Cocriação de Valor
André Coutinho
acoutinho@symnetics.com.br
andrercoutinho.wordpress.com
ORGANIZAÇÃO DO
EXÉRCITO AMERICANO
(ANTES DE 11/9)

ORGANIZAÇÃO
DA AL-QAEDA
O Exército americano após 9/11
Tipos de organização para geração de valor!

Centralizada!

Distribuída!

Ex: governança das
multinacionais, Sistema
Único da Saúde (SUS)

Ex: o Exército americano
(antes de 9/11), centros de
comando e controle
(segurança)

Menor

! (Grau de Liberdade da Organização)

Maior!

Fonte: Adaptado de Paul Baran, On distributed communications: I. Introduction to distributed communications networksモ e Maverick & Boutique.!
“
Fenômeno dos últimos 20 anos
Tipos de organização para geração de valor!

Centralizada!

Distribuída!

Ex: governança das
multinacionais, Sistema
Único da Saúde (SUS)

Ex: o Exército americano
(antes de 9/11), centros de
comando e controle
(segurança)

Menor

! (Grau de Liberdade da Organização)

Descentralizada!

Adaptativa complexa!

Ex: a internet, o
orçamento
participativo

Ex: startups, projetos de
inovação

Maior!

Circunstancial e
Contextual

Fonte: Adaptado de Paul Baran, On distributed communications: I. Introduction to distributed communications networksモ e Maverick & Boutique.!
“
Deliberação X Colaboração

D
E
C
I
M
A
P
A
R
A
B
A
I
X
O

O modo diretivo

O modo colaborativo

Debate deliberativo de
problemas e soluções
em un nível abstrato
antes da
implementação.

A colaboração ocorre através
de todo o processo de
tomada de decisiões por meio
de interações de maneira
adaptativa. Cria uma
multiplicidade de
oportunidades e meios de
compromisso para fortalecer
uma cultura de participação e
aproximar a solução da
realidade.

Adaptado de David Booher

D
E
B
A
I
X
O
P
A
R
A
C
I
M
A
Em geral como as organizações tentam engajar os
públicos de interesse (stakeholders)...!

Pelo modo diretivo
Organizações	
  

[Privada-­‐Pública-­‐Social]	
  

Tentam “vender”
soluções prontas e
buscar comprometimento

Stakeholders	
  

[Internos	
  e	
  Externos]	
  
Clientes	
  
Funcionários	
  
Fornecedores	
  
InvesAdores	
  
Parceiros	
  
Cidadãos	
  
outros	
  

Resultado:
Resistência, baixa
adesão ou “aceitação à
força”.
As organizações entregam valor de modo diretivo por meio de processos

Cidadãos

Clientes

Fornecedores

Parceiros

Pesquisadores

Colaboradores

Governo
Os stakeholders demandam experiências significativas que sejam provenientes da
interação e não necessariamente de processos de mão única

Clientes
B2B
Cidadãos
Fornecedores

Parceiros

Pesquisadores

Governo
Colaboradores
E se as organizações pudessem instalar plataformas de engajamento (online e offline) para
interagirem com os stakeholders na criação de valor

Clientes
Cidadãos
Fornecedores

Clientes
Parceiros

Pesquisadores

Governo

Colaboradores
E se as plataformas de engajamento pudessem expandir a atuação da
organização por meio de redes

Clientes
Cidadãos
Fornecedores

Parceiros

Pesquisadores
Governo

Colaboradores
Stakeholders	
  
[Internos-­‐Externos]	
  

Organizações	
  

[Privada-­‐Pública-­‐Social]	
  
Rede	
  de	
  
Competências	
  

Experiências

Cocriação	
  
de valor

Clientes	
  
Funcionários	
  
	
  
Fornecedores	
  
Redes	
  de	
  
InvesAdores	
   stakeholders/	
  
Parceiros	
   comunidades	
  
Cidadãos	
  
outros	
  

Organização Cocriativa:
facilita o desenvolvimento de redes de
stakeholders para criar valor em conjunto por
meio plataformas de engajamento para gerar
interações e experiências de valor.
Fonte: Venkat Ramaswamy
Novas experiências
de valor para os
indivíduos	
  

Aumento do Capital
Estratégico	
  

Empresas	
  

[Privadas-­‐Públicas-­‐Sociais]	
  

