repetição de diversos termos, é possível inferir o escopo de ação da GI. Esses termos são regras, normas, políticas, ética, cultura, conteúdo corporativo, direitos decisórios, accountability, compliance, uso apropriado, alcance em toda a empresa, valor, pessoas, processos, ferramentas. Para explicitar o que é GI, três definições foram selecionadas, por bem caracterizarem seu significado e abrangência. A primeira, de Kooper et al. (2011), “Governança da informação envolve o estabelecimento de um ambiente e de oportunidades, regras e direitos decisórios para a valoração, criação, coleta, análise, distribuição, armazenamento, uso e controle de informações” (p. 195); a segunda, de Faria, Maçada e Kumar (2013), “Governança da informação refere-se ao estabelecimento de políticas, por meio de estruturas formais, que definem regras, procedimentos e direitos decisórios sobre a gestão da informação, de forma a mitigar o risco regulatório e operacional, reduzir custos e otimizar o desempenho da organização” (p. 4444); e a terceira, de Smallwood (2014), “Governança da informação é um subconjunto da governança corporativa, e inclui os principais conceitos de gerenciamento de registros, gerenciamento de conteúdo, de TI e governança de dados, segurança da informação, privacidade de dados, gestão de riscos, preparação para litígios, conformidade regulatória, preservação digital a longo prazo, e até mesmo inteligência de negócios” (p. 5). O modelo e as hipóteses de pesquisa A identificação dos fatores da GI e dos seus itens no modelo proposto é baseada em elementos da teoria da agência, da teoria da visão baseada em recursos da firma (RBV) e da teoria das capacidades dinâmicas, com posterior validação pela utilização de técnicas qualitativas, com a participação de 16 altos executivos de TI de bancos no Brasil, em Hong Kong e nos Estados Unidos (Faria et al., 2013). Algumas publicações indicaram possibilidades de modelos para a GI, conforme listado no Quadro 1. Quadro 1. Modelos de GI anteriores Modelo de GI Referência Modelo HORUS (do inglês holding, obtaining, recording, using, sharing) para a GI na NHS. Donaldson e Walker (2004) Um modelo de GI deve alcançar toda a organização e considerar pessoas, processos, políticas e sistemas. Hill (2008) São características de um modelo de GI: definição clara de papéis e responsabilidades; estabelecimento de um corpo central de governança; suporte top-down; estabelecimento de um programa educativo; introdução de padrões com flexibilidade. The Economist (2008) Um modelo de GI deve considerar quatro fatores, pessoas, políticas, tecnologia e gerenciamento de risco. Samuelson (2010) GI envolve a definição de políticas, procedimentos e controles para gerenciar a informação em conformidade com as exigências regulatórias externas e internas. Smalwood (2011) Um modelo de GI com três dimensões, valor, qualidade e compliance. Lajara e Maçada (2013) A partir das diversas alternativas, este trabalho propõe um modelo diferente, composto por três construtos básicos para a GI, políticas, sistemas (SI/TI) e estrutura, todos eles associados à geração de valor pela organização. O modelo, que foi testado estatisticamente, baseia-se no fato de que qualquer ação de governança é iniciada pelo estabelecimento de uma política. Esta só é materializada dentro de uma organização nos dias de hoje quando apoiada pela TI, e está sob a responsabilidade de um componente de governança (do inglês governance body) que presta contas e responde por ela. O desenvolvimento das hipóteses de pesquisa considerou as possibilidades de relações entre os construtos da GI. A Figura 1 apresenta o modelo de pesquisa utilizado no estudo quantitativo. Figura 1. Modelo de pesquisa • Accountability • Acessibilidade • Compartilhamento • Compliance • Comunicação • Monitoramento • Padronização Governança da Informação Sistemas (SI/TI) ValorPolíticas Estrutura H2 H4 H1 H3 H5
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    82 ISSN 0034-7590 ARTIGOS |Modelo estrutural de governança da informação para bancos © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 79-95 Osconstrutos,osfatoresouasvariáveispresentesnomodelo de pesquisa para a GI são: políticas, que representa as políticas e práticas relacionadas à GI na organização, envolve itens relativos a accountability, acessibilidade, compartilhamento, compliance, comunicação, monitoramento e padronização; sistemas (SI/TI), que representa o conjunto de sistemas e tecnologias da informação disponíveis na organização, que dão suporte à GI; estrutura, que representa a estrutura formal de governança, define e habilita as políticas e práticas de GI na organização; valor, que representa o valor percebido o qual é gerado pela organização como resultado das políticas e práticas de GI. No modelo de pesquisa, as variáveis sistemas (SI/TI) e estrutura ligam causa (as políticas de GI) e efeito (o valor), são mediadoras. Essas variáveis seguem a variável independente (as políticas de GI) e precedem a variável dependente (o valor). Além disso, supõe-se a existência de correlação entre as variáveis sistemas (SI/TI) e estrutura (as mediadoras) e a variável independente (políticas). As hipóteses de pesquisa exploram principalmente as relações entre os fatores da GI e o valor. O Quadro 2 relaciona as cinco hipóteses propostas no trabalho, indicando também os elementos teóricos e as referências utilizados em sua construção. Quadro 2. As hipóteses de pesquisa H Descrição Elementos teóricos Referências H₁ O fator Políticas está positivamente associado ao Valor. Na governança de TI é clara a relação entre as políticas de TI, os sistemas de informação, a estrutura de governança de TI e os seus impactos sobre o desempenho ou o valor gerado. Uma boa governança de TI harmoniza decisões sobre a administração e a utilização da TI com comportamentos desejáveis e objetivos do negócio. Sem estruturas de governança cuidadosamente projetadas e implementadas, as empresas deixam essa harmonia de lado. Brynjolfsson e Hitt, 1996; Falk, 2005; Prajogo e Olhager, 2012. Weill e Ross, 2004. H2 O fator Políticas está positivamente associado ao fator Sistemas (SI/TI). H3 O fator Políticas está positivamente associado ao fator Estrutura. H4 O fator Sistemas (SI/TI) está positivamente associado ao Valor. A indústria bancária é caracterizada por ser altamente competitiva e dinâmica. Mais que isso, nessa indústria, a relação entre a TI e o negócio bancário é muito estreita. A TI (ou os investimentos em TI) está relacionada com os resultados, o desempenho ou o valor gerado nas organizações. As firmas investem em TI no pressuposto que essas tecnologias irão influenciar o desempenho. Na era pós- paradoxo da produtividade, os pesquisadores se voltam para descobrir como, ao invés de, se a TI contribui para o desempenho da empresa. Lamberti e Buger, 2009. Nakata, Zhu, e Kraimer, 2008; Faria e Maçada, 2011; Qrunfleh e Tarafdar, 2012. Tallon, 2007; Campo, Rubio, e Yague, 2010. H5 O fator Estrutura está positivamente associado ao Valor. A estrutura está relacionada com o desempenho ou valor gerado. Claver-Cortés et al., 2012; Pathan e Faff, 2012. As cinco hipóteses previstas no modelo buscam verificar as relações entre os construtos políticas e valor, políticas e sistemas (SI/TI), sistemas (SI/TI) e valor, políticas e estrutura, e estrutura e valor.
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    83 ISSN 0034-7590 AUTORES |Fernando de Abreu Faria | Antonio Carlos Gastaud Maçada | Kuldeep Kumar © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 79-95 METODOLOGIA O estudo sobre o tema GI na indústria bancária foi realizado em três etapas. A primeira, uma revisão da literatura que identificou fatores e itens para um modelo de GI; a segunda, um estudo qualitativo com o objetivo de validar, junto a um grupo de altos executivos de TI dos bancos, os itens e fatores que poderiam compor um modelo de GI; e a terceira, um estudo quantitativo com a proposição de um modelo de regressão estrutural. O presente artigo apresenta uma parte desse estudo, que foi realizada durante a etapa quantitativa, aquela em que foi validado o modelo estrutural. Conforme Weston e Gore (2006), a modelagem de equações estruturais (do inglês structural equation modeling – SEM) é uma combinação de análise fatorial e análise de caminhos, o que leva o pesquisador a pensar sobre os seus dois componentes primários, o modelo de mensuração e o modelo estrutural. O primeiro descreve os relacionamentos entre as variáveis observadas (os indicadores) e os seus construtos, enquanto o segundo descreve os relacionamentos entre os construtos. Quando o modelo de mensuração e o modelo estrutural são considerados em conjunto, o modelo pode ser chamado de modelo estrutural completo. Para validação do modelo estrutural, foi utilizado o paradigma proposto nos trabalhos de Koufteros (1999) e Koufteros et al. (2009), que é apresentado no Quadro 3. Quadro 3. Paradigma para validação de modelos estruturais Etapa Atividade Elaboração Elaboração do instrumento com base na revisão da literatura e nos resultados da etapa qualitativa. Pré-teste Análise de outliers; Índice de correlação de item total corrigido (CITC); Alfa de Cronbach (instrumento preliminar e final); Análise fatorial exploratória convergente; Eliminação de itens. Estudo completo - Purificação da base e confiabilidade Purificação da base de dados com análise de dados omissos, outliers, respondentes não engajados, análise da multicolinearidade, normalidade, linearidade, homocedasticidade; Teste de adequação da amostra (KMO e esfericidade de Barlett); Análise da confiabilidade com Alfa de Cronbach e CITC. Análise fatorial confirmatória Validação do modelo de mensuração; Validação do modelo de mensuração inicial (valores t, cargas fatoriais, índices de ajustamento); Uso dos valores de covariância residual padronizada e dos índices de modificação; Validação do modelo de mensuração final (valores t, cargas fatoriais, índices de ajustamento, validade discriminante (AVE), confiabilidade composta). Testes com modelos alternativos; Identificação da relação teórica entre os construtos e os itens; Validação dos fatores; AFC para o modelo de primeira ordem com um único fator latente; AFC para o modelo de primeira ordem com os fatores ortogonais (não correlacionados); AFC para o modelo de primeira ordem com todos os construtos correlacionados; AFC para o modelo de segunda ordem; Comparação entre os modelos. Modelo estrutural Detalhamento do modelo de regressão estrutural; Análise do modelo; Verificação das hipóteses. Primeiramente, foi feita uma pesquisa survey como um pré-teste e, em seguida, após ajustes no instrumento, foi realizada a survey final. Ambas foram realizadas exclusivamente com executivos de TI de bancos que operam no Brasil. Essas surveys tiveram como objetivo validar os fatores e itens do modelo de GI para os bancos. Depois de coletados os dados, eles foram submetidos às análises estatísticas e, posteriormente, foi utilizada a técnica de modelagem de regressão estrutural para validar o modelo de GI proposto.
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    84 ISSN 0034-7590 ARTIGOS |Modelo estrutural de governança da informação para bancos © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 79-95 População e amostra A população-alvo da pesquisa é formada por todos os executivos de TI dos bancos brasileiros. Para buscar a participação dos executivos, a exigência foi que o executivo de TI respondente ocupasse um cargo de chefia em sua organização. As amostras do estudo (pré-teste e estudo completo) são não probabilísticas por conveniência. Nesta pesquisa, no estudo completo, foi utilizada a amostragem “bola de neve” (do inglês snowball sampling). Os dados foram coletados diretamente dos questionários aplicados sobre os executivos de TI de diversos bancos brasileiros, públicos e privados. Para alcançar o público-alvo, o pesquisador (um ex-CIO de banco) elaborou uma lista dos bancos no Brasil em que possuía contatos com o CIO ou com outro executivo de alto nível. Posteriormente, foi feito o contato com o CIO ou com um alto executivo de cada um dos bancos relacionados por meio presencial, telefônico ou e-mail, ocasião em que foi apresentada a pesquisa e solicitada a participação de outros executivos de TI do mesmo banco ou de seus colegas de outros bancos. Tal procedimento foi repetido em todos os bancos cujos executivos participaram da pesquisa. A lista foi ampliada com a inclusão de executivos de alto nível de outros bancos, que foram indicados pelos contatos da lista inicial. Embora seja não probabilística, a amostra obtida é variada e significativa, pois contém um número expressivo de executivos de TI dos maiores bancos do País, além de incluir bancos de diferentes portes e características. O pré-teste foi realizado em maio de 2013, teve uma amostra por conveniência de 35 executivos de TI dos bancos, e suas respostas foram coletadas por intermédio de aplicativo específico para tratamento de questionários na internet. Para a survey final, realizada entre junho e agosto de 2013, o instrumento foi aplicado sobre uma amostra da população-alvo composta por 222 executivos de TI dos bancos. No processo de purificação dos dados, um questionário foi rejeitado por ter sido considerado de respondente não engajado. Participaram do estudo completo (a survey final) executivos de TI de 40 bancos no Brasil. Se se considerar o ranking disponibilizado pelo Banco Central do Brasil (2013), intitulado “50 maiores bancos e o consolidado do sistema financeiro nacional”, para a posição de junho de 2013, pode-se afirmar que a quase totalidade dos bancos participantes na referida amostra está inserida no grupo dos 50 maiores bancos (classificação por ativo total) do País. Entre os 221 respondentes que compuseram a amostra do estudo completo, 14,8% eram membros do board, executivos do nível estratégico, diretores de TI ou chefes de unidade de TI; 47,9% dos executivos tinham mais de 20 anos de trabalho na área de TI; e 52,4% dos respondentes trabalhavam havia mais de 20 anos nos seus respectivos bancos. Entre os respondentes, estavam 182 executivos de bancos múltiplos, 22 de bancos comerciais, 7 de bancos de investimento, 2 de bancos de desenvolvimento e 8 que não informaram qual o registro do seu banco no Banco Central. Desenvolvimento do instrumento de coleta de dados Para a realização da survey com os executivos de TI dos bancos, o pesquisador optou pelo uso de questões de concordância, de modo a capturar a percepção dos executivos sobre os diversos itens, com a adoção de uma escala Likert de 7 pontos. Os construtos são medidos, neste trabalho, com base na percepção dos executivos de TI. Medir resultados com base na percepção de executivos não é novidade nos estudos organizacionais. Campo, Rubio, e Yagüe (2010) afirmam que a variável de percepção é uma variável proxy para os resultados reais, que normalmente são difíceis de obter. De acordo com Dess e Robinson (1984), as medidas de percepção de desempenho são comparáveis às medidas objetivas. Nas palavras de Tallon, Kraemer, e Gurbaxani (2000), “as medidas de percepção e as medidas objetivas podem coexistir” (p. 149). O instrumento foi submetido a um processo para validação de face e de conteúdo com acadêmicos e executivos brasileiros com experiência na área de TI. Primeiro, ele foi avaliado por três doutorandos da área de SI/TI, todos em fase de tese, para uma validação de face e de conteúdo. Depois, foi submetido ao crivo de dois executivos da área de TI nos bancos. O documento foi atualizado, incorporando algumas sugestões de melhoria relativas aos termos utilizados e à clareza de algumas questões. Complementarmente, foi aplicada a técnica do card sorting com a participação de três executivos de TI de bancos, para validar os construtos e itens do instrumento. O instrumento utilizado no pré-teste era composto por duas seções de perguntas. A primeira seção continha as questões relativas aos fatores da GI e ao valor percebido como resultado da GI. A segunda apresentava questões relativas ao perfil dos respondentes. Por fim, deve-se registrar que o questionário foi construído e distribuído com o auxílio de software operado na internet. Adicionalmente, foi oferecida aos respondentes a opção do questionário impresso. Pela internet, foram obtidas 146 respostas, enquanto a opção impressa foi utilizada por 76 executivos. Tratamento estatístico dos dados O trabalho utilizou a modelagem de equações estruturais (SEM), mais precisamente a análise fatorial confirmatória (AFC) e a modelagem de regressão estrutural.
