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“O Mensageiro do Algarve” fez dois anos. Foram dois anos a
dar informação do que filatelicamente ia acontecendo pelo Algarve,
sem esquecer o que, por outras paragens, ia acontecendo também,
mas, neste caso, com a participação de filatelistas do Algarve.
Estão de parabéns as agremiações filatélicas e de coleccio-
nismo do Algarve que puseram em pé um projecto que lentamente foi
amadurecendo, primeiro em versão papel que não chegou sequer a
sair de projecto, por falta de suporte económico. Viria a ser viável em
versão electrónica, pois praticamente não tem custos e é de fácil dis-
tribuição, chega rapidamente ao seu destinatário e pode ser redistri-
buído sem lhe tirar qualquer qualidade, além de estar sempre acessí-
vel em qualquer parte do mundo.
Carolice de alguns, que se mantém porque há acontecimen-
tos que o suportam e porque há leitores para este tipo de revistas
electrónicas e pensamos que tem aceitação, disso nos vamos aperce-
bendo,
Foram oito números, foram no seu total 252 páginas, foi bas-
tante informação do que aconteceu e do que haveria para acontecer.
Fizemos a incursão a outras regiões geográficas e, neste particular,
destacamos a Andaluzia, não só pela proximidade, mas mercê de um
acordo com os filatelistas andaluzes, as participações de filatelistas
algarvios passaram então a fronteira para serem expostas em Espa-
nha, e o inverso também tem acontecido, e disso demos conhecimen-
to.
Alguns artigos sobre o Algarve enriqueceram as páginas de
“O Mensageiro do Algarve”, não esquecendo o coleccionismo com
particular destaque para a filatelia, certamente que irão continuar a
aparecer, assim haja quem os escreva e os envie para a nossa
Redacção, serão publicados na oportunidade caso neles encontremos
algo de novo e interessante.
As oito figuras que constituíram as primeiras páginas de “O
Mensageiro do Algarve”, aí estão. Outros números se lhe seguirão
que, a seu tempo, os nossos leitores terão acesso aos seus conteú-
dos.
Assim será o futuro próximo, esperamos…
EditorialEditorialEditorial
O Mensageiro do AlgarveO Mensageiro do AlgarveO Mensageiro do Algarve
P U B L I C A Ç Ã OP U B L I C A Ç Ã O T R I M E S T R A LT R I M E S T R A L —— A N OA N O I I I N . º 9 A B R I L D E 2 0 1 5I I I N . º 9 A B R I L D E 2 0 1 5
NESTA EDIÇÃO:
3 O Transporte de
Correio por Caminho
de Ferro
12 Carimbos Circulares
datados (tipo 1880)
no Algarve-Período
monárquico
17 Colecionismo no
Algarve
18 Mensagem
Listagem de Selos
“algarvios”
20 Cunhagem e
circulação de
moedas Árabes no
Algarve
21 Actividades
Filatélicas no
Algarve de Janeiro a
Março
31 Próximos eventos
filatélicos
Os Artigos publicados são
da responsabilidade dos
seus autores
O Mensageiro do Algarve
O Mensageiro do Algarve é uma revista online
de Filatelia e Coleccionismo, que foi criada em
2013, pelas Agremiações Filatélicas do Algarve,
obedecendo a certas normas de conduta que
julgamos fundamentais e, para:
 Ser um elo de união entre todos os que se
dedicam a qualquer género de colecionis-
mo tanto a nível regional como nacional;
 Ser um meio salutar para a divulgação e
troca de conhecimentos;
 Publicar e divulgar notícias desta província,
tanto para a filatelia como para qualquer
género de colecionismo;
 Referenciar a participação de colecionado-
res do Algarve em qualquer evento a nível
nacional ou internacional;
 Publicar artigos relacionadas com o Algar-
ve, cujos autores sejam ou não naturais ou
residentes no Algarve;
 Publicar artigos que se considerem ser de
interesse para os colecionadores e que
sirvam para o enriquecimento dos seus
conhecimentos, nas áreas a que se dedi-
cam;
 Referenciar todo o material filatélico emiti-
do pelos Correios de Portugal (selos, blo-
cos, inteiros postais, carimbos, livros, etc.)
no trimestre e só do trimestre da publica-
ção;
 Afastar o envolvimento da nossa publica-
ção em qualquer espécie de sectarismo
político, religioso ou associativo;
 Apesar de ser uma publicação de amado-
res para amadores, reger-se pelos bons
princípios do Código Deontológico do Jor-
nalismo;
 Em suma, ser uma voz activa do colecio-
nismo em Portugal.
O M E N S A G E I R O D O A L G A R V E
P Á G I N A 2
Quando uma qualquer carta chega ao seu destinatário, ela já tem atrás de si um longo per-
curso que foi feito com recurso a vários destes meios de transporte: muar ou cavalo, diligência pos-
tal, veículo automóvel, bicicleta, motociclo, ou comboio. A carta termina o seu trajecto quando um
carteiro, geralmente apeado, no-la entrega no nosso domicílio ou caixa postal.
Para uma entrega cada vez mais célere, podemos pois afirmar que os correios souberam
adaptar-se à evolução dos meios de transporte; souberam acompanhar o progresso.
Com o aparecimento dos meios de transporte regulares, os correios passaram a utilizá-los
para transporte das cartas para uma entrega mais célere.
Em Portugal, os primeiros transportes regulares utilizados foram o rodoviário o fluvial e o
marítimo. O transporte rodoviário fazia-se através da Mala-Posta, utilizando uma diligência puxada
por cavalos, possuindo postos de muda de cavalos ao longo do seu percurso. Era portanto um sis-
tema misto de transporte, porque além do correio transportava também passageiros. Era bastante
perigoso já que sofria constantes assaltos por parte de salteadores. Por outro lado os barcos eram
utilizados nas carreiras de Lisboa para o Porto e de Lisboa para o Algarve, ambos de ida e volta,
além da travessia do Rio Tejo entre Lisboa e as povoações ribeirinhas da outra margem, Barreiro,
Cacilhas ou Aldeia Galega ou até rio acima com o transporte do correio até ao Carregado.
Com a introdução em Portugal do caminho de ferro em 28 de Outubro de 1856, estava-se
então em condições de utilizar este novo meio de transporte, mais rápido e mais seguro, passando
então o correio a ser transportado por comboio, pelo sistema de condução, primeiro, e mais tarde
em ambulâncias adquiridas pela Direcção Geral do Correio, isto é, contra a entrega das malas de
correio nas estações com ou sem qualquer acompanhamento por funcionários dos correios, no pri-
meiro dos casos ou acompanhados por funcionários dos correios mas instalados em vagões devi-
damente apetrechados, as ambulâncias postais, veículos ferroviários, utilizados na recolha, proces-
samento e distribuição de correio, ao longo das viagens, como se de estações ambulantes se tra-
tasse.
Vulgariza-se assim o acto de escrever uma carta que até então eram quase e exclusivamen-
te trocadas apenas por uma elite, passando
a popularizar-se mercê também da mobili-
dade cada vez maior das pessoas que
tinham assim necessidade de comunicar
com os familiares de que passaram a ficar
distantes. O caminho de ferro fez com que
os correios se desenvolvessem de uma for-
ma como até não nunca tinha acontecido.
A partir de 1864, altura em foram
introduzidos em Portugal os comboios cor-
reios, o transporte postal passou a realiza-
do nestes comboios, que paravam em
todas as estações e apeadeiros, e faziam a
recolha e a entrega de correio. Estes com-
boios também transportavam passageiros,
gozando de grande popularidade já que os
preços eram muito mais acessíveis do que
os dos restantes comboios. Quase todos os comboios possuíram ambulâncias postais. Transita-
vam quase sempre durante a noite
P U B L I C A Ç Ã O T R I M E S T R A L — A N O I I I N . º 9 P Á G I N A 3
O Transporte de Correio porO Transporte de Correio porO Transporte de Correio por
Caminho de FerroCaminho de FerroCaminho de Ferro
(1ª Parte)(1ª Parte)(1ª Parte)
ambulâncias postais. Transitavam quase sempre durante a noite entre os grandes centros, percor-
rendo as principais linhas nomeadamente entre Lisboa e o Porto e entre Lisboa e Badajoz, nos
quais se utilizava pessoal da Direcção de Correios de Lisboa para acompanhar o correio. Estes
comboios, mais tarde abrangeram outras linhas.
Com o desenvolvimento e construção de novas linhas de caminho de ferro a Direcção
Geral de Correios e Telégrafos criou a Repartição do Serviço de Ambulâncias, com vista a admi-
nistrar as ambulâncias postais, instituindo delegações em Lisboa e no Porto. Da delegação de Lis-
boa dependiam todas as linhas do centro e do sul do país.
Em 1 de Dezembro de 1866, foram instituídas as primeiras Ambulâncias Postais, ligando
as duas capitais ibéricas, serviço este suspenso a 12 de Dezembro de 1869 por falta de financia-
mento. Outros destinos foram entretanto surgindo de acordo com as novas linhas que iam sendo
implantados e, em cerca de trinta anos cobriram quase todo o território nacional.
O Correio e as Ambulâncias
A Administração do Correio, acompanhando o progresso que o comboio trouxe para o
transporte de passageiros, serviu-se deste, para o transporte de correio. Não será de estranhar
pois, que instituísse os correios-condutores, acompanhavam (conduziam) o correio no comboio,
manuseando os sacos (malas) de correio da origem ao destino, não havendo qualquer tratamento
da correspondência, sendo esta obliterada nas estações de origem e de destino.
O M E N S A G E I R O D O A L G A R V E
P Á G I N A 4
Ambulância Início Supressão Observações
Leste 1/12/1866 1896
Minho ?/11/1878 1882
Beira Alta 19/7/1882
Minho I e Minho II 1882 1972 (I) Serviço ascendente
(II) Serviço descendeste
Minho III e Minho
IV
1882 1882 (III) e (IV) Ascendente / Descendente,
com duplicação de Ambulâncias
Norte I e Norte II 4/1/1878 1972 (I) Serviço ascendente
(II) Serviço descendeste
Norte III e Norte IV 6/1/1878 1972 (III) e (IV) Ascendente / Descendente,
com duplicação de Ambulâncias
Douro I e Douro II ?/3/1882 (I) Serviço ascendente
(II) Serviço descendeste
Leste I e Leste II 1882 1972 (I) Serviço ascendente
(II) Serviço descendeste
Douro III e Douro
IV
?/?/1882 1892 (III) e (IV) Ascendente / Descendente,
com duplicação de Ambulâncias
Sul I e Sul II 17/3/1878 1946 (I) Serviço ascendente
(II) Serviço descendeste
Leste III e Leste IV 1882 1883 (III) e (IV) Ascendente / Descendente,
om duplicação de Ambulâncias
Oeste ?/?/1888 1973
Sul III e Sul IV ?/5/1890 1892 (III) e (IV) Ascendente / Descendente,
com duplicação de Ambulâncias
Beira Baixa ?/?/1896 1972
Corgo 1/7/1910 1972
Tua 15/7/1910 1969
Alentejo 1/6/1911 1972
Vouga 1928 1972
Fafe e Sabor 1932 1972
Também o correio internacional teve um incremento o que levou a celebrar uma Convenção
Postal entre Portugal e Espanha, que entrou em vigor em 1 de Julho de 1875, para a troca de malas
de correio entre os dois países em diversas fronteiras como foi o caso da fronteira de Vila Real de
Santo António / Ayamonte.
Estabeleceu horários para a saída de correspondência, adaptando este horário à tabela dos
horários do comboio. Em 15 de Abril de 1874, o “comboio-correio” descendente (Lisboa para Cazé-
vel) da Linha do Sul tinha partida às 6H00 e chegava às 16H24. O inverso (ascendente): Partia às
4H30 e chegada às 14H45. Estes comboios, foram providos de ambulâncias em Março de 1878,
cujo efectivo era um Chefe e um Contínuo, sendo este o antigo corrreio-condutor que prestava o
serviço na mesma linha. Estas ambulâncias eram atreladas aos comboios, constituíam assim uma
Repartição Postal Ambulante, e prestando a quase totalidade dos serviços que qualquer outra
Repartição Postal fixa operava.
Era comum, existirem nas estações “Caixas de Correio de Última Hora”, por vezes esta cai-
xa estava instalada na própria ambulância que eram muito utilizadas pela população que frequente-
mente esperava pelo comboio, já que tinham um horário bastante mais alargado, não necessitando
de nenhuma taxa adicional. Em determinadas estações, nomeadamente nas cidades de Lisboa
(estações do Rossio, de Santa Apolónia e do Terreiro do Paço), do Porto (São Bento) e ainda na
estação do Barreiro.
Como veremos mais adiante, a linha que partia do Barreiro e se destinava ao sul do país, as
ambulâncias adquiriam diversas nomenclaturas, de SUL I a SUL IV, embora inicialmente o comboio
ainda não chegasse ao Algarve.
As ambulâncias Sul III e Sul IV, devem ter cessado no início de 1892, já que não se conhe-
cem carimbos posteriores a 4/1/1892, ao mesmo tempo que deixaram de figurar nas Estatísticas
Gerais do Correio de 1892 a 1910. Terão sido substituídas pelos comboios mistos de Lisboa para
Vila Real de Santo António em Novembro, provavelmente em Novembro de 1910, afirmação basea-
da nas estatísticas de 1911.
Por volta de 1928, o transporte de malas é fechado e entregue nas estações de caminho de
ferro ao cuidado dos ferroviários, o que voltaria a acontecer mais tarde com as malas entregues ao
serviço rodoviário, como veremos mais à frente, é o chamado correio por condução, já anteriormen-
te referenciado, embora nestes casos sem acompanhamento de pessoal dos correios e por vezes
P U B L I C A Ç Ã O T R I M E S T R A L — A N O I I I N . º 9 P Á G I N A 5
até com carimbo com a legenda “AMBULÂNCIA”, “AMBULÂNCIAS POSTAIS” ou simples-
mente “AMBULÂNCIAS”. No Algarve, o ramal de Lagos, utilizava o correio por condução.
A Administração do Correio de Lisboa, fez saber que a partir de 25 de Novembro de 1964
e, através dos comboios mistos já existentes na Linha de Sueste, (também as linhas do Leste e do
Norte), eram expedidas malas com correspondência entregues para as seguintes localidades,
seguia-se uma enorme lista localidades que propositadamente omito, referenciando apenas as
localidades do Algarve: Albufeira, Alcoutim, Castro Marim, Faro, Lagoa, Lagos, Loulé, Olhão, Porti-
mão, Silves, Tavira e Vila Real de Santo António.
A avaliar pelo tempo que esteve em serviço, de 1866 a 1972, quase um século, o transpor-
te em ambulâncias ferroviárias terá sido tão bem sucedido, que sobreviveu a várias reformas de
serviços. A partir de 1972, o correio continuou a ser transportado por comboio, mas agora em
malas fechadas e nos chamados Comboios Expressos Postais, serviço este abandonado por com-
pleto em 1990, tendo a última viagem sido realizada a 11 de Fevereiro com chegada a Coimbra
em comboio proveniente de Lisboa. Após esta data, o transporte do correio passou a ser efectua-
do em viaturas próprias para os já criados Centros Repartidores de Correio estrategicamente situa-
dos em vários pontos do país e em serviço desde 1963, destes para as Estações de Correio da
áreas de destino da correspondência.
Das várias ambulâncias que operaram em Portugal, conseguimos elaborar o quadro que a
seguir apresentamos e que é bem elucidativo do desenvolvimento que este serviço teve no nosso
país, também se depreende que não estão incluídas as conduções de correio, neste caso devido
ao seu elevado número:
Do quadro anteriormente apresentado, facilmente se conclui que, apenas a linha do Sul
transporta o correio de e para o Algarve e, é sobre esta que nos debruçaremos, embora outras
haja, a que igualmente nos referiremos que embora não funcionando em ambulâncias serviram
também o Algarve mas em regime de condução.
A Linha do Sul, foi construída por fases. Numa primeira fase foi construída a entre o Barrei-
ro e Elvas, esta prioritária já que corresponderia à ligação de Portugal ao resto da Europa. Em 1858
O M E N S A G E I R O D O A L G A R V E
P Á G I N A 6
iniciou-se a discussão do prolongamento da linha do Alentejo, que nessa altura servia a cidade de
Beja, iniciando-se a ligação, primeiro até à Funcheira e depois a Faro, ficando este troço concluído
em 21 de Fevereiro de 1889, embora fosse inaugurado a 1 de Julho do mesmo ano. A linha com a
chegada a Vila Real de Santo António no dia 14 de Abril de 1906, que mais tarde, em 24 de Janeiro
de 1952, chegaria também à fronteira, ao apeadeiro de Vila Real de Santo António-Guadiana.
Quase em simultâneo, iniciou-se o ramal de Lagos, ligando Tunes àquela cidade, chegando
o comboio a Ferragude-Parchal em 1903, só se concluindo em 30 de Julho de 1922, depois de
ultrapassada a dificuldade de transposição do Rio Arade, com a construção da ponte ferroviária, o
que permitiu a conclusão da linha. À ligação Vila Real de Santo António-Lagos foi dado o nome de
Linha do Algarve.
A ligação Setúbal-Funcheira haveria de concluir-se em princípios de 1919, mas só viria a
estar totalmente operacional em 1 de Junho de 1925, altura em que se procedeu à inauguração da
ponte de Alcácer do Sal, estabelecendo-se assim uma ligação mais rápida ao Algarve, deixando
pois de haver necessidade de se transitar por Beja.
Não resisto aqui incluir um texto, da autoria do jornalista Adelino Mendes, que lamentava a
odisseia que foi uma viagem de comboio de Lisboa para a Praia da Rocha, que escreveu nas suas
reportagens e transcritas em livro “Terras de Portugal. II O Algarve e Setúbal, Reportagens”, publi-
cado em Lisboa em 1916, dizia:
“Chego ao Algarve, manhã clara, depois d’uma noite inteira de suplício, encafuado numa
insuportável gaiola de caminho de ferro (…), as pernas mal se distendem, entorpecidas, endureci-
das, quasi rígidas de uma imobilidade cruel a que as forçou uma viagem longa de mais de doze
horas (…). Cheguei a Tunes com o sol nado às primeiras horas da manhã (…). A voz do pregoeiro
previne-me que tenho de mudar de comboio. Pego nas malas, reajo violentamente contra mim mes-
mo e precipito-me para a gare como quem se atira para um poço (…), daqui a uma hora devo estar
em Portimão.
(…) Alojo-me numa carruagem que deve ser coeva da Mala-Posta. Sobre o chão de oleado
esborracham-se bagos d’uvas e fumegam ainda, mal apagadas, pontas amarelas de cigarros (…),
no fundo d’uma velha traquitana de caminho de ferro. Mas a paisagem seduz-me. (…). Desfilam
aldeias e montes, em correria doida, (…) Portimão, a ria. (…). Uma carrinha tradicional, uma d’es-
sas typicas carrinhas algarvias, e ahi vou eu, baloiçando como n’um berço, por essa estrada fora,
em direcção à Praia da Rocha”.
Episódios destes aconteciam quando o comboio no Algarve era ainda uma novidade.
A alternativa para o Algarve, quer do transporte do correio como também das pessoas eram
várias e são férteis vários relatos na literatura de viagem, muito comum no século XIX, pelo qual
constatamos que os caminhos estavam em péssimas condições, de terra batida, sujeitos à amargu-
ras dos invernos ou, os principais um pouco mais apurados em macadame, mas não em toda a
extinção. Os caminhos de ligação entre o Algarve e o resto do país, resumiam-se aos seguintes:
Vila Real de Santo António – Mértola – Beja; Tavira – Vale Formoso – Martim Longo – Beja; Faro –
Loulé – Salir – Almodôvar; Lagos – Santa Luzia – Messejana e finalmente Aljezur – Sines. Tudo isto
contribuía para que a distribuição de correio estivesse entregue a estafetas a cavalo, ou mesmo a
almocreves a mando dos seus patrões.
No seu “Guia de Portugal”, Raul Brandão dá-nos uma ideia da aventura que era fazer a via-
gem de Lisboa ao Algarve; vejamos o que escreveu:
“De Lisboa para Beja, pelo caminho de ferro (…); de Beja a Mértola e Mina de São Domin-
gos por estrada (…) [utilizando a Carrinha e o Carro de Canudo, este último assim designado pela
forma arqueada da capota]; de Mina de São Domingos pelo caminho de ferro privativo da compa-
nhia (…). Também se pode fazer a excursão fluvial a partir de Mértola (…).
– São frequentes os Vapores que descem o Guadiana, e raros os dias em que não se efec-
tua uma carreira.”
O comboio veio pois, dar um passo muito importante, não só na distribuição de correio, mas
também no desenvolvimento das regiões e na mobilidade da população. O número de cartas que
entraram no circuito de distribuição foi substancialmente aumentado, popularizando-se entre as
classes de extracto social mais baixo.
P U B L I C A Ç Ã O T R I M E S T R A L — A N O I I I N . º 9 P Á G I N A 7
Como pudemos constatar no quadro, as ambulâncias de correio na linha do sul, começa-
ram a circular em 1882; ainda demoraria alguns anos mais para estas ambulâncias chegarem ao
Algarve. Primeiramente o correio que vinha de Lisboa, tinha como destinos intermédios, Beja, mais
tarde Funcheira. Até esta fase, o correio era conduzido por terra o Algarve com recurso a cavalos
ou na diligência que se dirigia para o Algarve, na parte ainda não coberta pelo caminho de ferro.
Quando concluída a ligação ao Algarve, o percurso do correio far-se-ia primeiramente via Beja e
só mais tarde utilizando a Linha do Sado.
As Ambulâncias do Sul
As ambulâncias e as conduções que a seguir detalhamos são as que mais directamente
interessam ao Algarve, porque é através delas que se faz o transporte do correio de a para o sul
do país. À multiplicidade de carimbos que utilizaram não é estranho a longevidade destes serviços
pelo que a diversidade de carimbos é enorme, alguns dos quais com alguns defeitos bem nítidos.
Faremos referência aos carimbos conhecidos, às legendas que se conhecem, independentemente
das suas datas serem numéricas ou alfa-numéricas; omitimos a descrição dos esqueletos e o tem-
po em que estiveram em serviço. Para aprofundamento desta matéria aconselhamos os leitores a
consultar a obra de Alexandre Guedes de Magalhães “Marcofilia do Serviço Postal Ambulante de
Portugal e Ultramar.
Não se estranhe o aparecimento de carimbos de outras ambulâncias, inclusive do norte do
país, na correspondência dirigida ao Algarve já que ostentam o carimbo de origem.
LISBOA – VILA VIÇOSA (ALENTEJO I e ALENTEJO II)
Esta Ambulância foi inaugurada em 1 de Junho de 1911 ligava Lisboa a Vila Viçosa e per-
corria toda a Linha de Évora. Durante o período de 1935 a 1940 fizeram o trajecto de Setil-Vendas
Novas, altura em que substituíram as conduções MERIDIONAL I e MERIDIONAL II, que interrom-
peram esse serviço durante aquele período. A partir de 1 de Outubro de 1956 transitaram para a
Linha do Sul entre Lisboa e Funcheira (via Beja), percorrendo o mesmo percurso das extintas SUL
III e SUL IV E e ainda as SUESTE I E SUESTE II.
