12 MAIO 09 PESSOAL 
PESSOAL MAIO 09 13 
PROJECTO ISCTE 
Concurso Nacional de MotivAcção 
Em Tempo de Crise, Procuram-se 
Motivadores! 
PROJECTO ISCTE 
Se conhece uma pessoa que se enquadra 
no perfil do motivador, nomeie essa pessoa através do site: www.motivaccao.com. Podem ser nomeados quadros de empresas, instituições e outros organismos associados, que lideram uma equipa. com idade compreendida entre os 30 e 42 anos 
A palavra “crise”, nos últimos tempos, deve ser a mais proferida na boca de todos os portugueses e a que mais ouvimos todos os dias. Estamos de tal forma esmagados por este clima negativo e pessimista que passamos a agir diariamente com atitudes que demonstram sentimentos de “insegurança”, “receio”, “resistência à mudança”, “apatia”, “inércia” e “desmotivação”! Felizmente, há quem não baixe os braços e lute contra este espírito derrotista. 
Existem pessoas e empresas que conseguem resistir ao contágio e proliferação do espírito negativo. Há quem reverta a crise em oportunidade! Há quem consiga uma auto motivação regular e suficiente para incutir nas suas equipas um espírito positivo e de orientação para objectivos, desafios e resultados tendencialmente melhores. Há quem não se deixe abater pelos factores externos negativos e procure no interior de si as energias para enfrentar e vencer as adversidades. 
Quem são estes motivadores que remam contra a maré, que conseguem mobilizar as suas equipas para finalidades francamente positivas? O desafio que lhe propomos é indicar-nos quem são e onde é que estão? Para lhes prestarmos homenagem e, sobretudo, para que o seu exemplo nos ajude a criar um novo espírito que ponha a crise para detrás das costas. 
Caro leitor, convidamo-lo a reflectir connosco sobre as diferenças existentes entre pessoas, equipas e empresas e o efeito nas suas reacções, perante uma situação ou época de crise. 
Paralisados ou pró-activos? Em momentos críticos, algumas pessoas ficam completamente paralisadas, adoptam uma atitude passiva e inibem-se face a qualquer acção que contrarie o efeito nefasto à sua volta. Ao invés, outras pessoas, face à situação de crise, sentem-se desafiadas e manifestam uma energia incalculável para contornar o obstáculo, procurando as mais diversas alternativas, propondo soluções criativas e realistas. Estas últimas são inevitavelmente mais competentes e garantem maior potencial de alcance de sucesso. 
Crise ou oportunidade? Há empresas e instituições que em, época de crise, agem imediatamente com alertas e ameaças, recuando com possíveis estratégias de mudança e de investimento; mesmo com tais contenções não conseguem muitas vezes sobreviver. Pelo contrário, existem outras empresas e instituições que aproveitam a crise para se distinguirem, avançando com estratégias ambiciosas (às vezes com maior risco) mas que, consequentemente, apresentam resultados fantásticos e nunca antes alcançados. 
Que factores e características distinguirão as diferentes abordagens? O que estará por detrás de resultados tão distintos e quem estará a influenciar tais equipas e empresas? 
Caro leitor, reflicta connosco sobre algo que poderá contribuir para uma mudança significativa, que a todos interessa, podendo-nos influenciar e beneficiar. 
A palavra “crise”, nos últimos tempos, deve ser a palavra mais proferida na boca de todos os portugueses e a palavra que mais ouvimos todos os dias. Abrimos os jornais e revistas e o que lemos? Manchetes que anunciam uma “onda” de pessimismo, onde se destacam: “endividamento”, “desemprego”, “diminuição do poder de compra”, “baixa da qualidade de vida...”. Ligamos o rádio e a televisão e o que ouvimos? “O País está em crise”, “vivemos uma crise como há muito tempo já não se vivia em Portugal”, “a análise realizada prevê que a crise vai continuar”, “não há indicadores de quando é o final da crise”, “os portugueses preparem-se para o mau período que se avizinha”. Estas e muitas outras expressões impregnam-nos de tal forma, cegando-nos e levando-nos a repetir as mesmas palavras e expressões, mesmo sem uma análise criteriosa e mais racional, elas contagiam-nos e passam a fazer parte das nossas conversas diárias. Quer seja no trabalho, no carro, em casa, no café, no supermercado, com colegas, familiares, amigos e até mesmo com desconhecidos! De facto, sem nos darmos conta, estamos a repetir uma panóplia de lamentações, mesmo com alguém que nunca vimos, só porque partilhamos o mesmo espaço e somos influenciados pelo mesmo tipo de discurso. 
