PALÁCIOS NACIONAIS
Palácio de Queluz
Artur Filipe dos Santos-artur.filipe@uvigo.es
http://arturfilipesantos.wixsite.com/arturfilipesantos
Cadeira de
PATRIMÓNIO CULTURAL PORTUGUÊS
Professor Doutor
Artur Filipe dos Santos
Artur Filipe dos Santos
artur.filipe@uvigo.es
www.arturfilipesantos.wix.com/arturfilipesantos
www.politicsandflags.wordpress.com
www.omeucaminhodesantiago.wordpress.com
• Artur Filipe dos Santos, Doutorado em Comunicação, Publicidade Relações Públicas e
Protocolo, pela Universidade de Vigo, Galiza, Espanha, Professor Universitário, consultor e
investigador em Comunicação Institucional e Património, Protocolista e vexilologista.
• Director Académico e Professor Titular na Universidade Sénior Contemporânea, membro da
Direção do OIDECOM-Observatório Iberoamericano de Investigação e Desenvolvimento em
Comunicação, membro da APEP-Associacao Portuguesa de Estudos de Protocolo.
Professor convidado e membro do Grupo de Investigação em Comunicação (ICOM-X1) da
Faculdade de Ciências Sociais e da Comunicação da Universidade de Vigo, membro do Grupo
de Investigação em Turismo e Comunicação da Universidade de Westminster. Professor
convidado das Escola Superior de Saúde do Insttuto Piaget (Portugal).Orador e palestrante
convidado em várias instituições de ensino superior.
• Investigador, entusiasta, divulgador e peregrino dos Caminhos de Santiago, aborda esta
temática em várias instituições de ensino e em várias organizações culturais. Promove visitas
culturais ao Património e à gastronomia de Portugal, da Galiza e das várias rotas jacobeas.
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Artur Filipe dos Santos - artur.filipe@uvigo.es
A Universidade Sénior
Contemporânea
Web: www.usc.pt
Email: usc@usc.pt
Edições online: www.edicoesuscontemporanea.webnode.com
• A Universidade Sénior Contemporânea é uma instituição vocacionada
para a ocupação de tempos livres dos indivíduos que se sintam motivados
para a aprendizagem constante de diversas matérias teóricas e práticas,
adquirindo conhecimentos em múltiplas áreas, como línguas, ciências
sociais, saúde, informática, internet, dança, teatro, entre outras, tendo
ainda a oportunidade de participação em actividades como o Grupo de
Teatro, Coro da USC, USC Web TV, conferências, colóquios, visitas de
estudo. Desenvolve manuais didáticos das próprias cadeiras
lecionadas(23), acessíveis a seniores, estudantes e profissionais através
de livraria online.
3
Universidade Sénior Contemporânea – www.usc.pt
O Palácio Nacional de
Queluz é a jóia da
arquitetura tardo-barroca
portuguesa, considerado
por muitos como
“Versalhes” de Portugal.
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Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
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O Palácio Nacional de
Queluz é um palácio do
século XVIII localizado na
cidade de Queluz no
concelho de Sintra,
distrito de Lisboa.
Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
Um dos últimos grandes
edifícios em estilo rococó
erguidos na Europa, o
palácio foi construído
como um recanto de
verão para D. Pedro de
Bragança, que viria a ser
mais tarde marido e rei
consorte de sua sobrinha,
a rainha D. Maria I de
Portugal.
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Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
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8
Serviu como um discreto
lugar de encarceramento
para a rainha D. Maria I
enquanto sua loucura
continuou a piorar após a
morte de D. Pedro em
1786.
Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
• Após o incêndio que atingiu o Palácio da Ajuda
em 1794, o Palácio de Queluz tornou-se a
residência oficial do príncipe regente
português, o futuro D. João VI, e de sua
família.
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Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
Permaneceu assim até a
fuga da família real para o
Brasil em 1807, devido à
invasão francesa de
Portugal.
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Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
Vista da Sala dos Embaixadores.
11
A construção do Palácio
iniciou-se em 1747, tendo
como arquiteto Mateus
Vicente de Oliveira.
Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
Apesar de ser muito
menor, é chamado
frequentemente de "o
Versalhes português".
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Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
13
A partir de 1826, o palácio
lentamente deixou de ser
o predileto pelos
soberanos portugueses.
Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
• Em 1908, tornou-se propriedade do Estado. Após um
grave incêndio em 1934, o qual destruiu o seu interior,
o Palácio foi extensivamente restaurado e, hoje, está
aberto ao público como um ponto turístico.
