Pedagogia em
Ambientes Não
Escolares
Professor: Emerson Elias de Lima
Licenciatura em Pedagogia – FATAN/IEP
6º Período – Turma: B
09/08/2025 – Araruna/PB
...
Hoje vamos iniciar nosso estudo sobre um
campo muito rico e diversificado da pedagogia: a
atuação em ambientes que não são a escola
formal. Essa é uma área em expansão e cheia
de possibilidades para nós, pedagogos.
...
Objetivos da Aula
●Compreender o conceito de pedagogia em
ambientes não escolares;
●Identificar diferentes espaços e contextos de
atuação;
●Relacionar teoria e prática;
●Refletir sobre desafios e possibilidades.
...
●Vamos trabalhar de forma dinâmica,
intercalando teoria, atividades práticas e
estudos de caso. O objetivo é que vocês
saiam daqui não só conhecendo o tema, mas
também visualizando possibilidades reais de
atuação.
...
Hospitais (classe
hospitalar)
Empresas (treinamento
e desenvolvimento)
Projetos sociais e
comunitários
Editoras e
produtoras de
material didático Órgãos
governamentais
ligados à educação
Instituições culturais
(museus, bibliotecas,
centros culturais)
Órgãos públicos não
escolares (secretarias,
conselhos, fundações)
Instituições de acolhimento
(abrigos, casas de apoio)
Dinâmica: Linha do Tempo Educacional
Atividade:
• Pense em uma experiência de aprendizagem
que não ocorreu na escola.
• Escreva em um papel e compartilhe com o
grupo.
Dinâmica: Linha do Tempo Educacional
Vamos começar lembrando que a
aprendizagem acontece em muitos lugares.
Quero que cada um lembre de um momento
marcante que aprendeu algo importante fora
da escola.
Dinâmica: Linha do Tempo Educacional
• Pense em uma
experiência de
aprendizagem que não
ocorreu na escola.
• Escreva em um papel e
compartilhe com o
grupo.
15 min
Linha do Tempo Educacional
Cada aluno compartilha uma experiência de aprendizagem que
ocorreu fora da escola e explique por que foi significativa.
O que é Pedagogia em Ambientes Não Escolares?
●A Pedagogia em ambientes não escolares”
significa aplicar conhecimentos pedagógicos
em locais que não fazem parte do ensino
formal (como escolas ou universidades), mas
que também educam, formam e
transformam pessoas.
Exemplos de Ambientes Não Escolares:
● Empresas – Treinamento, desenvolvimento de equipes e
educação corporativa.
● Hospitais – Classe hospitalar e apoio pedagógico a pacientes.
● Museus e centros culturais – Mediação cultural e projetos
educativos.
● ONGs e projetos sociais – Formação de educadores e ações
comunitárias.
● Ambientes digitais – Produção de cursos, tutoriais e conteúdos
formativos.
● Bibliotecas – Mediação de leitura e preservação do saber.
Como lembra José Carlos Libâneo (2002):
“Há uma diversidade de práticas educativas na
sociedade e em todas elas, desde que se configurem
como intencionais, está presente a ação pedagógica.”
E Lourdes Frison (2010) complementa:
“As transformações contemporâneas contribuíram para
consolidar o entendimento da educação como fenômeno
multifacetado, que ocorre em muitos lugares,
institucionais ou não, sob várias modalidades.”
Papel do Pedagogo em Ambientes Não Escolares
• Planeja ações educativas adequadas ao
contexto e ao público.
• Organiza materiais e recursos para facilitar a
aprendizagem.
• Promove a inclusão e o acesso à educação
em diferentes espaços.
Papel do Pedagogo em Ambientes Não Escolares
• Atua na formação continuada de profissionais.
• Avalia processos e resultados para melhorar
práticas.
• Conecta saberes formais e informais,
valorizando experiências de vida.
Benefícios da Pedagogia em Ambientes Não Escolares
•Ampliação das oportunidades de aprendizagem.
•Inclusão social e educacional em diferentes contextos.
•Desenvolvimento de competências para além do
currículo formal.
•Valorização dos saberes da comunidade.
•Aproximação entre educação, cultura e sociedade.
•Transformação de realidades por meio de projetos
educativos.
Contexto Histórico e Legal
A profissão do pedagogo se expandiu para atender
demandas educacionais fora da escola
Desde a década de 1990 (e com reforço nas últimas
décadas) o campo da educação no Brasil deixou de ser
visto apenas como “o que acontece na escola”.
Movimentos sociais, políticas culturais, demandas da
saúde, crescimento de ONGs e a chegada de tecnologias
transformaram espaços como museus, hospitais, centros
culturais, empresas e comunidades em ambientes onde
ocorrem aprendizagens intencionais e projetos
educativos.
