1º sem/2010 CRP 186
Química Tecnológica
1
2 - ÁGUA
2 - ÁGUA
1. Propriedades Físicas e Química da água
2. Águas naturais, substâncias dissolvidas, água
potável
3. Dureza da água e suas consequências
4. Acidez e alcalinidade – pH
5. Solubilidade de gases em água
6. Análise química e tratamento de água
7. Obtenção de água pura: destilação e resinas
de troca iônica
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2
APLICAÇÃO DA ÁGUA
APLICAÇÃO DA ÁGUA
• Uso abundante nas indústrias de
processos químicos
– Matéria-prima
– Veículo / Meio reacional
– Agente de uso indireto
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3
ÁGUA NO MUNDO
ÁGUA NO MUNDO
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4
MOLÉCULA DE ÁGUA
MOLÉCULA DE ÁGUA
• Ângulo entre ligações: 104,5º
• Ligações de hidrogênio  geometria
tetraédrica
• Polar  momento dipolar (µ) = q.d = 1,87D
(debye) = 1,87x10-18
unidades eletrostáticas
• Constante dielétrica alta  isolamento de
íons em solução
• Distância (H-O)  0,96 Ângstrons
• Hibridação
sp3 do oxigênio
1s2
(2sp3)2
2(sp3)2
2(sp3)1
2(sp3)1
http://www.infoescola.com/bioquimica/agua-nos-seres-vivos/
http://www.infoescola.com/bioquimica/agua-nos-seres-vivos/
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5
PROPRIEDADES DA ÁGUA
PROPRIEDADES DA ÁGUA
• FÍSICAS
– Densidade
– Viscosidade
– Calor específico
– Ponto de fusão
– Ponto de ebulição
– Sabor
– Odor
– ...
• QUÍMICAS
– Solubilidade
– Dureza
– Alcalinidade
– Acidez
– Turbidez
– Tensão superficial
– Cor
– Substâncias
dissolvidas
– ...
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6
DENSIDADE
DENSIDADE
Energia Cinética
Arranjo cristalino
http://www.giltonepedro.com.br/docs/artigo03_variacao_densidade.pdf
QUÍMICA NOVA NA ESCOLA Água = H2O? N° 3, MAIO 1996
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VISCOSIDADE
VISCOSIDADE
http://150.162.31.1/~minatti/aulas/qmc5409/exp_2_reologia_fluidos_nao_newtonianos.pdf
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8
Tabela II.1. Densidades e viscosidades da água sob condições normais de temperatura e pressão
Temperatura -

(°C)
Densidade
absoluta - 
(kg/m3
)*
Viscosidade
dinâmica - 
(10-3
N.s/m2
)
Viscosidade
cinemática - 
(10-6
m2
/s)
Densidade
relativa - 
0 (gelo) 917,0 - - 0,9170
0(água) 999,8 1,781 1,785 0,9998
4 1000,0 1,558 1,558 1,0000
5 1000,0 1,518 1,519 1,0000
10 999,7 1,307 1,308 0,9997
15 999,1 1,139 1,140 0,9991
20 998,2 1,002 1,003 0,9982
25 997,0 0,890 0,893 0,9970
30 995,7 0,798 0,801 0,9967
40 992,2 0,653 0,658 0,9922
50 988,0 0,547 0,553 0,9880
60 983,2 0,466 0,474 0,9832
70 977,8 0,404 0,413 0,9788
80 971,8 0,354 0,364 0,9728
90 965,3 0,315 0,326 0,9653
100 958,4 0,282 0,294 0,9584
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9
CALOR
CALOR
ESPECÍFICO
ESPECÍFICO
• Energia necessária para
variar a temperatura em
1ºC para 1g de
determinada substância.