Não é novidade que os portugueses sofrem de uma mentalidade tendencialmente pessimista, saudosista e nostálgica, assumindo a vida como um “Fado”. Quando perguntamos a um português “Como vai?” ou “Como está?”, em pelo menos oitenta por cento dos casos a resposta que obtemos é “Vai-se andando...”, “Cá vamos...”, “Vamos indo...”, “Assim, assim...”, “Mais ou menos...”. Numa sociedade fortemente caracterizada por tal tendência, em tempos de crise, pouco se estranha que as atitudes dos portugueses se tornem consonantes e sejam confirmadas com esse pessimismo e lamentação. A “Teoria da Auto-realização das Profecias” explica este fenómeno: quando acreditamos com veemência em algo, os nossos comportamentos e atitudes passam a ser exclusivamente orientados para tal crença, o que por conseguinte vai levar à confirmação dessa crença. Concretizando: se acreditarmos que a crise económica que se instalou vai afectar directa e negativamente a nossa vida quotidiana, conformamo-nos com tal. Acreditamos de tal maneira nesse facto que passamos a agir diariamente com atitudes que demonstram sentimentos de “insegurança”, “receio”, “resistência à mudança”, “apatia”, “inércia” e “desmotivação”. 
Pois bem... Eis o nosso desafio: 
Cada vez que ouvir a palavra “crise”, substitua-a imediatamente no seu pensamento pela palavra oportunidade. Porquê? A resposta é simples: se ao invés de nos centrarmos no problema, nos orientarmos para as alternativas ao nosso dispor, indubitavelmente vamos mobilizar-nos para acções que contrariem o autêntico marasmo e efeito depressivo que a generalidade das pessoas e empresas estão a manifestar no presente e face ao período de crise. 
Existem ou não pessoas e empresas que conseguem resistir ao contágio e proliferação do espírito negativo? Felizmente que a resposta é afirmativa. Há quem reverta a crise em oportunidade! Há quem consiga uma auto motivação regular e suficiente para incutir nas suas equipas um espírito positivo e de orientação para objectivos, desafios e resultados tendencialmente melhores. Uma pessoa, equipa ou empresa que é contaminada por um ambiente de positividade é, indiscutivelmente, mais saudável e mais feliz, porque vive num clima de motivação. 
Estamos convictos que por detrás das empresas e instituições que não se deixam abater pelos factores externos, conseguindo enfrentar os momentos de crise como potenciadores a tomada de iniciativas mais pró-activas e criativas, estão pessoas com talento e com responsabilidade na gestão empresarial e institucional. São estas pessoas que conseguem mobilizar as suas equipas para finalidades francamente positivas. São os motivadores. É também deste tipo de pessoas, com responsabilidade de gestão, que os portugueses precisam. 
Se os portugueses precisam de motivadores, então 
© ISCTE
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PROJECTO ISCTE 
em primeiro lugar vamos procurá-los. Quem são? Onde estão? Como são? O que os distingue dos demais? O que fazem? Como identificá-los, analisá- -los e reconhecê-los? Tais motivadores devem estar associados e fortemente implicados em estudos sobre motivação, de modo a poderem partilhar o seu “saber motivar”, contribuindo com o seu talento na introdução de mudanças positivas no tecido empresarial português. Numa perspectiva macro, tais motivadores podem assumir um papel de responsabilidade social, no modo como poderão ajudar a “rasgar” com uma mentalidade pouco salutar e com resultados aquém dos desejáveis. 
Concorda connosco? 
Se sim, então participe connosco numa iniciativa cujo objectivo é envolver todos aqueles que entendem ser premente “rasgar” com o passado (neste oceano de crise e depressão) e “rumar” para um futuro próximo, “mais sorridente” (num oceano mais azul e iluminado), transformando a crise numa oportunidade. 