...
Esse processo levou à
ampliação das funções do
pedagogo — hoje esperado
como mediador cultural,
articulador de projetos
intersetoriais, gestor de
programas educativos, produtor
de materiais e formador de
equipes em contextos não
escolares.
Como afirma Moacir Gadotti (2000):
“A educação não se limita ao espaço escolar. Ela
se dá na vida, na comunidade, na cultura, no
trabalho e na participação social.”
Implicações práticas:
• o pedagogo precisa dominar ferramentas de mediação,
design de atividades para públicos diversos e
avaliação formativa fora do currículo formal;
• exige atuação interdisciplinar e articulação com outros
setores (saúde, cultura, assistência social, empresas).
LDB (Lei 9.394/1996): reconhece a educação em
diferentes ambientes
• A LDB (Lei nº 9.394/1996) é a lei-base que organiza
níveis, modalidades e a responsabilidade do Estado
sobre a educação. Ela delimita o dever do Estado, as
etapas/modalidades e fornece o arcabouço legal para
políticas e programas educativos.
LDB (Lei 9.394/1996): reconhece a educação em
diferentes ambientes
• Na prática, a LDB e suas atualizações servem como
fundamento jurídico para ações educativas em
contextos que não pertencem ao ensino formal estrito
— orientando, por exemplo, atendimento em classe
hospitalar e outras modalidades de atenção
educativa.
Principais artigos relacionados:
• Art. 1º, §2º – Reconhece que a educação escolar se
desenvolve, predominantemente, por meio do ensino
em instituições próprias, mas a educação abrange os
processos formativos que se desenvolvem na vida
familiar, na convivência humana, no trabalho, nas
instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos
sociais e organizações da sociedade civil, e nas
manifestações culturais.
Principais artigos relacionados:
• Art. 3º – Estabelece princípios como igualdade de
condições, liberdade de aprender e ensinar,
valorização da experiência extraescolar e vinculação
entre educação, trabalho e práticas sociais.
Principais artigos relacionados:
• Art. 4º, inciso X – Determina que o dever do Estado
com a educação escolar pública será efetivado
mediante atendimento educacional especializado
gratuito aos educandos com deficiência,
preferencialmente na rede regular de ensino, mas
podendo ocorrer em outros espaços.
Principais artigos relacionados:
• Art. 23 – Permite a organização da educação básica
em séries, ciclos, alternância regular de períodos de
estudo, grupos não-seriados, ou outras formas,
sempre que o interesse do processo de
aprendizagem assim o recomendar.
Principais artigos relacionados:
• Art. 30, inciso II – Reconhece instituições
comunitárias, confessionais ou filantrópicas como parte
do sistema de ensino, abrindo espaço para atuação
pedagógica fora do padrão escolar público/privado
tradicional.
Implicações práticas:
• Toda ação pedagógica fora da escola deve respeitar os
princípios da LDB (direitos à educação, inclusão,
continuidade do processo educativo);
• Em termos administrativos, projetos devem ter
referência às normas do sistema de ensino local
(municipal/estadual/federal) para garantir registro,
certificação e encaminhamentos pedagógicos.
Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs): ampliam o
campo de atuação
As DCNs — especialmente as que regulam o curso de
Pedagogia e a formação de professores — estabelecem
que a formação do pedagogo inclua saberes que vão
além da docência em sala de aula (planejamento, gestão,
coordenação, produção de materiais, pesquisa e atuação
em projetos educativos em espaços escolares e não
escolares).
...
As Diretrizes Curriculares Nacionais para o Curso de
Graduação em Pedagogia — definidas pela Resolução
CNE/CP nº 1, de 15 de maio de 2006 (publicada no
DOU de 16/05/2006) — e atualizadas pela Resolução
CNE/CP nº 2, de 20 de dezembro de 2019 (publicada no
DOU de 23/12/2019) — estabelecem que a formação do
pedagogo deve contemplar competências que vão além
da docência em sala de aula, incluindo: planejamento,
gestão, coordenação, produção de materiais, pesquisa e
atuação em projetos educativos em espaços escolares
e não escolares.
...
Em outras palavras: as DCNs legitimam e orientam
curricularmente a preparação do profissional para atuar
em múltiplos contextos educativos. Mais ainda: as DCNs
e resoluções recentes (reorganizações da formação
inicial) têm reforçado obrigatoriedade de carga horária e
conteúdos que contemplam formação geral e
competências transversais aplicáveis fora da escola.
Implicações práticas:
• Ao planejar um projeto em museu, hospital ou
comunidade, o pedagogo pode e deve respaldar suas
práticas nas DCNs (competências, carga horária e
perfis profissionais previstos nas resoluções).
