PRIMEIRO ATENDIMENTO AO
QUEIMADO
Fluxo de atendimento no Centro de
Tratamento de Queimados HMUE
A Pele
• A pele é o maior órgão
do corpo humano e tem
importante função de
revestimento,
garantindo o controle
térmico e evitando
lesões por atrito e por
exposição à maior parte
dos agentes químicos e
da radiação ultravioleta.
Queimaduras
• As queimaduras são lesões que
podem danificar os tecidos em
diferentes intensidades, de
acordo com o foco da agressão.
• A região mais central da agressão
tende a concentrar a maior parte
dos danos sobre o tecido e estes
tendem a ser mais brandos
quanto mais distante ficam do
foco agredido.
• São determinadas três zonas de
lesão nas queimaduras, da maior
para a menor agressão: zona de
coagulação, zona de estase e zona
de hiperemia
Classificação das queimaduras
• Agente causador: térmicas, químicas, elétricas,
ionizantes ou radiação, atrito e biológicas;
• Profundidade: 1° grau, 2° grau, 2° grau profunda
e 3° grau;
• Extensão da queimadura: são utilizados alguns
métodos para avaliação da extensão (ex.: regra
dos nove);
• Complexidade das queimaduras: pequeno, médio
e grande queimado.
Classificação das queimaduras:
PROFUNDIDADE
Classificação das queimaduras:
PROFUNDIDADE
Classificação das queimaduras:
EXTENSÃO E COMPLEXIDADE
Regra dos Nove de Wallace
Parâmetros para classificação da
complexidade de queimaduras
Primeiro atendimento
ao paciente queimado
Primeiro atendimento ao
paciente queimado
Tratamento na
sala de emergência
Vias aéreas superiores:
• Avalie a presença de
corpos estranhos,
verifique e retire
qualquer tipo de
obstrução.
Respiração:
• Avaliação da necessidade de
aspiração;
• Administre oxigênio a 100% (máscara
umidificada) e, na suspeita de
intoxicação por monóxido de
carbono, mantenha a oxigenação por
três horas;
• Suspeita de lesão inalatória:
queimadura em ambiente fechado
com acometimento da face, presença
de rouquidão, estridor, escarro
carbonáceo, dispneia, queimadura
das vibrissas, insuficiência
respiratória.
Tratamento na
sala de emergência
Respiração:
• Mantenha a cabeceira
elevada (30°);
• Indicação de intubação
orotraqueal quando: a
escala de coma Glasgow
for menor do que 8, a
PaO2 for menor do que
60, a PaCO2 for maior do
que 55 na gasometria,
oximetria menor de 90%,
se houver edema
importante de face e
orofaringe;
• Avalie se há queimaduras
circulares no tórax, nos
membros superiores e
inferiores;
• Avalie traumas associados,
doenças prévias ou outras
incapacidades e adote
providências imediatas.
Tratamento na sala de emergência
Avaliação da queimadura:
• Exposição da área queimada;
• Punção venosa de alto
calibre;
• Instale sonda vesical de
demora para o controle da
diurese nas queimaduras em
área corporal superior a 20%
em adultos e 10% em
crianças;
• Avaliar a profundidade,
gravidade e extensão da
queimadura.
• ATENÇÃO COM Áreas
nobres/queimaduras especiais:
Olhos, orelhas, face, pescoço,
mão, pé, região inguinal, grandes
articulações (ombro, axila,
cotovelo, punho, articulação
coxofemoral, joelho e tornozelo) e
órgãos genitais, bem como
queimaduras profundas que
atinjam estruturas profundas
como ossos, músculos, nervos
e/ou vasos desvitalizados.
Tratamento na
sala de emergência
Medidas gerais imediatas e tratamento da ferida:
• Limpe a ferida com água e
clorexidina desgermante a 2%.