Se respondeu sim, prontificando-se a participar neste desafio, invista na leitura dos próximos parágrafos que explicam, em linhas gerais, como surgiu este projecto e a forma como se vai desenvolver nos próximos meses. Este projecto visa reconhecer, não aqueles que já estão identificados e são associados 
escolar-profissional e plano de carreira, bem como responsável pelo Career Skills Training Program da ISCTE Business School, do qual é fundadora. Ana Rocha é licenciada em Psicologia das Organizações e do Trabalho, mestranda em Psicologia da Educação e do Desenvolvimento Pessoal, tendo uma especialização em Psicologia Clínica e do Aconselhamento. É co-autora dos livros “Gestão Emocional de Equipas – em Ambiente de Projecto” e “Desafios – Da Universidade à Empresa”. 
Oliver Röhrich é formador e coach na área comportamental e mudança organizacional e coordenador do Programa de Desenvolvimento Pessoal do INDEG/ ISCTE. Docente para o tema Personal Skills do ExePaulo 
Canôa é director geral em Portugal da multinacional líder mundial em recursos humanos e membro da direcção da APESPE – Associação Portuguesa de Empresas do Sector Privado de Emprego. Docente convidado e formador nas área de gestão de RH, liderança e gestão de equipas, é autor de diversos artigos de opinião na imprensa escrita. Paulo Cânoa é licenciado em Gestão pelo ISCTE, tem um MBA em Finanças pela Universidade Católica Portuguesa e formação em Leadership pelo IMD Lausanne. 
Ana Rocha é formadora na área comportamental, técnica de avaliação psicológica na área do recrutamento e selecção, consultora em orientação 
Quem são os pró-motivadores? 
cutive MBA da ISCTE Business School, é co-autor dos livros “Gestão emocional de equipas – em Ambiente de Projecto” , “Desafios – Da Universidade à Empresa”, bem como co-autor do Estudo “Inovação em Portugal – uma perspectiva humana”. Oliver Röhrich é licenciado em Gestão de Empresas, com especialização em Desenvolvimento Organizacional e Estratégia, Master Certificate em Coaching sistémico, Master Practitioner em PNL (University of Santa Cruz/ NLPU/ Robert Dilts), sendo ainda Certified Trainer em PNL (John Grinder/ Carmen Boston Sinclair/ Michael Caroll) e encontrando- se acreditado em MBTI (Myers-Briggs Type Indicator). 
Como vamos ultrapassar esta crise? Quando é que esta crise vai passar? Estas são questões para as quais as respostas não estão directamente ao nosso alcance! Rapidamente arranjamos uma série de desculpas e de atribuições externas e não controláveis pelo próprio: “a culpa é dos governantes”; “o mal vem de cima”; “está no poder quem não devia lá estar”; “os políticos já não têm carisma, perderam-se os valores”; “nesta época e com a crise generalizada não é a altura própria para fazer mudanças”; “mesmo que apresente uma proposta ninguém vai ligar”... Estas e outras frases do género andam na boca de muitos e no pensamento da maioria. Atitudes de fuga, comodismo, displicência, inércia, também convivem connosco no quotidiano e reflectem um sentimento de lamentação constante e de desmotivação crescente. Então, vamos mudar o discurso e melhor: mudar a atitude! Vamos colocar em cada um de nós a responsabilização pelos seus actos e assumamos também a culpabilização por muito do que de menos bom existe em nosso redor, colaborando na iniciativa MotivAcção! 
“Portugal vai mais longe com a MotivAcção!” 
Mesmo que a economia global esteja fragilizada, que a crise esteja instalada e afecte todos, em geral, mesmo que a sociedade esteja contaminada por um clima de lamentação, insatisfação e desmotivação, cada um de nós tem o poder de controlar o seu comportamento e escolher a sua atitude. Aceitemos mudar – com a MotivAcção, assumamos que a diferença faz parte da vida, alteremos as nossas atitudes e os nossos comportamentos, não compactuando com atitudes de lamento, resignação e queixa constantes. 