• Água  regulador de
temperatura da Terra
Substância Calor Específico
(cal/g.°C)
água 1,0
álcool 0,6
alumínio 0,22
ar 0,24
carbono 0,12
chumbo 0,031
cobre 0,094
ferro 0,11
gelo 0,5
hélio 1,25
hidrogênio 3,4
latão 0,092
madeira 0,42
mercúrio 0,033
nitrogênio 0,25
ouro 0,032
oxigênio 0,22
prata 0,056
rochas 0,21
vidro 0,16
zinco 0,093
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Solvente
SOLUBILIDADE
SOLUBILIDADE
• Capacidade máxima de uma substância
se dissolver num solvente, em condições
especificadas
• Processo de dissolução  afinidade
eletrônica
Soluto Solvatação
Solução
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11
SOLVATAÇÃO
SOLVATAÇÃO
+
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12
DISSOLUÇÃO
DISSOLUÇÃO
Processo espontâneo se:
- Forças soluto-soluto  baixa energia reticular
- Forças soluto-solvente  alta energia de
solvatação (estabilidade)
“Semelhante dissolve semelhante”
- Solventes polares: dissolvem solutos iônicos e
polares
- Solventes apolares: dissolvem solutos apolares
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13
DISSOLUÇÃO
DISSOLUÇÃO
http://150.162.31.1/~minatti/aulas/qmc5406/20071_qmc5406_solucoes_intro.pdf
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14
EQUILÍBRIO DE SOLUBILIDADE
EQUILÍBRIO DE SOLUBILIDADE
• Saturação – equilíbrio entre soluto e íons
em solução  concentrações dos íons
constantes
http://150.162.31.1/~minatti/aulas/qmc5406/20071_qmc5406_solucoes_intro.pdf
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15
EQUILÍBRIO DE SOLUBILIDADE
EQUILÍBRIO DE SOLUBILIDADE
http://150.162.31.1/~minatti/aulas/qmc5406/20071_qmc5406_solucoes_intro.pdf
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16
CURVAS DE SOLUBILIDADE
CURVAS DE SOLUBILIDADE
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17
REGRAS DE SOLUBILIDADE
REGRAS DE SOLUBILIDADE
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18
DUREZA
DUREZA
• É a capacidade da água precipitar sabões
• Concentração de íons Ca2+
e Mg2+
em água – expressa em
mg CaCO3/L
• Fonte de dureza  passagem da água no solo calcáreo
TRABALHANDO A QUÍMICA DOS SABÕES E DETERGENTES - Odone Gino Zago Neto e José Claudio Del Pino - UFRGS - IQ - Educação Química
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19
CLASSIFICAÇÃO DA ÁGUA
CLASSIFICAÇÃO DA ÁGUA
QUANTO À DUREZA
QUANTO À DUREZA
Muito Mole 0-70 mg CaCO3/L
Mole (branda) 70-135 mg CaCO3/L
Média Dureza 135-200 mg CaCO3/L
Dura 200-350 mg CaCO3/L
Muito Dura > 350 mg CaCO3/L
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20
CONSEQUÊNCIAS DA DUREZA
CONSEQUÊNCIAS DA DUREZA
• Precipitação de sabões
• Indesejável  fabricação de bebidas 
sabor
• Água dura - Abrandamento de águas
corrosivas  inibidora de corrosão
• Água dura  Formação de depósitos e
precipitados - incrustações
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21
MECANISMO DA FORMAÇÃO
MECANISMO DA FORMAÇÃO
DE DEPÓSITOS
DE DEPÓSITOS
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22
DEPÓSITOS
DEPÓSITOS
http://www.mecatronicaatual.com.br/secoes/leitura/33
http://www.usp.br/agen/repgs/2002/imgs/277a.jpg
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23
ALCALINIDADE
ALCALINIDADE
• Capacidade de reagir com ácido forte para
atingir determinado pH
• Expressa em mg CaCO3/L
• Devida às concentrações de:
– Carbonatos (CO3
2-
)
– Bicarbonatos (HCO3
-
)
– Hidróxidos (OH-
)
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24
FONTE DA ALCALINIDADE
FONTE DA ALCALINIDADE
• Solubilização  carbonatos e bicarbonatos
em água
• Eutrofização  remoção de CO2 da água
pelo excesso de O2 (fotossíntese - algas)
• Efluentes  descargas industriais de
processos com uso de NaOH ou CaO
