Planejamento e Controle da Produção
Teoria e Prática
Prof. Dalvio Ferrari Tubino, Dr.
tubino@deps.ufsc.br
www.deps.ufsc.br/lssp
Capítulo 2
Previsão da Demanda
Planejamento e Controle da Produção: Teoria e Prática
2
Compras
Pedidos de
Compras
Planejamento Estratégico da
Produção
Plano de
Produção
Planejamento-mestre da
Produção
Plano-mestre
de Produção
Programação da Produção
Administração dos Estoques
Seqüenciamento
Emissão e Liberação
Ordens de
Compras
Ordens de
Fabricação
Ordens de
Montagem
Fabricação e Montagem
Estoques
Clientes
Marketing
Engenharia
Fornecedores
Acompanhamento
e
Controle
da
Produção
Previsão de
Vendas
Pedidos em
Carteira
Estrutura do
Produto
Roteiro de
Fabricação
Avaliação
de
Desempenho
Fluxo de Informações e PCP
Planejamento e Controle da Produção: Teoria e Prática
3
Previsão da Demanda
 As previsões têm uma função muito importante
nos processos de planejamento dos sistemas de
produção, pois permite que os administradores
destes sistemas antevejam o futuro e planejem
adequadamente suas ações
 São usadas pelo PCP em dois momentos distintos
 para planejar o sistema produtivo
 para planejar o uso deste sistema produtivo
Planejamento e Controle da Produção: Teoria e Prática
4
Previsão da Demanda
 A responsabilidade pela preparação da previsão
da demanda normalmente é do setor de Marketing
ou Vendas. Porém, existem dois bons motivos
para que o pessoal do PCP entenda como esta
atividade é realizada:
 A previsão da demanda é a principal informação
empregada pelo PCP na elaboração de suas atividades
 Em empresas de pequeno e médio porte cabe ao
pessoal do PCP (geralmente o mesmo de Vendas)
elaborar estas previsões
Planejamento e Controle da Produção: Teoria e Prática
5
Previsão da Demanda
 A previsão da demanda dos produtos não é uma
ciência exata, envolve uma boa dose de
experiência e julgamento pessoal do planejador –
sujeita a erros
 Será sempre mais vantajoso basear os planos de
longo e de médio prazo em informações
confiáveis, vindo diretamente dos clientes
parceiros, do que fazer previsões sujeita a erros
(manufatura enxuta)
Planejamento e Controle da Produção: Teoria e Prática
6
Modelo de Previsão da Demanda
Objetivo do Modelo
Coleta e Análise dos Dados
Seleção da Técnica de Previsão
Obtenção das Previsões
Monitoração do Modelo
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7
Objetivo do Modelo
 Consiste em definir a razão pela qual se necessita
de previsões
 Que produto (ou famílias de produtos) será previsto,
com que grau de acuracidade e detalhe a previsão
trabalhará, e que recursos estarão disponíveis para esta
previsão
 A sofisticação e o detalhamento do modelo dependem
da importância relativa do produto (ou família de
produtos) a ser previsto e do horizonte ao qual a
previsão se destina
 Itens pouco significativos podem ser previstos com maior
margem de erro, empregando-se técnicas simples, assim como
se admite margem de erro maior para previsões de longo prazo,
empregando-se dados agregados de famílias de produtos
Planejamento e Controle da Produção: Teoria e Prática
8
Coleta e Análise de Dados
 Alguns cuidados básicos devem ser tomados na
coleta e análise dos dados, dentre eles os
seguintes
 Quanto mais dados históricos forem coletados e analisados, mais
confiável a técnica de previsão será
 Os dados devem buscar a caracterização da demanda pelos
produtos da empresa, que não é necessariamente igual as vendas
passadas, pois podem ter ocorrido falta de produtos, postergando
as entregas ou deixando de atendê-las
 Variações extraordinárias da demanda, decorrentes de promoções
especiais, por exemplo, devem ser analisadas e substituídas por
valores médios, compatíveis com o comportamento normal da
demanda
Planejamento e Controle da Produção: Teoria e Prática
9
Coleta e Análise de Dados
 O tamanho do período de consolidação dos dados
(semanal, mensal, trimestral, anual, etc.) tem influência
direta na escolha da técnica de previsão mais adequada,
