PRÁTICAS DE LETRAMENTOS NO CURSO DE LETRAS
Proposta da
comunicação
◦ Considerar as práticas de escrita
acadêmica aos desdobramentos da
capacidade autônoma que abrange tanto
o processo quanto o conteúdo da
aprendizagem na formação de estudantes
do curso de Letras.
Proposta da comunicação
◦ Refletir sobre de que maneira são ponderadas as
práticas de letramento acadêmicas formativas
desenvolvidas na graduação com vistas ao ensino para
a produção da escrita, considerando, sobretudo, se esse
ensino possibilita que os estudantes que ingressam nos
cursos de Letras sejam conscientes de sua capacidade
de autorregulação sobre questões como:
◦ O que estão aprendendo? Por que estão aprendendo?
◦ E como estão aprendendo?
◦ Dentre outras questões que se façam necessárias à
aprendizagem.
Delineamento da comunicação
Introdução
• A construção da autonomia
pode ser vista como um
processo constante que ao
longo da jornada como
aprendentes, os estudantes
podem demonstrar melhores
habilidades no uso da escrita
acadêmica.
Fundamentação
Teórica
• Encontros: leitura,
escrita e as
possibilidades de
construção de sentidos;
• Práticas de letramento
acadêmico;
• Eventos de letramento
que são atravessados por
outras práticas de
letramentos.
• Práticas de ensino da
escrita autoral desde a
educação básica.
• Bases legais e as
competências e
habilidades em Letras.
Considerações
Parciais
• É preciso instruir os
alunos para agir com
autonomia leitora e
escrita em diferentes
contextos
comunicativo.
Benson (2011) aborda uma descrição mais ampla do conceito, de sua própria autoria, elaborada em um
estudo anterior, na qual cita treze aspectos que considera ser reconhecidos atualmente pela profissão do
ensino de línguas.
i) a autonomia é uma construção da capacidade;
ii) a autonomia envolve a vontade, por parte do aluno, de assumir a responsabilidade pela sua própria
aprendizagem;
iii) a capacidade e a disposição dos alunos para tomar tal responsabilidade não são necessariamente inatas;
iv) A autonomia completa é uma meta idealista;
v) Existem graus de autonomia;
vi) os graus de autonomia são instáveis e variáveis;
vi) a autonomia não é simplesmente uma questão de colocar os alunos em situações em que tenham de ser
independentes; viii);
xi) a autonomia tem uma dimensão tanto social quanto individual;
xii) a promoção da autonomia do aprendente envolve tanto uma dimensão política quanto psicológica;
xiii) a autonomia é interpretada de forma diferente por diferentes culturas.
Fundamentação
Teórica
Escrita acadêmica: por
uma docência autoral
Escrita
Acadêmica
A importância e a
necessidade de orientar a
produção textual científica
no meio acadêmico.
Motta-Roth e Hendges
(2010) )
Práticas de ensino
da escrita autoral
Concepção da escrita como um
processo de aprendizagem cognitivo
e social complexo.
Little (1995, 2007) e Benson (2007,
2010, 2011)
Bases legais e as
competências e
habilidades em Letras
Principais bases legais da
educação básica e dos cursos
de licenciaturas
Alguns encaminhamentos
normativos
◦ Resolução CNE/CES N.º 18/2002.
Diretrizes Curriculares para os cursos de
Letras;
◦ Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional (Lei Nº 9.394/1996);
◦ Portaria Normativa N.º 40, de 12 de
dezembro de 2007;
◦ Decreto N.º 6.755, 29 de maio de 2009.
Competências e habilidades
◦ O graduado em Letras, tanto em língua materna quanto em língua
estrangeira clássica ou moderna, nas modalidades de bacharelado e de
licenciatura, deverá ser identificado por múltiplas competências e
habilidades adquiridas durante sua formação acadêmica convencional,
teórica e prática, ou fora dela.