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Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
15
Próximo de Sintra e de
Lisboa, o Palácio Nacional
de Queluz e os seus
jardins históricos
constituem um dos
exemplos mais notáveis da
ligação harmoniosa entre
paisagem e arquitetura
palaciana em Portugal.
Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
Ilustram os ambientes e
vivências da Família Real e da
corte portuguesa na segunda
metade do século XVIII e início
do XIX, ao mesmo tempo que
apresentam a evolução do
gosto neste período marcado
pelo barroco, o rococó e o
neoclassicismo, remetendo
para momentos de grande
relevância histórica, na
transição do Antigo Regime
para o Liberalismo.
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Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
17
Na origem do Palácio está
a antiga Casa de Campo
de Queluz, mandada erigir
por D. Cristóvão de
Moura, primeiro marquês
de Castelo Rodrigo, que
contribuiu para a
agregação de Portugal e
dos seus territórios
ultramarinos à Coroa
Espanhola.
Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
• D. Manuel de Moura (1592-1652), seu filho e segundo
marquês de Castelo Rodrigo, transforma a mansão
numa grande quinta de recreio, confiscada após a
Restauração da Independência em 1640 e doada ao
infante D. Pedro, primeiro Senhor da Casa do Infantado
e futuro D. Pedro II (1648-1706).
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Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
A criação em 1654 do
título da Casa do
Infantado pelo rei D. João
IV (1604-1656) pretende
dotar de património e
rendimentos próprios os
filhos segundos dos reis
de Portugal, príncipes que
não estavam destinados a
ser herdeiros da Coroa.
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Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
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Ao Infante D. Francisco
(1691-1742), segundo
Senhor da Casa do
Infantado, ficaram-se a
dever obras de ampliação
e de captação de água,
incluindo a construção do
aqueduto ainda hoje
existente.
Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
É, no entanto, o Infante D.
Pedro (1717-1786), terceiro
Senhor da Casa do Infantado
e futuro rei consorte D.
Pedro III (pelo casamento
com a sobrinha D. Maria I)
quem, entre 1747 e 1786,
promove uma campanha
concertada de obras,
ampliando o chamado “Paço
Velho” e dando-lhe uma
envergadura de Palácio Real.
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Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
• Alheio à política e às intrigas cortesãs, possuidor de
uma fortuna considerável e de gostos e hábitos
elegantes, D. Pedro dedica a Queluz uma atenção
direta e constante, que apenas termina com a sua
morte.
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Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
23
De Casa de Campo a Real
Paço
• Inicialmente concebido
como residência de verão,
torna-se espaço
privilegiado de lazer e
entretenimento da família
real, que o habita em
permanência de 1794 até
à partida para o Brasil, em
1807, aquando das
invasões francesas.
Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
Os diferentes espaços
verdes formam uma
unidade com o edifício,
cujas fachadas, voltadas
para os jardins superiores
“à francesa” (o Pênsil e o
de Malta), se prolongam
através dos delicados
parterres de broderie
delineados por sebes de
buxo.
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Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
Um parterre é uma componente de um "jardim formal",
plantado numa superfície plana e consistindo em
canteiros de flores ou outras plantas, delimitados por
sebes baixas ou muretes de pedra de proteção dos
leitos florais interiores, rodeados de alamedas de
passeio, normalmente pavimentadas com gravilha e
dispostas simetricamente.
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A estatuária, inspirada na
mitologia clássica,
ornamenta e pontua os
eixos principais, animando
estes jardins de aparato.
Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
O notável conjunto de
esculturas em pedra e em
chumbo provem de Itália
e Inglaterra, sendo estas
últimas da autoria do
artista londrino John
Cheere.
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Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
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Estes jardins são
separados dos jardins
adjacentes, bem como das
zonas arborizadas e
agrícola envolventes, por
balaustradas de pedra
com vasos e estátuas.
Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
Do pórtico irradia um
conjunto de avenidas
ligado, por sua vez, a
outras formando um
traçado complexo, de
reticulado geométrico,
cujos cruzamentos
apresentam lagos e fontes
dotados de jogos de água.
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Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
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Destaca-se o lago
desenhado em 1764 pelo
francês Jean-Baptiste
Robillion, em forma de
octógono estrelado (Lago
das Medalhas), entre
outros.
Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
Considerado o maior Lago dos jardins, foi
desenhado por Jean-Baptiste Robillion em
1764, em forma de octógono estrelado
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30
No percurso interior do
Palácio, os espaços de
aparato, de devoção e os
aposentos privados
sucedem-se em íntima
ligação com o exterior,
outrora palco de festas,
danças, teatros,
concertos, jogos e
espetáculos equestres e
de pirotecnia.
