FOCCA – Faculdade de Olinda
Camões – Uma
[re]leitura
Allana Figueiredo,Inaldo Bento , Tatiane Patrícia –
Alunos Graduandos do Curso de Letras com habilitação
em Inglês, 4º período.
Herói Nacional, o maior e mais
admirado poeta português, Camões
foi contudo ignorado e
incompreendido pelos seus
contemporâneos. Teve de morrer na
historia para lhe ser concedido o valor
justo e merecido “ O Poeta, símbolo
de Portugal”. Em 1624, Manuel
Severim de faria, Cônego de Sé de
Évora, traçou o retrato escrito do
poema:
“ Luiz Vaz de camões era de média
estatura, grosso e cheio no rosto e
algum tanto carregado de fronte, tinha
o nariz cumprido, levantado no meio e
grosso na ponta, afeiava-o
grandemente a falta do olho direito.
Sendo mancebo, teve o cabelo tão
loiro que atirava a açofroado e ainda
que não fosse gracioso na aparência,
Luiz Vaz de Camões
Obra Poética
Camões cultivou , além dos métodos tradicionais,
todos os gêneros poéticos renascentistas,
destacando-se os Sonetos e as Canções. Também
escreveu teatro.
Suas obras líricas eram marcadas por tensões das
quais as principais eram o Amor e o Desconcerto no
Mundo.
Camões Tornou-se mundialmente conhecido através
de sua obra-prima:
Os Lusíadas é considerada a mais
célebre obra literária portuguesa.
Concluída em 1556, foi publicada pela
primeira vez em 1572 no período
literário do classicismo. Trata-se de
uma epopeia, gênero épico de caráter
narrativo, em estilo elevado, que visa
celebrar feitos grandiosos de heróis
fora do comum, sendo reais ou
lendários. Tem, pois, um fundo
histórico. Esse gênero remonta à
Antiguidade Clássica, cujos expoentes
Os Cantos
III-Inês de Castro
I-Concílio dos
deuses
II-Visita do rei Melinde a Vasco da Gama
5
IV- O Velho do Restelo
V- Gigante
Adamastor
VI- A tempestade
VII- Glórias do Povo
VIII- Tratado com o Samorim
IX-A Ilha dos Amo
X-
Epílogo
Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar-se de contente;
é um cuidar que ganha em se perder.
É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.
Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?

Os lusiadas

  • 1.
    FOCCA – Faculdadede Olinda Camões – Uma [re]leitura Allana Figueiredo,Inaldo Bento , Tatiane Patrícia – Alunos Graduandos do Curso de Letras com habilitação em Inglês, 4º período.
  • 2.
    Herói Nacional, omaior e mais admirado poeta português, Camões foi contudo ignorado e incompreendido pelos seus contemporâneos. Teve de morrer na historia para lhe ser concedido o valor justo e merecido “ O Poeta, símbolo de Portugal”. Em 1624, Manuel Severim de faria, Cônego de Sé de Évora, traçou o retrato escrito do poema: “ Luiz Vaz de camões era de média estatura, grosso e cheio no rosto e algum tanto carregado de fronte, tinha o nariz cumprido, levantado no meio e grosso na ponta, afeiava-o grandemente a falta do olho direito. Sendo mancebo, teve o cabelo tão loiro que atirava a açofroado e ainda que não fosse gracioso na aparência, Luiz Vaz de Camões
  • 3.
    Obra Poética Camões cultivou, além dos métodos tradicionais, todos os gêneros poéticos renascentistas, destacando-se os Sonetos e as Canções. Também escreveu teatro. Suas obras líricas eram marcadas por tensões das quais as principais eram o Amor e o Desconcerto no Mundo. Camões Tornou-se mundialmente conhecido através de sua obra-prima:
  • 4.
    Os Lusíadas éconsiderada a mais célebre obra literária portuguesa. Concluída em 1556, foi publicada pela primeira vez em 1572 no período literário do classicismo. Trata-se de uma epopeia, gênero épico de caráter narrativo, em estilo elevado, que visa celebrar feitos grandiosos de heróis fora do comum, sendo reais ou lendários. Tem, pois, um fundo histórico. Esse gênero remonta à Antiguidade Clássica, cujos expoentes
  • 5.
  • 6.
    III-Inês de Castro I-Concíliodos deuses II-Visita do rei Melinde a Vasco da Gama
  • 7.
    5 IV- O Velhodo Restelo V- Gigante Adamastor VI- A tempestade VII- Glórias do Povo
  • 8.
    VIII- Tratado como Samorim IX-A Ilha dos Amo X- Epílogo
  • 9.
    Amor é fogoque arde sem se ver, é ferida que dói, e não se sente; é um contentamento descontente, é dor que desatina sem doer. É um não querer mais que bem querer; é um andar solitário entre a gente; é nunca contentar-se de contente; é um cuidar que ganha em se perder. É querer estar preso por vontade; é servir a quem vence, o vencedor; é ter com quem nos mata, lealdade. Mas como causar pode seu favor nos corações humanos amizade, se tão contrário a si é o mesmo Amor?