Sob o efeito de uma abertura à visão estratégica, ao pensamento criativo/ construtivo e ao comportamento positivo, a vontade em alterar as nossas atitudes, rapidamente impulsiona o corpo e a mente para uma intervenção comportamental que advém de uma força intrínseca, capaz de ultrapassar barreiras. Afinal, podemos combater a desmotivação com a MotivAcção! 
A alteração regular e prolongada das nossas atitudes pode ter um efeito regulador e duradouro na motivação com a MotivAcção! 
à motivação no mundo do desporto e na política. Este projecto está dirigido à identificação daquelas pessoas com valor e responsabilidade na gestão empresarial, aquelas que nos “bastidores das luzes da ribalta” mobilizam as suas equipas para resultados absolutamente fantásticos. São esses motivadores que queremos reconhecer! 
Numa primeira fase, o público é quem nomeia! Se conhece uma pessoa que se enquadra no perfil do motivador, nomeie essa pessoa (através do site: www.motivaccao.com). Podem ser nomeadas pessoas do sector empresarial (empresas, instituições e outros organismos associados), com idade compreendida entre os 30 e 42 anos e que sejam quadros que lideram uma equipa. Todos os nomeados vão ser convidados a participar no concurso. 
As pessoas nomeadas e que aceitarem o convite vão realizar um caso sobre motivação (a segunda fase). Os nomeados que apresentarem os melhores casos resolvidos vão passar à terceira fase. Nesta fase os candidatos vão responder a um conjunto de questões dirigidas por um júri (painel de convidados). O júri avalia com base numa prova sustentada em critérios rigorosos, definidos por antecipação e ligados ao tema da motivação. É o júri que decide quem é a pessoa mais motivadora de Portugal no meio empresarial. 
O concurso premiará as seguintes categorias: 
TOP - Motivador de empresa – nível da administração ou direcção geral da empresa; 
MIDDLE - Motivador de equipa - no ‘middle management’ (cargos de direcção financeira, comercial, recursos humanos, produção, entre outros). 
‘Make a Long Story Short’: Desafiamos o leitor a participar activamente nesta nomeação nacional. Basta referenciar a pessoa que considera um motivador (através de: www.motivaccao.com). Neste momento já possui a motivação para participar neste concurso e projecto, certo? ■

Projecto motiv acção-may2009

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    12 MAIO 09PESSOAL PESSOAL MAIO 09 13 PROJECTO ISCTE Concurso Nacional de MotivAcção Em Tempo de Crise, Procuram-se Motivadores! PROJECTO ISCTE Se conhece uma pessoa que se enquadra no perfil do motivador, nomeie essa pessoa através do site: www.motivaccao.com. Podem ser nomeados quadros de empresas, instituições e outros organismos associados, que lideram uma equipa. com idade compreendida entre os 30 e 42 anos A palavra “crise”, nos últimos tempos, deve ser a mais proferida na boca de todos os portugueses e a que mais ouvimos todos os dias. Estamos de tal forma esmagados por este clima negativo e pessimista que passamos a agir diariamente com atitudes que demonstram sentimentos de “insegurança”, “receio”, “resistência à mudança”, “apatia”, “inércia” e “desmotivação”! Felizmente, há quem não baixe os braços e lute contra este espírito derrotista. Existem pessoas e empresas que conseguem resistir ao contágio e proliferação do espírito negativo. Há quem reverta a crise em oportunidade! Há quem consiga uma auto motivação regular e suficiente para incutir nas suas equipas um espírito positivo e de orientação para objectivos, desafios e resultados tendencialmente melhores. Há quem não se deixe abater pelos factores externos negativos e procure no interior de si as energias para enfrentar e vencer as adversidades. Quem são estes motivadores que remam contra a maré, que conseguem mobilizar as suas equipas para finalidades francamente positivas? O desafio que lhe propomos é indicar-nos quem são e onde é que estão? Para lhes prestarmos homenagem e, sobretudo, para que o seu exemplo nos ajude a criar um novo espírito que ponha a crise para detrás das costas. Caro leitor, convidamo-lo a reflectir connosco sobre as diferenças existentes entre pessoas, equipas e empresas e o efeito nas suas reacções, perante