Na falta desta, use água e sabão
neutro;
• Posicionamento: mantenha
elevada a cabeceira da cama do
paciente, pescoço em
hiperextensão e membros
superiores elevados e
abduzidos, se houver lesão em
pilares axilares;
• Administre toxoide tetânico
para profilaxia/ reforço
antitétano.
• Administre heparina subcutânea para
profilaxia do tromboembolismo;
• Administre sulfadiazina de prata a 1%
como antimicrobiano tópico;
• Curativo oclusivo em quatro camadas:
atadura de morim ou de tecido sintético
(rayon) contendo o princípio ativo
(sulfadiazina de prata a 1%), gaze
absorvente/gaze de queimado, algodão
hidrófilo e atadura de crepe;
• Restrinja o uso de antibiótico sistêmico
profilático apenas às queimaduras
potencialmente colonizadas e com
sinais de infecção local ou sistêmica. Em
outros casos, evite o uso.
A importância da imunização
• Queimaduras estão entre as feridas com alto
potencial para causar tétano, doença de alta
letalidade. Recomenda-se a administração de
toxóide tetânico e imunoglobulina antitetânica
em pacientes com esquema vacinal
incompleto ou última dose há mais de 5 anos
(ISBI PRATICE GUIDELINES COMMITTEE, 2016; YOSHINO et al.,
2016).
Tratamento na
sala de emergência
Vítimas de queimaduras de vias aéreas:
• A lesão por inalação pode resultar da inspiração de gases ou
vapores superaquecidos, tóxicos e substâncias particuladas,
resultantes da combustão incompleta. Os gases tóxicos são
classificados em irritantes, asfixiantes simples e asfixiantes
químicos;
• Em caso de suspeita de lesão inalatória ou queimadura das
vias aéreas, deve-se iniciar com ventilação por máscara,
com oxigênio a 100% e seguir-se à intubação de sequência
rápida.
Tratamento na
sala de emergência
Vítimas de queimaduras de descarga elétrica:
• Definir se foi alta tensão, corrente
alternada ou contínua, se houve
passagem de corrente com ponto de
entrada e saída;
• Avaliar traumas associados (queda de
altura e outros);
• Avaliar se ocorreu perda de
consciência ou PCR no momento do
acidente;
• Avaliar extensão da lesão e passagem
da corrente;
• Monitorização contínua e enzimas
(CPK e CKMB) por 24- 48h.
• Internar sempre;
• Avaliar eventual mioglobinúria e
estimular o aumento da diurese com
maior infusão de líquidos;
• Avaliar eventual mioglobinúria e
estimular o aumento da diurese com
maior infusão de líquidos;
• Passagem de corrente pela região do
punho- avaliar necessidade de
fasciotomia e abertura do túnel do
carpo.
Tratamento na
sala de emergência
Vítimas de queimaduras
solares:
• As queimaduras solares, na
maioria dos casos, são de 1º
grau e devem ser tratadas
como tal. Entretanto o
surgimento de bolhas ou
sintomatologia mais
exacerbada poderá
requerer, de acordo com a
área afetada, internação e
reposição volêmica.
Vítimas de queimaduras
biológicas:
• O contato com águas-vivas
causam dor local, edema,
eritema e bolhas. Em casos
graves, pode haver
insuficiência respiratória e
choque e necessitar
corticoterapia sistêmica e
monitorização.
Tratamento na
sala de emergência
Vítimas de queimadura química
• Equipe que atende deve
utilizar proteção universal
para não ter contato com o
agente químico;
• Identificação do agente
(ácido, base, composto
orgânico);
• Avaliar concentração,
volume e duração de
contato;
• A lesão é progressiva.
Remover roupas, retirar
excesso.
• Substância em pó, remover
previamente excesso com escova ou
panos;
• DILUIÇÃO da substância pela água
corrente por no mínimo de 30
minutos;
• Irrigar exaustivamente os olhos;
• Ácido Fluorídrico- repor cálcio
sistêmico.