assim como na análise das variações extraordinárias
0
200
400
600
800
1.000
1.200
Jan. Fev. Mar. Abr. Mai. Jun. Jul. Ago. Set. Out. Nov. Dez.
A (mensal) B (trimestral)
sazonalidade média
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10
Seleção da Técnica de Previsão
 Uma vez coletados e analisados os dados
passados, pode-se decidir pela técnica de
previsão mais apropriada
 Existem técnicas qualitativas e quantitativas
 Cada uma tendo o seu campo de ação e sua
aplicabilidade
 Não existe uma técnica que seja adequada a todas as
situações
Planejamento e Controle da Produção: Teoria e Prática
11
Seleção da Técnica de Previsão
 Fatores que merecem destaque na escolha da
técnica de previsão são
 Custo e acuracidade
 Disponibilidade de dados históricos
 Experiência passada com a aplicação de determinada
técnica
 Disponibilidade de tempo para coletar, analisar e preparar
os dados e a previsão
 Período de planejamento para o qual se necessita da
previsão
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12
Obtenção das Previsões e Monitoração
do Modelo
 Com a definição da técnica de previsão e a aplicação dos
dados passados para obtenção dos parâmetros
necessários, pode-se obter as projeções futuras da
demanda
 Quanto maior for o horizonte pretendido, menor a
confiabilidade na demanda prevista
Planejamento e Controle da Produção: Teoria e Prática
13
Obtenção das Previsões e Monitoração
do Modelo
 À medida que as previsões forem sendo alcançadas
pela demanda real, deve-se monitorar a extensão do
erro entre a demanda real e a prevista para verificar
se a técnica e os parâmetros empregados ainda são
válidos
 Em situações normais, um ajuste nos parâmetros
do modelo
 Em situações críticas, um estudo desde o primeiro
passo
Planejamento e Controle da Produção: Teoria e Prática
14
Técnicas de Previsão
 A definição da técnica de previsão que melhor se
adapte a uma situação específica é apenas um dos
passos do modelo de previsão, porém, sem dúvida, o
mais importante
 Existe uma série de técnicas disponíveis, com
diferenças substanciais entre elas
Planejamento e Controle da Produção: Teoria e Prática
15
Técnicas de Previsão
 As características gerais presentes em todas as
técnicas de previsão, que são
 Supõe-se que as causas que influenciaram a
demanda passada continuarão a agir no futuro
 As previsões não são perfeitas, pois não se é capaz
de prever todas as variações aleatórias que
ocorrerão
 A acuracidade das previsões diminui com o aumento
do período de tempo auscultado
 A previsão para grupos de produtos é mais precisa
do que para os produtos individualmente, visto que
no grupo os erros individuais de previsão se
minimizam
Planejamento e Controle da Produção: Teoria e Prática
16
Técnicas de previsão
 As técnicas de previsão podem ser subdivididas
em dois grandes grupos:
 As técnicas qualitativas: privilegiam principalmente
dados subjetivos, os quais são difíceis de representar
numericamente
 Baseadas na opinião de especialistas
 As técnicas quantitativas: envolvem a análise
numérica dos dados passados, isentando-se de
opiniões pessoais ou palpites.
 Séries Temporais
 Correlações
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17
Previsões: Séries Temporais
0
10
20
30
40
50
60
70
Jan. Fev. Mar. Abr. Mai. Jun. Jul. Ago. Set. Out. Nov. Dez.
Demanda
Variação irregular
Sazonalidade
Tendência
Variação randômica
 A demanda futura será uma projeção dos valores
passados, não sofrendo influência de outras
variáveis
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18
Previsão da Média
2.000
2.500
3.000
3.500
4.000
4.500
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24
Períodos (meses)
Demanda
(kg)
 Média móvel: usa dados de um número
predeterminado de períodos para gerar sua previsão
 Média exponencial móvel: o peso de cada observação
decresce no tempo em progressão geométrica, ou de
forma exponencial
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19
Média Móvel
n
D
Mm
n
i
i
n