Competências

Interfaces

Plataformas
de
Engajamento
Objetos

Aumento da rede de
valor

Stakeholders	
  
[Externos-­‐Internos]	
  

Processos

Pessoas

Clientes	
  
	
  
Colaboradores	
   Stakeholders/	
  
Fornecedores	
   Comunidades	
  
Parceiros	
  
Cidadãos	
  
outros	
  

Aumento da rede de
interações entre
stakeholders	
  
Como definimos uma organização cocriativa

Valor

Experiências

Interações

Plataformas de
engajamento
Networks
Redes
As 3 ondas de cocriação vividas no Brasil e mundo

Nova Arquitetura
Político-Social
Empreendedorismo
Social
Mobilização e
protagonismo
social
Nova Arquitetura
Empreendorismo
Mobillização
As 3 ondas
Objetivo: criar ou resgatar cidadania, vida activa com participação
política e protagonismo social; RSI-responsabilidade social individual/
voluntariado; RSE-responsabilidade social empresarial.
Práticas evidentes:
-  Ideação com a sociedade para propostas de projetos e políticas
públicas.
-  Gestão pública participativa (inspiração - Orçamento Participativo de
Porto Alegre – década de 90).
-  Observatórios: indicadores de desempenho para pressionar governos
-  Agendas estratégicas cocriadas com empresários e outros/
stakeholders
-  Projetos de responsabilidade social das empresas.

Mobilização e
protagonismo
social
“We must use all available
technologies and methods to open
up the federal government, creating
a new level of transparency to
change the way business is
conducted in Washington and giving
Americans the chance to participate
in governement deliberations and
decision making in ways that were
not possible only a few years ago”
Barak Obama
OASIS
(Plataforma social da
Prefeitura de Seul, Coréia do Sul)
2006: O INÍCIO

Em 8 e 9 de março, 850 pessoas representando
diversos segmentos da Sociedade reuniram–se
para definir a visão de futuro para o Rio Grande do Sul.

Essa foi a largada do movimento da Agenda 2020.
OS VOLUNTÁRIOS

Trabalho dos
Voluntários nos 12
Fóruns Temáticos
BALANÇO DA AGENDA
www.agenda2020.org.br
Caja Navarra
“Você escolhe, você decide” muda a alocação dos
investimentos sociais do banco.
Clientes do banco escolhem onde o banco
deveria fazer o investimento social.

Fonte: Caja Navarra investors presentation.
Canchas são agências para engajamento social

Expressão de
um BANCO
CÍVICO
Desde janeiro de
2007:
-  Mais de 100 mil
pessoas participando
dos projetos
-  20 mil pessoas
votando nos projetos

Fonte: Caja Navarra investors presentation.
Santander
http://www.refresheverything.com
As 3 ondas
Objetivo: melhorar qualidade de vida das cidades e da sociedade
pela ação articulada entre stakeholders.
Práticas evidentes:
-  Parcerias público-privada-organizações sociais
-  Empreendedimentos/intervenções de caráter social conectados
com o governo (exemplos: Open Data / Aplicativos / Crowdonor /
Crowdsourcing / Crowdfunding / projetos sociais das empresas)
-  Shared value: capitalismo compartilhando valor com stakeholdes
(especialmente comunidades, fornecedores e parceiros)
-  Movimento das CIDADES (Cidades Inteligentes, Cidades
Sustentáveis, Novas Cidades, Cidades Humanas)

Empreendedorismo
Social
www.FixMyStreet.com
http://www.youtube.com/watch?v=ETrWWzl8keY
As 3 ondas
Objetivo: reformar o sistema político de representação e o governo e
engajar todos as áreas da sociedade nos desafios públicos
Práticas emergentes / futuras:
-  Nova governança pública: emergem novos arranjos e contratos sociais
(arquitetura social)
-  .gov + .org + .com
-  Novo sistema político-partidário e de representação
-  Muda o papel do legislativo
-  Poder executivo se transforma em “plataformas”

Nova Arquitetura
Político-Social
1871-Ecosistema de Empreendedorismo em Chicago em um único local
Câmaras setoriais do MAPA
Um processo de cocriação trabalha nos 2 sentidos

CIMA PARA BAIXO
Criar una estrutura de
exploração preliminar
Quais stakeholders
devemos engajar?
Em que tipo de
interação?
Quais são as áreas de
maior potencial?

Como tornar a
interação
mais cocriativa?
Formar as redes?
Ativar as redes?