Tratamento na
sala de emergência
Vítimas de queimadura química
• Equipe que atende deve
utilizar proteção universal
para não ter contato com o
agente químico;
• Identificação do agente
(ácido, base, composto
orgânico);
• Avaliar concentração,
volume e duração de
contato;
• A lesão é progressiva.
Remover roupas, retirar
excesso.
• Substância em pó, remover
previamente excesso com escova ou
panos;
• DILUIÇÃO da substância pela água
corrente por no mínimo de 30
minutos;
• Irrigar exaustivamente os olhos;
• Ácido Fluorídrico- repor cálcio
sistêmico.
Tratamento na
sala de emergência
Medidas gerais imediatas e tratamento da ferida:
• As queimaduras circunferências
em tórax podem necessitar de
escarotomia para melhorar a
expansão da caixa torácica;
• Habitualmente, não é
necessária anestesia local para
tais procedimentos; porém, há
necessidade de se proceder à
hemostasia.
Infecção da área queimada
São considerados sinais e sintomas:
• Mudança da coloração da
lesão;
• Edema de bordas das feridas
ou do segmento corpóreo
afetado;
• Aprofundamento das lesões;
• Mudança do odor (fétido) ;
• Descolamento precoce da
escara seca e transformação
em escara úmida.
• Coloração hemorrágica sob a
escara ;
• Celulite ao redor da lesão;
• Vasculite no interior da lesão
(pontos avermelhados);
• Aumento ou modificação da
queixa dolorosa.
Critérios para referência de pacientes para
Centros de Tratamento de Queimados:
• Queimaduras de 2° grau em áreas maiores do que 20% da
SCQ em adultos;
• Queimaduras de 2° grau maiores do que 10% da SCQ em
crianças ou maiores de 50 anos;
• Queimaduras de 3° grau em qualquer extensão;
• Lesões na face, nos olhos, no períneo, nas mãos, nos pés e em
grandes articulações;
• Queimadura elétrica ou química;
• Lesão inalatória ou lesão circunferência de tórax ou de
membros;
• Doenças associadas, tentativa de autoextermínio (suicídio),
politrauma, maus-tratos ou situações sociais adversas.

PRIMEIRO ATENDIMENTO AO PACIENTE QUEIMADO

  • 1.
    PRIMEIRO ATENDIMENTO AO QUEIMADO Fluxode atendimento no Centro de Tratamento de Queimados HMUE
  • 2.
    A Pele • Apele é o maior órgão do corpo humano e tem importante função de revestimento, garantindo o controle térmico e evitando lesões por atrito e por exposição à maior parte dos agentes químicos e da radiação ultravioleta.
  • 3.
    Queimaduras • As queimadurassão lesões que podem danificar os tecidos em diferentes intensidades, de acordo com o foco da agressão. • A região mais central da agressão tende a concentrar a maior parte dos danos sobre o tecido e estes tendem a ser mais brandos quanto mais distante ficam do foco agredido. • São determinadas três zonas de lesão nas queimaduras, da maior para a menor agressão: zona de coagulação, zona de estase e zona de hiperemia
  • 4.
    Classificação das queimaduras •Agente causador: térmicas, químicas, elétricas, ionizantes ou radiação, atrito e biológicas; • Profundidade: 1° grau, 2° grau, 2° grau profunda e 3° grau; • Extensão da queimadura: são utilizados alguns métodos para avaliação da extensão (ex.: regra dos nove); • Complexidade das queimaduras: pequeno, médio e grande queimado.
  • 5.
  • 6.
  • 7.
    Classificação das queimaduras: EXTENSÃOE COMPLEXIDADE Regra dos Nove de Wallace Parâmetros para classificação da complexidade de queimaduras
  • 8.
  • 9.
  • 10.