• Instituições de formação superior precisam incluir
componentes que preparem para esses ambientes —
portanto, o profissional formado já traz bases para
esse trabalho; caso perceba lacunas, deve buscar
formação continuada.
Importância de respeitar políticas públicas e diretrizes
de cada área
Cada setor tem normas e políticas próprias que regulam a atividade
educativa naquele contexto: por exemplo, museus possuem a
Política Nacional de Educação Museal (PNEM) e orientações para
elaboração de programas educativos; serviços de saúde e
secretarias definem procedimentos para classe hospitalar /
atendimento educacional hospitalar; órgãos culturais, conselhos e
regulamentos municipais/estaduais também impõem requisitos
(planos, termos de cooperação, protocolos sanitários, acessibilidade,
proteção de dados quando aplicável). Respeitar essas políticas
garante legitimidade, continuidade, financiamento e segurança
jurídica das ações.
...
Estudo de Caso: Hospital Infantil
...
Contexto:
Uma equipe de pedagogos atua em um hospital
infantil desenvolvendo atividades educativas
para crianças em período de internação. O
objetivo é garantir a continuidade da
aprendizagem e oferecer suporte ao
desenvolvimento socioemocional, reduzindo os
impactos da hospitalização na vida escolar e
pessoal.
...
Para ilustrar, vamos conhecer a história de Ana Clara, 9
anos, aluna do 4º ano do Ensino Fundamental, internada
há três semanas para tratamento de uma doença
crônica. Ana gosta muito de ler e desenhar, mas sente
falta dos colegas, das aulas e de participar das
atividades na escola. Sua professora envia tarefas
impressas, mas Ana tem dificuldade para se organizar
sozinha e às vezes se desanima por causa do cansaço
do tratamento.
...
Objetivo da ação:
 Manter o vínculo de Ana Clara (e de outras crianças
na mesma situação) com a aprendizagem formal e não
formal.
 Promover bem-estar emocional, ajudando a criança
a se sentir incluída e motivada.
 Minimizar os impactos da hospitalização no
desenvolvimento cognitivo, social e afetivo.
Refletir e discutir...
1. Papel do pedagogo – Quais atribuições esse profissional deve
desempenhar para apoiar Ana Clara, considerando educação,
afeto e articulação com a escola?
2. Estratégias pedagógicas – Que metodologias e recursos
poderiam ser usados para adaptar as atividades escolares à
rotina hospitalar de Ana Clara, respeitando suas limitações?
3. Avaliação da aprendizagem – De que forma o progresso de Ana
Clara pode ser registrado para que ela continue seus estudos de
forma integrada quando retornar à escola?
1. Educação Corporativa
O pedagogo atua no planejamento e na
execução de treinamentos, programas de
desenvolvimento de equipes e capacitações
internas em empresas. Nesse contexto, o foco
está em aprimorar habilidades técnicas e
comportamentais, alinhando o crescimento dos
colaboradores aos objetivos estratégicos da
organização.
Exemplo prático: elaborar e
ministrar um programa de
integração para novos
funcionários, com
atividades presenciais e
online, avaliação de
aprendizagem e feedback
contínuo
2. Educação Ambiental
O trabalho envolve a criação e execução de
projetos educativos voltados à conscientização e
preservação do meio ambiente. Pode ocorrer em
ONGs, escolas comunitárias, parques, reservas
e projetos governamentais.
Exemplo prático:
desenvolver oficinas de
reciclagem e compostagem
em um parque municipal,
envolvendo visitantes e
escolas locais.
3. Educação Social
Consiste na atuação junto a comunidades em
situação de vulnerabilidade social, com ações
que promovam inclusão, cidadania e
desenvolvimento humano. O pedagogo atua
como articulador entre poder público,
organizações sociais e comunidade.
Exemplo prático: coordenar
oficinas de reforço escolar
e atividades
socioeducativas para
crianças em um centro
comunitário
4. Educação Museal
Relacionada à mediação entre acervo e público,
criando experiências educativas significativas em
museus, centros culturais e exposições. O
pedagogo planeja visitas guiadas, materiais de
apoio e atividades interativas para diferentes
faixas etárias.
Exemplo prático: elaborar
um roteiro lúdico para
crianças explorarem uma
exposição de arte, com
jogos e desafios
educativos.
5. Educação Digital
Envolve a produção e gestão de conteúdos
educativos para plataformas online, cursos a
distância, tutoriais e treinamentos virtuais. Exige
domínio de recursos multimídia e metodologias
ativas adaptadas ao ambiente virtual.
