Como o vice-presidente de marketing
da TAM agiu em meio ao caos
Acidente - voo 402
Alunos: Denielson Gonçalves
Felipe Rezende
Marina Costa
O ACIDENTE
O voo TAM 402 era uma linha aérea de passageiros
entre São Paulo e Rio de Janeiro operada pela
companhia aérea Tam Linhas Aéreas.
Data do acidente: 31 de Outubro de 1996 - Há 17 anos.
Local: Caiu 24 segundos logo após a decolagem
do Aeroporto Internacional de Congonhas, em São
Paulo.
Mortos/Feridos: Noventa passageiros e seis tripulantes
a bordo morreram. Três pessoas também morreram em
solo. Muitos ficaram feridos.
AGINDO NO MEIO DO CAOS
1. A empresa não pode parar.
2. As famílias das vítimas devem receber toda atenção.
3. Precisamos entender o que provocou o acidente.
Luis Eduardo Falco, vice-presidente de marketing na época do
acidente traçou de acordo com sua intuição o que deveria fazer
diante daquele desastre aéreo.
A HORA DAS EXPLICAÇÕES
• Lista de passageiros
• Os culpados - Algumas declarações da companhia:
“Nós somos uma empresa de serviços, sentimos muito pesar pelas vítimas, estamos tão comovidos com
o fato quanto vocês, , vamos dar assistência às famílias e já estamos rapidamente pesquisando o que
aconteceu para dar uma resposta à sociedade”.
“Não estávamos com outras questões agora. O nosso foco nesse momento são as famílias das vítimas,
os velórios, enterro, enfim, respeitar aqueles que morreram no acidente . Todas as outras coisas serão
respondidas no seu tempo certo”.
“Um cuidado que deve ser tomado por quem vai comandar a comunicação no meio de uma crise é
cadenciar as informações e seguir uma linha única.”
NA MÍDIA, UM ESPETÁCULO DE HORROR
- “O acidente do voo 402 virou um show televisivo”.
- A edição especial da revista “Veja” foi publicada no dia seguinte a tragédia, e foi uma das
edições mais vendidas pela revista.
- A capa da “Isto É” dizia: “Exclusivo: celular pode ter derrubado o avião”. Segundo o vice-
presidente de marketing diz que em situações de grande comoção, quando a busca frenética
pela última novidade aprisiona o olhar da mídia, é normal que grandes equívocos venham à
tona. O difícil é conviver com essa variável sempre presente no rastro das grandes crises.
• A versão oficial
A melhor maneira de cortar pela raiz o mal dos boatos é dar periodicamente a versão oficial
a cada 12 horas, não há nenhum problema se você repetir a versão dada na entrevista
anterior.
SEM PLANO DE VOO NA EMERÊNCIA
• A empresa não tinha um plano de gerenciamento de crise, como os guias que os
americanos , por exemplo, anto prezam;
• Qualquer que seja a crise , se houver alguém dando ordens claras e fortes, as
pessoas seguem;
• A presteza que foram auxiliados pela a American Airlines serviu de parâmetros
para conduta da companhia diante de acidentes envolvendo outras companhias.’
O CUSTO E OS IMPACTOS
• Um acidente de avião custa US$ 1 bilhão, segundo estimativas internacionais;
• No dia 31 de Outubro a perda de passageiros nos voos da companhia foi pequenan nos
demais dias foi registrado queda de 70% o numero de passageiros. Mesmo assim a ordem era
que todos os voos decolassem , com ou sem passageiros. Decolava aeronave sem nenhum
passageiro a bordo;
• O importante naquele momento não era o prejuízo que acarretara “estávamos de olhos
voltados para a imagem que estaríamos passando naquele momento tão delicado”.
LIÇÕES DA TRAGÉDIA
• PRIMEIRA LIÇÃO: Não economizar esforços para descobrir as causas
• SEGUNDA LIÇÃO: É exatamente difícil explicar aspectos técnicos
• TERCEIRA LIÇÃO: Não dá para eximir a culpa
• QUARTA LIÇÃO: O funcionário pode ser um grande aliado
A RECONSTRUÇÃO DA IMAGEM
• PRIMEIRO MOMENTO: Tirar a marca do ar
- Tirar totalmente a empresa da mídia
• SEGUNDO MOMENTO: Transportando o presidente da República
• TERCEIRO MOMENTO: O prêmio de empresa do ano

TAM - Acidente do voo 402

  • 1.