Omitem-se os carimbos anteriores a 1 de Outubro de 1956, dado não terem interferência
O M E N S A G E I R O D O A L G A R V E
P Á G I N A 8
no correio do Algarve, ressalvando o que já dissemos anteriormente que poderá existir correio desti-
nado ao Algarve em qualquer das Ambulâncias que circularam no país. Os carimbos que assinala-
mos foram utilizados na Repartição de Ambulâncias Postais, pelo que, pelo menos na última fase
da sua utilização, será bastante improvável a sua utilização em correio com origem no Algarve.
 “AMBULANCIA CTT ALENTEJO I”, e “AMBULANCIA CTT ALENJEJO II”.
LISBOA – CAZÉVEL (CAZEVEL-LISBOA e LISBOA-CAZEVEL)
Estas ambulâncias iniciaram a sua actividade em 18 de Março de 1878, embora hajam
carimbos com data anterior. Deixaram de utilizar esta denominação em 1880, passando a utilizar as
denominação de SUL I e SUL II.
Utilizou os carimbos octogonais:
 “R.A. CAZEVEL-LISBOA”;
 “R.A. DE CAZEVEL - A LISBOA”;
 “R.A. DE LISBOA A CAZEVEL”;
 “R.A. LISBOA-CAZEVEL”.
(Sendo que as iniciais R.A. designariam Repartição Ambulante).
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LISBOA – VILA REAL DE SANTO ANTÓNIO (SUL I e SUL II)
A partir de 1880, esta ambulância da Linha do Sul, circulou primeiro por Beja, sem, contu-
do, ainda chegar ao Algarve. Tal só aconteceria com o prolongamento até Faro em 1899 e poste-
riormente a Vila Real de Santo António, em 1911. Com a conclusão da Linha do Sado é que os
comboios passaram a utilizá-la na sua direcção para o Algarve, e é provavelmente a partir de 1 de
Outubro de 1956 que tal acontece, deixando de passar por aquela cidade alentejana. Os carimbos
SUL I (ascendente), sentido sul/norte e SUL II (descendente) sentido norte/sul foram os utilizados,
tanto na sua passagem por Beja, como também posteriormente na Linha do Sado.
Utilizou os carimbos:
 “R.A. SUL I” e “R.A. SUL II”;
 “AMBULANCIA SUL I” e “AMBULANCIA SUL II”;
 “AMBULANCIAS SUL I” e “AMBULANCIAS SUL II”;
 “CTT AMB. SUL I” e “CTT AMB. SUL II”;
 “CTT AMBULANCIA SUL I” “CTT AMBULANCIA SUL II”
LISBOA – VILA REAL DE SANTO ANTÓNIO (SUL III e SUL IV)
Estes carimbos começaram por ser usados entre Lisboa e Pias em Maio de 1890, tendo
desaparecido menos de dois anos depois, não figurando nas estatísticas de 1892. Reapareceram
em 1911, provavelmente em Novembro, nos comboios mistos entre Lisboa e Vila Real de Santo
António. Estes carimbos funcionaram nas linhas do sul, por Beja e pelo Sado, sendo que a partir
de 1946 estes carimbos foram substituídos, unicamente na ligação entre Lisboa e Moura.
 “R.A. SUL III” e “R.A. SUL IV”;
 “AMBULANCIA SUL III” e “AMBULANCIA SUL IV” (este carimbo possui quatro reen-
trâncias simetricamente colocadas no local onde se encontra a data;
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P Á G I N A 1 0
 “AMBULANCIAS SUL III” e “AMBULANCIAS SUL IV”
 “CTT AMB. SUL III” e “CTT AMB. SUL IV”;
LISBOA – VILA REAL SANTO ANTÓNIO (ALGARVE I e ALGARVE II)
Estes carimbos, entraram em serviço em Abril de 1962 e foram retirados em Abril de 1974,
utilizados em regime de condução, foram usados no mesmo percurso correspondente aos carimbos
SUL II e SUL II.
 “CONDUÇÃO CTT ALGARVE I” e “CONDUÇÃO CTT ALGARVE II”
TUNES – LAGOS (LAGOS I e LAGOS II)
Neste ramal, o transporte de correio foi sempre em regime de condução, com ou sem acom-
panhamento de pessoal afecto aos correios, não tendo transitado nesta linhas as ambulâncias de
correio
 “CONDUÇÃO CTT LAGOS I” e “CONDUÇÃO CTT LAGOS II”
Francisco Matoso Galveias
Brandão, Raul – Guia de Portugal, Lisboa 1927, Edição do Biblioteca Nacional de Lisboa.
Catálogos (vários) de Leilões Filatélicos do Clube Filat+elico de Portugal
Clube Filatélico de Portugal, Boletim 446, Dezembro de 2014. A Greve dos Ferroviários de 1919 de Eduardo Barreiros e Luís Barreiros
(pag.19 a 31)
Guerreiro, Aníbal C. – História da Camionagem Algarvia (de passageiros) – (da origem à nacionalização), Vila Real de Santo António,
Maio de 1983.
Leilões filatélicos do Clube Filatélico de Portugal
Magalhães, Alexandre Guedes – Marcofilia do Serviço Postal Ambulante e Portugal e Ultramar, Edição do Núcleo Filatélico do Ateneu
Comercial do Porto, Porto, 1986
Mendes, Adelino – Terras de Portugal. II. O Algarve e Setúbal, Reportagens, Lisboa 1916
Wikipédia
(Conclui no próximo número com “A greve dos Ferroviários” e “ O Transporte de Correio por Camionagem”)
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1.ª Reforma Postal – Introdução do selo postal
Em Portugal a 1.ª Reforma Postal data de 27 de Outubro de 1852.Foi regulamentada em 4
de Maio de 1853, ano em que se inicia o uso dos selos de correio, cuja circulação do primeiro selo
ocorreu em 1 de Julho. No Algarve, a Administração Central do Correio ficou em Faro, com 11
Direções e 3 Delegações.
Com esta reforma foram criados dois tipos de carimbos. Um deles, um carimbo datado, circu-
lar, com cerca de 22 mm. de diâmetro, com o nome da localidade e data completa destinando-se a
marcar as cartas e saber-se a sua origem e data de expedição. Em parte surgem, também, para
substituir alguns carimbos datados com morfologia diversa que já vinham a ser utilizados nalgu-
mas estações desde o primeiro quartel do século XIX.
O outro, um carimbo circular de barras sempre com 3 ou mais barras interrompidas no centro
onde se encontrava um número correspondendo a uma localidade. Destinava-se a obliterar os
selos.
No Algarve foram atribuídos a estes carimbos os números de 208 a 219
2.ª Reforma postal - reorganização dos serviços com o novo mapa das administra-
ções postais
A 2.ª Reforma Postal vai de Novembro de 1869 até1878. O país é dividido em Círculos Pos-
tais. O Algarve fica com a Administração Central do Correio de Faro, 12 Direções e 7 Delegações,
sendo a distribuição localizada em S. Brás (localidade sem estação durante este período mas refe-
renciada, em 1880, como tendo estação, de nome S. Brás de Alportel).
Os carimbos circulares de barras são substituídos por carimbos ovais de barras com as bar-
ras mais grossas e só duas interrompidas ao centro.
No Algarve houve alterações e foram atribuídos a estes carimbos os números de 208 a 220.
Carimbos circulares datados (tipo 1880) noCarimbos circulares datados (tipo 1880) noCarimbos circulares datados (tipo 1880) no
Algarve período monárquicoAlgarve período monárquicoAlgarve período monárquico
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Esta mudança da 1.ª Reforma para a 2.ª Reforma não se processou de uma maneira imediata
tendo originado que, em algumas estações que mudaram de número, as marcas da 1.ª Reforma
continuassem a ser utilizadas ainda por algum tempo.
Carta expedida de Faro a 22 de dezembro de 1872. Na face marca circular datada, utilizada a partir da 1.ª Reforma e 2 marcas ovais de
barras 208. No verso selada com dois selos D. Luís I fita direita, de 25 reis, obliterados com a marca oval de barras n.º 208 de Faro e
marca quadrada com cantos arredondados, vinda do período pré-adesivo, marcando a chegada a Lisboa, a 23 de dezembro.
Carta expedida de Silves a 26 de janeiro de 1873 com destino Mértola. Na face dois selos D. Luís I fita direita, de 25 e 50 reis, obliterados
com a marca oval de barras n.º 217 de Silves e a marca nominal de SILVES, vinda do período pré-adesivo. No verso, 2 marcas circulares
datadas e utilizadas a partir da 1.ª Reforma, uma de Faro de 27 de janeiro de 1873 e a outra de Beja de 28 de janeiro de 1873 certifican-
do o trânsito por aquelas duas cidades
3.ª Reforma postal - junção dos serviços dos correios, telégrafos e faróis - 1880
Grandes mudanças são operadas nos Correios com a reforma de 7 de Julho de 1880.
As estações postais passam a estar divididas em 6 categorias, segundo Francisco Cardoso de
Azevedo, no “Novo Diccionário Chorographico de Portugal Continental e Insular” 4.ºedição (1906).
Excluindo as categorias de: Estação Principal, que era só em Lisboa e a Caixa Postal para serviço
da Posta Rural (PR), no Algarve passaram a existir as seguintes categorias:
 Estação Telegrapho-Postal (ETP). Eram as estações mais importantes. Os serviços não
eram idênticos em todas elas.
 Estação Postal Telephonica EPt). Apareceram mais tarde. Diferiam das anteriores por não
terem telegrafia.
 Estação Postal (EP). Eram as mais numerosas. Menos importantes que as anteriores, as
suas funções variavam de estação para estação. Eram divididas em 5 classes.
 Caixa Postal (CP). Era afixada na parede de loja ou taberna, cujo proprietário era o res-
ponsável.
Criação do carimbo circular datado tipo 1880
Com esta Reforma surge a necessidade da criação de uma marca com o nome da localidade
e data destinada a obliterar o selo, substituindo os carimbos numéricos de barras utilizados sobre o
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selo e os carimbos datados já existentes, de reduzidas dimensões, aposto sobre a correspondên-
cia.
É criado o carimbo circular datado do tipo normalizado para substituir os anteriores, o chama-
do carimbo tipo 1880, carimbo este que esteve em utilização praticamente 100 anos, com peque-
nas alterações com o decorrer dos anos.
Estruturalmente o esqueleto da marca é constituído por um círculo de 26 a 32,5 mm de diâ-
metro. No interior um bloco datador, inserido num retângulo, a maior parte das vezes com os ângu-
los cortados. Dos lados maiores do retângulo nascem dois arcos simétricos de amplitude variável e
concêntricos com o círculo delimitativo do carimbo. Aparecem também esqueletos formados por
dois círculos concêntricos e, no interior do mais pequeno, o bloco datador delimitado ou não por
duas retas paralelas. O espaço entre os dois arcos superiores é destinado normalmente a várias
inscrições dos Correios O espaço entre os dois arcos inferiores destina-se à toponímia. Entre o
círculo exterior e os lados menores do retângulo, espaços em branco e por vezes com pontos ou
pequenos ornatos. Embora raros aparecem, neste período, carimbos de dupla oval.
Os carimbos eram feitos em metal e deram origem a diversos tipos de obliterações. No
Algarve são conhecidos 5 tipos de obliterações:
 Tipo 1 – Na curvatura superior aparecem as abreviaturas “CORR.º E TEL.º” correspon-
dente a CORREIO E TELEGRAFO visto estes serviços estarem juntos sem implicar que
a estação tivesse os dois:
 Tipo 2 – Em vez de “CORR.º E TEL.º” aparece a inscrição “CORREIO”;
 Tipo 3 – Em estações com o nome demasiado grande a inscrição “CORR.º E TEL.º” é
substituído pela primeira parte do topónimo;
 Tipo 4 – Em vez de “CORR.º E TEL.º” aparece a inscrição “ESTAÇÃO POSTAL”;
 Tipo 5 – Em vez de “CORR.º E TEL.º” aparece a inscrição abreviada “EST. TELEG.
POSTAL”;
A ETP de Faro era a maior e mais importante estação do Algarve e, por isso, foi a que teve maior
variedade de marcas
A nível do país o topónimo a negrita parece ter existido apenas nas marcas de FARO, nestes 4 esqueletos com os diâmetros de 28, 28,
32 e 32,5 mm
Alguns dos esqueletos de carimbos datados
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 Existiu uma ETP também com o nome de PADERNE no Concelho de Melgaço que abria na época balnear (Termas)
 Existiu a EP de PEREIRO em Alcoutim a partir de 1893 e a EP de PEREIRO em Alenquer a partir de 1906
 Existiu LAGOA (Açores) e a EP de LAGOA em Fafe com cerca de 3% do movimento da ETP de LAGOA (Algarve
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Esta primeira marca correspondente ao 4ª esqueleto apresentado tem o nome do mês com as primeiras 4 letras em vez de 3
Duas obliterações de Vila Nova de Portimão, Tipo 1 e Tipo 3 / Obliteração Alvor tipo 4
Num número restrito de localidades surgem marcas de dupla oval, ao que parece sem grande aceitação, que foram desaparecendo até
ao início do século XX. No Algarve sabemos ter havido em S. Brás de Alportel. Reproduzimos dois selos com parte dessas marcas.
Embora o final da monarquia tenha sido em 1910 é comum considerá-lo, filatelicamente, em
1912. Após a assinatura do Decreto de 9 de Dezembro de 1911 criam-se os selos Ceres. Os mes-
mos entram em circulação a 1 de Fevereiro do ano seguinte. Surgem grandes mudanças no servi-
ço postal. Abre-se o leque das Estações Postais e, com elas, novas marcas postais. O tipo de selo
altera profundamente. A unidade monetária inserida passa a ser o “escudo” em substituição dos
“reis”. Os carimbos circulares datados mantiveram-se, morfologicamente, sem profundas altera-
ções. As maiores verificaram-se a nível da toponímia, consequência do novo acordo ortográfico de
1911. Outras alterações foram feitas em 1925, 1928 e 1940.
Existiam, no fim da monarquia, cerca de 1500 estações em Portugal Continental e todas
foram dotadas, em princípio, com carimbos circulares datados. Há estações cujas marcas deste
tipo, no período monárquico, ainda hoje são desconhecidas. Será que alguma vez as tiveram?
Este trabalho, como é óbvio, refere-se apenas ao Algarve. Tentámos fazer uma pequena
abordagem deste tema e dar uma panorâmica geral sobre os Carimbos Circulares datados tipo
1880, utilizados nesta província, acedendo ao material e literatura que nos foi possível consultar.
.
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Não podemos deixar de referir a contribuição fundamental do livro de David Gordon. Haverá
erros e omissões e haverá, também, colecionadores dispostos a contribuir para complementar o
estudo destas marcas. As páginas do Mensageiro estão abertas a todas as achegas que nos quei-
ram dar. Serão sempre bem-vindas.
António Gonçalves Borralho
Bibliografia:
AFINSA (2011) – Catálogo de Selos Postais e Marcas Pré-Filatélicas.
AZEVEDO, Francisco Cardoso de, Novo Dicionário Chorographico de Portugal Continental e Insular (4.ª Edição),1906.
Catálogos de leilões filatélicos.
Estatística geral dos Correios Anno de 1904 (1906). Lisboa: Direcção Geral dos Correios e Telegraphos, Imprensa Nacional.
FRAGOSO, António – Notas de Marcofilia – Artigos publicados no “Mercado Filatélico”.
GORDON, David Leslis. – Provisional Town Postmarks of Portugal. 1879-1912. UK: Philatelic Society, 1985.
GORDON, David Leslis. - Circular Datestamps of Portugal. 1880-1912. UK: Philatelic Society, 1987.
MAGALHÃES, A. Guedes de (1966) – Carimbos de data completado Correio de Portugal 1853-1880.
PEREIRA, Pedro Marçal Vaz, Os Correios Portugueses entre 1853-1900. Carimbos Nominativos e Dados Postais e Etimológicos.
Vol. I e II: FAFF, 2005.
PINTO, Fernando Oliveira – 1.ª reforma – 2.ª Reforma – período de transição - Boletim CFP 429 Setembro 2010
SAMEIRO, Rodrigo – O carimbo circular datado do tipo 1880 (1880-1912) - Boletim CFP 429 Setembro 2010
SEQUEIRA, Paulo – Obliterações e inutilizações da 1.ª Reforma Postal (1853-1880) – Marcofilia de Portugal – Boletim CFP n.º 414
Sites diversos de Filatelia na Internet
Colecionismo no Algarve
O Mensageiro do Algarve nasceu por iniciativa de 4 Agremiações Filatélicas sediadas nesta
província que, na impossibilidade de editarem uma revista em papel, optaram por fazê-la online,
abrangendo não só a Filatelia como o colecionismo em geral.
Não podemos deixar de referir outras iniciativas, no campo da divulgação escrita, em épocas
que já passaram e que ficaram um pouco no esquecimento. É neste sentido que referimos a página
de Filatelia que o Semanário “Comércio de Portimão” na década de 80 do século passado. Tam-
bém, o “JORNAL DO COLECCIONADOR”, suplemento mensal de 4 páginas, do mesmo semanário,
que foi publicado nos anos de 1983 e 1984.
Relembrando este suplemento que chegou a ter mais de 10 colaboradores de diferentes
áreas de colecionismo, e era enviado para inúmeros colecionadores e associações de várias espe-
cialidades. Reproduzimos o cabeçalho da primeira página e duas fotos publicadas por altura de
uma Exposição de Colecionismo levada a efeito no Salão Nobre da Câmara Municipal de Portimão
e organizada pela Secção de Coleccionismo do Lions Clube de Portimão.
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No ano letivo 2012/13 fui responsável pela classe “Filatelia” na Academia Cultural Sénior de
Lagoa, iniciativa que infelizmente não teve continuidade por falta de motivação dos poucos acadé-
micos inscritos.
Para suporte didático e com objetivos mais culturais que filatélicos, elaborei uma listagem de
selos “Algarvios” e um trabalho que intitulei “Passeio pelo Algarve” mostrando meia centena des-
ses selos, juntamente com uma pequena indicação técnica e alguma informação.
Curiosamente, para início e justificação daquela atividade escolhi os dois selos seguintes,
reportados ao título deste periódico e ao propósito destas linhas, no simples gesto de salvar um
selo do esquecimento.
No séc. XVI, o Mensageiro a cavalo utilizava uma tenaz de longos braços para entregar as
cartas, mantendo a distância e evitando o contágio de epidemias e doenças da época.
No séc. XXI, o Filatelista utiliza uma pinça de pontas redondas para selecionar o selo que
contém uma Mensagem, que depois mostrará com adequado enquadramento
Listagem de Selos “algarvios”
Personalidades:
1927 – selos taxa $40 e final 4$50 - Brites de Almeida (Loulé) – “Padeira de Aljubarrota”, 2ª emis-
são Independência de Portugal, 9 imagens/ 15 selos;
1945 - selo taxa 10$ - Gil Eanes, inicial série Navegadores Portugueses, com 8 selos;
1935 - selos taxas $10 e $15 – da emissão Infante D. Henrique ( 2 selos), e
1949 - selo taxa $50 – Infante D. Henrique - série Dinastia Avis, com 8 selos
1980 - selo taxa 16$00 – Manuel Teixeira Gomes, Presidente República, 2ª série “ Vultos do Pen-
samento Republicano”, com 6 selos;
1990 - selo taxa 100$ - Diogo de Silves, final Navegadores Portugueses (1ºgrp).
Reino do Algarve:
1955 - selo taxa 1$00 – D. Afonso III, série Reis da 1ª Dinastia, com 9 selos;
1960 - selo taxa 10$00 – Mapa, final série 5º Cent. Morte Infante D. Henrique, com 6 selos;
1999 - selo único, com taxa 100$00, emissão “750 anos Conquista do Algarve”.
Castelo de Silves:
1946 - selo taxa $10, inicial série Castelos de Portugal , com 8 selos;
1987 - selo taxa 25$00, da série Castelos e Brasões com 18 selos;
2007 - selo taxa 0,75 €, Porta do Castelo - emissão conjunta c/ Marrocos.
MensagemMensagemMensagem
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Farol Cabo de S. Vicente :
1987- selo taxa 25$, série Faróis da Costa Portuguesa, 4 selos;
2008 - selo taxa 0,30 € , série Faróis de Portugal, com 12 selos.
Cidade Faro:
1997 – Brasão, selo taxa 49$, série Brasões dos Distritos (2º grp), com 6 selos;
2003 – 150º aniversário dos primeiros selos – selo taxa 0,30 € (cor branca);
2005 - Capital Nacional da Cultura – série com 4 selos;
Habitação- 3 selos:
1985 – Sítio, taxa 25$;
1988 – Casa, taxa 30$;
1989 – Açoteias, taxa 500$, (final da emissão base Arquitectura Popular Portuguesa, com 20 selos)
Tradição:
1997 - Caldeirada rica - selo taxa 100$00 da série Cozinha Tradicional , com 5 selos;
2000 - Dom Rodrigo – selo taxa 85$ / 0,42 € , série Doces Conventuais, com 6 selos;
2009 - Pão de Testa – selo taxa 0,68 € da série Pão Tradicional, com 6 selos;
2013 - Farinheira de Monchique - selo A -20gr, série Sabores do Ar e do Fogo, 8 selos.
Trajo de mulher:
1941 – Trajo, Olhão - selo taxa 25$, Costumes Portugueses (1ª s.),10 selos;
1947 - Camponesa, Algarve - selo taxa 1$75, Costumes Portugueses (2ª s.), 8 selos;
2007 - Saia - selo taxa 0,30 € da minifolha Trajos Regionais, com 10 selos.
Pontes:
2006 - Ponte Vila Real St. António - selo taxa 0,52 € , emissão Pontes Ibéricas, 2 selos;
2008 - Ponte do Arade - selo taxa 0,57 da série Pontes e Obras de Arte, com 6 selos.
Arqueologia:
2006 - Mosaico do Oceano , selo taxa 0,30 €, série Herança Romana, com 4 selos;
2011 – Milreu e Alcalar - selos taxas 0,80 € e 1€ , série Arqueologia Portuguesa, com 4 selos .
Diversos:
1977 - Caíque e Xavega, selos taxas 7$ e 10$ , série Barcos da Costa Portuguesa, 6 s.
1977 - Pega Azul (Barlavento) - selo taxa 3$00, série Expo Mundial Temática, c/ 4 selos.
1978 - Solos de xistos vermelhos - selo taxa 4$00, série Recursos Naturais, 4 selos.
1979 - Carro da Água (Caldas Monchique) - selo taxa 2$50, série Carros Populares, 6 selos.
1980 - Praia da Rocha e Chaminé de Alte, selo taxa 20$, Conferência Mundial Turismo, 6 s.
1981 - Cão d’Água – selo taxa 7$00, série Cães de Raça Portugueses, com 6 selos.
1985 - Ria Formosa – selo taxa 80$, final da série Reservas e Parques Naturais, c/ 4 selos.
1991 - Camaleão – selo taxa 110$ , série Ano Europeu do Turismo, com 2 selos e 1 bloco.
1995 - Águia Pesqueira – selo taxa 90$ , série Ano Europeu Natureza, com 3 selos.
1997 - Lendas de Tesouros e Mouras Encantadas – selo taxa 1,75 € série Europa, 3 selos.
2001 - Herança Árabe -Malga mourisca e Dinar de ouro, selos taxas 53$ e 140$, série c/ 6 selos.
2003 - Fonte Nª Sª da Saúde – Tavira, selo taxa 0,70 €, série Chafarizes de Portugal, 6 selos.