Exemplo prático: criar um
curso online sobre
educação inclusiva, com
videoaulas, fóruns de
discussão e avaliações
interativas.
6. Mediação Cultural
O pedagogo promove o acesso e a participação
da comunidade em atividades culturais,
valorizando a diversidade e incentivando o
diálogo entre diferentes manifestações artísticas
e sociais.
Exemplo prático: organizar
um festival cultural
comunitário, articulando
apresentações, oficinas e
rodas de conversa.
Conforme destaca Gilson Silva (2012) ao falar
sobre o pedagogo empresarial:
“O Pedagogo Empresarial foca sua atuação
primeiramente em conhecer a empresa, seu
funcionamento e sua cultura, para então
planejar ações educativas que dialoguem com
esse contexto.”
...
Competências Necessárias
...
Comunicação – O pedagogo
precisa expressar ideias,
orientações e feedbacks de forma
clara e acessível, adequando sua
linguagem ao público-alvo. Uma
boa comunicação facilita o
entendimento, fortalece relações e
contribui para o engajamento de
alunos, professores e comunidade
escolar.
...
Planejamento – É essencial
organizar ações, prazos e
recursos para alcançar objetivos
educacionais. O planejamento
garante que atividades sejam
coerentes, viáveis e alinhadas às
metas da instituição, prevenindo
imprevistos e otimizando o tempo.
...
Mediação de Conflitos – O
pedagogo atua como
intermediário na resolução de
divergências, buscando o diálogo
e o respeito às diferenças. Ao
compreender os diferentes perfis
e necessidades, promove um
ambiente escolar harmonioso e
colaborativo.
...
Criatividade – A capacidade
de propor metodologias
inovadoras e soluções
diferenciadas permite ao
pedagogo tornar o processo
de ensino-aprendizagem mais
atrativo e eficaz, estimulando
a participação ativa dos
envolvidos.
...
Empatia – Compreender o
contexto social e emocional
dos alunos e demais membros
da comunidade é fundamental
para estabelecer vínculos de
confiança, oferecer apoio
adequado e promover práticas
inclusivas.
Estudo de Caso 2 – ONG Cultural
Uma Organização Não Governamental (ONG) desenvolve
atividades voltadas para adolescentes em situação de
vulnerabilidade social, oferecendo reforço escolar e
oficinas de arte (teatro, música, pintura, dança, entre
outras). Apesar do potencial educativo e cultural dessas
atividades, a equipe tem percebido baixo engajamento
por parte dos jovens nas oficinas artísticas.
...
Problema identificado: baixa participação e falta de
interesse dos adolescentes nas oficinas de arte.
Pergunta norteadora: de que forma o pedagogo pode
atuar para reverter esse quadro, aumentando a
participação e a motivação dos jovens?
Em grupos, elaborem propostas de intervenção que
possam estimular o engajamento dos adolescentes,
considerando:
• Adaptação dos conteúdos e metodologias às preferências e
necessidades dos jovens;
• Uso de linguagens e temas próximos da realidade deles;
• Estratégias de incentivo e reconhecimento da participação;
• Parcerias com artistas e agentes culturais da comunidade;
• Envolvimento da família e da comunidade no processo.
Ética e Responsabilidade Social
1. Postura profissional e respeito à diversidade
O pedagogo deve atuar com conduta ética, mantendo uma
postura profissional que valorize e respeite as diferenças
individuais, culturais, sociais e religiosas. Isso significa
reconhecer a pluralidade de identidades e garantir um
ambiente seguro, acolhedor e livre de preconceitos para
todos os envolvidos.
Ética e Responsabilidade Social
2. Garantia de sigilo quando necessário
Em ambientes não escolares, o pedagogo muitas vezes
tem acesso a informações pessoais ou sensíveis. É dever
ético preservar o sigilo dessas informações,
compartilhando-as apenas quando estritamente
necessário e sempre com consentimento ou respaldo
legal, visando proteger a privacidade dos indivíduos.
Ética e Responsabilidade Social
3. Compromisso com a inclusão e acessibilidade
A responsabilidade social do pedagogo envolve assegurar
que todas as pessoas tenham oportunidades iguais de
participação. Isso inclui adaptar metodologias, recursos e
espaços para atender a diferentes necessidades físicas,
cognitivas, sensoriais e socioemocionais, garantindo
acessibilidade plena.
Ética e Responsabilidade Social
4. Respeito às políticas públicas e à cultura local
O trabalho pedagógico deve estar alinhado às diretrizes
das políticas públicas vigentes e respeitar a cultura, os
valores e as práticas da comunidade onde atua. Essa
postura fortalece a integração entre o projeto pedagógico
e o contexto social, evitando intervenções que
desconsiderem a realidade local.

