O encanto dos Orixás
                 Leonardo Boff
(nos 02 últimos slides há uma pequena biografia de Leonardo Boff)




               Site oficial de Leonardo Boff:

                 http://www.leonardoboff.com
Quando atinge grau elevado
       de complexidade,
   toda cultura encontra sua
   expressão artística,literária
          e espiritual.




   Mas ao criar uma religião a
   partir de uma experiência
 profunda do Mistério do mundo,
        ela alcança sua
maturidade e aponta para valores
            universais.
É o que representa a Umbanda,
religião, nascida das matrizes da
     mais genuína brasilidade,
         feita de europeus,
              africanos
             e indígenas.




                                    Omulu
O nome Umbanda é carregado
      de significação.

        É composto de OM
(o som originário do universo nas
       tradições orientais)
   e de BANDHA (movimento
  incessante
  incessante da força divina).


  Sincretiza de forma criativa
      elementos das várias
     tradições religiosas de
       nosso país, criando
     um sistema coerente.
Privilegia as tradições do
  Candomblé da Bah poria
 serem as mais populares e
próximas aos seres h  umanos
   em suas necessidades.

 M não as considera como
  as
  entidades, apenas como
forças ou espíritos puros que
     através dos G  uias
   espirituais se acercam
das pessoas para ajudá-las.
Os Orixás, a M Virgem,
               ata
      oR ompe-M  ato,
      o SeteFlech as,
       a Cach oeira,
         a Jurema
       e os Caboclos
       representam
   facetas arq uetípicas
            da
        Divindade.
Elas não multiplicam Deus
    num falso panteísmo
mas concretizam, sob os mais
        diversos nomes,
   o único e mesmo Deus.

Este, se sacramentaliza nos
elementos da natureza como
      nas montanh   as,
      nas cach  oeiras,
        nas matas,
          no mar,
          no fogo
    e nas tempestades.
Ao confrontar-se com estas
realidades, o fiel entra em
   comunh com Deus.
          ão

 A Umbanda é uma religião
  profundamente ecológica.
   Devolve ao ser humano
   o sentido da reverência
 face às energias cósmicas.

 R enuncia aos sacrifícios de
  animais para restringir-se
  somente às flores e à luz,
realidades sutis e espirituais.
Há um diplomata brasileiro, Flávio
    Perri, q serviu em embaixadas
            ue
importantes como P   aris, Roma, Genebra
  e Nova Y ork, q se deixou encantar
                  ue
       pela religião da Umbanda.

       Com recursos das ciências
 comparadas das religiões e dos vários
    métodos h ermenêuticos, elaborou
     perspicazes reflexões q levam
                            ue
         exatamente este título:
        'O En todo Orixás
              can      s       ',
           desvendando-nos a
    riqueza espiritual da Umbanda.
   Permeia seu trabalh com poemas
                        o
  próprios de fina percepção espiritual.
Ele se inscreve no gênero dos poetas
             pensadores e místicos como:

         Alvaro Campos (Fernando P  essoa),
              M M
               urilo endes, T.S. Elliot
                    e o sufi Rumi.

          Mesmo sob o encanto, seu estilo é
               contido, sem q uer
                              ualq
          exaltação, pois é esse rigor q a
                                        ue
            natureza do espiritual exige.

           Além disso, ajuda a desmontar
Xango   preconceitos q cercam a Umbanda,
                      ue
        por causa de suas origens nos pobres
                 da cultura popular,
            espontaneamente sincréticos.
Que eles tenh produzido significativa
                                     am
                      espiritualidade e criado uma religião cujos
                     meios de expressão são puros e singelos revela
                        q profunda e rica é a cultura desses
                         uão
                                humilhados e ofendidos,
                                     nossos irmãos
         P re Ve
            to lho                     e irmãs.

 Como se dizia nos primórdios do Cristianismo q em sua origem,
                                               ue,
   também era uma religião de escravos e de marginalizados:


“Os pobres são nossos mestres, os humildes, nossos doutores”
Cab c
           o lo

                  Talvez algum leitor estranh q um teólogo
                                             e ue
                     como eu, diga tudo isso q escrevi.
                                              ue


                             Apenas respondo:


Um teólogo q não consegue ver Deus para além dos limites de
            ue
         sua religião ou igreja não é um bom teólogo.
              É antes um erudito de doutrinas.