HABILIDADES
GERAIS ESPECÍFICAS
 Domínio do uso, tanto nas suas manifestações orais quanto
escritas, da língua portuguesa e da língua inglesa, capacitando-
se para a recepção e a produção de textos;
 Visão crítica e a abertura para as novas perspectivas de
pesquisas e desenvolvimento das manifestações linguísticas;
 Domínio tanto dos conteúdos básicos, objeto dos processos de
ensino e aprendizagem no Ensino Fundamental e Médio,
quanto dos métodos e técnicas pedagógicas que propiciam a
melhor transmissão possível desses conteúdos.
 Reflexão analítica sobre os campos da língua portuguesa e da língua
inglesa e suas literaturas;
 Reflexão analítica sobre todos os campos de atuação das
manifestações linguísticas;
 Conhecimento dos movimentos literários brasileiros e portugueses,
principais representantes e obras;
 Conhecimento dos movimentos literários norte-americanos,
principais representantes e obras;
 Capacidade de percepção dos diferentes contextos sociais e
interculturais;
 Atuação interdisciplinar na área de Letras e em áreas afins;
 Capacidade autônoma de tomar decisões, resolver problemas, atuar
em equipe e comunicar-se multidisciplinarmente, assimilando os
principais conceitos das disciplinas do seu curso;
 Atuação dentro dos princípios da ética, do respeito profissional e,
consequentemente, com responsabilidade social e educacional;
 Capacitação de produção e revisão de textos.
Fonte: Projeto do Curso de Letras Licenciatura em Língua Portuguesa, Língua Inglesa e Literaturas da Universidade X.
Concluindo, mas sem fechar...
◦ Assim, conclui-se que longe de haver esgotado essa discussão, espera-se que, entre
outras razões, é preciso instruir os alunos para agir com autonomia leitora e escrita em
diferentes contextos comunicativos na vida, no espaço acadêmico e, principalmente,
considerar à história de cada aluno que são perpassadas por crenças, valores e
percepções diversas.
Traço linhas,
Linhas de escrita,
e a vida passa entre as linhas...
(DELEUZE E GUATTARI, 2015, p. 75)
Resgatando as considerações Parciais...
É preciso instruir os alunos para agir com autonomia leitora e escrita em
diferentes contextos comunicativos na vida e no espaço acadêmico.
REFERÊNCIAS
ANTUNES, Irandé. Língua, Texto e Ensino: outra escola possível. São Paulo: Parábola Editorial, 2009.
BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei número 9394, 20 de dezembro de 1996.Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9394.htm. Acesso em: 15 abril 2019.
BRASIL. Ministério da Educação. MEC- Parecer do CNE/CES nº492/01- Disponível em:
http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/CES0492.pdf. Acesso em: 17 abril. 2019.
BRASIL. SECRETARIA DA EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL. Parâmetros Curriculares Nacionais –3oe 4ociclos do
ensino fundamental. Língua Portuguesa. Brasília: MEC/SEF, 1998.
BAZERMAN, Charles. Retórica da ação Letrada. Tradução. 1 ed. São Paulo: Parábola Editorial, 2015.
GUEDES, Paulo Coimbra. Da redação à Produção Textual: o ensino da escrita. São Paulo: Parábola Editorial, 2009.
LIMA, Vladimir Moreira. & nbspDeleuze – Guattari e a Ressonância mútua entre filosofia e política. 1º ed. Ed. Ponteiro.
Rio de Janeiro. 2015.
LARROSA, Jorge. Notas sobre a experiência e o saber de experiência. Revista Brasileira de educação Nº 19, 2002.
Motta-Roth, Désirée- Hendges,Graciela H. Produção textual na Universidade. São Paulo: Parábola Editorial, 2010.
NIETZSCHE, F. Introdução Teorética sobre a Verdade e a Mentira no Sentido Extramoral. In: O Livro do Filósofo. 6ª ed.
