PERIOPERATÓRIO DE
CIRURGIAS
GASTROINTESTINAIS
Profª Enf. Amanda Serpa Martins
Cirurgias
gastrointestinais
■ Intervenção para tratamento de
infecções das partes do corpo
envolvidas na digestão;
■ A cirurgia do aparelho digestivo é
uma especialidade médica que
cuida do sistema digestivo, o que
inclui esôfago, estômago, vesícula
biliar, pâncreas, fígado e toda a
extensão dos intestinos além do
cólon, reto e ânus. Além disso,
realiza procedimentos cirúrgicos,
como por exemplo, hérnias e
GASTROSTOMIA (GTT)
■ É um dos métodos para fornecer dieta ao paciente e
garantir suporte nutricional adequado. Na gastrostomia, um
tubo (sonda ou cateter) é colocado no estômago e fica
acessível através da pele do abdome (implantação
percutânea).
■ Indicações: Para a nutrição enteral prolongada, em
pacientes com dificuldade ou impossibilidade de nutrição
por via oral. (Estenoses do esôfago, tumores esofagianos,
situações em que ocorre a perda dos reflexos da deglutição:
Pré-operatório gastrostomia
■ Auxiliar na orientação sobre o procedimento;
■ Orientar o paciente e familiares o objetivo do tubo de gastrostomia;
■ Interromper dieta por cateteres gástricos (jejum);
■ Verificar sinais vitais;
■ Supervisionar higienização completa;
■ Pesar o paciente;
■ Fazer enteróclise na noite de véspera;
■ Fazer tricotomia abdominal (se necessário);
■ Assistir psicologicamente o paciente, o qual poderá resistir a uma
nova forma de nutrição e quanto à mudança anatômica
(instalação da sonda).
Pós-operatório gastrostomia
■ Cuidados com a sonda de gastrostomia;
■ Conectar a sonda de gastrostomia ao látex e adaptar ao coletor;
■ Manter a sonda de gastrostomia aberta no pós-operatório
imediato (P.O.I) ou conforme recomendação médica;
■ Anotar aspecto e volume das drenagens de 6/6 horas;
■ Observar queixas de náuseas e vômitos e ocorrência de
distensão abdominal. Comunicar ao enfermeiro, pois o sistema
poderá estar obstruído;
■ Observar rigorosamente o volume e os intervalos das refeições;
■ Não administrar refeições quentes ou muito frias;
Pós-operatório gastrostomia
■ Não administrar rapidamente a dieta para prevenir a
distensão abdominal;
■ Não utilizar o êmbolo de seringas para forçar a entrada dos
alimentos, deve ser pela força da gravidade;
■ Irrigar a sonda de gastrostomia antes e após as refeições
com 15 ml de água filtrada, para detectar estase e prevenir
infecções gastrintestinais provocadas por alimentos que se
alojam na parede da sonda, e também a sua obstrução;
■ Manter a sonda fechada após as refeições;
■ Posicionar o paciente em semi – Fowler durante e após as
refeições;
Pós-operatório gastrostomia
■ Permitir que o paciente experimente a dieta, quando não houver
contra indicações;
■ Pesar o paciente diariamente;
■ Supervisionar higiene oral;
■ Observar e anotar frequência e aspecto das eliminações intestinais.
 Complicações: Emagrecimento, desnutrição e distúrbios do
funcionamento intestinal.
GASTRECTOMIA
■ É um procedimento de remoção total ou parcial do
estômago.