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Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
Sala do Trono
A Sala do Trono é a maior das três
salas de aparato do Palácio. Era
utilizada para as grandes festas e
receções da família real e atualmente
é cenário de cerimónias oficiais.
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Os trabalhos de talha
dourada e papier maché, as
paredes forradas de
espelhos ou pinturas e os
lustres cintilantes, de grande
efeito decorativo, bem como
o acervo exposto,
proveniente na sua maioria
das coleções reais, refletem
os ambientes e o espírito
requintado dos tempos
áureos do Palácio.
Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
Papel machê (palavra originada do francês papier
mâché, que significa papel picado, amassado e
esmagado) é uma massa feita com papel picado
embebido na água, coado e depois misturado com
cola e gesso. Com esta massa é possível moldar
objetos em diferentes formatos, utilitários e
decorativos, entre outras.
Através da cenográfica
Escadaria dos Leões acede-
se ao monumental Canal de
Azulejos, extenso lago
artificial – decorado com
grandes painéis de azulejos
representando portos de
mar e cenas galantes – que
permitia aos membros da
Família Real passearem de
gôndola enquanto ouviam
música.
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Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
34
A uma primeira fase de obras,
centrada sobretudo na
adaptação do antigo palácio e
comandada pelo arquiteto da
Casa do Infantado Mateus
Vicente de Oliveira (de c. 1747
a c. 1758, autor do desenho da
Basílica da Estrela), sucede-se
uma segunda fase coincidindo
com o anúncio do casamento
de D. Pedro com a herdeira do
trono, a princesa D. Maria, que
tem lugar em 1760.
Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
A Sala da Música também conhecida
por Sala das Serenatas, é umas das
mais antigas do Palácio, tendo sido
cenário de inúmeros serões musicais.
• Torna-se então necessário dotar o Palácio dos espaços
de aparato adequados a uma residência real, tendo
nisso tido papel importante o arquiteto e ourives Jean-
Baptiste Robillion (de 1760 a 1782), sob a
superintendência de Mateus Vicente de Oliveira.
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Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
Exemplo disso é a
construção da Sala do Trono,
em finais da década de 60,
inexistente no plano inicial,
e o Pavilhão de aposentos
privados, cuja Escadaria liga
o Palácio à Real Quinta de
Queluz e proporciona um
efeito cenográfico de grande
elegância.
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Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
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As principais fases de
construção
• Em 1784 iniciam-se
novos projetos
construtivos, dirigidos
pelo arquiteto e
sargento-mor Manuel
Caetano de Sousa (de c.
1784 a 1792).
Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
Desta fase destaca-se o
segundo piso, com novos
aposentos, de que só resta o
andar nobre sobre a
Fachada de Cerimónias, e o
chamado Pavilhão D. Maria,
erguido no local onde se
localizava a “Casa da Ópera”.
Ambas as intervenções se
encontravam concluídas em
1789.
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Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
39
Após o incêndio da Real
Barraca da Ajuda, em 1794,
onde a Família Real vivia em
permanência desde o
terramoto de 1755, o Palácio
de Queluz torna-se residência
oficial da rainha D. Maria I –
que entretanto enviuvara – e
posteriormente dos príncipes
regentes D. João VI e D. Carlota
Joaquina, sendo necessário
ajustar alguns espaços
interiores e construir novos
edifícios para acomodar a
Corte, a Guarda e a criadagem.
Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
Do primeiro período de
habitação do Palácio,
correspondente a D. Pedro III e
a D. Maria I, sobressai a grande
animação lúdica, a par com a
grande versatilidade dos
espaços, que eram encenados
e armados conforme as
diferentes funções e eventos,
habitualmente celebrações de
festas religiosas e de
aniversários reais.
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Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
Sala utilizada pelo Príncipe Regente
para o seu Beija-Mão e audiências do
corpo diplomático e ministros
estrangeiros.
41
A Queluz acorre
frequentemente a Corte
para assistir a serenatas,
cavalhadas e espetáculos
de fogo-preso, por ocasião
das comemorações de São
João e São Pedro, no mês
de junho, e do aniversário
de D. Pedro III, a 5 de
julho.
Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
É uma dos mais nobres áreas de circulação do
palácio decorada com painéis de azulejos
representando as quatro estações, os quatro
continentes, cenas da mitologia
clássica, singeries, chinoiseries e cenas de caça.
• A maioria dos festejos tem lugar nos jardins e incluem
arquiteturas efémeras, fogo-de-artifício, jogos
equestres e touradas, a cavalo e a pé, entre outros
divertimentos, sobretudo entre 1752 e 1786, ocupando
sempre a música um papel central.