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25
IMPORTÂNCIA DA
IMPORTÂNCIA DA
ALCALINIDAE
ALCALINIDAE
• Sem riscos para a saúde pública
• Altera o sabor da água  prejudica processamento
de bebidas
• Padrão de potabilidade  não tem  determinado
pelo pH
• Controle do processo de floculação  tratamento
de água
– Floculação por varredura  formação de floculantes
precipitados à base de OH-
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26
CLASSIFICAÇÃO E CONTROLE
CLASSIFICAÇÃO E CONTROLE
ALCALINIDADE
ALCALINIDADE
• Classificação
– Carbonatos
– Bicarbonatos
– Hidróxidos
• Controle  adição de substâncias
neutralizadoras que abaixam o pH do meio
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27
ACIDEZ
ACIDEZ
• Capacidade de reagir com base forte para
atingir determinado pH
• Expressa em mg CaCO3/L
• Devido à presença de:
– Ácidos fortes (HCl, H2SO4, HNO3, etc)
– Ácidos fracos – orgânicos e inorgânicos
– Sais ácidos – Al2(SO4)3, FeCl3, NH4Cl
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28
FONTES DA ACIDEZ
FONTES DA ACIDEZ
• Gás carbônico 
• Efluentes industriais não neutralizados
– Siderúrgicas e metalurgias  ácidos para
decapagem ácida – remoção de ferrugem –
aplicação da galvanoplastia
• Oxidação de sulfetos
• Hidrólise de floculantes em ETAs
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29
IMPORTÂNCIA DA ACIDEZ
IMPORTÂNCIA DA ACIDEZ
• Não possui padrão de potabilidade
• Crucial nos estudos de corrosão
• Processos de Tratamento – ETA/ETE
– Componente “ácidos voláteis”
• CO2  abrandamento de água no processo
“cal e soda”
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30
pH
pH
• Devido à auto-dissociação da água
• Constante de equilíbrio
• Concentração molar H2O – constante –
55,5 mol/L
• Constante de equilíbrio compactada
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31
pH
pH
• Kw = 1,1 x 10-14
a 25ºC
• pH = -log[H+
]
• Logo:
• pH varia com T
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32
IMPORTÂNCIA DO pH
IMPORTÂNCIA DO pH
• Padrão de potabilidade  6,5 a 9,0
• Influência
– equilíbrio dos processos químicos
– eficiência de remoção de poluentes do
tratamento de efluentes
– eficiência da coagulação, floculação e
desinfecção do tratamento de água
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33
EXERCÍCIO
EXERCÍCIO
Calcule o pH das soluções dos seguintes
ácidos e bases fortes:
(a) HCl 0,1 M
(b) NaOH 0,1 M
(c) HNO3 3 x 10-5
M
(d) HClO4 5 x 10-10
M
(e) KOH 2 x 10-8
M.
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34
SOLUBILIDADE DE GASES
SOLUBILIDADE DE GASES
EM ÁGUA
EM ÁGUA
• Troca de gases – ar x água  interface
• Equilíbrio (gás ↔ solução)
– dependente da pressão parcial do gás e da
temperatura do sistema bifásico
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35
LEI DE HENRY
LEI DE HENRY
• Soluções idealmente diluídas
– Soluto B: pressão de vapor α fração molar
– Lei de Henry
– pB  pressão parcial de vapor
– xB  fração molar
– KB  constante da Lei de Henry
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36
Constantes da Lei de Henry
Constantes da Lei de Henry
1º sem/2010 CRP 186
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37
Exercício
Exercício
• A concentração de O2 necessária para a vida aquática
aeróbica é de 4,0 mg.L-1
. Qual a pressão parcial mínima de
oxigênio na atmosfera para atingir esta concentração em
água?
• Lei de Henry
• KO2 =
• Pressão parcial O2
• Pressão parcial O2 ao nível do mar = 21 KPa
• Logo, pressão pode ser atingida para 4,0 mg O2.L-1
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38
Exercício
Exercício
• Qual a pressão parcial do metano
necessária para dissolver 21 mg de
metano em 100g de benzeno a 250
C?