■ Indicações: indicado para o tratamento de condições que
interferem na saúde do estômago. (Tumores gástricos,
traumatismos do estômago, obstrução pilórica, úlceras
perfuradas ou que não respondem ao tratamento clínico)
Pré-operatório gastrectomia
■ Auxiliar na orientação quanto ao procedimento;
■ Assistir psicologicamente o paciente;
■ Orientar que a cirurgia afetará sua dieta sendo necessário uma
alimentação controlada;
■ Higienização completa;
■ Jejum de 12 horas;
■ Fazer enteróclise 10 horas antes da cirurgia, conforme prescrição;
■ Fazer tricotomia abdominal;
■ Verificar sinais vitais;
Pós-operatório gastrectomia
■ No POI o paciente poderá ficar na UTI;
■ Observar sinais de choque;
■ Verificar sinais vitais, obedecendo ao rigor do P.O.I.;
■ Auxiliar nas mudanças de decúbito;
■ Observar aspecto externo dos curativos;
■ Controle de dor conforme prescrição;
■ Fazer controle de diurese;
■ Atenção a sonda e anotar volume e aspecto das drenagens (O
material drenado deve ser vermelho vivo num período de 8 a 10 horas,
tornando-se esverdeado, devido à bile, após 24 horas)
Pós-operatório gastrectomia
■ Não permitir que a S.N.G. comprima a asa do nariz e
nem haja dobras no sistema;
■ Manter o leito em Fowler após o restabelecimento dos
sinais vitais e oferta de dieta;
■ Realizar higiene oral do paciente;
■ Observar ocorrência de náuseas, vômitos, distensão
abdominal. Anotar e avisar o enfermeiro;
Pós-operatório gastrectomia
■ Estimular deambulação precoce quando liberada;
■ A primeira dieta será oferecida após o retorno do
peristaltismo, após 24 horas aproximadamente ou
conforme orientação médica.
 Complicações: Choque, hemorragias, pneumonia, síndrome
do esvaziamento rápido, ílio paralítico, deficiência de
vitamina B12 e ferro.
ILEOSTOMIA
■ Comunicação do íleo com a parede abdominal para
excreção. Assim, as fezes percorrem um novo caminho e
passam a ser armazenadas por uma bolsa coletora, que fica
acoplada à parte externa do abdome.
■ Indicações: qualquer motivo que impeça a passagem das
fezes pelo intestino grosso (Megacólon, perfuração do
cólon, necrose de delgado com peritonite, insuficiência
vascular intestinal aguda, neoplasmas do cólon, colite
ulcerativa)
Pré-operatório ileostomia
■ Auxiliar na orientação quanto ao procedimento;
■ Assistir psicologicamente o paciente;
■ Contribuir para a aceitação da modificação anatômica e adaptação
à nova forma de eliminação intestinal. Ouvir com atenção os
temores e as dúvidas. Compreender a ansiedade, irritação,
depressão ou agressividade;
■ Observar e anotar frequência e aspecto de eliminações intestinais;
■ Dietas pobres em resíduos;
Pré-operatório ileostomia
■ Jejum de 12 horas;
■ Preparo intestinal de acordo com a orientação do cirurgião
(contra – indicada a enteróclise nos casos de abdome
agudo);
■ Tricotomia abdominal;
■ Orientar para esvaziar a bexiga;
■ Verificar sinais vitais.
Pós-operatório ileostomia
■ A bolsa coletora para ileostomia deve conter um orifício que ultrapasse o
estoma e que não deixe a pele ao redor do mesmo exposta, pois a excreção
contém enzimas que escoriam a pele;
■ Observar a cor do estoma, caso fique pálido, cianótico ou pardacenta,
informar;
■ Após o retorno do peristaltismo são oferecidas dietas líquidas e sem
resíduos em pequeno volume para evitar a excitação do peristaltismo;
■ Auxiliar na orientação sobre evitar alimentos muito quentes ou muito frios
e o fumo, pois são excitantes do peristaltismo;
■ Manter o ambiente bem ventilado (evita o constrangimento do paciente
pelo odor);
■ Observar e anotar aspecto das eliminações pela ileostomia;
Pós-operatório ileostomia
■ Orientar o paciente quanto ao autocuidado e envolvê-lo,
gradualmente, para que se torne independente;
■ Ouvir os receios e dúvidas sobre a sua nova situação;
■ Oferecer líquidos a critério médico;
■ Fazer o balaço hídrico, pois a perda de líquidos e eletrólitos
pelas fezes é muito grande.