2004 - Praias – selo taxa 0,56 € , série Europa , Férias em Portugal, com 4 selos.
2004 - Papa-Figos – selo taxa 0,56 € , série base (cabeças de Aves) - 5º grupo.
2004 - Estádio do Algarve, selo taxa 0,30 € , da série Estádios UEFA, com 10 selos;
2004 - Chaminé, selo taxa 0,30 €, da série Cidades anfitriãs do Euro, com 8 selos.
2007 - Fortaleza de Sagres, selo taxa 0,30 € do 3º bloco 7 Maravilhas de Portugal, com 21 selos.
2010 - Atum – selo taxa 0,32 €, da série Ano Internacional da Biodiversidade, com 4 selos.
2011 - Carnaval de Loulé – selo taxa 0,68 € da série Festas Tradicionais, com 5 selos.
2012 - Catedrais - Faro e Silves – 2 selos com taxa N20g, série Rota das Catedrais, com 10 selos.
2014 - Maria Keil – Silves , selo taxa 0.50€ , série Vultos da História e da Cultura, com 6 selos.
NOTA - Cronologicamente, esta listagem começa e termina com duas Mulheres, representando o
Sotavento (Loulé) - 1927 - Brites de Almeida, e o Barlavento (Silves) - 2014 – Maria Keil.
Feliciano Flor
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Conforme prometido aqui vai a rubrica de Numismática nesta magnifica revista "O Mensa-
geiro do Algarve .
Hoje vamos falar sobre a cunhagem e circulação de moedas Árabes na nossa região.
Cerca do ano de 711 os árabes entraram na Hispânia onde venceram as forças Visigodas do
Rei Rodrigo e em pouco mais de 3 anos ocupam quase toda a península tornando-a na província
de Andaluz , dependente do Califa de Damasco e 6 anos mais tarde tornando-se também em um
Emirado independente.
Anos de ocupação se seguiram com muitas guerras internas , sucessões e politicas que
facilitaram a lenta reconquista da Península por parte dos cristãos e o aparecimento de novos rei-
nos de Taifas , tendo um dos primeiros a ser formado sido o de Mértola por Ibn Qasi que bateu
moeda do tipo quirate.
Quirate cunhado por Ibn Qasi
Dele dependeram os territórios do actual Algarve e grande parte do Alentejo sendo deposto
no ano seguinte por Sidray Ibn Wazir que mudou a capital para Silves onde emitiu moeda de diver-
sas series.
Quirate cunhado em Silves por Sidray Ibn Wazir.
São moedas que não aparecem com regularidade mas quando acontece atingem bons
valores e satisfazem qualquer coleccionador que goste de Historia e principalmente nós que esta-
mos rodeados de alguns nomes , tradições e costumes que permaneceram na península devido á
ocupação árabe.
Espero que tenham gostado de mais um rubrica de numismática e se quiserem participar
não hesitem em me contactar com ideias , duvidas ou qualquer tipo de assunto relacionado com a
Numismática.
Até á próxima.
Paulo Silva
moedaspaulo@hotmail.com
Alguns excertos e estudo foram retirados do conhecido livro de Numismática "Alberto Gomes" 6ª edição2013
Cunhagem e circulação de moedasCunhagem e circulação de moedasCunhagem e circulação de moedas
Árabes no AlgarveÁrabes no AlgarveÁrabes no Algarve
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Mostra Filatélica dos 125 Anos da Associação
Humanitária dos Bombeiros Voluntários de
Vila Real de Santo António
Aproveitando as comemorações dos 125 Anos dos 125 Anos da Associação Humanitária dos
Bombeiros Voluntários de Vila Real de Santo António, que estiveram a cargo da Direcção daquela
Associação, a Secção de Coleccionismo organizou uma Exposição dedicada à temática dos Bom-
beiros. Estiveram em exposição os mais variados objectos coleccionáveis desde calendários, foto-
grafias, miniaturas, pins, pacotes de açúcar e…, filatelia. Foram apresentados ainda várias outras
peças dedicadas ao combate ao fogo, já em desuso e alguns salvados de incêndios ocorridos na
área de actuação dos Bombeiros de Vila Real de Santo António.
No dia 12, dia da inauguração, estiveram presentes os Corpos Sociais e o Corpo de Bombei-
ros da Associação e ainda alguns convidados, seguindo-se uma demorada visita à exposição. Os
dias que se lhe seguiram e até ao dia 24, foram preenchidos com visitas guiadas não só à exposi-
ção, às instalações e à Exposição de Demonstração de Maios.
Destacamos destes dias, o dia 15, que detalhamos em notícia autónoma e o dia 17, dia reser-
vado às comemorações oficiais.
Para este dia 17 a partir das 15 horas, houve a recepção às entidades oficiais, com formatura
geral, presidida pelo Secretário de Estado da Administração Interna ao qual se seguiu uma visita à
Exposição de Coleccionismo e Filatelia, tendo este governante percorrido demoradamente toda a
exposição, devidamente acompanhada e explicada pelos dirigentes da Secção de Coleccionismo,
seguindo-se uma visita ao Museu da Associação, um dos mais recheados a nível nacional e a Ses-
são Solene onde se procederam aos discursos de ocasião e à distribuição de condecorações.
O dia terminou com um momento de convívio com animação musical e jantar volante.
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Actividades filatélicas no Algarve deActividades filatélicas no Algarve deActividades filatélicas no Algarve de
Janeiro a MarçoJaneiro a MarçoJaneiro a Março
Lançamento do Inteiro Postal Comemorativo dos
125 Anos do Corpo de Bombeiros Voluntários de
Vila Real de Santo António
As comemorações dos 125 anos da
Associação Humanitária dos Bombeiros
Voluntários de Vila Real de Santo António
incluíam no dia 15 uma Mostra Filatélica com
Carimbo Comemorativo. Assim, pelas 10
horas, como aconteceu diariamente, a Mostra
abriu portas para os visitantes e, pelas 14,30
horas e até às 17,30 horas esteve em funcio-
namento um Posto de Correio, provido de um
Carimbo Comemorativo da efeméride. Pelas
18 horas procedeu-se ao Lançamento do Intei-
ro Postal Comemorativo dos 125 Anos do Cor-
po de Bombeiros de Vila Real de Santo Antó-
nio, apadrinhando este lançamento os dirigen-
tes da Associação, Presidentes da Assembleia
Geral, Conselho Fiscal e da Direcção, respec-
tivamente Eng.º Oliveira Santos, José Masca-
renhas e Nuno Pereira, e ainda o Comandante
do Corpo de Bombeiros, Paulo Simões, e Director responsável pela Secção de Coleccionismo
Francisco Galveias e a Directora para as Lojas CTT do Sotavento, Dr.ª Ana Luísa Fadista, que
rubricaram um Inteiro Postal, o qual passou a fazer parte do espólio do Museu dos Bombeiros de
Vila Real de Santo António.
Cerimónia do Lançamento do Inteiro Postal: Albano Santos, Francisco Galveias, Nuno Pereira, Dra Ana Fadista, João Gonçal-
ves, Francisco Palma e Comandante Paulo Simões
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Centenário do Concelho de São Brás de Alportel
As comemorações do Centenário do Concelho de São Brás de Alportel há muito que tiveram o
seu início.
Em 1 de Junho de 2014, e na mensagem aos são-brasenses, o Presidente da Câmara, Vitor
Guerreiro, diria a certa altura, “durante um ano, a partir deste mês, iremos dignificar a nossa história
com actividades e expressões culturais diversificadas, envolvendo as associações locais, e todos
aqueles que a nós de quiserem juntar” e, de facto, ao longo dos últimos seis meses várias foram as
iniciativas, quer por parte da Câmara Municipal, quer por parte de associações do concelho (ou de
outros), como foi o caso de “Os Amigos da Filatelia” (de Faro) se juntassem a este centenário com a
montagem de uma exposição que teve lugar na Galeria Municipal de São Brás de Alportel no dia 3
de Fevereiro que se prolongou até ao dia 28 do mesmo mês.
A Galeria estava composta, cerca de meia centena de pessoas, assistiram à inauguração,
presidida pelo Presidente da Câmara. As palavras iniciais pertenceram a Sérgio Pedro dirigente de
“Os Amigos da Filatelia” que agradeceu a parceria da Câmara Municipal neste evento, na pessoa
do seu presidente, realçando algumas colecções pertencentes a são-brasenses há muito não
expostas e que tinha sido um grande prazer a colaboração data pela sua associação no Centenário
de São Brás de Alportel.
Por sua vez, Vitor Guerreiro, agradeceu igualmente a “Os Amigos da Filatelia”, na pessoa do
Sr. Sérgio Pedro esta colaboração afirmando que também ele se considera um amante da filatelia,
embora por motivos profissionais tivesse de pôr de lado este hobby, possuindo ainda alguns álbuns
e caixas cheias de selos a aguardar uma nova oportunidade. Finalmente, também Emanuel San-
cho, Director do Museu do Traje de São Brás de Alportel, uma outra entidade colaborante da inicia-
tiva, teceu algumas palavras sobre a exposição e a importância para as comemorações do centená-
rio.
Seguiu-se o lançamento de um Selo Personalizado, de um sobrescrito especial e de um Pos-
tal todos referentes à efeméride que foram rubricados pelas personalidades presentes para que a
história registe para os vindouros este marco na filatelia são-brasenses, seguindo-se uma demora-
da visita guiada à exposição e um Porto de Honra.
Foram expostas as seguintes colecções: “Algarve através de carimbos em Inteiros Postais” de
Vitor Lourenço; “Exército Português e outros Inteiros Postais” de José Belchior & Pedro Belchior;
“História de Portugal” de Aurélia Parreira; “Os primeiros passos filatélicos num novo país; Ceres
Portugal – Continental” de Francisco Paiva; “Os meus erros filatélicos” de Jorge Bomba; “História
Postal de Olhão” de José Palma; “Marcas Nominais do Algarve” de Luís Brás; “Maximafilia – Algar-
ve” de Sérgio Pedro.
Foram também apresentadas as seguintes colecções de Cartofilia: “A Revolução Republicana
do 5 de Outubro de 1910” de Luís Brás; “São Brás de Alportel, sua gente e seus costumes” de Virgí-
lio Agostinho; “Correspondência remetida e colecções de Bilhetes Postais Ilustrados de São Brás de
Alportel” de José Belchior & Pedro Belchior; “Cartografia de São Brás de Alportel” de Vitor Louren-
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Conferência Filatélica em São Brás de Alportel
No dia 19 de Fevereiro, realizou-se na Galeria Municipal de São Brás de Alportel, a partir das
17 horas uma conferência intitulada “A Filatelia no Algarve – Passado, Presente e Futuro” seguin-
do um debate entre os presentes.
Abriu a Sessão o Sr. Presidente da Câmara Municipal, Vitor Guerreiro que deu as boas vin-
das aos conferencistas, Sérgio Pedro, António Borralho e Vitor Lourenço, esperando que esta con-
ferência traga algo de novo para a Vila de São Brás de Alportel. Também Emanuel Sancho, direc-
tor do Museu do Traje agradeceu à vasta assistência a presença nesta jornada de coleccionismo
dando de seguida a palavra a Sérgio Pedro que apresentou o seu trabalho, a que se seguiram, por
esta ordem António Gonçalves Borralho e Vitor Lourenço.
Dos trabalhos que foram apresentados ao público, incluímos o de Sérgio Pedro e António
Borralho, reservando para outra oportunidade o trabalho de Vitor Lourenço.
Apresentação de Sérgio Pedro – ”A Internet e coleccionismo (as vantagens da internet)”
Trabalho essencialmente prático, Sérgio Pedro, com o seu portátil ligado à Internet e com entrada directa em
alguns sites, explicava as vantagens para o coleccionismo exemplificava as vantagens da internet para a:
 Possibilidade de encontrar novos coleccionadores
1. De Numismática
http://forum-numismatica.com/portal.php
2. De filatelia
http://www.selos-postais.com/forum/
3. De Peroglicofilia
http://acucarecompanhia.com/
4. De carros
http://portugal.portalclassicos.com/
5. De banda desenhada
http://www.bbde.org/viewforum.php?f=151
6. De miniaturas
http://miniaturasemodelismo.forumeiros.com/
 Adquirir novos conhecimentos
1. Através de sites
http://www.febraf.net.br/febraf.php
http://cfportugal.pt/
http://www.filatelista-tematico.net/
http://www.selosefilatelia.com.br/
2. Através de blogs
http://osamigosdafilatelia.blogspot.pt/
http://sfaac-filatelia.blogspot.pt/
http://www.maximaphiles-francais.org/-Blog-
3. Através de revistas “on line”
http://issuu.com/sfaac/docs/gazeta_matematica_200207_143_pedro_nunes_filatelia
http://pt.slideshare.net/mgermina/filacap-on-line-074?related=1
http://pt.slideshare.net/mensageiro2013
http://www.afsc.org.br/boletins/boletim.html
4. Através de catálogos “on line”
http://www.stampworld.com/pt/
http://www.catawiki.com/catalog/stamps/countries-regions-territories/100927-portugal-prt
http://colnect.com/en/stamps/countries
http://stampdata.com/stamps.php?fissuer=39
 Adquirir material que outra forma não era possível
http://www.delcampe.net/
http://www.ebay.com/rpp/stamps
http://www.coisas.com/
http://www.olx.pt/nf/search/antiguidades
http://coleccoes.grandemercado.pt/
http://www.catawiki.com/
 Ter notícias actualizadas sobre a sua área de interesse (filatelia, cartofilia, etc.)
http://www.stampnews.com/
http://www.nsotw.info/latest.html
https://www.google.pt/webhp?sourceid=chrome-instant&ion=1&espv=2&ie=UTF-8#tbm=nws&q=selos+postais
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Apresentar / organizar colecções
http://www.catalogocdd.com.br/filatelia/mostrat.php
http://pt.slideshare.net/Torbi/los-puentes-en-la-filatelia?qid=f8963846-a349-4360-926a-28c5f712374d&v=default&b=&from_search=11
http://pt.slideshare.net/nucleofilateliafaro/filatelia-um-mundodeimaginacao?qid=f8963846-a349-4360-926a-
28c5f712374d&v=default&b=&from_search=5
http://www.japhila.cz/hof/index02_.htm
http://pt.slideshare.net/ritacruz/os-selos-de-portugal?related=1
https://pt.pinterest.com/sobanski/philately/
https://pt.pinterest.com/bluest123/famous-people-on-postage-stamps/
https://plus.google.com/photos/102380200812835311627/albums/5759287474830413473?banner=pwa
http://instagram.com/santiagocasillasnavarro/
https://www.youtube.com/watch?v=McwmhlAMr6I&index=1&list=PL5867E4E176AB9F67
https://www.youtube.com/watch?v=WSZD35A8WBk
https://www.youtube.com/watch?v=A5yGdCTEohs
https://www.youtube.com/watch?v=qvC0xRMyYvs&list=PL5867E4E176AB9F67&index=47
Apresentação de António Gonçalves Borralho – ”A FILATELIA NO
ALGARVE – PASSADO, PRESENTE E FUTURO”
Tendo começado por agradecer aos organizadores o convite que lhe foi endereçado, iniciou a
sua intervenção por definir o que é a filatelia e fez uma breve resenha histórica dos Correios desde
a criação do cargo de Correio-Mor em 1520 até 1853, por D. Manuel até à data da emissão do pri-
meiro selo português no reinado de D. Maria. Em seguida iniciou apresentação do tema com ilustra-
ção de slides sobre os assuntos tratados.
O Passado
Iniciando pelo passado, considerou-o a partir do aparecimento dos primeiros selos para dividir
este passado em quatro grandes períodos:
O primeiro de 1853 com o aparecimento 1.º selo postal português até ao fim da monarquia
em1910.
Neste período referiu-se, ao aparecimento, dos primeiros selos postais, às 3 reformas postais,
ao aparecimento de vários tipos de marcas postais, dos postais ilustrados e, consequentemente ao
aparecimento dos primeiros colecionadores, dos comerciantes, das revistas e dos catálogos. De
realçar a emissão Primeiro Postal Ilustrado Português ao mesmo tempo Inteiro postal e relacionado
com o Algarve por ter como imagem um desenho com o Infante D. Henrique e Ponta de Sagres e o
nascimento do Eng.º António dos Santos Furtado, natural de Monchique, um dos grandes maxima-
listas a nível internacional. Não é conhecida atividade filatélica no Algarve
O segundo período de 1910-1953 – Da implantação da República ao 1.º Centenário do Selo
Postal Português.
Na 2.ª década aparecem as primeiras Associações de Trocas em Portimão, Faro e Lagos com
publicações próprias de trocas, compra e venda e ampla divulgação internacional. Aparecem anún-
cios de colecionadores do Algarve em publicações da época, encontros entre filatelistas em cafés,
Clubes Recreativos ou Bombeiros e folhas com selos expostas esporadicamente em lojas ou cafés
Terceiro período de 1953 a 1974 – Do 1.º Centenário do Selo Postal Português ao 1.º Centená-
rio da União Postal Universal – U.P.U.
Neste período já há notícias da existência de filatelistas em Lagos, Portimão, Lagoa, em Porti-
mão, Faro, Olhão, Tavira e V.R. Santo António e multiplicam-se os encontros em Cafés, Bombeiros
e Clubes Recreativos. O 1.º Carimbo Comemorativo do Algarve surge em1954, o filatelista José
Manuel Pereira dinamiza a filatelia em V. R. Santo António, programa-se a 1.ª Exposição Filatélica
Escutista, no Dia do Selo. As Estações de Correios começam a dar o seu apoio e foram utilizados
12 carimbos comemorativos.
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Quarto Período de 1974 – 2014.
O Algarve começa a desenvolver-se filatelicamente. Em 1977 nasce o primeiro agrupamento
filatélico juvenil e os CTT concedem o primeiro carimbo comemorativo para uma atividade filatélica
em 1977. Durante estas quatro décadas sucede-se a criação de várias Agremiações Filatélicas,
surgem os primeiros colecionadores do Algarve a participar em exposições, são organizadas expo-
sições Internacionais, Bilaterais, Nacionais e Regionais, dezenas de Mostras filatélicas e de Cole-
cionismo e 5 ALGARPEX. Realizaram-se outras manifestações filatélicas como Congressos,
Comemorações do Dia do Selo, Palestras, Encontros de Filatelia, etc. No campo da Literatura Fila-
télica, surgem a Revista “Mensageiro Filatélico” de 1997 a 2001, a Revista online “Mensageiro
do Algarve” desde 2013 e Sites na Internet .
Este desenvolvimento deve-se em parte aos apoios da Federação Portuguesa de Filatelia,
CTT, Câmaras Municipais e outras Entidades Publicas e Privadas
O Presente
A Filatelia é uma realidade e o selo é um instrumento útil e muito importante para a divulga-
ção das potencialidades de um país, os temas que abrange são de especial relevância para incen-
tivar o colecionador.
Mas os tempos presentes apresentam problemas tais como a pouca correspondência selada,
o aumento desmesurado do número de selos emitidos com valores altos e pouco utilizáveis. Por
outro lado os jovens são mais atraídos para as modalidades desportivas. A Internet e os telemó-
veis são um meio de passatempo e de intercâmbio de ideias e de comunicações rápidas.
A dinamização possível será o desenvolvimento da filatelia através da criação de clubes fila-
télicos e palestras, mostras de divulgação em Centros Comerciais e outros locais com grande
afluência de público, dinamização da Filatelia nas Escolas através de incentivos, emissões desti-
nadas aos mais jovens.
O Futuro
A União Postal Universal - UPU tem 192 países aderentes. Em 2012 a UPU divulgava que o
negócio primário (operadores postais) era de 50 mil milhões de dólares e o negócio no mercado
secundário (Comerciantes) era de 40 mil milhões de dólares, que o aumento de 2010 para 2011
teria sido de 8%, que na China os filatelistas crescem à média de um milhão por ano. A filatelia
constitui um negócio rentável.
Por parte dos países da UPU estamos certos que a filatelia não morre e por parte do colecio-
nador a filatelia também não desaparecerá. Uma coisa é certa, terá que haver um incentivo por
parte das Entidades Postais e uma adaptação da parte do colecionador a novas formas de encarar
o colecionamento dos produtos postais da era moderna.
Nota da Redacção: Estava previsto apresentar igualmente a participação de Vitor Lourenço, pro-
curaremos apresentá-lo tão cedo quanto possível.
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Congresso de Filatelia em Coimbra
Com Organização da Secção Filatélica da Associação Académica de Coimbra, realizou-se no
passado dia 14 de Março de 2015, mais um Congresso de Filatelia, tendo o local escolhido sido o
Hotel D. Luís, na Lusa Atenas.
Aberto a todos os Filatelistas que se quiseram inscrever, contou com a presença de cerca de
quarenta participantes que tiveram oportunidade de apresentar as suas comunicações (Livros, Estu-
dos ou simples Peças de opinião) acerca da Filatelia.
Iniciaram-se os trabalhos cerca das 10 horas, com a entrega de documentação e sessão de
abertura com a apresentação de carimbo comemorativo especialmente concebido para o efeito por
parte dos Correios de Portugal.
O primeiro orador foi o Dr. Raul Moreira dos Correios de Portugal que apresentou uma comu-
nicação intitulada “Evolução recente e tendências do Mercado Filatélico”. Seguidamente foi a
vez da Dr.ª Maria Margarida Sobral Neto da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, ten-
do versado a sua comunicação sobre o tema “Os Correios Portugueses na época moderna (de
D. Manuel a D. Maria I): organização, itinerários e funcionamento”.
O último orador da manhã foi Acácio Horta da Luz, tendo a sua apresentação versado sobre
“Manuais de Legislação Postal Portuguesa e Internacional – 1902-1945”.
Seguiu-se um período de debate, com perguntas e respostas, tendo de seguida sido servido
um almoço no Restaurante do próprio Hotel.
Da parte da tarde, iniciaram-se os trabalhos cerca das 15 h com a intervenção do Profº Carlos
M. Freire de Oliveira, da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e antigo dirigente da
Secção, tendo apresentado “História do agrupamento temático nacional de Medicina”.
Foram segundos oradores da parte da tarde, os Profs. Isabel Maria Freitas Valente (CEIS20/
TE) e João Rui Pita, antigo dirigente da Secção, da Faculdade de Farmácia da Universidade de
Coimbra/CEIS20, tendo apresentado o tema e a sua experiência acerca de “Portugal e a Europa:
uma história contada através dos selos portugueses – uma exposição itinerante”.
Seguiu-se um período de debate com perguntas e respostas bastante animado onde foi possí-
vel trocar opiniões e experiências acerca dos temas anteriormente abordados.
Seguiu-se a apresentação do livro “Teclas – o Filatelista”, por João Paulo Simões, de carác-
ter didático.
Interrompidos os trabalhos por volta das 17 horas, foi servido um lanche na varanda do pró-
prio hotel.
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Retomados os trabalhos para a ultima parte do Congresso, foram apresentadas, em primeiro
lugar a comunicação de Pedro Vaz Pereira, Presidente da Federação Portuguesa de Filatelia, “ A
Origem do Selo e o Desenvolvimento da Filatelia” e por último uma comunicação de António
Manuel Pimentel Perestrelo Cavaco, antigo dirigente da Secção Filatélica, subordinada ao tema
“Filatelia – Que Futuro?”.