Pedagogia em Ambientes Não Escolares.pptx

  • 1.
    Pedagogia em Ambientes Não Escolares Professor:Emerson Elias de Lima Licenciatura em Pedagogia – FATAN/IEP 6º Período – Turma: B 09/08/2025 – Araruna/PB
  • 2.
    ... Hoje vamos iniciarnosso estudo sobre um campo muito rico e diversificado da pedagogia: a atuação em ambientes que não são a escola formal. Essa é uma área em expansão e cheia de possibilidades para nós, pedagogos.
  • 3.
  • 4.
    Objetivos da Aula ●Compreendero conceito de pedagogia em ambientes não escolares; ●Identificar diferentes espaços e contextos de atuação; ●Relacionar teoria e prática; ●Refletir sobre desafios e possibilidades.
  • 5.
    ... ●Vamos trabalhar deforma dinâmica, intercalando teoria, atividades práticas e estudos de caso. O objetivo é que vocês saiam daqui não só conhecendo o tema, mas também visualizando possibilidades reais de atuação.
  • 6.
    ... Hospitais (classe hospitalar) Empresas (treinamento edesenvolvimento) Projetos sociais e comunitários Editoras e produtoras de material didático Órgãos governamentais ligados à educação Instituições culturais (museus, bibliotecas, centros culturais) Órgãos públicos não escolares (secretarias, conselhos, fundações) Instituições de acolhimento (abrigos, casas de apoio)
  • 7.
    Dinâmica: Linha doTempo Educacional Atividade: • Pense em uma experiência de aprendizagem que não ocorreu na escola. • Escreva em um papel e compartilhe com o grupo.
  • 8.
    Dinâmica: Linha doTempo Educacional Vamos começar lembrando que a aprendizagem acontece em muitos lugares. Quero que cada um lembre de um momento marcante que aprendeu algo importante fora da escola.
  • 9.
    Dinâmica: Linha doTempo Educacional • Pense em uma experiência de aprendizagem que não ocorreu na escola. • Escreva em um papel e compartilhe com o grupo. 15 min
  • 10.
    Linha do TempoEducacional Cada aluno compartilha uma experiência de aprendizagem que ocorreu fora da escola e explique por que foi significativa.
  • 11.
    O que éPedagogia em Ambientes Não Escolares? ●A Pedagogia em ambientes não escolares” significa aplicar conhecimentos pedagógicos em locais que não fazem parte do ensino formal (como escolas ou universidades), mas que também educam, formam e transformam pessoas.
  • 12.
    Exemplos de AmbientesNão Escolares: ● Empresas – Treinamento, desenvolvimento de equipes e educação corporativa. ● Hospitais – Classe hospitalar e apoio pedagógico a pacientes. ● Museus e centros culturais – Mediação cultural e projetos educativos. ● ONGs e projetos sociais – Formação de educadores e ações comunitárias. ● Ambientes digitais – Produção de cursos, tutoriais e conteúdos formativos. ● Bibliotecas – Mediação de leitura e preservação do saber.
  • 13.
    Como lembra JoséCarlos Libâneo (2002): “Há uma diversidade de práticas educativas na sociedade e em todas elas, desde que se configurem como intencionais, está presente a ação pedagógica.” E Lourdes Frison (2010) complementa: “As transformações contemporâneas contribuíram para consolidar o entendimento da educação como fenômeno multifacetado, que ocorre em muitos lugares, institucionais ou não, sob várias modalidades.”
  • 14.
    Papel do Pedagogoem Ambientes Não Escolares • Planeja ações educativas adequadas ao contexto e ao público. • Organiza materiais e recursos para facilitar a aprendizagem. • Promove a inclusão e o acesso à educação em diferentes espaços.
  • 15.
    Papel do Pedagogoem Ambientes Não Escolares • Atua na formação continuada de profissionais. • Avalia processos e resultados para melhorar práticas. • Conecta saberes formais e informais, valorizando experiências de vida.
  • 16.
    Benefícios da Pedagogiaem Ambientes Não Escolares •Ampliação das oportunidades de aprendizagem. •Inclusão social e educacional em diferentes contextos. •Desenvolvimento de competências para além do currículo formal. •Valorização dos saberes da comunidade. •Aproximação entre educação, cultura e sociedade. •Transformação de realidades por meio de projetos educativos.
  • 17.
  • 18.
    A profissão dopedagogo se expandiu para atender demandas educacionais fora da escola Desde a década de 1990 (e com reforço nas últimas décadas) o campo da educação no Brasil deixou de ser visto apenas como “o que acontece na escola”. Movimentos sociais, políticas culturais, demandas da saúde, crescimento de ONGs e a chegada de tecnologias transformaram espaços como museus, hospitais, centros culturais, empresas e comunidades em ambientes onde ocorrem aprendizagens intencionais e projetos educativos.