uma situação ou época de crise. Paralisados ou pró-activos? Em momentos críticos, algumas pessoas ficam completamente paralisadas, adoptam uma atitude passiva e inibem-se face a qualquer acção que contrarie o efeito nefasto à sua volta. Ao invés, outras pessoas, face à situação de crise, sentem-se desafiadas e manifestam uma energia incalculável para contornar o obstáculo, procurando as mais diversas alternativas, propondo soluções criativas e realistas. Estas últimas são inevitavelmente mais competentes e garantem maior potencial de alcance de sucesso. Crise ou oportunidade? Há empresas e instituições que em, época de crise, agem imediatamente com alertas e ameaças, recuando com possíveis estratégias de mudança e de investimento; mesmo com tais contenções não conseguem muitas vezes sobreviver. Pelo contrário, existem outras empresas e instituições que aproveitam a crise para se distinguirem, avançando com estratégias ambiciosas (às vezes com maior risco) mas que, consequentemente, apresentam resultados fantásticos e nunca antes alcançados. Que factores e características distinguirão as diferentes abordagens? O que estará por detrás de resultados tão distintos e quem estará a influenciar tais equipas e empresas? Caro leitor, reflicta connosco sobre algo que poderá contribuir para uma mudança significativa, que a todos interessa, podendo-nos influenciar e beneficiar. A palavra “crise”, nos últimos tempos, deve ser a palavra mais proferida na boca de todos os portugueses e a palavra que mais ouvimos todos os dias. Abrimos os jornais e revistas e o que lemos? Manchetes que anunciam uma “onda” de pessimismo, onde se destacam: “endividamento”, “desemprego”, “diminuição do poder de compra”, “baixa da qualidade de vida...”. Ligamos o rádio e a televisão e o que ouvimos? “O País está em crise”, “vivemos uma crise como há muito tempo já não se vivia em Portugal”, “a análise realizada prevê que a crise vai continuar”, “não há indicadores de quando é o final da crise”, “os portugueses preparem-se para o mau período que se avizinha”. Estas e muitas outras expressões impregnam-nos de tal forma, cegando-nos e levando-nos a repetir as mesmas palavras e expressões, mesmo sem uma análise criteriosa e mais racional, elas contagiam-nos e passam a fazer parte das nossas conversas diárias. Quer seja no trabalho, no carro, em casa, no café, no supermercado, com colegas, familiares, amigos e até mesmo com desconhecidos! De facto, sem nos darmos conta, estamos a repetir uma panóplia de lamentações, mesmo com alguém que nunca vimos, só porque partilhamos o mesmo espaço e somos influenciados pelo mesmo tipo de discurso. Não é novidade que os portugueses sofrem de uma mentalidade tendencialmente pessimista, saudosista e nostálgica, assumindo a vida como um “Fado”. Quando perguntamos a um português “Como vai?” ou “Como está?”, em pelo menos oitenta por cento dos casos a resposta que obtemos é “Vai-se andando...”, “Cá vamos...”, “Vamos indo...”, “Assim, assim...”, “Mais ou menos...”. Numa sociedade fortemente caracterizada por tal tendência, em tempos de crise, pouco se estranha que as atitudes dos portugueses se tornem consonantes e sejam confirmadas com esse pessimismo e lamentação. A “Teoria da Auto-realização das Profecias” explica este fenómeno: quando acreditamos com veemência em algo, os nossos comportamentos e atitudes passam a ser exclusivamente orientados para tal crença, o que por conseguinte vai levar à confirmação dessa crença. Concretizando: se acreditarmos que a crise económica que se instalou vai afectar directa e negativamente a nossa vida quotidiana, conformamo-nos com tal. Acreditamos de tal maneira nesse facto que passamos a agir diariamente com atitudes que demonstram sentimentos de “insegurança”, “receio”, “resistência à mudança”, “apatia”, “inércia” e “desmotivação”. Pois bem... Eis o nosso desafio: Cada vez que ouvir a palavra “crise”, substitua-a imediatamente no seu pensamento pela palavra oportunidade. Porquê? A resposta é simples: se ao invés de nos centrarmos no problema, nos orientarmos para as alternativas ao nosso dispor, indubitavelmente vamos mobilizar-nos para acções que contrariem o autêntico marasmo e efeito