Abriu-se um momento de debate com perguntas e respostas, tendo havido algumas conside-
rações e promessas por parte da FPF em relação a iniciativas a levar a cabo no futuro, com o intui-
to da divulgação da filatelia e com o objectivo de cativar o gosto pelo colecionismo.
O Congresso terminou por volta das 19 horas, tendo sido na opinião dos participantes, uma
optima jornada de confraternização, onde se debateram ideias, convicções e temas que certamen-
te irão contribuir para que no futuro seja possível expandir este tipo de colecionismo.
Por ultimo uma palavra de agradecimento e de parabéns para os dirigentes da Secção Filaté-
lica da Associação Académica de Coimbra, por terem levado a cabo esta iniciativa, que se integrou
nas comemorações do 50º Aniversário da própria Secção, fundada em 23 de Fevereiro de 1965.
Anteriormente, no dia 23 de Fevereiro, já tinha sido realizada uma Mostra Filatélica com a apre-
sentação de documentos e peças filatélicas realizadas ao longo destes cinquenta anos por parte
da Secção, tendo os Correios de Portugal editado um bonito inteiro postal desenhado por actuais
dirigentes da Secção, alusivo a tal efeméride. A Direcção Geral da Academia também não deixou
de se associar às comemorações tendo sido descerrada placa comemorativa alusiva à passagem
deste aniversário.
Por último, tendo o signatário desta comunicação, passado por esta Secção aquando da sua
formação académica e organizado entre outros eventos as Comemorações do 18º Aniversário da
Secção, foi com muito orgulho e sentimento de que valeu a pena ter “perdido” algumas noitadas
pela causa da Filatelia e da Secção, que volvidos estes anos, constatou que o dinamismo da Sec-
ção continua vivo e que “…Coimbra (continua a ser) é uma Canção, só passa quem souber,
dizer Saudade…” ou “ …Coimbra (continua a ser) é mais bonita na hora da despedida”.
Apresentação do trabalho de
António Manuel Pimentel Perestrelo Cavaco
FILATELIA – Que Futuro?
Todos sabemos que a “crise” que assolou o País, foi de origem económica e financeira, mas
não é dessa crise que este meu depoimento pretende abordar.
Em 1987 num artigo que escrevi para a revista “Filatelia Portuguesa”, projectava para o futu-
ro algo que na minha opinião era o desejável, mas não o que já na altura previa que iria acontecer.
Não me enganei, embora preferisse ter-me enganado e o cenário fosse aquele que sonhava.
Sonho esse que contemplava a presença de jovens dirigentes à frente das várias Colectividades
filatélicas, fruto da renovação de quadros que se tinha iniciado e complementado com o ensina-
mento dos mais sábios, que entretanto se dedicavam, à pesquisa, ao estudo e à publicação das
suas descobertas, quer através de conferências, quer através de escritos em revistas das especia-
lidades.
Esta nova geração, com maior capacidade de mobilização e aproveitando as novas tecnolo-
gias que entretanto estavam a aparecer, certamente que iriam dar continuidade na divulgação da
filatelia por este País fora… Efectivamente este era o meu sonho, mas já nessa altura não via
grande possibilidade de se concretizar. Podemos perguntar então qual o motivo para que tal não
tenha acontecido, se nos anos “oitenta” tínhamos uma Filatelia participativa e com um nº conside-
rado de agremiações e filatelistas.
Podemos enumerar uma dezena ou mais de factores que motivaram que tal cenário fosse
acontecendo, no entanto na minha opinião a ausência de um deles é a causa do estado actual da
nossa Filatelia – DIVULGAÇÃO -.
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P Á G I N A 2 8
Como sabemos, para colher é necessário semear. Aqui esteve o nosso erro. Não fomos sufi-
cientemente persistentes a continuar com a divulgação da filatelia. Onde? Nas Escolas, nas Colecti-
vidades, na Comunicação Social (Jornais, Rádio, Televisão) e aproveitando as novas tecnologias,
principalmente a internet.
Hoje, são raras as Mostras de Divulgação, logo como vamos despertar a curiosidade e cativar
“Jovens” para esta temática. Quando falo de “Jovens” não se pretende somente atingir aqueles que
a possuem pela sua juventude proveniente de idade natalícia, mas todos aqueles que se iniciam
nas lides filatélicas.
Necessitamos de uma Acção concertada com o nosso parceiro destas lides – Correios de Por-
tugal – de modo a que possamos criar uma rede de Mostras de Divulgação por este País. As Colec-
ções a expor serão essencialmente de caracter didáctico da responsabilidade da Federação P. Fila-
telia (temas como Historia de Portugal, Geografia, Ciências, etc.) que em articulação com as várias
Colectividades possam ser exibidas em Escolas, Colectividades, Bibliotecas, Espaços Públicos,
despertando a curiosidade e o interesse no jovem, no cidadão, em se abalançar a realizar também
a sua coleção.
Não se consegue cativar ninguém que é mero observador, a iniciar uma colecção, quando só
temos ao dispor Exposições (e poucas…) em que o nível de colecções nos fazem de certo modo
desistir logo antes de iniciar algo, pois nunca vamos conseguir qualquer coisa semelhante. Não que
seja contrário a essas exposições, pois são na mesma necessárias e devem continuar no Plano
Exposicional, pois vão permitir ao “jovem” ao longo da sua carreira, aprender e a aperfeiçoar as
suas próprias colecções. Contudo o que se pretende é que haja iniciação, trabalho, pesquisa, gosto
e interesse pelo colecionismo e quiçá que este “passatempo” possa servir para engrandecer os nos-
sos conhecimentos e tornar-nos mais sabedores.
Lanço o desafio conjunto á estrutura máxima da nossa filatelia, e ao emissor destes
“pedacinhos” de papel que se articulem e montem um programa de divulgação que em conjugação
com as agremiações possam promover e divulgar o gosto por este colecionismo.
Congresso da Federação Portuguesa de Filatelia
Realizou-se no dia 28 de Março o Congresso Ordi-
nário da Federação Portuguesa de Filatelia, APD
na Sala Londres do Travel Park Hotel com uma
vasta Ordem de Trabalhos, onde constavam além
do da aprovação do Relatório de Actividades, Con-
tas e Balanço elaboradas pela Direcção e os res-
tantes documentos que lhe estão subjacentes, a
ratificação da compra da nova sede e uma propos-
ta de alteração dos Estatutos e a designação do
local do próximo Congresso.
Foram pois discutidos o Parecer do Conselho Fis-
cal, o Relatório do Conselho Disciplinar, a fixação
da quota federativa para o próximo ano. Todos
estes documentos, incluindo o Relatório da Direc-
ção foram aprovados por unanimidade, mantendo-se também inalterado o valor da quota para o
próximo ano.
Porque a compra da nova sede segundo os estatutos em vigor, não era competência da
Direcção, mas o tempo útil não permitia a marcação de um Congresso expressamente para o efeito,
a mesma compra foi submetida para ratificação ao Congresso que facilmente a aprovou.
Na revisão dos estatutos, a Direcção elaborou uma proposta que a pôs à discussão, sendo
demoradamente discutida, artigo por artigo, aprovando-se uma redacção final.
Finalmente foi marcado para Lisboa o próximo Congresso
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A Filatelia no Escutismo
35 anos do Agrupamento 598 do CNE
Decorreu no dia 29 de Março em Armação de Pera, uma Mostra Filatélica subordinada ao
tema “A Filatelia no Escutismo”, organizada pelo Núcleo de Filatelia Juvenil de Escolas Silves Sul,
“O Bichinho do Selo”, inserida na comemoração dos 35 anos do Agrupamento 598 do Corpo de
Escutas de Armação de Pera.
A Mostra, integrada no plano Exposicional para 2015 da Federação Portuguesa de Filatelia,
teve lugar no Salão do Clube Futebol “O Armacenense” e contou, também, com uma exposição
de Objecos Escutas.
O carimbo representa a pedra basilar e o envelope comemorativo teve como ilustração a
imagem de S. Pedro, patrono do Agrupamento. Foram emitidos dois selos personalizados relacio-
nados com os escuteiros locais, no âmbito destas comemorações.
Este evento teve grande afluência de visitantes, nomeadamente filatelistas, escuteiros e anti-
gos escuteiros, população local e contou com a presença do Chefe Regional do Algarve.
Além da participação de Manuela Lourenço, a responsável pelo Núcleo, com Escutismo e
Papa João Paulo II, participaram os seguintes jovens: Tomás Ferreira com Animais, Alexandra
Jara com Religião e Cinema, Ana Vieira com Países Diversos, Margarida Carvalho com Flores e
Frutos, Ariana Dias com Musica e Cosmo, Luana Chicambi com Borboletas
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Mostra Filatélica - 2º Aniversário Eurocidade do Guadiana
Integrado nas comemorações da Eurocidade do Guadiana que inclui as cidades de Vila Real
de Santo António e de Ayamonte, também a vila de Castro Marim, cujo segundo aniversário se
comemora do próximo dia 9 de Maio, vai realizar-se no Edifício da Câmara Municipal vila-realense
uma Mostra Filatélica de 4 a 14 de Maio.
O Dia 4, dia da inauguração, está reservado ainda para a apresentação do programa das
comemorações que se distribuirão pelas três localidades e ainda para o lançamento de dois selos
personalizados, um por parte cidade de Vila Real de Santo António e outro por parte da cidade de
Ayamonte, prevendo-se ainda um terceiro, embora ainda não confirmado, pela vila de Castro
Marim. Os selos, além do logótipo da Eurocidade do Guadiana terão a ilustração de um motivo
secundário representativo de cada uma das localidades.
Estarão em exposição várias colecções ligadas ao Algarve e à Andaluzia pertencentes a filate-
listas dos dois lados do Guadiana.
Onugarve 2015 - Huelva (Espanha)
Huelva (Espanha), 2 a 17 de Junho – ONUGARVE 2015
Vai realizar-se de 2 a 17 de Junho na Casa Colombo em Huelva (Espanha) a Exposição Filatélica ONUGAR-
VE 2015, deixando assim de utilizar as instalações da Universidade de Huelva, local onde, nos últimos anos,
têm tido lugar estas exposições.
A Casa Colombo, um dos locais mais nobres daquela cidade andaluza já foi palco de exposições filatélicas,
incluindo uma, em 2010, com a participação de filatelistas do Algarve, podendo mesmo afirmar-se que volta-
mos ao local da partida.
III Encontro Internacional de Coleccionismo de
Vila Real de Santo António
Vai realizar-se no dia 6 de Junho o já habitual Encontro Internacional de Coleccionismo, que
vai já na sua terceira edição. Há muito que foi divulgada a sua realização nas redes sociais, encon-
trando-se as inscrições a correr a bom ritmo.
A expectativa é grande até porque a avaliar pelos encontros anteriores, espera-se ultrapassar
o número de participantes das edições anteriores.
Este ano, juntamente com o encontro far-se-á uma Mostra de Filatelia e Coleccionismo, pre-
vendo-se ainda a emissão de um carimbo comemorativo, integrado nos 125 anos do Corpo de
Bombeiros de Vila Real de Santo António.
O local escolhido para este III Encontro é o Centro Cultural António Aleixo, no centro da cida-
de de Vila Real de Santo António.
Paralelamente e na Praça Marquês de Pombal, irá ter lugar, nos dias 6 e 7 de Junho a II Feira
de Floricultura e Artesanato, contando esta com a colaboração da Câmara Municipal, Sociedade de
Gestão Urbana-EM, SA e ACRAL.
Ambas a actividades são uma organização da Secção de Coleccionismo da Associação
Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Real de Santo António
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Próximos Eventos Filatélicos
Mostra Filatélica
(Escola EB 2/3 D. Afonso III - Faro)
De 20 de Abril a 01 de Maio estará patente na Escola EB 2/3 D. Afonso III mais uma exposi-
ção filatélica, desta vez alusiva à temática 25 de Abril.
Esta iniciativa decorre de uma iniciativa preconizada pelo extinto Núcleo de Filatelia de Faro -
ATAF que no ano passado em parceria com a Câmara Municipal de Faro levou às Escolas sede de
Agrupamento três coleções filatélicas sobre o tema "25 de Abril".
A semente singrou e este ano os anteriores membros do NFF foram contatados para voltar a
colocar patente essa exposição. Como tal, os coleccionadores Luís Brás e Francisco Paiva disponibi-
lizaram as suas coleções para estarem patentes e relembrar/ensinar os alunos "25 de Abril" utilizan-
do por base coleções de filatelia.
1º Seminário do Fórum Numismatas
Como noticiámos no passado número de “O Mensageiro do Algarve”, vai realizar-se na Quar-
teira nos dias 1, 2 e 3 de Maio um conjunto de iniciativas no âmbito do 7º Aniversário do Fórum
Numismatas. Em Nota à Imprensa, datado de 19 de Março, os promotores do acontecimento dão-
nos conta das diversas iniciativas.
Assim, no dia 1 a partir das 16h30 realiza-se no Auditório do Centro Autárquico um Seminá-
rio sobre a numismática algarvia, conta com o apoio da Câmara Municipal de Loulé e serão orado-
res António Miguel Trigueiros, Dália Paul (Directora da Divisão de Cultura e Património de Loulé),
José Ruivo e Rui Santos;
No dia 2, realiza-se o almoço de aniversário, onde se espera estarem presentes mais de 80
numismatas de todo o país, Dr. Vitor Aleixo, presidente da Câmara Municipal de Loulé, a vereado-
ra da mesma Câmara, Dra. Ana Machado e ainda do Dr. José Ruivo, doutorado em Arqueologia e
responsável pelos Serviços Técnicos de Arqueologia do Museu Conímbriga.
Diz ainda a Nota de Imprensa que no decurso do evento irão realizar-se diversas actividades
ligadas ao coleccionismo, venda e sorteio de moedas, notas e livros temáticos a ainda a eleição do
forista do ano que será galardoado com o prémio “Flor de Cunho”.
Será emitida uma medalha do evento dedicada a Quarteira e estarão patentes duas mostras
expositivas, a primeira dedicada à “Expansão Marítima Portuguesa através da Moeda” e outra em
homenagem ao escultor “Espiga”, composta por moedas e medalhas da autoria daquele consagra-
do artista.
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Exposição Filatélica “London 2015”
Vai realizar-se na cidade de Londres de 13 a 16 de Maio a Exposição
Filatélica competitiva “London’2015” que decorreraá no Business Disign Cen-
tre em Londres. Esta Exposição tem o patrocínio da FEPA-Federação Europeia
de Associações Filatélicas e com reconhecimento da FIP – Federação Interna-
cional de Filatelia.
É Comissário para Portugal o dirigente federativo Vitor Jacinto.
João Soeiro, integrará o Corpo de Jurados desta exposição internacional.
Esta exposição abrange todas as classes filatélicas e contará com cerca
de 1200 quadros, concorrendo, na Classe de Literatura um filatelista do Algar-
ve, Francisco Matoso Galveias que apresentará o seu livro “Os Bombeiros na Filatelia Portuguesa”.
Algarpex 2015 - VI Exposição Filatélica do Algarve
Começou já a ser distribuído o Boletim nº 1 da ALGARPEX’2015 que se realiza de 3 a 12 de
Julho em lugar em Castro Marim, na Casa do Sal, local considerado como a casa da cultura daque-
la vila. O tema da exposição é o Sal e a sua actividade, de primordial importância para o concelho,
ombreando com o Turismo como as principais actividades dos castro-marinenses.
Estão previstas outras actividades paralelas, como sejam uma feira de coleccionismo, a rea-
lizar e já o tradicional almoço de confraternização, onde os coleccionadores oriundos de todo o
Algarve e da Andaluzia trocam algumas palavras.
As Algarpex’s que já entraram no calendário filatélico algarvio são organizadas pelos agru-
pamentos filatélicos do Algarve decorrendo alternadamente em diversas localidades contando ainda
com a participação de filatelistas andaluzes.
Sendo a segunda vez que a Secção de
Coleccionismo da associação Humanitária dos
Bombeiros Voluntários de Vila Real de Santo Antó-
nio está a organizar a Algarpex - Exposição Filatéli-
ca do Algarve, escolheu desta vez o Concelho de
Castro Marim para local da exposição, centrando-a
como afirmámos anteriormente, na temática do Sal,
uma das actividades económicas mais significativas
daquela Vila do Sotavento Algarvio.
As inscrições deverão ser remetidas à Orga-
nização até ao dia 25 de Maio. O programa está a
ser elaborado e, a seu tempo será divulgado aos
participantes.
Embora não sendo a primeira vez que Cas-
tro Marim foi palco de um evento filatélico, é a pri-
meira vez que Castro Marim irá ter um Carimbo
Comemorativo, o que, por si só, é mais um aliciante
para esta exposição.
Por outro lado a pronta disponibilidade da
Câmara Municipal deixa-nos esperançados de uma
boa jornada filatélica.
P U B L I C A Ç Ã O T R I M E S T R A L — A N O I I I N . º 9 P Á G I N A 3 3
Produtos Filatélicos do 1º Trimestre de 2015Produtos Filatélicos do 1º Trimestre de 2015Produtos Filatélicos do 1º Trimestre de 2015
Carimbos Comemorativos
Vila Real de Santo António, 15.01.2015 – 125 Anos do Corpo de Bombeiros (de Vila Real de
Santo António) – (Carimbo de lançamento de Inteiro Postal)
São Brás de Alportel, 03.02.2015 – 100 Anos do Concelho de São Brás de Alportel
Armação de Pêra, 29.03.2014 – 35 Anos do Agrupamento 598 do Corpo Nacional de Escutas –
(Mostra Filatélica).
Emissões Filatélicas
 Madeira autoadesivos II
Data da Emissão: 19.01.2015
Selos: E20g (Quintas da Madeira); E20g (Pão tradicional)
E20g (Europa 2012, Visite); E20g (Europa 2012 Floreste e Turismo)
E20g (Bordados tradicionais portugueses)
Carimbos de 1º Dia: Lisboa, Porto, Funchal e Ponta Delgada
 Mobilidade Sustentável
Data da Emissão: 27.01.2015
Selos: 0,42€ + 0,80€ (selos se tenant)
Carimbos de 1º Dia: Ponta Delgada, Funchal, Porto, Lisboa
O M E N S A G E I R O D O A L G A R V E
P Á G I N A 3 4
 Desportos Radicais II, Autoadesivos
Data da Emissão: 12.02.2015
Selos: N20g (Kitesurf); A20g (Escalada); E20g (Rafting)
Carimbos de 1º Dia: Lisboa, Porto, Funchal e Ponta Delgada
 Emissão Centenário da Revista Orpheu
Data da Emissão: 20.02.2015
Selos: 0,42€ (Capa do 1º Número da Orpheu), 0,72€ (Idem do 2º Número)
Bloco: 2,50€ (Quadro sem título, lendo Orpheu 2) de Almada Negreiros
Carimbos de 1º Dia: Lisboa, Porto, Funchal e Ponta Delgada
 Grandes Músicos do Mundo
Datas de Emissão: 26.03.2015
Selos: 0,72€ (Jean Sibelius); 0,80€ (Elisabeth Schwarzkopf)
Blocos: 1,50€ (Jean Sibelius); 1,50€ (Elisabeth Schwarzkopf)
Carimbos de 1º Dia: Lisboa, Porto, Funchal e Ponta Delgada
 Vultos da história e da Cultura
Datas de Emissão: 31.03.2015
Selos: N20g (Francisco Vieira); N20g (Barbosa du Bocage)
0,62€ (Ramalho Ortigão); 0,72€ (Ruy Cinatti)
0,80€ (Agostinho Ricca); 1,00€ (Frederico George)
Carimbos de 1º Dia: Lisboa, Porto, Funchal e Ponta Delgada
Inteiros Postais
 15.01.2015 – Inteiro Postal – 125 Anos do Corpo de Bombeiros de Vila Real de Santo
António
 23.02.2015 – Inteiro Postal – 50 Anos da Secção Filatélica da Associação Académica de
Coimbra
 27.01.2015 – Inteiro Postal – 80 Anos da fundação Inatel – 1935-2015 (não houve carimbo
de lançamento)
 09.03.2015 – Inteiro Postal – 115 Anos do Instituto de Odivelas
 11.03.2015 – Inteiro Postal – 25ª Meia-Maratora de Lisboa
Retirada de Produtos Filatélicos de Circulação
Segundo um Aviso emitido pelos CTT em Novembro de 2014, e considerando que as
emissões de selos comemorativos relativos ao período de 2006 a 2007, os Inteiros Postais
Comemorativos e Cartas Inteiras Comemorativas relativos ao período de 2002 a 2007, as
emissões da Série Base relativos a 2006 e 2007 e as emissões de etiquetas de Impressão de
Franquia Automática – EIFA de 2006 e 2007, se encontram desactualizadas, a Comissão Exe-
cutiva dos CTT, ao abrigo das disposições nos artigos 17º e 18º do Decreto-Lei nº 360/85, de
3 de Setembro, deliberou retirar de circulação os valores postais emitidos naqueles períodos,
deixando de ter validade a partir de 31 de Janeiro de 2105.
Refere ainda o Aviso dos CTT que os selos poderão ser trocados por outros que estejam
em vigor, em qualquer Loja dos CTT, entre o dia 2 de Fevereiro e 30 de Abril de 2015.
Em carta emanada dos Serviços de Filatelia de 15 de Janeiro de 2015, dá a mesma
informação, acrescentando que para fins de coleccionismo, podem ainda comercializar estes
artigos filatélicos por mais algum tempo, pelo que poderão contactar com aqueles serviços até
30 de Abril de 2015.
P U B L I C A Ç Ã O T R I M E S T R A L — A N O I I I N . º 9 P Á G I N A 3 5
Endereços das Agremiações
AFAL - Associação Filatélica Alentejo Algarve
Avenida 25 de Abril, Bloco 2, r/c
8500-610 Portimão
Núcleo Filatélico Juvenil de Armação de Pêra
Sítio da Torre,
Armação de Pêra,
8365-184 Silves
Núcleo Juvenil de Filatelia e Colecionismo de Lagoa
Biblioteca Municipal de Lagoa
Largo dos dos Combates da Grande Guerra
8400-338 LAGOA
Secção Filatélica do Lions Clube de Portimão
Auditório Municipal
Rua Miguel Bombarda
8500-299 Portimão
Secção de Colecionismo da Associação Humanitária
dos Bombeiros Voluntários de Vila Real de Santo
António
Rua Francisco Sá Carneiro S/N
8900-307 Vila Real de Santo António
Coleccione Selos e visite as exposições filatélicas
Se tens conhecimento de eventos ligados ao coleccionismo que ocorram no Algarve não hesites em
informar-nos, ou escreve uma notícia e envia-a para nós a publicarmos nas páginas desta revista
Se és possuidor de alguma curiosidade sobre uma peça de coleccionismo e que de alguma forma a
ligue ao Algarve, escreve-nos um texto que nós publicamos nas páginas desta revista
Se tens conhecimento que no lugar onde vives houve no passado alguma exposição de filatelia e
dela tens algum documento, faz uma notícia sobre esse evento para ser publicado nas páginas desta
revista, enviando-nos igualmente imagens se possível
Enfim, colabora connosco!
Colaboraram neste número:
António Borralho
António Cavaco
Feliciano Flor
Francisco Galveias
Manuela Lourenço
Paulo Silva
Sérgio Pedro
Paginação e Montagem
Francisco Galveias
Os artigos publicados são da inteira
responsabilidade dos seus autores.