• (KB = 5,69 x 104
KPa)
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39
IMPORTÂNCIA DA SOLUBILIDADE
IMPORTÂNCIA DA SOLUBILIDADE
DE GASES EM ÁGUA
DE GASES EM ÁGUA
• Controle de ETEs  eficiência de
remoção de poluentes
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40
IMPORTÂNCIA DA SOLUBILIDADE
IMPORTÂNCIA DA SOLUBILIDADE
DE GASES EM ÁGUA
DE GASES EM ÁGUA
• Indicador de processos de eutrofização
• Controle de processos anaeróbios
• Oxigênio dissolvido em água:
– Indicador de autodepuração dos corpos d’água
– Relevante na classificação de águas naturais
– Indicador da matéria orgânica biodegradável 
DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio)
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41
TRATAMENTO DE ÁGUA
TRATAMENTO DE ÁGUA
• Tratamento
de água
convencional
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42
ETAPAS
ETAPAS
TRATAMENTO DE ÁGUA
TRATAMENTO DE ÁGUA
• Captação  retirada da água bruta do corpo d’água por
bombeamento
• Floculação  dosagem de um coagulante na água bruta
recebe  aglutinação de impurezas  flocos
• Decantação  separação do precipitado – flocos por
gravidade
• Filtração  remoção das impurezas precipitadas
• Desinfecção  eliminação dos microorganismos
patogênicos - adição de um agente desinfetante,
normalmente cloro e derivados.
• Fluoretação  adição de flúor  prevenção cárie dentária
• Correção pH  adição de cal ou barrilha leve
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43
DESTILAÇÃO
DESTILAÇÃO
1º sem/2010 CRP 186
Química Tecnológica
44
DESTILAÇÃO
DESTILAÇÃO
• Eficiência de purificação: 99,9%
• Alto consumo de energia: ~ 1 kW/L
• Alto consumo de água: ~ 30 L/L
• Resistividade: 1 MΩ/cm
• Não elimina CO2, amônia, VOCs
• Processo lento: ~ 5 L/h
1º sem/2010 CRP 186
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45
DEIONIZAÇÃO
DEIONIZAÇÃO
• Remoção de íons por troca iônica
• Resinas  troca entre íons solução x
resinas
– Resinas aniônicas
– Resinas catiônicas
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46
FUNCIONAMENTO
FUNCIONAMENTO
Trocadores iônicos  matrizes sólidas com sítios ativos.
http://www.dema.puc-rio.br/cursos/OUTecAmb/Troca_Ionica.ppt#259,11,Funcionamento
2R-
-Na+
+ Ca+2
(aq)  (R2)-Ca + 2Na+
(aq)
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47
MATRIZ POLI MÉTRICA
MATRIZ POLI MÉTRICA
(Resina Catiônica)
(Resina Catiônica)
http://www.dema.puc-rio.br/cursos/OUTecAmb/Troca_Ionica.ppt#319,12,Matriz poli métrica (Resina Catiônica)
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Química Tecnológica
48
APLICAÇÕES
APLICAÇÕES
• Tratamento de águas
• Resíduos nucleares
• Indústria Alimentícia
• Indústria Farmacêutica
• Agricultura
• Hidro metalúrgica
1º sem/2010 CRP 186
Química Tecnológica
49
a
b
c
COLUNA INDUSTRIAL DE TROCA IÔNICA
a) Distribuidor; b)Resina; c)Coletor
http://www.dema.puc-rio.br/cursos/OUTecAmb/Troca_Ionica.ppt#310,19,Slide 19

qualidade _ e _ tratamento _de _ ÁGUA.ppt

  • 1.
    1º sem/2010 CRP186 Química Tecnológica 1 2 - ÁGUA 2 - ÁGUA 1. Propriedades Físicas e Química da água 2. Águas naturais, substâncias dissolvidas, água potável 3. Dureza da água e suas consequências 4. Acidez e alcalinidade – pH 5. Solubilidade de gases em água 6. Análise química e tratamento de água 7. Obtenção de água pura: destilação e resinas de troca iônica
  • 2.
    1º sem/2010 CRP186 Química Tecnológica 2 APLICAÇÃO DA ÁGUA APLICAÇÃO DA ÁGUA • Uso abundante nas indústrias de processos químicos – Matéria-prima – Veículo / Meio reacional – Agente de uso indireto
  • 3.
    1º sem/2010 CRP186 Química Tecnológica 3 ÁGUA NO MUNDO ÁGUA NO MUNDO
  • 4.