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    85 ISSN 0034-7590 AUTORES |Fernando de Abreu Faria | Antonio Carlos Gastaud Maçada | Kuldeep Kumar © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 79-95 Para realizar as análises estatísticas mais triviais, como as estatísticas descritivas, a análise fatorial, confiabilidade, entre outras, foi utilizado o software SPSS versão 21. Para o desenvolvimento da análise fatorial confirmatória e a modelagem de regressão estrutural, foi utilizado o software AMOS versão 21. RESULTADOS E DISCUSSÃO Os construtos e os seus respectivos itens constantes do instrumento de pesquisa que foi aplicado no estudo completo estão apresentados, em conjunto com algumas estatísticas básicas, na Tabela 1. Parte desses itens foi excluída durante a validação do modelo de mensuração. Tabela 1. Relação de Construtos e Itens do Instrumento Final Construto/Item Survey item CITC Média DP Alfa Políticas 0,92 PL1 (AT) A liderança executiva estabelece regras de responsabilização sobre o uso da informação. 0,75 5,55 1,38 PL2 (AT) Os direitos decisórios sobre o uso da informação são claros e definidos. 0,73 5,07 1,46 PL3 (AS) O acesso à informação é controlado por regras corporativas. 0,60 5,80 1,32 PL4 (AS) O funcionário tem acesso apenas às informações corporativas necessárias ao seu trabalho. 0,63 5,23 1,51 PL5 (CT) Existem regras para o compartilhamento de informações com o mercado (clientes e parceiros). 0,60 5,54 1,39 PL6 (CT) Temos regras para o compartilhamento de informações entre as unidades de negócios. 0,70 5,15 1,41 PL7 (CL) As informações corporativas obedecem a requisitos de compliance. 0,58 5,73 1,08 PL8 (CL) A privacidade das informações é garantida pelas regras de compliance. 0,60 5,64 1,29 PL9 (CM) Temos um processo de comunicação interno sobre as práticas relativas ao uso da informação. 0,63 5,43 1,41 PL10 (CM) Comunicamos os nossos funcionários quando fazem uso impróprio da informação. 0,56 5,24 1,54 PL11 (MN) Temos ferramentas que permitem monitorar o uso da informação. 0,71 4,98 1,59 PL12 (MN) Utilizamos métricas para avaliar os resultados das políticas de informação. 0,68 4,14 1,61 PL13 (PD) O uso de padrões facilita a nossa gestão da informação. 0,49 5,87 1,22 PL14 (PD) Temos regras para padronização da informação. 0,63 5,60 1,25 Sistemas (SI/TI) 0,76 SI1 Os sistemas estão preparados para adaptarem-se rapidamente às mudanças do negócio. 0,64 3,84 1,68 SI2 Os sistemas são efetivos na disponibilização das informações para os usuários. 0,55 5,04 1,44 SI3 Os sistemas disponibilizam informações para a tomada de decisão em dispositivos móveis. 0,52 4,24 1,78 SI4 Os sistemas permitem recuperar todas as informações de um cliente por meio de uma interface única. 0,55 3,26 1,74 Estrutura 0,75 ET1 A governança da informação está ligada à governança corporativa. 0,55 4,80 1,60 ET2 As áreas de negócios participam das decisões sobre a governança da informação. 0,51 5,06 1,63 ET3 Existe uma estrutura formal de governança que define as políticas relacionadas à informação. 0,55 5,74 1,36 ET4 A governança da informação é aprovada no nível estratégico pelo Board. 0,57 5,23 1,31 Valor 0,82 VL1 Melhor direcionamento dos investimentos em TI. 0,67 4,98 1,55 VL2 Redução do risco regulatório. 0,51 5,70 1,25 VL3 Melhor desempenho operacional. 0,72 5,40 1,31 VL4 Diminuição do custo de armazenamento (storage). 0,55 4,56 1,63 VL5 Aprimoramento do processo decisório. 0,66 5,36 1,45 Obs.: AT (accountability); AS (acessibilidade); CT (compartilhamento); CL (compliance); CM (comunicação); MN (monitoramento); PD (padronização); CITC (correlação item total corrigido); DP (desvio-padrão); α (alfa de Cronbach).
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    86 ISSN 0034-7590 ARTIGOS |Modelo estrutural de governança da informação para bancos © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 79-95 São 14 itens relativos ao construto políticas, quatro para o construto sistemas (SI/TI), quatro para o construto estrutura e cinco para o construto valor. Nesta seção, são apresentados a seguir o processo de validação do modelo de mensuração, os testes com modelos alternativos e, por fim, o modelo estrutural proposto com os resultados das hipóteses. Validação do modelo de mensuração A validação do modelo de mensuração foi feita por meio de uma análise fatorial confirmatória (AFC), conforme proposto no paradigma de Koufteros (1999, p. 475). Nele, as etapas um e dois referem-se ao desenvolvimento do instrumento e à coleta de dados. Para iniciar a etapa três da proposta de Kouferos, incluiu-se o modelo de mensuração com seus construtos e itens em um software de modelagem de equações estruturais (AMOS). O modelo de mensuração inicial apresentado na Figura 2 possui quatro construtos e 27 itens. As informações que compõem a base de dados já passaram pelo processo de purificação e pelos testes de adequação da amostra final. Figura 2. Modelo de mensuração inicial PL1 PL6 PL11 PL2 PL7 PL12 PL3 PL8 PL13 PL4 PL9 PL14 SI1 Modelo de mensuração inicial Tabela A - validação individual dos construtos do MMI Tabela B – Índices ajustamento do MMI *Valor t não foi calculado (carga fatorial fixada arbitrariamente em 1); valor p < 0,001 para todos os coeficientes. SI2 SI3 SI4 ET1 ET2 ET3 ET4 VL1 VL2 VL3 VL4 VL5 PL5 PL10 e17 e20 e22 e16 e15 e13 e1 e5 e19 e7 e11 e14 e8 e9 e2 e12 e18 e21 e3 e4 e6 e10 e23 e24 e25 e26 e27 Políticas Sistemas Estrutura Valor 0,78 0,76 0,61 0,67 0,63 0,73 0,62 0,66 0,65 0,58 0,74 0,72 0,68 0,75 0,73 0,70 0,58 0,60 0,52 0,67 0,62 0,80 0,64 0,59 0,65 0,67 0,66 0,69 0,85 0,74 0,73 0,63 0,74 Construto Item Valor t Carga Padronizada Políticas PL1 * 0.776 PL2 11,983 0,760 PL3 9,333 0,612 PL4 10,369 0,666 PL5 9,589 0,625 PL6 11,521 0,732 PL7 9,450 0,621 PL8 10,143 0,656 PL 10,069 0,651 PL10 8,729 0,577 PL11 11,724 0,742 PL12 11,424 0,731 PL13 7,754 0,518 PL14 9,834 0,643 Sistemas (SI/TI) SI1 * 0,716 SI2 8,880 0,698 SI3 8,187 0,671 SI4 7,951 0,590 Estrutura ET1 * 0,676 ET2 7,614 0,583 ET3 7,648 0,620 ET4 8,755 0,731 Valor VL1 * 0,752 VL2 8,562 0,602 VL3 11,512 0,797 VL4 8,790 0,631 VL5 10,299 0,741 Índice Ajustamento x2 /df 1,781 RMSEA 0,060 GFI 0,838 AGFI 0,808 CFI 0,907 NFI 0,813 TLI 0,898 IFI 0,909 PCFI 0,822 PNFI 0,737 Fonte: AMOS A etapa três trata da validade convergente, que consiste na observação dos valores t e das cargas fatoriais padronizadas. Segundo Koufteros (1999), não há um valor de corte comumentemente aceito para as cargas dos fatores, mas a validade convergente pode ser avaliada pelo exame da razão das cargas dos fatores e seus respectivos erros-padrão. Em geral, se os valores t são maiores que |2| ou |2,576| então eles são considerados significantes ao nível de 0,05 e 0,01, respectivamente. Na Tabela A da Figura 2,
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    87 ISSN 0034-7590 AUTORES |Fernando de Abreu Faria | Antonio Carlos Gastaud Maçada | Kuldeep Kumar © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 79-95 estão listados os coeficientes padronizados e os valores t de cada uma das variáveis (ou itens) por construto do modelo. Pode-se observar na tabela que os valores t são superiores a |2,576| e as cargas fatoriais são superiores a 0,5 para todos os itens dos construtos. Na etapa quatro de Koufteros, deve-se avaliar os índices de ajustamento e unidimensionalidade. Para isso, foram analisados os índices de ajustamento, os valores das covariâncias residuais padronizadas (do inglês standardized residual covariances) e os índices de modificação (do inglês modification indices) calculados pelo AMOS para o modelo. Os índices de ajustamento do modelo de mensuração inicial estão listados na Tabela B da Figura 2. Na tabela, pode-se observar que os valores calculados para o modelo estão adequados aos valores recomendados na maioria dos índices. Somente o GFI está um pouco abaixo do valor recomendado. Na sequência da análise, observou-se, no AMOS, a matriz com os valores de covariância residual padronizada e também os índices de modificação. A respeito desses dois números, Koufteros (1999) afirma que os valores de covariância residual padronizada são altos quando maiores que |2,58| e que os índices de modificação superiores a 15 devem ser observados com atenção. Além disso, Brown e Moore (2012) relatam que os índices de modificação e os resíduos padronizados são, muitas vezes, úteis para determinar as fontes particulares de tensão na solução quando o modelo contém erros menores de especificação. De acordo com esses autores, a razão mais comum para reespecificação do modelo de mensuração é melhorar o seu ajustamento em decorrência de, pelo menos, um dos três seguintes critérios: índices de ajustamento inadequados, resíduos padronizados muito grandes ou índices de modificação que indicam áreas localizadas de ajustamento ruim. Assim, no processo de avaliação dos valores de covariância residual padronizada, dos índices de modificação e das cargas fatoriais entre os construtos no modelo de mensuração inicial, foram identificadas sete variáveis observadas (itens) que apresentaram problemas em relação aos valores de referência e, por isso, foram retiradas do modelo. Em síntese, foram excluídos do modelo cinco itens do construto políticas, um item do construto estrutura e um item do construto valor. Também foi identificada uma correlação entre dois itens do construto políticas (PL13 e PL14), algo plausível e até certo ponto esperado, já que ambos avaliam a questão das políticas de padronização das informações nos bancos. No construto políticas, o item PL12 (Utilizamos métricas para avaliar os resultados das políticas de informação) foi retirado por apresentar índices de modificação iguais a 14,021 com o item PL3 (O acesso à informação é controlado por regras corporativas) e 9,930 com o item PL11 (Temos ferramentas que permitem monitorar o uso da informação). Os respondentes não consideraram o item PL12 um elemento das políticas de GI. Não há prejuízo para a questão do monitoramento das informações, uma vez que seu escopo também é medido pelo item PL11 (Temos ferramentas que permitem monitorar o uso da informação). O item PL8 (A privacidade das informações é garantida pelas regras de compliance) apresentou covariância residual padronizada de 2,200 com o item ET1 (A governança da informação está ligada à governança corporativa). Da mesma forma que no anterior, entendeu-se que sua exclusão não prejudicaria a avaliação da questão do compliance na pesquisa, considerando-se que o item PL7 (As informações corporativas obedecem a requisitos de compliance) também a considera. O item PL4 (O funcionário tem acesso apenas às informações corporativas necessárias ao seu trabalho) apresentou covariância residual padronizada de 2,273 com o item SI2 (Os sistemas são efetivos na disponibilização das informações para os usuários). Nesse caso, o item PL4 é viabilizado nos bancos pelo uso dos sistemas e dos seus controles. Além disso, a questão da acessibilidade, aqui entendida como o acesso à informação, está também medida pelo item PL3 (O acesso à informação é controlado por regras corporativas). Após a exclusão desses três itens, o construto políticas continuou apresentando uma alta correlação com o fator estrutura (0,83). Essa alta correlação certamente traria problemas futuros na análise da validade discriminante dos construtos. Mas, como não há dúvida de que essas duas variáveis latentes claramente representam, do ponto de vista teórico, dois construtos distintos, optou-se por uma solução não tão radical, que consistiria na exclusão do fator. Conforme Brown e Moore (2012, p. 377), a solução para esse problema é juntar os fatores ou eliminar o fator redundante. Assim, foram excluídos os itens PL6 (Temos regras para o compartilhamento de informações entre as unidades de negócios) e PL10 (Comunicamos aos nossos funcionários quando fazem uso impróprio da informação) do construto políticas. Esses dois itens, na visão dos respondentes, estavam muito ligados ao construto estrutura. Após sua exclusão, a correlação entre os fatores caiu para 0,75, número que, embora ainda seja um pouco alto, ficou mais longe de 1,00 (Brown & Moore, 2012, p. 373). Em relação a essa correlação entre os fatores, Bagozzi e Yi (2012, p. 15) citam um intervalo entre 0,48 e 0,72. No construto estrutura, o item ET4 (A governança da informação é aprovada no nível estratégico pelo board) apresentou índices de modificação com outros dois itens dentro do mesmo construto. Com o item ET2 (As áreas de negócios participam das decisões sobre a governança da informação), o índice de modificação foi de 4,126, e, com o item ET3 (Existe uma estrutura formal de governança que define as políticas