São Paulo: Centauro, 2005.

PRÁTICAS DE LETRAMENTOS NO CURSO DE LETRAS

  • 1.
    PRÁTICAS DE LETRAMENTOSNO CURSO DE LETRAS
  • 2.
    Proposta da comunicação ◦ Consideraras práticas de escrita acadêmica aos desdobramentos da capacidade autônoma que abrange tanto o processo quanto o conteúdo da aprendizagem na formação de estudantes do curso de Letras.
  • 3.
    Proposta da comunicação ◦Refletir sobre de que maneira são ponderadas as práticas de letramento acadêmicas formativas desenvolvidas na graduação com vistas ao ensino para a produção da escrita, considerando, sobretudo, se esse ensino possibilita que os estudantes que ingressam nos cursos de Letras sejam conscientes de sua capacidade de autorregulação sobre questões como: ◦ O que estão aprendendo? Por que estão aprendendo? ◦ E como estão aprendendo? ◦ Dentre outras questões que se façam necessárias à aprendizagem.
  • 4.
    Delineamento da comunicação Introdução •A construção da autonomia pode ser vista como um processo constante que ao longo da jornada como aprendentes, os estudantes podem demonstrar melhores habilidades no uso da escrita acadêmica. Fundamentação Teórica • Encontros: leitura, escrita e as possibilidades de construção de sentidos; • Práticas de letramento acadêmico; • Eventos de letramento que são atravessados por outras práticas de letramentos. • Práticas de ensino da escrita autoral desde a educação básica. • Bases legais e as competências e habilidades em Letras. Considerações Parciais • É preciso instruir os alunos para agir com autonomia leitora e escrita em diferentes contextos comunicativo.
  • 5.
    Benson (2011) abordauma descrição mais ampla do conceito, de sua própria autoria, elaborada em um estudo anterior, na qual cita treze aspectos que considera ser reconhecidos atualmente pela profissão do ensino de línguas. i) a autonomia é uma construção da capacidade; ii) a autonomia envolve a vontade, por parte do aluno, de assumir a responsabilidade pela sua própria aprendizagem; iii) a capacidade e a disposição dos alunos para tomar tal responsabilidade não são necessariamente inatas; iv) A autonomia completa é uma meta idealista; v) Existem graus de autonomia; vi) os graus de autonomia são instáveis e variáveis; vi) a autonomia não é simplesmente uma questão de colocar os alunos em situações em que tenham de ser independentes; viii); xi) a autonomia tem uma dimensão tanto social quanto individual; xii) a promoção da autonomia do aprendente envolve tanto uma dimensão política quanto psicológica; xiii) a autonomia é interpretada de forma diferente por diferentes culturas.
  • 6.
    Fundamentação Teórica Escrita acadêmica: por umadocência autoral Escrita Acadêmica A importância e a necessidade de orientar a produção textual científica no meio acadêmico. Motta-Roth e Hendges (2010) ) Práticas de ensino da escrita autoral Concepção da escrita como um processo de aprendizagem cognitivo e social complexo. Little (1995, 2007) e Benson (2007, 2010, 2011) Bases legais e as competências e habilidades em Letras Principais bases legais da educação básica e dos cursos de licenciaturas
  • 7.
    Alguns encaminhamentos normativos ◦ ResoluçãoCNE/CES N.º 18/2002. Diretrizes Curriculares para os cursos de Letras; ◦ Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei Nº 9.394/1996); ◦ Portaria Normativa N.º 40, de 12 de dezembro de 2007; ◦ Decreto N.º 6.755, 29 de maio de 2009.
  • 8.
    Competências e habilidades ◦O graduado em Letras, tanto em língua materna quanto em língua estrangeira clássica ou moderna, nas modalidades de bacharelado e de licenciatura, deverá ser identificado por múltiplas competências e habilidades adquiridas durante sua formação acadêmica convencional, teórica e prática, ou fora dela.