42
Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
Palácio Nacional de
Queluz - Interior do
Pavilhão Robillion: sala
das Merendas
A vida cortesã em Queluz é
ainda animada no tempo em
que a prometida do infante D.
João (futuro D. João VI) – a
infanta espanhola D. Carlota
Joaquina de Bourbon – chega a
Portugal (1785),
testemunhando ainda o
epílogo de um tempo
despreocupado e feliz que
uma sucessão de eventos
trágicos viria em breve
ensombrar.
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Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
Quarto de Dona Carlota Joaquina
44
À morte de D. Pedro III,
em 1786, seguir-se-á, dois
anos depois, o prematuro
falecimento do príncipe
herdeiro D. José.
Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
Quarto de vestir
Deixava uma mãe
demasiado debilitada cuja
incapacidade para
governar acabaria por ser
decretada em 1792, ano
em que D. João é
aclamado Príncipe
Regente.
45
Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
46
Com a partida precipitada
da Família Real para o
Brasil em 1807, um dia
antes da entrada das
tropas napoleónicas em
Lisboa sob o comando do
general Junot, encerra-se
o período de maior
vivência do Palácio.
Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
Com a Família Real parte
também grande parte da
nobreza, saindo de
Portugal muitos tesouros
do património nacional,
incluindo o recheio do
Palácio.
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Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
• Em dezembro de 1807, o próprio Junot visita o
Palácio com o intuito de nele proceder a algumas
modificações, tendo chegado a alimentar o sonho
de aqui vir a instalar Napoleão Bonaparte.
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Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
General Jean-Andoche Junot
49
D. João VI e a Corte
regressaram a Portugal em
1821, mas Queluz só volta a
ser habitado, em regime de
semiexílio, pela rainha D.
Carlota Joaquina
acompanhada pela cunhada
infanta D. Maria Francisca
Benedita (1746-1829), a
“princesa-viúva”, a cujo
nome ficou ligada uma ala
de aposentos.
Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
Também D. Miguel (1802-
1866) habita o Palácio de
Queluz, enquanto rei e
durante o período sangrento
das guerras fratricidas que o
opuseram a D. Pedro IV (1798-
1834), primeiro Imperador do
Brasil e primeiro monarca
constitucional português que,
logo após a vitória liberal, aqui
morre precocemente vítima de
tuberculose, no mesmo quarto
– o chamado Quarto D.
Quixote – onde havia nascido
36 anos antes.
50
Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
51
A partir de 1957 o
Pavilhão D. Maria, ala
nascente anexa ao Palácio,
passou a ter funções de
residência dos Chefes de
Estado estrangeiros em
visita oficial a Portugal.
Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
Nos jardins do Palácio
Nacional de Queluz foi
sediada a Escola
Portuguesa de Arte
Equestre, fundada em
1979 com a finalidade de
promover o ensino, a
prática e a divulgação da
Arte Equestre tradicional
portuguesa.
52
Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
53
Recupera a tradição da
Picaria Real, academia
equestre da corte
portuguesa do século
XVIII, e utiliza
exclusivamente cavalos
lusitanos de ferro de Alter
Real.
Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
Atualmente os visitantes
da Escola Portuguesa de
Arte Equestre podem
assistir a treinos,
apresentações, e galas no
Picadeiro Henrique
Calado, na Calçada da
Ajuda (Belém).
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Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
55
O Palácio Nacional de
Queluz foi classificado
como Monumento
Nacional em 1910 e
integra-se na Rede de
Residências Reais
Europeias desde 2013.
Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
Bibliografia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pal%C3%A1cio_Nacional_de_Quel
uz
https://www.parquesdesintra.pt/parques-jardins-e-
monumentos/palacio-nacional-e-jardins-de-queluz/descricao/
http://www.historiadeportugal.info/palacio-real-de-queluz/
56
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Património Cultural Português - Palácios Nacionais - palacio de Queluz - Artur Filipe dos Santos

  • 1.
    PALÁCIOS NACIONAIS Palácio deQueluz Artur Filipe dos Santos-artur.filipe@uvigo.es http://arturfilipesantos.wixsite.com/arturfilipesantos Cadeira de PATRIMÓNIO CULTURAL PORTUGUÊS Professor Doutor Artur Filipe dos Santos
  • 2.