  • 19.
    ... Esse processo levouà ampliação das funções do pedagogo — hoje esperado como mediador cultural, articulador de projetos intersetoriais, gestor de programas educativos, produtor de materiais e formador de equipes em contextos não escolares.
  • 20.
    Como afirma MoacirGadotti (2000): “A educação não se limita ao espaço escolar. Ela se dá na vida, na comunidade, na cultura, no trabalho e na participação social.”
  • 21.
    Implicações práticas: • opedagogo precisa dominar ferramentas de mediação, design de atividades para públicos diversos e avaliação formativa fora do currículo formal; • exige atuação interdisciplinar e articulação com outros setores (saúde, cultura, assistência social, empresas).
  • 22.
    LDB (Lei 9.394/1996):reconhece a educação em diferentes ambientes • A LDB (Lei nº 9.394/1996) é a lei-base que organiza níveis, modalidades e a responsabilidade do Estado sobre a educação. Ela delimita o dever do Estado, as etapas/modalidades e fornece o arcabouço legal para políticas e programas educativos.
  • 23.
    LDB (Lei 9.394/1996):reconhece a educação em diferentes ambientes • Na prática, a LDB e suas atualizações servem como fundamento jurídico para ações educativas em contextos que não pertencem ao ensino formal estrito — orientando, por exemplo, atendimento em classe hospitalar e outras modalidades de atenção educativa.
  • 24.
    Principais artigos relacionados: •Art. 1º, §2º – Reconhece que a educação escolar se desenvolve, predominantemente, por meio do ensino em instituições próprias, mas a educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil, e nas manifestações culturais.
  • 25.
    Principais artigos relacionados: •Art. 3º – Estabelece princípios como igualdade de condições, liberdade de aprender e ensinar, valorização da experiência extraescolar e vinculação entre educação, trabalho e práticas sociais.
  • 26.
    Principais artigos relacionados: •Art. 4º, inciso X – Determina que o dever do Estado com a educação escolar pública será efetivado mediante atendimento educacional especializado gratuito aos educandos com deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino, mas podendo ocorrer em outros espaços.
  • 27.
    Principais artigos relacionados: •Art. 23 – Permite a organização da educação básica em séries, ciclos, alternância regular de períodos de estudo, grupos não-seriados, ou outras formas, sempre que o interesse do processo de aprendizagem assim o recomendar.
  • 28.
    Principais artigos relacionados: •Art. 30, inciso II – Reconhece instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas como parte do sistema de ensino, abrindo espaço para atuação pedagógica fora do padrão escolar público/privado tradicional.
  • 29.
    Implicações práticas: • Todaação pedagógica fora da escola deve respeitar os princípios da LDB (direitos à educação, inclusão, continuidade do processo educativo); • Em termos administrativos, projetos devem ter referência às normas do sistema de ensino local (municipal/estadual/federal) para garantir registro, certificação e encaminhamentos pedagógicos.
  • 30.
    Diretrizes Curriculares Nacionais(DCNs): ampliam o campo de atuação As DCNs — especialmente as que regulam o curso de Pedagogia e a formação de professores — estabelecem que a formação do pedagogo inclua saberes que vão além da docência em sala de aula (planejamento, gestão, coordenação, produção de materiais, pesquisa e atuação em projetos educativos em espaços escolares e não escolares).
  • 31.
    ... As Diretrizes CurricularesNacionais para o Curso de Graduação em Pedagogia — definidas pela Resolução CNE/CP nº 1, de 15 de maio de 2006 (publicada no DOU de 16/05/2006) — e atualizadas pela Resolução CNE/CP nº 2, de 20 de dezembro de 2019 (publicada no DOU de 23/12/2019) — estabelecem que a formação do pedagogo deve contemplar competências que vão além da docência em sala de aula, incluindo: planejamento, gestão, coordenação, produção de materiais, pesquisa e atuação em projetos educativos em espaços escolares e não escolares.
  • 32.
    ... Em outras palavras:as DCNs legitimam e orientam curricularmente a preparação do profissional para atuar em múltiplos contextos educativos. Mais ainda: as DCNs e resoluções recentes (reorganizações da formação inicial) têm reforçado obrigatoriedade de carga horária e conteúdos que contemplam formação geral e competências transversais aplicáveis fora da escola.
  • 33.
    Implicações práticas: • Aoplanejar um projeto em museu, hospital ou comunidade, o pedagogo pode e deve respaldar suas práticas nas DCNs (competências, carga horária e perfis profissionais previstos nas resoluções). • Instituições de formação superior precisam incluir componentes que preparem para esses ambientes — portanto, o profissional formado já traz bases para esse trabalho; caso perceba lacunas, deve buscar formação continuada.