Contacte-nos para
Email:
omensageirodoalgarve@gmail.com
Divulga pelos amigos “O Mensageiro do Alagrve”
Podes ler os números anteriores em:
http://www.slideshare.net/mensageiro2013
http:www.com/mensageiro Algarve/docs

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O Mensageiro do Algarve n.º 9

  • 1. “O Mensageiro do Algarve” fez dois anos. Foram dois anos a dar informação do que filatelicamente ia acontecendo pelo Algarve, sem esquecer o que, por outras paragens, ia acontecendo também, mas, neste caso, com a participação de filatelistas do Algarve. Estão de parabéns as agremiações filatélicas e de coleccio- nismo do Algarve que puseram em pé um projecto que lentamente foi amadurecendo, primeiro em versão papel que não chegou sequer a sair de projecto, por falta de suporte económico. Viria a ser viável em versão electrónica, pois praticamente não tem custos e é de fácil dis- tribuição, chega rapidamente ao seu destinatário e pode ser redistri- buído sem lhe tirar qualquer qualidade, além de estar sempre acessí- vel em qualquer parte do mundo. Carolice de alguns, que se mantém porque há acontecimen- tos que o suportam e porque há leitores para este tipo de revistas electrónicas e pensamos que tem aceitação, disso nos vamos aperce- bendo, Foram oito números, foram no seu total 252 páginas, foi bas- tante informação do que aconteceu e do que haveria para acontecer. Fizemos a incursão a outras regiões geográficas e, neste particular, destacamos a Andaluzia, não só pela proximidade, mas mercê de um acordo com os filatelistas andaluzes, as participações de filatelistas algarvios passaram então a fronteira para serem expostas em Espa- nha, e o inverso também tem acontecido, e disso demos conhecimen- to. Alguns artigos sobre o Algarve enriqueceram as páginas de “O Mensageiro do Algarve”, não esquecendo o coleccionismo com particular destaque para a filatelia, certamente que irão continuar a aparecer, assim haja quem os escreva e os envie para a nossa Redacção, serão publicados na oportunidade caso neles encontremos algo de novo e interessante. As oito figuras que constituíram as primeiras páginas de “O Mensageiro do Algarve”, aí estão. Outros números se lhe seguirão que, a seu tempo, os nossos leitores terão acesso aos seus conteú- dos. Assim será o futuro próximo, esperamos… EditorialEditorialEditorial O Mensageiro do AlgarveO Mensageiro do AlgarveO Mensageiro do Algarve P U B L I C A Ç Ã OP U B L I C A Ç Ã O T R I M E S T R A LT R I M E S T R A L —— A N OA N O I I I N . º 9 A B R I L D E 2 0 1 5I I I N . º 9 A B R I L D E 2 0 1 5 NESTA EDIÇÃO: 3 O Transporte de Correio por Caminho de Ferro 12 Carimbos Circulares datados (tipo 1880) no Algarve-Período monárquico 17 Colecionismo no Algarve 18 Mensagem Listagem de Selos “algarvios” 20 Cunhagem e circulação de moedas Árabes no Algarve 21 Actividades Filatélicas no Algarve de Janeiro a Março 31 Próximos eventos filatélicos Os Artigos publicados são da responsabilidade dos seus autores
  • 2. O Mensageiro do Algarve O Mensageiro do Algarve é uma revista online de Filatelia e Coleccionismo, que foi criada em 2013, pelas Agremiações Filatélicas do Algarve, obedecendo a certas normas de conduta que julgamos fundamentais e, para:  Ser um elo de união entre todos os que se dedicam a qualquer género de colecionis- mo tanto a nível regional como nacional;  Ser um meio salutar para a divulgação e troca de conhecimentos;  Publicar e divulgar notícias desta província, tanto para a filatelia como para qualquer género de colecionismo;  Referenciar a participação de colecionado- res do Algarve em qualquer evento a nível nacional ou internacional;  Publicar artigos relacionadas com o Algar- ve, cujos autores sejam ou não naturais ou residentes no Algarve;  Publicar artigos que se considerem ser de interesse para os colecionadores e que sirvam para o enriquecimento dos seus conhecimentos, nas áreas a que se dedi- cam;  Referenciar todo o material filatélico emiti- do pelos Correios de Portugal (selos, blo- cos, inteiros postais, carimbos, livros, etc.) no trimestre e só do trimestre da publica- ção;  Afastar o envolvimento da nossa publica- ção em qualquer espécie de sectarismo político, religioso ou associativo;  Apesar de ser uma publicação de amado- res para amadores, reger-se pelos bons princípios do Código Deontológico do Jor- nalismo;  Em suma, ser uma voz activa do colecio- nismo em Portugal. O M E N S A G E I R O D O A L G A R V E P Á G I N A 2
  • 3. Quando uma qualquer carta chega ao seu destinatário, ela já tem atrás de si um longo per- curso que foi feito com recurso a vários destes meios de transporte: muar ou cavalo, diligência pos- tal, veículo automóvel, bicicleta, motociclo, ou comboio. A carta termina o seu trajecto quando um carteiro, geralmente apeado, no-la entrega no nosso domicílio ou caixa postal. Para uma entrega cada vez mais célere, podemos pois afirmar que os correios souberam adaptar-se à evolução dos meios de transporte; souberam acompanhar o progresso. Com o aparecimento dos meios de transporte regulares, os correios passaram a utilizá-los para transporte das cartas para uma entrega mais célere. Em Portugal, os primeiros transportes regulares utilizados foram o rodoviário o fluvial e o marítimo. O transporte rodoviário fazia-se através da Mala-Posta, utilizando uma diligência puxada por cavalos, possuindo postos de muda de cavalos ao longo do seu percurso. Era portanto um sis- tema misto de transporte, porque além do correio transportava também passageiros. Era bastante perigoso já que sofria constantes assaltos por parte de salteadores. Por outro lado os barcos eram utilizados nas carreiras de Lisboa para o Porto e de Lisboa para o Algarve, ambos de ida e volta, além da travessia do Rio Tejo entre Lisboa e as povoações ribeirinhas da outra margem, Barreiro, Cacilhas ou Aldeia Galega ou até rio acima com o transporte do correio até ao Carregado. Com a introdução em Portugal do caminho de ferro em 28 de Outubro de 1856, estava-se então em condições de utilizar este novo meio de transporte, mais rápido e mais seguro, passando então o correio a ser transportado por comboio, pelo sistema de condução, primeiro, e mais tarde em ambulâncias adquiridas pela Direcção Geral do Correio, isto é, contra a entrega das malas de correio nas estações com ou sem qualquer acompanhamento por funcionários dos correios, no pri- meiro dos casos ou acompanhados por funcionários dos correios mas instalados em vagões devi- damente apetrechados, as ambulâncias postais, veículos ferroviários, utilizados na recolha, proces- samento e distribuição de correio, ao longo das viagens, como se de estações ambulantes se tra- tasse. Vulgariza-se assim o acto de escrever uma carta que até então eram quase e exclusivamen- te trocadas apenas por uma elite, passando a popularizar-se mercê também da mobili- dade cada vez maior das pessoas que tinham assim necessidade de comunicar com os familiares de que passaram a ficar distantes. O caminho de ferro fez com que os correios se desenvolvessem de uma for- ma como até não nunca tinha acontecido. A partir de 1864, altura em foram introduzidos em Portugal os comboios cor- reios, o transporte postal passou a realiza- do nestes comboios, que paravam em todas as estações e apeadeiros, e faziam a recolha e a entrega de correio. Estes com- boios também transportavam passageiros, gozando de grande popularidade já que os preços eram muito mais acessíveis do que os dos restantes comboios. Quase todos os comboios possuíram ambulâncias postais. Transita- vam quase sempre durante a noite P U B L I C A Ç Ã O T R I M E S T R A L — A N O I I I N . º 9 P Á G I N A 3 O Transporte de Correio porO Transporte de Correio porO Transporte de Correio por Caminho de FerroCaminho de FerroCaminho de Ferro (1ª Parte)(1ª Parte)(1ª Parte)
  • 4. ambulâncias postais. Transitavam quase sempre durante a noite entre os grandes centros, percor- rendo as principais linhas nomeadamente entre Lisboa e o Porto e entre Lisboa e Badajoz, nos quais se utilizava pessoal da Direcção de Correios de Lisboa para acompanhar o correio. Estes comboios, mais tarde abrangeram outras linhas. Com o desenvolvimento e construção de novas linhas de caminho de ferro a Direcção Geral de Correios e Telégrafos criou a Repartição do Serviço de Ambulâncias, com vista a admi- nistrar as ambulâncias postais, instituindo delegações em Lisboa e no Porto. Da delegação de Lis- boa dependiam todas as linhas do centro e do sul do país. Em 1 de Dezembro de 1866, foram instituídas as primeiras Ambulâncias Postais, ligando as duas capitais ibéricas, serviço este suspenso a 12 de Dezembro de 1869 por falta de financia- mento. Outros destinos foram entretanto surgindo de acordo com as novas linhas que iam sendo implantados e, em cerca de trinta anos cobriram quase todo o território nacional. O Correio e as Ambulâncias A Administração do Correio, acompanhando o progresso que o comboio trouxe para o transporte de passageiros, serviu-se deste, para o transporte de correio. Não será de estranhar pois, que instituísse os correios-condutores, acompanhavam (conduziam) o correio no comboio, manuseando os sacos (malas) de correio da origem ao destino, não havendo qualquer tratamento da correspondência, sendo esta obliterada nas estações de origem e de destino. O M E N S A G E I R O D O A L G A R V E P Á G I N A 4 Ambulância Início Supressão Observações Leste 1/12/1866 1896 Minho ?/11/1878 1882 Beira Alta 19/7/1882 Minho I e Minho II 1882 1972 (I) Serviço ascendente (II) Serviço descendeste Minho III e Minho IV 1882 1882 (III) e (IV) Ascendente / Descendente, com duplicação de Ambulâncias Norte I e Norte II 4/1/1878 1972 (I) Serviço ascendente (II) Serviço descendeste Norte III e Norte IV 6/1/1878 1972 (III) e (IV) Ascendente / Descendente, com duplicação de Ambulâncias Douro I e Douro II ?/3/1882 (I) Serviço ascendente (II) Serviço descendeste Leste I e Leste II 1882 1972 (I) Serviço ascendente (II) Serviço descendeste Douro III e Douro IV ?/?/1882 1892 (III) e (IV) Ascendente / Descendente, com duplicação de Ambulâncias Sul I e Sul II 17/3/1878 1946 (I) Serviço ascendente (II) Serviço descendeste Leste III e Leste IV 1882 1883 (III) e (IV) Ascendente / Descendente, om duplicação de Ambulâncias Oeste ?/?/1888 1973 Sul III e Sul IV ?/5/1890 1892 (III) e (IV) Ascendente / Descendente, com duplicação de Ambulâncias Beira Baixa ?/?/1896 1972 Corgo 1/7/1910 1972 Tua 15/7/1910 1969 Alentejo 1/6/1911 1972 Vouga 1928 1972 Fafe e Sabor 1932 1972
  • 5. Também o correio internacional teve um incremento o que levou a celebrar uma Convenção Postal entre Portugal e Espanha, que entrou em vigor em 1 de Julho de 1875, para a troca de malas de correio entre os dois países em diversas fronteiras como foi o caso da fronteira de Vila Real de Santo António / Ayamonte. Estabeleceu horários para a saída de correspondência, adaptando este horário à tabela dos horários do comboio. Em 15 de Abril de 1874, o “comboio-correio” descendente (Lisboa para Cazé- vel) da Linha do Sul tinha partida às 6H00 e chegava às 16H24. O inverso (ascendente): Partia às 4H30 e chegada às 14H45. Estes comboios, foram providos de ambulâncias em Março de 1878, cujo efectivo era um Chefe e um Contínuo, sendo este o antigo corrreio-condutor que prestava o serviço na mesma linha. Estas ambulâncias eram atreladas aos comboios, constituíam assim uma Repartição Postal Ambulante, e prestando a quase totalidade dos serviços que qualquer outra Repartição Postal fixa operava. Era comum, existirem nas estações “Caixas de Correio de Última Hora”, por vezes esta cai- xa estava instalada na própria ambulância que eram muito utilizadas pela população que frequente- mente esperava pelo comboio, já que tinham um horário bastante mais alargado, não necessitando de nenhuma taxa adicional. Em determinadas estações, nomeadamente nas cidades de Lisboa (estações do Rossio, de Santa Apolónia e do Terreiro do Paço), do Porto (São Bento) e ainda na estação do Barreiro. Como veremos mais adiante, a linha que partia do Barreiro e se destinava ao sul do país, as ambulâncias adquiriam diversas nomenclaturas, de SUL I a SUL IV, embora inicialmente o comboio ainda não chegasse ao Algarve. As ambulâncias Sul III e Sul IV, devem ter cessado no início de 1892, já que não se conhe- cem carimbos posteriores a 4/1/1892, ao mesmo tempo que deixaram de figurar nas Estatísticas Gerais do Correio de 1892 a 1910. Terão sido substituídas pelos comboios mistos de Lisboa para Vila Real de Santo António em Novembro, provavelmente em Novembro de 1910, afirmação basea- da nas estatísticas de 1911. Por volta de 1928, o transporte de malas é fechado e entregue nas estações de caminho de ferro ao cuidado dos ferroviários, o que voltaria a acontecer mais tarde com as malas entregues ao serviço rodoviário, como veremos mais à frente, é o chamado correio por condução, já anteriormen- te referenciado, embora nestes casos sem acompanhamento de pessoal dos correios e por vezes P U B L I C A Ç Ã O T R I M E S T R A L — A N O I I I N . º 9 P Á G I N A 5
  • 6. até com carimbo com a legenda “AMBULÂNCIA”, “AMBULÂNCIAS POSTAIS” ou simples- mente “AMBULÂNCIAS”. No Algarve, o ramal de Lagos, utilizava o correio por condução. A Administração do Correio de Lisboa, fez saber que a partir de 25 de Novembro de 1964 e, através dos comboios mistos já existentes na Linha de Sueste, (também as linhas do Leste e do Norte), eram expedidas malas com correspondência entregues para as seguintes localidades, seguia-se uma enorme lista localidades que propositadamente omito, referenciando apenas as localidades do Algarve: Albufeira, Alcoutim, Castro Marim, Faro, Lagoa, Lagos, Loulé, Olhão, Porti- mão, Silves, Tavira e Vila Real de Santo António. A avaliar pelo tempo que esteve em serviço, de 1866 a 1972, quase um século, o transpor- te em ambulâncias ferroviárias terá sido tão bem sucedido, que sobreviveu a várias reformas de serviços. A partir de 1972, o correio continuou a ser transportado por comboio, mas agora em malas fechadas e nos chamados Comboios Expressos Postais, serviço este abandonado por com- pleto em 1990, tendo a última viagem sido realizada a 11 de Fevereiro com chegada a Coimbra em comboio proveniente de Lisboa. Após esta data, o transporte do correio passou a ser efectua- do em viaturas próprias para os já criados Centros Repartidores de Correio estrategicamente situa- dos em vários pontos do país e em serviço desde 1963, destes para as Estações de Correio da áreas de destino da correspondência. Das várias ambulâncias que operaram em Portugal, conseguimos elaborar o quadro que a seguir apresentamos e que é bem elucidativo do desenvolvimento que este serviço teve no nosso país, também se depreende que não estão incluídas as conduções de correio, neste caso devido ao seu elevado número: Do quadro anteriormente apresentado, facilmente se conclui que, apenas a linha do Sul transporta o correio de e para o Algarve e, é sobre esta que nos debruçaremos, embora outras haja, a que igualmente nos referiremos que embora não funcionando em ambulâncias serviram também o Algarve mas em regime de condução. A Linha do Sul, foi construída por fases. Numa primeira fase foi construída a entre o Barrei- ro e Elvas, esta prioritária já que corresponderia à ligação de Portugal ao resto da Europa. Em 1858 O M E N S A G E I R O D O A L G A R V E P Á G I N A 6
  • 7. iniciou-se a discussão do prolongamento da linha do Alentejo, que nessa altura servia a cidade de Beja, iniciando-se a ligação, primeiro até à Funcheira e depois a Faro, ficando este troço concluído em 21 de Fevereiro de 1889, embora fosse inaugurado a 1 de Julho do mesmo ano. A linha com a chegada a Vila Real de Santo António no dia 14 de Abril de 1906, que mais tarde, em 24 de Janeiro de 1952, chegaria também à fronteira, ao apeadeiro de Vila Real de Santo António-Guadiana. Quase em simultâneo, iniciou-se o ramal de Lagos, ligando Tunes àquela cidade, chegando o comboio a Ferragude-Parchal em 1903, só se concluindo em 30 de Julho de 1922, depois de ultrapassada a dificuldade de transposição do Rio Arade, com a construção da ponte ferroviária, o que permitiu a conclusão da linha. À ligação Vila Real de Santo António-Lagos foi dado o nome de Linha do Algarve. A ligação Setúbal-Funcheira haveria de concluir-se em princípios de 1919, mas só viria a estar totalmente operacional em 1 de Junho de 1925, altura em que se procedeu à inauguração da ponte de Alcácer do Sal, estabelecendo-se assim uma ligação mais rápida ao Algarve, deixando pois de haver necessidade de se transitar por Beja. Não resisto aqui incluir um texto, da autoria do jornalista Adelino Mendes, que lamentava a odisseia que foi uma viagem de comboio de Lisboa para a Praia da Rocha, que escreveu nas suas reportagens e transcritas em livro “Terras de Portugal. II O Algarve e Setúbal, Reportagens”, publi- cado em Lisboa em 1916, dizia: “Chego ao Algarve, manhã clara, depois d’uma noite inteira de suplício, encafuado numa insuportável gaiola de caminho de ferro (…), as pernas mal se distendem, entorpecidas, endureci- das, quasi rígidas de uma imobilidade cruel a que as forçou uma viagem longa de mais de doze horas (…). Cheguei a Tunes com o sol nado às primeiras horas da manhã (…). A voz do pregoeiro previne-me que tenho de mudar de comboio. Pego nas malas, reajo violentamente contra mim mes- mo e precipito-me para a gare como quem se atira para um poço (…), daqui a uma hora devo estar em Portimão. (…) Alojo-me numa carruagem que deve ser coeva da Mala-Posta. Sobre o chão de oleado esborracham-se bagos d’uvas e fumegam ainda, mal apagadas, pontas amarelas de cigarros (…), no fundo d’uma velha traquitana de caminho de ferro. Mas a paisagem seduz-me. (…). Desfilam aldeias e montes, em correria doida, (…) Portimão, a ria. (…). Uma carrinha tradicional, uma d’es- sas typicas carrinhas algarvias, e ahi vou eu, baloiçando como n’um berço, por essa estrada fora, em direcção à Praia da Rocha”. Episódios destes aconteciam quando o comboio no Algarve era ainda uma novidade. A alternativa para o Algarve, quer do transporte do correio como também das pessoas eram várias e são férteis vários relatos na literatura de viagem, muito comum no século XIX, pelo qual constatamos que os caminhos estavam em péssimas condições, de terra batida, sujeitos à amargu- ras dos invernos ou, os principais um pouco mais apurados em macadame, mas não em toda a extinção. Os caminhos de ligação entre o Algarve e o resto do país, resumiam-se aos seguintes: Vila Real de Santo António – Mértola – Beja; Tavira – Vale Formoso – Martim Longo – Beja; Faro – Loulé – Salir – Almodôvar; Lagos – Santa Luzia – Messejana e finalmente Aljezur – Sines. Tudo isto contribuía para que a distribuição de correio estivesse entregue a estafetas a cavalo, ou mesmo a almocreves a mando dos seus patrões. No seu “Guia de Portugal”, Raul Brandão dá-nos uma ideia da aventura que era fazer a via- gem de Lisboa ao Algarve; vejamos o que escreveu: “De Lisboa para Beja, pelo caminho de ferro (…); de Beja a Mértola e Mina de São Domin- gos por estrada (…) [utilizando a Carrinha e o Carro de Canudo, este último assim designado pela forma arqueada da capota]; de Mina de São Domingos pelo caminho de ferro privativo da compa- nhia (…). Também se pode fazer a excursão fluvial a partir de Mértola (…). – São frequentes os Vapores que descem o Guadiana, e raros os dias em que não se efec- tua uma carreira.” O comboio veio pois, dar um passo muito importante, não só na distribuição de correio, mas também no desenvolvimento das regiões e na mobilidade da população. O número de cartas que entraram no circuito de distribuição foi substancialmente aumentado, popularizando-se entre as classes de extracto social mais baixo. P U B L I C A Ç Ã O T R I M E S T R A L — A N O I I I N . º 9 P Á G I N A 7
  • 8. Como pudemos constatar no quadro, as ambulâncias de correio na linha do sul, começa- ram a circular em 1882; ainda demoraria alguns anos mais para estas ambulâncias chegarem ao Algarve. Primeiramente o correio que vinha de Lisboa, tinha como destinos intermédios, Beja, mais tarde Funcheira. Até esta fase, o correio era conduzido por terra o Algarve com recurso a cavalos ou na diligência que se dirigia para o Algarve, na parte ainda não coberta pelo caminho de ferro. Quando concluída a ligação ao Algarve, o percurso do correio far-se-ia primeiramente via Beja e só mais tarde utilizando a Linha do Sado. As Ambulâncias do Sul As ambulâncias e as conduções que a seguir detalhamos são as que mais directamente interessam ao Algarve, porque é através delas que se faz o transporte do correio de a para o sul do país. À multiplicidade de carimbos que utilizaram não é estranho a longevidade destes serviços pelo que a diversidade de carimbos é enorme, alguns dos quais com alguns defeitos bem nítidos. Faremos referência aos carimbos conhecidos, às legendas que se conhecem, independentemente das suas datas serem numéricas ou alfa-numéricas; omitimos a descrição dos esqueletos e o tem- po em que estiveram em serviço. Para aprofundamento desta matéria aconselhamos os leitores a consultar a obra de Alexandre Guedes de Magalhães “Marcofilia do Serviço Postal Ambulante de Portugal e Ultramar. Não se estranhe o aparecimento de carimbos de outras ambulâncias, inclusive do norte do país, na correspondência dirigida ao Algarve já que ostentam o carimbo de origem. LISBOA – VILA VIÇOSA (ALENTEJO I e ALENTEJO II) Esta Ambulância foi inaugurada em 1 de Junho de 1911 ligava Lisboa a Vila Viçosa e per- corria toda a Linha de Évora. Durante o período de 1935 a 1940 fizeram o trajecto de Setil-Vendas Novas, altura em que substituíram as conduções MERIDIONAL I e MERIDIONAL II, que interrom- peram esse serviço durante aquele período. A partir de 1 de Outubro de 1956 transitaram para a Linha do Sul entre Lisboa e Funcheira (via Beja), percorrendo o mesmo percurso das extintas SUL III e SUL IV E e ainda as SUESTE I E SUESTE II. Omitem-se os carimbos anteriores a 1 de Outubro de 1956, dado não terem interferência O M E N S A G E I R O D O A L G A R V E P Á G I N A 8