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    88 ISSN 0034-7590 ARTIGOS |Modelo estrutural de governança da informação para bancos © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 79-95 relacionadas à informação), o índice de modificação foi de 5,225. Com esses valores, considerados relativamente baixos, o item poderia ser mantido, mas optou-se pela sua exclusão, pois, além de melhorar significativamente os índices de ajustamento do modelo, ela reduziu a correlação entre os construtos estrutura e valor para 0,73. Após a conclusão da etapa quatro da proposta de Koufteros, que se refere a avaliação dos índices de ajustamento e unimensionalidade, chegou-se ao modelo de mensuração revisado, que é apresentado na Figura 3. Figura 3. Modelo de mensuração revisado PL1 PL11 PL2 PL7 PL3 PL13 PL14 SI1 Modelo de mensuração revisado SI2 SI3 SI4 ET1 ET2 ET3 VL1 VL3 VL4 VL5 PL5 e17 e20 e22 e15 e1 e11 e8 e9 e2 e12 e18 e21 e3 e4 e6 e23 e25 e26 e27 Políticas Sistemas Estrutura 0,73 0,73 0,74 0,69 0,62 0,79 0,67 0,56 0,59 0,68 0,66 0,62 0,73 0,75 0,71 0,65 0,75 Valor PL9e19 0,76 0,77 0,65 0,65 0,62 0,64 0,74 0,52 0,65 0,30 TabelaA-validaçãoindividualdosconstrutosdoMMR Tabela B – Índices ajustamento do MMR *Valor t não foi calculado (carga fatorial fixada arbitrariamente em 1); valor p < 0,001 para todos os coeficientes. Construto Item Valor t Carga Padronizada Políticas PL1 * 0.764 PL2 11,479 0,771 PL3 9,493 0,646 PL5 9,627 0,652 PL7 9,032 0,618 PL9 9,576 0,642 PL11 11,125 0,736 PL13 7,490 0,518 PL14 9,535 0,651 Sistemas (SI/TI) SI1 * 0,725 SI2 8,835 0,688 SI3 8,154 0,671 SI4 8,028 0,594 Estrutura ET1 * 0,727 ET2 7,747 0,621 ET3 7,848 0,558 Valor VL1 * 0,740 VL3 11,164 0,794 VL4 8,806 0,649 VL5 10,080 0,754 Índice Ajustamento x2 /df 1,576 RMSEA 0,051 GFI 0,896 AGFI 0,866 CFI 0,947 NFI 0,868 TLI 0,938 IFI 0,947 PCFI 0,812 PNFI 0,745 Fonte: AMOS Conforme pode ser observado por meio de simples comparação com o modelo de mensuração inicial apresentado na Figura 2, o modelo inicial foi reduzido em sete itens e passou a ser compostopor20itensequatroconstrutosnomodelorevisado.Essa redução levou a um modelo de mensuração revisado nitidamente melhor que o modelo de mensuração inicial. No modelo revisado, o construto políticas é medido por nove itens, os construto sistemas e valor, por quatro itens cada um, e o construto estrutura, por três. O modelo de mensuração revisado apresentou correlações entre os construtos e cargas fatoriais entre os itens e os construtos razoáveis. Essas últimas variaram de 0,52 (item PL13 do construto políticas) a 0,79 (item VL3 do construto valor). Dos 20 itens, apenas três apresentaram carga fatorial inferior a 0,60, ficando desses três apenas um mais próximo da margem mínima de 0,50. Para a análise da validade discriminante e da confiabilidade dos construtos, etapas cinco e seis na abordagem de Koufteros, foram calculados a variância média extraída (do inglês Average Variance Extracted, AVE) e o quadrado da correlação entre os fatores. De acordo com Fornell e Larcker (1981), a validade discriminante pode ser verificada pela comparação entre a variância extraída de um fator e as variâncias compartilhadas entre os demais (indicada como sendo o quadrado do coeficiente de correlação entre o construto dado e todos os demais). Os construtos políticas, sistemas (SI/TI), estrutura e valor apresentaram AVE igual a 0,574, 0,577, 0,528 e 0,671, respectivamente. Todos esses valores foram superiores ao mínimo de 0,5 e também superiores ao quadrado das correlações, o que comprovou a validade discriminante dos construtos do
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    89 ISSN 0034-7590 AUTORES |Fernando de Abreu Faria | Antonio Carlos Gastaud Maçada | Kuldeep Kumar © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 79-95 modelo de mensuração revisado. A confiabilidade composta foi superior a 0,7 em todos os construtos, foi de 0,923 para o construto políticas, de 0,844 para sistemas (SI/TI), de 0,769 para estrutura e de 0,890 para valor. Conforme Koufteros (1999), a confiabilidade composta significa que os indicadores de um construto latente são consistentes em sua medição. Para complementar a avaliação da confiabilidade do modelo de mensuração revisado, a Tabela A da Figura 3 apresenta, para cada fator (construto), osvalores t obtidos para os itens do modelo. Todos os valores t são superiores a |2,576|, e as cargas dos fatores são superiores a 0,5 para todos os itens. Os números apresentados indicam a confiabilidade do modelo de mensuração revisado. Com o modelo de mensuração revisado, foram calculados os novos índices de ajustamento, que estão listados na Tabela B da Figura 3. Comparando-se os números das Tabelas B das Figuras 2 e 3, percebe-se a melhora em quase todos os índices de ajustamento. É o caso, por exemplo, do RMSEA, do GFI e do CFI. O único índice que apresentou uma pequena redução foi o PCFI. Antes de detalhar a etapa sete, a última da abordagem de Koufteros (1999), referente ao teste do modelo estrutural, procedeu-se a alguns testes com modelos de mensuração alternativos, que são detalhados a seguir. Isso foi feito porque, conforme pode ser observado no modelo de mensuração revisado apresentado na Figura 3, existe uma forte correlação entre os construtos políticas e sistemas (SI/TI) (0,71), entre os construtos políticas e estrutura (0,75), e entre os construtos sistemas (SI/TI) e estrutura (0,68). E, como foi indicado no modelo de pesquisa deste trabalho (vide Figura 1), esses três construtos (fatores) parecem representar um fator de segunda ordem, a GI. Modelos de mensuração alternativos Um paradigma para avaliar modelos de mensuração de segunda ordem foi apresentado por Koufteros et al. (2009). A abordagem proposta por esses autores é hierárquica e composta dos seguintes passos: (1) Identificação da relação teórica entre os construtos e os itens; (2) Validação dos fatores; (3) AFC para o modelo de primeira ordem com um único fator latente; (4) AFC para o modelo de primeira ordem com os fatores ortogonais (não correlacionados); (5) AFC para o modelo de primeira ordem com todos os construtos correlacionados; (6) AFC para o modelo de segunda ordem; (7) Comparação entre os modelos. Os passos 1 e 2 foram realizados nas etapas anteriores da pesquisa, e o modelo previsto no passo 5 é o modelo de mensuração revisado. As Figuras 4a e 4b apresentam os modelos alternativos testados. Figura 4a. Modelos de mensuração alternativos 1 e 2 PL1 PL11 PL2 PL7 PL3 PL13 PL14 SI1 (1) Modelo de 1ª ordem – um único fator latente (2) Modelo de 1ª ordem – fatores ortogonais (não correlacionados) SI2 SI3 SI4 ET1 ET2 ET3 VL1 VL3 VL4 VL5 PL5 e17 e20 e22 e15 e1 e11 e8 e9 e2 e12 e18 e21 e3 e4 e6 e23 e25 e26 e27 0,69 PL9e19 0,74 0,76 0,76 0,66 0,67 0,60 0,64 0,74 0,51 0,67 0,79 0,65 0,59 0,65 0,64 0,69 0,58 0,75 0,82 0,64 0,72 0,77 0,61 0,62 0,63 0,63 0,72 0,51 0,62 0,56 0,62 0,59 0,40 0,59 0,50 0,50 0,74 0,81 0,65 0,74 0,32 GI Valor PL1 PL11 PL2 PL7 PL3 PL13 PL14 PL5 e17 e20 e22 e15 e1 e11 e8 e9 PL9e19 0,29 Políticas SI1 SI2 SI3 SI4 e2 e12 e18 e21 Sistemas ET1 ET2 ET3 e3 e4 e6 Estrutura VL1 VL3 VL4 VL5 e23 e25 e26 e27 Valor Fonte: AMOS
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    90 ISSN 0034-7590 ARTIGOS |Modelo estrutural de governança da informação para bancos © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 79-95 Figura 4b. Modelos de mensuração alternativos 3 e 4 (3) Modelo de 1ª ordem – todos construtos correlacionados (4) Modelo de 2ª ordem 0,76 0,73 0,69 0,66 0,60 0,76 0,77 0,65 0,62 0,64 0,74 0,52 0,65 0,73 0,63 0,55 0,74 0,80 0,89 0,83 0,82 0,78 0,65 0,75 0,77 0,65 0,73 0,69 0,67 0,59 0,52 0,74 0,64 0,62 0,65 0,65 PL1 PL11 PL2 PL7 PL3 PL13 PL14 PL5 e17 e20 e22 e15 e1 e11 e8 e9 PL9e19 0,29 Políticas PL1 PL11 PL2 PL7 PL3 PL13 PL14 PL5 e17 e20 e22 e15 e1 e11 e8 e9 PL9e19 0,30 Políticas SI1 SI2 SI3 SI4 e2 e12 e18 e21 Sistemas ET1 ET2 ET3 e3 e4 e6 Estrutura ET1 ET2 ET3 e3 e4 e6 Estrutura VL1 VL3 VL4 VL5 e23 e25 e26 e27 Valor VL1 VL3 VL4 VL5 e23 e25 e26 e27 Valor SI1 SI2 SI3 SI4 e2 e12 e18 e21 Sistemas rSI rPL rET Políticas Políticas 0,68 0,66 0,62 0,73 0,75 0,71 0,73 0,74 0,79 0,65 0,75 0,62 0,56 Fonte: AMOS Nas duas figuras anteriores, é possível observar os quatro modelos alternativos, conforme proposto por Koufteros et al. (2009) nos passos 3 a 6 descritos anteriormente, que foram inseridos e testados no AMOS. Na Tabela 2, estão relacionados os índices de ajustamento obtidos para os quatro modelos analisados. Tabela 2. Índices de ajustamento dos modelos de mensuração Índice Valor recomendado Modelo de Mensuração 1 2 3 4 X2 /df ≤ 3,00 2.184 3.322 1.576 1.578 RMSEA ≤ 0,08 0,073 0,103 0,051 0,051 GFI ≥ 0,90 0,842 0,782 0,896 0,895 AGFI ≅ 1,00 0,802 0,729 0,866 0,866 CFI ≥ 0,90 0,887 0,776 0,947 0,946 NFI ≅ 1,00 0,811 0,711 0,868 0,866 TLI ≅ 1,00 0,872 0,749 0,938 0,937 IFI ≅ 1,00 0,888 0,779 0,947 0,946 PCFI ≅ 1,00 0,784 0,691 0,812 0,821 PNFI ≅ 1,00 0,717 0,633 0,745 0,752         X2   366.960 561.425 256.850 260.384 df   168 169 163 165 p   0,000 0,000 0,000 0,000 0,65
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    91 ISSN 0034-7590 AUTORES |Fernando de Abreu Faria | Antonio Carlos Gastaud Maçada | Kuldeep Kumar © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 79-95 Pelos números dos índices apresentados (estão destacados em negrito os melhores valores obtidos para cada índice), pode-se verificar que os modelos 1 e 2 são os que apresentam os piores resultados, bem inferiores aos obtidos pelos modelos 3 e 4. O modelo 1 e seus índices muito pobres indicam as consequências adversas de se combinarem variáveis manifestas de vários domínios de conteúdo dentro de uma única variável latente de primeira ordem. O modelo 2 apresenta índices ainda piores que o modelo 1, fato que já era esperado em virtude da alta correlação existente entre as variáveis latentes. O modelo 4, com construto de segunda ordem, tem índices muito próximos aos do modelo 3, que é o modelo de mensuração revisado apresentado anteriormente. Ambos têm fundamentação teórica consistente. Interessante observar, no modelo 4, as fortes cargas entre o construto de segunda ordem (a GI) e os construtos de primeira ordem, políticas (0,83), sistemas (SI/TI) (0,82) e estrutura (0,89). Esse resultado é compatível com a teorização proposta no trabalho de que os três construtos representam os fatores da GI. No entanto, Koufteros et al. (2009) deixam claro que um modelo o qual inclui uma estrutura de segunda ordem nunca pode produzir um modelo ajustado (em termos dos índices de ajustamento do modelo) melhor que um modelo que especifica somente fatores correlacionados de primeira ordem. Apesar disso, em determinados casos, um modelo de segunda ordem que rivaliza em performance com um modelo correlacionado de primeira ordem pode ser uma alternativa atrativa. De qualquer forma, o modelo de mensuração escolhido foi o de número 3, por apresentar os melhores índices. O modelo 3 apresenta números melhores ou iguais aos do modelo 4 em todos os índices de ajustamento, à exceção dos índices de parcimônia PCFI e PNFI, que são ligeiramente inferiores. Modelo de regressão estrutural e as hipóteses A partir do modelo de mensuração revisado que foi apresentado na seção anterior, foi construído o modelo estrutural apresentado na Figura 5 com a utilização do software AMOS. Dois aspectos do modelo devem ser registrados. O primeiro é que o modelo é recursivo. Em modelos recursivos, todos os efeitos causais são unidirecionais, o que significa dizer que nenhuma das variáveis endógenas é especificada como causa e efeito uma da outra (Kline, 2012). O segundo aspecto é que o modelo é refletivo. Jarvis, Mackenzie e Podsakoff (2003) apresentam, em seu trabalho, uma análise sobre as regras que determinam se um construto é formativo ou refletivo. Nos modelos refletivos, os indicadores são especificados como endógenos, e os erros de mensuração são representados no nível do indicador (Kline, 2012). O modelo estrutural proposto neste trabalho possui quatro construtos ou variáveis latentes, que são políticas, sistemas (SI/ TI), estrutura e valor. Esse conjunto de construtos é medido por 20 variáveis observadas, que são os ítens oriundos do instrumento de pesquisa aplicado na pesquisa survey com os executivos de TI dos bancos. Assim, o construto políticas é medido por nove itens, o construto sistemas (SI/TI), por quatro itens, o construto estrutura, por três itens, e o construto valor, por quatro itens. As variáveis presentes no modelo são: a variável exógena (Políticas), que, no caso, também é a única variável independente, e as variáveis endógenas, que são representadas pelas duas variáveis mediadoras (sistemas (SI/TI) e estrutura) e pela variável dependente (valor). Na Figura 5, são indicadas as relações entre a variável exógena e as duas variáveis endógenas (mediadoras), e entre essas variáveis endógenas e a outra variável endógena. Também são registrados os erros das variáveis exógena e endógenas, e os resíduos das variáveis endógenas (rSI, rET, rVL). Na Figura 5, pode-se verificar que o efeito direto entre os construtos políticas e valor é praticamente zerado pela mediação conjunta (ou múltipla) dos construtos sistemas (SI/TI) e estrutura. As cargas dos construtos para os itens (variáveis observadas) variam de 0,52 a 0,79, e apenas três delas são inferiores a 0,60, estando duas dessas três na faixa de arredondamento desse número. A Tabela 3 lista as cargas fatoriais entre os construtos, os valores t e seus respectivos níveis de significância. Na presença da mediação múltipla, o efeito direto do construto políticas sobre o valor é zerado (chega a ficar ligeiramente negativo). Isso ocorre porque esse efeito passa a ser indireto, por intermédio das duas variáveis mediadoras, sistemas (SI/TI) e estrutura. Excluindo-se os valores do relacionamento políticas  valor, que se tornou não significativo com a mediação, os valores t são superiores a |2,576| (variaram de 3,028 a 8,319), as cargas fatoriais padronizadas entre os construtos são todas significativas com valores variando de 0,381 a 0,775. Os índices de ajustamento do modelo de regressão estrutural foram c2 / df = 1,601; RMSEA = 0,052; GFI = 0,892; AGFI = 0,862; CFI = 0,944; NFI = 0,865; TLI = 0,935; IFI = 0,945; PCFI = 0,815; PNFI = 0,747. Todos esses índices atendem ou estão muito próximos dos valores de referência adotados neste estudo (c2 / df < 3; RMSEA < 0,08; GFI > 0,90; AGFI ≅ 1,00; CFI > 0,90; NFI ≅ 1,00; TLI ≅ 1,00; IFI ≅ 1,00; PCFI ≅ 1,00; PNFI ≅ 1,00), que foram obtidos a partir dos trabalhos de diversos autores (West, Taylor, & Wu, 2012; Hooper, Coughlan, & Mullen, 2008; Schermelleh- Engel, Moosbrugger, & Müller, 2003). O GFI é o único índice que não atingiu o valor de referência, mas seu valor de 0,892 é muito próximo de 0,90 e pode ser aceito (Hartono, Li, & Simpson, 2010; Štemberger, Manfreda, & Kovačič, 2011).