  • 34.
    Importância de respeitarpolíticas públicas e diretrizes de cada área Cada setor tem normas e políticas próprias que regulam a atividade educativa naquele contexto: por exemplo, museus possuem a Política Nacional de Educação Museal (PNEM) e orientações para elaboração de programas educativos; serviços de saúde e secretarias definem procedimentos para classe hospitalar / atendimento educacional hospitalar; órgãos culturais, conselhos e regulamentos municipais/estaduais também impõem requisitos (planos, termos de cooperação, protocolos sanitários, acessibilidade, proteção de dados quando aplicável). Respeitar essas políticas garante legitimidade, continuidade, financiamento e segurança jurídica das ações.
  • 35.
    ... Estudo de Caso:Hospital Infantil
  • 36.
    ... Contexto: Uma equipe depedagogos atua em um hospital infantil desenvolvendo atividades educativas para crianças em período de internação. O objetivo é garantir a continuidade da aprendizagem e oferecer suporte ao desenvolvimento socioemocional, reduzindo os impactos da hospitalização na vida escolar e pessoal.
  • 37.
    ... Para ilustrar, vamosconhecer a história de Ana Clara, 9 anos, aluna do 4º ano do Ensino Fundamental, internada há três semanas para tratamento de uma doença crônica. Ana gosta muito de ler e desenhar, mas sente falta dos colegas, das aulas e de participar das atividades na escola. Sua professora envia tarefas impressas, mas Ana tem dificuldade para se organizar sozinha e às vezes se desanima por causa do cansaço do tratamento.
  • 38.
    ... Objetivo da ação: Manter o vínculo de Ana Clara (e de outras crianças na mesma situação) com a aprendizagem formal e não formal.  Promover bem-estar emocional, ajudando a criança a se sentir incluída e motivada.  Minimizar os impactos da hospitalização no desenvolvimento cognitivo, social e afetivo.
  • 39.
    Refletir e discutir... 1.Papel do pedagogo – Quais atribuições esse profissional deve desempenhar para apoiar Ana Clara, considerando educação, afeto e articulação com a escola? 2. Estratégias pedagógicas – Que metodologias e recursos poderiam ser usados para adaptar as atividades escolares à rotina hospitalar de Ana Clara, respeitando suas limitações? 3. Avaliação da aprendizagem – De que forma o progresso de Ana Clara pode ser registrado para que ela continue seus estudos de forma integrada quando retornar à escola?
  • 40.
    1. Educação Corporativa Opedagogo atua no planejamento e na execução de treinamentos, programas de desenvolvimento de equipes e capacitações internas em empresas. Nesse contexto, o foco está em aprimorar habilidades técnicas e comportamentais, alinhando o crescimento dos colaboradores aos objetivos estratégicos da organização.
  • 41.
    Exemplo prático: elaborare ministrar um programa de integração para novos funcionários, com atividades presenciais e online, avaliação de aprendizagem e feedback contínuo
  • 42.
    2. Educação Ambiental Otrabalho envolve a criação e execução de projetos educativos voltados à conscientização e preservação do meio ambiente. Pode ocorrer em ONGs, escolas comunitárias, parques, reservas e projetos governamentais.
  • 43.
    Exemplo prático: desenvolver oficinasde reciclagem e compostagem em um parque municipal, envolvendo visitantes e escolas locais.
  • 44.
    3. Educação Social Consistena atuação junto a comunidades em situação de vulnerabilidade social, com ações que promovam inclusão, cidadania e desenvolvimento humano. O pedagogo atua como articulador entre poder público, organizações sociais e comunidade.
  • 45.
    Exemplo prático: coordenar oficinasde reforço escolar e atividades socioeducativas para crianças em um centro comunitário
  • 46.
    4. Educação Museal Relacionadaà mediação entre acervo e público, criando experiências educativas significativas em museus, centros culturais e exposições. O pedagogo planeja visitas guiadas, materiais de apoio e atividades interativas para diferentes faixas etárias.
  • 47.
    Exemplo prático: elaborar umroteiro lúdico para crianças explorarem uma exposição de arte, com jogos e desafios educativos.
  • 48.
    5. Educação Digital Envolvea produção e gestão de conteúdos educativos para plataformas online, cursos a distância, tutoriais e treinamentos virtuais. Exige domínio de recursos multimídia e metodologias ativas adaptadas ao ambiente virtual.
  • 49.
    Exemplo prático: criarum curso online sobre educação inclusiva, com videoaulas, fóruns de discussão e avaliações interativas.