    Tratamento na sala deemergência Vias aéreas superiores: • Avalie a presença de corpos estranhos, verifique e retire qualquer tipo de obstrução. Respiração: • Avaliação da necessidade de aspiração; • Administre oxigênio a 100% (máscara umidificada) e, na suspeita de intoxicação por monóxido de carbono, mantenha a oxigenação por três horas; • Suspeita de lesão inalatória: queimadura em ambiente fechado com acometimento da face, presença de rouquidão, estridor, escarro carbonáceo, dispneia, queimadura das vibrissas, insuficiência respiratória.
  • 11.
    Tratamento na sala deemergência Respiração: • Mantenha a cabeceira elevada (30°); • Indicação de intubação orotraqueal quando: a escala de coma Glasgow for menor do que 8, a PaO2 for menor do que 60, a PaCO2 for maior do que 55 na gasometria, oximetria menor de 90%, se houver edema importante de face e orofaringe; • Avalie se há queimaduras circulares no tórax, nos membros superiores e inferiores; • Avalie traumas associados, doenças prévias ou outras incapacidades e adote providências imediatas.
  • 12.
    Tratamento na salade emergência Avaliação da queimadura: • Exposição da área queimada; • Punção venosa de alto calibre; • Instale sonda vesical de demora para o controle da diurese nas queimaduras em área corporal superior a 20% em adultos e 10% em crianças; • Avaliar a profundidade, gravidade e extensão da queimadura. • ATENÇÃO COM Áreas nobres/queimaduras especiais: Olhos, orelhas, face, pescoço, mão, pé, região inguinal, grandes articulações (ombro, axila, cotovelo, punho, articulação coxofemoral, joelho e tornozelo) e órgãos genitais, bem como queimaduras profundas que atinjam estruturas profundas como ossos, músculos, nervos e/ou vasos desvitalizados.
  • 13.
    Tratamento na sala deemergência Medidas gerais imediatas e tratamento da ferida: • Limpe a ferida com água e clorexidina desgermante a 2%. Na falta desta, use água e sabão neutro; • Posicionamento: mantenha elevada a cabeceira da cama do paciente, pescoço em hiperextensão e membros superiores elevados e abduzidos, se houver lesão em pilares axilares; • Administre toxoide tetânico para profilaxia/ reforço antitétano. • Administre heparina subcutânea para profilaxia do tromboembolismo; • Administre sulfadiazina de prata a 1% como antimicrobiano tópico; • Curativo oclusivo em quatro camadas: atadura de morim ou de tecido sintético (rayon) contendo o princípio ativo (sulfadiazina de prata a 1%), gaze absorvente/gaze de queimado, algodão hidrófilo e atadura de crepe; • Restrinja o uso de antibiótico sistêmico profilático apenas às queimaduras potencialmente colonizadas e com sinais de infecção local ou sistêmica. Em outros casos, evite o uso.
  • 14.
    A importância daimunização • Queimaduras estão entre as feridas com alto potencial para causar tétano, doença de alta letalidade. Recomenda-se a administração de toxóide tetânico e imunoglobulina antitetânica em pacientes com esquema vacinal incompleto ou última dose há mais de 5 anos (ISBI PRATICE GUIDELINES COMMITTEE, 2016; YOSHINO et al., 2016).
  • 15.
    Tratamento na sala deemergência Vítimas de queimaduras de vias aéreas: • A lesão por inalação pode resultar da inspiração de gases ou vapores superaquecidos, tóxicos e substâncias particuladas, resultantes da combustão incompleta. Os gases tóxicos são classificados em irritantes, asfixiantes simples e asfixiantes químicos; • Em caso de suspeita de lesão inalatória ou queimadura das vias aéreas, deve-se iniciar com ventilação por máscara, com oxigênio a 100% e seguir-se à intubação de sequência rápida.
  • 16.