 1
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20
Média Móvel
2.000
2.500
3.000
3.500
4.000
4.500
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24
Períodos (meses)
Demanda
(kg)
D.Real Mm3 Mm6 Mm12
 Vantagem: simplicidade operacional e facilidade de
entendimento
 Desvantagem: armazenar um grande número de dados
 Utilização: para produtos não muito relevantes e
demandas estáveis
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21
Média Exponencial Móvel
 
M M D M
t t t t
  
  
1 1 1

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22
Média Exponencial Móvel
2.000
2.500
3.000
3.500
4.000
4.500
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24
Períodos (meses)
Demanda
(kg)
D.Real M  0,10 M  0,50 M  0,80
 Cada nova previsão é obtida com base na previsão
anterior, acrescida do erro cometido na previsão anterior,
corrigido por um coeficiente de ponderação.
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23
Previsão da Tendência
 Equação linear para a tendência
 Ajustamento exponencial para a tendência
1.000
1.500
2.000
2.500
3.000
3.500
4.000
4.500
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24
Períodos (meses)
Demanda
(kg)
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24
Equação Linear
Y a bX
 
    
   
b
n XY X Y
n X X



  
 
2 2
 
a
Y b X
n

 

Y = 3.935 - 75,2870 X
Planejamento e Controle da Produção: Teoria e Prática
25
Equação Linear
Y = 3.935 - 75,2870 X
Y = 3.935 - 75,2870 . 25 = 2.053 kg
1.000
1.500
2.000
2.500
3.000
3.500
4.000
4.500
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24
Períodos (meses)
Demanda
(kg)
D.Real D.Prev
R2 (coeficiente de determinação)
Planejamento e Controle da Produção: Teoria e Prática
26
Ajustamento Exponencial
P M T
t t t
  
1
 
M P D P
t t t t
  
 1
 
 
T T P P T
t t t t t
   
  
1 2 1 1

 Chamado também de duplo ajustamento
 Quando a demanda apresenta tendência, o emprego da
média exponencial móvel simples demorará a reagir a esta
tendência. O duplo ajustamento corrige mais rapidamente
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27
Ajustamento Exponencial
Planejamento e Controle da Produção: Teoria e Prática
28
Ajustamento Exponencial
1.000
1.500
2.000
2.500
3.000
3.500
4.000
4.500
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24
Períodos (meses)
Demanda
(kg)
D.Real D.Prev
Planejamento e Controle da Produção: Teoria e Prática
29
Previsão da Sazonalidade
0
1.000
2.000
3.000
4.000
5.000
6.000
7.000
8.000
9.000
10.000
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24
Períodos (meses)
Demanda
(kg)
D.Real 1 D.Real 2
 Sazonalidade Simples (D. Real 1 – ciclo 9 per.)
 Sazonalidade com Tendência (D. Real 2 – ciclo 6 per.)
Inicialmente, tem que se identificar o ciclo de sazonalidade
Planejamento e Controle da Produção: Teoria e Prática
30
Sazonalidade Simples
 Calcular o Índice de
Sazonalidade,
dividindo-se o valor
da demanda no
período pela média
móvel centrada
nesse período
 O período
empregado para o
cálculo da média
móvel é o ciclo da
sazonalidade.
IS1 = (1,1942 + 1,2320)/2
Planejamento e Controle da Produção: Teoria e Prática
31
Sazonalidade Simples
 Aplicar o índice de
sazonalidade do
período em cima da
demanda média
(média das médias
móveis centradas)
Período D.Média IS D.Prev D.Real Erro
1 2.907 1,2131 3.527 3.600 73
2 2.907 1,1543 3.356 3.416 60
3 2.907 0,9432 2.742 2.682 -60
4 2.907 0,7737 2.250 2.250 0
5 2.907 0,7209 2.096 2.107 11
6 2.907 0,8174 2.376 2.352 -24
7 2.907 0,9798 2.849 2.841 -8
8 2.907 1,1464 3.333 3.322 -11
9 2.907 1,2510 3.637 3.720 83
10 2.907 1,2131 3.527 3.468 -59
11 2.907 1,1543 3.356 3.349 -7
12 2.907 0,9432 2.742 2.745 3
13 2.907 0,7737 2.250 2.254 4
14 2.907 0,7209 2.096 2.086 -10
15 2.907 0,8174 2.376 2.400 24
16 2.907 0,9798 2.849 2.850 1
17 2.907 1,1464 3.333 3.344 11
18 2.907 1,2510 3.637 3.564 -73
19 2.907 1,2131 3.527 3.576 49
20 2.907 1,1543 3.356 3.360 4
21 2.907 0,9432 2.742 2.745 3
22 2.907 0,7737 2.250 2.325 75
23 2.907 0,7209 2.096 1.960 -136
24 2.907 0,8174 2.376 2.400 24
38
34
MAD
D.Prev = D.Média + D.Média (IS - 1)
Erro Acumulado
Sazonalidade Simples
Planejamento e Controle da Produção: Teoria e Prática
32
Sazonalidade Simples
1.000
2.000
3.000
4.000
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24
Períodos (meses)
Demanda
(kg)
D.Prev D.Real
Planejamento e Controle da Produção: Teoria e Prática
33
Sazonalidade com Tendência
 Obter os índices de sazonalidade através da média móvel
centrada
Planejamento e Controle da Produção: Teoria e Prática
34
Sazonalidade com Tendência
 retirar o
componente de
sazonalidade da
série de dados
históricos,
dividindo-os
pelos
correspondentes
índices de
sazonalidade
Planejamento e Controle da Produção: Teoria e Prática
35
Sazonalidade com Tendência
y = 286,35x + 1108,3
R2
= 0,9955
0
2.000
4.000
6.000
8.000
10.000
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24
Períodos (meses)
Demanda
(kg)
Y = 286,35 X + 1.108,3
 Com esses dados, desenvolver uma equação que
represente o componente de tendência
Planejamento e Controle da Produção: Teoria e Prática
36
Sazonalidade com Tendência
 Com a equação da
tendência fazer a
previsão da
demanda e
multiplicá-la pelo
índice de
sazonalidade
Planejamento e Controle da Produção: Teoria e Prática
37
Sazonalidade com Tendência
0
2.000
4.000
6.000
8.000
10.000
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24
Períodos (meses)
Demanda
(kg)
D.Real D.Prev
Planejamento e Controle da Produção: Teoria e Prática
38
Previsão Baseada em Correlações
mínimo