  • 50.
    6. Mediação Cultural Opedagogo promove o acesso e a participação da comunidade em atividades culturais, valorizando a diversidade e incentivando o diálogo entre diferentes manifestações artísticas e sociais.
  • 51.
    Exemplo prático: organizar umfestival cultural comunitário, articulando apresentações, oficinas e rodas de conversa.
  • 52.
    Conforme destaca GilsonSilva (2012) ao falar sobre o pedagogo empresarial: “O Pedagogo Empresarial foca sua atuação primeiramente em conhecer a empresa, seu funcionamento e sua cultura, para então planejar ações educativas que dialoguem com esse contexto.”
  • 53.
  • 54.
    ... Comunicação – Opedagogo precisa expressar ideias, orientações e feedbacks de forma clara e acessível, adequando sua linguagem ao público-alvo. Uma boa comunicação facilita o entendimento, fortalece relações e contribui para o engajamento de alunos, professores e comunidade escolar.
  • 55.
    ... Planejamento – Éessencial organizar ações, prazos e recursos para alcançar objetivos educacionais. O planejamento garante que atividades sejam coerentes, viáveis e alinhadas às metas da instituição, prevenindo imprevistos e otimizando o tempo.
  • 56.
    ... Mediação de Conflitos– O pedagogo atua como intermediário na resolução de divergências, buscando o diálogo e o respeito às diferenças. Ao compreender os diferentes perfis e necessidades, promove um ambiente escolar harmonioso e colaborativo.
  • 57.
    ... Criatividade – Acapacidade de propor metodologias inovadoras e soluções diferenciadas permite ao pedagogo tornar o processo de ensino-aprendizagem mais atrativo e eficaz, estimulando a participação ativa dos envolvidos.
  • 58.
    ... Empatia – Compreendero contexto social e emocional dos alunos e demais membros da comunidade é fundamental para estabelecer vínculos de confiança, oferecer apoio adequado e promover práticas inclusivas.
  • 59.
    Estudo de Caso2 – ONG Cultural Uma Organização Não Governamental (ONG) desenvolve atividades voltadas para adolescentes em situação de vulnerabilidade social, oferecendo reforço escolar e oficinas de arte (teatro, música, pintura, dança, entre outras). Apesar do potencial educativo e cultural dessas atividades, a equipe tem percebido baixo engajamento por parte dos jovens nas oficinas artísticas.
  • 60.
    ... Problema identificado: baixaparticipação e falta de interesse dos adolescentes nas oficinas de arte. Pergunta norteadora: de que forma o pedagogo pode atuar para reverter esse quadro, aumentando a participação e a motivação dos jovens?
  • 61.
    Em grupos, elaborempropostas de intervenção que possam estimular o engajamento dos adolescentes, considerando: • Adaptação dos conteúdos e metodologias às preferências e necessidades dos jovens; • Uso de linguagens e temas próximos da realidade deles; • Estratégias de incentivo e reconhecimento da participação; • Parcerias com artistas e agentes culturais da comunidade; • Envolvimento da família e da comunidade no processo.
  • 62.
    Ética e ResponsabilidadeSocial 1. Postura profissional e respeito à diversidade O pedagogo deve atuar com conduta ética, mantendo uma postura profissional que valorize e respeite as diferenças individuais, culturais, sociais e religiosas. Isso significa reconhecer a pluralidade de identidades e garantir um ambiente seguro, acolhedor e livre de preconceitos para todos os envolvidos.
  • 63.
    Ética e ResponsabilidadeSocial 2. Garantia de sigilo quando necessário Em ambientes não escolares, o pedagogo muitas vezes tem acesso a informações pessoais ou sensíveis. É dever ético preservar o sigilo dessas informações, compartilhando-as apenas quando estritamente necessário e sempre com consentimento ou respaldo legal, visando proteger a privacidade dos indivíduos.
  • 64.
    Ética e ResponsabilidadeSocial 3. Compromisso com a inclusão e acessibilidade A responsabilidade social do pedagogo envolve assegurar que todas as pessoas tenham oportunidades iguais de participação. Isso inclui adaptar metodologias, recursos e espaços para atender a diferentes necessidades físicas, cognitivas, sensoriais e socioemocionais, garantindo acessibilidade plena.
  • 65.
    Ética e ResponsabilidadeSocial 4. Respeito às políticas públicas e à cultura local O trabalho pedagógico deve estar alinhado às diretrizes das políticas públicas vigentes e respeitar a cultura, os valores e as práticas da comunidade onde atua. Essa postura fortalece a integração entre o projeto pedagógico e o contexto social, evitando intervenções que desconsiderem a realidade local.