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    92 ISSN 0034-7590 ARTIGOS |Modelo estrutural de governança da informação para bancos © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 79-95 Figura 5. Modelo de regressão estrutural com as cargas apuradas PL1 PL11 PL2 PL7 PL3 PL13 PL14 PL5 e17 e20 e22 e15 e1 e11 e8 e9 PL9e19 0,30 Políticas SI1 SI2 SI3 SI4 e2 e12 e18 e21 Sistemas ET1 ET2 ET3 e3 e4 e6 Estrutura VL1 VL3 VL4 VL5 e23 e25 e26 e27 Valor rSI rVL rET 0,73 –0,05 0,38 0,53 0,77 0,580,610,72 0,72 0,70 0,67 0,59 0,74 0,76 0,77 0,64 0,65 0,62 0,64 0,73 0,52 0,65 0,79 0,65 0,75 Fonte: AMOS Tabela 3. Os relacionamentos entre os construtos no modelo de regressão estrutural Relacionamento Estrutural Pesos da regressão Coeficiente Erro padrão Valor t Valor p Coeficiente padronizado R2 Políticas --> Sistemas (SI/TI) 0,836 0,103 8,109 *** 0,726 0,699 Políticas --> Estrutura 0,799 0,096 8,319 *** 0,775 0,638 Políticas --> Valor -0,060 0,178 -0,334 0,738 -0,055 0,004 Estrutura --> Valor 0,556 0,169 3,282 0,001 0,529 0,309 Sistemas (SI/TI) --> Valor 0,359 0,119 3,028 0,002 0,381 0,129 (***) p < 0,001 Em relação às hipóteses propostas no trabalho, os resultados estatísticos apurados levaram à aceitação de todas elas. A hipótese H1 (O fator políticas está positivamente associado ao valor) foi suportada pelos dados analisados, com uma carga ϒ = 0,668 e significância p < 0,001, quando analisada isoladamente sem a presença das relações de mediação no modelo. As políticas são as verdadeiras viabilizadoras das ações de GI nos bancos. A hipótese H2 (O fator políticas está positivamente associado ao fator sistemas (SI/TI)) foi suportada pelos dados, com uma carga ϒ = 0,745 e significância p < 0,001. A aceitação dessa relação indica que, na visão dos executivos de TI que participaram da pesquisa, as políticas de GI têm influência sobre a área de SI/TI dos bancos.
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    93 ISSN 0034-7590 AUTORES |Fernando de Abreu Faria | Antonio Carlos Gastaud Maçada | Kuldeep Kumar © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 79-95 A hipótese H3 (O fator políticas está positivamente associado ao fator estrutura) foi suportada pelos dados, com uma carga ϒ = 0,802 e significância p < 0,001. É a relação do fator políticas que apresenta maior carga, o que indica a importância da existência de uma estrutura formal de GI nos bancos. A hipótese H4 (O fator sistemas (SI/TI) está positivamente associado ao valor) foi suportada pelos dados analisados, com uma carga β = 0,411 e significância p < 0,001. A aceitação dessa hipótese indica a importância da área de TI para agregação de valor em um programa de GI. Finalmente, a hipótese H5 (O fator estrutura está positivamente associado ao valor) foi suportada pelos dados, com uma carga β = 0,562 e significância p < 0,001. A existência da estrutura formal de GI viabiliza fortemente, na visão dos executivos de TI, a obtenção de valor. Contribuições da pesquisa Este trabalho visa contribuir com o preenchimento de algumas lacunas teóricas existentes nos estudos sobre GI. A primeira contribuição refere-se à proposição de um modelo de GI para os bancos. O modelo proposto conecta os fatores da GI (políticas, sistemas (SI/TI) e Estrutura) ao fator valor nos bancos. Em outras palavras, com base na percepção dos executivos participantes da pesquisa, é possível agregar valor no negócio bancário investindo na GI. Uma segunda contribuição é que o estudo propõe um direcionamento diferente para a GI. Ao enfatizar a importância das políticas de GI e da existência de uma estrutura formal de governança, o modelo reforça a necessidade de uma participação maior das áreas de negócio das empresas nas soluções relativas ao objeto “informação”, sem a dominância quase sempre presente da área de tecnologia. Tallon, Ramirez, e Short (2013), por exemplo, apresentam, em seu estudo, um modelo com antecedentes, composição da GI e consequentes, mas com os antecedentes e a composição da GI fortemente baseados em práticas de TI. Uma terceira contribuição refere-se à utilização de elementos das teorias organizacionais agência, visão baseada em recursos da firma (RBV) e capacidades dinâmicas na construção do modelo, ou seja, na identificação de seus itens e construtos. Da teoria da agência, destaca-se a visão de que a GI faz parte da governança corporativa e apoia o uso da informação pelos agentes no necessário accountability. Da RBV, pode-se destacar a utilização da informação como um recurso para obtenção de vantagem competitiva e geração de valor. Da teoria das capacidades dinâmicas, complementarmente à RBV, destaca-se o fato de os bancos desenvolverem suas capacidades de atingirem formas inovadoras de vantagem competitiva, dadas as condições de rápidas mudanças dos mercados em que atuam. CONSIDERAÇÕES FINAIS O estudo completo com os dados da survey, que foi realizada com a participação de 221 executivos de TI de bancos que atuam no Brasil, possibilitou o teste do modelo de regressão estrutural proposto no estudo. Em relação às técnicas quantitativas, foi realizada análise multivariada, em especial a modelagem de equações estruturais (SEM), com a análise fatorial confirmatória e a análise de regressão estrutural (Blunch, 2008; Hoyle, 2012; Kline, 2011; Raykov & Marcoulides, 2006). Toda a análise de validação do modelo foi feita seguindo-se a abordagem de Koufteros (1999) e Koufteros et al. (2009). A análise quantitativa proporcionou como resultados a validação de um modelo de GI para os bancos e a análise dos efeitos dos fatores da GI sobre o valor na percepção dos executivos participantes. No modelo, os três fatores da GI são políticas, sistemas (SI/TI) e estrutura. O fator políticas representa o cerne do modelo de GI. O modelo propõe a adoção de políticas de accountability, acessibilidade, compartilhamento, compliance, comunicação, monitoramento e padronização, que tratariam não apenas dos aspectos relativos à geração ou recepção da informação, mas também do seu uso pela organização. O objetivo real da análise não é achar um modelo estrutural que se “encaixa” nos dados, mas, sim, testar a teorização proposta (Kline, 2011, p. 228). Assim, o que se buscou verificar com a utilização da modelagem de equações estruturais (SEM) foi saber se os três fatores indicados realmente compõem um construto maior, que se chamou de GI. Mais que isso, foi teorizado que existem efeitos diretos e indiretos entre esses construtos e o valor nos bancos. Dessa forma, os construtos sistemas (SI/TI) e estrutura medeiam a relação entre o fator políticas e o valor. As hipóteses propostas para a pesquisa, que envolviam as diversas relações diretas e indiretas entre os fatores do modelo de GI, foram todas comprovadas estatisticamente. Conclui-se que o modelo estrutural proposto é consistente com os dados obtidos na survey, o que indicou que, para o grupo de executivos de TI participantes da pesquisa, as relações teóricas previstas no modelo refletem o que ocorre na realidade dos bancos. Portanto, de acordo com os executivos de TI participantes, os fatores políticas, sistemas (SI/TI) e estrutura podem ser considerados em um programa de GI, e os fatores sistemas (SI/TI) e estrutura têm um importante papel no suporte e na habilitação, respectivamente, dessas políticas dentro dos bancos. O estudo
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    94 ISSN 0034-7590 ARTIGOS |Modelo estrutural de governança da informação para bancos © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 79-95 indicou que as políticas de GI têm seus efeitos alcançados nos bancos por intermédio dos sistemas (SI/TI) e da sua estrutura formal de GI. Em relação às limitações do estudo, podem ser citados a utilização de uma amostra de conveniência (do tipo “bola de neve”), que limita a generalização dos resultados; o corte transversal da pesquisa, devido ao qual as respostas dos executivos podem ter sido influenciadas por variáveis externas e momentâneas; e a avaliação dos construtos feita com base na percepção dos executivos de TI, e não em números objetivos. Como sugestões para pesquisas futuras, são indicados a aplicação do instrumento da pesquisa no sistema bancário de outros países, de modo a complementar os resultados obtidos nesta pesquisa; o desenvolvimento de pesquisas em outros setores do sistema financeiro e em outras indústrias, de modo a verificar se as conclusões são semelhantes; e o desenvolvimento de novos instrumentos de pesquisa, com o intuito de medir o impacto das políticas e práticas de GI sobre o valor, por intermédio de variáveis numéricas dos resultados dos bancos. AGRADECIMENTOS O autor Fernando de Abreu Faria (Bolsista da Capes – Proc. No. 0372/11-0) agradece o apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CA- PES) e da Universidade Banco Central do Brasil (UniBC) para a realização da pesquisa. O autor Antonio Carlos Gastaud Maçada (Bolsa PQ - 310995/2014) agradece o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ní- vel Superior (CAPES). REFERÊNCIAS Bagozzi, R. P., & Yi, Y. (2012). Specification, evaluation, and interpreta- tion of structural equation models. Journal of the Academy of Market- ing Science, 40(1), 8-34. doi:10.1007/s11747-011-0278-x Banco Central do Brasil. (2013). 50 maiores bancos e o consolidado do sistema financeiro nacional. Recuperado de http://www4.bcb.gov. br/top50/port/top50.asp Beath, C., Becerra-Fernandez, I., Ross, J., & Short, J. (2012, June). Finding value in the information explosion. MIT Sloan Management Review. Recuperado de http://sloanreview.mit.edu/ Beccalli, E. (2007). Does IT investment improve bank performance? Evidence from Europe. Journal of Banking & Finance, 31(7), 2205- 2230. doi:10.1016/j.jbankfin.2006.10.022 Blunch, N. J. (2008). 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    95 ISSN 0034-7590 AUTORES |Fernando de Abreu Faria | Antonio Carlos Gastaud Maçada | Kuldeep Kumar © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 79-95 Hooper, D., Coughlan, J., & Mullen, M. R. (2008). Structural equation modelling: Guidelines for determining model fit. The Electronic Journal of Business Research Methods, 6(1), 53-60. Hoyle, R. H. (2012). Introduction and overview. In Hoyle, R. H., Handbook of structural equation modeling (pp. 3-16). New York, EUA: Guilford. International Data Corporation. (2014). The digital universe of opportunities: Rich data and the increasing value of the internet of things. Recuperado de http://brazil.emc.com/leadership/digital- universe/2014iview/executive-summary.htm Jarvis, C. B., Mackenzie, S. B., & Podsakoff, P. M. (2003). A critical review of construct indicators and measurement model misspecification in marketing and consumer research. Journal of Consumer Research, 30(2), 199-218. doi:10.1086/376806 Kline, R. B. (2011). 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    96 ISSN 0034-7590© RAE| São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 96-97 RAE-Revista de Administração de Empresas | FGV EAESP BOOK REVIEW By ISRAEL JOSÉ DOS SANTOS FELIPE israeljfelipe@gmail.com PhD Student in Finance at Fundação Getulio Vargas, Escola de Administração de Empresas de São Paulo – São Paulo – SP, Brazil UNVEILING THE ENIGMA OF BEHAVIORAL FINANCE BEHAVIORAL FINANCE AND WEALTH MANAGEMENT: How to build optimal portfolios that account for investor Biases Michael M. Pompian. Hoboken, USA: Wiley Finance Editions, 2011, 336p. The work “Behavioral Finance and Wealth Management: How to build optimal portfolios that account for investor Biases” references behavioral finance and wealth management. The author explains that the success of this book involves changing the reader’s thought to what is ultimately an ideal investment portfolio. This work is also useful as a guide to not only understand investors’ irrational behaviors, but also create portfolios that serve them. It is divided into four parts, respectively addressing: an introduction to the practical application of Behavioral Finance, a definition and examples of investors’ behavioral trends, a presentation of case studies, and finally, a presentation of special topics in investing. The first part of the book is composed of Chapters 1-3, and defines behavioral finance, its history, and the merging of investors’ behaviors in the process of assets distribution. The author defines behavioral finance as the typical application of psychology to finance and states that despite its popularity, a proper understanding on the subject is still lacking. As such, this first section consists of a literature review on the topic. The author particularly focuses on recent developments in micro-behavioral finance that involve the application of theory in private customer situations. It should be noted that as thousands of studies pertain to behavioral finance, the author only uses studies from the last 250 years. Studies of cognitive psychology have contributed much to the development of behavioral finance, as several studies demonstrate how the brain functions in financial decision-making. The author notes that the primary studies in this area include those of Barnewall (Psychological characteristics of the individual investor. In William Droms (Ed.), Asset Allocation for the Individual Investor. Charlottesville, USA: The Institute of Chartered Financial Analysts, 1987) and Bailard, Biehl, and Kaiser (Personal Money Management (5th ed.) Chicago, USA: Science Research Associates, 1986), which respectively address investors’ distinction in assets and liabilities. The first section concludes by clarifying a basic structure that integrates behavioral finance and the portfolio’s structure. The author achieves this objective through the practical application of behavioral finance, and explains that the best practices in assets distribution are considered as DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S0034-759020170108
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    97BOOK REVIEW |Unveiling the enigma of behavioral finance ISSN 0034-7590 © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 96-97 those that the customer can comfortably handle, rejecting the concept of “changing horses in the middle of the race.” The correct distribution, in other words, encourages the gaining of returns without giving the client anxiety. Finally, a step-by-step is presented for the appropriate determination of deviations from the rational portfolio, which adjusts the final structure of the portfolio. The second section of the book is comprised of Chapters 4-23 and discusses investors’ behavioral trends; each trend is named and categorized as either emotional or cognitive. The author then demonstrates how each trend has been or may be used in practice. Namely, the study clarifies the importance of its practical application of trends to assist customers in their portfolio assets’ distribution. Trends are generally described and a technique explains its practical applications and implications for investors. Finally, the research on these trends is reviewed, and a test is presented to diagnose them. As each chapter studies a separate trend, the end of each chapter also provides the results of these tests, and recommendations as to how to handle the trend in question. One example is noteworthy to better understand this concept: the trend of the status quo, which works with those who prefer that things that remain unchanged, or specifically, the tendency to prefer stability. In practice, investors with inheritance commonly avoid portfolio diversification. The author then reviews the research to explain that, as the status quo fosters investors’ conservative actions, it can be combined with a loss aversion trend because the investor’s risk of loss decreases in maintaining the status quo. The test that diagnoses the status quo trend consists of such questions as: “Would you choose a 100% chance of winning $10,000, or an 80% chance of winning $13,000 with a 20% chance of not winning anything? Before the given scenario, do you sell your portfolio and buy another, or leave things as they are?” Two alternatives with different weights exist for each answer, which indicates the presence of the status quo trend for a determined investor. The author also warns readers as to how to minimize the effects of this trend, if one might notice the need to do so, at the expense of adapting to it. However,thesecondsectionisobservedasareviewoftrends commonly identified in investor behavior, supplemented by not only general and technical descriptions and a presentation of its practical application, but also a review of research regarding that trend, its implications for the investor, how to diagnose, and even a warning as to how to handle it. The third section, composed of Chapter 22, functions as a combination of the first and second parts. The author creates a union between what has been presented by using case studies that focus on the same fundamental questions: 1. Howdocustomertrendsaffectassetdistributiondecisions? 2. Should the assessor attempt to moderate the impact of these trends and adapt to them? 3. Whatisthebestpracticeforeachinvestor’sdistribution? The three case studies are presented in the same format to answer these questions, as they aim to simulate the approach that each uses with clients. The studies’ compositions in this case center on an introductory description of the case, an identification of its financialperformancetrends,anditslikelyeffectswhendeciding assets distribution. Each composition includes a decision to attempt to moderate these effects or adapt to every trend, and ultimately recommends behavioral adjustments in the assets distribution, or specifically, a better practice distribution. The book’s fourth part is comprised of Chapters 25-27, and references special topics in the practical application of behavioral finance. The first topic refers to gender, personality type, and investor behavior, and the extent to which each of these points impacts the probability of identifying the investor’s vulnerability to the trends reported in literature. The author then reviews the first investor types, as aforementioned, and in the last chapter presents what the author calls the “next frontier” to explain investor behavior: neuroeconomics. Neuroeconomics is a discipline that attempts to act as a bridge between the study of the brain and economic theory to understand the choices that are made regarding the fate of money. Specifically, this section reveals an intention to predict what will be on the agenda at the next theme’s study phase through a presentation of special topics. Finally, it can be observed that one aim of this book is to change the reader’s thinking in the definition and creating of an ideal portfolio. The author idealizes this through literature that provides an understanding regarding the definition of this theme. For example, case studies are used that prove behavioral finance’s relevance in investment decisions, and provide subsidies to determine portfolios that meet clients’ needs by studying trends. The application of theory to practice in this work is evidenced through the author’s statements on case studies. Further, it is clear given these observations that the book is structured to lead the reader to dynamically understand the theme. This ranges from an understanding of the theory under study and its relevance in the first section, to the extent that a portfolio can potentially be constructed, by using studies from other parties.