Perde a ocasião de se encontrar com Deus, q se comunica por
                                            ue
    outros caminh e q fala por diferentes mensageiros,
                  os ue
                    seus verdadeiros anjos.
Deus desborda de nossas cabeças e dogmas.




             Leonardo Boff...
Leonardo Boff nasceu em Concórdia, Santa Catarina,
                   aos 14 de dezembro de 1938.

    É neto de imigrantes italianos da região do Veneto, vindos para
               oR G
                  io rande do Sul no final do século XIX.

      Cursou Filosofia em Curitiba-P e Teologia em P
                                    R                 etrópolis-RJ.
                 Doutorou-se em Teologia e Filosofia na
           Universidade de M ue- Alemanh em 1970.
                              uniq           a,

   Ingressou na Ordem dos Frades Menores, franciscanos, em 1959.

  Durante 22 anos, foi professor de Teologia Sistemática e Ecumênica
           em Petrópolis, no Instituto Teológico Franciscano.

   Professor de Teologia e Espiritualidade em vários centros de estudo e
   universidades no Brasil e no exterior, além de professor-visitante nas
universidades de Lisboa (P ortugal), Salamanca (Espanh Harvard (EUA),
                                                         a),
                   Basel (Suíça) e Heidelberg (Alemanh  a).
Em 1984, em razão de suas teses ligadas à Teologia da Libertação,
 apresentadas no livro " Igreja: Carisma e Poder“ , foi submetido a um
      processo pela Sagrada Congregação para a Defesa da Fé,
                     ex Santo Ofício, no Vaticano.

Em 1985, foi condenado a 01 ano de " silêncio obseq   uioso" e deposto
 de todas as suas funções editoriais e de magistério no campo religioso.

  Dada a pressão mundial sobre o Vaticano, a pena foi suspensa em
       1986, podendo retomar algumas de suas atividades
                  na cadeira de G  alilei Galileu.

Em 1992, sendo de novo ameaçado com uma segunda punição pelas
   autoridades de Roma, renunciou às suas atividades de padre
               e se auto promoveu ao estado leigo.

"Mudou de trinch para continuar a mesma luta’’
                eira
Criação: saleterussimaia@ gmail.com
Lavras/ M / Brasil/ Cosmos/ 02-02-2010
         G




      Música de fundo: Obiero
        Voz: Ayub Ogada

O encanto dos orixás!