    1º sem/2010 CRP186 Química Tecnológica 4 MOLÉCULA DE ÁGUA MOLÉCULA DE ÁGUA • Ângulo entre ligações: 104,5º • Ligações de hidrogênio  geometria tetraédrica • Polar  momento dipolar (µ) = q.d = 1,87D (debye) = 1,87x10-18 unidades eletrostáticas • Constante dielétrica alta  isolamento de íons em solução • Distância (H-O)  0,96 Ângstrons • Hibridação sp3 do oxigênio 1s2 (2sp3)2 2(sp3)2 2(sp3)1 2(sp3)1 http://www.infoescola.com/bioquimica/agua-nos-seres-vivos/ http://www.infoescola.com/bioquimica/agua-nos-seres-vivos/
  • 5.
    1º sem/2010 CRP186 Química Tecnológica 5 PROPRIEDADES DA ÁGUA PROPRIEDADES DA ÁGUA • FÍSICAS – Densidade – Viscosidade – Calor específico – Ponto de fusão – Ponto de ebulição – Sabor – Odor – ... • QUÍMICAS – Solubilidade – Dureza – Alcalinidade – Acidez – Turbidez – Tensão superficial – Cor – Substâncias dissolvidas – ...
  • 6.
    1º sem/2010 CRP186 Química Tecnológica 6 DENSIDADE DENSIDADE Energia Cinética Arranjo cristalino http://www.giltonepedro.com.br/docs/artigo03_variacao_densidade.pdf QUÍMICA NOVA NA ESCOLA Água = H2O? N° 3, MAIO 1996
  • 7.
    1º sem/2010 CRP186 Química Tecnológica 7 VISCOSIDADE VISCOSIDADE http://150.162.31.1/~minatti/aulas/qmc5409/exp_2_reologia_fluidos_nao_newtonianos.pdf
  • 8.
    1º sem/2010 CRP186 Química Tecnológica 8 Tabela II.1. Densidades e viscosidades da água sob condições normais de temperatura e pressão Temperatura -  (°C) Densidade absoluta -  (kg/m3 )* Viscosidade dinâmica -  (10-3 N.s/m2 ) Viscosidade cinemática -  (10-6 m2 /s) Densidade relativa -  0 (gelo) 917,0 - - 0,9170 0(água) 999,8 1,781 1,785 0,9998 4 1000,0 1,558 1,558 1,0000 5 1000,0 1,518 1,519 1,0000 10 999,7 1,307 1,308 0,9997 15 999,1 1,139 1,140 0,9991 20 998,2 1,002 1,003 0,9982 25 997,0 0,890 0,893 0,9970 30 995,7 0,798 0,801 0,9967 40 992,2 0,653 0,658 0,9922 50 988,0 0,547 0,553 0,9880 60 983,2 0,466 0,474 0,9832 70 977,8 0,404 0,413 0,9788 80 971,8 0,354 0,364 0,9728 90 965,3 0,315 0,326 0,9653 100 958,4 0,282 0,294 0,9584
  • 9.
    1º sem/2010 CRP186 Química Tecnológica 9 CALOR CALOR ESPECÍFICO ESPECÍFICO • Energia necessária para variar a temperatura em 1ºC para 1g de determinada substância. • Água  regulador de temperatura da Terra Substância Calor Específico (cal/g.°C) água 1,0 álcool 0,6 alumínio 0,22 ar 0,24 carbono 0,12 chumbo 0,031 cobre 0,094 ferro 0,11 gelo 0,5 hélio 1,25 hidrogênio 3,4 latão 0,092 madeira 0,42 mercúrio 0,033 nitrogênio 0,25 ouro 0,032 oxigênio 0,22 prata 0,056 rochas 0,21 vidro 0,16 zinco 0,093
  • 10.
    1º sem/2010 CRP186 Química Tecnológica 10 Solvente SOLUBILIDADE SOLUBILIDADE • Capacidade máxima de uma substância se dissolver num solvente, em condições especificadas • Processo de dissolução  afinidade eletrônica Soluto Solvatação Solução
  • 11.
    1º sem/2010 CRP186 Química Tecnológica 11 SOLVATAÇÃO SOLVATAÇÃO +
  • 12.
    1º sem/2010 CRP186 Química Tecnológica 12 DISSOLUÇÃO DISSOLUÇÃO Processo espontâneo se: - Forças soluto-soluto  baixa energia reticular - Forças soluto-solvente  alta energia de solvatação (estabilidade) “Semelhante dissolve semelhante” - Solventes polares: dissolvem solutos iônicos e polares - Solventes apolares: dissolvem solutos apolares
  • 13.