Projetar e ativar
as plataformas
de engajamento

BAIXO PARA CIMA
“Os processos cocriativos podem conduzir mudanças em
grandes sistemas que ajudam a tornar nossas instituições
mais eficazes e adaptativas e fazem com que o sistema em
si seja mais resistente.”
Adaptado de David Booher
Cocriação de Valor
André Coutinho
acoutinho@symnetics.com.br
andrercoutinho.wordpress.com

Cocriação - Palestra Andre Coutinho (Symnetics) - EMBRAPA

  • 1.
    Cocriação de Valor AndréCoutinho acoutinho@symnetics.com.br andrercoutinho.wordpress.com
  • 2.
    ORGANIZAÇÃO DO EXÉRCITO AMERICANO (ANTESDE 11/9) ORGANIZAÇÃO DA AL-QAEDA
  • 3.
  • 4.
    Tipos de organizaçãopara geração de valor! Centralizada! Distribuída! Ex: governança das multinacionais, Sistema Único da Saúde (SUS) Ex: o Exército americano (antes de 9/11), centros de comando e controle (segurança) Menor ! (Grau de Liberdade da Organização) Maior! Fonte: Adaptado de Paul Baran, On distributed communications: I. Introduction to distributed communications networksモ e Maverick & Boutique.! “
  • 5.
  • 6.
    Tipos de organizaçãopara geração de valor! Centralizada! Distribuída! Ex: governança das multinacionais, Sistema Único da Saúde (SUS) Ex: o Exército americano (antes de 9/11), centros de comando e controle (segurança) Menor ! (Grau de Liberdade da Organização) Descentralizada! Adaptativa complexa! Ex: a internet, o orçamento participativo Ex: startups, projetos de inovação Maior! Circunstancial e Contextual Fonte: Adaptado de Paul Baran, On distributed communications: I. Introduction to distributed communications networksモ e Maverick & Boutique.! “
  • 7.
    Deliberação X Colaboração D E C I M A P A R A B A I X O Omodo diretivo O modo colaborativo Debate deliberativo de problemas e soluções em un nível abstrato antes da implementação. A colaboração ocorre através de todo o processo de tomada de decisiões por meio de interações de maneira adaptativa. Cria uma multiplicidade de oportunidades e meios de compromisso para fortalecer uma cultura de participação e aproximar a solução da realidade. Adaptado de David Booher D E B A I X O P A R A C I M A
  • 8.
    Em geral comoas organizações tentam engajar os públicos de interesse (stakeholders)...! Pelo modo diretivo Organizações   [Privada-­‐Pública-­‐Social]   Tentam “vender” soluções prontas e buscar comprometimento Stakeholders   [Internos  e  Externos]   Clientes   Funcionários   Fornecedores   InvesAdores   Parceiros   Cidadãos   outros   Resultado: Resistência, baixa adesão ou “aceitação à força”.
  • 9.
    As organizações entregamvalor de modo diretivo por meio de processos Cidadãos Clientes Fornecedores Parceiros Pesquisadores Colaboradores Governo
  • 10.
    Os stakeholders demandamexperiências significativas que sejam provenientes da interação e não necessariamente de processos de mão única Clientes B2B Cidadãos Fornecedores Parceiros Pesquisadores Governo Colaboradores
  • 11.
    E se asorganizações pudessem instalar plataformas de engajamento (online e offline) para interagirem com os stakeholders na criação de valor Clientes Cidadãos Fornecedores Clientes Parceiros Pesquisadores Governo Colaboradores
  • 14.
    E se asplataformas de engajamento pudessem expandir a atuação da organização por meio de redes Clientes Cidadãos Fornecedores Parceiros Pesquisadores Governo Colaboradores
  • 15.
    Stakeholders   [Internos-­‐Externos]   Organizações   [Privada-­‐Pública-­‐Social]   Rede  de   Competências   Experiências Cocriação   de valor Clientes   Funcionários     Fornecedores   Redes  de   InvesAdores   stakeholders/   Parceiros   comunidades   Cidadãos   outros   Organização Cocriativa: facilita o desenvolvimento de redes de stakeholders para criar valor em conjunto por meio plataformas de engajamento para gerar interações e experiências de valor. Fonte: Venkat Ramaswamy
  • 16.
    Novas experiências de valorpara os indivíduos   Aumento do Capital Estratégico   Empresas   [Privadas-­‐Públicas-­‐Sociais]   Competências Interfaces Plataformas de Engajamento Objetos Aumento da rede de valor Stakeholders   [Externos-­‐Internos]   Processos Pessoas Clientes     Colaboradores   Stakeholders/   Fornecedores   Comunidades   Parceiros   Cidadãos   outros   Aumento da rede de interações entre stakeholders  