    Como o vice-presidentede marketing da TAM agiu em meio ao caos Acidente - voo 402 Alunos: Denielson Gonçalves Felipe Rezende Marina Costa
  • 2.
    O ACIDENTE O vooTAM 402 era uma linha aérea de passageiros entre São Paulo e Rio de Janeiro operada pela companhia aérea Tam Linhas Aéreas. Data do acidente: 31 de Outubro de 1996 - Há 17 anos. Local: Caiu 24 segundos logo após a decolagem do Aeroporto Internacional de Congonhas, em São Paulo. Mortos/Feridos: Noventa passageiros e seis tripulantes a bordo morreram. Três pessoas também morreram em solo. Muitos ficaram feridos.
  • 3.
    AGINDO NO MEIODO CAOS 1. A empresa não pode parar. 2. As famílias das vítimas devem receber toda atenção. 3. Precisamos entender o que provocou o acidente. Luis Eduardo Falco, vice-presidente de marketing na época do acidente traçou de acordo com sua intuição o que deveria fazer diante daquele desastre aéreo.
  • 4.
    A HORA DASEXPLICAÇÕES • Lista de passageiros • Os culpados - Algumas declarações da companhia: “Nós somos uma empresa de serviços, sentimos muito pesar pelas vítimas, estamos tão comovidos com o fato quanto vocês, , vamos dar assistência às famílias e já estamos rapidamente pesquisando o que aconteceu para dar uma resposta à sociedade”. “Não estávamos com outras questões agora. O nosso foco nesse momento são as famílias das vítimas, os velórios, enterro, enfim, respeitar aqueles que morreram no acidente . Todas as outras coisas serão respondidas no seu tempo certo”. “Um cuidado que deve ser tomado por quem vai comandar a comunicação no meio de uma crise é cadenciar as informações e seguir uma linha única.”
  • 5.
    NA MÍDIA, UMESPETÁCULO DE HORROR - “O acidente do voo 402 virou um show televisivo”. - A edição especial da revista “Veja” foi publicada no dia seguinte a tragédia, e foi uma das edições mais vendidas pela revista. - A capa da “Isto É” dizia: “Exclusivo: celular pode ter derrubado o avião”. Segundo o vice- presidente de marketing diz que em situações de grande comoção, quando a busca frenética pela última novidade aprisiona o olhar da mídia, é normal que grandes equívocos venham à tona. O difícil é conviver com essa variável sempre presente no rastro das grandes crises.
  • 6.
    • A versãooficial A melhor maneira de cortar pela raiz o mal dos boatos é dar periodicamente a versão oficial a cada 12 horas, não há nenhum problema se você repetir a versão dada na entrevista anterior.
  • 7.
    SEM PLANO DEVOO NA EMERÊNCIA • A empresa não tinha um plano de gerenciamento de crise, como os guias que os americanos , por exemplo, anto prezam; • Qualquer que seja a crise , se houver alguém dando ordens claras e fortes, as pessoas seguem; • A presteza que foram auxiliados pela a American Airlines serviu de parâmetros para conduta da companhia diante de acidentes envolvendo outras companhias.’
  • 8.
    O CUSTO EOS IMPACTOS • Um acidente de avião custa US$ 1 bilhão, segundo estimativas internacionais; • No dia 31 de Outubro a perda de passageiros nos voos da companhia foi pequenan nos demais dias foi registrado queda de 70% o numero de passageiros. Mesmo assim a ordem era que todos os voos decolassem , com ou sem passageiros. Decolava aeronave sem nenhum passageiro a bordo; • O importante naquele momento não era o prejuízo que acarretara “estávamos de olhos voltados para a imagem que estaríamos passando naquele momento tão delicado”.
  • 9.
    LIÇÕES DA TRAGÉDIA •PRIMEIRA LIÇÃO: Não economizar esforços para descobrir as causas • SEGUNDA LIÇÃO: É exatamente difícil explicar aspectos técnicos • TERCEIRA LIÇÃO: Não dá para eximir a culpa • QUARTA LIÇÃO: O funcionário pode ser um grande aliado
  • 10.
    A RECONSTRUÇÃO DAIMAGEM • PRIMEIRO MOMENTO: Tirar a marca do ar - Tirar totalmente a empresa da mídia • SEGUNDO MOMENTO: Transportando o presidente da República • TERCEIRO MOMENTO: O prêmio de empresa do ano