  • 9. no correio do Algarve, ressalvando o que já dissemos anteriormente que poderá existir correio desti- nado ao Algarve em qualquer das Ambulâncias que circularam no país. Os carimbos que assinala- mos foram utilizados na Repartição de Ambulâncias Postais, pelo que, pelo menos na última fase da sua utilização, será bastante improvável a sua utilização em correio com origem no Algarve.  “AMBULANCIA CTT ALENTEJO I”, e “AMBULANCIA CTT ALENJEJO II”. LISBOA – CAZÉVEL (CAZEVEL-LISBOA e LISBOA-CAZEVEL) Estas ambulâncias iniciaram a sua actividade em 18 de Março de 1878, embora hajam carimbos com data anterior. Deixaram de utilizar esta denominação em 1880, passando a utilizar as denominação de SUL I e SUL II. Utilizou os carimbos octogonais:  “R.A. CAZEVEL-LISBOA”;  “R.A. DE CAZEVEL - A LISBOA”;  “R.A. DE LISBOA A CAZEVEL”;  “R.A. LISBOA-CAZEVEL”. (Sendo que as iniciais R.A. designariam Repartição Ambulante). P U B L I C A Ç Ã O T R I M E S T R A L — A N O I I I N . º 9 P Á G I N A 9
  • 10. LISBOA – VILA REAL DE SANTO ANTÓNIO (SUL I e SUL II) A partir de 1880, esta ambulância da Linha do Sul, circulou primeiro por Beja, sem, contu- do, ainda chegar ao Algarve. Tal só aconteceria com o prolongamento até Faro em 1899 e poste- riormente a Vila Real de Santo António, em 1911. Com a conclusão da Linha do Sado é que os comboios passaram a utilizá-la na sua direcção para o Algarve, e é provavelmente a partir de 1 de Outubro de 1956 que tal acontece, deixando de passar por aquela cidade alentejana. Os carimbos SUL I (ascendente), sentido sul/norte e SUL II (descendente) sentido norte/sul foram os utilizados, tanto na sua passagem por Beja, como também posteriormente na Linha do Sado. Utilizou os carimbos:  “R.A. SUL I” e “R.A. SUL II”;  “AMBULANCIA SUL I” e “AMBULANCIA SUL II”;  “AMBULANCIAS SUL I” e “AMBULANCIAS SUL II”;  “CTT AMB. SUL I” e “CTT AMB. SUL II”;  “CTT AMBULANCIA SUL I” “CTT AMBULANCIA SUL II” LISBOA – VILA REAL DE SANTO ANTÓNIO (SUL III e SUL IV) Estes carimbos começaram por ser usados entre Lisboa e Pias em Maio de 1890, tendo desaparecido menos de dois anos depois, não figurando nas estatísticas de 1892. Reapareceram em 1911, provavelmente em Novembro, nos comboios mistos entre Lisboa e Vila Real de Santo António. Estes carimbos funcionaram nas linhas do sul, por Beja e pelo Sado, sendo que a partir de 1946 estes carimbos foram substituídos, unicamente na ligação entre Lisboa e Moura.  “R.A. SUL III” e “R.A. SUL IV”;  “AMBULANCIA SUL III” e “AMBULANCIA SUL IV” (este carimbo possui quatro reen- trâncias simetricamente colocadas no local onde se encontra a data; O M E N S A G E I R O D O A L G A R V E P Á G I N A 1 0
  • 11.  “AMBULANCIAS SUL III” e “AMBULANCIAS SUL IV”  “CTT AMB. SUL III” e “CTT AMB. SUL IV”; LISBOA – VILA REAL SANTO ANTÓNIO (ALGARVE I e ALGARVE II) Estes carimbos, entraram em serviço em Abril de 1962 e foram retirados em Abril de 1974, utilizados em regime de condução, foram usados no mesmo percurso correspondente aos carimbos SUL II e SUL II.  “CONDUÇÃO CTT ALGARVE I” e “CONDUÇÃO CTT ALGARVE II” TUNES – LAGOS (LAGOS I e LAGOS II) Neste ramal, o transporte de correio foi sempre em regime de condução, com ou sem acom- panhamento de pessoal afecto aos correios, não tendo transitado nesta linhas as ambulâncias de correio  “CONDUÇÃO CTT LAGOS I” e “CONDUÇÃO CTT LAGOS II” Francisco Matoso Galveias Brandão, Raul – Guia de Portugal, Lisboa 1927, Edição do Biblioteca Nacional de Lisboa. Catálogos (vários) de Leilões Filatélicos do Clube Filat+elico de Portugal Clube Filatélico de Portugal, Boletim 446, Dezembro de 2014. A Greve dos Ferroviários de 1919 de Eduardo Barreiros e Luís Barreiros (pag.19 a 31) Guerreiro, Aníbal C. – História da Camionagem Algarvia (de passageiros) – (da origem à nacionalização), Vila Real de Santo António, Maio de 1983. Leilões filatélicos do Clube Filatélico de Portugal Magalhães, Alexandre Guedes – Marcofilia do Serviço Postal Ambulante e Portugal e Ultramar, Edição do Núcleo Filatélico do Ateneu Comercial do Porto, Porto, 1986 Mendes, Adelino – Terras de Portugal. II. O Algarve e Setúbal, Reportagens, Lisboa 1916 Wikipédia (Conclui no próximo número com “A greve dos Ferroviários” e “ O Transporte de Correio por Camionagem”) P U B L I C A Ç Ã O T R I M E S T R A L — A N O I I I N . º 9 P Á G I N A 1 1
  • 12. 1.ª Reforma Postal – Introdução do selo postal Em Portugal a 1.ª Reforma Postal data de 27 de Outubro de 1852.Foi regulamentada em 4 de Maio de 1853, ano em que se inicia o uso dos selos de correio, cuja circulação do primeiro selo ocorreu em 1 de Julho. No Algarve, a Administração Central do Correio ficou em Faro, com 11 Direções e 3 Delegações. Com esta reforma foram criados dois tipos de carimbos. Um deles, um carimbo datado, circu- lar, com cerca de 22 mm. de diâmetro, com o nome da localidade e data completa destinando-se a marcar as cartas e saber-se a sua origem e data de expedição. Em parte surgem, também, para substituir alguns carimbos datados com morfologia diversa que já vinham a ser utilizados nalgu- mas estações desde o primeiro quartel do século XIX. O outro, um carimbo circular de barras sempre com 3 ou mais barras interrompidas no centro onde se encontrava um número correspondendo a uma localidade. Destinava-se a obliterar os selos. No Algarve foram atribuídos a estes carimbos os números de 208 a 219 2.ª Reforma postal - reorganização dos serviços com o novo mapa das administra- ções postais A 2.ª Reforma Postal vai de Novembro de 1869 até1878. O país é dividido em Círculos Pos- tais. O Algarve fica com a Administração Central do Correio de Faro, 12 Direções e 7 Delegações, sendo a distribuição localizada em S. Brás (localidade sem estação durante este período mas refe- renciada, em 1880, como tendo estação, de nome S. Brás de Alportel). Os carimbos circulares de barras são substituídos por carimbos ovais de barras com as bar- ras mais grossas e só duas interrompidas ao centro. No Algarve houve alterações e foram atribuídos a estes carimbos os números de 208 a 220. Carimbos circulares datados (tipo 1880) noCarimbos circulares datados (tipo 1880) noCarimbos circulares datados (tipo 1880) no Algarve período monárquicoAlgarve período monárquicoAlgarve período monárquico O M E N S A G E I R O D O A L G A R V E P Á G I N A 1 2
  • 13. Esta mudança da 1.ª Reforma para a 2.ª Reforma não se processou de uma maneira imediata tendo originado que, em algumas estações que mudaram de número, as marcas da 1.ª Reforma continuassem a ser utilizadas ainda por algum tempo. Carta expedida de Faro a 22 de dezembro de 1872. Na face marca circular datada, utilizada a partir da 1.ª Reforma e 2 marcas ovais de barras 208. No verso selada com dois selos D. Luís I fita direita, de 25 reis, obliterados com a marca oval de barras n.º 208 de Faro e marca quadrada com cantos arredondados, vinda do período pré-adesivo, marcando a chegada a Lisboa, a 23 de dezembro. Carta expedida de Silves a 26 de janeiro de 1873 com destino Mértola. Na face dois selos D. Luís I fita direita, de 25 e 50 reis, obliterados com a marca oval de barras n.º 217 de Silves e a marca nominal de SILVES, vinda do período pré-adesivo. No verso, 2 marcas circulares datadas e utilizadas a partir da 1.ª Reforma, uma de Faro de 27 de janeiro de 1873 e a outra de Beja de 28 de janeiro de 1873 certifican- do o trânsito por aquelas duas cidades 3.ª Reforma postal - junção dos serviços dos correios, telégrafos e faróis - 1880 Grandes mudanças são operadas nos Correios com a reforma de 7 de Julho de 1880. As estações postais passam a estar divididas em 6 categorias, segundo Francisco Cardoso de Azevedo, no “Novo Diccionário Chorographico de Portugal Continental e Insular” 4.ºedição (1906). Excluindo as categorias de: Estação Principal, que era só em Lisboa e a Caixa Postal para serviço da Posta Rural (PR), no Algarve passaram a existir as seguintes categorias:  Estação Telegrapho-Postal (ETP). Eram as estações mais importantes. Os serviços não eram idênticos em todas elas.  Estação Postal Telephonica EPt). Apareceram mais tarde. Diferiam das anteriores por não terem telegrafia.  Estação Postal (EP). Eram as mais numerosas. Menos importantes que as anteriores, as suas funções variavam de estação para estação. Eram divididas em 5 classes.  Caixa Postal (CP). Era afixada na parede de loja ou taberna, cujo proprietário era o res- ponsável. Criação do carimbo circular datado tipo 1880 Com esta Reforma surge a necessidade da criação de uma marca com o nome da localidade e data destinada a obliterar o selo, substituindo os carimbos numéricos de barras utilizados sobre o P U B L I C A Ç Ã O T R I M E S T R A L — A N O I I I N . º 9 P Á G I N A 1 3
  • 14. selo e os carimbos datados já existentes, de reduzidas dimensões, aposto sobre a correspondên- cia. É criado o carimbo circular datado do tipo normalizado para substituir os anteriores, o chama- do carimbo tipo 1880, carimbo este que esteve em utilização praticamente 100 anos, com peque- nas alterações com o decorrer dos anos. Estruturalmente o esqueleto da marca é constituído por um círculo de 26 a 32,5 mm de diâ- metro. No interior um bloco datador, inserido num retângulo, a maior parte das vezes com os ângu- los cortados. Dos lados maiores do retângulo nascem dois arcos simétricos de amplitude variável e concêntricos com o círculo delimitativo do carimbo. Aparecem também esqueletos formados por dois círculos concêntricos e, no interior do mais pequeno, o bloco datador delimitado ou não por duas retas paralelas. O espaço entre os dois arcos superiores é destinado normalmente a várias inscrições dos Correios O espaço entre os dois arcos inferiores destina-se à toponímia. Entre o círculo exterior e os lados menores do retângulo, espaços em branco e por vezes com pontos ou pequenos ornatos. Embora raros aparecem, neste período, carimbos de dupla oval. Os carimbos eram feitos em metal e deram origem a diversos tipos de obliterações. No Algarve são conhecidos 5 tipos de obliterações:  Tipo 1 – Na curvatura superior aparecem as abreviaturas “CORR.º E TEL.º” correspon- dente a CORREIO E TELEGRAFO visto estes serviços estarem juntos sem implicar que a estação tivesse os dois:  Tipo 2 – Em vez de “CORR.º E TEL.º” aparece a inscrição “CORREIO”;  Tipo 3 – Em estações com o nome demasiado grande a inscrição “CORR.º E TEL.º” é substituído pela primeira parte do topónimo;  Tipo 4 – Em vez de “CORR.º E TEL.º” aparece a inscrição “ESTAÇÃO POSTAL”;  Tipo 5 – Em vez de “CORR.º E TEL.º” aparece a inscrição abreviada “EST. TELEG. POSTAL”; A ETP de Faro era a maior e mais importante estação do Algarve e, por isso, foi a que teve maior variedade de marcas A nível do país o topónimo a negrita parece ter existido apenas nas marcas de FARO, nestes 4 esqueletos com os diâmetros de 28, 28, 32 e 32,5 mm Alguns dos esqueletos de carimbos datados O M E N S A G E I R O D O A L G A R V E P Á G I N A 1 4
  • 15.  Existiu uma ETP também com o nome de PADERNE no Concelho de Melgaço que abria na época balnear (Termas)  Existiu a EP de PEREIRO em Alcoutim a partir de 1893 e a EP de PEREIRO em Alenquer a partir de 1906  Existiu LAGOA (Açores) e a EP de LAGOA em Fafe com cerca de 3% do movimento da ETP de LAGOA (Algarve P U B L I C A Ç Ã O T R I M E S T R A L — A N O I I I N . º 9 P Á G I N A 1 5
  • 16. Esta primeira marca correspondente ao 4ª esqueleto apresentado tem o nome do mês com as primeiras 4 letras em vez de 3 Duas obliterações de Vila Nova de Portimão, Tipo 1 e Tipo 3 / Obliteração Alvor tipo 4 Num número restrito de localidades surgem marcas de dupla oval, ao que parece sem grande aceitação, que foram desaparecendo até ao início do século XX. No Algarve sabemos ter havido em S. Brás de Alportel. Reproduzimos dois selos com parte dessas marcas. Embora o final da monarquia tenha sido em 1910 é comum considerá-lo, filatelicamente, em 1912. Após a assinatura do Decreto de 9 de Dezembro de 1911 criam-se os selos Ceres. Os mes- mos entram em circulação a 1 de Fevereiro do ano seguinte. Surgem grandes mudanças no servi- ço postal. Abre-se o leque das Estações Postais e, com elas, novas marcas postais. O tipo de selo altera profundamente. A unidade monetária inserida passa a ser o “escudo” em substituição dos “reis”. Os carimbos circulares datados mantiveram-se, morfologicamente, sem profundas altera- ções. As maiores verificaram-se a nível da toponímia, consequência do novo acordo ortográfico de 1911. Outras alterações foram feitas em 1925, 1928 e 1940. Existiam, no fim da monarquia, cerca de 1500 estações em Portugal Continental e todas foram dotadas, em princípio, com carimbos circulares datados. Há estações cujas marcas deste tipo, no período monárquico, ainda hoje são desconhecidas. Será que alguma vez as tiveram? Este trabalho, como é óbvio, refere-se apenas ao Algarve. Tentámos fazer uma pequena abordagem deste tema e dar uma panorâmica geral sobre os Carimbos Circulares datados tipo 1880, utilizados nesta província, acedendo ao material e literatura que nos foi possível consultar. . O M E N S A G E I R O D O A L G A R V E P Á G I N A 1 6
  • 17. Não podemos deixar de referir a contribuição fundamental do livro de David Gordon. Haverá erros e omissões e haverá, também, colecionadores dispostos a contribuir para complementar o estudo destas marcas. As páginas do Mensageiro estão abertas a todas as achegas que nos quei- ram dar. Serão sempre bem-vindas. António Gonçalves Borralho Bibliografia: AFINSA (2011) – Catálogo de Selos Postais e Marcas Pré-Filatélicas. AZEVEDO, Francisco Cardoso de, Novo Dicionário Chorographico de Portugal Continental e Insular (4.ª Edição),1906. Catálogos de leilões filatélicos. Estatística geral dos Correios Anno de 1904 (1906). Lisboa: Direcção Geral dos Correios e Telegraphos, Imprensa Nacional. FRAGOSO, António – Notas de Marcofilia – Artigos publicados no “Mercado Filatélico”. GORDON, David Leslis. – Provisional Town Postmarks of Portugal. 1879-1912. UK: Philatelic Society, 1985. GORDON, David Leslis. - Circular Datestamps of Portugal. 1880-1912. UK: Philatelic Society, 1987. MAGALHÃES, A. Guedes de (1966) – Carimbos de data completado Correio de Portugal 1853-1880. PEREIRA, Pedro Marçal Vaz, Os Correios Portugueses entre 1853-1900. Carimbos Nominativos e Dados Postais e Etimológicos. Vol. I e II: FAFF, 2005. PINTO, Fernando Oliveira – 1.ª reforma – 2.ª Reforma – período de transição - Boletim CFP 429 Setembro 2010 SAMEIRO, Rodrigo – O carimbo circular datado do tipo 1880 (1880-1912) - Boletim CFP 429 Setembro 2010 SEQUEIRA, Paulo – Obliterações e inutilizações da 1.ª Reforma Postal (1853-1880) – Marcofilia de Portugal – Boletim CFP n.º 414 Sites diversos de Filatelia na Internet Colecionismo no Algarve O Mensageiro do Algarve nasceu por iniciativa de 4 Agremiações Filatélicas sediadas nesta província que, na impossibilidade de editarem uma revista em papel, optaram por fazê-la online, abrangendo não só a Filatelia como o colecionismo em geral. Não podemos deixar de referir outras iniciativas, no campo da divulgação escrita, em épocas que já passaram e que ficaram um pouco no esquecimento. É neste sentido que referimos a página de Filatelia que o Semanário “Comércio de Portimão” na década de 80 do século passado. Tam- bém, o “JORNAL DO COLECCIONADOR”, suplemento mensal de 4 páginas, do mesmo semanário, que foi publicado nos anos de 1983 e 1984. Relembrando este suplemento que chegou a ter mais de 10 colaboradores de diferentes áreas de colecionismo, e era enviado para inúmeros colecionadores e associações de várias espe- cialidades. Reproduzimos o cabeçalho da primeira página e duas fotos publicadas por altura de uma Exposição de Colecionismo levada a efeito no Salão Nobre da Câmara Municipal de Portimão e organizada pela Secção de Coleccionismo do Lions Clube de Portimão. P U B L I C A Ç Ã O T R I M E S T R A L — A N O I I I N . º 9 P Á G I N A 1 7
  • 18. No ano letivo 2012/13 fui responsável pela classe “Filatelia” na Academia Cultural Sénior de Lagoa, iniciativa que infelizmente não teve continuidade por falta de motivação dos poucos acadé- micos inscritos. Para suporte didático e com objetivos mais culturais que filatélicos, elaborei uma listagem de selos “Algarvios” e um trabalho que intitulei “Passeio pelo Algarve” mostrando meia centena des- ses selos, juntamente com uma pequena indicação técnica e alguma informação. Curiosamente, para início e justificação daquela atividade escolhi os dois selos seguintes, reportados ao título deste periódico e ao propósito destas linhas, no simples gesto de salvar um selo do esquecimento. No séc. XVI, o Mensageiro a cavalo utilizava uma tenaz de longos braços para entregar as cartas, mantendo a distância e evitando o contágio de epidemias e doenças da época. No séc. XXI, o Filatelista utiliza uma pinça de pontas redondas para selecionar o selo que contém uma Mensagem, que depois mostrará com adequado enquadramento Listagem de Selos “algarvios” Personalidades: 1927 – selos taxa $40 e final 4$50 - Brites de Almeida (Loulé) – “Padeira de Aljubarrota”, 2ª emis- são Independência de Portugal, 9 imagens/ 15 selos; 1945 - selo taxa 10$ - Gil Eanes, inicial série Navegadores Portugueses, com 8 selos; 1935 - selos taxas $10 e $15 – da emissão Infante D. Henrique ( 2 selos), e 1949 - selo taxa $50 – Infante D. Henrique - série Dinastia Avis, com 8 selos 1980 - selo taxa 16$00 – Manuel Teixeira Gomes, Presidente República, 2ª série “ Vultos do Pen- samento Republicano”, com 6 selos; 1990 - selo taxa 100$ - Diogo de Silves, final Navegadores Portugueses (1ºgrp). Reino do Algarve: 1955 - selo taxa 1$00 – D. Afonso III, série Reis da 1ª Dinastia, com 9 selos; 1960 - selo taxa 10$00 – Mapa, final série 5º Cent. Morte Infante D. Henrique, com 6 selos; 1999 - selo único, com taxa 100$00, emissão “750 anos Conquista do Algarve”. Castelo de Silves: 1946 - selo taxa $10, inicial série Castelos de Portugal , com 8 selos; 1987 - selo taxa 25$00, da série Castelos e Brasões com 18 selos; 2007 - selo taxa 0,75 €, Porta do Castelo - emissão conjunta c/ Marrocos. MensagemMensagemMensagem O M E N S A G E I R O D O A L G A R V E P Á G I N A 1 8
  • 19. Farol Cabo de S. Vicente : 1987- selo taxa 25$, série Faróis da Costa Portuguesa, 4 selos; 2008 - selo taxa 0,30 € , série Faróis de Portugal, com 12 selos. Cidade Faro: 1997 – Brasão, selo taxa 49$, série Brasões dos Distritos (2º grp), com 6 selos; 2003 – 150º aniversário dos primeiros selos – selo taxa 0,30 € (cor branca); 2005 - Capital Nacional da Cultura – série com 4 selos; Habitação- 3 selos: 1985 – Sítio, taxa 25$; 1988 – Casa, taxa 30$; 1989 – Açoteias, taxa 500$, (final da emissão base Arquitectura Popular Portuguesa, com 20 selos) Tradição: 1997 - Caldeirada rica - selo taxa 100$00 da série Cozinha Tradicional , com 5 selos; 2000 - Dom Rodrigo – selo taxa 85$ / 0,42 € , série Doces Conventuais, com 6 selos; 2009 - Pão de Testa – selo taxa 0,68 € da série Pão Tradicional, com 6 selos; 2013 - Farinheira de Monchique - selo A -20gr, série Sabores do Ar e do Fogo, 8 selos. Trajo de mulher: 1941 – Trajo, Olhão - selo taxa 25$, Costumes Portugueses (1ª s.),10 selos; 1947 - Camponesa, Algarve - selo taxa 1$75, Costumes Portugueses (2ª s.), 8 selos; 2007 - Saia - selo taxa 0,30 € da minifolha Trajos Regionais, com 10 selos. Pontes: 2006 - Ponte Vila Real St. António - selo taxa 0,52 € , emissão Pontes Ibéricas, 2 selos; 2008 - Ponte do Arade - selo taxa 0,57 da série Pontes e Obras de Arte, com 6 selos. Arqueologia: 2006 - Mosaico do Oceano , selo taxa 0,30 €, série Herança Romana, com 4 selos; 2011 – Milreu e Alcalar - selos taxas 0,80 € e 1€ , série Arqueologia Portuguesa, com 4 selos . Diversos: 1977 - Caíque e Xavega, selos taxas 7$ e 10$ , série Barcos da Costa Portuguesa, 6 s. 1977 - Pega Azul (Barlavento) - selo taxa 3$00, série Expo Mundial Temática, c/ 4 selos. 1978 - Solos de xistos vermelhos - selo taxa 4$00, série Recursos Naturais, 4 selos. 1979 - Carro da Água (Caldas Monchique) - selo taxa 2$50, série Carros Populares, 6 selos. 1980 - Praia da Rocha e Chaminé de Alte, selo taxa 20$, Conferência Mundial Turismo, 6 s. 1981 - Cão d’Água – selo taxa 7$00, série Cães de Raça Portugueses, com 6 selos. 1985 - Ria Formosa – selo taxa 80$, final da série Reservas e Parques Naturais, c/ 4 selos. 1991 - Camaleão – selo taxa 110$ , série Ano Europeu do Turismo, com 2 selos e 1 bloco. 1995 - Águia Pesqueira – selo taxa 90$ , série Ano Europeu Natureza, com 3 selos. 1997 - Lendas de Tesouros e Mouras Encantadas – selo taxa 1,75 € série Europa, 3 selos. 2001 - Herança Árabe -Malga mourisca e Dinar de ouro, selos taxas 53$ e 140$, série c/ 6 selos. 2003 - Fonte Nª Sª da Saúde – Tavira, selo taxa 0,70 €, série Chafarizes de Portugal, 6 selos. 2004 - Praias – selo taxa 0,56 € , série Europa , Férias em Portugal, com 4 selos. 2004 - Papa-Figos – selo taxa 0,56 € , série base (cabeças de Aves) - 5º grupo. 2004 - Estádio do Algarve, selo taxa 0,30 € , da série Estádios UEFA, com 10 selos; 2004 - Chaminé, selo taxa 0,30 €, da série Cidades anfitriãs do Euro, com 8 selos. 2007 - Fortaleza de Sagres, selo taxa 0,30 € do 3º bloco 7 Maravilhas de Portugal, com 21 selos. 2010 - Atum – selo taxa 0,32 €, da série Ano Internacional da Biodiversidade, com 4 selos. 2011 - Carnaval de Loulé – selo taxa 0,68 € da série Festas Tradicionais, com 5 selos. 2012 - Catedrais - Faro e Silves – 2 selos com taxa N20g, série Rota das Catedrais, com 10 selos. 2014 - Maria Keil – Silves , selo taxa 0.50€ , série Vultos da História e da Cultura, com 6 selos. NOTA - Cronologicamente, esta listagem começa e termina com duas Mulheres, representando o Sotavento (Loulé) - 1927 - Brites de Almeida, e o Barlavento (Silves) - 2014 – Maria Keil. Feliciano Flor P U B L I C A Ç Ã O T R I M E S T R A L — A N O I I I N . º 9 P Á G I N A 1 9