 2


Y = a + bX
Y
X
Y a bX
 
    
   
b
n XY X Y
n X X



  
 
2 2
 
a
Y b X
n

 

Correlação dos
mínimos
quadrados
Pode-se medir a existência de
correlação entre duas variáveis
através do coeficiente de
correlação de Pearson (r)
Planejamento e Controle da Produção: Teoria e Prática
39
Previsão Baseada em Correlações
Y = 1.757 + 2,99 X
b = [(13 x 5.224.860.000) – (143.100 x 450.710)] / [(13 x 1.663.370.000) –
(143.100 x 143.100)] = 2.99
a = [450.710 – (2,99 x 143.100)] / 13 = 1.757
Planejamento e Controle da Produção: Teoria e Prática
40
Previsão Baseada em Correlações
Y = 1.757 + 2,99 X
Para um número de alunos de 13.750, a demanda prevista de refeições é
de:
Y = 1.757 + 2,99 x 13.750 = 42.869 refeições
20.000
25.000
30.000
35.000
40.000
45.000
50.000
5.000 7.000 9.000 11.000 13.000 15.000 17.000
Número de Alunos
Vendas
por
Casa
Y = 1.757 x 2,99 X
Correlação Linear
Planejamento e Controle da Produção: Teoria e Prática
41
Manutenção e Monitoração
MAD
D D
n
atual prevista



 Objetivos
Verificar a acuracidade dos valores previstos
 Identificar, isolar e corrigir variações anormais
 Permitir a escolha de técnicas, ou parâmetros, mais
eficientes
 Como monitorar?
Erro acumulado que deve tender a zero
Gráfico de controle de 4 MAD
Planejamento e Controle da Produção: Teoria e Prática
42
Manutenção e Monitoração
Planejamento e Controle da Produção: Teoria e Prática
43
Manutenção e Monitoração
-500
-400
-300
-200
-100
0
100
200
300
400
500
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24
Períodos (meses)
Erro
(kg)
4 MAD = 113 x 4 = 452 kg
O valor do erro de previsão servirá de base para o planejamento e dimensionamento dos
estoques de segurança do sistema de PCP
Planejamento e Controle da Produção: Teoria e Prática
44
 De uma forma geral, uma série de fatores pode afetar o
desempenho de um modelo de previsão:
 a técnica de previsão pode estar sendo usada incorretamente, ou
sendo mal interpretada;
 a técnica de previsão perdeu a validade devido à mudança em uma
variável importante, ou devido ao aparecimento de uma nova
variável;
 variações irregulares na demanda podem ter acontecido em função
de greves, formação de estoques temporários, catástrofes naturais,
etc.
 ações estratégicas da concorrência, afetando a demanda;
 variações aleatórias inerentes aos dados da demanda.
 Um modelo de previsão para a demanda funciona
adequadamente quando apenas os erros decorrentes de
variações aleatórias ocorrem. Quando outros tipos de erros
aparecem, eles devem ser investigados para identificar
suas causas e corrigir o problema.
Manutenção e Monitoração
Planejamento e Controle da Produção
Teoria e Prática
Prof. Dalvio Ferrari Tubino, Dr.
tubino@deps.ufsc.br
www.deps.ufsc.br/lssp
Capítulo 2
Previsão da Demanda