  • 9.
    HABILIDADES GERAIS ESPECÍFICAS  Domíniodo uso, tanto nas suas manifestações orais quanto escritas, da língua portuguesa e da língua inglesa, capacitando- se para a recepção e a produção de textos;  Visão crítica e a abertura para as novas perspectivas de pesquisas e desenvolvimento das manifestações linguísticas;  Domínio tanto dos conteúdos básicos, objeto dos processos de ensino e aprendizagem no Ensino Fundamental e Médio, quanto dos métodos e técnicas pedagógicas que propiciam a melhor transmissão possível desses conteúdos.  Reflexão analítica sobre os campos da língua portuguesa e da língua inglesa e suas literaturas;  Reflexão analítica sobre todos os campos de atuação das manifestações linguísticas;  Conhecimento dos movimentos literários brasileiros e portugueses, principais representantes e obras;  Conhecimento dos movimentos literários norte-americanos, principais representantes e obras;  Capacidade de percepção dos diferentes contextos sociais e interculturais;  Atuação interdisciplinar na área de Letras e em áreas afins;  Capacidade autônoma de tomar decisões, resolver problemas, atuar em equipe e comunicar-se multidisciplinarmente, assimilando os principais conceitos das disciplinas do seu curso;  Atuação dentro dos princípios da ética, do respeito profissional e, consequentemente, com responsabilidade social e educacional;  Capacitação de produção e revisão de textos. Fonte: Projeto do Curso de Letras Licenciatura em Língua Portuguesa, Língua Inglesa e Literaturas da Universidade X.
  • 10.
    Concluindo, mas semfechar... ◦ Assim, conclui-se que longe de haver esgotado essa discussão, espera-se que, entre outras razões, é preciso instruir os alunos para agir com autonomia leitora e escrita em diferentes contextos comunicativos na vida, no espaço acadêmico e, principalmente, considerar à história de cada aluno que são perpassadas por crenças, valores e percepções diversas.
  • 11.
    Traço linhas, Linhas deescrita, e a vida passa entre as linhas... (DELEUZE E GUATTARI, 2015, p. 75) Resgatando as considerações Parciais... É preciso instruir os alunos para agir com autonomia leitora e escrita em diferentes contextos comunicativos na vida e no espaço acadêmico.
  • 12.
    REFERÊNCIAS ANTUNES, Irandé. Língua,Texto e Ensino: outra escola possível. São Paulo: Parábola Editorial, 2009. BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei número 9394, 20 de dezembro de 1996.Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9394.htm. Acesso em: 15 abril 2019. BRASIL. Ministério da Educação. MEC- Parecer do CNE/CES nº492/01- Disponível em: http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/CES0492.pdf. Acesso em: 17 abril. 2019. BRASIL. SECRETARIA DA EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL. Parâmetros Curriculares Nacionais –3oe 4ociclos do ensino fundamental. Língua Portuguesa. Brasília: MEC/SEF, 1998. BAZERMAN, Charles. Retórica da ação Letrada. Tradução. 1 ed. São Paulo: Parábola Editorial, 2015. GUEDES, Paulo Coimbra. Da redação à Produção Textual: o ensino da escrita. São Paulo: Parábola Editorial, 2009. LIMA, Vladimir Moreira. & nbspDeleuze – Guattari e a Ressonância mútua entre filosofia e política. 1º ed. Ed. Ponteiro. Rio de Janeiro. 2015. LARROSA, Jorge. Notas sobre a experiência e o saber de experiência. Revista Brasileira de educação Nº 19, 2002. Motta-Roth, Désirée- Hendges,Graciela H. Produção textual na Universidade. São Paulo: Parábola Editorial, 2010. NIETZSCHE, F. Introdução Teorética sobre a Verdade e a Mentira no Sentido Extramoral. In: O Livro do Filósofo. 6ª ed. São Paulo: Centauro, 2005.