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    98 RAE-Revista deAdministração de Empresas | FGV EAESP ISSN 0034-7590 INDICAÇÕES BIBLIOGRÁFICAS Pesquisa Quantitativa – Escalas de mensuração Eric David Cohen | ericdcohen@gmail.com | Diógenes de Souza Bido | diogenes.bido@mackenzie.br | Daielly Melina Nassif Mantovani | daimantovani@gmail.com O conhecimento na área de administração – bem como em outrasáreasdasciênciassociaisaplicadas– inicia-se com a definição de conceitos teóricos. Em seguida, o pesquisador formula hipóteses a respeito das relações entre esses construtos. Como não é possível se testar empiricamente as hipóteses com os conceitos teóricos abstratos, a pesquisa é operacionalizada por meio de escalas, que são um conjunto de indicadores ou itens observáveis. A qualidade da mensuração (validade e confiabilidade) é uma condição essencial para a viabilidade de inferênciasetestesposteriores.OslivrosindicadospelosprofessoresEricDavidCohen(FCA-UNICAMP),DiógenesdeSouzaBido(Universidade Presbiteriana Mackenzie) e Daielly Melina Nassif Mantovani (Centro Universitário FMU) tratam do desenvolvimento e validação de escalas, necessários para os pesquisadores interessados em testar modelos de equações estruturais. MENSURAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DE ESCALAS: Aplicações em administração. Francisco José da Costa. Rio de Janeiro, RJ: Editora Ciência Moderna Ltda., 2011. 386 p. A obra contribui para disseminar as teorias de mensuração, apresentando um modelo de 10 passos para construção de escalas: domínio do construto; geração de itens e validação de face e conteúdo; decisões de respostas; instrumento de pesquisa; amostragem; limpeza e depuração da escala; campo; análise exploratória, valores faltantes e outliers; validade e confiabilidade. O autor discute os construtos formativos, que raramente são encontrados em outros livros, além de apresentar recomendações de uso e interpretação. SCALE DEVELOPMENT: Theory and applications (applied social research methods). Robert F. DeVellis. Series: Applied Social Research Methods (Book 26, 4th ed.). Los Angeles, USA: SAGE Publications, Inc., 2016. 280 p. Este livro é uma obra clássica (com mais de 14 mil citações), apresentando de modo acessível os conceitos fundamentais da construção de escalas: variáveis latentes; causalidade; testes paralelos; validade de face, conteúdo e critério; variáveis categóricas e contínuas; consistência interna; generalização de resultados. O autor apresenta as técnicas analíticas, abordagens recentes e desenvolvimentos metodológicos, bem como o papel da pesquisa qualitativa no desenvolvimento de escala. É leitura obrigatória para desenvolver pesquisa com conceitos abstratos. SCALING PROCEDURES: Issues and applications. Richard G. Netemeyer, William O. Bearden, & Subhash Sharma. London, UK: SAGE Publications, Inc., 2003. 224 p. A efetividade da mensuração é uma questão central da pesquisa científica nas áreas de administração, psicologia e sociologia. Este livro aborda as questões relacionadas com o desenvolvimento, bem como a validação de escalas de construtos psicométricos, e as escalas somadas. Os autores apresentam de maneira prática as etapas necessárias para a efetiva mensuração, com exemplos empíricos relevantes, e uma discussão aprofundada de questões relacionadas à dimensionalidade dos itens e dos construtos. PSYCHOMETRICS: An introduction. R. Michael Furr & Verne R. Bacharach. 2nd ed. Los Angeles, USA: SAGE Publications, Inc., 2013. 472 p. Os conteúdos são apresentados pelos autores de maneira didática, começando pelos tópicos relacionados às propriedades das escalas, padronização, correlação, dimensionalidade e demais conteúdos comuns a este tipo de livro. A obra é inovadora no detalhamento das ameaças à qualidade psicométrica, como o viés de aquiescência e desejabilidade social. Apesar de direcionado aos pesquisadores das áreas de educação, psicologia e avaliação clínica, é muito útil para as ciências sociais aplicadas em geral. PSYCHOMETRIC THEORY. Jum C. Nunnally & Ira H. Bernstein. 3rd ed. New York, USA: McGraw- Hill, 1994. 736 p. Este livro é “a referência” das referências, já foi citado mais de 87 mil vezes por pesquisadores das mais variadas áreas: educação, psicologia, gestão, marketing, comportamento organizacional. Os autores abordam a evolução da psicometria para mensurar fenômenos psicológicos e sociais, apresentando os conceitos de maneira ampla e profunda, desde mensuração, correlação (parcial, atenuada, desatenuada), construção e validação de escalas, confiabilidade, análise fatorial exploratória e confirmatória, até análise de dados categóricos. © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 98
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    99Indicações Bibliográficas ISSN 0034-7590© RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 99 PesquisaQualitativa–Métodobiográfico:Históriadevida Pedro Jaime | pedrojaime@fei.edu.br Apesar de ser bastante utilizada nas ciências humanas, a exemplo da antropologia, da sociologia, da história, da psicologia e da educação, a história de vida, ou método biográfico, ainda é relativamente restrita no campo da administração. Todavia, ela pode contribuir com o avanço do conhecimento em diferentes temas de investigação nessa área, tais como: comportamento e ação empreendedora, formação gerencial e práticas de gestão, trajetórias profissionais e desenhos de carreira, identidades e diversidade nas organizações, gestão de empresas familiares. Seguem algumas referências que podem ajudar pesquisadores interessados em adotar essa estratégia metodológica em seus estudos. Elas foram indicadas pelo professor Pedro Jaime (Centro Universitário FEI) e autor do livro Executivos negros: Racismo e diversidade no mundo empresarial, lançado em 2016 pela Edusp. USING BIOGRAPHICAL METHODS IN SOCIAL RESEARCH. Barbara Merrill & Linden West. London, UK: SAGE, 2009. 224 p. Trata-se de um manual interdisciplinar, acessível e prático. Apresenta o histórico do método biográfico, discussões teórico-epistemológicas e orientações operacionais. Questões sobre validade, generalização, consentimento e confidencialidade, bem como lentes analíticas a exemplo da teoria crítica, do pós-estruturalismo e do feminismo, são tratadas. São igualmente trabalhadas recomendações sobre o escopo da pesquisa: definição do tema, construção do problema, seleção dos sujeitos, condução de entrevistas biográficas, análise dos dados e escrita do texto. LE RÉCIT DE VIE. Daniel Bertaux. Paris, France: Armand Collin, 2016. 132 p. Neste livro, Bertaux se interessa pela história de vida tal como é narrada pelos sujeitos, expressando os cursos de ação que desenvolvem para levar a cabo seus projetos. Todavia, ele enfatiza que o método biográfico deve captar o que acontece na interseção entre a experiência subjetiva e o contexto histórico- social. Adverte, assim, para a necessidade de o pesquisador lidar com a complementaridade entre a ação individual e os constrangimentos estruturais. RAZÕES PRÁTICAS: Sobre a teoria da ação. Pierre Bourdieu. Campinas, SP: Papirus, 2005. 232 p. No capítulo “A ilusão biográfica”, contido nesta obra, Bourdieu afirma que tentar compreender uma vida como uma série de acontecimentos sucessivos vinculados a um sujeito é quase tão absurdo quanto buscar explicar um trajeto no metrô sem levar em conta a estrutura da rede. Embora o título dado ao capítulo sugira uma rejeição dessa abordagem metodológica, seu conteúdo pode ser lido como uma advertência para um uso mais consistente da história de vida. THE LIFE STORY INTERVIEW. Robert Atkinson. London, UK: SAGE, 1998. 104 p. A entrevista é certamente a principal estratégia de pesquisa utilizada por investigadores que adotam o método biográfico. Este livro introdutório situa a história de vida no contexto mais amplo da metodologia qualitativa, antes de fornecer orientações relativas a como planejar e conduzir entrevistas no marco de pesquisas com histórias de vida. Questões mais simples e operacionais, como a transcrição; e mais complexas e analíticas, como a interpretação, são abordadas de maneira clara. ADVANCES IN BIOGRAPHICAL METHODS: Creative applications. Maggie O’Neill, Brian Roberts, & Andrew Sparks (Eds.). London, UK: Routledge, 2014. 196 p. Esta coletânea traz a genealogia do método biográfico e aplicações recentes. Aborda as possibilidades de exploração inovadora e criativa das interfaces dessa estratégia de pesquisa com campos como artes e humanidades. Os materiais que podem ser agenciados para a reconstrução de histórias de vida são discutidos. Eles incluem entrevistas, narrativas biográficas e autobiográficas, diários e documentos encontrados em arquivos e/ ou diferentes mídias. Questões de análise, teorização e escrita não são negligenciadas.
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    101 ISSN 0034-7590 ©RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 101-104 RAE-Revista de Administração de Empresas | FGV EAESP INFORMAÇÕES EDITORIAIS 2016 Artigos publicados 2015 2016 Total de artigos publicados 53 45 Submetidos ao double blind review 47 41 Convidados 6 4 Parceria geográfica de autores Apenas autores brasileiros 32 16 Apenas autores internacionais 15 21 Apenas colaboração internacional 6 8 Diversidade Geográfica de autoria dos artigosDiversidade Institucional de autoria dos artigos FGV EAESP | 11% Outras IES Internacionais | 53% UNINOVE | 3% PUC RS | 3% UCM | 3% FEI | 3% UFRJ | 2% RJ | 3% Outros Estados Brasileiros | 4% Outros Países | 53% RS | 5% PR | 6% SP | 29%USP | 5% Outras IES Nacionais | 17%
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    102 ISSN 0034-7590© RAE| São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 101-104 RAE-Revista de Administração de Empresas | FGV EAESP Fluxo Editorial STATUS DOS ARTIGOS 2015 % 20161 % Autores Submetidos 946 100% 943 100% Redação (avaliação formato) Fora do padrão2 384 41% 376 40% Retirados antes do processo blind review 59 6% 63 7% Enviados para o desk review 503 53% 504 53% EDITOR (desk review) Rejeitados 215 23% 237 25% Rejeitados com possibilidade de Ressubmissão 90 10% 30 3% Aguardando desk review - - 3 0% Enviados para Corpo Editorial Científicos 198 21% 234 25% Corpo Editorial Científico (avaliação preliminar) Rejeitados 86 9% 67 7% Rejeitados com possibilidade de Ressubmissão 5 1% 11 1% Em avaliação preliminar - - 16 2% Enviados para Avaliadores 107 11% 140 15% Avaliadores ad hoc Rejeitados 31 3% 45 5% Rejeitados com possibilidade de Ressubmissão 14 1% 21 2% Em avaliação - - 48 5% Enviados para Aperfeiçoamento pelos autores 62 7% 26 3% Autores Em Aperfeiçoamento 23 2% 6 1% Retirados após processo blind review 0 0% 1 0% Corpo Editorial Científico (reavaliação) Reavaliação após melhorias dos autores 20 2% 9 1% Autores Aprovados 18 2% 10 1% Rejeitados após Reavaliação 1 0% 0 0% Redação Publicados 0 0% 0 0% 1 Status em 07.01.2016. 2 Na triagem inicial os artigos passam por uma avaliação de formato e detecção de similaridades através do software iThenticate® , realizada pela Redação, conforme normas estabelecidas no Manual da RAE. Nota da Redação: A porcentagem da tabela refere-se ao total de artigos submetidos. Língua de publicação dos Artigos Português Inglês Espanhol Francês 31% 51% 56% 13% 33% 16% 42% 46% 8% 4% 20162014 2015
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    103 ISSN 0034-7590 ©RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 101-104 RAE-Revista de Administração de Empresas | FGV EAESP Média anual de dias no processo de avaliação até aprovação (dias) Evolução do desk review (anual) Nota da Redação: A porcentagem da tabela refere-se ao total de artigos enviados para o desk review da Editora-chefe. 18% 33% 49% 2011 21% 37% 43% 2012 21% 33% 46% 2013 20% 43% 38% 2014 18% 43% 39% 2015 6% 49% 45% 2016 Editor científico Rejeição Ressubmissão 230 219 2014 2015 2016 230