  • 17.
    Como definimos umaorganização cocriativa Valor Experiências Interações Plataformas de engajamento Networks Redes
  • 18.
    As 3 ondasde cocriação vividas no Brasil e mundo Nova Arquitetura Político-Social Empreendedorismo Social Mobilização e protagonismo social
  • 19.
  • 21.
    As 3 ondas Objetivo:criar ou resgatar cidadania, vida activa com participação política e protagonismo social; RSI-responsabilidade social individual/ voluntariado; RSE-responsabilidade social empresarial. Práticas evidentes: -  Ideação com a sociedade para propostas de projetos e políticas públicas. -  Gestão pública participativa (inspiração - Orçamento Participativo de Porto Alegre – década de 90). -  Observatórios: indicadores de desempenho para pressionar governos -  Agendas estratégicas cocriadas com empresários e outros/ stakeholders -  Projetos de responsabilidade social das empresas. Mobilização e protagonismo social
  • 23.
    “We must useall available technologies and methods to open up the federal government, creating a new level of transparency to change the way business is conducted in Washington and giving Americans the chance to participate in governement deliberations and decision making in ways that were not possible only a few years ago” Barak Obama
  • 25.
  • 32.
    2006: O INÍCIO Em8 e 9 de março, 850 pessoas representando diversos segmentos da Sociedade reuniram–se para definir a visão de futuro para o Rio Grande do Sul. Essa foi a largada do movimento da Agenda 2020.
  • 33.
  • 34.
  • 35.
  • 38.
  • 39.
    “Você escolhe, vocêdecide” muda a alocação dos investimentos sociais do banco. Clientes do banco escolhem onde o banco deveria fazer o investimento social. Fonte: Caja Navarra investors presentation.
  • 40.
    Canchas são agênciaspara engajamento social Expressão de um BANCO CÍVICO Desde janeiro de 2007: -  Mais de 100 mil pessoas participando dos projetos -  20 mil pessoas votando nos projetos Fonte: Caja Navarra investors presentation.
  • 41.
  • 44.
  • 45.
    As 3 ondas Objetivo:melhorar qualidade de vida das cidades e da sociedade pela ação articulada entre stakeholders. Práticas evidentes: -  Parcerias público-privada-organizações sociais -  Empreendedimentos/intervenções de caráter social conectados com o governo (exemplos: Open Data / Aplicativos / Crowdonor / Crowdsourcing / Crowdfunding / projetos sociais das empresas) -  Shared value: capitalismo compartilhando valor com stakeholdes (especialmente comunidades, fornecedores e parceiros) -  Movimento das CIDADES (Cidades Inteligentes, Cidades Sustentáveis, Novas Cidades, Cidades Humanas) Empreendedorismo Social
  • 50.
  • 52.
  • 53.
    As 3 ondas Objetivo:reformar o sistema político de representação e o governo e engajar todos as áreas da sociedade nos desafios públicos Práticas emergentes / futuras: -  Nova governança pública: emergem novos arranjos e contratos sociais (arquitetura social) -  .gov + .org + .com -  Novo sistema político-partidário e de representação -  Muda o papel do legislativo -  Poder executivo se transforma em “plataformas” Nova Arquitetura Político-Social
  • 54.
    1871-Ecosistema de Empreendedorismoem Chicago em um único local
  • 55.
  • 61.
    Um processo decocriação trabalha nos 2 sentidos CIMA PARA BAIXO Criar una estrutura de exploração preliminar Quais stakeholders devemos engajar? Em que tipo de interação? Quais são as áreas de maior potencial? Como tornar a interação mais cocriativa? Formar as redes? Ativar as redes? Projetar e ativar as plataformas de engajamento BAIXO PARA CIMA
  • 62.
    “Os processos cocriativospodem conduzir mudanças em grandes sistemas que ajudam a tornar nossas instituições mais eficazes e adaptativas e fazem com que o sistema em si seja mais resistente.” Adaptado de David Booher
  • 63.
    Cocriação de Valor AndréCoutinho acoutinho@symnetics.com.br andrercoutinho.wordpress.com