    Artur Filipe dosSantos artur.filipe@uvigo.es www.arturfilipesantos.wix.com/arturfilipesantos www.politicsandflags.wordpress.com www.omeucaminhodesantiago.wordpress.com • Artur Filipe dos Santos, Doutorado em Comunicação, Publicidade Relações Públicas e Protocolo, pela Universidade de Vigo, Galiza, Espanha, Professor Universitário, consultor e investigador em Comunicação Institucional e Património, Protocolista e vexilologista. • Director Académico e Professor Titular na Universidade Sénior Contemporânea, membro da Direção do OIDECOM-Observatório Iberoamericano de Investigação e Desenvolvimento em Comunicação, membro da APEP-Associacao Portuguesa de Estudos de Protocolo. Professor convidado e membro do Grupo de Investigação em Comunicação (ICOM-X1) da Faculdade de Ciências Sociais e da Comunicação da Universidade de Vigo, membro do Grupo de Investigação em Turismo e Comunicação da Universidade de Westminster. Professor convidado das Escola Superior de Saúde do Insttuto Piaget (Portugal).Orador e palestrante convidado em várias instituições de ensino superior. • Investigador, entusiasta, divulgador e peregrino dos Caminhos de Santiago, aborda esta temática em várias instituições de ensino e em várias organizações culturais. Promove visitas culturais ao Património e à gastronomia de Portugal, da Galiza e das várias rotas jacobeas. 2 Artur Filipe dos Santos - artur.filipe@uvigo.es
  • 3.
    A Universidade Sénior Contemporânea Web:www.usc.pt Email: usc@usc.pt Edições online: www.edicoesuscontemporanea.webnode.com • A Universidade Sénior Contemporânea é uma instituição vocacionada para a ocupação de tempos livres dos indivíduos que se sintam motivados para a aprendizagem constante de diversas matérias teóricas e práticas, adquirindo conhecimentos em múltiplas áreas, como línguas, ciências sociais, saúde, informática, internet, dança, teatro, entre outras, tendo ainda a oportunidade de participação em actividades como o Grupo de Teatro, Coro da USC, USC Web TV, conferências, colóquios, visitas de estudo. Desenvolve manuais didáticos das próprias cadeiras lecionadas(23), acessíveis a seniores, estudantes e profissionais através de livraria online. 3 Universidade Sénior Contemporânea – www.usc.pt
  • 4.
    O Palácio Nacionalde Queluz é a jóia da arquitetura tardo-barroca portuguesa, considerado por muitos como “Versalhes” de Portugal. 4 Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
  • 5.
    5 O Palácio Nacionalde Queluz é um palácio do século XVIII localizado na cidade de Queluz no concelho de Sintra, distrito de Lisboa. Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
  • 6.
    Um dos últimosgrandes edifícios em estilo rococó erguidos na Europa, o palácio foi construído como um recanto de verão para D. Pedro de Bragança, que viria a ser mais tarde marido e rei consorte de sua sobrinha, a rainha D. Maria I de Portugal. 6 Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
  • 7.
  • 8.
    8 Serviu como umdiscreto lugar de encarceramento para a rainha D. Maria I enquanto sua loucura continuou a piorar após a morte de D. Pedro em 1786. Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
  • 9.
    • Após oincêndio que atingiu o Palácio da Ajuda em 1794, o Palácio de Queluz tornou-se a residência oficial do príncipe regente português, o futuro D. João VI, e de sua família. 9 Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
  • 10.
    Permaneceu assim atéa fuga da família real para o Brasil em 1807, devido à invasão francesa de Portugal. 10 Palácios Nacionais – Palácio de Queluz Vista da Sala dos Embaixadores.
  • 11.
    11 A construção doPalácio iniciou-se em 1747, tendo como arquiteto Mateus Vicente de Oliveira. Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
  • 12.
    Apesar de sermuito menor, é chamado frequentemente de "o Versalhes português". 12 Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
  • 13.
    13 A partir de1826, o palácio lentamente deixou de ser o predileto pelos soberanos portugueses. Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
  • 14.
    • Em 1908,tornou-se propriedade do Estado. Após um grave incêndio em 1934, o qual destruiu o seu interior, o Palácio foi extensivamente restaurado e, hoje, está aberto ao público como um ponto turístico. 14 Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
  • 15.
    15 Próximo de Sintrae de Lisboa, o Palácio Nacional de Queluz e os seus jardins históricos constituem um dos exemplos mais notáveis da ligação harmoniosa entre paisagem e arquitetura palaciana em Portugal. Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
  • 16.
    Ilustram os ambientese vivências da Família Real e da corte portuguesa na segunda metade do século XVIII e início do XIX, ao mesmo tempo que apresentam a evolução do gosto neste período marcado pelo barroco, o rococó e o neoclassicismo, remetendo para momentos de grande relevância histórica, na transição do Antigo Regime para o Liberalismo. 16 Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
  • 17.