 Complicações: prolapso, necrose, distúrbios
hidroeletrolíticos, estenose, problemas psicológicos.
Colostomia
■ É a exteriorização através da parede abdominal de uma das
porções do cólon intestinal com a finalidade de eliminar o
conteúdo fecal.
■ Indicação: ânus imperfurado, câncer colorretal, bloqueio
intestinal parcial ou total, inflamação grave no cólon...
Pré-operatório
■ Orientar o paciente e família sobre o procedimento,
enfatizando que a ostomia poderá ser permanente ou não;
■ Orientar jejum;
■ Realizar enema seguindo prescrição;
■ Realizar tricotomia abdominal;
Pós-operatório colostomia
■ Observar sinais de choque;
■ Verificar sinais vitais;
■ Oferecer apoio emocional;
■ Assim como a ileostomia, o orifício da bolsa não pode ultrapassar o
estoma;
■ Observar integridade da pele;
■ Monitorar cuidadosamente as ingestão e perdas do cliente;
■ Observar e anotar aspectos das eliminações;
■ Realizar troca da bolsa de colostomia mantendo-a sempre limpa;
■ Orientar ao paciente sobre o autocuidado.
APENDICECTOMIA
■ Remoção cirúrgica do apêndice vermiforme;
■ Indicação: Apendicite.
PRÉ-OPERATÓRIO
■ Higienização completa;
■ Jejum de 8 horas;
■ Atenção aos sinais vitais;
■ Observar ocorrência de náuseas e vômitos;
■ Controle de dor seguindo prescrição;
■ Instalar infusão venosa para repor a perda de líquidos;
■ Fazer tricotomia na região abdominal.
Pós-operatório apendicectomia
■ Verificar sinais vitais, atentar para a elevação da
temperatura;
■ Observar aspecto dos curativos (supuração, sangramento);
■ Fazer controle de diurese;
■ Cuidados com infusão venosa devido desidratação;
■ Deambulação precoce;
■ Oferecer alimentação líquida após o retorno do
peristaltismo, segundo prescrição médica.
 Complicações: Infecção da ferida operatória, obstrução
intestinal por brida e fístula.
Colescistectomia
■ Retirada da vesícula biliar;
■ Indicação: Colecistite;
Pré-operatório
■ Auxiliar na orientação sobre o procedimento cirúrgico;
■ Orientar sobre presença de dreno e sonda após o procedimento;
■ Orientar sobre jejum;
■ Verificar sinais vitais;
Pós-operatório Colescistectomia
■ Monitorar SSVV;
■ Auxiliar nos cuidados a dreno, sonda;
■ Auxiliar nos curativos e observar aspectos das feridas;
■ Controlar débitos e aspectos do que é drenado;
■ Observar a parada de drenagem para que o enfermeiro possa retirar
sonda e avaliar retirada de dreno;
■ Observar e anotar sinais de distensão abdominal;
■ Estimular deambulação precoce;
■ Monitorar peso;
■ Complicações: Infecção, hemorragia, icterícia...
COLECTOMIA
■ Remoção parcial ou total do cólon.
■ Indicações: carcinomas de cólon, enterites cicatrizantes.
PRÉ-OPERATÓRIO
■ Observar e anotar a aceitação da dieta, que deverá ser pobre em
resíduos;
■ Observar e anotar aspecto e frequência das eliminações intestinais;
■ Orientar quanto ao jejum (12 horas antes do ato operatório);
■ Fazer preparo intestinal conforme prescrição médica;
■ Fazer tricotomia abdominal ampla.
Balanço hídrico
■ Balanço hídrico é a soma de tudo que entra no paciente
(medicações, alimentação, água) subtraído como a soma de
tudo que o paciente elimina dentro do período de 24 horas;
■ Nos casos de cirurgias gastrointestinais, cujo paciente esteja
em UTI, é necessário realizar balanço hídrico justamente
pelo risco do paciente estar desidratado e perdendo fluídos.