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    104 ISSN 0034-7590© RAE| São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 101-104 RAE-Revista de Administração de Empresas | FGV EAESP Submissão de autores internacionais Artigos mais visitados em 2016 RANKING ARTIGOS Nº DE ACESSOS 1º PESQUISA CIENTÍFICA EM CONTABILIDADE ENTRE 1990 E 2003 Ricardo Lopes Cardoso, Octávio Ribeiro de Mendonça Neto, Edson Luiz Riccio e Marici Cristine Gramacho Sakata RAE-Revista de Administração de Empresas, vol. 45, n. 2, abr-jun 2005 6.896 2º ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA BRASILEIRA ENTRE O GERENCIALISMO E A GESTÃO SOCIAL Ana Paula Paes de Paula RAE-Revista de Administração de Empresas, vol. 45, n. 1, jan-mar 2005 6.575 3º A CRÍTICA DA GESTÃO DA DIVERSIDADE NAS ORGANIZAÇÕES Mário Aquino Alves e Luis Guilherme Galeão-Silva RAE-Revista de Administração de Empresas, vol. 44, n. 3, jul-set 2004 5.728 4º ESTRATÉGIA EMPRESARIAL: A PRODUÇÃO CIENTÍFICA BRASILEIRA ENTRE 1991 E 2002 Carlos Osmar Bertero, Flávio Carvalho de Vasconcelos e Marcelo Pereira Binder RAE-Revista de Administração de Empresas, vol. 43, n. 4, out-dez 2003 3.834 5º PESQUISA EM GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS NOS ANOS 1990: UM ESTUDO BIBLIOMÉTRICO Miguel P. Caldas e Tatiana Tinoco RAE-Revista de Administração de Empresas, vol. 44, n. 3, jul-set 2004 1.606 6º INDÚSTRIAS CRIATIVAS: DEFINIÇÃO, LIMITES E POSSIBILIDADES Pedro F. Bendassolli, Thomaz Wood Jr., Charles Kirschbaum e Miguel Pina e Cunha RAE-Revista de Administração de Empresas, vol. 49, n. 1, jan-mar 2009 1.405 7º POLÍTICAS DE DIVERSIDADE NAS ORGANIZAÇÕES: UMA QUESTÃO DE DISCURSO? Luiz Alex Silva Saraiva e Hélio Arthur dos Reis Irigaray RAE-Revista de Administração de Empresas, vol. 49, n. 3, jul-set 2009 871 8º FUSÕES E AQUISIÇÕES: APRENDENDO COM A EXPERIÊNCIA BRASILEIRA Betania Tanure e Vera L. Cançado RAE-Revista de Administração de Empresas, vol. 45, n. 2, abr-jun 2005 843 9º COMPRA COMPULSIVA E A INFLUÊNCIA DO CARTÃO DE CRÉDITO Tânia Modesto Veludo-de-Oliveira, Ana Akemi Ikeda e Rubens da Costa Santos RAE-Revista de Administração de Empresas, vol. 44, n. 3, jul-set 2004 812 10º BEYOND BUDGETING: INOVAÇÃO OU RESGATE DE ANTIGOS CONCEITOS DO ORÇAMENTO EMPRESARIAL? Fábio Frezatti RAE-Revista de Administração de Empresas, vol. 45, n. 2, abr-jun 2005 786 Fonte: Portal RAE 7 14 58 78 45 40 2 6 1 1 Africa EUA, México & Canadá Asia & Oceania Europa AL & Caribe Portugal Espanha 2011 2012 2013 2014 2015 2016 8 4 7 19 15 1 4 7 9 12 33 27 21 80 46 43 22 32 29 5 4 19 19 9 3 11 11 14 8 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0
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    105 ISSN 0034-7590 RAE-Revista deAdministração de Empresas | FGV EAESP © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 105-111 COLABORADORES A RAE agradece aos pesquisadores que colocaram sua experiência e sabedoria a serviço da melhoria dos artigos submeti- dos. Um trabalho voluntário fundamen- tal para o aprimoramento dos nossos tex- tos. Durante o último ano, observamos a construção de verdadeiras parcerias en- tre os editores científicos, autores e ava- liadores, enriquecida pelo diálogo aberto e franco de parte a parte. No Período anterior – janeiro a de- zembro de 2015 – contamos com 262 co- laboradores. No período atual – janeiro a dezembro de 2016 – o número foi de 303 colaboradores, cujos nomes estão lista- dos na página 106. Aproveitamos a oportunidade para homenagear os membros do Corpo Editorial Científico e Avaliadores ad hoc, seleciona- dos como os melhores do ano. A contribui- ção delesfoi determinante para a qualidade dos artigos veiculados na RAE. A escolha se baseou em três critérios: o número de ava- liações realizadas, o cumprimento dos pra- zos para a resposta aos autores e a qualida- de do trabalho de avaliação. Os editores científicos participa- ram do processo de avaliação preliminar e acompanhamento de 3,8 artigos cada um e utilizaram em média 17,59 dias para con- cluírem seus pareceres. Dentre os avalia- dores que colaboraram em nosso processo blind review em 2016, cada um, em média, realizou 2,8 avaliações e utilizou 12 dias para concluir seu parecer. Nosso agradeci- mento especial aos colaboradores: Diversidade Geográfica do Corpo Editorial Científico e Avaliadores ad hoc Diversidade Institucional do Corpo Editorial Científico e Avaliadores ad hoc Editor Científico Instituição Alexandre de Pádua Carrieri UFMG Allan Claudius Queiroz Barbosa UFMG Anielson Barbosa da Silva UFPB Antônio Moreira de Carvalho Neto PUC Minas Eric D. Cohen IBMEC/Rio Henrique Correa Rollins College Mateus Canniatti Ponchio FGV EAESP Avaliador Instituição Alexandre Graeml UTFPR Christiano França da Cunha UNICAMP Diógenes de Souza Bido Mackenzie Natália Rese UFPR Ricardo Leal UFRJ Outros Estados | 9% Outros Países | 14% SP | 37% RJ | 7% RS | 10% MG | 10% PR | 7% ES | 3% DF | 4% Outras IES Nacionais | 55% FGV EAESP | 11% UFPR | 4% Mackenzie | 3% Insper | 3% UNISINOS | 4% UFRGS | 3% UFMG | 3% Outras IES Internacionais | 14%
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    106 ISSN 0034-7590 RAE-Revista deAdministração de Empresas | FGV EAESP © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 105-111 Adriana Bruscato Bortoluzzo, Insper, São Paulo, SP, Brasil Adriana Roseli Wünsch Takahashi UFPR, Curitiba, PR, Brasil Adriano de Lemos Alves Peixoto UFBA, Salvador, BA, Brasil Adriano Leal Bruni UFBA, Salvador, BA, Brasil Albane Grandazzi Université Paris-Dauphine, Paris, França Alberto Ajzental FGV EESP, São Paulo, SP, Brasil Alexandra Strommer de Farias Godoi FGV EAESP, São Paulo, SP, Brasil Alexandre de Pádua Carrieri UFMG, Belo Horizonte, MG, Brasil Alexandre Graeml UTFPR, Curitiba, PR, Brasil Alexandre Reis Rosa UFES, Vitória, ES, Brasil Alfonso Andrés Rojo-Ramírez Universidad de Almeria, Almeria, Espanha Alisson Eduardo Maehler UFPEL, Pelotas, RS, Brasil Allan Claudius Queiroz Barbosa UFMG, Belo Horizonte, MG, Brasil Alsones Balestrin UNISINOS, São Leopoldo, RS, Brasil Amon Barros FGV EAESP, São Paulo, SP, Brasil Ana Maria Machado Toaldo UFPR, Curitiba, PR, Brasil Ana Maria Malik FGV EAESP, São Paulo, SP, Brasil Ana Paula Paes de Paula UFMG, Belo Horizonte, MG, Brasil Ana Silvia Rocha Ipiranga UECE, Fortaleza, CE, Brasil Anatalia Saraiva Martins Ramos UFRN, Natal, RN, Brasil Andre da Silva Pereira UPF, Passo Fundo, RS, Brasil André Gustavo Carvalho Machado UFPB, João Pessoa, PB, Brasil André Luís Janzkovski Cardoso UFMT, Cuiabá, MT, Brasil André Ofenhejm Mascarenhas Zetesis, São Paulo, SP, Brasil Andrea Lago da Silva UFSCAR, São Carlos, SP, Brasil Andrea Maria Accioly Fonseca Minardi Insper, São Paulo, SP, Brasil Anielson Barbosa da Silva UFPB, João Pessoa, PB, Brasil Antonio Díaz Andrade Auckland, University of Technology, Auckland, Nova Zelândia Antonio Duréndez Gómez-Guillamón Universidad Politécnica de Cartagena, Murcia, Espanha Antonio Lopo Martinez Fucape, Vitória, ES, Brasil Antônio Moreira de Carvalho Neto PUC Minas, Belo Horizonte, MG, Brasil Antonio Navarro-García Universidad de Sevilla, Sevilla, Brasil Antonio Zoratto Sanvicente FGV EESP, São Paulo, SP, Brasil Ari Jantunen Lappeenranta University of Technology, Finlândia Armindo Teodosio PUC Minas, Belo Horizonte, MG, Brasil Arnaldo Mauerberg Junior Insper, São Paulo, SP, Brasil Aron Belinky FGV EAESP, São Paulo, SP, Brasil Aureliano Angel Bressan UFMG, Belo Horizonte, MG, Brasil Aurora Carneiro Zen UFRGS, Porto Alegre, RS, Brasil Bernard Couttolenc Instituto Performa, São Paulo, SP, Brasil Bernard Leca ESSEC Business School, Cergy-Pontoise, França Briance Mascarenhas Rutgers-Camden, EUA Bruno Felix, Fucape Vitória, ES, Brasil Bruno Pérez Ferreira UFMG, Belo Horizonte, MG, Brasil Cândido Vieira Borges Jr. UFG, Goiânia, GO, Brasil Carla Patricia da Silva Souza UFPR, Curitiba, PR, Brasil Carlos Eduardo Cavalcante UFPB, João Pessoa, PB, Brasil Carlos Eduardo Lourenço FGV EAESP, São Paulo, SP, Brasil Carlos Etulain UNICAMP, Campinas, SP, Brasil Carlos Osmar Bertero FGV EAESP, São Paulo, SP, Brasil Carlos Sato University of Sussex, Brighton, Reino Unido Carola Phung Laposte, Paris, França Cássio Garcia Ribeiro Soares da Silva UFU, Uberlândia, MG, Brasil
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    107 ISSN 0034-7590 RAE-Revista deAdministração de Empresas | FGV EAESP © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 105-111 Catarina Cecília Odelius UnB, Distrito Federal, DF, Brasil Celso Augusto de Matos UNISINOS, São Leopoldo, RS, Brasil Cesar Alexandre de Souza USP/FEA, São Paulo, SP, Brasil César Tureta UFES, Vitória, ES, Brasil Charles Carmona UFPE, Recife, PE, Brasil Christiano França da Cunha UNICAMP, Campinas, SP, Brasil Cláudia Buhamra Abreu Romero UFC, Fortaleza, CE, Brasil Claudia Cristna Bitencourt UNISINOS, São Leopoldo, RS, Brasil Claudio R. Lucinda USP/FEA-RP, Ribeirão Preto, SP, Brasil Cristiana Fernandes de Muylder FUMEC, Belo Horizonte, MG, Brasil Cristiane Froehlich Universidade Feevale, Novo Hamburgo, RS, Brasil Cristiane Pedron UNINOVE, São Paulo, SP, Brasil Cristiano Augusto Borges Forti UFU, Uberlândia, MG, Brasil Cristiano Maciel PUC-PR, Curitiba, PR, Brasil Daniel Calbino Pinheiro UFSJ, São João del Rei, MG, Brasil Daniel Capaldo Amaral USP/EESC, São Paulo, SP, Brasil Danny Pimentel Claro Insper, São Paulo, SP, Brasil Dante Pinheiro Martinelli USP/FEA-RP, Ribeirão Preto, SP, Brasil Darcy Mori Hanashiro Mackenzie, São Paulo, SP, Brasil Debora V. Thompson Georgetown University, Washington, EUA Delane Botelho FGV EAESP, São Paulo, SP, Brasil Denize Grzybovski UPF, Passo Fundo, RS, Brasil Diego Armando Marín Idarraga Universidad de Bogota Jorge Tadeo Lozano, Bogotá, Colômbia Diego René Gonzales Miranda Universidad EAFIT, Medellín, Colômbia Dimária Silva e Meirelles Mackenzie, São Paulo, SP, Brasil Diógenes de Souza Bido Mackenzie, São Paulo, SP, Brasil Diogo Henrique Helal UFPB, João Pessoa, PB, Brasil Diogo Hildebrand Grenoble Ecole de Management, Grenoble, França Dirceu da Silva UNINOVE, São Paulo, SP, Brasil Dirceu Tornavoi de Carvalho USP/FEA, São Paulo, SP, Brasil Domingo Garcia-Perez-de-Lema Universidad Politécnica de Cartagena, Espanha Douglas Wegner UNISINOS, São Leopoldo, RS, Brasil Edison Duque-Oliva Universidad Nacional de Colombia, Colômbia Edgar Julián Gálvez Albarracín Universidad del Valle, Colômbia Edgar Reyes Junior UnB, Distrito Federal, DF, Brasil Edgard Barki FGV EAESP, São Paulo, SP, Brasil Edimara Mezzomo Luciano PUC-RS, Porto Alegre, RS, Brasil Edmilson Lima UNINOVE, São Paulo, SP, Brasil Edmundo Inácio Júnior UNICAMP, Campinas, SP, Brasil Edson Ronaldo Guarido Filho UP, Curitiba, PR, Brasil Edson Sadao Iizuka Centro Universitário da FEI, São Paulo, SP, Brasil Eduardo Andre Teixeira Ayrosa UNIGRANRIO, Rio de Janeiro, RJ, Brasil Eduardo Francisco FGV EAESP, São Paulo, SP, Brasil Eduardo H. Diniz FGV EAESP, São Paulo, SP, Brasil Eduardo Teixeira UNISINOS, São Leopoldo, RS, Brasil Eduardo Tomé Universidade Europeia, Portugal Eduardo Vilas Boas USP/FEA, São Paulo, SP, Brasil Eisenman Micki The Hebrew University, Jerusalém, Israel Elcemir Paço Cunha UFJF, Juiz de Fora, MG, Brasil Eliane Pereira Zamith Brito FGV EAESP, São Paulo, SP, Brasil Elisa Zwick UNIFAL-MG, Alfenas, MG, Brasil Elizabeth Krauter USP/FEA-RP, Ribeirão Preto, SP, Brasil Ely Laureano de Paiva FGV EAESP, São Paulo, SP, Brasil
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    108 ISSN 0034-7590 RAE-Revista deAdministração de Empresas | FGV EAESP © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 105-111 Emanoel Querette UFRJ, Rio de Janeiro, RJ, Brasil Emmanuel Raynaud AgroParis Tech, Paris, França Eric D. Cohen IBMEC/Rio, Rio de Janeiro, RJ, Brasil Evandro Luiz Lopes UNINOVE, São Paulo, SP, Brasil Fabio Frezatti USP/FEA, São Paulo, SP, Brasil Fábio Meira UFRGS, Porto Alegre, RS, Brasil Fábio Moraes da Costa Fucape,Vitória, ES, Brasil Fabio Vizeu UP, Curitiba, PR, Brasil Farley S. Nobre UFPR, Curitiba, PR, Brasil Felipe Mendes Borini ESPM, São Paulo, SP, Brasil Fernanda F. C. Perobelli UFJF, Juiz de Fora, MG, Brasil Fernandes Bruno UP, Curitiba, PR, Brasil Fernando Caio Galdi Fucape,Vitória, ES, Brasil Fernando de Souza Coelho USP/FEA, São Paulo, SP, Brasil Fernando do A. Nogueira FGV EAESP, São Paulo, SP, Brasil Fernando Ribeiro Serra UNINOVE, São Paulo, SP, Brasil Flávia Zóboli Dalmácio USP/FEA-RP, Ribeirão Preto, SP, Brasil Flávio Luiz de Moraes Barboza UFU, Uberlândia, MG, Brasil Francisco Javier Rondán Cataluña Universidad de Sevilla, Sevilla, Sevilla, Espanha François-Xavier de Vaujany Université Paris-Dauphine, Paris, França Gardenia da Silva Abbad UnB, Distrito Federal, DF, Brasil Garibaldi Dantas Gurgel Junior FIOCRUZ, Rio de Janeiro, RJ, Brasil George Bedinelli Rossi USP/EACH, São Paulo, SP, Brasil Gerlando AugustoSampaio Franco de Lima USP/FEA, São Paulo, SP, Brasil Gina Rizpah Besen USP/FSP, São Paulo, SP, Brasil Giuliana Isabella Insper, São Paulo, SP, Brasil Gláucia Maria Vasconcellos Vale PUC Minas, Belo Horizonte, MG, Brasil Glicia Vieira dos Santos UFES, Vitória, ES, Brasil Graziela Alperstedt UDESC, Florianópolis, SC, Brasil Gustavo da Silva Motta UFF, Niterói, RJ, Brasil Gustavo Hermínio Salati Marcondes de Moraes UNICAMP, Campinas, SP, Brasil Gustavo Silva Araujo Banco Central do Brasil, São Paulo, SP, Brasil Hale Kaynak The University of Texas Rio Grande Valley, Texas, EUA Heike Doering Cardiff University, Cardiff, Reino Unido Henrique Correa Rollins College,Winter Park, EUA Hilka Pelizza Vier Machado Universidade do Oeste de Santa Catarina, Joaçaba, SC, Brasil Hsia Hua Sheng FGV EAESP, São Paulo, SP, Brasil Igor Cunha Nova SBE, Lisboa, Portugal Ilan Avrichir ESPM, São Paulo, SP, Brasil Inés Küster-Boluda Universidad de Valencia,Valencia, Espanha, Ivan Beck Ckagnazaroff UFMG, Belo Horizonte, MG, Brasil Ivan Ricardo Gartner UnB, Distrito Federal, DF, Brasil James Falk FBV, Recife, PE, Brasil Janaina Maria Bueno UFU, Uberlândia, MG, Brasil Jane Mendes Ferreira UFPR, Curitiba, PR, Brasil Janete Lara de Oliveira UFMG, Belo Horizonte, MG, Brasil João Alberto Camarotto UFSCAR, São Carlos, SP, Brasil João L. Becker UFRGS, Porto Alegre, RS, Brasil João Marcelo Crubellate UEM, Maringá, PR, Brasil Joelson Oliveira Sampaio PUC-SP, São Paulo, SP, Brasil Johan Hendrik Poker Jr. UNICAMP, Campinas, SP, Brasil Jorge Biazzi USP/FEA, São Paulo, SP, Brasil Jorge Carneiro PUC-Rio, Rio de Janeiro, RJ, Brasil Jorge Ferreira da Silva PUC-Rio, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