    17 Na origem doPalácio está a antiga Casa de Campo de Queluz, mandada erigir por D. Cristóvão de Moura, primeiro marquês de Castelo Rodrigo, que contribuiu para a agregação de Portugal e dos seus territórios ultramarinos à Coroa Espanhola. Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
  • 18.
    • D. Manuelde Moura (1592-1652), seu filho e segundo marquês de Castelo Rodrigo, transforma a mansão numa grande quinta de recreio, confiscada após a Restauração da Independência em 1640 e doada ao infante D. Pedro, primeiro Senhor da Casa do Infantado e futuro D. Pedro II (1648-1706). 18 Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
  • 19.
    A criação em1654 do título da Casa do Infantado pelo rei D. João IV (1604-1656) pretende dotar de património e rendimentos próprios os filhos segundos dos reis de Portugal, príncipes que não estavam destinados a ser herdeiros da Coroa. 19 Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
  • 20.
    20 Ao Infante D.Francisco (1691-1742), segundo Senhor da Casa do Infantado, ficaram-se a dever obras de ampliação e de captação de água, incluindo a construção do aqueduto ainda hoje existente. Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
  • 21.
    É, no entanto,o Infante D. Pedro (1717-1786), terceiro Senhor da Casa do Infantado e futuro rei consorte D. Pedro III (pelo casamento com a sobrinha D. Maria I) quem, entre 1747 e 1786, promove uma campanha concertada de obras, ampliando o chamado “Paço Velho” e dando-lhe uma envergadura de Palácio Real. 21 Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
  • 22.
    • Alheio àpolítica e às intrigas cortesãs, possuidor de uma fortuna considerável e de gostos e hábitos elegantes, D. Pedro dedica a Queluz uma atenção direta e constante, que apenas termina com a sua morte. 22 Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
  • 23.
    23 De Casa deCampo a Real Paço • Inicialmente concebido como residência de verão, torna-se espaço privilegiado de lazer e entretenimento da família real, que o habita em permanência de 1794 até à partida para o Brasil, em 1807, aquando das invasões francesas. Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
  • 24.
    Os diferentes espaços verdesformam uma unidade com o edifício, cujas fachadas, voltadas para os jardins superiores “à francesa” (o Pênsil e o de Malta), se prolongam através dos delicados parterres de broderie delineados por sebes de buxo. 24 Palácios Nacionais – Palácio de Queluz Um parterre é uma componente de um "jardim formal", plantado numa superfície plana e consistindo em canteiros de flores ou outras plantas, delimitados por sebes baixas ou muretes de pedra de proteção dos leitos florais interiores, rodeados de alamedas de passeio, normalmente pavimentadas com gravilha e dispostas simetricamente.
  • 25.
    25 A estatuária, inspiradana mitologia clássica, ornamenta e pontua os eixos principais, animando estes jardins de aparato. Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
  • 26.
    O notável conjuntode esculturas em pedra e em chumbo provem de Itália e Inglaterra, sendo estas últimas da autoria do artista londrino John Cheere. 26 Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
  • 27.
    27 Estes jardins são separadosdos jardins adjacentes, bem como das zonas arborizadas e agrícola envolventes, por balaustradas de pedra com vasos e estátuas. Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
  • 28.
    Do pórtico irradiaum conjunto de avenidas ligado, por sua vez, a outras formando um traçado complexo, de reticulado geométrico, cujos cruzamentos apresentam lagos e fontes dotados de jogos de água. 28 Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
  • 29.
    29 Destaca-se o lago desenhadoem 1764 pelo francês Jean-Baptiste Robillion, em forma de octógono estrelado (Lago das Medalhas), entre outros. Palácios Nacionais – Palácio de Queluz Considerado o maior Lago dos jardins, foi desenhado por Jean-Baptiste Robillion em 1764, em forma de octógono estrelado Click - blogger
  • 30.
  • 31.
    No percurso interiordo Palácio, os espaços de aparato, de devoção e os aposentos privados sucedem-se em íntima ligação com o exterior, outrora palco de festas, danças, teatros, concertos, jogos e espetáculos equestres e de pirotecnia. 31 Palácios Nacionais – Palácio de Queluz Sala do Trono A Sala do Trono é a maior das três salas de aparato do Palácio. Era utilizada para as grandes festas e receções da família real e atualmente é cenário de cerimónias oficiais.
  • 32.