■ O balanço hídrico pode dar resultado positivo ou negativo e
o fator determinante para saber se é um valor satisfatório é
a condição do paciente, logo, em casos de desidratação, o
resultado esperado é positivo.
Pós-operatório colectomia
■ Manter o paciente em posição confortável;
■ Observar sinais de choque;
■ Verificar sinais vitais;
■ Observar e anotar aspecto dos curativos (sangramentos);
■ Manter sonda nasogástrica aberta e anotar volume e aspecto das
drenagens;
■ Auxiliar nas mudanças de decúbito;
■ Complicações: deiscência da linha de anastomose, infecção da
parede
■ abdominal.
Resumo
■ Pré-operatório
 Verificar sinais vitais;
 Orientar paciente quanto ao procedimento e possíveis
equipamentos após a cirurgia (drenos, sondas);
 Orientar e observar jejum;
 Realizar tricotomia;
 Realizar preparo intestinal;
 Assistir psicologicamente o paciente e acompanhante;
 Orientar quanto higiene corporal;
 Controle de eliminações intestinais;
Resumo
Pós-operatório
 Observar sinais de choque, hemorragia e complicações gerais;
 Verificar sinais vitais, obedecendo ao rigor do P.O.I.;
 Observar possíveis complicações específicas;
 Auxiliar nos cuidados com curativo, tanto na observação do aspecto,
quanto na troca;
 Auxiliar na verificação dos aspectos da FO;
 Cuidados com equipamentos (drenos, sondas);
 Anotar aspectos de drenagem;
 Realizar o balanço hídrico;
 Administrar medicamentos conforme prescrição;
 Observar distensão abdominal;
 Controle de eliminações intestinais;
 Entre outros.

perioperatorio gastrointestinal e principais cuidados

  • 1.
  • 2.
    Cirurgias gastrointestinais ■ Intervenção paratratamento de infecções das partes do corpo envolvidas na digestão; ■ A cirurgia do aparelho digestivo é uma especialidade médica que cuida do sistema digestivo, o que inclui esôfago, estômago, vesícula biliar, pâncreas, fígado e toda a extensão dos intestinos além do cólon, reto e ânus. Além disso, realiza procedimentos cirúrgicos, como por exemplo, hérnias e
  • 3.
    GASTROSTOMIA (GTT) ■ Éum dos métodos para fornecer dieta ao paciente e garantir suporte nutricional adequado. Na gastrostomia, um tubo (sonda ou cateter) é colocado no estômago e fica acessível através da pele do abdome (implantação percutânea). ■ Indicações: Para a nutrição enteral prolongada, em pacientes com dificuldade ou impossibilidade de nutrição por via oral. (Estenoses do esôfago, tumores esofagianos, situações em que ocorre a perda dos reflexos da deglutição:
  • 4.
    Pré-operatório gastrostomia ■ Auxiliarna orientação sobre o procedimento; ■ Orientar o paciente e familiares o objetivo do tubo de gastrostomia; ■ Interromper dieta por cateteres gástricos (jejum); ■ Verificar sinais vitais; ■ Supervisionar higienização completa; ■ Pesar o paciente; ■ Fazer enteróclise na noite de véspera; ■ Fazer tricotomia abdominal (se necessário); ■ Assistir psicologicamente o paciente, o qual poderá resistir a uma nova forma de nutrição e quanto à mudança anatômica (instalação da sonda).
  • 5.