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    109 ISSN 0034-7590 RAE-Revista deAdministração de Empresas | FGV EAESP © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 105-111 Jorge Verschoore UNISINOS, São Leopoldo, RS, Brasil José Carlos de Toledo UFSCAR, São Carlos, SP, Brasil Jose Carlos Korelo UFPR, Curitiba, PR, Brasil José Gaspar Novelli IBMEC, Distrito Federal, DF, Brasil José Henrique de Faria UFPR, Curitiba, PR, Brasil José Juan Beristain Oñederra Universidad del País Vasco, Leioa, Espanha José M. Hernández USP/EACH, São Paulo, SP, Brasil José Carlos Thomaz Mackenzie, São Paulo, SP, Brasil Josué Sander UFPR, Curitiba, PR, Brasil Juliano Danilo Spuldaro Universidade do Oeste de Santa Catarina, Joaçaba, SC, Brasil Júlio Araújo Carneiro da Cunha UNINOVE, São Paulo, SP, Brasil Junia Rodrigues de Alencar EMBRAPA, Distrito Federal, DF, Brasil Kely Cesar Martins de Paiva UFMG, Belo Horizonte, MG, Brasil Leandro Guissoni FGV EAESP, São Paulo, SP, Brasil Leandro Prearo USCS, São Caetano do Sul, SP, Brasil Lélis Balestrin Espartel PUC-RS, Porto Alegre, RS, Brasil Leonardo Fernando Cruz Basso Mackenzie, São Paulo, SP, Brasil Leonardo Nicolao UFRGS, Porto Alegre, RS, Brasil Letícia Moreira Casotti UFRJ, Rio de Janeiro, RJ, Brasil Luciana Vieira FGV EAESP, São Paulo, SP, Brasil Luciano Rossoni UNIGRANRIO, Rio de Janeiro, RJ, Brasil Luiz Carlos Di Serio FGV EAESP, São Paulo, SP, Brasil Luiz Murakami UFC, Fortaleza, CE, Brasil Luiz Roberto Calado Faculdades ALFA, Goiânia, GO, Brasil Manuel Anibal Silva Portugal Vasconcelos Ferreira UNINOVE, São Paulo, SP, Brasil Marcelo de Resende Pinto PUC Minas, Belo Horizonte, MG, Brasil Marcelo Nakagawa Insper, São Paulo, SP, Brasil Marcelo Perin PUC-RS, Porto Alegre, RS, Brasil Márcia Maria Espejo UFPR, Curitiba, PR, Brasil Marcia Prezotti Palassi UFES, Vitória, ES, Brasil Marco Lyrio Insper, São Paulo, SP, Brasil Marcos Antônio de Camargos UFMG, Belo Horizonte, MG, Brasil Marcos Antonio de Souza UNISINOS, São Leopoldo, RS, Brasil Marcos Cohen PUC-Rio, Rio de Janeiro, RJ, Brasil Marcus Vinícius Peinado Gomes University of Exeter Business School, Exeter, Reino Unido Maria Alexandra Cunha FGV EAESP, São Paulo, SP, Brasil Maria Carolina Martinez Andion UDESC, Florianópolis, SC, Brasil Maria Fernanda Cavalcanti FGV EAESP, São Paulo, SP, Brasil Maria Lúcia Barciotte Associação de Agricultura Orgênica, São Paulo, SP, Brasil Maria Tereza Flores-Pereira UFRGS, Porto Alegre, RS, Brasil Maria Tereza Leme Fleury FGV EAESP, São Paulo, SP, Brasil Maria Tereza Saraiva de Souza Centro Universitário da FEI, São Paulo, SP, Brasil Maribel Suarez, UFRJ, Rio de Janeiro, RJ, Brasil Marina Dantas de Figueiredo UNIFOR, Fortaleza, CE, Brasil Mário Aquino Alves FGV EAESP, São Paulo, SP, Brasil Mário Henrique Ogasavara ESPM, São Paulo, SP, Brasil Mario Monzoni FGV EAESP, São Paulo, SP, Brasil Mário Sacomano Neto UNIMEP, Piracicaba, SP, Brasil Marisol Rodriguez Goia FGV EBAPE, Rio de Janeiro, RJ, Brasil Maristela Oliveira dos Santos USP/ICMC, São Carlos, SP, Brasil Marlei Pozzebon HEC-Montréal, Montréal, Canadá e FGV EAESP, São Paulo, SP, Brasil Marta Olivia Rovedder de Oliveira UFSM, Santa Maria, RS, Brasil Martin Jayo USP/EACH, São Paulo, SP, Brasil Mateus Canniatti Ponchio FGV EAESP, São Paulo, SP, Brasil
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    110 ISSN 0034-7590 RAE-Revista deAdministração de Empresas | FGV EAESP © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 105-111 Mauricio Reinert UEM, Maringá, PR, Brasil Mauricio Sanabria Universidad del Rosario, Bogotá, Colômbia Michael A. Hitt TCU’sNeeleySchoolofBusiness,Texas, EUA Miguel Caldas University of Texas at Tyler, Texas, EUA Miguel Pina e Cunha Nova School of Business and Economics, Lisboa, Portugal Natalia López Villa Universidad de Valencia,Valencia, Espanha Natália Rese UFPR, Curitiba, PR, Brasil Nathalie N. Mitev King’s College London, Inglaterra Nuno Oliveira Tilburg University, Tilburg, Holanda Olímpio Bittar Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil Otávio Ribeiro de Medeiros UnB, Distrito Federal, DF, Brasil Pablo Rogers UFU, Uberlândia, MG, Brasil Patricia Maria Emerenciano de Mendonça USP/EACH, São Paulo, SP, Brasil Paul Clarke University of York, York, Reino Unido Paulo Antônio Zawislak UFRGS, Porto Alegre, RS, Brasil Paulo César Bontempo Faculdades ALFA, Goiânia, GO, Brasil Paulo Furquim de Azevedo Insper, São Paulo, SP, Brasil Paulo Hayashi Jr. UNICAMP, Campinas, SP, Brasil Paulo Henrique Muller Prado UFPR, Curitiba, PR, Brasil Paulo Roberto Arvate FGV EAESP, São Paulo, SP, Brasil Paulo Roberto Barbosa Lustosa UnB, Distrito Federal DF, Brasil Paulo Roberto Mattos UFF, Niterói, RJ, Brasil Paulo Tigre UFRJ, Rio de Janeiro, RJ, Brasil Priscila Borin Claro Insper, São Paulo, SP, Brasil Priscila Laczynski de Souza Miguel FGV EAESP, São Paulo, SP, Brasil Rafael Alcadipani FGV EAESP, São Paulo, SP, Brasil Rafael Goldszmidt FGV EBAPE, Rio de Janeiro, RJ, Brasil Rafael Kuramoto Gonzalez FGV EBAPE, Rio de Janeiro, RJ, Brasil Rafael Schiozer FGV EESP, São Paulo, SP, Brasil Rafael Teixeira UNISINOS, São Leopoldo, RS, Brasil Ramón Cabrera Universidad Pablo de Olavide, Sevilla, Espanha Ramon Silva Leite PUC Minas, Belo Horizonte, MG, Brasil Renata Peregrino de Brito OneAdvisory, Rio de Janeiro, RJ, Brasil Renê Coppe Pimentel USP/FEA, São Paulo, SP, Brasil Ricardo Leal UFRJ, Rio de Janeiro, RJ, Brasil Ricardo R. Rochman FGV EESP, São Paulo, SP, Brasil Ricardo Serra FECAP, São Paulo, SP, Brasil Roberto Decourt UNISINOS, São Leopoldo, RS, Brasil Roberto Fachin UFRGS, Porto Alegre, RS, Brasil Roberto Patrus Mundim Pena PUC Minas, Belo Horizonte, MG, Brasil Roberto Ruas UNINOVE, São Paulo, SP, Brasil Robson Zuccolotto UFV, Viçosa, MG, Brasil Rodrigo Bandeira-de-Mello FGV EAESP, São Paulo, SP, Brasil Rodrigo Baroni de Carvalho PUC Minas, Belo Horizonte, MG, Brasil Rogério Faé UFRGS, Porto Alegre, RS, Brasil Rogério Hermida Quintella UFSB, Itabuna, BA, Brasil Rory O’Connor Dublin City University, Dublin, Irlanda Rosana Portella Tondolo UFPEL, Pelotas, RS, Brasil Rosane Lúcia Chicarelli Alcântara UFSCAR, São Paulo, SP, Brasil Salomão Alencar de Farias UFPE, Recife, PE, Brasil Sandro Eduardo Monsueto UFG, Goiânia, GO, Brasil Sandro Gonçalves Instituto Brasileiro de Estudos e Pesquisas Sociais, São Paulo, SP, Brasil Sérgio Bastos Fucape, Vitória, ES, Brasil
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    111 ISSN 0034-7590 RAE-Revista deAdministração de Empresas | FGV EAESP © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 | 105-111 Sergio Bulgacov FGV EAESP, São Paulo, SP, Brasil Sergio Wanderley FGV EBAPE, Rio de Janeiro, RJ, Brasil Sidnei Marinho UNIVALI, Itajaí, SC, Brasil Silvia Pereira de Castro Casa Nova USP/FEA, São Paulo, SP, Brasil Sílvio Bitencourt da Silva UNISINOS, São Leopoldo, RS, Brasil Silvio Popadiuk Mackenzie, São Paulo, SP, Brasil Susana Carla Farias Pereira FGV EAESP, São Paulo, SP, Brasil T. Diana L. V. A. Macedo-Soares PUC-Rio, Rio de Janeiro, RJ, Brasil Tania Christopoulos USP/EACH, São Paulo, SP, Brasil Tania Modesto Veludo de Oliveira FGV EAESP, São Paulo, SP, Brasil Thaís Zerbini USP/FFCL-RP, Ribeirão Preto, SP, Brasil Thomas G. Brashear Alejandro University of Massachusetts, Boston, EUA Tomas de Aquino Guimarães UnB, Distrito Federal, DF, Brasil Valéria Judice UFSJ, São João del Rei, São João del Rei, MG, Brasil Valéria Silva da Fonseca PUC-PR, Curitiba, PR, Brasil Valmir Hoffmann UnB, Distrito Federal, DF, Brasil Valter Vieira UEM, Maringá, PR, Brasil Veit Wohlgemuth HTW Berlin, Alemanha Vera Cançado Fundação Pedro Leopoldo, Pedro Leopoldo, MG, Brasil Vilmar Tondolo FURG, Rio Grande, RS, Brasil Vinícius Andrade Brei UFRGS, Porto Alegre, RS, Brasil Vinicius Sobreiro UnB, Distrito Federal, DF, Brasil Viviane Salazar UFPE, Recife, PE, Brasil Wagner Ladeira UNISINOS, São Leopoldo, RS, Brasil Wagner Pralon Mancuso USP/IRI, São Paulo, SP, Brasil Walter Bataglia Mackenzie, São Paulo, SP, Brasil Wescley Xavier UFV, Viçosa, MG, Brasil Wesley Mendes-da-Silva FGV EAESP, São Paulo, SP, Brasil William Eid Júnior FGV EAESP, São Paulo, SP, Brasil Wilson Costa de Amorim Mackenzie, São Paulo, SP, Brasil Wilson Nakamura Mackenzie, São Paulo, SP, Brasil Wlamir Gonçalves Xavier UNISUL, Tubarrão, SC, Brasil Yákara Vasconcelos Pereira Leite UFERSA, Mossoró, RN, Brasil Yuna Fontoura FGV EBAPE, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
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    112 ISSN 0034-7590 RAE-Revista deAdministração de Empresas | FGV EAESP © RAE | São Paulo | V. 57 | n. 1 | jan-fev 2017 GOVERNANÇA Entidade de caráter técnico-científico e filantrópico, instituída em 20 de dezembro de 1944 como pessoa jurídica de direito privado, visando ao estudo dos problemas da organização racional do trabalho, especialmente nos seus aspectos administrativos e social, e à conformidade de seus métodos às condições do meio brasileiro. Primeiro Presidente e Fundador: Luiz Simões Lopes Presidente: Carlos Ivan Simonsen Leal Vice-presidentes: Francisco Oswaldo Neves Dornelles, Marcos Cintra Cavalcanti de Albuquerque, Sergio Franklin Quintella. CONSELHO DIRETOR Presidente: Carlos Ivan Simonsen Leal Vice-presidentes: Francisco Oswaldo Neves Dornelles, Marcos Cintra Cavalcanti de Albuquerque, Sergio Franklin Quintella. Vogais: Armando Klabin, Carlos Alberto Pires de Carvalho e Albuquerque, Cristiano Buarque Franco Neto, Ernane Galvêas, José Luiz Miranda, Lindolpho de Carvalho Dias, Marcílio Marques Moreira, Roberto Paulo Cezar de Andrade. Suplentes: Aldo Floris, Antonio Monteiro de Castro Filho, Ary Oswaldo Mattos Filho, Eduardo Baptista Vianna, Gilberto Duarte Prado, Jacob Palis Júnior, José Ermírio de Moraes Neto, Marcelo José Basílio de Souza Marinho, Mauricio Matos Peixoto. CONSELHO CURADOR Presidente: Carlos Alberto Lenz César Protásio Vice-presidente: José Alfredo Dias Lins (Klabin Irmãos & Cia.) Vogais: Alexandre Koch Torres de Assis, Antonio Alberto Gouvêa Vieira, Andrea Martini (Souza Cruz S/A, Eduardo M. Krieger, Estado do Rio Grande do Sul, Estado da Bahia, Luiz Chor, Marcelo Serfaty, Marcio João de Andrade Fortes, Murilo Portugal Filho (Federação Brasileira de Bancos), Pedro Henrique Mariani Bittencourt (Banco BBM S.A), Orlando dos Santos Marques (Publicis Brasil Comunicação Ltda), Raul Calfat (Votorantim Participações S.A), José Carlos Cardoso (IRB-Brasil Resseguros S.A), Ronaldo Vilela (Sindicato das Empresas de Seguros Privados, de Previdência Complementar e de Capitalização nos Estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo), Sandoval Carneiro Junior, Willy Otto Jordan Neto. Suplentes: José Carlos Schmidt Murta Ribeiro, Luiz Ildefonso Simões Lopes (Brookfield Brasil Ltda), Luiz Roberto Nascimento Silva, Manoel Fernando Thompson Motta Filho, Nilson Teixeira (Banco de Investimentos Crédit Suisse S.A), Olavo Monteiro de Carvalho (Monteiro Aranha Participações S.A), Patrick de Larragoiti Lucas (Sul América Companhia Nacional