  • 1.
    O encanto dosOrixás Leonardo Boff (nos 02 últimos slides há uma pequena biografia de Leonardo Boff) Site oficial de Leonardo Boff: http://www.leonardoboff.com
  • 2.
    Quando atinge grauelevado de complexidade, toda cultura encontra sua expressão artística,literária e espiritual. Mas ao criar uma religião a partir de uma experiência profunda do Mistério do mundo, ela alcança sua maturidade e aponta para valores universais.
  • 3.
    É o querepresenta a Umbanda, religião, nascida das matrizes da mais genuína brasilidade, feita de europeus, africanos e indígenas. Omulu
  • 4.
    O nome Umbandaé carregado de significação. É composto de OM (o som originário do universo nas tradições orientais) e de BANDHA (movimento incessante incessante da força divina). Sincretiza de forma criativa elementos das várias tradições religiosas de nosso país, criando um sistema coerente.
  • 5.
    Privilegia as tradiçõesdo Candomblé da Bah poria serem as mais populares e próximas aos seres h umanos em suas necessidades. M não as considera como as entidades, apenas como forças ou espíritos puros que através dos G uias espirituais se acercam das pessoas para ajudá-las.
  • 6.
    Os Orixás, aM Virgem, ata oR ompe-M ato, o SeteFlech as, a Cach oeira, a Jurema e os Caboclos representam facetas arq uetípicas da Divindade.
  • 7.
    Elas não multiplicamDeus num falso panteísmo mas concretizam, sob os mais diversos nomes, o único e mesmo Deus. Este, se sacramentaliza nos elementos da natureza como nas montanh as, nas cach oeiras, nas matas, no mar, no fogo e nas tempestades.
  • 8.
    Ao confrontar-se comestas realidades, o fiel entra em comunh com Deus. ão A Umbanda é uma religião profundamente ecológica. Devolve ao ser humano o sentido da reverência face às energias cósmicas. R enuncia aos sacrifícios de animais para restringir-se somente às flores e à luz, realidades sutis e espirituais.
  • 9.
    Há um diplomatabrasileiro, Flávio Perri, q serviu em embaixadas ue importantes como P aris, Roma, Genebra e Nova Y ork, q se deixou encantar ue pela religião da Umbanda. Com recursos das ciências comparadas das religiões e dos vários métodos h ermenêuticos, elaborou perspicazes reflexões q levam ue exatamente este título: 'O En todo Orixás can s ', desvendando-nos a riqueza espiritual da Umbanda. Permeia seu trabalh com poemas o próprios de fina percepção espiritual.
  • 10.
    Ele se inscreveno gênero dos poetas pensadores e místicos como: Alvaro Campos (Fernando P essoa), M M urilo endes, T.S. Elliot e o sufi Rumi. Mesmo sob o encanto, seu estilo é contido, sem q uer ualq exaltação, pois é esse rigor q a ue natureza do espiritual exige. Além disso, ajuda a desmontar Xango preconceitos q cercam a Umbanda, ue por causa de suas origens nos pobres da cultura popular, espontaneamente sincréticos.
  • 11.
    Que eles tenhproduzido significativa am espiritualidade e criado uma religião cujos meios de expressão são puros e singelos revela q profunda e rica é a cultura desses uão humilhados e ofendidos, nossos irmãos P re Ve to lho e irmãs. Como se dizia nos primórdios do Cristianismo q em sua origem, ue, também era uma religião de escravos e de marginalizados: “Os pobres são nossos mestres, os humildes, nossos doutores”
  • 12.
    Cab c o lo Talvez algum leitor estranh q um teólogo e ue como eu, diga tudo isso q escrevi. ue Apenas respondo: Um teólogo q não consegue ver Deus para além dos limites de ue sua religião ou igreja não é um bom teólogo. É antes um erudito de doutrinas. Perde a ocasião de se encontrar com Deus, q se comunica por ue outros caminh e q fala por diferentes mensageiros, os ue seus verdadeiros anjos.
  • 13.
    Deus desborda denossas cabeças e dogmas. Leonardo Boff...
  • 14.
    Leonardo Boff nasceuem Concórdia, Santa Catarina, aos 14 de dezembro de 1938. É neto de imigrantes italianos da região do Veneto, vindos para oR G io rande do Sul no final do século XIX. Cursou Filosofia em Curitiba-P e Teologia em P R etrópolis-RJ. Doutorou-se em Teologia e Filosofia na Universidade de M ue- Alemanh em 1970. uniq a, Ingressou na Ordem dos Frades Menores, franciscanos, em 1959. Durante 22 anos, foi professor de Teologia Sistemática e Ecumênica em Petrópolis, no Instituto Teológico Franciscano. Professor de Teologia e Espiritualidade em vários centros de estudo e universidades no Brasil e no exterior, além de professor-visitante nas universidades de Lisboa (P ortugal), Salamanca (Espanh Harvard (EUA), a), Basel (Suíça) e Heidelberg (Alemanh a).
  • 15.
    Em 1984, emrazão de suas teses ligadas à Teologia da Libertação, apresentadas no livro " Igreja: Carisma e Poder“ , foi submetido a um processo pela Sagrada Congregação para a Defesa da Fé, ex Santo Ofício, no Vaticano. Em 1985, foi condenado a 01 ano de " silêncio obseq uioso" e deposto de todas as suas funções editoriais e de magistério no campo religioso. Dada a pressão mundial sobre o Vaticano, a pena foi suspensa em 1986, podendo retomar algumas de suas atividades na cadeira de G alilei Galileu. Em 1992, sendo de novo ameaçado com uma segunda punição pelas autoridades de Roma, renunciou às suas atividades de padre e se auto promoveu ao estado leigo. "Mudou de trinch para continuar a mesma luta’’ eira
  • 16.
    Criação: saleterussimaia@ gmail.com Lavras/M / Brasil/ Cosmos/ 02-02-2010 G Música de fundo: Obiero Voz: Ayub Ogada