    Tratamento na sala deemergência Vítimas de queimaduras de descarga elétrica: • Definir se foi alta tensão, corrente alternada ou contínua, se houve passagem de corrente com ponto de entrada e saída; • Avaliar traumas associados (queda de altura e outros); • Avaliar se ocorreu perda de consciência ou PCR no momento do acidente; • Avaliar extensão da lesão e passagem da corrente; • Monitorização contínua e enzimas (CPK e CKMB) por 24- 48h. • Internar sempre; • Avaliar eventual mioglobinúria e estimular o aumento da diurese com maior infusão de líquidos; • Avaliar eventual mioglobinúria e estimular o aumento da diurese com maior infusão de líquidos; • Passagem de corrente pela região do punho- avaliar necessidade de fasciotomia e abertura do túnel do carpo.
  • 17.
    Tratamento na sala deemergência Vítimas de queimaduras solares: • As queimaduras solares, na maioria dos casos, são de 1º grau e devem ser tratadas como tal. Entretanto o surgimento de bolhas ou sintomatologia mais exacerbada poderá requerer, de acordo com a área afetada, internação e reposição volêmica. Vítimas de queimaduras biológicas: • O contato com águas-vivas causam dor local, edema, eritema e bolhas. Em casos graves, pode haver insuficiência respiratória e choque e necessitar corticoterapia sistêmica e monitorização.
  • 18.
    Tratamento na sala deemergência Vítimas de queimadura química • Equipe que atende deve utilizar proteção universal para não ter contato com o agente químico; • Identificação do agente (ácido, base, composto orgânico); • Avaliar concentração, volume e duração de contato; • A lesão é progressiva. Remover roupas, retirar excesso. • Substância em pó, remover previamente excesso com escova ou panos; • DILUIÇÃO da substância pela água corrente por no mínimo de 30 minutos; • Irrigar exaustivamente os olhos; • Ácido Fluorídrico- repor cálcio sistêmico.
  • 19.
    Tratamento na sala deemergência Vítimas de queimadura química • Equipe que atende deve utilizar proteção universal para não ter contato com o agente químico; • Identificação do agente (ácido, base, composto orgânico); • Avaliar concentração, volume e duração de contato; • A lesão é progressiva. Remover roupas, retirar excesso. • Substância em pó, remover previamente excesso com escova ou panos; • DILUIÇÃO da substância pela água corrente por no mínimo de 30 minutos; • Irrigar exaustivamente os olhos; • Ácido Fluorídrico- repor cálcio sistêmico.
  • 20.
    Tratamento na sala deemergência Medidas gerais imediatas e tratamento da ferida: • As queimaduras circunferências em tórax podem necessitar de escarotomia para melhorar a expansão da caixa torácica; • Habitualmente, não é necessária anestesia local para tais procedimentos; porém, há necessidade de se proceder à hemostasia.
  • 21.
    Infecção da áreaqueimada São considerados sinais e sintomas: • Mudança da coloração da lesão; • Edema de bordas das feridas ou do segmento corpóreo afetado; • Aprofundamento das lesões; • Mudança do odor (fétido) ; • Descolamento precoce da escara seca e transformação em escara úmida. • Coloração hemorrágica sob a escara ; • Celulite ao redor da lesão; • Vasculite no interior da lesão (pontos avermelhados); • Aumento ou modificação da queixa dolorosa.
  • 22.
    Critérios para referênciade pacientes para Centros de Tratamento de Queimados: • Queimaduras de 2° grau em áreas maiores do que 20% da SCQ em adultos; • Queimaduras de 2° grau maiores do que 10% da SCQ em crianças ou maiores de 50 anos; • Queimaduras de 3° grau em qualquer extensão; • Lesões na face, nos olhos, no períneo, nas mãos, nos pés e em grandes articulações; • Queimadura elétrica ou química; • Lesão inalatória ou lesão circunferência de tórax ou de membros; • Doenças associadas, tentativa de autoextermínio (suicídio), politrauma, maus-tratos ou situações sociais adversas.