  • 20. Conforme prometido aqui vai a rubrica de Numismática nesta magnifica revista "O Mensa- geiro do Algarve . Hoje vamos falar sobre a cunhagem e circulação de moedas Árabes na nossa região. Cerca do ano de 711 os árabes entraram na Hispânia onde venceram as forças Visigodas do Rei Rodrigo e em pouco mais de 3 anos ocupam quase toda a península tornando-a na província de Andaluz , dependente do Califa de Damasco e 6 anos mais tarde tornando-se também em um Emirado independente. Anos de ocupação se seguiram com muitas guerras internas , sucessões e politicas que facilitaram a lenta reconquista da Península por parte dos cristãos e o aparecimento de novos rei- nos de Taifas , tendo um dos primeiros a ser formado sido o de Mértola por Ibn Qasi que bateu moeda do tipo quirate. Quirate cunhado por Ibn Qasi Dele dependeram os territórios do actual Algarve e grande parte do Alentejo sendo deposto no ano seguinte por Sidray Ibn Wazir que mudou a capital para Silves onde emitiu moeda de diver- sas series. Quirate cunhado em Silves por Sidray Ibn Wazir. São moedas que não aparecem com regularidade mas quando acontece atingem bons valores e satisfazem qualquer coleccionador que goste de Historia e principalmente nós que esta- mos rodeados de alguns nomes , tradições e costumes que permaneceram na península devido á ocupação árabe. Espero que tenham gostado de mais um rubrica de numismática e se quiserem participar não hesitem em me contactar com ideias , duvidas ou qualquer tipo de assunto relacionado com a Numismática. Até á próxima. Paulo Silva moedaspaulo@hotmail.com Alguns excertos e estudo foram retirados do conhecido livro de Numismática "Alberto Gomes" 6ª edição2013 Cunhagem e circulação de moedasCunhagem e circulação de moedasCunhagem e circulação de moedas Árabes no AlgarveÁrabes no AlgarveÁrabes no Algarve O M E N S A G E I R O D O A L G A R V E P Á G I N A 2 0
  • 21. Mostra Filatélica dos 125 Anos da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Real de Santo António Aproveitando as comemorações dos 125 Anos dos 125 Anos da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Real de Santo António, que estiveram a cargo da Direcção daquela Associação, a Secção de Coleccionismo organizou uma Exposição dedicada à temática dos Bom- beiros. Estiveram em exposição os mais variados objectos coleccionáveis desde calendários, foto- grafias, miniaturas, pins, pacotes de açúcar e…, filatelia. Foram apresentados ainda várias outras peças dedicadas ao combate ao fogo, já em desuso e alguns salvados de incêndios ocorridos na área de actuação dos Bombeiros de Vila Real de Santo António. No dia 12, dia da inauguração, estiveram presentes os Corpos Sociais e o Corpo de Bombei- ros da Associação e ainda alguns convidados, seguindo-se uma demorada visita à exposição. Os dias que se lhe seguiram e até ao dia 24, foram preenchidos com visitas guiadas não só à exposi- ção, às instalações e à Exposição de Demonstração de Maios. Destacamos destes dias, o dia 15, que detalhamos em notícia autónoma e o dia 17, dia reser- vado às comemorações oficiais. Para este dia 17 a partir das 15 horas, houve a recepção às entidades oficiais, com formatura geral, presidida pelo Secretário de Estado da Administração Interna ao qual se seguiu uma visita à Exposição de Coleccionismo e Filatelia, tendo este governante percorrido demoradamente toda a exposição, devidamente acompanhada e explicada pelos dirigentes da Secção de Coleccionismo, seguindo-se uma visita ao Museu da Associação, um dos mais recheados a nível nacional e a Ses- são Solene onde se procederam aos discursos de ocasião e à distribuição de condecorações. O dia terminou com um momento de convívio com animação musical e jantar volante. P U B L I C A Ç Ã O T R I M E S T R A L — A N O I I I N . º 9 P Á G I N A 2 1 Actividades filatélicas no Algarve deActividades filatélicas no Algarve deActividades filatélicas no Algarve de Janeiro a MarçoJaneiro a MarçoJaneiro a Março
  • 22. Lançamento do Inteiro Postal Comemorativo dos 125 Anos do Corpo de Bombeiros Voluntários de Vila Real de Santo António As comemorações dos 125 anos da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Real de Santo António incluíam no dia 15 uma Mostra Filatélica com Carimbo Comemorativo. Assim, pelas 10 horas, como aconteceu diariamente, a Mostra abriu portas para os visitantes e, pelas 14,30 horas e até às 17,30 horas esteve em funcio- namento um Posto de Correio, provido de um Carimbo Comemorativo da efeméride. Pelas 18 horas procedeu-se ao Lançamento do Intei- ro Postal Comemorativo dos 125 Anos do Cor- po de Bombeiros de Vila Real de Santo Antó- nio, apadrinhando este lançamento os dirigen- tes da Associação, Presidentes da Assembleia Geral, Conselho Fiscal e da Direcção, respec- tivamente Eng.º Oliveira Santos, José Masca- renhas e Nuno Pereira, e ainda o Comandante do Corpo de Bombeiros, Paulo Simões, e Director responsável pela Secção de Coleccionismo Francisco Galveias e a Directora para as Lojas CTT do Sotavento, Dr.ª Ana Luísa Fadista, que rubricaram um Inteiro Postal, o qual passou a fazer parte do espólio do Museu dos Bombeiros de Vila Real de Santo António. Cerimónia do Lançamento do Inteiro Postal: Albano Santos, Francisco Galveias, Nuno Pereira, Dra Ana Fadista, João Gonçal- ves, Francisco Palma e Comandante Paulo Simões O M E N S A G E I R O D O A L G A R V E P Á G I N A 2 2
  • 23. Centenário do Concelho de São Brás de Alportel As comemorações do Centenário do Concelho de São Brás de Alportel há muito que tiveram o seu início. Em 1 de Junho de 2014, e na mensagem aos são-brasenses, o Presidente da Câmara, Vitor Guerreiro, diria a certa altura, “durante um ano, a partir deste mês, iremos dignificar a nossa história com actividades e expressões culturais diversificadas, envolvendo as associações locais, e todos aqueles que a nós de quiserem juntar” e, de facto, ao longo dos últimos seis meses várias foram as iniciativas, quer por parte da Câmara Municipal, quer por parte de associações do concelho (ou de outros), como foi o caso de “Os Amigos da Filatelia” (de Faro) se juntassem a este centenário com a montagem de uma exposição que teve lugar na Galeria Municipal de São Brás de Alportel no dia 3 de Fevereiro que se prolongou até ao dia 28 do mesmo mês. A Galeria estava composta, cerca de meia centena de pessoas, assistiram à inauguração, presidida pelo Presidente da Câmara. As palavras iniciais pertenceram a Sérgio Pedro dirigente de “Os Amigos da Filatelia” que agradeceu a parceria da Câmara Municipal neste evento, na pessoa do seu presidente, realçando algumas colecções pertencentes a são-brasenses há muito não expostas e que tinha sido um grande prazer a colaboração data pela sua associação no Centenário de São Brás de Alportel. Por sua vez, Vitor Guerreiro, agradeceu igualmente a “Os Amigos da Filatelia”, na pessoa do Sr. Sérgio Pedro esta colaboração afirmando que também ele se considera um amante da filatelia, embora por motivos profissionais tivesse de pôr de lado este hobby, possuindo ainda alguns álbuns e caixas cheias de selos a aguardar uma nova oportunidade. Finalmente, também Emanuel San- cho, Director do Museu do Traje de São Brás de Alportel, uma outra entidade colaborante da inicia- tiva, teceu algumas palavras sobre a exposição e a importância para as comemorações do centená- rio. Seguiu-se o lançamento de um Selo Personalizado, de um sobrescrito especial e de um Pos- tal todos referentes à efeméride que foram rubricados pelas personalidades presentes para que a história registe para os vindouros este marco na filatelia são-brasenses, seguindo-se uma demora- da visita guiada à exposição e um Porto de Honra. Foram expostas as seguintes colecções: “Algarve através de carimbos em Inteiros Postais” de Vitor Lourenço; “Exército Português e outros Inteiros Postais” de José Belchior & Pedro Belchior; “História de Portugal” de Aurélia Parreira; “Os primeiros passos filatélicos num novo país; Ceres Portugal – Continental” de Francisco Paiva; “Os meus erros filatélicos” de Jorge Bomba; “História Postal de Olhão” de José Palma; “Marcas Nominais do Algarve” de Luís Brás; “Maximafilia – Algar- ve” de Sérgio Pedro. Foram também apresentadas as seguintes colecções de Cartofilia: “A Revolução Republicana do 5 de Outubro de 1910” de Luís Brás; “São Brás de Alportel, sua gente e seus costumes” de Virgí- lio Agostinho; “Correspondência remetida e colecções de Bilhetes Postais Ilustrados de São Brás de Alportel” de José Belchior & Pedro Belchior; “Cartografia de São Brás de Alportel” de Vitor Louren- P U B L I C A Ç Ã O T R I M E S T R A L — A N O I I I N . º 9 P Á G I N A 2 3
  • 24. Conferência Filatélica em São Brás de Alportel No dia 19 de Fevereiro, realizou-se na Galeria Municipal de São Brás de Alportel, a partir das 17 horas uma conferência intitulada “A Filatelia no Algarve – Passado, Presente e Futuro” seguin- do um debate entre os presentes. Abriu a Sessão o Sr. Presidente da Câmara Municipal, Vitor Guerreiro que deu as boas vin- das aos conferencistas, Sérgio Pedro, António Borralho e Vitor Lourenço, esperando que esta con- ferência traga algo de novo para a Vila de São Brás de Alportel. Também Emanuel Sancho, direc- tor do Museu do Traje agradeceu à vasta assistência a presença nesta jornada de coleccionismo dando de seguida a palavra a Sérgio Pedro que apresentou o seu trabalho, a que se seguiram, por esta ordem António Gonçalves Borralho e Vitor Lourenço. Dos trabalhos que foram apresentados ao público, incluímos o de Sérgio Pedro e António Borralho, reservando para outra oportunidade o trabalho de Vitor Lourenço. Apresentação de Sérgio Pedro – ”A Internet e coleccionismo (as vantagens da internet)” Trabalho essencialmente prático, Sérgio Pedro, com o seu portátil ligado à Internet e com entrada directa em alguns sites, explicava as vantagens para o coleccionismo exemplificava as vantagens da internet para a:  Possibilidade de encontrar novos coleccionadores 1. De Numismática http://forum-numismatica.com/portal.php 2. De filatelia http://www.selos-postais.com/forum/ 3. De Peroglicofilia http://acucarecompanhia.com/ 4. De carros http://portugal.portalclassicos.com/ 5. De banda desenhada http://www.bbde.org/viewforum.php?f=151 6. De miniaturas http://miniaturasemodelismo.forumeiros.com/  Adquirir novos conhecimentos 1. Através de sites http://www.febraf.net.br/febraf.php http://cfportugal.pt/ http://www.filatelista-tematico.net/ http://www.selosefilatelia.com.br/ 2. Através de blogs http://osamigosdafilatelia.blogspot.pt/ http://sfaac-filatelia.blogspot.pt/ http://www.maximaphiles-francais.org/-Blog- 3. Através de revistas “on line” http://issuu.com/sfaac/docs/gazeta_matematica_200207_143_pedro_nunes_filatelia http://pt.slideshare.net/mgermina/filacap-on-line-074?related=1 http://pt.slideshare.net/mensageiro2013 http://www.afsc.org.br/boletins/boletim.html 4. Através de catálogos “on line” http://www.stampworld.com/pt/ http://www.catawiki.com/catalog/stamps/countries-regions-territories/100927-portugal-prt http://colnect.com/en/stamps/countries http://stampdata.com/stamps.php?fissuer=39  Adquirir material que outra forma não era possível http://www.delcampe.net/ http://www.ebay.com/rpp/stamps http://www.coisas.com/ http://www.olx.pt/nf/search/antiguidades http://coleccoes.grandemercado.pt/ http://www.catawiki.com/  Ter notícias actualizadas sobre a sua área de interesse (filatelia, cartofilia, etc.) http://www.stampnews.com/ http://www.nsotw.info/latest.html https://www.google.pt/webhp?sourceid=chrome-instant&ion=1&espv=2&ie=UTF-8#tbm=nws&q=selos+postais O M E N S A G E I R O D O A L G A R V E P Á G I N A 2 4
  • 25. Apresentar / organizar colecções http://www.catalogocdd.com.br/filatelia/mostrat.php http://pt.slideshare.net/Torbi/los-puentes-en-la-filatelia?qid=f8963846-a349-4360-926a-28c5f712374d&v=default&b=&from_search=11 http://pt.slideshare.net/nucleofilateliafaro/filatelia-um-mundodeimaginacao?qid=f8963846-a349-4360-926a- 28c5f712374d&v=default&b=&from_search=5 http://www.japhila.cz/hof/index02_.htm http://pt.slideshare.net/ritacruz/os-selos-de-portugal?related=1 https://pt.pinterest.com/sobanski/philately/ https://pt.pinterest.com/bluest123/famous-people-on-postage-stamps/ https://plus.google.com/photos/102380200812835311627/albums/5759287474830413473?banner=pwa http://instagram.com/santiagocasillasnavarro/ https://www.youtube.com/watch?v=McwmhlAMr6I&index=1&list=PL5867E4E176AB9F67 https://www.youtube.com/watch?v=WSZD35A8WBk https://www.youtube.com/watch?v=A5yGdCTEohs https://www.youtube.com/watch?v=qvC0xRMyYvs&list=PL5867E4E176AB9F67&index=47 Apresentação de António Gonçalves Borralho – ”A FILATELIA NO ALGARVE – PASSADO, PRESENTE E FUTURO” Tendo começado por agradecer aos organizadores o convite que lhe foi endereçado, iniciou a sua intervenção por definir o que é a filatelia e fez uma breve resenha histórica dos Correios desde a criação do cargo de Correio-Mor em 1520 até 1853, por D. Manuel até à data da emissão do pri- meiro selo português no reinado de D. Maria. Em seguida iniciou apresentação do tema com ilustra- ção de slides sobre os assuntos tratados. O Passado Iniciando pelo passado, considerou-o a partir do aparecimento dos primeiros selos para dividir este passado em quatro grandes períodos: O primeiro de 1853 com o aparecimento 1.º selo postal português até ao fim da monarquia em1910. Neste período referiu-se, ao aparecimento, dos primeiros selos postais, às 3 reformas postais, ao aparecimento de vários tipos de marcas postais, dos postais ilustrados e, consequentemente ao aparecimento dos primeiros colecionadores, dos comerciantes, das revistas e dos catálogos. De realçar a emissão Primeiro Postal Ilustrado Português ao mesmo tempo Inteiro postal e relacionado com o Algarve por ter como imagem um desenho com o Infante D. Henrique e Ponta de Sagres e o nascimento do Eng.º António dos Santos Furtado, natural de Monchique, um dos grandes maxima- listas a nível internacional. Não é conhecida atividade filatélica no Algarve O segundo período de 1910-1953 – Da implantação da República ao 1.º Centenário do Selo Postal Português. Na 2.ª década aparecem as primeiras Associações de Trocas em Portimão, Faro e Lagos com publicações próprias de trocas, compra e venda e ampla divulgação internacional. Aparecem anún- cios de colecionadores do Algarve em publicações da época, encontros entre filatelistas em cafés, Clubes Recreativos ou Bombeiros e folhas com selos expostas esporadicamente em lojas ou cafés Terceiro período de 1953 a 1974 – Do 1.º Centenário do Selo Postal Português ao 1.º Centená- rio da União Postal Universal – U.P.U. Neste período já há notícias da existência de filatelistas em Lagos, Portimão, Lagoa, em Porti- mão, Faro, Olhão, Tavira e V.R. Santo António e multiplicam-se os encontros em Cafés, Bombeiros e Clubes Recreativos. O 1.º Carimbo Comemorativo do Algarve surge em1954, o filatelista José Manuel Pereira dinamiza a filatelia em V. R. Santo António, programa-se a 1.ª Exposição Filatélica Escutista, no Dia do Selo. As Estações de Correios começam a dar o seu apoio e foram utilizados 12 carimbos comemorativos. P U B L I C A Ç Ã O T R I M E S T R A L — A N O I I I N . º 9 P Á G I N A 2 5
  • 26. Quarto Período de 1974 – 2014. O Algarve começa a desenvolver-se filatelicamente. Em 1977 nasce o primeiro agrupamento filatélico juvenil e os CTT concedem o primeiro carimbo comemorativo para uma atividade filatélica em 1977. Durante estas quatro décadas sucede-se a criação de várias Agremiações Filatélicas, surgem os primeiros colecionadores do Algarve a participar em exposições, são organizadas expo- sições Internacionais, Bilaterais, Nacionais e Regionais, dezenas de Mostras filatélicas e de Cole- cionismo e 5 ALGARPEX. Realizaram-se outras manifestações filatélicas como Congressos, Comemorações do Dia do Selo, Palestras, Encontros de Filatelia, etc. No campo da Literatura Fila- télica, surgem a Revista “Mensageiro Filatélico” de 1997 a 2001, a Revista online “Mensageiro do Algarve” desde 2013 e Sites na Internet . Este desenvolvimento deve-se em parte aos apoios da Federação Portuguesa de Filatelia, CTT, Câmaras Municipais e outras Entidades Publicas e Privadas O Presente A Filatelia é uma realidade e o selo é um instrumento útil e muito importante para a divulga- ção das potencialidades de um país, os temas que abrange são de especial relevância para incen- tivar o colecionador. Mas os tempos presentes apresentam problemas tais como a pouca correspondência selada, o aumento desmesurado do número de selos emitidos com valores altos e pouco utilizáveis. Por outro lado os jovens são mais atraídos para as modalidades desportivas. A Internet e os telemó- veis são um meio de passatempo e de intercâmbio de ideias e de comunicações rápidas. A dinamização possível será o desenvolvimento da filatelia através da criação de clubes fila- télicos e palestras, mostras de divulgação em Centros Comerciais e outros locais com grande afluência de público, dinamização da Filatelia nas Escolas através de incentivos, emissões desti- nadas aos mais jovens. O Futuro A União Postal Universal - UPU tem 192 países aderentes. Em 2012 a UPU divulgava que o negócio primário (operadores postais) era de 50 mil milhões de dólares e o negócio no mercado secundário (Comerciantes) era de 40 mil milhões de dólares, que o aumento de 2010 para 2011 teria sido de 8%, que na China os filatelistas crescem à média de um milhão por ano. A filatelia constitui um negócio rentável. Por parte dos países da UPU estamos certos que a filatelia não morre e por parte do colecio- nador a filatelia também não desaparecerá. Uma coisa é certa, terá que haver um incentivo por parte das Entidades Postais e uma adaptação da parte do colecionador a novas formas de encarar o colecionamento dos produtos postais da era moderna. Nota da Redacção: Estava previsto apresentar igualmente a participação de Vitor Lourenço, pro- curaremos apresentá-lo tão cedo quanto possível. O M E N S A G E I R O D O A L G A R V E P Á G I N A 2 6
  • 27. Congresso de Filatelia em Coimbra Com Organização da Secção Filatélica da Associação Académica de Coimbra, realizou-se no passado dia 14 de Março de 2015, mais um Congresso de Filatelia, tendo o local escolhido sido o Hotel D. Luís, na Lusa Atenas. Aberto a todos os Filatelistas que se quiseram inscrever, contou com a presença de cerca de quarenta participantes que tiveram oportunidade de apresentar as suas comunicações (Livros, Estu- dos ou simples Peças de opinião) acerca da Filatelia. Iniciaram-se os trabalhos cerca das 10 horas, com a entrega de documentação e sessão de abertura com a apresentação de carimbo comemorativo especialmente concebido para o efeito por parte dos Correios de Portugal. O primeiro orador foi o Dr. Raul Moreira dos Correios de Portugal que apresentou uma comu- nicação intitulada “Evolução recente e tendências do Mercado Filatélico”. Seguidamente foi a vez da Dr.ª Maria Margarida Sobral Neto da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, ten- do versado a sua comunicação sobre o tema “Os Correios Portugueses na época moderna (de D. Manuel a D. Maria I): organização, itinerários e funcionamento”. O último orador da manhã foi Acácio Horta da Luz, tendo a sua apresentação versado sobre “Manuais de Legislação Postal Portuguesa e Internacional – 1902-1945”. Seguiu-se um período de debate, com perguntas e respostas, tendo de seguida sido servido um almoço no Restaurante do próprio Hotel. Da parte da tarde, iniciaram-se os trabalhos cerca das 15 h com a intervenção do Profº Carlos M. Freire de Oliveira, da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e antigo dirigente da Secção, tendo apresentado “História do agrupamento temático nacional de Medicina”. Foram segundos oradores da parte da tarde, os Profs. Isabel Maria Freitas Valente (CEIS20/ TE) e João Rui Pita, antigo dirigente da Secção, da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra/CEIS20, tendo apresentado o tema e a sua experiência acerca de “Portugal e a Europa: uma história contada através dos selos portugueses – uma exposição itinerante”. Seguiu-se um período de debate com perguntas e respostas bastante animado onde foi possí- vel trocar opiniões e experiências acerca dos temas anteriormente abordados. Seguiu-se a apresentação do livro “Teclas – o Filatelista”, por João Paulo Simões, de carác- ter didático. Interrompidos os trabalhos por volta das 17 horas, foi servido um lanche na varanda do pró- prio hotel. P U B L I C A Ç Ã O T R I M E S T R A L — A N O I I I N . º 9 P Á G I N A 2 7