de Seguros), Clóvis Torres (VALE S.A.), Rui Barreto, Sergio Lins Andrade, Victório Carlos De Marchi. UNIDADES DA FGV-SP Escola de Administração de Empresas de São Paulo Diretor: Luiz Artur Ledur Brito Escola de Economia de São Paulo Diretor: Yoshiaki Nakano Escola de Direito de São Paulo Diretor: Oscar Vilhena Vieira FGV Projetos Diretor: Cesar Cunha Campos Diretor Técnico: Ricardo Simonsen Diretor de Controle: Antônio Carlos Kfouri Aidar Diretor de Qualidade: Francisco Eduardo Torres de Sá Diretor de Mercado: Sidnei Gonzalez Diretores-Adjuntos de Mercado: Carlos Augusto Lopes da Costa e José Bento Carlos Amaral Júnior Diretoria da FGV para assuntos da FGV-SP Diretor: Maria Tereza Leme Fleury Diretoria de Operações da FGV-SP: Mario Rocha Souza DIRETORIA Diretor: Luiz Artur Ledur Brito Vice-Diretor: Tales Andreassi CONGREGAÇÃO Presidente: Luiz Artur Ledur Brito CONSELHO DE GESTÃO ACADÊMICA Presidente: Luiz Artur Ledur Brito DEPARTAMENTOS DE ENSINO E PESQUISA Administração da Produção e de Operações: Susana Carla Farias Pereira Administração Geral e Recursos Humanos: Beatriz Maria Braga Contabilidade, Finanças e Controle: Jean Jacques Salim Fundamentos Sociais e Jurídicos da Administração: Ligia Maura Costa Informática e Métodos Quantitativos Aplicados à Administração: André Luiz Silva Samartini Mercadologia: Delane Botelho Planejamento e Análise Econômica Aplicados à Administração: Arthur Barrionuevo Filho  Gestão Pública: Peter Kevin Spink CURSOS, PROGRAMAS E SERVIÇOS Curso de Especialização em Administração para Graduados (CEAG): Luis Henrique Pereira Curso de Especialização em Administração Hospitalar e de Sistemas de Saúde (CEAHS): Walter Cintra Ferreira Júnior Master in Business and Management (MBM) Luís Henrique Rigato Vasconcellos Mestrado e Doutorado em Administração de Empresas: Ely Laureano Paiva Mestrado e Doutorado em Administração Pública e Governo: Mario Aquino Alves Mestrado Profissional em Administração de Empresas (MPA): Marcelo Oliveira Coutinho de Lima Mestrado Profissional em Gestão e Políticas Públicas: Regina Silvia Viotto Monteiro Pacheco Mestrado Profissional em Gestão Internacional: Edgard Elie Roger Barki Mestrado Profissional em Gestão para a Competitividade: Gilberto Sarfati OneMBA: Marina de Camargo Heck Coordenação Acadêmica para Educação Executiva da EAESP com o IDE: João Carlos Douat Núcleo de Pesquisas/ GVpesquisa: Thomaz Wood Júnior RAE-publicações: Maria José Tonelli CENTROS DE ESTUDOS Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios: Tales Andreassi Centro de Estudos de Administração Pública e Governo: Fernando Burgos Pimentel dosSantos Centro de Estudos de Política e Economia do Setor Público: George Avelino Filho Centro de Estudos em Planejamento e Gestão de Saúde: Ana Maria Malik Centro de Estudos em Sustentabilidade: Mário Prestes Monzoni Neto Centro de Excelência em Logística e Supply Chain: Priscila Laczynski de Souza Miguel Centro de Excelência em Varejo: Maurício Gerbaudo Morgado Centro de Tecnologia de Informação Aplicada: Alberto Luiz Albertin Instituto de Finanças: João Carlos Douat Centro de Estudos de Microfinanças e Inclusão Financeira: Lauro Emilio Gonzalez Farias Centro de Estudos em Finanças: William Eid Jr. CentrodeEstudosemPrivateEquity:NewtonMonteirode CamposNeto CentrodeEstudosemCompetitividadeInternacional: MariaTerezaLemeFleury Fórum de Inovação: Marcos Augusto de Vasconcellos Núcleo de Comunicação, Marketing e Redes Sociais Digitais: Eliane Pereira Zamith Brito Núcleo de Estudos em Organizações e Pessoas: Maria José Tonelli APOIO Centro de Desenvolvimento do Ensino e da Aprendizagem: Francisco Aranha Coordenadoria de Avaliação Institucional: Heloisa Mônaco dos Santos Centro de Carreiras: Renato Guimarães Ferreira Coordenadoria deCultura e Diversidade: Inês Pereira e Samy Dana Coordenadoria de Relações Internacionais: Julia Alice Sophia von Maltzan Pacheco Serviço de Apoio e Atendimento Psicológico e Psiquiátrico - Pró-Saúde GV: Tiago Luis Corbisier Matheus Alumni GV: Francisco Ilson Saraiva Junior ASSOCIAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS DA FGV-EAESP Presidente: Adriana Cabral de Oliveira DIRETÓRIO ACADÊMICO GETULIO VARGAS Presidente: Luis Gustavo Perez Fakhouri DIRETORES DA RAE Maio/1961 a jun/65: Raimar Richers; jul/65 a dez/66: Yolanda F. Balcão; jan/67 a jun/68: Carlos Osmar Bertero; jul/68 a jun/69: Ary Bouzan; jul/69 a jun/71: Orlando Figueiredo; jul/71 a dez/72: Manoel Tosta Berlinck; jan/73 a jun/75: Robert N.V.C. Nicol; jul/75 a mar/80: Luiz Antonio de Oliveira Lima, abr/80 a mar/82: Sérgio Micelli Pessoa de Barros; abr/82 a dez/83: Yoshiaki Nakano; jan/84 a set/85: Sérgio Micelli Pessoa de Barros; out/85 a set/89: Maria Cecília Spina Forjaz; out/89 a dez/89: Maria Rita Garcia L. Durand; jan/90 a set/91: Gisela Taschner Goldenstein; out/91 a nov/95: Marilson Alves Gonçalves; dez/95 a dez/00: Roberto Venosa; jan/01 a dez/04: Thomaz Wood Jr.; jan/05 a ago/07: Carlos Osmar Bertero; ago/07 a ago/08: Francisco Aranha; set/08 a jan/09: Flávio Carvalho de Vasconcelos; fev/09 a dez/2015: Eduardo Diniz; jan/2016: Maria José Tonelli
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    LINHA EDITORIAL MISSÃO A RAE-Revista deAdministração de Empresas tem como missão fomentar e disseminar a produção de conheci- mento, promovendo a integração da comunidade cien- tífica brasileira às comunidades científicas mundiais no campo da Administração. FOCO A RAE tem interesse na publicação de artigos de desen- volvimento teórico, trabalhos empíricos e ensaios nos diversos campos da Administração de Empresas, tais como: Administração da Informação, Estudos Organiza- cionais, Ensino e Pesquisa em Administração, Estraté- gia em Organizações, Finanças, Gestão de Ciência, Tec- nologia e Inovação, Gestão de Operações e Logística, Gestão de Pessoas e Relações de Trabalho e Marketing. Como revista generalista na área, a RAE cobre um amplo espectro de subdomínios de conhecimento, perspectivas e questões, buscando levar ao seu público-alvo (professo- res, pesquisadores e estudantes) artigos inovadores e de excelente qualidade na área de Administração de Empre- sas. Aceitam-se colaborações do Brasil e de outros países eincentiva-seapluralidadedeabordagenseperspectivas. O público primário da RAE é composto por acadêmicos - professores, pesquisadores e estudantes. SUBMISSÃO Os trabalhos devem ser encaminhados à Redação pela in- ternet, por meio do ScholarOne, sistema de submissão e gerenciamento de artigos, disponibilizado em parceria com SciELO: http://mc04.manuscriptcentral.com/rae-scielo. Os artigos podem ser submetidos em português, in­glês ou espanhol, observando o formato e as normas de pa- dronização específica da seção na qual o trabalho se insere, conforme descrito em nosso RAEpub Manual de Publi­cação, disponível em http://rae.fgv.br/manu- al-rae/, na seção Formato. Os autores devem consultar ainda as Orientações aos Au­tores, que fornecem instru- ções sobre posicionamento, estilo e estrutura que de- vem ser observadas antes do envio do trabalho para apreciação na RAE. Os autores poderão submeter somente um artigo por vez (esta regra aplica-se também às chamadas de trabalhos), ou seja, enquanto existir um artigo em processo de avalia- ção, o autor não poderá submeter um segundo, seja como autor principal ou em co-autoria. Caso o trabalho seja re- jeitado em uma das etapas do processo, o autor poderá submetero mesmo artigo, desdequetenhasido devolvido na situação “Reject & Resubmit”, ou um novo artigo. INEDITISMO E EXCLUSIVIDADE Artigos submetidos à avaliação na RAE devem ser inédi- tos (em qualquer idioma) e não devem estar sendo con- siderados por outro periódico. Ressalta-se que os tra- balhos apresentados em Congressos Científicos não perdem o ineditismo. AVALIAÇÃO O processo de avaliação de artigos submetidos à RAE, após triagem preliminar por formato (adequação do ar- tigo às regras de normalização e formatação exigidas) e uso de sistema de detecção de similaridades, consiste em três etapas:  1ª) Triagem realizada pelo Editor-chefe, que examina a adequação do trabalho à linha editorial da revista e seu potencial para publicação; 2ª) Avaliação preliminar por um membro do Corpo Edi- torial Científico, que visa identificar a contribuição do artigo para a sua área de especialidade; e 3ª) Sistema double blind review: coordenado por um membro do Corpo Editorial Científico da área de espe- cialidade do artigo, consiste na interação entre os auto- res e dois pareceristas especialistas que, ao avaliarem o trabalho, fazem comentários e sugestões de aperfeiçoa- mento. Essa etapa envolve reavaliações contínuas, reu- nindo esforços para aprimoramento dos artigos. Habitualmente, os editores científicos e Editor-chefe acrescentam às sugestões dos avaliadores um aconse- lhamento editorial, cujo objetivo é o aprimoramento do artigo, visando à publicação. PREPARAÇÃO PARA PUBLICAÇÃO Depois de aprovado, o artigo é submetido à edição e à revisão ortográfica e gramatical. A Redação envia a ver- são final para aprovação dos autores e eventuais atuali- zações, tais como afiliação institucional. OUTRAS FORMAS DE CONTRIBUIÇÃO A  RAE  está aberta a outros tipos de contribuição que compõem o conteúdo da revista: As seções Resenha e Indicações Bibliográficas têm como objetivo apresentar aos leitores obras do campo da Administração de Empresas e áreas correlatas. Os li- vros escolhidos devem ser recentes e apresentar contri- buições para a teoria e prática. PropostasdeFórunstemáticos,Entrevistas,Debatespodem ser apresentadas e serão avaliadas pelo Editor-chefe com base no escopo editorial da RAE. DIREITOS AUTORAIS A FGV/EAESP/RAE adota a Licença Creative Commons de Atribuição (BY) (https://creativecommons.org/ licenses/by/4.0/) em todos os trabalhos publicados, exceto quando houver indicação específica de detentores de direitos autorais. Em caso de dúvidas, deve-se consultar a Redação: raeredacao@fgv.br.
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    Mais informações: (11)3799-3717 gvcasos.redacao@fgv.br | www.fgv.br/gvcasos CHAMADA DE TRABALHOS GVcasos convida à submissão de trabalhos visando à publicação nas próximas edições. São publicadas duas edições da GVcasos por ano, procurando privilegiar trabalhos que enfoquem problemas organizacionais inseridos na realidade brasileira e latino-americana. A revista tem interesse em receber casos de ensino nas diversas áreas da Administração. Os casos submetidos precisam ser inéditos e não devem estar sendo considerados para publicação por outro periódico. 1. A submissão deve ser feita por meio do site da GVcasos: www.fgv.br/gvcasos (na página inicial, clicar em “submissões on-line”) 2. Quanto ao conteúdo e à estrutura, o caso de ensino deve compor duas partes, a saber: (a) Corpo do texto: Deve conter uma exposição, com texto claro e fluente, que descreva um contexto de tomada de decisão e um problema decisório real. O caso deve ser documentado com dados e datas reais. (b) Notas de ensino As notas de ensino deverão conter exposição teórica do assunto relativo ao caso de ensino, entendendo- se por exposição teórica a exploração do arcabouço conceitual necessário à exploração ou discussão do caso. Devem também contemplar aspectos pedagógicos; análise das possíveis alternativas de decisões/soluções da situação organizacional focada no texto, além de referências bibliográficas pertinentes aos conceitos abordados. 3. Quanto à sua formatação, ambas as partes que compõem o caso submetido – corpo do texto e notas de ensino – devem estar em um único documento, com as seguintes características: • Papel: A4 (29,7 x 21 cm) • Margens: superior 3cm, inferior 2cm, direita 2cm, esquerda 3cm • Editor de texto: Word do Office 2003 ou posterior • Fonte: Times New Roman, tamanho 12 • Extensão do texto: Máximo de 10.000 palavras, incluindo eventuais tabelas e/ou figuras, anexos/ apêndices e as notas de ensino • Espaçamento: 1,5, parágrafo justificado • Notas de rodapé ou de final de texto devem ser evitadas 4. O processo de avaliação de casos de ensino submetidos consiste de duas etapas: uma avaliação preliminar pelos editores, que examinam a adequação do trabalho à linha editorial da revista e o seu potencial para publicação, e avaliação duplo-cega. Para mais informações sobre a política editorial da revista e orientações sobre o processo de submissão e avaliação de trabalhos, visite o site www.fgv.br/gvcasos. Orientações para envio de trabalhos