    1º sem/2010 CRP186 Química Tecnológica 13 DISSOLUÇÃO DISSOLUÇÃO http://150.162.31.1/~minatti/aulas/qmc5406/20071_qmc5406_solucoes_intro.pdf
  • 14.
    1º sem/2010 CRP186 Química Tecnológica 14 EQUILÍBRIO DE SOLUBILIDADE EQUILÍBRIO DE SOLUBILIDADE • Saturação – equilíbrio entre soluto e íons em solução  concentrações dos íons constantes http://150.162.31.1/~minatti/aulas/qmc5406/20071_qmc5406_solucoes_intro.pdf
  • 15.
    1º sem/2010 CRP186 Química Tecnológica 15 EQUILÍBRIO DE SOLUBILIDADE EQUILÍBRIO DE SOLUBILIDADE http://150.162.31.1/~minatti/aulas/qmc5406/20071_qmc5406_solucoes_intro.pdf
  • 16.
    1º sem/2010 CRP186 Química Tecnológica 16 CURVAS DE SOLUBILIDADE CURVAS DE SOLUBILIDADE
  • 17.
    1º sem/2010 CRP186 Química Tecnológica 17 REGRAS DE SOLUBILIDADE REGRAS DE SOLUBILIDADE
  • 18.
    1º sem/2010 CRP186 Química Tecnológica 18 DUREZA DUREZA • É a capacidade da água precipitar sabões • Concentração de íons Ca2+ e Mg2+ em água – expressa em mg CaCO3/L • Fonte de dureza  passagem da água no solo calcáreo TRABALHANDO A QUÍMICA DOS SABÕES E DETERGENTES - Odone Gino Zago Neto e José Claudio Del Pino - UFRGS - IQ - Educação Química
  • 19.
    1º sem/2010 CRP186 Química Tecnológica 19 CLASSIFICAÇÃO DA ÁGUA CLASSIFICAÇÃO DA ÁGUA QUANTO À DUREZA QUANTO À DUREZA Muito Mole 0-70 mg CaCO3/L Mole (branda) 70-135 mg CaCO3/L Média Dureza 135-200 mg CaCO3/L Dura 200-350 mg CaCO3/L Muito Dura > 350 mg CaCO3/L
  • 20.
    1º sem/2010 CRP186 Química Tecnológica 20 CONSEQUÊNCIAS DA DUREZA CONSEQUÊNCIAS DA DUREZA • Precipitação de sabões • Indesejável  fabricação de bebidas  sabor • Água dura - Abrandamento de águas corrosivas  inibidora de corrosão • Água dura  Formação de depósitos e precipitados - incrustações
  • 21.
    1º sem/2010 CRP186 Química Tecnológica 21 MECANISMO DA FORMAÇÃO MECANISMO DA FORMAÇÃO DE DEPÓSITOS DE DEPÓSITOS
  • 22.
    1º sem/2010 CRP186 Química Tecnológica 22 DEPÓSITOS DEPÓSITOS http://www.mecatronicaatual.com.br/secoes/leitura/33 http://www.usp.br/agen/repgs/2002/imgs/277a.jpg
  • 23.
    1º sem/2010 CRP186 Química Tecnológica 23 ALCALINIDADE ALCALINIDADE • Capacidade de reagir com ácido forte para atingir determinado pH • Expressa em mg CaCO3/L • Devida às concentrações de: – Carbonatos (CO3 2- ) – Bicarbonatos (HCO3 - ) – Hidróxidos (OH- )
  • 24.
    1º sem/2010 CRP186 Química Tecnológica 24 FONTE DA ALCALINIDADE FONTE DA ALCALINIDADE • Solubilização  carbonatos e bicarbonatos em água • Eutrofização  remoção de CO2 da água pelo excesso de O2 (fotossíntese - algas) • Efluentes  descargas industriais de processos com uso de NaOH ou CaO
  • 25.
    1º sem/2010 CRP186 Química Tecnológica 25 IMPORTÂNCIA DA IMPORTÂNCIA DA ALCALINIDAE ALCALINIDAE • Sem riscos para a saúde pública • Altera o sabor da água  prejudica processamento de bebidas • Padrão de potabilidade  não tem  determinado pelo pH • Controle do processo de floculação  tratamento de água – Floculação por varredura  formação de floculantes precipitados à base de OH-
  • 26.