    32 Os trabalhos detalha dourada e papier maché, as paredes forradas de espelhos ou pinturas e os lustres cintilantes, de grande efeito decorativo, bem como o acervo exposto, proveniente na sua maioria das coleções reais, refletem os ambientes e o espírito requintado dos tempos áureos do Palácio. Palácios Nacionais – Palácio de Queluz Papel machê (palavra originada do francês papier mâché, que significa papel picado, amassado e esmagado) é uma massa feita com papel picado embebido na água, coado e depois misturado com cola e gesso. Com esta massa é possível moldar objetos em diferentes formatos, utilitários e decorativos, entre outras.
  • 33.
    Através da cenográfica Escadariados Leões acede- se ao monumental Canal de Azulejos, extenso lago artificial – decorado com grandes painéis de azulejos representando portos de mar e cenas galantes – que permitia aos membros da Família Real passearem de gôndola enquanto ouviam música. 33 Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
  • 34.
    34 A uma primeirafase de obras, centrada sobretudo na adaptação do antigo palácio e comandada pelo arquiteto da Casa do Infantado Mateus Vicente de Oliveira (de c. 1747 a c. 1758, autor do desenho da Basílica da Estrela), sucede-se uma segunda fase coincidindo com o anúncio do casamento de D. Pedro com a herdeira do trono, a princesa D. Maria, que tem lugar em 1760. Palácios Nacionais – Palácio de Queluz A Sala da Música também conhecida por Sala das Serenatas, é umas das mais antigas do Palácio, tendo sido cenário de inúmeros serões musicais.
  • 35.
    • Torna-se entãonecessário dotar o Palácio dos espaços de aparato adequados a uma residência real, tendo nisso tido papel importante o arquiteto e ourives Jean- Baptiste Robillion (de 1760 a 1782), sob a superintendência de Mateus Vicente de Oliveira. 35 Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
  • 36.
    Exemplo disso éa construção da Sala do Trono, em finais da década de 60, inexistente no plano inicial, e o Pavilhão de aposentos privados, cuja Escadaria liga o Palácio à Real Quinta de Queluz e proporciona um efeito cenográfico de grande elegância. 36 Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
  • 37.
    37 As principais fasesde construção • Em 1784 iniciam-se novos projetos construtivos, dirigidos pelo arquiteto e sargento-mor Manuel Caetano de Sousa (de c. 1784 a 1792). Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
  • 38.
    Desta fase destaca-seo segundo piso, com novos aposentos, de que só resta o andar nobre sobre a Fachada de Cerimónias, e o chamado Pavilhão D. Maria, erguido no local onde se localizava a “Casa da Ópera”. Ambas as intervenções se encontravam concluídas em 1789. 38 Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
  • 39.
    39 Após o incêndioda Real Barraca da Ajuda, em 1794, onde a Família Real vivia em permanência desde o terramoto de 1755, o Palácio de Queluz torna-se residência oficial da rainha D. Maria I – que entretanto enviuvara – e posteriormente dos príncipes regentes D. João VI e D. Carlota Joaquina, sendo necessário ajustar alguns espaços interiores e construir novos edifícios para acomodar a Corte, a Guarda e a criadagem. Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
  • 40.
    Do primeiro períodode habitação do Palácio, correspondente a D. Pedro III e a D. Maria I, sobressai a grande animação lúdica, a par com a grande versatilidade dos espaços, que eram encenados e armados conforme as diferentes funções e eventos, habitualmente celebrações de festas religiosas e de aniversários reais. 40 Palácios Nacionais – Palácio de Queluz Sala utilizada pelo Príncipe Regente para o seu Beija-Mão e audiências do corpo diplomático e ministros estrangeiros.
  • 41.
    41 A Queluz acorre frequentementea Corte para assistir a serenatas, cavalhadas e espetáculos de fogo-preso, por ocasião das comemorações de São João e São Pedro, no mês de junho, e do aniversário de D. Pedro III, a 5 de julho. Palácios Nacionais – Palácio de Queluz É uma dos mais nobres áreas de circulação do palácio decorada com painéis de azulejos representando as quatro estações, os quatro continentes, cenas da mitologia clássica, singeries, chinoiseries e cenas de caça.
  • 42.
    • A maioriados festejos tem lugar nos jardins e incluem arquiteturas efémeras, fogo-de-artifício, jogos equestres e touradas, a cavalo e a pé, entre outros divertimentos, sobretudo entre 1752 e 1786, ocupando sempre a música um papel central. 42 Palácios Nacionais – Palácio de Queluz Palácio Nacional de Queluz - Interior do Pavilhão Robillion: sala das Merendas
  • 43.