    Pós-operatório gastrostomia ■ Cuidadoscom a sonda de gastrostomia; ■ Conectar a sonda de gastrostomia ao látex e adaptar ao coletor; ■ Manter a sonda de gastrostomia aberta no pós-operatório imediato (P.O.I) ou conforme recomendação médica; ■ Anotar aspecto e volume das drenagens de 6/6 horas; ■ Observar queixas de náuseas e vômitos e ocorrência de distensão abdominal. Comunicar ao enfermeiro, pois o sistema poderá estar obstruído; ■ Observar rigorosamente o volume e os intervalos das refeições; ■ Não administrar refeições quentes ou muito frias;
  • 6.
    Pós-operatório gastrostomia ■ Nãoadministrar rapidamente a dieta para prevenir a distensão abdominal; ■ Não utilizar o êmbolo de seringas para forçar a entrada dos alimentos, deve ser pela força da gravidade; ■ Irrigar a sonda de gastrostomia antes e após as refeições com 15 ml de água filtrada, para detectar estase e prevenir infecções gastrintestinais provocadas por alimentos que se alojam na parede da sonda, e também a sua obstrução; ■ Manter a sonda fechada após as refeições; ■ Posicionar o paciente em semi – Fowler durante e após as refeições;
  • 7.
    Pós-operatório gastrostomia ■ Permitirque o paciente experimente a dieta, quando não houver contra indicações; ■ Pesar o paciente diariamente; ■ Supervisionar higiene oral; ■ Observar e anotar frequência e aspecto das eliminações intestinais.  Complicações: Emagrecimento, desnutrição e distúrbios do funcionamento intestinal.
  • 9.
    GASTRECTOMIA ■ É umprocedimento de remoção total ou parcial do estômago. ■ Indicações: indicado para o tratamento de condições que interferem na saúde do estômago. (Tumores gástricos, traumatismos do estômago, obstrução pilórica, úlceras perfuradas ou que não respondem ao tratamento clínico)
  • 10.
    Pré-operatório gastrectomia ■ Auxiliarna orientação quanto ao procedimento; ■ Assistir psicologicamente o paciente; ■ Orientar que a cirurgia afetará sua dieta sendo necessário uma alimentação controlada; ■ Higienização completa; ■ Jejum de 12 horas; ■ Fazer enteróclise 10 horas antes da cirurgia, conforme prescrição; ■ Fazer tricotomia abdominal; ■ Verificar sinais vitais;
  • 11.
    Pós-operatório gastrectomia ■ NoPOI o paciente poderá ficar na UTI; ■ Observar sinais de choque; ■ Verificar sinais vitais, obedecendo ao rigor do P.O.I.; ■ Auxiliar nas mudanças de decúbito; ■ Observar aspecto externo dos curativos; ■ Controle de dor conforme prescrição; ■ Fazer controle de diurese; ■ Atenção a sonda e anotar volume e aspecto das drenagens (O material drenado deve ser vermelho vivo num período de 8 a 10 horas, tornando-se esverdeado, devido à bile, após 24 horas)
  • 12.
    Pós-operatório gastrectomia ■ Nãopermitir que a S.N.G. comprima a asa do nariz e nem haja dobras no sistema; ■ Manter o leito em Fowler após o restabelecimento dos sinais vitais e oferta de dieta; ■ Realizar higiene oral do paciente; ■ Observar ocorrência de náuseas, vômitos, distensão abdominal. Anotar e avisar o enfermeiro;
  • 13.
    Pós-operatório gastrectomia ■ Estimulardeambulação precoce quando liberada; ■ A primeira dieta será oferecida após o retorno do peristaltismo, após 24 horas aproximadamente ou conforme orientação médica.  Complicações: Choque, hemorragias, pneumonia, síndrome do esvaziamento rápido, ílio paralítico, deficiência de vitamina B12 e ferro.
  • 14.
    ILEOSTOMIA ■ Comunicação doíleo com a parede abdominal para excreção. Assim, as fezes percorrem um novo caminho e passam a ser armazenadas por uma bolsa coletora, que fica acoplada à parte externa do abdome. ■ Indicações: qualquer motivo que impeça a passagem das fezes pelo intestino grosso (Megacólon, perfuração do cólon, necrose de delgado com peritonite, insuficiência vascular intestinal aguda, neoplasmas do cólon, colite ulcerativa)
  • 15.