    1º sem/2010 CRP186 Química Tecnológica 26 CLASSIFICAÇÃO E CONTROLE CLASSIFICAÇÃO E CONTROLE ALCALINIDADE ALCALINIDADE • Classificação – Carbonatos – Bicarbonatos – Hidróxidos • Controle  adição de substâncias neutralizadoras que abaixam o pH do meio
  • 27.
    1º sem/2010 CRP186 Química Tecnológica 27 ACIDEZ ACIDEZ • Capacidade de reagir com base forte para atingir determinado pH • Expressa em mg CaCO3/L • Devido à presença de: – Ácidos fortes (HCl, H2SO4, HNO3, etc) – Ácidos fracos – orgânicos e inorgânicos – Sais ácidos – Al2(SO4)3, FeCl3, NH4Cl
  • 28.
    1º sem/2010 CRP186 Química Tecnológica 28 FONTES DA ACIDEZ FONTES DA ACIDEZ • Gás carbônico  • Efluentes industriais não neutralizados – Siderúrgicas e metalurgias  ácidos para decapagem ácida – remoção de ferrugem – aplicação da galvanoplastia • Oxidação de sulfetos • Hidrólise de floculantes em ETAs
  • 29.
    1º sem/2010 CRP186 Química Tecnológica 29 IMPORTÂNCIA DA ACIDEZ IMPORTÂNCIA DA ACIDEZ • Não possui padrão de potabilidade • Crucial nos estudos de corrosão • Processos de Tratamento – ETA/ETE – Componente “ácidos voláteis” • CO2  abrandamento de água no processo “cal e soda”
  • 30.
    1º sem/2010 CRP186 Química Tecnológica 30 pH pH • Devido à auto-dissociação da água • Constante de equilíbrio • Concentração molar H2O – constante – 55,5 mol/L • Constante de equilíbrio compactada
  • 31.
    1º sem/2010 CRP186 Química Tecnológica 31 pH pH • Kw = 1,1 x 10-14 a 25ºC • pH = -log[H+ ] • Logo: • pH varia com T
  • 32.
    1º sem/2010 CRP186 Química Tecnológica 32 IMPORTÂNCIA DO pH IMPORTÂNCIA DO pH • Padrão de potabilidade  6,5 a 9,0 • Influência – equilíbrio dos processos químicos – eficiência de remoção de poluentes do tratamento de efluentes – eficiência da coagulação, floculação e desinfecção do tratamento de água
  • 33.
    1º sem/2010 CRP186 Química Tecnológica 33 EXERCÍCIO EXERCÍCIO Calcule o pH das soluções dos seguintes ácidos e bases fortes: (a) HCl 0,1 M (b) NaOH 0,1 M (c) HNO3 3 x 10-5 M (d) HClO4 5 x 10-10 M (e) KOH 2 x 10-8 M.
  • 34.
    1º sem/2010 CRP186 Química Tecnológica 34 SOLUBILIDADE DE GASES SOLUBILIDADE DE GASES EM ÁGUA EM ÁGUA • Troca de gases – ar x água  interface • Equilíbrio (gás ↔ solução) – dependente da pressão parcial do gás e da temperatura do sistema bifásico
  • 35.
    1º sem/2010 CRP186 Química Tecnológica 35 LEI DE HENRY LEI DE HENRY • Soluções idealmente diluídas – Soluto B: pressão de vapor α fração molar – Lei de Henry – pB  pressão parcial de vapor – xB  fração molar – KB  constante da Lei de Henry
  • 36.
    1º sem/2010 CRP186 Química Tecnológica 36 Constantes da Lei de Henry Constantes da Lei de Henry
  • 37.
    1º sem/2010 CRP186 Química Tecnológica 37 Exercício Exercício • A concentração de O2 necessária para a vida aquática aeróbica é de 4,0 mg.L-1 . Qual a pressão parcial mínima de oxigênio na atmosfera para atingir esta concentração em água? • Lei de Henry • KO2 = • Pressão parcial O2 • Pressão parcial O2 ao nível do mar = 21 KPa • Logo, pressão pode ser atingida para 4,0 mg O2.L-1
  • 38.