  • 28. Retomados os trabalhos para a ultima parte do Congresso, foram apresentadas, em primeiro lugar a comunicação de Pedro Vaz Pereira, Presidente da Federação Portuguesa de Filatelia, “ A Origem do Selo e o Desenvolvimento da Filatelia” e por último uma comunicação de António Manuel Pimentel Perestrelo Cavaco, antigo dirigente da Secção Filatélica, subordinada ao tema “Filatelia – Que Futuro?”. Abriu-se um momento de debate com perguntas e respostas, tendo havido algumas conside- rações e promessas por parte da FPF em relação a iniciativas a levar a cabo no futuro, com o intui- to da divulgação da filatelia e com o objectivo de cativar o gosto pelo colecionismo. O Congresso terminou por volta das 19 horas, tendo sido na opinião dos participantes, uma optima jornada de confraternização, onde se debateram ideias, convicções e temas que certamen- te irão contribuir para que no futuro seja possível expandir este tipo de colecionismo. Por ultimo uma palavra de agradecimento e de parabéns para os dirigentes da Secção Filaté- lica da Associação Académica de Coimbra, por terem levado a cabo esta iniciativa, que se integrou nas comemorações do 50º Aniversário da própria Secção, fundada em 23 de Fevereiro de 1965. Anteriormente, no dia 23 de Fevereiro, já tinha sido realizada uma Mostra Filatélica com a apre- sentação de documentos e peças filatélicas realizadas ao longo destes cinquenta anos por parte da Secção, tendo os Correios de Portugal editado um bonito inteiro postal desenhado por actuais dirigentes da Secção, alusivo a tal efeméride. A Direcção Geral da Academia também não deixou de se associar às comemorações tendo sido descerrada placa comemorativa alusiva à passagem deste aniversário. Por último, tendo o signatário desta comunicação, passado por esta Secção aquando da sua formação académica e organizado entre outros eventos as Comemorações do 18º Aniversário da Secção, foi com muito orgulho e sentimento de que valeu a pena ter “perdido” algumas noitadas pela causa da Filatelia e da Secção, que volvidos estes anos, constatou que o dinamismo da Sec- ção continua vivo e que “…Coimbra (continua a ser) é uma Canção, só passa quem souber, dizer Saudade…” ou “ …Coimbra (continua a ser) é mais bonita na hora da despedida”. Apresentação do trabalho de António Manuel Pimentel Perestrelo Cavaco FILATELIA – Que Futuro? Todos sabemos que a “crise” que assolou o País, foi de origem económica e financeira, mas não é dessa crise que este meu depoimento pretende abordar. Em 1987 num artigo que escrevi para a revista “Filatelia Portuguesa”, projectava para o futu- ro algo que na minha opinião era o desejável, mas não o que já na altura previa que iria acontecer. Não me enganei, embora preferisse ter-me enganado e o cenário fosse aquele que sonhava. Sonho esse que contemplava a presença de jovens dirigentes à frente das várias Colectividades filatélicas, fruto da renovação de quadros que se tinha iniciado e complementado com o ensina- mento dos mais sábios, que entretanto se dedicavam, à pesquisa, ao estudo e à publicação das suas descobertas, quer através de conferências, quer através de escritos em revistas das especia- lidades. Esta nova geração, com maior capacidade de mobilização e aproveitando as novas tecnolo- gias que entretanto estavam a aparecer, certamente que iriam dar continuidade na divulgação da filatelia por este País fora… Efectivamente este era o meu sonho, mas já nessa altura não via grande possibilidade de se concretizar. Podemos perguntar então qual o motivo para que tal não tenha acontecido, se nos anos “oitenta” tínhamos uma Filatelia participativa e com um nº conside- rado de agremiações e filatelistas. Podemos enumerar uma dezena ou mais de factores que motivaram que tal cenário fosse acontecendo, no entanto na minha opinião a ausência de um deles é a causa do estado actual da nossa Filatelia – DIVULGAÇÃO -. O M E N S A G E I R O D O A L G A R V E P Á G I N A 2 8
  • 29. Como sabemos, para colher é necessário semear. Aqui esteve o nosso erro. Não fomos sufi- cientemente persistentes a continuar com a divulgação da filatelia. Onde? Nas Escolas, nas Colecti- vidades, na Comunicação Social (Jornais, Rádio, Televisão) e aproveitando as novas tecnologias, principalmente a internet. Hoje, são raras as Mostras de Divulgação, logo como vamos despertar a curiosidade e cativar “Jovens” para esta temática. Quando falo de “Jovens” não se pretende somente atingir aqueles que a possuem pela sua juventude proveniente de idade natalícia, mas todos aqueles que se iniciam nas lides filatélicas. Necessitamos de uma Acção concertada com o nosso parceiro destas lides – Correios de Por- tugal – de modo a que possamos criar uma rede de Mostras de Divulgação por este País. As Colec- ções a expor serão essencialmente de caracter didáctico da responsabilidade da Federação P. Fila- telia (temas como Historia de Portugal, Geografia, Ciências, etc.) que em articulação com as várias Colectividades possam ser exibidas em Escolas, Colectividades, Bibliotecas, Espaços Públicos, despertando a curiosidade e o interesse no jovem, no cidadão, em se abalançar a realizar também a sua coleção. Não se consegue cativar ninguém que é mero observador, a iniciar uma colecção, quando só temos ao dispor Exposições (e poucas…) em que o nível de colecções nos fazem de certo modo desistir logo antes de iniciar algo, pois nunca vamos conseguir qualquer coisa semelhante. Não que seja contrário a essas exposições, pois são na mesma necessárias e devem continuar no Plano Exposicional, pois vão permitir ao “jovem” ao longo da sua carreira, aprender e a aperfeiçoar as suas próprias colecções. Contudo o que se pretende é que haja iniciação, trabalho, pesquisa, gosto e interesse pelo colecionismo e quiçá que este “passatempo” possa servir para engrandecer os nos- sos conhecimentos e tornar-nos mais sabedores. Lanço o desafio conjunto á estrutura máxima da nossa filatelia, e ao emissor destes “pedacinhos” de papel que se articulem e montem um programa de divulgação que em conjugação com as agremiações possam promover e divulgar o gosto por este colecionismo. Congresso da Federação Portuguesa de Filatelia Realizou-se no dia 28 de Março o Congresso Ordi- nário da Federação Portuguesa de Filatelia, APD na Sala Londres do Travel Park Hotel com uma vasta Ordem de Trabalhos, onde constavam além do da aprovação do Relatório de Actividades, Con- tas e Balanço elaboradas pela Direcção e os res- tantes documentos que lhe estão subjacentes, a ratificação da compra da nova sede e uma propos- ta de alteração dos Estatutos e a designação do local do próximo Congresso. Foram pois discutidos o Parecer do Conselho Fis- cal, o Relatório do Conselho Disciplinar, a fixação da quota federativa para o próximo ano. Todos estes documentos, incluindo o Relatório da Direc- ção foram aprovados por unanimidade, mantendo-se também inalterado o valor da quota para o próximo ano. Porque a compra da nova sede segundo os estatutos em vigor, não era competência da Direcção, mas o tempo útil não permitia a marcação de um Congresso expressamente para o efeito, a mesma compra foi submetida para ratificação ao Congresso que facilmente a aprovou. Na revisão dos estatutos, a Direcção elaborou uma proposta que a pôs à discussão, sendo demoradamente discutida, artigo por artigo, aprovando-se uma redacção final. Finalmente foi marcado para Lisboa o próximo Congresso P U B L I C A Ç Ã O T R I M E S T R A L — A N O I I I N . º 9 P Á G I N A 2 9
  • 30. A Filatelia no Escutismo 35 anos do Agrupamento 598 do CNE Decorreu no dia 29 de Março em Armação de Pera, uma Mostra Filatélica subordinada ao tema “A Filatelia no Escutismo”, organizada pelo Núcleo de Filatelia Juvenil de Escolas Silves Sul, “O Bichinho do Selo”, inserida na comemoração dos 35 anos do Agrupamento 598 do Corpo de Escutas de Armação de Pera. A Mostra, integrada no plano Exposicional para 2015 da Federação Portuguesa de Filatelia, teve lugar no Salão do Clube Futebol “O Armacenense” e contou, também, com uma exposição de Objecos Escutas. O carimbo representa a pedra basilar e o envelope comemorativo teve como ilustração a imagem de S. Pedro, patrono do Agrupamento. Foram emitidos dois selos personalizados relacio- nados com os escuteiros locais, no âmbito destas comemorações. Este evento teve grande afluência de visitantes, nomeadamente filatelistas, escuteiros e anti- gos escuteiros, população local e contou com a presença do Chefe Regional do Algarve. Além da participação de Manuela Lourenço, a responsável pelo Núcleo, com Escutismo e Papa João Paulo II, participaram os seguintes jovens: Tomás Ferreira com Animais, Alexandra Jara com Religião e Cinema, Ana Vieira com Países Diversos, Margarida Carvalho com Flores e Frutos, Ariana Dias com Musica e Cosmo, Luana Chicambi com Borboletas O M E N S A G E I R O D O A L G A R V E P Á G I N A 3 0
  • 31. Mostra Filatélica - 2º Aniversário Eurocidade do Guadiana Integrado nas comemorações da Eurocidade do Guadiana que inclui as cidades de Vila Real de Santo António e de Ayamonte, também a vila de Castro Marim, cujo segundo aniversário se comemora do próximo dia 9 de Maio, vai realizar-se no Edifício da Câmara Municipal vila-realense uma Mostra Filatélica de 4 a 14 de Maio. O Dia 4, dia da inauguração, está reservado ainda para a apresentação do programa das comemorações que se distribuirão pelas três localidades e ainda para o lançamento de dois selos personalizados, um por parte cidade de Vila Real de Santo António e outro por parte da cidade de Ayamonte, prevendo-se ainda um terceiro, embora ainda não confirmado, pela vila de Castro Marim. Os selos, além do logótipo da Eurocidade do Guadiana terão a ilustração de um motivo secundário representativo de cada uma das localidades. Estarão em exposição várias colecções ligadas ao Algarve e à Andaluzia pertencentes a filate- listas dos dois lados do Guadiana. Onugarve 2015 - Huelva (Espanha) Huelva (Espanha), 2 a 17 de Junho – ONUGARVE 2015 Vai realizar-se de 2 a 17 de Junho na Casa Colombo em Huelva (Espanha) a Exposição Filatélica ONUGAR- VE 2015, deixando assim de utilizar as instalações da Universidade de Huelva, local onde, nos últimos anos, têm tido lugar estas exposições. A Casa Colombo, um dos locais mais nobres daquela cidade andaluza já foi palco de exposições filatélicas, incluindo uma, em 2010, com a participação de filatelistas do Algarve, podendo mesmo afirmar-se que volta- mos ao local da partida. III Encontro Internacional de Coleccionismo de Vila Real de Santo António Vai realizar-se no dia 6 de Junho o já habitual Encontro Internacional de Coleccionismo, que vai já na sua terceira edição. Há muito que foi divulgada a sua realização nas redes sociais, encon- trando-se as inscrições a correr a bom ritmo. A expectativa é grande até porque a avaliar pelos encontros anteriores, espera-se ultrapassar o número de participantes das edições anteriores. Este ano, juntamente com o encontro far-se-á uma Mostra de Filatelia e Coleccionismo, pre- vendo-se ainda a emissão de um carimbo comemorativo, integrado nos 125 anos do Corpo de Bombeiros de Vila Real de Santo António. O local escolhido para este III Encontro é o Centro Cultural António Aleixo, no centro da cida- de de Vila Real de Santo António. Paralelamente e na Praça Marquês de Pombal, irá ter lugar, nos dias 6 e 7 de Junho a II Feira de Floricultura e Artesanato, contando esta com a colaboração da Câmara Municipal, Sociedade de Gestão Urbana-EM, SA e ACRAL. Ambas a actividades são uma organização da Secção de Coleccionismo da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Real de Santo António P U B L I C A Ç Ã O T R I M E S T R A L — A N O I I I N . º 9 P Á G I N A 3 1 Próximos Eventos Filatélicos
  • 32. Mostra Filatélica (Escola EB 2/3 D. Afonso III - Faro) De 20 de Abril a 01 de Maio estará patente na Escola EB 2/3 D. Afonso III mais uma exposi- ção filatélica, desta vez alusiva à temática 25 de Abril. Esta iniciativa decorre de uma iniciativa preconizada pelo extinto Núcleo de Filatelia de Faro - ATAF que no ano passado em parceria com a Câmara Municipal de Faro levou às Escolas sede de Agrupamento três coleções filatélicas sobre o tema "25 de Abril". A semente singrou e este ano os anteriores membros do NFF foram contatados para voltar a colocar patente essa exposição. Como tal, os coleccionadores Luís Brás e Francisco Paiva disponibi- lizaram as suas coleções para estarem patentes e relembrar/ensinar os alunos "25 de Abril" utilizan- do por base coleções de filatelia. 1º Seminário do Fórum Numismatas Como noticiámos no passado número de “O Mensageiro do Algarve”, vai realizar-se na Quar- teira nos dias 1, 2 e 3 de Maio um conjunto de iniciativas no âmbito do 7º Aniversário do Fórum Numismatas. Em Nota à Imprensa, datado de 19 de Março, os promotores do acontecimento dão- nos conta das diversas iniciativas. Assim, no dia 1 a partir das 16h30 realiza-se no Auditório do Centro Autárquico um Seminá- rio sobre a numismática algarvia, conta com o apoio da Câmara Municipal de Loulé e serão orado- res António Miguel Trigueiros, Dália Paul (Directora da Divisão de Cultura e Património de Loulé), José Ruivo e Rui Santos; No dia 2, realiza-se o almoço de aniversário, onde se espera estarem presentes mais de 80 numismatas de todo o país, Dr. Vitor Aleixo, presidente da Câmara Municipal de Loulé, a vereado- ra da mesma Câmara, Dra. Ana Machado e ainda do Dr. José Ruivo, doutorado em Arqueologia e responsável pelos Serviços Técnicos de Arqueologia do Museu Conímbriga. Diz ainda a Nota de Imprensa que no decurso do evento irão realizar-se diversas actividades ligadas ao coleccionismo, venda e sorteio de moedas, notas e livros temáticos a ainda a eleição do forista do ano que será galardoado com o prémio “Flor de Cunho”. Será emitida uma medalha do evento dedicada a Quarteira e estarão patentes duas mostras expositivas, a primeira dedicada à “Expansão Marítima Portuguesa através da Moeda” e outra em homenagem ao escultor “Espiga”, composta por moedas e medalhas da autoria daquele consagra- do artista. O M E N S A G E I R O D O A L G A R V E P Á G I N A 3 2
  • 33. Exposição Filatélica “London 2015” Vai realizar-se na cidade de Londres de 13 a 16 de Maio a Exposição Filatélica competitiva “London’2015” que decorreraá no Business Disign Cen- tre em Londres. Esta Exposição tem o patrocínio da FEPA-Federação Europeia de Associações Filatélicas e com reconhecimento da FIP – Federação Interna- cional de Filatelia. É Comissário para Portugal o dirigente federativo Vitor Jacinto. João Soeiro, integrará o Corpo de Jurados desta exposição internacional. Esta exposição abrange todas as classes filatélicas e contará com cerca de 1200 quadros, concorrendo, na Classe de Literatura um filatelista do Algar- ve, Francisco Matoso Galveias que apresentará o seu livro “Os Bombeiros na Filatelia Portuguesa”. Algarpex 2015 - VI Exposição Filatélica do Algarve Começou já a ser distribuído o Boletim nº 1 da ALGARPEX’2015 que se realiza de 3 a 12 de Julho em lugar em Castro Marim, na Casa do Sal, local considerado como a casa da cultura daque- la vila. O tema da exposição é o Sal e a sua actividade, de primordial importância para o concelho, ombreando com o Turismo como as principais actividades dos castro-marinenses. Estão previstas outras actividades paralelas, como sejam uma feira de coleccionismo, a rea- lizar e já o tradicional almoço de confraternização, onde os coleccionadores oriundos de todo o Algarve e da Andaluzia trocam algumas palavras. As Algarpex’s que já entraram no calendário filatélico algarvio são organizadas pelos agru- pamentos filatélicos do Algarve decorrendo alternadamente em diversas localidades contando ainda com a participação de filatelistas andaluzes. Sendo a segunda vez que a Secção de Coleccionismo da associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Real de Santo Antó- nio está a organizar a Algarpex - Exposição Filatéli- ca do Algarve, escolheu desta vez o Concelho de Castro Marim para local da exposição, centrando-a como afirmámos anteriormente, na temática do Sal, uma das actividades económicas mais significativas daquela Vila do Sotavento Algarvio. As inscrições deverão ser remetidas à Orga- nização até ao dia 25 de Maio. O programa está a ser elaborado e, a seu tempo será divulgado aos participantes. Embora não sendo a primeira vez que Cas- tro Marim foi palco de um evento filatélico, é a pri- meira vez que Castro Marim irá ter um Carimbo Comemorativo, o que, por si só, é mais um aliciante para esta exposição. Por outro lado a pronta disponibilidade da Câmara Municipal deixa-nos esperançados de uma boa jornada filatélica. P U B L I C A Ç Ã O T R I M E S T R A L — A N O I I I N . º 9 P Á G I N A 3 3
  • 34. Produtos Filatélicos do 1º Trimestre de 2015Produtos Filatélicos do 1º Trimestre de 2015Produtos Filatélicos do 1º Trimestre de 2015 Carimbos Comemorativos Vila Real de Santo António, 15.01.2015 – 125 Anos do Corpo de Bombeiros (de Vila Real de Santo António) – (Carimbo de lançamento de Inteiro Postal) São Brás de Alportel, 03.02.2015 – 100 Anos do Concelho de São Brás de Alportel Armação de Pêra, 29.03.2014 – 35 Anos do Agrupamento 598 do Corpo Nacional de Escutas – (Mostra Filatélica). Emissões Filatélicas  Madeira autoadesivos II Data da Emissão: 19.01.2015 Selos: E20g (Quintas da Madeira); E20g (Pão tradicional) E20g (Europa 2012, Visite); E20g (Europa 2012 Floreste e Turismo) E20g (Bordados tradicionais portugueses) Carimbos de 1º Dia: Lisboa, Porto, Funchal e Ponta Delgada  Mobilidade Sustentável Data da Emissão: 27.01.2015 Selos: 0,42€ + 0,80€ (selos se tenant) Carimbos de 1º Dia: Ponta Delgada, Funchal, Porto, Lisboa O M E N S A G E I R O D O A L G A R V E P Á G I N A 3 4
  • 35.  Desportos Radicais II, Autoadesivos Data da Emissão: 12.02.2015 Selos: N20g (Kitesurf); A20g (Escalada); E20g (Rafting) Carimbos de 1º Dia: Lisboa, Porto, Funchal e Ponta Delgada  Emissão Centenário da Revista Orpheu Data da Emissão: 20.02.2015 Selos: 0,42€ (Capa do 1º Número da Orpheu), 0,72€ (Idem do 2º Número) Bloco: 2,50€ (Quadro sem título, lendo Orpheu 2) de Almada Negreiros Carimbos de 1º Dia: Lisboa, Porto, Funchal e Ponta Delgada  Grandes Músicos do Mundo Datas de Emissão: 26.03.2015 Selos: 0,72€ (Jean Sibelius); 0,80€ (Elisabeth Schwarzkopf) Blocos: 1,50€ (Jean Sibelius); 1,50€ (Elisabeth Schwarzkopf) Carimbos de 1º Dia: Lisboa, Porto, Funchal e Ponta Delgada  Vultos da história e da Cultura Datas de Emissão: 31.03.2015 Selos: N20g (Francisco Vieira); N20g (Barbosa du Bocage) 0,62€ (Ramalho Ortigão); 0,72€ (Ruy Cinatti) 0,80€ (Agostinho Ricca); 1,00€ (Frederico George) Carimbos de 1º Dia: Lisboa, Porto, Funchal e Ponta Delgada Inteiros Postais  15.01.2015 – Inteiro Postal – 125 Anos do Corpo de Bombeiros de Vila Real de Santo António  23.02.2015 – Inteiro Postal – 50 Anos da Secção Filatélica da Associação Académica de Coimbra  27.01.2015 – Inteiro Postal – 80 Anos da fundação Inatel – 1935-2015 (não houve carimbo de lançamento)  09.03.2015 – Inteiro Postal – 115 Anos do Instituto de Odivelas  11.03.2015 – Inteiro Postal – 25ª Meia-Maratora de Lisboa Retirada de Produtos Filatélicos de Circulação Segundo um Aviso emitido pelos CTT em Novembro de 2014, e considerando que as emissões de selos comemorativos relativos ao período de 2006 a 2007, os Inteiros Postais Comemorativos e Cartas Inteiras Comemorativas relativos ao período de 2002 a 2007, as emissões da Série Base relativos a 2006 e 2007 e as emissões de etiquetas de Impressão de Franquia Automática – EIFA de 2006 e 2007, se encontram desactualizadas, a Comissão Exe- cutiva dos CTT, ao abrigo das disposições nos artigos 17º e 18º do Decreto-Lei nº 360/85, de 3 de Setembro, deliberou retirar de circulação os valores postais emitidos naqueles períodos, deixando de ter validade a partir de 31 de Janeiro de 2105. Refere ainda o Aviso dos CTT que os selos poderão ser trocados por outros que estejam em vigor, em qualquer Loja dos CTT, entre o dia 2 de Fevereiro e 30 de Abril de 2015. Em carta emanada dos Serviços de Filatelia de 15 de Janeiro de 2015, dá a mesma informação, acrescentando que para fins de coleccionismo, podem ainda comercializar estes artigos filatélicos por mais algum tempo, pelo que poderão contactar com aqueles serviços até 30 de Abril de 2015. P U B L I C A Ç Ã O T R I M E S T R A L — A N O I I I N . º 9 P Á G I N A 3 5
  • 36. Endereços das Agremiações AFAL - Associação Filatélica Alentejo Algarve Avenida 25 de Abril, Bloco 2, r/c 8500-610 Portimão Núcleo Filatélico Juvenil de Armação de Pêra Sítio da Torre, Armação de Pêra, 8365-184 Silves Núcleo Juvenil de Filatelia e Colecionismo de Lagoa Biblioteca Municipal de Lagoa Largo dos dos Combates da Grande Guerra 8400-338 LAGOA Secção Filatélica do Lions Clube de Portimão Auditório Municipal Rua Miguel Bombarda 8500-299 Portimão Secção de Colecionismo da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Real de Santo António Rua Francisco Sá Carneiro S/N 8900-307 Vila Real de Santo António Coleccione Selos e visite as exposições filatélicas Se tens conhecimento de eventos ligados ao coleccionismo que ocorram no Algarve não hesites em informar-nos, ou escreve uma notícia e envia-a para nós a publicarmos nas páginas desta revista Se és possuidor de alguma curiosidade sobre uma peça de coleccionismo e que de alguma forma a ligue ao Algarve, escreve-nos um texto que nós publicamos nas páginas desta revista Se tens conhecimento que no lugar onde vives houve no passado alguma exposição de filatelia e dela tens algum documento, faz uma notícia sobre esse evento para ser publicado nas páginas desta revista, enviando-nos igualmente imagens se possível Enfim, colabora connosco! Colaboraram neste número: António Borralho António Cavaco Feliciano Flor Francisco Galveias Manuela Lourenço Paulo Silva Sérgio Pedro Paginação e Montagem Francisco Galveias Os artigos publicados são da inteira responsabilidade dos seus autores. Contacte-nos para Email: omensageirodoalgarve@gmail.com Divulga pelos amigos “O Mensageiro do Alagrve” Podes ler os números anteriores em: http://www.slideshare.net/mensageiro2013 http:www.com/mensageiro Algarve/docs