depressivo que a generalidade das pessoas e empresas estão a manifestar no presente e face ao período de crise. Existem ou não pessoas e empresas que conseguem resistir ao contágio e proliferação do espírito negativo? Felizmente que a resposta é afirmativa. Há quem reverta a crise em oportunidade! Há quem consiga uma auto motivação regular e suficiente para incutir nas suas equipas um espírito positivo e de orientação para objectivos, desafios e resultados tendencialmente melhores. Uma pessoa, equipa ou empresa que é contaminada por um ambiente de positividade é, indiscutivelmente, mais saudável e mais feliz, porque vive num clima de motivação. Estamos convictos que por detrás das empresas e instituições que não se deixam abater pelos factores externos, conseguindo enfrentar os momentos de crise como potenciadores a tomada de iniciativas mais pró-activas e criativas, estão pessoas com talento e com responsabilidade na gestão empresarial e institucional. São estas pessoas que conseguem mobilizar as suas equipas para finalidades francamente positivas. São os motivadores. É também deste tipo de pessoas, com responsabilidade de gestão, que os portugueses precisam. Se os portugueses precisam de motivadores, então © ISCTE
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    14 MAIO 09PESSOAL PROJECTO ISCTE em primeiro lugar vamos procurá-los. Quem são? Onde estão? Como são? O que os distingue dos demais? O que fazem? Como identificá-los, analisá- -los e reconhecê-los? Tais motivadores devem estar associados e fortemente implicados em estudos sobre motivação, de modo a poderem partilhar o seu “saber motivar”, contribuindo com o seu talento na introdução de mudanças positivas no tecido empresarial português. Numa perspectiva macro, tais motivadores podem assumir um papel de responsabilidade social, no modo como poderão ajudar a “rasgar” com uma mentalidade pouco salutar e com resultados aquém dos desejáveis. Concorda connosco? Se sim, então participe connosco numa iniciativa cujo objectivo é envolver todos aqueles que entendem ser premente “rasgar” com o passado (neste oceano de crise e depressão) e “rumar” para um futuro próximo, “mais sorridente” (num oceano mais azul e iluminado), transformando a crise numa oportunidade. Se respondeu sim, prontificando-se a participar neste desafio, invista na leitura dos próximos parágrafos que explicam, em linhas gerais, como surgiu este projecto e a forma como se vai desenvolver nos próximos meses. Este projecto visa reconhecer, não aqueles que já estão identificados e são associados escolar-profissional e plano de carreira, bem como responsável pelo Career Skills Training Program da ISCTE Business School, do qual é fundadora. Ana Rocha é licenciada em Psicologia das Organizações e do Trabalho, mestranda em Psicologia da Educação e do Desenvolvimento Pessoal, tendo uma especialização em Psicologia Clínica e do Aconselhamento. É co-autora dos livros “Gestão Emocional de Equipas – em Ambiente de Projecto” e “Desafios – Da Universidade à Empresa”. Oliver Röhrich é formador e coach na área comportamental e mudança organizacional e coordenador do Programa de Desenvolvimento Pessoal do INDEG/ ISCTE. Docente para o tema Personal Skills do ExePaulo Canôa é director geral em Portugal da multinacional líder mundial em recursos humanos e membro da direcção da APESPE – Associação Portuguesa de Empresas do Sector Privado de Emprego. Docente convidado e formador nas área de gestão de RH, liderança e gestão de equipas, é autor de diversos artigos de opinião na imprensa escrita. Paulo Cânoa é licenciado em Gestão pelo ISCTE, tem um MBA em Finanças pela Universidade Católica Portuguesa e formação em Leadership pelo IMD Lausanne. Ana Rocha é formadora na área comportamental, técnica de avaliação psicológica na área do recrutamento e selecção, consultora em orientação Quem são os pró-motivadores? cutive MBA da ISCTE Business School, é co-autor dos livros “Gestão emocional de equipas – em Ambiente de Projecto” , “Desafios – Da Universidade à Empresa”, bem como co-autor do Estudo “Inovação em Portugal – uma perspectiva humana”. Oliver Röhrich é licenciado em Gestão de Empresas, com especialização em