    Pré-operatório ileostomia ■ Auxiliarna orientação quanto ao procedimento; ■ Assistir psicologicamente o paciente; ■ Contribuir para a aceitação da modificação anatômica e adaptação à nova forma de eliminação intestinal. Ouvir com atenção os temores e as dúvidas. Compreender a ansiedade, irritação, depressão ou agressividade; ■ Observar e anotar frequência e aspecto de eliminações intestinais; ■ Dietas pobres em resíduos;
  • 16.
    Pré-operatório ileostomia ■ Jejumde 12 horas; ■ Preparo intestinal de acordo com a orientação do cirurgião (contra – indicada a enteróclise nos casos de abdome agudo); ■ Tricotomia abdominal; ■ Orientar para esvaziar a bexiga; ■ Verificar sinais vitais.
  • 17.
    Pós-operatório ileostomia ■ Abolsa coletora para ileostomia deve conter um orifício que ultrapasse o estoma e que não deixe a pele ao redor do mesmo exposta, pois a excreção contém enzimas que escoriam a pele; ■ Observar a cor do estoma, caso fique pálido, cianótico ou pardacenta, informar; ■ Após o retorno do peristaltismo são oferecidas dietas líquidas e sem resíduos em pequeno volume para evitar a excitação do peristaltismo; ■ Auxiliar na orientação sobre evitar alimentos muito quentes ou muito frios e o fumo, pois são excitantes do peristaltismo; ■ Manter o ambiente bem ventilado (evita o constrangimento do paciente pelo odor); ■ Observar e anotar aspecto das eliminações pela ileostomia;
  • 18.
    Pós-operatório ileostomia ■ Orientaro paciente quanto ao autocuidado e envolvê-lo, gradualmente, para que se torne independente; ■ Ouvir os receios e dúvidas sobre a sua nova situação; ■ Oferecer líquidos a critério médico; ■ Fazer o balaço hídrico, pois a perda de líquidos e eletrólitos pelas fezes é muito grande.  Complicações: prolapso, necrose, distúrbios hidroeletrolíticos, estenose, problemas psicológicos.
  • 19.
    Colostomia ■ É aexteriorização através da parede abdominal de uma das porções do cólon intestinal com a finalidade de eliminar o conteúdo fecal. ■ Indicação: ânus imperfurado, câncer colorretal, bloqueio intestinal parcial ou total, inflamação grave no cólon... Pré-operatório ■ Orientar o paciente e família sobre o procedimento, enfatizando que a ostomia poderá ser permanente ou não; ■ Orientar jejum; ■ Realizar enema seguindo prescrição; ■ Realizar tricotomia abdominal;
  • 20.
    Pós-operatório colostomia ■ Observarsinais de choque; ■ Verificar sinais vitais; ■ Oferecer apoio emocional; ■ Assim como a ileostomia, o orifício da bolsa não pode ultrapassar o estoma; ■ Observar integridade da pele; ■ Monitorar cuidadosamente as ingestão e perdas do cliente; ■ Observar e anotar aspectos das eliminações; ■ Realizar troca da bolsa de colostomia mantendo-a sempre limpa; ■ Orientar ao paciente sobre o autocuidado.
  • 22.
    APENDICECTOMIA ■ Remoção cirúrgicado apêndice vermiforme; ■ Indicação: Apendicite. PRÉ-OPERATÓRIO ■ Higienização completa; ■ Jejum de 8 horas; ■ Atenção aos sinais vitais; ■ Observar ocorrência de náuseas e vômitos; ■ Controle de dor seguindo prescrição; ■ Instalar infusão venosa para repor a perda de líquidos; ■ Fazer tricotomia na região abdominal.
  • 23.