Planejamento e Controle da Produção_Aula2.ppt

  • 1.
    Planejamento e Controleda Produção Teoria e Prática Prof. Dalvio Ferrari Tubino, Dr. tubino@deps.ufsc.br www.deps.ufsc.br/lssp Capítulo 2 Previsão da Demanda
  • 2.
    Planejamento e Controleda Produção: Teoria e Prática 2 Compras Pedidos de Compras Planejamento Estratégico da Produção Plano de Produção Planejamento-mestre da Produção Plano-mestre de Produção Programação da Produção Administração dos Estoques Seqüenciamento Emissão e Liberação Ordens de Compras Ordens de Fabricação Ordens de Montagem Fabricação e Montagem Estoques Clientes Marketing Engenharia Fornecedores Acompanhamento e Controle da Produção Previsão de Vendas Pedidos em Carteira Estrutura do Produto Roteiro de Fabricação Avaliação de Desempenho Fluxo de Informações e PCP
  • 3.
    Planejamento e Controleda Produção: Teoria e Prática 3 Previsão da Demanda  As previsões têm uma função muito importante nos processos de planejamento dos sistemas de produção, pois permite que os administradores destes sistemas antevejam o futuro e planejem adequadamente suas ações  São usadas pelo PCP em dois momentos distintos  para planejar o sistema produtivo  para planejar o uso deste sistema produtivo
  • 4.
    Planejamento e Controleda Produção: Teoria e Prática 4 Previsão da Demanda  A responsabilidade pela preparação da previsão da demanda normalmente é do setor de Marketing ou Vendas. Porém, existem dois bons motivos para que o pessoal do PCP entenda como esta atividade é realizada:  A previsão da demanda é a principal informação empregada pelo PCP na elaboração de suas atividades  Em empresas de pequeno e médio porte cabe ao pessoal do PCP (geralmente o mesmo de Vendas) elaborar estas previsões
  • 5.
    Planejamento e Controleda Produção: Teoria e Prática 5 Previsão da Demanda  A previsão da demanda dos produtos não é uma ciência exata, envolve uma boa dose de experiência e julgamento pessoal do planejador – sujeita a erros  Será sempre mais vantajoso basear os planos de longo e de médio prazo em informações confiáveis, vindo diretamente dos clientes parceiros, do que fazer previsões sujeita a erros (manufatura enxuta)
  • 6.
    Planejamento e Controleda Produção: Teoria e Prática 6 Modelo de Previsão da Demanda Objetivo do Modelo Coleta e Análise dos Dados Seleção da Técnica de Previsão Obtenção das Previsões Monitoração do Modelo
  • 7.
    Planejamento e Controleda Produção: Teoria e Prática 7 Objetivo do Modelo  Consiste em definir a razão pela qual se necessita de previsões  Que produto (ou famílias de produtos) será previsto, com que grau de acuracidade e detalhe a previsão trabalhará, e que recursos estarão disponíveis para esta previsão  A sofisticação e o detalhamento do modelo dependem da importância relativa do produto (ou família de produtos) a ser previsto e do horizonte ao qual a previsão se destina  Itens pouco significativos podem ser previstos com maior margem de erro, empregando-se técnicas simples, assim como se admite margem de erro maior para previsões de longo prazo, empregando-se dados agregados de famílias de produtos
  • 8.
    Planejamento e Controleda Produção: Teoria e Prática 8 Coleta e Análise de Dados  Alguns cuidados básicos devem ser tomados na coleta e análise dos dados, dentre eles os seguintes  Quanto mais dados históricos forem coletados e analisados, mais confiável a técnica de previsão será  Os dados devem buscar a caracterização da demanda pelos produtos da empresa, que não é necessariamente igual as vendas passadas, pois podem ter ocorrido falta de produtos, postergando as entregas ou deixando de atendê-las  Variações extraordinárias da demanda, decorrentes de promoções especiais, por exemplo, devem ser analisadas e substituídas por valores médios, compatíveis com o comportamento normal da demanda
  • 9.
    Planejamento e Controleda Produção: Teoria e Prática 9 Coleta e Análise de Dados  O tamanho do período de consolidação dos dados (semanal, mensal, trimestral, anual, etc.) tem influência direta na escolha da técnica de previsão mais adequada, assim como na análise das variações extraordinárias 0 200 400 600 800 1.000 1.200 Jan. Fev. Mar. Abr. Mai. Jun. Jul. Ago. Set. Out. Nov. Dez. A (mensal) B (trimestral) sazonalidade média