    A vida cortesãem Queluz é ainda animada no tempo em que a prometida do infante D. João (futuro D. João VI) – a infanta espanhola D. Carlota Joaquina de Bourbon – chega a Portugal (1785), testemunhando ainda o epílogo de um tempo despreocupado e feliz que uma sucessão de eventos trágicos viria em breve ensombrar. 43 Palácios Nacionais – Palácio de Queluz Quarto de Dona Carlota Joaquina
  • 44.
    44 À morte deD. Pedro III, em 1786, seguir-se-á, dois anos depois, o prematuro falecimento do príncipe herdeiro D. José. Palácios Nacionais – Palácio de Queluz Quarto de vestir
  • 45.
    Deixava uma mãe demasiadodebilitada cuja incapacidade para governar acabaria por ser decretada em 1792, ano em que D. João é aclamado Príncipe Regente. 45 Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
  • 46.
    46 Com a partidaprecipitada da Família Real para o Brasil em 1807, um dia antes da entrada das tropas napoleónicas em Lisboa sob o comando do general Junot, encerra-se o período de maior vivência do Palácio. Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
  • 47.
    Com a FamíliaReal parte também grande parte da nobreza, saindo de Portugal muitos tesouros do património nacional, incluindo o recheio do Palácio. 47 Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
  • 48.
    • Em dezembrode 1807, o próprio Junot visita o Palácio com o intuito de nele proceder a algumas modificações, tendo chegado a alimentar o sonho de aqui vir a instalar Napoleão Bonaparte. 48 Palácios Nacionais – Palácio de Queluz General Jean-Andoche Junot
  • 49.
    49 D. João VIe a Corte regressaram a Portugal em 1821, mas Queluz só volta a ser habitado, em regime de semiexílio, pela rainha D. Carlota Joaquina acompanhada pela cunhada infanta D. Maria Francisca Benedita (1746-1829), a “princesa-viúva”, a cujo nome ficou ligada uma ala de aposentos. Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
  • 50.
    Também D. Miguel(1802- 1866) habita o Palácio de Queluz, enquanto rei e durante o período sangrento das guerras fratricidas que o opuseram a D. Pedro IV (1798- 1834), primeiro Imperador do Brasil e primeiro monarca constitucional português que, logo após a vitória liberal, aqui morre precocemente vítima de tuberculose, no mesmo quarto – o chamado Quarto D. Quixote – onde havia nascido 36 anos antes. 50 Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
  • 51.
    51 A partir de1957 o Pavilhão D. Maria, ala nascente anexa ao Palácio, passou a ter funções de residência dos Chefes de Estado estrangeiros em visita oficial a Portugal. Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
  • 52.
    Nos jardins doPalácio Nacional de Queluz foi sediada a Escola Portuguesa de Arte Equestre, fundada em 1979 com a finalidade de promover o ensino, a prática e a divulgação da Arte Equestre tradicional portuguesa. 52 Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
  • 53.
    53 Recupera a tradiçãoda Picaria Real, academia equestre da corte portuguesa do século XVIII, e utiliza exclusivamente cavalos lusitanos de ferro de Alter Real. Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
  • 54.
    Atualmente os visitantes daEscola Portuguesa de Arte Equestre podem assistir a treinos, apresentações, e galas no Picadeiro Henrique Calado, na Calçada da Ajuda (Belém). 54 Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
  • 55.
    55 O Palácio Nacionalde Queluz foi classificado como Monumento Nacional em 1910 e integra-se na Rede de Residências Reais Europeias desde 2013. Palácios Nacionais – Palácio de Queluz
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  • 57.
    Artur Filipe dosSantos – Blogues e Redes Sociais www.arturfilipesantos.wix.com/arturfilipesantos https://www.facebook.com/arturfilipe.santos https://twitter.com/arturfilipesant https://politicsandflags.wordpress.com https://omeucaminhodesantiago.wordpress.com http://comunicacionpatrimoniomundial.blogia.com https://pt.linkedin.com/pub/artur-filipe-dos-santos/1a/aa9/b09 http://pt.slideshare.net/arturfilipesantos http://www.doyoubuzz.com/artur-filipe-dos-santos http://orcid.org/0000-0002-5635-0531 http://uvigo.academia.edu/ArturFilipedosSantos HASHTAGS: #arturfilipedossantos; #patrimoniomundial; #historiadoporto; #patrimoniocultural, #caminodesantiago; #patrimoniodahumanidade; #uscontemporanea; #vexilologia; #protocolo; #cerimonial Página Pessoal Facebook Twitter Wordpress Wordpress Blogia Linkedin Slideshare Doyobuzz ORCID Academia.edu
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    58 Grato pela sua atenção ArturFilipe dos Santos artur.filipe@uvigo.es www.arturfilipesantos.wix.com/arturfilipesantos