    Pós-operatório apendicectomia ■ Verificarsinais vitais, atentar para a elevação da temperatura; ■ Observar aspecto dos curativos (supuração, sangramento); ■ Fazer controle de diurese; ■ Cuidados com infusão venosa devido desidratação; ■ Deambulação precoce; ■ Oferecer alimentação líquida após o retorno do peristaltismo, segundo prescrição médica.  Complicações: Infecção da ferida operatória, obstrução intestinal por brida e fístula.
  • 24.
    Colescistectomia ■ Retirada davesícula biliar; ■ Indicação: Colecistite; Pré-operatório ■ Auxiliar na orientação sobre o procedimento cirúrgico; ■ Orientar sobre presença de dreno e sonda após o procedimento; ■ Orientar sobre jejum; ■ Verificar sinais vitais;
  • 25.
    Pós-operatório Colescistectomia ■ MonitorarSSVV; ■ Auxiliar nos cuidados a dreno, sonda; ■ Auxiliar nos curativos e observar aspectos das feridas; ■ Controlar débitos e aspectos do que é drenado; ■ Observar a parada de drenagem para que o enfermeiro possa retirar sonda e avaliar retirada de dreno; ■ Observar e anotar sinais de distensão abdominal; ■ Estimular deambulação precoce; ■ Monitorar peso; ■ Complicações: Infecção, hemorragia, icterícia...
  • 26.
    COLECTOMIA ■ Remoção parcialou total do cólon. ■ Indicações: carcinomas de cólon, enterites cicatrizantes. PRÉ-OPERATÓRIO ■ Observar e anotar a aceitação da dieta, que deverá ser pobre em resíduos; ■ Observar e anotar aspecto e frequência das eliminações intestinais; ■ Orientar quanto ao jejum (12 horas antes do ato operatório); ■ Fazer preparo intestinal conforme prescrição médica; ■ Fazer tricotomia abdominal ampla.
  • 27.
    Balanço hídrico ■ Balançohídrico é a soma de tudo que entra no paciente (medicações, alimentação, água) subtraído como a soma de tudo que o paciente elimina dentro do período de 24 horas; ■ Nos casos de cirurgias gastrointestinais, cujo paciente esteja em UTI, é necessário realizar balanço hídrico justamente pelo risco do paciente estar desidratado e perdendo fluídos. ■ O balanço hídrico pode dar resultado positivo ou negativo e o fator determinante para saber se é um valor satisfatório é a condição do paciente, logo, em casos de desidratação, o resultado esperado é positivo.
  • 29.
    Pós-operatório colectomia ■ Mantero paciente em posição confortável; ■ Observar sinais de choque; ■ Verificar sinais vitais; ■ Observar e anotar aspecto dos curativos (sangramentos); ■ Manter sonda nasogástrica aberta e anotar volume e aspecto das drenagens; ■ Auxiliar nas mudanças de decúbito; ■ Complicações: deiscência da linha de anastomose, infecção da parede ■ abdominal.
  • 30.
    Resumo ■ Pré-operatório  Verificarsinais vitais;  Orientar paciente quanto ao procedimento e possíveis equipamentos após a cirurgia (drenos, sondas);  Orientar e observar jejum;  Realizar tricotomia;  Realizar preparo intestinal;  Assistir psicologicamente o paciente e acompanhante;  Orientar quanto higiene corporal;  Controle de eliminações intestinais;
  • 31.
    Resumo Pós-operatório  Observar sinaisde choque, hemorragia e complicações gerais;  Verificar sinais vitais, obedecendo ao rigor do P.O.I.;  Observar possíveis complicações específicas;  Auxiliar nos cuidados com curativo, tanto na observação do aspecto, quanto na troca;  Auxiliar na verificação dos aspectos da FO;  Cuidados com equipamentos (drenos, sondas);  Anotar aspectos de drenagem;  Realizar o balanço hídrico;  Administrar medicamentos conforme prescrição;  Observar distensão abdominal;  Controle de eliminações intestinais;  Entre outros.