  • 10.
    Planejamento e Controleda Produção: Teoria e Prática 10 Seleção da Técnica de Previsão  Uma vez coletados e analisados os dados passados, pode-se decidir pela técnica de previsão mais apropriada  Existem técnicas qualitativas e quantitativas  Cada uma tendo o seu campo de ação e sua aplicabilidade  Não existe uma técnica que seja adequada a todas as situações
  • 11.
    Planejamento e Controleda Produção: Teoria e Prática 11 Seleção da Técnica de Previsão  Fatores que merecem destaque na escolha da técnica de previsão são  Custo e acuracidade  Disponibilidade de dados históricos  Experiência passada com a aplicação de determinada técnica  Disponibilidade de tempo para coletar, analisar e preparar os dados e a previsão  Período de planejamento para o qual se necessita da previsão
  • 12.
    Planejamento e Controleda Produção: Teoria e Prática 12 Obtenção das Previsões e Monitoração do Modelo  Com a definição da técnica de previsão e a aplicação dos dados passados para obtenção dos parâmetros necessários, pode-se obter as projeções futuras da demanda  Quanto maior for o horizonte pretendido, menor a confiabilidade na demanda prevista
  • 13.
    Planejamento e Controleda Produção: Teoria e Prática 13 Obtenção das Previsões e Monitoração do Modelo  À medida que as previsões forem sendo alcançadas pela demanda real, deve-se monitorar a extensão do erro entre a demanda real e a prevista para verificar se a técnica e os parâmetros empregados ainda são válidos  Em situações normais, um ajuste nos parâmetros do modelo  Em situações críticas, um estudo desde o primeiro passo
  • 14.
    Planejamento e Controleda Produção: Teoria e Prática 14 Técnicas de Previsão  A definição da técnica de previsão que melhor se adapte a uma situação específica é apenas um dos passos do modelo de previsão, porém, sem dúvida, o mais importante  Existe uma série de técnicas disponíveis, com diferenças substanciais entre elas
  • 15.
    Planejamento e Controleda Produção: Teoria e Prática 15 Técnicas de Previsão  As características gerais presentes em todas as técnicas de previsão, que são  Supõe-se que as causas que influenciaram a demanda passada continuarão a agir no futuro  As previsões não são perfeitas, pois não se é capaz de prever todas as variações aleatórias que ocorrerão  A acuracidade das previsões diminui com o aumento do período de tempo auscultado  A previsão para grupos de produtos é mais precisa do que para os produtos individualmente, visto que no grupo os erros individuais de previsão se minimizam
  • 16.
    Planejamento e Controleda Produção: Teoria e Prática 16 Técnicas de previsão  As técnicas de previsão podem ser subdivididas em dois grandes grupos:  As técnicas qualitativas: privilegiam principalmente dados subjetivos, os quais são difíceis de representar numericamente  Baseadas na opinião de especialistas  As técnicas quantitativas: envolvem a análise numérica dos dados passados, isentando-se de opiniões pessoais ou palpites.  Séries Temporais  Correlações
  • 17.
    Planejamento e Controleda Produção: Teoria e Prática 17 Previsões: Séries Temporais 0 10 20 30 40 50 60 70 Jan. Fev. Mar. Abr. Mai. Jun. Jul. Ago. Set. Out. Nov. Dez. Demanda Variação irregular Sazonalidade Tendência Variação randômica  A demanda futura será uma projeção dos valores passados, não sofrendo influência de outras variáveis
  • 18.
    Planejamento e Controleda Produção: Teoria e Prática 18 Previsão da Média 2.000 2.500 3.000 3.500 4.000 4.500 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 Períodos (meses) Demanda (kg)  Média móvel: usa dados de um número predeterminado de períodos para gerar sua previsão  Média exponencial móvel: o peso de cada observação decresce no tempo em progressão geométrica, ou de forma exponencial
  • 19.
    Planejamento e Controleda Produção: Teoria e Prática 19 Média Móvel n D Mm n i i n    1
  • 20.