Desenvolvimento Organizacional e Estratégia, Master Certificate em Coaching sistémico, Master Practitioner em PNL (University of Santa Cruz/ NLPU/ Robert Dilts), sendo ainda Certified Trainer em PNL (John Grinder/ Carmen Boston Sinclair/ Michael Caroll) e encontrando- se acreditado em MBTI (Myers-Briggs Type Indicator). Como vamos ultrapassar esta crise? Quando é que esta crise vai passar? Estas são questões para as quais as respostas não estão directamente ao nosso alcance! Rapidamente arranjamos uma série de desculpas e de atribuições externas e não controláveis pelo próprio: “a culpa é dos governantes”; “o mal vem de cima”; “está no poder quem não devia lá estar”; “os políticos já não têm carisma, perderam-se os valores”; “nesta época e com a crise generalizada não é a altura própria para fazer mudanças”; “mesmo que apresente uma proposta ninguém vai ligar”... Estas e outras frases do género andam na boca de muitos e no pensamento da maioria. Atitudes de fuga, comodismo, displicência, inércia, também convivem connosco no quotidiano e reflectem um sentimento de lamentação constante e de desmotivação crescente. Então, vamos mudar o discurso e melhor: mudar a atitude! Vamos colocar em cada um de nós a responsabilização pelos seus actos e assumamos também a culpabilização por muito do que de menos bom existe em nosso redor, colaborando na iniciativa MotivAcção! “Portugal vai mais longe com a MotivAcção!” Mesmo que a economia global esteja fragilizada, que a crise esteja instalada e afecte todos, em geral, mesmo que a sociedade esteja contaminada por um clima de lamentação, insatisfação e desmotivação, cada um de nós tem o poder de controlar o seu comportamento e escolher a sua atitude. Aceitemos mudar – com a MotivAcção, assumamos que a diferença faz parte da vida, alteremos as nossas atitudes e os nossos comportamentos, não compactuando com atitudes de lamento, resignação e queixa constantes. Sob o efeito de uma abertura à visão estratégica, ao pensamento criativo/ construtivo e ao comportamento positivo, a vontade em alterar as nossas atitudes, rapidamente impulsiona o corpo e a mente para uma intervenção comportamental que advém de uma força intrínseca, capaz de ultrapassar barreiras. Afinal, podemos combater a desmotivação com a MotivAcção! A alteração regular e prolongada das nossas atitudes pode ter um efeito regulador e duradouro na motivação com a MotivAcção! à motivação no mundo do desporto e na política. Este projecto está dirigido à identificação daquelas pessoas com valor e responsabilidade na gestão empresarial, aquelas que nos “bastidores das luzes da ribalta” mobilizam as suas equipas para resultados absolutamente fantásticos. São esses motivadores que queremos reconhecer! Numa primeira fase, o público é quem nomeia! Se conhece uma pessoa que se enquadra no perfil do motivador, nomeie essa pessoa (através do site: www.motivaccao.com). Podem ser nomeadas pessoas do sector empresarial (empresas, instituições e outros organismos associados), com idade compreendida entre os 30 e 42 anos e que sejam quadros que lideram uma equipa. Todos os nomeados vão ser convidados a participar no concurso. As pessoas nomeadas e que aceitarem o convite vão realizar um caso sobre motivação (a segunda fase). Os nomeados que apresentarem os melhores casos resolvidos vão passar à terceira fase. Nesta fase os candidatos vão responder a um conjunto de questões dirigidas por um júri (painel de convidados). O júri avalia com base numa prova sustentada em critérios rigorosos, definidos por antecipação e ligados ao tema da motivação. É o júri que decide quem é a pessoa mais motivadora de Portugal no meio empresarial. O concurso premiará as seguintes categorias: TOP - Motivador de empresa – nível da administração ou direcção geral da empresa; MIDDLE - Motivador de equipa - no ‘middle management’ (cargos de direcção financeira, comercial, recursos humanos, produção, entre outros). ‘Make a Long Story Short’: Desafiamos o leitor a participar activamente nesta nomeação nacional. Basta referenciar a pessoa que considera um motivador (através de: www.motivaccao.com). Neste momento já possui a motivação para participar neste concurso e projecto, certo? ■