    1º sem/2010 CRP186 Química Tecnológica 38 Exercício Exercício • Qual a pressão parcial do metano necessária para dissolver 21 mg de metano em 100g de benzeno a 250 C? • (KB = 5,69 x 104 KPa)
  • 39.
    1º sem/2010 CRP186 Química Tecnológica 39 IMPORTÂNCIA DA SOLUBILIDADE IMPORTÂNCIA DA SOLUBILIDADE DE GASES EM ÁGUA DE GASES EM ÁGUA • Controle de ETEs  eficiência de remoção de poluentes
  • 40.
    1º sem/2010 CRP186 Química Tecnológica 40 IMPORTÂNCIA DA SOLUBILIDADE IMPORTÂNCIA DA SOLUBILIDADE DE GASES EM ÁGUA DE GASES EM ÁGUA • Indicador de processos de eutrofização • Controle de processos anaeróbios • Oxigênio dissolvido em água: – Indicador de autodepuração dos corpos d’água – Relevante na classificação de águas naturais – Indicador da matéria orgânica biodegradável  DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio)
  • 41.
    1º sem/2010 CRP186 Química Tecnológica 41 TRATAMENTO DE ÁGUA TRATAMENTO DE ÁGUA • Tratamento de água convencional
  • 42.
    1º sem/2010 CRP186 Química Tecnológica 42 ETAPAS ETAPAS TRATAMENTO DE ÁGUA TRATAMENTO DE ÁGUA • Captação  retirada da água bruta do corpo d’água por bombeamento • Floculação  dosagem de um coagulante na água bruta recebe  aglutinação de impurezas  flocos • Decantação  separação do precipitado – flocos por gravidade • Filtração  remoção das impurezas precipitadas • Desinfecção  eliminação dos microorganismos patogênicos - adição de um agente desinfetante, normalmente cloro e derivados. • Fluoretação  adição de flúor  prevenção cárie dentária • Correção pH  adição de cal ou barrilha leve
  • 43.
    1º sem/2010 CRP186 Química Tecnológica 43 DESTILAÇÃO DESTILAÇÃO
  • 44.
    1º sem/2010 CRP186 Química Tecnológica 44 DESTILAÇÃO DESTILAÇÃO • Eficiência de purificação: 99,9% • Alto consumo de energia: ~ 1 kW/L • Alto consumo de água: ~ 30 L/L • Resistividade: 1 MΩ/cm • Não elimina CO2, amônia, VOCs • Processo lento: ~ 5 L/h
  • 45.
    1º sem/2010 CRP186 Química Tecnológica 45 DEIONIZAÇÃO DEIONIZAÇÃO • Remoção de íons por troca iônica • Resinas  troca entre íons solução x resinas – Resinas aniônicas – Resinas catiônicas
  • 46.
    1º sem/2010 CRP186 Química Tecnológica 46 FUNCIONAMENTO FUNCIONAMENTO Trocadores iônicos  matrizes sólidas com sítios ativos. http://www.dema.puc-rio.br/cursos/OUTecAmb/Troca_Ionica.ppt#259,11,Funcionamento 2R- -Na+ + Ca+2 (aq)  (R2)-Ca + 2Na+ (aq)
  • 47.
    1º sem/2010 CRP186 Química Tecnológica 47 MATRIZ POLI MÉTRICA MATRIZ POLI MÉTRICA (Resina Catiônica) (Resina Catiônica) http://www.dema.puc-rio.br/cursos/OUTecAmb/Troca_Ionica.ppt#319,12,Matriz poli métrica (Resina Catiônica)
  • 48.
    1º sem/2010 CRP186 Química Tecnológica 48 APLICAÇÕES APLICAÇÕES • Tratamento de águas • Resíduos nucleares • Indústria Alimentícia • Indústria Farmacêutica • Agricultura • Hidro metalúrgica
  • 49.
    1º sem/2010 CRP186 Química Tecnológica 49 a b c COLUNA INDUSTRIAL DE TROCA IÔNICA a) Distribuidor; b)Resina; c)Coletor http://www.dema.puc-rio.br/cursos/OUTecAmb/Troca_Ionica.ppt#310,19,Slide 19