    Planejamento e Controleda Produção: Teoria e Prática 20 Média Móvel 2.000 2.500 3.000 3.500 4.000 4.500 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 Períodos (meses) Demanda (kg) D.Real Mm3 Mm6 Mm12  Vantagem: simplicidade operacional e facilidade de entendimento  Desvantagem: armazenar um grande número de dados  Utilização: para produtos não muito relevantes e demandas estáveis
  • 21.
    Planejamento e Controleda Produção: Teoria e Prática 21 Média Exponencial Móvel   M M D M t t t t       1 1 1 
  • 22.
    Planejamento e Controleda Produção: Teoria e Prática 22 Média Exponencial Móvel 2.000 2.500 3.000 3.500 4.000 4.500 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 Períodos (meses) Demanda (kg) D.Real M  0,10 M  0,50 M  0,80  Cada nova previsão é obtida com base na previsão anterior, acrescida do erro cometido na previsão anterior, corrigido por um coeficiente de ponderação.
  • 23.
    Planejamento e Controleda Produção: Teoria e Prática 23 Previsão da Tendência  Equação linear para a tendência  Ajustamento exponencial para a tendência 1.000 1.500 2.000 2.500 3.000 3.500 4.000 4.500 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 Períodos (meses) Demanda (kg)
  • 24.
    Planejamento e Controleda Produção: Teoria e Prática 24 Equação Linear Y a bX            b n XY X Y n X X         2 2   a Y b X n     Y = 3.935 - 75,2870 X
  • 25.
    Planejamento e Controleda Produção: Teoria e Prática 25 Equação Linear Y = 3.935 - 75,2870 X Y = 3.935 - 75,2870 . 25 = 2.053 kg 1.000 1.500 2.000 2.500 3.000 3.500 4.000 4.500 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 Períodos (meses) Demanda (kg) D.Real D.Prev R2 (coeficiente de determinação)
  • 26.
    Planejamento e Controleda Produção: Teoria e Prática 26 Ajustamento Exponencial P M T t t t    1   M P D P t t t t     1     T T P P T t t t t t        1 2 1 1   Chamado também de duplo ajustamento  Quando a demanda apresenta tendência, o emprego da média exponencial móvel simples demorará a reagir a esta tendência. O duplo ajustamento corrige mais rapidamente
  • 27.
    Planejamento e Controleda Produção: Teoria e Prática 27 Ajustamento Exponencial
  • 28.
    Planejamento e Controleda Produção: Teoria e Prática 28 Ajustamento Exponencial 1.000 1.500 2.000 2.500 3.000 3.500 4.000 4.500 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 Períodos (meses) Demanda (kg) D.Real D.Prev
  • 29.
    Planejamento e Controleda Produção: Teoria e Prática 29 Previsão da Sazonalidade 0 1.000 2.000 3.000 4.000 5.000 6.000 7.000 8.000 9.000 10.000 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 Períodos (meses) Demanda (kg) D.Real 1 D.Real 2  Sazonalidade Simples (D. Real 1 – ciclo 9 per.)  Sazonalidade com Tendência (D. Real 2 – ciclo 6 per.) Inicialmente, tem que se identificar o ciclo de sazonalidade
  • 30.
    Planejamento e Controleda Produção: Teoria e Prática 30 Sazonalidade Simples  Calcular o Índice de Sazonalidade, dividindo-se o valor da demanda no período pela média móvel centrada nesse período  O período empregado para o cálculo da média móvel é o ciclo da sazonalidade. IS1 = (1,1942 + 1,2320)/2
  • 31.
    Planejamento e Controleda Produção: Teoria e Prática 31 Sazonalidade Simples  Aplicar o índice de sazonalidade do período em cima da demanda média (média das médias móveis centradas) Período D.Média IS D.Prev D.Real Erro 1 2.907 1,2131 3.527 3.600 73 2 2.907 1,1543 3.356 3.416 60 3 2.907 0,9432 2.742 2.682 -60 4 2.907 0,7737 2.250 2.250 0 5 2.907 0,7209 2.096 2.107 11 6 2.907 0,8174 2.376 2.352 -24 7 2.907 0,9798 2.849 2.841 -8 8 2.907 1,1464 3.333 3.322 -11 9 2.907 1,2510 3.637 3.720 83 10 2.907 1,2131 3.527 3.468 -59 11 2.907 1,1543 3.356 3.349 -7 12 2.907 0,9432 2.742 2.745 3 13 2.907 0,7737 2.250 2.254 4 14 2.907 0,7209 2.096 2.086 -10 15 2.907 0,8174 2.376 2.400 24 16 2.907 0,9798 2.849 2.850 1 17 2.907 1,1464 3.333 3.344 11 18 2.907 1,2510 3.637 3.564 -73 19 2.907 1,2131 3.527 3.576 49 20 2.907 1,1543 3.356 3.360 4 21 2.907 0,9432 2.742 2.745 3 22 2.907 0,7737 2.250 2.325 75 23 2.907 0,7209 2.096 1.960 -136 24 2.907 0,8174 2.376 2.400 24 38 34 MAD D.Prev = D.Média + D.Média (IS - 1) Erro Acumulado Sazonalidade Simples
  • 32.
    Planejamento e Controleda Produção: Teoria e Prática 32 Sazonalidade Simples 1.000 2.000 3.000 4.000 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 Períodos (meses) Demanda (kg) D.Prev D.Real
  • 33.
    Planejamento e Controleda Produção: Teoria e Prática 33 Sazonalidade com Tendência  Obter os índices de sazonalidade através da média móvel centrada
  • 34.
    Planejamento e Controleda Produção: Teoria e Prática 34 Sazonalidade com Tendência  retirar o componente de sazonalidade da série de dados históricos, dividindo-os pelos correspondentes índices de sazonalidade
  • 35.
    Planejamento e Controleda Produção: Teoria e Prática 35 Sazonalidade com Tendência y = 286,35x + 1108,3 R2 = 0,9955 0 2.000 4.000 6.000 8.000 10.000 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 Períodos (meses) Demanda (kg) Y = 286,35 X + 1.108,3  Com esses dados, desenvolver uma equação que represente o componente de tendência
  • 36.
    Planejamento e Controleda Produção: Teoria e Prática 36 Sazonalidade com Tendência  Com a equação da tendência fazer a previsão da demanda e multiplicá-la pelo índice de sazonalidade
  • 37.
    Planejamento e Controleda Produção: Teoria e Prática 37 Sazonalidade com Tendência 0 2.000 4.000 6.000 8.000 10.000 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 Períodos (meses) Demanda (kg) D.Real D.Prev
  • 38.
    Planejamento e Controleda Produção: Teoria e Prática 38 Previsão Baseada em Correlações mínimo   2   Y = a + bX Y X Y a bX            b n XY X Y n X X         2 2   a Y b X n     Correlação dos mínimos quadrados Pode-se medir a existência de correlação entre duas variáveis através do coeficiente de correlação de Pearson (r)
  • 39.
    Planejamento e Controleda Produção: Teoria e Prática 39 Previsão Baseada em Correlações Y = 1.757 + 2,99 X b = [(13 x 5.224.860.000) – (143.100 x 450.710)] / [(13 x 1.663.370.000) – (143.100 x 143.100)] = 2.99 a = [450.710 – (2,99 x 143.100)] / 13 = 1.757
  • 40.
    Planejamento e Controleda Produção: Teoria e Prática 40 Previsão Baseada em Correlações Y = 1.757 + 2,99 X Para um número de alunos de 13.750, a demanda prevista de refeições é de: Y = 1.757 + 2,99 x 13.750 = 42.869 refeições 20.000 25.000 30.000 35.000 40.000 45.000 50.000 5.000 7.000 9.000 11.000 13.000 15.000 17.000 Número de Alunos Vendas por Casa Y = 1.757 x 2,99 X Correlação Linear
  • 41.
    Planejamento e Controleda Produção: Teoria e Prática 41 Manutenção e Monitoração MAD D D n atual prevista     Objetivos Verificar a acuracidade dos valores previstos  Identificar, isolar e corrigir variações anormais  Permitir a escolha de técnicas, ou parâmetros, mais eficientes  Como monitorar? Erro acumulado que deve tender a zero Gráfico de controle de 4 MAD
  • 42.
    Planejamento e Controleda Produção: Teoria e Prática 42 Manutenção e Monitoração
  • 43.
    Planejamento e Controleda Produção: Teoria e Prática 43 Manutenção e Monitoração -500 -400 -300 -200 -100 0 100 200 300 400 500 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 Períodos (meses) Erro (kg) 4 MAD = 113 x 4 = 452 kg O valor do erro de previsão servirá de base para o planejamento e dimensionamento dos estoques de segurança do sistema de PCP
  • 44.
    Planejamento e Controleda Produção: Teoria e Prática 44  De uma forma geral, uma série de fatores pode afetar o desempenho de um modelo de previsão:  a técnica de previsão pode estar sendo usada incorretamente, ou sendo mal interpretada;  a técnica de previsão perdeu a validade devido à mudança em uma variável importante, ou devido ao aparecimento de uma nova variável;  variações irregulares na demanda podem ter acontecido em função de greves, formação de estoques temporários, catástrofes naturais, etc.  ações estratégicas da concorrência, afetando a demanda;  variações aleatórias inerentes aos dados da demanda.  Um modelo de previsão para a demanda funciona adequadamente quando apenas os erros decorrentes de variações aleatórias ocorrem. Quando outros tipos de erros aparecem, eles devem ser investigados para identificar suas causas e corrigir o problema. Manutenção e Monitoração
  • 45.
    Planejamento e Controleda Produção Teoria e Prática Prof. Dalvio Ferrari Tubino, Dr. tubino@deps.ufsc.br www.deps.ufsc.br/lssp Capítulo 2 Previsão da Demanda